sexta-feira, 9 de maio de 2014

CPI dos pedágios tentará abrir a maior caixa-preta do governo de SP



No último ano do atual mandato do governador Geraldo Alckmin finalmente a oposição conseguiu aprovar sua primeira CPI, a dos pedágios. Parece mentira, mas, em quase quatro anos, a oposição ao governo paulista na Assembleia Legislativa jamais conseguiu aprovar uma CPI que a situação, ou melhor, que o Palácio dos Bandeirantes não quisesse ver instalada.
Em 2011, logo no início da atual legislatura, a bancada do PT conseguiu o número regimental de assinaturas para protocolar a CPI dos Pedágios. Na ocasião, a base do governo Alckmin, valendo-se de um verdadeiro passa-moleque, inundou a fila de pedidos de investigação a fim de impedir o que, em nível federal (no Congresso), o PSDB chama de “direito da minoria”.
Desde 2011, a Assembleia Legislativa paulista teve, entre outras CPI’s pitorescas, a da gordura transgênica, a da pesca predatória e a do uso abusivo do álcool, mais conhecida como “CPI da Manguaça”. Mas não conseguiu instalar a CPI dos pedágios, dos quais dez entre dez usuários das estradas paulistas reclamam.
Para conseguir impedir a instalação de uma CPI que obteve assinaturas suficientes de parlamentares devido à grande grita da sociedade paulista por investigação e providências, o PSDB usou do autoritarismo que caracteriza o partido em São Paulo. O episódio vale a pena ser divulgado para que se tenha ideia de como o Estado mais poderoso do país se transformou em um feudo.
A bancada do PT, visando burlar norma que o deputado estadual do DEM Rodrigo Garcia conseguiu aprovar para dificultar a instalação de CPIs a pedido da minoria – a norma de que qualquer investigação só seja instalada pela ordem cronológica –, colocou um funcionário de plantão no protocolo da Assembleia, para ser o primeiro da fila.
Para que se tenha ideia, em 2011 o assessor da Bancada do PT, Salvador Khuriyeh, ficou 12 horas em pé em frente ao relógio de ponto para garantir o protocolo do pedido de CPI elaborado pelo Partido dos Trabalhadores, com o objetivo de fiscalizar os contratos entre o governo e as empresas concessionárias das rodovias estaduais
A Presidência da Casa, então exercida pelo tucano Barros Munhoz, praticou uma legítima molecagem. Mandou retirar o funcionário da bancada petista da fila alegando que ele não poderia permanecer no local porque a Assembleia ainda não tinha instalado seus trabalhos. Porém, atrás desse funcionário havia funcionários da bancada da situação com uma dezena de pedidos de CPIs para protocolar, entre as quais a “CPI da manguaça”, supracitada.
Os funcionários do PSDB e do DEM, entre outros, não foram retirados da fila de protocolo da Assembleia e foi só o funcionário petista ser retirado para que os funcionários governistas protocolassem seus pedidos de CPI, fazendo com que a dos pedágios fosse para o fim da fila.
Por conta disso, demorou quase três anos para que chegasse a vez da CPI dos pedágios. Isso porque, na Assembleia Legislativa de São Paulo, CPI’s têm prazo de funcionamento de 120 dias, podendo ser prorrogadas por mais 60, totalizando quase seis meses por CPI. Assim, a bancada governista vinha estendendo suas CPIs pitorescas ao máximo para impedir a dos pedágios de ser instalada.
A preocupação do governo Alckmin com a CPI dos pedágios, portanto, é suspeitíssima. E quando se analisa outras condutas desse governo a questão se torna ainda mais suspeita.
Por exemplo: o governo do Estado se recusa a divulgar o valor arrecadado nas praças de pedágio de São Paulo, mas, de acordo com o Pedagiômetro, esse valor, em 2013, chegou a R$ 6,891 bilhões.
São Paulo tem os pedágios mais caros do Brasil. Segundo o vice-presidente da CPI dos pedágios, o deputado Antonio Mentor (PT), uma viagem entre a capital paulista e Ribeirão Preto (interior do Estado) custa, só em pedágios, 70 reais, enquanto que o mesmo trajeto em uma estrada federal custa 9 reais.
O PSDB e a mídia de São Paulo argumentam que o preço exorbitante dos pedágios no Estado decorre da melhor qualidade das estradas paulistas. Resta saber se o custo 700% maior desse pedágio proporciona estradas 700% melhores que as federais, o que, obviamente, não ocorre. Teriam que ser estradas folhadas a ouro…
No vídeo abaixo, o deputado Antonio Mentor exorta os cidadãos paulistas a acompanharem uma investigação que interessa a todos, porque mesmo quem não usa – ou usa pouco – as estradas paulistas acaba pagando pelo pedágio exorbitante, pois este encarece os preços dos produtos transportados por essas estradas, os quais se espalham por todo o país, o que faz desse problema um problema nacional.

