sábado, 6 de novembro de 2010

Serra, Por que não te Calas?


Não só perdeu.. como está perdido!

O candidato derrotado à Presidência, José Serra (PSDB), acusou o presidente Lula de desindustrializar o país e adotar um "populismo" de direita em matéria econômica.

O comentário do tucano foi feito ontem durante um seminário em Biarritz, sul da França, sobre as relações entre a América Latina e União Europeia.

O ex-governador de São Paulo afirmou que o país está "fechado para o exterior" porque passa por um "processo claro de desindustrialização". Ele criticou os investimentos do governo federal e a alta carga tributária do país.

"É um governo populista de direita na área econômica", atacou Serra. Para o tucano, o presidente Lula exerce um "populismo cambial" e não tem um modelo econômico definido.

Segundo Serra, ele não pôde expor essas ideias do jeito que gostaria durante a campanha eleitoral, na qual foi derrotado pela candidata governista, Dilma Rousseff (PT).

"A democracia não é apenas ganhar as eleições, é governar democraticamente", disse.

O sistema de orçamento participativo, uma das marcas das administrações municipais do PT, na qual o contribuinte decide sobre a destinação de parte dos impostos, também foi criticado pelo candidato derrotado.

Serra também comentou as ações brasileiras na política externa. Ele acusou o país de se "unir a ditaduras como o Irã". Nesse momento, o tucano foi interrompido por um membro da Fundação Zapata, do México, que gritou "por que não te calas?", provocando um alvoroço na sala.

A frase se tornou conhecida depois de o rei Juan Carlos, da Espanha, dirigi-la ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, durante a Cúpula do Chile, em 2008.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O DOSSIÊ ITAGIBA E AS "ATIVIDADES SOCIAIS" DO FARAÓCIO.

Blog Língua de Trapo



Lambido do Novo Jornal

Expulso, Aécio perderá seu mandato de senador?
Comprovado através de investigações conduzidas pela PF ser Aécio o mandante do Dossiê Serra, partido quer julgá-lo

O desdobramento da investigação do “Dossiê Serra” deverá trazer para o ex-governador e senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves, diversas complicações.

A principal delas será, sem dúvida, a possível perda de seu mandato se expulso de seu partido. Os Tribunais Federais já têm entendimento pacífico que o mandato pertence ao partido e não ao candidato.

Desta forma, após expulsão, será inevitável a perda de seu mandato.

Senador com mais de três mandatos informa que a situação de Aécio não será boa dentro do Senado. Concluindo: “Seu comportamento pouco ortodoxo na política e na vida social não será aceito nesta casa”.

Novojornal apurou ainda que o relatório apontado como “Dossiê Itagiba”, já nas mãos de diversos senadores e autoridades federais, não tem nada de Dossiê, trata-se de uma investigação desenvolvida pela Polícia Federal brasileira junto com a Interpol, que acompanhou as atividades do então governador de Minas, Aécio Neves em grandes capitais internacionais a exemplo do Rio de Janeiro, Nova York, Aspen, Amsterdam, Dubai, Londres e Paris. Locais onde Aécio procurou nos últimos anos para desenvolver com liberdade suas atividades “sociais”.

As investigações que, a início, visavam apenas acompanhar a movimentação financeira do presidente da Codemig, Oswaldo Borges da Costa, acabaram envolvendo Aécio, devido a depósitos e ao pagamento de suas despesas por Oswaldo com contas mantidas no exterior.

As investigações já se encontram nas mãos da Procuradoria da República, que se recusa a comentá-las.

http://linguadetrapo.blogspot.com/

Governo Jatene: Um pacote de maldades deve está vindo ai.

