segunda-feira, 23 de março de 2009

Petrobras fecha contratos de US$ 630 milhões para perfurar poços no Mar Negro.

Por Redação, com Reuters - do Rio de Janeiro

A DryShips Inc disse que sua unidade Ocean Rig ASA ganhou um contrato de perfuração de US$ 630 milhões da Petrobras, elevando suas ações em 28%. A companhia de embarcações grega DryShips disse que o contrato envolve exploração no Mar Negro e mobilização, montagem e desmontagem da estrutura para transitar pelo estreito de Bósforo.
A Ocean Rig, que foi comprada pela DryShips no último ano, fornece unidades de perfuração marítima."Isto vai aumentar o fluxo de caixa e a estabilidade e visibilidade para nossa unidade de perfuração em águas profundas", disse o chefe-executivo George Economou em comunicado.
A Petrobras tem um bloco em águas profundas e participação em um outro campo no Mar Negro turco, onde atua desde 2005. As atividades de exploração, em parceria com a estatal turca Turkish Petroleum Company (Tpao), no Mar Negro, foram antecipadas de 2011 para 2009.

Do site do Jornal Correio do Brasil: http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=150781

Censura de Gilmar Mendes à TV Câmara: Nem deputados protestam.

O jornalista Leandro Fortes me confirmou por e-mail que não recebeu manifestação de qualquer um dos nossos 513 deputados contra a censura, que o ministro e presidente do STF Gilmar Mendes solicitou ao presidente da Câmara, Michel Temer, do programa “Comitê de Imprensa”, com os jornalistas Leandro Fortes, de Carta Capital, e Jailton de Carvalho, de O Globo. O pedido do ministro foi prontamente atendido por Temer e o programa retirado do ar.

Também não se manifestou um único senador sequer.

Também não se manifestaram ABI, OAB, órgãos de classe e nenhum dos chamados grandes grupos de mídia, com seus jornalões e estações de rádio e TV.

Esta é para os que não acreditam na existência do PIG: Se fosse o presidente Lula a ameaçar um jornalista (como fez Gilmar Mendes com o jornalista Altino Machado) e censurar um programa, haveria esse silêncio?

Pra segurar assinante, "Folha" oferece três meses de jornal de graça: ditabranda dói no bolso!

Adiei por algumas semanas o momento de tomar essa decisão: cancelar a assinatura da "Folha". Tentava justificar pra mim mesmo: sou jornalista, preciso saber o que diz a "Folha". Na verdade, era uma desculpa.
Há pelo menos 4 anos, eu já vinha ensaiando o rompimento!
Em 2005 e 2006, durante a cobertura do "mensalão" e da eleição presidencial, havia ficado ressabiado com o jornal. Em 2007, veio a cobertura canhestra do acidente da TAM, quando a "Folha" botou chamada de primeira página pra um artigo absurdo de um tal Daudt, acusando o governo federal de ter matado quase 200 pessoas. Na época, fui convencido por um amigo (que trabalha na "Folha") sobre o caráter dúbio do jornal: "comete esses absurdos, é vberdade; mas ainda mantém colunistas como Janio de Freitas, gente crítica, aposta em boas reportagens; dê um voto de confiança."
Ok, adiei a decisão. Mas, a "ditabranda" foi demais pra mim.
Liguei pro seviço de atendimento ao assinante semana passada. A moça lá parece ter sido treinada para atender leitores chateados com o epsiódio. "É, foi desagradável, mas a "Foilha" admitiu o erro, senhor", ela me disse. E eu: "admitiu, mas seguiu ofendendo os professores que escreveram para protestar, chamando os dois de democratas de fachada".
Ela se engasgou. Fiquei com pena, fraquejei. A moça deve ter farejado que tinha uma chance, e mandou a oferta: "vamos combinar o seguinte, o senhor segue recebendo o jornal - de graça - por três meses; e nos dá mais uma chance, faz uma reavaliação".
Vejam a que ponto a família Frias se curva. Otavinho ficou ofendido quando o jurista Fabío Comparato disse que ele devia ajoelhar e pedir desculpas pelo editorial em que chamou ditadura de "diatabranda". Mas, pra segurar o dinheirinho em caixa, aí ele se ajoelha de bom grado.
Pedi que a moça me envie a oferta por escrito. Quero tudo documentado!
Precedida de intensa mobilização de internautas, e de um abaixo-assinado eletrônico contra o jornal, a manifestação em frente à "Folha de S. Paulo", contra o uso do termo "ditabranda", ocorreu em 7 de março de 2009. No dia seguinte, o Diretor da "Folha" reconheceu - em nota oficial publicada no jornal - que chamar a ditadura de "ditabranda" tinha sido "um erro".
Otavinho provou o poder da guerrilha na rede. Acostumado às estruturas hierarquizadas das velhas redações, achou que podia insultar a memória dos brasileiros e a honra de dois professores, sem provocar qualquer reação.
Arrogância ou ignorância?
Do site do Rodrigo Viana: http://www.rodrigovianna.com.br/

Gasolina é cara devido aos atravessadores.

Por Redação - do Rio de Janeiro

A Petrobras considera que ainda há muita volatilidade no mercado de petróleo e não avalia reduzir o preço dos seus derivados no curto prazo no país, observando que se os valores no Brasil estão mais elevados em comparação a outras nações isso se deve a impostos e aos intermediários do setor. De acordo com o diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, são inverídicas as acusações de que a empresa estaria praticando preços abusivos em relação a outros países.
A estatal, que reajustou seus preços em maio do ano passado, em meio à disparada das cotações do petróleo, vem sendo questionada sobre o fato de manter os valores, depois que os futuros em Nova York e Londres caíram a mais da metade em relação aos recordes de meados de 2008.
– O preço da gasolina na porta da refinaria custa R$ 1 o litro, o resto são impostos e margens dos comerciantes – disse Costa, em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters.
Ele explicou que mesmo que a Petrobras reduza o valor da gasolina e do diesel, derivados não reajustados por fórmula como os demais da empresa, a queda incidiria apenas no preço da porta da refinaria e não no que é cobrado na bomba no posto.
O reajuste de preços dos derivados no ano passado foi um dos fatores que influenciou positivamente o lucro da empresa em 2008. O preço dos derivados também motivou comentários nesta semana do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que uma eventual queda depende de "conversas" com a Petrobras para evitar que a companhia tenha perdas e prejudique sua contribuição para o superávit primário do Brasil.
A Petrobras afirma ter uma política de longo prazo para estabelecer o preço de combustíveis, visando evitar o repasse da volatilidade internacional para o mercado interno. O diretor lembrou que na quinta-feira o petróleo disparou 7% na bolsa de Nova York e que, segundo ele, a gasolina nos Estados Unidos entre janeiro e fevereiro já subiu 8% - o preço dos combustíveis nos EUA acompanha mais de perto os movimentos dos futuros.
– O que não posso baixar são os impostos, que eu não tenho o domínio, o que eu reduziria é na porta da refinaria – acrescentou Costa.
Costa comentou também que a Petrobras não tem contrato de exclusividade com a trading japonesa Marubeni, interessada em participar da construção de uma refinaria de US$ 20 bilhões em parceria com a estatal, no Maranhão. Segundo o diretor, a Petrobras, que assinou um memorando de intenções para avaliar o projeto com a Marubeni, tem prazo de três meses para considerar se vai ser ou não parceira da trading na refinaria do Maranhão, prevista para ter capacidade de processar 600 mil barris de petróleo por dia.
– Não tem exclusividade, mas hoje estamos conversando só com eles – disse.
Ainda falando sobre projetos de refinarias, Costa disse que a Petrobras e a PDVSA têm até o dia 25 de maio para resolver se a estatal brasileira fará uma parceria com a venezuelana na refinaria Abreu Lima, em Pernambuco. A Petrobras, que já afirmou que construirá a refinaria mesmo se não houver acordo com a PDVSA, discute o preço do petróleo que será pago à empresa venezuelana e a possível entrada da estatal do país governado por Hugo Chávez no mercado de distribuição do Nordeste.
Do site do Jornal Correio do Brasil: http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=150803

Evaporação na Amazônia, chuva no Sudeste.