Apesar da importância do assunto, não será fácil conseguir fazer essa investigação avançar. Apesar de haver fortes suspeitas de irregularidades nos contratos do governo do Estado com as concessionárias, a base governista assumiu o controle da investigação – dos 9 membros da CPI, 7 são governistas.
A base governista escalou sua “tropa de choque” para a missão: Bruno Covas (presidente da CPI), Edson Giriboni, Davi Zaia (todos ex-secretários estaduais), Cauê Macris (líder da Bancada do PSDB), Aldo Demarchi, Orlando Bolçone e Campos Machado. Já a oposição escalou Antonio Mentor e Gerson Bittencourt, ambos do PT.
Vale dizer que é absolutamente estranho um líder de bancada integrar CPI, como ocorre com líder dos tucanos, Cauê Macris.
Para o líder da Bancada do PT, deputado João Paulo Rillo, é tudo muito suspeito:
Se a base do governo escalou sua tropa de choque para a CPI é porque sabe que nós, da oposição, vamos querer abrir essa caixa-preta dos pedágios. Essa CPI tem que mostrar para a população do Estado para onde vão os lucros exorbitantes das empresas concessionárias que administram as rodovias paulistas
Para tornar tudo ainda mais suspeito, a publicação da instalação da CPI no Diário Oficial da Assembleia Legislativa tem, apenas, um mísero parágrafo. Veja, abaixo, a nota diminuta para comunicar a instalação de investigação que pode detectar escândalo ainda maior do que o do cartel envolvendo o metrô e a CPTM.
Além de ser tão difícil instalar CPI’s no Estado de São Paulo, o aparelhamento delas pelo PSDB tentará impedir depoimentos, apresentação de documentos etc. Porém, as fontes do Blog garantem que o tamanho da roubalheira dos pedágios irá colocar a dos trens no chinelo. Por isso o PSDB fez tanto esforço para impedir essa investigação.
http://www.blogdacidadania.com.br/2014/05/cpi-dos-pedagios-tentara-abrir-a-maior-caixa-preta-do-governo-de-sp/

Ações da Petrobras saltam quase 50% em 51 dias.Vamos conversar, Aécio?



Em menos de dois meses, as ações da Petrobras saltaram quase 50% e recuperaram parte do que tinham perdido desde novembro. Isso ocorre em meio à instalação de uma CPI no Congresso. 

As ações preferenciais da estatal (PETR4), que dão prioridade na distribuição de dividendos, valiam R$ 12,02 em 17 de março. Nesta quarta-feira (7), elas fecharam cotadas a R$ 18,58. Isso representa um salto de 47,8% em 51 dias. 

Já as ações ordinárias da Petrobras (PETR3), que dão direito a voto, eram avaliadas em R$ 12,02 em 17 de março. Hoje, fecharam a R$ 17,40, com uma valorização de 44,76% nesse mesmo período.

Com essa valorização que vem ocorrendo desde meados de março, os papéis da estatal recuperaram uma parte do valor que tinham perdido. Em 18 de novembro, tanto as ações preferenciais quanto as ordinárias chegaram a atingir o pico de R$ 21,44. A pergunta Do Valor Econômico

Dólar fecha em queda cotado a R$ 2,218 na venda

O dólar comercial fechou em queda pelo segundo dia seguido nesta quarta-feira (7), com desvalorização de 0,49%, cotado a R$ 2,218 na venda. Na véspera, a moeda norte-americana tinha caído 0,79%.  

