sexta-feira, 18 de maio de 2012

CPI do Cachoeira: Oposição quis bagunçar a fila da guilhotina, para tirar Perillo do 1º lugar



Dê 50 coisas para uma pessoa fazer ao mesmo tempo, e ela não conseguirá fazer nenhuma. Dê uma coisa de cada vez, e ela conseguirá fazer as 50 coisas, uma a uma, ao longo do tempo.

Aponte para tudo quanto é lado, que não se chega a lugar nenhum.

A CPI tem 180 dias e a oposição, com ajuda dos amigos da revista Veja, Miro Teireixa (PDT-RJ), Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), querem impedir o começo pelo início.

Querem relaxar na investigação do núcleo duro da organização de Cachoeira, para desviar o foco na direção lateral do esquema, sem destrinchá-lo.

O motivo é criar confusão, bagunçando a ordem da investigação, para tirar seu governador tucano Marconi Perillo (GO), do primeiro lugar na fila de candidatos à guilhotina.

Com a ajuda da velha imprensa, pretendem nivelar outros governadores a Marconi para, com isso, salvá-lo em um grande acordão final. É a estratégia de jogar fermento para fazer a massa da pizza crescer. É o mesmo que fizeram na CPI do Banestado para que a Privataria Tucana não ficasse conhecida já em 2004.

O relator Odair Cunha, a duras penas, conseguiu manter o caminho até agora, para não perder o rumo. A CPI quebrou 33 sigilos bancários de pessoas físicas e empresas do núcleo duro de Carlinhos Cachoeira. É material de sobra para fazer um trabalho sério neste início, para seguir o caminho do dinheiro sujo da organização criminosa.

Seguindo o dinheiro, chegará a outros nomes, outras empresas, outros políticos mais discretos no telefone, e , supostamente, ao envolvimento da matriz da Delta.

Por isso não cabe falar em investigação seletiva, cabe falar em começar pelo começo, e não perder o rumo.

Que sentido tem desviar, agora no início, o foco do núcleo duro da organização de Cachoeira, para a atuação da empreiteira Delta em 23 estados? Que sentido tem quebrar centenas de sigilos bancários "no chute", sem ter a rota do dinheiro sujo?

Alguém acha que a matriz da Delta (como qualquer outra grande empreiteira), uma S/A com faturamento de bilhões em obras públicas, vidraça para TCU, Ministério Público, Polícia Federal, etc, passará por suas contas bancárias oficiais, por sua contabilidade, um cheque a alguma autoridade escrito "referente à propina da obra tal"?

É óbvio que grandes empreiteiras que fazem maracutaias usam redes de empresas, disfarçadas de fornecedores ou prestadores de serviços. Ou seja, usam gente como Cláudio Abreu para negociar com Cachoeira, e as negociatas não aparecerem nas contas da matriz. Pois a Operação Monte Carlo já localizou esse foco, e a oposição na CPI quer fugir dele, andando em círculo?

Merval abandona Perillo. Fedeu!



Por Altamiro Borges


Em sua coluna no jornal O Globo de ontem (15), Merval Pereira finalmente chegou à conclusão de que não há mais escapatória para o governador Marconi Perillo (PSDB). No artigo intitulado “O governo paralelo de Cachoeira em Goiás”, ele quase decreta o fim do tucano. Em seus comentários na Globo News, o “imortal” é sempre meio enfadonho, lerdo. Desta vez, porém, ele até que foi mais rapidinho!

Merval chegou à triste conclusão após os depoimentos dos delegados das operações Vegas, Raul Alexandre Marques, e Monte Carlo, Matheus Mella Rodrigues, à CPMI do Cachoeira. Eles confirmam a existência de 60 números em série de aparelhos Nextel, habilitados nos EUA e supostamente à prova de grampos, que foram distribuídos pelo mafioso – “exclusivos para a diretoria”.
Conclusões bombásticas do "imortal"

Com base na longa investigação da Polícia Federal, que expõe os tentáculos da quadrilha de Cachoeira – que numa única casa de jogos faturava R$ 1,2 milhão ao mês –, o colunista do jornal O Globo tira algumas conclusões importantes e bombásticas. Vale conferir as principais:

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Os contatos e referências da organização criminosa envolveram empresários, jornalistas (‘setor’ de comunicação era importante para ela) e agentes públicos de níveis municipal, estadual e federal, como secretários, prefeitos, vereadores, deputados estaduais, distritais, federais, ministros (também de tribunais superiores), funcionários de agências reguladoras e assessores...

Inequivocamente, a autoridade pública mais íntima da organização era o senador Demóstenes Torres. ‘Ao angariar contratos para Delta no Centro-Oeste e em outras áreas do país, ele tornava-se sócio oculto da empresa’, informa a Polícia Federal... ‘Colocava-se sempre à disposição para usar sua influência política, em todas as esferas de poder, em favor dos negócios da organização’. Cachoeira tinha grande articulação política, “suprapartidária”, procurava influenciar vários detentores de mandatos.

Também se movimentava no campo eleitoral, discutindo candidaturas, sugerindo nomes e tratativas entre potenciais candidatos, em especial com o senador Demóstenes Torres. Os vínculos políticos e a proteção policial mediante suborno davam a Cachoeira a sensação de intocabilidade: “Todo mês falam que estão me investigando, vão me pegar... e nada acontece”, comentava no telefone Nextel supostamente inviolável...

Até aqui, o governo de Goiás, do tucano Marconi Perillo, foi aquele sobre o qual a organização criminosa mais ampliou seus tentáculos, podendo se falar mesmo, segundo a Polícia Federal, de um “governo paralelo”: até o corregedor da Secretaria de Segurança Pública era do esquema.

A Organização tinha “cota” de indicações políticas no governo. O governador Marconi Perillo, citado 237 vezes em conversas, teve encontros diretos com Cachoeira, tratava-o amistosamente e vendeu sua casa para o próprio, recebendo cheques assinados por Leonardo Ramos, sobrinho do capo.

As investigações mostram também intensas gestões para negócios com o governo do Distrito Federal, através de busca de contratos, legalização de terras (Ibran, Terracap, Incra) e outros “serviços”. Não foi detectado, até aqui, qualquer diálogo do governador petista Agnelo Queiroz com Cachoeira...

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Antes tarde do que nunca

O artigo de Merval Pereira, um dos principais colunistas da famiglia Marinho, confirma que a situação de Marconi Perillo é das mais dramáticas. Afinal, quem governava ou governa Goiás: o dirigente do PSDB ou o mafioso Carlinhos Cachoeira? O texto do jornalista das Organizações Globo reforça a tese dos que defendem o imediato impeachment do governador tucano.

