domingo, 8 de dezembro de 2013

IstoÉ denuncia: O trensalão nos tempos do Cerra


“documentos mostram que a máfia que superfaturou contratos com o Metrô de São Paulo e CPTM não só agiu durante o governo Serra como foi incentivada a montar um cartel”
 
O Conversa Afiada reproduz matéria da Revista IstoÉ:

E agora, Serra?

O ex-governador José Serra nega irregularidades, mas novos documentos obtidos por ISTOÉ mostram que a máfia dos trens, incentivada por agentes públicos, superfaturou contratos em quase R$ 1 bilhão durante sua gestão

Pedro Marcondes de Moura, Sérgio Pardellas e Alan Rodrigues

A primeira reação da maioria dos políticos que se tornam alvo de denúncias de corrupção é negar enfaticamente sua ligação com os malfeitos. A partir do surgimento de novas evidências, em geral as justificativas vão sendo readaptadas. Quase todos agem assim. O ex-governador de São Paulo, José Serra, cumpriu o primeiro passo da má liturgia política, mas não o segundo. Mesmo com o escândalo do Metrô de São Paulo chegando cada vez mais próximo dele, Serra mantém as alegações iniciais. O ex-governador tucano diz que durante sua gestão não tomou conhecimento de qualquer cartel montado por empresas de transportes sobre trilhos. Muito menos que teria incentivado o conluio, pois sempre atuava, segundo ele, a favor do menor preço. Mas Serra não poderá mais entoar por muito tempo esse discurso, sob o risco de ser desmoralizado pelas investigações do Ministério Público. Novos documentos obtidos por ISTOÉ mostram que a máfia que superfaturou contratos com o Metrô de São Paulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não só agiu durante o governo Serra como foi incentivada por agentes públicos a montar um cartel.


O TREM DA CORRUPÇÃO Cartel operou na CPTM durante gestão Serra

Conforme a documentação em poder do MP, as irregularidades ocorreram entre 2008 e2011. No período em que a maior parte dos contratos irregulares foi assinada, Serra era governador (entre 2007 e 2010). Os superfaturamentos estão relacionados a um controverso projeto de modernização de 98 trens das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha do Metrô. A reforma dos veículos, com cerca de quatro décadas de operação e considerados “sucata” pelas autoridades que investigam o caso, custam ao erário paulista R$ 2,87 bilhões em valores não corrigidos, um prejuízo de quase R$ 1 bilhão. Para se ter uma ideia, os valores se assemelham aos desembolsados pelo Metrô de Nova York na aquisição de trens novos. E quem vendeu os trens ao Metrô nova-iorquino foi justamente uma das companhias responsáveis pela modernização em São Paulo.

Além do flagrante superfaturamento, o promotor Marcelo Milani, do Patrimônio Público, já confirma a prática de cartel. O conluio, segundo ele, foi incentivado por agentes públicos em pelo menos um dos dez contratos relacionados à modernização. Trata-se do contrato do sistema de sinalização, o CBTC. Em depoimento ao MP, o engenheiro Nelson Branco Marchetti, ex-diretor técnico da divisão de transportes da Siemens, relatou que representantes da multinacional alemã e da concorrente Alstom foram chamados para uma reunião por dirigentes do Metrô e da Secretaria de Transportes Metropolitanos. Na época, o órgão era comandado por José Luiz Portella, conhecido como Portelinha, braço direito de Serra. Durante o encontro, as companhias foram incentivadas a montar cartel para vencer a disputa pelo contrato do sistema de sinalização dos trens das linhas 1, 2 e 3 do Metrô. Os executivos das empresas ainda sugeriram que o governo licitasse a sinalização linha por linha, o que triplicaria a concorrência. Mas o governo foi enfático ao dizer que gostaria que um consórcio formado por duas empresas vencesse os três certames. A Alstom acabou vencendo sozinha o contrato para o fornecimento do CBTC para as três linhas do Metrô. Em outro depoimento prestado à Polícia Federal, Marchetti já havia relatado que as pressões do governo paulista eram constantes. “No edital havia a exigência de um capital social integralizado que a CAF (empresa espanhola) não possuía. Mesmo assim, o então governador do Estado (José Serra) e seus secretários fizeram de tudo para defender a CAF”, declarou ele sobre o contrato para fornecimento de vagões pela CPTM em que o ex-governador e Portella teriam sugerido que Siemens e CAF se aliassem para vencer a licitação. A prática narrada acima acrescenta novos elementos ao escândalo na área de transporte, que Serra, apesar das constantes negativas, não tem mais como refutar.

CONLUIO Contratos de modernização de trens das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha foram vencidos sem disputa a preços acima do estabelecido pelo Metrô de São Paulo

Novos documentos e depoimentos em poder do Ministério Público também reforçam que o esquema criminoso teria o apoio de políticos e funcionários públicos beneficiados pelo recebimento de propina. Na última semana, outro executivo da Siemens, além de Everton Rheinheinmer, confirmou a existência de pagamento da comissão para agentes públicos de São Paulo. Em depoimento à Polícia Federal, o vice-chefe do setor de compliance da multinacional alemã, Mark Willian Gough, relacionou uma conta em Luxemburgo de Adilson Primo, ex-presidente da companhia no Brasil, no valor de US$ 7 milhões, aos subornos. À ISTOÉ, um ex-dirigente da MGE, outra empresa envolvida no cartel, também confirmou que representantes da Siemens cobraram de sua companhia o pagamento de propina a autoridades, em troca da obtenção de contratos com o governo paulista. A cobrança teria partido do próprio Rheinheinmer. O dinheiro, segundo o ex-executivo da Siemens, teria como destinatários parlamentares da base aliada ao governo tucano na Assembleia Legislativa. Ainda de acordo com o ex-dirigente da MGE, Rheinheinmer também teria o procurado para abrir uma conta no banco suiço Credit Suisse, em Zurique. O ex-dirigente da MGE afirma que era para lá que a Siemens mandaria parte do dinheiro desviado. “Fui procurado por Everton da Siemens tanto para pagar propina para a base aliada quanto para abrir a conta na Suíça”, confirmou à ISTOÉ o executivo da MGE.

O Ministério Público paulista investiga o superfaturamento na modernização dos 98 trens das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha do Metrô paulista há pelo menos um ano e meio. Um dos fatos que chamaram a atenção do promotor Milani foi a falta de competitividade na licitação dos quatro lotes de veículos reformados. Cada um deles foi disputado por um único consórcio, que reunia uma ou mais empresas. Ao final, sagravam-se vencedores com propostas acima dos valores estabelecidos pelo Metrô em consulta de tomada de preço feita com as próprias empresas. Tamanho disparate nos preços fez com que até dirigentes das companhias oferecessem descontos para a estatal. Um deles foi assinado pelo ex-presidente da Siemens Adilson Primo. As apurações, no entanto, esbarravam em um obstáculo. A iniciativa de reformar veículos com cerca de quatro décadas em operação só existe no Estado de São Paulo. Em outros lugares do mundo, esses veículos seriam aposentados e trocados por novos por questão de segurança dos usuários e desempenho do sistema. Sem parâmetro de comparação de preços, ficava inviável concluir se a decisão tomada pela gestão de José Serra lesava ou não os contribuintes paulistas.


Após realizar 30 oitivas, porém, o promotor pôde confirmar as irregularidades. Ao contrário do que se pensava inicialmente, quando o Metrô de São Paulo justificou que a opção pela reforma aconteceu porque ela sairia 60% mais barato do que o valor a ser desembolsado para compra de trens novos, os altos custos da modernização dos trens não apareciam apenas nos quatro contratos de reforma. Em um claro movimento de despiste, o governo paulista fracionou o serviço e acrescentou outros seis contratos à reforma. O serviço foi, oficialmente, orçado em R$ 1,6 bilhão. Só que, na verdade, a modernização dos 98 trens, com 588 vagões, teve um custo de R$ 2,87 bilhões. Sem contar as correções monetárias. Segundo o Ministério Público, o Metrô de Nova York realizou a compra de 300 vagões, neste ano, por US$ 600 milhões, o equivalente a RS 1,4 bilhão. Pagou proporcionalmente menos pelos veículos novos do que São Paulo está desembolsando na revitalização daquilo que o MP classifica como sucata. Procurado, o Metrô nega problemas com os trens e irregularidades nos contratos.

