quinta-feira, 9 de maio de 2013

Xaropadas barbosianas de Roberto Damatta




SINTONIA FINA

A POLÍTICA PASSADA A LIMPO...
 


Por Miguel do Rosário, do blog O Cafezinho

Se havia alguma dúvida sobre a aliança espúria entre o STF e a mídia, um texto publicado hoje no jornal da maior empresa de mídia no país esclareceu tudo.

“Joaquim Barbosa seria meu candidato definitivo à presidência da república e estou certo que ele venceria no primeiro turno”, afirmou hoje, em sua coluna semanal, o antropólogo Roberto Damatta.

Repare bem a convicção! “Estou certo que ele venceria no primeiro turno”. No primeiro turno! O artigo revela bem a triste patologia golpista do conservadorismo brasileiro. Porque golpista? Admito que o termo golpista permite interpretações bem diversas. Para a direita, a esquerda é golpista. Para a esquerda, é a direita. No entanto, vejamos quem é o candidato que, segundo o colunista do Globo, “venceria no primeiro turno”. É um político? Pertence a partido? É ligado a alguma legenda? Expressa claramente suas opiniões políticas ou ideológicas? A resposta para todas as questões é: NÃO!


O antropólogo do Instituto Milenium afirma que Joaquim Barbosa ganharia “com certeza” no primeiro turno as eleições presidenciais de 2014. E votaria nele. (Foto: reprodução/O Cafezinho)
A asserção de Damatta flerta com uma gravíssima ilegalidade, ao sugerir que Barbosa, representante máximo do Judiciário, ambiciona controlar também o Executivo. Juízes estão proibidos, constitucionalmente, de fazer política partidária, de maneira que a declaração de voto em Barbosa, por parte de um antropólogo erudito, é, para dizer o mínimo, de um mau gosto atroz  e desastrado.

O pior mesmo é o “eu tenho certeza”, que revela apenas a  arrogância sem limites, à beira da esquizofrenia, de quem vê o jardim que descortina da janela da Casa Grande como se contemplasse o mundo inteiro.

Esses não são os únicos problemas do texto. Ele é um amontoado de – como diria Manoel de Barros – “ignoranças” sobre política, ideologia e história.

Concordo que não devemos tratar a dicotomia “direita” X “esquerda” com um viés maniqueísta. Suponho que há canalhas de esquerda e pessoas íntegras na direita. Alguns diriam que, se a pessoa é canalha, é porque, na verdade, não é de esquerda, e que se é de direita, também não pode ser tão legal assim. Não vou entrar nesse tipo de juízo.

Entretanto, quando se observa a dialética ideológica no mundo hoje, não estamos avaliando a integridade ou valor subjetivo de ninguém, mas apenas constatando a permanência de um conflito muito natural entre o trabalho e o capital, que atravessa a história da humanidade desde seus primórdios. Os termos “esquerda” e “direita” nasceram no âmbito da revolução francesa, mas as lutas sociais vêm de muito mais longe.

O renomado historiador francês León Homo, que escreveu um dos maiores clássicos sobre Roma antiga, “Les Instituitons politiques romaines”, uma obra profundamente documentada e filiada aos critérios mais rígidos da tradição historiográfica europeia, não hesita em dividir as facções políticas da república romana em “esquerda” e “direita”. De fato, ao se estudar a realidade daqueles tempos, não é difícil constatar que a classe dos nobres, dos aristocratas, o partido dos “optimates”, representava a direita romana; plebeus, estrangeiros, trabalhadores, o partido dos “populares”, correspondiam à esquerda. Havia pessoas boas e más em ambos os lados. A esquerda vivia infestada de traidores, oportunistas, corruptos, espertalhões. A direita sofria com seus ambiciosos, ególatras, corruptos. Entretanto, mesmo com os problemas de cada lado, o partido popular, a esquerda romana, é que representava a maioria (outra característica da esquerda), e a sua evolução significou a modernização democrática da civilização romana. Não fossem as espetaculares vitórias plebeias, Roma jamais teria chegado onde chegou: seria consumida muito antes disso, de dentro. Foram as conquistas trabalhistas e políticas plebeias que injetaram orgulho e autoestima no povo romano. Foi assim na França napoleônica e foi assim nos Estados Unidos. Sem conquistas sociais, trabalhistas, políticas, por parte de sua classe trabalhadora, nenhum país consegue olhar a si mesmo com a dignidade necessária, não consegue ser um país de verdade, permanece apenas um casual aglomerado geográfico na periferia do mundo.
Damatta fala que a “esquerda tem sofrido de estadofilia, estadomania e estadolatria. Daí a sua alergia a tudo que chega da sociedade e de seus cidadãos”.
Pelo amor de Deus, quanta besteira! A esquerda quase sempre esteve afastada do poder, no Brasil. Suas forças se desenvolveram no chão, na terra, longe das benesses, das mordomias, do Estado e sua clientela. Quem sempre sofreu de estadomania é a direita brasileira, tradicionalmente dependente do Estado. Tanto é que, fora do Estado, não consegue mais ganhar eleições, porque jamais aprendeu a botar a mão na massa.
Agora, é evidente que a esquerda tem uma visão de Estado bem diferente. A esquerda é o partido, em suma, dos pobres. Sim, porque a direita brasileira, diferente de suas primas no primeiro mundo (que tem um discurso nacionalista e, em alguns casos, trabalhista), é fundamentalmente antipobre e antinacional. Os pobres precisam muito mais do Estado do que os ricos.

Mas Damatta é um grande hipócrita. O jornal para o qual ele escreve recebeu R$ 6 bilhões do governo federal apenas nos últimos 10 anos. Acabamos de saber que o STF pagou a passagem de repórter do Globo para acompanhá-lo à Costa Rica. Agora faça um exercício de imaginação e tente adivinhar quanto dinheiro as organizações Globo já ganharam do Estado nos últimos 50 anos? E a esquerda é que sofre de estadofilia?

Quando o Brasil convivia com juros estratosféricos, o Estado permitia que a direita rentista ganhasse bilhões de dólares por dia, sem trabalhar, sem fazer nada, mas é a esquerda, segundo Damatta, que  sofre de “estadolatria”…

O antropólogo acusa a esquerda de querer um “Estado forte”, como se isso fosse algo errado. Na verdade, queremos um Estado justo para um país que pretende se desenvolver. Compare o tamanho do Estado brasileiro, em arrecadação fiscal per capita, em número de funcionários por 100 habitantes, com os países desenvolvidos, e verá que temos um Estado pequeno, insuficiente, pobre.