Blog ANANINDEUA EM DEBATES


Deu no blog Na Ilharga

Segundo nota publicada hoje no Repórter Diário, a equipe de transição do próximo governo quer dar uma olhada na proposta orçamentária, já enviada à Assembléia Legislativa, para "adequá-la à visão do próximo gestor".
Dado o histórico tucano de ter tara por corte de gastos; clubes que disputam o campeonato paraense, público beneficiado pelo programa Bolsa Trabalho e funcionários públicos que esperam não voltar a ter perdas salariais, entre outros, toda a atenção é pouca para ver se os prováveis cortes que ameaçam o orçamento não os atingirão.
Na mesma coluna, também é informado que o empréstimo contraido junto ao BNDES e já aprovado pela AL também poderá ser revisto. Recorde-se que o dito empréstimo é uma compensação a estados e municípios que tiveram perda de receita com a isenção de IPI, concedida pelo governo federal para manter aquecida a atividade industrial da chamada linha branca, e atendia a todos os municípios, embora Parsifal "merendinha" tenha comandado uma manobra que tirava do governo do estado a administração desses recursos, mesmo sendo este o titular do empréstimo.
Agora, com a vitória de Simão, provavelmente o manobrismo politiqueiro avançará no rumo da punição àqueles municípios em que os prefeitos não apoiaram o tucano.
E isto ainda não é nem o começo.

http://ananindeuadebates.blogspot.com/2010/11/governo-jatene-um-pacote-de-maldades.html

Indústria nunca faturou tanto. Bye-bye Serra forever !




Deu nisso o “quanto pior melhor”. (Bessinha, genial !)



MÁRIO SERGIO LIMA
DE BRASÍLIA

Nunca a indústria brasileira teve um faturamento real tão elevado na história. Segundo a série histórica apresentada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o indicador atingiu 120,3 pontos em setembro, com ajuste sazonal, superando o índice de março deste ano, de 119,6 pontos, recorde histórico até então.

Os números demonstram a vitalidade do crescimento da indústria brasileira em 2010, que já superou os efeitos da crise e não mais encontra-se (sic – PHA) em recuperação, mas em crescimento. Em relação ao índice pré-crise, o avanço é de 5,9%.

(“Crise” é aquela da urubóloga Miriam Letão – PHA)

No terceiro trimestre, o faturamento cresceu 3,9% ante o trimestre anterior e, mesmo em caso de não apresentar mais ganhos nos meses seguintes, a indústria já garantiu uma alta de 9,3% em 2010 na comparação com o ano anterior.

Outro indicador que vem apresentando crescimento contínuo no ano é o emprego na indústria, que já supera em 2% o índice pré-crise. Também levando-se em conta a série histórica com ajuste sazonal, no qual o índice atingiu 111,5 pontos, o resultado é recorde.


Serra precisa de R$ 20 mi para fechar as contas.

BLOG DO CELSO JARDIM
Muito Além do Jardim



Se Paulo Preto devolver os R$ 4 mi que levou, segundo acusação do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, faltarão só R$16 mi.

O comitê financeiro de José Serra à Presidência espera a concretização de R$ 20 milhões em doações para zerar as contas da campanha.

O presidente do comitê, José Gregori, disse ontem que os gastos da campanha de Serra somam,"no máximo, R$ 120 milhões".
Há previsão de contribuições suficientes para a cobertura das despesas, afirma. Para fechar as contas, é necessário que algumas promessas de doações sejam honradas.

"Não excede R$ 20 milhões", disse Gregori, afirmando que a campanha apresentará sua prestação de contas após o feriado de 15 de Novembro.

Ainda segundo Gregori, despesas assumidas na reta final têm pagamento programado para as próximas duas semanas.

"O cronograma de arrecadação obedece ao mesmo fluxo", afirma.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, foi tranquilizado sobre a saúde financeira da campanha. "A situação é bem diferente das campanhas passadas. O partido não precisará assumir dívidas dessa vez".

Fonte: Folha de S.Paulo

Será que a imprensa condenará França e Inglaterra?



O que Brasil e Turquia fizeram nas negociações com o governo iraniano foi encontrar uma saída pacífica para a questão nuclear, com o enriquecimento do urânio iraniano sendo feito fora do país. Mas o Ocidente preferiu apostar nas sanções e no conflito e desprezou uma solução diplomática conquistada por quem está interessado na paz.

