quinta-feira, 7 de julho de 2011

A hipocrisia de Jatene: há 20 anos o IDESP preparou um "estudo de viabilidade" do Tapajós

Blog do Manuel Dutra



"Boa parte do sentimento [autonomista] da população da área [Oeste do Estado] decorre do abandono a que ficou relegada pelo governo sediado em Belém, não apenas pelo reduzido volume de obras públicas, como até mesmo por manipulação na devolução dos recursos a que os municípios da região têm direito na partilha tributária" (IDESP, Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social do Pará, órgão do governo do Estado)


Nos dias 21 a 23 de junho o governador do Pará, Simão Jatene, "instalou" seu governo em Santarém, onde recebeu muitas homenagens, incluindo a Medalha dos 350 Anos, no aniversário da cidade. Naqueles mesmos dias Jatene determinara a formação de uma comissão de técnicos de Belém com o objetivo de realizar mais um "estudo" de viabilidade sócio-econômica da região Oeste do Estado.


A própria realização desse "estudo" demonstra que o governo não conhece o interior do Pará, determinando, de afogadilho, um outro "estudo" com o claro objetivo de produzir um panfleto a ser usado durante a campanha do plebiscito, com certeza afirmando que o Oeste não tem estrutura para se tornar autônomo. E é justamente por causa dessa inexistência que o moivmento autonomista existe.


COISA VELHA


Em 1991, após a Constituinte na qual o Estado do Tapajós quase foi criado, instalando-se a seguir uma comissão no Congresso para tratar da questão territorial da Federação, o governo paraense mandou fazer um desses "estudos", que foi publicado na revista Estudos Paraenses, edição número 57, sob o título geral Cenários Sócio-Econômicos do Pará (1991-95).Num dos artigos dessa revista, o economista Sérgio Roberto Bacury de Lira escreveu:

"Boa parte do sentimento [autonomista] da população da área [oeste do Estado] decorre do abandono a que ficou relegada pelo governo sediado em Belém, não apenas pelo reduzido volume de obras públicas, como até mesmo por manipulação na devolução dos recursos a que os municípios da região têm direito na partilha tributária, situação que, mesmo se não for real, é utilizada pelos políticos locais para reforçar os sentimentos autonomistas".

O Idesp, naquela mesma publicação, acredita que a implementação de investimentos no Oeste poderia fazer reverter o sentimento separatista e “modificar a imagem do governo paraense” no Baixo Amazonas.


E acrescenta o autor:


"O mesmo conceito se aplicaria ao asfaltamento da Santarém-Cuiabá, com a diferença de que essa obra, no caso de separação do Tapajós, não traria qualquer benefício ao Pará. Ao contrário, enfraqueceria ainda mais a função de entreposto comercial que Belém ainda desempenha".

Assim se compreende as razões do eterno boicote dos sucessivos governos do Pará contra a conclusão da BR-163, no que são solidários aos tucanos e pelegos paulistas do porto de Santos. Abrir um importante porto de exportação no coração da Amazônia? Jamais...


A Amazônia está aí para continuar colônia das regiões dinâmicas do País.


Quanto ao abandono da região Oeste, como tão bem reconhece o governo em 1991, bem poderia constar agora desse novo "estudo" anunciado. Aquela verdade, reconhecida pelo governo há 20 anos, mudou?


domingo, 3 de julho de 2011

Dilma irá ao velório de Itamar, diz Hargreaves




Dilma deverá decretar luto oficial de sete dias e definir uma série de homenagens a Itamar




A presidenta Dilma Rousseff confirmou que participará do velório do ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS-MG), em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. Dilma telefonou na manhã de hoje para Henrique Hargreaves, ex-ministro da Casa Civil de Itamar e um dos melhores amigos do senador, informando que participará das despedidas ao ex-presidente.


Hargreaves disse à Agência Brasil que Dilma lamentou a morte de Itamar e afirmou que o admirava. Em seguida, o ex-ministro falou sobre sua relação com Itamar: “eu tinha uma relação mais do que de irmão com ele [Itamar Franco]. Fomos contemporâneos em Juiz de Fora, meu pai foi presidente da Câmara de Vereadores, quando o Itamar era o prefeito.”


Emocionado, Hargreaves tentou desfazer a imagem de polêmico pela qual ficou conhecido o ex-presidente. “O Itamar era de bom trato com todos. Só não podia era pisar no calo dele. Era muito sensível com as pessoas, principalmente aquelas mais humildes. Ele tinha como princípio ficar na dele.”


Com a voz embargada, Hargreaves disse que seu telefone não para de tocar. Ele contou que o senador Fernando Collor (PTB-AL), de quem Itamar foi vice-presidente e acabou assumindo o governo com o impeachment do presidente, em 1992, já telefonou e irá a Juiz de Fora. “O senador Collor disse que gostava muito de Itamar e confirmou que irá ao velório.”


Velório


A presidenta Dilma ofereceu à família do ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS-MG) o Palácio do Planalto para realização do velório. Segundo fontes da Presidência da República, Dilma telefonou para Henrique Hargreaves, que foi chefe da Casa Civil no governo Itamar Franco, oferecendo o palácio para que a família velasse o corpo do ex-presidente. Porém, Hargreaves informou que Itamar havia instruído a família para que seu corpo fosse velado em Juiz de Fora e cremado em Belo Horizonte.