No contexto brasileiro, o resultado foi influenciado pela entradas de dólar no país. Investidores ouvidos pela agência de notícias Reuters afirmam que o patamar de R$ 2,20 tornou-se um valor mínimo informal para a moeda no curto prazo. Eles acreditam que esse patamar agrada o BC, pois não gera inflação e, ao mesmo tempo, não prejudica as exportações. 

Entrada de dólares supera saída em US$ 2,8 bi em abril, aponta BC

Em abril, as entradas de dólares no país superaram as saídas da moeda em US$ 2,783 bilhões, segundo dados de fluxo cambial divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (7).
É o melhor resultado mensal desde maio de 2013.

No mês passado, o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) ficou negativo em US$ 1,015 bilhão, enquanto o comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) registrou saldo positivo de US$ 3,798 bilhões.

A imprensa e o candidato  tucano Aécio Neves, disse que o Brasil está em crise... Imagine se estivesse tudo bem?!

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/05/acoes-da-petrobras-saltam-quase-50-em.html

Sheherazade é, sim, sócia da barbárie


Por Renato Rovai, em seu blog:


Valmir Dias Barbosa foi detido no bairro Morrinhos, a mesma região onde Fabiane Maria de Jesus foi brutalmente espancada até a morte, no Guarujá, litoral de São Paulo. Ela foi vítima de uma brutalidade insana. E ele em boa medida vítima do ódio distribuído em pílulas diariamente pela mídia tradicional por pessoas como a apresentadora Rachel Sheherazade, que ainda é âncora do Jornal do SBT e que estava de namoro com a Band para ir ganhar 350 mil reais por mês para voltar a incentivar a violência numa outra concessão pública.

Valmir foi reconhecido após as imagens do linchamento terem sido entregues à polícia. Outras duas pessoas foram levadas à delegacia. Segundo o delegado responsável pelo caso, elas testemunharam os fatos, conheciam a vítima e o homem que foi preso.Em sua defesa, Valmir alegou que tem filhos e que participou da ação por acreditar que as acusações à vítima, de que sequestrava crianças para rituais de magia negra, eram verdadeiras. “Aconteceu e aconteceu. Não posso fazer mais nada”, teria dito.

Valmir é o principal suspeito do crime, já que teria sido ele quem acertou a cabeça de Fabiane com um pedaço de madeira. “Dá a impressão que aquilo piorou a situação dela, o que contribuiu e reforçou que seja ele o principal autor desse homicídio”, afirmou o delegado à imprensa local.

Segundo o delegado, outras cinco pessoas aparecem em algumas imagens e a polícia depende da identificação e do endereço desses suspeitos para encontrá-los. Fabiane foi vítima dessas pessoas. 

Mas os autores são vítimas, em boa medida, repito, da disseminação do ódio praticado por comunicadores como Sheherazade, que ganha dinheiro clamando por justiceiros. E não por justiça. E que vai continuar fazendo isso enquanto nossa mídia for esse mar de lama atual. E vai continuar fazendo pose por aí, enquanto Valmir vai apodrecer numa cadeia pelo ato bárbaro que cometeu e seus filhos vão ficar desprotegidos. E enquanto Fabiane está morta. É por isso que lutar contra insanidades que Sheherazade vocifera não é censura. É lutar pelos direitos humanos. E impedir a barbárie.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/05/sheherazade-e-sim-socia-da-barbarie.html

domingo, 4 de maio de 2014

Se Dilma deixar, oposição surfará em horário eleitoral exclusivo até agosto




Aos poucos, vai ficando claro por que a entrevista do ex-presidente Lula a blogueiros, no início do mês passado, provocou tanta comoção nos grandes meios de comunicação – Globo à frente. Sem essa entrevista, muito provavelmente a presidente Dilma não teria tomado as iniciativas que vem tomando no sentido de reagir ao bombardeio midiático.