O curioso é que os críticos do Irã jamais levantam a voz contra Israel ou qualquer país que tenha ou desenvolva armas nucleares. São porta-vozes de Washington. Se os EUA são contra o Irã, eles também o são. Assim como fazem em relação a Cuba e Venezuela.

Gostaria de saber se irão criticar Inglaterra e França por terem assinado hoje um tratado de cooperação militar, que inclui o teste de ogivas nucleares. Como conta a BBC, um centro será criado na Inglaterra para desenvolver a tecnologia de testes nucleares, e a França se encarregará de realizar os testes propriamente ditos. Os dois países juntos possuem mais de 500 ogivas nucleares, mas eles podem tê-las e até ampliá-las, mas o Irã não.

A posição brasileira não é a de defender bombas para todos, mas igualdade para todos. O Brasil é signatário do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e o cumpre. A aposta do país é na redução do atual arsenal. E no caso do Irã, emprestou seu prestígio internacional para permitir que o país desenvolvesse a tecnologia para fins pacíficos, já que o enriquecimento do urânio seria feito fora de seu território e a 20% de pureza, um nível insuficiente para a produção de armas. Dizer que o Brasil se meteu onde não devia e que contribuiu para fortalecer Ahmadinejad é subordinação e má fé.

Aliás, em matéria de Defesa, é muito importante que o Brasil trabalhe de forma incisiva. A modernização de nossas forças militares, uma imposição para qualquer governante, não prescinde da política de fortalecimento do bloco sul-americano, de forma a banir, de uma vez por todas, qualquer presença militar exógena no continente. As nações sul-americanas, que só investem – e pouco – em armamento defensivo, não podem ser compelidas a elevar seus gastos militares pela pressão de bases norte americanas ou de outras potências num raio que permita ações agressivas.

Tucano quer votar a toque de caixa PL que legaliza o roubo das teles externas na TV paga.


O senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), que preside a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), declarou que deseja ver aprovado – antes da posse da presidente eleita Dilma Rousseff – o projeto de lei que legaliza a apropriação fraudulenta da NET pela Telmex/AT&T e da TVA pela Telefónica – que por meio de acordos de acionistas burlaram a Lei do Cabo, a que impede grupos estrangeiros de controlarem a TV por assinatura.
O PLC 116/2010 (antigo PL 29), aprovado de forma conclusiva pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, em junho deste ano, depois de um acordo de cúpula entre os deputados que impediu sua apreciação pelo plenário da Casa, é um instrumento para permitir a invasão do setor pelos monopólios estrangeiros que já dominam quase que integralmente os serviços de telefonia no país.

A matéria encontra-se atualmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na qual foi designado relator o senador Demóstenes Torres (DEM/GO), mas deverá passar também pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE), de Educação, Cultura e Esporte (CE), e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) antes de chegar à CCT.

No entanto, apesar de considerar o projeto polêmico, Flexa Ribeiro afirmou em entrevista à Agência Senado acreditar que o processo de votação possa ser acelerado, para que o texto seja aprovado sem alterações. Em agosto, o senador informou que pretendia reunir os presidentes de todas as comissões para sugerir que a matéria fosse analisada – tal como na Câmara – em decisão terminativa, sem precisar ir a plenário. Ou seja, impedir a discussão do projeto que beneficia as multinacionais da telefonia.

O projeto tramitou por três anos pela Câmara dos Deputados, tendo gerado muita polêmica até sua aprovação. Até mesmo a contrapartida introduzida sob a forma de cotas para a produção nacional de audiovisual – que garantiriam um mínimo de programas nacionais na TV desnacionalizada, colocadas exatamente como “iscas” que facilitariam a sua tramitação, foram bombardeadas pelas empresas estrangeiras e redundaram insignificantes no projeto.
Hora do Povo

WSJ: 42.389.619 de americanos dependem do Bolsa Família para comer.



