terça-feira, 10 de julho de 2012

Brindeiro não age sobre Conselho que Globo não quer


Haverá alguma relação entre a soneca brindeira e o temor da Globo ?

 Faz um ano que o professor Fábio Konder Comparato enviou ao brindeiro Gurgel uma representação para obrigar o Congresso Nacional a por para funcionar o Conselho de Comunicação Social previsto na Constituição de 1988.

Faz um ano que o brindeiro Gurgel sobre ela dormita.

Como se sabe, a Globo prefere ouvir falar em Belzebu a cumprir a Constituição e instalar, para valer, o Conselho.

Haverá alguma relação entre a soneca brindeira e o temor da Globo ?

Clique aqui para ler por que o Senador Fernando Collor considera que Gurgel prevaricou.

E aqui para conhecer documento da CPI que incrimina Gurgel.

Mas, sabe como é, amigo navegante, a Globo põe a mão no fogo pelo brindeiro, como prova este vídeo estarrecedor.

E aqui para ler: os blogueiros sujos não querem “nada além da Constituição”.

Leia representação do professor Comparato :

Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral da República:

Fábio Konder Comparato, advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Secção de São Paulo, sob nº 11.118, residente e domiciliado na Capital de São Paulo à Rua Bennet, nº 349 (CEP 05464-010), vem, com fundamento no art. 37, § 4º da Constituição Federal, bem como no disposto na Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, REPRESENTAR a Vossa Excelência, com relação ao Exmo. Sr. Presidente do Congresso Nacional, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas:

1.– A Lei nº 8.389, de 30 de dezembro de 1991, na forma do disposto no art. 224 da Constituição Federal, instituiu o Conselho de Comunicação Social, com a competência enunciada no art. 2º da mencionada lei.
Conforme o disposto na mesma lei, os membros do conselho “serão eleitos em sessão conjunta do Congresso Nacional”, com mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos uma só vez (art. 4º, §§ 2º e 4º).

2.– Sucedeu que a última eleição dos membros do Conselho de Comunicação Social ocorreu em sessão conjunta do Congresso Nacional, realizada em 22 de dezembro de 2004. Findo em 22 de dezembro de 2006 o mandato dos conselheiros então eleitos, até a presente data – ou seja, já decorridos quatro anos e meio – o Presidente do Congresso Nacional não convocou nova sessão conjunta para a eleição dos sucessores, como lhe competia fazer.

3.– Escusa assinalar que a competência constitucional ou legal dos agentes públicos, no âmbito político ou administrativo, é um poder-dever, exatamente porque o seu titular exerce suas atribuições para atuar, não em proveito próprio ou no interesse particular, mas sim em função do bem comum do povo (res publica, no preciso sentido romano).
Exatamente em razão de tal princípio, o art. 11 da Lei nº 8.429, de 1992, declara constituir “ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições, e notadamente: [...] II – retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício”.
De acordo com o disposto no art. 2º da Lei nº 8.429, “reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior”; ou seja, entre outras, “qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território” (art. 1º).

4.– O requerente não ignora que, ao julgar a Reclamação nº 2.138/DF, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o disposto na Lei nº 8.429 não se aplica a Ministros de Estado, pois contra eles cabe a imputação de crime de responsabilidade, com a sanção do impeachment.
Ressalte-se, contudo, que no presente caso a autoridade responsável pela omissão na prática de ato de ofício é membro do Poder Legislativo. Como bem acentuado pelo mesmo Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Pet. 3923 QO/SP em 13/06/2007, envolvendo Paulo S. Maluf e outros, sendo relator o Ministro Joaquim Barbosa (acórdão publicado na RTJ, vol. 211, p. 225), “não se concebe a hipótese de impeachment exercido em detrimento de membro do Poder Legislativo”, pois é exatamente esse Poder o competente para processar e julgar os acusados da prática de crimes de responsabilidade.
Seria, em conclusão, aberrante que os agentes políticos que integram, assim o Congresso Nacional como as demais Casas Legislativas, estando livres de acusação por crimes de responsabilidade, deixassem ainda por cima de responder por atos de improbidade administrativa.

5.– Nessas condições, é a presente para pedir que Vossa Excelência, em sua qualidade de Chefe do Ministério Público da União, promova as medidas legais pertinentes em relação ao Exmo. Sr. Presidente do Congresso Nacional.

Termos em que,
Pede Deferimento.
De São Paulo para Brasília, 8 de julho de 2011.
_______________________
Fábio Konder Comparato

 http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/07/10/brindeiro-nao-age-sobre-conselho-que-globo-nao-quer/

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Governador terá de explicar à CPI dinheiro de Cachoeira que abasteceu comitê do PSDB

 
 
A possibilidade de convocação do governador do Tocantins, Siqueira Campos (PSDB), deve ser destaque na pauta da CPI do Cachoeira, nesta semana. O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), quer levar o governador a depor na comissão para falar sobre as acusações de que quase metade do dinheiro que abasteceu o comitê do PSDB no estado nas eleições de 2010 veio de empresários que atuavam em parceria com o bicheiro Carlinhos Cachoeira

O requerimento para a convocação de Campos deve ser apresentado hoje por Bueno. As recentes revelações apontam o governador tucano para rede de relações de Cachoeira no Tocantins ser mais extensa do que a administração de Palmas, onde, até o momento, surgiram os indícios considerados como os mais explícitos da existência de negociação de influência política em troca de recursos eleitorais.
 
 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/07/governador-tera-que-explicar-cpi.html

CPI já fisgou um tucano. Virão outros



Esta CPI do Robert(o) Civita já prestou um serviço inestimável.


O programa Entrevista Record Atualidade, que vai ao ar nesta segunda-feira na RecordNews às 22h15, logo após o programa do Heródoto Barbeiro, exibe entrevistas com os deputados Onyx Lorenzoni, do DEM-RS, e Cândido Vacarezza, do PT-SP, membros destacados da CPI do Robert(o) Civita.

Os dois concordam em pontos cruciais.

A CPI já deu resultados e vai continuar a dar.

Os próximos de depoimentos serão muito úteis.

O de Fernando Cavendish, dono da Delta, poderá revelar, segundo Lorenzoni, até que ponto o Governo Federal se deixou envolver pelas atividades ilegais da Delta, como o Estado de Goiás.

Lorenzoni lamenta que o Brasil não tenha seguido sugestão do Senador Pedro Simon que, a certa altura, quis fazer a CPI dos Empreiteiros – para interromper a sequência de CPIs que investigam corruptos e inocentam corruptores.

Vacarezza diz que não vai “blindar” o prefeito petista de Palmas, Tocantins.

E ele e Lorenzoni estão ansiosos pelo depoimento de Paulo Preto, que não foi arrecadador de campanha do Padim Pade Cerra, como esclareceu o William Bonner, num patético desmentido no jornal nacional.

Vacarezza lamenta que a CPI tenha decidido ouvir Paulo Preto, uma vez que ele foge do foco da CPI do Robert(o) Civita: o crime organizado em torno do Carlinhos Cachoeira, de que Policarpo Junior, ilustre diretor da Veja em Brasília, segundo Collor, era o “mastermind”.

Na opinião de Vacarezza, a CPI foi criada para ir pra cima do Carlinhos Cachoeira.