Em depoimento ao MP em 9 de setembro ao qual ISTOÉ teve acesso, o ex-diretor do Metrô e signatário de contratos da reforma dos trens Sérgio Correa Brasil confirmou que a estatal não previa no orçamento “o chamado truque, bem como a caixa que importariam em 40% do custo final”. No entanto, esses e outros itens, de acordo com seis contratos extras analisados pelo MP, foram licitados e estão sendo trocados. Diante das irregularidades, o promotor Marcelo Milani deu, na terça-feira 3, um prazo de 30 dias para que o presidente do Metrô de São Paulo suspenda os dez contratos de modernização.


 
Fotos: PEDRO DIAS

Clique aqui para ler “Metrô de Cerra superfaturou R$ 1 bilhão”

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/12/07/istoe-denuncia-o-trensalao-nos-tempos-do-cerra/

Um desafio a Ali Kamel, chefão da Globo


Por Antônio Mello, em seu blog:

O diretor geral de Jornalismo e Esportes da Rede Globo, Ali Kamel, diz que o jornalismo da emissora é independente, ponto, mas, acrescento eu, "dos fatos", só agora ponto.

Para mostrar essa independência, desafio o Jornal Nacional da Rede Globo a produzir reportagem semelhante à que exibiu na edição de ontem do telejornal sobre o hotel em que José Dirceu vai trabalhar. Só que o alvo da operação investigativa tem que ser a Globo Overseas.

Na reportagem de ontem, o JN chegou a enviar repórteres ao Panamá para investigar a quem pertence o Hotel Saint Peter, onde Dirceu vai ser gerente administrativo. Será pelos R$ 20 mil de salário dele? Ou porque a Globo não admite que se dê emprego a "mensaleiros"?

Mas, volto eu, que tal mostrar a independência do jornalismo Global, fazendo uma grande reportagem sobre a Globo Overseas, aquela empresa que a Globo criou no exterior apenas para fraudar a Receita Federal, segundo processo em que foi condenada a pagar, à época, mais de R$ 600 milhões?

Que tal esclarecer aos brasileiros por que a empresa foi criada? Por que a Receita a autuou e a Justiça reconheceu a dívida milionária - hoje, com a correção, provavelmente bilionária?

Por que o processo foi surrupiado da sede da Receita, quem o surrupiou, com que intuito e a mando de quem?

Taí o desafio.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/12/um-desafio-ali-kamel-chefao-da-globo.html

Carta aberta ao meu amigo Genoino



Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:
Caro Genoino,

Fiquei sabendo que você não está querendo receber visitas. Nem deve. Quanto mais tranquilo você puder ficar com a família e se cuidar nestes dias difíceis, melhor. O mais importante é se alimentar bem para revigorar as forças e tomar os remédios na hora certa.

Por isso, e porque está proibido de dar entrevistas, resolvi escrever esta breve carta só para te dizer que, embora fosse dolorido, você fez muito bem em renunciar ao mandato e acabar de uma vez com este deprimente espetáculo de humilhação que vinha sofrendo por parte de setores da oposição e da mídia amiga (deles).

Sei que você já vinha pensando nisso há algum tempo, não foi uma decisão tomada no calor do embate, e só estava esperando o melhor momento, mas tem uma hora em que é preciso haver um desfecho e qualquer solução é melhor do que nenhuma.

Com certeza, você deve agora estar se sentindo mais aliviado, embora tua agonia esteja longe de acabar, sempre dependendo dos outros para saber o que vai ser da tua vida amanhã.

Nessa situação, cada dia é um dia ganho que pode ser decisivo, como agora nesta sexta-feira, em que termina o prazo para a defesa apresentar seus argumentos sobre a prisão domiciliar ao STF. Depois, é esperar por uma decisão de Joaquim Barbosa, o presidente do tribunal.

O grande trunfo com que você conta, e ninguém vai lhe tirar, é esta tua maravilhosa família, que encontrei muito unida quando fui lhe visitar no hospital depois da cirurgia. Depois da prisão, Rioco e Miruna revelaram-se duas leoas na defesa da sua integridade física e moral.

Quarenta anos atrás, vocês se abraçaram numa cela e Rioco teve que esperar o namorado sair da cadeia para poder se casar. Agora, repetiram a cena, quando ela foi te ver na Papuda, e vai ter que precisar de muita paciência outra vez. Nunca vocês, nem ninguém, poderiam imaginar que isso pudesse acontecer de novo.

Qualquer dia desses a gente se vê para colocar as conversas em dia. Te cuida, meu amigo.

Vida que segue.
 
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/12/carta-aberta-ao-meu-amigo-genoino.html

PESOS E MEDIDAS - UM PARA O PT, OUTRO PARA O PSDB - POR LUIS FERNANDO VERÍSSIMO



 

PESOS E MEDIDAS
Recorre-se tanto à frase “dois pesos e duas medidas” para reclamar isonomia no julgamento dos casos de corrupção no país que eu proponho o fim da hipocrisia. Oficialize-se, já, dois sistemas de pesos e medidas diferentes no Brasil, um que vale só para o PT (Sistema 1) e outro para os outros, principalmente o PSDB (Sistema 2).
As previsíveis confusões — desencontros em construções, conflitos na medição de terras etc — seriam resolvidas por um conselho arbitral formado por representantes dos dois sistemas. Desde que não fosse presidido pelo Barbosa, claro.

           Blog do Noblat
 
http://007bondeblog.blogspot.com.br/2013/12/pesos-e-medidas-um-para-o-pt-outro-para.html

Eduardo Campos atrasou obra ligada à transposição rio São Francisco para prejudicar Dilma




O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que fez críticas à lentidão das obras de transposição do rio São Francisco, mas ele deu sua contribuição para os problemas do projeto.Eduardo Campos, é candidato à presidência e é adversário político da presidente Dilma
Uma obra complementar e essencial para levar a água para pernambucanos que sofrem efeitos da seca foi atrasada - de propósito? -  e depois, rejeitada pelo governo de  Eduardo Campos.
Questionado em outubro sobre a lentidão da transposição, que se arrasta desde 2007, Campos disse que "dá para fazer obras  dentro do cronograma" se houver um "modelo de governança".
O governador rompeu em setembro com a presidente Dilma Rousseff para se lançar ao Planalto em 2014.
O Ramal do Agreste, orçado em R$ 1,3 bilhão, servirá para ampliar o alcance da transposição em Pernambuco, conectando a obra a uma adutora que está sendo construída pelo Estado.
Em janeiro, o Ministério da Integração Nacional fez o projeto da obra e a transferiu para a Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento), que havia se comprometido a construir o ramal com recursos federais.
Na ocasião, a Compesa previu lançar em março a licitação. Em julho, fez nova previsão e anunciou que até o fim daquele mês seria divulgada a concorrência.
Em agosto, porém, a companhia devolveu a obra para o Ministério da Integração, argumentando que o objetivo era "dar mais celeridade" porque as características do ramal são parecidas com as da transposição.
"De junho para julho a gente começou a negociar a devolução, então não teve mais sentido [fazer a licitação]. Entregamos tudo que recebemos com um upgrade, com os estudos que fizemos", afirmou o presidente da Compesa, Roberto Tavares.
O ministério, que na época da devolução era comandado por Fernando Bezerra (PSB), indicado por Campos, ainda não começou a construir o ramal. A licitação está prevista para este mês.
O atual ministro, Francisco Teixeira, é ligado ao governador do Ceará, Cid Gomes, que rompeu com Campos. Informações da Folha
 
