segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O senador racista do PSDB


Por Altamiro Borges
Quem assiste a propaganda eleitoral do PSDB até pode pensar que este partido, que representa a direita “moderna”, está preocupado com as questões sociais no Brasil. No horário eleitoral de rádio e tevê, ele apresenta propostas em defesa das camadas mais carentes da sociedade. Os tucanos até parecem “gente do povo”! Pura ilusão. O PSDB é um partido elitista, dos ricaços. Em muitos lugares, os seus caciques são, inclusive, racistas, como comprova um caso recente no Pará envolvendo o senador Mário Couto.
Na semana passada, a assistente-administrativa Edisane Gonçalves de Oliveira, de 34 anos, foi detida na delegacia de Salinópolis, no litoral do Pará, a 265 quilômetros de Belém, por ordem do tucano Mário Couto, que alegou ter sido “desrespeitado como senador da República”. Mas em seu depoimento, a trabalhadora afirmou – e teve o amparo de várias testemunhas – que foi agredida pelo senador do PSDB, que a chamou de “preta safada”, “macaca” e “vagabunda”, entre outros adjetivos.
"Temperamento explosivo" do tucano
Segundo a agência Estado, Edisane abriu processo contra o tucano, acusando-o por racismo e abuso de autoridade. “O promotor de Justiça de Salinópolis, Mauro Mendes de Almeida, informou que remeteu as peças do inquérito policial para o Supremo Tribunal Federal (STF) em razão de o senador gozar de foro privilegiado. Mas quem decidirá se abre ou não processo contra Couto é o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a quem a queixa crime será remetida pelo STF”. Gurgel? Contra os tucanos? Então não vai dar em nada!
Ainda de acordo com a agência Estado, o bate-boca entre o senador e a trabalhadora ocorreu em 13 de agosto passado, durante uma caminhada do tucano e de seus cabos eleitorais pelas ruas do município. Couto apoia a reeleição do prefeito Di Gomes, “mas alguns moradores, incluindo Edisane Oliveira, não permitiram que cartazes com a foto do afilhado político dele fossem pregados nas paredes de suas residências. Isso irritou o tucano, conhecido pelo temperamento explosivo”.
 
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/09/o-senador-racista-do-psdb.html

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

STF vai julgar o "mensalão do DEM"?




Por Altamiro Borges

Em audiência realizada nesta terça-feira na 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, Durval Barbosa - ex-secretário do governador José Roberto Arruda, o contado "vice careca" do tucano Serra - fez novas revelações sobre o "mensalão do DEM" e confirmou o esquema de pagamento de propinas para deputados distritais. Neste caso escabroso há provas concretas - como vídeos e documentos -, diferente do ocorre no chamado "mensalão do PT". Será que STF também vai acelerar o julgamento deste caso? Será que a mídia demotucana, sempre tão seletiva e parcial, vai exigir a condenação dos "mensaleiros" do DEM?

Segundo o depoimento de Durval Barbosa, 19 deputados distritais receberam R$ 420 mil cada para votar a favor dos projetos do governador Arruda. Os nomes dos agraciados com propinas constam de uma lista apreendida pela política e muitos deles aparecem em vídeos recebendo a "mesada". Durval também voltou a dizer que não era o único a fazer o pagamento das propinas e que existiam outros operadores do esquema, entre eles Omézio Pontes e Geraldo Maciel. Afirmou ainda que uma das vantagens recebidas em troca de apoio político ao demo era o convite para os deputados assumirem as administrações regionais no DF.

Alexandre Cerqueira também depôs como testemunha de defesa de Durval. Ele confirmou a informação de que a distribuição dos cargos de administradores a deputados da base aliada fazia parte da estratégica política do demo Arruda. Citou como exemplo a Administração de Taguatinga, concedida ao deputado Benedito Domingos. Segundo ele, além do cargo, o administrador recebia promessa de investimentos nas respectivas regiões e ainda podia indicar nomes para o preenchimento de outros cargos regionais. 

Pelo jeito, a audiência foi bastante reveladora. Pena que não recebeu maior destaque na mídia demotucana, tão preocupada com o julgamento do "mensalão petista" no STF. Haja hipocrisia udenista!

