sábado, 14 de março de 2009

Em defesa da TV Brasil.


Em artigo publicado ontem, surpreendentemente, no jornal O Estado de São Paulo, a diretora de Jornalismo da TV Brasil, Helena Chagas, enceta uma reação cheia de indignação e de justiça contra as críticas irresponsáveis e mentirosas que vêm sendo feitas à tevê pública do governo federal.
A TV Brasil tem se pautado pela ética, pela transparência e por muita competência, tendo já alcançado audiência que impede que se confirmem as previsões da oposição tucano-pefelê e de seus grandes jornais, rádios, tevês, revistas e mega portais de internet de que ela teria "traço" de audiência.
Vale, também, lembrar aqui quem é Helena Chagas.
A jornalista trabalhou aproximadamente 20 anos no jornal O Globo, dois deles como diretora da sucursal do jornal em Brasília. Ela deixou a diretoria de jornalismo do SBT Brasília para ir trabalhar na tevê pública.
Seu artigo é de uma competência que vi poucas vezes. O texto alude, antes de qualquer coisa, à burrice, ao partidarismo levado às últimas conseqüências, à irresponsabilidade de pessoas que só pensam em seus interesses políticos, sendo capazes de pisotear os interesses da nação para materializá-los.
Desfrutem, abaixo, dessa boa leitura, cheia de honestidade e razão.

Um convite a quem não viu e não gostou

O Estado de São Paulo - 12/03/2009

por Helena Chagas, diretora de Jornalismo da TV Brasil

O maior fiscal da TV Brasil é a sociedade, a quem ela deve prestar contas de cada ação, cada centavo gasto, cada segundo de programação no ar. A TV pública é uma instituição mantida com recursos públicos e criada para servir ao cidadão e não aos governos, como dizem alguns. Contamos com instrumentos de controle social, como o Conselho Curador e a Ouvidoria, e estamos aprimorando outras ferramentas de interatividade. Críticas sobre conteúdo e forma dos programas são bem-vindas, pois nos ajudam a trilhar o caminho certo a partir dos primeiros passos: levar ao cidadão informação completa, plural e isenta, para que ele possa refletir sobre a realidade e ser o senhor de suas escolhas.
Porém, 15 meses no ar registraram estranho fenômeno. A grande, vasta maioria das críticas e ataques à TV Brasil tem partido de quem claramente não está assistindo à TV Brasil: é a turma do não viu e não gostou. É minoritária (aviso aos navegantes: pelo Ibope, nossa audiência não é traço), mas influente e barulhenta. Esses não-telespectadores têm na TV pública brasileira uma espécie de Geni do controle remoto das televisões abertas.
Explicar por que nos levaria a mais uma enfadonha discussão sobre radicalização política. Mais construtivo é tentar mostrar o que esse pessoal anda perdendo. Por exemplo, o Repórter Brasil (RB), manhã e noite, mostrando gente e lugares que o Brasil que não vai além de São Paulo, Rio e Brasília não tem muita chance de ver. A TV Aldeia, do Acre, deu-nos um furo mundial com os índios que nunca tiveram contato com os brancos. As TVs estrangeiras correram atrás de nossas imagens. A TV Antares, do Piauí, permitiu-nos dar a conhecer as mazelas da população de Alegria, que não tem cemitério e enterra seus mortos no quintal. A Redeminas acompanha para nós, passo a passo, o drama dos demitidos da crise financeira nas grandes empresas no interior. E o pessoal do Acre, do Piauí, do Tocantins (lá estamos em 101 cidades) e outros parecem estar gostando de se ver: o RB é veiculado hoje em rede em 21 Estados, por adesão espontânea de emissoras universitárias e estaduais do campo público. Elas não fazem parte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), controladora da TV Brasil, mas perceberam que, com todas as precariedades técnicas e de transmissão, há algo de novo no ar.
Quem não viu e não gostou está perdendo os vídeos do Outro Olhar do RB, experiência inédita de jornalismo participativo na TV aberta brasileira. Até agora, 120 produções da população, como a dos moradores da Favela do Vidigal (Rio) sobre sua realidade; a dos pescadores da Paraíba sobre os efeitos do aquecimento global; a dos moradores do único quilombo urbano do Brasil, em Porto Alegre; e as dos índios pataxó e tupinambá, online em suas aldeias. Também não viram matérias em formato de rap sobre o cotidiano dos moradores de rua de São Paulo, que renderam ao jornalismo da TV Brasil seu primeiro prêmio. E perderam explicações úteis e didáticas do Repórter Brasil Explica. O que são commodities? Como funciona essa coisa que chamam de Orçamento da União? O que é nepotismo? E pré-sal?
Quem não sintonizou a TV Brasil também não viu o De lá pra cá, história e cultura em altíssimo astral com os jornalistas Ancelmo Góis e Vera Barroso, com entrevistados que vão de Caetano Veloso e Bibi Ferreira a Ruy Castro. Pena não terem visto também o Caminhos da Reportagem navegar toda a extensão do Rio Amazonas e mostrar como vivem as populações ribeirinhas. E nem ficarem sabendo que fomos a primeira emissora estrangeira a entrar no Tibete após o conflito dos monges. Perderam ainda a cobertura das eleições, das Paraolimpíadas na China, das festas juninas ao vivo. Nem viram os debates do 3 a 1, com participantes de alto nível e tempo para aprofundar assuntos de interesse da sociedade: violência, crise econômica, aborto, célula-tronco, emprego.
Falta espaço para falar do que mais a turma não viu e não gostou. E também para comentar sandices de ex-funcionários demitidos por razões profissionais - um âncora e editor-chefe que se recusava a cumprir jornada maior do que cinco horas diárias e um diretor de programa que não gostou da introdução do cartão de ponto. Buscaram seus minutos de fama jogando mais umas pedrinhas na Geni, surfando na inusitada comoção que provocam demissões na TV Brasil, raramente registrada com outras emissoras.
Mas a verdade se impõe. Da acusação de chapabranquismo, restou pormenorizado estudo aprovado pelo Conselho Curador em 12/8/2008, feito pelos conselheiros Cláudio Lembo, José Paulo Cavalcanti e Ima Vieira, concluindo ser o Repórter Brasil “jornalisticamente correto e politicamente isento”. A ridícula ilação a respeito de supostas relações da diretora de Jornalismo da EBC e do presidente da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp) com empresa de comunicação será demolida em interpelação judicial: tal empresa não tem nenhum contrato, relação profissional ou comercial com a EBC nem com os profissionais citados.
Fizemos, sim, ótima entrevista com o presidente Lula, tão boa e cheia de notícias que toda a mídia usou e repercutiu. Assim como no mesmo espaço do 3 a 1 entrevistamos Fernando Henrique Cardoso, que, elegantemente, inaugurou nosso estúdio em São Paulo. Mantemos também produtiva parceria com a TV Cultura de São Paulo, de quem exibimos o Roda Viva. É que não dividimos o mundo entre tucanos e petistas, chavistas e antichavistas, governistas e oposicionistas. Quem assiste à TV Brasil já percebeu que todos os que têm algo a dizer de interesse do cidadão brasileiro têm espaço nos noticiários e programas, sempre abertos ao confronto equilibrado de ideias. Para quem não viu e não gostou resta o convite: critique à vontade, mas antes veja a TV Brasil.

Prisão especial para quem tem curso superior está com dias contados.

Projeto deve ser aprovado, já que deputados e senadores
continuarão com direito a prisão especial.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou projeto que reduz o direito a prisão especial no país. Agora, pessoas com curso superior, religiosos de diversos matizes (padres, pastores, bispos evangélicos, pais de santo) vão dividir a cadeia com os sem curso superior e os ateus.

Como, se o projeto for aprovado, os advogados também enfrentarão as cadeias brasileiras, a OAB já botou a boca no trombone, com uma conversa mole de quem quer na verdade defender um privilégio. Pelo menos é o que demonstra a declaração do secretário-geral adjunto da OAB, Alberto Toron, a O Globo:
- Os presos hoje são tratados como verdadeiros dejetos humanos. E, em vez de melhorar as condições nas cadeias para essas pessoas, o que se faz é adotar medidas como a aprovada no Senado, que atinge número pequeníssimo de presos. E a medida ainda vai soar como demagógica na sociedade.
Errado. Duvido que a sociedade vá considerar a medida demagógica. Pelo contrário, ela é profilática. Já que todos passam a ser iguais (teoricamente, vai, me deixa completar o raciocínio) diante da Lei, é grande a probabilidade de que as coisas comecem a melhorar nos presídios brasileiros.

Já antevejo candidatos nas próximas eleições defendendo ardorosamente o tema. Quem sabe não teremos até futuramente Planos de Cadeia, semelhantes aos Planos de Saúde atuais, para beneficiar quem possa pagar por eles.

