segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ombudsman admite: Folha induz ao erro

 


Por Altamiro Borges

A Folha tem feito de tudo para livrar a cara do ex-prefeito José Serra no escândalo da "máfia dos fiscais" de São Paulo. Nesta semana, porém, ela se superou. Deu uma capa espalhafatosa: “Prefeito sabia de tudo, diz fiscal preso, em gravação”. Ela não cita o nome do ex-demo Gilberto Kassab e nem do seu antecessor tucano, induzindo o leitor apenas das manchetes nas bancas a suspeitar do atual prefeito, Fernando Haddad, do PT. Até a ombudsman da Folha, Suzana Singer, admitiu que o jornal pisou feio na bola. Vale conferir seu texto deste domingo (10):

*****

Sujeito oculto

A manchete de sexta-feira passada da Folha --"Prefeito sabia de tudo, diz fiscal preso, em gravação" - induzia o leitor a erro. O prefeito de São Paulo é Fernando Haddad, mas a referência no grampo era a seu antecessor, Gilberto Kassab.

O título partiu da transcrição de um telefonema em que o auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues dizia que deveriam ser convocados para depor "o secretário e o prefeito com quem trabalhei", porque "eles tinham ciência de tudo".

Ronilson foi subsecretário da Receita no governo Kassab e, na atual gestão, foi diretor na SPTrans de fevereiro até junho.

O fiscal não cita nominalmente o ex-prefeito, mas é fácil deduzir de quem ele está falando. Foi na gestão anterior que Ronilson ocupou o cargo de zelar pela arrecadação de impostos, o que lhe teria possibilitado atuar na "máfia do ISS" - esquema de cobrança de propina que pode ter causado um prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres da cidade.

"A Folha optou por transcrever a declaração do fiscal de forma literal, já que ele não citou nenhum nome e exerceu funções de confiança tanto na gestão atual como na anterior", diz a Secretaria de Redação.

O excesso de zelo ficou só na manchete, já que a hipótese de que a frase do fiscal pudesse ser uma referência a Haddad não foi explorada na reportagem. O "outro lado" foi apenas com Kassab, que classificou as declarações de falsas, mas não cogitou que o fiscal estivesse falando de outra pessoa.

O jornal foi mais realista que o rei, numa cobertura bem delicada. O escândalo do desvio de impostos, que veio à tona no fim de outubro, tinha tudo para render apenas dividendos ao atual prefeito. Embora a investigação tenha começado com Kassab, foi Haddad que revelou a quadrilha. Bastaram, porém, três dias para que surgisse um grampo citando Antonio Donato, secretário de Governo.

Como a investigação continua, é provável que apareçam novas escutas. Elas não são prova de culpa e devem ser tratadas com todo o cuidado, mas sem distorções.

*****

Suzana Singer omitiu “apenas” uma informação valiosa na sua corajosa crítica. Ela deixou de citar José Serra, o ex-prefeito que abandonou o cargo na capital paulista e o deixou para o seu fiel aliado Gilberto Kassab – ex-DEM e atual presidente do PSD. A “máfia dos fiscais”, denunciada por Fernando Haddad por arrombar os cofres da prefeitura em cerca de R$ 500 milhões, fez carreira durante a gestão do grão-tucano.

Os quatro fiscais presos – Ronilson Bezerra, Luis Alexandre Magalhães, Eduardo Horle Barcellos e Carlos di Lallo – eram subordinados diretos do ex-secretário Mauro Ricardo, indicado por José Serra para cuidar das finanças paulistas na gestão de Gilberto Kassab. Mas a Folha serrista nunca falará mal do tucano, principalmente no momento em que ele está em guerra no PSDB contra o cambaleante mineiro Aécio Neves para ser o presidenciável da legenda na disputa de 2014.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/11/ombudsman-admite-folha-induz-ao-erro.html

Eleito o mais sustentável, Itaú é líder em reclamações



Edição247-Divulgação / Leonardo Soares-11.out.13/Folhapress:

Banco da herdeira Maria Alice Setubal, fada madrinha de Marina Silva, tem maior número de reclamações de clientes no Procon e é a instituição financeira que mais demitiu funcionários desde 2012 - mais de 8 mil dispensas

11 de Novembro de 2013 às 07:34

247 – O banco Itaú ganhou recentemente o prêmio da revista Exame como o mais sustentável do ano. Em contrapartida, pesa sobre ele o também recorde de reclamações no Procon. Leia na coluna de Claudio Humberto, do Diário do Poder:

ITAÚ, O ‘SUSTENTÁVEL’, É RECORDISTA EM RECLAMAÇÕES

O Itaú recebeu o título de empresa sustentável do ano da revista Exame, dias atrás, pouco tempo depois de aderir ao partido Rede, de Marina Silva. Muita gente estranhou: é o banco com maior número de reclamações de clientes no Procon e o que mais demitiu funcionários desde 2012 (mais de 8 mil dispensas). Sem contar a multa da Receita Federal, de R$ 18,7 bilhões, outro recorde, lavrada agora em 2013.

INTERFERÊNCIAS
O sumiço da multa bilionária aplicada no Itaú coincidiu com a demissão de um servidor da Receita, denunciando “interferências externas”.

OUTRO RECORDE
Só diretores não têm motivo de queixa, no Itaú: ganham R$ 9 milhões por ano. Exatas 234 vezes mais que a média o salarial dos bancários.

TOPO DA LISTA
Estão no topo da lista de queixas de clientes, no Banco Central, além do Itaú, o Santander, HSBC e Banco do Brasil.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/120393/Eleito-o-mais-sustent%C3%A1vel-Ita%C3%BA-%C3%A9-l%C3%ADder-em-reclama%C3%A7%C3%B5es.htm

José Serra não conseguiu reunir 160 pessoas para assistir sua palestra




Muitos se perguntam: Como vive o eterno candidato á presidência José Serra, desde que ficou desempregado? Segundo a coluna, Poderonline, do Ig, com palestras, o tucano não tem ganhado nada. De acordo com a coluna desse sábado (09), a  Juventude do PSDB preparou com pompa os fundos da sede diretório estadual do PSDB para receber o ex-governador José Serra.

Cerca de 160 cadeiras foram colocadas no espaço, além da decoração. No entanto, a lotação esperada não foi alcançada e a palestra foi transferida para uma sala com cerca de 60 pessoas.

Acompanham o evento o senador Aloysio Nunes, o deputado líder do governador Geraldo Alckmin na Assembleia, Barros Munhoz, o presidente do diretório estadual, deputado Duarte Nogueira, o presidente do diretório municipal, Milton Flávio, e o vereador líder da bancada tucana na Câmara, Floriano Pesaro.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/11/jose-serra-nao-conseguiu-reunir-160.html

Corrupção: diretora da Sespa pede demissão


Fatos e opiniões – Amazônia e Brasil

A promotora pública Maria Raimunda Tavares, da 9ª Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais, em Santarém, já instaurou procedimento administrativo preliminar para investigar inúmeras denúncias sobre 
possíveis irregularidades na gestão da atual diretora da 9ª CRS (Centro Regional de Saúde)/Sespa, Eliana Caldas Miranda (foto).

A informação é do blog Quarto Poder.

Eliana Miranda assumiu o cargo por indicação do ex-prefeito e deputado federal Lira Maia (DEM).

