sábado, 6 de julho de 2013

Autuação da Globo pela Receita explica o seu ódio ao PT




Há pelo menos uns dez dias que não se fala de outra coisa nas redes sociais e na Blogosfera política. E, agora, até em grande jornal e na televisão. As Organizações Globo foram autuadas pela Receita Federal por sonegação de impostos que seriam devidos por conta de uma operação esdrúxula pelos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.

O débito da Globo com o fisco alcança seis centenas de milhões de reais (!), houve autuação e, até o momento, não há confirmação do pagamento.

Tudo foi apurado pelo blog carioca Cafezinho, linkado nesta página. E repercutido intensamente nas redes sociais Twitter e Facebook e, em alguma medida, pela Folha de São Paulo, que deu as notícias a reboque de fatos que internautas já comentavam sem parar dias antes de o jornalão noticiar alguma coisa.

Um lembrete: quem paga por um jornal para se manter informado talvez devesse repensar a prática, pois, como se viu, a internet pode andar muitos passos adiante do jornalismo corporativo. Até porque, os documentos vazados pelo blog Cafezinho são públicos. Se a mídia corporativa não apurou esse dado, portanto, foi por absoluta falta de interesse.

A televisão, porém, andou ainda mais devagar do que a imprensa escrita. Até agora – e com bastante atraso –, a Rede Record, no âmbito de sua guerra particular com a Globo, exibiu uma reportagem sobre todo o caso e, ainda por cima, uma manifestação de cidadãos cariocas diante da sede da empresa da família Marinho no Rio de Janeiro, feita em protesto pela descoberta de que a emissora que vive denunciando escândalos de políticos aos quais se opõe e minimizando ou escondendo os de políticos aliados, não tem lá muita moral para falar em ética, pois empresa tão rica sonegar impostos equivale a qualquer corrupção de políticos, inclusive em termos de valores, pois os da Globo são exorbitantes, chegando quase à casa do bilhão de reais.

Contudo, o que as pessoas parecem não ter percebido, até o momento, é que esse caso todo explica com clareza a razão de tanto ódio da Globo aos governos do PT, um ódio que parece vir aumentando ano a ano depois do estouro do escândalo do mensalão, em 2005.

Note-se que a conclusão da investigação da Globo pela Receita data de 2006, quando foi aplicado auto de infração que redundou em multa multimilionária. Naquele ano eleitoral, Lula se recuperava do abalo do mensalão no ano anterior e se reelegeria presidente da República.

A Receita Federal que autuou a emissora naquele ano obedecia ao governo Lula. Nesse ponto, temos que atentar para um fato: é óbvio que a prática da Globo em 2002, valendo-se de empresa em paraíso fiscal para expatriar divisas a fim de fazer o pagamento dos direitos da Copa naquele ano sem passar pelo fisco brasileiro, não pode ter sido a primeira nem a única vez em que a emissora recorreu a tal estratagema.

O que falta as pessoas notarem é que nunca antes na história deste país se soube de a Globo ter sido autuada com tanta dureza por praticar o que, no mundo empresarial, chamam, eufemisticamente, de “contabilidade criativa”.

O governo Lula fez o que, repito, nunca antes na história deste país foi feito: incomodar a poderosa família Marinho com questões “menores” como pagar seus impostos como qualquer cidadão. Afinal, quando se fala no nome Marinho, neste país, não se está falando de qualquer um, mas de uma dinastia que há décadas paira acima da Nação.

Resta saber, porém, a razão pela qual até hoje não há confirmação irrefutável do pagamento da multa aplicada pela Receita. A Globo reconhece a existência do débito, mas não prova que pagou. Não mostra o Darf, como internautas vêm pedindo há semanas.

E a Receita, por que não cobra?

Em que pé está esse caso?

Quando o Erário será ressarcido?

Por que já caminha para sete anos a espera pela devolução de recursos que pertencem à sociedade?

A Receita e o próprio governo Dilma devem uma explicação ao país, também. A descoberta desse caso mostra que a fúria global contra o atual governo pode significar, inclusive, tentativa de intimidá-lo, de forma que “segure” a Receita Federal.

Resta saber se isso foi feito, porque quase sete anos é muito tempo para um débito fiscal de tal magnitude não ter sido pago. Além da conduta inaceitável da Globo, portanto, há uma postura igualmente reprovável da Receita e, por tabela, do governo federal, responsável pelo órgão e que, por certo, tem ciência de um escândalo dessa monta.

Agora que já se sabe por que a Globo fustiga tanto os governos do PT – aparentemente, por terem ido aonde nenhum brasileiro jamais foi em termos de tratá-la como a qualquer outro contribuinte, ainda que só até certo ponto –, há que saber até quando uma concessão pública continuará sendo usada impunemente para chantagear políticos.

Movimento dos Sem Mídia

Já passamos dos mil leitores que pediram para se filiar ao Movimento dos Sem Mídia. Foram enviados e-mails para quase todos com instruções para se filiarem à ONG. Quase todos já responderam.

Nos próximos dias, os que confirmaram a filiação e enviaram fichas preenchidas receberão mais informações sobre os próximos passos, além da confirmação da filiação.