Sem contar que Damatta repete, qual papagaio terceiromundista, a grande mentira americana contra o tamanho do Estado: os EUA tem um Estado gigantesco, encarnado num aparato militar monstruoso. O Estado americano, com suas armas de destruição em massa, com seus aparelhos de repressão doméstica e externa, com seus serviços secretos e seus gastos trilionários com guerras, não é um “Estado forte”?

Pior, Damatta envereda para o golpismo quando usa a sua coluna do Globo para fazer proselitismo político com a imagem do presidente do STF, Joaquim Barbosa. Toda aquela história de separação de poderes, de Montesquieu, de democracia, vai pro ralo quando ele confere a um membro do judiciário o poder de governar o Brasil. Sim, é o que ele faz, simbolicamente, ao dizer que votaria em Barbosa e que este ganharia as eleições no primeiro turno. Damatta chancela a não-política, e sacrifica a democracia brasileira no altar sagrado de um STF submisso ao Globo. O círculo se fecha. O Globo desqualifica a política e o congresso; exalta e glorifica o STF,  sobretudo os juízes que seguem a sua cartilha.  E daí se empolga e quer ver o presidente do STF como presidente da República!

A promiscuidade do STF com a Globo atingiu as raias do insuportável. O ex-presidente do STF, Ayres Brito, não esperou um dia:  assim que saiu do STF correu para assinar o prefácio do livro de Merval Pereira sobre o mensalão – não teve nem a decência de aguardar o processo terminar; participa regularmente dos programas da Globonews; e pleiteia, com ajuda global, uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Joaquim Barbosa foi o grande campeão do prêmio Faz Diferença, promovido pela Globo. Logo depois correu para os EUA para receber outro prêmio, de outra publicação direitista, a revista Time. Ele e o cozinheiro Atala. Quando Lula ganhou o prêmio e saiu na capa da Time, a mídia esnobou e procurou diminuir. Agora não. Barbosa viajou aos EUA para receber o dinheiro da Times com passagens e hotel pagos pelo contribuinte.

Vejam só. Barbosa reclama (com razão) de juízes que produzem eventos em ressortes com patrocínio de empresas, mas ele faz pior. Esses eventos podem ser pouco éticos, mas pelo menos geram empregos no Brasil e tem patrocínio privado. Barbosa vai aos EUA, promover uma revista conservadora norte-americana, hospedar-se em hoteis estrangeiros, gerando empregos lá fora, com dinheiro público. E tudo para ganhar um prêmio que vai para subcelebridades e cozinheiros (com todo o respeito aos cozinheiros!).

Esse é o candidato à presidente da república no qual Damatta votaria. No artigo, o articulista faz uma tremenda confusão conceitual, sempre para justificar seu próprio conservadorismo. Além de, naturalmente, festejar a Ação Penal 470, sem sequer esconder a ideologia “justiceira” que lhe serviu de base. Os réus do mensalão não foram condenados porque cometeram os crimes dos quais foram acusados, mas porque a esquerda “revelou-se incapaz de honrar com os papeis sociais cabíveis na administração pública e dizer não aos seus projetos autoritários”. Que significa isso? A linguagem remete aos articulistas do tempo do império, mas o sentido é sinistramente claro. Não se culpam os réus, a culpa é da esquerda! Toda a tradição do direito moderno, de que a culpa de um crime é uma responsabilidade absolutamente individual, vai por água a abaixo, e a Damatta tenta criminalizar genericamente todo um espectro ideológico em função dos supostos crimes.

Vivemos tempos sombrios, em que poderosos atores políticos tentam a todo custo levar a luta para fora do ringue democrático, onde a disputa se vence pelo debate, na sociedade, no parlamento, nas urnas. Os velhos setores do golpismo querem travar a luta exclusivamente em seus órgãos de comunicação e no judiciário. E num gesto de comovente amor pela democracia montesquiana, querem fazer do presidente do STF o presidente da República!


http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/05/xaropadas-barbosianas-de-roberto-damatta.html#more

Decadência programada

 BLOG DO SARAIVA

Leandro Fortes, no Facebook


Marcelo Adnet, esse incrível talento do humor brasileiro, começa a pagar a mesma fatura que Cazé e Serginho Groismann, entre outros, foram obrigados a pagar para viver essa suposta plenitude profissional que é trabalhar na TV Globo. 
Cazé, assim como Adnet, foi tirado da MTV com a promessa de ser o mensageiro de um admirável mundo novo do humor nacional. Acabou, primeiro, na geladeira. Depois, no ostracismo, até ser finalmente escanteado da programação global.
Groismann foi tirado do SBT e colocado na madrugada da Globo, onde ainda faz um programa bacaninha, mas contaminado pelo globocentrismo que o obriga - a ele, a Fátima Bernardes, a Ana Maria Braga e queijandos - a gravitar em torno das mesmas personagens de novela, reality shows e artistas da Som Livre. 
Agora é a vez de Marcelo Adnet passar pelo mesmo processo de pausterização que transformou a turma do Casseta & Planeta de grupo revolucionário do humor, nos anos 1980, num bando de palhaços da tristeza a ruminar paródias insossas das novelas da TV Globo. 
"O dentista mascarado" não é só uma porcaria sem graça e predestinada ao fracasso. É o túmulo do humor para o qual Adnet caminhou sozinho, ciente de que ouvia o canto da sereia, o mesmo caminho que levou a mulher, Dani Calabreza, para a tumba do CQC.
Uma mistura, digamos assim, de José Serra com Gilmar Mendes - apenas para ficar no universo de horror estético-ideológico imaginado pelos geniais roteiristas do programa.
 
 
http://saraiva13.blogspot.com.br/2013/05/decadencia-programada.html

Inflação volta à meta, mas Globo retoma terrorismo





Um dia depois de a taxa voltar à meta do Banco Central, jornal O Globo usa um indicador, a inflação dos alimentos em 12 meses, para apontar descontrole inflacionário no País; publicação retoma a "guerra do tomate", apesar da desaceleração dos alimentos; enfoque alarmista mereceu destaque também no Jornal Nacional de ontem, com William Bonner e Patrícia Poeta


247 - Os dados divulgados pelo IBGE, sobre inflação, na manhã de ontem, foram claros. A taxa medida pelo IPCA, em abril, subiu 0,55%, o que fez com que o índice acumulado em 12 meses recuasse para 6,49%, ficando dentro, portanto, do teto da meta tolerada pelo Banco Central, que é de 6,5% ao ano (sobre isso, leia a reportagem IBGE: inflação na meta, normalidade na economia)

Assim, toda a gritaria dos últimos meses, sobre um suposto descontrole inflacionário, que teve como símbolo o "colar de tomates" que Ana Maria Braga, da Globo, pendurou no pescoço, deveria ser superada. Os dados de ontem também confirmam a correção da linha adotada pelo Comitê de Política Monetária, que, a despeito de todo o lobby por juros maiores, optou por uma alta levíssima, e quase imperceptível, em sua última reunião.

