quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Kátia Abreu é “homenageada” por serviços prestados ao meio ambiente.


Nada como o reconhecimento pelos serviços prestados ...

O Conversa Afiada reproduz matéria publicada no site do MST:

Kátia Abreu ganha prêmio ‘Motosserra de Ouro’ por defesa do desmatamentoDo Greenpeace
Líder da bancada do agronegócio no Congresso e fiel defensora das propostas de mudanças no Código Florestal brasileiro, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) recebeu das mãos de uma ativista do movimento indígena da Amazônia, junto com o Greenpeace, o prêmio Motosserra de Ouro, símbolo de sua luta incansável pelo esfacelamento da lei que protege as florestas do país.

A ativista tentou presentear Kátia Abreu com uma réplica dourada do instrumento usado para desmatar florestas no lobby do hotel em que está hospedada em Cancún, onde participa da 16ª Conferência de Clima da ONU (COP16). A senadora desprezou o agrado, visivelmente irritada, e deixou para a ativista apenas os comentários irônicos de seus assessores. A condecoração serviu para lembrar aos ruralistas defensores do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que prevê alterações na lei, que essa proposta representa uma grave ameaça ao ambiente.
O projeto ruralista anistia desmatadores e reduz o tamanho da área que o proprietário de terra e o Estado estão obrigados a conservar para o bem público. Fazendas, dependendo do tamanho, ou serão dispensadas de ter árvores ou poderão ter menos do que devem atualmente. O projeto também diminui as faixas de floresta em beiras de lagos e rios e em encostas, que além de servir como corredores de biodiversidade evitam enchentes, deslizamentos e protegem a qualidade da água.

Caso a turma da motosserra consiga mudar a lei nos termos em que pretendem, tornarão inviável para o Brasil honrar as metas de queda de desmatamento assumidas em Copenhague, na COP15, que preveem a redução até 2020 de 36% a 39% de nossas emissões de gases-estufa. A proposta prejudica também as negociações sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), que institui o pagamento para a conservação de floresta para quem vive nela. “Se o Brasil legalizar mais desmatamentos, o custo da conservação aumentará muito e pode tornar a aplicação do REDD no Brasil inviável”, explica André Muggiati, representante da Campanha Amazônia do Greenpeace na COP16.

A bancada da motosserra continua lutando nos bastidores para que um novo e enfraquecido código seja votado a qualquer preço, ainda este ano. Querem que algo tão importante para o Brasil seja decidido já, por uma Câmara em fim de mandato, e sem a devida discussão com a sociedade. “As alterações no Código Florestal representam um retrocesso em uma das legislações florestais mais avançadas do mundo”, diz Muggiati.

Este protesto teve o apoio do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB).
Feliz Natal?

Em um apelo ao espírito natalino, um grupo de ONGs, entre elas o Greenpeace, levou Papai Noel até Cancún para ajudar a impedir que a bancada do agronegócio empurre suas propostas de mudança no Código Florestal goela abaixo dos brasileiros.

O bom velhinho ficou nesta manhã na porta do Cancun Messe, um dos prédios onde acontece a COP16, entregando mudas de árvores aos que passam, acompanhado de ativistas com dois cartazes, em português e inglês, onde se lia “Mudar o Código Florestal = Um Natal sem árvores”. Se as alterações no código forem aprovadas no Congresso, o Brasil pode se preparar para, no futuro, celebrar Natais com bem menos áreas de florestas.

O Papai Noel em Cancún teve como parceiros o Observatório do Clima, o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), além do Greenpeace.

Dilma oficializa indicação de mais dez ministros.


Do G1, em Brasília
Entre os dez oficializados nesta quarta, estão cinco peemedebistas.
Dos outros cinco indicados, três são do PT e um do PR.
A assessoria da presidente eleita, Dilma Rousseff, oficializou nesta quarta-feira (8), por meio de nota, os nomes de mais dez ministros que integrarão o futuro governo.

Entre eles, estão cinco do PMDB:
- senador Edison Lobão (MA) será o ministro de Minas e Energia;
- Wagner Rossi (SP) continuará no Ministério da Agricultura;
- o deputado Pedro Novais (MA) comandará o Ministério do Turismo;
- o senador Garibaldi Alves (RN) vai para o Ministério da Previdência;
- e o ex-governador Moreira Franco (RJ) ocupará a Secretaria de Assuntos Estratégicos.

Os outros cinco ministros oficializados nesta quarta são:
- a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), para o Ministério da Pesca;
- a deputada Maria do Rosário (PT-RS) para a Secretaria de Direitos Humanos;
- Paulo Bernardo (PT-PR), atual ministro do Planejamento, para o Ministério das Comunicações;
- Alfredo Nascimento (PR-AM) para o Ministério dos Transportes;
- e a jornalista Helena Chagas para a Secretaria de Comunicação Social.
Em cima (da esq. para a dir.): Edison Lobão, Garibaldi Alves, Moreira Franco, Wagner Rossi, Pedro Novais; abaixo (da esq. para a dir.): Paulo Bernardo, Alfredo Nascimento, Helena Chagas, Ideli Salvatti, Maria do Rosário (Fotos: Agência Brasil, Agência Estado, Agência Senado, Agência Câmara)
A nota diz que Dilma “determinou a seus novos auxiliares que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros.”

Nesta quarta, Dilma esteve reunida na Granja do Torto com seis dos futuros ministros anunciados na noite desta quarta: Helena Chagas, Garibaldi Alves, Ideli Salvati, Alfredo Nascimento, Moreira Franco e Maria do Rosário.

Na última sexta (3), foram oficializadas as indicações do deputado Antonio Palocci (PT-SP), para a Casa Civil, do chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, para a Secretaria-Geral da Presidência e do deputado Eduardo Cardozo (PT-SP), para o Ministério da Justiça.

Os primeiros ministros anunciados por Dilma foram os da equipe econômica. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai permanecer na pasta, enquanto a coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Miriam Belchior, comandará o Ministério do Planejamento. Já a presidência do Banco Central ficará com o diretor de Normas do BC, Alexandre Tombini.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada nesta quarta pela assessoria da presidente eleita:
"NOTA À IMPRENSA
A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou novos ministros para integrar sua futura equipe de governo: a senadora Ideli Salvatti, que assumirá o Ministério da Pesca e Aquicultura; a deputada Maria do Rosário, que chefiará a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; a jornalista Helena Chagas, para a chefia da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que será o titular do Ministério das Comunicações; o senador Garibaldi Alves, que assumirá o Ministério da Previdência Social; o senador Edison Lobão, que retornará ao Ministério de Minas e Energia; o deputado Pedro Novais, para o Ministério do Turismo; o ex-deputado Wagner Rossi, que deverá permanecer à frente do Ministério da Agricultura; o senador Alfredo Nascimento, que voltará ao comando do Ministério dos Transportes; e o ex-governador Moreira Franco, na chefia da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
A presidenta eleita determinou a seus novos auxiliares que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DA PRESIDENTA ELEITA DILMA ROUSSEFF"

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Lula: PAC não perderá um centavo.