Os que não vão perder privilégio

Se eleito, o candidato não precisará se preocupar com isso. Continuarão com direito a prisão especial ministros de Estado; governadores, senadores, deputados federais e estaduais; prefeitos e vereadores; membros das Forças Armadas; magistrados, delegados e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública; membros dos tribunais de Contas; e cidadãos que já tiveram exercido efetivamente a função de jurado, salvo quando excluídos dessa lista por motivo de incapacidade para o exercício da função. Curioso, estranhei a falta de presidente da República na lista. Erro do repórter ou do projeto? O senador Collor, que já foi presidente, poderia dar uma conferida.

Também devem continuar fora da preocupação com a situação dos presídios brasileiros os muito ricos do país. Pela vontade do STF, só vai para o presídio quem for condenado em última instância (o que foi aprovado, coincidentemente, logo após a condenação de Daniel Dantas em primeira instância). Quem tem dinheiro para pagar caríssimos advogados vai continuar a gozar de liberdade enquanto durarem seus dias de vida ou sua grana – o que acabar primeiro.

Quanto ao projeto, o ministro da Justiça, Tarso Genro, parece concordar comigo, segundo afirmou na mesma reportagem de O Globo:
- É correta (a proposta), desde que venha acompanhada de um novo sistema prisional. É preciso que o sistema melhore, qualifique e humanize.
Só não entendi o “desde”. A proposta é correta e se for esperar pelo “desde” não será aplicada nunca. A melhora, qualificação e humanização do sistema serão consequência da aprovação do projeto.

E você, o que acha? É a favor ou contra o fim da prisão especial? Acha, como o secretário da OAB, que é uma medida demagógica?

Procuradoria Eleitoral conclui que Lula e Dilma não fizeram campanha antecipada.

O presidente Lula assina medida provisória durante abertura do Encontro Nacional
com Novos Prefeitos e Prefeitas, em fevereiro (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência)
Órgão recomenda que TSE rejeite pedidos do PSDB e DEM.
Partidos entraram com representação, que pede multa aos petistas.

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) enviou parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (13), no qual conclui que não houve campanha antecipada por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas, realizado em Brasília nos dias 10 e 11 de fevereiro.

No documento, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Francisco Xavier, a PGE recomenda que o TSE rejeite os pedidos do PSDB e DEM, que entraram com representação na Corte contra o presidente e a ministra. A representação do DEM e PSDB será analisada em data ainda não definida pelo plenário do TSE. O relator do processo é o ministro Arnaldo Versani.
Na representação, os partidos de oposição ao governo pedem a aplicação de multa a Lula e Dilma, pois avaliam que o evento que reuniu mais de 3,5 mil prefeitos teve caráter eleitoreiro. “Esse encontro dos prefeitos, aliás, se constituiu em evento suprapartidário, no qual compareceram prefeitos de todas as legendas partidárias”, disse o vice-precurador, no parecer.

Xavier ressalta que até mesmo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), acompanhou Lula na abertura dos trabalhos e, inclusive, discursou na ocasião. “Na realidade, não se pode ter como meramente eleitoreiro um evento dessa natureza. Até o governador José Serra, filiado ao PSDB, também realizou, em 18/2/2009, encontro com prefeitos paulistas, sem sofrer os incômodos de uma representação”, destaca trecho do documento.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Associação dos Delegados da PF divulga nota contra vazamentos de Veja.


A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) divulgou nota esta manhã criticando os vazamentos de operações sigilosas e a mudança de foco que se tenta dar em relação à Operação Satiagraha:

Não é aceitável que segmentos da mídia nacional se esforcem tanto em apurar os procedimentos do Delegado de Polícia Federal Protógenes Queiroz sem dedicar, ao menos, igual esforço para a apuração dos fatos principais da Operação Satiagraha envolvendo o empresário Daniel Dantas.

A nota serve também para mostrar que não é verdadeira a idéia que tentam vender de que Protógenes estaria isolado na PF, sem apoio dos colegas.
Leia a íntegra da nota:


NOTA

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal – ADPF manifesta sua irresignação com a informação de que jornalistas da Revista VEJA tiveram acesso ao suposto conteúdo de material apreendido em investigação da Polícia Federal sobre os procedimentos do Delegado de Polícia Federal Protógenes Queiroz a frente da Operação Satiagraha.
É preciso ser exemplar, quando se quer cobrar respeito ao Estado Democrático de Direito. Isso não é possível com a violação de uma investigação que tramita em segredo de justiça.
Assim como não é compatível com acusações de escutas clandestinas baseadas em ilações e conjecturas sem apresentação de qualquer áudio ou outra prova material dos noticiados grampos telefônicos.
Não é aceitável que segmentos da mídia nacional se esforcem tanto em apurar os procedimentos do Delegado de Polícia Federal Protógenes Queiroz sem dedicar, ao menos, igual esforço para a apuração dos fatos principais da Operação Satiagraha envolvendo o empresário Daniel Dantas.
Essa movimentação jornalística coincide com a apresentação do Relatório da CPI das Escutas com o claro objetivo de forçar uma prorrogação e de indiciamentos até então não propostos.
Por fim, os Delegados de Polícia Federal reafirmam seu compromisso com a necessidade de investigação de tudo e de todos os envolvidos na Operação Satiagraha, inclusive, se for o caso de prorrogação da CPI das Escutas, da autoria de mais essa violação de segredo de justiça.Comissão de Prerrogativas – ADPF

Pedro Simon defende Protógenes e De Sanctis: não quer que eles sejam presos.


Pedro Simon: enfim, alguém que enfrenta Gilmar Mendes
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) não tem dúvida: o maior problema pelo qual passam o delegado Protógenes Queiroz e o juiz Fausto De Sanctis atende pelo nome de Daniel Dantas.
“Tu tens alguma dúvida de que se o juiz o delegado não tivessem mexido com o banqueiro não teria acontecido nada?”, indagou Simon em entrevista por telefone ao Conversa Afiada.
Para o senador gaúcho, a situação pela qual ambos passam está atrelada a um dos principais males do Brasil, a impunidade, que não vai acabar enquanto apenas “ladrão de galinha”, vai para a cadeia.
“Foi um escândalo quando se colocou um banqueiro (Daniel Dantas) na cadeia”, disse. O combate à corrupção e à impunidade foram o tema principal do discurso que Simon fez, na manhã de hoje, em seminário realizado pela Associação Nacional dos Procuradores da República, em Brasília.
Simon manifestou receio de que os envolvidos nas investigações da Operação Satiagraha – delegado Protógenes Queiroz, juiz Fausto De Sanctis e procurador Rodrigo De Grandis – acabem sendo presos. “De toda aquela confusão o que vai acontecer é que daqui a pouco, o delegado, o promotor e juiz vão terminar na cadeia”, disse Simon. “O juiz (Fausto de Sanctis) já tem processos. Se tivesse prendido o ‘João da Silva’, tenho certeza que ele não responderia processo nenhum”, completou.
Simon evitou comentar a atuação do presidente do STF, Gilmar Mendes, em relação à Satiagraha. Criticou, contudo, a proposta, defendida por Gilmar, de instituição de controle judiciário das atividades da Polícia Federal. “É um equívoco, a Promotoria já faz esse controle”, argumentou.
No lugar do controle externo da polícia, Simon propõe, por meio de um projeto de sua autoria, o fim do inquérito. Defende que a investigação policial comece imediatamente, com autorização de um juiz. “O inquérito hoje dura três, meses, seis meses, um ano. E não vale nada. Depois que o promotor faz a denúncia e, se o juiz aceitar, é que vai começar tudo”, afirmou. “Acho que o presidente do Supremo podia pensar nisso”, completou.

domingo, 8 de março de 2009

Escrevinhador de cara nova.

Rodrigo Viana
O "Escrevinhador" , finalmente, deixou de ser um "quase-blog".

A partir de hoje, 7 de março de 2009, temos um desenho novo, além de ferramentas para interação com os leitores.
Foram quase cinco meses, operando de forma provisória - graças à dedicação do Leandro Guedes. A primeira postagem aconteceu no dia 9 de outubro de 2008.
Era uma informação exclusiva, sobre a decisão da Justiça que reconheceu o coronel Brilhante Ustra como um torturador. Demos a notícia aqui, na frente de todo mundo: http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/justica-reconhece-que-ustra-torturou.

Nos últimos meses, a única forma de contato com os leitores era por e-mail. Agradeço a paciência daqueles que seguiram frequentando este espaço, apesar da dificuldade para interagir.

Reportagem da Veja é nova tentativa de Golpe. Não tem nada ali dentro – Cadê a vida da Dilma?