Os que pediram filiação e ainda não receberam email, podem ficar tranquilos que vão todos receber. Está tudo registrado aqui no Blog e estou fazendo o que posso para concluir rapidamente as filiações. Todavia, é muita coisa.

Neste fim de semana haverá uma pequena – bem pequena – equipe trabalhando no processo de filiação dos amigos. Agradeço a compreensão pela demora.

Um abraço a todos

Eduardo Guimarães

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/07/autuacao-da-globo-pela-receita-explica-o-seu-odio-ao-pt/

Coxinha da Veja é funcionário da rede Globo

http://tudo-em-cima.blogspot.com.br/2013/07/coxinha-da-veja-e-funcionario-da-rede.html

Os herois que emergem da Veja e Globo




Por Cadu Amaral, em seu blog:

Que os atos que aconteceram e acontecem no país foram tomados por pautas da direita brasileira todo mundo sabe e a cada dia essa máscara cai. A coisa feita em papel couché, Veja, publicou em sua última edição, nas páginas amarelas, entrevista com “a voz que emerge das ruas”. Na tentativa tresloucada de pôr essas manifestações contra o governo federal, ela transformou um dublê da Rede Globo em nova “cara pintada”. Maycon Freitas foi alçado a liderança das manifestações no Rio de Janeiro.

Na entrevista, Maycon Freitas disse que nunca mais votará no PT novamente. Tudo parte da versão moderna do “mar de lama” que sempre se abateu na mídia quando governos de caráter trabalhistas se instauraram no Brasil. Foi assim com Getúlio, Juscelino, João Goulart, Lula e agora, Dilma.

Ninguém é louco de afirmar que corrupção não existe, mas o é – ou é conivente com a armação – de que ela surgiu ou começou a partir de 2003. Mas é evidente que o combate a ela aumentou e muito nos últimos anos. Se não fosse, jamais o banqueiro Daniel Dantas teria sentido o frio do metal das algemas da Polícia Federal.

Além de funcionário da Globo, aquela que apoiou a ditadura e no impresso do império midiático, no dia dois de abril, afirmou ressurgir a democracia com o golpe de 1964, Maycon é de extrema direita. O Com texto livre, Blog na internet, daqueles bem “sujos”, encontrou pérolas em seu perfil do Facebook como “Bandido bom é bandido morto e, Marcelo Freixo, vai dar meia hora de cu com o relógio parado e chupar um canavial de rola, seu filho da puta. Direitos humanos é o caralho, seu FROUXOOOOO!”. E adivinhem quem é o seu herói. Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Barbosa, aliás, é o herói de boa parte dos moralistas de plantão. E como tudo que é sólido se desmancha no ar, ele tem um filho empregado na “poderosa”, no programa do Luciano Huck, o bom moço que não cumpre lei.

JB também usou avião oficial para assistir a final da Copa das Confederações no Maracanã. E ficou em qual camarote? Quem acertar ganha pirulito.

Isso mesmo, no camarote do casal Huck. Mas a indignação de quem se queixou sobre o fato de Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves usarem avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para os mesmos fins, passa ao largo sobre Barbosa. Um viva para o moralismo seletivo da coxiníssima classe média.

A mistura entre público e privado no Brasil vem desde os tempos de colônia. Até as eleições são privadas. É isso que o financiamento privado de campanha faz: privatiza a política.

Para arrematar a solidez da voz das ruas desmanchando-se no ar, o bloqueio de estradas por caminhoneiros foi articulada pelos patrões. O nome dessa prática é lockout e é ilegal no Brasil. Tudo para manter o clima de “mar de lama” para fermentar a campanha do “contra tudo que está aí”. Essencialmente é uma campanha contra a melhoria de vida de milhões de brasileiros.

As insatisfações sinceras que surgiram nessas manifestações devem ser ouvidas. Mas todas elas convergem no problema de representação política e a influência que sofre do poder econômico. Por isso, essas mesmas vozes do “mar de lama” são contra a participação popular na reforma política. Se as pessoas não estiverem nas ruas exigindo participar dela, ou não sai ou vai ser esse Congresso que aí está que vai fazer. Se constituinte exclusiva não deve acontecer, o plebiscito popular sim!

Agora pega o pirulito que você ganhou acima, chupa ele e, ou chora ou pensa em um jeito de fazer valer a vontade popular na reforma política.


http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/07/os-herois-que-emergem-da-veja-e-globo.html

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Gilmar, Aécio e Cunha não querem o plebiscito


Dirceu volta ao tema: só nas ruas sai uma reforma política.

Saiu no Blog do Zé Dirceu:

Sem mobilização e luta popular, não haverá plebiscito sobre a reforma política. A oposição, capitaneada pelo trio FHC-Aécio-Serra está contra; o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), diz que a bancada votará contra, ou a sua maioria; o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), propõe uma comissão para fazer a reforma na Câmara e depois um referendo; no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral, um ministro vira ativista político contra o plebiscito.