As servidoras Edilourdes Tavares (contadora), Luana Lamarão (enfermeira) e a advogada Josiane Maia (assistente de direção) estão também sob investigação.

O suposto esquema envolve compra de medicamentos de maneira irregular. 

Empresários do setor farmacêutico estão na mira do MP (Ministério Público) do Pará.

Mais: há envolvimento de políticos no esquema. O procedimento no MPE foi instaurado no último dia 23 de outubro.

A diretora da 9ª Regional de Saúde, Eliana Miranda, anunciou seu afastamento do órgão ontem (8).


http://www.jesocarneiro.com.br/contas-publicas/corrupcao-diretora-da-sespa-pede-demissao.html

 Não quer calar

 eliana miranda22

Filiada ao PSDB, nomeada para dirigir o 9º CRS (Centro Regional de Saúde) pelo atual secretário estadual de Saúde, Hélio Franco (PPS), por indicação do deputado federal Lira Maia (DEM) e endosso do então deputado estadual e hoje prefeito de Santarém, Alexandre Von (PSDB), a bioquímica Eliane Miranda agia no suposto esquema de corrupção dentro da Regional da Sespa em Santarém em nome de quem?

 http://www.jesocarneiro.com.br/oeste-do-para/nao-quer-calar-172.html

Abre o teu sigilo, Eliana!

Para que não paire nenhuma dúvida sobre a sua lisura e conduta irretocável no período que esteve no comando do 9º CRS (Centro Regional de Saúde)/Sespa, a bioquímica Eliana Miranda, depois do pedido de afastamento do cargo, bem que poderia anunciar publicamente que abre mão do seu sigilo fiscal, telefônico e bancário para a devida investigação do MP (Ministério Público) do Pará.
 Caso Sespa
As demais suspeitas de participação no esquema – Edlourdes Tavares, Josiane Maia e Luana Lamarão deveriam, no embalo, imitar a ex-chefe.

Tudo isso, claro, com o endosso oportuno dos padrinhos políticos de parte dessa turma, Lira Maia (DEM) e Alexandre Von (PSDB).

http://www.jesocarneiro.com.br/saude/abre-o-teu-sigilo-eliana.html

Máfia do ISS: Deputado do PSD joga Serra na fogueira



 Edição247-Heleno Rezende / WERTHER SANTANA:
Guilherme Campos afirma que ex-prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, só teria seguido o acordo fechado pelo ex-prefeito José Serra (PSDB), em 2008, para manter a estrutura da secretaria de finanças em sua gestão; Mauro Ricardo, que comandou a pasta, foi braço-direito de Serra e agora é acusado de mandar arquivar as investigações sobre a fraude de fiscais que desviou mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos 

11 de Novembro de 2013 às 05:50

247 – Na tentativa de limpar a imagem do PSD no escândalo da máfia dos fiscais do ISS, o deputado federal Guilherme Campos (PSD) jogou a responsabilidade pela equipe da secretaria de Finanças da administração de São Paulo para o ex-prefeito José Serra.

"É só fazer uma constatação. Dentro do acordo de assunção veio o compromisso de manter a estrutura montada pelo prefeito José Serra e do secretário de finanças Mauro Ricardo", disse. Braço-direito de Serra teria mandado arquivar investigações sobre a fraude.

Kassab foi citado em grampos de conversas de auditores presos no esquema que desviou até R$ 500 milhões de Imposto Sobre Serviços (ISS) da Prefeitura de São Paulo durante sua gestão.

Campos também afirmou que o auditor Ronilson Bezerra, que envolveu Kassab no esquema, queria incriminar o ex-prefeito, pois sabia que estava sendo investigado. "É uma fala perdida no tempo e no espaço, de alguém desesperado. Numa situação de estar acuada, a pessoa sai dando tiro em todo mundo", disse.

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/120387/M%C3%A1fia-do-ISS-Deputado-do-PSD-joga-Serra-na-fogueira.htm

Para derrotar Dilma em 2014, oposições planejam impor o caos no país




Há um fato com o qual praticamente todos os analistas políticos concordam: em uma disputa limpa haverá poucas chances de candidatos da oposição derrotarem a presidente Dilma Rousseff na eleição presidencial do ano que vem. Essa chance só se materializará se a sensação de bem-estar gerada por emprego e renda em alta for anulada.

Mas como anular uma realidade que se faz sentir na veia da maioria dos cidadãos brasileiros, uma maioria hoje inserida na classe média baixa e que, agora, vê filhos se tornando os primeiros universitários da família, que está comprando o primeiro automóvel, que está reformando ou comprando imóveis, que vem tendo sucessivos aumentos de salários?

Em primeiro lugar, os que pretendem tirar o PT do poder após dez longos anos de hegemonia política desse partido sonham com uma ampla frente das oposições de esquerda e direita ao governo Dilma. PSDB, DEM, PSB, PSOL e PSTU vêm mantendo diálogo por meio de interpostas pessoas, acertando pontos mínimos de convergência e uma estratégia comum.

Uma frente formal que reúna partidos aparentemente tão diferentes não é viável. Pegaria mal tanto para o lado esquerdo quanto para o direito. Mas a aliança pode se dar no discurso e nas táticas que serão usadas para tentar anular o bom e velho “feel good factor”, ou “fator sentir-se bem”, em tradução livre.

Mas como fazer o cidadão esquecer que hoje qualquer um consegue emprego em um país em que a escassez de emprego sempre foi tão grande que as empresas pagavam salários de fome até para engenheiros formados? Como fazer o cidadão esquecer do automóvel que agora tem na garagem ou do filho que será o primeiro membro da família a se formar?

Durante as manifestações de rua que se abateram sobre o país ao longo do mês de junho ficou provado que é possível hipnotizar um país inteiro. Diante de um mundo perplexo, o país que mais tem avançado na distribuição de renda, na redução da pobreza, na geração de empregos, no aumento do poder de compra dos salários e que tem resistido à maior crise econômica em cerca de um século parecia um dos países árabes em que ditaduras cruéis foram derrubadas por grandes protestos daqueles povos famintos e sem perspectivas.

A espantosa queda de aprovação de Dilma em um espaço de míseros 30 dias mostrou ser possível, sim, fazer um país esquecer tudo o que conquistou graças aos que o governaram nos últimos dez anos.

Em tese, portanto, bastaria reeditar as tais “jornadas de junho” para derrotar a atual presidente. Os partidos que detêm “tecnologia” para colocar massas nas ruas – PSOL e PSTU, que se valem de todo tipo de gente para inflar protestos, inclusive de neonazistas, punks, skinheads e assemelhados – fariam todo o trabalho e aos partidos de direita bastaria apontar a “insatisfação do país” com “esse governo”.

Enquanto a oposição de esquerda enche as ruas com militantes de esquerda e psicopatas de direita para forjar “insatisfação generalizada”, a de direita usaria os grupos de mídia que a apoiam para desacreditar o Brasil no exterior com olhos na possibilidade (real) de uma reviravolta na crise internacional que tiraria os países ricos da linha de tiro e colocaria países em desenvolvimento.

Recentemente, o colunista da Folha de São Paulo Demétrio Magnoli citou uma “tempestade perfeita” que despencaria sobre o Brasil no ano que vem e que anularia o “feel good factor”.