O endurecimento do discurso da presidente – e, com sua anuência, de membros de seu governo, sobretudo de seus ministros – contra a oposição e seus candidatos à Presidência decorreu, claro, de números desfavoráveis apurados em pesquisas obscuras que, para quem as acompanha, sabe que forçaram a mão a favor da oposição ou contra a situação. Mas, em grande medida, decorreu também – e principalmente – da senha dada por Lula.

Dilma engajou-se na administração do país em 1º de janeiro de 2011 e acabou esquecendo do resto. Esqueceu-se de como a política pode ser eficiente em distorcer a realidade.

A presidente achou que a manutenção do bem-estar dos brasileiros em meio a uma hecatombe econômica mundial seria suficiente para mantê-la politicamente forte, mas deixou de contar com um fato: manter o bem-estar não significa aumentá-lo.

Como aumentar significativamente a qualidade de vida no país seria praticamente impossível em um momento em que o mundo se debate em desemprego e recessão no âmbito da maior crise econômica mundial da história, a falta da continuidade da melhora dessa qualidade de vida seria explorada politicamente com grande eficiência devido ao fato de a oposição dispor de máquina propagandística tão avassaladora quanto é a grande mídia.

Dilma acreditou no poder da realidade contra o poder da comunicação, a qual, ao longo de seu governo, relegou a segundo plano, dispondo-se, inclusive, a repetir os chavões dos grandes impérios de mídia com os quais respondem aos questionamentos sobre a absurda concentração de propriedade desses meios que vige no Brasil.

Dilma adotou a tese midiática do “controle remoto” como que fazendo uma oferta de paz àqueles impérios de comunicação. Algo como “Deixem-me governar que não incomodo vossos oligopólios, com os quais vêm enriquecendo tanto”. A presidente não entendera, pois, que a mídia não quer apenas ganhar dinheiro, mas também governar o país…

Por “controle remoto”.

Sem estratégia de comunicação, fazendo ar blasé para ataques reiterados dos adversários na mídia, acreditando que o massacre dos petistas condenados no julgamento do mensalão não a afetaria apesar de esses ataques criminalizarem o PT, partido ao qual a presidente é filiada, ela se manteve ocupada, “apenas”, em impedir que a sociedade sentisse os efeitos da crise internacional.

E conseguiu. Dilma conseguiu manter o país a salvo da crise. A vida dos brasileiros não só não piorou como ainda melhorou um pouco, ainda que bem menos do que durante a era Lula, que só viveu dois anos de uma crise que já dura quase seis.

Mas o que aconteceria se os brasileiros não soubessem a gravidade da crise econômica internacional? E se ela fosse tratada pelos meios de informação disponíveis aos brasileiros como “nada demais”, como um fato incapaz de justificar que o ritmo da melhora da qualidade de vida no país tenha diminuído?

Foi o que aconteceu. Vermos as críticas que temos visto tanto na grande mídia quanto nas ruas do país a uma política econômica que impediu que fôssemos contaminados pelo desemprego e pela queda da renda que se espalharam pelo planeta, chega a ser surreal.

Quando falam da inflação, parece que estamos no fim do governo Sarney, do governo Collor ou no fim do governo FHC, quando a inflação de dois dígitos deixava os salários e a renda das famílias na poeira. Nem parece que por mais de uma década seguida o Brasil mantém a inflação dentro da meta do Banco Central e que os salários têm dado um baile na inflação.

Nem parece, aliás, que há hoje no país uma empregabilidade altíssima inclusive para grande parte da mão-de-obra não especializada e que os salários estejam em níveis jamais imaginados ao longo das duas décadas anteriores à chegada do PT ao Poder.

Alguns dirão que Dilma acordou tarde demais e que já não haverá tempo para reagir, mas tal premissa não passa de desconhecimento da realidade do país, não passa de uma premissa fundada em torcida ou pessimismo exagerado.

A eleição presidencial de 2014 mais uma vez irá contrapor realidade e fantasia – ou realidade e efeitos especiais. O que vivenciamos de concreto hoje no país é uma coisa, o que a máquina propagandística de oposição está enfiando em algumas cabeças, é outra.

Ora, basta fazer o cidadão olhar ao seu redor, usar a memória para lembrar o passado e decidir se quer arriscar o que tem.