Como diz o ditado, antes tarde do que nunca. Até pouco tempo atrás, o “imortal” ainda se esforçava para defender Perillo. Como ironizou o blogueiro Eduardo Guimarães, num texto de 13 de abril de 2012, “Merval tenta blindar Marconi ‘Perigo’”. Ele atacava o governador petista Agnelo Queiroz e limpava a barra do governador tucano de Goiás. Agora, parece, Merval resolveu se afastar do “Perigo”. Fedeu!
 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Silas Malafaia faz apologia ao ódio



Do sítio da CartaCapital:


Imagine o pastor Silas Malafaia acusando alguém de ser preconceituoso. Soa tão irreal quanto o senador Demóstenes Torres reclamar da corrupção no País. Mas, convenhamos, o Brasil é uma terra peculiar e os dois casos acontecem, e muito. Malafaia parou por alguns minutos a sua contínua pregação contra homossexuais (uma de suas principais estratégias para arrebanhar fiéis, frisa-se) para enviar um e-mail à redação. Os endereçados eram a repórter Beatriz Mendes, do site de CartaCapital, e os editores da revista.

O motivo: a repórter assina matéria em que relata a pressão dos movimentos LGBT sobre a Avon, empresa de cosméticos que disponibiliza catálogos de livros aos clientes – entre estes, obras de Malafaia, o homem em plena cruzada para eliminar a homossexualidade da humanidade.

O pastor chama Beatriz de “preconceituosa”, “ridícula” e “tola”, somatizando na repórter questões profundas que ele precisaria discutir com seu próprio terapeuta. De quebra, sugere que ela seja gay, o que faz dele, além de tudo, um futriqueiro.

Diz Malafaia: “A jornalista é tão preconceituosa e ridícula nos seus comentários que ela diz: ‘Em 2006, foi ele [Silas Malafaia] o responsável por uma manifestação diante do Congresso Nacional contra a lei criminalizadora da homofobia. Na ocasião o pastor afirmou que relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são a porta de entrada para a pedofilia’. Que absurdo a deturpação dessa preconceituosa jornalista que escamoteia a verdade! O que eu disse foi: ‘O PLC 122 é a porta de entrada para a pedofilia, pois no seu preâmbulo está escrito a livre expressão sexual’.

Como pode-se perceber, o pastor reclama que a repórter interpretou corretamente a visão de Malafaia sobre a PLC 122, justamente a que criminaliza a homofobia. Nesse caso, a livre associação de uma relação entre homossexuais e pedófilos seria tão errado quanto dizer que todo pastor neopentecostal é um canalha que só pensa em tirar dinheiro dos fiéis. Há pastores bons e há pastores corruptos, assim como há pedófilos heterossexuais e homossexuais. Falta conhecer melhor o assunto sobre o qual tanto se manifesta e tanto odeia.

Prossegue o pastor:

“A segunda mentira, deslavada e preconceituosa, prova que a jornalista não lê noticiários e outros jornais, o que faz dela uma tola. Ela escreveu que eu havia falado em meu programa: ‘Deveriam descer o porrete nesses homossexuais’. Sua atitude foi pior do que a da Polícia Federal durante a ditadura, que isolava palavras para incriminar os desafetos”. E conclui contando ter sido absolvido no processo, o que é verdade.

O vídeo editado a que Malafaia se refere é este aqui. Resolvemos, então, ir atrás do contexto total do vídeo. Malafaia diz que a igreja católica “deveria descer o porrete nesses homossexuais”. Ele alega que usou o termo no sentido figurado. Pode até ser verdade, mas isso não tira a agressividade do termo nem o ódio desferido aos gays.

O restante desse vídeo, como o leitor pode ver, mostra um pastor absolutamente comprometido com a intolerância sobre quem gosta de pessoas do mesmo sexo em uma tevê. Por volta do minuto 5:50, chama os homossexuais de doentes:

“Aí eu pergunto pra você (hãhãhã): quem são verdadeiros os doentes? É isso que eu não me calo. Os caras querem com essa pseudolei de homofobia (que a homofobia já tem lei, pra quem bate e mata homossexual vai pra cadeia), eles querem uma lei do privilégio pra falarem o que quiserem e ninguém diz nada. E sabe por que ninguém diz nada? Eu vou soltar o verbo aqui: porque lá dentro das editorias estão cheios de gays! É isso aqui! E eles manipulam a informação! Tá lotado de gays nas editorias de tevês e jornais”.

Bem, até onde se sabe felizmente ninguém apanha nas ruas pelo simples fato de ser e parecer evangélico. Infelizmente essas coisas acontecem com gays e lésbicas.

Saiba também o pastor que uma das mais interessantes qualidades do jornalismo como profissão é justamente a tolerância com homossexuais. As redações estão repletas deles por um motivo muito simples: se o jornalista homem vai para a cama com outro homem, seja este um engenheiro ou um pastor evangélico, isso só diz respeito a ele mesmo e a seu parceiro.

Preferência sexual não é um pré-requisito dessa profissão nem de nenhuma outra. É bom que seja assim.

Neste mesmo programa, Malafaia achincalha pastores que não se posicionam contra a existência de homossexuais (a partir do 10º minuto). E, para tal, cita um trecho da Bíblia, desconsiderando totalmente o fato de que só os beócios interpretam o livro sagrado ao pé da letra:

“Como tem gente medíocre no nosso meio… alguns pastores vão pro púlpito: ‘pastor não é pra se meter nisso’(…) Queridô, (…) para com essa falsa espiritualidade. É isso que o diabo e os ímpios querem: que a gente fique calado. Mas eu vou mostrar uma coisa na Bíblia pra vocês até pra alguns do nosso meio. Olha a sua covardia: ‘Acho que não deveríamos falar nada contra o homossexualismo, nós temos que amá-los”’, e cita um trecho bíblico.

E para encerrar em grande estilo, o pastor Silas Malafaia termina o programa elogiando o blogueiro da revista da Veja, Reinaldo Azevedo. Embora considere que ambos se mereçam, CartaCapital se recusa a tecer comentários. Ao hospício o que é do hospício.
 
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/05/silas-malafaia-faz-apologia-ao-odio.html

Globo esconde Lula para ajudar Serra


Por Altamiro Borges

A TV Globo decidiu não exibir as inserções do PT no horário partidário obrigatório de rádio e televisão. Segundo alegou, a decisão decorreu do atraso do partido na entrega da propaganda. A desculpa, porém, é esfarrapada. Todas as demais emissoras levaram ao ar as peças publicitárias. Na prática, a sabotagem serve como campanha indireta de José Serra à prefeitura da capital paulista.