Governo responde a “mensalão” com bem-estar social




A mega produção do julgamento do mensalão e a chuva de “más notícias” sobre a economia vêm dominando há meses o noticiário. A primeira atração pretende condenar criminalmente os oito anos do governo Lula e o Partido dos Trabalhadores inteiro; a segunda, pretende convencer os brasileiros de que a economia do país vai de mal a pior.
Por meses a fio, a oposição ao governo federal, como ocorre há quase uma década, recebeu o apoio dos maiores meios de comunicação do pais à sua estratégia descrita no parágrafo anterior, estratégia que sucedeu a pressão oposicionista-midiática por demissão de ministros e as marchas “contra a corrupção” que vigeram no ano passado.
Em 2011, chegou a ocorrer como que uma capitulação do governo Dilma Rousseff diante de uma nova modalidade de ataque oposicionista-midiático aparentemente diferente da guerra desencadeada contra o governo Lula, mas que, em essência, era igual.
Nesse novo modelo, a presidente foi preservada de ataques diretos e os alvos foram o governo Lula (do qual ela participou em destaque) e a montagem que fez de seu próprio governo, pois cada ministro demitido no ano passado foi nomeado por ela, sendo a tese da “faxina” mera tentativa de convencer a matreira presidente da República de que um ataque a beneficiária, o que revelou desprezo por sua inteligência.
Entre o fim do ano passado e o começo deste ano, Dilma pôs um fim à capitulação diante dos sucessivos ataques aos ministros, que, muitas vezes, perderam o cargo sem qualquer razão, como no caso do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, demitido sob acusações sem provas e posteriormente inocentado em todas as investigações.
Quando a artilharia chegou ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, possivelmente o ministro mais próximo de si, Dilma pôs o pé na porta e as pressões acabaram, ainda que tenham restado elucubrações sobre as quedas de ministros que ela teria permitido por ter desejado.
2012, porém, marcou a reação de um governo que já começava a enfraquecer de tanto ceder a pressões. Dilma iniciou o ano visivelmente decidida a mostrar que estava no controle e que seu governo tinha um plano. Ao esfriamento da economia, desde então vem atuando no sentido de aquecê-la e de aliviar a vida da população.
O primeiro grande lance foi colocar os bancos públicos para liderarem uma queda generalizada dos juros ao consumidor e às empresas. O ineditismo e a contundência da medida na história recente do país pegou oposição e mídia de surpresa. Em um primeiro momento, esses agentes aliaram-se aos bancos contra a iniciativa do governo federal.
Não tardou para bancos, mídia e oposição entenderem o que se previu nesta página que ocorreria, que a presidente daria um salto em termos de popularidade, o que de fato ocorreu, fazendo com que alcançasse praticamente o mesmo patamar que Lula tinha ao deixar o governo. As críticas, diante do apoio popular, emudeceram.
A essas medidas contrárias aos interesses dos bancos – que a presidente foi à televisão anunciar assim como fez ontem – somaram-se outras de indiscutível apelo popular e, o que é melhor, à prova de acusações de “populismo”, pois não é moleza defender os setores da economia líderes de reclamações às entidades de defesa do consumidor.
Telefonia e planos de saúde também entraram na mira do governo, sendo penalizados com suspensão de captação de clientes e obrigados a apresentar planos de investimentos para resolver os problemas geradores de queixas.
Paralelamente à defesa decidida dos interesses dos consumidores, o governo apresentou um poderoso plano de investimentos em infraestrutura que chega à casa da centena de bilhões de reais, uma quantidade de recursos que pouquíssimos países têm condição de investir hoje, o que vai revelando a solidez da economia brasileira.
Na última quinta-feira, Dilma respondeu ao recrudescimento exponencial da artilharia oposicionista-midiática contra si e contra o PT, baseada, exclusivamente, em um moralismo tão hipócrita que viu lideranças de partidos envolvidos até o pescoço em escândalos de corrupção apontarem o dedo para o partido do governo.
À maior artilharia, a presidente usou uma bomba: anunciou redução de gastos do consumidor e das empresas com energia, começando pela energia elétrica. Não é brincadeira o que Dilma anunciou. 16% para residências e 28% para indústrias serão sentidos diretamente no bolso de todos.
É imprevisível o impacto que isso terá sobretudo no setor industrial, mas será grande. O consumo de energia é um dos grandes custos desse setor. A medida, inclusive, tornará os produtos brasileiros mais competitivos.
Reduzir o custo da energia nesse nível é medida ainda mais popular do que pôr bancos públicos para liderarem queda de juros. No caso dos juros, a redução é lenta e não atinge o público de forma homogênea, pois beneficia mais os menos endividados e mais ricos, que, certamente, estão tendo acesso às melhores taxas. No caso da conta de luz, o alcance é estrondoso.
E para quem, como eu, reclamou de revide político, no mesmo pronunciamento em que deu tal presente à população a presidente ainda atacou, de novo, aquele que tentou atingi-la atacando seu padrinho político. Ao criticar a “privatização” que era feita “no passado”, Dilma concluiu a resposta que acaba de dar ao ataque de Fernando Henrique Cardoso a Lula.
O lance da última quinta-feira explica a política brasileira no novo milênio. Uma oposição perdida, sem propostas, usa a mídia – ou por ela é usada – para oferecer à população moralismo de quinta, pessimismo e hipocrisia. E zero de propostas. A isso, Dilma responde com desenvolvimento e bem-estar social.
Em sua opinião, leitor, quem irá ganhar esse embate?
—–
Assista, abaixo, ao pronunciamento da presidente Dilma na noite de quinta-feira (6.9)

'Bafômetro' do Cervantes confirma: bebum era o Aécio





Alguém leu na mídia corporativa se era ou não Aécio o bebum do vídeo? Eu não li e fui ao Cervantes para confirmar.

Posso estar enganado, mas, tirando as postagens, facebookadas e tuitadas não li uma linha sobre o vídeo que se espalhou na internet outro dia, onde um suposto Aécio Neves aparecia trocando as pernas e dando gorjeta de R$ 100 aos garçons do Cervantes, um restaurante que tem como carro chefe seus sanduíches, no que seria a boca do lixo de Copacabana.


Afinal, era ou não Aécio?

Hoje, como passei por lá e frequento o Cervantes há décadas, embora não seja assíduo, resolvi confirmar a história. Conversei com uns conhecidos e, sim, era Aécio no vídeo e etc.

Como acho que o problema do Aécio não é o que ele faz à noite no Rio (desde que não dirija de cara cheia), mas o que ele não fez no governo de Minas, que deixou quebrado, posto essa confirmação apenas para aqueles que queriam saber se, afinal, era ou não Aécio no vídeo - coisa que a mídia corporativa não fez, mesmo com tantos repórteres na folha de pagamento. (Do blog do Mello)

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/09/bafometro-do-cervantes-confirma-bebum.html

O Desenvolvimento que o PT incentivou no Pará e que tucano não gosta!





No último final de semana, nas minhas andanças pelo Pará, estive em Medicilândia, município da Transamazônica no Pará. Estava acompanhada do Deputado Estadual Airton Faleiro, do PT, que tem um grande trabalho especialmente nesta região. Além de reunir com apoiadores da candidatura a Prefeito do Gaúcho do PT, que é 13. fui visitar um dos empreendimentos que se tornou fruto de acusações dos tucanos na campanha eleitoral.


