domingo, 3 de fevereiro de 2013

São Paulo tem mais de 700 denúncias de corrupção

 Sintonia Fina

 
Cidade concentra 5,7 mil bares e 283 danceterias; empresários temem denunciar pedidos de propina

  Percival Maricato, diretor jurídico da Abrasel, diz que fiscais indicam empresas para conduzir 
abertura de bar...

SÃO PAULO — Para se conseguir um alvará de funcionamento na cidade com o maior número de bares e casas noturnas do país, dificilmente se escapa do jogo de fiscais corruptos, segundo relatos de empresários da noite e também de quem cuidou do controle interno da atividade do servidor público em São Paulo. Enquanto parlamentares e dirigentes do Executivo ensaiam medidas para tornar mais rigorosas as regras que regem o funcionamento dos estabelecimentos como forma de evitar a repetição de tragédias como a de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, quem conhece o setor sugere o combate à corrupção e mudanças na organização da fiscalização.

Se há quem aceite pagar calado pela propina, também existem aqueles que não concordam e buscam os órgãos de controle da atividade pública para denunciar os abusos. Nos últimos sete anos a ouvidoria da prefeitura de São Paulo recebeu 754 denúncias de irregularidades graves envolvendo funcionários da administração municipal, em geral. Responsável por dar continuidade aos processos, o Departamento de Procedimentos Disciplinares (Proced) contabiliza 30 processos em andamento para apurar casos de corrupção envolvendo servidores na cidade.

Mas, frequentemente procurado por donos de casas noturnas e restaurantes que desejam saber como lidar com o problema, o diretor-jurídico da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Percival Maricato, diz que ainda prevalece a regra geral de não denunciar. Ele orienta os empresários paulistanos a buscar o Ministério Público, mas reconhece que eles preferem pagar propina a denunciar o achaque oficial, por medo de sofrer represálias.

— Muitas vezes o fiscal indica determinada empresa, determinado parceiro que pode conduzir o pedido de abertura (do bar). Aí essa empresa cobra (a propina) pelos dois. É muito mais seguro para o fiscal fazer desse jeito — acusa Maricato.

São Paulo concentra 283 danceterias e 5.697 bares, de acordo com o registro de empreendimentos ativos da Receita Federal. A Prefeitura não autoriza acesso à integra dos processos contra servidores, sob a alegação de que correm sob sigilo. Ainda assim, o procurador de Justiça de São Paulo e ex-corregedor-geral da prefeitura Edilson Mougenot Bonfim cita a “ação de fiscais achacadores” como um dos problemas que enfrentou no período em que esteve à frente do órgão, entre 2010 e 2012.

— São pessoas que atuam nas atividades fiscalizatórias da prefeitura e muitas vezes usam o nome de terceiros, um chefe ou um secretário, pessoas que nem sempre pactuam com isso — diz o ex-corregedor.

Ele propõe fazer convênio com instituições de engenheiros e arquitetos para eles mandarem profissionais capacitados para visitar os estabelecimentos.
Para Bonfim, mudar leis não é uma forma de lidar com o tema.

— Enquanto houver a corrupção, o achaque, não se resolve o problema. As leis nós já temos suficiente, é só aplicar — afirma.

Achaque levou à demissão de secretário
O ex-corregedor diz ter conseguido afastar funcionários em função de irregularidades constadas no exercício da atividade pública. Apenas em 2011 e 2012 foram 160 exonerações, de acordo com a corregedoria. No entanto, por causa da estrutura enxuta do setor, ainda há muito há se feito. Ele acredita que o órgão não suportaria a procura se fosse conhecido pela população.

— Se o povo soubesse que a Corregedoria existe, não haveria a menor condição de responder à demanda — avalia.

Apenas na última semana, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social instaurou nove inquéritos civis para investigar boates que funcionam na cidade sem alvará. Cada dono de estabelecimento será chamado para dizer porque a casa funciona sem o documento.

O mesmo ocorrerá com representantes do município. Foi uma acusação de pedido propina de R$ 100 mil para permitir o funcionamento da boate “Romanza”, em São Paulo, que custou o emprego do ex-secretário de Controle Urbano da cidade, Orlando Almeida, afastado no fim do governo de Gilberto Kassab (PSD), em dezembro de 2012.

Proprietário de uma loja de equipamentos de som, o empresário José Atônio Ramos Cadima instalou câmeras de vídeo em sua loja quando começou a ser procurado por um funcionário da prefeitura que usava o acesso ao sistema interno da administração municipal para tentar arrancar R$ 5 mil do comerciante em troca da regularização. Um interlocutor foi preso em flagrante no momento em que recebia o dinheiro. A Justiça de São Paulo condenou a dupla a dois anos de prisão por concussão (recebimento de vantagem indevida por funcionário público).

— Ser um cara honesto é algo que tinha que fazer parte do ser, mas as pessoas te engrandecem e ficam te dando parabéns — afirma Cadima sobre a coragem de filmar o achaque.

Sintonia Fina

http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/02/sao-paulo-tem-mais-de-700-denuncias-de.html

Mino e a imbecilização do Brasil




Deste ponto de vista, a Globo tem sido de uma eficácia insuperável


O Conversa Afiada reproduz o editorial de Mino Carta, na Carta Capital desta semana:

A imbecilização do Brasil

Há muito tempo o Brasil não produz escritores como Guimarães Rosa ou Gilberto Freyre. Há muito tempo o Brasil não produz pintores como Candido Portinari. Há muito tempo o Brasil não produz historiadores como Raymundo Faoro. Há muito tempo o Brasil não produz polivalentes cultores da ironia como Nelson Rodrigues. Há muito tempo o Brasil não produz jornalistas como Claudio Abramo, e mesmo repórteres como Rubem Braga e Joel Silveira. Há muito tempo…

Os derradeiros, notáveis intérpretes da cultura brasileira já passaram dos 60 anos, quando não dos 70, como Alfredo Bosi ou Ariano Suassuna ou Paulo Mendes da Rocha. Sobra no mais um deserto de oásis raros e até inesperados. Como o filme O Som ao Redor, de Kleber Mendonça, que acaba de ser lançado, para os nossos encantos e surpresa.

Nos últimos dez anos o País experimentou inegáveis progressos econômicos e sociais, e a história ensina que estes, quando ocorrem, costumam coincidir com avanços culturais. Vale sublinhar, está claro, que o novo consumidor não adquire automaticamente a consciência da cidadania. Houve, de resto, e por exemplo, progressos em termos de educação, de ensino público? Muito pelo contrário.


E houve, decerto, algo pior, o esforço concentrado dos senhores da casa-grande no sentido de manter a maioria no limbo, caso não fosse possível segurá-la debaixo do tacão. Neste nosso limbo terrestre a ignorância é comum a todos, mas, obviamente, o poder pertence a poucos, certos de que lhes cabe por direito divino. Indispensável à tarefa, a contribuição do mais afiado instrumento à disposição, a mídia nativa. Não é que não tenha servido ao poder desde sempre. No entanto, nas últimas décadas cumpriu seu papel destrutivo com truculência nunca dantes navegada.

Falemos, contudo, de amenidades do vídeo. De saída, para encaminhar a conversa. Falemos do Big Brother Brasil, das lutas do MMA e do UFC, dos programas de auditório, de toda uma produção destinada a educar o povo brasileiro, sem falar das telenovelas, de hábito empenhadas em mostrar uma sociedade inexistente, integrada por seres sem sombra. Deste ponto de vista, a Globo tem sido de uma eficácia insuperável.