Dilma deverá decretar luto oficial de sete dias e definir uma série de homenagens a Itamar. A Presidência da República prepara uma nota oficial em solidariedade à família do ex-presidente e lamentando a morte dele.


Edição: Nádia


Lula em Angola




Na quinta-feira, Lula visitou as obras de um grande programa habitacional do governo angolano chamado Programa de Realojamento das Populações (PRP). Foi na nova cidade do Kilamba Kiaxi, onde está em construção 20 mil apartamentos, 24 creches e jardins de infância, 9 escolas primárias e 8 secundárias, além estacionamento, pontos de ônibus e lojas.


Na sexta-feira, Lula almoçou com o presidente do país, José Eduardo dos Santos.


Depois fez uma palestra com o tema “Desenvolvimento do Brasil: um modelo possível para África”, dentro das comemorações do décimo aniversário do Centro de Estudos Estratégicos de Angola (CEEA).


Na palestra, Lula manifestou sua disposição em trabalhar para ajudar Angola na implementação de políticas de solidariedade e cooperação científica e tecnológica.


Ele defendeu a necessidade dos ministros angolanos e brasileiros efetuarem visitas recíprocas para troca de experiência e conhecerem melhor a realidade de cada país, visando parcerias mais amplas.


Defendeu também uma relação mais forte entre o Brasil e a África, considerando que o Brasil tem recursos e tecnologia para investir nos países africanos.


Lula estimou que Angola tem potencial humano e recursos naturais para tornar-se um país extraordinário, desde que combine programas de crescimento econômico com a política social.
Durante a palestra, Lula transmitiu a sua experiência primeiro como líder sindical e depois como presidente do Brasil, enfatizando os programas “Fome zero” e “Bolsa família” que permitiram tirar milhões de brasileiros da pobreza extrema e a diminuição da violência.


Na sexta-feira à noite, Lula retornou ao Brasil.


Segunda-feira, viaja para o Chile, onde foi convidado a participar das comemorações do bicentenário do Congresso chileno, em Valparaíso. Permanecerá até terça-feira no país, e se encontrará com o atual presidente Sebastián Piñera e também com o ex-presidente Ricardo Lagos. (Com informações da Angola Press)



Até a direita tem medo da doença de Chávez




A nossa imprensa costuma apresentar Hugo Chávez como um bronco, um desqualificado e, sobretudo, um ditado, embora ele tenha enfrentado – e vencido – uma dezena de eleições em seus 11 anos, quase 12 de poder.


Ele é de fato, a mais perfeita encarnação do que o elitismo costuma chamar de populista.


Não apenas fala com o povo, mas fala ao povo, de uma maneira que, longe de ser simplória, é marcada permanentemente por uma preocupação didática e histórica e continental.


É a ele, desde sua ascensão ao poder, em 99, antes mesmo de Lula, que se deve o fato de a América Latina ter voltado a ser uma peça no cenário geopolítico mundial, e isso é algo que todo raciocínio honesto, mesmo que não simpático a ele, precisa admitir.


E, de alguma forma, admite, mesmo quando se percebe uma imensa “torcida” midiática internacional para que seu estado de saúde se agrave e ele seja forçado a deixar o cenário político-eleitoral do país.


Torcida, é verdade, também cheia de medo. Os efeitos do drama pessoal que vive o presidente venezuelano podem enfraquece-lo, fisicamente, mas o ampliam politicamente.


Porque ele tornou-se uma referência para os venezuelanos – tanto para os que o apoiam quanto para os que o combatem, mas também para os que, sem uma atitude ou outra, perceberam que seu país passou a existir como algo além de uma grande jazida petrolífera.

E para a América Latina, porque provou que é possível sobreviver ao confronto com a grande potência, meio século depois de Cuba ter sido a pioneira sobrevivente.


Mesmo que – e isso parece improvável, hoje – a doença o fragilize para o embate eleitoral de 2012, quando buscará a reeleição, restaria à oposição ter vencido um homem abalado por um mal que não é político, mas humano.


Mas o que parece vir de agora por diante é diferente. O Chávez enfraquecido fisicamente pelas cirurgias que enfrentou e o tratamento que enfrentará não se enfraquecerá politicamente po isso, ao contrário.


As limitações físicas só aumentam sua percepção como símbolo, como o sol do poente aumenta a sombra que alguém projeta. E se Chávez vencer esta batalha médica, irá mais forte do que estava para a batalha eleitoral.


Um hacker que abala a república



Polícia Federal tenta enquadrar jovem da periferia de Brasília que invadiu os computadores da presidente, copiou 25 mil e-mails do ex-ministro José Dirceu e tentou vender as informações sigilosas para a oposição



O HACKER E O POLÍTICO


Douglas (acima) teria mostrado emails de figurões da República para opresidente do DEM do DF, Alberto Fraga (abaixo), que manteve o crime sob sigilo.


Na sexta-feira 1º, o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, determinou uma missão a ser cumprida rapidamente pela Polícia Federal: apurar detalhes de como agiu e enquadrar criminalmente um hacker que tem deixado figurões da República em estado de alerta e também punir seus eventuais cúmplices.


A última vítima das bisbilhotices eletrônicas do rapaz que se identifica como Douglas, diz morar em Taguatinga – cidade satélite de Brasília –, e que nos últimos dias vinha se gabando por ter invadido o computador da presidente Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral do ano passado, é o ex-ministro José Dirceu.


