domingo, 8 de abril de 2012

Gurgel conhecia inquérito sobre ligação entre Demóstenes e Cachoeira



Parlamentares da base aliada discutem representar contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no Conselho Nacional do Ministério Público por omissão no caso da Operação Las Vegas, cujo inquérito ficou parado no órgão desde 2009 e que já continha informações sobre a ligação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o acusado de contravenção Carlinhos Cachoeira.


A ideia é criar constrangimento para Gurgel, que é quem preside o CNMP. O procurador está na mira dos petistas, que também querem convidá-lo para falar sobre o caso no Conselho de Ética do Senado, que deve ser instalado na terça-feira.


Como assim? Os parlamentares que cobram a condução de Gurgel no caso estranham o fato do procurador-geral alegar que o primeiro inquérito, de 2009, precisava de informações do resultado das investigações de outro inquérito, da Operação Monte Carlo, desbaratada dois anos depois.


O relatório da Polícia Federal mostra que Cachoeira adquiriu um apartamento no flat Tryp Convention, o mesmo em que moram vários deputados, senadores e ministros, para encontros de negócios em Brasília. Quando não estava na capital federal, o acusado de contravenção emprestava o apartamento no flat para outros integrantes de seu grupo, como mostram conversas gravadas pela PF.


Coluna Painel
Por

A grande jogada administrativa e política do governo Dilma




Enquanto prossegue a temporada de caça aos que se banharam na cachoeira da corrupção, o governo Dilma Rousseff vai empreendendo um projeto que explica a recente pesquisa de opinião que mostra considerável aumento de sua popularidade, sobretudo de sua titular.


Refiro-me a uma medida do governo que, vista da perspectiva correta, coaduna-se com outra do governo Lula que foi igualmente desconsiderada à época de sua implantação e que passo a explicar.


Entre 2008 e 2009, quando explodiu a crise das hipotecas nos Estados Unidos e o crédito bancário escasseou em escala mundial, o governo Lula colocou os bancos estatais (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES) para suprir o que o setor privado (no Brasil e no mundo) passara a se recusar a conceder.


À época, os bancos públicos, sob uma saraivada de críticas da mídia, da oposição e da banca supriram, a juros baixos, a ausência de crédito gerada pelas medidas restritivas do setor privado amparadas no melhor receituário neoliberal. Diziam, por exemplo, que o BB poderia até quebrar por estar emprestando quando banco nenhum o fazia por conta da crise.


A medida do governo Lula foi um sucesso estrondoso. O Brasil foi um dos primeiros países a sair da crise, em 2009, e o BB assumiu a liderança da banca verde-amarela.


Agora, nova medida do governo petista, coerente com a que foi tomada durante a crise de há quatro anos, está sendo posta sob críticas e desmerecida pelos de sempre. O governo Dilma está usando os bancos públicos para forçar a queda do spread, ou seja, da pornográfica “taxa de risco” que faz os juros ao consumidor, no Brasil, serem os mais altos do mundo.


Na última sexta-feira (5 de abril), o jornal Folha de São Paulo publicou, em sua página A3, artigo do bom e velho Roberto Luis Troster, ex-economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e o grande defensor dos juros que os bancos cobram no Brasil.


O título do texto de Troster é para lá de sugestivo:


“Crédito a 2% ao mês? Não vai dar certo”.


Esse título conversa com a opinião dos analistas da grande mídia que estão sempre construindo todo um discurso delinqüente para justificar que o Brasil tenha juros ao consumidor mais altos do que em países em guerra, por exemplo.


Abaixo, o artigo. Continuo em seguida.


—–
Folha de São Paulo
5 de abril de 2012
Tendências / Debates
CRÉDITO A 2% AO MÊS? NÃO VAI DAR CERTO


Roberto Luis Troster


O governo quer que BB e Caixa façam empréstimos baratos para forçar os demais bancos a reduzir taxas. Sem subsídios ou prejuízo, isso não é possível.
A oferta de crédito no Brasil é a segunda mais cara do mundo. E ela é instável. Isso tem efeitos nefastos na economia.
O governo está determinado a baixar as taxas de juros bancárias. Para tanto, Banco do Brasil, Caixa e Ministério da Fazenda estariam preparando medidas para reduzir o custo do financiamento.
O objetivo seria fazer as duas instituições ofertarem linhas de cheque especial, de aquisição de bens e de crédito pessoal a 2% ao mês. Com isso, forçariam as demais a emprestar mais barato.
A ação do governo induziria a uma eficiência maior do sistema financeiro, compatível com sua sofisticação. Com isso, a inadimplência diminuiria, o consumo e o investimento seriam estimulados, especial das pequenas e médias empresas.
Mas isso é inviável. Lamentavelmente, da maneira que está sendo lutada, é uma batalha perdida.
Não é por falta de boa vontade ou de capacidade dos envolvidos. Sem subsídios ou prejuízos, não é possível. Os grandes bancos no Brasil não conseguem emprestar ao consumidor nesse patamar de taxas. Basta analisar seus balanços e verificar que as margens almejadas seriam deficitárias.
A batalha para reduzir taxas com medidas e pacotes já foi travada mais de uma vez. Sempre terminou em derrota. Todavia, desta vez, o governo pode ganhar a guerra contra o crédito caro e instável.
O problema não está na concorrência bancária. Há dezenas de sistemas mais concentrados que operam a taxas mais baixas. Existem, sim, alguns abusos, mas são localizados. Os dois bancos citados e a maioria das outras instituições não não praticam esses abusos.
A raiz do problema está no quadro institucional do sistema financeiro. Tem quase meio século, manteve o setor bancário solvente e rentável na época da inflação alta. Não tem mais serventia. O país necessita de uma intermediação eficiente e estável para seu desenvolvimento.
Para tanto, é urgente uma mudança no paradigma bancário. Uma oferta de financiamentos estável com margens baixas demanda uma modernização do quadro institucional: mudanças na tributação, na legislação, nos compulsórios, nas informações ao tomador, no papel do Banco Central, nos relacionamentos entre clientes e bancos, nas regras de concorrência e na criação de um órgão de proteção ao consumidor financeiro, entre outras ações.
Uma medida preliminar deve ser adotada: dar transparência problema. Se todas as taxas são anuais, como a Selic, o CDI e a rentabilidade de aplicações financeira, expressar o custo do crédito ao mês é se referir um valor pelo menos doze vezes menor, minimizando-o. Deve-se usar uma só régua para medir o custo e o preço do dinheiro.
O Banco Central deveria também divulgar a taxa média das concessões de crédito e não do estoque -a diferença em momentos de apertos como o atual é considerável. Outro defeito é não incluir os custos de financiamentos no cartão. Isso distorce ainda mais a gravidade do problema.
Outrossim, propor como solução que a Caixa e o Banco do Brasil não cobrem juros por dez dias no cheque especial ou que reduzam taxas para apenas alguns produtos e clientes, além de inócuo, tira o foco do problema principal que é uma oferta de financiamentos estável e eficiente. O que é necessário é uma mudança no paradigma. Convém aos bancos para ter lucros mais sólidos e ao país para crescer mais.


