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sábado, 18 de fevereiro de 2012
Amaury dá de 10 a 0 em FHC

Financial Times' sugere Lula para presidir Banco Mundial

Em artigo no site do Financial Times, Gregory Chin, professor de Ciência Política da York University, no Canadá, propõe o nome de Lula para presidente do Banco Mundial, em substituição a Robert Zoellick, que está saindo (ironicamente, Lula certa vez chamou Zoellick, então representante comercial dos Estados Unidos, principal negociador de comércio exterior, de “sub do sub do sub”).
As informações são do Estadão Chin, em seu artigo, mencionou o fato de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu que o novo presidente do Banco Mundial não seja necessariamente de nenhuma nacionalidade específica, mas sim alguém competente e capaz.
Para o articulista, Lula é o candidato ideal pela sua gestão competente da economia brasileira, pelo seu carisma, pelos laços que criou entre os países emergentes e pelo seu prestígio junto aos países ricos. Caso Lula não queira aceitar, por razões de saúde, Chin acha que deveria ser buscado alguém de perfil semelhante.
O site do FT é fechado. Para os assinantes, o link está aqui
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
O Kamel com a Graça.O Estadão com a Menicucci.

O Ali Kamel, o mais poderoso diretor de Jornalismo da História da Rede Globo, dedicou segundos à posse de Graça Foster na Petrobrás.
Clique aqui para ler “Dilma a Graça: enxotamos os privatas”.
Dilma falou – e bem.
Saudou Vargas e espinafrou a dupla da Privataria, Cerra e FHC.
Clique aqui para ler “Folha (*) lança Cerra candidato a Presidente em 2014. Ôba !”.
Graça falou.
A primeira mulher Prresidenta de uma empresa petrolífera no mundo !
Uma mulher que catou papel no Morro do Alemão e tem 31 anos de carreira na Petrobrás.
Gabrielli, que fez uma revolução na Petrobrás e salvou o pré-sal da sanha Privata, também falou.
O Ali Kamel não deixou ter “sobe som”.
Não deixou que o espectador ouvisse o som da voz dos oradores.
Bonner falou por eles.
Kamel preferiu dedicar muito mais tempo – com sobe som e tudo – ao Orçamento do Obama, que o próprio correspondente da Globo em Washington, o Silva Pinto, diz que tem tanta chance de ser aprovado no Congresso americano quanto o reatamento de relações com Cuba.
Mas, é assim mesmo.
Depois, o Florisbal vai à Petrobrás e arranca o patrocínio do Bom (?) Dia, do jn, da Fórmula 1, do BBB, do Vídeo Show, da Xuxa, do Huck, do William Waack, do Faustão – do que quiser.
Clique aqui para ler “Roberto Marinho vai demitir a Urubóloga”.
Viva o Brasil !
O problema do Ali Kamel foi com a Graça.
O do Estadão – que, como diz o Sarney, a família Mesquita terceirizou aos bancos credores - é com a Ministra Eleonora Menicucci.
O Estadão embarcou numa canoa furada na blogosfera e fez denúncia apoplética à Ministra: ela teria ido à Colombia fazer um curso de aborteira.
Antigamente, quando os Mesquita mandavam no pedaço, o problema era ir a Cuba fazer curso de coquetel Molotov.
Agora, é o aborto.
No Chile, tudo bem.
No Brasil, não !
Leia o que disse nota oficial da Ministra:
Em relação aos textos postados hoje na internet, a SPM esclarece que:
1- A ministra nunca esteve na Colômbia.
2- A entrevista que deu origem aos textos citados contém imprecisões que a levaram a requerer, em 2010, a sua retirada do site.
3- A ministra reafirma que mantém suas convicções, expressas em entrevista coletiva realizada em 7 de fevereiro de 2012, e reitera que como integrante do Governo Federal defende integralmente as posições do governo.
1- A ministra nunca esteve na Colômbia.
2- A entrevista que deu origem aos textos citados contém imprecisões que a levaram a requerer, em 2010, a sua retirada do site.
3- A ministra reafirma que mantém suas convicções, expressas em entrevista coletiva realizada em 7 de fevereiro de 2012, e reitera que como integrante do Governo Federal defende integralmente as posições do governo.
Assessoria de imprensa
Secretaria de Políticas para as Mulheres
13/02/2012
Em tempo: Sobre a posição da Ministra em relação ao aborto e sua fidelidade à política do Governo Dilma, leia o que disse o Conversa Afiada.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Folha lança Cerra para 2014. Ôba !

Saiu na primeira página da Folha (*) um espetacular furo de reportagem:
Na aparência, trata-se de tentativa de Cerra fazer o trator do Ackmin passar por cima dos atuais candidatos a prefeito de São Paulo: são quatro.
Na verdade, como diz a própria Folha (uma autoridade em Cerrismo) trata-se da candidatura de Cerra a Presidente, em 2014.
Segundo a Folha (*), se Cerra não for candidato a prefeito, não há como impedir que ele fique num mato sem Kassab.
E, num mato sem Kassab, ele não “viabiliza” sua candidatura a Presidente em 2014.
Logo, se eleito – Deus há de proteger os paulistanos do infortúnio -, Cerra renunciará para perder, de novo para Dilma.
Ele tem a mania de apanhar de mulher – clique aqui para ler “Queijo derrota Cerra e PHA vence na Justiça”.
Aqui, você verá Cerra dizer na televisão que, se eleito prefeito de São Paulo, os eleitores jamais deveriam votar nele, de novo.
E, aqui, num papel timbrado da Folha (*) – que, pelo jeito, não presta pra nada – ele jura que cumprirá o mandato de Prefeito até o fim.
Como se sabe, Cerra, o Breve, realizou uma única obra como prefeito da cidade de São Paulo: inclinou umas rampas sob um viaduto da Avenida Paulista para dificultar o sono dos mendigos.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Privataria: por que Cerra e FHC venderam tão barato ?

O programa Entrevista Record Atualidade que vai ao ar nesta segunda-feira, na Record News, às 22h15, logo após o programa do Heródoto Barbeiro, exibe entrevista com o senador Lindbergh Farias, PT-Rio, sobre o leilão dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos.
O ansioso blogueiro perguntou, de saída, se tinha acabado o Fla-Flu.
Como disse a assim chamada “musa” da privatização tucana, o embate ideológico, o Fla-Flu, tinha acabado.
Deu empate.
Todo mundo privatiza.
Porque privatização é feito Vitamina C: faz sempre bem.