Os mesmos que exigem ações do governo federal para atender todas as demandas populares, não dos seus governos nos Estados e municípios; os mesmos que aprovam a toque de caixa, com medo das manifestações, leis de caráter populista e demagógico como a do passe livre para todos, para os que têm renda, ou a lei que transforma a corrupção em crime hediondo, quando o próprio STF já declarou inconstitucional parte da lei que o instituiu para outros crimes.

Os mesmos que na mídia clamam pelo atendimento de todas as reivindicações populares e já agora são contra o plebiscito. O povo que está nas ruas pode reivindicar tudo, menos decidir sobre o poder político, sobre aquilo que ele tem soberania natural, sobre sua Constituição e sobre como eleger o Poder Legislativo, o poder dos poderes.

Querem usar o povo que está nas ruas para seus objetivos políticos, eleitorais, como massa de manobra para fazer oposição ao governo Dilma, para tirar do poder o PT, para pôr fim às políticas e aos programas sociais, de distribuição de renda, de defesa do Brasil. Democracia só quando é para atender os interesses que representam, da elite. Quando o povo quer participar e decidir, não vale.

É preciso lembrar ao povo como governaram o Brasil os que hoje cinicamente atacam o governo Dilma, o PT e o ex-presidente Lula. Lembrar os anos FHC, o desemprego, com o país quebrado duas vezes, a privataria, o escândalo da reeleição – com a qual agora querem acabar –, o câmbio fixo que arruinou nossa indústria, os juros altos (de 27,5% reais ao ano) que dobraram a nossa dívida interna, que agora nos custa 5% do PIB, que falta na educação e na saúde, nos investimentos em inovação e tecnologia, em saneamento e mobilidade urbana.

É preciso lembrar que éramos um país endividado, quebrado, devendo para o FMI, de pires na mão e sem autoestima e prestígio internacional. Sem presença e liderança no mundo.

Clique aqui para ler “Dirceu analisa itens do plebiscito”

E aqui para “Gilmar quer imobilizar a Dilma. Até derrubá-la”

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/07/03/gilmar-aecio-e-cunha-nao-querem-o-plebiscito/

Havelange, Ricardo Teixeira e a Globo


Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

E a história da Globo versus a Receita vai ficando cada vez mais complicada.

Primeiro, foi a informação divulgada pelo blog O Cafezinho, do jornalista Miguel do Rosário.

Uma fonte da Receita Federal passou ao blog documentos que contavam uma história sensacional.

Por eles, a Globo enganou a Receita na compra de direitos para a Copa de 2002. Para não pagar o imposto devido, segundo os documentos, inventou uma operação que não era a real.

Pilhada pela Receita, a Globo teria que pagar 615 milhões de reais – em dinheiro de 2006 – pelo ‘malfeito’, como é moda falar hoje.

O UOL foi checar a história.

Inicialmente, recebeu um ‘eufemismo’ como resposta, contou o repórter do UOL incumbido da investigação.

Depois, como ele insistisse numa pergunta específica – se a Globo fora de fato multada pela Receita –, veio a admissão.

Sim, fomos multados, admitiu a Globo. O UOL publicou, e a Globo postou uma nota que dizia ter quitado o que devia à Receita por conta da Copa de 2002.

Viria, logo depois, pelo mesmo blog um desmentido.

A fonte do Cafezinho na Receita afirmou que a Globo não pagara coisa nenhuma. Um link que vai dar na Receita indica, de fato, que o caso está ‘em trânsito’.

Aberto, portanto, não encerrado.

A fonte desafiou: se pagou, então mostra o darf (o recibo).

Até o momento em que é escrito este texto, a Globo não mostrara o darf.

Já seria o suficiente para uma compreensível pancadaria moral na Globo: sonegar é um ato de corrupção passível de prisão em muitos lugares.

E a Globo se esmerou, nos últimos anos, em usar a palavra ‘corrupção’ em seus ataques às duas administrações petistas.

Mas viria ainda mais coisa à cena.

Foi desencavada, por outro blog, o Blog do Paulinho, uma reportagem do Estadão de 2012. Ela relatava o cerco da justiça suíça a João Havelange e Ricardo Teixeira, então influentes na Fifa.

Os dois cartolas, segundo a justiça suíça, recebiam propinas em contas no exterior para favorecer interesses poderosos.

Por exemplo: garantir que a Fifa decidisse vender os direitos de transmissão de uma Copa à emissora A, e não B ou C ou qualquer outra.

Segundo a justiça suíça, citada na reportagem do Estadão, parte do dinheiro ganho em propinas por Havelange e Teixeira adveio exatamente do contrato de transmissão da Copa de 2002.

Disse o Estadão, com base na papelada da justiça suíça: “Havelange recebeu propinas de uma empresa para garantir o contrato para a transmissão do Mundial de 2002 no mercado brasileiro.”

Quem transmitiu a Copa de 2002?

É curioso que, diante de tais fatos, a mídia brasileira não tenha se animado a investigar o caso.

Perguntei hoje a Sérgio Dávila, editor executivo da Folha, se o jornal não iria fazer nada.

Se eu fosse jornalista da Folha, me sentiria envergonhado em saber que quem foi atrás da história do Cafezinho foi o UOL.