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/12/eduardo-campos-atrasou-obra-ligada.html

Busca da Globo por “laranjas” deveria incluir o filho de FHC




Ao final da minuciosa reportagem do Jornal Nacional da última terça-feira (3/12) sobre a composição societária do hotel Saint Peter, de Brasília – uma escancarada tentativa da Globo de “melar” a contratação do ex-ministro José Dirceu pelo hotel, que lhe permitiria se beneficiar do regime semiaberto –, a esposa me olha e pergunta: “E aí?”.
Fiz um teste. Perguntei a ela: “Qual é a denúncia?”.
A resposta que me deu poderia ter sido dada por um advogado de renome ou por qualquer outra pessoa com maior ou menor qualificação para entender o que acabara de ser “denunciado” pelo telejornal da Globo. A patroa disse que, pelo que entendeu, a composição societária do hotel é “suspeita”.
Insisto na pergunta. Suspeita por que? “Ora, porque o presidente da empresa que administra o tal hotel Saint Peter é auxiliar de escritório”, respondeu.
A cara metade tem certa razão. O sujeito reside em uma casa comum e não em uma mansão na qual o senso comum sugere que deveria residir o alto executivo de uma empresa como essa “Truston International Inc.”
O panamenho José Eugenio Silva Ritter reside na periferia de Panamá City. Ao Jornal Nacional, ele reconheceu que aparece mesmo como sócio de muitas empresas mundo afora. É mais do que provável, pois, que a Truston use “laranjas” – ou, ao menos, um “laranja”. Que outra razão essa empresa transnacional teria para concentrar estruturas societárias nesse sujeito?
O mensalão abriu mesmo as portas do setor do inferno que abriga os hipócritas empedernidos. Deve haver, só no Brasil, centenas de milhares de empresas que se valem do mesmo tipo de estrutura societária do Saint Peter e ninguém – muito menos a Globo – cisma de montar grandes esquemas de reportagem, enviando repórteres ao exterior, para mostrar que os donos de um empreendimento preferem não constar em um contrato social.
Se o grupo que edita a congênere de antipetismo da Globo (a revista Veja) associou-se ao grupo estrangeiro que controla o hotel em que Dirceu vai (?) trabalhar, daí se pode entender como o uso de “laranjas” é quase uma regra em grandes aquisições e investimentos estrangeiros aqui e em muitas outras partes do mundo.
Mas se a Globo está mesmo preocupada com o uso de “laranjas”, deveria usar toda essa estrutura multimilionária de seu jornalismo para investigar um caso escandaloso envolvendo Paulo Henrique Cardoso, filho de Fernando Henrique Cardoso, que integra – ou integrou – sociedade junto com o mega grupo empresarial Disney.
Em 2011, o Ministério das Comunicações abriu investigação sobre o grupo Disney para saber se controlava ilegalmente a rádio Itapema FM, de São Paulo, que usava o nome fantasia de “Rádio Disney”.
A emissora, porém, pertencia legalmente a Paulo Henrique Cardoso e à Disney. Oficialmente, à época, PHC tinha 71% da emissora e a Disney menos de 30%, de acordo com o que é permitido pela Constituição para que empresas estrangeiras sejam proprietárias de meios de comunicação no Brasil.
Executivos da Disney no país – o diretor financeiro e o diretor-geral – tinham procuração de PHC para autorizar empréstimos, emitir cheques e vender bens da emissora, o que mostra que interferiam na gestão da empresa.
Até 2007, a Rádio Itapema foi de Orestes Quércia (morto em 2010), que ganhou a concessão no governo Sarney. Ele negociou a emissora com o grupo RBS, que revendeu 71% à Rádio Holding e 29% à Walt Disney Company (Brasil). Paulo Henrique, em 2011, tinha 99% da Rádio Holding. O 1% restante era do grupo Disney.
Os gráficos abaixo, divulgados à época pela revista IstoÉ, resumem melhor o imbróglio.
 

 
Diante de evidência tão escandalosa de que o filho de um ex-presidente é o evidente “laranja” da mega corporação norte-americana – não se imagina que a Disney entraria em uma sociedade em que tivesse 1% de participação e o seu sócio brasileiro 99% –, o Ministério das Comunicações abriu investigação que até hoje não teve o resultado divulgado.
Aliás, o assunto “sumiu”.
Seja como for, é evidente que, tal qual a Panamenha Truston, o Grupo Disney se valeu de um “laranja” (filho de um ex-presidente da República) para burlar a lei brasileira, que limita a 30% a participação de capital estrangeiro em empresas de comunicação.
Esse caso envolvendo PHC e a Disney, aliás, é bem mais grave e suspeito do que o do hotel em que Dirceu irá trabalhar – se é que irá, após a “escandalização” do nada levada a cabo pelo Jornal Nacional. Afinal de contas, o caso envolvendo a Truston não diz respeito ao Brasil, até onde se sabe. Já o caso envolvendo a Disney burla a legislação brasileira.
Tudo bem se a Globo quiser acabar com estruturas societárias como as da Truston e as da Disney, ao menos no Brasil. Seremos o único país do mundo em que não ocorrerão associações de conveniência em que o controlador oficial de uma empresa não seja seu verdadeiro dono. Mas, se assim for, tem que ser para todo mundo.
Espera-se, por exemplo, que se a Truston for considerada inidônea no Brasil o mesmo ocorra com a Disney. Mas não só. Você, aí, que está acusando Dirceu e que controla uma empresa com um contrato social desse tipo – e há muita, mas muita empresa assim no país – deveria se preparar.
De repente, se esse caso for levado em frente, o governo brasileiro poderia desencadear uma onda de fiscalização de todo e qualquer contrato social cujo sócio majoritário não tenha patrimônio que comprove que tem condições de controlar aquela empresa. Garanto que vai ter muito antipetista de cabelos em pé, se isso ocorrer.
O que, aliás, seria muito bom, pois essas composições societárias esquisitas são uma praga que acoberta toda sorte de ilícitos.
Será que o ministro Joaquim Barbosa, mais uma vez, inventará leis e regras que só valem para petistas? Talvez não autorize a Truston a empregar Dirceu, mas a autorize fazer negócios com o Grupo Abril. Assim, a empresa poderá ou não fazer associações esquisitas dependendo de com quem faça. Com filho de tucano, por exemplo, pode.

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/12/busca-da-globo-por-laranjas-deveria-incluir-o-filho-de-fhc/

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Lobão agride Dilma no Roda Viva: "inapta" e "estúpida"



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Colunista de Veja, o cantor Lobão foi o entrevistado no Roda Viva na noite de ontem, em sua nova fase, sob o comando de Augusto Nunes; no programa, não faltaram agressões à presidente Dilma Rousseff; "Dilma é completamente inapta, não sabe falar, não sabe fazer nada. É de uma estupidez galopante", disse o músico; "nem tomar sorvete na testa ela vai conseguir, porque não vai conseguir mirar a própria testa", continuou, antes de se definir como "ex-petista"; ele afirmou ainda que a "Revolução de 64" safou o Brasil de "algo bem pior", referindo-se à chamada "ameaça comunista"; ídolo do rock nos anos 80, Lobão hoje joga no time neocon

3 de Dezembro de 2013 às 07:38
247 - O programa Roda Viva, hoje sob o comando de Augusto Nunes, colunista de Veja e militante político, já viveu dias melhores. Na noite de ontem, o entrevistado do programa, pago pelo governo de São Paulo, foi o cantor Lobão, também colunista de Veja e autor do livro "Manifesto do Nada na Terra do Nunca".
Na atração, conduzida pelo jornalista que classifica a presidente Dilma como "neurônio solitário", não faltaram agressões. "Dilma é completamente inapta, não sabe falar, não sabe fazer nada. É de uma estupidez galopante", disse Lobão, que se classificou como um "ex-petista". Lobão disse ainda que Dilma seria incapaz de tomar sorvete na testa, "porque não vai conseguir nem mirar a própria testa".
Lobão também aproveitou o espaço para defender o golpe militar de 64. "Pelo que vejo das ditaduras comunistas, de Cuba, da ex-URSS, Venezuela, tudo indica que a gente se safou de algo muito pior." Ele afirmou ainda que o ex-presidente João Goulart fugiu – e não foi deposto. "Por que ele não ficou?", perguntou.
Na mesma entrevista, ele voltou a atacar aqueles que define como "rebeldes chapa branca". Seriam eles Pablo Capilé, do coletivo Fora do Eixo, e Mano Brown, dos Racionais MC´s. Lobão afirmou ainda que uma das maiores bobagens de sua vida foi ter apoiado Lula em 1989.
Assista:

 

 http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/122759/Lob%C3%A3o-agride-Dilma-no-Roda-Viva-inapta-e-est%C3%BApida.htm

Será que o 'trensalão' paulista pode descarrilar para Minas?