A Veja denuncia: Protógenes grampeou Bin Laden e o Chaves !
A revista Veja – última flor do Fascio – se prestou a tentar um novo Golpe com a reportagem de capa desta semana em que o ínclito delegado Protógenes Queiroz é acusado de bisbilhotar o país.
. O jornal nacional correu atrás, lépido e fagueiro, porque faz parte da mesma articulação política: dar o Golpe.
. Por que essa nova tentativa de dar um Golpe ?
. Porque a CPI do Grampo não pediu o indiciamento nem de Protógenes nem de Paulo Lacerda.
. Porque a Polícia Federal não achou o áudio do grampo.
. Porque, mais cedo ou mais tarde, aparecem os 12 HDs, que a equipe de Protógenes Queiroz apreendeu na parede falsa do apartamento de Daniel Dantas.
. Porque o corajoso Juiz Fausto De Sanctis não aceitou a promoção e vai continuar à frente da 6ª. Vara da Justiça Federal de São Paulo e ele tem um encontro marcado com os crimes mais graves de Dantas – os crimes financeiros.
. E, talvez, o mais importante de tudo: por causa do vídeo que foi feito num jantar no restaurante Original Shundi, em Brasília, com a presença de Nélio Machado, que, agora, se diz ex-advogado de Dantas.
. Entre outros presentes…
. Nesse jantar se serviu uma Bomba Atômica com molho shoyu light …
. O delegado responsável pela investigação do ínclito delegado Protógenes Queiroz, suspeito de cometer crime de vazamento – quá, quá, quá ! -, instruiu os agentes que entraram no apartamento de Queiroz em Brasília a achar logo as fotos do restaurante.
. Cadê as fotos ?
. Cadê as fotos ?
. As fotos ?
. Os agentes desse tal delegado – parece que se chama Amaro – não acharam as fotos no apartamento.
. O ínclito delegado Protógenes Queiroz as entregou ao Ministério Público em Brasília.
. E quem terá ido lá, procurar pelas fotos, assim que elas pousaram no MPF – quem ?
. Descobrir isso seria muito interessante.
. Em que consiste o Golpe nessa nova versão ?
. Reabrir a CPI do Grampo, sob a liderança de Marcelo Itagiba – que trabalhou na produção de dossiês no Ministério da Saúde, na “jestão” Serra – e Raul Jungmann.
. Os dois, Jungmann e Itagiba, receberam doações na campanha do Sistema Dantas.
. O segundo objetivo deste Golpe é desqualificar e inutilizar a Operação Satiagraha.
. Fazer de conta que a Operação não existiu.
. Isso tem precedente importante.
. O ínclito Delegado Paulo Lacerda, responsável pela investigação do Esquema PC Farias - um trabalho irretocável – já viu esse filme.
. O Supremo Tribunal Federal anulou provas colhidas pelo Dr. Paulo e Fernando Collor está aí, presidente da Comissão de Infra-Estrutura do Senado.
. Viva o Brasil !
. E Collor processou Lacerda.
. O que ainda está para acontecer: Dantas vai processar Protógenes !
. Assim como, agora, Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat, inspirou meia de ações na Justiça Federal de São Paulo para dar um jeito de demitir o corajoso Juiz Fausto de Sanctis.
. Vai ser difícil, mas que tentam, tentam …
. Essa “investigação” que está na origem da “reportagem“ da Veja nasceu para apurar o suposto vazamento da Operação Satiagraha em beneficio do César Tralli, da Globo.
. A “investigação” não acabou.
. Não se sabe nada sobre ela.
. E provavelmente jamais se saberá.
. Mas, vaza mais do que penico de asilo.
. Como não acabou e não se sabe o que é, você pode colocar lá dentro o que quiser.
. Daqui a pouco, até grampo feito pelos especialistas do Sistema Dantas vai aparecer no “inquérito”.
. O “inquérito” não foi concluído.
. Não foi entregue a nenhuma autoridade.
. Só existe na cabeça da Veja.
. Desse inquérito vai sair tudo.
. E quem vai apurar o vazamento do “inquérito” sobre o vazamento ?
. É de um ridículo atroz !
. É uma “investigação” que teve apenas a finalidade de punir Protógenes, porque ele desfechou a Satiagraha CONTRA a vontade da cúpula da Polícia Federal, agora controlada por José Dirceu.
. É uma “investigação” “sob encomenda”.
. A reportagem da Veja não tem nada.
. É um saco vazio, especialidade de seu autor, Expedito Filho, que fez parte do núcleo duro dos repórteres que cobriam o Governo Fernando Henrique com mel e alfazema.
. A “reportagem” não prova nada.
. Não tem um documento.
. Não tem nexo.
. É da mesma categoria da que encontrou a conta secreta do Presidente Lula no exterior.
. Aquela outra do grampo sem áudio.
. A do boimate.
. A “reportagem”, porém, se presta a um papel político muito importante.
. Ela abriu o leque para reunir o maior numero de pessoas contra Protógenes, para defender Dantas: o presidente Lula, José Serra, Dilma, Eduardo Dusek, Gilmar Dantas, segundo Noblat, Fernando Henrique Cardoso, Ronaldo do Corinthians, Bin Laden. Obama, ET de Varginha, Vesgo do Pânico, Britney Spears, Antonio Carlos Magalhães, o Chaves (do SBT) – o Protógenes é danado: grampeia todo mundo !
. Grampeia mais do que o Dantas !
. Não pode ver um gravador que grava !
. Por alguns meses, o PiG(*) se dedicará a dar vida a esse saco vazio que a Veja jogou hoje na porta dos assinantes de classe média, em número cada vez menor.
. Itagiba chamará para depor Michael Phelps para perguntar se também ele foi grampeado.
. Gabeira vai incluir no Movimento Nacional contra a Corrupção um subcapítulo pela moralização do grampo.
. Zé Pedágio vai convidar o Lauro Malheiros para chefiar uma Comissão Especial da Secretaria de Segurança de São Paulo para coibir o grampo no Estado.
. O presidente que tem medo, o presidente Lula, ao voltar dos Estado Unidos, dirá: quem errou que pague.
. Tomara que deixem o Dantas solto.
. E prendam o Protógenes !
. E viva o Brasil !

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Do site do PHA:http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=7110

Em todo país, mulheres saem às ruas para exigir direitos.

Bandeiras da UBM


Em comemoração ao Dia Internacional de Luta das Mulheres, o 8 de Março, a UNE, entidades feministas, sindicais e movimentos sociais promoverão, em todo o Brasil, uma série de atos públicos, manifestações culturais e ações de cidadania e prevenção à saúde e à violência contra a mulher.

Além de reivindicações históricas como igualdade de direitos, liberdade, autonomia e o fim da violência contra as mulheres, o 8 de Março deste ano dará destaque às conseqüências da crise financeira mundial sobre a vida das mulheres.

Em São Paulo, 40 entidades se unem para realizar, no dia 8, um ato unificado com o eixo "Nós não vamos pagar por essa crise! Mulheres livres, povos soberanos!". Além do desemprego e da redução de direitos trabalhistas, a crise provoca uma sobrecarga de trabalho para as mulheres.

"A Constituição de 1988 reconheça a igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas não basta alcançarmos a igualdade na lei, é preciso alcançá-la na vida. Para isso, é essencial que o Estado propicie políticas públicas de inclusão e proteção às mulheres", avalia a presidente da UNE, Lúcia Stumpf.

A manifestação iniciará às 10h, na Praça Osvaldo Cruz, seguida por uma caminhada pela avenida Paulista até o Parque do Ibirapuera, onde haverá um ato pela legalização do aborto, outra das reivindicações desta jornada.

8 de Março do Mercosul

Um dos destaques das mobilizações deste ano será a realização do primeiro 8 de Março do Mercosul, organizado por sindicatos de trabalhadores e organizações feministas do Cone Sul. As atividades conjuntas acontecerão neste final de semana em Santana do Livramento (RS), que faz fronteira com a cidade de Rivera, no Uruguai.

Além da questão da violência, o ato binacional discutirá a defesa de igualdade salarial, a luta por soberania alimentar, os conflitos agrários e os danos do plantio de eucalipto na região e os efeitos da crise financeira na vida das mulheres.

Estão previstas atividades a realização de oficinas, feiras de economia solidária, além do lançamento da Frente Nacional contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto e um grande ato político no dia 8. A expectativa é de que cinco mil mulheres participem do 8 de Março do Mercosul.

Fonte: Site da UNE

Manifestação põe 'Folha' e 'ditabranda' no devido lugar.

Procura-se uma nova máscara para a Folha de S.Paulo. A fantasia de “jornal a serviço do Brasil”, “crítico, pluralista e apartidário”, “de rabo preso com o leitor”, foi desfiada de vez neste sábado (7), em ato promovido pelo Movimento dos Sem Mídia (MSM), em frente à sede da própria Folha, em São Paulo.
Eduardo Guimarães abre o ato com leitura de um manifesto.

Os manifestantes — cerca de 500 pessoas — denunciaram os laços íntimos entre a família Frias, proprietária do jornal, e a ditadura militar (1964-1985). Fizeram mais: renderam homenagens às vítimas dos “anos de chumbo” e rechaçaram o termo “ditabranda”, evocado pela Folha para relativizar o regime totalitário. Eram ex-presos políticos e familiares de vítimas da ditadura, lideranças partidárias, ativistas dos mais diversos movimentos da sociedade civil e de organizações não-governamentais.