Como registrou a própria Folha tucana, “a decisão põe em risco a estratégia petista para dar visibilidade ao pré-candidato do partido a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, antes do horário eleitoral gratuito, em agosto”. Na propaganda, Lula aparece abraçado com o postulante petista, o que é encarado como o maior risco pelos apoiadores de José Serra – e, lógico, pela famiglia Marinho.

A direção do PT paulista alegou que o atraso no envio ocorreu porque a decisão que assegurou o direito às inserções foi tomada pela Justiça Eleitoral apenas na semana passada. O partido também criticou a postura da da emissora. “Existe o direito de expressar uma mensagem partidária garantido pela Justiça Eleitoral e, por uma formalidade, ele está sendo negado por uma emissora”, afirmou Antonio Donato, dirigente da sigla.
 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

CALHA NORTE: LINHÃO TERÁ TORRE DE QUASE 300 METROS


Blog do Piteira

"Posso não concordar com nenhuma das tuas palavras, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las." (Voltaire)



O projeto da Rede Celpa, orçado em R$ 180 milhões, prevê a construção de mais de 700 quilômetros de linha de distribuição

Está sendo erguida na margem direita do rio Amazonas, na foz do rio Xingu, a maior torre de transmissão de energia elétrica da América Latina. Com 295 metros de altura, ela é cerca de 30 metros menor que a Torre Eiffel, em Paris, na França.

A torre do Xingu faz parte da linha de transmissão que vai levar energia da UHE Tucuruí para Macapá, Manaus e as cidades paraenses da margem esquerda do rio Amazonas. A linha de transmissão terá 1.800 quilômetros.

Além da linha de transmissão, que é mais que bem vinda e uma promessa antiga do governo federal, os moradores querem que as obras de construção das linhas de distribuição, sob responsabilidade da Rede Celpa, sejam antecipadas. A concessionária fala em 2017 como prazo; prefeitos e moradores querem para 2015, ou antes.

A deputada Josefina Carmo está em Brasília, de hoje até a próxima sexta, onde foi ao Ministério de Minas e Energia e à bancada federal do Pará para entregar o relatório da audiência pública realizada no dia 19 de abril passado, em Monte Alegre, promovida pela Assembleia Legislativa do Pará, que debateu o assunto.

Durante a audiência pública, os moradores e líderes políticos da região presentes pediram que o governo do Estado, os deputados estaduais e a bancada federal paraense juntem esforços para conseguir a antecipação das obras que vão levar a energia, já rebaixada, às cidades de Almeirim, Prainha, Monte Alegre,Alenquer, Curuá, Óbidos, Oriximiná, Faro e Terra Santa.

O projeto da Rede Celpa, orçado em R$ 180 milhões, prevê a construção de mais de 700 quilômetros de linha de distribuição.
 

terça-feira, 15 de maio de 2012

Collor quer dono da Veja na CPI



"Em nome da verdade, desafio o chefe-maior desse grupelho, Roberto Civita"


Saiu no R7:


Dono de Veja deve ser convocado para CPI do Cachoeira, diz Collor

Alvo da imprensa na década de 90, ex-presidente condena relação entre revista e bicheiro

Afastado da Presidência depois de um processo de impeachment no início dos anos 1990, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) defendeu em Plenário, nesta segunda-feira (14), a convocação do jornalista Policarpo Júnior, chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, e do dono da publicação, Roberto Civita, à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Caso Cachoeira, que investiga as relações do bicheiro com agentes públicos.

De acordo com Collor, Policarpo Júnior é uma testemunha-chave no processo. O senador disse que é preciso saber até que ponto sua atividade jornalística em relação a Cachoeira ficou limitada ao contato com a fonte.

— Será que não teria sido melhor para o Brasil se o jornalista e seu veículo não tivessem ajudado o contraventor? Até que ponto uma fonte criminosa tem que ser coberta pelos meios? Onde estão os limites em proteger uma fonte e preservar sua rede de contravenções? A liberdade de imprensa está se transformando em libertinagem da imprensa?

Collor afirmou ainda que, há quase uma década, Policarpo Júnior tem estreitas relações com Cachoeira. O senador lembrou que o jornalista já testemunhou a favor de Cachoeira, em uma representação que envolvia o nome do empresário no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, em janeiro de 2005.

Naquela época, Cachoeira acusava parlamentares de tentarem extorqui-lo, por causa das investigações da CPI da Loterj, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Segundo o senador, não houve reação negativa quando o jornalista prestou depoimento a favor do bicheiro na Câmara dos Deputados. Assim, ele justifica, não deveria haver “temor” com o possível depoimento de agora.

O senador também fez duras críticas à revista Veja e disse já ter usado a tribuna para denunciar “fatos vergonhosos desses que se julgam paladinos da moral”.

Além disso, Collor afirmou que um ministro do STF já foi procurado pela revista, que teria pedido a condenação do senador no Supremo em troca de destaques na revista.

— Em nome da verdade, desafio o chefe-maior desse grupelho, Roberto Civita, para comparecer à CPI e falar das relações que sua revista e alguns de seus jornalistas mantêm com o crime organizado.

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/05/14/collor-quer-dono-da-veja-na-cpi/

CPI: Paulo Teixeira quer convocar mulher de Gurgel


Teixeira: Policarpo tem que explicar uma por uma


No programa Entrevista Record Atualidade que a Record News exibe nesta segunda feira às 22h15, logo depois do programa do Heródoto Barbeiro, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), ex-lider do partido e membro da CPMI considera que a sub-Procuradora Claudia Sampaio, mulher de Roberto Gurgel, o brindeiro Procurador, deve ser convocada para depor.

Teixeira acha indispensável que a sub-Procuradora explique por que ficou um ano sem investigar as ligações de Carlinhos Cachoeira com o senador Demóstenes Torres.

Ele considera que, se o povo de Goiás soubesse do que sabe agora, provavelmente Demóstenes não teria sido eleito.

Sobre Robert(o) Civita e Policarpo Junior, Teixeira acha necessário ouvir Policarpo, que manteve uma relação de dez anos com Cachoeira e chegou a depor a favor dele.

É impossível que Policarpo não soubesse que se tratava de uma quadrilha, de crime organizado.

Policarpo terá que explicar, uma a uma, as “reportagens” que publicou na Veja.

Inclusive aquela que serviu como ponto de partida para o mensalão – clique aqui para ler “ TV Record melou o mensalão” .