Honestaudo Never: Tá com a pulga atrás da orelha.
O que levou o senador Aécio Neves (PSDB) a se envolver pessoalmente na batalha perdida da comunicação sobre o escândalo de corrupção da Alstom e da Siemens nos trens e empresas de energia nos governos tucanos de São Paulo?

Aécio vem da escola política mineira que cultiva a prudência e esperteza. Essas características recomendariam manter seu nome o mais longe possível do caso. Estava claro que haveria o alto risco de que atacar o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pelas investigações da Polícia Federal, viraria um tiro no pé, pois a opinião pública veria o caso como pressão pelo engavetamento. E foi o que aconteceu, apesar dos esforços editoriais da imprensa oposicionista em dar uma mãozinha aos tucanos, para tentar colocá-los na posição de vítimas.

Para piorar, o gesto político de Aécio acabou por reforçar a impressão de maior envolvimento dos governos tucanos paulistas no escândalo, além de "contaminar" a imagem do senador mineiro. Afinal, para o público telespectador que acompanha superficialmente o caso, ao ver Aécio reclamando das investigações, pode até achar que ele estaria no rol de suspeitos.

Nem o fato de ele ser o presidente do partido justifica. Os tucanos poderiam escalar apenas os líderes na Câmara e no Senado, poupando seu pré-candidato à Presidência da República de se "contaminar". O governador paulista Geraldo Alckmin, por exemplo, evitou se expor.

Mas uma explicação para o comportamento do senador Aécio pode ser as estreitas relações da Alstom e seus ex-executivos com o tucanato mineiro, sobretudo através da Cemig, a empresa de energia elétrica do governo do estado de Minas.

Em 2002, chama atenção a dispensa de licitação no contrato da Cemig com o Consórcio Alstom/Orteng/Inelto para implantação da Subestação Seccionadora Bom Despacho 3. O contrato foi executado durante o governo de Aécio Neves, que manteve o presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais.

Em janeiro deste ano, a mesma Alstom anunciou que Cemig a selecionou em um contrato de 20 milhões de Euros para reforço da transmissão nas Subestações de Bom Despacho 3 e São Gotardo 2.

Outra coincidência curiosa é que, quando a Cemig virou sócia da Light, durante a gestão de Aécio Neves como governador de Minas, o escolhido para presidir a Light foi José Luiz Alquéres, ex-presidente da Alstom no Brasil entre 1998 e 2006, período em que a multinacional é investigada por suposto pagamento de US$ 6,8 milhões em propina para políticos do PSDB para vencer licitações de US$ 45 milhões do metrô de São Paulo.

Outra pedra no sapato do tucanato mineiro é o testemunho do empresário Edson Brockveld – dono da Brockveld Equipamentos – na CPI dos Correios, dado em 2005. Brockveld contou que a ECT (Correios) abriu a concorrência internacional 016/99 para a compra de esteiras rolantes. A ECT estava sob hierarquia do Ministério das Comunicações, e o ministro era Pimenta da Veiga, do PSDB mineiro. Brockveld colocou sua proposta de R$ 48 milhões em envelope lacrado.

Brockveld diz ter sido procurado pouco antes da abertura das propostas pelas empresas Mannesmann, Siemens e Alstom para desistir da concorrência, pois estaria acertado previamente que as duas últimas seriam as vencedoras da licitação. Ele entregou o envelope, porém sequer foi aberto, pois sua empresa foi inabilitada por mudanças no processo de seleção em desacordo com o edital, segundo ele.

Siemens e Alstom foram às escolhidas, cobrando quase o dobro da Brockveld. As vencedoras ainda passaram a gerenciar outros três contratos no valor de US$ 100 milhões (cerca de R$ 230 milhões).

Em seguida, conta o empresário, a direção da Brockveld foi procurada pelas vencedoras para um acordo. Não contestaria a licitação, em troca de Siemens e Alstom dividirem com a perdedora parte do fornecimento dos equipamentos. No entanto, as empresas vencedoras não honraram os acordos, segundo o empresário.

Na CPI dos Correios, Edson Brockveld entregou toda a documentação sobre o caso. O sub-relator, então deputado federal, hoje ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou na audiência que a CPMI iria solicitar ao Ministério Público o aprofundamento da investigação sobre o caso. Será que este processo descansa em alguma gaveta por aí?

Como se vê, Aécio Neves pode ter mais motivos para se queixar da Polícia Federal mexer nesse vespeiro do que a mera solidariedade a tucanos paulistas.

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2013/12/sera-que-o-escandalo-do-trensalao-paulista-pode-descarrilar-para-minas-1367.html

2474: perguntinhas ao Mentor


Alexandre Teixeira, do Blog Megacidadania, indaga o deputado José Mentor sobre o inquérito. 
 
O Conversa Afiada reproduz indagações de Alexandre Teixeira, do Blog Megacidadania:


Prezado deputado José Mentor,

O site oficial do STF registra que o ministro Joaquim Barbosa autorizou que o senhor tivesse acesso ao inquérito 2474 em trâmite no STF, conforme se pode constatar no link http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=%28Inq%24%2ESCLA%2E+E+2474%2ENUME%2E%29&base=basePresidencia&url=http://tinyurl.com/a8gn585

O inquérito 2474, em que pese ainda estar sob sigilo, é objeto do maior interesse por parte de todos que buscam informações acerca da AP 470 (“mensalão”). Tal interesse se fortalece por já estar divulgado que este inquérito 2474 abrigou documento,  Laudo 2828/2006-INC, que trata de investigação na Visanet desde junho de 2007. Neste mesmo mês, corria o inquérito 2245 que, em novembro de 2007, virou AP 470. Portanto o Laudo 2828/2006-INC não fez parte do inquérito 2245, fato que desrespeitou o amplo direito de defesa dos réus da AP 470 por não terem tido acesso a esta prova antes do julgamento de aceitação da denúncia (agosto de 2007). Estes fatos aqui narrados estão documentados.

Sabe-se também que o inquérito 2474 abrigou documentos de investigações, realizadas pela Polícia Federal, posteriores à denúncia apresentada pelo PGR/MPF em 30/03/2006 e que estes documentos são relativos à AP 470.

Por óbvio é de seu conhecimento que a AP 470, trouxe, traz e trará enormes complicações políticas ao PT, por isso, o fato de o senhor ser uma das duas únicas pessoas a ter sido autorizado a ter acesso ao inquérito 2474 – a outra pessoa foi o senhor Daniel Dantas – se reveste de especial oportunidade as perguntas que ora lhe encaminho.

A fim de elucidar o motivo pelo qual este inquérito 2474, aberto em março de 2007 no STF, que até hoje encontra-se sob segredo de justiça e que contêm documentos vinculados à AP 470, é que lhe dirijo as seguintes perguntas:

1) o senhor teve acesso ao laudo 2828/2006 da Polícia Federal que contradiz a denúncia apresentada ao STF pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e aceita por Barbosa, contra alguns dos 40 denunciados no mensalão ?