Foto: Margi Moss

Cristiane Prizibisczki

O aviador Gérard Moss, que passou um ano e sete meses sobrevoando o céu do país atrás dos “rios voadores” da Amazônia, nuvens com potencial de precipitação que influenciam nas chuvas do sudeste e sul do Brasil, terminou sua viagem.
O resultado, apresentado hoje (18), em São Paulo, confirmou o que ele suspeitava: a Floresta Amazônica exerce grande influência nos ciclos pluviais das principais regiões que movimentam a economia do país.
Segundo os dados coletados pelo aviador, a vazão deste “rio imaginário” pode chegar a 3.200 metros cúbicos por segundo (m³/s), mais que a vazão do Rio São Francisco, de 2.800 m³/s, e 27 vezes mais potente que a do Rio Tietê, de 116 m³/s. “Isso dá uma idéia da potência do rio voador. Tal vazão equivale a 115 dias de consumo médio da cidade de São Paulo”, explica.
Os números referem-se apenas à medição realizada entre os dias 10 e 11 de fevereiro deste ano e, segundo Pedro Dias, da Universidade de São Paulo, parceira no projeto, ainda não dá para saber em quantos dias do ano o fenômeno acontece.
No entanto, ele é de extrema importância, pois demonstra mais um serviço ambiental gerado pela Amazônia às demais regiões do país. As mais de mil amostras coletadas por Moss em 12 vôos, entre agosto de 2007 e março deste ano, mostram a quantidade de “água precipitável” que sai da Amazônia e que depende de vários fatores para se tornar chuva.
Mas isto é apenas uma questão de nomenclatura, pois, o que o trabalho deixa claro é que, segundo Dias, todas as vezes que o “rio” passou por cima de alguma cidade, a média no aumento de vapor d´água ficou entre 10% e 15%.
Em Ribeirão Preto (SP), por exemplo, a passagem das nuvens que vêm da Amazônia aumentaram em 60% a precipitação. Segundo o aviador, o objetivo do trabalho é, além de validar modelos científicos já existentes, mostrar a importância da mata em pé – considerando que, diariamente, são evaporados cerca de 20 bilhões de m³ de água na floresta Amazônica e que, cada árvore, contribui transpirando 300 litros de água diariamente. “A precipitação total do Brasil não é só oriunda da Amazônia, mas ela é uma fonte importante e está definitivamente ameaçada”, disse.
Por enquanto, apenas o estado do Amazonas procurou o aviador para conversar sobre este serviço prestado pela floresta. As discussões sobre o pagamento por tal oferta continuam somente no nível das idéias.

Desperdício de água no Brasil é recorde

Por Redação, com ABr - de Brasília
O consumo diário médio de água por pessoa nos grandes centros urbanos brasileiros oscila entre 250 a 400 litros do recurso natural. O volume é mais que o dobro do considerado ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU) fixado em 110 litros/dia. O Brasil também detém o recorde negativo de desperdício de água por habitante em termos globais. Ele foi detectado na região do Lago Sul, em Brasília, onde o gasto médio diário de água por pessoa atinge mil litros. Enquanto isso, em países da Àfrica, como a Namíbia, por exemplo, as pessoas têm menos de um litro de água por dia.
As informações são do engenheiro Paulo Costa, da consultoria paulista H2C, especialista em programas de racionalização do uso de água jque já desenvolveu mais mil projetos em empresas, hospitais e condomínios comerciais e residenciais.
Segundo ele, só cinco países no mundo apresentam um nível de consumo de água per capita previsto pela ONU: Alemanha, Bélgica, República Tcheca, Hungria e Portugal. O especialista explicou que os resultados alcançados por esses países são fruto da conjugação de tecnologia com informação, educação ambiental e re-educação da população adulta. De acordo com o engenheiro, esse também deve ser caminho a ser seguido pelo Brasil para reverter o alto nível de desperdício de água no país.
Em primeiro lugar, ele destacou a necessidade de os brasileiros adotarem uma nova postura diante do consumo de água:
– Isso diz respeito à re-educação ambiental, que deve ser difundida entre os adultos.
Em relação às crianças, Costa indicou a necessidade de que a disciplina de educação ambiental passe a fazer parte da grade curricular das escolas de ensino fundamental.
– Isso possibilita uma vantagem em termos de atitude em relação ao consumo – afirmou.
Para reduzir o desperdício, o especialista lembrou uma série de dicas, como os banhos mais curtos, uma vez que o chuveiro responde por 46% do consumo de água dentro de uma casa. Ele recomendou também que, ao fazer a limpeza de utensílios de cozinha, deve-se usar pouca água e muito sabão e bucha, lembrando que as torneiras e misturadores respondem por 14% do consumo domiciliar. Outra dica é escovar os dentes com a torneira fechada.
– São cuidados básicos em relação ao que nós já temos quanto ao consumo – disse.
Costa criticou a preocupação geral da sociedade e dos governos com a ampliação da produção de água, ao invés de buscar reduzir o consumo.
– O que nós tínhamos de água disponível em 1950 é o mesmo que temos hoje, mas temos alguns bilhões a mais de seres humanos. Então, se não pensarmos em controlar a demanda, estamos completamente errados, porque o trabalho que as concessionárias de água e a população como um todo vêm fazendo é de apressar o término dos estoques. A água é a mesma, precisamos é controlar a forma como usá-la – advertiu.
Dados da ONU apontam que mais de 4 bilhões de pessoas vão ter problemas com escassez de água em 2050. Segundo o engenheiro, existe tecnologia de sobra no Brasil para gerir a demanda da água, que é um bem finito, não renovável e tem um custo elevado de tratamento.
– É a atitude que nos falta –, afirmou.
De acordo com Costa, a conjugação de tecnologia e educação ambiental pode levar condomínios residenciais a terem 30% a 40% de economia por mês em seus gastos com água. Já nos condomínios comerciais, empresas e indústrias, a redução do gasto mensal com água pode chegar a 60%.
– Ou seja, o que nós vemos como despesa no balanço de uma empresa pode se transformar em receita, por meio da adoção de programas de racionalização de consumo de água – disse o engenheiro.

So site do Jornal Correio do Brasil: http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=150824

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sugestão para a campanha de Paulo Skaf à presidência.