Havia até um leitor da Folha, Adilson Sérgio, que não se contentou em mandar mensagens ao jornal, foi à manifestação e pediu a palavra. “Vim aqui em nome de meus filhos e netos, que precisam saber a verdade. Ditadura é ditadura. Ditabranda é a porra”, disparou, indignado.
Antes do ato, a Rua Barão de Limeira já estava tomada por faixas e cartazes que antecipavam o tom do protesto. “Folha, ditabranda nunca existiu. Ditadura nunca mais”, dizia uma das faixas. “De rabo preso com o feitor”, ironizava um cartaz. “‘Ditabranda’? No dos outros é refresco”, enunciava uma mensagem mais audaciosa.

“Com esse ato, queremos estimular a sociedade a sair da afasia, da letargia”, explicou o presidente do MSM, Eduardo Guimarães, antes de ler para o público o manifesto “Pela Justiça e pela Paz no Brasil”. Segundo Eduardo, “depois de 20 anos de ditadura, as pessoas no Brasil têm medo de se manifestar. Mas não podemos ficar quietos”.

“Ditabranda”

O manifesto do MSM cita dois editoriais da Folha. Um deles, assinado por Octávio Frias de Oliveira e publicado em 22 de setembro de 1971, exalta o “governo sério, responsável, respeitável” de Emílio Garrastazu Médici — o mesmo governo que massificou a tortura e a repressão por meio da Operação Bandeirantes (Oban). O texto comemorava ainda um Brasil “de onde a subversão” era “definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa.”

O segundo editorial, de 17 de fevereiro passado, desqualifica o presidente venezuelano Hugo Chávez em favor dos generais-presidentes da ditadura brasileira. “As chamadas ‘ditabrandas’ — caso do Brasil entre 1964 e 1985 — partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”.
O conceito de “ditabranda”, tão falso quanto uma nota de R$ 3, foi repudiado por centenas leitores da Folha e personalidades como a professora Maria Victória Benevides e o jurista Fábio Konder Comparato. Aos dois em particular, a Folha esgarçou o desaforo, classificando a indignação deles de “cínica e mentirosa”. O ato deste sábado lhes prestou solidariedade.

Uma das presenças mais surpreendentes na manifestação foi a do padre Júlio Lancelotti, alvo recente de calúnia e difamação na grande mídia. “Deixei uma peregrinação porque fiz questão de vir para rezar aqui”, afirmou Lancelotti, que criticou o termo ditabranda — “os mortos morreram do mesmo jeito”. Segundo o padre, “a imprensa nos tortura psicologicamente, estupra a consciência do povo”.
O caso Roque

O advogado criminalista Egmar José de Oliveira, da Comissão Anistia do Ministério da Justiça, contestou a “brandura” do regime militar com o exemplo de duas professoras — uma de Santos, outra do Rio de Janeiro — que foram sequestradas e abusadas pelo regime. Segundo Egmar, um dos próximos objetivos da comissão é investigar quais foram os empresários que ajudaram a bancar a Oban. “Os Frias que se cuidem.”

Ex-presos políticos, como o sindicalista Toshio Kawamura e os jornalistas Celso Lungaretti e Ivan Seixas, fizeram depoimentos emocionantes. “Se foi só ditabranda, onde estão meus companheiros?”, questionou Toshio, aos prantos, citando nomes de diversos militantes mortos pelo regime.

Ivan relatou uma das mais marcantes demonstrações de colaboracionismo da família Frias. Em 1971, ele e o pai — o metalúrgico Joaquim Alencar de Seixas, conhecido como Roque — foram presos e torturados no DOI-Codi. Na madrugada de 17 de abril, durante um “passeio” com policiais, Ivan conseguiu avistar, na capa do jornal Folha da Tarde, a notícia de que seu pai havia morrido. Quando voltou para a prisão, porém, encontrou Roque ainda vivo, mas prestes a ser morto. O jornal dos Frias sabia de antemão da morte e, a serviço da Oban, precipitou a divulgação. De quebra, o veículo que transportava Ivan no “passeio” era também do grupo Folha.

“Falo aqui em nome de companheiros presos, companheiros torturados, companheiros assassinados, e em nome das pessoas transportadas ou capturadas em emboscadas por carros da Folha”, disse Ivan no ato. “Otavinho (Otávio Frias Filho, atual diretor de redação da Folha de S.Paulo e filho de Octávio Frias de Oliveira) tem algo em comum comigo: nós dois honramos a luta de nossos pais.”
Cerca de 345 pessoas assinaram a lista de presença. Outros tantos passaram em algum momento pelo ato, que começou a receber manifestantes às 9h30 e se estendeu até as 12h30. Apesar disso, um tal de tenente Crisóstomo, da Polícia Militar, estimou o público em “umas 65 pessoas, no máximo 70”. E debochou, rindo: “Mas, se você perguntar para eles, vão falar um milhão”. Um consolo, enfim, para a Folha: havia alguém ali à altura de sua desfaçatez.

De São Paulo, André Cintra.

sábado, 7 de março de 2009

Para instituição alemã, Brasil mostra avanços importantes na área social.

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Brasil mudou para melhor nos últimos anos, em termos de justiça social, disse o diretor do Centro de Estudos Konrad Adenauer, Wilhelm Hofmeister. A instituição comemora 40 anos de atividades no país com a realização do simpósio Estado-Sociedade-Política: 40 Anos de Desenvolvimento Político e Cooperação Internacional no Brasil, nos dias 19 e 20 deste mês, no Rio de Janeiro.

Referindo-se à corrupção e à violência, Hofmeister afirmou que se alguém vê a notícia do dia-a-dia, tem a impressão de que nada muda. “Mas, se você compara a situação do país em um prazo de tempo mais longo, vai perceber muita mudança”.

Segundo ele, nos últimos dez ou 15 anos, especialmente, o Brasil mudou bastante. “O Brasil era na metade dos anos 90 um país com muita dívida externa, inflação altíssima, pouca credibilidade internacional. Um país fechado economicamente. E os políticos não sabiam muito do resto do mundo nem dos vizinhos mais próximos. Hoje, o Brasil é uma democracia consolidada, respeitado no contexto internacional, convidado a participar das decisões internacionais sobre a ordem global. Tem uma economia que está enfrentando a crise externa em uma situação bastante tranqüila ou, pelo menos, relativamente previsível”.

Hofmeister reconheceu que ainda existem muitos problemas sociais. Acrescentou, no entanto, que os dois últimos governos - de Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Inácio Lula da Silva - mostraram preocupação social e a capacidade de desenvolver políticas para melhorar a vida das pessoas. “Nesse sentido, o Brasil mudou bastante”.

A criação de instrumentos para facilitar a aquisição do conhecimento e da informação entre os brasileiros, por meio de pesquisas e publicações, é um dos pontos positivos no balanço de 40 anos de atuação da Fundação Konrad Adenauer no país.

“Também estamos tentando estimular organizações sociais. Acho que, de maneira geral, os projetos resultaram bem. Muitos brasileiros aproveitaram essa facilidade”, disse Hofmeister.
A Fundação Konrad Adenauer tem colaborado também com organizações nacionais de formação política em diferentes épocas da história do país. Um exemplo é o Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (Ibeac), fundado em 1981 pelo governador de São Paulo, André Franco Montoro, juntamente com lideranças sociais e educacionais. A fundação também colaborou, no início de sua atividade no Brasil, com projetos ligados à televisão educativa.

Os projetos patrocinados pela instituição foram todos desenvolvidos por brasileiros - organizações ou pesquisadores. Uma delas é a instituição Saúde e Alegria, de Santarém (PA), que realiza trabalho de desenvolvimento sustentável com caboclos no Rio Tapajós, na Amazônia “Começaram com assistência médica. E, hoje em dia, estão colaborando com projetos de pequenas empresas e também de articulação política e social. Esse é o nosso interesse principal”.

Hofmeister lembrou o apoio ao Centro de Direitos Humanos de Cristalândia (TO), que permitiu a muitas pessoas participar de cursos de formação política.

Do site da Agência Brasil:http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/03/03/materia.2009-03-03.9172543463/view

Petrobras tem lucro recorde em 2008, mas endividamento também cresce.


Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil.