November 4, 2010, 2:47 PM ET

Um grande número de domicílios americanos ainda depende da assistência do governo para comprar comida, no momento em que a recessão continua a castigar famílias.

O número dos que recebem o cupom de comida [food stamps, a versão americana do Bolsa Família] cresceu em agosto, as crianças tiveram acesso a milhões de almoços gratuitos e quase cinco milhões de mães de baixa renda pediram ajuda ao programa de nutrição governamental para mulheres e crianças.

Foram 42.389.619 os americanos que receberam food stamps em agosto, um aumento de 17% em relação a um ano atrás, de acordo com o Departamento de Agricultura, que acompanha as estatísticas. O número cresceu 58,5% desde agosto de 2007, antes do início da recessão.
Em números proporcionais, Washington DC [a capital dos Estados Unidos] tem o maior número de residentes recebendo food stamps: mais de um quinto, 21,1%, coletaram assistência em agosto. Washington foi seguida pelo Mississipi, onde 20,1% dos moradores receberam food stamps, e pelo Tennessee, onde 20% dos residentes buscaram ajuda do programa de nutrição.

Idaho teve o maior aumento no número de recipientes no ano passado. O número de pessoas que receberam food stamps no estado subiu 38,8%, mas o número absoluto ainda é pequeno. Apenas 211.883 residentes de Idaho coletaram os cupons em agosto.

O benefício nacional médio por pessoa foi de 133 dólares e 90 centavos em agosto. Por domicílio, foi de 287 dólares e 82 centavos.

Os cupons se tornaram um refúgio para os trabalhadores que perderam emprego, particularmente entre os estadunidenses que já exauriram os benefícios do seguro-desemprego. Filas nos supermercados à meia-noite do primeiro dia do mês demonstram que, em muitos casos, o benefício não está cobrindo a necessidade das famílias e elas correm antes da chegada do próximo cheque.

Mesmo durante as férias de verão as crianças retornaram às escolas para tirar proveito da merenda, onde ela estava disponível. Cerca de 195 milhões de almoços foram servidos em agosto e 58,9% deles foram de graça. Outros 8,4% foram a preço reduzido. Este número vai aumentar quando os dados do outono forem divulgados já que as crianças estarão de volta às escolas. Em setembro passado, por exemplo, mais de 590 milhões de almoços foram servidos, quase 64% de graça ou com preço reduzido.

Crianças cujas famílias tem renda igual ou até 130% acima da linha da pobreza — 28 mil e 665 dólares por ano para uma família de quatro pessoas — podem ter acesso a almoços gratuitos. As famílias que tem renda entre 130% a 185% acima da linha da pobreza — 40 mil e 793 dólares para uma família de quatro — podem receber refeições a preço reduzido, não mais que 40 centavos de dólar de desconto.

Ps do Viomundo: Texto dedicado àqueles que acham chique os programas sociais na França, na Alemanha e nos Estados Unidos, mas tem “horror!” dos programas sociais brasileiros.

Superlotação causou a pane que parou Metrô de SP, diz IC.

Nem vandalismo e tampouco sabotagem, como diziam os tucanos na véspera das eleições. A pane do dia 21 de setembro foi provocada pela superlotação, resultado da falta de investimentos
A pane que paralisou a Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo na manhã do dia 21 de setembro - prejudicando cerca de 250 mil pessoas que utilizavam o sistema em mais um dia de trabalho - foi causada pela superlotação dos trens, segundo perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) citada esta semana em reportagem do pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Na ocasião, o ex-candidato tucano à Presidência José Serra, o governo paulista e a direção do Metrô insinuaram que a pane teria sido uma sabotagem provocada por vândalos que tinham como objetivo prejudicar a candidatura de Serra.
Após a pane, o ex-governador Serra afirmou que “o sistema do Metrô é seguro. Isso me pareceu algo provocado. Nessas vésperas de eleição, os acidentes estão se multiplicando. Não tenho provas, mas eu não tenho dúvidas que há interesses eleitorais por trás”. Não passou de uma tentativa de criar um factóide para colocar Serra e o governo tucano em São Paulo como vítimas, além de culpar o PT pelo caos.