Mas, já que abriu o leque, ele está muito animado com o depoimento de Paulo Preto.

Que, se não foi “arrecadador”, fez empreitagens no Governo Cerra com a Delta, na marginal (sic) de São Paulo.

Vacarezza acha muito interessante que o PiG (*) queira fechar a CPI do Robert(o) Civita, na esperança de desacreditá-la.

O ansioso blogueiro concorda.

Esta CPI do Robert(o) Civita já prestou um serviço inestimável.

Mostrou, por exemplo, segundo o Demóstenes, que “o Gilmar mandou subir”.

Segundo a TV Record, foi possível melar o mensalão.

Descobrir que foram os tucanos que montaram a trampa dos aloprados para esconder as ambulâncias super-faturadas do Cerra e do Barjas Negri.

Que o brindeiro Gurgel talvez seja mais do que brindeiro: mas um prevaricador, segundo a denúncia de Fernando Collor, reafirmada por documentos da própria CPI.

(Apesar de repórter da Globo em Brasília pôr a mão no fogo por ele, em gesto jamais visto na Televisão Ocidental.)

A CPI do Robert(o) Civita vai fechar a Veja e, com ela a Abril.

A Veja se aproxima de seu Juízo Final.

E, como revelou o Leandro Fortes na Carta Capital, a Globo também pescou nas águas turvas do Cachoeira.

A ponto de ser obrigada a demitir insigne jornalista.

O Conversa Afiada reproduz abaixo documento que um deputado da CPI recebeu de sua assessoria.

Trata exatamente disso: de como a CPI do Robert(o) é óóóóóótima !

Não é à toa que o PiG (*) quer desmoraliza-la: um tucano ilustre já esta no papo.

Deputado,

Até o presente momento, a CPMI aprovou os seguintes requerimentos:

Quebras de Sigilo Pessoas Jurídicas    57
Quebras de Sigilo Pessoas Físicas    28
Convocações    110

A Polícia Federal havia quebrado os sigilos de 11, dessas 28 pessoas físicas, e 8, das 57 pessoas jurídicas.

A CPMI revelou as relações do governo Marconi Perillo com Carlos Cachoeira. A CPMI provou que:

1. Perillo vendeu a casa a Cachoeira em fevereiro;
2. A esposa de Cachoeira (Andressa Mendonça) contratou um arquiteto para reformar a casa em março (gastou mais de R$ 500 mil);
3. Cachoeira mandou rasgar o contrato com Perillo para que ele não aparecesse;
4. Tentou passar a casa para o nome de Deca (André Teixeira Jorge, auxiliar de cachoeira).
5. Solicitou que Wladmir Garcez vendesse a casa para Walter Paulo em julho.
6. Vendeu a casa a Walter Paulo por R$ 2,1 milhões.

Ainda sobre Perillo, a CPMI demonstrou que a cota de nomeação referida pela PF se confirma. Edvaldo Cardoso, presidente do Detran, é um dos integrantes dessa cota. Varias pessoas de segundo escalão foram indicadas por Cachoeira.

Lúcio Fiuza (Secretario Particular de Perillo), Eliane Pinheiro (chefe de gabinete do Governador Perillo), Jayme Rincon (tesoureiro do PSDB e presidente da Agetop), Ronald Bicca (Procurador Geral do Estado), entre outros secretários de Estado, têm relação direta com Carlos Cachoeira.

A CPMI apurou que a empresa fantasma de Cachoeira, Alberto e Pantoja, pagou dividas de campanha de Perillo para com o jornalista Luiz Carlos Bordoni e pesquisas de opinião de junto ao instituto Serpes (solicitada via Edvaldo Cardoso). Revelou ainda que outra empresa de Cachoeira, a Adercio e Rafael (atual G&C Construçoes), pagou dividas de campanha de Perillo para com Bordoni (segunda parcela).

Ou seja, já está provado que Perillo recebeu dinheiro do crime organizado.

Sobre o DF, a CPMI investigou e demonstrou que Carlos Cachoeira tentou, mas nao conseguiu corromper o governo. O foco foi a bilhetagem de ônibus.
A cpmi quebrou o sigilo bancário de 57 empresas, para buscar o CAMINHO DO DINHEIRO. A cpmi está no encalço de 13 empresas ligadas à evasão de divisas. Estas empresas estão sediadas no Uruguai, em Curaçao e nas Ilhas Virgens Britânicas. Essa será uma das principais colaborações da comissão.



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

 http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/07/09/cpi-ja-fisgou-um-tucano-virao-outros/

sábado, 7 de julho de 2012

Fátima (4,7%) atinge credibilidade da Globo


É o que a Globo tem a oferecer em termos de credibilidade e densidade.

 Na última hora do programa “Encontro com Fátima Bernardes” desta terça-feira a leitura preliminar do IBOPE mostrava:

- SBT 6,3%

- Record 5,5%

- Globo 4,7%

(Esses números devem ser analisados com reserva: depois da leitura preliminar, depois que o jogo acabou, a Globo costuma fazer uns gols no Globope.)

O problema não é a Fátima: é a Globo.

O problema é o jornalismo da Globo.

Fátima foi 14 anos âncora do jornal nacional, desde a queda de Lillian Witte Fibe, ainda na desastrosa jestão de Evandro Carlos de Andrade na chefia do jornalismo da Globo.

Ele não entendia de televisão e fazia questão de dizer isso.

O desempenho de Fátima atinge a credibilidade do jornalismo da Globo, agora sob a batuta de Ali Kamel, renomado autor de reportagens (escritas), como o clássico “Não, não somos racistas” – rsrsrsrsrsrs

Fátima é o rosto do jornalismo global.

Ela, o Bonner e sua sucessora, Poeta.

É o que a Globo tem a oferecer em termos de credibilidade e densidade.

Ou seja, fora da zona de conforto, do sanduíche entre a novela “das Sete” e a “novela das Oito” é o que vale o jornalismo da Globo.

Fora do sanduíche, quanto daria o jornal nacional, amigo navegante ?

4,7% ?

Em tempo: outra ideia jenial do Evandro foi a Urubóloga Miriam Leitão. Imagine a Urubóloga fora da Globo, amigo navegante …


Paulo Henrique Amorim

 http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/07/03/fatima-47-atinge-credibilidade-da-globo/

Veja e Cachoeira: cadê as 200 ligações?



Por Antônio Mello, em seu blog:

Por que até hoje não vazaram as 200 ligações entre o diretor da Veja em Brasília, Policarpo Junior, e o bicheiro Carlinhos Cachoeira?

Que mistérios prendem essas ligações e não as trazem a público?


Por que Policarpo - se levarmos em consideração a hipótese de que não existam essas ligações, ou, caso existam, não contenham nada de comprometedor - por que Policarpo, como eu dizia, não se pronuncia e faz um silêncio ensurdecedor?

Que negociações estarão ocorrendo nos bastidores entre políticos, criminosos, jornalistas e donos de grandes grupos de comunicação, em troca do ocultamento dessas ligações?

Continua me intrigando um vazamento que recebemos via e-mail, que "supostamente" (também como gosta de escrever a mídia corporativa) seria a letra de uma música da insuspeita dupla pra lá de suspeita Policarpo & Cachoeira.