Lula: PAC é como o oxigênio que a gente respira

Extraído do Blog do Planalto:

PAC “é como o oxigênio que a gente respira”, portanto não haverá cortes
O corte no orçamento previsto para o ano que vem não vai atingir as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), garantiu o presidente Lula nesta terça-feira (7/12), em entrevista coletiva concedida no Rio de Janeiro (RJ), após cerimônia realizada no Palácio da Cidade.
O presidente afirmou que houve um mal entendido em relação à afirmação dada ontem (6/12) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo Lula, caso sejam necessários cortes no Orçamento, eles serão feitos no custeio e não em obras para investimento.
Para Lula, o PAC “é como o oxigênio que a gente respira” e que não se pode cortar centavo algum do programa, pois é fundamental para que o País continue dando certo. O que pode ocorrer, disse o presidente, é um manejo orçamentário para dar celeridade a projetos e obras que estão mais adiantadas e que esse entendimento é compartilhado pela presidenta eleita, Dilma Rousseff.

Vocês estão vendo a minha fisionomia? Vocês acham que eu estou com ar de que vai ser cortado algum centavo do PAC? Vocês acham que o meu semblante está dizendo que vai ser cortado? O que nós temos que ter em conta é o seguinte: nós temos que manter a inflação controlada, nós temos que manter a estabilidade econômica, e nós precisamos manter dinheiro para investimento. Isso significa que, se tiver que mexer em alguma coisa, vai se mexer em custeio e não em investimento para obra.

Lula disse ainda que caso o relatório técnico a respeito da compra de caças chegue às suas mãos a tempo de levá-lo para consulta do Conselho de Defesa, e desde que haja um consenso com a presidenta eleita, ele tomará a decisão ainda em seu mandato. “Mas se ela falar ‘deixa para eu fazer’, eu certamente deixarei para ela fazer”, disse. Questionado sobre o projeto de lei a respeito dos royalties do Pré-sal, Lula defendeu que pretende vetá-lo assim que receber a proposta do Congresso e que irá decretar uma Medida Provisória baseada no acordo de partilha previamente acertado com o governador Sérgio Cabral.

Sobre a presença das tropas das Forças Armadas no Complexo do Alemão, Lula disse que é uma das parcerias mais bem sucedidas entre os governos federal e estadual, mas que não quer que o Exército faça o papel de polícia. Para ele, essa é uma das poucas vezes em que os policiais cariocas estão orgulhosos de exercer o papel de policial sem vergonha, sem medo de serem chamados de corruptos ou de violentos. “Ele percebe que ele está sendo útil para aquela comunidade. Então, eu acho que nós vamos continuar, por muito tempo, trabalhando juntos”, afirmou.


Folha está com medo de ter que admitir que publicou ficha falsa.



A "Folha" diz que receptou uma minuta de documento "afanado" (*) do "grupo de trabalho criado há seis meses e coordenado pelo ministro Franklin Martins para discutir um novo marco regulatório para o setor".
Trata-se, segundo o jornal, de:
- uma primeira versão, de 40 páginas, do projeto do governo para regular o setor de telecomunicação e radiodifusão, batizada de Lei Geral da Comunicação Social;
- Prevê a criação de um novo órgão, a ANC (Agência Nacional de Comunicação), para regular o rádio e TV, em substituição à Ancine (Agência Nacional do Cinema);
- prevê multas a empresas que veicularam programação considerada ofensiva, preconceituosa ou inadequada ao horário;
A "Folha" diz que "Representantes do setor" - esquivando-se de citar o nome de Judith Brito, dublê de diretora-superintendente do Grupo Folha e presidente da ANJ, Associação Nacional "dos donos" de jornais)
- avaliam que a proposta abre brechas para cercear jornalismo e dramaturgia. Além disso, dizem, a Constituição já prevê punição para os abusos.
O argumento dos "representantes do setor" é pura malandragem. A Constituição prevê punição, mas sem regulamentar por lei, não há como punir.
A Folha faz lobby ao chamar de "controle de conteúdo" o que não passa do direito do telespectador/ouvinte de ter direito a se manifestar quando for agredido.
Um exemplo é a agressão perpetrada por Boris Casoy aos garis. Casoy e a Band pediram desculpas meio constrangidas, mas os sindicatos dos garis deveriam ter direito a um espaço no mesmo telejornal para fazerem seu contraponto.
Outro exemplo é ataque de "pobrefobia" de Luiz Carlos Prates, na RBS de Santa Catarina. O comentário foi muito preconceituoso e agrediu muita gente. Seria natural que associações da sociedade civil tivessem direito à palavra, na mesma TV, para repudiar tais comentários, ou a RBS ser multada.





(*) A "Folha", com seu costumeiro padrão de jornalismo, diz que o documento é "SIGILOSO" (vinha sendo mantido em sigilo) ... mas ... a própria Folha diz na mesma matéria, que o governo Dilma colocará em CONSULTA PÚBLICA, quando ficar pronto.


http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/12/folha-esta-com-medo-de-ser-obrigada.html

Estados Unidos e Wikileaks: a democracia fugiu de controle?



por Izaías Almada

Um curioso artigo do jornalista espanhol Pascual Serrano publicado em “El Periódico de Catalunya” e reproduzido no site www.rebelion.org levanta uma questão interessante provocada pelos milhares de telegramas vazados pelo site Wikileaks na internet, mas que – de algum modo até intrigante – ultrapassa a polêmica criada na imprensa mundial diante do volume e do conteúdo ali exibidos.

Diz Serrano na introdução do seu texto que o fenômeno Wikileaks tem monopolizado numerosas análises e reflexões sobre o futuro da informação, da internet e da própria difusão de notícias. É natural.
Como o direito à informação e à liberdade de imprensa se constituem em pilares, entre outros, da democracia tal qual a conhecemos e é praticada em boa parte do mundo ocidental, chama a atenção o fato de que parece se configurar com maior nitidez uma verdade que a hipocrisia de muitos ‘democratas’ procura esconder e maquiar há algum tempo: afinal existem informações e… informações. Como também existem concepções diferentes sobre a liberdade de imprensa.

Quando um país, como os Estados Unidos da América, apóia um golpe de estado contra um governo democraticamente eleito, o último exemplo é a deposição do presidente Manuel Zelaya em Honduras (mas a lista é imensa só nos últimos 50 anos), é justo encobrir ou negar essa informação? Em nome de quê? De quem? E a liberdade de imprensa onde é que fica? Os chamados segredos de estado só pesam em um dos pratos da balança?

Não é por acaso que o pensador e lingüista Noam Chomsky declara, a propósito dos recentes vazamentos no Wikileaks, que os governantes norte americanos tem profundo desprezo pela democracia, essa mesma da qual se orgulham e querem impor ao mundo através da força.

Muito a propósito, vejamos as recentes declarações do atual embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, em artigo escrito para o jornal Folha de São Paulo no dia 2 de dezembro passado: “O presidente Obama e a secretária de Estado Hillary Clinton decidiram dar prioridade à revigoração das relações dos EUA no mundo.

Ambos têm trabalhado com afinco para fortalecer as parcerias existentes e construir novas parcerias no enfrentamento de desafios comuns, das mudanças climáticas e da eliminação da ameaça das armas nucleares até a luta contra doenças e contra a pobreza.”Leia a matéria completa »

Por que o Brasil deve comprar o Rafale F3.



Todos estão carecas de saber as razões da mídia brasileira para o país comprar dos americanos – direta ou indiretamente – três dúzias de aviões de caça supersônicos. Tanto o caça americano quanto o sueco, porém, estão vinculados a decisões que os Estados Unidos venham a adotar em relação ao uso de equipamentos produzidos por sua indústria bélica.