Em tese, a “tempestade perfeita” de Magnoli consistiria em os Estados Unidos subirem as taxas de juros, hoje praticamente zeradas com vistas a estimular o crescimento de uma economia doente. Com esse aumento de remuneração do capital nos EUA, haveria uma fuga de dólares do Brasil e, com menos dólares na praça, o real se desvalorizaria, gerando inflação.

Enquanto os black blocs estivessem apavorando e espantando turistas e fazendo o Brasil passar vexame em plena Copa do Mundo, possivelmente afetando a moral da Seleção, que completaria a tragédia jogando mal e perdendo a Copa “em casa”, os preços estariam explodindo, os empresários entrariam em pânico e, nesse momento, a mídia ainda trataria de expor algum dos escândalos de última hora que sempre explodem contra governos petistas em períodos eleitorais.

Contudo, o que o novo colunista da Folha e os que endossam sua teoria da “tempestade perfeita” não avaliam é que o Brasil resistiu aos solavancos da economia internacional ao longo de toda a década passada. Devido às imensas possibilidades de investimento em nosso país, pode não haver fuga relevante de dólares mesmo que os EUA aumentem os juros.

Além disso, mesmo que diminua o fluxo de dólares para o Brasil, os níveis de investimento irão aumentar ao longo do ano que vem, sobretudo por conta dos investimentos no campo de petróleo de Libra, recém-leiloado.

O que preocupa é que no próprio PT há gente disposta a se unir à oposição pela esquerda. Recentemente, um dos candidatos a presidente do partido propôs que seja “sacrificada” a reeleição de Dilma em troca de se “fazer a reforma agrária”, provavelmente achando que é possível reverter 500 anos de concentração de propriedade da terra ao longo de 2014. E ignorando que a volta da direita ao poder reverteria qualquer conquista.

Contudo, apesar de até o próprio PT abrigar uma oposição de esquerda ao governo federal em seus quadros, de a oposição em outros partidos de esquerda só pensar em vingança contra os grupos de centro-esquerda que hoje dominam o partido do governo e que expulsaram os que fundaram PSOL, PSTU etc., e de haver risco, sim, de os EUA aumentarem os juros, o governo ainda tem bala na agulha.

Apesar da estrondosa queda de popularidade de Dilma advinda das “jornadas de junho”, a continuidade da instalação de programas sociais e de medidas econômicas que beneficiam a maioria reverteu aquela queda.

Assim como o Minha Casa, Minha Vida, como a redução das contas de Luz ou como a queda dos juros liderada pelos bancos oficiais, o governo continuou implantando programas que beneficiam as massas, sendo o Mais Médicos o último programa dessa série. Com isso, reverteu-se a queda de popularidade de Dilma, que já desponta como favorita em 2014.

Está posto, então, o quadro político para o ano que vem. Mais uma vez, haverá disputa entre a razão e a emoção, como em 2002, 2006 e 2010.

Em 2002, Lula venceu graças à racionalidade: após FHC se reeleger em 1998 prometendo não desvalorizar o real, no primeiro mês de seu segundo governo ele violou a promessa. O povo foi racional tirando do poder um partido que o enganou, o PSDB.

Em 2006, Lula se reelegeu contra a comoção que tentaram instalar no país contra a “corrupção” do PT no âmbito do escândalo do mensalão. Mais uma vez prevaleceu a racionalidade. A sociedade preferiu os avanços que já sentia no cotidiano ao discurso moralista que tentava transformar Lula em um corrupto mesmo sem nenhuma prova contra ele.

Em 2010, Lula elegeu Dilma com base no imenso bem-estar social que seu governo gerou ao país. Salários crescendo, empregos surgindo em toda parte, pobreza e desigualdade despencando e o protagonismo internacional do Brasil derrotaram o fundamentalismo religioso e a rede de intrigas aos quais José Serra se agarrou para tentar derrotar a adversária

A racionalidade vem derrotando a catarse há mais de uma década, portanto. Mas essa racionalidade foi rompida em junho graças a um espetáculo pirotécnico que os oposicionistas da situação e da oposição conseguiram montar – uns por falta de visão e outros por má fé mesmo.

O que resta saber, portanto, é se após a sociedade despertar da catarse junina ela poderá ser drogada de novo. Será que o povo aprendeu alguma coisa após ver toda aquela pantomima não resultar em absolutamente nada? Será que a desmoralização da tática de quebra-quebra fará o povo resistir à droga político-ideológica que tentarão lhe inocular?

Façam suas apostas.

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/11/para-derrotar-dilma-em-2014-oposicoes-planejam-impor-o-caos-no-pais/

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mídia de SP culpa PT por corrupção no PSDB e no DEM



Vamos simplificar a questão: durante a gestão demo-tucana na prefeitura de São Paulo (2005-2012) surgiu um esquema de corrupção que pode chegar a meio bilhão de reais (!). Servidores públicos da Subsecretaria da Receita nomeados a cargos de confiança pelos ex-prefeitos José Serra e Gilberto Kassab foram presos, acusados de integrar esquema de cobrança de propina.

O esquema funcionou durante a gestão de um grupo político que chegou à prefeitura paulistana em 1º de janeiro de 2005, com o tucano José Serra à frente. Ele governou até 30 de março de 2006, quando se demitiu do cargo para disputar o governo do Estado de São Paulo, deixando o Executivo municipal nas mãos do então vice-prefeito, Gilberto Kassab.

O esquema funcionou dentro da prefeitura em salas contíguas à do prefeito, fosse ele Serra ou Kassab. Este, diz simplesmente que “não sabia” de nada. Quanto a Serra, não diz nada porque, até o momento, o setor da imprensa que tem acesso a ele não lhe perguntou nada (?!).

Até aí, tudo bem. Serra, Kassab, enfim, qualquer chefe do Poder Executivo pode dizer que “não sabia” de um esquema de corrupção surgido em uma administração sob seu comando e, até prova em contrário, tem direito ao benefício da dúvida.

O que espanta, o que chega a chocar é que, além de uma imprensa que tenta se passar por “isenta” aceitar bovinamente a alegação de um dos dois ex-prefeitos sob os quais surgiu o esquema de corrupção de que “não sabia” de nada e de nem ao menos perguntar nada ao outro, acusa os adversários deles pela corrupção que ocorreu enquanto governaram.

E o que é pior: quem acusa a oposição ao governo sob o qual surgiu o esquema de corrupção são ninguém mais, ninguém menos do que envolvidos naquele esquema de corrupção.

A auditora fiscal da prefeitura de São Paulo Paula Sayuri Nagamatique deu declarações à imprensa levantando suspeitas sobre o atual secretário de Governo do prefeito Fernando Haddad, o vereador Antonio Donato. Ela o acusa de estar envolvido no esquema que desviou cerca de de R$ 500 milhões e que ocorreu no setor em que ela trabalhava à época dos crimes.

Quem é Paula Sayuri Nagamatique? Simplesmente a ex-chefe de Gabinete de Mauro Ricardo Costa, que foi secretário municipal de Finanças na gestão do então prefeito José Serra. Costa também é suspeito de integrar o esquema.