Segundo o colunista Guilherme Barros, do portal IG, 25 mil e-mails de Dirceu foram acessados e copiados pelo hacker. O ex-ministro descobriu que fora alvo da invasão na segunda-feira 27. “Eram 9 horas quando liguei o computador e o acesso ao correio eletrônico estava bloqueado”, disse o ex-ministro. “Liguei para o UOL (provedor) e soube que alguém havia usado meu CPF, meu RG e meu endereço e com isso alterou a senha e passou a ter acesso a todas as minhas mensagens”.


Segundo Dirceu, os técnicos do provedor lhe informaram que a invasão ocorreu às 2h09 da segunda-feira 27 e durou cerca de sete horas. “Quando solicitei o número do telefone e o IP do computador de quem invadiu o sistema, me disseram que essa informação só pode ser fornecida com autorização judicial”, reclama o ex-ministro, que já escalou um grupo de advogados para tratar do caso.


Na sexta-feira 1º, a direção do UOL informou que está fazendo investigações internas e que não iria se manifestar. “Ainda bem que em meus e-mails não há nada que não possa ser público”, afirmou o ex-ministro, ainda sem saber que essa não fora a primeira invasão feita em seus computadores.



VÍTIMAS

A presidente Dilma

e o ex-ministro Dirceu:computadores invadidos e correspondência violada

Já se sabe que o hacker procurou o ex-deputado Alberto Fraga, presidente do DEM do Distrito Federal, para vender sua muamba por R$ 300 mil.


Antes, ele teria procurado líderes do PSDB e oferecido o material por um valor superior. O relato que Fraga faz do episódio é uma verdadeira aula de como figuras públicas são capazes de acobertar crimes, quando acreditam que podem se beneficiar deles. Fraga admitiu a ISTOÉ que recebeu e gravou telefonema do hacker no dia 9 de junho.


O rapaz dizia ter cópias de e-mails comprometedores de figuras públicas. Qual a reação do líder partidário? Ao contrário do que se poderia esperar de um cidadão de bem, Fraga admite que gostou da história. “Venha até aqui”, respondeu ao rapaz.


De fato, no dia 13, se encontrou com o vigarista na sede do Democratas, no Setor Comercial Sul, de Brasília. “Tenho e-mail da presidente Dilma.


São uns 600”, disse Douglas, conforme o relato de Fraga. Então, o ex-deputado se empertiga e relata a razão de ter recusado a muamba: faltava-lhe imunidade para o crime. “Se eu tivesse mandato, faria a República tremer”, gaba-se Fraga, que diz ter lido algumas cópias dos e-mails de Dilma. “Mas, sem mandato, não vou entrar nessa canoa”.


Mesmo assim, sem proteção assegurada, Fraga torna-se parceiro do crime. Ele contou para ISTOÉ, sem pedir sigilo, que “o mais grave” material do botim do hacker era um email enviado por Dilma para o presidente de um banco privado, que estava prestes a divulgar o resultado de uma pesquisa de opinião às vésperas da eleição. A então candidata, segundo Fraga, teria “evidenciado” que seria interessante se ela aparecesse na frente das pesquisas. “Se isso viesse à tona na época das eleições, seria desastroso para eles”, suspira do líder do DEM.

Além das mensagens da presidente, Fraga admite ter lido 12 e-mails de um total de 2.986 copiados do correio eletrônico de José Dirceu até aquele dia. Hoje ele até se encoraja a dar vazão à chantagem, tornando-se, de certo modo, um cúmplice dela: “Alguns dos e-mails do Zé Dirceu eram dirigidos ao ex-ministro Antônio Palocci e tratavam sobre tráfico de influência, valor de ações da Telebrás e palestras”, diz ele.


Depois, sem qualquer resquício de lógica, o ex-deputado procura se diferenciar: “Nós e o PSDB não aceitamos os e-mails porque não fazemos política como os aloprados”. Ao final, porém, Fraga admite que acabou incentivando o crime: “Perguntei se ele tinha documentos recentes e ele respondeu que, se eu quisesse, poderia entrar a qualquer momento no computador da presidente”. A resposta de Fraga ao hacker foi mais um exemplo acabado de dissimulação, segundo seu próprio relato: “No meu gabinete, não!”, exclamou.


A gravação em poder do presidente do DEM do DF é uma prova concreta para que a PF cumpra sua missão. “Va­mos abrir inquérito, requisitar essa gravação que já poderia ter sido entregue à PF e enquadrar criminalmente todos os envolvidos”, afirmou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na sexta-feira 1º. Revista Isto É

Por Helena

Dilma age com a energia. Já a Veja…



Desta vez, a Presidenta agiu rápido e firme.


Não deixou “esquentar” a denúncia da Veja sobre possíveis atos de corrupção no Ministério dos Transportes.


Determinou que o Ministro Alfredo Nascimento afaste todo o segundo escalão até que tudo seja esclarecido.


Em memória do ex-presidente Itamar Franco, recorde-se que ele fez o mesmo com o sr. Henrique Hargreaves, depois reintegrado pela inconsistência das denúncias.