Na época, a direção do Metrô de São Paulo emitiu nota oficial responsabilizando “uma peça de vestuário em uma das portas do último carro”. Segundo a empresa, “não houve falha técnica de qualquer natureza, seja dos trens, dos equipamentos de via ou mesmo de energia elétrica”. No dia da pane, o governador Alberto Goldman (PSDB) afirmou que uma sindicância iria apurar se a pane foi acidental ou proposital. “Não sabemos a motivação pela qual você encontra uma porta que não foi fechada pela ação de alguém. Se foi casual ou motivado, se foi um acidente ou foi proposital, nós queremos saber”.

De acordo com reportagem do jornal, o laudo revela que o “micro switch”, equipamento que emite um sinal de alerta e impede o condutor de movimentar o trem quando uma porta está aberta, disparou. O aparelho também dispara quando existe pressão sobre as folhas das portas. Segundo o IC, como os trens estavam superlotados, as portas foram pressionadas, o alarme foi acionado e a composição parou.

No momento da pane do dia 21 de setembro, muitos dos trens parados estavam sob o sol, nos trechos de superfície. A energia da linha foi desligada e, consequentemente, a circulação de ar dentro dos vagões – que têm as janelas seladas - foi interrompida. O calor, a superlotação e a falta de ar provocou pânico nos passageiros, que quebraram janelas e portas para sair dos trens. Centenas de pessoas foram obrigadas a caminhar sobre os trilhos do Metrô neste dia. Cinco pessoas ficaram feridas e 26 foram hospitalizadas. Nas 18 estações da Linha 3-Vermelha o atendimento ao público foi suspenso, normalizado somente por volta das 12 horas.

A superlotação no Metrô de São Paulo, que ocorre diariamente nos horários de pico, é fruto do descaso e falta de investimento no sistema pelos sucessivos governos tucanos em São Paulo. Desde dezembro de 2007, ocorreram 42 panes em todas as 5 linhas do Metrô de São Paulo. Até a recém-inaugurada Linha Amarela, que só funciona de segunda a sexta das 9 às 19 horas, já apresentou problema na alimentação de energia.

Levantamento realizado pela bancada do PT na Assembléia Legislativa mostra que, somente neste ano, foram cinco falhas no mês de outubro, sete no mês de setembro e cinco no mês de agosto, uma em julho e uma em janeiro. Problemas como falha elétrica, falha no sistema pneumático, falha na tração de uma estação e outra na tração de um trem, ocorreram nos últimos meses deste ano. Mas em 2009, até choque entre composições, focos de incêndio e fumaça gerada por vazamento de óleo aconteceram. No dia 7 de agosto de 2008, um curto circuito num trem em movimento deixou dois passageiros feridos. Relatório do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), de 2009, já alertava que a Linha 3 - Vermelha, estava circulando com 60% de passageiros a mais do que sua capacidade permitia.

O laudo do IC citado pelo “O Estado de S. Paulo” não encontrou sinais de vandalismo nos trens, apenas de desespero. De acordo com a reportagem do jornal, a polícia concluiu que todos os danos causados nos trens se deveram à escapada das composições, e que não existe qualquer indício de atos intencionais de “sabotadores”. Para a polícia, se o objetivo fosse provocar a pane, equipamentos como bancos e monitores de televisão dos trens também seriam alvo dos supostos agressores - o que não aconteceu. Apenas vidros foram quebrados.

E, como o problema de superlotação está longe de ser resolvido devido à falta de investimentos do governo estadual, técnicos do Metrô alertaram que outras panes deverão ocorrer.
Hora do Povo

As palestras serão em inglês, francês ou trololês?

BLOG DO CELSO JARDIM
Muito além do Jardim



Após derrota, Serra viaja à Europa para ministrar palestra.