Policarpo terá que demonstrar que ele era o responsável pelo que publicou.

Se houver alguém mais responsável acima dele, diz Teixeira, este também deverá ser chamado.
“Vamos perguntar sobre todas as matérias”, disse o deputado petista.

Segundo Teixeira, a CPI vai se acelerar no momento em tiver acesso a todos os áudios e se aprofundar nas conversas todas.

Aí, é possível que se caracterize a necessidade de Robert(o) Civita depor – clique aqui para ler “Os áudios que incriminam a Veja, Robert(o) Civita e Cachoeira - uma reportagem do Domingo Espetacular”.

Paulo Henrique Amorim

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/05/14/cpi-paulo-teixeira-quer-convocar-mulher-de-gurgel/

Nota da PF deixa Gurgel em apuros


Por Luciana Lima, na Agência Brasil:

A Polícia Federal (PF) informou hoje (14), por meio de nota, que não houve qualquer pedido feito à subprocuradora da República, Cláudia Sampaio, a respeito da Operação Vegas, que investigou as atividades ilegais do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. No documento, a PF contestou as informações prestadas pela subprocuradora de que o inquérito teria sido arquivado a pedido do delegado Raul Alexandre Marque de Sousa, que conduziu as investigações.

"O delegado Raul Alexandre não pediu à subprocuradora Cláudia Sampaio, mulher do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o arquivamento ou o não envio da Operação Vegas ao STF", diz a nota, que detalha os encontros ocorridos entre o delegado e Cláudia Sampaio.

"Ocorreram três reuniões entre o delegado Raul Alexandre Marques Sousa e a subprocuradora da República Cláudia Sampaio. As duas primeiras tiveram como objetivo a apresentação da operação policial e o encaminhamento dos autos à subprocuradora. O último encontro se deu em outubro, quando a subprocuradora informou não haver elementos suficientes para a instauração de investigação no [ Supremo Tribunal Federal] STF e que opinaria pelo retorno dos autos ao juízo de primeiro grau".

Gurgel vem sendo questionado por ter ficado dois anos sem apresentar denúncia contra o esquema comandado por Carlinhos Cachoeira e que envolveu políticos como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). De acordo com Polícia Federal, o inquérito foi enviado à Procuradoria-Geral da República em 2009.

"A Polícia Federal encaminhou os autos da Operação Vegas à PGR em setembro de 2009 a partir de decisão do juiz federal de Anápolis/GO para que fosse avaliado, pelo juízo competente, o conteúdo da investigação, cujos fatos se relacionavam com pessoas que possuíam prerrogativa de função", diz a nota.

Ainda de acordo com a PF, a Operação Vegas teve início em março de 2008 por causa de um "vazamento de informações sobre a deflagração de uma operação policial e da tentativa de cooptação de um policial federal da superintendência regional em Goiás por membros de organização criminosa".

A Operação Vegas antecedeu a Operação Monte Carlo, que resultou na prisão, em fevereiro deste ano, de Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar um esquema de jogos ilegais e uma organização criminosa envolvendo empresários e políticos.

Na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, instalada no Congresso para investigar a ligação de políticos com o esquema de Cachoeira, há requerimentos pedindo a convocação do procurador-geral e de da subprocuradora. Os integrantes da comissão querem que Gurgel esclareça os motivos de não ter oferecido naquela ocasião denúncia sobre o caso.

De acordo com o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), esses requerimentos serão apreciados pelo plenário da comissão na próxima reunião administrativa.
 
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/05/nota-da-pf-deixa-gurgel-em-apuros.html

“Robôs” põem #VejaTemMedo em 1º lugar no Twitter – de novo



Desde que eclodiu o escândalo do Cachoeira e vieram à tona as relações escabrosas entre os mafiosos de Goiânia e a máfia midiática paulista, a revista Veja tem freqüentado os Trending Topics do Twitter de forma pouco honrosa.

No sábado retrasado, a hashtag #VejaVaiPraCPI subiu por pelo menos duas horas ao primeiro lugar entre os dez assuntos mais comentados naquela rede social no Brasil. No sábado passado não foi diferente, ou melhor, foi diferente, mas porque os tuiteiros foram com muito mais sede ao pote.

Como muitos já devem saber, a edição desta semana da revista Veja publicou uma matéria maluca e com chamada na capa dizendo que a hashtag que a criticou e acusou no sábado retrasado se tornou a mais tuitada graças a uma farsa praticada, é claro, por “petralhas”.

O exotismo da teoria foi ainda mais longe. A revista afirma, agora, que não há uma massa imensa de cidadãos exigindo explicações para as relações dela com o crime organizado, ou seja, entre o “Poli” e o “Cachu”. Os que Tuitaram #VejaVaiPraCPI seriam… ROBÔS!!

De resto, tratou de insultar aqueles que diz “poucos” e que estariam por trás da tal “farsa” que teria sido criada por um grupo de petistas que se intitula Movimento de Ambientes Virtuais (MAV), que, posso garantir, nada teve que ver com os tuitaços recentes contra a revista, apesar de alguns membros desse movimento terem participado.

Posso dizer isso com certeza porque fui o principal fomentador do tuitaço no sábado retrasado, pois obtive informações antecipadas sobre a reportagem sobre a Veja que a Record veicularia no domingo passado e desde sexta-feira retrasada comecei a lançar insinuações, no Twitter, de que a reportagem seria apresentada no programa Domingo Espetacular, sob a batuta de Paulo Henrique Amorim.

Através de frases sugestivas como esta, abaixo, ocorreu o primeiro tuitaço vitorioso:

“Para que o meu Domingo seja Espetacular, um verdadeiro Record, assistirei TV por volta das 21 horas #VejaVaiPraCPI”

As insinuações surtiram efeito e em pouco tempo, no domingo retrasado, a hashtag subiu ao topo dos assuntos mais comentados do Twitter brasileiro. É MENTIRA da Veja, portanto, que o tuitaço retrasado contra ela tenha sido organizado por qualquer grupo do PT.

Sábado passado à tarde, os blogueiros Altamiro Borges e Luiz Carlos Azenha publicaram posts sugerindo outro tuitaço em resposta à matéria mentirosa da Veja sobre “robôs petralhas” que teriam colocado #VejaVaiPraCPI nos TTs no fim de semana anterior. Vi os posts e comprei a idéia de novo e comecei a fazer o mesmo que já fizera.