Aliás, a atitude da presidenta não foi motivada pelas denúncias da revista, o que fica claro na matéria publicada no site da própria Veja, dizendo que:


“No último dia 24 (de junho, portanto), a presidente Dilma Rousseff se reuniu com integrantes da cúpula do Ministério dos Transportes no Palácio do Planalto. Ao lado das ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Miriam Belchior (Planejamento), ela reclamou dos aumentos sucessivos dos custos das obras em rodovias e ferrovias, criticou o descontrole nos aditivos realizados em contratos firmados com empreiteiras e mandou suspender o início de novos projetos. Dilma disse que o Ministério dos Transportes está sem controle, que as obras estão com os preços “inflados” e anunciou uma intervenção na pasta comandada pelo PR — que cobra 4% de propina das empresas prestadoras de serviços.”


(…) Com planilhas e documentos sobre a mesa, Dilma elevou o tom no encontro com representantes da pasta: “O Ministério dos Transportes está descontrolado”. A presidente chamou de “abusiva”, por exemplo, a elevação do orçamento de obras em ferrovias, que passou de 11,9 bilhões de reais, em março de 2010, para 16,4 bilhões neste mês — salto de 38% em pouco mais de um ano. Dilma também se irritou em especial com a Valec, estatal que cuida da malha ferroviária, e com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pelas rodovias.


O secretário-executivo do ministério, Paulo Sérgio Passos, o diretor-geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, e o diretor de Engenharia da Valec, Luiz Carlos Machado de Oliveira também estavam na reunião em que Dilma mais falou do que ouviu.


“Vocês ficam insuflando o valor das obras. Não há orçamento fiscal que resista aos aumentos propostos pelo Ministério dos Transportes. Eu teria de dobrar a carga tributária do país para dar conta”, disse Dilma, quando a reunião caminhava para o fim. Ela deu o diagnóstico: “Vocês precisam de babá. E terão três a partir de agora: a Míriam, a Gleisi e eu”.


Agora, procedentes ou não as denúncias, a Veja mostra que tudo ali é armado. O título da matéria, no site, é “Oposição exige postura mais firme de Dilma contra PR” . Eles já leram a revista? Nem precisa, leia só o primeiro parágrafo:


“Senadores democratas e tucanos exigiram nesta segunda-feira uma postura mais firme da presidente Dilma Rousseff diante de denúncias de corrupção envolvendo o Ministério dos Transportes, comandado pelo PR. Reportagem de VEJA desta semana revela um esquema de pagamento de propina para caciques do PR, Partido da República, em troca de contratos de obras”.


Uai, a revista não foi publicada de ontem para hoje? “Nesta segunda-feira”? Hoje é sábado. Foi segunda passada ou é depois de amanhã? Se foi na passada, exigiram a quem, à Veja? É estranho que exigissem “mais” se ainda não tinha sido, publicamente, nada até então. Se é a próxima, a Veja já se adianta por eles? Aí é mais crível, até porque a Veja fala o que a oposição fala e vice-versa.


Ação da Telebras tem forte alta após anúncios do PNBL




No dia seguinte ao anúncio dos contratos da Telebrás para operação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), as ações da companhia disparavam cerca de 40% nesta sexta-feira.Às 12h19, as ações preferenciais da estatal reativada pelo governo eram negociadas a R$ 8,20, salto de 40,6%, com forte volume de negócios. As ações não são negociadas no Ibovespa, principal índice das ações brasileiras, que ganhava 1,15% no mesmo horário.


“O mercado gostou do acordo com as operadoras para ampliar o uso da banda larga (no país)”, disse Rosângela Ribeiro, analista da corretora SLW. Outro analista do setor, que preferiu não se identificar, concordou que a assinatura dos planos pode ter impacto positivo sobre os papéis, mas acrescentou que as ações da Telebrás ainda são “muito especulativas”, já que empresa “está começando as atividades agora”.


As operadoras Oi , Telefônica , CTBC e Sercomtel também vão participar do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), afirmou na quinta-feira o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. O ministro disse que a meta do PNBL é disponibilizar o serviço nacionalmente até 2014. O custo mensal do serviço será de R$ 35 por uma velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps). As empresas têm até 90 dias para começar a oferecer o produto de banda larga popular.


Pelo PNBL, a Telebrás planeja construir uma ampla rede de fibra ótica em todo o Brasil para fornecer infraestrutura de banda larga a provedores de internet e operadoras de telefonia. No começo de junho, a Telebrás assinou seu primeiro contrato de banda larga dentro do PNBL, com o provedor local de acesso Sadnet, em Santo Antônio do Descoberto (GO).


Por Helena



Elitismo revestido de “meritocracia”




Obrigado a ficar andando de carro, hoje de manhã, ouvi a pancadaria que recebeu a UFRJ na rádio CBN por ter aderido ao ENEM como forma de seleção exclusiva para o ingresso na mais antigas e uma das mais prestigiosas universidades brasileiras.
Lucia Hippólito e o comentarista Sérgio Besserman Viana – ex-presidente do IBGE no Governo FHC, dirigente nacional do PSDB – disseram que isso era um “nivelamento por baixo”, algo como a destruição do mérito e da qualidade acadêmica, porque não se faria uma seleção “específica” para o nível e as pretensões de uma instituição do padrão da UFRJ.


Não, não é. E Sergio Bessermann é, pessoalmente, prova de que isso não é verdade, a não ser que não considere a si mesmo como exemplo de aluno que não merecia ter sido aprovado. Ele passou no vestibular da UFRJ no mesmo ano em que eu. Ambos sabemos que fomos selecionados num exame igualmente geral – o então Cesgranrio – que servia de porta de entrada a quase todas as universidades e faculdades do Rio de Janeiro. Exatamente como é o Enem.