“Estamos investigando e, se acharmos que a história se sustenta, vamos dar”, disse Dávila.

Um amigo retrucou quando lhe contei isso: “Quem acredita nisso acredita em tudo.”

Espero que ele esteja errado.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/07/havelange-ricardo-teixeira-e-globo.html

Globo é expulsa do protesto da favela da Maré na Av. Brasil






Mais uma equipe da Rede Globo não consegue gravar reportagem diante dos protestos dos manifestantes.

No protesto realizado na terça-feira (2), na favela da Maré até a Av. Brasil, no Rio, pelas 10 vítimas fatais do confronto na semana passada, a equipe da Globo foi recebida com os gritos:

Globo, fascista! Sensacionalista!

A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura!

Em tempo:

Hoje, 03/07, tem ato Nacional em frente às emissoras da Rede Globo em todo o Brasil. Procure saber em sua cidade.

DuPont é incluída na “lista suja” do trabalho escravo



 TERROR DO NORDESTE



Cadê a massa cheirosa que não exige a aprovação da PEC do Trabalho Escravo 
(PEC nº 57-A/1999). Vamos lá, molecada!

Uma das maiores empresas de sementes do mundo, a DuPont Pioneer foi incluída na “lista suja” do trabalho escravo. A entrada da transnacional norte-americana do agronegócio no cadastro de empregadores envolvidos em casos de escravidão contemporânea foi confirmada pelo governo federal na atualização semestral consumada na última sexta-feira (28). A DuPont Pioneer foi responsabilizada pela manutenção de 99 trabalhadores em condições análogas à escravidão em flagrante ocorrido no município de Joviânia (GO), em meados de 2010. Na ocasião, um grupo formado por auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e por membros do Ministério Público do Trabalho (MPT) e Polícia Federal (PF) encontrou trabalhadores alojados em diversos barracos e outras instalações extremamente precárias, passando frio e fome. Aliciados por um “gato” (recrutador ilícito de mão de obra) no Piauí e no Maranhão, as vítimas, que usavam sanitários em péssimas condições e eram obrigadas a dormir em espumas e colchões velhos espalhados pelo chão, trabalhavam ao longo de extensas jornadas na retirada e coleta de grãos de espigas de milho.

Oito políticos, todos ruralistas, também entraram na atualização do cadastro de empregadores flagrados com trabalho escravo. Destaque para propriedades dos deputados federais João Lyra (PSD-AL) e Urzeni Rocha (PSDB-RR), e do ex-ministro da Agricultura de Fernando Collor (1990-1992) Antônio Cabrera. Ao todo, foram incluídos 142 nomes, entre novos e aqueles que retornaram à relação. Com isso, a “lista suja” passa a contar com 504 empregadores. A matéria é de Maurício Hashizume, da Repórter Brasil:

Contatada, a DuPont enviou comunicado em que afirma, sobre o caso em específico, ter firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em novembro de 2010. A empresa alega que, desde então, vem cumprindo o acordo. Informa ainda que “atua sistematicamente por meio de seus processos na adoção de rigorosas práticas de controle de conformidade com a legislação trabalhista, razão pela qual agirá na sua defesa para não ser vinculada a situações que não refletem sua forma de atuação na sociedade.

O faturamento da química DuPont como um todo (não apenas na divisão de sementes Pioneer) foi de US$ 34,8 bilhões em 2012. O valor corresponde à totalidade do orçamento federal brasileiro destinado à saúde (R$ 77 bilhões) no ano de 2011. Fundada em 1926, a DuPont Pioneer “atua em 70 países e conta com 79 mil funcionários em todo o mundo, sendo 4,3 mil na América do Sul”, segundo informações divulgadas no próprio site da companhia. O governo argentino aplicou sanções econômicas à DuPont também em decorrência da exploração de pessoas em condições análogas à escravidão na região de Córdoba em 2001, ano em que a Justiça do Trabalho brasileira condenou a mesma empresa por contratação irregular.

Outra empresa de peso indiretamente envolvida em flagrantes de trabalho escravo que se desdobraram na inclusão da lista suja é a Klabin S/A, do setor de papel e celulose. Em maio de 2012, fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Santa Catarina (SRTE-SC) resgatou 12 pessoas de condições análogas à escravidão da Fazenda Pelotinhas, em Lages (SC), propriedade da Arruda Rodrigues Participações arrendada à Klabin (abaixo foto da fiscalização com a água usada para beber,tomar banho e preparar alimentos).

Por conta dessa ação, que encontrou trabalhadores do corte de pinus alojados em barracos de madeira e consumindo água de um brejo, tanto a Arruda Rodrigues como o produtor Marcos Antônio de Barba passaram a constar no cadastro. Acionada pela reportagem, a Klabin alegou, por meio de sua assessoria de imprensa,  ter descredenciado os referidos fornecedores e reafirmou seus compromissos como participante do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, no sentido de atuar no corte de relações econômicas com envolvidos em casos de escravidão.