Lindbergh explicou que o que a Presidenta Dilma fez foi o que o PT sempre faz: concessão.
Concessão, no caso, de 20, 25 e 30 anos.
Depois, se precisar, traz de volta.
O Presidente Lula fez várias concessões de rodovias.
E o pedágio médio dessas rodovias é de R$ 4.
O pedágio das rodovias concedidas pelo PSDB tem o pedágio médio de R$ 20.
A Presidente Dilma, disse ele, não vendeu patrimônio nacional.
(Não “entregou”, verbo que os tucanos conjugam em todos os tempos e modos – PHA) Ela concedeu a grupos privados o direito de explorar serviços de solo dos aeroportos.
Em sociedade com a estatal Infraero, que terá 49% das ações do negócio.
A Infraero são os “olhos do Governo”. O pé na porta, diria o ansioso blogueiro. Ela não vendeu a Infraero, o Ministério da Defesa ou o espaço aéreo.
O Fernando Henrique vendeu 94 empresas.
94 !E apurou R$ 85 bi.
E, ainda assim, aumentou a participação da dívida no PIB.
Embora o dinheiro da privatização tenha sido empregado em abater a dívida – e, não, em investimentos produtivos.
(Como diz o Delfim: o Fernando Henrique vendeu as jóias da família e aumentou a divida.)
Fernando Henrique apurou R$ 85 bilhões ao passar as 94 empresas nos cobres.
Nesses três leilões, e apenas neles, lembrou Lindbergh, a Presidenta Dilma apurou R$ 40 bi – R$ 24 bi pela outorga, com e R$ 16 em investimentos.
Quase a metade das 94 empresas do Cerra/FHC.
O Cerra e o Fernando Henrique venderam a Vale por R$ 3 bi, sendo que a Vale tinha R$ 700 milhões em caixa, lembrou o Senador.
R$ 700 milhões no cofre.
As teles, o FHC vendeu por R$ 22 bilhões.
E deu para o Daniel Dantas , o “brilhante “, administrar.
O ansioso blogueiro lembrou que há uma diferença não desprezível entre o sistema Cerra/FHC e o da Presidenta Dilma: a Privataria Tucana.
Lindbergh suspeita que esse processo que Amaury Ribeiro Junior chama de Privataria Tucana é o que explica os preços tão baixos obtidos por Cerra e Fernando Henrique.
Com Privataria deve sair mais barato, não é isso, amigo navegante ?
Existe uma diferença essencial entre os dois sistemas – o do Fla e o do Flu.
O sistema do Cerra/FHC era o de esmagar o Estado.
Lindbergh lembra que, em oito anos, o FHC e o Cerra (Planejador-Mor) não aumentaram o servidor público.
Ele mostrou, no ar, o documento assinado pelo Ministro da Fazenda Pedro Malan – já divulgado aqui no Conversa Afiada – em que o Brasil promete ao FMI vender o Banco do Brasil, a Caixa e o BNDES.
(Sem falar na Petrobrax, que seria fatiada, esvaziada, e vendida a granel – como explicou Sérgio Gabrielli, que fez uma revolução na Petrobrás e não deixou o Cerra entregar o pré- sal à Chevron, como se soube pelo WikiLeaks )
O método do Governo Dilma – lembrou Lindbergh – é o do Estado regulador, indutor.
Com uma política vigorosa de inclusão social – que os tucanos nunca tiveram.
Lula tirou 28 milhões de brasileiros da miséria.
Levou 30 milhões para a Classe C.
E deu 17 milhões de empregos com carteira assinada.
Esse Nunca Dantes …
– só faltou dizer o Lindbergh.
Em tempo: não deixe de ler a critica do movimento “Minas sem Censura “
a artigo de Aecio Never sobre o suposto fim do Fla-Flu.
Paulo Henrique Amorim
Dono da Universal e da Record, bispo Macedo enfrenta 'demônio' da Igreja Mundial, que lhe toma fieis, bispos e grana
A guerra da Record contra a Globo está agora em um segundo plano para o bispo Edir Macedo, fundador e principal nome da Igreja Universal, dona da Rede Record.
Quem mobiliza todas as forças de Macedo no momento é seu principal antagonista, o bispo Valdemiro Santiago de Oliveira, que foi da cúpula da Universal e de lá saiu (ou foi saído) em 1997, depois de 18 anos na igreja.
Líder da Universal, Edir Macedo publicou em seu site um vídeo onde fica escancarada a guerra contra Valdemiro (que Macedo chama de Valdomiro no vídeo), fundador da Igreja Mundial, uma Universal B (como a Record é uma Globo B), mas que já conta com 1400 igrejas, e tem tomado fieis, pastores e bispos da Universal. E junto com esses, dinheiro que eles levam, conseguem, arrecadam.
A Igreja Mundial é aquela que conseguiu parar a Dutra recentemente, quando inaugurou sua sede em Guarulhos, mesmo contra ordem judicial. A Universal está sentindo o baque nas finanças. A grana que corria solta para novos projetos na Record recebeu um freio de arrumação. O grupo anunciou que vai desativar a Line Records (a Som Livre da Record).
O desespero do bispo Macedo com o crescimento da rival é tanto, que ele não se faz de rogado e "expulsa o demônio" de uma fiel. Esse "demônio" (confira no vídeo) afirma que Valdemiro é seu servo e que só teme a Universal de Macedo, porque ali o demônio não tem vez.
Não tenho o conhecimento que Macedo tem de seu público, mas acho o vídeo primário e a encenação (desculpem-me os que acreditam, mas é o que me parece) primária.
Vamos ver se atinge o alvo.Por sua vez, a Globo há pouco fez um festival evangélico, não apenas visando o imenso número de fieis, mas o fortalecimento dos adversários de Edir Macedo. (Parêntesis: em fevereiro de 2009 a Igreja Mundial arrendou a Rádio Mundial, das Organizações Globo).
É mais um lance na Luta pela manipulação das massas entre Globo e Record.
Curioso é o título que Macedo colocou no vídeo: "Aviso aos incautos". Afinal, o aviso tanto pode significar que ele pretende fazer um alerta para defender os incautos como, lapsus linguae, um alerta que só os atingirá...
Deu no Blog Parádebates: “ Turismo da corrupção” no Pará
Uma agência de turismo da Republica Theca, está oferecendo passeios por lugares envolvidos em casos de corrupção naquele País.
Já pensou se aparece uma agência aqui no Pará, para oferecer esse “Tour da Corrupção” . O leitor pode indicar alguns lugares.