ROBERTO LUIS TROSTER, 61, doutor em economia pela USP, é consultor. Foi economista-chefe da Febraban e professor da PUC-SP, Mackenzie e USP


—–


Recentemente, durante viagem ao exterior, a presidente Dilma Rousseff deu uma declaração à qual o artigo supra reproduzido confere razão. Ela disse, em síntese, que não há defesa técnica possível do spread que os bancos brasileiros cobram.


Veja bem, leitor: spread é taxa de risco. Ou seja, o banco cobra de todos os que lhe tomam empréstimos um percentual que cobre o risco de alguns tomadores não pagarem. Qual seria a explicação técnica para o Brasil cobrar uma taxa de não-recebimento de empréstimo maior até do que a que é cobrada no Iraque ou em países como a Grécia, que está afundando?

Troster tenta explicar nesse texto ridículo, aí em cima, mas não explica nada. É só o velho discurso dele mesmo, que já empreendia durante o governo Lula, de que, entre outros fatores, a culpa seria do recolhimento “compulsório” de depósitos a vista pelo governo.


Falemos um pouco desse recolhimento. O governo, visando “enxugar” excesso de dinheiro no mercado a fim de não provocar um forte aumento da demanda que gere inflação, recolhe cerca de 60% de todos os depósitos a vista nos bancos, o que lhes causa redução dos lucros estratosféricos que têm no Brasil. Segundo Troster sempre disse, se o governo reduzisse o compulsório, o spread cairia.


Já se vê, aí, que a taxa de risco, no Brasil, não é cobrada para esse fim, mas para aumentar lucros, pois o próprio setor bancário acusa o spread de ser usado para recompor a rentabilidade que o compulsório reduz.


Até aqui, penso que não há economês. Estou certo de que, nestes termos, qualquer um compreende a questão.


Por que o cheque especial tem que cobrar 8%, 10% ou até 12% ao mês? Em todos os países da América do Sul, para ficarmos em exemplos próximos, os bancos demoram meses e até anos para receber 12% de juros. Aqui, cobram em um mês.


Por que? O texto de Troster não explica nada, apenas repete razões que sugerem que o brasileiro seria mais caloteiro, que os impostos brasileiros são os mais altos da galáxia e que o tal compulsório deixa pouco lucro aos pobre banqueiros.


Bah!


Tudo conversa mole. O calote, no Brasil, caiu vertiginosamente nos últimos anos. Temos um dos níveis mais aceitáveis do mundo, hoje. Os impostos brasileiros tampouco são tão altos assim, até porque a sonegação é das maiores.


E, por fim, a cereja do bolo: entre 2008 e 2009, o governo liberou geral o compulsório e a banca não mexeu em nada nos seus lucros, limitando-se a ganhar duplamente, agora sem compulsório e com juros na estratosfera.


Em 2008/2009, banqueiros, mídia e oposição erraram. E talvez, como agora, soubessem que iam errar. Disseram que seria ruim os bancos públicos irem na contra-mão dos privados, mas isso porque teriam podido encarecer os empréstimos, ou seja, poderiam ter ganhado mais e trabalhado menos.


Entende agora, leitor, por que mídia, oposição e setores influentes do grande empresariado não gostam dos governos do PT? E, aliás, quem acusa o governo Dilma de ser “neoliberal” também deveria notar essa medida em curso, porque é absolutamente uma medida de esquerda.


Não que o governo Dilma ou o governo Lula não tenham cedido ao neoliberalismo. Cederam, como vinham cedendo aos bancos até colocarem o pé na porta em 2008 e 2009 ou em 2012. Cederam só até pararem de ceder…

Esta é uma segunda geração de medidas econômicas do governo petista que ainda tem um bônus para seus autores: o bônus político.


Alguém aí já parou para pensar sobre quanta popularidade irá ganhar uma presidente e um governo que rompem outro paradigma maléfico talvez mais importante que o da inflação, o eterno drama brasileiro causado pelos juros imorais que os Trosters da vida defendem?


—–


PS: infelizmente, a saúde de Victoria teve uma recaída. Seus pulmões voltaram a ser tomados, a febre voltou a fustigá-la e, assim, é quase nula a hipótese que existia, de ter alta na próxima segunda-feira. Continua na UTI e sem perspectivas de alta. Qualquer nova notícia será comunicada aos companheiros, aos quais agradeço de coração o apoio moral que me têm dado.

Com Cachoeira preso, denuncismo some da capa da Veja

Veja perdeu o ímpeto denuncista após prisão de Carlinhos Cachoeira.



Desde que Carlinhos Cachoeira foi preso, no dia 29 de fevereiro de 2012, na operação Monte Carlo da Polícia Federal, a revista Veja já soltou 6 edições, e nenhuma capa é dedicada a denúncias de corrupção.


Mas há uma pauta abundante neste período envolvendo o senador Demóstenes Torres e o governador Marconi Perillo, tratada, sobretudo, pela revista Carta Capital, mas não só por ela. Até o Jornal Nacional tem se dedicado ao tema.


Parece que a revista Veja ficou acéfala no que entende ser "jornalismo investigativo", depois da prisão de Cachoeira e dos arapongas Jairo Martins e Dadá.


Mais do que acéfala, está dando uma enorme bandeira de que tem muito a esconder sobre as relações entre seu editor-chefe Policarpo Júnior e Carlinhos Cachoeira. Segundo Luis Nassif, Policarpo teria trocado em torno de 200 telefonemas com Cachoeira, no período investigado.


A revista já admitiu, defensivamente, que Policarpo e Cachoeira trocavam figurinhas. A revista diz que seriam relações legítimas entre jornalista e fonte. Mas como explicar a notória má vontade da revista em noticiar o caso, tendo um jornalista tão íntimo com os intestinos da organização criminosa (segundo o Ministério Público)?


A revista Veja, pródiga em divulgar até grampos ilegais, não revela um único diálogo entre o bicheiro e seu editor-chefe.



quinta-feira, 5 de abril de 2012

Marconi Perillo diz que encontrou o bicheiro por três vezes em "reuniões festivas"



O senador Demóstenes Torres, perversa e dissimuladamente, fez o ingênuo e esperançoso eleitorado acreditar que ele era um "médico" capaz de prescrever eficientes remédios contra a corrupção. Entretanto, escutas da Polícia Federal - que flagraram nebulosos e estarrecedores diálogos entre Demóstenes e o bicheiro Carlinhos Cachoeira - mostraram que o "médico" é tão somente um "monstro" devorador da ética e do decoro. Vale para o enlameado senador uma das enérgicas falas do capitão Nascimento, no filme Tropa de Elite: "Pede pra sair!"


Quando o tucano Marconi Perillo vai ser investigado?


De acordo com o jornal O Globo, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o bicheiro Carlinhos Cachoeira tiveram pelo menos três encontros, dois deles intermediados pelo senador Demóstenes Torres (de Goiás, sem partido), como admitiu ontem o próprio governador.


O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o bicheiro Carlinhos Cachoeira tiveram pelo menos três encontros, dois deles intermediados pelo senador Demóstenes Torres , como admitiu ontem o próprio governador. Os tentáculos da rede do contraventor chegaram ao gabinete de Perillo, onde uma assessora direta recebia de Cachoeira informações sobre operações da Polícia Federal. A chefe de gabinete do governador, Eliane Gonçalves Pinheiro, flagrada por escutas da Operação Monte Carlo da PF, que levou Cachoeira à cadeia, pediu ontem demissão do cargo.