Independentemente de qual seja a melhor escolha, como a mídia só dá espaço a argumentos em favor dos caças americano e sueco (sendo que este leva equipamento americano), é importante o comentário de um oficial da aeronáutica enviado a este blog. Encerra razões bem explicadas para decisão que, segundo a mídia, o governo está inclinado a tomar.

Leiam, abaixo, o comentário do capitão-aviador Artur da Costa Gomes, do 1º Grupo de Defesa Aérea, em favor da opção do Brasil pelo caça Rafale F3, da indústria francesa Dassault-Renault:
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Prezado Eduardo,

Nesse assunto dos caças, assistimos a um festival de ‘especialistas’ em aviões de combate, a começar pela senhora Eliane Cantanhêde, emitindo verdadeiros disparates. A bem da verdade factual, faz-se necessário alguns esclarecimentos técnicos fora da discussão ideológica que se trava sobre o assunto:

Dos cinco concorrentes iniciais: F-18 Super Hornet, Gripen NG, Sukhoi Su-35 Super Flanker, Rafale F3 e o Eurofighter Typhoon, cabe uma avaliação preliminar:

1) O Sukhoi Su-35 Super Flanker, o preferido pela maioria maciça dos pilotos da FAB, tem, como vantagens: maior potência (2 turbinas Lyulka, com 142 kN cada), maior autonomia de vôo (4.600 km), além do famoso sistema de exaustão vetorial (efeito mais pirotécnico, na verdade), que o transforma num brinquedo de luxo, gostoso de operar;

2) F-18 Super Hornet, o segundo na preferência dos pilotos: apesar da potência e autonomia de vôo menores que o Sukhoi, testado efetivamente em combate, além da confiança das turbinas GE;

3) Rafale, similar ao F-18 em potência e autonomia de vôo, talvez lhe falte o batismo em combate e as turbinas Snecma sejam ainda uma incógnita a campo;

4) O Eurofigther Typhoon, levemente inferior ao Super Hornet e ao Rafale, com alguma vantagem adicionada na aviônica;

5) Gripen NG, em sua concepção de guardião de países com pequena extensão, comuns na Europa, um bom caça, embora a versão NG não passe ainda de prospecto.Bom, como na hora de decidir, entram em cena várias condicionantes:

__ O Sukhoi, tecnicamente o melhor, foi preterido menos em função de dificuldades na logística e no treinamento dos pilotos, e mais em função de pressões geopolíticas dos americanos;

__ O Super Hornet, embora tecnicamente um excelente caça, viria com o sistema middle-packet (desarmado e sem TT*);

__O Typhoon e o Gripen, por conterem grande parte de armamentos e propulsores americanos, contrariam o princípio FX, da não-dependência alienígena, foram descartados, tendo o Gripen o agravante de ser monopropelido;

__ Restou o Rafale, um bom caça, ainda que inferior ao Su-35 e ao F-18, pois viria no sistema full-packet e TT * plena.

Enfim, a opção possível, no meio desse emaranhado de lobbies e pressões políticas de todos os lados…

Cordial abraço

Costa Gomes – Cap. Aviador1º GDA

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* TT significa Transferência de Tecnologia


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Torcedor foge do brasileirinho da Globo.


Muricy e Telê: viva !

“Campeonato Brasileiro termina com queda de arrecadação e de público”.É manchete de capa do jornal Brasil Econômico.A média de torcedores por partida caiu 17%.
A arrecadação caiu 13% num ano.

São números para demitir o chefe do Departamento de Eventos e Esportes da Globo.

Quedas desse tamanho, em um ano, seria demissão na certa – no caso de um empreendimento capitalista.

Só que o brasileirinho da Globo não é nem empreendimento nem capitalista.
É outro bicho.

Ele é apenas um dos elementos da grade de programação da Globo.
Entra na grade depois da novela das oito.

Ou seja, o trabalhador que vai ao estádio não acorda para ir ao trabalho no dia seguinte.
Só no Brasil um jogo de futebol no meio da semana começa às 22 horas.
Dá nisso: queda de público e de grana.
E o futebol ?
Com a honrosa exceção do glorioso Fluminense, pratica-se no brasileirinho da Globo um futebol de quinta.

A segunda divisão do campeonato inglês, italiano, espanhol ou alemão tem mais futebol.
O brasileirinho faz sucesso na Globo e com seus 1001 comentaristas de tabela.
Não se salva um.

Em tempo: a homenagem que Muricy prestou ao Telê na celebração da vitória dá uma idéia do estofo moral de que Muricy se compõe – o mesmo do Fio da Esperança.
Clique aqui para votar na trepidante enquete “por que a Globo torce tanto pelo Corinthians, o terceiro colocado ?
”Em tempo 2: que com este brasileirinho se conclua a deprimente série de exibições de Ronaldo, dito o Fenômeno. Só no Brasil um jogador com aquela pança é capaz de jogar na primeira divisão.
A Globo é capaz de tudo !

Paulo Henrique Amorim

Prefeito do PSDB tem mandato cassado.

O prefeito de Cabo Frio, Marcos Rocha Mendes, e a vice-prefeita, Delma Jardim, ambos do PSDB, tiveram os seus mandados impugnados, pela 96ª Zona Eleitoral, de Cabo Frio. O efeito é imediato e o presidente da Câmara de Vereadores assumirá o cargo interinamente até a posse do segundo colocado nas eleições 2008. Como Marcos Mendes não alcançou 50% dos votos válidos, não haverá eleição suplementar.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral aponta abuso de poder econômico na campanha para a prefeitura. Segundo o juiz auxiliar da 96ª ZE, Dr. Carlos Sérgio dos Santos Saraiva, as provas apresentadas pelo Ministério Público demonstraram que houve contrariedade entre a conduta do candidato e a legislação eleitoral vigente. “Por essas razões acolhi o pedido formulado pelo MP”, explica o magistrado.

De acordo com as provas apresentadas pelo MP, Marcos Mendes teria distribuído material de construção, cestas básicas, café da manhã, assistência dentária e cargos na prefeitura em troca de apoio político e votos.Publicado no O Dia e enviado pelo querido leitor José Lopes
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

A Globo disputa o 3º lugar na audiência das TVs.

BLOG CELSO JARDIM
MUITO ALÉM DO JARDIM

Na semana passada, na noite da última quinta-feira (2), aconteceu algo quase inédito entre as emissoras de TV aberta no Rio de Janeiro: a Globo ficou em terceiro lugar na audiência — o que assinalou fim dos seguidos recordes obtidos com a cobertura da guerra entre polícia e traficantes na cidade.

Quando disputou com A Fazenda, da Record, e A Praça é Nossa, do SBT, a emissora dos Marinho marcou apenas 9,5 pontos, de acordo com o Ibope. Enquanto isso, o canal de Edir Macedo estava no topo da audiência com quase o dobro: 18 pontos. Já o SBT ficou com 11. No período, a Globo apresentou Clandestinos, Afinal, o que Querem as Mulheres? e uma parte do Jornal da Globo.
Um dia antes, a Band empatou ou superou a audiência do SBT entre as 18 horas e a meia-noite. A média no período foi de 6 pontos para a Band ante 4 do SBT (cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande SP). O pico de audiência do canal no período foi a transmissão da final da Copa Sul-Americana, no jogo entre Goiás e Independiente, que manteve a média de 8 pontos, contra 6 do SBT.