ALEPA
Palacio Antonio Lemos sede da prefeitura de Belém
Sede da SUDAM em Belém
Detran

Comando do Corpo de Bombeiros em Belém
Cidade de Saõ João de Pirabas Pará
Fiscal do PROCON lacra a LojaEletromil " Vendas premiadas"
Depois de jurar que não seria candidato á prefeito de S.Paulo,Serra muda de idéia

O ex-governador José Serra (PSDB),não tem palavra. Nunca teve. Não seria agora que cumpriria alguma coisa que falou. Depois de ter perdido a disputada á presidência, Serra jurava que estava fora da disputa pela prefeitura de São Paulo. Comunicou sua decisão de forma categórica ao presidente do partido, deputado Sérgio Guerra (PE), e ao ex-presidente Fernando Henrique. O gesto significava que não abriria mão de se candidatar a presidente da República, mesmo que tenha que migrar para outra legenda....Mas...o jornal Folha de São Paulo, informa nessa terça feira (14), Serra negocia com tucanos condições para ser candidato.
O ex-governador José Serra já negocia com o governador Geraldo Alckmin condições para se candidatar a prefeito de São Paulo pelo PSDB.
Serra, que antes dizia não ter interesse em disputar novamente a prefeitura nas eleições deste ano, conversou com Alckmin na semana passada e afirmou que estava reconsiderando sua decisão.
Depois dessa conversa, o ex-vice-governador Alberto Goldman foi ao Palácio dos Bandeirantes para levar a Alckmin as condições de Serra para aceitar entrar no páreo.
O ex-presidenciável tucano quer que o governador mobilize sua tropa para "aparar as arestas" internas com os quatro pré-candidatos inscritos para a prévia do partido, marcada para 4 de março.
Quer, ainda, garantia de que o governador atuará para costurar um consistente arco de alianças que dê suporte à sua postulação.
Tucanos que acompanham as negociações acreditam que a aproximação entre o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o PT foi determinante para que o ex-governador passasse a avaliar a candidatura.
Há pelo menos três semanas, emissários de Alckmin e aliados do próprio Serra tentam persuadi-lo a ser o candidato do PSDB.
A avaliação no entorno de Alckmin é que a decisão de Serra tem de ser rápida, porque a realização das prévias levaria a um fato consumado, que seria difícil reverter sem desmoralizar o partido.
Um dos argumentos usados para convencer o ex-presidenciável a reavaliar a candidatura foi que o maior derrotado de uma eventual aliança entre Kassab -sucessor do tucano na prefeitura- e o PT seria o próprio Serra.
Além disso, a saída do PSD da órbita dos tucanos seria um revés importante para as pretensões que Serra ainda alimenta para a eleição presidencial de 2014.
Enquanto trabalhava para convencer Serra, Alckmin passou a atuar para garantir um arco de alianças que sustentasse outra candidatura tucana menos robusta.
Na quinta-feira, por exemplo, será anunciada a entrada do PDT no governo.
O deputado Paulinho da Força, presidente do PDT paulista e que tem se apresentado como pré-candidato, passou a não descartar apoio ao PSDB no primeiro turno.
O PSB também negocia com os tucanos, a partir da promessa de apoio do PSDB ao seu candidato em Campinas, Jonas Donizette.
Serra e Alckmin atuaram para que o PSDB desistisse de ter candidato na cidade.
A eventual reviravolta no PSDB paralisaria as negociações entre Kassab e o pré-candidato do PT, Fernando Haddad, que ganhavam corpo.
O prefeito tem reiterado que não teria como não apoiar Serra, de quem herdou a prefeitura, caso ele se candidatasse. Kassab vê a segunda semana de março como prazo-limite para que Serra tome uma decisão.
O maior entrave a um consenso pela candidatura de Serra são os quatro pré-candidatos tucanos -Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Trípoli.
Desses, os mais resistentes a abrir mão das prévias seriam Aníbal e Trípoli. Para dissuadi-los, aliados de Serra avaliam que seria necessária ação direta de Alckmin.
Isso levaria para o governador, dizem os céticos quanto à possibilidade de acordo, o ônus de ter tratorado o partido no momento em que o processo já foi deflagrado.
Alckmin, no entanto, deu garantias de que está disposto a comandar a operação, por acreditar que Serra é, hoje, o nome mais competitivo para vencer as eleições.
Deu no Blog As Fala da Pólis : Nota de Protesto e Solidariedade pela agressão do Secretário de Jatene
ANANINDEUADEBATES
Opinião,Pensamentos e Política
Opinião,Pensamentos e Política
O secretário de Comunicação do Governo do Pará Ney Messias cometeu crime de injúria, discriminação e preconceito expressamente proibido na Constituição com comentários de baixo calão contra a jornalista e blogueira Franssinete Florenzano nas redes sociais Facebook e Twitter. Para justificar problemas existentes no interior do espaço institucional (SECOM) sua atitude foi de agredir de maneira ofensiva a uma mulher que se manifestou contrária aos seus posicionamentos como agente institucional público que é o caso do Sr. Secretário de Comunicação.
É lamentável que em pleno século XXI e em uma cidade (Belém) onde ocorreu em 1994 a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher do qual o Brasil é signatário situações como essa ocorram e ainda mais envolvendo um agente público como é o caso de Ney Messias.
Assistimos o discurso da Ex.ª Sr.ª Presidenta da República Dilma Rousseff no dia 10 de fevereiro de 2012, ao dar posse à nova Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres-SPM, posicionar-se firmemente em defesa das mulheres vítimas de violência e elogiar o posicionamento do Supremo Tribunal ao garantir a constitucionalidade da Lei Maria da Penha no que tange à representação da violência doméstica e sexual contra as mulheres.
Nós mulheres e homens que lutamos por uma sociedade justa, igualitária, sem discriminação e preconceito de gênero, raça, classe e nos posicionamos firmemente contra o machismo, racismo, homo e lesbofobia exigimos que este Sr. tenha a punição que lhe é devida, por praticar essas ações acima citadas, que se tornam ainda mais graves na medida em que este é um agente público do Estado e nos solidarizamos com FRANSSINETE FLORENZANO por ter sido objeto dessa ação ignóbil por parte do Sr. Ney Messias.Belém, 11 de Fevereiro de 2012.
Para entender o caso que indigou as redes sociais, clique e leia aqui.