Marconi Perillo admitiu conhecer o bicheiro e ter se encontrado com ele por três vezes em "reuniões festivas" - uma delas na casa de Demóstenes Torres . O governador disse que confia na agora ex-chefe de gabinete, Eliane Gonçalves Pinheiro, mas aceitou ontem a demissão dela. As afirmações foram feitas ontem, em entrevista à TV Anhanguera, de Goiás.


A chefe de gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), pediu demissão na noite de anteontem, depois de ter sido procurada pela imprensa para dar explicações sobre conversas telefônicas dela com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Na carta em que anunciou sua saída do governo de Perillo, Eliane Gonçalves Pinheiro alega ser vítima de um equívoco e se diz injustiçada pela imprensa. Segundo ela, a Eliane que troca torpedos pelo celular com Cachoeira e que conversa como velhos conhecidos com o bicheiro seria outra pessoa, mas a Polícia Federal a identifica pelo número do CPF e também pelos celulares e pelo rádio Nextel utilizados nas conversas


Também ontem, o presidente do Detran, Edvaldo Cardoso, pediu demissão. Ele foi indicado para o cargo pelo grupo do senador Demóstenes Torres (sem partido). Cardoso é genro do ex-prefeito da Cidade de Goiás Boadyr Veloso, ex-sócio de Cachoeira, assassinado em 2008 quando deixava uma casa de jogos irregular.


Nas interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, Eliane Gonçalves Pinheiro é avisada pelo bicheiro sobre uma ação da Polícia Federal que seria desencadeada em 13 de maio do ano passado e que tinha como objetivo combater um esquema de fraudes contra a Receita Federal em diversos estados, incluindo Goiás. Cachoeira informa Eliane sobre prefeituras que estariam na lista da PF. Em determinado momento, Cachoeira pergunta se ela falou para o "maior"-- (Uma referencia a Marconi Perillo?). Eliane confirma que avisou a pessoa citada, e informa, inclusive, que estava ao lado dela.


Na nota divulgada sobre sua demissão, Eliane confirma que conhece o bicheiro, mas diz que se trata de "vínculos de amizade que considero exclusivamente pessoais". Ela trabalhava com Perillo desde 2003.


Em Brasília, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) decidiu afastar dois servidores que teriam participado do processo de reconhecimento da demarcação da fazenda Gama, localizada ao lado do aeroporto da cidade, em abril do ano passado. Gravações da Polícia Federal durante investigação sobre Carlinhos Cachoeira apontam que ele teria pagado propina a servidores do Incra para conseguir a liberação das terras, segundo noticiou o jornal "Folha de S.Paulo".

Quem é o 'juiz muito importante' que esteve com Cachoeira e Demóstenes em Berlim?



Deu no Poder Online:


O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) prevê que surgirão novas revelações, caso a defesa de Demóstenes Torres insista em anular, no Supremo Tribunal Federal, as provas do envolvimento do senador com o bicheiro Carlinhos Cachoeira já obtidas pela Polícia Federal :


– O que Demóstenes precisa é revelar, antes que uma CPI o faça, os nomes de todos os que se aproveitaram da malha de poder e dinheiro do Cachoeira.


Inclusive contar detalhes daquela viagem que ele e Cachoeira fizeram à Alemanha, na qual esteve presente um juiz muito importante do Brasil.

Mantega: desoneração também para Serviços. E veio para ficar




Num programa Entrevista Record Especial, desta quarta-feira, na Record News, às 22h15, depois do programa do Heródoto Barbero, o Ministro da Fazenda Guido Mantega informou que a desoneração da folha de salários dos 20% do INSS ele pretende estender, também, no futuro, à área de Serviços e não, apenas, à Indústria, como foi ontem anunciado.


Além disso, a desoneração será oferecida a todos setores industriais e não apenas aos onze ontem conhecidos.


Clique aqui para ler “Dilma: Governo nao vai abandonar a indústria brasileira”.


Mantega lembrou que, para as indústrias, os 20% sobre a folha serão compensados com 1% ou 2% sobre o faturamento.


E, para quem exportar, não haverá o tributo sobre o faturamento.


Ou seja, para quem exportar, o peso da folha de pagamentos será zerado.


A desoneração é voluntaria, ou seja, adere quem quer.


Outra decisão polêmica foi o Governo decidir comprar remédios, motoniveladoras e retroescavadeiras nacionais, mesmo que sejam 25% mais caras que as importadas.


Urubus de diversas teologias temem que desembarque aqui a Quinta Frota da Organizacao Mundial do Comércio, porque o Brasil, dessa forma, desrepeitaria os bons modos (?) que os americanos e europeus praticam no comércio internacional.


Mantega lembra o Buy American Act, que o Governo americano usa para dar preferência ao produto americano.


A Embraer acabou de perder uma venda já fechada à Força Aérea americana, por causa da “preferência ao produto nacional”.


Sobre remédios, ele explica que é o Governo quem compra, para dar de graça.


Sobre as niveladoras e retroescavadoras, é para usar no PAC, na construção de estradas, para ceder às prefeituras que fazem obras.


Qual é a racionalidade disso?


Os estrangeiros achatam os salários de seus trabalhadores e querem vender seus produtos mais baratos – explica o Ministro.


Ou seja, os salários dos americanos e dos alemães ficam achatados e querem desempregar o trabalhador brasileiro.


Como disse a Presidenta Dilma, na verdade, um foguete de popularidade, o Brasil não vai enfrentar os problemas à custa do salário e do emprego do brasileiro.


Aí, o ansioso blogueiro ousou submeter o Ministro a uma gravísssima denúncia de cunho Moral e Contabil, formulada com veemencia e contundência pela Urubologa no Bom Dia (?) desta quarta-feira: o Governo poe dinheiro no BNDES (R$ 45 bi) de forma pouco transparente, paira uma sombra contabil, aplica “um jeitinho”, disse ela como o Catão da Macro-Economia.


Mantega foi ministro do Planejamento, presidente do BNDES e, de lá, Ministro da Fazenda.


Como é que é o “jeitinho”?, perguntou o ansioso blogueiro de forma mais educada.


Ele explicou: o Tesouro Nacional empresta ao BNDES, o BNDES empresta às empresas, as empresas pagam ao BNDES e o BNDES paga ao Tesouro.


Mais transparente, portanto, do que a conta das reservas cambiais no Governo FHC (pensou o ansioso blogueiro com seus botões).


Mantega lembrou que o Brasil divulga suas reservas cambiais todo dia (os EUA não fazem isso).


E o câmbio?


O Brasil não vai deixar o câmbio descer abaixo de R$ 1,80, o que não é uma maravilha, mas dá pra levar – foi o raciocinio dele.


Em benefício de sua estratégia, ele lembrou que, em janeiro de 2011, o dólar estava em R$ 1,62 e, hoje, é R$ 1,83.


E quanto a economia vai crescer em 2012 ?


Quatro por cento ou mais.


E a aceleração toma ímpeto no terceiro trimestre.


Como diriam os Urubólogos, será um crescimento “pontual” – PHA


Paulo Henrique Amorim



Cachoeira é um tsunami na oposição




Agora há pouco, no site da Carta Capital, a revista que, além de desaparecer em Goiânia comprada por um grupo misterioso, ia ser processada pelo governo de Goiás, por ligar o Governo Marconi Perillo ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, fonte assídua da Veja, “para limpar o Brasil”.