O candidato derrotado à Presidência da República José Serra (PSDB) viajou ontem à tarde para a Europa.

O destino provável do ex-presidenciável é a França, onde ele dará uma palestra nos próximos dias. Serra recusou o convite num primeiro momento, mas decidiu ir. Segundo tucanos, o futuro político de Serra é uma incógnita.

O que está decidido é se manter na vida pública com atuação política ativa. Fato, por ora, é seu desejo em manter o controle sobre o PSDB. Apesar de não descartada a hipótese, é pouco provável que Serra busque um cargo na hierarquia do partido. A sucessão interna no PSDB acontece em março.

Um dos temas das palestras deve ser "Como disputar uma eleição sem apresentar nada" , ou "Faça da eleição presidencial a escolha de um bispo" e também, "Como esconder um índio sem deixar aparecer as penas". E ainda "Fale que inventou tudo sem fazer nada".

No workshop, "Nesta vida nada se cria tudo se copia". Mande também ao Blog sugestões para os temas das palestras de Serra na Europa, não vale "Só para inglês ver".

A TRILHA SONORA DOS DERROTADOS.




Sugerimos a leitura do demolidor artigo de Conceição Oliveira, titular do imprescindível Maria Frô, dedicado aos preconceituosos que não sabem fazer conta.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Os vexames da campanha: o aborto do Zé Baixaria e o “perito” Molina.


O “perito” Molina examinará urnas para provar que o Serra ganhou

O Conversa Afiada republica post do Blog Amigos do Presidente Lula:
Os maiores vexames da eleição
No topo do ranking: um candidato que entrou na campanha como José Serra, e saiu dela como Zé Baixaria.
Depois vem os vexames, não necessariamente na ordem: A campanha subterrânea de calúnias por email e telemarketing da campanha de Serra.
A TV Globo, como sempre, manipulou o tempo todo no Jornal Nacional. No dia dos candidatos escondia o melhor de Dilma, os comícios, o povo, e chegava e colocar cenas inócuas dela chegando em aeroportos e saindo de hotel, em detrimento dos atos de campanha. O ponto “alto”, que entrou para a história, ao lado de episódios como a Proconsult, foi a contratação da perícia do “especialista” Ricardo Molina sobre a bolinha de papel.
O William Bonner sendo cutucado pela Fátima Bernardes, para não ser tão grosseiro ao entrevistar Dilma.
A Folha com a ficha falsa e diversas manchetes falsas fabricadas para aparecer no horário eleitoral na TV de José Serra.
Os setores das Igrejas que tentaram transformar seu rebanho em curral eleitoral, em vez de pregar o voto consciente.
Vexame maior para a bispo de Guarulhos que não entendeu ou não quis entender, que opinião qualquer clérigo pode ter, mas o que ele estava fazendo era financiando campanha eleitoral com dinheiro da arquidiocese, o que acaba sendo uma forma de campanha paralela, proibida pela lei eleitoral, e cujo enquadramento legal é de caixa-dois.
Destaque para a atuação da vice-procuradora-geral-eleitoral Drª Sandra Cureau. Ela teve sua opinião formada pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista). Assimilou os viés oposicionista, foi na onda, e causou desequilíbrio, sucumbindo a pressão da opinião publicada e dos serristas, em vez de manter um olhar equidistante em suas avaliações subliminares, com olhos do brasileiro comum, do povo.


Jornal Nacional: do golpismo ao lobismo.