2) o senhor teve acesso ao documento que demonstraria que o Banco Rural, cujos ex-diretores foram condenados por fazer empréstimos ao Partido dos Trabalhadores (PT), teria feito empréstimo semelhante à Globo ?

3) o senhor teve acesso aos documentos que mostrariam que a DNA propaganda, de Marcos Valério, teria pago à empresa Tom Brasil, com recursos da Visanet,  R$ 2,5 milhões ? Em 2010, a Tom Brasil contratou Felipe Barbosa, filho de Joaquim Barbosa, para assessor de imprensa da casa de shows Vivo, no Rio de Janeiro, revelaram a Rede Brasil Atual  e  O Cafezinho, de Miguel do Rosário

A possibilidade de ser dar ampla divulgação ao distinto público da íntegra do que contem o inquérito 2474, que o senhor teve acesso, eventualmente pode ser a oportunidade de se lançar luz do porquê terem sido escolhidas 40 pessoas para constarem na AP 470 e as demais cerca 80 pessoas identificadas na CPMI dos Correios serem “deslocadas” para outro procedimento.

Para um perfeito entendimento do que se trata a relação deste inquérito 2474 com o julgamento da AP 470, indico como esclarecedor a leitura da postagem do blog VIOMUNDO, conforme link a seguir http://www.viomundo.com.br/denuncias/joaquim-barbosa-e-antonio-fernando-de-souza-faltaram-com-a-verdade.html

Sou proprietário do blog Megacidadania e tenho acesso a uma rede de diversos outros blog’s que irão receber as respostas referentes as perguntas que aqui lhe dirijo.  

Att,
ALEXANDRE Cesar Costa TEIXEIRA

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/12/03/2474-perguntinhas-ao-mentor/ 

Príncipe da privataria e imperador do cinismo



Rameira! Ponha-se daqui pra fora!

O escritor Palmério Dória não poderia ter sido mais feliz ao iniciar o best-seller “O Príncipe da Privataria” (Geração Editorial) com o relato da expulsão da jornalista da Globo Miriam Dutra do gabinete do então senador Fernando Henrique Cardoso, no início dos anos 1990, quando ele se preparava para disputar a Presidência da República pela primeira vez.

Dória sabia que sua obra deveria mostrar, para começo de conversa, o caráter de seu protagonista. E nada melhor para mostrar o caráter de um homem do que uma situação em que é colocado diante de sua responsabilidade na concepção de um filho.

FHC agiu da forma mais vil que um homem pode agir com uma mulher: além de fugir da própria responsabilidade pela concepção de uma nova vida, ainda humilhou aquela a quem, quando o desejo carnal falou mais alto, por certo não tratou de “rameira” nem expulsou da alcova em que foi inseminada.

A conduta reveladora de FHC, imortalizada por Dória, coaduna-se à perfeição com o seu último artigo nos jornais O Estado de São Paulo e O Globo, os quais lhe dão espaço todo início de mês. Seu texto revela, acima da falta de caráter, um cinismo quase sobrenatural.

Se existe um político que não poderia criticar uso de dinheiro público para comprar parlamentares, esse alguém é Fernando Henrique Cardoso. O livro “Príncipe da Privataria” mostra, sem deixar dúvida (a quem tiver uma réstia de honestidade intelectual), que, na pior das hipóteses, o ex-presidente teve o domínio do fato da compra de votos de parlamentares para que aprovassem a emenda constitucional que lhe permitiu disputar a própria sucessão.

FHC não nega que votos tenham sido comprados – quem não souber disso, que se informe. Já deu várias entrevistas em que reconhece que “alguém” comprou deputados para que votassem a favor de sua reeleição. Até a CNBB denunciou isso, à época – e antes da denúncia pela Folha de São Paulo. Mas ele diz que “não sabia” de nada.

Ganha um exemplar de “O Príncipe da Privataria” quem postar aqui o link de uma coluna, de um artigo ou de um editorial de algum grande meio de comunicação em que o “não sabia” de FHC tenha sido ironizado como foi, tantas vezes, o de Lula ao negar que soubesse do mensalão.

Nunca houve uma única prova material que tornasse inquestionável a acusação ao PT de que “comprou” deputados para aprovar matérias de interesse do governo Lula. Os membros do partido que hoje mofam em uma masmorra qualquer no Planalto Central foram condenados pela “verossimilhança” que ministros do STF viram na acusação.

Com a compra de votos para a reeleição de FHC, foi muito diferente. Havia abundância de provas de que os votos foram comprados, sendo a principal um conjunto de gravações de deputados governistas confessando que foram corrompidos por 200 mil reais cada um para votarem a favor da emenda da reeleição.

Era o tempo do engavetador-geral da República, o ex-procurador-geral da República Geraldo Brindeiro, nomeado por FHC e que, ao longo de oito anos, nunca incomodou o governo ao qual prestou serviços – infringindo a lei, diga-se.

Isso não impediu que FHC escrevesse, nesse último artigo, acusações aos adversários petistas de terem feito aquilo que ele diz que não fez, mas que a teoria do domínio do fato, tal como foi usada pelo Supremo, diria que só pode ter feito, pois não se imagina que alguém cometa um crime para favorecer a outrem desinteressadamente e sem que o favorecido saiba de nada.

E se algum defensor do tucano disser que, se é assim, Lula também teria que “saber”, engana-se:  o mensalão não beneficiaria o ex-presidente petista pessoalmente, mas a compra de votos de FHC foi um benefício pessoal para ele e só para ele, pois poderia ter feito como Lula e elegido algum “poste” para continuar sua “obra”, mas seu projeto de poder era pessoal.

Sobre o artigo de FHC em questão, no entanto, há pouco mais que dizer. Sob o ridículo título “Sinais alarmantes”, apenas escancara seu cinismo sobrenatural enquanto tenta construir um risco qualquer para a democracia que haveria em seus adversários simplesmente fazerem política.

O primeiro parágrafo dessa peça lamentável resume tudo:

“Finalmente fez-se justiça no caso do mensalão. Escrevo sem júbilo: é triste ver na cadeia gente que em outras épocas lutou com desprendimento. Estão presos ao lado de outros que se dedicaram a encher os bolsos ou a pagar suas campanhas à custa do dinheiro público”

Só esse parágrafo basta para ilustrar a falta de caráter de alguém que, se tivesse ao menos um pingo de decência, trataria de se fechar em copas, de não apontar o dedo para quem, no máximo – mesmo acedendo à tese farsesca de que o PT compraria os próprios deputados –, pode ter feito o que ele mesmo fez. Só que sem as provas que abundam contra si.

Mas o que esperar de um homem que, sob insultos pesados, expulsa a mulher que inseminou ao ser comunicado por ela de que o ato que praticaram gerou um fruto? A falta de caráter desse sujeito não precisava desse artigo deplorável em que, além de “príncipe” da roubalheira de patrimônio público, confirmou ser o imperador do cinismo.

Datafolha

Enquanto a mídia e o PSDB continuarem apostando no mensalão para convencer os brasileiros a votarem como querem, o PT pode ficar tranquilo. Só FHC e os barões da mídia seus amigos acreditam que alguém dará bola à tese maluca de que só petistas merecem estar na cadeia.

Como diz o novo marqueteiro do PSDB – ao qual o partido e seu aparato midiático teimam em não dar bola –, o mensalão não lhes dará um único voto.

Só existe um meio de o PSDB ou qualquer outro impedir a reeleição de Dilma Rousseff: há que convencer o eleitorado de que (1) sua vida vai mal e de que (2) pode-se fazer melhor do que está sendo feito. Do contrário, o conservadorismo brasileiro vai manter tudo como está.