Todo mundo sabe que existe um movimento muito forte em favor da candidatura do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, à corrida presidencial de 2010.
Claro que esse “todo mundo” e esse “movimento muito forte” deve ser relativizado. É um todo mundo, é um movimento do mesmo pessoal do “Cansei”. Só que agora parece que eles descansaram e resolveram lançar o nome de Skaf (não confundir com Estafa, que é coisa do antigo Cansei), na base do “se colar, colou”. É só um motivo a mais para fumar charutos, tomar uns uísques.
Mas eu levo a sério essa candidatura. Como acho que Skaf é um excelente candidato para atrapalhar o tucano José Serra (o político mais perigoso do Brasil) dou aqui minha modesta contribuição para a pré-campanha.
Para tornar seu nome mais palatável para o povão, Skaf deveria se apresentar como um igual a quaisquer de nós, que somos sem-indústria. Porque isso é absolutamente verdadeiro. O presidente da Federação das Indústrias do estado mais industrializado do Brasil é um sem-indústria. A que teve (há muito tempo) faliu e deixou um espeto violento em dívidas no INSS, dinheiro que recolheu de seus funcionários e não repassou ao Instituto, conforme reportagem que você pode ler aqui. Eis um trecho:

Mergulhando mais fundo nos anais do INSS, descobre-se que, ao tempo em que mantinha quadro regular de funcionários, a Skaf têxtil acumulou dívidas com a Previdência. Em abril de 1999, quando o débito somava R$ 918,6 mil, o governo, então sob FHC, decidiu bater à porta dos tribunais.
Em agosto de 2000, a Justiça expediu mandado de penhora dos bens da indústria Skaf. Era tarde. Cinco meses antes, a empresa aderira ao Refis, o programa de parcelamento de débitos fiscais. Além da dívida com o INSS, Paulo Skaf reconheceu um passivo com a Receita. Tudo somado, o total parcelado foi a R$ 1,074 milhão.
Sancionada por FHC em abril de 2000, a lei do Refis abriu uma janela de oportunidades. O pagamento dos tributos em atraso foi atrelado a um percentual do faturamento (1,5% no caso da indústria Skaf). Sem prazo para a quitação.
Entre março e dezembro de 2000, a Skaf têxtil recolheu ao fisco R$ 360 mensais. A partir de janeiro de 2001, passou a pagar R$ 12 por mês.
Ou seja, com o pagamento de R$ 12 por mês, Skaf vai precisar de quase 90 mil anos para pagar o que deve ao INSS.

Está endividado pela próximas gerações.
Como nós.
Ou seja, é gente igual à gente.
Não é uma boa ideia?

Do blog do Melo:www.blogdomelo.blogspot.com

sábado, 14 de março de 2009

O estrago que Dantas já fez no Brasil: Simon, um homem de coragem.

Em homenagem aos leitores navegantes do Conversa Afiada, seleciono três comentários enviados quinta feira:

PHA: Eis aí, finalmente, uma voz de peso dentro do Congresso e que pode marcar posição em favor dos que prezam a justiça como um bem inalienável. De Fernando Cury

SIMON,DEPOIS DO DESAPARECIMENTO DE JEFFERSON PEREZ,TUA VOZ É COMO UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL…ÉS UM DOS ÚLTIMOS HOMENS DE BEM DO CONGRESSO…COMPLETE TUA OBRA …AJUDE A MORALIZAR O JUDICIÁRIO…TEMOS POUCAS ARMAS…De Zequinha

Enfim alguém com coragem pra defender o Juiz Fausto De Sanctis e o Delegado Protógenes, homens dignos. Alguém do Senado com moral suficiente pra chamar o presidente do STF às falas e mandá-lo calar a boca … Cuide-se Gilmar, Pedro Simon tem moral. De Carlos Jatai

. Eles se referem à entrevista que o senador Pedro Simon deu ontem à noite ao Conversa Afiada.. Simon diz aí o que está na cabeça de muita gente: se tivessem prendido um ladrão de galinha e, não, Daniel Dantas, Protógenes Queiroz e Fausto De Sanctis não corriam o risco de ir em cana – enquanto Daniel Dantas está solto.. Registre-se que Pedro Simon é o ÚNICO congressista brasileiro que ousou enfrentar essa sinistra associação de Daniel Dantas com o Supremo Presidente do Supremo, Gilmar Mendes, segundo Ricardo Noblat.. Leia sobre a indagação do Conversa Afiada – que sinistra ligação é essa entre Daniel e Gilmar ?.

Mino Carta, o primeiro a perceber que Daniel Dantas ia disseminar o câncer no Brasil, publicou uma capa com o título Daniel Dantas, “o dono do Brasil”, depois de Gilmar Dantas, segundo Noblat, conceder o segundo HC a Dantas, num espaço de 48 horas !. Clique aqui para ir à Carta Capital, nessa edição histórica . Senão, vejamos, caros amigos navegantes, o estrago quem Dantas já fez no Brasil:.

Desmoralizou o Supremo Tribunal Federal..

Por extensão, desmoralizou a Justiça brasileira, que só prende ladrão de galinha, como diz o Senador Pedro Simon..

Desmoralizou o Conselho Nacional de Justiça, que se tornou uma extensão do arbítrio do Presidente Supremo do Supremo.. Leia “quem precisa de controle externo é o Gilmar”.

Fechou a Abin..

Desmoralizou a Polícia Federal..

Desmoralizou o BNDES..

Desmoralizou a CVM..

Desmoralizou a Anatel..

Desmoralizou o Congresso, onde só Pedro Simon se levanta para pôr a mão no câncer..

Desmoralizou o Congresso, que monta CPIs de fancaria para desqualificar e humilhar os investigadores e beneficiar o investigado..

Desmoralizou o PiG, que se tornou cúmplice do Golpe de Estado de Direita, desfechado quando Dantas entrou em cana..

Desmoralizou o Presidente da República, que se deixou chamar às falas pelo Supremo Presidente do Supremo; assinou a patranha da BrOi, na esperança (vã) de calar a boca de Daniel Dantas com US$ 1 bilhão; demitiu pessoalmente dois servidores públicos íntegros – Protógenes Queiroz e Paulo Lacerda; e mantém como Ministro da Justiça um subserviente que ratifica, sempre que pode, a tese da defesa de Daniel Dantas: a Operação Satiagraha não presta.. Por que Dantas tem tanto poder, amigo navegante ?.
Porque ele comprou o Brasil..

O recibo está nos 12 HDs que a equipe do ínclito delegado Protógenes Queiroz apreendeu atrás da parede falsa do apartamento de Dantas.

Paulo Henrique Amorim
Em tempo: ao denunciar a privatização de Fernando Henrique – aquela em que Daniel Dantas foi tratado com especial deferência. Clique aqui para ler “Lula absolve privatizações de FHC” – Pedro Simon também fez um discurso memorável. É muito provável que esse discurso tenha sido responsável pela demissão de Luiz Carlos Mendonça de Barros e André Lara Resende do sacrossanto Governo de FHC.

Estado policial dos tucanos? Ex-funcionário acusa Yeda de espionar.


As notícias que chegam do sul dão conta de que governo tucano está próximo da desintegração.

Os escândalos de corrupção que envolvem a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, já produziram um morto. Marcelo Cavalcanti (foto) apareceu boiand no lago Paranoá, em Brasilia, pouco antes de depor ao Ministerio Público Federal. Ele tinha sido afastdo do governo e teria muito a contar.
Imagine se o morto fosse um ex-funcionário do governo do PT na Bahia? A "Veja" já teria dado capa. Gilmar Mendes já teria convocado a imprensa pra falar em risco para a institucionalidade. Mas, o morto tucano sumiu do noticiário, porque ninguém quer atrapalhar a vida de Serra ano que vem.