O único problema de Besserman com a UFRJ foi vocacional, não de qualidade intelectual, tanto que a deixou para fazer História e, depois, Economia na PUC.


O Cesgranrio tinha deficiências graves. Mas, no geral, passar para um “federal” não era então e não é hoje coisa que aconteça com quem está despreparado. Os pais de adolescentes – e eles, mais do que ninguém – sabem disso, perfeitamente.


Não é o caso de discutir se, do ponto de vista acadêmico, uma universidade pode ou deve ter seleções específicas. Esta é uma longa e profunda discussão. Mas, mesmo que considere assim, igualmente deve usar o Enem como pré-seleção, porque o gigantismo dos vestibulares das universidades públicas tornou-se um processo monstruoso de distorção, em vários aspectos.


Primeiro, das funções da Universidade. Preparar e realizar exames simultâneos para cem mil ou mais vestibulandos, com os requisitos de qualidade e segurança que isso impõe, na aplicação das provas e em sua correção acabou se tornando uma das principais preocupações da academia. E é caríssimo.


Daí, vem o segundo problema. O aluno que faz prova para a UFRJ, faz outra prova para a UFF (em Niterói), outra para a UERJ (estadual) e, em certos cursos, também para a Unirio (federal) e a Universidade Federal Rural, em Seropédica. Em outros casos, havia mais um – o da Universidade Estadual Darcy Ribeiro, em Campos, que hoje também adota apenas o Enem.


Para cada uma, uma taxa de inscrição. Em 2008, a inscrição da UFRJ custava R$ 95. Imagine o custo, para uma família de classe média baixa ou para um jovem trabalhador de fazer cinco inscrições para cinco vestibulares?Ou seis, em alguns casos?


Afora isso, o fato de realizar dois ou até três dias de provas para cada um dos cinco vestibulares públicos criava um período em absoluta indisponibilidade e stress para estes jovens. Se, por acaso, tivessem um emprego, era virtualmente impossível fazerem todas estas provas.


É evidente que a elevação do nível de nossas grandes universidades depende, e muito, da qualidade do ensino básico e do médio. Embora a política de cotas seja um correto remédio emergencial para as desigualdades, ela não resolve sozinha estes problemas e nem se deseja que seja eterna, pois que não se deseja a eternidade da desigualdade.


Mas nada justifica que, sob este argumento, seja mantido um sistema de seleção que é caro, torturante e elitista.Tanto que das universidades fluminenses – por decisão de seus conselhos acad~emicos e não do Governo – só a UFF não aderiu ainda à seleção apenas pelo Enem.


É uma atitude estranha que isso seja proposto, em nome da “excelência da UFRJ”, por alguém que chegou a ela por um exame geral como era o do Cesgranrio, como Sérgio Besserman.


Com vestibular específico ou com Enem, passar para a UFRJ continuará sendo uma façanha digna de aplauso, pela capacidade e pelo esforço, para qualquer jovem. Como o foi, naquele vestibular de 1977, para o então jovem e então esquerdista Sérgio BessermanViana.


Comando do PSDB rejeita carta publicada por Serra


Texto ataca o PT e diz que governo Dilma é "incompetente" e "autoritário"

Ex-governador divulga documento em site pessoal sem ter apoio de outros dirigentes de conselho do partido.


Em mais uma demonstração de divergência, o comando do PSDB se recusou a referendar uma carta divulgada ontem pelo presidente do conselho político do partido, José Serra, com duras críticas ao governo Dilma Rousseff.


A ideia era que o documento fosse o primeiro fruto do colegiado criado pelos tucanos para acomodá-lo no comando partidário. Serra tentou viabilizar a divulgação pela sigla. Sem resposta, publicou -atribuindo-o ao conselho político em seu site.


"Tentei construir um consenso sobre a matéria, mas não tive tempo hábil ", argumentou o presidente da legenda, deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE).


Guerra afirmou ainda que o PSDB não pode assumir a autoria da carta sem aprovação da Executiva Nacional. "O partido não tem uma manifestação sobre isso", disse.


Em tom acima do adotado por grão-tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o documento diz que o governo Dilma é marcado por "incompetência e autoritarismo". "E o PSDB não renunciará à denúncia desses atos", diz a carta, que foi intitulada "A nossa missão".


Serra apresentou o texto aos integrantes do conselho na última quarta-feira, às vésperas da primeira reunião com FHC, o governador Geraldo Alckmin e Guerra.


Aécio Neves, que integra o colegiado, mas está de repouso por ter caído de um cavalo, recebeu uma cópia do documento já pronto.


Procurado pela reportagem, o ex-governador disse, via assessoria, que o texto "não foi objeto de votação porque foi apresentado no mesmo dia [do encontro]. Mas os quatro que estavam na reunião gostaram muito".


Serra acrescentou ainda que não fez o texto para que fosse votado, mas para servir de "base para discussão".


Para tucanos, o teor da carta contraria a estratégia de restaurar a imagem de FHC e reduzir o índice de rejeição à sigla, especialmente pela divulgação ocorrer depois de a presidente Dilma reconhecer a contribuição do ex-presidente para o país, em felicitação pelos 80 anos.