Não me enviaram a música gravada, mas me garantem que é semelhante àquela Marvada Pinga. Ou, ao menos, claramente inspirada nela.

Seria mais um "suposto" (de novo) crime da dupla, dessa vez de plágio? Com a palavra o Ecad e a ministra Ana de Holanda (serve qualquer dos dois, porque é a mesma coisa)...

À letra, com as indicações, conforme recebi:

*****

Refrão:
- Diga, Policarpo
- Fala, Cachoeira
O que vamos publicar nessa sexta-feira (Bis)

Cachoeira:
Teve o Waldomiro e o mensalão
Teve os aloprado e muitos milhão
Mas se elegeram e reelegeram
e agora a Dilma me pôs na prisão (aaaiiiii)

Policarpo:
Pois é, Cachoeira, a coisa tá preta
Descobriram toda as nossa mutreta
Você tá em cana e lá na revista
O que mais se escuta é que é "merda à vista!"... (aaaaiiiii_)

Os 2:
Temos que encontrar seja lá o que seja
Pra salvar nós dois e salvar a Veja
Ponho a mãe na zona, vou até o inferno
Tudo isso eu faço pra fuder o governo... (aaaiiii)

Refrão:

 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/07/veja-e-cachoeira-cade-as-200-ligacoes.html

Pitaco do dia



O programa de Fátima deveria ser no final da noite. É melhor do que chá de maracujá...
— Carlos Costa

Isso é que é regime. Na primeira semana um “troço”, Na segunda, um “traço”.
— Taiguara

A única saída que resta para a Globo é trocar a Fátima Bernardes pela Miriam Leitão.
— Zé Coió

Veja não vai vencer sem lutar




Participei hoje (6 de julho) de uma reunião para defender ação conjunta de movimentos sociais e pessoas físicas que entendem que o envolvimento da revista Veja com o bicheiro Carlos Cachoeira é grave demais para ficar impune sem que uma só medida concreta seja tomada para elucidar essas relações tão suspeitas.
Em um primeiro momento, havia o entendimento de que se deveria deixar a CPMI do Cachoeira trabalhar, na esperança de que a parcela da classe política que entende a gravidade dos fatos tomasse alguma atitude. No entanto, à exceção de Fernando Collor e do deputado pernambucano Fernando Ferro (PT), os integrantes da Comissão que não integram partidos cúmplices da Veja parecem ter decidido brindá-la com a impunidade.
Todavia, se a classe política se acovarda isso não quer dizer que a sociedade civil tenha que fazer o mesmo. Há meios de atuar para ao menos não entregar de bandeja a vitória da impunidade a esse grupo empresarial cujos fatos sugerem que pode integrar o crime organizado.
Há dúvidas e resistências para uma ação integrada que vise esclarecer o envolvimento da Veja com uma quadrilha que fincou raízes em cada quadrante da República. Este blogueiro, na condição de presidente da ONG Movimento dos Sem Mídia, está lutando para que isso não ocorra. E está buscando ajuda.
A reunião desta sexta-feira, apesar de não ter sido cem por cento conclusiva, deixa esperança de que ajuda haverá. Até porque, há uma quantidade imoral de evidências de envolvimento da Veja com o crime organizado. Evidências que, de forma ainda mais escandalosa, o Ministério Público Federal ignora.
O Movimento dos Sem Mídia, de uma forma ou de outra, não permitirá que a Veja triunfe sem ter que disparar um só tiro. O MSM não tem medo da Veja, um medo que parece envolver a classe política, os três poderes da República e uma parte considerável da sociedade civil.
Quero deixar registrado que gostaria muito de dividir a luta com outros companheiros e entidades, pois será uma luta dura levar a Veja a ter ao menos que explicar sua relação escandalosa com o crime organizado. Lutar sozinho será muito difícil. Contudo, se não tiver outro jeito, agirei sozinho.  É uma promessa.

 http://www.blogdacidadania.com.br/2012/07/veja-nao-vai-vencer-sem-lutar/

Veja está perto do juízo final



Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

Oficialmente, a CPI do Robert(o) Civita só sabe que o Policarpo Junior se encontrava mais pessoalmente com o Carlinhos Cachoeira do que falava por telefone.

Isso, Ernani de Paula, na entrevista à Record que melou o mensalão , já dizia.

Ernani encontrou Policarpo na empresa do Carlinhos.

A CPI sabe, oficialmente, que Policarpo estava promiscuamente ligado ao Carlinhos Cachoeira.

Oficialmente, sabe que algumas das “reportagens” que Policarpo publicou na Veja resultavam em benefícios das empresas da Cachoeira.

Basta ler a Veja.

(Sé é que o amigo navegante tem coragem para isso.)

E acompanhar as graves denúncias do Senador Collor – de que havia um intercâmbio entre Policarpo Junior, o Ministério Público e os interesses pecuniários de Carlinhos Cachoeira.

Collor sustenta que Policarpo era o “mastermind” do intercâmbio de informações.

Ele era o pivô entre o Ministério Público e Cachoeira.

Agora, o que a CPI começou a descobrir, também, com o farto material que o relator Odair Cunha trouxe de Anápolis do cofre do Carlinhos Cachoeira é a relação mais profunda entre Policarpo, a Veja e o crime organizado.

Torna-se progressivamente inevitável que Robert(o) Civita e Policarpo façam aquilo que Collor considera um dever da CPI: responsabilizar Robert(o) e Policarpo.

Sabe-se que os filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome próprio – se reuniram com Michel Temer e passaram a seguinte instrução: quando ouvir falar em Veja, entenda imprensa; quando ouvir falar em imprensa, entenda Globo.

Breve, isso ruirá.

Em tempo: breve também se esclarecerá por que um delegado da Polícia Federal se ofereceu para ir à CPI e, quando se perguntava sobre o Policarpo, ele insistia em dizer que ali não havia crime nenhum. E insistia. Mesmo depois de vários parlamentares o interrogarem. Estranho …

 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/07/veja-esta-perto-do-juizo-final.html#more

Inflação e inadimplência desabam. Chora, Gabeira


Pior que um neolibelês (**) é um ex-sequestrador de embaixador americano.

 Saiu na Agência Brasil:

Inflação chega ao ponto mais baixo em dois anos:

Com redução do IPI para carros, inflação oficial desacelera em junho

A inadimplência também:

Inadimplência do consumidor cai 0,27% em junho, comparada ao mesmo mês de 2011


O Woodstock da Literatura que a Globo monta todo ano em Paraty fez um grande sucesso nesta quinta-feira.

É porque estava lá o notável escritor Fernando Gabeira, o ex-Freixo, agora elevado à condição de Urubólogo, segundo a Folha (*):
“Ela (Dilma) diz que está tudo bem, que está um céu azul. O nível de endividamento já compromete um quinto da renda familiar, a inadimplência está em seu nível mais alto, a indústria cai há quatro meses e eles dizem que está tudo bem”, afirmou.
O ex-deputado (Gabeira) conseguiu o aplauso unânime quando criticou a corrupção atual, citando a CPI do Cachoeira e as ligações de políticos com a construtora Delta. “Eu acho que o autoritarismo está no fato de eles estarem roubando desesperadamente e a gente não conseguir evitar.”
Eles, quem, cara pálida ?
Aqueles que a Conceição Lemes, no Viomundo, localizou a fazer empreitagens na marginal (sic) de São Paulo ?
Pois é, amigo navegante.
Gabeira foi do sequestro do embaixador americano ao Raul Jungmann, de lá à Bláblárina e, por fim, à campanha vitoriosa do Cerra em 2010.
Dizem que Cerra lhe prometeu a Embaixada em Paris.
Em Washingtom é que não haveria de ser.
Pior que um neolibelês (**) é um ex-sequestrador de embaixador americano.