    Durante 4 anos do meu Governo, eu trabalhei incansavelmente para mudar o modelo extrativista exportador da economia do Pará. Nossa meta foi a de contribuir na industrialização de nossos recursos naturais, agregando valor, gerando renda e empregos para o nosso povo, no Pará. Esta foi uma marca do nosso Governo. Assim conquistamos a Siderúrgica ALPA em Marabá, O Pólo de Biodiesel na região do Baixo Tocantins, a 1ª Fábrica de MDF (prensados de fibra de madeira), em Paragominas, e em Medicilândia que é o município maior produtor de cacau do Brasil, não foi diferente. 


    A Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica recebeu apoio através do FUNCACAU, criado pelo meu Governo através de Projeto de Lei que enviei à ALEPA, e depois sancionado por mim, para instalar uma Fábrica de Chocolate em Medicilândia, no coração da Transamazônica. Com todas as dificuldades que isto significa, levar a industrialização para o interior do Estado com dificuldades de infra-estrutura, e outras,  exigiu ousadia e determinação. E foi isto que aconteceu em Medicilândia.




Este esforço de industrialização de nossos recuirsos naturais, que o nosso Governo Estadual do PT em parceria com o Governo Federal do PT fez, obviamente precisava ser mostrado a todos, e a campanha eleitora


l cumpriu este papel. Os adversários do povo, os tucanos do psdb, disseram que a Fábrica de Chocolates não existia, não funcionava e que era balela. Nas mentiras tucanas muitos acreditaram. E eles conseguiram com isso além de vencer as eleições, prejudicar a Cooperativa. 


    Mas a força e a determinação do nosso povo de vencer desafios é maior. e eu recebi uma linda cesta com produtos da Cacauway (nome fantasia da Fábrica de Chocolates). A Fábrica além de barras de chocolate de diversos teores de cacau, 30%, 50% e 70%, possui bombons recheados de frutas da amazônia, um delicioso licor de cacau, geléia de cacau, chocolate em pó e tantos produtos maravilhosos. O chocolate é delicioso!! Em nada deixa a desejar aos melhores chocolates que comi nacionais e estrangeiros. A Fábrica já está inaugurando a 5ª loja de venda dos produtos da Cacauway. em Altamira/PA, já são 2 lojas.


Os tucanos são bons nas mentiras. Nisso temos que tirar o chapéu para eles!! Mas o nosso povo é melhor, muito melhor que as calúnias inventadas para vencer uma corrida eleitoral. Hoje a Fábrica é um orgulho para todos nós e eu me emocionei muito ao receber esta cesta. Temos uma certeza, a Esperança venceu a calúnia! Parabéns à todos que no meu Governo ajudaram a realizar este sonho! Parabéns a Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica, e a todos que os apóiam!!       

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Datafolha pode estar “segurando” Haddad na “margem de erro”

 
 
Engana-se quem pensa que a investigação da Polícia Federal aberta em 2010 por determinação da Procuradoria Geral Eleitoral – e sob demanda da ONG Movimento dos Sem Mídia (MSM) – a fim de investigar possíveis fraudes em pesquisas eleitorais de Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi foi suficiente para pôr fim a manipulações.
Para quem não sabe do que se trata, explico: em 23 de abril de 2010, a ONG supracitada protocolou na Procuradoria Geral Eleitoral, em Brasília, representação contra os institutos de pesquisa em tela porque o Datafolha divergia dos outros institutos, que apontavam empate entre Dilma Rousseff e José Serra, e dava a este até 12 pontos percentuais de vantagem.
O Ibope também não retratava, ainda, o empate entre Dilma e Serra. Contudo, a diferença que dava a favor do tucano era muito menor, quase na margem de erro, retratando tendência que viria a se confirmar meses depois.
Dois anos atrás, quando surgiram divergências entre o Datafolha e outros institutos, a Folha de São Paulo passou a ataca-los dizendo que estariam “manipulando” os questionários de pesquisa de forma a favorecer Dilma. Por outro lado, a blogosfera dizia que o Datafolha era quem manipulava.
 
Diante disso, por iniciativa deste blogueiro – que preside a ONG Movimento dos Sem Mídia – foi protocolada uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral pedindo que os quatro institutos fossem investigados, pois se acusavam mutuamente de fraude e, como se sabe, fraude em pesquisa eleitoral é crime e dá até cadeia.
Em 11 de maio de 2010, exatos 18 dias após a ONG MSM protocolar a representação, a Vice-Procuradora Geral Eleitoral do Ministério Publico Eleitoral Federal, Dra. Sandra Cureau, acolheu a representação.
A Procuradoria também determinou, em despacho, que fossem extraídas cópias da Representação Eleitoral do MSM e da lista de adesões dos cidadãos que a apoiaram, pois 1.954 leitores deste blog colocaram comentários no post que reproduziu aquela Representação “assinando-a” virtualmente.
A PGE, então, acolheu a representação e remeteu os documentos à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, determinando abertura de Inquérito Policial a fim de “Apurar suposta prática de Crime Eleitoral de Realização e Divulgação de Pesquisa Eleitoral Fraudulenta”.
O processo junto à Procuradoria Geral Eleitoral – DF recebeu o número 4559.2010-33
A notícia, bombástica, chegou a ser veiculada em grandes portais como o IG, mas foi sumariamente escondida pela grande imprensa, sobretudo pela Folha de São Paulo, dona do Datafolha.
Abaixo, a matéria do IG (clique na imagem para ir à página original)

 
Exatos 11 dias depois de a representação ter sido acolhida pela Procuradoria (em 22 de maio de 2010) e de esta ter determinado abertura de inquérito na PF, sai a primeira pesquisa Datafolha feita após a denúncia do MSM. Abaixo, o resultado.
 