No Jornal Nacional, na editoria política, ou há golpismo ou lobismo, jornalismo político que é bom passa longe.
Até as eleições imperou o golpismo. Passada as eleições, vimos manifestação explícita de lobismo, pelo menos por enquanto.
É razoável que uma primeira entrevista após as eleições com uma nova presidente eleita fosse mais leve (qualquer que fosse o eleito). O telespectador tem curiosidade sobre os próximos passos de como será o novo governo, e sobre a presidenta.
A Globo fez uma edição até razoavelmente simpática e sem truques, entrecortada com trechos biográficos e depoimentos de pessoas que conviveram com Dilma (mais ou menos como aqueles programas "esta é minha vida"), mas deu para ver na pauta da Globo, mais a tentativa de desfazer a imagem golpista e de ter feito campanha pró-Serra, do que informar ao telespectador.
Todo mundo se lembra da grosseria de William Bonner ao dizer que Dilma "tinha fama de maltratar seus colegas de trabalho", em entrevista durante a campanha. Bonner chegou a começar bater boca, dizendo que tinha gravação do presidente Lula dizendo que ela "maltratava colegas" em discurso público, como se o presidente tivesse dito a sério.
Hoje suavizaram. Tocaram novamente no assunto, mas eliminaram a palavra "maltratar".
Apresentaram ela como uma pessoa com fama de durona, no sentido de exigente e rigorosa (o que deixou de ser crítica para virar elogio), e colocando as imagens do presidente Lula falando no assunto, mas com a narradora ressaltando que Lula falava em tom de humor. Foi a forma da Globo querer consertar a grosseria que Bonner fez.
O resto teve um pouco de puxa-saquismo, e no fim teve o lobismo explícito. Bonner fechou a entrevista elogiando Dilma ter defendido no discurso de ontem a liberdade de imprensa.
A entrevista ao Jornal Nacional não foi a primeira de Dilma após eleita. Essa primazia a Globo não teve. A primeira entrevista da nova presidente foi no Jornal da Record, com menos lobby e mais jornalismo.


Um bom começo: primeira entrevista de Dilma eleita não foi para a Globo.

A primeira entrevista exclusiva para a TV da presidente eleita Dilma Rousseff, não foi para a Rede Globo, foi para o Jornal da Record (foi ao ar na noite desta segunda-feira).
As entrevistadoras também foram mulheres: Ana Paula Padrão e Adriana Araújo.



http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/um-bom-comeco-primeira-entrevista-de.html

Mesmo sem os eleitores do Norte e do Nordeste, Dilma venceria Serra.




Petista teve mais votos que Serra na soma de Sul, Sudeste e Centro-Oeste.Foram 33,2 milhões de votos contra 32,9 milhões.
A sensação de que a petista Dilma Rousseff foi eleita apenas em razão da vantagem aplicada nas regiões Norte e Nordeste é falsa. Levantamento com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que ela ganharia a eleição mesmo se fossem computados apenas os votos do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste.

Nesta segunda-feira (1º), o termo "#orgulhodesernordestino" ficou entre os mais citados no microblog Twitter. Foi uma reação a comentários considerados preconceituosos de eleitores do Sul e do Sudeste, contrários à candidata petista, que creditaram a vitória de Dilma aos votos do Nordeste. (Veja post sobre isso no blog "Bombou na Web".)

Dilma teve mais de 55 milhões de votos no país; Serra teve pouco mais de 43 milhões. No Nordeste, a vantagem de Dilma foi elástica: 18,4 milhões de votos, contra 7,7 milhões do tucano. No Norte, ela venceu por 4 milhões contra quase 3 milhões de Serra.

Se todos os eleitores das regiões Norte e Nordeste forem excluídos da conta, no entanto, a petista ainda aparece na frente. Na soma de Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ela tem 33,2 milhões de votos, contra 32,9 milhões – uma margem pequena, de 275 mil votos, mas suficiente para elegê-la.

Boa parte desse resultado se deu graças a Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Serra não conseguiu capitalizar a força do ex-governador e senador eleito pelo PSDB Aécio Neves e Dilma conseguiu vencê-lo por 1,7 milhão de votos de diferença no estado.

No Rio de Janeiro, ela também abriu 1,7 milhão de votos de vantagem, fazendo o revés de São Paulo não pesar na conta.

Além disso, Serra venceu no Centro-Oeste, mas não com uma margem expressiva.