O espetáculo de vulgaridade e ignorância oferecido no vídeo não tem similares mundo afora, enquanto eu me colho a recordar os programas de rádio que ouvia, adolescente, graciosas, adoráveis peças de museu como a PRK30, ou anos verdolengos habitados pelos magistrais shows de Chico Anysio. Cito exemplos, mas há outros. Creio que a Globo ocupe a vanguarda desta operação de imbecilização coletiva, de espectro infindo, na sua capacidade de incluir a todos, do primeiro ao último andar da escada social.

O trabalho da imprensa é mais sutil, pontiagudo como o buril do ourives. Visa à minoria, além dos donos do poder -real, que, além do mais, ditam o pensamento único, fixam-lhe os limites e determinam suas formas de expressão. O alvo é a chamada classe média alta, os aspirantes, a segunda turma da classe A, o creme que não chegou ao creme do creme. E classe B também. Leitores, em primeiro lugar, dos editoriais e colunas destacadas dos jornalões, e da Veja, a inefável semanal da Editora Abril. Alguns remediados entram na dança, precipitados na exibição, de verdade inadequada para eles.

Aqui está a bucha do canhão midiático. Em geral, fiéis da casa-grande encarada como meta de chegada radiosa, mesmo quando ancorada, em termos paulistanos, às margens do Rio Pinheiros, o formidável esgoto ao ar livre. E, em geral, inabilitados ao exercício do espírito crítico. Quem ainda o pratica, passa de espanto a espanto, e o maior, se admissível a classificação, é que os próprios editorialistas, colunistas, articulistas etc. etc. acabem por acreditar nos enredos ficcionais tecidos por eles próprios, quando não nas mentiras assacadas com heroica impavidez.

O deserto cultural em que vivemos tem largas e evidentes explicações, entre elas, a lassidão de quem teria condições de resistir. Agrada-me, de todo modo, o relativo otimismo de Alfredo Bosi, que enriquece esta edição. Mesmo em épocas medíocres pode medrar o gênio, diz ele, ainda que isto me lembre a Península Ibérica, terra de grandes personagens solitárias em lugar de escolas do saber. Um músico e poeta italiano do século passado, Fabrizio de André, cantou: “Nada nasce dos diamantes, do estrume nascem as flores”. E do deserto?

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/02/01/mino-e-a-imbecilizacao-do-brasil/

ARMAÇÃO NO STF:Refém de Gilmar Mendes, Valério nega autoria de lista

 Sintonia Fina



 Em liberdade em função de liminar concedida por Gilmar Mendes, Valério nega autoria de lista e se irrita ao depor na PF sobre mensalão do PSDB


Sumido desde que foi condenado pelo Supremo Tribunal (STF) a 40 anos de prisão, acusado de ser o operador do mensalão, Marcos Valério reapareceu nesta sexta-feira de manhã, na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte, onde permaneceu por uma hora e vinte minutos prestando depoimento em inquérito instaurado em São Paulo para apurar uma suposta lista de beneficiários do mensalão do PSDB.

Trajando blazer, calça e camisa preta, Valério chegou às 10h20 acompanhado de seu advogado, Sérgio Leonardo. Bastante irritado com a presença de jornalistas, Valério não quis dar entrevista.

“Sai da minha frente. Aqui dentro você não pode ficar”, bradou, enquanto entregava seus documentos na portaria da delegacia.

Em seu depoimento, Valério, segundo seu advogado, negou a autoria da lista. O documento aponta supostos beneficiários de repasses do mensalão mineiro, como ficou conhecido o processo de caixa 2 na reeleição do ex-governador Eduardo Azeredo, em 1998. Desmembrado, parte do processo está no STF e outra na Justiça Federal em Minas Gerais.

Valério foi indiciado em outro inquérito da PF. Derivado da "Operação Terra do Nunca", da PF da Bahia, ele é acusado pelos crimes de estelionato, uso de documento falso e falsidade ideológica. Segundo a PF mineira, a agência DNA Propaganda Ltda tinha uma dívida de R$ 9,5 milhões com o INSS.

Como garantia em penhora de execução fiscal, ofereceu cinco fazendas na cidade de São Desidério, na Bahia. Os imóveis, na realidade, não existem. De acordo com a PF, o objetivo com fraude era quitar o débito fiscal para a DNA Propaganda conseguir certidão negativa de débito para pode participar de licitações públicas. As informações são do O Globo.

Sintonia Fina

http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/02/armacao-no-stfrefem-de-gilmar-mendes.html

Jogo de compadres: Aécio deu vitória a Renan e PSDB ficou com o cofre do Senado





Terminada a votação para presidência do Senado, a máscara do senador Aécio Neves (PSDB-MG) caiu, revelando um jogo de compadres. A TV Senado pegou em flagrante o tucano dando um caloroso abraço no vencedor Renan Calheiros (PMDB-AL) e o resultado garantiu para o PSDB um lugar na mesa do Senado para o correligionário Flexa Ribeiro (PSDB-PA), contrariando a regra de deixar fora da mesa quem vota em desacordo com a proporcionalidade das bancadas.

O PMDB ameaçava não apoiar Flexa Ribeiro no posto se houvesse 22 ou 25 votos do lado que Taques. Com a baixa votação do “anticandidato”, o senador tucano do Pará conseguiu ser escolhido com 58 votos, sem problemas, para o poderoso cargo.

E não é um lugar qualquer. É a cobiçada primeira secretaria, apelidada de “prefeitura” da Casa, porque administra licitações e contratos. Com isso, os tucanos ficaram com a chave do cofre do Senado. Um orçamento de R$ 3,5 bilhões por ano, maior do que a maioria das capitais brasileiras, inclusive cidades com mais de 2 milhões de habitantes.

O novo "guardião" da chave do cofre do Senado já foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2004 na Operação Pororoca. Flexa Ribeiro e 27 empresários foram acusados de fraudes em licitações públicas no Amapá e no Pará. Uma das empresas beneficiadas pelo esquema era a Engeplan, da qual o tucano era sócio.

Além de controlar grandes licitações de obras, serviços de segurança, transporte, alugueis de veículos, limpeza, fornecedores, etc, o cargo permite fazer contratos como aquele que proporcionava pagamentos mensais para o jornalista Ricardo Noblat (que cobre o noticiário do Senado) para fazer um programa semanal de jazz na Rádio Senado.

Moral da história: no Jornal Nacional Aécio apresentou-se como se estivesse apoiando Taques. Nos bastidores entregou o jogo a Renan, naquele melhor estilo de jogo combinado entre compadres, para garantir o estratégico controle do cofre do Senado para os tucanos, coisa que prenuncia ser de grande valia no financiamento da campanha de 2014 além de "otras cositas más". (Com informações do Congresso em Foco e TV Senado). 