 *) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.

 http://www.conversaafiada.com.br/economia/2012/07/06/inflacao-e-inadimplencia-desabam-chora-gabeira/

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pitaco do dia

Está mais fácil o Serra cair dos 30% do que a Fátima frenagem passar dos 4,7%...
— Kaka



Nem chamando o Chapolin Colorado vai salvar a audiência da Globo.
— Ulisses


Cerra deve enaltecer tanto seu VICE, pois se vitorioso, o vice assume e completa o mandato. É o jeito Cerra de concorrer , o esquema trampolim.
— Bernardo

 http://www.conversaafiada.com.br/

Cerra, a CPI e o jn: Paulo Preto começa a doer


Pode não ter sido “arrecadador”. O que foi, seja lá o que for, foi pior.

 A última “notícia” do jornal nacional do Ali Kamel nesta quinta-feira dá uma ideia do estrago que foi a convocação de Paulo Preto à CPI da Veja.
Com uma cara de quem comeu e não gostou, William Benner fez uma “correção”: ao contrário do que antes tinha dito, Paulo Preto não foi arrecadador da campanha de Cerra à Presidência.

Imagine, amigo navegante, quantos telefonemas o Cerra deu ao Ali Kamel, durante a medíocre cobertura da vitória do Corinthians para conseguir aquela “correção” !

A “correção” é uma filigrana.

Pode não ter sido “arrecadador”.

O que foi, seja lá o que for, foi pior.

Agora, arrecadador mesmo foi o Ricardo Sérgio de Oliveira, que aparece no livro Privataria Tucana como “Mr Big”.

Ricardo Sérgio foi arrecadador do Cerra e do Farol de Alexandria.

Tem a tucanagem de São Paulo na palma da mão.

E em outros órgãos do corpo humano !

(O Paulo Preto também !)

Paulo Henrique Amorim

 http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/07/05/cerra-a-cpi-e-o-jn-paulo-preto-comeca-a-doer/

Libertação corinthiana: vitória e história

por Rodrigo Vianna

Não deixa de ser curioso que o principal campeonato de clubes de futebol na Europa tenha simplesmente o nome de “Copa dos Campeões”, enquanto na América do Sul o título seja mais pomposo, quase barroco: “Copa Libertadores da América”.  É como se, por aqui, ainda tivéssemos a necessidade de reafirmar nossa independência, nossa libertação.
Para o Corinthians, mais do que para qualquer outro time brasileiro, a conquista do título significou mesmo libertação. E ela só veio com maturidade.
Os corinthianos, em campo ou na arquibancada, demoraram pra entender, ao longo dos anos, que “raça” pra ganhar a Libertadores não significa sair dando pontapés a esmo nos adversários. Quem não se lembra do Geninho, numa edição passada,  gritando à beira do campo: “pega, pega”. O defensor corinthiano seguiu a instrução, “pegou” o adversário e acabou expulso. O Corinthians perdeu para o River dentro de casa.
Em Libertadores recentes, a torcida transmitia afobação para o time. Impaciente, tresloucada, imatura… O Corinthians chegou à maturidade agora. Não ficou maduro porque ganhou a Libertadores. Mas ganhou porque ficou maduro.
Foi preciso ir ao fundo do poço na segundona, virar caso de polícia, quase quebrar e ainda amargar a eliminação para o Tolima. A diretoria mostrou maturidade e frieza, quando manteve Tite apesar do vexame de 2011.
Maturidade transmitida para o grupo e para as arquibancadas. Maturidade que não tirou raça nem vibração dos jogadores, como vimos na sóbria e consistente campanha de 2012.
Três gerações corinthianas: o caminho da maturidade (foto: Helô Vianna)

Em 2007, meus dois filhos mais velhos choraram muito com a queda pra Série B. Eu estava fora do Brasil, a trabalho, no dia do rebaixamento. Meu pai levou os dois ao museu corinthiano no Parque São Jorge, e fez com que eles entedessem a grandeza de torcer por um time que não constrói sua identidade apenas com as vitórias.
Cinco anos depois, um deles – Vicente – estava no Pacaembu vendo a gloriosa vitória sobre o Boca. O outro – André – estava a meu lado, na casa dos avós, torcendo muito. Ganharam (ganhamos!) com a sabedoria dos que – ainda jovens – já sabem o que é uma dolorosa derrota (e a derrota ensina tanto quanto as vitórias;  o corinthiano sabe bem disso).
E ainda havia o caçula Francisco: esse nem sofreu com as derrotas, e aos 4 anos já é campeão da Libertadores. A mãe dele, Teresa, recém convertida, ajudou a transformá-lo num alvinegro exemplar.
Passei, claro, uma semana tensa. E uma quarta-feira esquisita. Não queria pensar no jogo. Às nove da noite, bebi meia garrafa de cachaça pra relaxar um pouco. Meu pai, o velho Geraldo, apostava numa vitória “tranquila”: 2 a 0. 
O primeiro tempo foi travado, horroroso tecnicamente. Serviu, apenas, para que os argentinos perdessem o goleiro titular (contundido) e para cansar o veterano time adversário. No segundo tempo, cumpriu-se a profecia paterna. 2 a 0. Sem susto.
Emerson Sheik mostrou que brasileiro pode, sim, devolver a catimba na mesma moeda. Com inteligência, e sem esquecer de jogar bola. Fez os dois gols, com a frieza dos grandes. Mas também antológicas foram duas outras cenas: o momento em que Sheik chacoalha as mãos à frente do zagueiro argentino, como a dizer “olha como estou tremendo de medo de você”; e a mordida desferida no dedo do mesmo zagueiro.
Emerson foi brioso. Com e sem a bola. Lembrou-me o Romário da Copa de 94, que meteu gol de cabeça nos grandalhões suecos, e depois comemorou feito um Deus baixinho. Um desses que a Veja deve achar que são “brasileiros inferiores”.
Com 1 metro e 71, Emerson foi gigante. Tão gigante quanto Paulinho, Castán e o verdadeiramente gigante Cassio. O Boca não assustou muito. A mística da camisa não entrou em campo. O jogo mais difícil foi, disparado, aquele contra o Vasco da Gama. O título tomou forma naquela defesa tinhosa de Cássio, quando Diego Sousa teve a chance de abrir o placar, sozinho diante do gol. Ali, o Corinthians começou a ser campeão, diz a crônica esportiva.
Pode ser. Mas prefiro acreditar que o título começou a ser desenhado muito antes. Nas ruas do Bom Retiro, sob os lampiões que iluminaram as primeiras reuniões para se criar um “time do povo”, em 1910. Ou teria sido logo depois, com os primeiros títulos paulistas, sob o comando de Neco.
A Libertadores não viria sem o campeonato de 54,  com Cláudio, Luisinho, Baltasar e o grandioso Gilmar na meta. Não viria sem o humilhante tabu de 12 anos sem vencer o Santos de Pelé, não viria sem os 22 anos sem títulos… A Libertadores é filha do gol de Basílio em 77, e da Democracia de Socrates, Casagrande e Vladimir nos anos 80.
Tudo isso ajudou a construir a maturidade corinthiana. Um time que pode contar com talismãs, como o Tupãzinho do título brasileiro de 90; mas que não abre mão de craques como Neto, Tevez, Rincón, Gamarra, Marcelinho, Ronaldo…
O que é mais importante: a sorte ou o talento? A fortuna ou a virtú? Um pouco de cada, claro. Mas há mais que  isso. Time nenhum, no Brasil, sabe da importância do trabalho solidário, como esse Corinthians – time nascido de operários paulistanos.
 Tite compreendeu bem isso, e chegou a um meio termo: futebol solidário, sem ser burocrático; time forte e com algum talento, mas sem estrelas. Raça, sem desespero.
A Libertadores não foi importante pelo título em si. Podíamos ter perdido. Sabemos ser grandes também nas derrotas. A Libertadores foi importante como indicativo de que o centenário clube, que brotou do meio do povo, chega finalmente à maturidade.
Viva o Corinthians!