Miro e Azenha sugeriram #VejaComMedo para ser “bombada” no Twitter às 18 horas, mas este blogueiro, tão ou mais ansioso do que Paulo Henrique Amorim, não agüentou esperar e começou a agitar e a tag foi de novo ao topo dos Trending Topics às 14 horas, onde permaneceu por cerca de uma hora.

Um fato interessante: centenas de tuiteiros trocaram suas fotos no perfil do Twitter por fotos de robôs como o de Perdidos No Espaço ou Transformers e outros do cinema, dos quadrinhos etc. Este blogueiro optou por um auto-retrato que fez junto com a frase I AM A ROBOT (Eu Sou Um Robô).

Todavia, houve um problema neste segundo sábado de tuitaço. Como após uma tag subir um grupo de tuiteiros simpatizantes da Veja começa a publicar spams com ela para que o Twitter a bloqueie, para o tuitaço de fato, que ocorreria às 18 horas, criaram-se duas tags substitutas: #VejaComMuitoMedo e #VejaTemMedo.

Vários tuiteiros sugeriram outras, mas essas duas começaram a bombar e #VejaTemMedo venceu, sendo adotada por todos. A indignação dos cidadãos que fizeram o protesto anterior, então, atraiu outros que não participaram do tuitaço de sábado retrasado e o de sábado passado acabou sendo muito mais forte.

#VejaTemMedo permaneceu em primeiro nos Trending Topics por mais de CINCO HORAS. Programas que medem volume de perfis do Twitter que citam hashtags apontaram que quase DEZ MIL tuiteiros participaram.

Abaixo, as frases mais criativas que este blogueiro selecionou, retuitou e agora reproduz para que os que não estão no Twitter talvez se animem, pois é hoje a rede social mais importante da internet em termos de política, acima até do Facebook, sobretudo pela presença em peso da classe política.

http://www.blogcidadania.com.br/2012/05/robos-poem-vejatemmedo-em-1o-lugar-no-twitter-de-novo/

Gurgel errou datas no inquérito contra Demóstenes


O Procurador-Geral da República (PGR), Roberto Gurgel, errou datas no requerimento para abrir o inquérito 3430 no Supremo Tribunal Federal, contra Demóstenes Torres.

Na exposição de fatos, ele cita diálogos de 2011 como se fossem de 2010.

Seria ato falho, daqueles que Freud explica? O desejo inconsciente de que houvesse investigações em curso durante o ano de 2010?

As explicações do Dr. Gurgel e de sua esposa Dra. Cláudia Sampaio para engavetarem a Operação Vegas em 2009, são no sentido de não atrapalhar outras investigações em curso. Porém não haviam outras investigações em curso.

Com o engavetamento em 2009, a organização criminosa continuou operando durante um ano, sem ser incomodada por nenhuma investigação federal.

Ainda que não houvessem elementos fundamentados no código penal para pedir inquérito contra parlamentares com foro privilegiado, o PGR deveria ter requisitado investigações complementares sobre os demais membros da organização criminosa sem foro privilegiado, o que não foi feito.

Com essa sequências de erros, receia-se que o trabalho do advogado de Demóstenes Torres para invalidar provas, acabe sendo facilitado.


Mais informações »

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/05/gurgel-errou-datas-no-inquerito-contra.html

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Veja cria o Boimate 2. Patético!



Por Antônio Mello, em seu blog:


Todo mundo se lembra da maior mancada da imprensa brasileira de todos os tempos, o caso boimate.

O " fruto da carne", derivado da fusão da carne do boi e do tomate, batizado com o sugestivo nome de boimate, constituiu-se, sem dúvida, no mais sensacional " fato científico" de 1983, pelo menos para a revista Veja, em sua edição de 27 de abril. Na verdade, trata-se da maior " barriga" (notícia inverídica) da divulgação científica brasileira.

Tudo começou com uma brincadeira – já tradicional – da revista inglesa New Science que, a propósito do dia 1º de abril, dia da mentira, inventou e fez circular esta matéria.

A fusão de células vegetais e animais entusiasmou o responsável pela editoria de ciência da Veja que não titubeou em destacar o fato. E fez mais: ilustrou-o com um diagrama e entrevistou um biólogo da UPS, para dar a devida repercussão da descoberta.

Para a revista, " a experiência dos pesquisadores alemães, porém, permite sonhar com um tomate do qual já se colha algo parecido com um filé ao molho de tomate. E abre uma nova fronteira científica". [divirta-se com a íntegra aqui]
Agora a edição desta semana da revista mais vendida do Brasil lançou um editorial fingindo tratar-se de matéria não assinada, mas que descobrimos ter sido escrita por uma mistura tão improvável quanto a de um boi com um tomate, Reivaldo Azeprado, uma fusão de Reinaldo Azevedo com o Professor Hariovaldo Almeida Prado.

A mistura das duas figuras extravagantes produziu um texto esquizofrênico, com pitadas escatológicas, ao gosto do blogueiro do esgoto, e tiradas completamente fora da realidade, a la Professor Hariovaldo, como o trecho a seguir, retirado do quarto parágrafo do Boimate 2:

Nas últimas semanas, o vazamento de informações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, e a subsequente instauração de uma CPI para investigar o contraventor Carlinhos Cachoeira puseram sangue nos olhos de certa militância petista. Adversários históricos do partido e desafetos do ex-presidente Lula, como o senador Demóstenes Torres e o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, podem sofrer graves punições políticas por sua proximidade com operadores do esquema de Cachoeira. Eles se tornaram alvo da artilharia de esquerda, que também se voltou contra outro alvo de longa data: a imprensa independente, e VEJA em particular.

É ou não é puro Professor Hariovaldo afirmar que o que há contra Demóstenes e Perillo não são as inúmeras ligações comprometedoras, os presentes, a corrupção, o senador agindo a mando do bicheiro, mas apenas "proximidade com operadores do esquema de Cachoeira"?

E o estilo "ingênuo" do Professor acaba envolvendo a revista, que se coloca em pé de igualdade com os dois. Se a relação da Veja com o esquema Cachoeira for tão próxima como a de Demóstenes e Perillo, mais gente vai para a Papuda, onde já se encontram alguns repórteres investigativos da mais vendida.

 
O Boimate 2 pode ser lido na íntegra aqui.

Bomba: Cachoeira ligado à fabulosa doadora de R$ 8,25 milhões ao PSDB Nacional



VejaTemMedo

Isso não sai no Jornal Nacional, nem na revista Veja:


Do Relatório da PF da Operação Monte Carlo

Um diálogo entre dois altos membros da organização de Carlinhos Cachoeira mostra que ele teve negócios em parceria com o grupo empresarial de JC Gontijo.