Com foco na cobertura da guerra contra do tráfico no Rio e o assalto a banco no bairro do Morumbi, em São Paulo, o Brasil Urgente manteve a vice-liderança no horário, com 6 pontos em média, ante 5 da Record e 3 do SBT. Já a série Futurama teve sua melhor média desde a estreia, no dia 1º de novembro, com 5 pontos. O SBT teve 3 pontos no horário.
Ontem, domingo (5), a TV Record liderou boa parte do horário nobre deixando a TV Globo em 2º lugar.
Com agências



http://blogdocelsojardim.blogspot.com/2010/12/globo-disputa-3-lugar-na-audiencia-da.html

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O REPÓRTER-TODDYNHO DA FOLHA DE S.PAULO E O CASO DA “CABELEIREIRA DA DILMA”


No último dia 10 de novembro, a advogada gaúcha Márcia Westphalen teve sua nomeação para o cargo Especial de Transição Governamental publicada no Diário Oficial da União.
Na tarde daquele mesmo dia, Márcia recebe telefonema do repórter Breno Costa, do auto-denominado jornal Folha de S.Paulo. “Ele queria saber se eu havia trabalhado como cabeleireira, pois havia feito uma busca no Google, com meu nome, e encontrou essa informação”. O jornalista quis saber, também, como ela havia sido nomeada e qual seria o seu cargo.
Eis o relato de Márcia Westphalen: “Pacientemente, expliquei que havia trabalhado em um salão durante um período curto, que não chegava a cinco meses, em uma época de crise financeira, mas que aquela nunca foi minha atividade principal. Disse que era formada em Direito pela PUC-RS, que tinha inscrição na OAB, que falava quatro idiomas, e que no período em que trabalhei no salão eu me ocupava mais com produção para desfiles, marcas e modelos do que com atendimento direto a pessoas físicas. Falei que havia trabalhado em diversas empresas, sempre com cargos que envolviam confiança, e que qualquer dos meu ex-empregadores poderia atestar. Contei ainda que havia morado na Inglaterra e na Argentina, sempre trabalhando. Disse que ele estava mal informado, pois no Governo de Transição não havia cargos, somente uma escala de nomeação que vai do número I ao V ou VI, não sabia bem, conforme ele poderia verificar no Diário Oficial, e que trabalharia na função de secretária executiva”.

Márcia Westphalen informou ainda que já havia trabalhado na coordenação de campanha de Dilma Rousseff, no escritório político, e que lá exercia a função de secretária/assistente do coordenador administrativo, e que, por isso, havia sido selecionada para o Governo de Transição. “Ele perguntou como eu havia entrado lá. Contei que foi por análise de currículo. Fui, pedi, fiz entrevista e fui contratada. Assim. Ele falou que só estava verificando, que eu não me preocupasse. Mas eu já tinha sentido a maldade...”

Segue o relato: “Logo depois, começo a telefonar para meus contatos, pois me ocorrera o seguinte: como ele tinha o número do meu celular de Porto Alegre, sendo que eu trabalhava aqui na Transição, que tem Assessoria de Imprensa e tudo?

Descubro que ele havia ligado para o XXXXXX, meu último empregador antes da campanha, uma produtora, fazendo-se passar por amigo meu, dizendo que sentia saudades de mim e pedindo o meu celular. O pessoal de lá, sempre ocupado, diz que não tem em mãos o meu número, mas que passaria o telefone da XXXXXX, que era minha amiga e que o teria, com certeza. Descubro que ele havia telefonado para ela da mesma forma baixa e anônima. E que ele mentira novamente. Falou que morria de saudades de mim, que queria saber como andava minha vida, como eu estava aqui em Brasília, se ainda cortava cabelos... A XXXXX, pessoa de boa-fé, disse que eu estava bem, que não trabalhava mais com cabelos, que estava superfeliz aqui etc. Não sei o que mais ela falou, mas sei que caiu na lábia dele, porque até achou que era algum ex-namorado meu... Quando eu falei para ela que aquele sujeito era um jornalista da Folha de S.Paulo, e que senti a maldade dele, ela queria morrer...”

No dia seguinte, uma nova versão da vida de Márcia Westphalen aparece estampada na Folha de S.Paulo, assinada por…Breno Costa. Em poucas horas, como um rastilho de pólvora, a "notícia" abaixo já está alastrada em emissoras de rádio, portais de internet e blogs limpinhos.
O governo vai pagar mais de R$ 6.800 para uma cabeleireira gaúcha trabalhar como secretária na equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff.

Márcia Westphalen é uma das 13 pessoas nomeadas ontem para compor o governo de transição de Dilma Rousseff, até a posse da nova presidente.

Até 2009, ela trabalhava como cabeleireira num salão de beleza em Porto Alegre. Manteve até ontem à tarde no ar um blog sobre "cabelos, tendências e dicas de visual". O blog saiu do ar após a Folha entrar em contato com o governo de transição.

No blog, se apresentava dizendo já ter morado em "vários países" e trabalhado "em salões de diversos estilos". Afirmava ainda que, "por ideologia, não faço alisamento, escovas progressivas ou qualquer outro processo agressivo".

Segundo o governo de transição, Westphalen é formada em direito e foi selecionada por análise de currículo pela campanha de Dilma, quando passou a atuar, de acordo com a assessoria, como secretária trilíngue.

À Folha Westphalen informou outra função. Também disse que foi selecionada por análise de currículo, mas que trabalhou na área de "apoio de produção", auxiliando na organização de eventos da campanha de Dilma.

Sobre seu papel no governo de transição, disse que ainda não sabia qual seria sua função, mas negou que fosse trabalhar como cabeleireira.

Para saber quem republicou, acriticamente, a patifaria do desmunhecado funcionário de Otávio Frias Filho, clique aqui, ou aqui, ou aqui, ou aqui.

Para visitar o Talking Hair – novo blog de Márcia Westphalen – e conhecer a repercussão que o episódio teve na chamada imprensa gaúcha, clique aqui.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Quem pagou as contas da campanha de Jatene?

BLOG ANANINDEUA DEBATES




Nova Espada de Dêmocles

O governador Simão Jatene vai passar de novo seu próximo mandato sob uma espada de Dêmocles.
Desta vez, aliás, duas. Além do processo que se arrasta há anos, por causa da transferência de recursos a municípios no período vedado pela lei eleitoral, agora são as doações da campanha eleitoral deste ano que serão alvo, já, já, de novo processo pedindo sua cassação e inelegibilidade.
É aquela velha história: em sociedade tudo se sabe. E Belém é uma cidade, digamos, de muros baixos e línguas compridas.
Daí que já chegou aos ouvidos antenados do PT parauara – e vai virar denúncia ao Ministério Público Federal Eleitoral - que dois terços do dinheiro arrecadado vieram de empresas sediadas em São Paulo e Minas Gerais, nenhuma delas com atuação direta no Pará mas todas com um denominador comum: a Vale, da qual são prestadoras de serviço e fornecedoras.
Para complicar ainda mais as contas tucanas, dois hospitais que recebem recursos do SUS contribuíram única e generosamente para a campanha de Jatene.
O detalhe que chamou atenção: ambos são de Minas Gerais, criados no mesmo mês e ano e só com um dia de diferença.
E só ajudaram Jatene, em todo o País.