Rio de Janeiro - A Petrobras anunciou hoje (6) os resultados contábeis de 2008, atingindo um lucro líquido recorde de R$ 32,988 bilhões. O anúncio foi feito pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa. Houve aumento de 53% em relação ao lucro de R$ 25,512 bilhões de 2007.
Entre os motivos que ajudaram no bom resultado, está o aumento na produção de petróleo e gás, no país e no exterior, de 4,3% e o crescimento nas exportações de petróleo e derivados, de 9,4%. Também ajudou a aumentar o lucro da empresa a desvalorização do real em relação ao dólar, no segundo semestre de 2008.
"O principal elemento foi o aumento de preço havido durante o ano. A média ainda foi superior a 2007, mas teve também a contribuição natural do crescimento na produção da Petrobras. O quarto trimestre já foi mais afetado por variações da economia mundial", disse Barbassa.
A produção doméstica de petróleo alcançou 1,855 milhão de barris por dia, representando um aumento de 3,5% sobre 2007. Já a produção de gás teve um crescimento maior, de 17,6% em relação ao ano anterior.
Os investimentos alcançaram valor recorde de R$ 53,3 bilhões, um aumento de 18% na comparação com 2007. Desse total, praticamente a metade, R$ 26,2 bilhões, foi investida em exploração e produção de petróleo e gás.
Segundo informações da Petrobras, no ano passado, houve aumento de 6% na venda de diesel no mercado doméstico, motivado por aumento do PIB (Produto Interno Bruto - soma de toda a riqueza do país), atividade agrícola, funcionamento de usinas térmicas e obras de infra-estrutura. A venda de gasolina no país cresceu 4%, influenciada pelo aumento de renda e maior número de veículos nas ruas. Já o gás natural atingiu 26% a mais nas vendas, principalmente relacionadas à construção de novos gasodutos.
Em 2008, o endividamento da companhia aumentou R$ 9,3 bilhões, sendo que a metade da dívida, segundo Barbassa, deveu-se à desvalorização de 32% do real em relação ao dólar. Na moeda americana, a dívida da Petrobras foi de US$ 27,691 bilhões este ano, contra US$ 22,436 em 2007, um crescimento de US$ 5,255 bilhões. A empresa distribuiu dividendos de R$ 9,915 bilhões aos acionistas.

Chuvas castigam periferia da cidade.

Bruna Jaqueline

Moradores dos bairros do Santo André e Uruará, na periferia de Santarém, estão revoltados com o descaso do poder público municipal, que durante o verão não fez nada para evitar que neste período chuvoso, as famílias sofressem tanto com os temporais que caem diariamente nesta época do ano.
A situação é de calamidade pública. As chuvas causam estragos não apenas nestes dois bairros. São grandes os prejuízos causados pelas chuvas em toda a cidade. As principais vias estão tomadas por buracos e os pontos de alagamentos se espalham pela periferia, zona mais atingida pela chuva.
A Defesa Civil alerta que a situação deve ficar ainda pior, uma vez que o inverno amazônico deve durar até o mês de junho.Casas e ruas estão sendo alagadas todos os dias. Mas a situação pior é mesmo nos bairros do Santo André e Uruará, onde centenas de moradores tiveram que abandonar suas residências, depois que foram alagadas pelas águas pluviais. As famílias que resistem à força da intempérie lamentam a perda de seus bens.
Muitos tiveram seus móveis destruídos pela chuva. "Minha geladeira, cama, fogão e outros utensílios. Tudo perdido. Quem é que vai pagar por esses prejuízos", indaga a moradora Sebastiana Costa, do bairro do Santo André, que não recebeu nenhum tipo de assistência por parte da Prefeitura. Leptospirose
- As chuvas, além de causarem prejuízos aos moradores, oferecem outros riscos, sobretudo à saúde humana. Com as enxurradas, o risco de contrair doenças como a leptospirose e dengue é grande. A Divisão de Vigilância Sanitária (DIVISA) alerta para risco dessas doenças nesse período.A leptospirose é uma doença infecciosa, grave e é causada por uma bactéria chamada leptospira presente na urina de ratos.
Em situações de enchentes e inundações, como ocorre nos bairros, a urina de ratos presente, mistura-se à enxurrada e à lama, elevando o risco do contato humano com a bactéria.
Para prevenir a leptospirose, a Divisa recomenda a população evitar o contato com água ou lama de enchentes, bem como impedir que as crianças nadem e brinquem nas águas de chuva; usar botas e luvas de borrachas ou sacos plásticos duplo durante o trabalho de limpeza urbana; lavar chão, paredes, objetos, caseiros e roupas com água sanitária.
Caso a enchente inunde como ocorre nos bairros; o ideal é jogar fora todo o alimento que teve contato com a água de enchente; armazenar o lixo em recipiente bem fechado, pois é a principal fonte de alimento para os ratos.
Do site do Jornal a Cidade:http://quarto-poder.blogspot.com/

Gelatinas: crianças devem evitar .

Produtos contêm corante associado a hiperatividade, além de duas marcas voltadas ao público infantil terem adoçante em sua composição.
Avaliamos 11 pós para gelatina sabor morango: quatro na versão tradicional, quatro na versão diet e três na versão zero. Adultos podem consumi-las, desde que com moderação.
Crianças, entretanto, devem evitá-las, pois as versões tradicionais dos produtos continham os seguintes problemas:
Excesso de açúcar.
Presença de edulcorantes (adoçantes) em duas marcas que já continham açúcar.
Uso de um corante artifcial relacionado a hiperatividade no público infantil.

Para saber mais Acesse o site da Pro Teste:http://www.proteste.org.br/map/src/475771.htm

TV Diário: Silêncio ensurdecedor.

por LUIZ CARLOS AZENHA

É curioso como um assunto que toca algumas centenas de milhares de pessoas não merece atenção da mídia corporativa. Falo da TV Diário, do grupo Verdes Mares, que controla a afiliada da Rede Globo no estado do Ceará.

A emissora é apresentada oficialmente, em seu site, assim:

A TV Diário foi inaugurada no dia 01 de julho de 1998. A TV foi lançada para mostrar o Nordeste com uma linguagem coloquial e um pouco distante dos ditames formais e pré-estabelecidas de outras emissoras; uma linguagem inovadora e diferente e que traduzisse a cultura e as necessidades do povo nordestino.
A TV Diário entra nas casas dos espectadores, levando a cultura nordestina com suas características incofundíveis (sic) de irreverência, humor, sensualidade e solidariedade. Para aquele espectador que deseja ficar antenado com os fatos mais importantes do Nordeste, a TV Diário tem uma equipe de jornalistas ágil e competente, responsável pela cobertura de uma vasta gama de assuntos, que vai do esporte, em todas as suas categorias, à ciência e à tecnologia produzidas pelo povo do Nordeste.Assim, o espectador que assiste à TV Diário tem, além de divertimento garantido, notícias atualizadas e serviços, como em nenhuma outra emissora do Nordeste.

Desde o dia 25 deste mês o sinal da TV Diário sumiu das antenas parabólicas espalhadas por todo o Brasil. O sinal passou a ser codificado. A emissora não presta informações oficiais a respeito. Quem liga para lá recebe a orientação: deve chamar o (85) 32788922. Cícero Lacerda, que me atendeu, pediu antes todos os dados pessoais meus (inclusive a idade), antes de dizer o que eu já sabia: a TV Diário agora só transmite em canal aberto para o estado do Ceará e, via cabo, para algumas cidades de fora do estado.

E isso é tudo o que ele me informou.

O leitor Germano Maia, no entanto, deixou a seguinte mensagem no site, reproduzindo uma suposta nota oficial da TV Globo:

Germano Maia - Tianguá - CE (27/02/2009 - 11:04) O comunicado da Globo diz tudo:"TV Globo, como cabeça da Rede Globo, formada por 121 emissoras procura harmonizar os sinais de VHF e UHF de forma que estas fiquem circunscritas a seus territórios de cobertura. Desta forma, em busca de uma harmonia entre todas e pelo respeito recíproco aos interesses, a atuação da TV Diário estará restrita a seu território de cobertura, não sendo mais captada em territórios de outras afiliadas. Seu sinal permanecerá no satélite, cobrindo o Estado do Ceará, porém, codificado".
Pediria ao Germano, por favor, para apontar a fonte do texto que ele reproduziu.
Aparentemente havia "desarmonia" entre as diferentes emissoras afiliadas da TV Globo. Explico: a TV Diário, via satélite, competia com o sinal de outras emissoras ligadas à Globo, em outros estados.
Pelo número de mensagens deixadas neste site, a TV Diário tinha um grande número de telespectadores fora do Ceará.
Nunca vi a TV Diário. Não tenho como avaliar a programação. Mas posso dizer que, nesse caso, houve no mínimo falta de respeito com os telespectadores. Se a emissora fosse minha eu teria avisado com antecedência aos telespectadores de fora do Ceará que o sinal passaria a ser codificado e explicaria os motivos pelos quais a decisão foi tomada. É o mínimo que se deve fazer, por respeito às pessoas.
Aparentemente, não foi o que aconteceu. Falha da própria TV Diário? Da TV Globo?
O site Rastreadores de Impurezas, que deu o alerta, informa que os dois principais jornais do Ceará simplesmente se calaram sobre o assunto.