Além da acusação de Paula, que atuava na Secretaria da Prefeitura onde foi montado o esquema de corrupção à época em que aquele esquema funcionou, outra mulher faz acusações ao mesmo secretário do prefeito Fernando Haddad. Vanessa Alcântara é mulher de um dos auditores fiscais presos no âmbito das investigações desencadeadas pela atual administração e acusa Donato – sem provas – de ter recebido doação do grupo criminoso para a sua campanha eleitoral, ano passado.

A acusação da mulher de um dos criminosos ao secretário do prefeito Haddad foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo. Já a Folha de São Paulo, além de comprar a acusação da mulher do servidor corrupto, ainda diz que o prefeito Fernando Haddad “Saiu em defesa do secretário de Governo e atacou as duas mulheres que não são investigadas”.

Uma dessas mulheres que a Folha diz que “não são investigadas” é “companheira” de um dos bandidos presos recentemente; a outra, foi chefe de gabinete de outro suspeito, o ex-secretário de Finanças da gestão de Kassab e Serra. Mauro Ricardo é suspeito porque em 2012 mandou arquivar denúncia de corrupção de fiscais, segundo reportagem do portal R7.

Como se vê, o comando da Prefeitura durante a gestão Serra-Kassab foi alertado para um esquema que só foi desbaratado neste ano pela administração Haddad, que criou a Controladoria Geral do Município, a qual denunciou a roubalheira.

Além das acusações do Estadão e da Folha aos adversários dos dois ex-prefeitos sob os quais surgiu o esquema de corrupção, a Veja acusa o atual secretário municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, por sua mulher figurar no contrato social de um estacionamento cujo dono é o auditor fiscal Moacir Fernando Reis, envolvido no esquema de corrupção.

Eis um bom momento para lembrar a famosa teoria do “domínio do fato”, usada para condenar sem provas políticos envolvidos no escândalo do mensalão. Quem detinha o controle da administração paulistana não deveria responder pelo esquema de corrupção desbaratado? Para Estadão, Folha e Veja, não. Quem aparece em suas páginas é a oposição ao governo sob o qual surgiu o esquema.

Pela tese dos dois jornais e da revista, Tatto e Donato, inimigos políticos de Serra e Kassab, forçaram esses dois a nomearem os auditores fiscais que montaram o esquema de corrupção e obrigaram Kassab a arquivar investigação do esquema.

Além disso, o mesmo Ministério Público de SP ao qual pertence o procurador Rodrigo De Grandis – aquele que arquivou o escândalo Alstom “numa gaveta” – afirma que a mulher de um dos corruptos presos e a chefe de gabinete do secretário de Finanças que mandou arquivar investigação que tentaram abrir ano passado “não são investigadas”.

Segundo petistas consultados pelo Blog – e que não quiseram falar publicamente sobre o caso –, porém, seria “questão de tempo” para essas versões caírem por terra. Segundo disseram, membros do Ministério Público paulista estão seguindo o mesmo caminho do procurador De Grandis, de acobertamento de escândalos envolvendo o PSDB. E serão desmascarados.

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/11/midia-de-sp-culpa-pt-por-corrupcao-no-psdb-e-no-dem/

CNT: Aumenta rejeição a Aécio, Marina e Eduardo Campos; taxa de Dilma cai; na espontânea, Lula em segundo


por Luiz Carlos Azenha

Dei apenas uma rápida olhada nos gráficos da pesquisa CNT divulgada nesta quinta-feira. Em relação à pesquisa anterior, o fato que mais me chamou a atenção foi o aumento na taxa de rejeição dos candidatos que supostamente representam “mudança”.

Aécio passou de 36,8% para 38,7%.
Eduardo Campos de 33,5% para 37,3%.
Marina Silva de 30,8% para 33,6%.

Marina é a única que tem taxa de rejeição inferior à da presidente Dilma Rousseff.

Porém, a da candidata petista caiu de 41,6% para 36,5%!

Também notável é que, apesar de todo o bombardeio da mídia corporativa durante o julgamento do mensalão, o PT continua o favorito dos eleitores para ocupar o Planalto (mas o “nenhum destes” tem mais de 26%).

Gráfico cortesia de O Cafezinho

 
 
Levantamento indica manutenção dos índices de aprovação pessoal e de desempenho da presidente.

Nesta quinta-feira (7), o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), senador Clésio Andrade, divulgou a 116º Pesquisa CNT/MDA.

A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff subiu de 38,1%, na pesquisa anterior (em setembro), para 39%. Em relação à negativa, de 21,9% foi para 22,7%.

O desempenho pessoal da presidente também se mantém estável. Em setembro, 58% aprovavam e hoje são 58,8%.

Em termos de desaprovação, houve uma diminuição, de 40,5% para 38,5%.

Nas intenções espontâneas de voto para o próximo ano, Dilma Rousseff aparece em primeiro lugar, com folga, com 18,9% (no mês retrasado, eram 16%).

Em seguida, estão Lula (7,5%), Aécio Neves (6,7%), Marina Silva (5,6%), Eduardo Campos (2,2%), entre outros com menos de 1%.

Na intenção de voto estímulada, a presidente também ganha com boa diferença. No primeiro cenário , ela figurou com 43,5%, contra 19,3% de Aécio Neves e 9,5% de Eduardo Campos. No segundo, ela baixa para 40,6%, Marina Silva tem 22,6% e Aécio Neves, 16,5%.

Em segundo turno, Dilma também vence contra três possíveis candidatos. A maior diferença surge contra Eduardo Campos, com 17,5%, e Dilma, com 49,2%. Contra Marina Silva (29,1%), ela tem 45,3% dos votos. E contra Aécio Neves (24,2%), Dilma surge com 46,6% das intenções.

Nos cenários sem a presença de Dilma Rousseff, Marina Silva ganha com 38,8% contra 24% de Aécio Neves e, quando a disputa é entre Aécio e Eduardo, o primeiro vence com 30,7% dos votos, contra 16,1%.

Segundo Clésio Andrade, os números positivos e estáveis da presidente Dilma refletem o atual cenário econômico que o país vive e são consequência do próprio trabalho de marketing realizado.

“Ela tem utilizado bem a sua movimentação, com novos programas. Os outros candidatos, também estáveis, talvez precisem reavaliar o marketing que está sendo feito”, afirmou.

http://www.viomundo.com.br/politica/cnt-aumenta-rejeicao-a-aecio-marina-e-eduardo-campos-taxa-de-dilma-cai.html

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Gestão Haddad investiga mais 42 fiscais marajás



Edição/247 Fotos Folhapress/Reprodução:

Além dos quatro integrantes da quadrilha que já foram presos, vários auditores e fiscais da prefeitura de São Paulo estão sendo investigados por terem patrimônio incompatível com seus rendimentos; prefeito Fernando Haddad fala em "acerto de contas" com o passado e pode estar começando a desmontar uma das mais sedimentadas máquinas de corrupção do País, que seus antecessores, Gilberto Kassab e José Serra, deixaram intocada

247 - O estouro de uma quadrilha na cúpula da máquina de arrecadação da prefeitura de São Paulo, que culminou com a prisão de quatro técnicos da receita municipal, pode ter sido apenas o começo do desmonte de uma das maiores máquinas de corrupção do País. A gestão do prefeito Fernando Haddad investiga outros 42 auditores fiscais da maior cidade do País, que também acumularam patrimônio incompatível com seus rendimentos.