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/02/aecio-apoiou-vitoria-de-renan-e-psdb.html

Em inauguração de parque eólico, Dilma afirma que não vai faltar energia para o Brasil crescer


A presidenta Dilma Rousseff, durante inauguração de usina de energia eólica, em Barra dos Coqueiros (SE), nesta terça-feira (29), voltou a afirmar que não vai faltar energia para o Brasil continuar crescendo. Segundo a presidenta, 2013 vai ser o ano em que mais vai entrar energia na matriz brasileira, com 8.500 megawatts. A usina entregue hoje tem 23 torres de 100m de altura e capacidade para gerar 34,5 megawatts, o suficiente para abastecer uma cidade com 120 mil habitantes.
“2013 vai ser o ano que mais vai entrar energia na nossa matriz. Aqui está sendo gerado 34MW, no Brasil inteiro, em 2013, teremos 8.500 MW. E ainda teremos mais 7.400 km de linhas de transmissão”, afirmou. A presidenta ainda destacou a importância do programa Luz para Todos. “E vamos chegar cada vez mais próximo de levar a energia elétrica para todos os lares e indústrias do nosso país. Hoje nós temos todas as condições para chegar a mais afastada comunidade e garantir a ela energia elétrica”, completou.
Segundo Dilma, 2013 será um ano de grande crescimento das oportunidades, com o amadurecimento das ações tomadas nos dois primeiros anos de mandato. Durante a cerimônia, ainda foram entregues 20 retroescavadeiras para 20 municípios sergipanos com menos de 50 mil habitantes que não estão em regiões metropolitanas.

Confira a íntegra


 http://blog.planalto.gov.br/ao-vivo-inauguracao-da-usina-de-energia-eolica-uee-barra-dos-coqueiros-em-sergiipe/




Estamos perto de dizer com orgulho que esse país não tem mais pobreza extrema, afirma Dilma



Do Blog do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff participou, nesta sexta-feira (1º), da entrega de 1.080 unidades habitacionais do Residencial Jardim dos Ipês, empreendimento do Programa Minha Casa Minha Vida, em Castanhal (PA). Durante o evento, Dilma reforçou a necessidade de uma parceria maior entre o governo federal e os municípios, principalmente no combate às desigualdades.

“Meu governo está empenhado em ajudar os prefeitos a fazerem a melhor gestão. (…) E precisamos que nos ajudem a completar o cadastro único do Bolsa Família. Temos de cadastrar todas as famílias que vivem na pobreza e na miséria. Estamos perto de dizer com orgulho ‘esse país não tem mais pobreza extrema’”, afirmou Dilma.

Segundo a presidenta, o governo tem a responsabilidade de assegurar que as pessoas tenham acesso à casa própria. Ela classificou o Minha Casa, Minha Vida como “um dos melhores e mais abrangentes programas que o governo federal tem, porque atua diretamente na desigualdade”. Para Dilma, o desenvolvimento do país depende da oferta de oportunidades iguais para todos.

Residencial Jardim dos Ipês

Serão beneficiadas 5,6 mil pessoas com renda familiar de até R$ 1,6 mil, a um custo total do investimento de R$ 60,22 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. Dividido em quatro condomínios, o Residencial Jardim dos Ipês é composto por 332 casas e 1.080 apartamentos.

As casas têm área privativa de 35m² e valor médio de R$ 38,5 mil, enquanto os apartamentos possuem 44,94m² de área e valor médio de R$ 42,8 mil, respectivamente. Alguns dos imóveis são destinados a portadores de necessidades especiais, com maior área e portas e janelas adaptadas. 

Entrega de casas em Castanhal: o carinho do povo

 Dilma inaugura obra de nosso Governo em Castanhal

A Presidenta Dilma Rousseff foi até a cidade de Castanhal para realizar a entrega de 1.412 de casas do programa Minha Casa, Minha Vida. O Jardim dos Ipês é mais um dos residenciais construídos na cidade no meu governo, destinado á população de renda até 3 salários mínimos.

Tive a alegria de inaugurar, ainda durante o meu mandato, o conjunto habitacional Maria Bibiana Rodrigues, com toda infraestrutura, para 262 famílias. O residencial Jardim dos Tangarás, outro investimento de meu governo, foi entregue em fevereiro de 2012 para 496 famílias. No total, Castanhal recebeu mais de 78 milhões de reais de investimento em infra estrutura para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Em quatro anos, investimos mais de R$ 670 milhões na construção e melhoria de 17.290 moradias em todas as regiões do Estado. Santarém, Marabá, Castanhal e Região Metropolitana de Belém abrigam 73 empreendimentos, que incluem melhorias habitacionais e construção de habitações, saneamento integrado com implantação e ampliação de redes de água, captação, produção e tratamento de água, implantação de redes e tratamento de esgoto, pavimentação e calçamento de ruas, construção de equipamentos comunitários e regularização fundiária, afora as obras do Credicasa, Minha Casa, Minha Vida e do Fundo de Habitação de Interesse Social.

Estive presente a esta inauguração ao lado de minha amiga, presidenta Dilma, e juntas podermos abraçar nossos amigos, os moradores de Castanhal. Nosso compromisso está sendo cumprido. 

http://anajuliacarepa13.blogspot.com.br/2013/02/estamos-perto-de-dizer-com-orgulho-que.html

http://anajuliacarepa13.blogspot.com.br/2013/02/entrega-de-casas-em-castanhal-o-carinho.html

 http://anajuliacarepa13.blogspot.com.br/2013/01/dilma-inaugura-obra-nossa-em-castanhal.html

Política Leandro Fortes: Gurgel denunciou Renan para viabilizar Taques



O procurador-geral da República, Roberto Gurgel: Fellipe Sampaio/ SCO/ STF 
Gurgel para iniciantes

por Leandro Fortes, em CartaCapital, sugestão de Messias Franca de Macedo

As motivações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao denunciar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) duas semanas antes das eleições para a presidência do Senado Federal e, em seguida, vazar o relatório da mesma denúncia pelo site da revista Época, no dia da eleição, nada tem a ver com preocupações morais ou funcionais.

A máscara de servidor exemplar com a qual tem se apresentado ao país desde a micareta do mensalão não resiste a uma chuva de carnaval, basta lembrar da atuação do chefe do Ministério Público Federal no caso do arquivamento da Operação Vegas da Polícia Federal, de 2009, a primeira a pegar as ligações do ex-senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás, com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O sempre tão diligente e cioso dos bons costumes procurador-geral escondeu as informações da Justiça e obrigou a PF a realizar outra operação, a Monte Carlo, no ano passado – esta, afinal, que se tornou impossível de ser novamente engavetada por Gurgel.

O que Roberto Gurgel pretendeu ao denunciar Renan Calheiros às vésperas das eleições do Senado foi viabilizar a eleição do também procurador da República, o senador Pedro Taques (PDT-MT), praticamente um representante do procurador-geral dentro do Parlamento. Mas não se trata apenas de um movimento corporativista. Uma vez presidente do Senado, Taques teria nas mãos o poder de definir o que deve ou não ser colocado em votação no plenário.

Dadas as ligações viscerais estabelecidas, desde o julgamento do mensalão, entre a PGR e a oposição, sem falar no apoio irrestrito dos oligopólios de mídia, não seria pouca coisa ter um preposto num cargo tão importante.

Mas como Gurgel não entende nada de política e Taques é apenas um neófito no Senado, as campanhas de um e de outro foram só tiros n’água.

Mas é bom que se diga, não há nada a comemorar.

Sai José Sarney, o Kim Il-sung do Maranhão, entra Renan Calheiros, o adesista das Alagoas.
Nem ética, nem interesse público. As eleições das mesas diretoras do Congresso Nacional continuam sendo o resultado da baixa política de alianças entre o Executivo e o Legislativo, onde grassam como moedas de troca as indicações de cargos, os favorecimentos regionais, as mesquinharias paroquiais e a blindagem mútua.

 http://www.viomundo.com.br/politica/leandro-fortes-gurgel-denunciou-renan-para-tentar-viabilizar-eleicao-de-taques.html

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Mídia e Judiciário: relação incestuosa


Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
O pior livro de 2013 está prestes a ser lançado: Mensalão, de Merval Pereira.

Cuidado, pois.