 http://www.rodrigovianna.com.br/palavra-minha/libertacao-corinthiana-vitoria-e-historia.html#more-14289

Seleção Brasileira tem dois anos para se tornar um Corinthians

É um alento que o futebol brasileiro tenha obtido conquista tão importante com a campanha brilhante que fez o Corinthians na Copa Libertadores da América logo após a notícia de que quase às vésperas da Copa do Mundo de 2014 caímos para a 11ª posição no ranking da Fifa – a pior posição que já tivemos.
Confesso que não tenho credenciais ou mesmo conhecimento sobre futebol que me bastem para fazer uma análise ao menos razoável sobre qualquer jogo, quanto mais sobre um campeonato, mas, pelo pouco que entendo, acredito que seja pouco polêmico afirmar que o que o novo campeão da Libertadores fez é a receita para qualquer equipe em qualquer competição.
Antes de prosseguir, penso ser importante declarar que não apenas não sou torcedor do Corinthians como tampouco torço para qualquer time. Isso se deve à simples razão de que eu e o futebol nos divorciamos há mais de uma década, quando decidi que a relação do brasileiro com esse esporte não é saudável e, em protesto, deixei de acompanhá-lo – menos durante a Copa, claro.
Voltando ao assunto, a razão pela qual imagino – e só imagino – que o desempenho do Corinthians nessa última edição da Libertadores foi exemplar e deveria servir de modelo para o que precisa ser feito com a Seleção é a de que a equipe parece ter feito  tudo o que deveria.
O Campeão da Libertadores deste ano terminou sua campanha invicto graças a um futebol convincente e eficiente, a um trabalho de equipe magnífico e, o que é melhor, sem estrelas e com muito companheirismo. Razão pela qual até os anticorintianos parecem reconhecer isso, por mais a contragosto que possa ser.
A seriedade, a maturidade, a frieza, a humildade, a técnica, a eficiência, a garra, a inteligência, o companheirismo e, por que não?, o oportunismo do futebol corintiano parecem se dever não só aos próprios jogadores mas até à própria torcida, o que explica essa que é das maiores vitórias do futebol brasileiro. E não haverá quem a conteste.
Tudo ao contrário do que acontece no futebol da Seleção Brasileira sob um técnico que só tem colhido fracassos, que arrastou o futebol do país para o baixo nível em que está, nível que o ranking da Fifa meramente confirma.
Chega a parecer que, ao manter o atual comando da Seleção, a CBF quer que o Brasil faça um papelão jogando uma Copa do Mundo em casa…
Mas deixemos isso para lá. Vamos comemorar essa que é uma vitória do futebol brasileiro em um momento em que vitórias se fazem necessárias. Até porque, por mais que digam que estou obcecado – e também para não dizerem que não falei de flores –, tive a impressão de que o PIG torceu contra o Corinthians até o último minuto.
Será?!

http://www.blogdacidadania.com.br/2012/07/selecao-brasileira-tem-dois-anos-para-se-tornar-um-corinthians/


 

“DEM não existe mais”, afirma ex-demo

Por Altamiro Borges
Saiu ontem na coluna de Mônica Bergamo, na Folha:
*****
O vereador Carlos Apolinário deixa hoje o DEM para entrar no PMDB e se incorporar à campanha de Gabriel Chalita à prefeitura. “O DEM não existe mais em São Paulo”, diz ele. “O que tinha era tempo de TV e agora até perdeu um pouco disso para o PSD”. Ele passa a ser o único vereador do PMDB na cidade.
*****
A declaração de Carlos Apolinário, que já foi uma referência dos demos, mostra bem as dificuldades das forças conservadoras e oligárquicas que se agruparam nesta legenda. Evidencia que a direita não convive bem com a democracia. Por isso, ela sempre foi golpista e partidária de ditaduras. Antes, os mesmos cacifes que hoje sucumbem no DEM apostaram as suas fichas em outras siglas.
A acelerada decadência
Na época da ditadura, muitos deles se abrigaram na Arena, considerado o maior partido da direita no mundo ocidental. Já nos estertores do regime militar, eles se travestiram de Partido Democrático e Social (PDS) e mantiveram certa força. No reinado neoliberal de FHC, fundaram o Partido da Frente Liberal (PFL) e voltaram a crescer, elegendo mais de 100 deputados federais e vários governadores.
O ciclo político aberto pelo ex-presidente Lula, porém, foi fatal para a representação partidária da direita oligárquica. Ela começou a definhar e, na maior caradura, adotou o nome de Democratas (DEM) para tentar sobreviver. As oligarquias perderam força nos governos estaduais, inclusive no Norte e Nordeste, e a sigla teve a sua bancada federal drasticamente reduzida.
A dissidência pragmática
Como o cobertor encolheu, a rebeldia pragmática se instalou entre os demos, com muitos abandonando o barco à deriva. O golpe mais duro ocorreu no ano passado com a criação do PSD, liderado pelo ex-demo Gilberto Kassab, prefeito da capital paulista. Numa só tacada, o DEM perdeu 17 deputados federais, uma senadora, um governador e centenas de prefeitos e vereadores em todo o país.
“O DEM não existe mais” não apenas de São Paulo. Em vários estados, ele simplesmente desapareceu do mapa. Os que sobraram na legenda apostam as suas últimas cartadas nas eleições municipais de outubro próximo. Só mesmo um milagre poderá salvar os demos do inferno. A extinção deste partido direitista será muito positiva para a democracia brasileira.
Isto não significa, é lógico, que as forças conservadoras não têm mais força no Brasil. Elas mantêm o poder econômico e contam, principalmente, com a mídia – o verdadeiro partido do capital – para difundir os seus dogmas. Além disso, hoje elas se fazem representar por inúmeras siglas partidárias. O DEM está próximo da extinção, mas as forças de direita ainda são muito fortes no país. 
 