Todas as investigações vêm sendo conduzidas pela controladoria-geral do município, comandada por Mário Vinícius Spinelli, e podem redundar em novas prisões. Contra três auditores há indícios de corrupção ativa e passiva, além de improbidade administrativa (leia aqui reportagem a respeito do tema na Folha). Vários deles têm patrimônio superior a R$ 3 milhões e um é até dono de uma mineradora no Piauí. Vários prosperaram ao longo de décadas, ocupando posições estratégicas na máquina municipal, seja nas gestões dos antecessores Gilberto Kassab ou José Serra.

Haddad, que se empenhou pessoalmente nas investigações, e chegou a alugar uma sala próxima ao "ninho" da corrupção para dar apoio à controladoria do município, diz estar fazendo um "acerto de contas" com o passado. Além da construtora Brookfield, que já admitiu o pagamento de R$ 4,1 milhões em propinas aos servidores, outras 15 incorporadoras estão sendo investigadas. A chamada "máfia do ISS" pode ter desviado R$ 500 milhões de São Paulo.

Ao agir para fechar o ralo da corrupção em São Paulo, Haddad busca retomar popularidade, num momento delicado, em que tenta elevar o IPTU da cidade, numa iniciativa contestada pelo Ministério Público, e também renegociar as dívidas de São Paulo com a União. Segundo ele, a investigação não busca efeitos políticos nem a criação de factoides, mas apenas extirpar a corrupção.

Nessa nova fase das investigações, um dos investigados é Mário Apolaro Júnior, diretor na Secretaria Municipal de Finanças. Ele comanda a Divisão de Imunidades, Isenções, Incentivos Fiscais e Regimes Especiais e é também primeiro vice-presidente do sindicato dos auditores do município.

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/119830/Gest%C3%A3o-Haddad-investiga-mais-42-fiscais-maraj%C3%A1s.htm

Cumplicidade do MP com governos tucanos não tem precedente no país


A cada dia, vêm à tona novos detalhes de como o procurador Rodrigo de Grandis engavetou investigações sobre as denúncias de corrupção no Metrô, na CPTM e em outras áreas do governo tucanos em São Paulo.

Desta vez, a IstoÉ mostra que, desde 2010, ele engavetou oito ofícios do Ministério da Justiça alertando para o cumprimento dos pedidos de cooperação feitos por autoridades suíças sobre o caso Siemens-Alstom.

E mais: a revista conta que, ao longo de três anos, De Grandis também foi contatado por e-mail, teve longas conversas telefônicas com autoridades em Brasília e solicitou remessas de documentos.

Como o pedido suíço nunca foi atendido, o Ministério Público daquele país resolveu arquivar as investigações contra três acusados de distribuir propinas a políticos tucanos e funcionários públicos.

A IstoÉ acrescenta que, no mês passado, um integrante do Ministério Público Federal de São Paulo chegou a denunciar a seus superiores que a conduta de De Grandis “paralisou” por dois anos e meio a apuração contra os caciques tucanos.

Não é um caso isolado

De Grandis alegou “falha administrativa” para justificar o engavetamento do pedido. Mas foram oito ofícios encaminhados pelo Ministério da Justiça, foram os e-mails e conversas. O último dos ofícios, que chegou à mesa de Rodrigo De Grandis há apenas duas semanas, acusa o procurador de “nunca” ter dado retorno às comunicações.

O mais grave de tudo é que esse não é um caso isolado, mas a regra em São Paulo governada pelos tucanos. A cumplicidade do Ministério Público Federal e do Estadual com os governos tucanos não tem precedente na história do país e precisa ser investigada e denunciada. E os responsáveis, como o procurador De Grandis, devem ser afastados do MP.

Esse caso específico está sendo alvo da Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público, que abriu uma queixa disciplinar contra De Grandis.

Em tempo: aproveito e indico a leitura do artigo “Prevaricou De Grandis?”, do advogado Pedro Maciel Neto

http://www.zedirceu.com.br/cumplicidade-do-mp-com-governos-tucanos-nao-tem-precedente-no-pais/

Folha conseguiu: os espiões agora somos nós



Edição/247 Fotos: Reprodução | Reuters | Ag. Senado | Divulgação:

No momento em que Brasil e Alemanha lideravam um movimento nas Nações Unidas contra a espionagem norte-americana, uma reportagem da Folha, feita a partir de um caso de 2003, avacalha a situação; congressistas Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Álvaro Dias (PSDB-PR) agora querem convocar autoridades a explicar no Congresso a suposta espionagem brasileira; Big Brother Obama agradece

247 - Se era esse o objetivo, a Folha de S. Paulo conseguiu. Uma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo maior jornal do País conseguiu avacalhar o esforço brasileiro para liderar uma iniciativa nas Nações Unidas, em conjunto com a Alemanha, para conter a espionagem em larga escala praticada pelos Estados Unidos, que monitora as comunicações de cidadãos, autoridades e até chefes de governo.

Partindo de relatórios antigos da Agência Brasileira de Inteligência, de 2003, primeiro ano do governo Lula, a Folha noticiou como manchete, nesta segunda-feira, que o Brasil também espionou diplomatas estrangeiros. Segundo nota do Palácio do Planalto, eram ações de contra-inteligência, que visavam resguardar o interesse nacional (leia mais aqui).

Não importa. No Congresso Nacional, o circo já está armado. E não é mais o Brasil, invadido pela espionagem americana, quem está na posição de cobrar explicações dos Estados Unidos. Agora, é o Brasil quem deve se explicar ao resto do mundo.

É o que dizem senadores da oposição e até da base governista. "Eu acho gravíssima essa espionagem, mas temos que ver o contexto em que ela ocorreu, se teve autorização legal ou da Justiça. Se não, parece dois pesos e duas medidas: faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço. O que nos permite sair dessa contradição é investigar", disse o senador Ricardo Ferraço, presidente da Comissão de Relações Exteriores, que defende a convocação do ministro José Eduardo Cardozo e do diretor-geral da Abin, Wilson Trezza.

"Qual a credibilidade que o governo brasileiro tem para alavancar um movimento mundial contra os Estados Unidos? O governo perdeu a oportunidade de ter feito um acordo com os americanos e uma discussão de alto nível, ao invés desse "piti" de que estava sendo monitorado", afirmou o líder do DEM, Ronaldo Caiado. Já o tucano Álvaro Dias repetiu um argumento que vem sendo usado nos Estados Unidos. "Se há espionagem dos Estados Unidos para cá, há também daqui para lá. O aparato é diferente, mas o objetivo é o mesmo", disse ele.

Na reportagem desta segunda, a própria Folha afirma que a ação da Abin não pode ser comparada à vigilância sobre as comunicações feitas pelos Estados Unidos. Mas isso estava bem escondido na reportagem. O objetivo – o de constranger o governo brasileiro no momento em que se levanta para questionar a conduta de um império – foi alcançado. Big Brother Obama agradece.

Mais cedo, Fernando Rodrigues, um dos principais colunistas da Folha, apontou a suposta contradição do governo brasileiro. Leia abaixo:

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) divulgounota duríssima nesta segunda-feira (4.nov.2013) ameaçando punir os funcionários do governo brasileiro que possam ter facilitado o acesso a documentos secretos sobre atividades de espionagem.