Seria natural, portanto, que o enfoque do noticiário sobre inflação destacasse o retorno à meta. Mas quando o assunto se torna peça de propaganda e tema de campanha presidencial, o quadro se torna menos previsível. No Globo desta quinta, o jornal dos Marinho retoma o terrorismo com a manchete "Inflação dos alimentos já é de 14% em 12 meses", ainda que os dados do IBGE, divulgados ontem, também tenham destacado a desaceleração dos alimentos e a pressão maior de outros setores, como o de medicamentos.

A abordagem alarmista também mereceu destaque no Jornal Nacional de ontem, apresentado por William Bonner e Patrícia Poeta. No telejornal da Globo, foi feita a defesa de que o Brasil adote metas inferiores à atual, que é de 4,5%. Detalhe importante: no governo FHC, o Brasil só cumpriu a meta em anos de recessão aguda. Em praticamente todos, a meta foi estourada.


http://www.brasil247.com/pt/247/juros/101281/Infla%C3%A7%C3%A3o-volta-%C3%A0-meta-mas-Globo-retoma-terrorismo.htm

Aécio invade propaganda partidária do Rio. TRE censura Lindbergh de aparecer na do PT

 
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O PSDB do Rio de Janeiro usou  nesta terça feira (07) inserções regionais na TV, para exibir um senador, não do Rio, mas de Minas Gerais. Na propaganda  partidária, que mais pareceu  campanha extemporânea, o senador tucano diz: "Eu sou Aécio Neves, fui governador de Minas Gerais, e se você acha que há solução pros problemas, vamos conversar".
Uma clara "malandragem" para divulgar nacionalmente a pré-candidatura presidencial  de Aécio Neves. O ministério Público Eleitoral do Rio não implicou com a propaganda eleitoral antecipada,  muito menos declarou como  "promoção pessoal".
O mesmo não aconteceu com o  PT fluminense  que  conta com o  político mais expressivo no estado, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). O senador é  liderança natural para apresentar o partido nas inserções regionais na TV. Assim foi feito em fevereiro e abril. O senador  Lindbergh  divulgou as mensagens políticas do PT, sem qualquer pedido de voto, nem menção eleitoral, muito menos promoção pessoal.
No entanto,  em maio, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) obrigou o Partido dos trabalhadores  trocar o programa partidário na TV, a pedido do procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro. Ele considerou “divulgação pessoal” as inserções com Lindbergh, só  pelo fato de o  senador  ser   considerado candidato natural do PT ao governo do estado em 2014. E o Aécio, pode?
 
 
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/05/aecio-invade-propaganda-partidaria-so_8.html

Desgoverno: sujeira no Detran é muito maior do que habilitações



A coluna Repórter Diário do jornal Diário do Pará de hoje revela que a investigção que levou à prisão de diversas pessoas no Detran no dia de ontem era muito mais profunda e descortinou um esquema de corrupção tão grande ou até maior que o promovido na Alepa pelo dublê de senador, bicheiro e tapioqueiro Mário Couto.

As prisões ocorreram numa tentativa de se criar uma cortina de fumaça para despistar os problemas mais graves. Mas o Ministério Público precisa ficar atento e não deixar esta gatunagem escapar batida. Confira as notas a seguir:




http://anajuliacarepa13.blogspot.com.br/2013/05/desgoverno-sujeira-no-detran-e-muito.html

terça-feira, 7 de maio de 2013

Contra Manaus, secretário de SP fala em "guerra civil"

 

Andrea Calabi chama de anomalia os benefícios fiscais à Zona Franca de Manaus e diz que indústria nacional será grande prejudicada: "acaba a indústria, nós viramos duty-free"; o governador Geraldo Alckmin (PSDB) vai tentar barrar alíquota diferente em detrimento dos Estados do Sul e Sudeste

247 - O secretário de Fazenda de São Paulo, Andrea Calabi, acredita que o Brasil está à beira de uma guerra civil, ao se referir às discussões sobre a reforma do ICMS, no Senado e na Câmara.
A ira de Calabi tem como alvo os benefícios à Zona Franca de Manaus.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta segunda-feira que vai focar esforços para evitar que seja criada uma terceira alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que beneficie a Zona Franca de Manaus e outras sete regiões em detrimento dos Estados do Sul e Sudeste.

Leia trechos da entrevista à Folha:

Qual é a perda para São Paulo?
Andrea Calabi - Com o ICMS, são R$ 2,344 bilhões no primeiro ano, mas depois sobe para até R$ 6 bilhões. São Paulo perde R$ 55 bilhões. O Brasil perde R$ 221 bilhões.
Nós, do Sul e do Sudeste, discutimos quatro anos, e o Norte/Nordeste/Centro-Oeste queria oito anos.
Quando chegou ao Congresso, colocaram um monte de jabutis na árvore. Alguém botou eles lá.

Quais são esses jabutis?
Os 12% da Zona Franca de Manaus e do gás natural. E a esticada na trajetória de redução da alíquota de emergentes para avançados no diferencial de 7% e 4%.
Além de passar para oito anos, aumentou mais quatro: são 12 anos. E a assimetria é cara para São Paulo.
Na proposta anterior [que unificava as alíquotas em 4%] a gente até ganhava. Agora a gente perde R$ 55 bilhões.

Mas a assimetria se reduz. Por que o governador diz que é melhor não fazer a reforma?
Porque 7% e 4% ainda é assimetria, que permite guerra fiscal e uma série de fraudes. E o custo disso é de R$ 8 bilhões ao ano em 20 anos, o que dá R$ 160 bilhões. Somado ao fundo de desenvolvimento regional, são R$ 400 bilhões. O governador disse para a presidenta: Vai gastar meio trilhão para ficar igual? É melhor não fazer nada. Gasta melhor esse dinheiro'.