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/12/principe-da-privataria-e-imperador-do-cinismo/

Ciência sem Fronteiras. Só não é sucesso na Globo


“Esse é o Brasil que dá certo mas não aparece na Globo. “

Sugestão do amigo navegante Marcio Oliveira:

Recebi esse vídeo de um amigo que está na Irlanda pelo Ciência sem Fronteiras do Governo Federal, muito legal. Esse é o Brasil que dá certo mas não aparece na Globo.  

   

http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2013/12/01/ciencia-sem-fronteiras-so-nao-e-sucesso-na-globo/

Aécio Neves e o helicóptero do pó

O Honestaudo Never: O trôpego
Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

O senador Aécio Neves (PSDB), provável candidato à presidência da República em 2014, disse hoje (29) em São Paulo que ainda não vê ligação do deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade-MG) com a “questão” na qual é implicado. Perrella, filho do senador Zezé Perrella (PDT-MG), é dono do helicóptero apreendido em uma fazenda no município de Afonso Cláudio, Espírito Santo, com 443 quilos de cocaína no último domingo (24). “Ele tem que explicar. Até hoje não ouvi nada que o vinculasse a essa questão. Temos que dar a ele direito de defesa, mas é preciso que seja rapidamente esclarecido”, afirmou, após almoço no Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), na Vila Clementino, zona sul da capital.

O deputado federal Fernando Francischini (Solidariedade-PR) afirmou que vai pedir ao presidente do partido, Paulinho da Força, o afastamento de Gustavo Perrella do partido.

Aécio falou também sobre as denúncias da formação de cartel e de corrupção no Metrô de São Paulo, trazidas à tona pela multinacional alemã Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O presidenciável voltou a dizer serem falsos os documentos nos quais são citados três secretários do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que poderiam estar ligados ao esquema do lobista Arthur Teixeira: José Aníbal (Energia), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico). Segundo as denúncias, atribuídas ao ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, o senador Aloysio Nunes (PSDBSP) também seria próximo a Teixeira.

“Queremos que o ministro da Justiça simplesmente explique por que não assumiu desde o início que foi ele quem encaminhou os documentos à Polícia Federal. Por que não se explica com clareza quem é que fez a falsificação daqueles documentos”, disse Aécio. Esta semana, ele, os três secretários e Aloysio Nunes chegaram a pedir a demissão de Cardozo. “Nós, do PSDB, queremos a apuração profunda de todas as denúncias, se houver pessoas próximas ou vinculadas ao partido que tenha cometido alguma ilicitude, que responda por ela”, e ressalvou: “O que não podemos aceitar é a manipulação e a falsificação de informações”.

Ontem, o ministro da Justiça acusou a cúpula do PSDB de tentar tumultuar as investigações que envolvem vários caciques do partido com o esquema de corrupção no Metrô de São Paulo e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e disse que vai processar quem o difamar.

“Acho que há uma tentativa muito clara de evitar uma apuração imparcial e séria. Há pessoas que, por alguma razão que desconheço, estão tentando criar um tumulto, uma situação na qual quem cumpre a lei é acusado, para tirar o foco de uma investigação correta”, atacou José Eduardo Cardozo.

Ao abordar a questão, Aécio cobrou que a apuração da Polícia Federal e do Cade se estenda a outras esferas de governo, e acusou haver atuação do cartel na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), federal. “E que [o ministro] continue fazendo as investigações. Faça sobre as denúncias de cartel em São Paulo, cartel que segundo documentos da Siemens existia também em outros setores e níveis de governo, inclusive federal, na CBTU.”

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/12/aecio-neves-e-o-helicoptero-do-po.html

Mensalão do PSDB: dez anos parado. Aécio, não cobra rapidez e Barroso, diz que não comenta




A primeira ação judicial que trata dos. fatos relacionados ao mensalão do PSDB completou ontem dez anos de tramitação no Supremo Tribunal Federai Distribuída para o então relator, ministro Carlos Ayres Britto, no dia 1° de dezembro de 2003, a ação civil pública por atos de improbidade administrativa está praticamente parada na Corte neste período de uma década. Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, o mensalão do PSDB foi um esquema de arrecadação ilegal de recursos para a campanha à reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998. A ação por improbidade foi ajuizada quatro anos antes da denúncia criminal e é o primeiro processo envolvendo a campanha tucana daquele ano.

A ação pede a indisponibilidade ou bloqueio cautelar de bens até o limite de R$ 12 milhões do ex-governador mineiro e atual deputado e outros dez requeridos - entre eles Marcos Valério Fernandes de Souza, seus sócios na SMPB, já condenado no mensalão federal, e o atual senador Clésio Andrade (PMDB-MG).
Os procuradores e promotores afirmam 11a peça conjunta dos Ministérios Públicos Federal e Estadual que o governo de Minas autorizou de forma ilegal o pagamento de R$ 3 milhões das estatais Companhia Mineradora de Minas (Comig, atual Codemig) e Companhia de Saneamento do Estado (Copasa) para a agência SMPB, como objetivo de patrocinar o evento esportivo Enduro da Independência.
Trata-se do grosso do desvio  de dinheiro público apontado em 2007 na denúncia criminal do mensalão do PSDB  pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza - para quem o “esquema delituoso verificado no ano de 1998 foi a origem e o laboratório dos fatos descritos” na acusação formal do mensalão federal.
O prosseguimento da ação aguarda o julgamento pelo plenário do Supremo de dois recursos apresentados em 2005 contra a decisão do então relator Ayres Britto, que havia determinado a remessa dos autos à Justiça Estadual de Minas, entendendo que não cabe foro privilegiado para crimes de improbidade administrativa. Ayres Britto completou 70 anos no fim do ano passado e se aposentou compulsoriamen-frido dos Mares Guia, como réu. Ele atuou como coordenador-ge-ral da campanha de 1998, quando candidato a deputado federal.
Não há data para a análise dos recursos pelo plenário do STF. O gabinete de Barroso informou que o ministro não iria comentar
O tesoureiro da campanha do PSDB ao governo de Minas em 1998, Cláudio Mourão, fará 70 anos em abril e também poderá requerer a prescrição — cujo prazo de 16 anos entre a ocorrência do fato e a aceitação da denúncia cai pela metade quando o réu completa tal idade. No caso do mensalão mineiro foram 12 anos entre os fatos (1998) e o acolhimento da acusação criminal formal (2010). Na ação civil, não há risco de prescrição.

Na prática, a falta de conclusão da ação civil no Supremo impede desdobramentos do caso. A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público prepara uma nova ação contra réus pedindo a devolução de recursos que saíram do antigo Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e foram parar na campanha à reeleição de Azeredo.

Além dos R$ 3 milhões já apontados na ação que corre no STF, R$ 500 mil de empresas do grupo Bemge foram desviados por meio de patrocínio do Iron Biker, outro evento esportivo organizado pela SMPB, segundo laudos do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal.

Pedidos.

 Por solicitação do promotor João de Medeiros, o então procurador-geral Roberto Gurgel encaminhou no fim de 2012 ofício ao STF pedindo que fosse dada preferência ao julgamento dos recursos da Pet 3067 - nome do processo na Corte. Questionada, a assessoria jurídica do atual procurador-geral, Rodrigo Janot, afirmou que o Ministério Público “já fez, tecnicamente, o possível” e a questão agora depende exclusivamente do Judiciário.

Em junho deste ano, o presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, Joaquim Barbosa, criticou o desempenho dos tribunais brasileiros no julgamento de processos de improbidade. O tema foi incluído nas metas do Judiciário para 2013, mas apenas 36,55% dos processos protocolados até 2011 haviam sido julgados.

Condenado pelo mensalão federal a 6 anos e 2 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Rogério Tolentino figura na ação cível como advogado de Valério, seus sócios e das empresas. “É uma coisa bem antiga, não existia nada de mensalão... Essa coisa ficou parada muito tempo”, diz Tolentino. “Não serei mais esse advogado. Fui e não sou, apesar de constar meu nome.” As informações são do jornal O Estado de São Paulo

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/12/mensalao-do-psdb-dez-anos-parado-aecio.html

Lula dá 6 anos de vida ao brasileiro. Chora, FHC, chora !