Só que, mesmo com boa vontade da mídia, o buraco de Ieda parece não ter fim. Agora, é o ex-ouvidor de Segurança Pública do governo, Adão Paiani, que ameaça abrir novo foco de crise.
Escândalo tucano já produziu um morto.
Demitido, Adão Paiani diz ter provas de escutas ilegais, supostamente feitas por membros da Secretaria de Segurança, a pedido de integrantes do governo.
— É preciso estancar esse serviço, que pode ser usado até para chantagem. Queremos viver num Estado seguro, não num Estado policialesco.
Não é a Luciana Genro, do PSOL. Não é o Raul Pont, do PT. Quem acusa Yeda de montar um estado policial no Rio Grande é um ex-funcionário.

Veja o que diz Marco Weissheimer, no RS Urgente http://www.rsurgente.net/:
"O ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública entregou, hoje à tarde, um CD com gravações de escutas telefônicas à direção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As gravações, que teriam sido realizadas sem autorização judicial, envolvem integrantes do próprio governo e prefeituras. Paiani disse que elas trazem elementos que podem configurar crime contra a administração pública, favorecimento, tráfico de influência, crime eleitoral e violação do sistema de consultas da Secretaria de Segurança. A OAB anunciou que analisará o material neste final de semana e se pronunciará na segunda-feira"
E os blogueiros gaúchos já imaginam a capa de "Veja", sempre ciosa diante dos riscos para a democracia:

Estado policial? Nos EUA, ladrão rico é algemado.

Marcelo Marcengo, no blog "Anais Políticos", destaca a foto de Madoff: o mega-fraudador do mercado financeiro.

Se fosse no Brasil, Gilmar Dantas, digo, Mendes, estaria a berrar: "abuso, Estado policial!"

E a "Veja" já teria transformado em vilões os policias que investigam Madoff - como faz aqui com Protógenes.

Segue o post de Marcelo...



Notem esta bela foto publicada pelo NY Times. É o mega bandido Madoff, saindo ALGEMADO direto para a cadeia. Mas Madoff é um pilantrinha perto de certas pessoas no Brasil. Se ele fosse esperto como Daniel Dantas e tivesse ao seu lado um grupinho seleto como Alexandre Garcia, Ali Kamel, Gilmar Mendes, Mirian Leitão; ele não passaria esse vexame de sair com as mãos para trás e segurado pelo braço pelos agentes da lei.
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Do site do Rodrigo Viana:http://www.rodrigovianna.com.br/

Em defesa da TV Brasil.


Em artigo publicado ontem, surpreendentemente, no jornal O Estado de São Paulo, a diretora de Jornalismo da TV Brasil, Helena Chagas, enceta uma reação cheia de indignação e de justiça contra as críticas irresponsáveis e mentirosas que vêm sendo feitas à tevê pública do governo federal.
A TV Brasil tem se pautado pela ética, pela transparência e por muita competência, tendo já alcançado audiência que impede que se confirmem as previsões da oposição tucano-pefelê e de seus grandes jornais, rádios, tevês, revistas e mega portais de internet de que ela teria "traço" de audiência.
Vale, também, lembrar aqui quem é Helena Chagas.
A jornalista trabalhou aproximadamente 20 anos no jornal O Globo, dois deles como diretora da sucursal do jornal em Brasília. Ela deixou a diretoria de jornalismo do SBT Brasília para ir trabalhar na tevê pública.
Seu artigo é de uma competência que vi poucas vezes. O texto alude, antes de qualquer coisa, à burrice, ao partidarismo levado às últimas conseqüências, à irresponsabilidade de pessoas que só pensam em seus interesses políticos, sendo capazes de pisotear os interesses da nação para materializá-los.
Desfrutem, abaixo, dessa boa leitura, cheia de honestidade e razão.

Um convite a quem não viu e não gostou

O Estado de São Paulo - 12/03/2009

por Helena Chagas, diretora de Jornalismo da TV Brasil

O maior fiscal da TV Brasil é a sociedade, a quem ela deve prestar contas de cada ação, cada centavo gasto, cada segundo de programação no ar. A TV pública é uma instituição mantida com recursos públicos e criada para servir ao cidadão e não aos governos, como dizem alguns. Contamos com instrumentos de controle social, como o Conselho Curador e a Ouvidoria, e estamos aprimorando outras ferramentas de interatividade. Críticas sobre conteúdo e forma dos programas são bem-vindas, pois nos ajudam a trilhar o caminho certo a partir dos primeiros passos: levar ao cidadão informação completa, plural e isenta, para que ele possa refletir sobre a realidade e ser o senhor de suas escolhas.
Porém, 15 meses no ar registraram estranho fenômeno. A grande, vasta maioria das críticas e ataques à TV Brasil tem partido de quem claramente não está assistindo à TV Brasil: é a turma do não viu e não gostou. É minoritária (aviso aos navegantes: pelo Ibope, nossa audiência não é traço), mas influente e barulhenta. Esses não-telespectadores têm na TV pública brasileira uma espécie de Geni do controle remoto das televisões abertas.
Explicar por que nos levaria a mais uma enfadonha discussão sobre radicalização política. Mais construtivo é tentar mostrar o que esse pessoal anda perdendo. Por exemplo, o Repórter Brasil (RB), manhã e noite, mostrando gente e lugares que o Brasil que não vai além de São Paulo, Rio e Brasília não tem muita chance de ver. A TV Aldeia, do Acre, deu-nos um furo mundial com os índios que nunca tiveram contato com os brancos. As TVs estrangeiras correram atrás de nossas imagens. A TV Antares, do Piauí, permitiu-nos dar a conhecer as mazelas da população de Alegria, que não tem cemitério e enterra seus mortos no quintal. A Redeminas acompanha para nós, passo a passo, o drama dos demitidos da crise financeira nas grandes empresas no interior. E o pessoal do Acre, do Piauí, do Tocantins (lá estamos em 101 cidades) e outros parecem estar gostando de se ver: o RB é veiculado hoje em rede em 21 Estados, por adesão espontânea de emissoras universitárias e estaduais do campo público. Elas não fazem parte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), controladora da TV Brasil, mas perceberam que, com todas as precariedades técnicas e de transmissão, há algo de novo no ar.
Quem não viu e não gostou está perdendo os vídeos do Outro Olhar do RB, experiência inédita de jornalismo participativo na TV aberta brasileira. Até agora, 120 produções da população, como a dos moradores da Favela do Vidigal (Rio) sobre sua realidade; a dos pescadores da Paraíba sobre os efeitos do aquecimento global; a dos moradores do único quilombo urbano do Brasil, em Porto Alegre; e as dos índios pataxó e tupinambá, online em suas aldeias. Também não viram matérias em formato de rap sobre o cotidiano dos moradores de rua de São Paulo, que renderam ao jornalismo da TV Brasil seu primeiro prêmio. E perderam explicações úteis e didáticas do Repórter Brasil Explica. O que são commodities? Como funciona essa coisa que chamam de Orçamento da União? O que é nepotismo? E pré-sal?
Quem não sintonizou a TV Brasil também não viu o De lá pra cá, história e cultura em altíssimo astral com os jornalistas Ancelmo Góis e Vera Barroso, com entrevistados que vão de Caetano Veloso e Bibi Ferreira a Ruy Castro. Pena não terem visto também o Caminhos da Reportagem navegar toda a extensão do Rio Amazonas e mostrar como vivem as populações ribeirinhas. E nem ficarem sabendo que fomos a primeira emissora estrangeira a entrar no Tibete após o conflito dos monges. Perderam ainda a cobertura das eleições, das Paraolimpíadas na China, das festas juninas ao vivo. Nem viram os debates do 3 a 1, com participantes de alto nível e tempo para aprofundar assuntos de interesse da sociedade: violência, crise econômica, aborto, célula-tronco, emprego.
Falta espaço para falar do que mais a turma não viu e não gostou. E também para comentar sandices de ex-funcionários demitidos por razões profissionais - um âncora e editor-chefe que se recusava a cumprir jornada maior do que cinco horas diárias e um diretor de programa que não gostou da introdução do cartão de ponto. Buscaram seus minutos de fama jogando mais umas pedrinhas na Geni, surfando na inusitada comoção que provocam demissões na TV Brasil, raramente registrada com outras emissoras.
Mas a verdade se impõe. Da acusação de chapabranquismo, restou pormenorizado estudo aprovado pelo Conselho Curador em 12/8/2008, feito pelos conselheiros Cláudio Lembo, José Paulo Cavalcanti e Ima Vieira, concluindo ser o Repórter Brasil “jornalisticamente correto e politicamente isento”. A ridícula ilação a respeito de supostas relações da diretora de Jornalismo da EBC e do presidente da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp) com empresa de comunicação será demolida em interpelação judicial: tal empresa não tem nenhum contrato, relação profissional ou comercial com a EBC nem com os profissionais citados.
Fizemos, sim, ótima entrevista com o presidente Lula, tão boa e cheia de notícias que toda a mídia usou e repercutiu. Assim como no mesmo espaço do 3 a 1 entrevistamos Fernando Henrique Cardoso, que, elegantemente, inaugurou nosso estúdio em São Paulo. Mantemos também produtiva parceria com a TV Cultura de São Paulo, de quem exibimos o Roda Viva. É que não dividimos o mundo entre tucanos e petistas, chavistas e antichavistas, governistas e oposicionistas. Quem assiste à TV Brasil já percebeu que todos os que têm algo a dizer de interesse do cidadão brasileiro têm espaço nos noticiários e programas, sempre abertos ao confronto equilibrado de ideias. Para quem não viu e não gostou resta o convite: critique à vontade, mas antes veja a TV Brasil.