Então é custoso para a União fazer a reforma desse jeito?
Tem algumas considerações para que essa reforma seja boa. Os 7% e 4% são uma derrota do Sul e do Sudeste em relação ao defendido por Norte/Nordeste/Centro-Oeste. E aí tem pouco a fazer, tem que aprender a engolir sapo.

SP admite a assimetria?
Admitimos os 7% e 4%, desde que se refira a projetos industriais. Da mesma forma a convalidação [validação de incentivos já concedidos].
Ou seja, admite-se uma alíquota diferenciada com a finalidade de estimular os Estados menos desenvolvidos. Porque é correto que se descentralize a produção e que se reduzam as diferenças inter-regionais de renda.
Limitar ao incentivo industrial é para limitar fraudes tipicamente comerciais, como o passeio de nota fiscal.

Aumentaram as autuações e as fraudes?
Nós estimamos cerca de R$ 10 bilhões ao ano [em fraudes com passeio de notas fiscais]. Nós detectamos e auditamos cerca de R$ 2 bilhões a R$ 4 bilhões por ano e temos um estoque de R$ 15 bilhões em glosas de crédito [congelamento] derivadas de passeio de nota.
Há ainda um enorme número de benefícios inconstitucionais detectados que nós já mandamos para o Supremo Tribunal Federal. Temos 30 Adins [Ações Diretas de Inconstitucionalidade] no Supremo. Se não passar a reforma, o risco que os Estados correm, principalmente os pecaminosos, será uma súmula vinculante.
Então, o diferencial de 7% e 4% ainda permite o passeio de nota. No entanto, é menor. E, em segundo lugar, é isso ou não é. Então, vamos trabalhar a partir do fato de 7% e 4%. Mas tem anomalias gritantes, que são os 12% da Zona Franca de Manaus e os 12% do gás.

Por que o benefício para a Zona Franca é uma anomalia?
O benefício é muito grande, iria todo mundo para Manaus. Quem percebeu isso? Quem iria ter sua industrialização arrasada.
Para São Paulo é maior o custo de transporte. Então, podem ir para Manaus produtos com maior densidade tecnológica e peso menor. Agora, todos os que estão perto, começando pelos demais Estados na Região Norte, estarão arrasados.
Roraima, Rondônia, Amapá e Acre disseram "queremos 12% também para nossas áreas de livre comércio".
Então elas podem importar alguma coisa, maquilam e vendem para São Paulo, e trazem um crédito de 12%. É uma enorme distorção, que se espraiou para outras áreas.

O aumento das áreas é pior?
É muito pior para a indústria nacional, é pior para o desenvolvimento nacional. Acaba a indústria, nós viramos "duty-free".
O governo federal que contribua para dar o apoio ao Amazonas e a Mato Grosso do Sul que, por decisão explícita da proposta, julga que é importante dar. Mas não pode ser de um jeito que destrói a indústria nacional.


http://www.brasil247.com/pt/247/amazonas247/101015/Contra-Manaus-secret%C3%A1rio-de-SP-fala-em-guerra-civil.htm

TSE absolve PT do mensalão. TSE escondeu decisão

 

Um tribunal que condena o Genoino por ser presidente do PT não pode dormir sob o mesmo teto com outro que absolve Genoino.

Saiu na Folha (*), que financiou a tortura, segundo o Claudio Guerra:

Tribunal ignora mensalão e aprova contabilidade do PT


Justiça Eleitoral descartou investigação sobre dinheiro repassado por Valério. TSE levou cinco anos para tomar decisão sobre contas do partido no ano em que esquema começou a funcionar


RUBENS VALENTE
ANDREZA MATAIS
DE BRASÍLIA

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou as contas de 2003 do diretório nacional do PT e analisa uma recomendação para aprovar as de 2004, desprezando irregularidades que o processo do mensalão apontou nas finanças do partido nos dois anos.

A decisão que aprovou as contas de 2003 foi dada pela ministra Cármen Lúcia em junho de 2010, no início da campanha presidencial daquele ano. O despacho foi registrado semanas depois no Diário de Justiça eletrônico.

Ao contrário do que é costume no TSE, não houve nesse caso nenhuma divulgação da decisão para a imprensa.
 


Das duas uma: ou TSE fecha o Supremo do Mentirão, ou o Supremo do Mentirão fecha o TSE.
Os dois tribunais não podem conviver sob o mesmo teto.
Não podem julgar o mesmo PT, do Dirceu, Genoino e João Paulo e um dizer que são corruptos e outro dizer que não são.
Dizer, modo de dizer.
Porque na hora de dizer que o Genoino acumulou uma fortuna e depositou no banco Opportunity em Cayman, vai tudo ao vivo na TV Justiça, na GloboNews e garante 18′ no jornal nacional.
Na hora de dizer que o Genoino não é ladrão, é preciso o Rubens Valente descobrir …
E as provas ?
As provas contra o Dirceu, o Genoino e o João Paulo estão no áudio do grampo, como diz o amigo navegante Alessandro.
Vamos às contas do PT.
Os empréstimos do PT sob a presidência do Genoino foram legais e reconhecidos.
Empréstimos declarados na contabilidade do PT.
O juiz cobriu judicialmente e o PT pagou, judicialmente.
O PT fez contrato com o banco para pagar despesas de passagens aéreas, luz, telefone, papel higiênico.
Não era para comprar o professor Luizinho, líder do PT na Camara …
Desde a denúncia, em 2005, o PT apresentou todos os documentos.
Documentos que agora, segundo o Valente, a área técnica e o pleno do Tribunal Superior Eleitoral aprovaram.
Em 2004 e 2005, o próprio TSE já tinha examinado essas contas.
Ou seja, os ministros do STF com assento no TSE sabiam que o PT estava limpo.
Os empréstimos não tem nada a ver com Marcos Valeriodantas – fala, Valério, fala !
Tem a ver com bancos.
O sucessor de Genoino, Ricardo Berzoini, renegociou com o banco a dívida original de R$ 2 milhões e teve que pagar R$ 7,5 milhões.
Tudo pago judicialmente.
Como é que são empréstimos fictícios ?
Como encarcerar o Genoino, se a Ministra Carmen Lucia e o corpo técnico do TSE o consideraram probo ?
E que quem tem conta no banco Opportunity é o pessoal de outro partido político, como se verá quando o Presidente Joaquim Barbosa legitimar a Operação Satiagraha.
O julgamento do mentirão, para condenar o João Paulo Cunha, ignorou solenemente parecer técnico do Tribunal de Contas da União e da própria Câmara dos Deputados.
Claro !
O Supremo é Supremo !
Como diz o Nazareno, o Supremo Tapetão dos derrotados.
Como se sabe, Genoino foi condenado pelo simples fato de ser presidente do PT.
Em tempo: por que o PT não divulgou esse resultado assim que soube ? Para não comprometer a “governabilidade” ? Para não entristecer o Gilmar ? Ou o PT não sabia ? Sabe, agora, pela Folha ?
Como diz a Maria Inês Nassif: o PT só tem voto. No resto ele perde …