O otimismo do brasileiro bomba! Bye bye Serra 2014 !


Neste Natal, a 25 de Março vai ficar pequena

Extraído do site do Ipea, Insituto de Pesquisa Econômica Aplicada:

Cresce otimismo do brasileiro sobre a economia do País
Informação é do IEF, indicador do Ipea que reflete a expectativa das famílias brasileiras para a economia

Os brasileiros estão mais otimistas em relação à situação socioeconômica do País. O Índice de Expectativas das Famílias (IEF) de novembro cresceu 3,5% em relação ao do mês anterior. A quarta edição do IEF será lançada pelo Ipea na segunda-feira, 6 de dezembro, às 14h30, na sede do Instituto em Brasília (SBS, quadra 1, bloco J, edifício Bndes/Ipea, auditório do subsolo).

O indicador também mostra que a região mais otimista continua sendo o Centro-Oeste, seguido pelo Sul. O Sudeste saiu da condição de região menos otimista e subiu do quinto para o terceiro lugar, seguido pelo Nordeste. O Norte passou à quinta posição, de menor otimismo entre as regiões.

Hélio Luz: "O Estado criou estes caras"


Hélio Luz: “O Estado criou estes caras”

Dica do leitor Fábio Passos

Hélio Luz, radicado em Porto Alegre, sua cidade natal e onde residem familiares, o ex-chefe da Polícia do Rio de Janeiro (de 1995 a 1997, durante o governo de Marcello Alencar) acompanha com interesse a situação lá.
Delegado aposentado, Luz dirigia a Polícia Civil do Rio quando agentes prenderam o traficante Marcio Nepomucemo, o Marcinho VP, apontado como um dos líderes do tráfico no Complexo do Alemão – para onde fugiram bandidos armados expulsos da Vila Cruzeiro, na última quinta-feira.

A entrevista para o Zero Hora é de Carlos Etchichury; foi publicada em 28 de novembro de 2010.

A imagem de jovens esfarrapados, armados com fuzis, escopetas, metralhadoras e pistolas, não surpreende Hélio Luz.

– O Estado nunca teve uma política de segurança de médio ou longo prazo. O Estado sempre atuou com uma política de segurança imediata – diz.
Eis a entrevista.

Zero Hora — Como funciona o comando do tráfico no Complexo do Alemão?

Hélio Luz – Ele é diferente das demais favelas. É preciso voltar no tempo. Um dos fundadores do Comando Vermelho (CV), Rogério Lemgruber, o Bagulhão, foi preso na Ilha Grande, na época da ditadura, e conviveu com presos políticos.

Zero Hora — Qual a influência da convivência com os presos políticos?

Hélio Luz — Quando ele saiu da Ilha Grande, começou a se organizar e se juntou com outros líderes. Um deles era o Orlando Jogador, que era do Complexo do Alemão. O Comando Vermelho começou a tomar o espaço de outras favelas, mudando a relação com a comunidade. O pessoal que assumia não tinha respeito com a população, porque era de outra área. O Orlando Jogador cresceu naquela área até ser morto, em 1994. Em seu lugar, assumiu o Marcinho Nepomucemo, o Marcinho VP (Vila da Penha), que era o braço direito do Orlando. Ele era da comunidade, e isso fez toda diferença (mesmo preso, Marcinho VP continua dominando o Complexo do Alemão).

Zero Hora — As imagens da Rede Globo o surpreendem?

Hélio Luz – É uma situação antiga. Esta formação não foi feita em dois anos, cinco anos. Ela foi feita ao longo de 30 anos. Eles conseguem se sustentar no Complexo do Alemão, diferentemente de outras áreas, porque são de lá. Eles conhecem bem o terreno e a comunidade. Mas eles não constituem exército, milícia, coisa nenhuma. É um bando de garotos que não têm nada na cabeça. O fato de eles fugirem juntos supõe algum nível de organização de enfrentamento. Mas não têm.

Zero Hora — Qual foi o momento em que o Estado perdeu o controle da situação?

Hélio Luz – O Estado nunca teve uma política de segurança de longo prazo. Nem de médio prazo. O Estado sempre operou com política de segurança de resultados. Há duas causas para o que nós estamos vendo. Uma, mais remota, e mais grave, que é a questão social. Outra, mais próxima, é restrita à área de segurança.

Zero Hora — A impressão é de que se trata de um grupo organizado.

Hélio Luz -- Quando ocorre esta ação espetacular, você pensa que o Estado venceu e que nós estamos derrotando um inimigo. Mas eles não são inimigos do Estado, eles são integrantes do Estado, mas foram marginalizados. O Estado criou estes caras. É produto direto do que nós fizemos. Num nível mais direto da segurança é resultado da corrupção das polícias do Rio.

Zero Hora — A polícia do Rio é corrupta, como mostrou os filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite II?

Hélio Luz -- É muito mais. Se fosse como o filme, seria ótimo. O grande problema é quantas vezes estes garotos foram presos e soltos? Foram para delegacia e liberados? Nem fichados são. Por quê? Porque tem acerto. Eles existem pela permissividade da polícia. Além disso, há questões de fundo. Eles prendem estes 200 que nós vimos fugindo, mas vão colocar aonde? E os outros, sei lá, 20 mil que têm no complexo com a idade deles? Tem política para eles? Vai ser proporcionada uma vida decente para eles? Como será feita a manutenção da área ocupada?

Zero Hora — Qual a opinião do senhor sobre as UPPs?

Hélio Luz — É interessante. Eu não entendo por que colocam recrutas para montar UPPs. Eles dizem que, na média, são uns 200 recrutas com um oficial. Nas 14 UPPs, dá algo em torno de 2,8 mil recrutas, 3 mil recrutas. Então, 3 mil recrutas estão resolvendo a situação da criminalidade no Rio? Tem um contingente de 40 mil policiais, mais 10 mil na Polícia Civil, que não resolveram o problema da criminalidade. É isso que estão dizendo? Se é isso, estão confirmando que o problema é corrupção.

Zero Hora — Qual a solução para o Rio?
Hélio Luz – É desconcentração de renda. Quem tem de dar palpite sobre a segurança no Rio é aquele professor de Pernambuco, o Mozart Neves (ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, integrante do movimento Educação para Todos). O negócio é educação. Não tem saída.

Zero Hora — O senhor já participou de grandes operações no Complexo do Alemão?

Hélio Luz -- Já participei de operações, mas não de grandes operações. Não precisa. Claro que agora, com essa situação, são necessárias mobilizações. Mas os principais vagabundos do Rio foram presos sem dar um tiro. Tu prende o cara no asfalto.

Zero Hora Esta é a situação mais crítica do Rio?

Hélio Luz -- Em 1994, havia 140 pessoas sequestradas no Rio. O problema era muito sério. Os empresários, na época, queriam sair do Rio. Eles faziam seguro com empresas americanas para ter segurança na cidade. Foi um período de caos. Acabou o sequestro no Rio. Por que acabou? Porque a polícia antissequestro parou de sequestrar.

Gilmar não consegue calar a Carta Capital.