A máquina propagandística da oposição está vendendo um “Viaduto do Chá” aos brasileiros, acenando com melhoras que não virão e que, pelo contrário, em vez de melhoras serão pioras, pois quem acompanha a política conhece muito bem as plataformas de Aécio Neves e Eduardo Campos vendidas ao grande empresariado, de impor “medidas amargas” à ralé.

O fato é que o horário eleitoral na televisão e no rádio com o qual o PT e sua candidata esperam fazer os brasileiros pensarem, só começa daqui a mais de 90 dias. Até lá, o governo, sua titular, o partido dela e os aliados estarão literalmente amordaçados nos meios eletrônicos, enquanto que a oposição terá uma mídia que faz a sua vez nesses meios todo dia, de segunda a segunda.

A realidade hoje é que enquanto Dilma apanha todo dia nas tevês, nos jornais expostos em cada esquina e nas rádios, meios nos quais a grande massa se informa, a oposição aparece de forma heroica enfrentando “o poder”, inclusive reclamando de estar sendo prejudicada pela “máquina estatal” nas mãos dos adversários.

Na comunicação de massas, porém, só Dilma apanha. A economia estaria em frangalhos, a Petrobrás teria sido falida, a corrupção teria explodido e todos os problemas que são de responsabilidade de Estados e municípios, grande parte dos quais são administrados pela oposição, tornam-se responsabilidade da presidente da República.

Enquanto isso, alguém se lembra de uma única reportagem negativa para Aécio Neves ou Eduardo Campos? Até surgiram episodicamente na mídia, há vários meses, algumas denúncias contra o PSDB de São Paulo, como no caso dos trens superfaturados de Alckmin e Serra, mas Aécio e Eduardo são mantidos intocados e só aparecem no ataque, repetindo o que diz o noticiário.

Eis por que o recente pronunciamento de Dilma em cadeia de rádio e tevê deixou a mídia e a oposição de cabelo em pé. A presidente fez a única coisa que não pode fazer para que os planos dos adversários deem certo: deu a sua versão contra a versão esmagadora do noticiário.

Ora, censura só funciona se for para valer e a oposição midiática depende de Dilma continuar calada para poder fazer prevalecer sua versão da realidade, impedindo os brasileiros de refletirem sobre o que têm e o que estarão colocando em jogo em outubro próximo.

Desse modo, se Dilma não continuar falando – e muito – terá dois meses de exposição na tevê e no rádio para convidar o país a refletir, enquanto que a oposição, só neste ano, terá tido OITO meses. A oposição, assim, terá desfrutado de um horário eleitoral exclusivo na mídia eletrônica que terá sido quatro vezes maior do que o que terá tido a situação.

Em condições tão desiguais, a disputa ficará difícil para Dilma. A menos que ela continue falando, pois só a sua voz tem peso suficiente para não poder ser ignorada ou escondida. E mesmo que a cada fala sobrevenham os ataques, a militância terá argumentos e não vai dar para simplesmente tapar os ouvidos e não ouvir o que o outro lado tem a dizer.

Eis, portanto, a contribuição deste blog aos estrategistas da campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição.

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/05/se-dilma-deixar-oposicao-surfara-em-horario-eleitoral-exclusivo-ate-agosto/


Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

Rui Falcão falava no comício do PT , quando anunciou os dois compromissos prioritários do Partido: a reforma política, com plebiscito e Constituinte Exclusiva; e a Ley de Medios.

Aí, a plateia, em coro, bem alto, gritou:

“A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”.

Lula tocou no mesmo nervo exposto: “a maior oposição é a da grande mídia”.

E ouviu: “É o PiG (*)!”.

Num outro ponto, a plateia gritou: “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo!”

Finalmente, o PT, o Lula e – inevitavelmente – a Dilma se deram conta de que a Globo é o inimigo #1!

É a Globo que interdita o debate político no pais.

Dizia o Dr Roberto: “o importante não é o que o Globo publica, mas o que não publica!”.

A Globo e sua editoria “o Brasil é uma m…” é que não deixam o povo saber que o copo está mais mais cheio que vazio.

A Globo incentiva o Golpe.