No último parágrafo, há uma autocrítica à sigla. Ele diz que o PSDB tem "um só possível inimigo: a desunião interna". A Folha apurou que o trecho foi amenizado. Na versão original, a expressão "possível" não existia.


Logo após, o texto aponta um dos motivos da desunião, em referência ao principal ponto de tensão entre Serra e Aécio Neves: a "antecipação das decisões sobre alianças e candidaturas em 2014".


Na Folha


Senador petista diz que oposição deveria ter denunciado hacker durante a campanha de 2010



O senador Walter Pinheiro (PT-BA) afirmou nesta sexta-feira (1º) que as pessoas que foram procuradas pelo hacker que violou mensagens da presidente Dilma Rousseff deveriam ter denunciado o fato.


O diretório nacional do PSDB disse que o partido foi procurado na campanha de 2010 e “rechaçou imediatamente esse tipo de prática”.


“Eu diria que alguém prevaricou”, disse o senador petista nesta sexta-feira (1º), durante pronunciamento no Senado.


Ao defender a apuração do caso, Walter Pinheiro questionou por que as pessoas que receberam a oferta do hacker “ficaram em silêncio”.


“Será que recusaram e ficaram em silêncio após vasculhar e analisar as informações e concluir que não haveria dividendos eleitorais?”, disse.


O ex-deputado federal Alberto Fraga, presidente do diretório do DEM no Distrito Federal, também foi procurado e disse que não aceitou a proposta para comprar o material. Fraga gravou suas conversas com “Douglas”.


Por Helena





sexta-feira, 1 de julho de 2011

Carajás, Tapajós: as perguntas do plebiscito estão prontas

Manuel Dutra
Jornalismo, Ciência, Ambiente





Já estão prontas as duas perguntas que serão feitas aos eleitores no dia 11 de dezembro, no plebiscito sobre a criação dos Estados do Carajás e Tajajós.


Serão elas:


1) Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado de Carajás?


2) Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado de Tapajós?


O Tribunal Superior Eleitoral aprovou na noite de ontem a resolução definindo que o plebiscito para a divisão do Estado do Pará ocorrerá no dia 11 de dezembro deste ano.


A população terá de responder se concorda ou não com a criação de dois novos Estados: Carajás e Tapajós.


A propaganda destinada às frentes contrária e a favor à divisão do Pará terá início no dia 13 de setembro e vai até o dia 8 de dezembro.


PF vai investigar suposta invasão a email pessoal de Dilma





REUTERS - A Polícia Federal irá investigar a suposta invasão por um hacker ao correio eletrônico pessoal da presidente Dilma Rousseff no ano passado, enquanto ela ainda era candidata do PT à Presidência, informou o Ministério da Justiça nesta quinta-feira.


Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta, um hacker teria invadido o email pessoal de Dilma e copiado cerca de 600 mensagens recebidas por ela durante a campanha eleitoral.


O ataque teria sido possível após uma invasão ao site do Diretório Nacional do PT, que teria possibilitado o acesso a dados pessoais de petistas, apontou o jornal. "O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para apurar a suposta invasão do correio eletrônico pessoal da presidenta Dilma Rousseff por hacker", disse nota do Ministério da Justiça.


Dilma não deve se pronunciar sobre o assunto, informou a assessoria do Palácio do Planalto. O PT confirmou a invasão ao seu site, ocorrida em abril do ano passado, no qual houve a instalação de um programa que invadia os computadores dos visitantes e copiava dados dos usuários. O partido, no entanto, disse que nenhum dado interno chegou a ser acessado.


STF abre ação contra senador Cícero Lucena por suspeita de fraude




O senador Cícero Lucena (PSDB-PB) se tornou réu em uma ação penal aberta hoje (30) no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar supostas fraudes em licitações. As denúncias são relativas à época em que ele era prefeito de João Pessoa, entre 1997 e 2004.


Por unanimidade, os ministros aceitaram em parte a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF). Isso porque eles concordaram com a tese da relatora Ellen Gracie de que parte dos crimes que Cícero respondia já estavam prescritos.


De acordo com a denúncia do MPF, havia fortes indícios de que Lucena participava de uma organização criminosa que desviava verbas públicas por meio de fraudes de licitações, superfaturamento na execução de obras públicas e da prática do sobrepreço nos serviços contratados.




TV GLOBO SÓ SABE SER PEDRA. EMISSORA TENTA NA JUSTIÇA CENSURAR TV RECORD - PERDEU !




Fácil ser pedra, e colocar seus humoristas fazendo as imitações mais contundentes e críticas, as "paródias" mais grotescas, algumas até ofensivas. Mas, na hora em que vira "vidraça" a emissora do Plim-Plim, mostra todo o seu viés de quem nasceu e cresceu à sombra da ditadura, e tenta censurar um programa legítimo de humor que a TV RECORD apresenta.


Ainda que em primeira instância, a tentativa de censura da TV Globo foi derrotada.


Leia aqui

PT representa contra senador tucano




O presidente do PT nacional, Ruy Falcão, apresentou hoje (28) uma representação contra o senador Mário Couto (PSDB-PA) na Procuradoria-Geral da República (PGR). Falcão quer que Couto seja investigado por supostamente comandar um grupo que desviou verbas públicas da Assembleia Legislativa do Pará.


A denúncia foi baseada no relatório apresentado pela comissão externa da Câmara dos Deputados que tem acompanhado as investigações sobre o tema na Assembleia Legislativa paraense. O presidente da comissão, deputado Cláudio Puty (PT-PA), acompanhou o presidente petista na entrega da representação.