Mesmo dizendo respeitar “os preceitos constitucionais de liberdade de imprensa”, o Planalto informa, ameaçando, “que o vazamento de relatórios classificados como secretos constitui crime e que os responsáveis serão processados na forma da lei”. Foi uma resposta à reportagem de Lucas Ferraz sobre a Abin ter espionado funcionários de governos estrangeiros no Brasil nos anos de 2003 e 2004.

O GSI declara que a Abin faz “operações de contrainteligência”. Reafirma que “a determinação do governo sobre as atividades de inteligência é de absoluto cumprimento à legislação”. Não explica, entretanto, como isso seria possível se as atividades de espionagem são feitas tendo como alvo funcionários de governos estrangeiros que têm permissão legal para estar no Brasil.

Uma pergunta: todos os funcionários de governos estrangeiros podem se sentir alvos eventuais de “operações de contrainteligência”, inclusive incluindo serem seguidos e espionados de maneira furtiva?

Na nota, o GSI afirma que os vazamentos e “eventuais infrações são passíveis de sanções administrativas, abertura de processo de investigação e punições na forma da lei”.

Eis a íntegra da nota da Abin, divulgada às 6h36 desta segunda-feira (4.nov.2013):

Segunda-feira, 4 de novembro de 2013 às 6:36
Nota à Imprensa
“Em relação à matéria veiculada pelo Jornal Folha de S. Paulo em 04 de novembro de 2013, o Gabinete de Segurança Institucional informa o seguinte:”
“1. As questões enviadas pela Folha de S. Paulo na noite do dia 1º se referem a operações de contrainteligência desenvolvidas pela ABIN, no período de 2003 e 2004, portanto, entre nove e dez anos atrás”.
“2. As operações citadas no questionário da Folha obedeceram à legislação brasileira de proteção dos interesses nacionais. Como a Folha preferiu não enviar cópias dos documentos obtidos, o GSI não pode validar a sua autenticidade”.
“3. Respeitando os preceitos constitucionais de liberdade de imprensa, o GSI ressalta que o vazamento de relatórios classificados como secretos constitui crime e que os responsáveis serão processados na forma da lei”.
“4. A determinação do governo sobre as atividades de inteligência é de absoluto cumprimento à legislação. Eventuais infrações são passíveis de sanções administrativas, abertura de processo de investigação e punições na forma da lei. O Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) atua, exclusivamente, dentro de suas competências das Leis 9.883, de 07 de dezembro de 1999, e 10.683, de 28 de maio de 2003. A ABIN desenvolve atividades de inteligência voltadas para a defesa do Estado Democrático de Direito, da sociedade e da soberania nacional, em restrita observância aos preceitos constitucionais e aos direitos e as garantias individuais”.
“Assessoria de Comunicação Social do GSI”
 
 
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/119789/Folha-conseguiu-os-espi%C3%B5es-agora-somos-n%C3%B3s.htm

domingo, 3 de novembro de 2013

Folha indicia Haddad. Estadão põe Cerra na roda


Impressionante a ubíqua capacidade do Cerra de bater na trave de escândalos de corrupção. Um dia a bola entra 

Saiu no Estadão, na primeira página:

“Secretário de Kassab (e de Cerra – PHA) arquivou denuncia sobre ação de fiscais.

“Mauro Ricardoclique aqui para ver “quem liga Cerra e Kassab ao rombo da Prefeitura de São Paulo” – (Secretário de Finanças – epa !)) recebeu documento que tratava de esquema de fraude no ISS em novembro”

Mauro Ricardo, unha e carne com o Cerra, mandou arquivar a denuncia anônima de  “construtores que respeitam a lei”, por “não haver indícios”.

Já a Folha (*) (em que mentir é pleonástico) indicia o Haddad na primeira página: funcionário flagrado pelo Haddad foi nomeado por Haddad para cargo na Secretaria dos Transportes.

Sim, porque era alvo, até então, de uma denuncia anônima e tinha a reputação de ser de “reconhecida capacidade técnica”..

A Folha despreza o fato de Haddad ter, na prática, fundado uma Corregedoria para coibir a roubalheira tucana.

(Por falar nisso, nem a Folha aguenta mais a roubalheira tucana em São Paulo. Nem a Folha ! )

E foi essa ação pioneira do Haddad que entrou no ninho do Kassab (vice do Cerra).

 Impressionante, amigo navegante, os poderes ubíquos do Padim Pade Cerra no capítulo da corrupção.

Na Privataria Tucana seu clã é o personagem principal.

No Principe da Privataria ele é coadjuvante candidato a um Oscar.

Nas ambulâncias superfaturadas.

Na exceção da verdade do Flavio Bierrembach e Wálter Maierovitch.

Nas obras do Paulo Preto.


Impressionante.

Ele sempre bate na trave.

E não responde à pergunta “de que vive o Cerra ?”

Por falar nisso, amigo navegante, a Folha (a Folha !!!) dedica neste Dia dos Mortos uma página (uma página!!!) ao Padim.

E o investigativo repórter não pergunta “de que o senhor vive ?”

Em tempo: o investigativo repórter oferece largo púlpito ao Padim para desestabilizar a campanha (?) do Aécio Never.
Como se sabe, amigo navegante, São Paulo, desde 1930, não dá espaço a Minas.
Além disso, Cerra tem mais mais grana e mais PiG (**) – uma página no Dia dos Mortos ! – que o Aécio.
Os investigativos e doutos colonistas de São Paulo – entre eles, o conspícuo de múltiplos chapéus – praticam agora, nesta fase da campanha, o exercício de tiro ao Aecio, à Bláblárina e ao Dudu.
Porque trabalham diuturnamente e madrugadamente por aquele a quem tratam de “Serra”.

Em tempo2: por que o dos múltiplos chapéus jamais invocou a paternidade – legítima – do termo “privataria”?  Arrependeu-se ?

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/11/02/folha-indicia-haddad-estadao-poe-cerra-na-roda/

Estadão e Globo ajudaram Alckmin em farsa eleitoreira



Após os protestos de rua de junho os políticos em geral perderam popularidade – à exceção de Marina Silva, que ganhou aprovação com aqueles movimentos e depois perdeu o que tinha ganhado enquanto políticos como Dilma Rousseff, que haviam sido mais prejudicados, foram se recuperando e a opinião pública foi despertando da catarse em que mergulhara.

Em São Paulo, no início de julho, o instituto Datafolha detectou que a aprovação ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) caiu de 52% para 38%. O governo Fernando Haddad sofreu dano similar: sua aprovação era de 34% e caiu para 18%.

A situação de Alckmin, porém, agravar-se-ia ainda mais devido às denúncias que surgiram em agosto envolvendo o metrô, a CPTM e as empresas europeias Alstom e Siemens, que teriam pago propinas a membros do governo paulista a partir de 1998 e durante os governos seguintes (todos do PSDB) até 2009, no mínimo.

É interessante, porém, ver as estratégias que dois dos governantes mais afetados escolheram para se recuperar, ainda que não se saiba se tais estratégias deram certo porque não foram feitas novas pesquisas.

Enquanto Haddad criou faixas exclusivas para ônibus que repercutiram bem entre a população da capital paulista por diminuírem fortemente o tempo de viagem dos que atravessam a cidade todos os dias, Alckmin preferiu priorizar em sua agenda compromissos fora da capital com a finalidade de expor sua imagem nas mídias regionais de maneira positiva.