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/05/05/tse-absolve-pt-do-mensalao-tse-escondeu-decisao/

Zavascki: quem cassa mandatos é o Congresso



 Em texto publicado em 1997 numa revista jurídica, o ministro novato do STF defendeu que cabe ao Congresso a última palavra sobre a cassação; tese pode reverter decisão da corte sobre os parlamentares petistas João Paulo Cunha e José Genoino, condenados na Ação Penal 470; teoria já foi defendida pelo próprio ministro Celso de Mello em outro julgamento, mas ignorada pelo decano no caso do 'mensalão'

247 – Os réus do chamado mensalão apostam todas as suas fichas no ministro novato do STF, Teori Zavascki. Pelo menos em duas intervenções no STJ, Zavascki defendeu teses hoje adotadas pelos condenados, sobre a questão de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, que poderiam reduzir consideravelmente suas penas na Ação Penal 470 (leia aqui). 

Além disso, um estudo seu publicado em 1997 pode sugerir a preservação dos mandatos do réus João Paulo Cunha e José Genoino. No texto, Zavascki diz que a condenação acarreta a perda dos direitos políticos, "mas não extingue, necessariamente, o mandato eletivo", o que só ocorreria "por voto secreto e maioria absoluta" do parlamento.

Em dezembro do ano passado, por cinco votos a quatro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela suspensão dos direitos políticos dse todos os réus e, por consequência, pela perda imediata dos mandatos dos deputados federais João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP).

O voto de Celso de Mello foi o que decidiu a votação. Além dele, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello seguiram o voto do relator do caso, o ministro Joaquim Barbosa.

A medida só terá efeito com a ação transitada em julgado — ou seja, após a votação de possíveis embargos declaratórios ou infringentes e a publicação do acórdão final da Ação Penal 470.

No passado, no entanto, o ministro Celso de Mello, já se manifestou radicalmente contra a este tipo de decisão. Em 1995, ele acatou recurso impetrado por um vereador de Araçatuba (SP) que questionou a cassação de seu mandato após ter sido condenado criminalmente.

Leia a informação de Mônica Bergamo, da Folha:

FIO DA NAVALHA

O ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), pode reverter também a decisão da corte que determinou a cassação automática dos mandatos dos réus do mensalão que são parlamentares, como os petistas João Paulo Cunha e José Genoino. Em estudo publicado em 1997 numa revista jurídica, ele defendeu que cabe ao Congresso a última palavra sobre a cassação.

ESPELHO

Trechos do estudo de Zavascki, "Direitos Políticos - Perda, Suspensão e Controle Jurisdicional", foram reproduzidos nos votos de três magistrados contrários à cassação: Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

COISA ESTRANHA

No texto, Zavascki diz que a condenação acarreta a perda dos direitos políticos, "mas não extingue, necessariamente, o mandato eletivo", o que só ocorreria "por voto secreto e maioria absoluta" do parlamento. "Ou seja: não havendo cassação do mandato pela Casa a que pertencer o parlamentar, haverá aí hipótese de exercício do mandato eletivo por quem não está no gozo dos direitos de cidadania", conclui. Ele define a possibilidade como "estranha exceção".


http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/100998/Zavascki-quem-cassa-mandatos-%C3%A9-o-Congresso.htm

Haddad começará wifi grátis em SP pelas Zonas Leste, Sul e Centro

 


No próximo dia 10, a prefeitura de São Paulo fará audiência pública para debater o projeto Praças Digitais, que oferecerá conexão à internet sem fio grátis em 120 praças de São Paulo

Serão apresentadas as especificações técnicas para provedores, operadoras, integradores, fornecedores de equipamentos, entidades da sociedade civil e cidadãos interessados no tema.

O evento é preparatório para a licitação de oferta do serviço, a ser realizada até julho. A meta é iniciar a implantação em setembro. Os primeiros lugares que serão atendidos inclui:

Zona Leste: Terminal São Mateus, praça Lions Clube e praça Dilva Gomes - Cohab;

Zona Sul: Largo Treze, praça dos Cartógrafos e praça Adão Domingos de Morais Filho;

Centro: Pátio do Colégio, Vale do Anhangabaú e Praça Roosevelt;

Velocidade

As especificações preveem velocidade mínima de 512 kbps por dispositivo conectado (por exemplo, smartphone, tablet ou notebook), considerando um número de usuários simultâneos frequentadores de cada praça. Caso muita gente use ao mesmo tempo, a banda será compartilhada e a velocidade cairá.

É uma boa especificação de velocidade, considerando ser uma garantia de entrega mínima, e se o fluxo de usuários nas praças não for subestimado. Na verdade, poucos serviços de wi-fi, especialmente gratuitos oferecem isso. Para dar essa garantia de velocidade, a Prefeitura terá que contratar muita capacidade de Banda para atender. Será um belo programa e Fernando Haddad com ele vai começar a cumprir mais um compromisso assumido na sua campanha. Esperemos que a militância veterana e impaciente na internet que implicou com as primeiras metas populares do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), no início do governo Dilma, seja mais compreensiva com o governo Haddad do que foi com o Ministério das Comunicações, já que a prefeitura está pedindo uma velocidade que é a metade da especificada no PNBL dois anos atrás.

Depois de 8 anos engavetada, Haddad retoma wifi grátis

A criação redes Wi-Fi públicas em São Paulo foi proposta em 2004, quando a então prefeita Marta Suplicy (PT) tentava a reeleição. O projeto foi engavetado por seu sucessor, José Serra (PSDB), e continuou engavetado na gestão de Kassab (PSD. Voltou aos planos da prefeitura com a eleição de Fernando Haddad (PT-SP).