Construção civil - A recorrência de casos de trabalho escravo em empreendimentos de construção civil também se refletiu na atualização da “lista suja” do trabalho escravo. Ingressaram no cadastro, por exemplo, a Construtora Coccaro, flagrada explorando mão de obra escrava em obra de moradia popular do governo do estado de São Paulo na região central da capital paulista, e a Geccom Construtora, que mantinha 90 operários migrantes do Nordeste que sequer recebiam salários regulares em canteiro de casas do programa federal “Minha Casa Minha Vida” localizado em Fernandópolis (SP).

Segundo o gerente de Recursos Humanos da Coccaro, Piragibe Castanheira, a empresa foi autuada pelo MTE por problemas trabalhistas envolvendo três migrantes vindos do Nordeste que prestavam serviço para uma terceirizada, mas o inquérito sobre o caso no MPT teria sido arquivado. Piragibe declarou que a empresa deve requerer sua exclusão da “lista suja” na Justiça.

No caso do empreendimento da Geccom Construtora, que na ocasião informou à reportagem não estar ciente da situação por ter terceirizado tarefas, um funcionário chegou a falecer depois de caminhar por cerca de duas horas. Mais uma morte (por descarga elétrica fatal) também foi registrada em obra em Campinas (SP) sob alçada da empresa Rockenbach Tecnologia em Pré-Moldados, que também está entrando na “lista suja”. O flagrante relativo a este último empregador se deu em 2012 e incluiu a retenção de documentos de 18 homens e duas mulheres. A Geccom foi consultada pela Repórter Brasil, mas não deu retorno; representantes da Rockenbach não foram encontrados.

Também está entrando no cadastro federal a JGR Engenharia e Serviços. Operação da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG) resgatou 88 migrantes de outros estados e do Norte de Minas Gerais de sete condomínios na região de Belo Horizonte (MG). Alguns não possuíam nem a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Foram lavrados 47 autos de infração e as rescisões somaram mais de R$ 225 mil.

Minas Gerais também foi palco de mais libertações em áreas de construção civil que estão culminando com a inclusão dos respectivos empregadores na “lista suja”. Em 2009, nove pessoas que trabalhavam pela Metalúrgica Andara na obra do Consórcio Parque Logístico Via Expressa, em Contagem (MG), tinham apenas um ônibus improvisado como alojamento. Resgates realizados em empreendimentos da Construtora Alves – que realizava obras no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais – Campus Juiz de Fora – e da Construtora Linhares – construção na Fazenda Santa Marta do Vale Verde, Cumaru do Norte (PA) – resultaram igualmente na inclusão no cadastro governamental.

Já a Maia e Borba S/A, que é parceira na construção de shopping centers em Goiás e alega ter mais de 500 mil m² de empreendimentos construídos entre obras residenciais, comerciais e industriais em seis estados do país, está sendo introduzida na relação do MTE/SDH por conta de quadros de trabalho escravo na produção de carvão vegetal na Fazenda Mirador/Carvoaria Santa Fé, em Taipas do Tocantins (TO).
A reportagem não conseguiu registrar a posição da JGR, e a Maia e Borba S/A, mesmo informada sobre a questão, optou por não retornar. A Metalúrgica Andara, por seu turno, preferiu não se pronunciar por repelir a atribuição de responsabilidade por condições análogas à escravidão.

Mais setores - Libertações ocorridas no setor sucroalcooleiro também compõem a mais recente atualização. A Destilaria Alpha teve seu nome adicionado à “lista suja” em consequência de operação de 2009 que resgatou 80 pessoas dos canaviais da empresa, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Em Goiatuba (GO), 39 foram resgatados em 2011 pela primeira vez do trabalho mecanizado em plantações de cana-de-açúcar da Fazenda Santa Laura, que fazia parte da Associação dos Fornecedores de Cana (Usina Bom Sucesso).

 Adquirida pelo grupo Vital Renewable Energy Company (VREC) em dezembro de 2010, a Usina Bom Sucesso pertencia anteriormente ao Grupo Farias (envolvido em outros problemas trabalhistas). Por conta da operação na Fazenda Santa Laura, Antônio Carlos da Cruz passou a constar da “lista suja”. A reportagem tentou contato com a Alpha, mas não encontrou ninguém. Na opinião de Antônio Carlos, a fiscalização que o colocou no cadastro foi equivocada e injusta, pois as condições de trabalho praticadas não eram tão precárias. Ele também assegurou que buscará retirar o seu nome da “lista suja” por meio de uma ação no Poder Judiciário.

A WS Modas é mais uma das empresas que foi acrescentada à relação. A confecção, que produzia para a grife Gregory, foi flagrada em 2012 por fiscalizações de trabalho escravo urbano na exploração de 11 pessoas. A Gregory não quis se pronunciar sobre a inclusão.
Desde 2003, a “lista suja” do trabalho escravo é mantida pela Portaria Interministerial (2/2011), firmada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).