Na foto, Gilmar Mendes ao saber da decisão da Justiça

Saiu no blog Brasília, eu vi de Leandro Fortes a decisão da juíza Adriana Sachsida Garcia, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que julgou improcedente a ação do ex Supremo Presidente do Supremo Gilmar Mendes contra a revista Carta Capital e Leandro Fortes:
Jornalismo 1 x 0 Gilmar Mendes
Na edição de 8 de outubro de 2008 da CartaCapital, em uma reportagem de minha autoria intitulada “O empresário Gilmar Mendes”, revelei a ligação societária entre o então presidente do Supremo Tribunal Federal e o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Trata-se de uma escola de cursinhos de direito cujo prédio foi construído com dinheiro do Banco do Brasil sobre um terreno, localizado em área nobre de Brasília, praticamente doado (80% de desconto) a Mendes pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz.
O IDP, à época da matéria, havia fechado 2,4 milhões em contratos sem licitação com órgãos federais, tribunais e entidades da magistratura, volume de dinheiro que havia sido sensivelmente turbinado depois da ida de Mendes para o STF, por indicação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O corpo docente do IDP era formado, basicamente, por ministros de Estado e de tribunais superiores, desembargadores e advogados com interesses diretos em processos no Supremo, o que, por si só, já era passível de uma investigação jornalística decente.
O que, aliás, foi feito pela CartaCapital quando toda a imprensa restante, ou se calava, ou fazia as vontades do ministro em questão.
Foi a época da Operação Satiagraha, dos dois habeas corpus concedidos por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, em menos de 48 horas. Em seguida, a mídia encampou a farsa do grampo sem áudio, publicado pela revista Veja, que serviu para afastar da Agência Brasileira de Inteligência o delegado Paulo Lacerda, com o auxílio luxuoso do ministro da Defesa, Nelson Jobim, autor de uma falsa denúncia sobre existência de equipamentos secretos de escuta telefônica que teriam sido adquiridos pela Abin.

Naqueles tempos duros, fazer uma cobertura crítica da atuação de Gilmar Mendes no STF era uma tarefa quase suicida. Mesmo o governo federal, instado a não comprar briga com Mendes justo no momento em que o inquérito do chamado “mensalão” passava às barras do Supremo, manteve-se amedrontado. Emblema daquela circunstância foi a submissão do presidente Lula às idiossincrasias de Mendes, chamado pelo ministro “às falas” para responder pela inverossímil denúncia de espionagem no STF. CartaCapital e este repórter, por revelarem as atividades comerciais paralelas de Gilmar Mendes, acabaram processados pelo ministro, evidencie-se, dentro das regras democráticas e legais do Estado de direito.

Acusou-nos, Mendes, de termos elaborado a referida reportagem com o intuito de lhe “denegrir a imagem” e “macular sua credibilidade”. Alegou, ainda, que a leitura da reportagem atacava não somente a ele, mas serviria, ainda, para “desestimular alunos e entidades que buscam seu ensino”. Essa argumentação foi desmontada ainda antes da sentença, por este blog, no post que pode ser acessado aqui.

Em 26 de novembro de 2010, portanto, na semana passada, a juíza Adriana Sachsida Garcia, do Tribunal de Justiça de São Paulo, julgou improcedente a ação de Gilmar Mendes e extinguiu o processo contra mim e a CartaCapital. Dentre outras considerações, afirmou:
“As informações divulgadas são verídicas, de notório interesse público e escritas com estrito animus narrandi. A matéria publicada apenas suscita o debate sob o enfoque da ética, em relação à situação narrada pelo jornalista. Não restou configurado o dolo ou culpa, condição sine qua non para autorizar a condenação no pagamento de indenização. A população tem o direito de ser informada de forma completa e correta, motivo pelo qual esse direito deve sobrepor-se às garantias individuais, sob determinadas circunstâncias, como são as objeto de análise.”

Abaixo, alguns trechos da sentença proferida pela juíza Adriana Garcia. A decisão ainda é passível de recurso por parte da defesa do ministro Gilmar Mendes:

“(…) Desnecessária a colheita de outras provas, pois a matéria é eminentemente de direito e os fatos controversos vieram bem comprovados por documentos, de maneira que autorizado o julgamento antecipado, em conformidade com a regra do artigo 330, inciso I, do Código de Processo Civil. O pedido é improcedente.
(…) Ocorre que, a documentação trazida com a defesa revela que a situação exposta é verídica; o que, aliás, não foi negado pelo autor.”

“Considerado o modelo da reportagem e as palavras utilizadas, não vislumbro ofensa ao ordenamento jurídico, condição indispensável para a condenação no pagamento de indenização.”

“O tema exige cautela do julgador para que não incida na odiosa restrição das liberdades de informação e de expressão, as quais contêm o direito de criticar. Careceria de justa causa a notícia falsa ou imprudentemente divulgada, mas não a baseada em fatos reais e de manifesto interesse público.”

“Insta aqui destacar que a reportagem de fato assevera não haver ilegalidade no proceder do autor ou de qualquer das pessoas físicas mencionadas, tanto que eminentes juristas foram entrevistados para emitir opinião técnica sobre a participação de magistrados em sociedades empresariais e restou registrada a controvérsia existente sobre o tema.”

“Não se considera ‘caviloso’ o texto do jornalista porque não criou fatos ou incluiu inverdades, nem omitiu dados importantes ao bom entendimento da notícia. De fato, já na inicial, o autor reconhece que o Ministro Gilmar Mendes é sócio da empresa e detém uma terça parte das quotas sociais.
(…) Bem assim, a inicial admite a realização de contratos com vários órgãos do Poder Público no âmbito federal, com dispensa de licitação, por inexigibilidade.”

“Ainda, o autor relata que possui corpo discente de alto gabarito, ilustrado por figuras ocupantes do alto escalão dos diferentes Poderes da República. E se os fatos não são mentirosos, não vejo fundamento jurídico para coibir o livre exercício do questionamento e da crítica pela imprensa.”

“A reportagem impugnada consubstancia regular exercício de direito, consubstanciado em crítica jornalística própria dos regimes democráticos. A doutrina e a jurisprudência concordam que, pelo menos para efeito de responsabilidade civil, a licitude da matéria jornalística decorre do interesse público, da veracidade e pertinência de seu conteúdo.”

“E, finalmente, também o conteúdo é pertinente – não obstante a crítica inserida – havendo articulação lógica entre o conteúdo narrado e as conclusões expostas. A relevância dos fatos narrados foi apresentada de modo adequado em relação ao contexto dos fatos noticiados. A documentação acostada pela defesa demonstra que foi apurada a procedência dos fatos narrados, de modo a neutralizar a alegação de que houve divulgação precipitada e indevida de fatos aptos a arruinar a reputação das pessoas citadas.”

“Não se pode cogitar de verdadeira liberdade de informação e expressão sem a possibilidade da crítica, a possibilidade de emitir juízo de valor – favorável ou não – em relação a determinado comportamento.”

“Reconhecer ilicitude, sem provas sobre animus injuriandi ou animus nocendi, constitui, pelo peso da indenização por dano moral, restrição que se aproxima da censura”

“Condeno o autor no pagamento das verbas oriundas de sua sucumbência, com honorária que fixo em R$ 5.000,00 para cada um dos co-réus, atualizados monetariamente a partir da data desta sentença pelos índices da Tabela Prática editada pelo Egrégio Tribunal de Justiça deste Estado, nos termos do que preceitua o artigo 20, § 4º, do mesmo Código de Processo Civil. Transcorrido o prazo para recurso, ou processado o que houver, diligencie a serventia o arquivamento dos autos, observadas as formalidades legais e cautelas de praxe.
P.R.I. São Paulo, 26 de novembro de 2010.
Adriana Sachsida Garcia Juíza de Direito”
Aqui, a íntegra da sentença.