Cidades digitais

Não são só metrópoles como São Paulo que tem planos de disseminar o uso público da internet. Em cidades já cobertas pela rede da Telebras, está em curso a instalação do Projeto Cidades Digitais do Ministério das Comunicações, incluído no PAC 2. O projeto implanta infraestrutura de conexão de rede entre os órgãos públicos, e prevê instalação de pontos de acesso à internet para uso livre e gratuito em espaços de grande circulação em locais definidos a critério das prefeituras. 


http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/05/haddad-comecara-wifi-gratis-em-sp-pelas.html

VAMOS "ASSASSINAR" O EX-PRESIDENTE FHC - O QUE ACONTECERIA COM UM SIMPATIZANTE DO PT QUE ESCREVESSE ISSO ?





Se estão calados perante a nojenta manifestação de Lobão, e alguns até aplaudindo, devo entender que aprovam suas idéias e a sua forma de expressão.

O que a MÍDIA faria, qual a repercussão (NEGATIVA), de que seriam chamados, por extensão, todos os  PETISTA, se um, apenas um simpatizante do partido escrevesse tal bestialidade. O que pediriam os colunistas, articulistas dos jornalões para o autor de tal "pérola", ainda que ele, apresentasse a argumentação de que isso era apenas RETÓRICA, FIGURA DE LINGUAGEM, e que ele não seria capaz de matar uma mosca, e que assim sendo, ninguém precisava ficar preocupado.

Como o prezado leitor acha que a imprensa (PIG) ia tratar o petista, ou simpatizante do PT ?

Seria ele levado à CAPA de um Suplemento de Jornal ? Teria ele espaço para divulgar seu livro, onde por acaso destacasse A PRIVATARIA TUCANA ?

Seria tratado como um excêntrico por revista decadente ?

Teria a posição de destaque no ESTÚDIO I ?

Ou o MUNDO cairia sobre ele e, volto a dizer, por extensão, sobre todos os PETISTAS, acusados de fomentar o ÓDIO e de fazer apologia à violência e ao crime ?

Vamos num caminho muito perigoso, onde adversários são transformados em inimigos, e onde pessoas não medem palavras e apelam para as maiores infâmias no sentido de tentar impor suas ideias e pontos de vista. 


http://007bondeblog.blogspot.com.br/2013/05/vamos-assassinar-o-ex-presidente-fhc-o.html

Com Cachoeira preso, lucro da Abril despencou em 2012 e circulação da Veja caiu



A Abril S/A, que inclui a Editora Abril, gráfica, logística e distribuição, anunciou uma queda de 65,5% de seus lucros em 2012 em relação a 2011. O lucro líquido despencou de R$ 186 para R$ 64 milhões, o que é pouco para o porte da empresa. Um dos motivos foi a queda da receita de R$ 3,15 bilhões para R$ 2,98 bilhões.

Curiosamente, o ano de 2012 foi marcado pela prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira, na operação Monte Carlo da Polícia Federal, o que interrompeu sua parceria como fonte de informação da revista Veja (uma das principais da Editora Abril).

Durante a operação Monte Carlo, interceptações telefônicas com ordem judicial flagrou Cachoeira combinando com membros de sua organização, de plantar reportagens na revista Veja com fins de derrubar autoridades de seus cargos públicos, que representassem obstáculo aos interesses da organização criminosa. Em outros momentos, Cachoeira conversava sobre o fornecimento de vídeos e gravações clandestinas, feitos através de arapongagem ilegal, para ser entregue ao chefe da sucursal da revista em Brasília, Policarpo Júnior.

Durante os trabalhos da CPI do Cachoeira, parte dos parlamentares quiseram convocar Policarpo Júnior e o dono da revista, Roberto Civita, para prestar depoimento. Porém, a maioria dos membros da CPI preferiram não convocar, cedendo à pressões da revista e de outros órgãos da velha mídia.

Segundo "release" da Abril S/A, as publicações infantis e a revista Quatro Rodas é que apresentaram crescimento.

A revista Veja, segundo o IVC (Instituto de Verificação de Circulação) teve decadência em 2012, caindo de 1.072.063 de exemplares em novembro de 2011 para 1.047.039 em janeiro de 2013.



 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/05/com-cachoeira-preso-lucro-da-abril.html

Nogueira: ética do STF e da Globo. É a mesma



Globo não resiste a um convite do João Dória

Saiu Blog do Miro:

STF paga viagem de repórter do Globo

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Um asterisco aparece no nome da jornalista do Globo que escreve textos sobre Joaquim Barbosa em falas na Costa Rica.

Vou ver o que é o asterisco.

E dou numa infração ética que jamais poderia acontecer no Brasil de 2013.
A repórter viaja a convite do Supremo.

É um dado que mostra várias coisas ao mesmo tempo.

Primeiro, a ausência de noção de ética do Supremo e do Globo.

Viagens pagas já faz tempo, no ambiente editorial mundial e mesmo brasileiro, são consensualmente julgadas inaceitáveis eticamente.

Por razões óbvias: o conteúdo é viciado por natureza. As contas do jornalista estão sendo bancadas pela pessoa ou organização que é central nas reportagens.

Na Abril, onde me formei, viagens pagas há mais de vinte anos são proibidas pelo código de ética da empresa.

Quando fui para a Editora Globo, em 2006, não havia código de ética lá. Tentei montar um, mas não tive nem apoio e nem tempo.

Tive um problema sério, na Globo, em torno de uma viagem paga que um editor aceitou.

Era uma boca-livre promovida por João Dória, e o editor voltou dela repleto de brindes caros, outro foco pernicioso de corrupção nas redações.

Fiquei absolutamente indignado quando soube, e isso me motivou a fazer de imediato um código de ética na editora.

Surgiu um conflito do qual resultaria minha saída. Dias depois de meu desligamento, o editor voltou a fazer outra viagem bancada por Dória, e desta vez internacional.

Bem, na companhia do editor foi o diretor geral da editora, Fred Kachar, um dos maiores frequentadores de boca livre do circuito da mídia brasileira.

Isto é Globo.

De volta à viagem de Costa Rica.

Quando ficou claro que viagens pagas não podiam ser aceitas eticamente, foi a Folha que trouxe uma gambiarra ridícula.

A Folha passou a adotar o expediente que se viu agora no Globo: avisar que estava prevaricando, como se isso resolvesse o caso da prevaricação.

A transparência, nesta situação, apenas amplia a indecência.

A Globo sabe disso. Mas quando se trata de dinheiro seus limites morais são indescritivelmente frouxos.

Durante muito tempo, as empresas jornalísticas justificaram este pecado com a alegação de que não tinham dinheiro suficiente para bancar viagens.

Quem acredita nisso acredita em tudo, como disse Wellington. Veja o patrimônio pessoal dos donos da Globo, caso tenha alguma dúvida.