Os fatos confirmaram quem dizia a verdade, se o Datafolha ou os outros institutos. O Datafolha, claramente, estava “segurando” a disparada de Dilma que culminaria com sua vitória sobre o mesmo candidato que, como em 2010, na eleição deste ano também está se desidratando rapidamente com o início da campanha eleitoral.
Nesta quarta-feira, a Folha de São Paulo divulga uma pesquisa que aponta um cenário menos divergente do que outras sondagens vêm mostrando e, sobretudo, das pesquisas “tracking”, que monitoram para as campanhas dos candidatos, diariamente, as intenções de voto deles na corrida eleitoral.
Na nova sondagem do Datafolha, Russomanno aparece na liderança isolada da disputa, com 35% das intenções de voto. O tucano José Serra continua em trajetória de queda, que começou no fim de junho, cai mais um ponto e agora tem 21%. Fernando Haddad sobe mais dois pontos e está com 16%.
Todavia, em outras sondagens Haddad subiu mais e já ultrapassou Serra numericamente. Nos trackings do PSDB e do PT Haddad aparece com 18% contra 16% de Serra e Russomano ainda tem 31%.
Claro que a pesquisa aprofundada de um grande instituto é mais confiável que o tracking, mas este vem detectando uma tendência forte e antecipando os resultados desses grandes institutos.
Apesar de os números do Datafolha serem bons para Haddad, a metodologia que este blog usou para detectar a aparente fraude em 2010 – que ainda está sendo investigada pela PF, ao menos oficialmente – insinua que esse instituto pode estar, mais uma vez, manipulando os números, agora se valendo da maior “margem de erro”, que é de 3% – em 2010, era de 2%.
A utilidade de o Datafolha “segurar” Haddad dentro da “margem de erro” é a de impedir que se crie em relação a ele o clima de “já ganhou” que se criou em torno de Russomano, mas que já amainou por conta do crescimento do candidato do PT.
Por ser prematuro falar em nova representação à Justiça Eleitoral ou em juntada de nova denúncia à investigação da PF oriunda de 2010, este blog recomenda ao PT – o único partido que pode estar sendo prejudicado, pois interessa à mídia tucana que, se Serra não ganhar, que ganhe Russomano – que encomende pesquisas a outros institutos urgentemente.
As pesquisas, neste momento da campanha eleitoral, influem fortemente na tendência do eleitorado. Sobretudo na percepção sobre quem vai ganhar. “Segurar” Haddad pode impedir ou retardar percepção do eleitor que o favoreça. E como falta só um mês para o primeiro turno, tempo vale ouro para os candidatos.
 

Arnaldo Jabor: um serrista histérico


Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:


Já lhes expliquei que meu trabalho é esse: analisar a mídia. Até gostaria de escrever aqui sobre a Cidade Antiga, de Fustel de Coulanges, clássico que ora leio sobre os hábitos, cultura e revoluções em Roma e Atenas. Mas a vida é dura e eu tenho de ler e analisar a coluna do Arnaldo Jabor.

Depois do blogueiro da Veja declarar seu voto em Serra, agora é a vez do colunista da Globo prestar continência. Deixemos o chapeleiro doido pra lá. O Cafezinho ainda não tem verba para adquirir roupas antiradioativas que o permitam explorar o lixo atômico da Abril.

Do Jabor, porém, não dá para escapar. Ele joga nas onze: faz comentário na CBN, no Jornal da Globo, escreve coluna pro Globo e Estadão. Enfim, analista de mídia é como operário em fábrica de sardinha. Ou se acostuma ao cheiro, ou se demite.

A manifestação de Jabor (assim como a de Reinaldo) mostra o grau de tensão e perplexidade no ninho tucano diante da possibilidade de derrota de José Serra nas eleições municipais de São Paulo. Jabor não é sutil: ataca pesadamente Russomano, o lulismo, e entoa loas descaradas à José Serra. Todos unidos em prol da mesma causa. Que lindo.

Até aí tudo bem. Liberdade de imprensa é pra isso mesmo: assegura o direito de obedecer cegamente aos ditames ideológicos de seus chefes.

Não julgo Jabor, nem sua opção política, partidária e ideológica. O ponto que eu gostaria de abordar é a sua convicção de que possui expertise eleitoral acima dos profissionais que assessoram o PSDB. Essa convicção adquire ares de delírio quando se percebe que ela cresce à medida em que os candidatos apoiados pela mídia acumulam derrotas. Ou seja, quanto mais perde eleições, mais a mídia se considera vencedora. Isso me interessa porque oferece uma interseção entre análise de mídia e análise política.

Analisemos esse trecho do artigo de Jabor:

*****

Mas Serra também errou. Tudo começou em 2002 quando, diante de meus pobres olhos perplexos, Serra não defendeu o governo de FHC diante dos ataques de Lula no debate. Eu vi a cara do Lula quando percebeu que a intenção do adversário era “não” defender o excelente governo que acabara com a inflação, fez reformas etc… Por estratégia (quem foi a besta que inventou isso?) ninguém podia defender os grandes feitos que o PSDB tinha conseguido… Lula, espertíssimo, deitou e rolou nesse equívoco imperdoável, inesquecível, que começou a derrotar o próprio Serra e o tucanato por tabela. Nunca entenderei isso. Como não demitiram o chefe da campanha e deixaram-no persistir nos erros até hoje? Serra acreditou no marketing em vez de crer em si mesmo e em sua verdade.

*****

Jabor omite um fator básico. Os estrategistas de Serra esconderam FHC por uma razão simples. O ex-presidente havia se tornado extremamente impopular. O “excelente governo” terminava com desemprego alto, dívida pública descontrolada, carga tributária dez a quinze pontos superior ao início da gestão, serviços públicos desmantelados.

O colunista vai mais longe e pede uma “demissão” retroativa do marketeiro da campanha do Serra em 2002. Ou seja, Lula não ganhou porque o povo se identificou com suas propostas. Lula ganhou porque o marketeiro do Serra não seguiu os conselhos de Arnaldo Jabor.