Lula é aplaudido de pé por chefes de estados íbero-americanos.


Durante a 20ª Cúpula Ibero-Americana, realizada na cidade argentina de Mar de Plata, ao ser homenageado pela anfitriã do encontro - a presidente Cristina Kirchner - o presidente Lula foi aplaudido de pé pelos outros líderes, como o rei da Espanha, Juan Carlos, e os presidentes do Peru, Alan García, e do Equador, Rafael Correa.
Foi sua despedida das reuniões internacionais, e o presidente improvisou em seu discurso e se emocionou:
“Não sou bom de despedidas, mas construí com vocês uma coisa nova na América Latina. Já não somos tratados como menores. Não vemos mais as pessoas brigarem por um trabalhador sem diploma universitário ter sido eleito no Brasil. Já não vemos mais brigas porque um índio foi eleito na Bolívia.......
Eu sou um político latino-americano, não vou deixar a política. Vou ter mais tempo para viajar, quero discutir política e os partidos”, afirmou Lula, com olhos marejados.
“Me esperem”, completou, ao dizer que vai continuar viajando pela América Latina.
Lula afirmou ainda que as mulheres também passaram a ocupar, nos últimos tempos, maior espaço no mundo da política, numa referencia à presidente argentina e a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff.
“Os homens que se cuidem porque as mulheres estão ocupando cada vez mais espaços. Logo, logo, os homens serão minoria aqui nessa mesa.
”Torturador“
Dilma é uma mulher que foi militante de esquerda, que foi acusada de guerrilheira, que ficou presa três anos e meio e foi torturada. O que me dá orgulho é saber que agora o torturador dela, se estiver vivo, estará sofrendo mais do que ela, sem que ela tenha feito nada para ele sofrer. É apenas o remorso de quem torturou uma jovem que queria democracia no Brasil”, afirmou o presidente.
No discurso, improvisado, Lula afirmou que a democracia na região está consolidada, mas é preciso estar alertas para que sejam evitadas crises como a que o Equador viveu recentemente.
Na ocasião, o presidente Rafael Correa disse ter sido alvo de uma tentativa de golpe liderada por policiais.
“Em 2005 eu fui vitima da mais sórdida campanha. O objetivo era enfraquecer o governo, para provar que um trabalhador não podia governar”, afirmou.
Ao falar sobre o ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner (que morreu em outubro), Lula disse que “o corpo vai, mas as idéias ficam”.
Lula disse que o Brasil vai continuar no mesmo caminho da política externa de maior integração com os países da América Latina. E agradeceu “do fundo do coração a todos os companheiros e companheiras” porque aprendeu muito.
Na homenagem a Lula, Cristina disse que ele “nunca deixará a política” e que ele é um homem de convicções. Cristina lhe entregou uma réplica em ferro de uma foto de Lula e de Kirchner abraçados. (Com informações da BBC Brasil)


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Globo patina na audiência e o Casseta vai pro lixo.


Uma notinha publicada hoje na coluna "Outro Canal" mostra que a Globo anda patinando na audiência...A Globo fechou novembro com uma das piores médias de audiência/dia em São Paulo de sua história: 15,8 pontos, uma queda de 4% com relação a novembro de 2009, que marcou 16,4 pontos. A Record, no período, pulou de 6,7 pontos (2009) para 7,9. Ficou 3 pontos acima do SBT, que caiu de 5,6 para 5 pontos.

Menos lixo na TV

Uma boa notícia para quem já não aguentava mais as piadas sem graça do Casseta & Planeta, que era um programa supostamente humorístico exibido pela Rede Globo, mas que descambou para a grosseiria e falta de respeito, com o Presidente Lula, e políticos da base aliada do Presidente

A Globo confirmou que em dezembro irá ao ar o último programa Casseta e Planeta. Portanto o Casseta e Planeta chega ao fim. E já vai tarde. Fala a verdade


Quem são os traíras que votaram contra a Petrobrás.


Itagiba, Gabeira e Rodrigo Maia, os melhores amigos do Cerra

Por 204 votos a favor, 66 contra, 2 abstenções e 3 obstruções, os deputados aprovaram na noite desta quarta-feira (1º) o projeto do marco regulatório do pré-sal, que institui o modelo de partilha e cria o Fundo Social.

Os 71 traidores (66 contra + 2 abstenções + 3 obstrução) votaram contra o povo brasileiro ficar com uma parcela maior da riqueza, e entregá-las para os estrangeiros. Por isso o voto dele significa que foi um voto de lesa-pátria e de lesar o povo brasileiro.

Tucanos e DEMos são os partidos mais traidores do Brasil:
PSDB: 94% de traição (34 do contra e 2 a favor)
DEMOS: 92% de traição (22 do contra e 2 a favor)
PR: 33% de traição (7 do contra e 14 a favor)
PPS: 25% de traição (1 do contra e 3 a favor)
PV: 13% de traição (1 do contra * Gabeira, e 7 a favor)
PDT: 13% de traição (2 do contra e 13 a favor)
PSB: 11% de traição (2 do contra e 16 a favor)
PMDB: 3% de traição (1 do contra * Raul Henry, e 37 a favor)
PTC: só um deputado presente (Paes de Lira/SP) e fez obstrução.

PCdoB, PHS, PMN, PP, PRB, PSC, PSOL, PT, PTB só tiveram votos a favor, nenhuma traição.
O levantamento não levou em conta os deputados faltosos, computando apenas os que compareceram à sessão.