“Não adiantou negar, espernear, ameaçar processo. Nesta quarta-feira 4, a revelação de que as falcatruas do bicheiro Carlinhos Cachoeira tinha tentáculos no governo de Goiás produziu a primeira baixa na equipe de Marconi Perillo (PSDB).


No centro das suspeitas, a chefe de gabinete do governador, Eliane Gonçalves Pinheiro, pediu exoneração após a revelação de que era citada nas interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal na esteira da Operação Monte Carlo.


Conforme mostrou a reportagem de Leandro Fortes na última edição de CartaCapital, Eliane chegou ao cargo no início do ano passado, depois das eleições de 2010, quando foi responsável pela articulação do tucano para que prefeitos do PP aderissem à campanha do PSDB ao governo estadual.


Segundo as investigações, a filha de um dos padrinhos políticos de Eliane é casada com um irmão de Cachoeira, que comandou o esquema do jogo do bicho e outras irregularidades em Goiás. Ele foi preso pela PF na operação.


Eliane é suspeita de acionar políticos aliados sobre operações policiais na região. As mensagens eram trocadas com o bicheiro, de acordo com outra reportagem, publicada nesta quarta-feira pela Folha de S.Paulo.


Ciente da encrenca em que está metido, Perillo já havia decidido mexer em sua equipe para apagar os rastros de Cachoeira e do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), também implicado no esquema. Assim, a chefe de gabinete de Perillo deveria deixar o cargo, conforme noticiou Carta Capital na semana passada, sob a improvável promessa de mudar de função.


Os arquivos e grampos de Cachoeira são um tsunami.


Perillo, convém lembrar, é a “boa alma” que disse ter ido avisar Lula sobre o “mensalão”, após a gravação da propina nos Correios que, agora se sabe, foi mandada fazer por Carlinhos Cachoeira.

Álvaro Dias socorre governador tucano




Por Altamiro Borges


O líder do PSDB no Senado, o paranaense Álvaro Dias, está histérico. A denúncia de que o mafioso Carlinhos Cachoeira mantinha contato direto com o gabinete de Marconi Perillo (PSDB-GO) alvoroçou o ninho tucano.


Nas escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal, a principal assessora do governador surge traficando informações com o bicheiro e diz que “o maior” sabe de tudo. Quem será "o maior"?


As denúncias podem resultar no pedido de impeachment de Perillo, que nega qualquer relação com Cachoeira. “Eu falei com ele uma única vez, para cumprimentá-lo pelo seu aniversário”, alegou o tucano. “Observador incauto poderia indagar: cumprimento de governador a contraventor é coisa que os bons costumes recomendam?”, ironiza Josias de Souza, blogueiro da Folha.


A "consciência tranquila" dos tucanos


Apesar dos indícios, o senador Álvaro Dias garante que o PSDB “confia” no governador de Goiás. Para ele, “o partido não enxerga muita coisa” na relação entre Perillo e o mafioso Cachoeira – que já detonou o demo Demóstenes Torres. Ele preferiu atacar Eliane Pinheiro, chefe de gabinete do tucano, que surge nos grampos. E, irritado, ainda criticou o rumo das investigações da Polícia Federal.


“Nós estranhamos que essas fitas sejam seletivas, sempre voltadas para a oposição”, disse o líder tucano, tão acostumado com as denúncias contra o governo petista. Já o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, defendeu o DEM, um apêndice bichado dos tucanos, que “já mandou o Demóstenes para casa”. Ele garantiu que a oposição demotucana “está com a consciência tranquila”.


Será?


Não parece!


Escândalo Demóstenes-Cachoeira expõe Brasil como país de otários




Venho de uma maratona de três dias com a filha caçula (13 anos) na UTI de um hospital. Fui “rendido” na vigília ao lado dela por um acompanhante substituto e temporário – ficará com menina até à noite para que eu possa, por algumas horas, finalmente desfrutar do luxo de uma cama após três noites dormindo em uma poltrona.


Esta irrequieta veia de blogueiro, no entanto, não me deixa pegar no sono. Vim caminhando do hospital até em casa – são só quatro quadras – já fuçando a internet pelo celular e perguntando nas redes sociais quais eram as últimas sobre o caso Demóstenes-Cachoeira, que pôs o país perplexo ao desnudar alguns fatos que parecem oriundos de uma ficção policial ou de espionagem.


Amigos daquelas redes me mostraram que Hollywood não faria melhor. Primeiramente, descubro que não preciso mais da imprensa porque foi só de ontem para hoje que jornais como Folha de São Paulo e O Globo deram uma notícia da qual eu tomara conhecimento há quase uma semana: o governador de Goiás, Marconi Perillo, está envolvido no escândalo em tela.


Diálogos de assessores diretos do governador com o bicheiro Carlinhos Cachoeira que este blog e ao menos outros dois publicaram no meio da tarde do dia 29 último – portanto, há seis dias – através da reprodução do inquérito da Justiça sobre a Operação Monte Carlo já davam, então, acesso ao material que aqueles jornais parecem só ter notado na terça-feira (3) e que só realçaram em suas páginas na quarta (4).


Ainda não chegou à grande mídia outra notícia estupefaciente (venho querendo usar o adjetivo há dias, porque me surgiu do nada na cabeça). A maior revista semanal do país, a qual ganhou fama por publicar escândalos políticos, empreendeu uma epopéia denuncista contra um só lado do espectro político ao longo da década passada valendo-se de relações permanentes e profundas com uma quadrilha que se encontra (quase) toda presa.


Um jornalista e blogueiro de renome publica, em primeira mão, que a publicação que se relaciona com bandidos manteve centenas de ligações telefônicas com eles sem jamais ter notado que enquanto eles lhe forneciam informações sobre políticos aos quais essa publicação se opõe escancaradamente, cometiam graves crimes. Tão graves que foram flagrados pela Polícia Federal.

Em seguida, o mesmo jornalista divulga uma extensa lista de matérias de capa que a tal revista semanal publicou contra o governo do país e informa que todas elas derivaram de informações daquela quadrilha que está vendo o sol nascer quadrado em uma penitenciária de segurança máxima.


Enquanto isso, a mesma revista e outros grandes veículos tão distraídos que até agora não descobriram nada disso, tentam, desesperadamente, achar algum membro do partido do governo federal ou de algum partido aliado para envolver em um escândalo que mostra que o segundo maior partido de oposição não passa de um ajuntamento de criminosos que vai sendo flagrado ano após ano, obrigando esse “partido” a uma teatralização de “surpresa” com os crimes de mais um membro até então emérito.


Essa grande imprensa que se especializou em divulgar escândalos valendo-se de informações miraculosamente levantadas contra o governo federal não foi capaz de ver o que acontecia na oposição – ainda que, até 2003, vivesse descobrindo escândalos do partido que, então, era oposição e que, hoje, ocupa o Poder.


Ainda estou caminhando entre o hospital e a minha residência quando um amigo argentino, que também é jornalista, liga-me no celular e pergunta se é verdade que a tal revista publicou todas aquelas matérias contra o governo usando informações da quadrilha de Goiás, e revela que a imprensa internacional só espera a confirmação dessas informações para divulgá-las.