Tratando-se de Merval, não poderia ser outra coisa que não a reunião de seus artigos maçantes e previsíveis ao longo do julgamento. Conteúdo novo? Talvez na próxima.

O livro é importante, não obstante.

Ele mostra a relação incestuosa entre a Globo (e a grande mídia) e o STF. O prefácio é de Ayres Britto, que presidia o Supremo durante o Mensalão.

Pode? Pode. É legal? É. É eticamente aceitável? Não.

O pudor deveria impedir o conúbio literário entre Merval e Britto.

Mas o pudor se perdeu há muito tempo. Em outra passagem amoral, o ministro Gilmar Mendes compareceu sorridente, em pleno julgamento do Mensalão, ao lançamento de um livro de Reinaldo Azevedo em que os réus eram massacrados.

Ali estava já a sentença de Gilmar.

A decência e o interesse público mandam distância entre os dois poderes, a mídia e a justiça. Na Inglaterra, se o juiz Brian Leveson, que comandou as discussões sobre a mídia e seus limites, confraternizar com um jornalista, a carreira de ambos estará encerrada.

No Brasil, é pena, isso não é bem assim.

Conheço Merval há anos. Quando eu começava carreira na Veja, ele foi, durante algum tempo, editor da seção de Brasil. Não virou manchete, porque não tinha elegância ao escrever, o que naquela época era um requisito na Veja.

De lá voltou a seu habitat, o Rio. Seu tento mais espetacular, nestes anos todos de regresso ao Rio, foi ter matado Hugo Chávez numa coluna que, não gozasse ele da imunidade de porta-voz do patrão, podia ter lhe custado a mensalidade que recebe. Seu mensalão, enfim.

Reencontrei-o quando fui integrante do Conedit, Conselho Editorial das Organizações Globo.

Rapidamente, nas reuniões semanais de terça-feira no Jardim Botânico, me impressionei com Merval e Ali Kamel.

Não pelo talento, não pelo brilho. Mas pela capacidade de reproduzir, alguns tons acima, tudo que a família Marinho pensava. Pareciam competir entre si, como se dissessem: “Eu concordo com o João mais do que você!” (Acho graça quando atribuem poder ideológico a Kamel: se seu patrão fosse progressista, ele seria progressista e meio.)

Aquilo evidentemente me incomodou. Uma vez, depois de uma reunião, fui almoçar com Luiz Eduardo Vasconcellos, sobrinho de Roberto Marinho, acionista minoritário do Globo e integrante do Conselho Editorial.

O cardápio, olhando para trás, foi suicida, para mim. Disse a Luiz Eduardo, um bom sujeito, aliás, que me chamava a atenção na reunião o fato de todos os participantes repetirem, basicamente, as ideias da família Marinho.

Onde alguma diversidade, onde algum esboço de pluralismo?

Alguns macaqueavam mais discretamente, outros com exuberância e estridência retórica. Era este o caso de Merval e de Kamel. Minha solidão naquele grupo era imensa, era universal, e não apenas por eu ser de São Paulo.

Merval, em seus artigos, se coloca como um Catão. Talvez um dia nosso Catão possa vir à luz do sol para explicar por que, trabalhando há tantos anos para todas as mídia da Globo, é um PJ – um artifício pelo qual ele e seu empregador pagam menos impostos do que deveriam, e ainda se concedem o direito de fazer sermões sobre moral.
 
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/02/midia-e-judiciario-relacao-incestuosa.html

Furtado Coêlho vence na OAB e derrota Ophir




Após muita polêmica e disputa política, advogado do Piauí foi eleito presidente da Ordem com 64 votos, de um total de 81; atual presidente apoiava a chapa do vice, Alberto de Paula Machado, que obteve 16 votos.

Consultor Jurídico - O advogado Marcus Vinícius Furtado Coêlho foi eleito na noite desta quinta-feira (31/1), com 64 votos, presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Ele presidirá a OAB até 1º de fevereiro de 2016. Seu concorrente, Alberto de Paula Machado, teve 16 votos. Um conselheiro votou em branco. A posse de Furtado Coêlho e dos novos 81 conselheiros federais será nesta sexta-feira (1º/2), às 9h.
A sessão que elegeu o novo presidente começou às 19h10. O presidente da OAB, Ophir Cavalcante Junior, apresentou as duas chapas que disputaram as eleições e passou a presidência da sessão para o conselheiro federal Paulo Medina, decano do colegiado.
Medina informou sobre a liminar que reconduziu ao cargo o conselheiro federal Danilo Mota, do Ceará, e lhe devolveu o direito de votar. O conselheiro recorreu à Justiça depois de ser afastado, segundo ele, por retaliação política por ter declarado voto em Marcus Vinícius.
A segunda questão foi a ausência do conselheiro federal Luiz Flávio Borges D’Urso, de São Paulo. O presidente da seccional paulista, Marcos da Costa, indicou um suplente para votar em seu lugar. Como não há regulamentação expressa sobre voto de suplente — de acordo com as regras, só titulares votam — Medina teve de decidir a questão.
E decidiu que o suplente teria o direito de votar, até para que não houvesse qualquer questionamento no sentido de cerceamento de voto. O plenário concordou com a decisão. O ex-presidente nacional da OAB, Reginaldo de Castro, então, quis levantar questão de ordem. Medina lembrou que não há questão de ordem em decisão do colégio eleitoral, que tem competência restrita de eleger a direção da casa.
Mas Paulo Medina disse que não negaria a palavra ao ex-presidente. Castro, então, disse: “Nunca a OAB assistiu a ofensas tão graves contra um candidato, sem que houvesse qualquer resposta”, afirmou. O candidato a que ele se referia era Furtado Coêlho — clique aqui para ler sobre os bastidores da disputa.
Castro defendeu o debate para que os conselheiros conhecessem as ideias dos candidatos. O auditório ensaiou risos, já que em um colégio de 81 eleitores, todos se conhecem. Medina disse que a votação iria seguir porque não houve acordo entre as duas chapas para a realização do debate. E, como diz o dito popular, quando um não quer, dois não brigam. A votação seguiu, sem os embates previstos. E Coêlho teve exatamente quatro vezes mais votos que seu adversário.
Fim do processo
O presidente eleito comemorou, ao mesmo tempo, o resultado e o fim do processo eleitoral. Disse que, agora que é presidente, "desfez-se o palanque eleitoral". "Não há mais lados, há agora somente a Ordem dos Advogados do Brasil".
"Nesse momento, desfaz-se o palanque eleitoral. A campanha encerrou. Não mais tratarei do passado, passo a borracha em cima. A partir de agora conclamo a todos os advogados do Brasil, todos os conselheiros federais para unirmos esforços em prol da Constituição e da permanente construção dessa entidade histórica. O processo eleitoral, como todos, próprios da democracia, tem suas dificuldades, seus atropelos, mas quando encerrados, as grandes vitórias significam justamente honrá-las conclamando a todos a participarem da gestão. Não há mais lados, há agora somente a Ordem dos Advogados do Brasil, essa entidade que deve ficar à disposição da sociedade brasileira e da advocacia nacional. Pois a defesa é tão importante quanto a acusação. É isso que os advogados do Brasil precisam que a OAB diga à sociedade brasileira". (Por Rafael Baliardo e Rodrigo Haidar).

 http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/92363/Furtado-Co%C3%AAlho-vence-na-OAB-e-derrota-Ophir.htm

Pitaco do dia



Gasolina com FHC: 1998 = R$ 0,85 | 2002 = R$ 2,25 = 170% em 5 anos

 Gasolina com Lula: 2003 = R$ 2,25 | 2009 = R$ 2,50 = 11% em 6 anos.