Mas essa não foi a única estratégia tucana para melhorar a imagem de Alckmin. Assim como fez José Serra em 2010 durante a campanha eleitoral para presidente – quando foi atingido na cabeça por uma bolinha de papel e resolveu ir fazer “tomografia” enquanto acusava o PT de tê-lo atingido –, Alckmin decidiu pegar um “atalho” para melhorar sua imagem elaborando uma farsa, a qual acaba de ser desmontada pelo jornal Valor Econômico.

Em reportagem publicada em seu site na última quinta-feira, o Valor publicou entrevista do ex-secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo Antônio Ferreira Pinto, que afirmou que Alckmin (PSDB) busca lucrar politicamente com supostas ameaças de morte feitas por integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), captadas em escutas policiais.

O ex-secretário, nomeado por José Serra quando era governador e que permaneceu no cargo no governo Alckmin até o ano passado, diz que as escutas nas quais um integrante da facção fala em “decretar” (matar) o governador são conhecidas da cúpula da segurança pública desde 2011 e não têm credibilidade alguma.

A informação é importante desde que você analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham“, disse Ferreira Pinto.

O ex-secretário de Alckmin explica que, assim como não se pode acreditar na parte dessa gravação em que membros do PCC disseram que foi o grupo criminoso e não o governo do Estado quem reduziu os homicídios em São Paulo, tampouco se pode crer na parte em que um membro da organização fala em matar o governador.

O trecho da gravação de conversa de membros do PCC em que falam em matar Alckmin foi requentado pela mídia, pois era amplamente conhecido desde 2011. De lá para cá, nunca houve evidência de que existiria mesmo algum propósito nesse sentido. Nunca houve um único atentado ou qualquer outra evidência adicional.

Por que, então, os jornais O Estado de São Paulo e O Globo, em suas edições de 12 de outubro último, publicaram uma informação antiga no topo de suas primeiras páginas, com enorme destaque?

No mesmo dia em que Estadão e O Globo fizeram estardalhaço com  o suposto “plano para matar Alckmin”, a Folha de São Paulo deu apenas uma nota discreta em suas páginas internas. A mesma Folha que, em sua edição desta sexta-feira (1/11), divulgou, agora sim em sua primeira página, a matéria publicada na quinta-feira (31/10) pelo jornal Valor Econômico denunciando a farsa.

Segundo a matéria da Folha, o plano tucano-midiático pode ter dado certo. O jornal afirma que “(…) pesquisa encomendada pelo PSDB após o episódio [das manchetes dizendo que o PCC queria matar o tucano] detectou alta na avaliação de Alckmin por sua ‘coragem’ (…)”.

Entretanto, como não há maiores detalhes sobre essa “pesquisa encomendada pelo PSDB” que confirmaria que a farsa do governador paulista teria elevado sua popularidade e feito a população paulista esquecer da roubalheira dos casos Alstom e Siemens, não se pode acreditar nela.

O que fica desse episódio, além da opção de mais um tucano pela tática da “bolinha de papel”, é a iniciativa do Estadão e de O Globo de darem destaque tão grande (com manchete principal em suas primeiras páginas) a notícia tão velha (conhecida pela imprensa e pelas autoridades há quase dois anos) – à qual a Folha não deu bola, mostrando ser menos patife.

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/11/estadao-e-globo-ajudaram-alckmin-em-farsa-eleitoreira/

Boladasso, inacreditável!!



Esse Facebook do Aécio Boladasso é verdadeiro, embora inacreditável. Quando li aquela apresentação  “Sou lindo, sou tucano, sou futuro presidente dessa nação por um Brasil melhor!”  fiquei  pasma,  me lembrei da musica das Frenéticas , Perigosa, de 1976. 
 
Sei que eu sou
Bonita e gostosa
E sei que você

Me olha e me quer...
Que coisa mais ridícula, tentaram copiar o Dilma Bolada, mas nem para  copiar eles prestam. São incompetentes para copiar como são incompetentes para governar. 
 
Não podemos esquecer jamais as desgraças do governo de FHC, e do PSDB em SP. Eles não têm criatividade  para fazer algo decente. 
 
O Blog Dilma Bolada é uma criação de um fã da presidenta Dilma, não foi  a presidenta Dilma que encomendou. 
 
Aécio Neves não tem senso de ridículo nem vergonha na cara?  Ele deveria se preocupar com a sombra maléfica o Serra Chirico, o eterno candidato, que está fazendo  o diabo para ser ele a disputar a presidência em 2014. Convenceu até o PPS  do Freire  a se juntar com o PSB de Eduardo Campos, para deixar Aécio Neves sem apoio, pendurado na brocha. 
 
A maior oposição à candidatura do Aécio  é o seu próprio partido, o PSDB,  sob o comando do Serra Chirico.
 
Jussara Seixas
 
http://profdiafonso.blogspot.com.br/2013/11/boladasso-inacreditavel.html

Crise: Petrobras vende 1 milhão de barris/dia de diesel


Vasco explica por que os americanos fugiram de Libra: por causa da partilha

Neste momento, a Petrobras vende por dia, no Brasil, um milhão de barris de óleo diesel.

É a metade da produção diária de petróleo da empresa.

O que é diesel ?

Diesel é soja, é milho, é transporte, é rodovia.

É PIB na veia !

Que horror !

(Leia sobre a crise engendrada lá fora em “Eike, o Orçamento e o Golpe”)

Em tempo: o ansioso blogueiro perguntou ao Vasco, navegante de longo curso, hoje ancorado na Baia de Guanabara, entre o Pão de Açúcar e o Corcovado:

- Vasco, por que os americanos não vieram para o leilão de Libra ?

- Por causa do regime de partilha.

- Ué, não é porque eles preferem o Golfo do México ?

- Eles querem tudo, meu filho. Golfo do México, Bacia de Santos, Praia do Urubu … qualquer coisa … Eles são gulosos.

- Mas, agora, não tem como mexer na partilha. Depois de Libra, a partilha está mais sólida que o Pão de Açúcar.

- Isso, se o Adriano deixar …

- Como, Vasco, Adri … quem ?

- Você nunca ouviu falar …

- Ahn … É,  meu querido, só que a bola da partilha entrou no gol.

- Mas, eles quase conseguiram melar o leilão…

- Sim, com aquela história da espionagem na Petrobras …

- Era tudo para melar, atrasar, eleger a oposição em 2014 e entregar o pre-salzinho à coitadinha da Chevron … Já imaginou o pré-sal na mão do Dudu ? Ele é uma gracinha. Ele quer manter a partilha sem a Petrobras. E pensa que ninguém percebeu …

- É, mas agora a bola entrou.

- Se a Urubóloga não levar para os penaltis …

- É muita farinha pro caminhão dela, Vasco.

- O caminhão dela é made in USA, meu filho.

Pano rápido.