Prisão especial para quem tem curso superior está com dias contados.

Projeto deve ser aprovado, já que deputados e senadores
continuarão com direito a prisão especial.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou projeto que reduz o direito a prisão especial no país. Agora, pessoas com curso superior, religiosos de diversos matizes (padres, pastores, bispos evangélicos, pais de santo) vão dividir a cadeia com os sem curso superior e os ateus.

Como, se o projeto for aprovado, os advogados também enfrentarão as cadeias brasileiras, a OAB já botou a boca no trombone, com uma conversa mole de quem quer na verdade defender um privilégio. Pelo menos é o que demonstra a declaração do secretário-geral adjunto da OAB, Alberto Toron, a O Globo:
- Os presos hoje são tratados como verdadeiros dejetos humanos. E, em vez de melhorar as condições nas cadeias para essas pessoas, o que se faz é adotar medidas como a aprovada no Senado, que atinge número pequeníssimo de presos. E a medida ainda vai soar como demagógica na sociedade.
Errado. Duvido que a sociedade vá considerar a medida demagógica. Pelo contrário, ela é profilática. Já que todos passam a ser iguais (teoricamente, vai, me deixa completar o raciocínio) diante da Lei, é grande a probabilidade de que as coisas comecem a melhorar nos presídios brasileiros.

Já antevejo candidatos nas próximas eleições defendendo ardorosamente o tema. Quem sabe não teremos até futuramente Planos de Cadeia, semelhantes aos Planos de Saúde atuais, para beneficiar quem possa pagar por eles.

Os que não vão perder privilégio

Se eleito, o candidato não precisará se preocupar com isso. Continuarão com direito a prisão especial ministros de Estado; governadores, senadores, deputados federais e estaduais; prefeitos e vereadores; membros das Forças Armadas; magistrados, delegados e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública; membros dos tribunais de Contas; e cidadãos que já tiveram exercido efetivamente a função de jurado, salvo quando excluídos dessa lista por motivo de incapacidade para o exercício da função. Curioso, estranhei a falta de presidente da República na lista. Erro do repórter ou do projeto? O senador Collor, que já foi presidente, poderia dar uma conferida.

Também devem continuar fora da preocupação com a situação dos presídios brasileiros os muito ricos do país. Pela vontade do STF, só vai para o presídio quem for condenado em última instância (o que foi aprovado, coincidentemente, logo após a condenação de Daniel Dantas em primeira instância). Quem tem dinheiro para pagar caríssimos advogados vai continuar a gozar de liberdade enquanto durarem seus dias de vida ou sua grana – o que acabar primeiro.

Quanto ao projeto, o ministro da Justiça, Tarso Genro, parece concordar comigo, segundo afirmou na mesma reportagem de O Globo:
- É correta (a proposta), desde que venha acompanhada de um novo sistema prisional. É preciso que o sistema melhore, qualifique e humanize.
Só não entendi o “desde”. A proposta é correta e se for esperar pelo “desde” não será aplicada nunca. A melhora, qualificação e humanização do sistema serão consequência da aprovação do projeto.

E você, o que acha? É a favor ou contra o fim da prisão especial? Acha, como o secretário da OAB, que é uma medida demagógica?

Procuradoria Eleitoral conclui que Lula e Dilma não fizeram campanha antecipada.

O presidente Lula assina medida provisória durante abertura do Encontro Nacional
com Novos Prefeitos e Prefeitas, em fevereiro (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência)
Órgão recomenda que TSE rejeite pedidos do PSDB e DEM.
Partidos entraram com representação, que pede multa aos petistas.

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) enviou parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (13), no qual conclui que não houve campanha antecipada por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas, realizado em Brasília nos dias 10 e 11 de fevereiro.

No documento, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Francisco Xavier, a PGE recomenda que o TSE rejeite os pedidos do PSDB e DEM, que entraram com representação na Corte contra o presidente e a ministra. A representação do DEM e PSDB será analisada em data ainda não definida pelo plenário do TSE. O relator do processo é o ministro Arnaldo Versani.
Na representação, os partidos de oposição ao governo pedem a aplicação de multa a Lula e Dilma, pois avaliam que o evento que reuniu mais de 3,5 mil prefeitos teve caráter eleitoreiro. “Esse encontro dos prefeitos, aliás, se constituiu em evento suprapartidário, no qual compareceram prefeitos de todas as legendas partidárias”, disse o vice-precurador, no parecer.

Xavier ressalta que até mesmo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), acompanhou Lula na abertura dos trabalhos e, inclusive, discursou na ocasião. “Na realidade, não se pode ter como meramente eleitoreiro um evento dessa natureza. Até o governador José Serra, filiado ao PSDB, também realizou, em 18/2/2009, encontro com prefeitos paulistas, sem sofrer os incômodos de uma representação”, destaca trecho do documento.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Associação dos Delegados da PF divulga nota contra vazamentos de Veja.


A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) divulgou nota esta manhã criticando os vazamentos de operações sigilosas e a mudança de foco que se tenta dar em relação à Operação Satiagraha:

Não é aceitável que segmentos da mídia nacional se esforcem tanto em apurar os procedimentos do Delegado de Polícia Federal Protógenes Queiroz sem dedicar, ao menos, igual esforço para a apuração dos fatos principais da Operação Satiagraha envolvendo o empresário Daniel Dantas.