— Stanley Burburinho

O incesto entre Merval e Ayres Britto



Eu concordo com o patrão mais do que você!


O Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Nogueira, no Blog do Nassif:

O livro de Merval com prefácio de Ayres Britto

Enviado por luisnassif, sex, 01/02/2013 – 07:28

Por Marco Antonio L.

Do Diário do Centro do Mundo

A relação incestuosa entre a mídia e o judiciário

Paulo Nogueira

O livro Mensalão, de Merval Pereira, traz um prefácio de Ayres Britto, por incrível que pareça.

O pior livro de 2013 está prestes a ser lançado: Mensalão, de Merval Pereira.

Cuidado, pois.

Tratando-se de Merval, não poderia ser outra coisa que não a reunião de seus artigos maçantes e previsíveis ao longo do julgamento. Conteúdo novo? Talvez na próxima.

O livro é importante, não obstante.

Ele mostra a relação incestuosa entre a Globo (e a grande mídia) e o STF. O prefácio é de Ayres Britto, que presidia o Supremo durante o Mensalão.

Pode? Pode. É legal? É. É eticamente aceitável? Não.

O pudor deveria impedir o conúbio literário entre Merval e Britto.

Mas o pudor se perdeu há muito tempo. Em outra passagem amoral, o ministro Gilmar Mendes compareceu sorridente, em pleno julgamento do Mensalão, ao lançamento de um livro de Reinaldo Azevedo em que os réus eram massacrados.

Ali estava já a sentença de Gilmar.

A decência e o interesse público mandam distância entre os dois poderes, a mídia e a justiça. Na Inglaterra, se o juiz Brian Leveson, que comandou as discussões sobre a mídia e seus limites, confraternizar com um jornalista, a carreira de ambos estará encerrada.

No Brasil, é pena, isso não é bem assim.

Conheço Merval há anos. Quando eu começava carreira na Veja, ele foi, durante algum tempo, editor da seção de Brasil. Não virou manchete, porque não tinha elegância ao escrever, o que naquela época era um requisito na Veja.

De lá voltou a seu habitat, o Rio. Seu tento mais espetacular, nestes anos todos de regresso ao Rio, foi ter matado Hugo Chávez numa coluna que, não gozasse ele da imunidade de porta-voz do patrão, podia ter lhe custado a mensalidade que recebe. Seu mensalão, enfim.

Reencontrei-o quando fui integrante do Conedit, Conselho Editorial das Organizações Globo.

Rapidamente, nas reuniões semanais de terça-feira no Jardim Botânico, me impressionei com Merval e Ali Kamel.

Não pelo talento, não pelo brilho. Mas pela capacidade de reproduzir, alguns tons acima, tudo que a família Marinho pensava. Pareciam competir entre si, como se dissessem: “Eu concordo com o João mais do que você!” (Acho graça quando atribuem poder ideológico a Kamel: se seu patrão fosse progressista, ele seria progressista e meio.)

Aquilo evidentemente me incomodou. Uma vez, depois de uma reunião, fui almoçar com Luiz Eduardo Vasconcellos, sobrinho de Roberto Marinho, acionista minoritário do Globo e integrante do Conselho Editorial.

O cardápio, olhando para trás, foi suicida, para mim. Disse a Luiz Eduardo, um bom sujeito, aliás, que me chamava a atenção na reunião o fato de todos os participantes repetirem, basicamente, as ideias da família Marinho.

Onde alguma diversidade, onde algum esboço de pluralismo?

Alguns macaqueavam mais discretamente, outros com exuberância e estridência retórica. Era este o caso de Merval e de Kamel. Minha solidão naquele grupo era imensa, era universal, e não apenas por eu ser de São Paulo.

Merval, em seus artigos, se coloca como um Catão. Talvez um dia nosso Catão possa vir à luz do sol para explicar por que, trabalhando há tantos anos para todas as mídia da Globo, é um PJ – um artifício pelo qual ele e seu empregador pagam menos impostos do que deveriam, e ainda se concedem o direito de fazer sermões sobre moral.


http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/02/01/o-incesto-entre-merval-e-ayres-britto/

Ato pela anulação do julgamento do STF



Do sítio da CUT do Rio de Janeiro:

O ato da CUT-RJ e do Barão de Itararé, nesta quarta (30), na ABI, no Rio, transbordou de gente e fez lembrar os grandes eventos da luta pela redemocratização do país. Com o auditório superlotado, extrapolando a capacidade máxima de 600 pessoas, muita gente não pôde entrar porque não cabia mais ninguém. A manifestação foi marcada pelo farto conteúdo político das falas, pelos esclarecimentos jurídicos cabais e detalhados e, acima de tudo, por muita emoção, espírito de luta e energia militante. A mesa de debates, que foi mediada por Fernanda Carísio, ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio e integrante da direção Executiva do Partido do Trabalhadores, contou com o ex-ministro José Dirceu, os jornalistas Raimundo Pereira, da revista "Retrato do Brasil", Altamiro Borges (Barão de Itararé) e Hildegard Angel, além do advogado e professor da PUC-Rio, Adriano Pilatti.

- Pode ser em regime fechado, segurança máxima ou solitária. Não vou me calar - disse José Dirceu, ovacionado pela multidão que lotava o auditório da ABI, inclusive a parte superior. Ele enfatizou o caráter político e de exceção do julgamento, denunciando a absoluta falta de provas da acusação de compra de deputados, que não foi confirmada por nenhuma das mais de 600 testemunhas ouvidas na Ação Penal 470.

Essa violência jurídica nunca vista foi agravada, segundo o ex-ministro, "pela falta de pudor"de se realizar o julgamento justamente no período da campanha eleitoral do ano passado. "Se existisse democracia nos meios de comunicação, não estaríamos aqui. Seríamos absolvidos. Mas eu optei por lutar, apesar do linchamento da imprensa. Vou percorrer todo o Brasil. É uma luta longa que está só começando", assegurou.

Ele voltou a lembrar que está provado nos autos que não houve desvio de dinheiro público, explicando detalhadamente a natureza privada do Visanet. Sobre a crítica de que manifestações como a de ontem afrontam o Supremo, Dirceu foi claro : "Estamos na verdade prestando um serviço à democracia." Em relação à onda de matérias negativas sobre a classe política, ele alertou que seu objetivo é impedir a regulamentação democrática da mídia.

Depois de conclamar a militância para a luta em defesa do legado do ex-presidente Lula e do governo da presidenta Dilma, alvos de ataques incessantes da mídia, o líder petista defendeu com vigor a soberania popular : "Quem fala em nome da nação é o parlamento. Não é ministro do Supremo Tribunal Federal."

Já o jornalista Raimundo Pereira voltou a desmoralizar o pilar de sustentação da Ação Penal 470, segundo o qual teriam sido desviados recursos do Fundo Visanet. Raimundo listou inúmeras campanhas publicitárias de promoção da bandeira Visa no Brasil, bem como vários eventos culturais, cujas comprovações de gastos encontram-se nos autos do processo, conforme vem publicando a revista Retrato do Brasil desde o segundo semestre de 2012.

Tendo como base a cobertura parcial e manipuladora do julgamento do mensalão por parte da mídia, o jornalista Altamiro Borges buscou no passado vários crimes cometidos pela mídia brasileira, dentre os quais a campanha que levou ao suicídio de Vargas e o golpe militar de 1964. Miro defendeu a urgência da democratização das comunicações no Brasil. "E não me venham com essa história de liberdade de expressão. A mídia conservadora não quer liberdade de expressão e sim liberdade de monopólio."