Em seguida, Jabor afirma que a solução para salvar a campanha de Serra é trazer FHC:

*****

Teria de assumir isso, enquanto é tempo. Tem de superar seu complexo de Édipo e chamar FHC para a campanha (o que não fizeram até agora), tem de mostrar com clareza, com imagens, o importantíssimo trabalho que fez como ministro da Saúde, e não ficar dando sorrisinhos de Papai Noel na TV. O eleitor respeita gente sincera, cortante, corajosa. Ele tem de mostrar as aventuras populistas e falar das acusações que pesam sobre o Russomano, como as supostas ações de falsidade ideológica, a acusação de seu uso indevido da advocacia, seu suposto envolvimento com o Cachoeira.

E mais: ele errou ao subestimar o papelucho que assinou na TV dizendo que não abandonaria a prefeitura. O povo não perdoa o descaso com que tratou o ridículo juramento. Ele tinha, sim, de chamar testemunhas, até religiosos e juristas e, fazendo um pouco o jogo do populismo “midiático”, jurar solenemente diante de todos que jamais largará a prefeitura.

Serra tinha de cumprir sua melhor promessa, quando se lançou em 2010: “Se vierem com mentiras, responderei com verdades”.

*****

Aí se interligam, como eu aventei acima, análises de mídia e da política. A fórmula do sucesso que Jabor oferece ao PSDB é, paradoxalmente, justamente aquilo que vem fazendo os tucanos perderem tanto: superestimar a inteligência política dos medalhões da mídia. Ao invés de trocarem ideias e experiência nas ruas, com o povo, o PSDB tenta ler a realidade no mundinho fantasioso da mídia corporativa.

Eu já presenciei, várias vezes, casos de delírio profundo entre pessoas mentalmente saudáveis, porque acreditam mais na mídia do que na realidade. Lembro que quando começaram a pipocar pesquisas mostrando a recuperação meteórica da popularidade de Lula, o Globo vivia repleto de missivistas dizendo que “não acreditavam nessas pesquisas porque não conheciam ninguém que gostava de Lula”. Na verdade, a mídia cultivou bolsões de antilulismo, justamente nas áreas mais nobres das grandes cidades. No caso do Rio, a zona sul carioca.

Não vejo nada demais no antilulismo em si. As pessoas tem o direito de não gostarem de Lula, ou mesmo de odiarem Lula. Faz parte da democracia. O que sempre me espantou foi o descolamento da realidade. Confundir o mundinho fechado e sectário de jornalistas, socialites e empresários conservadores com a pluralidade anárquica e imprevisível do povo brasileiro!

Serra está perdendo voto em São Paulo não por causa da incompetência de seus marketeiros. Jabor inicia seu artigo dizendo que se vende candidato como se vende margarina. Não é bem assim. Possivelmente muitas ferramentas do marketing político coincidem com aquelas da publicidade comercial, mas o produto oferecido é totalmente distinto. A comparação é um clichê neolacerdista para desmerecer a política.

Ninguém conseguirá vender bem o candidato tucano porque ele está queimado junto ao eleitor. Alguém poderia lembrar ao Jabor do livro Privataria Tucana, protagonizado por José Serra. Alguém poderia lembrar Jabor das baixarias da campanha de 2010.

Aí o colunista envereda por um raciocínio contraditório. Diz que Serra subestimou “o papelucho” que assinou, comprometendo-se a permanecer na prefeitura por todo o mandato. Mas ao usar o termo “papelucho”, é o próprio Jabor que o subestima. Afinal, não importa a qualidade do papel, e sim o compromisso do candidato. O que vale é a assinatura e a palavra dada, e não se é um papel timbrado em ouro, com o carimbo do Papa. E a sugestão de Jabor, de que Serra chame juristas, religiosos e testemunhas, apenas para firmar um compromisso tão básico como ficar até o fim da gestão, indica que o candidato é tão desacreditado que é preciso trazer o circo inteiro para que seja dado crédito à palavra do palhaço.

As “sugestões” de Jabor revelam, a meu ver:
 
* Desespero diante da derrota de Serra, o que poderia pôr em risco a hegemonia tucana também no governo do Estado.

* Arrogância infinita, como se ele, Jabor, entendesse alguma coisa de marketing político e eleitoral.

* Falta de entendimento do processo democrático: não são os marketeiros que escondem FHC. É o povo que não gosta de FHC porque o associa ao ambiente recessivo e sem esperança que vivemos na era tucana.

Tivemos ainda, no domingo, mais um artigo udenista de Fernando Henrique Cardoso. Dessa vez, porém, ele recebeu o troco de quem menos esperava. A própria Dilma Rousseff.

A estratégia do PSDB, de fazer oposição ao ex-presidente em vez de fazê-lo à atual gestão, afigura-se insensata, confusa e covarde. Visa apenas disseminar desinformação na opinão pública, jogando com a sua escassa memória. A reação da presidente, todavia, chamando a briga para si, bota os pingos nos is. Se quiserem fazer oposição ao PT, façam ao governo atual.
 

Lula X FHC:não há comparação

BLOG DO SARAIVA
 
 
 
Isso mostrado pelo site Brasil 247 é apenas uma resumo das comparações entre o governo Lula e o de FHC.O jornalista foi muito generoso com o desgoverno FHC.O governo FHC nem de longe se compara ao de Lula.   
 
Na comparação entre a economia que Lula recebeu de FHC em 2002, e Dilma de Lula, oito anos depois, os números falam por si. A de FHC, sem dúvida, foi bem mais pesada
 
O tema das heranças malditas voltou a inflamar o País. E tudo começou no último domingo, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acusou seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, de legar uma “herança maldita” à presidente Dilma Rousseff. Como se sabe, FHC jamais perdoou Lula por ter também atribuído a ele uma herança maldita em 2002. Como Lula teria sido ingrato, segundo FHC, seria a vez de dar o troco.
 