Para a nossa imprensa seria mais fácil. Os relatórios da Polícia Federal e o próprio inquérito que está na Justiça sobre a operação Monte Carlo permitem comprovar tudo. Porém, a imprensa brasileira fatalmente será furada pela estrangeira, pois as provas contra a tal revista são escandalosas.


Quando a imprensa internacional começar a discutir esse assunto, o mundo saberá que as instituições se mobilizaram para investigar denúncias que aquela revista publicou e que se originaram de uma quadrilha de criminosos (!) com a qual a tal publicação mantinha estreita relação. Também saberá que tais denúncias consumiram recursos públicos e nenhuma foi comprovada.


Detalhe: refiro-me às denúncias contra o governo federal que a revista fez baseada em informações da quadrilha que está no xilindró e que, nos grampos da Polícia Federal, os bandidos dizem que foram “todas” fornecidas por eles mesmos.


O que o mundo dirá do Brasil? O que você diria de um país que coloca polícia, toda a grande imprensa, a Procuradoria da República e até o Judiciário para correrem atrás de denúncias feitas por bandidos de forma a distraírem essas autoridades das próprias atividades criminosas? Você, leitor, não sei, mas eu diria que é um país de otários.

Campanhas de mídia não atingiram Dilma




Mais de um ano de tentativas, onda após onda de mídia.


E a popularidade da presidenta Dilma não sofreu o mínimo risquinho, como mostra a pesquisa CNI-Ibope divulgada hoje (veja aqui a íntegra).


Os índices de “ótimo” e “bom” obtidos pelo Governo são os mesmos 56% obtidos em março de 2011.


E a aprovação à forma com que Dilma desempenha suas funções de Governo chegaram ao nível recorde de 77%.


Ou seja, três quartos da população acha que ela governa da forma correta, inclusive parte dos que consideram o Governo apenas “regular”. A confiança pessoal na presidenta chega a um nível semelhante: 72%.


Também anda por aí – 75% – o percentual dos que consideram o Governo Dilma igual (60%) ou melhor (15%) do que o do presidente Lula.


Os nossos “analistas políticos”, depois de meses de escândalos despejados em cachoeira pela imprensa, deveriam tentar explicar não a credibilidade de Dilma, mas, talvez, a sua própria falta de credibilidade.


Não vão nem tentar. Não tem importância, ninguém acredita no que dizem, mesmo…


Rola a 2ª cabeça da cota de Cachoeira no governo Marconi Perillo




O presidente do Detran de Goiás, Edivaldo Cardoso, pediu demissão, e é apontado como sendo indicação de Carlinhos Cachoeira.


O nome dele apareceu em gravações telefônicas na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, envolvido em intermediação de transações de empresas ligadas a Carlinhos Cachoeira com o governo.


Edivaldo Cardoso aparece em escutas da Polícia Federal conversando com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, intermediando repasse de verbas do governo Perillo para uma empresa ligada ao grupo de Cachoeira.


Para fugir da imprensa e apagar o incêncio do escândalo que assola seu governo, o governador Marconi Perillo (PSDB/GO) cancelou a agenda desta tarde e viajou para uma chácara em Pirenópolis.

FHC ataca corrupção e protege Perillo




Por Altamiro Borges


Em artigo no Estadão no domingo (1), FHC voltou a tagarelar sobre corrupção. O ex-presidente devia ser mais cauteloso com os seus textos – certo que depois ele pode pedir para esquecê-los. Nem bem o artigo foi publicado e surgiram novos indícios sobre as ligações do governador tucano Marconi Perillo com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira.


No texto intitulado “Crime sem castigo”, o sociólogo defende a tese de que a corrupção aproximou-se do seu “limiar” nos últimos anos – logicamente depois do seu reinado “ético”. Para FHC, “dia chegará – se não houver reação – em que a corrupção passará a ser condição de governabilidade, como ocorre nos chamados narcoestados”.


A "cultura de tolerância"


FHC até cita, em tom de tristeza, o “clamoroso caso que afeta o Senado”, sem mencionar o nome de Demóstenes Torres, o ex-líder do DEM – talvez porque este partido tenha sido o principal aliado de seu governo, inclusive ocupando a vice-presidência da República. Ao final, o ex-presidente critica a “cultura de tolerância” com os corruptos.


Ele poderia aproveitar o artigo para fazer uma autocrítica sincera do seu governo, quando surgiram inúmeros indícios de corrupção – como na compra de deputados na votação da emenda da reeleição ou no processo da privataria das estatais. Na ocasião, a “cultura da tolerância” contou com a inestimável ajuda da mídia demotucana.


A chefe de gabinete do tucano


Mais ainda: ele poderia aproveitar o artigo para questionar a prática de alguns de seus pares tucanos. Desde o início do escândalo Demóstenes/Cachoeira surgiram indícios do envolvimento no esquema do governador Marconi Perillo (PSDB-GO). Mas FHC, no seu “farisaísmo” – tão criticado no artigo –, preferiu se fingir de morto.


Passados três dias, a própria mídia foi forçada a falar sobre o esquema de corrupção envolvendo o governador tucano. Eliane Gonçalves Pinheiro, chefe de gabinete de Marconi Perillo, foi flagrada em escutas gravadas pela Polícia Federal negociando com o mafioso Carlinhos Cachoeira. Ela inclusive já pediu demissão do cargo, mas o fedor permanece.


Quem é "o maior"?


“Segundo relatório da Operação Monte Carlo, Cachoeira trocou telefonemas e mensagens com Eliane que, como o senador Demóstenes Torres (sem partido), também foi presenteada com um telefone criptografado comprado no exterior para poder falar com o contraventor”, relatam Chico Góis e Jaílton de Carvalho no jornal O Globo de hoje (4).


Num dos trechos das escutas com autorização judicial, o mafioso pergunta à chefe de gabinete de Marconi Perillo se ela falou “pro maior” (sic). Eliane responde que sim e acrescenta: “Estou com ele aqui. Tá aqui. Imagina como que tava”. Quem seria “o maior”? O governador nega que seja ele, mas pouca gente acredita – talvez só FHC, o “puro”.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Policarpo-Cachoeira: uma dupla para limpar o Brasil




Um dos principais argumentos para dizer que o ex-Presidente Lula tinha conhecimento dos esquemas de depósitos ilegais de dinheiro para parlamentares em seu primeiro governo é o fato de que o governador de Goiás, Marconi Perillo, afirma tê-lo avisado de que estaria ocorrendo o “mensalão”.


Perillo diz ter sido alertado pelo deputado tucano Carlos Leréia. Ambos, como todos sabem, mais do que ligados a Carlinhos Cachoeira.


O caso começou, todos se recordam, com a filmagem de um funcionário dos Correios, Maurício Marinho, recebendo R$ 3 mil de interlocutores, num “furo de reportagem” de Policarpo Júnior, da Veja.


Sabe-se agora que a gravação foi providenciada pelo araponga Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, sargento reformado da Aeronáutica a serviço de Carlinhos Cachoeira. Dadá é aquele que “revelou” a Policarpo Júnior o suposto “dossiê” que se fazia contra a candidatura Serra que, de tão secreto, virou o livro “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Júnior.


Cachoeira é, por sua vez, o autor da gravação de Waldomiro Diniz, na época dirigente da empresa de loterias do Governo do Rio de Janeiro, pedindo propina, outro “furo” de Policarpo Júnior.