Um terceiro jornal reproduz informações desencontradas, algumas delas erroneamente atribuídas a este site e com minha assinatura.
No único outro texto que escrevi sobre o assunto notei apenas que o desprezo do Sul Maravilha pelo Nordeste é histórico, mas não sei se foi esse o caso ou se foi uma disputa regional. E se a própria TV Diário tomou a decisão de codificar o sinal?
A emissora deveria ser a primeira a prestar esclarecimentos. É curioso que justamente uma "empresa de comunicação" fique calada. Qual é o problema de jogar aberto com o público? Afinal, não é o público que sustenta as emissoras de TV? Não são concessões públicas que pertencem a todos os cearenses e a todos os brasileiros?
Proponho aos leitores interessados um esforço de jornalismo colaborativo. Deixem as pistas nos comentários que a gente corre atrás de entrevistar gente.
Do site do Azenha:http://www.viomundo.com.br/opiniao/tv-diario-silencio-ensurdecedor/

Como a Globo protege Serra.

Não é preciso ir muito longe: basta comparar o conteúdo de duas reportagens sobre o escândalo na polícia de São Paulo. A análise foi feita por um profissional de televisão com extensa experiência.

SE QUISER ASSISTIR ÀS REPORTAGENS ANTES DE LER, CLIQUE AQUI

Reproduzo: O Jornal da Record deu na chamada -- o trecho em que falam os apresentadores --
a suspeita: 100 mil reais para livrar policiais de punição e cargos à venda. Cobriu quase toda a reportagem com o vídeo que acrescenta provas a uma antiga suspeita. Usando um Diário Oficial, mostrou a linha de investigação: três investigadores acusados de corrupção e demitidos reconquistaram os cargos por despacho da Secretaria de Segurança Pública cinco meses depois.
J ornal da Record, quarta-feira, 4 de março de 2009:
Repórter:Este vídeo, gravado com câmera escondida por um policial, é mais uma prova daquele que pode ser o maior escândalo da segurança pública em São Paulo. O homem de terno e óculos escuros é o advogado Celso Valente. Ele é primo e sócio do ex-secretário-adjunto de segurança Lauro Malheiros Neto. O polícial quer saber quanto custa para anular um processo administrativo que resultou na expulsão de um investigador da polícia. Diz que ele pode pagar até 100 mil reais. Valente se propõe a intermediar o negócio, que depende apenas de uma canetada do secretário.
A Record colocou suas próprias legendas no vídeo e colocou a voz do repórter narrando o que foi dito pelo policial, garantindo a clareza para os telespectadores:O advogado diz: "Se tudo for... no dia que chegar na mesa, tá na mão. aí ele vai falar:
- pode ligar para pegar o dinheiro. "O vídeo foi gravado em 2007 numa doceria nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. O Ministério Público investiga que em janeiro daquele ano, o Diário Oficial do estado publicou pena disciplinar de demissão aos investigadores Ariovaldo Soares, Evaldo Shirasaka e Adeilton Mendes. Os três, acusados de corrupção. Eles recorreram e cinco meses depois, um despacho da Secretaria de Segurança Pública aceita o recurso, absolve os acusados e determina a reintegração dos três aos quadros da Polícia Civil.
Na conversa gravada, Celso Valente explica que é o homem de confiança do secretário e aconselha o agente a trazer outros casos de policiais condenados que ele dá um jeito. O homem que faz a gravação pergunta se é possível comprar cargos no alto escalão da polícia. Diz que tem um amigo interessado na diretoria do Detran - o Departamento de Trânsito.
Valente dá o preço."Eu acho que o que você tem que fazer, é o seguinte: você tem que pegar um cara com uns 200, 300 paus na mão, entendeu? "O vídeo já está nas mãos do Ministério Público e pode confirmar um esquema de corrupção e venda de cargos na Polícia Civil de São Paulo. O vídeo reforça as acusações feitas pelo investigador de polícia Augusto Pena, que está preso e fez um acordo de delação premiada com a justiça. As ligações suspeitas de Augusto Pena com Lauro Malheiros motivaram o afastamento do então secretario-adjunto, no ano passado.
Num depoimento aos promotores, Augusto Pena diz ter sido procurado por Celso Valente dentro do presídio. A intençao do advogado era desencorajá-lo a prestar depoimento. Em troca, ele e Lauro Malheiros poderiam ajudar o policial preso. No fim da tarde, o secretário de segurança pública falou sobre o caso.
Ronaldo Marzagão - secretário da Segurança Pública-SP: "A Secretaria de Segurança tem o maior interesse em que tudo isso seja esclarecido e que eventuais culpados sejam punidos" .Luiz Henrique Dal Poz - promotor de justiça:"É precipitado ainda qualquer conclusão. São fatos extremamente graves e serão investigados, apurados, de forma rígida pelo Ministério Público".
*****O Jornal Nacional não deu na cabeça -- o trecho lido pela apresentadora -- a notícia mais importante: o vídeo é evidência de que os policiais civis de São Paulo vendiam cargos, bem como pagavam propina para se livrar de punições. Não há acusação de "pagamento de propina para não serem investigados", como diz a apresentadora. A acusação é de pagamento para reverter decisões do alto escalão da Secretaria de Segurança. A reportagem não abre com a acusação, nem com o vídeo. Abre com uma promessa de apuração. Mas adiante o repórter vai dizer que as legendes "são originais do vídeo", sugerindo que elas foram gravadas junto com o vídeo. Não, as legendas foram colocadas depois. Quem colocou? Não ficou claro. O trecho escolhido do vídeo não é bem contextualizado, não dá para ler as legendas, nem entender direito o que diz o policial. Mais tarde a reportagem enfatiza que o investigador Augusto Pena, autor das denúncias, fez isso "com a intenção de conseguir o benefício da delação premiada". E termina a reportagem com três declarações negando tudo: de dois advogados e do secretário de Segurança.
Jornal Nacional, quarta-feira, 4 de março de 2009 Fátima Bernardes:
O Ministério Público de São Paulo está investigando a denúncia de que policiais civis teriam feito pagamento de propina para não serem investigados.
Repórter: As denúncias que chegaram à promotoria são de venda de cargos de direção da Polícia Civil e de pagamentos para evitar a demissão de policiais acusados de crimes.
Luiz Henrique Dal Poz, promotor de Justiça:“São fatos extremamente graves, que serão apurados de uma maneira serena e firme pelo Ministério Público e, ao final, a responsabilização daqueles envolvidos nesses episódios”.
Da investigação faz parte esse vídeo, em que aparece o advogado Celso Valente. Ele foi sócio e é primo do ex-secretário-adjunto da Segurança Pública de São Paulo, Lauro Malheiros. A saída de Malheiros do cargo, no ano passado, foi anunciada dias depois de vir a público a suposta ligação dele com um investigador chamado Augusto Pena, preso por extorsão.
No vídeo, Celso Valente fala sobre processos de expulsão de policiais. Na época, a palavra final cabia ao primo dele, o então secretário-adjunto Malheiros.
A Globo não legendou o vídeo. As legendas brancas são difíceis de ler. A voz é praticamente inaudível:"Ele vai falar esse cara... tá na lista dele... esse negóciode PA, parecer administrativo... é tudo baboseira. Ele resolve, vai contra, vai a favor, quer que se...é um carimbo, um risco e já era. Saiu no diário oficial, se não der, não paga nada. Se não der certo, não deu. Não, não, dinheiro na mão".
As legendas são originais do vídeo (sic). A gravação tem vários trechos incompreensíveis. A investigação também leva em conta o depoimento do investigador Augusto Pena. Com a intenção de conseguir o beneficio da delação premiada, ele declarou que o ex-secretário vendia a reintegração de policiais demitidos por R$ 100 mil. O intermediário seria o primo dele, Celso Valente, o que aparece no vídeo. Que ele próprio entregou pessoalmente R$ 300 mil para Celso Valente para reintegração de três policiais e que três delegados pagaram para assumir cargos na polícia.
Alberto Angerami, diretor-geral da Corregedoria da Polícia Civil:“Como pagar uma exorbitância para ocupar um cargo? Qual o objetivo? Os objetivos são inconfessáveis. Para aferir vantagens indevidas em razão do cargo que vão ocupar”, As denúncias vão virar cinco inquéritos na corregedoria da polícia.
Repórter: O Ministério Público começou a analisar todos os processos de policiais expulsos e depois reintegrados por determinação do ex-secretário Malheiros. Os promotores também vão ouvir as pessoas que aparecem no vídeo e quem é citado na gravação.
O advogado de Celso Valente afirmou que o cliente dele é inocente. Disse também que os trechos divulgados estão fora de contexto e que o vídeo não prova nada.José Luiz Oliveira Lima, advogado de Celso Valente:
“Não há na conversa dele oferecimento de qualquer vantagem ilícita ou indevida às pessoas com quem ele estava tendo diálogo”.
Quem falou pelo governo de São Paulo foi o secretário de Segurança Pública.Ronaldo Marzagão, secretário de Segurança Pública:
“A Secretaria da Segurança tem o maior interesse em que tudo isso seja esclarecido e que eventuais culpados sejam punidos”.
Agora à noite falou o advogado do ex-secretário-adjunto, Lauro Malheiros.
Alberto Toron, advogado de Lauro Malheiros:
“A nossa resposta para esse tipo de acusação é uma só: são falsas, queremos esclarecer e nos colocamos à disposição do Ministério Público do estado de São Paulo”.