PS.: Veja o que está acontecendo no Pará nessa reportagem de Carta Capital.



A pressa da ANP em vender nosso petróleo




Curiosíssima a ânsia do presidente da ANP, Haroldo Lima, em lançar logo o edital para uma nova rodada de concessões de áreas de exploração de petróleo no Brasil.


É assunto do qual já tratamos aqui.


Não dá para entender, num momento em que as descobertas se sucedem e que nossa capacidade de explorar o petróleo, bem como nossa capacidade de refiná-lo – através da Petrobras estão “no talo” que a pressa em entregar novas áreas de prospecção esteja deixando angustiados os dirigentes da ANP, cujo mandato se encerra em dezembro deste ano.


Em entrevista à Reuters, o presidente Haroldo Lima chega a insinuar que é a Presidenta Dilma Rousseff a responsável pela “demora”:


“Ele disse desconhecer o motivo do atraso, mas afirmou que “ouviu dizer” que a presidente teria pedido para ler com minúcia todo o material do leilão e “estaria muito ocupada”.


Mas então a presidenta não deveria estudar minuciosamente uma decisão como essa? E ela não é uma pessoa muito ocupada?


Certamente há as melhores intenções técnicas da diretoria da ANP em realizar o leilão – que ocorre meses após a publicação do edital – antes do encerramento do seu mandato. Porque a explicação que ele dá, de que “o final do ano já não é tão bom para o leilão”, só pode ter sido provocada por isso, uma vez que não é possível imaginar que grandes empresas petrolíferas não possam participar de um leilão nesta época por estarem envolvidas com a compra de presentes de Natal”.


E depois, o presidente da ANP sabe que esta tarefa é complexa, tanto que, só para começar, timidamente, a cumprir as medidas urgentes determinadas pela presidenta para regular o mercado de etanol, a sua agência levou dois meses, só para colocar em audiência pública, dois genéricos projetos de resolução para o setor, de alcance extremamente limitado.


O petróleo que está nas áreas que seriam licitadas está lá, não vai fugir nem desvalorizar. O dinheiro da população que se vai com os abusos no preço do etanol, ao contrário, vai e não volta.


Então, pressa por que? A Petrobras terá de fazer das tripas, coração – e talvez até comprometer investimentos já em curso – para não deixar que as multis peguem a maioria das áreas que vão a leilão.


Não há problema em que se faça o leilão no final do ano, embora o melhor fosse não fazer e esperar o desenvolvimento dos atuais campos, onde está aparecendo petróleo a rodo. Mas a Petrobras, mesmo se for no final do ano, vai cumprir o seu papel e lutar para arrematar boa parte dos blocos. Em matéria de presente de Natal, esse é o melhor: o petróleo ser dos brasileiros.


Governo adota novo modelo de gestão na área de saúde

Blog do Celso Jardim
Muito Além do Jardim



Com o objetivo de melhorar a prestação de serviços no Sistema Único de Saúde (SUS), o governo federal decidiu adotar um modelo de gestão já usado na iniciativa privada: o de premiar quem cumprir metas e penalizar aquele que não atender ao compromisso.

Um decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff, e publicado nessa quarta-feira (29), cria contratos que trarão metas específicas de atendimento a serem cumpridas pelos estados e municípios na rede pública de saúde, como número de cirurgias ou de pré-natal. Atualmente, são definidos apenas compromissos nacionais.


Quem descumprir os compromissos, corre o risco de ser punido, podendo deixar de receber recursos. Quem cumprir as metas, será recompensado e poderá ganhar o dobro do repasse.


“O município tem responsabilidade de ofertar um conjunto de cirurgias. Ele não consegue ofertar, você pode tirar de um município e passar para outro da região. Você pode tirar o recurso do município e passar para o estado, para contratar o serviço naquela região”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


As obrigações serão estipuladas a partir de um mapeamento sobre a realidade e a estrutura de saúde disponível nos municípios, a ser feito pelo Ministério da Saúde. Os estados e municípios serão divididos em 419 regiões, seguindo as semelhanças entre eles.


Não há prazo para as metas serem fechadas e entrarem em vigor. A expectativa do ministro é fechar 20% dos contratos até o fim do ano e a totalidade do país até 2014.


Outra novidade, segundo Padilha, é que o usuário irá saber quais os serviços disponíveis nos hospitais e postos de saúde da cidade onde mora. A ideia é disponibilizar as informações pela internet.


O decreto vem para regulamentar a Lei Orgânica da Saúde, que vigora há 21 anos. O modelo de gestão foi debatido com representantes da sociedade e secretários de Saúde estaduais e municipais.


Com Agência Brasil


Os “irmãos cara-de-pau” da economia: dólar e juros




O dólar fechou hoje na mínima cotação desde antes da crise mundial de 2008; R$ 1,562.


Sinal de que o capital estrangeiro continua entrando a rodo na economia.


Na Folha, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) não foi suficiente para reduzir o fluxo de capitais ao Brasil.


Segundo ele, “o sinal amarelo está aceso” e será preciso tomar medidas adicionais.