Dilma, no entanto, não perdoou. Telefonou ao ex-presidente Lula, se disse indignada com o artigo de FHC e publicou uma dura nota em que apontou o “ressentimento” do ex-presidente tucano, condenando-o ainda por mudar regras institucionais em seu benefício, com a emenda da reeleição. Lula, ao contrário, foi “estadista”, segundo Dilma, ao não repetir o erro, insinuando que ele, se quisesse, poderia ter buscado um terceiro mandato.
 
FHC resumiu a “herança maldita” de Lula em dois pontos: a crise econômica e a crise moral, derivada do mensalão. No debate econômico, nada melhor do que os números. A eles:
 
Dívida pública – FHC a recebeu em 30% do PIB, em dezembro 1994, e a elevou para mais de 55% do PIB, em 2002, mesmo tendo vendido algumas “jóias da coroa”, como a Vale, com a privatização. O principal motivo para a alta da dívida foi a política de juros altíssimos, que remunerava investidores com ganhos reais acima de 20% ao ano. Nos oito anos de governo Lula, a dívida interna caiu para menos de 40% do PIB e hoje está em 36%. Tende a cair ainda mais com a política de juros baixos colocada em prática pela presidente Dilma.
 
Risco Brasil – Nos dois governos FHC, o Risco-Brasil bateu em 2,7 mil pontos e o País foi socorrido três vezes pelo Fundo Monetário Internacional. Com Lula, caiu a 200 pontos e o Brasil foi promovido a grau de investimento. Os tucanos alegam que, em seu período, o mundo sofreu com as crises do México, da Argentina, da Rússia e da Ásia. Petistas rebatem afirmando que enfrentaram, em 2008, uma crise nos Estados Unidos, o coração do capitalismo.
 
Dólar – No fim do governo FHC, o dólar foi a quase quatro reais e a inflação anualizada já era de dois dígitos. O Banco Central, de Armínio Fraga, atribuía ao risco Lula a alta do dólar e a disparada dos preços. Com Lula, e o BC nas mãos de Henrique Meirelles, a dívida pública em dólar foi zerada, o real se valorizou fortemente, as reservas internacionais somaram mais de U$S 250 bilhões e o Brasil passou a cumprir sua meta de inflação.
Emprego e transferência de renda – O saldo de empregos criados com carteira assinada no governo FHC foi de 700 mil postos de trabalho. Na era Lula, somaram mais de 11 milhões de vagas. Programas de transferência de renda, criados no governo FHC, foram acentuados na era Lula sob o guarda-chuva do Bolsa-Família. Com resultado, 23 milhões de pessoas cruzaram a linha da pobreza.
 
FHC, no entanto, aponta como herança maldita fatores como o aparelhamento de estatais, como a Petrobras, e uma crise energética que se avizinha (sem lembrar, é claro, do apagão de 2005). No campo moral, fala do mensalão, mas, em seu governo vários escândalos também eclodiram – e muitos não foram investigados com o mesmo rigor de agora. O que não significa que cada presidente não tenha dado contribuições para a construção de um país melhor – inclusive os que vieram antes de Lula e FHC.
 
Brasil247

http://saraiva13.blogspot.com.br/2012/09/lula-x-fhcnao-ha-comparacao.html

Após chamar Mano de imbecil, Romário desconfia de convocações de Cássio e Hulk: 'Está havendo um cartel'

 
Romário desconfia das convocações de Mano Menezes


O clima entre Romário e Mano Menezes continua longe de ser bom. Há cerca de duas semanas, os dois já haviam trocado farpas. O treinador chamara o deputado federal e ex-jogador de "aproveitador", que respondera chamando desafeto de "idiota", "imbecil" e colocando em dúvida os critérios do treinador no momento da convocação da seleção brasileira. Nesta quarta-feira, o Baixinho voltou a levantar suspeitas quanto ao critério de Mano nas listas.

"Sobre a última convocação do Mano, mais um exemplo de que dentro da seleção está havendo um cartel nas convocações. A convocação do Hulk para a Olimpíada e, logo em seguida, a realização de uma das transferências mais caras da história do futebol. O jogador saiu do Porto, de Portugal, para o Zenit, da Rússia, por 55 milhões de euros (R$ 140,8 milhões)", afirmou Romário pelo Twitter.

O ex-jogador já havia feito críticas à convocação do atacante para a Olimpíada logo após o treinador divulgar a lista. Ainda em relação à competição disputada entre o final de julho e a primeira metade de agosto, o Baixinho fez duras críticas ao treinador da seleção brasileira após a derrota na decisão para o México. "Ainda bem que a gente está vendo a última atuação dele na Seleção Brasileira", afirmara logo após o revés por 2 a 1.

O goleiro Cássio, do Corinthians, foi outro jogador citado na declaração desconfiada de Romário. "E, agora, o goleiro do Corinthians, que tem seus direitos econômicos ligados a pessoas da Confederação Brasileira de Futebol... após a convocação e alguns jogos pela seleção, se já não foi, será vendido para o Roma. Quem leva?", indagou o político.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Haddad ultrapassa Serra! Virada?

Por Altamiro Borges

Crescem os boatos de que Fernando Haddad já ultrapassou José Serra na disputa pela prefeitura de São Paulo. No comando tucano, o clima é de velório; já na coordenação de campanha do petista, alguns confirmam que a virada está próxima. “Dá para sentir nas ruas”, afirma uma liderança. Esta fonte revela, inclusive, que o debate agora já é de como enfrentar politicamente o segundo turno com o “azarão” Celso Russomanno, o midiático candidato do PRB.