Agora, não podendo mais ocultar a “série de coincidências” – embora, ao contrário de outras vezes, tenha poupado uma capa sobre o escândalo – Veja mostra que associação entre seu editor e o banqueiro do bicho era de natureza “cívica”.


Sabendo que o áudio vazara, o publica como prova de sua “total transparência”, com a garantia do próprio bicheiro: “‘O Policarpo nunca vai ser nosso’.


Não, apenas estão trabalhando juntos pela moralidade pública:


- Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos (furos de reportagem) já foram, rapaz? E tudo via Policarpo.

Chega a ser comovente tanta pureza.


Ouça o diálogo aqui.



E é também tocante o discernimento de toda a grande imprensa brasileira, que se convenceu, automaticamente, que a associação Policarpo-Cachoeira era quase uma benemerência, uma cruzada moralizadora para livrar o Brasil da corrupção.


É certamente por esse elevado sentido de honradez que todas estas informações foram sonegadas aos leitores. O homem que mandava corromper e gravava a propina queria apenas o bem do Brasil e Policarpo, dono de um altíssimo sentido de dever pátrio, seguia suas orientações, profusamente transmitidas em dezenas e até centenas de telefonemas.


Só falta dizer que é dele a imagem no Santo Sudário, ao qual apelou a Veja para esconder sob Cristo o seu pecado Demo-Cachoeirista.


Enquanto isso, Lula, com a garganta – aquela que ele salvou do impeachment que a Veja desejava – recém recuperado, vai fazendo o milagre de contar, como prometera, tudo o que esteve encoberto na história do “mensalão”.


Sem ter de dizer uma palavra.


Ex-jornalista da Globo condenado já foi f... igual ao Policarpo




No ano de 2006, no Rio de Janeiro, os herdeiros do bicheiro falecido Castor de Andrade haviam se dividido em dois grupos, que tornaram-se rivais e travavam uma guerra violenta pelo controle de caça-níqueis na zona oeste. Um lado era chefiado por Rogério Andrade, o outro por Fernando Iggnácio. Um sobrinho, o outro genro de Castor.


Em dezembro daquele ano, a Operação Gladiador da Polícia Federal levou à prisão das quadrilhas e da cúpula da polícia civil do Rio de Janeiro.


O Ministério Público Federal apurou que o jornalista da TV Globo, Messias Xavier, era f... (como diz Reinaldo Azevedo) para fazer reportagens contra a máfia de caça-níqueis, mas... só direcionadas contra Rogério Andrade.


Na Operação Gladiador, Messias Xavier foi flagrado trocando telefonemas e e-mails com a quadrilha de Fernando Iggnácio. Ele alegou a mesma coisa que Policarpo Jr. da revista Veja disse a respeito de seus quase 200 telefonemas trocados com Carlinhos Cachoeira: estava desempenhando seu ofício de repórter atrás de notícias.


Os telefonemas falavam em pagamento de mensalinho, presentinhos, e venda de informações. Há telefonema em que Messias Xavier avisava sobre informações policiais sigilosas que ele conseguia na polícia ou na justiça como repórter, e antecipava o que iria acontecer para a quadrilha de Fernando Iggnácio, agindo como informante da quadrilha.


A TV Globo foi obrigada a livrar-se do vínculo desconfortável, e demitiu Messias Xavier. Constrangida, viu-se obrigada a divulgar os diálogos comprometedores no Jornal Nacional e emitiu nota pública comunicando a demissão.


Em dezembro de 2010, após responder o devido processo legal, o ex-jornalista da Globo foi condenado a 3 anos de reclusão, tendo a pena convertida para prestação de serviços comunitários e pagamento de multa.


Só o Ministério Público, a Polícia Federal, o próprio Policarpo e a revista Veja sabem exatamente se o editor-chefe infringiu algum artigo do código penal nas suas soturnas conversas com Carlinhos Cachoeira (como aconteceu com Messias Xavier).


Mas o silêncio da revista Veja sobre estes diálogos já dá pistas. Aguardemos os próximos capítulos.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/04/ex-jornalista-da-globo-condenado-ja-foi.html

Você sabe quem é Wilder, dono de fortuna guardado debaixo do colchão?


Chama-se Wilder o primeiro-suplente de Demóstenes Torres no Senado.

Wilder Pedro de Morais .. Na eleição de 2010, Wilder declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 14,4 milhões, sendo R$ 2,2 milhões em espécie, que segundo ele, dinheiro guardado em casa. Algo estranho...


Wilder é secretário de Infraestrutura de Goiás, gestão do tucano Marconi Perilo, onde emprega um parente da ex -mulher do bicheiro Cachoeira. E é amigo de....Carlinhos Cachoeira!! .


O Wilder era casado com uma moça, que se separou dele para viver com.... Cachoeira,.... sem antes levar uma surra do Wilder.


Se caso Wilder desistir de assumir o mandato de senador, como forma de ficar longe dos holofotes do escândalo e manter o projeto de disputar a prefeitura de Anápolis (GO), assumiria a vaga o segundo suplente, José Eduardo Fleury Fernandes Costa, um agricultor e pecuarista de Quirinópolis (GO), que desde 2002 integra a chapa encabeçada por Demóstenes Torres.


Naquele ano, 2002, Fleury declarou patrimônio de R$ 5,7 milhões, incluindo rebanho bovino (2.608 cabeças de gado) avaliado em R$ 1,3 milhão.


Mas....Amigos de Demóstenes Torres avaliam que o senador não deve renunciar ao mandato para evitar uma eventual cassação. Acreditam que o senador goiano será preso se perder a imunidade parlamentar”.


Ou seja, não fica nada a desejar ao titular.


Reinaldo Azevedo 'passa recibo' de suposta propina de R$ 150 mil para silenciar Veja




Reinaldo Azevedo, pautado por Joaquim Roriz, recoloca em pauta a suposta propina de R$ 150 mil para silenciar a Veja sobre o PM João Dias, em 2008.O vídeo é uma produção de marqueteiros políticos de Roriz usada na campanha eleitoral.



O blogueiro da revista Veja, Reinaldo Azevedo, acaba de dar um tiro de canhão no pé.Sem querer, "passou recibo" (como se diz no popular) sobre uma suposta "arrecadação de R$ 150 mil para tentar evitar a publicação da matéria pela revista Veja", pois o autor dessa denúncia é o mesmo Geraldo Nascimento de Andrade citado por Azevedo.


Se a intenção da Veja era tirar o caso Policarpo-Cachoeira de pauta, atirando em Agnelo, o resultado foi um tiro de canhão no pé.


Para entender detalhadamente o caso, repetimos o post publicado aqui em primeira mão, em outubro de 2011, mas que continua mais atual do que nunca:

R$ 150 mil para evitar publicação de matéria na revista Veja - revela o Estadão

Em primeira-mão no Blog Os Amigos do Presidente Lula em 23/10/2011 as 17:28hs


Sem querer o jornal Estadão jogou a revista Veja no caldeirão de suspeitos de cobrar R$ 150 mil para silenciar sobre encândalos.


Foi nesta matéria, onde o alvo era Agnelo Queiroz, mas se a Polícia Federal investiga as conexões políticas no caso, agora não pode deixar de fora as investigações sobre a revista Veja, para averiguar se a revista não estaria participando da partilha do dinheiro da máfia que fraudou convênios com o Ministério do Esporte.