“Pimentel disse que o capital continua a entrar no Brasil, ainda que de forma camuflada. Além das medidas no curto prazo, ele defendeu que, no longo prazo, só há uma forma de desestimular a entrada de recursos financeiros no país: reduzir a taxa básica de juros.
“Temos juros incompatíveis com os fundamentos da economia. A economia brasileira é sólida o suficiente para reduzir os juros”, disse o ministro.


O ministro está certíssimo. Como passarinho quer alpiste, capital internacional ( e nacional, dos bancos e empresas que tomam dinheiro lá fora) quer lucro rápido no que chamam de “arbitragem”: pegar dinheiro lá fora a 2% ou menos e aplicar aqui nas nossas taxas estratosféricas, elevadas ao espaço sideral em nome do combate à inflação.

Quem paga a diferença – nisso, não há dúvida, embora não haja ninguém na grande mídia vociferando com este mau negócio – é, aí sim, o dinheiro público, do Tesouro, que tem de “enxugar” a liquidez de moeda provocada pela conversão em moeda brasileira da “enxurrada” de dólares entrantes. E, para isso, tem de vender títulos. E títulos, claro, pagando o “taxão” fixado lá em cima.


NOTA DO PT – AO POVO DO PARÁ!!





Afinal, as inúmeras irregularidades que envolveram pessoas ligadas ao Senador Mario Couto precisam ser esclarecidas ou não? O PSDB acha que não. E você?


Provocou espanto a infeliz nota assinada pelo PSDB e publicada na imprensa no dia de hoje. O tom agressivo e o caráter evasivo levaram o texto à perdição, conduzindo-o ao desvio dos temas centrais, mostrando o despreparo dos tucanos para o debate democrático e ressaltando um viés autoritário na lida com a crítica.


O fato que ocasionou a nota transloucada é do conhecimento de todos. O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores solicitou à Procuradoria Geral da República que apure participação do senador tucano Mário Couto nas fraudes a licitações na Assembleia Legislativa do Pará (AL). Seis pessoas, incluindo o ex-diretor financeiro da AL, Sérgio Duboc, foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual, que pede que elas sejam processadas pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, falsificação de documentos e fraude à licitação.


Os crimes denunciados ocorreram entre 2005 e 2006, quando Mário Couto presidia a AL. Duboc era homem de confiança do hoje senador e chegou a ser indicado por ele para comandar o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Duboc deixou o cargo após as denúncias das fraudes na AL.


A nota do PSDB que se propõe a esclarecer na verdade silencia sobre os fatos. Sem resposta, torce os números e assaca inverdades contra o PT, Ana Júlia e o governo passado, buscando com isso induzir a opinião pública ao erro diante das graves denúncias que envolvem o partido governista. A tentativa de cobrir o sol com uma peneira não funcionou deixando claro a falta de resposta diante dos fatos.


Leia mais no blog As Falas da Pólis.


Médicos são vítimas do próprio plano que criaram

Blog do Celso Jardim
Muito Além do Jardim


Foram os próprios médicos que criaram os planos de saúde.


Caso das Cooperativas de Médicos, como a Unimed. Eles reclamam que recebem pouco das entidades que criaram e controlam Chegam a chamar os planos de "Susão"


Associações que representam os médicos decidiram na noite desta quinta-feira, em assembleia, paralisar o atendimento a dez planos de saúde no Estado de São Paulo. Cerca de 500 profissionais, dos 58 mil que atendem usuários de convênios, participaram da reunião.


Juntos, esses dez convênios reúnem quase 3 milhões de usuários em SP --no total, existem no Estado 18,4 milhões de beneficiários e 327 operadoras de planos de saúde.


Porto Seguro, Gama Saúde, GreenLine, Intermédica, ABET (Telefônica), da Caixa Econômica Federal, Cassi (Banco do Brasil), da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), da Embratel e Notredame são os convênios atingidos.


A paralisação, por tempo indeterminado, afetará apenas uma especialidade médica por vez. Por exemplo: em uma semana, clínicos-gerais deixarão de atender por três dias esses convênios. Na seguinte, é a vez dos oftalmologistas, e assim por diante.


São, ao todo, 53 especialidades médicas, o que pode fazer com que a paralisação dure um ano inteiro por meio desse rodízio. O cronograma de paralisação será definido nos próximos 20 dias.


A estratégia, segundo Florisval Meinão, vice-presidente da APM (Associação Paulista de Medicina), é pressionar esses planos a negociarem um reajuste dos honorários pagos aos médicos.


Segundo a categoria, entre 2003 e 2009 as operadoras deram um aumento de 44%, em média, índice abaixo da inflação no período. A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa as 15 maiores operadoras do Brasil, diz que entre 2002 e 2010 as afiliadas reajustaram os médicos em 116%.


NEGOCIAÇÃO


No último dia 7 de abril, os médicos já haviam realizado uma paralisação nacional que afetou todos os planos de saúde. No dia, eles atenderam apenas urgências e emergências.


Desde então, as entidades que representam a categoria dizem tentar negociar com 15 operadoras, que foram escolhidas aleatoriamente em uma primeira rodada de negociações.



As dez que sofreram boicote não responderam às solicitações de negociação ou não informaram o quanto pretendem reajustar.


Os médicos querem passar a receber dos planos R$ 80 por consulta. Hoje, dizem, recebem em média R$ 30. Eles querem ainda a inserção, no contrato com as operadoras, de uma cláusula que preveja reajuste anual nos honorários com base no índice de aumento das mensalidades dos usuários autorizado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).