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/07/dem-nao-existe-mais-afirma-ex-demo.html#more

Romário critica escalação de Hulk

A convocação de Hulk para os Jogos Olímpicos foi duramente criticada por Romário. O antigo internacional brasileiro, campeão do mundo em 1994, considera que existiam outras possibilidades melhores que o jogador do FC Porto para integrar uma lista que merece fortes reparos. ”Foi uma m… Nada contra os que foram chamados acima de 23 anos, mas se é para chamar, que se chame jogadores de respeito”, declarou. ”
- O Hulk é um bom jogador, que tem futuro, mas ele é um jogador para Copa do Mundo (de 2014), não para a Olimpíada. Temos vários outros jogadores acima de 23 anos, na minha opinião e de todo Brasil. Tinha que levar um jogador que imponha mais respeito. Existem dez jogadores melhores que Hulk –  disparou.
A lista dos 18 jogadores convocados para a Olimpíadas de Londres foi divulgada na quinta-feira. Ainda foi divulgada uma segunda lista com opções caso haja necessidade de mudanças na convocação inicial, com os nomes de: Gabriel (goleiro – Milan), Marquinhos (zagueiro – Corinthians), Casemiro (volante – São Paulo) e Giuliano (meia – Dnipro).
O presidente da CBF, José Maria Marin, convidou os ex-atacantes da Seleção Brasileira Bebeto e Romário, que juntos disputaram os Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, e conquistaram a medalha de prata, para participarem do anúncio. O deputado federal Romário disse acreditar na equipe montada para as Olimpíadas deste ano. “Tratando da nossa equipe e em relação aos adversários, acredito que temos grandes chances de trazer essa medalha de ouro inédita”.
O companheiro de ataque do “baixinho” na Seleção e membro do Comitê Organizador Local (COL), Bebeto, disse confiar no trabalho realizado por Mano Menezes. “Temos um grupo forte com muitos atletas titulares de grandes clubes. No amistoso contra a Argentina demos uma amostra que podemos ser campeões”, exaltou.
Consolidação
As Olimpíadas são vistas pelo técnico Mano Menezes como uma das etapa na consolidação do time que vai defender o Brasil na Copa das Confederações, em 2013, e na Copa do Mundo da FIFA, em 2014.
O caminho da Seleção em Londres já está traçado. O Brasil é cabeça de chave do Grupo C. A equipe estreia em 26 de julho, contra o Egito, em Cardiff, no País de Gales. Em 29 de julho, o adversário será a Bielorrússia, no Estádio Old Trafford, em Manchester. O último jogo da fase de classificação será contra a Nova Zelândia em 1º de agosto, em Newcastle.
Para Mano Menezes, o Egito pode ser o adversário mais difícil de ser batido. No recente jogo disputado entre as seleções, no Mundial Sub-20 da Colômbia, em que o Brasil foi campeão, o placar terminou empatado em 1 x 1.
- O Egito deu trabalho e foi um jogo complicado, duro mesmo. Como poderá ser esse agora nas Olimpíadas, ainda mais que terá o peso de uma estreia, com todo o clima de expectativa que o cerca – afirmou.
A Bielorrússia é também, segundo o treinador, um adversário que merece atenção. Mano Menezes conta que a seleção teve boa participação no torneio classificatório para as Olimpíadas, em jogos que foram acompanhados pelo analista de desempenho da Seleção, Rafael Vieira. “É um time de bom nível técnico e que fez boa campanha no Sub-21, que serviu de classificatória”.
Das três seleções, a Nova Zelândia, a adversária do dia 1 de agosto, poderia ser apontada, teoricamente, como a menos forte, fato que na prática pode não se confirmar, como alertou o técnico. Mano Menezes confirmou 8 de junho como o dia da divulgação da lista de 35 jogadores, tirados dos 52 já convocados. A convocação final, dos 18, será feita em 6 de julho.
Os atletas que irão em busca da medalha de ouro inédita são:
Goleiros
Rafael – Santos
Neto – Fiorentina
Zagueiros
Thiago Silva* – Milan
Bruno Uvini – São Paulo
Juan – Inter de Milão
Laterais
Marcelo* – Real Madrid
Rafael – Manchester United
Danilo – Porto
Alex Sandro – Porto
Volantes
Rômulo – Vasco
Sandro – Tottenham
Meias
Ganso – Santos
Oscar – Internacional
Atacantes
Hulk* – Porto
Neymar – Santos
Alexandre Pato – Milan
Leandro Damião – Internacional
Lucas – São Paulo
* Acima de 23 anos

Confira os grupos
Grupo A
Grâ-Bretanha, Senegal, Emirados Árabes Unidos e Uruguai
Grupo B
México, Coreia do Sul, Gabão e Suíça
Grupo C
Brasil, Egito, Bielorrússia e Nova Zelândia
Grupo D
Espanha, Japão, Honduras e Marrocos

 http://correiodobrasil.com.br/romario-critica-escalacao-de-hulk/481955/


Marconi Perillo nunca é manchete

Por Altamiro Borges
As denúncias contra o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) ganham maior consistência a cada dia que passa. Ontem foi confirmado que o tucano recebeu um estranho empréstimo de R$ 356 mil do seu ex-assessor especial, Lúcio Fiuza. Pelas investigações da Operação Monte Carlo, o aspone é apontado como um dos principais elos entre o governador e o mafioso Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro pela Polícia Federal. Foi ele quem intermediou a venda da famosa mansão de Perillo.
Também nesta semana surgiu outra denúncia ainda mais bombástica. Em mais um vazamento das escutas realizadas pela Polícia Federal, Carlinhos Cachoeira aparece numa conversa com a sua mulher, Andressa Mendonça, afirmando que o tucano recebeu R$ 7 milhões da empreiteira Delta para sua campanha eleitoral em 2010. “Deve ter investido uns sete paus nele”, garante o mafioso no telefonema. A construtora, porém, não registrou a doação na Justiça Eleitoral, o que confirmaria a existência de caixa-2.

Quadrilha sacou R$ 16 milhões em 2010
Já na semana passada, em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, o jornalista Luis Carlos Bordoni reafirmou a denúncia de que o pagamento por seu trabalho nas eleições de 2010 – ele coordenou a campanha de rádio de Perillo – foi feito com recursos ilegais. Ele foi remunerado por meio de empresas-fantasmas ligadas a Cachoeira. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), no desespero para proteger o governador tucano, até tentou desqualificar o depoimento, mas acabou sendo motivo de risadas.
As investigações da PF e da CPMI indicam que a quadrilha de Cachoeira montou um poderoso esquema para eleger representantes no Executivo e Legislativo. Dados das quebras de sigilo bancário das empresas ligadas ao mafioso mostram que o grupo sacou R$ 16 milhões em 2010, o que reforça a suspeita de que a grana foi usada nas eleições. O esquema não bancava apenas o ex-demo Demóstenes Torres. Tudo indica que dinheiro dos criminosos serviu também para irrigar a campanha do tucano Marconi Perillo.
O prefeito e o governador
Apesar dos fortes indícios, a mídia evita apontar os seus holofotes contra o governador do PSDB. Perillo até aparece nos noticiários, mas nunca é manchete nos jornalões ou destaque nos telejornais. No final de semana, o Fantástico, da TV Globo, preferiu exibir um vídeo gravado por Carlinhos Cachoeira que sugere que o prefeito de Palmas (TO), Raul Filho, do PT, também se envolveu com a máfia. O ventilador é ligado no esgoto, mas o governador tucano não vira o alvo principal da mídia demotucana. Por que será?
 