O cadastro vem sendo atualizado semestralmente e reúne empregadores flagrados pelo poder público na exploração de mão de obra em condições análogas à escravidão. A “lista suja” tem sido um dos principais instrumentos no combate a esse crime, através da pressão da opinião pública e da repressão econômica. Após a inclusão do nome do infrator, instituições federais, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco da Amazônia, o Banco do Nordeste e o BNDES suspendem a contratação de financiamentos e o acesso ao crédito. Bancos privados também estão proibidos de conceder crédito rural aos relacionados na lista por determinação do Conselho Monetário Nacional. Quem é nela inserido também é submetido a restrições comerciais e outros tipo de bloqueio de negócios por parte das empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo – cujo faturamento representa cerca de 30% do Produto Interno Bruto brasileiro.

O nome de uma pessoa física ou jurídica é incluído na relação depois de concluído o processo administrativo referente à fiscalização dos auditores do governo federal e lá permanece por, pelo menos, dois anos. Durante esse período, o empregador deve garantir que regularizou os problemas e quitou suas pendências com o governo e os trabalhadores. Caso contrário, permanece na lista.
Clique aqui para ver a “lista suja” completa.



Tijolaço tem os documentos do suborno na FIFA

 

Como a “Difusora de Paracatu” entrou no escândalo da FIFA

Saiu no Tijolaço:

Como a “Difusora de Paracatu” entrou no escândalo da FIFA


Reproduzo abaixo, na íntegra, os documentos da investigação criminal contra a FIFA, João Havelange e Ricardo Teixeira em curso na Suíça e que a Justiça daquele país determinou que fossem tornados públicos.

Não é, portanto, “publicação de documentos confidenciais, protegidos por sigilo legal, acreditamos que o assunto será apurado pelos órgãos competentes”, como outro dia se falou sobre a sonegação de impostos da Globo.

O Jamil Chade, no Viomundo, já contou parte desta história, mas a gente prefere transcrever os documentos judiciais.

Vamos aos trechos mais instigantes:

No dia  26 de maio de 1998, foi firmado um contrato de licença entre FIFA e da “Empresa 1″ para concessão de direitos mundiais para utilização da televisão e radiodifusão Direitos para a Copa do Mundo de 2002 e 2006, (exceto para a Europa e os EUA). Este foi assinado em nome da FIFA por João Havelange. Com este contrato, a FIFA concedeu a utilização exclusiva do rádio e direitos de transmissão televisiva para a Copa do Mundo de 2002 e 2006 para a Empresa 1 (a ISL/ISMM) com o exceção da Europa e os EUA. A concessão dos direitos exclusivos para a utilização dos direitos deveria ser compensada pelo pagamento mínimo de US$ 650 milhões para a Copa do Mundo de 2002 e US$  750 milhões para a Copa do Mundo de 2006.

Um mês depois, a  29 de junho de 1998, foi firmado um sublicenciamento pela “Empresa 1″ com as “Empresa 2“ e “Empresa 3″ para  a utilização dos direitos de radiodifusão sonora e televisiva da Copa do Mundo de 2002 no Brasil. A  compensação seria de US$  220,5 milhões, elevada, em 17 de dezembro de 1998, para US$ 221 milhões.

Os documentos dizem que João Havelange e Ricardo Teixeira embolsaram – 1,5 milhão de francos suíços (R$ 3,6 milhões), o primeiro   e o segundo pelo menos 12,7 milhões de francos suíços (R$ 30 milhões), mesmo sem especificação de valores recebidos após 98 –  em parte por suas influências, especialmente com os direitos de transmissão:

“(Com) a alimentação constante (de dinheiro) que teve lugar ao longo de vários anos, os serviços  -não apenas de João Havelange, mas também os de Ricardo Terra Teixeira foram comprados. O último foi o genro de João Havelange – uma circunstância de que o Grupo ISMM / ISL esperava, sem dúvida, para alcançar benefícios adequados – aliado ao fato de que ele era o presidente do membro mais poderoso da FIFA, a CBF,  uma forma adequada de marcar um conjunto de metas, por assim dizer. Em primeiro lugar, a celebração do contrato com a FIFA e, posteriormente, aqueles com os negociantes  brasileiros dos direitos de licença atribuídos sob a forma de contratos de sublicenciamento.”

Embora a Rede Globo tenha, curiosamente, comprado por US$ 220 milhões os direitos de transmissão da Copa de 2002 pela via de uma empresa que abriu e fechou nas Ilhas Virgens Britânicas, é mera coincidência que o mesmo paraíso fiscal tenha sido usado para pagar as propinas a ambos.

“A  Fundação 1 foi  constituída, entre outros, pelos membros do conselho de administração da  Grupo (ISL)ISMM com objetivo estatutário  foi o de investimento e gerenciamento dos ativos, bem como a distribuição do lucro líquido e os ativos da fundação para determinados, ou determináveis, os beneficiários. A  Empresa  4,  estabelecida nas Ilhas Virgens Inglesas em 1° de dezembro de 1997, e todas as suas ações foram transferidas para a Fundação 1 em um 08 de fevereiro de 1999.”


Tudo, é claro, é mera teoria conspiratória de blogs sujos, porque todos sabem que os direitos de transmissão da Copa ficaram mesmo com a Difusora de Paracatu e sua subsidiária Paracatu Global Network.

Clique aqui para ver os documentos.

Por: Fernando Brito

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/07/03/tijolaco-tem-os-documentos-do-suborno-na-fifa/

Cresce preocupação com custos da Jornada Mundial da Juventude

 Amoral Nato o Blogodita
 
As obras para a construção do palco principal da Jornada Mundial da Juventude, no Campo da Fé, em Guaratiba, na Zona Oeste, seguem em ritmo acelerado: custo do evento deverá ficar entre R$ 320 e R$ 350 milhõesGENÍLSON ARAÚJO / O GLOBO
RIO — Após serem informadas de que o Vaticano enfrenta um déficit de R$ 150 milhões nos gastos com a Jornada Mundial da Juventude, as três esferas do governo brasileiro se uniram para dizer não a novo pedido de ajuda de R$ 90 milhões feito pela Santa Sé. Segundo fontes do governo federal, a Igreja queria que União, o governo do estado e a prefeitura dessem R$ 30 milhões cada para ajudá-la a fechar a conta do encontro que contará com a presença do Papa Francisco no Rio, entre 23 e 28 deste mês. Reunidos na última sexta-feira, no Rio, com representantes do Vaticano, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes anunciaram que não dariam o socorro. O governo do estado confirmou a reunião, mas não informou o teor do encontro. Oficialmente, a prefeitura diz desconhecer a existência da reunião. A Arquidiocese do Rio voltou a negar, na quarta-feira, que haja qualquer tipo de contas em aberto.
O governo argumentou que já está fazendo altos investimentos na jornada e que não seria possível ampliar os recursos. Só o Executivo federal vai gastar R$ 111,5 milhões com os chamados investimentos indiretos — despesas com pessoal e equipamentos, por exemplo. Desses, R$ 15 milhões vão para a contratação de bombeiros, policiais civis e militares. Parte desses recursos (R$ 69 milhões) compõe um pacote da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE), que também foi aproveitado durante a Copa das Confederações.
 
Estado arcará com transporte de peregrinos
 
Segundo fontes do governo, o Palácio Guanabara vai gastar pelo menos R$ 60 milhões para fornecer um cartão integração para todos os inscritos na jornada usarem livremente metrô, trem e barcas. Mas, em comunicado oficial, o governo nega a informação e garante que sua contribuição não estourará o limite acordado inicialmente, de R$ 26 milhões. O estado se comprometeu a custear o transporte de peregrinos e voluntários no sistema de trens da SuperVia e do metrô, o evento de despedida do Papa na Base Aérea do Galeão, além de estacionamentos para os ônibus que trarão os jovens peregrinos e os bolsões de apoio para a chegada deles. Isso deverá custar cerca de R$ 5 milhões. Em nota, o governo afirmou ainda que “os custos de transporte serão definidos a partir do número de usuários e os dos bolsões e dos eventos que ainda estão sendo orçados”. O transporte em ônibus não será custeado por nenhuma das esferas governamentais.
 
Já a prefeitura disse que o orçamento municipal para o evento será de R$ 26 milhões, e que não há previsão de exceder este valor. Nele, estão incluídos investimentos em serviços, logística e planejamento, como a urbanização das vias de acesso ao Campus Fidei, limpeza e dragagem do Rio Piraquê, construção de passarelas para os peregrinos, operações de trânsito e mobilidade em locais onde o Papa estará ou passará de papa móvel, além do uso do efetivo da Guarda Municipal para limpeza urbana e das intervenções urbanísticas em Guaratiba.
 
Até agora, há cerca de 320 mil peregrinos inscritos. A organização da Jornada Mundial da Juventude estima que o custo total do evento orbite entre R$ 320 e R$ 350 milhões, e que 70% deste valor deverão ser cobertos pelas contribuições feitas por peregrinos, que variam de R$ 106 a R$ 600. Em um cenário hipotético, caso os 320 mil peregrinos desembolsassem o valor de inscrição mais alto, de R$ 600, a soma final chegaria a R$ 192 milhões, o equivalente a 60% do custo total do evento. No cenário menos favorável, onde os 320 mil peregrinos pagariam a taxa mais baixa, no valor de R$ 106, o montante ficaria em R$ 34 milhões, ou 10,5% do custo total da JMJ. Segundo os organizadores, o custo é viabilizado também por meio de doações espontâneas, produtos licenciados que geram royalties para o evento, patrocínios e parcerias.
Patrocinadores já deram R$ 20 milhões
 
Na quarta-feira, a Arquidiocese informou ainda que, até o momento, já foram injetados R$ 20 milhões no evento, em que estão incluídos a contribuição de patrocinadores e eventos de arrecadação em prol da Jornada. Bradesco, Itaú, Santander, Ferrero, Estácio, Nestlé, Mc Donald’s e as agências TAM Viagens e Havas são os patrocinadores oficiais. A assessoria da JMJ não detalhou a participação de cada um deles, alegando “cláusula contratual de confidencialidade”.
 
De acordo com fontes da organização do evento, o governo brasileiro tem feito um esforço para não gastar muito, mas, apesar do déficit, o Vaticano não discute formas de enxugar a programação. Para poupar, o governo federal discute fazer alterações na programação inicial da ida do Papa a Aparecida, em São Paulo, onde haverá uma missa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida. O Papa Francisco deve fazer uma parte da viagem de helicóptero e a outra em um dos aviões da presidente Dilma Rousseff. O papamóvel, que iria de Hércules do Rio para Aparecida, deve ser transportado por via terrestre, com a ajuda da Polícia Rodoviária Federal.
 
Com relação às manifestações que levaram mais de um milhão de pessoas às ruas de todo o país, alguns religiosos brasileiros mostram-se preocupados. O monsenhor Stanislaw Rylko, Presidente do Conselhos dos Leigos, foi um dos que procuraram o governo manifestando preocupação. Ainda assim, organizadores da Jornada garantem que não houve alterações na programação, a não ser a discussão de rotas alternativas para o Papa. Bispos brasileiros foram ao Vaticano, na última semana, para informar o Santo Padre sobre o desenrolar dos protestos no Brasil.
 
http://amoralnato.blogspot.com.br/2013/07/sao-contra-gastos-publicos-inexistentes.html

PESQUISA DE AVALIAÇÃO DA PRESIDENTA DILMA DO ULTIMO FIM DE SEMANA:

DATAFOLHA MANIPULOU AMOSTRAGEM PARA QUE RESULTADO FOSSE DESFAVORÁVEL AO GOVERNO.

É exatamente o que mostra uma análise comparativa da amostragem do Datafolha com dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, referentes a escolaridade do eleitorado brasileiro atualizados até Maio de 2013.

O Datafolha entrevistou 4.717 pessoas em todo Brasil, sendo 1.818 pessoas que representam 38,4% da amostragem com escolaridade até o Ensino Fundamental, outras 1.982 pessoas que representam 42% da amostragem com escolaridade até o Ensino Médio e 925 pessoas que representam 19,6% da amostragem total com escolaridade á nível de Curso Superior.

 

Essas informações referentes a amostragem usada pelo Datafolha em relação a pesquisa estão no link https://docs.google.com/file/d/0BwNK3WsXNyivSXF0SEF2NVRVdVk/edit?pli=1 com o relatório completo e a página onde estão citadas as cotas utilizadas pelo Datafolha com os números demarcados.

De acordo com os dados atualizados do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, a distribuição do eleitorado brasileiro por escolaridade é bem diferente das cotas de entrevistas utilizadas pelo Datafolha:




Como podemos constatar na tabela acima, de acordo o TSE, hoje, 7,8% dos eleitores brasileiros chegaram até o nível de Ensino Superior. O Datafolha, no entanto, trabalha com uma cota de 19,6% de entrevistas com pessoas que responderam ter Curso Superior na sua pesquisa, portanto, 11,8% acima dos números do TSE.

No mesmo relatório do Datafolha o número de entrevistados dos que responderam ter estudado até o Ensino Médio foi 42% do total da amostra, enquanto que de acordo com dados do TSE os eleitores que chegaram até o ao Ensino Médio são 34,7%, portanto uma defasagem 7,3 acima dos números do TSE.

Em relação a cota de entrevistados do Datafolha por Escolaridade que responderam na pesquisa ter estudado até o Ensino Fundamento temos 38,4% do total de 4.717 da Amostragem. Quando comparamos esta cota com os números dos dados do TSE, no Brasil são 51,9% os eleitores com escolaridade até o Ensino Fundamental, portanto uma diferença de 13,5 pontos percentuais a mais que a cota utilizada pelo Datafolha.

Comparando os estratos de entrevistas do Datafolha por Escolaridade á nível Superior e Ensino Médio, onde a amostragem foi aumentada com o resultado da pesquisa que esta no link indicado acima na página 18 percebemos que foi nestas cotas de entrevistas é que aconteceram, de acordo com o Datafolha, as quedas na avaliação positiva de Dilma Roussef. Por outro lado, quando analisamos a cota de entrevistados com Ensino Fundamental na amostragem do Datafolha, que foi diminuída pelo instituto em relação aos números oficiais do TSE, constatamos que foi onde a avaliação do mandato de Dilma perdeu menos pontos, segundo o Datafolha.

Conclusão

A pesquisa do Datafolha esta enviesada para ter um resultado desfavorável na avaliação do mandato de Dilma Roussef, se as entrevistas tivessem sido feitas com amostragem, com os números do TSE, obviamente que a avaliação positiva da presidenta seria maior para o Ótimo e Bom e menor para o Regular, Ruim e Péssimo.

O resultado desta pesquisa esta sendo usado politicamente para tentar enfraquecer o apoio político ao Governo Federal, principalmente em relação a proposta do plebiscito pela Oposição e seus aliados na mídia tradicional, principalmente, a Folha, o Estadão e a Rede Globo.

Isso precisa ser esclarecido para a sociedade porque é uma manipulação em favor dos partidos de oposição á direita, principalmente o PSDB, o DEM e o PPS ou seu sucessor.

Flávio Luiz Sartori

Blog “A Essência Além da Aparência”

http://amoralnato.blogspot.com.br/2013/07/pesquisa-de-avaliacao-da-presidenta.html