No fim da tarde de hoje, o jornalista Lauro Jardim, um tucano enrustido, deu uma notinha que reforça o rumor sobre a virada. “Além do tracking [pesquisa telefônica] do PT, o do PSDB também constatou ontem a troca de posições no segundo lugar da corrida eleitoral de São Paulo: Fernando Haddad ultrapassou por pouco José Serra. Tecnicamente, ainda é um empate técnico, mas deu-se a mudança de posições”. Haddad apareceria com 18% das intenções de voto e o tucano com 18%, em terceiro lugar e fora do segundo turno.

 
Dicas para a aposentadoria de Serra


De imediato, o marqueteiro do PSDB, Luiz Gonzales, entrou em contato com o colunista da Veja para negar a informação. Uma nova pesquisa Datafolha será divulgada nesta semana. Ela pode ou não confirmar a virada. Mas, como diz o ditado, onde há fumaça, há fogo! Tudo indica que José Serra precisa começar, imediatamente, a planejar a sua aposentadoria! O blogueiro Rogério Tomaz Jr., num gesto de solidariedade, até já apresentou dez sugestões para o eterno candidato tucano. São elas:


1- Ir para a Itália morar com Diogo Mainardi e regressar às suas origens.

2- Ir para Washington trabalhar na CIA como “analista” internacional, ainda que possa não durar muito no cargo.

3- Virar comentador político no Twitter em tempo integral.

4- Juntar-se a Merval Pereira na Academia Brasileira de Letras.

5- Assumir a direção editorial da Folha de São Paulo, deixando Otavinho inteiramente disponível para o “livre pensar”.

6- Apresentar o programa “Trololó da Madrugada” na Band, com direção do Boris CCCasoy.

7- Abrir uma consultoria com Paulo Preto de “apoio técnico a empresas interessadas em competir em licitações públicas no mercado da construção civil”.

8- Formar uma dupla sertaneja com Reinaldo Azevedo.

9- Lutar pela emancipação da República Autônoma Quatrocentona dos Jardins e Higienópolis.

10- Se nada der certo, fazer um implante capilar e pedir asilo político (junto com a Soninha) ao Uruguai, a nova terra da liberdade.


* Amig@ internauta, você teria mais alguma dica para dar ao Serra? Por favor, envie rapidamente e ela será encaminhada ao velório tucano!
 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A dura resposta de Dilma a FHC

 



Gurgel é aquele que não viu nada demais entre Perillo e Cachoeira

 
 
Que aproveitem bem a comemoração pelo êxito provisório desse esquema criminoso que uniu setores do Poder Judiciário, do Ministério Público, do Legislativo e da imprensa em um conluio para produzir a farsa estupradora de direitos civis em que se converteu o julgamento do mensalão, pois cedo ou tarde terão que responder por seus crimes.
 
Chega a ser piada: a autoridade que deu curso a esse processo na forma como está sendo conduzido se chama Roberto Gurgel. Ele condenou o deputado petista João Paulo Cunha por ter sacado (ou mandado sacar) 50 mil reais na boca do caixa, pagos por um esquema supostamente criminoso.
 
Gurgel é o mesmo que não viu nada demais quando lhe chegou às mãos a informação de que o governador de Goiás, Marconi Perillo, no exercício do cargo estava fazendo transações pessoais de milhões de reais com o bicheiro Carlos Cachoeira, indicando funcionários públicos em seu governo a mando do mesmo e até confraternizando com ele.
 
Detalhe: tanto é que Gurgel não viu nada demais nas relações entre Perillo e Cachoeira que só abriu inquérito contra o governador de Goiás anos depois de saber de suas relações e só porque o mesmo pediu
 
É uma piada esse julgamento do mensalão. A condenação de João Paulo Cunha fez dele o PRIMEIRO – isso mesmo, leitor, o primeiro – político condenado na história do STF. Ou seja: nunca antes na história deste país outro político mereceu ser condenado naquela Corte. Começou por um acusado de receber 50 mil…
 
O pior não é isso. Não há um vínculo direto entre quem é acusado de pagar João Paulo e ele. Ao menos um vínculo sequer parecido ao que há entre Perillo e Cachoeira.
 
Marcos Valério não vendeu casa a João Paulo, não conseguiu que indicasse funcionários para a Câmara dos Deputados, não recebeu do publicitário telefonema de felicitações pelo aniversário nem nada. Perillo se envolveu em tudo isso e Gurgel não viu nada demais (!). Onde é, diabos, que o Brasil melhorou com essa farsa?
 

Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita, afirma Dilma Rousseff em nota oficial

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
 
Presidenta Dilma Rousseff durante 39ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social - CDES (Foto de arquivo: Brasília - DF, 30/08/2012)
 
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (3), em nota oficial, ter recebido uma herança bendita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma afirmou ter recebido um país com economia sólida, crescimento robusto e inflação sob controle.

Clique aqui para ler a nota no site do Planalto.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.

Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.
Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.
Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.
Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.
Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro.

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
Do INSTITUTO LULA.
 

Toffoli julga mulher de Noblat sobre rombo de R$ 33 milhões no INCRA


Agora está explicado a obsessão do blogueiro da Globo contra o ministro Dias Toffoli, do STF.

 
Toffoli é relator da Reclamação 4895 no STF, onde Raul Jungmann (PPS-PE) reclama ser julgado pelo STF em Ação onde é réu por improbidade administrativa junto com a ré Rebeca Scatrut, mulher de Noblat.

A Ação foi movida pelo Ministério Público Federal do DF, e acusa fraude em contratos com agências de publicidade feitos pelo Ministério da Reforma Agrária, comandado por Jungmann no governo FHC, envolvendo a empresa da mulher de Noblat, RNN Comunicação.

O rombo nos cofres públicos foi de R$ 33 milhões em dinheiro da época, segundo o MPF.
 
O MPF-DF cobra a devolução dos R$ 33 milhões aos cofres públicos, neste processo.