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/07/marconi-perillo-nunca-e-manchete.html#more
 
 

Inflação para famílias de renda baixa cai e fecha mês em 0,41%

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, diminuiu para 0,41% em junho. Um mês antes, a taxa havia sido quase o dobro, 0,78%. Com o resultado, divulgado nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador acumula alta de 5,82% nos últimos 12 meses.
Seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: habitação (de 0,83% para -0,01%), com destaque para tarifa de eletricidade residencial (de 1,84% para -0,85%); despesas diversas (de 4,47% para 0,25%), principalmente cigarros (9,34% para 0,4%); vestuário (de 1,01% para 0,13%), com influência de roupas (de 1,18% para -0, 11%); saúde e cuidados pessoais (de 0,8% para 0,28%), especialmente medicamentos em geral (1,41% para 0,17%); educação, leitura e recreação (de 0,29% para -0,14%), pressionada por hotel (0,32% para -3,38%); e alimentação (de 0,79% para 0,74%), influenciada por arroz e feijão (4,55% para 0,84%).
Por outro lado, subiram os preços em transportes (de -0,01% para 1,13%), com destaque para tarifa de ônibus urbano (de 0,00% para 2,50%); e comunicação (de -0,33% para 0,00%), com a contribuição de tarifa de telefone residencial (de -0,77% para 0,00%).
De acordo com a FGV, o IPC-C1 é calculado com base no perfil de consumo das famílias com renda menor, que dedicam parcelas maiores de seus gastos à alimentação, enquanto as que têm rendimentos mais elevados gastam frações mais altas de seus orçamentos com educação, saúde e lazer.

 http://correiodobrasil.com.br/inflacao-para-familias-de-renda-baixa-cai-e-fecha-mes-em-041/481401/


ONG da mulher de Perillo deu R$ 23 mi ao amigo de Cachoeira

Sigilos bancários obtidos pela CPI do Cachoeira revelam que a Faculdade Padrão, do empresário Walter Paulo Santiago, recebeu R$ 22,9 milhões da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), entidade comandada hoje pela primeira-dama do Estado, Valéria Perillo. Segundo dados repassados aos parlamentares pelo Banco Industrial e Comercial (BIC Banco), os valores foram transferidos entre os anos de 2007 e 2012 como parte do programa Bolsa Universitária.

Em 2012, a instituição de ensino já recebeu R$ 2,4 milhões da OVG. Em 2010, por exemplo, o repasse da entidade foi de R$ 3,35 milhões - nesse ano, a Faculdade Padrão declarou à Receita Federal ter movimentado R$ 7 milhões em créditos e receita bruta de R$ 16,1 milhões. Um ano depois, o repasse da OVG subiu para R$ 4,4 milhões............

Valéria Perillo está pela segunda vez à frente da OVG. Entre 1999 e 2006, ela foi responsável por instituir o programa de bolsas para alunos carentes, da qual a Faculdade Padrão participa.

Em 2004, a instituição de ensino ganhou benefício fiscal pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), do governo federal. A isenção vai até 2014.

Casa.

Walter Paulo é uma das peças do quebra-cabeça que se tornou a venda da casa do governador Marconi Perillo (PSDB), em Goiânia. O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso no local pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Perillo diz ter vendido o imóvel para Walter Paulo.

Ele diz que comprou o imóvel, mas que a casa estava emprestada para Andressa Mendonça, noiva de Cachoeira, após pedido de Wladimir Garcez, ex-vereador do PSDB preso pela PF. O imóvel foi registrado em nome da Mestra Administração, empresa inativa desde 2006 e que teve como sócios pessoas ligadas à Faculdade Padrão ou a Walter Paulo.

A quebra do sigilo da Faculdade Padrão mostra ainda transferências para a Idonea Factoring, empresa já baixada na Junta Comercial de Goiás e que teria participado da compra da casa, além de pagamentos para a Gestão Assessoria Contábil e para a Alpha Administração e Participações, registrada em nome de Alex Santiago.

A faculdade já foi alvo de investigação fiscal, segundo nota técnica da Receita. O documento mostra que as incongruências nas contribuições previdenciárias da instituição entre 2005 e 2008 somavam R$ 17,2 milhões.

Os dados do Fisco apontam que a empresa tem movimentação financeira inferior à receita bruta declarada e, em 2007, alienou 17 imóveis por R$ 2,1 milhões. Todos em nome de um único sócio, Alex Marcorio Santiago. Na declaração de 2011, ele aparece como o único dono da faculdade e destinatário de R$ 4,7 milhões de lucro.

Defesa. Em nota, o Governo de Goiás informou que a Faculdade Padrão não recebeu verba do Estado. O dinheiro seria de um programa, criado por Perillo em seu primeiro mandato e depois, segundo a assessoria, copiado pelo governo federal como ProUni.

"Quando um aluno passa no vestibular, solicita a bolsa universitária e, se se enquadra no programa, ela é concedida. O aluno é quem escolhe a faculdade. E o beneficio é concedido a ele, não à faculdade," diz o texto. "Este programa contempla o aluno. Obviamente, o pagamento das mensalidades é feito à faculdade onde o aluno estuda. Em Goiás, 50 instituições de ensino superior aderiram ao programa. A Faculdade Padrão é uma entre elas. Já foram concedidas mais de 105 mil bolsas a alunos carentes."

O Estado pediu à OVG a lista de pagamentos, ano a ano, para instituições de ensino. Até as 20h30, não houve retorno. A entidade informou que os pagamentos para a Faculdade Padrão fazem parte do Bolsa Universitária. Walter Paulo não foi localizado.

OVG
Para quem quer saber mais da OVG, basta por na busca do blog. Vocês vão encontrar matérias bem interessantes sobre o assunto
 
 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/07/ong-da-mulher-de-perillo-deu-r-23-mi-ao.html#more
 
 

CPMI convoca Paulo Preto. Foge Serra!


Por Altamiro Borges
A Agência Brasil acaba de confirmar que “a CPMI do Cachoeira convocou hoje (5) a prestar depoimento o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) e ligado ao PSDB paulista. A convocação foi aprovada no mesmo bloco de requerimentos para a convocação do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish, e do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) Luiz Antonio Pagot”.
Segundo a repórter Luciana Lima, os requerimentos foram aprovados por unanimidade, “mas a convocação de Paulo Preto gerou polêmica”. Senadores e deputados tucanos tentaram barrar sua ida à CPMI. O medo é totalmente justificável. Paulo Preto foi um dos principais “operadores” da campanha presidencial de José Serra em 2010. Ele é considerado um “homem-bomba” e vivia nas sombras. Só ganhou projeção quando a então candidata Dilma Rousseff, durante debate na Band, citou o desvio de R$ 4 milhões do caixa de campanha tucano. José Serra ficou desnorteado e chegou a mentir, dizendo que não conhecia Paulo Preto.
Tentativa de desviar o foco
A convocação de Fernando Cavendish, Antonio Pagot e Paulo Preto deve esquentar ainda mais os debates na CPMI. A construtora Delta é suspeita de envolvimento no esquema montado pela quadrilha de Carlinhos Cachoeira, com contratos bilionários em todo o país – inclusive em São Paulo. Já o Dnit foi denunciado por beneficiar a empresa. E Paulo Preto foi o principal responsável pelos contratos entre a Dersa e a Delta durante os governos de Geraldo Alckmin e José Serra em São Paulo.
Na tentativa de desviar o foco da CPMI e de alvejar o governo Dilma Rousseff, que mantinha contratos com a Delta, os líderes do PSDB, do DEM e do PPS até encenaram que queriam ouvir Fernando Cavendish. Agora, porém, eles devem estar arrependidos. O depoimento dos três convocados pode respingar de vez nos governos tucanos e, principalmente, prejudicar a candidatura de José Serra na capital paulista. Caso não ocorra nenhum acordo de bastidor, o tucano notívago terá noites mais longas de insônia!
Depoimentos de Cavendish e Pagot
Cavendish poderá explicar os bilionários negócios com os governos do PSDB. Conforme revelou a jornalista Conceição Lemes, do blog Viomundo, entre 2002 e 2011, a empreiteira fechou pelo menos 27 contratos com empresas e órgãos públicos do governo de São Paulo. “Em valores corrigidos (considerando a inflação do período), eles chegam a R$ 943,2 milhões”. Por coincidência, o maior contrato foi feito com a Dersa para executar a ampliação da marginal do rio Tietê: R$ 415.078.940,59 (valores corrigidos).

Já Luiz Antonio Pagot poderá reafirmar as denúncias feitas numa recente entrevista à revista IstoÉ. Nela, o ex-diretor do Dnit deu detalhes sobre a pressão que sofreu para aprovar aditivos ilegais para o trecho sul do Rodoanel. Segundo ele, a obra serviu para abastecer o caixa 2 da campanha presidencial de José Serra em 2010. Vale relembrar dois trechos da reportagem:
*****
“Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, disse Pagot. Nas conversas com IstoÉ, Pagot também afirmou ter ouvido do senador Demóstenes Torres um pedido para que o ajudasse a pagar dívidas de campanha com a Delta com a entrega de obras para a construtora. Mas nem o aditivo de R$ 260 milhões para o trecho sul do Rodoanel foi liberado pelo DNIT – embora tenha sido pago pelo governo de São Paulo – nem o favor a Demóstenes foi prestado, segundo Pagot.
Pagot contou à IstoÉ que recebeu pressões para liberar R$ 264 milhões em aditivos para a conclusão do trecho sul do Rodoanel. Segundo ele, em meados de 2009, o então diretor da Dersa, empresa paulista responsável pelas estradas, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, solicitou uma audiência no Dnit. Levou assessores, engenheiros e um procurador para tentar convencer Pagot a liberar a quantia. Até então, a obra tinha consumido R$ 3,6 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão em repasses da União.

*****
Ficha corrida de Paulo Preto
Já o depoimento de Paulo Preto servirá para tirar da penumbra esta sinistra figura que mete tanto medo em Serra. O ex-diretor de engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, tem extensa folha de serviços prestados ao PSDB. Ele comandou várias obras nos governos tucanos de São Paulo, como o Rodoanel, que reúne inúmeras suspeitas de superfaturamento. A sua filha, Priscila de Souza, é advogada de várias empreiteiras contratadas pelo governo Serra para a construção do Rodoanel.
Em 2001, Paulo Preto foi assessor da Casa Civil do ex-presidente FHC. Amigo íntimo de Aloysio Nunes, emprestou R$ 300 mil ao atual senador para a compra de um apartamento no bairro nobre de Higienópolis. Em junho de 2010, ele foi preso na loja Gucci por receptação de bracelete de brilhantes roubado da própria loja. Mas a sua ação mais ousada se deu na campanha presidencial de Serra em 2010. Responsável pela arrecadação, ele foi denunciado por desaparecer com R$ 4 milhões do caixa-2 dos tucanos.
O "líder ferido" vai falar?
Quando Dilma Rousseff fez esta denúncia no debate da Band, Serra ficou desesperado. “Não sei quem é Paulo Preto. Nunca ouvi falar”. Na ocasião, outros líderes do PSDB também tentaram descartar o influente “operador” tucano. Indignado e temendo ser lançado às feras, Paulo Preto decidiu sair da clandestinidade e ameaçou. “Ele (Serra) me conhece muito bem... Todas as minhas atitudes foram informadas a Serra... Não se larga um líder ferido na estrada... Não cometam esse erro”, advertiu numa entrevista à Folha.
Será que o “líder ferido” agora vai falar em seu depoimento à CPMI do Cachoeira?
 
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/07/cpmi-convoca-paulo-preto-foge-serra.html#more
 
 

Prisão de Juquinha causa alvoroço na CPMI do Cachoeira

cumprimento de mandados de prisão por parte da Polícia Federal, nesta quinta-feira, deixou autoridades e parlamentares em alerta. José Francisco das Neves, o Juquinha, como é conhecido o ex-presidente da Valec Engenharia, sua mulher e dois filhos foram detidos por suspeita de fraude, corrupção e formação de quadrilha. A Valec, empresa ligada ao Ministério dos Transportes, é responsável por projetos gigantescos, como a Ferrovia Norte-Sul, do Maranhão a Goiás, e o trem-bala.
Juquinha foi nomeado pelo presidente Lula e demitido na gestão Dilma, na época da demissão do ex-ministro Alfredo Nascimento. Na operação, além das prisões, foram lacradas três mansões no condomínio Alphaville, em Goiânia, avaliadas em R$ 10 milhões. O patrimônio de Juquinha, no entanto, engloba uma fortuna na qual estão incluídas as maiores fazendas do Estado de Goiás, contas bancárias e veículos.
A prisão causou, de imediato, um alvoroço na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do caso Cachoeira, que aguarda agora o depoimento de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Demitido na mesma leva que derrubou Alfredo Nascimento e Juquinha, Pagot disse que o PR arrecadou recursos para a campanha presidencial de 2010.
Segundo a investigação, a Valec esteve envolvida em diversos episódios de superfaturamento, na construção de trechos ferroviários. No ano passado, o deputado Júlio Delgado (PSB/MG) questionou o Ministério dos Transportes sobre a construção de trechos com custo de R$ 16 milhões por quilômetro em Juiz de Fora, Minas Gerais. Há poucos meses, Juquinha adquiriu fazendas avaliadas em mais de R$ 30 milhões, sempre pagando em dinheiro vivo, que foram colocadas em nome da esposa Marivone e dos filhos. Segundo o procurador Hélio Telho, do Ministério Público Federal de Goiás, “pela primeira vez o patrimônio de um político que enriqueceu no exercício do cargo é objeto de investigação criminal”. Além de Alfredo Nascimento, Juquinha tinha como um de seus principais padrinhos políticos o sempre presente Valdemar Costa Neto (PR-SP), aliado de José Serra na campanha à prefeitura paulistana.

 http://correiodobrasil.com.br/prisao-de-juquinha-causa-alvoroco-na-cpmi-do-cachoeira/481620/