Do Site do Azenha:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/como-a-globo-protege-serra/

Pastoral da Terra: Que Deus nos livre de juízes como Gilmar Mendes.

“Ai dos que coam mosquitos e engolem camelos” (MT 23,24)
Nota Pública sobre as declarações do presidente do STF, Gilmar Mendes

A Coordenação Nacional da CPT diante das manifestações do presidente do STF, Gilmar Mendes, vem a público se manifestar.
No dia 25 de fevereiro, à raiz da morte de quatro seguranças armados de fazendas no Pernambuco e de ocupações de terras no Pontal do Paranapanema, o ministro acusou os movimentos de praticarem ações ilegais e criticou o poder executivo de cometer ato ilícito por repassar recursos públicos para quem, segundo ele, pratica ações ilegais. Cobrou do Ministério Público investigação sobre tais repasses. No dia 4 de março, voltou à carga discordando do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, para quem o repasse de dinheiro público a entidades que “invadem” propriedades públicas ou privadas, como o MST, não deve ser classificado automaticamente como crime.
O ministro, então, anunciou a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do qual ele mesmo é presidente, de recomendar aos tribunais de todo o país que seja dada prioridade a ações sobre conflitos fundiários.
Esta medida de dar prioridade aos conflitos agrários era mais do que necessária. Quem sabe com ela aconteça o julgamento das apelações dos responsáveis pelo massacre de Eldorado de Carajás, (PA), sucedido em 1996; tenha um desfecho o processo do massacre de Corumbiara, (RO), (1995); seja por fim julgada a chacina dos fiscais do Ministério do Trabalho, em Unaí, MG (2004); seja também julgado o massacre de sem terras, em Felisburgo (MG) 2004; o mesmo acontecendo com o arrastado julgamento do assassinato de Irmã Dorothy Stang, em Anapu (PA) no ano de2005, e cuja federalização foi negada pelo STJ, em 2005.
Quem sabe com esta medida possam ser analisados os mais de mil e quinhentos casos de assassinato de trabalhadores do campo. A CPT, com efeito, registrou de 1985 a 2007, 1.117 ocorrências de conflitos com a morte de 1.493 trabalhadores. (Em 2008, ainda dados parciais, são 23 os assassinatos).
Destas 1.117 ocorrências, só 85 foram julgadas até hoje, tendo sido condenados 71 executores dos crimes e absolvidos 49 e condenados somente 19 mandantes, dos quais nenhum se encontra preso. Ou aguardam julgamento das apelações em liberdade, ou fugiram da prisão, muitas vezes pela porta da frente, ou morreram.

Causa estranheza, porém, o fato desta medida estar sendo tomada neste momento. A prioridade pedida pelo CNJ será para o conjunto dos conflitos fundiários ou para levantar as ações dos sem terra a fim de incriminá-los? Pelo que se pode deduzir da fala do presidente do STF, “faltam só dois anos para o fim do governo Lula”... e não se pode esperar, “pois estamos falando de mortes” nos parece ser a segunda alternativa, pois conflitos fundiários, seguidos de mortes, são constantes.
Alguém já viu, por acaso, este presidente do Supremo se levantar contra a violência que se abate sobre os trabalhadores do campo, ou denunciar a grilagem de terras públicas, ou cobrar medidas contra os fazendeiros que exploram mão-de-obra escrava? Ao contrário, o ministro vem se mostrando insistentemente zeloso em cobrar do governo as migalhas repassadas aos movimentos que hoje abastecem dezenas de cidades brasileiras com os produtos dos seus assentamentos, que conseguiram, com sua produção, elevar a renda de diversos municípios, além de suprirem o poder público em ações de educação, de assistência técnica, e em ações comunitárias. O ministro não faz a mesma cobrança em relação ao repasse de vultosos recursos ao agronegócio e às suas entidades de classe.
Pelas intervenções do ministro se deduz que ele vê na organização dos trabalhadores sem terra, sobretudo no MST, uma ameaça constante aos direitos constitucionais.
O ministro Gilmar Mendes não esconde sua parcialidade e de que lado está. Como grande proprietário de terra no Mato Grosso ele é um representante das elites brasileiras, ciosas dos seus privilégios. Para ele e para elas os que valem, são os que impulsionam o “progresso”, embora ao preço do desvio de recursos, da grilagem de terras, da destruição do meio-ambiente, e da exploração da mão de obra em condições análogas às de trabalho escravo.
Gilmar Mendes escancara aos olhos da Nação a realidade do poder judiciário que, com raras exceções, vem colocando o direito à propriedade da terra como um direito absoluto e relativiza a sua função social. O poder judiciário, na maioria das vezes leniente com a classe dominante é agílimo para atender suas demandas contra os pequenos e extremamente lento ou omisso em face das justas reivindicações destes. Exemplo disso foi a veloz libertação do banqueiro Daniel Dantas, também grande latifundiário no Pará, mesmo pesando sobre ele acusações muito sérias, inclusive de tentativa de corrupção.
O Evangelho é incisivo ao denunciar a hipocrisia reinante nas altas esferas do poder:
“Ai de vocês, guias cegos, vocês coam um mosquito, mas engolem um camelo” (MT 23,23-24).
Que o Deus de Justiça ilumine nosso País e o livre de juízes como Gilmar Mendes!
Goiânia, 6 de março de 2009.
Dom Xavier Gilles de Maupeou d’AbleigesPresidente da Comissão Pastoral da Terra

Do site do Zenha:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pastoral-da-terra-que-deus-nos-livre-de-juizes-como-gilmar-mendes/

quinta-feira, 5 de março de 2009

Vitória da blogosfera.

E um Agregador
Clique na imagem acima para acessar o Agregador
Quero lembrar uma verdade inescapável: colocar gente na rua sem ser por meio de movimentos sociais ou de sindicatos hoje, no Brasil, não é fácil. E isso acontece justamente porque o país perdeu boa parte de sua memória sobre por que a sociedade deve se engajar, fundar ONGs, participar de atos públicos, cobrar governantes, fiscalizar a imprensa – atualmente, talvez até mais do que o governo –, enfim, exercer a cidadania.

Supondo-se que você consiga achar um jeito de instigar as pessoas a tomarem posições verdadeiras – e isso na era da internet, que permite protestar confortavelmente sentado diante de maravilhas tecnológicas que nos dão a impressão de existência de um mundo virtual –, depois de tal feito será preciso enfrentar pressões.

Estamos falando de política, pessoal. Não se trata de disputa de times de futebol, mas pelo poder do Estado. E isso num país onde o controle do Estado permitiu a pequenos grupos de interesse enriquecerem desavergonhadamente durante 500 anos.

A ditadura militar brasileira foi um período de trevas no qual a renda se concentrou, a escola pública começou a ser o que é hoje, a saúde se degradou ainda mais, a favelização abraçou as urbes de uma maneira sufocante, o êxodo rural se acentuou devido ao exponencial crescimento do latifúndio daquele período – que, aliás, foi um dos motivos que levou ao golpe militar.

Todos esses interesses se concentram de uma maneira avassaladora. Não é para qualquer um enfrentar as pressões que se levantam quando a elite fomentadora da ditadura brasileira se sente ameaçada por este ou por aquele.

Vocês notem que a mídia só se mobiliza para atacar quem a incomoda. Enquanto estamos enviando e-mails malcriados ou publicando posts em blogs, a tática é não te dar visibilidade, ignorando-te. Quando você sai do virtual ou nele adquire visibilidade, daí é que te atacam.

O que é preciso fazer, então, é entender que, se você se encolher, se todos se encolherem por medo, daí é que este país volta de uma vez para as mãos desse exíguo grupo social rico, influente e disposto a defender seus privilégios a qualquer custo.

Sei que haverá aqueles que se sentem exatamente como eu sobre essas questões de interesse público. E não me importa quantos serão. Se forem um ou mil, para mim seremos muitos, seremos todos aqueles que delegaram a outros o que também era sua missão.

É lógico que jogos só terminam no último minuto, e o jogo do poder não é diferente. Não dá, portanto, para cantar vitória antes do tempo, a menos que ela já tenha ocorrido. E a boa notícia é a de que alguém já venceu.

O nome desse vitorioso é... blogosfera. Nos últimos dias, provamos que ela pode se transformar num instrumento poderosíssimo de mobilização da sociedade, se soubermos usá-la. E em processos políticos como esse, com todas as suas “conseqüências” para os que os desencadeiam, saber usar o que se tem na mão, não é fácil.

Mas penso que temos sabido lidar com isso. Aliás, nasceu hoje (quarta-feira) uma iniciativa que me encheu de ânimo.

O Emerson Luis, do blog Nas Retinas, teve uma idéia fantástica. Ele tem colaborado muito com a organização do ato do dia 7. Agora, bolou uma matriz para congregar todos os blogs que já divulgaram a manifestação do próximo sábado.