Como dizia o Jango, ela envenena o Brasil.

A Globo é o Clarín da Cristina K, a da Ley dos Medios.

É preciso fracionar, quebrar a Globo em pedaços, como a K fez com o Clarín.

Como o Theodore Roosevelt fez com a Standard Oil …

Uma Ley de Meios como a de TODOS os países civilizados.

Os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – teceram a armadilha em que caíram.

Vem ai a licitação do 4G.

O Google vai googlar a Globo.

Enquanto a audiência cai fantasticamente, sob a regência iluminada do Gilberto Freire com “i”(**).

As receitas fora da tevê aberta não pagam o salário do Cala a Boca Galvão …

Os filhos do Roberto Marinho nunca tiveram Plano B.

Ou era o neolibelismo (***) da Urubóloga, incorporado ao Principe da Privataria, ou nada.

Não imaginaram que pudessem viver tanto tempo fora do poder.

(Embora continuem a mamar no BV que levou o Pizzolatto à condenação…)

Os filhos do Roberto Marinho terceirizaram a opinião.

Os editoriais do Globo não tem a mínima importância, a mínima repercussão – como nos tempos do Jorge Serpa e do Dr Roberto.

Quando o Jorge Serpa – a mando do Dr Roberto – publicava aqueles tijolaços na primeira pagina de O Globo, a Republica tremia – ou caía na gargalhada…

O editorial é A voz do dono !

Agora, mandam os colonistas (****).

1001 colonistas que, somados, não tem a importância de meio Jorge Serpa (com o Dr Roberto, por trás…).

Como os filhos do Roberto Marinho não têm a competência do pai para fazer o jogo da política – e da opinião, do que NÃO publicar – entregaram a opinião e o que NÃO publicar a empregados.

Que precisam garantir o emprego, com a faca no dentes.

E se tornaram mais realistas que o Rei.

São empregados que se engalfinham na reunião de pauta – como o “i” e o Ataulfo (*****) – para ver quem concorda mais com o patrão.

E exageraram.

Destruíram as pontes.

Foram longe demais.

Mais longe do que seria compatível com a sobrevivência da empresa.

Colocaram-se a empresa na linha de fogo.

O PT e a Dilma não têm mais como recuar: ou atiram ou morrem !

Essa eleição é sobre a Petrobras – clique aqui para ler “como vai ser a CPI – Joel Rennó vs pré-sal para o povo”.

E também sobre a Globo.

A Globo vai tentar destruir a Dilma.

É um questão empresarial.

Porque a Organização (sic) não sobrevive a um segundo mandato da Dilma.

(E, se, depois do segundo mandato da Dilma, o Lula volta, como ele disse no comício ?)

A Globo não vai fazer caixa para sustentar o custo de ser a Globo.

Vai faltar grana.

Quanto mais ela mantém “o padrão de qualidade”, mais ela se enforca.

“Meu pedacinho do chão” só se paga enquanto ela conseguir embolsar 80% da verba de tevê aberta com menos de 40% da audiência.

Um dia, os anunciantes vão desconfiar…

Tão caro por tão pouco ?

E vão pedir o BV de volta.

Não dá para perder 30% de audiência em 10 anos e 10% num ano e ficar tudo na mesma.

A Globo vai ficar obsoleta como líder de audiência.

Como a Veja.

Como a Time.

Como a Look.

É a morte anunciada.

Que o Dr Roberto saberia evitar: porque sabia também o que publicar …

A Globo vai morrer gorda.

Como um dos filhos do Dr Roberto.

*****

Em tempo: na Globo se atribuía ao Dr Roberto outra interessante observação: “o Boni pensa que isso aqui é um circo. Isso aqui é uma fábrica de poder !”.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo (o ansioso blogueiro trabalhou com os outros três), deu-se de antropólogo e sociólogo com o livro “Não somos racistas”, onde propõe que o Brasil não tem maioria negra. Por isso, aqui, é conhecido como o Gilberto Freire com “ï”. Conta-se que, um dia, D. Madalena, em Apipucos, admoestou o Mestre: Gilberto, essa carta está há muito tempo em cima da tua mesa e você não abre. Não é para mim, Madalena, respondeu o Mestre, carinhosamente. É para um Gilberto Freire com “i”.