A equipe do Blog Ananindeuadebates presta solidariedade a Blogueira Farnssinete Florezano.
http://ananindeuadebates.blogspot.com/2012/02/deu-no-blog-as-fala-da-polis-nota-de.html
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
A discussão que estava, bem ou mal, encaminhada sobre a PEC-300 no Congresso, já foi desviada para coisas como a extinção da Polícia Militar, unificação das polícias, regulamentação do direito de greve de policiais etc., fazendo a PEC-300 "subir no telhado".E o resultado pode ser o próprio desmantelamento da Polícia Militar, com conseqüências como:
- Extinção de oficiais: qual o sentido de existir um plano de carreira de oficiais na Polícia Militar, se uma greve não obedece a hierarquia e a cadeia de comando? Assim, bastaria uma polícia apenas com soldados, e os cargos de chefia seriam nomeados entre os soldados ou por comandantes vindos de fora dos quadros, semelhante às guardas municipais.
- Enxugamento: é justo pleitear aumentos reais, mas se a exigência for além da capacidade de pagamento do Estado, a única saída possível para os governos será a lógica perversa, ou seja, manter apenas as tropas de elite numa polícia bem paga e cortar custos com o resto. A própria greve ilegal dá motivos para demissões, através da ...
- Privatização (!): ... Leia mais na Rede Brasil Atual.
Garotinho será investigado por ligação com greve
Foto: Montagem/247
Procuradoria Geral da República abre investigação para apurar participação de parlamentares no incitamento a greve no Rio; Garotinho foi grampeado conversando com bombeiro Daciollo, que está preso; nas ruas, a situação é tranquila.
Por Agência Estado
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai investigar o possível envolvimento de parlamentares na greve de policiais militares deflagrada no final de janeiro na Bahia e que se estendeu para outros pontos, como o Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, 10, Gurgel pediu oficialmente ao governador baiano, Jaques Wagner, a remessa das gravações de conversas telefônicas interceptadas com autorização judicial entre policiais militares em greve.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), as conversas fazem referências a condutas praticadas por pessoas com foro privilegiado, como deputados federais. A possível participação dessas pessoas na greve será investigada. As gravações mostram, por exemplo, que o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) conversou por telefone com o cabo Daciollo, líder do movimento dos bombeiros no Rio de Janeiro.
Na Bahia, a Procuradoria da República autuou uma notícia-crime para investigar o movimento grevista. De acordo com o MPF, os suspeitos podem ter cometido crimes previstos na Lei de Segurança Nacional. Na lista estariam sabotagem contra instalações militares, meios e vias de transporte, tentativa de impedir o livre exercício do Poder Legislativo ao ocuparem a Assembleia Legislativa, exercer o controle de aeronave, embarcação ou veículo de transporte coletivo com emprego de violência ou grave ameaça à tripulação e incitar à prática de qualquer dos crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.
Ao "governador" Simão Jatene
Senhor governador Simão Jatene,
Acabo de receber de um leitor que nem conheço, mas que viu, ficou indignado e copiou comentário do seu secretário de Comunicação, Ney Messias, em que, covardemente, como é de seu feitio, me chama de cadela. Sim, ca-de-la. O que o senhor sentiria se tais palavras e atitudes fossem dirigidas à sua esposa e à sua filha? Pois pense no que eu, o meu marido, a minha filha e os demais membros da minha família estão sentindo agora. Para dirimir dúvidas, leia a postagem aí em cima. Fui verificar a infâmia e ele, fiel à sua trajetória torpe, apagou o post. Mas eu o tenho a salvo, para mostrar a todos a sua verdadeira face, revelada por si mesmo.
É isso que o senhor oferece a uma cidadã honesta, servidora pública estadual com 28 anos de serviço, que trabalhou e muito no seu governo anterior, acreditando na sua honestidade de propósitos? Um secretário de Comunicação que se porta de forma imunda, agride a todos os que não fazem parte de sua panelinha, passa o dia inteiro escrevendo bobagens no twitter – com conteúdo e grafia só admissíveis para um pré-adolescente -, pago pelo dinheiro do povo?!
O senhor sabe que o seu secretário de Comunicação ofende a qualquer um que ouse exercer o direito constitucional de livre manifestação e expressão nas redes sociais? Que vive a espalhar boatos afrontando a honra alheia? Que ao invés de trabalhar para merecer o salário e vantagens que usufrui – bancado pelo meu, pelo seu, pelo nosso dinheiro como contribuintes - comete injúrias, calúnias e difamações no horário de expediente? O senhor tem conhecimento de que ele chegou ao ponto de ligar para o chefe de uma jornalista da TV Liberal – sem o consentimento dos donos, é óbvio – e pedir a cabeça dela só porque ela retuitou algo de que ele não gostou? E que agiu da mesma maneira com mais duas jornalistas? Isso tem nome, e se chama coação moral, intimidação, abuso de autoridade. Isso é crime. O senhor aprova tal conduta? É isso que o senhor considera Comunicação Social?
O senhor lembra de quando reuniu os jornalistas que atuavam no seu governo anterior e falou de trabalhar com paixão? Eu lembro. Eu acreditei. Dei o meu sangue, renunciei à minha vida pessoal e à minha saúde. Para que? Para o seu atual secretário de Comunicação enxovalhar publicamente a minha honra? Para o seu atual governo abrigar em cargo do primeiro escalão um indivíduo sem a menor qualificação e que não cumpre os mais básicos requisitos e deveres do serviço público, nem respeita os princípios insculpidos na nossa Constituição?!
Eu exijo que o seu nefando secretário de Comunicação me respeite, como ser humano, mulher, mãe, jornalista, advogada, servidora pública, cidadã! Tal ignomínia não pode ser perpetrada impunemente. Se o senhor acobertar esse comportamento será no mínimo conivente.
O Estado do Pará não merece tão abominável personalidade em cargo público cujas atribuições envolvem justamente fazer a ponte entre o governo e a sociedade. A imediata exoneração desse sujeito é a única resposta sua à necessidade imperiosa de observar os princípios da moralidade, legalidade, impessoalidade e finalidade, que regem a Administração Pública, e que devem nortear seus agentes.
Para o senhor ter uma ideia do que pensam do seu secretário de Comunicação, sugiro que leia os comentários A fogueira da vaidade no meu blog e no Facebook, dos quais destaco um que é de eleitor seu:
“Como compositor, escritor e artista plástico, posso falar por conhecimento!Realmente o governo PODERIA “se quisesse” ajudar, evitarei relatar o óbvio abaixo!