Mas o momento de maior emoção da noite ficou por conta da fala da jornalista Hildergard Angel, cuja íntegra está na sessão Últimas Notícias desta página. Traçando um paralelo entre a profunda decepção que lhe causou o julgamento do mensalão e o julgamento do seu irmão, Stuart Angel, mesmo depois de ter sido assassinado pela ditadura, Hildegard expôs todo o seu desapontamento com o Judiciário brasileiro, ela que, além do irmão, pedeu a mãe (a estilista Zuzu Angel) e a cunhada Sonia Angel, mortos pela ditadura militar brasileira.

O professor de direito constitucional Adriano Pilatti apontou a Constituição de 1988 como a principal vítima do julgamento do mensalão, na medida em que vários artigos debatidos e aprovados pelos constituintes liderados por Ulisses Guimarães foram flagrantemente violados pelo STF.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/01/ato-pela-anulacao-do-julgamento-do-stf.html

PSDB quer que Dilma explique ao MP uso de blazer rosa na TV



Representação do PSDB  reclama da roupa usada por Dilma

O PSDB está desesperado. Quer se manter na mídia, nem que para isso faça papel ridiculo como esse

A presidente Dilma, que preza por modelos discre­tos, não poderia imaginar que um blazer nada decotado pode levá-la à dar explicações ao Ministério Pú­blico. O PSDB,  reclamou da cor do casaco usado por ela na semana passada, durante pronunciamento de TV no qual anunciou a redução da tarifa de energia elétrica.

Os tucanos levaram on­tem o caso, à Procuradoria-Geral da República por verem uso da máquina pública com fins de promover a candidaturar à ree­leição de Dilma - a sucessão presidencial é no ano que vem.

"A presidente Dilma usou roupas vermelhas no pronun­ciamento oficial em uma cla­ra referência às roupas verme­lhas utilizadas na campanha de 2010 (...) fazendo alusão à cor do seu partido", diz a peti­ção, que apontou outros deta­lhes que comprovariam o tom eleitoreiro na apresentação.

Mas o blazer da discórdia, neste caso, é inocente, segundo o cabeleireiro Celso Kamura, que arrumou pessoalmente a presidente antes da grava­ção, e confirmou o que o ví­deo e as fotos já dão a enten­der: as vestes, na verdade, não são de tonalidade vermelho-PT, mas "eram sem dúvida ro­sa chiclete Ping-Pong", segun­do definição do hair stylist.

O deputado Carlos Sam­paio (SP), novo líder do PSDB na Câmara, admitiu que ele e o grupo que analisou o vídeo não se ativeram às nuances de pigmento, mas minimizou a importância do assunto. "Entendemos ser vermelho, mas isso é um deta­lhe pequeno que faz parte de um contexto. Ela pode usar a cor que bem entender, só qui­semos mostrar a mudança no comportamento dela. É a pri­meira vez que aparece nessa cor porque em pronuncia­mentos anteriores, como no último, ela vestiu preto com uma renda branca por cima."

Quem falou com a estilista Luisa Stadlander, que assina a maioria dos modelos usados por Dilma, disse que ela está chateada com a polêmica. Ela se recusa a falar publicamen­te sobre o assunto.

O fato é que os tucanos acer­taram a dizer que Dilma vem apresentando mudanças no visual. "Em doses homeopáti­cas", comenta Kamura. 

 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/01/psdb-quer-que-dilma-explique-ao-mp-o.html

Último tiro de Gurgel: PGR vaza denúncia contra Renan



Procurador-geral da República, Roberto Gurgel tem se esforçado em dizer que a denúncia contra o senador Renan Calheiros, candidato favorito à presidência do Senado, não tem motivações políticas, mas é no mínimo estranho que a ação seja divulgada na íntegra à imprensa poucas horas antes de a eleição ser realizada na Casa.


247 – Apesar das tentativas do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em afirmar que a denúncia contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) não tem motivações políticas, causa no mínimo estranheza a divulgação do processo, na íntegra, no mesmo dia da eleição à presidência do Senado – Renan é o candidato favorito a assumir o posto.

O documento foi publicado pelo site da revista Época nesta sexta-feira 1º, às 5h04, enquanto a eleição está marcada para acontecer às 10h no Congresso. "ÉPOCA teve acesso na noite de quinta-feira (31), com exclusividade e na íntegra, à devastadora denúncia oferecida pelo procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, contra o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, no dia 24 de janeiro", noticia a publicação da Editora Globo.

O peemedebista já disse considerar a atitude de Gurgel – de segurar a denúncia por dois anos e apresentá-la apenas a duas semanas das eleições no Senado – "completamente estranha". "Os fatos falam por si só", disse Renan, que é acusado pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público), falsidade ideológica e uso de documento falso.

Clique aqui e confira na íntegra do documento publicado no site da revista Época.

 http://www.brasil247.com/pt/247/poder/92386/%C3%9Altimo-tiro-de-Gurgel-PGR-vaza-den%C3%BAncia-contra-Renan.htm