Saúde da mulher, saneamento básico, água corrente e Bolsa Família – Lula na veia !
 
Saiu no site do IBGE:

Em 2012, esperança de vida ao nascer era de 74,6 anos


A tábua de mortalidade projetada para o ano de 2012 resultou em uma expectativa de vida de 74,6 anos para ambos os sexos, um acréscimo de 5 meses e 12 dias em relação ao valor estimado para o ano de 2011 (74,1 anos). Para a população masculina o aumento foi de 4 meses e 10 dias, passando de 70,6 anos para 71,0 anos. Já para as mulheres o ganho foi maior. Em 2011 e esperança de vida ao nascer delas era de 77,7 anos, elevando-se para 78,3 anos em 2012, 6 meses e 25 dias maior.

Essas informações estão na Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil de 2012, que tem como base a Projeção da População para o período 2000-2060 e incorpora dados populacionais do Censo Demográfico 2010, estimativas da mortalidade infantil com base no mesmo levantamento censitário e informações sobre notificações e registros oficiais de óbitos por sexo e idade. As tábuas são divulgadas anualmente pelo IBGE em cumprimento ao Artigo 2º do Decreto Presidencial n° 3.266 de 29 de novembro de 1999. Elas são usadas pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. Os dados da tábua de mortalidade podem ser acessados na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/tabuadevida/2012.

A probabilidade de um recém-nascido do sexo masculino não completar o primeiro ano de vida foi de 0,01703, isto é, para cada 1000 nascidos, aproximadamente 17 deles não completariam o primeiro ano de vida. Se fosse do sexo feminino este valor seria 0,01428, uma diferença de 2,7 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos.

(…)



No dia 21 de dezembro de 2001, no entardecer dos sombrios anos do Governo do Farol de Alexandria, o Estadão, hoje em comatoso estado, celebrava: a expectativa de vida do brasileiro chegava a 68,6 anos !

Um feito !

Uma vitória do neolibelismo (*) tucano !

O Nunca Dantes acrescentou 6 anos de vida ao brasileiro.

E reduziu a 15,7 óbitos sobre 1 000 nascimentos vivos, de crianças de menos de um ano.

Que horror !

Por um descuido, o ansioso blogueiro malhava enquanto assistia às suaves apresentadoras da GloboOverseasNews.

O especialista do IBGE explicou que o resultado de 2012 se devia a programas de saúde da mulher, saneamento, água corrente em casa e ao Bolsa Família.

A suave apresentadora observou que, no Rio, não há saneamento em 99% das residências: nem no Projac, onde, como se sabe, onde as obras ficam a céu aberto …

O entrevistado fez cara de paisagem: e daí, minha filha ?, pensou.

Aí, ela foi implacável, neolibelisticamente (*) implacável: é, mas, no Japão, a expectativa de vida é de 120 anos !
Como diz o Mino, no Brasil os jornalistas são piores que o patrão !

(Essas suaves apresentadoras querem o lugar da Urubóloga …)

Não deixe de consultar a tabelinha em que o Lula dá de 10 a 0 no Príncipe da Privataria, aquele cujo ódio ao Lula subiu ao ponto do paroxismo.

Paulo Henrique Amorim

(*) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.


http://www.conversaafiada.com.br/economia/2013/12/02/lula-da-6-anos-de-vida-ao-brasileiro-chora-fhc-chora/

Apoio de “petistas” à prisão de “mensaleiros” é “pegadinha” do Datafolha




No último domingo, o site da Folha de São Paulo divulgou um dado em pesquisa Datafolha sobre a corrida eleitoral para presidente e governador de São Paulo e sobre a popularidade do prefeito da capital Paulista, Fernando Haddad, que muitos consideraram algo estranho.

Segundo a pesquisa, 87% dos “adeptos do PT” aprovaram as prisões de réus do mensalão “no feriado de 15 de novembro”, 86% acham que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, “agiu bem” ao fazê-lo e 80% acham que “agiu de acordo com a Justiça” e não para “se promover”.

Abaixo, a matéria assinada pelo colunista Fernando Rodrigues e publicada pela Folha só na internet e não na edição impressa do jornal.
 
Como se pode notar na imagem acima, a matéria termina dizendo que “Entre petistas, vai a 80% a taxa dos que acharam que o presidente do STF agiu de acordo com a Justiça” ao determinar a prisão de “mensaleiros”.

Nesse ponto, começa a confusão causada pela interpretação que a Folha deu às respostas dos entrevistados pelo Datafolha.

Em primeiro lugar, não são “petistas” que, em expressiva maioria, disseram que o ministro Joaquim Barbosa “agiu de acordo com a Justiça”. Essa opinião é de entrevistados pelo Datafolha que simplesmente declararam PREFERÊNCIA pelo PT.

Ora, assim como não são tucanos os que preferem o PSDB, não são petistas os que preferem o PT. No máximo, são simpatizantes.

Como muitos consideraram a matéria meio estranha – entre eles, este que escreve –, o Blog entrou em contato com o diretor do Datafolha, Mauro Paulino. Abaixo, o e-mail enviado a ele e sua resposta.
—–
De: Eduardo Guimarães
Para: Mauro Francisco Paulino
Assunto: Perguntas
Data:02/12/2013 11:51
Caro Mauro Paulino,
Estão surgindo dúvidas sobre matéria da Folha de São Paulo que afirma que, segundo pesquisa Datafolha, 87% dos petistas aprovaram a prisão dos “mensaleiros”. 
Diante disso, apresento algumas questões que gostaria que respondesse, de forma a esclarecer tais dúvidas.
1 – Que perguntas, exatamente, foram feitas no questionário do Datafolha sobre a posição de “petistas” sobre a prisão dos “mensaleiros”?
2 – Os “petistas” em questão seriam filiados, simpatizantes ou ambos?
3 – Onde se pode encontrar a planilha apresentada pelo Datafolha aos entrevistados?
4 – Os “petistas” que aparecem na pesquisa como apoiadores da prisão dos “mensaleiros” e da conduta de Joaquim Barbosa ao decretar as prisões seriam os entrevistados que declararam votar no PT?
Agradeço se puder responder a estas perguntas.
Um abraço
Eduardo Guimarães
*
De: Mauro Francisco Paulino
Enviada: Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013 14:32
Para: Eduardo Guimarães
Assunto: Re: Perguntas
Eduardo,
Todas as pesquisas divulgadas do Datafolha são disponibilizadas na íntegra no site do instituto, no primeiro dia útil após sua publicação. Assim todos podem conferir bases estatísticas, formulação das perguntas, segmentação detalhada dos resultados, relatório dos principais resultados produzido pelo instituto, perfil da amostragem entre outras informações.

A pergunta sobre preferência partidária aplicada sempre pelo Datafolha é: ” Qual é o seu partido político de preferência?”
Abs,
Mauro Paulino
*
De: Eduardo Guimarães
Para: Mauro Francisco Paulino
Assunto: Re: Perguntas
Data:02/12/2013 14:40
Caro Mauro,
não achei o formulário da pesquisa em tela. E não encontrei no site.
Onde posso consegui-lo? Teria como o Datafolha me enviar?
Grato,
Eduardo Guimarães
*
De: Mauro Francisco Paulino
Para: Eduardo Guimarªes < edu.guim@uol.com.br >
Assunto: Re: Perguntas
Enviada: Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013 15:27
Eduardo,

Há itens da pesquisa que ainda não foram divulgados pelo jornal. Assim que sair a íntegra poderei enviar a você o questionário aplicado.

Como já informei, a íntegra de todos os resultados já publicados e a formulação exata das perguntas encontram-se no site.
Grato,
Mauro
*
De: Eduardo Guimarães
Para: Mauro Francisco Paulino
Assunto: Re: Perguntas
Data:02/12/2013 15:30
Caro Mauro, agradeço a gentileza.
Um abraço,
Eduardo
—–
Como Paulino, quando liguei, estava em horário de almoço e eu precisava terminar este post, antes de ele responder que depois me enviaria as informações entrei em contato com o Datafolha e consegui o teor das perguntas sobre a prisão dos “mensaleiros”.