(***) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.

(****) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(*****) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no
discurso de posse . Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos, estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia.E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/05/agora-e-dilma-versus-globo.html

Globo mente sobre Padilha e Labogen





Por Altamiro Borges

A mídia tucana, que está em plena campanha para derrotar Dilma Rousseff no pleito presidencial deste ano, tem outros objetivos para a batalha em curso. Ela teme, também, que as forças de esquerda cresçam nas eleições dos governos estaduais, que jogam um peso decisivo na definição da correlação de forças do país. Neste sentido, ela fará de tudo para evitar desastres no chamado “triângulo das Bermudas” – que reúne os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O caso paulista é dos mais emblemáticos. Isto explica a ferocidade midiática contra Alexandre Padilha. Nesta sexta-feira (2), o jornal O Globo voltou a vincular o petista ao laboratório Labogen, do doleiro Alberto Youssef.

Segundo a “reporcagem”, o ex-ministro da Saúde teria assinado, como testemunha, um termo de compromisso com o laboratório, atualmente acusado de ser uma empresa de fachada para a lavagem de bilhões de dólares. A matéria também garante que a assinatura ocorreu apesar das recomendações técnicas feitas contra o acordo comercial. Em entrevista no programa Roda Vida, da TV Cultura, Alexandre Padilha rechaçou todas as acusações contra ele, mas a mídia demotucana não se deu por satisfeita. Diante dos novos ataques desferidos pelo jornal O Globo, o Ministério da Saúde divulgou neste sábado uma nota oficial esclarecendo o episódio. Reproduzo abaixo a íntegra da nota:

*****

O Ministério da Saúde esclarece que não firmou contrato com o laboratório Labogen, nem realizou pagamentos no âmbito da PDP firmada com o laboratório da Marinha, a Labogen e a EMS, cujo termo de intenções foi assinado no fim do ano passado. O Ministério informa, ainda, que a PDP está suspensa e os documentos da parceria foram entregues à Justiça e à Polícia Federal.

O Ministério da Saúde informa que a PDP é exclusiva para a aquisição de medicamentos para hipertensão arterial pulmonar. É importante destacar que em todas as PDPs firmadas pelo Ministério os produtores se comprometem a atender a dosagem solicitada pelo Ministério da Saúde.

No caso desta PDP, o foco é para o medicamento de 20mg, que é a dosagem de maior limitação no mercado para o tratamento desta doença. Mas a PDP também previa o medicamento na apresentação de 50 mg, de uso residual, assim sua aquisição foi prevista em escala complementar.

Os laboratórios normalmente utilizam o preço tabelado pela CMED, (órgão que fixa os preços máximos dos medicamentos no mercado) no início das negociações. Nesta PDP, o Ministério da Saúde já havia negociado uma redução de 74% em relação à oferta inicial do laboratório. Isso, ao longo dos cinco anos da PDP, representaria economia de R$ 29 milhões em relação ao valor pago atualmente pelo SUS. Com isso, se atingiria o objetivo da política de transferir tecnologia com economia de recursos.

Além disso, conforme dispositivo das PDPs, uma vez concretizado o convênio, em 2015 o Ministério da Saúde poderia reduzir ainda mais o valor, caso houvesse redução do valor no mercado.

A Labogen só entraria com o fornecimento de matéria-prima em 2016. Mas o processo de autorização na vigilância local já estava em andamento e o laboratório teria até o primeiro trimestre deste ano para estar apta a fornecer em 2016 para o laboratório público da Marinha. Caso não obtivesse a autorização ou não atendesse os requisitos, a PDP permite a troca do fornecedor da matéria-prima.

Como a empresa já tem as demais apresentações, ela já está apta para se adequar à apresentação de 20mg, que é de uso para o tratamento da hipertensão arterial pulmonar.

A adequação já estava prevista para o primeiro ano da parceria, portanto, para este ano. Cabe destacar que o registro desde o início seria do laboratório público da Marinha, com local de fabricação inicial na EMS, passando a ser produzido nas instalações do laboratório da Marinha a partir do 3º ano da parceria, em 2016.