Dilma chamou Franklin para obter análise de conjuntura




A reunião de quarta-feira entre o ex-ministro da Comunicação Social do governo Lula Franklin Martins e a presidente Dilma Rousseff gerou alvoroço dissimulado entre os grandes meios de comunicação – que, oficialmente, quase ignoraram o fato político -, mas, na blogosfera, surgiram especulações e apostas “otimistas” sobre o significado daquela reunião.
O encontro ocorreu no Planalto na manhã de quarta-feira, 30. O “Blog do Planalto”, que diariamente informa a agenda de Dilma, mencionou de passagem seu encontro com Franklin. Porém, limitou-se a informar que o ex-comentarista da Rede Globo e da Band seria recebido.
Vários blogs e sites simpáticos ao governo teceram apostas em mudança de postura da presidente em relação ao projeto de regulação da mídia eletrônica deixado pelo ex-ministro ao fim do governo anterior, a dita “lei da mídia”. Veículos como a Folha de São Paulo também lembraram esse fato.
O Blog da Cidadania, porém, obteve informações sobre o encontro que, à primeira vista, parecerão um balde de água fria a quem apostou em que estaria em curso mudança de visão da presidente no que diz respeito à regulação da mídia – qual seja, a de que o único controle que ela quer é o “controle remoto”.
Mas o fato é que Dilma não chamou Franklin com vistas a encampar o que, até aqui, vinha rejeitando. Ela nem teria como, de repente, desdizer o que vinha dizendo sobre o assunto. Até porque, o projeto do ex-ministro não tem as propriedades “miraculosas” nas quais muitos acreditam.
Para quem não sabe, o projeto de Franklin é muito diferente do projeto da presidente argentina, Cristina Kirchner. Não mexeria com o império de uma Globo, por exemplo, obrigando-a ao “desinvestimento” (venda de parte de seu império) que a “Ley de Medios” pretende impor à Globo argentina, o Grupo Clarín.
E muito menos o projeto que Lula esperava que fosse adotado pelo governo Dilma contém qualquer iniciativa no sentido de cercear a imprensa escrita e partidarizada (O Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Veja e congêneres).
Então por que Dilma chamou Franklin? É aí que o “balde de água fria” começa a ficar morno. Apesar de não haver intenção de encampar o projeto do ex-ministro, ela o chamou para obter uma análise de conjuntura.
O que seria isso? Vejamos.
A análise que Dilma quis de Franklin foi sobre o que pode estar ocorrendo na mídia devido aos ataques múltiplos que ela vem desfechando contra o seu governo. A presidente vem se surpreendendo porque, no início de seu mandato, chegou a acreditar que a guerra entre seu antecessor e os impérios de comunicação decorriam de mera “picuinha”.
Esse foi o sentido da presença da presidente na festa de 90 anos do jornal Folha de São Paulo pouco depois de assumir o cargo, em 2011. Dilma tentou estabelecer uma nova relação não respondendo a ataques ao seu governo e, em troca, vinha sendo poupada de ataques pessoais.
Contudo, nos últimos meses os ataques indiretos a ela, via críticas contundentes ao seu governo, viraram pessoais.
No fim do ano passado, por exemplo, a presidente foi à televisão anunciar redução do custo da energia elétrica. Desde então, o noticiário da dita “grande imprensa” tratou de tentar desmenti-la e passar ao público a versão de que ela estaria tentando iludir 200 milhões de brasileiros.
Mais recentemente, diante de pronunciamento em cadeia de rádio e televisão em que a presidente defendeu seu governo das críticas quanto à redução do custo da energia elétrica, a mídia passou a acusá-la pessoalmente. Os ataques midiáticos foram tão pessoais que o PSDB representou contra Dilma no MPF usando o que esses veículos publicaram.
Nesse ponto, foi quebrado o pacto velado de não-agressão.
Voltando a Franklin. Ele é a antítese da atual ministra da Secom, Helena Chagas, uma opção de Dilma pela coexistência pacifica e até pela pacificação das relações entre o governo e a mídia, enquanto que  o antecessor de Helena no cargo foi opção de Lula para enfrentar a guerra aberta entre seu governo e a mídia em meados da década passada.
Franklin, antes de tudo, é estrategista para momentos de confronto. Além de ir ao Planalto para oferecer uma análise sobre os próximos movimentos prováveis da mídia contra o governo, também foi oferecer sugestões sobre estratégias de comunicação para enfrentar uma guerra política que, a partir de agora, entra em nova fase.
O “balde de água fria”, portanto, torna-se um “balde de água quente”, pois a presidente finalmente entendeu que não havia picuinha alguma entre Lula e a mídia. Finalmente ela entendeu que ele foi empurrado para essa guerra. E a razão para a inevitabilidade dessa guerra o ex-presidente deu em seu discurso recente em Cuba.
A elite que a mídia representa e encarna não se contrapôs ao governo Lula e não se contrapõe ao governo Dilma porque os considera feios, bobos e chatos, mas porque as políticas dos governos petistas, a partir de 2003, promoveram o que é mais intolerável para a elite brasileira: distribuição de renda.
Dilma descobre agora, após dois anos no poder, que não existe possibilidade de coexistência pacífica entre um governo popular que trabalha para tornar o Brasil um país mais justo e um oligopólio de comunicação cuja função é, justamente, a de impedir que os ricos fiquem menos ricos defendendo políticas cujos efeitos são tornar os pobres mais pobres.
A iniciativa da presidente de chamar Franklin, portanto, se não encerra a notícia ideal (decisão pela regulação da mídia), ao menos encerra uma boa notícia. A presidente da República finalmente percebeu quais são as regras do jogo e que o cargo que ocupa não é meramente gerencial, sendo, isso sim, eminentemente político. Antes tarde do que nunca.


http://www.blogdacidadania.com.br/2013/02/dilma-chamou-franklin-para-obter-analise-de-conjuntura/

2014: Temer de vice. E Chalita governador de SP


Esse, o Lula, a Oposição não acha nem de binóculos



Lula discute colocar PSB na vice de Dilma em 2014

Nome para vaga hoje ocupada pelo PMDB seria o do governador Eduardo Campos
Proposta, que sofrerá resistência, prevê como compensação ao PMDB o apoio do PT a Gabriel Chalita em São Paulo
NATUZA NERY



O ansioso blogueiro ligou para o Oráculo de Delfos.

Caríssimo Oráculo, é isso mesmo ? Chalita para governador e Eduardo de vice ?
A Folha ouviu o galo cantar no quintal errado.
Como é que é, caro Oráculo ?
O Temer só deixa de ser vice da Dilma se for para ser Governador de São Paulo.
E se não conseguir tornar isso possível ?
Ele será vice da Dilma.
E o Eduardo ?
O Eduardo é jovem. É um administrador brilhante, exemplar. Pode sair senador.
Mas, e se ele quiser ser candidato a Presidente ?
Só há duas possibilidades de o Eduardo sair candidato a Presidente.
É o Lula querer…
Você está louco. O Lula agora joga em outra liga. O Eduardo só sai a presidente se, um, a economia degringolar e o desemprego for aberto em outubro de 2014.
Muito difícil. Você viu a taxa de desemprego de hoje ? Lá embaixo. E a renda da galera subiu !
Como eu dizia. O desemprego. Acontece que a Dilma tem uma “janela demográfica” a favor dela. Gostou da … “janela demográfica”?
Vejo que o Oráculo anda lendo a Urubologa … Mas que janela é essa ?
É que a mulher brasileira passou a ter menos filhos da segunda metade do século passado pra cá e, agora, estruturalmente, falta mão de obra. Não qualificada e qualificada.
Li isso num artigo do professor Nakano.
O amigo está bem informado …
Vivo disso …
E o outro motivo para o Eduardo sair candidato é a Dilma se envolver, ela, pessoalmente, num escândalo de corrupção …
Mas, isso não cola nela.
Não colou até agora. Como aliás, não colou nem no PT, mesmo depois do mensalão. Você viu aquela pesquisa do Estadão?
Vi, vi sim !
Pois é. O PT continua a ser o partido mais popular e o PSDB caminha para o precipício …
Mas, Oráculo, o Eduardo não pode fazer uma aliança com o Aécio ?
E quem é que quer fazer aliança com o Aécio ? Nem o Alckmin …
É verdade. Como diz o ansioso blogueiro, o Aécio tem a densidade de um pão de queijo. Mas, Oráculo, e aí ? É Dilma e Temer em 2014 ?
É o mais provável. Por que desfazer essa aliança vitoriosa com o PMDB ?
É … meu caro Oraculo … mas essa aliança vitoriosa tem o custo do Renan.
Bem feito !
Como assim, Oráculo ?
Quem mandou o Renan costurar aquele acordo com o Odair Cunha …
O Odarelo …
Isso ! O Odarelo. Fez um acordo para salvar o PiG (**) e o Caneta na CPI do Cachoeira e agora o PiG pega ele.
O PiG não perdoa, Oraculo ! Pergunta ao Palocci !
É verdade. Mas, voltemos à vaca fria. Só se for para governar São Paulo é que o Temer sai da vice. E ninguém tira ele de lá.
Porque não tira.
Muito difícil o Lula correr o risco de brigar com o PMDB. Ele e o Dirceu montaram essa estratégia lá atrás e governo o Brasil há dez anos.
Mas, e aí, como fica essa candidatura do Chalita a governador de São Paulo.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, dizia Juarez Soares. O Chalita é o melhor poste que o Lula tem para São Paulo.
Por que ? E o Mercadante, o Padilha ?
O Lula não tem um poste bom no PT e o Chalita cai como uma luva.
Por que ?
Ele foi do PSDB, é católico fervoroso, os professores gostam dele, ele defendeu a Dilma em 2010, quando o Cerra associou ela ao aborto desenfreado, fez uma campanha limpa pra prefeito …
Entra fácil na classe media…
Entra na classe média de São Paulo embrulhado no plástico da Veja …
O que é isso, Oráculo ?
É o meu jeito, desculpe …
E quem teve essa ideia do Chalita para governador com um vice do PT.
Só podia ser do Lula.
Tacada de mestre. Dilma e Temer com o Chalita em São Paulo é uma chapa muito forte.
Como diz aquele amigo meu: esse, o pessoal da Oposição não pega nem de binóculo.
Pano rápido.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Paulo Pimenta processará fascistóides