É ganância e despudor misturados – e o sentimento cínico de que o leitor brasileiro não repara em nada a engole tudo.

Então a Globo sabe que não deveria fazer o que fez.

E o Supremo, não tem noção disso?

É o dinheiro público torrado numa cobertura jornalística que será torta moralmente, é uma relação promíscua – mídia e judiciário – alimentada na sombra.

Para usar a teoria do domínio dos fatos, minha presunção é que o Supremo não imaginava que viesse à luz, num asterisco, a informação de que dinheiro do contribuinte estava sendo usado para bancar a viagem da jornalista do Globo.

Como dizia meu professor de jornalismo nas madrugadas de fechamento de revista, quando um texto capital chegava a ele e tinha que ser reescrito contra o relógio da gráfica, a quem apelar?


(Não perca também excelente artigo do Paulo Nogueira sobre a estrepitosa carreira do Gilmar Dantas (*) – http://mobilizacaobr.ning.com/profiles/blogs/via-blog-do-miro-a-controversa-carreira-de-gilmar.
Não esquecer que foi o jornal nacional quem exibiu 18′ do Mentirão.)

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/05/06/nogueira-etica-do-stf-e-da-globo-e-a-mesma/

quinta-feira, 2 de maio de 2013

No 1ºde Maio vale lembrar : Economistas tucanos sugerem acabar com o FGTS






LIDERADOS POR PEDRO MALAN E COM FHC NO TIMÃO, ECONOMISTAS TUCANOS SE REÚNEM PARA COMEÇAR A ESBOÇAR NOVO PROGRAMA ECONÔMICO DO PARTIDO

A turma do PSDB que entende de economia, e que também é muito boa no mundo dos negócios, reuniu-se ontem para discutir o futuro do Brasil, seus problemas e, principalmente, disparar alertas sobre os perigos presentes. Depois de muita conversa (fartamente exposta pelo jornal O Estado de S. Paulo), os ex-autoridades econômicas Pedro Malan, Gustavo Franco, Edmar Bacha, André Lara Resende e Pérsio Arida, liderados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, lançaram três propostas concretas.

Essas propostas poderiam ser aplicadas à economia real, caso o resultado das eleições de 2010 tivesse sido pró-Serra, o candidato tucano derrotado pela presidente Dilma Rousseff. Elas indicam o que seria dos brasileiros numa eventual vitória tucana nas eleições. Uma ampla defesa foi feita pelo economista Pérsio Arida, hoje poderoso sócio do banco de investimentos BTG Pactual. São elas, todas, de cunho neoliberal: mudar o sistema de administração do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e do FAT(Fundo de Amparo ao Trabalhador) e, também, alterar o sistema de remuneração da poupança.

Segundo Arida, o FGTS e o FAT deveriam ser administrados livremente pelo trabalhador. Nessa linha, obviamente, o patrão também teria liberdade para recolher o recurso de acordo com a escolha do trabalhador. É difícil imaginar, nesse cenário, algum trabalhador poupando recursos, em lugar de usar o dinheiro extra para consumo ou pagar contas. Hoje, o fundo é de “garantia” e não de investimento.

Em relação ao FAT, mesma linha neoliberal. Sobre isso, a discussão é antiga. É a seguinte: pelo sistema de cálculo da remuneração da poupança, o juro da Selic não pode cair muito, caso contrário, a caderneta vai pagar uma remuneração maior que outros tipos de aplicação. Essa é uma boa discussão, mas ainda está longe de ser necessária com a Selic acima de 12%.

O encontro dos tucanos que entendem de economia, muitos deles pais do Plano Real, não registrou nenhuma linha sobre distribuição de renda, nem investimentos sociais, muito menos programas de renda social.


com 247

http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/05/no-1de-maio-vale-lembrar-economistas.html

Pimenta nos olhos dos outros é refresco?

 TUDO EM CIMA


Esses dois ministros do STF DORMIRAM durante a apresentação da defesa dos réus durante o julgamento do chamado "mensalão". Em qualquer outro país do mundo isso seria motivo de escândalo nacional e ambos teriam que renunciar a seus cargos com o rabo entre as pernas. 

Mas aqui no Brasil, eles viram "heróis" de uma classe média ignara que se informa lendo a capa da Veja e assistindo ao Jornal Nacional no piloto automático entre uma novela e outra. Tudo isso porque os réus eram petistas. 

Será que bateriam palmas também se eles ou filho deles estivesse sendo julgado e o juiz resolvesse tirar um cochilo durante a apresentação da sua defesa? Duvido muito...


http://tudo-em-cima.blogspot.com.br/2013/05/pimenta-nos-olhos-dos-outros-e-refresco.html

Um discurso para o PT em 2014

 