A empresa é de José Celso Valadares Gontijo, que apareceu gravado no mensalão do DEM entregando pacotes de dinheiro (vídeo abaixo).

Ele é marido de Ana Maria Baeta Valadares Gontijo, ...

a pessoa física que fez a maior doação de campanha do Brasil nas eleições de 2010:

R$ 8,25 milhões.
Tudo exclusivamente para a Direção Nacional do PSDB.
 

(necessário informar o nome da milionária no formulário)

 
O que o tucano José Serra (que foi candidato a presidente), e o deputado Sérgio Guerra, presidente do partido, tem a dizer?

A CPI do Cachoeira precisa verificar qual foi esse negócio com a JC Gontijo e seguir o rastro do dinheiro.

Leia também:

- A fabulosa doação PESSOAL de R$ 8,25 milhões da socialite para o PSDB! Mensalão do DEM na parada.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Depois do rolo de Serra e Paulo Preto com a Delta, Globo desvia do assunto



O "Jornal Nacional" da TV Globo desistiu de transformar a CPI do Cachoeira em CPI da empreiteira Delta, na quarta-feira.

O telejornal nem tocou na palavra "Delta" apesar da empreiteira ter tomado boa parte dos debates na sessão da CPI, e de ser aprovada a convocação do ex-diretor Cláudio Abreu para depor. O JN centrou o assunto em Cachoeira e, um pouco menos, em Roberto Gurgel. Sobre a discussão em torno da corrupção da imprensa (revista Veja, mensalinhos, etc), nem uma palavra.

A postura da emissora quanto à Delta mudou depois que blogs como nosso noticiaram que a empreiteira teve contratos milionários em São Paulo no governo José Serra (PSDB), inclusive assinados por Paulo Preto. O prefeito de São Paulo, Kassab (PSD), também tem contrato milionário com a empresa para limpeza urbana.

Enquanto a Globo foge da notícia, fique o comentário de quem faz jornalismo de verdade, Bob Fernandes na TV Gazeta. Ele não ignorou a pauta existente da corrupção da imprensa:

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/05/depois-de-aparecer-serra-e-paulo-preto.html

terça-feira, 1 de maio de 2012

Gravações mostram envolvimento de Cachoeira com jogador de futebol Túlio Maravilha


A teia de conexões do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e personalidades se mostra cada dia mais extensa. Com base em conversas gravadas pela Polícia Federal e que constam no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF), o jogador de futebol e ex-vereador Túlio Maravilha manteve relações com o contraventor até renunciar ao seu mandato na Câmara Municipal de Goiânia, no ano passado.

A primeira conversa na qual o nome de Túlio aparece foi registrada no dia 11 de março de 2011 e é entre o bicheiro e o vereador Santana Gomes (PMDB-GO). Nela, Cachoeira pergunta ao interlocutor “o que o Túlio quer”.

Na conversa seguinte, Santana diz que Túlio quer que Cachoeira “arrume um contrato para ele, os R$ 30 mil”. O contraventor responde que já arrumou esse dinheiro para o jogador. Nesse momento, o contador de Cachoeira, Geovani Pereira da Silva, entra na conversa e diz achar que Túlio quer, na verdade, o dinheiro dele de volta.

Ainda no dia 11 de março, Cachoeira e Santana voltam a conversar sobre o assunto. O relatório da PF não apresenta a transcrição, mas apenas o resumo dos diálogos. Nesse, Cachoeira diz que o também ex-vereador Wladimir Garcez e Túlio Maravilha queriam “dividir o salário”.

O bicheiro ainda faz uma confissão, dizendo que há pessoas interesseiras querendo se aproximar dele. Ele afirma também que apoiou a candidatura de Santana Gomes à Câmara Municipal de Goiânia.

No dia seguinte, o jogador volta a ser o tema das conversas entre Santana e Cachoeira. Santana avisa o contraventor que Túlio Maravilha estaria contratando funcionários fantasmas na “Câmara Legislativa de Goiás”.

Fita comprometedora

Em outra conversa, Santana e Carlinhos Cachoeira combinam de soltar alguma notícia para prejudicar alguém e se beneficiarem nas eleições deste ano. Segundo o relatório da PF, “Santana diz que alguém mancomunado com Luciano Pedroso para tomar o lugar de Túlio e pede para Carlinhos fazer algum acordo com eles”.

Luciano Pedroso, atual vereador de Goiânia pelo PMDB, era suplente de Túlio Maravilha e ocupou sua vaga na Câmara Municipal quando o jogador renunciou ao cargo para se dedicar à campanha pelo milésimo gol de sua carreira.

Em outra conversa, Santana afirma a Cachoeira que vai precisar de Túlio para ser testemunha de uma conversa. Falam de uma fita envolvendo o jogador e que seria divulgada nacionalmente. Cachoeira adverte que “tem muita denúncia em cima de Santana”. Eles combinam de conseguir a fita antes de falar com Túlio.

Em diálogo do dia 14 de março de 2011, Cachoeira diz a Santana que esteve com Túlio e que ele teria explicado tudo sobre a situação da tal fita. O bicheiro ainda afirma que “Túlio quer arrumar dez empregos para (Marconi) Perillo, (governador de Goiás), quer os empregos de volta da prefeitura e pediu, ainda, para Carlinhos depositar um dinheiro para ele”.

No mesmo dia, Cachoeira fala com Santana sobre a tentativa de comprar a fita na qual Túlio apareceria. Em outro diálogo, Santana e Garcez também conversam sobre a tal fita. Santana diz que dá para editar o material e que Cachoeira teria interesse em comprar as imagens. Vinte minutos depois, os dois conversam sobre um acordo com Luciano Pedroso para derrotar Túlio.

Uma semana depois, Cachoeira pergunta para Santana sobre a fita. Santana sugere “queimar” Túlio e levar o também vereador Elias Vaz (Psol-GO), candidato a prefeitura de Goiânia, para ver as imagens. Santana sugere negociar a fita com Luciano Pedroso por R$ 50 mil.

Em uma ligação no dia 31 de março, Carlinhos finalmente revela o conteúdo da fita em conversa com um homem não identificado. Segundo o inquérito, a fita mostraria o jogador com o prefeito Paulo Garcia (PT). Garcia assumiu o cargo após a renúncia de Iris Rezende (PMDB) para concorrer ao cargo de governador nas eleições de 2010. No mesmo diálogo, o bicheiro revela que quer fazer negócio.