Relação dos deputados traíras:
AMAPÁ:
Lucenira Pimentel /PR/AP
BAHIA:
Fábio Souto /DEM/BA
Jorge Khoury /DEM/BA
José Carlos Aleluia /DEM/BA
João Almeida /PSDB/BA
Jutahy Junior /PSDB/BA
CEARÁ:
Raimundo Gomes de Matos /PSDB/CE
DISTRITO FEDERAL:
Jofran Frejat /PR/DF
ESPÍRITO SANTO:
Luiz Paulo Vellozo Lucas /PSDB/ES
Capitão Assumção /PSB/ES (Obstrução)
GOIÁS:
Sandro Mabel /PR/GO
João Campos /PSDB/GO
Leonardo Vilela /PSDB/GO
Professora Raquel Teixeira /PSDB/GO
MARANHÃO:
Davi Alves Silva Júnior /PR/MA
Pinto Itamaraty /PSDB/MA
MINAS GERAIS:
Marcos Montes /DEM/MG
Vitor Penido /DEM/MG
Ademir Camilo /PDT/MG
Júlio Delgado /PSB/MG
Eduardo Barbosa /PSDB/MG
Paulo Abi-Ackel /PSDB/MG
Rafael Guerra /PSDB/MG
Rodrigo de Castro /PSDB/MG
MATO GROSSO:
Wellington Fagundes /PR/MT
Thelma de Oliveira /PSDB/MT
PARÁ:
Lira Maia /DEM/PA
Lúcio Vale /PR/PA
Nilson Pinto /PSDB/PA
Zenaldo Coutinho /PSDB/PA
PARAÍBA:
Rômulo Gouveia /PSDB/PB
Major Fábio /DEM/PB (Obstrução)
PERNAMBUCO:
Raul Henry /PMDB/PE
Bruno Araújo /PSDB/PE
Bruno Rodrigues /PSDB/PE
PIAUÍ:
José Maia Filho /DEM/PI
Júlio Cesar /DEM/PI
PARANÁ:
Alceni Guerra /DEM/PR
Cassio Taniguchi /DEM/PR
Eduardo Sciarra /DEM/PR
Luiz Carlos Setim /DEM/PR
Alfredo Kaefer /PSDB/PR
Gustavo Fruet /PSDB/PR
Luiz Carlos Hauly /PSDB/PR
RIO DE JANEIRO:
Rodrigo Maia /DEM/RJ
Rogerio Lisboa /DEM/RJ
Andreia Zito /PSDB/RJ
Marcelo Itagiba /PSDB/RJ
Otavio Leite /PSDB/RJ
Fernando Gabeira /PV/RJ
RIO GRANDE DO NORTE:
Rogério Marinho /PSDB/RN
RORAIMA:
Francisco Rodrigues /DEM/RR
Sá /PR/RR
RIO GRANDE DO SUL:
Germano Bonow /DEM/RS
Cláudio Diaz /PSDB/RS
SANTA CATARINA:
Paulo Bornhausen /DEM/SC
Paulo Bauer /PSDB/SC
SERGIPE:
Albano Franco /PSDB/SE
Mendonça Prado /DEM/SE
Pedro Valadares /DEM/SE (Abstenção)
SÃO PAULO:
Walter Ihoshi /DEM/SP
William Woo /PPS/SP
Duarte Nogueira /PSDB/SP
Emanuel Fernandes /PSDB/SP
José C Stangarlini /PSDB/SP
Lobbe Neto /PSDB/SP
Silvio Torres /PSDB/SP
Vanderlei Macris /PSDB/SP
Fernando Chiarelli /PDT/SP (Abstenção)
Paes de Lira /PTC/SP (Obstrução)
TOCANTINS:
João Oliveira /DEM/TO
Para ver a votação completa (com os votos a favor), clique nos links:

Pela primeira vez, Lula admite: mensalão foi um Golpe.


Jefferson, mensageiro do Golpe

Clique aqui para ler no Globo:

Lula classifica de tentativa de golpe ação da oposição no mensalão
Chico de Gois

BRASÍLIA – Ao se despedir do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), na manhã desta quinta-feira, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu a participação dos conselheiros, lembrou que, quando o órgão foi criado, em 2003, foi acusado pelo Congresso de ameaçar os poderes do Legislativo, e comparou a ação da oposição em 2005, durante a crise do mensalão, como tentativa de golpe. Lula aproveitou a presença do vice-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para agradecer aprovação do modelo de partilha do pré-sal , nesta madrugada.

Ao agradecer a participação dos conselheiros, Lula destacou, sem citar nomes, aqueles que, em 2005, apesar do escândalo do mensalão, continuaram participando do órgão. Foi nesse momento que ele classificou o momento como tentativa de golpe.

- Sobretudo eu quero agradecer àqueles companheiros que eram do conselho que, no auge da crise de 2005, em que, eu nunca disse isso, mas naquela tentativa de golpe que se tentou dar no Brasil, vocês permaneceram no conselho – declarou.

- Vocês não desistiram do conselho. Vocês não misturaram o trabalho que estavam fazendo para o Brasil com a vinculação com o governo. Vocês conseguiram separar e isso foi extremamente importante para mim, que era presidente da República, mas, sobretudo, para o país. Vocês eram o lado sereno da sociedade, que não se permitia enganar com determinado tipo de discurso. Acho que fizemos a travessia extraordinária.
(…)





No fim do Governo, o presidente Lula se tornou mais explícito.Depois de oito anos de engolir em silêncio os sapos da Globo e do PiG (*), agora ele defende uma Ley de Medios – clique aqui para ler “Regulação não é censura”.
Depois de oito anos, o presidente Lula chama o Pig (*) de partido Golpista.A oposição e o PiG tentaram transformar o mensalão num instrumento para o Golpe.
Observe-se que o mensalão, como diz o Mino Carta, ainda está por provar.E o impeachment só não se deu porque a oposição adotou a “teoria do sangramento”.
A “teoria do sangramento” é uma sub-seção da “teoria da dependência” do Farol de Alexandria.
Consistiu no seguinte:Não dar o Golpe, mas fazer o Lula sangrar e deixar que ele chegasse à eleição moribundo.
Aí, FHC se elegeria e, nos braços do povo, seria coroado Rei.
Só por isso a oposição desistiu do Golpe.
É bem verdade que Lula ameaçou botar o povo na rua, clique aqui para ler, para preservar o mandato.
Se isso ia acontecer, são outros quinhentos.
A franqueza de fim de mandato do presidente Lulas poderia estender-se a alguns capítulos – poucos – cinzentos de seu Governo.
Um exemplo, por que ele se submeteu à chantagem do Daniel Dantas, o passador de bola apanhado no ato de passar bola, e concordou com a construção da P-36, a BrOi.
Por exemplo, um mistério profundo liga Lula a Gilmar Dantas (**) e Nelson Johnbim.Só um mistério profundo permite supor que Lula, de fato, considere Nelson Johnbim um bom ministro da Defesa da guerrilheira Dilma Roussef.
Clique aqui para ler “Uma mulher na Defesa, por que não?”.
Em tempo: o grande estadista Thomas Jefferson que concedeu a histórica entrevista à Renata Lo Prete, da Folha (***) foi quem denunciou o mensalão e agora já ameaçou: no governo Dilma vai jorrar sangue.
Em tempo 2: como se provará em breve, num encontro histórico com o corajoso ministro Joaquim Barbosa, Daniel Dantas é quem irrigava o Valerioduto no mensalão. Ele está em todas.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista (****) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (****) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(****) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

Troféu Jornlaista FULEIRO 2010.


Participe e vote no Concurso JORNALISTA FULEIRO 2010 – Troféu CARLOS LACERDA.
Muitos internautas solicitaram o acréscimo de mais nomes de jornalistas fuleiros de todo o Brasil. Lembre-se: vote no jornalista que faltou com a verdade, manipulou a informação, puxou o saco do patrão, mais conhecido como “chupa-ovo“, foi processado, caluniou, perseguiu o presidente Lula e a Dilma Rousseff, foi cabo eleitoral do Zé Pedágio, o mais parecido com o jornalista do passado, CARLOS LACERDA. O Blog da Dilma vai mandar confeccionar um TROFÉU e enviar para o jornalista ganhador no início de JANEIRO/2011.
Vote pelo blog ou envie pelo e-mail: blogdadilma13@gmail.com.

Veja a lista: Arnaldo Jabor, Augusto Nunes, Casal 20 do Jornal Nacional, Diogo Mainardi, Noblat, Eliane Cantanhêde, José Nêumanne Pinto, Miriam Leitão, Reinaldo Azevedo, Merval Pereira, Carlos Alberto Sardenberg, Cristina Lobo, Lucia Hippolito, Luiz Carlos Prates, Ali Kamel, Boris Casoy, Jamildo Melo(Pernambuco), Renato Machado, William Waack, Zileide Silva, Alexandre Garcia, Renata Vasconcelos, Dora Kramer, Jânio Vidal(Nordeste), Mônica Valdvogel, Cristiane Palejo e Themistócles de Castro e Silva.
(Jornal O Povo-Fortaleza).