Paulo Henrique Amorim

http://www.conversaafiada.com.br/economia/2013/11/02/crise-petrobras-vende-1-milhao-de-barrisdia-de-diesel/ 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Estação Impunidade

O Esquerdopata

 
Editorial (!) da Folha de S. Paulo:
O trem tucano
Nas investigações sobre a CPTM, um escândalo engata-se a outro, e a omissão das autoridades paulistas tem garantido a impunidade geral
Tornam-se cada vez mais comprometedoras as notícias em torno da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e seus contratos milionários. As suspeitas incidem sobre sucessivos governos tucanos no Estado.
O caso já é antigo, mas foi reavivado recentemente pela empresa alemã Siemens, que, em troca de imunidade nas investigações, levou às autoridades brasileiras documentos que indicam a existência de um cartel no sistema metroferroviário paulista --com a partilha de encomendas e elevação de preço das concorrências.
Ao menos seis licitações teriam sido fraudadas, segundo documentos internos da Siemens, que apontavam conluios durante as administrações de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.
Diante das denúncias, o governador Alckmin não apenas anunciou diligências --que se revelaram bem menos rápidas do que o prometido-- mas também acentuou que, até aquele momento, não havia indicações de participação de autoridades públicas no esquema.
Pois bem. Enquanto se bloqueavam as tentativas de realizar uma CPI sobre o escândalo, surgiram nomes de possíveis beneficiários de propina no governo.
Outra empresa associada ao cartel, a francesa Alstom, vinha sendo acusada de corromper governos em diversos países. Documentos obtidos por autoridades suíças sugerem que João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM, teria recebido US$ 836 mil (cerca de R$ 1,8 milhão) da Alstom.
Revela-se agora que, em 2011, as autoridades suíças pediam ao Ministério Público brasileiro investigações sobre quatro suspeitos, inclusive o próprio Zaniboni.
Nenhuma investigação foi feita, entretanto. E o motivo alegado para a omissão é de molde a desafiar a credulidade até mesmo dos mais ingênuos. É que o pedido vindo da Suíça foi arquivado numa pasta errada. Assim declara o responsável pelas investigações no Brasil, o procurador Rodrigo de Grandis.
Como esta Folha revelou no sábado, passados três anos, a Suíça desistiu de prosseguir no caso; as suspeitas foram arquivadas.
Não bastassem as notórias dificuldades brasileiras para julgar, condenar e aplicar penas aos suspeitos de corrupção, vê-se, no caso Alstom, a intervenção de um fator acabrunhante: o engavetamento puro e simples.
Desaparece o pedido, perde-se o prazo, enterra-se o assunto, reconhece-se a "falha administrativa". Que não fique por isso mesmo, para que o trem tucano não prossiga até a muito conhecida estação chamada Impunidade.
 
http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/10/estacao-impunidade.html

Lula desmente agiotas da Folha




Por Altamiro Borges

A Folha desta quarta-feira publicou mais uma notinha sacana: “O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula nos bastidores para que o Senado vote o projeto de Francisco Dornelles (PP-RJ) de autonomia do Banco Central. Lula conversou sobre isso com o senador. O petista também falou com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – que, na semana passada, surpreendeu o governo ao defender a proposta. Lula acha que a votação seria uma forma de debelar a desconfiança do mercado em relação ao governo Dilma Rousseff”. Poucas horas depois, a assessoria de Lula desmentiu a futrica: “Lamentavelmente, hoje (30), a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, colocou em minha boca coisas que eu não disse e informações que não correspondem à verdade”.

A sacanagem da Folha não é gratuita. Há muito tempo que o jornal da falida famiglia Frias – e toda a mídia rentista e os seus “calunistas” a soldo dos banqueiros – defende a autonomia do Banco Central. A tese neoliberal extremada é simples: o povo elege o presidente, mas quem manda na economia são os agiotas financeiros. Com a autonomia do BC, os rentistas é que ditariam as políticas de juros e de câmbio. Simples assim! Durante seus oito anos de governo, o ex-presidente Lula resistiu à violenta pressão do capital financeiro para impor este golpe. Mesmo assim, a mídia não desiste e coloca “na boca” de Lula coisas que ele “não disse e informações que não correspondem à verdade”. 

A tese tresloucada da autonomia do BC foi rejeitada até por Milton Friedman, o guru dos neoliberais. No livro “Capitalismo e liberdade”, o reacionário economista afirma: “O Banco Central Independente (BCI) é um mau sistema para os que acreditam na liberdade justamente porque dá a poucos homens um poder tão grande sem que seja exercido sobre eles nenhum controle efetivo por parte do corpo político. Este é um argumento-chave, de natureza política, contra o BCI. Mas é também um mau sistema, mesmo para os que põem a segurança acima da liberdade. Erros não podem ser evitados em sistemas que dispensam a responsabilidade, mas dão amplos poderes a um pequeno grupo de homens, tornando as ações políticas altamente dependentes de acidentes de personalidade. Este é um argumento-chave, de natureza técnica, contra a existência de um BCI”.

Os rentistas nativos e sua mídia “privada” (nos dois sentidos da palavra) – hoje totalmente endividada e dependente dos banqueiros – são mais radicais e malucos do que o próprio papa do neoliberalismo. Eles pregam que o Banco Central se sobreponha aos governantes, eleitos pelo voto direto de milhões de pessoas, para implementar políticas econômicas que favoreçam seus interesses mesquinhos e egoístas. A autonomia do BC representa ainda mais poder para o capital financeiro, responsável pelo atual colapso de várias nações do planeta. Ao contrário do que difunde a mídia rentista, esta receita neoliberal não representa maior liberdade, mas sim a ditadura completa dos agiotas.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/10/lula-desmente-agiotas-da-folha.html

Caso Rodrigo de Grandis é ainda mais grave



Edição247-Carol Carquejeiro / Shutterstock.com / Fabio Rodrigues Pozzebom-Agência Brasil:
Além de cobrado por promotores suíços sobre o caso Alstom e as propinas distribuídas em São Paulo, o procurador Rodrigo de Grandis foi também alertado pelo Ministério da Justiça, comandado por José Eduardo Cardozo, em três ofícios; ou seja: nada parece justificar que o caso tenha sido colocado numa "pasta errada" de uma gaveta tão profunda; procurador será investigado por prevaricação pelo Conselho Nacional do Ministério Público e pode até ser preso

247 - A conduta do procurador Rodrigo de Grandis no caso Alstom, relacionado a propinas pagas pela multinacional francesa a personagens do PSDB em São Paulo, parece ser, a cada dia, menos defensável.
Há uma semana, quando se soube que a Suíça decidiu arquivar investigações contra lobistas envolvidos no caso, como o notório José Amaro Pinto Ramos, a assessoria de Rodrigo de Grandis alegou "falha administrativa", afirmando ainda que um pedido de cooperação feito por promotores suíços teria sido arquivado numa pasta errada.

Agora, uma nova revelação aponta que o caso é ainda mais grave. O Ministério da Justiça, chefiado por José Eduardo Cardozo, cobrou, em pelo menos três ofícios, que De Grandis respondesse a um pedido de investigação feito pelo Ministério Público da Suíça (leia, aqui, reportagem da Folha a respeito).

A cooperação vinha sendo pedida desde 2011, mas foi engavetada por De Grandis. Diante da suspeita de prevaricação, o procurador será investigado pelo Conseho Nacional do Ministério Público, podendo ser expulso da carreira e até preso.

Sob pressão, De Grandis tem evitado prestar declarações à imprensa. A Procuradoria da República apenas informa que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/119505/Caso-Rodrigo-de-Grandis-%C3%A9-ainda-mais-grave.htm