No dia 13 de abril, Santana aparece novamente falando sobre Túlio Maravilha. No diálogo, ele diz que vai pedir para Elias Vaz pegar a fita que contém Túlio Maravilha e falar com Luciano Pedroso para publicarem o conteúdo.

Carlinhos Cachoeira

Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012

Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.

Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.

Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o Psol representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.

Terra

Por Helena

Brizola Neto no Min. do Trabalho: trabalhadores e blogs progressistas comemoram



Os blogs "sujos", como este nosso, e todas as centrais sindicais saudaram a escolha do deputado Brizola Neto (PDT/RJ) como Ministro do Trabalho.
Risível é o noticiário do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que está cada dia pior na manipulação da notícia, e procurou dar ênfase a rusgas partidárias dentro do PDT, como se não fosse um processo normal na política interna dos partidos.

Aliás, dentro do PDT as disputas existem, mas estão longe de serem aquele arranca penas entre tucanos, cujas briga máxima é se vê entre serristas e aecistas.

Vamos dissecar a fábrica de intrigas dos jornalões e TV's, no caso do Ministério do Trabalho.

Haviam três candidatos a ministro do PDT. Enquanto a escolha não estava sacramentada é obvio que cada um, com seu grupo político, puxava a sardinha para sua brasa, fazendo pressão, declarações, etc.

Qualquer um que fosse escolhido, se um jornal quisesse colher alguma declaração enviesada com conotação adversa, bastaria procurar um deputado do outro grupo não escolhido, e fazer as perguntas certas para obter a idéia de cizania. Foi o que os jornalões fizeram.

Mas na política partidária real, as coisas costumam ocorrer bem diferente do que inventam os jornalões.

Depois da escolha feita, o cenário político é outro, pois a disputa passa para outro patamar. Deixa de ser pelo cargo e passa a ser por espaço dentro do governo (ao contrário do que diz a velha imprensa, existem disputas legítimas, de quem quer participar do governo para influir nos rumos e nas políticas públicas que geram empregos e prosperidade para o trabalhador).

Assim, a maioria dos parlamentares passam a apoiar o Ministro escolhido, aderindo às políticas públicas do ministério, para mostrar serviço às suas bases. Um ou outro parlamentar pode estar se sentindo desprestigiado, e pode dizer que a escolha foi pessoal de Dilma e não do partido. Mas isso muda com um bom e velho diálogo entre o novo Ministro e estes parlamentares, para aparar as arestas.

Bom trabalho e boas lutas ao companheiro de blogosfera Brizola Neto.

Record denuncia bandidagem da Veja




http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/04/record-denuncia-bandidagem-da-veja.html

Perillo e Cachoeira providenciaram 'mensalinho' para Claudio Humberto


Diálogos captados durante a Operação Monte Carlo da Polícia Federal entre Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres e Claúdio Abreu (ex-diretor da empreiteira Delta) mostram que o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) articulou um 'mensalinho' (pagamento mensal através de empresa de Cláudio Abreu) para o jornalista Cláudio Humberto.

Demóstenes Torres participou da intermediação.





Em tempo: Os demotucanos de plantão podem tirar o cavalinho da chuva, porque o "Lulinha" citado no fim do diálogo é alguém ligado a jornais regionais de Goiás e Brasília (aparece em outro trecho neste mesmo contexto, plantando nota com Mino Pedrosa a pedido da turma da Cachoeira), nada tendo a ver com o presidente Lula.

Escuta da PF liga Cachoeira a título de 2011 da Beija-Flor


A Polícia Federal flagrou, na Quarta-feira de Cinzas do ano passado, uma conversa do bicheiro goiano Carlinhos Cachoeira que indica que o título de 2011 da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis teria sido uma “mutreta”. De acordo com o inquérito enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a vitória da agremiação fluminense seria proveniente de um “tipo de negócio” com o contraventor.

O inquérito traz um comentário da Polícia Federal sobre a ligação, que foi feita às 18h29 do dia 9 de março de 2011, a Quarta-feira de Cinzas do Carnaval do ano passado. Segundo a PF, o telefonema é entre Cachoeira e um homem identificado como Santana.

“Falam sobre a vitória da BEIJA-FLOR, a escola de samba na qual CARLINHOS tem um tipo de ‘negócio’. CARLINHOS confirma que teve mutreta para obterem (sic) a vitória. Combinam de tomar café amanhã e chamar ELIAS que é jornalista”, diz a íntegra da descrição.

No ano passado, a Beija-Flor de Nilópolis ganhou a competição entre as escolas de samba com um samba-enredo que homenageou o cantor Roberto Carlos.

Por Helena

http://osamigosdobrasil.com.br/2012/04/29/escuta-da-pf-liga-cachoeira-a-titulo-de-2011-da-beija-flor/

Abril recebeu R$ 52 milhões do governo de SP e implica com blogs



Há alguns dias, telefona-me um amigo que trabalha na Editora Abril e que anda preocupado com a situação envolvendo a revista Veja, leia-se a possibilidade de o presidente do Conselho de Administração e diretor editorial do Grupo Abril, Roberto Civita, ser convocado a depor na CPI do Cachoeira.

A preocupação dessa pessoa se refere à possibilidade de sobrevir alguma condenação de seu empregador que afete os milhares de empregos que gera. Respondo que não deveria se preocupar não só devido à alta possibilidade de o poder de Civita fazer com que tudo seja abafado, mas também porque, se alguma conseqüência sobreviesse, certamente se restringiria à revista Veja e ele não trabalha na revista, mas em outra empresa do grupo.

O amigo, ainda preocupado, diz que isso não o conforta porque o que “segura” o Grupo Abril, hoje, é a Veja e seus contratos com o Estado, sobretudo com o governo de São Paulo, que torra recursos destinados à Educação comprando dezenas de milhares de exemplares da Veja e de livros didáticos das empresas de Civita, entre o muito que despende com esse grupo empresarial e com os Grupos Folha, Estado e com as Organizações Globo.

Lembrei-me dessa conversa por conta das acusações que o blogueiro e colunista da Veja Reinaldo Azevedo e vários outros jornalistas da grande imprensa fazem todo santo dia aos setores da blogosfera que se opõem ao conclave formado por aqueles grandes meios de comunicação e pelo PSDB, pelo DEM e pelo PPS.

No domingo, por exemplo, no âmbito de um arranca-rabo entre Azevedo e o site Brasil 247, este foi acusado de ser “financiado por dinheiro público”, como se a Veja não dependesse do Tesouro paulista (mais do que de qualquer outro).