Eis o trecho do Estadão onde "entrega" a revista:


Geraldo Nascimento contou à Polícia Civil que na reunião foi debatida uma forma de arrecadar R$ 150 mil para tentar evitar a publicação da matéria pela revista Veja, baseadas nas acusações feitas por Michael. A matéria foi publicada em abril de 2008. Discutiriam também o que fazer com o delator.


Clique nas imagens para ampliar


É preciso advertir que estas acusações, como as outras, são frágeis, muita coisa baseada apenas em depoimento sobre a tal reunião, na base do "ouviu falar", do "fiquei sabendo". O depoente sequer diz que participou, nem que testemunhou. Além disso ele está envolvido no desvio das verbas e participou da campanha da família Roriz em 2010. Então todo cuidado é pouco.


Mas o fato é que a revista Veja publicou uma matéria na edição 2057 de 23 de abril de 2008, com o referido Michael atacando Agnelo.


Agnelo é o alvo das acusações na revista nesta matéria, o que evidencia que ele não pagou propina à revista para não ser atacado.


Isso poderia ser evidência a favor da revista, porém...... nenhuma linhazinha sobre o PM João Dias. O nome dele nem é citado. E, em outros jornais, Michael o acusa de o ter ameaçado e até quebrado o pulso.



A revista saiu no sábado, dia 19 de abril de 2008.


Dezenove dias antes, no dia 01 de abril, o PM João Dias fora preso na Operação Shaolin, como comprova esta matéria do Correio Braziliense:

Por que a Veja fez silêncio sobre a Operação Shaolin e sobre o PM, e só atacou Agnelo?


E não foi apenas nesta edição 2057. Não há registro nas buscas dos arquivos digitais da revista (arquivo completo com todas as edições) sobre a Operação Shaolin, nem da prisão do PM. Seu nome só aparece nas páginas da revista agora, em outubro de 2011.


O povo quer saber:


1) A revista (ou alguém da revista) recebeu ou não propina de R$ 150 mil do PM João Dias, para não publicar denúncias contra ele?


2) Qual o pacto da revista Veja com o PM João Dias, para esconder todos os escândalos que ele está envolvido desde 2008, e só citá-lo agora quando ele quis aparecer como "denunciante"?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Quem comprou todas as revistas Carta Capital, para os goianos não lerem?

A revista Carta Capital desta semana sumiu das bancas de Goiânia e Anápolis.
Há relatos de que alguém ligado as pessoas da capa (acima) mandou comprar todos os exemplares nas bancas, antes que a população tenha acesso.


Uma banca, na falta da revista, está vendendo fotocópias da reportagem.


Mas essa forma coronelesca de censura será rompida. A Carta Capital liberará a reportagem de Leandro Fortes na íntegra em seu site na internet, nesta segunda-feira (2).


Os relatos do sumiço podem ser lidos nesta nota da revista.


Deputado tucano recebeu R$ 100 mil de Cachoeira. PSDB finge que não vê e a imprensa silencia




Diálogos interceptados pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, revelam que o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) também negociava com a organização comandada pelo bicheiro Carlos Alberto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O tucano, segundo as investigações, recebeu depósitos bancários e bens - inclusive imóveis - obtidos com atividades ilícitas.


Leréia é aliado do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e, a exemplo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), também usava um telefone da marca Nextel, habilitado nos Estados Unidos, cedido por Cachoeira para dificultar grampos nas comunicações do grupo.

Ele é um dos seis parlamentares relacionados até agora como alvos do inquérito criminal aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República. Stepan Nercessian (PPS-RJ), confirmou ter recebido R$ 175 mil de Cachoeira, segundo a edição de ontem do jornal Folha de S. Paulo. Ainda ontem Stepan pediu, por meio de nota, licença temporária do PPS e de todos os cargos e funções que ocupa no partido.


Entre os valores destinados ao deputado tucano e já rastreados estão um depósito de R$ 100 mil, feito na conta de uma empresa comandada supostamente por laranjas - a Linkmidia Tecnologia da Informação e Editoração Ltda - e uma sociedade com Cachoeira em terreno avaliado em R$ 800 mil, em um condomínio de luxo em Goiânia.


A empresa Linkmidia fica em Formosa (GO), a 80 quilômetros de Brasília, e está registrada em nome de Hugo Teixeira, mas pertence de fato ao pai, Leônidas Teixeira, segundo apurou a PF.
Grampos.


Em diálogo grampeado em 22 de junho de 2009, na Operação Vegas, Leréia instrui o contraventor Wladimir Garcez Henrique a depositar R$ 100 mil na conta da Linkmídia. Wladimir foi denunciado pelo Ministério Público como um dos membros do esquema de exploração de jogos ilegais comandado por Cachoeira, desmantelado em 29 de fevereiro pela Operação Monte Carlo.

O deputado, segundo a PF, tinha o hábito de conferir cada real depositado em seu favor e, dois dias depois, em novo contato com o contraventor, reclamou que o valor combinado estava incompleto.


"Eu liguei pro rapaz lá, falou que só fizeram um depósito daquele lá, entendeu? Podia verificar isso aí." Wladimir garante: "Foi feito ontem o outro... foram os dois".


Leréia aceita a resposta, mas com desconfiança: "Tá bom, então tá, um abraço, certeza, né?" E Wladimir encerra a conversa com uma ponta de vacilo: "Certeza, só se o cara tá mentindo, né? Ele não mentiria, não… Foram os dois". Horas depois, a desconfiança de Leréia se confirma num contato de Wladimir com um subalterno, Geovani.


"O Leréia ligou, você olhou aquele negócio, tá confirmado ou não tá?", indaga o chefe. "É... tá faltando... 25 que... é... segundo ele aqui vai conseguir fazer só amanhã. Então, quer dizer que foi (depositado) só 75", responde Geovani. "Fala que amanhã vai entrar os outros 25."


Nesse mesmo dia 24 de junho, em outro diálogo interceptado, Cachoeira, provavelmente acionado por Leréia, ligou para Geovani para tomar satisfações sobre os 25 mil que faltavam.


Os diálogos, aos quais o jornal O Estado teve acesso, foram travados entre 17 de junho e 3 de julho de 2009, na Operação Vegas, que antecedeu a Operação Monte Carlo, que desbaratou, em 29 de fevereiro passado, a organização criminosa chefiada por Cachoeira.

Reinaldo Azevedo e a capa da Veja 'entregam' Policarpo, sem querer

Texto revisado. Reinaldo Azevedo editou o diálogo com cortes que deturpam o teor. O Nassif publicou o diálogo completo, que muda o significado do diálogo editado por Azevedo em alguns pontos.


Na semana em que a revista Carta Capital aprofunda na reportagem investigativa indo muito além do senador Demóstenes Torres e entranhando no governo de Marconi Perillo, e quando até a revista Época, da Globo, colocou o Demóstenes na capa, a Veja foge da reportagem da semana e apela para o manto sagrado de Cristo ...Mas o pior é o blogueiro Reinaldo Azevedo tentando defender o colega Policarpo Júnior e complicando mais ainda a situação.


Em vez de revelar um único diálogo, entre os cerca de 200 entre Policarpo e Cachoeira, Azevedo pinçou uma edição do diálogo onde o bicheiro manda o araponga subalterno Jairo Martins parar de "aceitar trabalhos encomendados" diretamente por Policarpo, sem passar por Cachoeira, inclusive dizendo "... o Policarpo nunca vai ser nosso... afaste-se dele...".