Eis que aparece outra confusão que a matéria da Folha causou em relação à opinião de “petistas” sobre a prisão dos “mensaleiros”. Diz o texto que “Entre os simpatizantes do PT, 87% dizem que Barbosa agiu bem ao mandar prender os mensaleiros no feriado”.

Não foi bem isso que o Datafolha perguntou aos entrevistados. Abaixo, a informação que recebi da equipe de sondagens eleitorais do Datafolha.
 
Como se vê, os entrevistados não disseram que “Barbosa agiu bem ao mandar prender os mensaleiros no feriado”, pois o Datafolha não perguntou isso; perguntou se “Agiu bem ou agiu mal ao determinar a prisão de condenados do mensalão”. Dizer que aprovaram a prisão “no feriado” ficou por conta de Fernando Rodrigues…

De resto, a matéria reproduz fielmente as respostas. Porém, a escolha das perguntas foi capciosa. Ora, há uma condenação da Justiça contra os réus do mensalão. Alguém que não seja altamente politizado jamais poderia dizer outra coisa.

Os simpatizantes do PT – e não “os petistas”, como disse a matéria de Fernando Rodrigues – deram a única resposta cabível. A lei amparou a decretação das prisões. Não se pode dizer que Barbosa as decretou para se promover sem que fossem dadas todas as informações aos entrevistados

O baixo percentual dos que discordaram da decisão de Barbosa se refere aos que estão informados do que disseram vários juristas eminentes sobre o espetáculo armado por ele, com transferência dos condenados para Brasília e confinamento em regime fechado quando fazem jus ao semiaberto.

Ainda assim, a iniciativa da Folha de arrancar essa resposta a fórceps dos entrevistados mostrou um dado positivo para o governo federal e sua titular: os que preferem o PT e pretendem votar em Dilma dissociam a presidente e o partido do escândalo do mensalão.

Por fim, resta anotar que a própria Folha acabou concluindo ser irrelevante divulgar essa pegadinha em sua edição impressa. Agora, então, só resta aguardar o envio do questionário apresentado aos entrevistados, conforme prometeu o diretor do Datafolha…

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/12/apoio-de-petistas-a-prisao-de-mensaleiros-e-pegadinha-do-datafolha/

Dilma cresce e oposição encolhe


Por Renato Rabelo, em seu blog:

A pesquisa publicada neste domingo pelo jornal Folha de São Paulo mostra que Dilma e Lula lideram a corrida presidencial em todos os cenários mais prováveis para 2014 – o Datafolha testou nove combinações de nomes.

“A presidente pontua de 41% a 47%, dependendo de quem são seus adversários. Lula oscila de 52% a 56%.

O Datafolha entrevistou 4.557 pessoas em 194 municípios na quinta e na sexta-feira. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Entre todas as simulações com os nomes dos pré-candidatos, o cenário que parece mais provável hoje é também aquele em que Dilma está mais bem colocada. Ela tem 47% contra 19% de Aécio Neves (PSDB) e 11% de Eduardo Campos (PSB). Em outubro, ela pontuava 42%. O tucano tinha 21% e o socialista, 15%.

Nesse cenário, o percentual de eleitores que vota em branco, nulo ou que se diz indeciso ficou inalterado em 23%, de outubro até agora. Ou seja, a petista cresceu extraindo votos dos dois adversários diretos nesse período. Ganharia no primeiro turno.

A presidente só não venceria hoje a eleição na primeira votação nos cenários em que Marina Silva aparece como candidata. Ocorre que a ex-senadora se filiou ao PSB e não é certo que vá concorrer como cabeça de chapa nas eleições do ano que vem.

Numa das simulações, a petista fica com 41% contra 43% dos outros dois adversários somados (Marina registra 24% e José Serra 19%). Mas Dilma está se recuperando. Em outubro, tinha 37%, contra 28% de Marina e 20% de Serra.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, testado num dos cenários, aparece com 15%, numericamente em segundo lugar. Dilma, com 44%, venceria no primeiro turno. Aécio teria 14%. Campos, 9%.”

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/12/dilma-cresce-e-oposicao-encolhe.html

A Globo tem a pior audiência da vida

 

O Google vai Googlar a Globo
 

Saiu na Folha (*), que foi à direita da KKK, para herdar a xepa do Estadão:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/141669-televisao-outro-canal.shtml


A Globo deve encerrar o ano com a pior audiência da faixa nobre de sua história.

De 1º de janeiro a 28 de novembro, a rede registrou na faixa noturna (das 18h à meia-noite) média de 23,4 pontos de audiência, ante 24,6 da mesma faixa em 2012. Cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande São Paulo.

Com duas novelas em baixa, “Joia Rara” e “Além do Horizonte”, a emissora dificilmente irá se recuperar até o encerramento de 2013. Para completar, dezembro costuma ser um mês de péssimas audiências devido às férias e às festas de fim de ano.

A Record obteve um pequeno crescimento no horário nobre: foi de 7,7 pontos em 2012 para 8 pontos neste ano.
(…)



O que sustenta a Globo é um tripé tão frágil quanto o do Dudu e da Bláblárina.

A primeira perna do tripé é o que os ingleses chamam de kick back, ou seja, suborno: o BV, que só serve para botar o Pizzolato em cana, mas não põe a Globo em cana.

A segunda perna do tripé é o Globope – um instituto de pesquisa geneticamente ligado à Globo, mas, que, breve, vai sofrer a concorrência de um respeitado instituto alemão – GfK – que, em Portugal, já mostrou que a Globo não fica à frente da Record.

E o terceiro tripé é que, por algum tempo, ainda, a Globo poderá oferecer o que os americanos chamam de “mass audience” – audiência em massa.

Nenhuma outra emissora ou meio pode atingir o numero de pessoas que a Globo atinge, especialmente em grandes eventos como a Copa do Mundo.

É por isso que, paradoxalmente, a Globo perde audiência, mas ganha market share e faturamento.

Mas, é uma festa com prazo de validade.

Breve, a audiência da Globo – em queda – não vale o que ela cobra – em alta.

E, mais do que isso, ela será engolida por seus próprios méritos.

O chamado “padrão Globo de qualidade”.

O faturamento não vai pagar os custos da “qualidade”.

E o business plan vai para o saco.

Mais rápido que se imagina.

Aqui, no post “aviso fúnebre” , o Conversa Afiada mostrou estatísticas americanas que falam da queda rápida da mídia impressa e da queda do potencial de faturamento das tevês abertas.

Quem vai micar ?

A Globo, com custos muito acima dos custos de uma tevê americana.

Veja agora outro estudo americano sobre o tamanho do Google: o Google já é maior do que as revistas e os jornais americanos SOMADOS: Clique aqui.

O Google, no Brasil, já é o segundo maior faturamento de publicidade e uma gigantesca agência de publicidade.

Como diz o Conversa Afiada, o Google vai Googlar a Globo.

A audiência de meia-massa da Globo não cobrirá os custos dessas novelas que vão ao Tibete e gastam uma fortuna por 8′ no ar.

Clique aqui para ir ao vídeo – “Democracia sem povo não faz Ley de Medios”, em que o ansioso blogueiro trata dos frágeis pilares que ainda sustentam a Globo.

Qual é a saída da Globo ?

Derrubar o regime trabalhista e assumir a Receita Federal, o Banco do Brasil, o COAF, o BNDES – e a Polícia Federal – para não correr nenhum risco …

Simples assim.

É o que produzem diuturnamente seus infatigáveis colonistas (**).

Porque, como diz o Mino Carta, no Brasil os jornalistas são piores que os patrões.

Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/12/02/a-globo-tem-a-pior-audiencia-da-vida/