A nota serve também para mostrar que não é verdadeira a idéia que tentam vender de que Protógenes estaria isolado na PF, sem apoio dos colegas.
Leia a íntegra da nota:


NOTA

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal – ADPF manifesta sua irresignação com a informação de que jornalistas da Revista VEJA tiveram acesso ao suposto conteúdo de material apreendido em investigação da Polícia Federal sobre os procedimentos do Delegado de Polícia Federal Protógenes Queiroz a frente da Operação Satiagraha.
É preciso ser exemplar, quando se quer cobrar respeito ao Estado Democrático de Direito. Isso não é possível com a violação de uma investigação que tramita em segredo de justiça.
Assim como não é compatível com acusações de escutas clandestinas baseadas em ilações e conjecturas sem apresentação de qualquer áudio ou outra prova material dos noticiados grampos telefônicos.
Não é aceitável que segmentos da mídia nacional se esforcem tanto em apurar os procedimentos do Delegado de Polícia Federal Protógenes Queiroz sem dedicar, ao menos, igual esforço para a apuração dos fatos principais da Operação Satiagraha envolvendo o empresário Daniel Dantas.
Essa movimentação jornalística coincide com a apresentação do Relatório da CPI das Escutas com o claro objetivo de forçar uma prorrogação e de indiciamentos até então não propostos.
Por fim, os Delegados de Polícia Federal reafirmam seu compromisso com a necessidade de investigação de tudo e de todos os envolvidos na Operação Satiagraha, inclusive, se for o caso de prorrogação da CPI das Escutas, da autoria de mais essa violação de segredo de justiça.Comissão de Prerrogativas – ADPF

Pedro Simon defende Protógenes e De Sanctis: não quer que eles sejam presos.


Pedro Simon: enfim, alguém que enfrenta Gilmar Mendes
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) não tem dúvida: o maior problema pelo qual passam o delegado Protógenes Queiroz e o juiz Fausto De Sanctis atende pelo nome de Daniel Dantas.
“Tu tens alguma dúvida de que se o juiz o delegado não tivessem mexido com o banqueiro não teria acontecido nada?”, indagou Simon em entrevista por telefone ao Conversa Afiada.
Para o senador gaúcho, a situação pela qual ambos passam está atrelada a um dos principais males do Brasil, a impunidade, que não vai acabar enquanto apenas “ladrão de galinha”, vai para a cadeia.
“Foi um escândalo quando se colocou um banqueiro (Daniel Dantas) na cadeia”, disse. O combate à corrupção e à impunidade foram o tema principal do discurso que Simon fez, na manhã de hoje, em seminário realizado pela Associação Nacional dos Procuradores da República, em Brasília.
Simon manifestou receio de que os envolvidos nas investigações da Operação Satiagraha – delegado Protógenes Queiroz, juiz Fausto De Sanctis e procurador Rodrigo De Grandis – acabem sendo presos. “De toda aquela confusão o que vai acontecer é que daqui a pouco, o delegado, o promotor e juiz vão terminar na cadeia”, disse Simon. “O juiz (Fausto de Sanctis) já tem processos. Se tivesse prendido o ‘João da Silva’, tenho certeza que ele não responderia processo nenhum”, completou.
Simon evitou comentar a atuação do presidente do STF, Gilmar Mendes, em relação à Satiagraha. Criticou, contudo, a proposta, defendida por Gilmar, de instituição de controle judiciário das atividades da Polícia Federal. “É um equívoco, a Promotoria já faz esse controle”, argumentou.
No lugar do controle externo da polícia, Simon propõe, por meio de um projeto de sua autoria, o fim do inquérito. Defende que a investigação policial comece imediatamente, com autorização de um juiz. “O inquérito hoje dura três, meses, seis meses, um ano. E não vale nada. Depois que o promotor faz a denúncia e, se o juiz aceitar, é que vai começar tudo”, afirmou. “Acho que o presidente do Supremo podia pensar nisso”, completou.

domingo, 8 de março de 2009

Escrevinhador de cara nova.

Rodrigo Viana
O "Escrevinhador" , finalmente, deixou de ser um "quase-blog".

A partir de hoje, 7 de março de 2009, temos um desenho novo, além de ferramentas para interação com os leitores.
Foram quase cinco meses, operando de forma provisória - graças à dedicação do Leandro Guedes. A primeira postagem aconteceu no dia 9 de outubro de 2008.
Era uma informação exclusiva, sobre a decisão da Justiça que reconheceu o coronel Brilhante Ustra como um torturador. Demos a notícia aqui, na frente de todo mundo: http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/justica-reconhece-que-ustra-torturou.

Nos últimos meses, a única forma de contato com os leitores era por e-mail. Agradeço a paciência daqueles que seguiram frequentando este espaço, apesar da dificuldade para interagir.

Reportagem da Veja é nova tentativa de Golpe. Não tem nada ali dentro – Cadê a vida da Dilma?