Por Renato Rovai, em seu blog:
Na tragédia de Santa Maria muitos sofreram diferentes dores e alguns foram marcados para sempre. Muito provavelmente o que aconteceu com o deputado Paulo Pimenta (PT) é quase insignificante tamanha a proporção da tragédia. Mas é algo que talvez só ele tenha vivido. Por ser de Santa Maria, deputado federal e filiado ao PT, Paulo Pimenta não foi poupado nem neste momento. Pessoas vinculadas à oposição divulgaram em redes sociais que Pimenta era o verdadeiro proprietário da Boate Kiss. 
E que por isso o local funcionava sem alvará. A mentira transformou a vida do deputado num inferno durante algumas horas. E agora ele promete que vai até as últimas consequências para responsabilizar os que o acusaram de forma leviana. O deputado também comentou, na entrevista que segue, a infeliz charge do cartunista Chico Caruso, tema de um post deste blog.

Como o senhor tomou conhecimento de que estava sendo divulgado nas redes sociais que a Boate Kiss seria sua?

Eu estava em Porto Alegre acompanhando o ministro Alexandre Padilha (Saúde) em visita aos pacientes internados no Hospital Cristo Redentor, quando foi comunicado, pela assessoria, que havia sido postado em um site chamado Revoltados OnLine uma denúncia com uma montagem de uma foto aonde apareciam eu e a presidenta Dilma e havia um conjunto de acusações inverídicas. Entre elas a de que eu seria dono dessa boate.

Diante desses boatos, qual foi o sentimento do senhor?

Eu sou de Santa Maria, moro em Santa Maria e estudei na Universidade Federal de Santa Maria. Conheço dezenas de famílias que foram atingidas por essa tragédia e, evidentemente, que isso pra nós foi de uma violência que jamais poderíamos imaginar que num momento de consternação, desespero e de dor, alguém pudesse produzir.

Infelizmente, a partir desta postagem, alguns blogueiros conservadores e pessoas que atuam no Twitter passaram a reproduzir a notícia. Nós, imediatamente informamos a todos de que se tratava de uma calúnia, de uma infâmia. E que eu não tenho e nunca tive relação com nenhum dos sócios deste estabelecimento. Aliás, jamais estive neste estabelecimento. E que passaríamos a adotar medidas junto à Polícia Federal e à Polícia Civil a fim de identificar os autores e aqueles que estavam multiplicando aquela infâmia, aquela calúnia.

Mesmo assim, algumas pessoas continuaram postando e multiplicando essa informação. Inclusive se utilizando de robôs que mandam a mensagem em série pelo twitter.

Alguma dessas pessoas o procurou antes de reproduzir o boato? O senhor poderia nomear algumas das que espalharam essa história?

Nenhuma dessas pessoas jamais nos procurou. Nem o pessoal dos Revoltados OnLine, nem o blogueiro chamado Eduardo Homem de Carvalho, nem aquela Adriana Vasconcelos ou uma que é conhecida por Val. Por isso já entramos com uma queixa crime na Polícia Civil e encaminhamos todos os prints da difamação para que sejam juntados ao processo. Além disso, a Polícia Federal a partir de hoje também entrou na investigação em função da suspeita de que por trás disso estão blogs de ódio, de incitamento à violência extrema e grupos de extrema direita.

Algumas dessa pessoas, desses blogueiros, já publicaram pedidos de desculpas. No entanto, em respeito a todos que nos apoiaram neste embate vamos levar esse caso até as últimas consequências. Tanto na esfera da Polícia Federal quanto na da Polícia Civil. É preciso que ele seja exemplar para coibir a irresponsabilidade da calúnia, da difamação e da utilização das redes dessa maneira.

Independente do pedido de desculpas, não nos resta outra medida a não ser levar até as últimas consequências esse caso. Inclusive em respeito as vítimas dessa tragédia.

Para o senhor, qual a motivação em envolverem o seu nome nesses boatos?

Eu percebi que em vários episódios recentes este tipo de blog tem atuado de forma a buscar algum tipo de vínculo com a presidente Dilma, com o presidente Lula. Acredito que por eu ser deputado federal de Santa Maria, por ser do PT, pela presidente Dilma ter ido a Santa Maria no dia da tragédia, pelo governador Tarso Genro ter ido a Santa Maria no dia da tragédia, eles encontraram elementos para produzir uma montagem que talvez não tivesse como objetivo principal atingir a mim, mas a própria presidenta ou o partido de uma forma geral. Veicularam isso sem qualquer responsabilidade e noção das consequências que o ato teria. Só que nós reagimos com todo rigor desde o primeiro momento. Passamos a enfrentar a denúncia tanto no facebook como no twitter e eles não esperavam essa reação. Esse Eduardo Homem inclusive postou no blog dele que duvidava que seria processado. E que nós só ameaçamos. Essa sensação de impunidade é o que os motiva a agir assim. Eles acham que podem fazer o que bem entendem sem que haja consequência.

O que o senhor achou da charge do cartunista Chico Caruso publicada em O Globo e reproduzida no Blog do Noblat?

São, digamos assim, iniciativas que vão na mesma direção. Procuram tirar dividendo político e eleitoral de qualquer situação sem qualquer limite ou escrúpulo. De uma tragédia, de um acidente, de uma crise. Para que vocês tenham uma noção do tamanho da irresponsabilidade, da falta de escrúpulo. Inclusive, os sócios dessa boate estão presos. Mesmo o sócio que tinha como sócios formais a mãe e a irmã, está preso. E um dos presos chama-se Mauro Hoffmann. Eles chegaram a veicular em um blog uma denúncia de que seriam parentes da ministra Gleisi Hoffmann, por ter o mesmo sobrenome.

Para se ter uma idéia, a polícia identificou que as câmeras de segurança não estavam funcionando e eles chegaram a denunciar que a presidenta Dilma solicitou à Polícia Federal o recolhimento dos computadores a fim de não serem identificados supostos mecanismos de financiamento do PT através de dinheiro dessa boate.

Essa denúncia partiu de quem deputado?

Deste blog (Revoltados Online). Das relações que ele estabelece. Você conhece a operação Intolerância da Polícia Federal, que aconteceu a um tempo atrás. Prendeu um cara de Curitiba e um de Brasília. Investigava incitações ao racismo, contra nordestinos e judeus. Eles têm relação.

O senhor acredita que a Presidenta Dilma poderia também tomar providências em relação à charge?

Eu acredito que até poderia. Acho que essa postura, digamos assim, de tolerância exagerada por integrantes do governo, permitiu que esses blogs e essas figuras de extrema-direita, de linha reacionária, fossem se sentindo à vontade para publicar o que quisessem.

A nossa atitude, pretendemos que seja um exemplo. Nós não vamos aceitar, não vamos tolerar e vamos levar até a última consequência esta investigação. De modo a, principalmente, fazer com que esses blogs de ódio, que propagam a infâmia, a calúnia, contra os gays, os negros e etc, sejam enfrentados e desmascarados.
 
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/01/paulo-pimenta-processara-fascistoides.html