Tem o MELHOR estúdio das regiões Norte e Nordeste na rádio Cultura, porém tente conseguir gravar lá, nem pagando quanto mais de graça!
Nunca patrocinou um único festival com eliminatórias nos quatro cantos do estado!
Nunca teve um único projeto com o objetivo de divulgar nossos trabalhos lá fora, exceto uma única vez na França porque pelo teor do evento era obrigado!
Nunca procurou levantar o nosso carnaval, os compositores paraenses são requisitadíssimos além de nossas fronteiras vide Rio e São Paulo onde vendem autoria obrigados pela necessidade e São Luiz e Macapá onde quase 90% dos sambas de enredo que cantam ou cantaram na passarela são nossos!
A cidade da Vigia exporta músicos para o mundo e tem não uma e sim TRÊS das escolas de músicos mais antigas do PAÍS existindo sem um centavo de subvenção (da prefeitura, do estado ou de Brasília), apenas na base do talento!
Na divulgação da parte literária na nossa Feira Pan Amazônica os escritores paraenses não têm ao menos uma estande de destaque, nossos livros ÀS VEZES são comprados para compor biblioteca e quando os livros são vendidos no varejo via cartão Banpará pode esperar 60 dias para o reembolso!
Tente uma exposição de artes plásticas (belas artes) ou publicar qualquer tipo de imagem através da Secretaria de Cultura incluindo pintura, fotografia, desenho, gravura, escultura, charges, caricaturas, e correlatos sem ser explícito que te perguntam O QUE É ISSO ?
No encerramento da última Feira Pan Amazônica (a primeira do atual governo) ouvimos a cantora italiana Mafalda Minnozzi, o percussionista paulista Kabé Pinheiro, no violão e guitarra o maranhense Ricci e o Felipe Alves também paulista no baixo!
Garanto que tocando e cantando as mesmas músicas nós não faríamos feio e que no quesito guitarra e percussão daríamos de 10 a 0, porém perderíamos no quesito cachê, sem passagem, hospedagem e alimentação !
O governador e todos que estavam presentes ouviram de minha boca no encontro de artistas no comitê da Pedro Álvares Cabral antes do segundo turno estas palavras: “Jatene o estado é um celeiro de intelectuais de uma obra só, por falta de apoio”, ele concordou porém expôs que haveriam outras prioridades, contudo se fez entender que no seu governo não seria “Casa de ferreiro espeto de pau” e encarregou o Ney “NA HORA” de “FAZER ACONTECER”! O resto todo mundo conhece!
*** Divulgação só elege poste quando passa a imagem de sua utilidade, seja como suporte de lâmpada, seja como condutor de fio, dissimulando o obstáculo para pedestre***
E como Jatene não é poste se houver continuidade evitará colocarem “concreto” na sua forma ainda esse ano, afinal 2012 é um ano de jogo por ser um ano par!”
Aguardo a única atitude justa e correta que o senhor pode tomar, governador Simão Jatene.
Respeitosamente,
Franssinete Florenzano
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Metrô, a obra prima da Chuíça (*)
Como Jacques Wagner desmontou a insurreição da PM baiana e o Carnaval vai rolar no circuito Barra-Olinda, hoje, o Bom (?) Dia Brasil entendeu por bem destacar imagens da reação dos passageiros diante de uma avaria em composição de subúrbio do Rio.Cenas que acontecem toda semana em São Paulo, mas que o Ali Kamel prefere deixar em rede local.
No Rio, não !
Vai para a rede nacional, com entonação melodramática.
Quem manda o Governador e o prefeito serem da base do Governo Dilma ?
Pau neles !
E o metrô de São Paulo, essa obra-prima tucana, essa jenial construção da Chuíça (*) ?
Vejam o que saiu no Blog do Nassif:
O Princípio de Exclusão no metrô de São Paulo
Por Alberto Porem Jr.
Em 1925 Wolfgang Pauli formulou o Princípio de Exclusão que diz: “Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo.”
O princípio de exclusão de Pauli é um dos mais importantes princípios da Física.
Mas quando se aplica ao metrô de São Paulo, deve ser visto com calma. Os que não concordam dêem uma olhada na foto abaixo tirada às 18:00hs na Sé, sentido Zona Leste.
(*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
O “mistério” da Libertadores

A compra dos direitos de transmissão dos jogos da Copa Libertadores da América, em TV fechada, está revelando como poucas vezes se faz, a concentração de poder que existe neste setor.
Embora dispondo de uma banda de transmissão generosa em numero de canais, seja via satélite ou por cabo, as empresas de TV por assinatura não vivem da mensalidade que cobram ao assinante, mas da interação que têm com o faturamento das emissoras que transmitem e de seu prório faturamento comercial que, ao contrário da TV aberta, ainda não tem regulamentação.
Ocorre que a Fox, através de sua Fox Sports, arrematou os direitos de transmissão da Libertadores que pertenciam ao SportTV, da Globo.
E, horas antes de começar a competição – oficialmente, se inicia com a fase de grupos – neniguém tem noção sobre quem e o que será transmitido.
Seguros, mesmo, só os jogos de quarta à noite, dos quais a Globo detém o direito de transmissão em TV aberta, como a estréia do Vasco.
Pelo twitter, com a hashtag QueroAFoxSports, a comunidade da internet está pressionando as operadoras Net e Sky – que curiosamente é da Fox, mas depende da programação da Globo – a incluirem o canal na grade de programação. Dizem alguns que a TV da Embratel transmitiria os jogos do Fluminense (hoje) e do Internacional (na quinta), mas não há confirmação oficial.
Aliá, ninguém explica, divulga, confirma. Parece que é um negócio escusos, porque se alguém está sendo extorquido para fornecer um serviço, o primeiro cuidado que toma é esclarecer seus clientes do porque não o fornece.
Há um imbróglio legal que faz com que a Globo, mesmo já não tendo mais o controle acionário da Net, ainda conserve grande poder na empresa. Da mesma forma, a Sky estaria sendo pressionada com o direito de transmissão dos canais Globosat e da TV aberta, que sõ importantíssimos para as tv fechadas, uma vez que muitos usuários não têm recepção de TV convencional.
É curioso que o futebol , pelo seu poder de penetração, acabe revelando o sombrio cartel existente nos meios de comunicação. E que faça entender porque, aqui ao lado, na Argentina, a TV pública comprou os direitos de transmissão do futebol e os coloque, mediante partilha do patrocínio, à disposição de todas as emissoras de TV.
Futebol pode até não ser essencial. Transparência no uso das concessões públicas – e a tv por assinatura faz parte delas – e o direito à informação por seus usuários é essencial.

Um rápido olhar sobre a concessão – não houve venda – dos principais aeroportos do país pela soma impressionante de 24 bilhões de reais e durante prazos que vão de 25 a 30 anos (após o que os concessionários terão que renegociar ou entregá-los) sugere que ao menos um pecado não foi cometido nesse negócio: não foi feito a preço vil.
Para que se consiga mensurar o valor impressionante alcançado pelo arrendamento dos aeroportos a prazo fixo, a venda do controle acionário do sistema Telebrás, em 1998 – um negócio que entregou para sempre toda a estrutura e direitos de exploração das telecomunicações –, arrecadou míseros 19 bilhões de dólares, à cotação da época, o que, à cotação de hoje, significariam cerca de 33 bilhões de reais.
E nem vamos falar da privatização da Vale para não ficarmos nervosos.
Todavia, tanto as privatizações tucanas quanto o arrendamento petista guardam uma semelhança: quem bancou e continuará bancando a festa seremos nós, a coletividade, pois, em ambos os casos, a parte do leão dos negócios foi e será financiada pelo BNDES, que, no caso dos aeroportos, arcará com 80% dos investimentos contidos nos 24 bilhões.
Não é difícil entender por que o BNDES não financia o governo federal e este embolsa os lucros que serão extraídos pela iniciativa privada. As teses privatista ou locadora se baseiam na premissa de que é melhor entregar uma obra ou um serviço público à iniciativa privada porque esta já tem estrutura montada para operar.
Todavia, o lucro que o setor privado extrai da privatização ou da concessão certamente montaria uma empresa para prestar serviços ou para fazer obras nos aeroportos e, de quebra, ainda restaria uma bela economia ao contribuinte.
Privatização ou concessão, pois, sugerem reconhecimento do Estado de que é incompetente como gestor. Então pergunto: se administradores privados são melhores que governos, não seria melhor que Estados, municípios e o país passassem a ser governados por empresas “eleitas” em concorrências públicas?
Manobra da base de Alckmin atrapalha investigação sobre Pinheirinho

São Paulo – O deputado estadual Ari Fossen (PSDB) utilizou-se de uma manobra nesta quarta-feira (8) para impedir que os comandantes da operação de reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos, no interior paulista, fossem à Assembleia Legislativa explicar os abusos cometidos com famílias que ocupavam o terreno.
O requerimento pedindo a convocação do coronel da Polícia Militar Manoel Messias e de Fábio Cesnik, delegado responsável pela Delegacia Seccional de São José dos Campos, foi protocolado pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp, deputado Adriano Diogo (PT). Ari Fossen pediu vistas ao requerimento, excluindo-o temporariamente da pauta.
O petista questiona os comandantes sobre as razões pelas quais a reintegração foi conduzida com tamanha violência e ainda por que alguma informações, como o número de feridos, foram escondidas da população. Na próxima reunião da Comissão, marcada para terça-feira (14), os temas serão novamente inseridos na pauta.
CPI
Em paralelo aos trabalhos na Comissão de Direitos Humanos, o PT está colhendo assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de apurar os excessos cometidos pela polícia no Pinheirinho. De acordo com o deputado Marco Aurélio (PT), autor do requerimento, faltam apenas cinco parlamentares apoiarem a iniciativa para se chegar às 32 assinaturas necessárias para a instalação.
A Rede Brasil Atual noticiou nesta terça-feira (7) que o governo tem alertado sua base para não colaborar com a CPI. Marco Aurélio relatou que alguns deputados concordam com as investigações. No entanto, temem uma represália do executivo.
Entenda o caso
A decisão da juíza Marcia Loureiro que viabilizou a reintegração de posse do terreno passou por cima de liminar da Justiça Federal, que suspendia a ação de reintegração por 15 dias. Acreditava-se que um acordo estaria próximo de acontecer, uma vez que deputados estaduais, senadores e governo federal articulavam uma solução sem confrontos.
O juiz auxiliar do TJ Rodrigo Capez cassou todas as liminares impetradas pelos movimentos sociais. A ação ocorreu na madrugada de 22 de janeiro e contou com efetivo de 2 mil policiais militares, inclusive da Tropa de Choque. De acordo com o deputado estadual Marco Aurélio (PT), foram gastos aproximados R$ 103 milhões na operação. O terreno pertencia à massa falida das empresas do especulador Naji Nahas.

Ainda que pareça impossível devido ao acirramento de ânimos, a greve da Polícia Militar baiana e os fatos recentes que a envolveram precisam ser analisados com serenidade. Infelizmente, a política, que deveria ser meio de solucionar conflitos pacificamente, vem bloqueando qualquer resquício de bom senso.
Em um primeiro momento não se entendia a razão de só a Polícia Militar baiana ter se levantado por aumento de salários. Afinal, os soldos, naquele Estado, estão longe de ser os piores do país, ficando pouco abaixo dos de São Paulo e quilometricamente acima dos soldos no Rio de Janeiro, os piores do país.
Uma observação: os soldos da PM no Rio explicam muita coisa sobre a corrupção policial naquele Estado.
Enfim, após matéria do Jornal Nacional que trouxe à tona gravações de conversas entre lideranças do movimento grevista em que se percebe planejamento do que, pura e simplesmente, pode ser qualificado como terrorismo, percebeu-se também que há uma orquestração nacional do movimento paredista da qual ainda não se enxerga bem a origem.
Como o movimento dos policiais militares baianos está sendo desfechado contra um governo petista, quem logo vem à mente são tucanos e demos. Todavia, as gravações do JN mostraram que há planos de lideranças grevistas de estender esse movimento a São Paulo ou Paraná, o que dispensa explicações sobre por que tucanos e demos não devem estar envolvidos.
Se os partidos que polarizam a disputa política nacional estiverem descartados como insufladores da greve, então, as atenções se voltam aos partidos mais à esquerda. Entre esses, o que está apoiando mais abertamente os grevistas é o PSOL.
O deputado do PSOL carioca Jean Wyllys é um político moderado – dentro do quanto se pode ter esse perfil em um partido como PSOL, o qual não faz questão nenhuma de ser visto como moderado. Por exemplo: enquanto seus correligionários apoiaram entusiasticamente as marchas contra a corrupção, ano passado, Wyllys não hesitou em enxergar o que eram: uma impostura tucana.
Por isso entrei em contato com ele, para ver o que uma pessoa que respeito tinha a dizer sobre posição do PSOL nesse processo que me parece injustificável, sobretudo à luz das revelações do Jornal Nacional, que mostrou uma gravação em que o líder grevista Marco Prisco e um interlocutor decidem promover atos para aterrorizar a população a fim de pressionar o governo do Estado, e outra em que liderança do movimento prega que não se faça acordo com o governo visando levantar outra greve, agora no Rio de Janeiro.
Wyllys faz duras críticas ao PT e acusa-o de, quando na oposição, ter feito o mesmo que o PSOL faz hoje em apoio a greves;
Julga o movimento justo e repudia a sua sufocação inspirado pelo instituto do direito de greve e pelas aspirações legítimas que todos os policiais brasileiros têm;
Duvida de que a população baiana esteja acuada como dizem;
Entende que o aumento da criminalidade e até das mortes são responsabilidade do governo baiano e não dos grevistas;
E nega, terminantemente, que o PSOL esteja fazendo mais do que apoiar um movimento que julga legítimo, pois rejeita que confundam os que agem criminosamente com milhares de outros grevistas que não agem assim.
Particularmente, devo dizer que acredito na honestidade de intenções do deputado.
Se o PSOL, então, não insufla o movimento, como me parece ser, a insuflação pode provir de um movimento nacional em que lideranças equivocadas e até mal-intencionadas estariam manipulando milhares de trabalhadores para que pratiquem atos que poderão lhes causar danos irreparáveis sem lhes propiciar vitória alguma.
Os excessos na Bahia acabaram com o movimento, a meu ver. O governo baiano não tem como negociar diante do que foi praticado. Poucos grevistas prejudicaram a todos. Todo o povo baiano está acuado, sim. É absurdo que uma categoria imponha tal situação a toda uma sociedade.
O caso, aliás, já saiu da esfera estadual porque o governo federal, através de suas tropas, assumiu as funções de uma polícia que o governador Jacques Wagner já não controla.
E o mais trágico é que, até o momento, os governos (federal e estaduais) não disseram um A sobre desmilitarização e unificação das policias civil e militar, medida que nove entre dez especialistas consideram vital para impedir que prossiga esse caos na Segurança Pública, seja em São Paulo, no Rio ou na Bahia.
Em um primeiro momento não se entendia a razão de só a Polícia Militar baiana ter se levantado por aumento de salários. Afinal, os soldos, naquele Estado, estão longe de ser os piores do país, ficando pouco abaixo dos de São Paulo e quilometricamente acima dos soldos no Rio de Janeiro, os piores do país.
Uma observação: os soldos da PM no Rio explicam muita coisa sobre a corrupção policial naquele Estado.
Enfim, após matéria do Jornal Nacional que trouxe à tona gravações de conversas entre lideranças do movimento grevista em que se percebe planejamento do que, pura e simplesmente, pode ser qualificado como terrorismo, percebeu-se também que há uma orquestração nacional do movimento paredista da qual ainda não se enxerga bem a origem.
Como o movimento dos policiais militares baianos está sendo desfechado contra um governo petista, quem logo vem à mente são tucanos e demos. Todavia, as gravações do JN mostraram que há planos de lideranças grevistas de estender esse movimento a São Paulo ou Paraná, o que dispensa explicações sobre por que tucanos e demos não devem estar envolvidos.
Se os partidos que polarizam a disputa política nacional estiverem descartados como insufladores da greve, então, as atenções se voltam aos partidos mais à esquerda. Entre esses, o que está apoiando mais abertamente os grevistas é o PSOL.
O deputado do PSOL carioca Jean Wyllys é um político moderado – dentro do quanto se pode ter esse perfil em um partido como PSOL, o qual não faz questão nenhuma de ser visto como moderado. Por exemplo: enquanto seus correligionários apoiaram entusiasticamente as marchas contra a corrupção, ano passado, Wyllys não hesitou em enxergar o que eram: uma impostura tucana.
Por isso entrei em contato com ele, para ver o que uma pessoa que respeito tinha a dizer sobre posição do PSOL nesse processo que me parece injustificável, sobretudo à luz das revelações do Jornal Nacional, que mostrou uma gravação em que o líder grevista Marco Prisco e um interlocutor decidem promover atos para aterrorizar a população a fim de pressionar o governo do Estado, e outra em que liderança do movimento prega que não se faça acordo com o governo visando levantar outra greve, agora no Rio de Janeiro.
Wyllys faz duras críticas ao PT e acusa-o de, quando na oposição, ter feito o mesmo que o PSOL faz hoje em apoio a greves;
Julga o movimento justo e repudia a sua sufocação inspirado pelo instituto do direito de greve e pelas aspirações legítimas que todos os policiais brasileiros têm;
Duvida de que a população baiana esteja acuada como dizem;
Entende que o aumento da criminalidade e até das mortes são responsabilidade do governo baiano e não dos grevistas;
E nega, terminantemente, que o PSOL esteja fazendo mais do que apoiar um movimento que julga legítimo, pois rejeita que confundam os que agem criminosamente com milhares de outros grevistas que não agem assim.
Particularmente, devo dizer que acredito na honestidade de intenções do deputado.
Se o PSOL, então, não insufla o movimento, como me parece ser, a insuflação pode provir de um movimento nacional em que lideranças equivocadas e até mal-intencionadas estariam manipulando milhares de trabalhadores para que pratiquem atos que poderão lhes causar danos irreparáveis sem lhes propiciar vitória alguma.
Os excessos na Bahia acabaram com o movimento, a meu ver. O governo baiano não tem como negociar diante do que foi praticado. Poucos grevistas prejudicaram a todos. Todo o povo baiano está acuado, sim. É absurdo que uma categoria imponha tal situação a toda uma sociedade.
O caso, aliás, já saiu da esfera estadual porque o governo federal, através de suas tropas, assumiu as funções de uma polícia que o governador Jacques Wagner já não controla.
E o mais trágico é que, até o momento, os governos (federal e estaduais) não disseram um A sobre desmilitarização e unificação das policias civil e militar, medida que nove entre dez especialistas consideram vital para impedir que prossiga esse caos na Segurança Pública, seja em São Paulo, no Rio ou na Bahia.
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Confira, abaixo, reportagem do Jornal Nacional de quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
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Gravação revela que PMs grevistas da BA teriam planejado vandalismo
Jornal Nacional teve acesso a gravações feitas com autorização da Justiça.
Áudio mostra articulações para que a paralisação se estenda ao RJ e a SP.
Conversas gravadas entre os chefes dos PMs grevistas na Bahia mostram acertos para realização de ações de vandalismo na cidade. As gravações mostram também articulações para que a paralisação se estenda ao Rio de Janeiro, a São Paulo e outros estados. Os PMs envolvidos negam participação em ações violentas.
O Jornal Nacional teve acesso a gravações feitas com autorização da Justiça de conversas de líderes dos movimentos grevistas da Bahia e do Rio de Janeiro.
No primeiro trecho, o presidente de uma associação que reúne bombeiros e policiais baianos, Marco Prisco, combina uma ação de vandalismo com um de seus liderados. Prisco nega ter participado de atos de violência.
Leia abaixo um dos trechos de conversa:
- Prisco: Alô, oi. Desce toda a tropa pra cá meu amigo. Caesg e você. Desce todo mundo para Salvador, meu irmão… Tou lhe pedindo pelo Amor de Deus, desce todo mundo para cá…
- David Salomão: Agora?
- Prisco: Agora, agora. Embarque…
- David Salomão: Eu vou queimar viatura… Eu vou queimar duas carretas agora na Rio/Bahia que não vai dar tempo…
- Prisco: fecha a BR aí meu irmão. Fecha a BR.
Em outra gravação, quem aparece falando é o cabo bombeiro do Rio de Janeiro, Benevuto Daciolo. Ele já foi candidato a deputado estadual no Rio e foi um dos líderes do movimento grevista da corporação no ano passado.
Daciolo conversa com um homem a quem ele classifica de “importantíssimo” a respeito de uma possível votação da PEC 300, a emenda constitucional que garantiria um piso salarial único para bombeiros e policiais de todo o Brasil. Nesta conversa fica claro que o objetivo é estender a greve de policiais e bombeiros a Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados com o objetivo de prejudicar o carnaval.
Dacilolo: Pergunta ao senhor que é pessoa importantíssima a respeito da nossa PEC…pergunto: qual é a verdadeira possibilidade de nós conseguirmos passarmos em segundo turno na semana que vem? Não sei se o senhor sabe. Eu estou com uma assembleia Geral amanhã no Rio de Janeiro, com a abertura de uma greve geral no Rio também, com probabilidade de não ter carnaval nem na Bahia nem no Rio esse ano. E São Paulo acho que está para dar uma resposta agora e os outros estados também. Nós acreditamos que, se tivesse uma resposta do governo, assinalando numa possibilidade de votação no segundo turno da PEC, acalmaria muito, muito o que está acontecendo na Federação.
Em outro trecho, o cabo Daciolo, que estava em Salvador, ouve de uma mulher uma recomendação para que tente influenciar o movimento dos grevistas baianos a não fechar um acordo com o governo. Segundo esta mulher, isto enfraqueceria uma possível greve no Rio.
Mulher: Daciolo, Daciolo, presta atenção. Está errado fechar a negociação antes da greve do Rio…
Daciolo: Tudo bem, tudo bem… sabe o que vou fazer agora??? Ligue para ele que eu vou embora daqui, não vou ficar mais aqui.
Mulher: Eles não querendo que você avalize um acordo antes da greve do Rio. Depois da greve do Rio, muda tudo. Sabe como você vai ajudar eles? Voltando para o Rio, garantindo aqui. O governo vai fazer uma propostinha rebaixada para vocês, vai melhorar um pouquinho esse negócio que eles colocaram. E acho…se vocês garantirem a greve aqui, a mobilização aqui, vocês vão ajudar eles a liberar o Prisco, a ter uma negociação…
Outro lado
Ouvido pela equipe do Jornal Nacional por telefone, o cabo Daciolo disse não se recordar da conversa gravada e alegou estar participando de um movimento pacífico na Bahia.
Rio de Janeiro
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que as gravações comprovam que o movimento tem como objetivo gerar insegurança na população e provocar distúrbios que ameaçam a lei e a ordem. Para o governador, essas pessoas não representam o sentimento da maioria dos profissionais de segurança do estado.
Greve política:Garotinho e Janira Rocha (PSOL) aparecem nas escutas da PF

A Polícia Federal passou a monitorar mais de perto ainda os líderes dos movimentos grevistas no Rio de Janeiro e na Bahia. Escutas telefônicas com autorização judicial flagraram Marco Prisco, presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares da Bahia, e Benevenuto Daciolo, cabo do Corpo de Bombeiros e líder do movimento no Rio de Janeiro, combinando a nacionalização das reivindicações nos próximos dias.
As gravações telefônicas também já flagraram políticos de vários partidos em conversas com os militares. Em uma delas, que já está nas mãos da cúpula da segurança pública da Bahia, aparece Anthony Garotinho incentivando Daciolo e seus pares a entrar em greve no Rio de Janeiro. Noutra, a deputada estadual Janira Rocha (PSOL) faz a mesma pregação com Daciolo.
Por Lauro Jardim
Gravações provam que PM é responsável pelo terror na Bahia

Gravações telefônicas divulgadas ontem pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, sugerem que o líder da greve da PM baiana, o ex-policial Marco Prisco, incentivou atos de vandalismo no Estado.
Numa escuta que segundo o telejornal foi autorizada pela Justiça, um interlocutor de Prisco identificado como David Salomão diz que vai "queimar viatura" e "duas carretas" na rodovia Rio-Bahia.
O líder da greve responde: "fecha a BR aí meu irmão, fecha a BR".
Em outra gravação, um bombeiro do Rio fala em inviabilizar tanto o Carnaval baiano quanto o fluminense -ele foi preso ainda ontem.
"O material demonstra a vinculação de lideranças com a prática de atos de vandalismo para aterrorizar a população", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Cerca de 300 grevistas estão amotinados na Assembleia Legislativa, em Salvador. O prédio está cercado pelo Exército, que voltou a cortar luz e água, deixando o clima tenso.
Os PMs baianos estão em greve desde 31 de janeiro, data a partir da qual foram registrados casos de vandalismo e aumento da violência no Estado -foram 136 homicídios, aumento de 238% em relação ao mesmo período de 2011.
Investigações da Polícia Civil apontam indícios da ação de grupos de extermínio. Em entrevista, o governador Jaques Wagner (PT) ligou grevistas a mortes de sem-teto.
Em nota, o governo baiano conclamou ontem grevistas a retornar ao trabalho, alegando que sua proposta eleva salários em até 38%. O Estado propôs parcelar gratificações.
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