À diferença de blogs como este, que não recebe um tostão de dinheiro público, o 247 tem um banner do governo do Distrito Federal que, por óbvio, é pago.Há outros sites e blogs que desafiam o poder da mídia tucana que têm banners não só de governos petistas como, também, de empresas estatais sob influência do PT.

Todavia, à diferença de uma Veja, o recebimento de dinheiro público por essas páginas é explícito, apesar de que Azevedo apresenta esse fato como uma grande revelação enquanto que o patrão dele não tem banner nenhum que mostre os milhões que recebe dos governos demo-tucanos.

Aliás, os contratos de fornecimento de publicações didáticas e informativas como a revista Veja para o governo tucano de São Paulo pela Editora Abril sofrem até questionamentos na Justiça, que, há pouco, aceitou denúncia do Ministério Público paulista – feita pelo PSOL – contra a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE).

Ano passado, o blog Namarianews veiculou que o governo paulista fez vultosas compras de revistas (Veja, Isto É, Época) e de jornais (Folha de SP, Estado de SP) via Secretaria de Estado da Educação, através da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE. Os contratos só desse negócio, sem falar em todos os outros, somaram R$9.074.936,00.

A ação encampada pelo Ministério Público de São Paulo partiu de uma ONG chamada Ação Educativa. Refere-se ao contrato 15/1165/08/04 (Diário Oficial 1/10/2008 e 25/out/2008) que autorizou a compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola, da Fundação Victor Civita, ligada à Abril, no valor de R$3.700.000,00. O negócio foi feito sem licitação, apesar de amparado pela lei 8.666.

Em 26 de maio de 2009, o Ministério Público de São Paulo propôs ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra o Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, a Diretora e o Supervisor de Projetos Especiais, ambos da FDE, bem como contra a Fundação Vitor Civita.

A Ação, que tem como fundamento possíveis irregularidades no contrato firmado sem licitação entre a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e a Fundação Victor Civita, requer a responsabilização dos agentes públicos por condutas que podem ser caracterizadas como improbidade administrativa e ainda tramita na Justiça Estadual”.

O dispêndio de dinheiro do governo de São Paulo com a grande imprensa que tanto apreço demonstra por ele atinge as raias do inacreditável. Segundo o Namarianews, mais de R$250 milhões foram gastos na década passada, tudo sem licitação.

Desse total, comprovado com dados do Diário Oficial, a Editora Abril/Fundação Victor Civita recebeu inacreditáveis R$ 52.014.101,20 para comprar milhares de exemplares de diferentes publicações, entre elas a Revista Nova Escola, a Veja, o Almanaque do Estudante, a Revista Recreio e o Atlas da National Geographic.

O processo da ONG Ação Educativa recebeu o número 0018196-44.2009.8.26.0053 e se baseou em três premissas:

1º) A lei federal 8.666 de 21 de junho de 1993 (que “estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”, incluindo a inexigibilidade de licitação) foi desacatada em seu artigo 25, que deixa claro ser vedada “a preferência de marca, que ocorreu explicitamente neste caso, uma vez que outras editoras não foram sequer consultadas”.

2º) A revista Nova Escola não tem exclusividade temática. “É importante mencionar ao menos duas outras revistas que poderiam ser escolhidas para cumprir as mesmas funções da Revista Nova Escola, tais como as descritas em seu processo de compra: a Carta na Escola, Editora Confiança Ltda, e a Revista Educação, da Editora Segmento Ltda”.

3º) “De acordo com os documentos (fls. 4-12 do processo FDE n. 15/1165/08/04), a motivação inicial para a elaboração do contrato foi uma carta encaminhada em 1/9/2008 pela Fundação Victor Civita à então Secretária de Educação Maria Helena Guimarães de Castro, propondo parceria, com descrição da proposta pedagógica da Nova Escola, preços e condições, além de cronograma de postagem. Ora, o contrato não partiu de uma necessidade da Secretaria de Estado, mas sim de uma oferta realizada pela Fundação e aceita pela Secretaria, que viabilizou seus termos sem consulta a outras editoras ou, principalmente, aos destinatários diretos da compra – os docentes”. (Fonte – Ação Educativa).

Este blog foi pesquisar o andamento do processo e descobriu que foi aceito pela Justiça. Abaixo, os processos que constam contra a Fundação Victor Civita e a decisão judicial de aceitação do processo da Ação Educativa encampado pelo Ministério Público de São Paulo.



O processo continua tramitando desde o final de 2010. A última movimentação é de 9 de abril último, com determinação para que as partes se manifestem.


Não é por outra razão que o deputado estadual Luiz Moura (PT-SP) reiterou pedido que a Assembléia Legislativa de São Paulo vem fazendo para que o presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), Bernardo Ortiz, compareça à Casa. Ele argumentou que o requerimento foi aprovado há um ano, mas o homem não dá as caras. A oposição quer que a FDE explique por que, com um orçamento de bilhões, falta tudo nas escolas paulistas.

Ouça, abaixo, o que diz o deputado (depois haverá que voltar à página anterior para continuar a leitura)

Clique aqui para ouvir

Eis que os jornalistas da grande mídia argumentam que essa quantidade descomunal de dinheiro público que o governo paulista despeja em uma Veja se deve a que tem um trilhão (sic) de leitores, blábláblá e blábláblá, como se, por isso, esses veículos devessem ser os únicos receptáculos de dinheiro público.

Os defensores do sepultamento de tanto dinheiro público na Veja, entre outros, argumentam com dados do Instituto Verificador de Circulação, entidade responsável pela auditoria de circulação dos principais jornais e revistas do Brasil. Uma breve pesquisa no IVC, porém, revela um dado altamente eloqüente.

Adivinhe, leitor, quem faz parte do “Conselho Superior” do Instituto Verificador de Circulação. Ninguém mais, ninguém menos do que Roberto Civita. Ou seja, um dos veículos “verificados” pela entidade faz parte dela, o que, se não é ilegal, no mínimo é para lá de imoral.

De qualquer forma, mesmo que os dados sejam corretos, a publicidade oficial não é só para grandes veículos em nenhum país democrático. A publicidade deve ser focalizada em setores. Na internet, pode-se mensurar até com mais precisão qual é a exata audiência de cada veículo…

Enquanto isso, o blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo e assemelhados continuam implicando com banners de governos petistas e empresas estatais em blogs e sites, publicidades que estão à vista de todos e que jamais foram questionadas judicialmente.



Volto, então, ao meu preocupado amigo que trabalha na Editora Abril, a uma sua frase altamente emblemática que me foi dita quando manifestou seu temor relativo à CPI do Cachoeira: “O que seria da Veja sem dinheiro público?”.