Ora, o diálogo indica que Policarpo ocuparia uma posição hierárquica superior dentro da pirâmide de relacionamentos de Cachoeira, e o bicheiro estaria "proibindo" Jairo, seu subordinado, de agir como se fosse subordinado de Policarpo, porque senão quebra a cadeia de comando de Cachoeira, e ele não poderia fazer o toma-lá-dá-cá com Policarpo.


E desde quando elogio "eloquente" (que não existe de fato no diálogo) de Carlinhos Cachoeira é atestado de idoneidade, como sugere Azevedo? Cachoeira também elogiava Demóstenes, e como elogiava!


Outra curiosidade... Quando se diz que um médico não faz favor pra ninguém, entende-se que o médico cobra por tudo o que faz! Então quando Cachoeira diz que um jornalista não faz favor para ninguém... logo... e Azevedo ainda acha que isso é uma boa peça de defesa.


E quem acredita que seja uma coisa positiva Carlinhos Cachoeira dizer que "os grandes furos do Policarpo fomos nós que demos", quando o bicheiro está sendo acusado de espionar para supostamente chantagear (inclusive publicando seletivamente denúncias através da imprensa), para obter vantagens financeiras nos negócios e proteção política?


E o escárnio de Cachoeira falar em estar "limpando o Brasil da corrupção" (ao passar arapongagens para Policarpo)? Logo quem! Aquele que aparece nos autos corrompendo senadores, policiais, deputados, altas autoridades do governo de Goiás, e, ao que tudo indica, jornalistas.


Eis o diálogo deturpado por Reinaldo Azevedo:


Cachoeira - O Policarpo, você conhece muito bem ele. Ele não faz favor pra ninguém e muito menos pra você. Não se iluda, não (…) Os grandes furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz (…) Ele não vai fazer nada procê.
Jairo - É, não, isso é verdade aí.


Cachoeira - Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho por Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz!? E tudo via Policarpo. Agora, não é bom você falar isso com o Policarpo, não, sabe? Você tem que afastar dele e a barriga dele doer, sabe? Tem que ter a troca, ô Jairo. Nunca cobramos a troca.
Jairo - Isso é verdade.


Cachoeira - E fala pra ele (…) eu ganho algum centavo seu, Policarpo? Não ganho (…) Nós temos de ter jornalista na mão, ô Jairo! Nós temos que ter jornalista. O Policarpo nunca vai ser nosso…
Jairo - É, não tem não, não tem não. Ele não tem mesmo não. Ele é foda!


O diálogo completo está publicado aqui no Nassif, onde o contexto de chamar Policarpo de "foda" não é bem um elogio, e a íntegra do diálogo confirma o jogo do toma-lá-dá-cá entre a revista e a organização criminosa.


Só o desespero explica essa "defesa" forçada de Reinaldo Azevedo.


Nem precisa desenhar para entender que se Policarpo fosse "foda" como Reinaldo Azevedo tenta engambelar seus leitores, Carlinhos Cachoeira seria a reportagem da capa, daquelas de ganhar prêmio Esso, tamanha a intimidade e confidências do editor-chefe com a organização criminosa.


Bastava abrir o bico sobre o que sabe e está escondendo do leitor, mas... todo mundo tem o direito de ficar em silêncio para não se incriminar.


Não custa lembrar também a nota do portal 247: Veja defende "empresário" Cachoeira desde 2004



As matérias que Cachoeira plantou na Veja




Em 2008 dei início à primeira batalha de um Blog contra uma grande publicação no Brasil.


Foi "O Caso de Veja", uma série de reportagens denunciando o jornalismo da revista Veja. Nela, selecionei um conjunto de escândalos inverossímeis, publicados pela revista. Eram matérias que se destacavam pela absoluta falta de discernimento, pela divulgação de fatos sem pé nem cabeça.


A partir dos "grampos" em Carlinhos Cachoeira foi possível identificar as matérias que montava em parceria com a revista. A maior parte delas tinha sido abordada na série, porque estavam justamente entre as mais ostensivamente falsas.


Com o auxílio de leitores, aí vai o mapeamento das matérias: DO GRAMPO DA PF DIVULGADO PELA REVISTA VEJA ESTE FIM DE SEMANA:


Cachoeira: Jairo, põe um trem na sua cabeça. Esse cara aí não vai fazer favor pra você nunca isoladamente, sabe? A gente tem que trabalhar com ele em grupo. Porque os grande furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz. Todos eles fomos nós que demos (...).


Cachoeira: Eu fiquei puto porque ontem ele xingou o Dadá tudo pro Cláudio, entendeu? E você dando fita pra ele, entendeu? (...)


Cachoeira: Agora, vamos trabalhar em conjunto porque só entre nós, esse estouro aí que aconteceu foi a gente. Foi a gente. Quer dizer: mais um. O Jairo, conta quantos foram. Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz. E tudo via Policarpo.


Graças ao grampo, é possível mapear alguns dos “furos” mencionados pelo bicheiro na conversa entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira com o PM-araponga Jairo Martins, um ex- agente da Abin que se vangloria de merecer um Prêmio Esso por sua colaboração com Veja em Brasília. Martins está preso, junto com seu superior na quadrilha de Cachoeira, o sargento aposentado da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, fonte contumaz de jornalistas - com os quais mantém relações de agente duplo, levando e trazendo informações do submundo da arapongagem.


O primeiro registro da associação entre Veja e Cachoeira está numa reportagem de 2004, que desmoralizou uma CPI em que o bicheiro era invetigado. Em janeiro daquele ano, Cachoeira foi a fonte da revista Época, concorrente de Veja, na matéria que mostrou Waldomiro Diniz, sub de José Dirceu, pedindo propina ao bicheiro quando era dirigente do governo do Rio (2002). Depois disso, Cachoeira virou assinante de Veja.


As digitais do bicheiro e seus associados, incluindo o senador Demostenes Torres, estão nos principais furos da Sucursal de Brasília ao longo do governo Lula: os dólares de Cuba, o dinheiro das FARC para o PT, a corrupção nos Correios, o espião de Renan Calheiros, o grampo sem áudio, o “grupo de inteligência” do PT.


O que essas matérias têm em comum:

1) A origem das denúncias é sempre nebulosa: “um agente da Abin”, “uma pessoa bem informada”, “um espião”, “um emissário próximo”.


2) As matérias sempre se apoiam em fitas, DVDs ou cópias de relatórios secretos – que nem sempre são apresentados aos leitores, se é que existem.

3) As matérias atingem adversários políticos ou concorrentes nos negócios de Cachoiera e Demostenes Torres (o PT, Lula, o grupo que dominava os Correios, o delegado Paulo Lacerda, Renan Calheiros, a campanha de Dilma Rousseff)


4) Nenhuma das denúncias divulgadas com estardalhaço se comprovou (única exceção para o pedido de propina de 3 mil reais no caso dos Correios).


5) Assim mesmo, todas tiveram ampla repercussão no resto da imprensa.

CONFIRA AQUI A CACHOEIRA DOS FUROS DA VEJA EM ASSOCIAÇÃO COM DEMÓSTENES, ARAPONGAS E CAPANGAS DO BICHEIRO PRESO:


Veja a reportagem completa aqui: