quinta-feira, 12 de julho de 2012

Pitaco do dia



Triste país no qual um STF fica à mercê da Imprensa Golpista...— João-PR

Ô Lelê, ô Lalá, o Paulo Preto na CPI, e o bicho vai pegar!!!— A Aquino

O Kakay tava atuando tão bem que até o Demóstenes tava acreditando que era inocente.— Marcio Andrade

Protógenes 18 x 1 Privataria tucana


O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar rejeitou a abertura de processo contra o deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP), por 18 votos contra 1.

O pedido de abertura de processo foi feito pelo PSDB, como vingança dos tucanos pela iniciativa de Protógenes em requisitar a CPI da Privataria Tucana, ainda a ser instalada, e a CPI do Cachoeira, que atingiu Marconi Perillo (PSDB-GO) e está a um passo de atingir José Serra, quando o homem-bomba do PSDB, Paulo Preto, prestar depoimento.

O relator do caso no Conselho de ética, deputado Amauri Teixeira (PT-BA), havia agido como aloprado ao dar prosseguimento à requisição tucana, com base apenas em uma "reporcagem" do jornal Estadão. Porém quando se olha para os fatos reais, eles inocentam Protógenes, pois foi ele quem primeiro teve a iniciativa de recolher assinaturas para abrir a CPI do Cachoeira. Se tivesse rabo preso, não buscaria investigações que viessem a recair sobre si mesmo. O voto do colegiado, hoje, corrigiu o erro de Amauri Teixeira.

Os tucanos usaram como argumento para fazer sua vingança, contatos com o ex-sargento Dadá, que Protógenes disse ter conhecido em 2007, quando o sargento ainda estava na ativa nos serviços de inteligência da Aeronáutica, e não havia indícios de envolvimento com atividades criminosas. Ambos prestaram depoimentos sobre suas respectivas atuações na Operação Satiagraha, outra iniciativa que atingiu o tucanato, na figura do principal aliado dos tucanos na privataria: Daniel Dantas.

O único deputado que votou contra Protógenes foi o tucano Carlos Sampaio (PSDB-SP).
 
 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/07/protogenes-18-x-1-privataria-tucana.html

Wilder Morais, suplente de Demóstenes, omitiu bens ao TSE

 
Com o mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) cassado, a vaga ficará com o primeiro suplente Wilder Pedro de Morais (DEM-GO). Um dos empresários mais ricos de Goiás, Wilder teria omitido parte de seus bens na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo reportagem do jornal O Globo.

Em 2010, o empresário doou R$ 700 mil para a camapanha de Demóstenes, o segundo maior montante. De acordo com registros da Junta Comercial de Goiás, Wilder é sócio-proprietário de 24 empresas, mas na declaração de bens ao TSE aparece 15 empresas. Teriam ficado de fora dois shopping centers, um em Goiânia e outro em Anápolis.

O nome de Wilder também aparece nas investigações da Operação Monte Carlo, que levou o bicheiro  Carlinhos Cachoeira à prisão, em fevereiro deste ano. A atual mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, foi casada com Wilder.

Cassação.

 Por 56 votos, o Senado aprovou a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Na avaliação da maioria, a relação do parlamentar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira feriu o decoro parlamentar. Dezenove senadores votaram contra a cassação e cinco se abstiveram. 
 
 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/07/wilder-morais-suplente-de-demostenes.html

Record denuncia: Globo subornou Teixeira e Havelange



O jornal nacional é muito delicado, gentil.


Reportagem de Rodrigo Viana no Jornal da Record – http://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/edicao/?idmedia=4ffe09c792bb0c5e99d487a8 – sobre a revelação de um grosso esquema de suborno de Ricardo Teixeira e João Havelange na Suíça formula uma grave denúncia.

O jornalista suíço Jean-François Tanda diz claramente: Globo pagou ISL ( a empresa que tinha a exclusividade para a transmissão da Copa para o Brasil) e a ISL pagou Teixeira e Havelange.

Rodrigo mostra que o dinheiro da ISL teria chegado ao bolso de Teixeira (“did you accept the bribe , Mr Teixeira? “) pouco antes de Teixeira aumentar seu vasto patrimônio: com a compra, por exemplo, de uma fazendola em Barra do Piraí, no Rio.

A denúncia veiculada pela Record deveria acionar o dorminhoco brindeiro Gurgel para dar sequência à denúncia feita por Marcos Pereira, presidente do PRB, o partido que foi à Justiça para saber como Teixeira ficou tão rico.

Quem sabe, depois de responder à representação do professor Comparato, o brindeiro Gurgel – acusado de prevaricação por Fernando Collor -, resolve evitar uma nova acusacao de prevaricação ?

Em tempo: o jornal nacional blindou a dupla Havelange/did you accept the bribe. Não mostrou nem o rostinho rechonchudo deles. O jornal nacional é muito delicado, gentil.


Paulo Henrique Amorim

 http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/07/12/record-denuncia-globo-subornou-teixeira-e-havelange/

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Demóstenes foi cassado, mas 24 senadores votaram a seu favor





Em 06/03/2012, Aécio Neves (PSDB-MG) fez enfática defesa de Demóstenes, quando ainda havia perspectiva de abafar o escândalo Cachoeira.

Demóstenes Torres (ex-DEM/GO) não é mais senador. Ele foi expulso do Senado, cassado por 56 votos, por ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Como o voto é secreto, a gente nunca ficará sabendo quem foram os 19 senadores que votaram contra a cassação, nem os 5 senadores que se abstiveram.

O voto de Aécio Neves (PSDB-MG), por exemplo, é uma incógnita. O senador mineiro tinha uma relação de compadrio a ponto de atender pedidos de Demóstenes para nomear pessoas em Minas, apesar dele ser um senador goiano.

Um caso de aparelhamento no governo tucano mineiro foi a nomeação de uma sobrinha de Cachoeira para um cargo de chefia em Uberaba, a pedido do bicheiro, intermediada por Demóstenes junto a Aécio.

Cachoeira e sua família também tem negócios ilícitos em cidades mineiras, explorando máquinas de caça-níqueis em Uberlândia e Araxá, segundo interceptações telefônicas da Polícia Federal. E já explorou contratos de lixo com a prefeitura da segunda cidade, rompido após denúncias de superfaturamento.

Em uma interceptação telefônica da Polícia Federal, o sargento Dadá, araponga de Cachoeira, fala com uma pessoa não identificada sobre um esquema de jogos na capital mineira. O homem diz a Dadá que iria viajar a Belo Horizonte para se encontrar com uns políticos, “gente forte da área lá” para resolver uma pendência.

O bicheiro já comandou seis empresas em Minas. Algumas ganharam de presente dos tucanos a privatização da loteria estadual. Documento elaborado pela Assessoria de Planejamento e Coordenação da Loteria Mineira, em julho de 2000, revela que o contrato firmado causou um prejuízo da ordem de R$ 286 milhões durante a gestão do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB).

Em 2003, quando Aécio já era governador, o bicheiro foi protagonista de um escândalo em Minas por operar, sem licitação, jogo da Loteria do Estado de Minas Gerais por meio da Jogobrás do Brasil Ltda.

Desde 2000, Cachoeira vem sendo investigado pelo Ministério Público Estadual (MPMG). A Promotoria de Combate ao Crime Organizado do MPMG iniciou uma devassa nos negócios dele em Minas, mas decisão do Conselho de Procuradores barrou a iniciativa (numa clara blindagem aos demotucanos), alegando que as investigações de contravenção penal são de responsabilidade do Juizado Especial Criminal.

Logo que o escândalo Cachoeira estourou, e Demóstenes fez seu primeiro discurso, Aécio fez um emocionado aparte em solidariedade a Demóstenes e reiterando sua confiança no senador goiano. Depois, com os diálogos comprometedores e a linha direta com Cachoeira, via Nextel, ganhando o noticiário nacional, o tucano mineiro recuou publicamente em seu apoio à Demóstenes, mas sempre foi discreto ao tratar do assunto. Em frente as câmeras, Aécio dá a entender condenar Demóstenes, mas não consegue dissimular o desconforto com o cassação do antigo parceiro. 

 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/07/demostenes-foi-cassado-mas-24-senadores.html

Mensalão: o réu maior é o Supremo


Se os mervais podem pressionar é porque o PiG, de fato, se auto-intitulou a Oposição.



A Folha (*), na pág. A7, e também no Globo e no Estadão, se noticia com indisfarçável estupefação que o Presidente do PT, Rui Falcão, e Marco Maia, presidente da Câmara e também deputado pelo PT, criticam a indisfarçável politização do julgamento do mensalão ou a “politização da Justiça”, como diz Falcão.

Este Conversa Afiada ja tinha dito que, se os mervais podem, a CUT também pode criticar a decisão paraguaia do Supremo de apressar o julgamento do mensalão, sem edição extra do Diário da Justiça, para fazer coincidir com a eleição municipal.

O Edu denunciou a politização da Justiça – ou seja, o julgamento do mensalão, como uma ameaca à democracia.

Não há risco de prescrição, caso o julgamento se dê DEPOIS da eleição.

O Conversa Afiada considera que o mensalão está por provar-se e se tranformou no terceiro turno das eleições de 2002,  2006, e 2010.

A UDN só ganhava nos quarteis.

Agora, quer ganhar eleição no Supremo.

Ou seja,  julgar rápido para dar tempo de o Ministro Peluso condenar o Dirceu, como está implícito no conjunto da obra (rala) dos mervais.

Condenar Dirceu será condenar o Lula.

Só que o Supremo não vai condenar o Dirceu, porque não há provas contra ele.

Nem o Ministro Peluso condenará um acusado sem provas, porque os mervais passam e a biografia fica.

Por isso, o Dirceu poderia ser julgado a qualquer hora.

Mas, não resta a menor dúvida de que o Supremo se curvou ao PiG.

Mas, se os mervais podem pressionar é porque o PiG, de fato, se auto-intitulou a Oposição.

É só ver a campanha do Cerra e os discursos do Catão dos Pinhais no jornal nacional para dar razão ao PiG.

O PSDB não tem nada a declarar.

Então, se os mervais tem a legitimidade auto-proclamada, a CUT, o Falcão e o Maia têm muito mais.

E tem todo o direito de pressionar o Supremo.

Denunciar a politização do prazo do julgamento.

Quem se expos à crítica foi o próprio Supremo,  a começar com o ex-Supremo Presidente, que denunciou uma chantagem sem denunciar o chantagista à Polícia.

Começou ali a corrida pela politização do julgamento.

Cabe agora ao Supremo situar-se acima da batalha eleitoral e municipal e desmoralizar os mervais: sem prova não pode haver condenação.

O réu maior do mensalão é o Supremo.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

 http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/07/11/mensalao-o-reu-maior-e-o-supremo/

Sem mandato, Demóstenes responderá a processos criminais na Justiça comum


  
Demóstenes Torres teve seu mandato cassado por 56 senadores


A cassação do mandato de Demóstenes Torres, nesta quarta-feira, por 56 votos favoráveis e nove contra, em Plenário, no Senado, é apenas um episódio a mais na longa descida do ex-parlamentar, que chegou a ser citado como paladino da moral pública na revista semanal de ultradireita Veja. Os representantes da publicação, dificilmente, escapam do chamado à explicação quanto as ligações mantidas com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, enquanto Demóstenes tende a encontrá-lo, no banco dos réus, em alguma corte da Justiça comum, no Estado de Goiás.

Ao defender a cassação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM- GO) nesta manhã, durante a sessão do Senado destinada a julgar o pedido, o relator do processo no Conselho de Ética, Humberto Costa (PT-PE), enfatizou que Demóstenes mentiu em plenário para esconder sua relação com o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Segundo Humberto Costa, além de participar da organização criminosa, Demóstenes atuou para proteger Cachoeira das investigações que estavam sendo feitas pela Polícia Federal.

– O senador participou inclusive do processo de proteção de Carlinhos Cachoeira. Há um diálogo que é o mais grave de todos. Vossa excelência diz que tem uma informação privilegiada e diz que vai haver uma operação. Essa operação não aconteceu porque era uma simulação – destacou o relator que reforçou que a atitude de Demóstenes ao avisar Cachoeira poderia ter custado a vida de policiais que estavam trabalhando na investigação. O senador ainda enumerou os presentes a Demóstenes dados por Cachoeira.

Humberto Costa reclamou de ter sido chamado de ficcionista, nos discursos feitos por Demóstenes na semana passada e nesta semana, para tentar se defender. Demóstenes adotou a estratégia de desqualificar o relatório aprovado de forma unânime pelo Conselho de Ética e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

– São inúmeros os fatos que comprovam que lamentavelmente, tristemente, o senhor quebrou o decoro parlamentar. O senhor deixou de agir como um senador da República – disse Humberto Costa.

Logo após o discurso de Humberto Costa, o relator do processo na CCJ, senador Pedro Taques (PDT-MT), reforçou a legalidade do relatório que pede a cassação do mandato. “Ficou claro que o senador Demóstenes quebrou o decoro parlamentar, ferindo de morte a dignidade do cargo, conforme a robusta representação apresentada”, disse Taques.

A sessão destinada à votação do pedido de cassação do mandato começou às 10h no plenário do Senado. Os dois relatores tiveram 20 minutos para apresentar seus votos e, logo após essa fase, teve início a discussão do processo, fase em que todos os senadores poderão discursar por dez minutos.

Terceiro parlamentar a falar, o senador Mario Couto (PSDB-PA) também condenou as atitudes de Demóstenes e afirmou que a “Casa está desmoralizada”. O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), em seu discurso, destacou que não seria possível o senador desconhecer as atividades ilegais de Carlos Cachoeira. “O que está em jogo não é apenas o mandato de um parlamentar, mas a reputação de todo o Senado federal”, afirmou.

Veja complicada

A revista que, a exemplo de Demóstenes, manteve relações de proximidade com um dos principais líderes do crime organizado no país, se vê em face de uma nova denúncia. Em setembro de 2010, o ex-governador José Roberto Arruda, que havia perdido o mandato no início do mesmo ano, foi procurado pela revista Veja para uma entrevista. A publicação, da Editora Abril, prometia a capa, se Arruda decidisse quebrar o silêncio sobre sua queda. O repórter escalado foi Diego Escosteguy. Sem qualquer motivo aparente, no entanto, a revista engavetou uma entrevista. A razão por desviar de um assunto perseguido pela mídia, na época, no entanto, aparece em um grampo da Operação Vegas, da Polícia Federal, a qual revela o jornalista Paulo Henrique Amorim, do site Conversa Afiada.

Leia a transcrição da conversa, captada no dia 20 de março de 2011, quando a entrevista foi publicada por Época, levada pelo próprio Escosteguy, que, desiludido, saiu da revista Veja:

Cachoeira – Fala doutor, não falou nada, não?
Demóstenes – Não, tenho que analisar com isso aí o que é que faz. Vamos pensar, amanhã você tá aí?
Cachoeira – Tô, precisava falar com você, o Chiquinho achou ruim, não me atendeu mais não.
Demóstenes – Fez bem. Chegar o porrete nele mesmo, sujeito safado.
Cachoeira – Tô pensando de ele fazer alguma coisa.
Demóstenes – Não, eu falei pra ele, nada, eu falei é a verdade, não tem nada de mentira não. Tá tudo certo.
Cachoeria – Esse trem do Arruda aí… Você leu a reportagem? O Diego Escosteguy trabalhava na Veja, fez a reportagem em setembro, a Veja não publicou, pediu que queria soltar agora, ele pegou e soltou. Mas você viu que na Época ele deu uma recuada, né?
Demóstenes – Aquilo, se sai em setembro, ia fuder com meio mundo, né.
Cachoeira – É, mas eu vi um negócio, o Policarpo ajudou também, viu. Ia fuder mesmo. Mas você viu que ele ficou com medo e recuou. Tenho certeza que ele recuou foi por causa do seu nome.
Demóstenes – É, sujeito à toa. Vamos ver o que a gente vai fazer.
Cachoeira – Fosse você não fazia nada não. Deixa esse homem pra lá, tá mais do que na cara, isso é retaliação dele, você bateu tanto nele. Tem que virar as costas pra isso aí.

O fato constrangedor na entrevista, ainda segundo o relatório da PF, era uma acusação de José Roberto Arruda contra Demóstenes Torres. Arruda disse ter sido perseguido por Demóstenes, embora ambos fossem do mesmo partido, porque o senador goiano tentou emplacar, como fornecedora do governo do Distrito Federal, uma determinada empresa, possivelmente ligada a Carlos Cachoeira.

 http://correiodobrasil.com.br/sem-mandato-demostenes-respondera-a-processos-criminais-na-justica-comum/484439/

Queda no emprego e reunião do Copom

Por Altamiro Borges
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central discute hoje a taxa básica de juros. O próprio “deus-mercado” já dá como certa uma nova redução da Selic. Seria o oitavo corte seguido e o menor patamar dos últimos anos. Os banqueiros apostam que a taxa cairá de 8,5% para 8% ao ano. Outros setores da sociedade, preocupados com o desaquecimento da economia e mais aliviados com o controle da inflação, torcem por uma redução mais “radical”, para 7,5%.
Os cortes seguidos das taxas de juros, que confirmam que o governo abandonou a suicida ortodoxia na política monetária, não conseguiram até agora conter os impactos destrutivos da crise mundial na economia brasileira. Dados do IBGE divulgados ontem indicam que a geração de empregos no setor industrial teve a sua maior queda nos últimos dois anos e meio. O recuo em maio foi de 1,7% na comparação com o mesmo mês de 2011. Em São Paulo, a retração do emprego nas indústrias foi de 3,2%.
Piora generalizada e preocupante
A pesquisa também constatou que a piora na geração de emprego se generalizou: atingiu 12 dos 18 ramos industriais avaliados e 12 de 14 regiões estudadas. Segundo André Macedo, técnico do IBGE, está em curso uma piora “gradual” e cada vez mais intensa em todos os indicadores de trabalho na indústria. Essa degradação decorre do desaquecimento do consumo interno e da retração mercado externo, com a diminuição das exportações e o aumento da invasão de produtos importados.
Setores que já sofriam com a maior concorrência externa, como calçados, vestuário, fumo e madeira, ampliaram as demissões. E outros ramos passaram a cortar vagas mais recentemente, como o automobilístico e a siderurgia. Segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), as recentes iniciativas do governo – como o corte de juros e as medidas de estímulo ao crédito – podem até surtir “efeitos mais visíveis”, mas somente nos últimos meses do ano.

Mais ousadia do governo Dilma
Todos os estes indicadores sinalizam que o governo Dilma Rousseff deveria ousar ainda mais na política macroeconômica – caso contrário, o desastre será imediato, inclusive com reflexos nas eleições de outubro. Como apontou recente estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), não basta cortar os juros para estimular o consumo interno. O governo precisa proteger a produção nacional, endurecendo a sua política cambial, e garantir mais investimentos, o que requer superar a maldição do superávit primário.
 
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/07/queda-no-emprego-e-reuniao-do-copom.html

Tucanos viram Vivandeiras de tribunal, pedindo golpe no Mercosul


No passado da ditadura, foi cunhada a expressão "Vivandeiras de quartel" referindo-se aqueles políticos que viviam batendo na porta dos quartéis, pedindo para os militares intervirem no governo e darem golpe.

Agora, encantados com o golpe civil no Paraguai, os tucanos inovaram e tornaram-se "Vivandeiras de tribunal", pedindo ao judiciário para intervir no governo Dilma e dar golpe.

De volta do Paraguai, onde fez intercâmbio com os golpistas, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) juntou-se a Aloysio Nunes (PSDB-SP) e acionou o Procurador-Geral da República (PGR), Roberto Gurgel, para "investigar o governo Dilma" por ter votado e deliberado no Mercosul, pela suspensão do Paraguai e pela inclusão da Venezuela. O tucano acha que Gurgel e Gilmar Mendes são os chefes de Estado, acima da presidenta da República, para desfazer as decisões em órgãos internacionais dos quais o Brasil participa.

Esse vexame tucano não é exclusivo de Dias, é do partido inteiro, pois está endossada no site oficial do PSDB.

 Para piorar, os tucanos ainda rebaixam seu próprio papel de senadores, ao ignorar que Dilma teve a necessária aprovação do Congresso para o ingresso da Venezuela no Mercosul. Alvaro Dias votou contra, mas votou, perdendo no voto.

Quando a gente pensa que viu de tudo, os tucanos se superam e se expõem a mais esse vexame ridículo. 

 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/07/tucanos-viram-vivandeiras-de-tribunal.html

Operação Vegas flagra Policarpo



Quer dizer que o máximo representante da empresa do Robert(o) Civita na capital da República era de máxima confiança de um criminoso ?

 O Conversa Afiada reproduz trechos de áudios da Operação Vegas que testemunham a íntima relaçao do diretor da Veja em Brasilia, Policarpo Junior, com o crime organizado de Carlinhos Cachoeira:





Observe, amigo navegante, a promiscuidade da relação de Policarpo com os agentes do crime organizado: ele é de confiança, nunca furou com a gente.
Quer dizer que o máximo representante da empresa do Robert(o) Civita na capital da República era de máxima confiança de um criminoso ?
Observe, também, amigo navegante, que Diego Escosteguy mantém algum tipo de vínculo com o crime organizado.
Que a CPI poderia esclarecer.
Foi Escosteguy quem acabou de assumir a chefia da revista Época em Brasilia, em substituição a um jornalista que, segundo Leandro Fortes na Carta Capital, mantinha ele mesmo relações com o crime organizado.
Tudo isso parece tornar inevitável que a Veja do Robert(o) Civita se aproxime do Juízo Final .
A passos tão acelerados quanto os do brindeiro Gurgel, que também aparece em escutas que o incriminam de forma inequívoca.
Enquanto dormita sobre representação do professor Fábio Comparato.

Paulo Henrique Amorim

 http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/07/11/operacao-vegas-flagra-policarpo/

Demóstenes critica “tirania midiática”

 
Por Altamiro Borges
Desesperado com a sua provável cassação, o senador Demóstenes Torres resolveu criticar quem sempre o defendeu e o projetou no mundo político, numa troca de favores promíscua e criminosa. No documento de defesa apresentado aos parlamentares, seus advogados afirmam que o ex-demo é vítima da “tirania midiática”. O texto critica a cruel campanha de difamação promovida pela imprensa, “para a qual nada mais interessa além do escândalo”. Sua última cartada jurídica seria cômica se não fosse trágica!
Demóstenes Torres deve a sua carreira política aos tiranos da mídia. Ele era a principal fonte da chamada grande imprensa, com sua postura hipócrita de assassino de reputações, de paladino da ética e de expoente da oposição de direita. Chegou a ser eleito um dos “mosqueteiros da ética” pela revista Veja, a quem ajudou na confecção de várias capas sensacionalistas e difamatórias. Como “despachante de luxo” do mafioso Carlinhos Cachoeira, o ex-demo manteve uma relação promíscua com a mídia corporativa.

A credibilidade do ex-demo e da mídia
Quando surgiram as primeiras denúncias da Operação Monte Carlo da Polícia Federal sobre as ligações do senador com o crime organizado, a imprensa venal até tentou abafar o caso. Demóstenes não foi capa da Veja, nem motivo dos comentários ácidos dos “calunistas” da TV Globo. Com o vazamento das centenas de escutas telefônicas, a mídia não teve mais como evitar o tema. Ela até tentar desviar o foco para aliviar a barra da sua fonte privilegiada. Ela não teve mais como esconder o falso moralista criado!
Num tom dramático, o texto afirma que “cassar um mandato de um político é mais do que decretar-lhe a pena de morte. A morte é até simples, pois é o fim definitivo. A cassação é a morte com requinte de extrema crueldade, mata não só a pessoa, mas rouba-lhe a dignidade. Junto com a exclusão dos direitos políticos, tomba também a relação de respeito entre o cidadão cassado e aqueles que acreditaram nele”.
Que bom seria que a sua cassação, que será votada hoje no Senado, também servisse para questionar a credibilidade da mídia venal que o projetou na política e que alimentou as suas relações com o crime organizado! 

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/07/demostenes-critica-tirania-midiatica.html

Dilma cassa plano de saúde caloteiro


O diretor-presidente da ANS, Mauricio Ceschin, explicou que a lista das operadoras punidas foi definida a partir do número de reclamações dos usuários.


Saiu na Agência Brasil:

Governo suspende venda de 268 planos de saúde de 37 operadoras


Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O governo decidiu suspender a venda de 268 planos de saúde comercializados por 37 operadoras. A medida foi anunciada hoje (10) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O motivo foi o desrespeito aos prazos máximos de atendimento aos usuários, conforme a Resolução Normativa 259 da Agência Nacional de Saúde (ANS).

Padilha ressaltou que os usuários desses planos não serão prejudicados. As empresas terão três meses para se adequarem aos prazos que variam conforme a especialidade médica. Para as consultas básicas, o cliente deve esperar no máximo por sete dias úteis para conseguir o atendimento. Para outras especialidades o prazo é 14 dias e para procedimentos de alta complexidade, 21 dias.

O ministro esclareceu que os planos que tiveram a venda suspensa correspondem a apenas 7% do total de usuários. No país, existem 1.016 operadoras, que comercializam cerca de 22 mil planos. Atualmente, 47,6 milhões de brasileiros estão vinculados a um plano médico, o equivalente a quase um quarto da população.

O diretor-presidente da ANS, Mauricio Ceschin, explicou que a lista das operadoras punidas foi definida a partir do número de reclamações dos usuários. Segundo ele, as empresas que desrespeitarem a proibição poderão ser multadas.

A lista das operadoras punidas é a seguinte:

Admédico Administração de Serviços Médicos a Empresas Ltda,
Administradora Brasileira de Assistência Médica Ltda,
ASL – Assistência à Saúde,
Assistência Médico Hospitalar São Lucas S/A,
Beneplan Plano de Saúde Ltda,
Casa de Saúde São Bernardo S/A,
Centro Clínico Gaúcho Ltda,
Centro Transmontano de São Paulo,
Excelsior Med S/A,
Fundação Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte,
Fundação Waldemar Barnsley Pessoa,
Green Line Sistema de Saúde S/A,
Grupo Hospitalar do Rio de Janeiro Ltda (Assim),
HBC Saúde S/C Ltda,
Memorial Saúde Ltda,
Nossa Saúde – Operadora de Planos Privados de Assistência à Saúde Ltda,
Operadora Ideal Saúde Ltda,
Porto Alegre Clínicas S/S Ltda,
Prevent Sênior Private Operadora de Saúde Ltda.
Real Saúde Ltda EPP,
Recife Meridional Assistência Médica Ltda,
Samp Espírito Santo Assistência Ltda,
São Francisco Assistência Médica Ltda,
São Francisco Sistema de Saúde Sociedade Empresária Ltda,
Saúde Medicol S/A,
Seisa Serviços Integrados de Saúde Ltda,
SMS – Assistência Médica Ltda,
Social – Sociedade Assistencial e Cultural,
Sosaúde Assistência Médico Hospitalar Ltda,
Unimed Brasília Cooperativa de Trabalho Médico,
Unimed Federação Interfederativa das Cooperativas Médicas do Centro-Oeste e Tocantins,
Unimed Guararapes Cooperativa de Trabalho Médico Ltda,
Unimed Maceió Cooperativa de Trabalho Médico,
Unimed Paulistana Sociedade Cooperativa de Trabalho Médico,
Universal Saúde Assistência Médica S/A,
Vida Saudável S/C Ltda,
Viva Planos de Saúde Ltda.

Edição: Carolina Pimentel

 http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/07/10/dilma-cassa-plano-de-saude-caloteiro/

Tucanos sofrem novo golpe com denúncias de corrupção no Estado do Tocantins






 Eduardo Siqueira Campos está envolvido em investigações da PF


Por Redação - de Palmas, Brasília e São Paulo 

O PSDB, em dificuldades para controlar os prejuízos causados à legenda pela presença do governador de Goiás, Marconi Perillo, no inquérito que investiga as ligações com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, amarga novamente a perda de prestígio de outro líder de peso na legenda já desgastada em outros escândalos de corrupção no Distrito Federal e em São Paulo, onde o arrecadador de fundos para o partido, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, está com os dias contados para comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. Alvo de uma investigação da Polícia Federal, o governador do Tocantins, Siqueira Campos, volta a ser atingido por denúncias de distribuição de propina. Desta vez, as operações fraudulentes ocorreriam por meio de uma agência de publicidade, contratada pelo governo do Estado, que funcionava, até a semana passada, em uma casa de Eduardo Siqueira Campos, filho dele e secretário de Articulação Institucional do Estado.
A Ginga Rara Propaganda, uma das empresas do grupo de Carlinhos Cachoeira, segundo relatório do Coaf (departamento de inteligência do Ministério da Fazenda) entregue à CPMI, recebeu em outubro de 2010 depósito de R$ 275 mil de Claudio Abreu, ex-diretor da Delta, construtora da qual Cachoeira atuava como uma espécie de sócio secreto, na conta do diretor financeiro e sócio da empresa, Tiago Neiva Parrode. Em abril de 2011, segundo escuta lícita da Polícia Federal (PF), Cachoeira avisa Abreu que o governo de Tocantins contrataria oito agências de publicidade, e sugere que eles deveriam entrar no negócio.
– Eles (no governo do Tocantins) vão contratar mais oito (agências). Põe uma lá – ordena Cachoeira.
Quando a licitação foi concluída, no início deste ano, a Ginga Rara foi uma das oito contratadas para gerir uma verba de de R$ 5,2 milhões. Fundada em fevereiro de 2009, na capital goiana, a agência abriu uma filial em Palmas em 2011. O contrato em Tocantins é o único da agência com o poder público. Até a véspera, a casa em nome de Eduardo constava no site da empresa como seu endereço na capital do Tocantins, segundo constataram repórteres do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo que também estiveram no suposto endereço da empresa.
“Não havia ninguém no local, protegido por um muro alto e cercas elétricas”, disseram na reportagem.

Coincidência

Para a assessoria de Eduardo Siqueira Campos, o fato de uma agência do esquema Cachoeira ocupar um imóvel do secretário e governador de facto, segundo voz corrente no Estado, não passa de uma coincidência. O imóvel, explica, não foi cedido para agência Ginga Rara Propaganda, mas alugado e Campos não teve “contato ou interferência quanto à escolha do inquilino”. O contrato de aluguel, assinado em fevereiro de 2011, tem as assinaturas de Polyanna Teixeira, mulher de Campos, e Alencar Gonçalves de Oliveira, sócio da agência. O valor do aluguel no documento, que não foi registrado em cartório, é de R$ 1,3 mil mensais, por um período de 18 meses.
A Ginga Rara, por sua vez, explicou que a saída do imóvel, na semana passada, ocorreu porque o contrato estava prestes a expirar. Pelo documento, o contrato venceria no mês que vem. Segundo Antônio Parrode, diretor da Ginga Rara, seu filho Tiago Parrode não tem relação com o dia a dia da empresa. Segundo afirmou, há um erro no cadastro da Associação Brasileira de Publicidade, no qual Tiago consta como diretor financeiro. Ele negou que haja relação entre a empresa e Cláudio Abreu ou qualquer outro investigado na CPI do Cachoeira.

Garota de programa

Eduardo Siqueira Campos, no entanto, já figura no inquérito da Operação Monte Carlo, da PF, em outra situação delicada. Segundo nota, divulgada pelo colunista Leandro Mazzini, no Correio do Brasil, nas gravações realizadas com autorização judicial, há um trecho revelador dos expedientes que eram usados pela quadrilha de Cachoeira para obter vantagens nas suas aproximações de governos. Como a empreiteira Delta Construções tinha interesse em fechar contratos no Tocantins, o contraventor Carlinhos Cachoeira pagou um jantar e contratou uma garota de programa para acompanhar Eduardo Siqueira Campos, o então secretário de Planejamento do Tocantins.
“De acordo com o relatório da Polícia Federal, o jantar de Eduardo Siqueira Campos, ex-deputado e ex-senador, com a garota de programa aconteceu no dia 19 de maio de 2011, em Goiânia. No dia seguinte, segundo interceptação telefônica que consta do inquérito, Cachoeira conversou com o ex-diretor da Delta para a região Centro-Oeste sobre o ‘arranjo’ para agradar ao secretário. Cachoeira reclama do valor da conta, R$ 1 mil, e Abreu o ironiza: ‘Você deu para vir de Brasília só para tomar vinho, bem feito!”, diz a nota.

 http://correiodobrasil.com.br/tucanos-sofrem-novo-golpe-com-denuncias-de-corrupcao-no-estado-do-tocantins/483678/

terça-feira, 10 de julho de 2012

Partidarização da Justiça ameaça a democracia brasileira

 

Este ano, uma das principais anomalias da democracia brasileira emergirá com força. A proximidade do julgamento do “mensalão” do PT revela que, dos três pilares da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), um não passou pela depuração da hegemonia conservadora oriunda da ditadura.
   A democracia tratou de equilibrar a correlação de forças políticas e ideológicas nos Poderes Executivo e Legislativo. A renovação de quadros que os processos eleitorais impõem a esses Poderes a cada quatro ou oito anos (neste caso, nas eleições para o Senado Federal) permite que acompanhem os anseios da sociedade por pluralidade.
Esse efeito benfazejo da democracia, porém, não atinge a terceira perna do tripé que sustenta a República, o Judiciário.
Ainda que a cúpula desse Poder seja designada pelos poderes Executivo e Legislativo através da indicação dos membros do Supremo Tribunal Federal pelo Executivo, com referendo do Legislativo, o resto do corpo da Justiça brasileira ainda sofre os efeitos de décadas a fio de controle conservador das instituições.
O funcionamento da Justiça brasileira, no varejo, mostra seu viés conservador. Da juíza que mandou massacrar milhares de famílias do bairro de Pinheirinho em São José dos Campos para beneficiar um ricaço corrupto às decisões judiciais nos Estados que atendem aos interesses das famílias midiáticas e de seus prepostos, é claro o viés político-ideológico que distorce a Justiça.
Mesmo no Supremo Tribunal Federal, espanta constatar como o julgamento do “mensalão” do PT, de interesse da direita midiática, ultrapassou, temporalmente, o julgamento de escândalos mais antigos (como o mensalão do PSDB mineiro), que se arrastam simplesmente porque a mídia não se interessa por eles.
Bastou a mídia fazer pressão para o julgamento do mensalão ser marcado, ultrapassando ilegalmente casos mais antigos que se arrastam. Aí se tem a demonstração de que mesmo em um Supremo renovado pela indicação de juízes sem vínculos políticos como os indicados pelos governos anteriores ao de Lula, o poder de chantagem da mídia ainda intimida a Justiça.
A desconfiança que a sociedade nutre em relação à Justiça transparece da manchete de primeira página da Folha de São Paulo do primeiro dia útil desta semana, que dá conta de que a CUT pode ir às ruas protestar contra uma politização do julgamento do mensalão que vai se tornando cada vez mais previsível.
Na verdade, o que um dos grupos de mídia que mais intimidam o Judiciário noticia é apenas a ponta do iceberg de um imenso movimento de resistência democrática contra o tribunal político em que as famílias midiáticas e os partidos políticos que controlam devem tentar converter o julgamento do mensalão, pois, além da CUT, todos sabem que esse movimento em prol de um julgamento técnico deve açambarcar UNE, MST e outras centrais sindicais.
Com efeito, o julgamento do mensalão será, também, o julgamento da Justiça, pois algumas condenações, se ocorrerem, serão inaceitáveis porque se darão sem prova alguma. Como no caso de José Dirceu, por exemplo, que só pode sofrer alguma condenação se o julgamento for político porque não há absolutamente nada, nesse processo, que o incrimine.
Nas instâncias estaduais da Justiça, então, a situação é espantosa. Desafetos dos barões da mídia sofrem condenações absurdas nas primeiras instâncias enquanto que essa mídia e seus peões são blindados contra qualquer reclamação pelos abusos que cometem.
Na Justiça paulista ou na carioca, por exemplo, qualquer um que enfrente a mídia ou seus tenentes sabe que perderá, passando a ter alguma chance apenas nas instâncias superiores, quando os processos deixam a Justiça estadual.
Esse processo de partidarização e ideologização da Justiça, bem como sua permeabilidade a pressões midiáticas, está se tornando cada dia mais escandaloso. Jornalistas que se opõem aos partidos de direita e aos grupos de mídia vêm sofrendo cerceamento do direito de defesa.
Recentemente, jornalistas que incomodam a Globo foram condenados em ritos praticamente sumários, com seus processos “andando” em uma velocidade que a Justiça dificilmente exibe e sob decisões escandalosas que dispensam até, pasme-se, produção de provas pelas partes, dando razão, in limine, aos prepostos da família Marinho.
Movimentos sociais e sociedade civil, portanto, organizam-se para denunciar ao mundo a corrupção da Justiça pelos interesses da direita midiática. As ruas serão o primeiro passo, mas a intenção é chegar aos fóruns internacionais, pois o partidarismo da Justiça constitui a última grande ameaça à democracia brasileira.

 http://www.blogdacidadania.com.br/2012/07/partidarizacao-da-justica-ameaca-a-democracia-brasileira/

Francischini, o "tigrão", deixa o PSDB

 



Por Altamiro Borges

Durou pouco tempo a tentativa do deputado Fernando Francischini (PSDB/PR) de ocupar os holofotes da mídia no lugar do ex-demo Demóstenes Torres. Ele até tentou posar de novo "mosqueteiro da ética" e de líder da oposição de direita, bem no figurino da revista Veja. Mas não deu certo. Após provocar vários atritos, ele foi substituído pelo seu próprio partido na CPMI do Cachoeira e já anunciou que deixará a sigla tucana. Além disso, ele pode até ser investigado por suas estranhas ligações com os arapongas do mafioso.
Numa das sessões da CPMI, o bravateiro Francischini, que também é delegado da PF, ameaçou prender o governador do Distrito Federal e acusou o relator Odair Cunha (PT-MG) de ser "tigrão" contra o Marconi Perillo, o governador tucano de Goiás, e "tchutchuca" contra o petista Agnelo Queiroz. O valentão da mídia demotucana também produziu várias cenas de bate-bocas no Congresso Nacional, provocando inúmeros parlamentares. Toda esta encenação moralista, porém, não produziu os efeitos desejados pelo "tigrão".
Isolamento e relações perigosas
Francischini se isolou na CPMI e no seu próprio partido. Para complicar ainda mais sua situação, ele entrou em atrito com o dono do PSDB no Paraná, governador Beto Richa, sendo alijado na disputa pela prefeitura de Curitiba. Como desdobramento das suas atitudes tresloucadas, ele foi substituído na CPMI pelo suplente Domingos Sávio (PSDB-MG) e anunciou que abandonará a sigla. Segundo o blogueiro paranaense Esmael Morais, Francischini "fez beicinho" e deve ingressar no recém-criado Partido Ecológico Nacional (PEN).

Outro fator também pesou para o rápido isolamento de Francischini. O "tigrão", que planejava transferir seu domicílio eleitoral para Brasília e concorrer ao governo do Distrito Federal em 2014, foi pego em conversas com integrantes da quadrilha de Carlos Cachoeira. Grampos da Operação Monte Carlo da PF indicam que o deputado "moralista" articulou um plano para induzir o impeachment do governador Agnelo Queiroz. Pelo jeito, a mídia demotucana acaba de perder mais um ícone e uma fonte de suas "reporcagens". 


http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/07/francischini-o-tigrao-deixa-o-psdb.html

Globo pode. Nos EUA é proibido




Por Antônio Mello, em seu blog:

"A Suprema Corte dos EUA rejeitou a apelação de alguns grupos de mídia americanos contra a última regulamentação da FCC sobre propriedade cruzada de jornais e emissoras de TV em uma mesma localidade, segundo noticiários daquele país" - assim começa matéria da Teletime, que mostra que no país que nossa mídia colonizada defende como o mais democrático do mundo, eles não confundem liberdade de expressão com liberdade de imprensa, muito menos com liberdade de empresa.


O que as Organizações Globo fazem no Rio, por exemplo, e em vários outros estados do país (São Paulo inclusive) é proibido nos Estados Unidos. Acumular na mesma praça o quase monopólio de comunicação em TV (aberta e fechada), rádio, jornal, revista e internet é simplesmente um absurdo, por isso O poder das Organizações Globo é um risco para a democracia no Brasil .

É de se notar que a grita dos grupos de mídia que fizeram a apelação nos EUA se refere à nova legislação, de 2008, que já flexibilizou o que antes era bem mais rigoroso. Simplesmente era proibido ser dono de um jornal e uma emissora de TV numa mesma cidade. A nova lei acabou com a proibição, mas apenas nas 20 maiores cidades dos EUA.

Se, como eles defendem, o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil, que tal importar esta lei e aplicá-la aqui, acabando com a propriedade cruzada de meios, heim, irmãos Marinho, Ali Kamel, Merval - o Imortal - Pereira, Magnoli, Instituto Millenium? 
 
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/07/globo-pode-nos-eua-e-proibido.html#more

Se pressionar STF for “crime”, PIG pode “vestir” as algemas




 Parece piada. A mídia pressionou o STF durante anos para que passasse o julgamento do “mensalão” do PT na frente do julgamento do “mensalão” do PSDB (que diz ser “mineiro”) e agora, sem uma réstia de pudor, acusa a CUT por dizer que vai à rua protestar se o juízo não for técnico. Como se não bastasse, ainda indaga o que seria “julgamento técnico”.
Já trato das duas premissas caraduras do Partido da Imprensa Golpista. Antes, porém, há que tratar de uma terceira premissa midiática, que, à diferença das outras, faz todo sentido: e se o julgamento do “mensalão” do PT não for técnico, for político, o que a CUT fará? Vai praticar “ações terroristas”? Sim, porque essa hipótese, acredite quem quiser, saiu na mídia.
Comecemos pelo fim. Se o julgamento for ou estiver sendo político – lembrando que a medição de seu viés será explicada adiante –, sindicatos e demais movimentos sociais irão à rua e ao mundo (organismos internacionais) denunciar. Assim sendo, nada melhor do que promover atos públicos para fazê-lo.
Todavia, é evidente que, nesse caso – no caso de o julgamento ser político –, na prática ficaria tudo por isso mesmo, porque vivemos em um país em que a ordem institucional deve prevalecer em qualquer situação, de forma que condenações teriam que ser levadas a cabo e os condenados teriam que se submeter às penas.
Até porque, dificilmente alguém cumpriria pena de prisão devido a serem todos réus primários e por não estarem sendo acusados de nenhum crime hediondo. A pena efetiva, portanto, seria política. Pairaria uma nódoa sobre o governo Lula e esse é o verdadeiro objetivo da propugnação de condenações sumárias que se vê na mídia.
Aliás, vale explicar que a possibilidade desse tipo de pena se estende aos dois lados. Explico: como ficará a mídia – acima dos partidos que se opõem ao PT – caso José Dirceu – acima de todos os outros condenados – seja absolvido? Dirá que o STF está a serviço do governo por a maioria de seus ministros ter sido indicada por Lula e Dilma.
Todavia, essa hipótese seria prejudicada porque vários ministros indicados pela presidente atual e por seu antecessor certamente votarão pela condenação dos réus do “mensalão” do PT, de forma que ficará difícil usar essa estratégia para explicar como poderão ter sido absolvidos se durante tantos anos foram tratados como culpados.
Voltando à tese da condenação de todos os acusados, o que é claramente previsível é que terminaria a mansidão que tem adotado a esquerda em relação aos golpes desestabilizadores do consórcio demo-tucano-midiático. Isso, por óbvio, não significa que seria desencadeada uma luta armada no país, até porque o povo está pouco se lixando para os mensalões petistas, tucanos ou demos.
Mas a transformação do STF em tribunal político a serviço daquele “consórcio” certamente irá acirrar a luta política no país, o que pode culminar até em uma candidatura de Lula à sucessão de Dilma, que, aliás, conforme incontáveis pesquisas já revelaram é um anseio da sociedade.
A mídia e a oposição demo-tucana crêem que o PT, em caso de condenação do principal acusado (José Dirceu),  pagaria um preço nas eleições deste ano. Seria mais um golpe eleitoral como todos os que o partido vem enfrentando desde 1989, mas que pararam de funcionar em 2002 e que, aliás, podem não funcionar de novo.
É óbvio, no entanto, que uma condenação dos réus do “mensalão” do PT salvaria São Paulo da ameaça petista ao último bastião da direita midiática. Mas a hecatombe eleitoral que está sendo prevista para o PT, em caso de haver julgamento político de José Dirceu (acima de todos os outros, repito), pode não se concretizar.
Mas, mesmo que a hecatombe eleitoral se concretizasse, o enfraquecimento municipal do PT não significaria que as chances da direita em 2014 melhorariam tanto. Ainda mais se o resultado de um julgamento político do “mensalão” petista provocasse a candidatura de Lula na próxima eleição presidencial.
Por fim, vale dizer que não se imagina Dilma reagindo a um julgamento injusto de seus correligionários, mas é perfeitamente possível imaginar que ela cederia ao padrinho político o seu direito de se candidatar à reeleição…
Restam, então, as duas premissas que inauguraram este texto.
Primeiro a criminalização do direito constitucional de expressão, de reunião e de manifestação que a CUT tem e terá para protestar, direito que a mídia tem usado à farta para pressionar o STF, inclusive tendo tido sucesso ao fazê-lo passar o inquérito do “mensalão” petista na frente do tucano.
Quantas vezes você que acompanha política viu a mídia acusar o relator do inquérito petista, Ricardo Lewandowsky, de estar postergando a entrega de sua análise? Quantas vezes viu o Partido da Imprensa Golpista criticar a demora na marcação da data do julgamento? Isso não é pressão? Pressão é só quando quem faz isso são o PT e seus aliados? Então tá…
Sobre o que é “julgamento técnico” ou sobre o que é “julgamento político”, é muito simples. Não há uma só prova de que José Dirceu (o alvo principal de tudo) comandou o mensalão. Eu li o processo. O que existe na acusação do procurador-geral da República que enviou o inquérito ao STF ou na análise do ministro Joaquim Barbosa é que seria verossímil a culpa do ex-ministro.
Sem que se apresente uma prova indubitável de que Dirceu comandou um esquema para comprar votos no Congresso a favor do governo Lula, como, por exemplo, uma transação qualquer, uma gravação ou um simples testemunho forte por se respaldar em evidências insofismáveis, a condenação do ex-ministro seria política – in dubio pro reu
Aliás, a situação de Dirceu é extremamente parecida com a de Fernando Collor de Mello no processo no STF que o julgou pelas acusações que o levaram a renunciar à Presidência – e, como se sabe, Collor foi absolvido. Até porque, foi julgado sem pressão política devido a que estava politicamente morto, à época.
Se forem invertidos os critérios que absolveram Collor devido ao fato de que “verossimilhança” de acusações – um critério absolutamente subjetivo – não basta para condenar alguém, portanto, o julgamento do “mensalão” do PT terá sido político, o que constituiria um ataque à democracia.
O que restaria fazer, então, além de exercer o jus esperneandi, seria fazer política e vencer eleições tentando demonstrar ao povo que a direita midiática quer retomar o poder para interromper os avanços na distribuição de renda e de oportunidades.
Vencer eleições será a única forma de retaliar o ataque à democracia que poderá ter sido cometido. Ao obter poder legislativo, haveria que buscar caminhos para reformar a Justiça de forma que deixe de ser usada por grupos políticos e pelo poder econômico. Todavia, esse seria o pior caminho para um país que tem tantos outros desafios a superar.
Seria bem mais fácil – e muito melhor – se o STF se mostrasse à altura do estágio em que o Brasil está e dos legítimos anseios da sociedade para que o Estado se preocupe em reduzir as chagas sociais gigantescas que ainda flagelam o país, apesar de todos os avanços. Até porque, mesmo que a elite não se importe com isso ela é minoria da minoria.

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A ótica distorcida das novelas

 
Por Fábio Nogueira, no blog DoLaDoDeLá:

Está no ar a novela Cheias de charme. O folhetim gira em torno de três empregadas domésticas, que de uma hora para outra veem suas vidas alteradas pela fama e o sucesso. Tudo seria lindo e feliz, se a vida das empregadas domésticas no Brasil fosse tão bela assim.

Não é de hoje que a categoria de trabalhadoras está presente no dia-a-dia nas casas de famílias de classe média baixa e média alta. Isto ainda representa um resquício do que foi por três séculos a escravidão no Brasil. Por incrível que pareça, as domésticas, como qualquer profissão digna, são das poucas trabalhadoras que seus direitos são negados. Em sua maioria moradora de favela, sem nenhuma instrução escolar, ganham menos que um salário mínimo. Muitas vezes deixam de ver os seus filhos para dormir no serviço, pois a madame quer economizar na passagem do transporte. Não estranhe se o quarto da empregada for menor que a garagem ou o closet (um guarda-roupa ampliado).

A novela tenta passar a imagem de uma democracia harmoniosa entre domésticas e patrões (as). Mas, em nosso mundo real, nem tudo é uma maravilha. Existe uma rede de abusos desde a exploração do trabalho, passando por humilhações morais e sexuais. Nada é um conto de fada. Outro programa da mesma emissora promove um concurso para apontar a melhor empregada do Brasil, as patroas devem estar gostando muito.

Ficaríamos muito mais felizes se essas mesmas empregadas tão dedicadas ao serviço um dia refletissem sobre o seu papel dentro da construção do trabalho no país. Notará o peso e o valor dê sua tarefa, o quanto é importante e muito valorizada. Se um dia ficarem em greve por 24h, verão o real valor que todas têm. A patroa ou patrão, em muitos casos, ficarão enrolados na casa. Uns vão ficar com fome e sem saber trocar as fraldas sujas das crianças que as domésticas criaram e até deram de mamar, quando deixaram de dar mais atenção aos seus próprios filhos. 
Lutem por seus direitos, trabalhadoras. Façam valer os seus direitos como o FGTS, que os empregadores negam enquanto realizam festas que dava para pagar quase oito anos de tempo de serviço. Façam valer o direito de estudar, mudar de vida e estimular outras colegas de serviço a fazer o mesmo. Não caia na cilada de que está tudo ótimo, conforme a novela passa. Não pense que a maioria das patroas quer ver seu bem, mas, querem sim, sugá-las até a última gota de sangue com trabalhos exaustivos, péssimos salários e humilhações.
O emprego de doméstica é legitimo como qualquer outro. Ilegítimo é o porquê de ser tão explorado.
Reforço que o serviço de doméstica ainda é uma sombra do Brasil escravocrata, um símbolo de poder e dominação. Não é à toa que as domésticas são, em sua maioria, mulheres negras. Um trecho da canção Zé do caroço, da compositora Lecy Brandão, é o fiel retrato de como as massas populares são manipuladas pela ótica da teledramaturgia em relação ao nosso dia-a dia:

E na hora que a televisão brasileira
Destrói toda a gente com sua novela
É que o Zé bota a boca no mundo
Ele faz um discurso profundo
Ele quer ver o bem da favela
Hoje o mundo é dos informados, e muito bem-informados.
Domésticas, é a vez de revolução!!!
 
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Pitaco do dia


Mino fez a coisa certa: o “Derruba Brasil” é um verdadeiro zoológico!
— Maria do Ceará

SERRA só anda nas ruas do PIG.
— Edir Vidal

Hulk com Louro José, mas na Casa Civil será Ana Maria Braga, e Xuxa cuidará do novo ministério: das Moças Arrependidas.
— Luis Antonio

José Serra é multado de novo por propaganda eleitoral antecipada

 
O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, foi multado pela quarta vez por propaganda eleitoral antecipada.

A Justiça Eleitoral de São Paulo fixou em R$ 15 mil a punição pelo candidato colocar no ar antecipadamente um site para cadastro de eleitores, além de permitir o acesso à conta do Twitter.

O endereço para o site e para a conta no Twitter foram divulgados na convenção do partido, no dia 24 de junho. A Lei Eleitoral liberou o início das divulgações das campanhas a partir do dia 6 de julho.

O juíz Henrique Harris Junior entendeu que a divulgação das ferramentas de campanha foi uma violação porque os endereços já estavam no ar no dia 24 de junho, antes do permitido por lei.

Harris Júnior estipulou em R$ 7,5 mil a multa pela divulgação de cada um dos endereços.

AÇÃO

O recurso, encaminhado pelo PT, além de afirmar  propaganda antecipada pela divulgação do site e endereço do Twitter, também pedia punição para o PSDB pela divulgação do jingle de Serra no dia da convecção.A Justiça Eleitoral não entendeu que a divulgação do jingle na convenção foi uma infração a lei.
 
 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/07/jose-serra-e-multado-de-novo-por.html