A Veja denuncia: Protógenes grampeou Bin Laden e o Chaves !
A revista Veja – última flor do Fascio – se prestou a tentar um novo Golpe com a reportagem de capa desta semana em que o ínclito delegado Protógenes Queiroz é acusado de bisbilhotar o país.
. O jornal nacional correu atrás, lépido e fagueiro, porque faz parte da mesma articulação política: dar o Golpe.
. Por que essa nova tentativa de dar um Golpe ?
. Porque a CPI do Grampo não pediu o indiciamento nem de Protógenes nem de Paulo Lacerda.
. Porque a Polícia Federal não achou o áudio do grampo.
. Porque, mais cedo ou mais tarde, aparecem os 12 HDs, que a equipe de Protógenes Queiroz apreendeu na parede falsa do apartamento de Daniel Dantas.
. Porque o corajoso Juiz Fausto De Sanctis não aceitou a promoção e vai continuar à frente da 6ª. Vara da Justiça Federal de São Paulo e ele tem um encontro marcado com os crimes mais graves de Dantas – os crimes financeiros.
. E, talvez, o mais importante de tudo: por causa do vídeo que foi feito num jantar no restaurante Original Shundi, em Brasília, com a presença de Nélio Machado, que, agora, se diz ex-advogado de Dantas.
. Entre outros presentes…
. Nesse jantar se serviu uma Bomba Atômica com molho shoyu light …
. O delegado responsável pela investigação do ínclito delegado Protógenes Queiroz, suspeito de cometer crime de vazamento – quá, quá, quá ! -, instruiu os agentes que entraram no apartamento de Queiroz em Brasília a achar logo as fotos do restaurante.
. Cadê as fotos ?
. Cadê as fotos ?
. As fotos ?
. Os agentes desse tal delegado – parece que se chama Amaro – não acharam as fotos no apartamento.
. O ínclito delegado Protógenes Queiroz as entregou ao Ministério Público em Brasília.
. E quem terá ido lá, procurar pelas fotos, assim que elas pousaram no MPF – quem ?
. Descobrir isso seria muito interessante.
. Em que consiste o Golpe nessa nova versão ?
. Reabrir a CPI do Grampo, sob a liderança de Marcelo Itagiba – que trabalhou na produção de dossiês no Ministério da Saúde, na “jestão” Serra – e Raul Jungmann.
. Os dois, Jungmann e Itagiba, receberam doações na campanha do Sistema Dantas.
. O segundo objetivo deste Golpe é desqualificar e inutilizar a Operação Satiagraha.
. Fazer de conta que a Operação não existiu.
. Isso tem precedente importante.
. O ínclito Delegado Paulo Lacerda, responsável pela investigação do Esquema PC Farias - um trabalho irretocável – já viu esse filme.
. O Supremo Tribunal Federal anulou provas colhidas pelo Dr. Paulo e Fernando Collor está aí, presidente da Comissão de Infra-Estrutura do Senado.
. Viva o Brasil !
. E Collor processou Lacerda.
. O que ainda está para acontecer: Dantas vai processar Protógenes !
. Assim como, agora, Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat, inspirou meia de ações na Justiça Federal de São Paulo para dar um jeito de demitir o corajoso Juiz Fausto de Sanctis.
. Vai ser difícil, mas que tentam, tentam …
. Essa “investigação” que está na origem da “reportagem“ da Veja nasceu para apurar o suposto vazamento da Operação Satiagraha em beneficio do César Tralli, da Globo.
. A “investigação” não acabou.
. Não se sabe nada sobre ela.
. E provavelmente jamais se saberá.
. Mas, vaza mais do que penico de asilo.
. Como não acabou e não se sabe o que é, você pode colocar lá dentro o que quiser.
. Daqui a pouco, até grampo feito pelos especialistas do Sistema Dantas vai aparecer no “inquérito”.
. O “inquérito” não foi concluído.
. Não foi entregue a nenhuma autoridade.
. Só existe na cabeça da Veja.
. Desse inquérito vai sair tudo.
. E quem vai apurar o vazamento do “inquérito” sobre o vazamento ?
. É de um ridículo atroz !
. É uma “investigação” que teve apenas a finalidade de punir Protógenes, porque ele desfechou a Satiagraha CONTRA a vontade da cúpula da Polícia Federal, agora controlada por José Dirceu.
. É uma “investigação” “sob encomenda”.
. A reportagem da Veja não tem nada.
. É um saco vazio, especialidade de seu autor, Expedito Filho, que fez parte do núcleo duro dos repórteres que cobriam o Governo Fernando Henrique com mel e alfazema.
. A “reportagem” não prova nada.
. Não tem um documento.
. Não tem nexo.
. É da mesma categoria da que encontrou a conta secreta do Presidente Lula no exterior.
. Aquela outra do grampo sem áudio.
. A do boimate.
. A “reportagem”, porém, se presta a um papel político muito importante.
. Ela abriu o leque para reunir o maior numero de pessoas contra Protógenes, para defender Dantas: o presidente Lula, José Serra, Dilma, Eduardo Dusek, Gilmar Dantas, segundo Noblat, Fernando Henrique Cardoso, Ronaldo do Corinthians, Bin Laden. Obama, ET de Varginha, Vesgo do Pânico, Britney Spears, Antonio Carlos Magalhães, o Chaves (do SBT) – o Protógenes é danado: grampeia todo mundo !
. Grampeia mais do que o Dantas !
. Não pode ver um gravador que grava !
. Por alguns meses, o PiG(*) se dedicará a dar vida a esse saco vazio que a Veja jogou hoje na porta dos assinantes de classe média, em número cada vez menor.
. Itagiba chamará para depor Michael Phelps para perguntar se também ele foi grampeado.
. Gabeira vai incluir no Movimento Nacional contra a Corrupção um subcapítulo pela moralização do grampo.
. Zé Pedágio vai convidar o Lauro Malheiros para chefiar uma Comissão Especial da Secretaria de Segurança de São Paulo para coibir o grampo no Estado.
. O presidente que tem medo, o presidente Lula, ao voltar dos Estado Unidos, dirá: quem errou que pague.
. Tomara que deixem o Dantas solto.
. E prendam o Protógenes !
. E viva o Brasil !

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Do site do PHA:http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=7110

Em todo país, mulheres saem às ruas para exigir direitos.

Bandeiras da UBM


Em comemoração ao Dia Internacional de Luta das Mulheres, o 8 de Março, a UNE, entidades feministas, sindicais e movimentos sociais promoverão, em todo o Brasil, uma série de atos públicos, manifestações culturais e ações de cidadania e prevenção à saúde e à violência contra a mulher.

Além de reivindicações históricas como igualdade de direitos, liberdade, autonomia e o fim da violência contra as mulheres, o 8 de Março deste ano dará destaque às conseqüências da crise financeira mundial sobre a vida das mulheres.

Em São Paulo, 40 entidades se unem para realizar, no dia 8, um ato unificado com o eixo "Nós não vamos pagar por essa crise! Mulheres livres, povos soberanos!". Além do desemprego e da redução de direitos trabalhistas, a crise provoca uma sobrecarga de trabalho para as mulheres.

"A Constituição de 1988 reconheça a igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas não basta alcançarmos a igualdade na lei, é preciso alcançá-la na vida. Para isso, é essencial que o Estado propicie políticas públicas de inclusão e proteção às mulheres", avalia a presidente da UNE, Lúcia Stumpf.

A manifestação iniciará às 10h, na Praça Osvaldo Cruz, seguida por uma caminhada pela avenida Paulista até o Parque do Ibirapuera, onde haverá um ato pela legalização do aborto, outra das reivindicações desta jornada.

8 de Março do Mercosul

Um dos destaques das mobilizações deste ano será a realização do primeiro 8 de Março do Mercosul, organizado por sindicatos de trabalhadores e organizações feministas do Cone Sul. As atividades conjuntas acontecerão neste final de semana em Santana do Livramento (RS), que faz fronteira com a cidade de Rivera, no Uruguai.

Além da questão da violência, o ato binacional discutirá a defesa de igualdade salarial, a luta por soberania alimentar, os conflitos agrários e os danos do plantio de eucalipto na região e os efeitos da crise financeira na vida das mulheres.

Estão previstas atividades a realização de oficinas, feiras de economia solidária, além do lançamento da Frente Nacional contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto e um grande ato político no dia 8. A expectativa é de que cinco mil mulheres participem do 8 de Março do Mercosul.

Fonte: Site da UNE

Manifestação põe 'Folha' e 'ditabranda' no devido lugar.

Procura-se uma nova máscara para a Folha de S.Paulo. A fantasia de “jornal a serviço do Brasil”, “crítico, pluralista e apartidário”, “de rabo preso com o leitor”, foi desfiada de vez neste sábado (7), em ato promovido pelo Movimento dos Sem Mídia (MSM), em frente à sede da própria Folha, em São Paulo.
Eduardo Guimarães abre o ato com leitura de um manifesto.

Os manifestantes — cerca de 500 pessoas — denunciaram os laços íntimos entre a família Frias, proprietária do jornal, e a ditadura militar (1964-1985). Fizeram mais: renderam homenagens às vítimas dos “anos de chumbo” e rechaçaram o termo “ditabranda”, evocado pela Folha para relativizar o regime totalitário. Eram ex-presos políticos e familiares de vítimas da ditadura, lideranças partidárias, ativistas dos mais diversos movimentos da sociedade civil e de organizações não-governamentais.

Havia até um leitor da Folha, Adilson Sérgio, que não se contentou em mandar mensagens ao jornal, foi à manifestação e pediu a palavra. “Vim aqui em nome de meus filhos e netos, que precisam saber a verdade. Ditadura é ditadura. Ditabranda é a porra”, disparou, indignado.
Antes do ato, a Rua Barão de Limeira já estava tomada por faixas e cartazes que antecipavam o tom do protesto. “Folha, ditabranda nunca existiu. Ditadura nunca mais”, dizia uma das faixas. “De rabo preso com o feitor”, ironizava um cartaz. “‘Ditabranda’? No dos outros é refresco”, enunciava uma mensagem mais audaciosa.

“Com esse ato, queremos estimular a sociedade a sair da afasia, da letargia”, explicou o presidente do MSM, Eduardo Guimarães, antes de ler para o público o manifesto “Pela Justiça e pela Paz no Brasil”. Segundo Eduardo, “depois de 20 anos de ditadura, as pessoas no Brasil têm medo de se manifestar. Mas não podemos ficar quietos”.

“Ditabranda”

O manifesto do MSM cita dois editoriais da Folha. Um deles, assinado por Octávio Frias de Oliveira e publicado em 22 de setembro de 1971, exalta o “governo sério, responsável, respeitável” de Emílio Garrastazu Médici — o mesmo governo que massificou a tortura e a repressão por meio da Operação Bandeirantes (Oban). O texto comemorava ainda um Brasil “de onde a subversão” era “definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa.”

O segundo editorial, de 17 de fevereiro passado, desqualifica o presidente venezuelano Hugo Chávez em favor dos generais-presidentes da ditadura brasileira. “As chamadas ‘ditabrandas’ — caso do Brasil entre 1964 e 1985 — partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”.
O conceito de “ditabranda”, tão falso quanto uma nota de R$ 3, foi repudiado por centenas leitores da Folha e personalidades como a professora Maria Victória Benevides e o jurista Fábio Konder Comparato. Aos dois em particular, a Folha esgarçou o desaforo, classificando a indignação deles de “cínica e mentirosa”. O ato deste sábado lhes prestou solidariedade.

Uma das presenças mais surpreendentes na manifestação foi a do padre Júlio Lancelotti, alvo recente de calúnia e difamação na grande mídia. “Deixei uma peregrinação porque fiz questão de vir para rezar aqui”, afirmou Lancelotti, que criticou o termo ditabranda — “os mortos morreram do mesmo jeito”. Segundo o padre, “a imprensa nos tortura psicologicamente, estupra a consciência do povo”.
O caso Roque

O advogado criminalista Egmar José de Oliveira, da Comissão Anistia do Ministério da Justiça, contestou a “brandura” do regime militar com o exemplo de duas professoras — uma de Santos, outra do Rio de Janeiro — que foram sequestradas e abusadas pelo regime. Segundo Egmar, um dos próximos objetivos da comissão é investigar quais foram os empresários que ajudaram a bancar a Oban. “Os Frias que se cuidem.”

Ex-presos políticos, como o sindicalista Toshio Kawamura e os jornalistas Celso Lungaretti e Ivan Seixas, fizeram depoimentos emocionantes. “Se foi só ditabranda, onde estão meus companheiros?”, questionou Toshio, aos prantos, citando nomes de diversos militantes mortos pelo regime.

Ivan relatou uma das mais marcantes demonstrações de colaboracionismo da família Frias. Em 1971, ele e o pai — o metalúrgico Joaquim Alencar de Seixas, conhecido como Roque — foram presos e torturados no DOI-Codi. Na madrugada de 17 de abril, durante um “passeio” com policiais, Ivan conseguiu avistar, na capa do jornal Folha da Tarde, a notícia de que seu pai havia morrido. Quando voltou para a prisão, porém, encontrou Roque ainda vivo, mas prestes a ser morto. O jornal dos Frias sabia de antemão da morte e, a serviço da Oban, precipitou a divulgação. De quebra, o veículo que transportava Ivan no “passeio” era também do grupo Folha.

“Falo aqui em nome de companheiros presos, companheiros torturados, companheiros assassinados, e em nome das pessoas transportadas ou capturadas em emboscadas por carros da Folha”, disse Ivan no ato. “Otavinho (Otávio Frias Filho, atual diretor de redação da Folha de S.Paulo e filho de Octávio Frias de Oliveira) tem algo em comum comigo: nós dois honramos a luta de nossos pais.”
Cerca de 345 pessoas assinaram a lista de presença. Outros tantos passaram em algum momento pelo ato, que começou a receber manifestantes às 9h30 e se estendeu até as 12h30. Apesar disso, um tal de tenente Crisóstomo, da Polícia Militar, estimou o público em “umas 65 pessoas, no máximo 70”. E debochou, rindo: “Mas, se você perguntar para eles, vão falar um milhão”. Um consolo, enfim, para a Folha: havia alguém ali à altura de sua desfaçatez.

De São Paulo, André Cintra.

sábado, 7 de março de 2009

Para instituição alemã, Brasil mostra avanços importantes na área social.

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Brasil mudou para melhor nos últimos anos, em termos de justiça social, disse o diretor do Centro de Estudos Konrad Adenauer, Wilhelm Hofmeister. A instituição comemora 40 anos de atividades no país com a realização do simpósio Estado-Sociedade-Política: 40 Anos de Desenvolvimento Político e Cooperação Internacional no Brasil, nos dias 19 e 20 deste mês, no Rio de Janeiro.

Referindo-se à corrupção e à violência, Hofmeister afirmou que se alguém vê a notícia do dia-a-dia, tem a impressão de que nada muda. “Mas, se você compara a situação do país em um prazo de tempo mais longo, vai perceber muita mudança”.

Segundo ele, nos últimos dez ou 15 anos, especialmente, o Brasil mudou bastante. “O Brasil era na metade dos anos 90 um país com muita dívida externa, inflação altíssima, pouca credibilidade internacional. Um país fechado economicamente. E os políticos não sabiam muito do resto do mundo nem dos vizinhos mais próximos. Hoje, o Brasil é uma democracia consolidada, respeitado no contexto internacional, convidado a participar das decisões internacionais sobre a ordem global. Tem uma economia que está enfrentando a crise externa em uma situação bastante tranqüila ou, pelo menos, relativamente previsível”.

Hofmeister reconheceu que ainda existem muitos problemas sociais. Acrescentou, no entanto, que os dois últimos governos - de Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Inácio Lula da Silva - mostraram preocupação social e a capacidade de desenvolver políticas para melhorar a vida das pessoas. “Nesse sentido, o Brasil mudou bastante”.

A criação de instrumentos para facilitar a aquisição do conhecimento e da informação entre os brasileiros, por meio de pesquisas e publicações, é um dos pontos positivos no balanço de 40 anos de atuação da Fundação Konrad Adenauer no país.

“Também estamos tentando estimular organizações sociais. Acho que, de maneira geral, os projetos resultaram bem. Muitos brasileiros aproveitaram essa facilidade”, disse Hofmeister.
A Fundação Konrad Adenauer tem colaborado também com organizações nacionais de formação política em diferentes épocas da história do país. Um exemplo é o Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (Ibeac), fundado em 1981 pelo governador de São Paulo, André Franco Montoro, juntamente com lideranças sociais e educacionais. A fundação também colaborou, no início de sua atividade no Brasil, com projetos ligados à televisão educativa.

Os projetos patrocinados pela instituição foram todos desenvolvidos por brasileiros - organizações ou pesquisadores. Uma delas é a instituição Saúde e Alegria, de Santarém (PA), que realiza trabalho de desenvolvimento sustentável com caboclos no Rio Tapajós, na Amazônia “Começaram com assistência médica. E, hoje em dia, estão colaborando com projetos de pequenas empresas e também de articulação política e social. Esse é o nosso interesse principal”.

Hofmeister lembrou o apoio ao Centro de Direitos Humanos de Cristalândia (TO), que permitiu a muitas pessoas participar de cursos de formação política.

Do site da Agência Brasil:http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/03/03/materia.2009-03-03.9172543463/view