Houve outro inquérito criminal por peculato e corrupção ativa e passiva sobre esses mesmos fatos, com os mesmos réus, mas como não eram petistas, acabou sendo arquivado a pedido do Ministério Público, alegando prescrição. Mas esse outro fato quase tão esquesito quanto o engavetamento da Operação Vegas em 2009, já é assunto para outra nota.
 
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/09/toffoli-julga-mulher-de-noblat-sobre.html

domingo, 2 de setembro de 2012

Julgamento do 'mensalão' explode no colo do mercado publicitário


Já surge o primeiro efeito colateral do julgamento do 'mensalão', que explodiu como uma bomba no colo do mercado publicitário, com dores de cabeça para empresas de mídia, como a Globo.

Apesar do ministro do STF Ricardo Lewandowski ter entendido que bônus de volume (BV) não integra direito do cliente, pois só existe se não for repassado a terceiros, portanto, seria um bem intransferível, os outros ministros, Cesar Peluso, Ayres Britto, e outros disseram que é crime de peculato o não repasse desse BV em contratos com o setor público que tenham cláusula semelhante à do Banco do Brasil com a DNA Propaganda.

Com isso, todos os gestores de contratos semelhantes, no setor público, desde a prefeitura do Oiapoque, passando pelos governos estaduais, até órgãos federais e estatais, que não queiram correr o risco de serem presos, terão que fazer imediatamente cobrança destes valores das agências de publicidade, inclusive retroativamente, o que deverá produzir um rombo bilionário no conjunto das agências.

Se a cobrança for contestada pela Agência, os funcionários públicos gestores destes contratos terão que entrar com execução na justiça, para se protegerem de serem acusados por peculato.

O ministro Ayres Britto, no clima de obscurantismo que se abateu no STF, afirmou que alei 12.232/2010 (regulamenta contratação pela administração pública de serviços de publicidade) teria sido feita "sob medida" para inocentar os réus, o que parece falso, pois a lei trata de matéria administrativa e não penal, e a emenda citada na lei fala em "subsidiar" contratos em curso ou encerrados, logo "subsidiar" é "ajudar" ou "auxiliar" e não revogar como imaginou Britto.

Fica claro que foi o mercado publicitário e os veículos de mídia que pediram essa regulamentação, provavelmente após esta denúncia da Ação Penal 470. Os maiores interessados no BV sempre foram grupos como Globo e Abril.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/09/julgamento-do-mensalao-explode-no-colo.html

Aécio usa mensalão em BH e faz sua ode ao cinismo




Ao lado de Marcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte que, em 2002, sacou R$ 1,3 milhão das empresas de Marcos Valério, o senador Aécio Neves introduz o mensalão na campanha mineira. Será que esqueceu em que estado, em que governo e em que partido a tecnologia de financiamento de campanhas das agências de publicidade DNA e SMPB foi criada?
Era de se esperar que o senador mineiro Aécio Neves não explorasse o tema do mensalão na campanha municipal de Belo Horizonte. Seria mais prudente. Não só porque o esquema foi criado na tentativa frustrada de reeleição do tucano Eduardo Azeredo, correligionário de Aécio, em 1998, mas também porque seu atual aliado, o prefeito Marcio Lacerda, de Belo Horizonte, poderia ter sido um dos réus da Ação Penal 470.
Mas Aécio foi imprudente. Neste sábado, numa carreata em Belo Horizonte, citou pela primeira vez o caso – descumprindo uma promessa que ele próprio havia feito. “O PT tem um viés equivocado ao analisar a questão de investimentos, porque ele trata recursos públicos como se fossem seus. Dinheiro federal, dinheiro estadual, isso é menos importante, é dinheiro do povo, são impostos que todos nós aqui pagamos”, disse o senador. “Mas o PT se apropria das empresas públicas, como fez agora, (como foi) comprovado pelo Supremo Tribunal Federal, em relação ao Banco do Brasil. Uma vergonha, uma instituição secular, um símbolo do Brasil que se desenvolveu, que avançou, e utilizada na forma como foi provada agora pelo Supremo Tribunal Federal para atender a interesses do partido”, disse Aécio.
Em 2002, Márcio Lacerda coordenava a campanha presidencial de Ciro Gomes, que não passou para o segundo turno. Naquela edição, Lula venceu José Serra. A campanha de Ciro, no entanto, deixou dívidas pesadas. E foi Marcio Lacerda quem sacou R$ 1,3 milhão das empresas de Marcos Valério para quitá-las. Não se tornou um dos personagens da CPI dos Correios em decorrência de um acordo político ainda hoje mal explicado.
Em 2008, Lacerda se tornou prefeito de Belo Horizonte, eleito pelo PSB, porque tanto o PT quanto o PSDB decidiram apoiá-lo. Sorte dele, que tem feito boa gestão e foi apontado numa pesquisa recente do Instituto Datafolha como o melhor prefeito do País. Mas se destino tivesse sido mais traiçoeiro – ou mais igualitário em relação aos sacadores de recursos nas agências de Valério – Lacerda hoje estaria sentado no banco dos réus, ao lado de Delúbio Soares, José Genoíno e José Dirceu.
Se isso não bastasse, o mensalão mineiro, ou mensalão tucano, foi abastecido com recursos de várias estatais do Estado, como a Copasa e a Cemig, que adquiriram patrocínios inexistentes num evento de motociclismo chamado de “Enduro da Independência”. Dali saiu boa parte dos recursos da campanha de Azeredo, coordenada por Walfrido dos Mares Guia (que coordena a de Marcio Lacerda), para o chamado mensalão mineiro.
Uma declaração como a de Aécio neste sábado deixa a dúvida: o Brasil está mesmo sendo limpo, purificado, ou é só uma maré de cinismo e hipocrisia?
No 247

http://contextolivre.blogspot.com.br/2012/09/aecio-usa-mensalao-em-bh-e-faz-sua-ode.html