MELHOR MANCHETE SOBRE ELEIÇÃO DE DILMA VEM DO URUGUAI.



Para ir ao site do La República, de Montevidéu, clique aqui.
Para ver outras manchetes da imprensa internacional sobre a vitória de Dilma Rousseff, vá ao RS13.

http://cloacanews.blogspot.com/2010/11/melhor-manchete-sobre-eleicao-de-dilma.html

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Brasil elege Dilma para ser “a mulher mais poderosa do mundo”


A foto acima não ilustrou a reportagem do jornal britânico Independent, que reproduzo abaixo, publicado antes do primeiro turno e traduzido pela Katarina Peixoto para a Carta Maior:

Hugh O’Shaughnessy – The Independent

A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.

Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff seria mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.

Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa já tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.
A senhora Rousseff, filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% – sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.

Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.

Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.

Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.

Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamavam “segurança nacional”. Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.

A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por “subversão” e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter “querido mudar o mundo”.

Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.

Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.

Ela fez mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.

Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.

A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo.
Tradução: Katarina Peixoto

ilma chora ao agradecer a Lula.


A emoção ficou com Lula

Dilma fez o primeiro discurso após a surra que deu no Serra.

Falou dos principais pontos do seu programa de Governo, como, por exemplo, a erradicação da pobreza e o respeito à liberdade de expressão.

Porém, o ponto alto foi um emocionado final de agradecimento ao presidente Lula.

Disse que saberá honrar esse legado.

Disse que aprendeu que quando se governa para os mais necessitados se surpreende com a vigorosa resposta do povo brasileiro.
Ela disse: Lula nunca estará longe de seu povo.

Baterei à sua porta e tenho certeza de que a porta estará sempre aberta, disse Dilma.

Em tempo: confirmou-se hoje a entronização do ex deputado José Eduardo Cardozo na função de Papagaio de Pirata da Presidenta Dilma.
Ela de branco e, mais alto, ele de preto, atrás, levemente deslocado para que seu rosto pudesse ser sempre captado.

Ali, o Papagaio arrumava o cabelo e fazia o queixo repousar sobre a mão.

Dialogava com a plateia e tirava a atenção da Presidenta.

A Nação agradeceria se essa função fosse abolida, a de Papagaio de Pirata.


Paulo Henrique Amorim

A fala de Dilma.




Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui.

Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida.
Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.

A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia.
Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!

Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:

Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.
Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.

Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.

Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.

Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.

Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões.

O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família.

É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.

Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.

Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte.

A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.

O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro.

Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.

Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.

No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.

Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.

Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.

É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.

Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável.

Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos.

Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.

Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.

Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público.

Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo.

Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.

As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.

Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.
Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.

Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.

Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.

Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas.

Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde.Me comprometi também com a melhoria da segurança pública.

Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.

Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos.

Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.
A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade.
É aquela que convive com o meio ambiente sem agredi-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.

Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa.
Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.

Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.

Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.

Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.

Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.

Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.

Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.

Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.

Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho.

Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.

Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.

Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.

Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós.

Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta.

Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado.

Saberei consolidar e avançar sua obra.

Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo.

Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.

Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união.
União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.

Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.

Muito obrigada.

56 a 44: Dilma deu uma surra.O PiG (*) vai esconder.


Dilma estreou com uma goleada


Em 2002 e 2006, Lula derrotou os tucanos pelo mesmo placar: 61 a 39.O PiG (*) e seus notáveis colonistas (**) jamais disseram que foi uma surra.
O único que disse isso foi o New York Times que considerou a vitória de Lula acachapante.
Agora Dilma, que jamais se candidatou a um cargo eletivo, deu outra surra: 56% a 44% com 12 milhões de votos de diferença.
José Serra manteve o padrão sórdido que empreendeu em sua sólida campanha.
No mundo inteiro, o candidato derrotado fala primeiro ao público e dá parabéns ao vitorioso.
Aqui no Brasil, José Serra, que até hoje não admite ter perdido a eleição de 2002, deu-se ao direito de falar depois de ouvir discurso da vencedora.
Uma vez calhorda, sempre calhorda.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.