Finalmente chegamos à encruzilhada que se podia vislumbrar lá atrás, quando o Partido dos Trabalhadores chegava ao poder e, a partir de concessões que passara a fazer aos “mercados” e à direita, despertava nos setores partidários mais ideológicos o temor de que a legenda terminaria por trair os ideais que lhe ensejaram a criação.
Apesar da construção de um certo senso comum nesse sentido, discordo de que tal tenha ocorrido. As concessões foram necessárias. O Brasil que Lula passou a governar a partir de 2003 era prisioneiro de uma fragilidade externa que tornaria um rotundo fracasso um governo hostil aos tais “mercados”.
Naquele 2003, o PT não poderia declarar moratória da dívida externa, atacar os lucros de um setor bancário em frangalhos, impor aumentos salariais que um empresariado descrente, assustado e descapitalizado não poderia suportar.
A Globalização tornara-se uma realidade. O capitalismo “derrotara” o socialismo e, agora, era preciso sobreviver na nova realidade que se impunha ao mundo ou deflagrar um processo de derrubada do novo governo trabalhista, provavelmente com o concurso dos militares, que olhavam com lupa a nova experiência político-administrativa que se inaugurava.
O capitalismo social de Lula foi um estrondoso sucesso. Usando as ferramentas de um modelo que dominara o mundo, respeitando as regras do jogo, logrou romper amarras que nada tinham que ver com o capitalismo, como uma espécie de obrigatoriedade de manter relações comerciais preferenciais com os Estados Unidos.
Ora, nunca existiu, no manual capitalista, a obrigatoriedade de uma economia priorizar relações comerciais com a potência hegemônica. Lula, pois, fez um governo capitalista, mas independente da Europa e dos Estados Unidos.
Por tal ousadia, Lula pagou – e ainda paga – um preço alto. No entanto, hoje, enquanto o mundo rico se debate em agonia, com os povos desses países perdendo qualidade de vida, mergulhando no desemprego e na convulsão social, países latino-americanos como o Brasil, que abandonaram o barco primeiro-mundista, distanciam-se do caos.
“Mascate” do capitalismo verde-amarelo, o ex-presidente operou esse milagre peregrinando pelo mundo nas asas de uma premissa envolta em inquestionável sentido: os dólares asiáticos, africanos, do Oriente Médio ou de qualquer parte eram e continuam sendo tão verdes quanto os dos americanos e europeus.
Nesse interim, a governança do país enveredava pelo capitalismo ao fortalecer o sistema bancário, garantindo o direito de propriedade, sendo ponderada em demandas salariais respeitadoras das possibilidades das empresas – que mal se recuperavam da hecatombe tucana que vigeu entre 1997 e 2002.
Ao mesmo tempo, Lula erigiria um sistema de proteção social verdadeiro, em lugar do arremedo de políticas sociais da era tucana que se baseava em ideias corretas, mas nas quais o governo não investia de verdade.
Com programas sociais verdadeiros e política econômica capitalista, mas não entreguista, o país floresceu. Tornou-se uma economia dinâmica, respeitada, com uma confiança internacional que se traduz pelo grau de investimento que lhe foi concedido pelas agências de classificação de risco, que cresceu o dobro do que crescera na era tucana e com metade da inflação média daquele período, sem falar nos avanços sociais mensuráveis e representativos, em proporção adequada ao tamanho da iniquidade social vigente.
Hoje, o Brasil é uma economia sólida, diversificada, que caminha para o meio trilhão de dólares de reservas cambiais, com inflação sob controle – apesar dos picos –, com uma revolução social em curso e com pobreza e desigualdade caindo a olhos vistos ano após ano.
O Brasil de 2013, pois, tanto no aspecto econômico quanto no social pouco lembra o de dez anos antes. Não padece mais das mesmas fragilidades econômicas e, ao invés de concentrar renda, distribui. Para avançar mais a partir de agora, no entanto, terá que contrariar cada vez mais os caprichos do mercado e das elites.
Contudo, sempre há que deixar claro que não se prega, aqui, uma revolução socialista com violação ao direito de propriedade ou a quaisquer outros valores “sagrados” do capitalismo; o que se prega é que os mecanismos de concentração de renda sejam paralisados e desmontados.
A primeira década de governança progressista fez o que tinha que fazer e na velocidade que tinha que fazer, mas, a partir de agora, o ritmo se torna lento demais. Mudanças estruturais que foram postergadas em nome da fragilidade econômica e das desconfianças iniciais dos Donos do Poder, agora têm que entrar na agenda pública.
O formato do sistema político, as relações entre os poderes, a democratização da comunicação de massas – bem como seu enquadramento ao interesse público –, a regulação da distribuição agrária no país e tantas outras questões precisam ser alvo de reestruturação. Tudo isso não pode continuar igual a quando o Brasil era um país em eterna crise e sem perspectivas.
Essa obra – até aqui vitoriosa – de soerguimento nacional partiu de poucas cabeças. Lula e José Dirceu foram os grandes arquitetos da recuperação econômica e social do país.
O primeiro, no entanto, não pôde dar prosseguimento à própria obra pelo fim de seu mandato. O segundo, talvez mais vital do que o primeiro para o projeto de país que fora pensado, foi literalmente destruído pela direita não pelos seus defeitos, mas por seus méritos.
Dilma Rousseff chega ao poder e se descobre que não poderia ser mais distante da realidade a ideia de que seria “um poste”. Cheia de ideias próprias, imprime ao seu governo um ritmo algo diferente do de Lula nos seus anos finais – do ponto de vista político, ela age, após dez anos de PT no poder, como se tivesse chegado hoje.
Politicamente inexperiente, apesar do massacre do mensalão entre 2005 e 2010, acha que pode se entender com os Donos do Poder aproximando-se de seus impérios de comunicação, de forma a que aceitem o processo de distribuição de renda que incrementaria.
Vale a pena discorrer um pouco sobre esse processo
O de Dilma está sendo mais rápido do que o de Lula, até pelas condições que o ex-presidente deixou para que tal ocorresse. A redução nos lucros dos bancos e no preço da energia elétrica é redistribuição de renda na veia. Grupos econômicos os mais privilegiados perderam fortunas, as quais foram divididas entre dezenas e dezenas de milhões de brasileiros.
Que não se enganem os que torcem contra: esse processo se refletirá em estatísticas quando estas apurarem a distribuição de renda ocorrida nos últimos anos.
Todavia, políticas públicas que estão gerando tal distribuição podem ser revertidas por governos sucedâneos. Ou seja: o processo redistributivo não está se fazendo acompanhar de mudanças estruturais que tornarão mais difícil, quando a direita retomar o poder – e seria absurdo ignorar que isso ocorrerá um dia –, desfazer o que foi feito, reconcentrando a renda de forma lenta, gradual e contínua sob silêncio cúmplice da imprensa afinada consigo ideologicamente.
Vale uma reflexão: como se poderia denunciar, em um futuro em que a direita esteja no poder, que medidas para promover concentração de renda estejam sendo adotadas? Se concessões públicas de rádio e televisão voltarem a defender o governo como faziam no tempo de FHC, estará implantada uma ditadura no Brasil.
Seja como for, todos os fatores supra elencados constroem o cenário com que o país vai chegando ao processo eleitoral de 2014.
Políticas sociais de caráter emergencial são bem vindas, mas o que mudará de fato a face deste país? A condução da economia já provou ser eficiente no que interessa à sociedade, promover bem-estar com criação de empregos e aumento da renda. O que haverá que discutir no ano que vem, portanto, será redistribuição dessa renda.
A sociedade precisa entender que tudo que permanece ruim após a década de ouro que o Brasil vem experimentando a partir de 2003 se deve à insuperável concentração de renda brasileira, e que, sem atacar com mais ímpeto essa chaga, não será possível avançar de forma irreversível.
Terá Dilma clarividência e competência para explicar à sociedade que há hoje no Brasil uma guerra entre uma minoria que não quer perder privilégios e uma imensa maioria que quer apenas ter um mínimo de equilíbrio de oportunidades, de forma que se crie uma taxa minimamente aceitável de mobilidade social?


http://www.blogdacidadania.com.br/2013/04/um-discurso-para-o-pt-em-2014/