Emerson desenvolveu uma página em que todos os blogs que publicarem alguma coisa sobre a manifestação do próximo sábado serão linkados automaticamente nela.

Clicando na imagem acima, você terá acesso a uma página a partir da qual poderá se informar amplamente sobre a manifestação diante da Folha. Imagens serão geradas, informações serão repassadas a uma rede de blogs que deverá ter um alcance bem acima do que já ocorreu em outros atos públicos dos quais participei.

Acredito, pois, que a manifestação do próximo sábado é o ponto de partida para uma nova etapa da comunicação no Brasil. Já se vê, no fim do túnel, a decadência inexorável do monopólio hegemônico da comunicação neste país. Antes tarde do que nunca.

Hoje, eles gritam, mas sábado será a nossa vez.

ATO CONTRA A 'DITABRANDA' NESTE SABADO.

Por Altamiro Borges - de São Paulo

Neste sábado, 7 de março, às 10 horas, ocorrerá o ato de repúdio à Folha de S.Paulo, que num editorial infame qualificou a ditadura militar brasileira de “ditabranda”. Os presentes também prestarão solidariedade à professora Maria Victória Benevides e ao jurista Fábio Konder Comparato, agredidos pelo jornal, que rotulou as criticas de ambos ao editorial como “cínicas e mentirosas”. O protesto ocorrerá em frente ao prédio da Folha, na Alameda Barão de Limeira, 425, no centro da capital paulista, e reunirá familiares de presos, desaparecidos e torturados pelo regime militar, intelectuais e ativistas dos movimentos sociais e das organizações de direitos humanos.

Todos os que lutam contra a ditadura midiática têm um compromisso militante no sábado. Como afirma Eduardo Guimarães, editor do blog Cidadania, presidente do Movimento dos Sem Mídia e organizador do ato, não dá para se omitir diante da “perniciosa e ameaçadora revisão histórica perpetrada pelo editorial da Folha, num texto que relativizou a gravidade dos crimes cometidos pelo Estado entre os anos de 1964 -1985, período no qual a nação sofreu a usurpação de um golpe militar ilegal e inconstitucional”. Para fustigar os inertes, ele cita um pensamento do líder negro Martin Luther King: “O que preocupa não são os gritos dos maus, mas o silêncio dos bons”.

Pesadelos da Famíglia Frias

Convocado pela internet, sem qualquer logística, o ato contra a Folha pode surpreender e deixar a famíglia Frias preocupada com os disparates que difunde impunemente. Democratas de várias localidades já confirmaram presença. Manifesto de repúdio ao editorial, deflagrado por docentes da Unicamp, já reúne mais de 7 mil assinaturas – a mais recente adesão foi de Oscar Niemeyer, um símbolo da luta democrática. Como afirma o manifesto, “o estelionato semântico manifesto pelo neologismo ‘ditabranda’ é, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada pela minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pós-64”.

O editorial da Folha, publicado nas vésperas do Carnaval, tirou a fantasia deste jornal que ainda engana alguns ingênuos com o seu falso ecletismo. Revelou que o Grupo Folhas, de propriedade da Famíglia Frias, sempre teve fortes tendências fascistizantes e golpistas. Ele clamou pelo golpe militar de 64, apoiou a linha dura dos generais golpistas e cedeu a sua estrutura para a tortura dos presos políticos. De forma habilidosa, a Folha apoiou a campanha pelas Diretas-Já, como relata o jornalista Ricardo Kotscho no livro “Do golpe ao Planalto”. Mas nunca abandonou o seu instinto golpista, como ficou patente nas suas colunas favoráveis ao impeachment do presidente Lula.

Boicote total à Folha

Diante desta trajetória, a jornalista Elaine Tavares foi certeira: “Sempre me causou espécie ver a intelectualidade de esquerda render-se ao feitiço da Folha, que insistia em dizer que era ‘o mais democrático’ ou que ‘abria espaço para a diferença’. Ora, o jornal dos Frias pode ser comparado à velha historinha do lobo que estudou na França e voltou querendo ser amigo das ovelhas. Tanto insistiu que elas foram visitá-lo. Então, já dentro da casa do lobo, ele as comeu. Uma delas, moribunda, lamentou: ‘Mas você disse que tinha mudado’. E ele, sincero: ‘Eu mudei, mas não há como mudar os hábitos alimentares’. E assim é com a Folha... São os seus hábitos alimentares”.

O editorial da Folha expressa a radicalização da direita nativa, que perde nacos do poder político e teme seu futuro – inclusive na sucessão presidencial. Diante desta exasperação, é preciso adotar medidas mais efetivas. A corajosa Maria Victória Benevides, difamada pelos estrumes da direita, já anunciou que cancelará a sua assinatura da Folha, e Elaine Tavares arrematou:

– A Folha é lixo e como tal deve ser descartada. Penso eu que se cada ser humano neste país que ficou indignado com a Folha deixar de comprá-la, ela não se sustenta. Se serve à elite, que seja alimentada por ela somente.

Eu já estou cancelando a minha assinatura! Boicote total à Folha de S.Paulo.
ddddo site do Jornal Correio do Brasil:http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=150330

STJ manda Igreja Universal devolver doação a fiel arrependido.

O ministro Luis Felipe Salomão encerrou o caso

A Igreja Universal do Reino de Deus terá que devolver uma doação de R$ 2 mil- devidamente corrigidos - feita por um fiel arrependido. O ministro Luís Felipe Salomão negou seguimento a um recurso (agravo de instrumento) da Igreja que pretendia que o recurso especial interposto por ela com o objetivo de afastar a condenação fosse remetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apreciação e julgamento.
De acordo com os autos, um motorista, morador de General Salgado (SP), ao visitar a Igreja, foi induzido a fazer parte do “rebanho”, mas, para isso, teria primeiramente que abandonar o egoísmo e se desfazer de todos os seus bens patrimoniais. Como recompensa, o pastor prometeu que sua vida iria melhorar tanto no campo profissional quanto no sentimental.
Assim, o motorista vendeu um automóvel Del Rey, único bem que possuía, por R$ 2,6 mil e entregou dois cheques ao pastor. Alguns dias depois, arrependido, conseguiu sustar um dos cheques, de R$ 600, mas o primeiro cheque, de R$ 2 mil, já tinha sido resgatado pela Igreja. Inconformado, ele entrou na Justiça com uma ação de indenização por danos morais e materiais.
Em primeira instância, o seu pedido não foi acolhido. O fiel recorreu e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou a Igreja a devolver os R$ 2 mil, devidamente corrigidos, a título de danos morais e afastou o pedido de ressarcimento por danos morais.
Ao decidir, o ministro Luís Felipe Salomão ressaltou que o TJSP resolveu todas as questões pertinentes, revelando-se dispensável que venha a examinar uma a uma as alegações e fundamentos expostos pelas partes.
– Ora, rever os fundamentos que ensejaram o entendimento do Tribunal de Justiça estadual exigiria a reapreciação do conjunto probatório, o que é vedado em recurso especial, ante o teor da Súmula 7 do STJ – afirmou.

Do site do Jornal Correio do Brasil:http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=150254

Tucanos querem processar deputada que denunciou corrupção no RS.

O líder do PSDB, deputado José Aníbal (SP), ingressou nesta quarta-feira com representação contra a deputada Luciana Genro (P-SOL/RS) no Conselho de Ética da Câmara, por quebra de decoro parlamentar.

– Luciana Genro enxovalhou o manto de imunidade parlamentar ao acusar de práticas ilegais a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), sem provas. O argumento usado pela deputada Luciana Genro para não revelar as provas – de que estão nas mãos da Justiça, 'sob sigilo' - é de uma leviandade gravíssima. Isso excede as prerrogativas asseguradas aos parlamentares – disse Aníbal.

E acrescentou:

– A Constituição concede imunidade parlamentar, mas o deputado não pode abusar, sob pena de perda de mandato.

O P-SOL, segundo o líder, disse que tinha acesso a vídeos e áudios que comprovariam a prática de caixa dois na campanha de Yeda ao governo gaúcho. José Anibal informou que alegará na representação que a deputada Luciana Genro não apresentou até agora provas para as denúncias. Luciana Genro reiterou, no plenário da Câmara, as denúncias que, segundo ela, evidenciam a prática de caixa dois na campanha do PSDB ao governo gaúcho e o envolvimento da governadora no desvio de dinheiro do Detran. Segundo ela, o P-SOL não cometeu nenhuma irresponsabilidade ao divulgar os fatos, como tem afirmado políticos do PSDB.

Segundo o líder do P-SOL, deputado Ivan Valente (SP), a ameaça do líder do PSDB de entrar com representação contra Luciana Genro “revela-se incompatível, já que o partido não combate a corrupção dentro da própria legenda".

– Por que a governadora está na defensiva e não vem a público esclarecer? – questiona Valente.
Do site do Jornal Correio do Brasil:http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=150314