*****

A nota de esclarecimento do Ministério da Saúde, porém, não deverá conter a onda de histeria contra o candidato petista. Nem sequer a recente declaração do deputado licenciado André Vargas, que negou que o ex-ministro tenha indicado um ex-assessor para dirigir o Labogen – conforme alardeou a mídia durante vários dias –, mereceu qualquer destaque nos jornalões e nas emissoras de televisão. O que está em curso no país é uma guerra e, como já foi dito, na guerra a verdade é a principal vítima. A mídia fará de tudo para evitar uma quarta vitória das forças progressistas na disputa presidencial e, de quebra, para impedir qualquer desastre no chamado “triângulo das Bermudas”. 

Alexandre Padilha que se cuide. Ele apanhará muito daqui até outubro. Os almoços e jantares promovidos para apaziguar os barões da mídia de nada serviram! Para os que ainda se iludem com a “neutralidade” da imprensa, esta campanha eleitoral será muito instrutiva... e dolorida!

 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/05/globo-mente-sobre-padilha-e-labogen.html

Datafolha desta semana tentará repetir Sensus



Pesquisa do instituto Sensus sobre a sucessão presidencial divulgada pela revista IstoÉ na madrugada de sábado passado chegou vencida; foi realizada oito dias antes da divulgação e já chegou sob fortes questionamentos, alguns dos quais insuspeitos, como o de um colunista do jornal O Estado de São Paulo, José Roberto de Toledo, que apontou vícios na sondagem.
Apesar da ampla divulgação que essa crítica recebeu, é importante que seja reproduzida no âmbito destas considerações. Abaixo, pois, trechos do “blog” de José Roberto de Toledo no portal de O Estado de São Paulo.
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O ESTADO DE SÃO PAULO
2 de maio de 2014
José Roberto de Toledo
02.maio.2014 17:54:17
A pesquisa Sensus a ser divulgada neste sábado vai dar o que falar. Se não pelos seus números, ao menos pelos seus métodos. O instituto, que vinha trabalhando para o PSDB até pouco tempo atrás, foi criativo ao apresentar as perguntas aos eleitores.
Em vez de mostrar ao eleitor um cartão circular com os nomes dos candidatos – para não privilegiar nenhum deles -, o instituto mineiro apresentou uma lista em ordem alfabética. Desse modo, o nome de Aécio Neves (PSDB) aparece sempre em primeiro lugar.
Além de contrariar a prática do mercado (institutos como Ibope e Datafolha apresentam a cartela circular), o Sensus mudou sua própria maneira de fazer a pergunta de intenção de voto. Em eleições passadas, como em 2010, o instituto sempre usou a cartela circular, e não a lista em ordem alfabética.
[...]
Outro fato chama a atenção nesta sondagem do Sensus: o registro da pesquisa no TSE ocorreu bem depois de as entrevistas terem terminado. A pesquisa de campo foi feita entre os dias 22 e 24 de abril, mas só foi registrada no dia 28. Ou seja, ao registrá-la é provável que o instituto já soubesse o resultado – o que pode ou não ter influenciado na decisão divulgá-la.
Como no caso da MDA/CNT, a pesquisa do Sensus foi feita logo após a propaganda eleitoral do PSDB no rádio e na TV. E terminou muito antes do pronunciamento de Dilma na véspera do 1º de Maio. Mas como demorou tanto a ser divulgada, vai ficar parecendo que a sondagem do Sensus é mais recente do que de fato é.
A pesquisa foi paga pelo próprio Sensus, segundo o registro no TSE. Mas será divulgada com exclusividade pela revista IstoÉ. Segundo o site da publicação, a parceria envolverá a divulgação de sete sondagens sobre a eleição presidencial este ano.
[...]
—–
O questionamento acima comprova que business are business. E só.
O instituto Sensus envolveu-se em outra polêmica, em 2010. Só que, naquela oportunidade, o instituto de pesquisas mineiro atuava em sentido contrário, sendo então considerado tendente a “ajudar” Dilma Rousseff contra José Serra, apesar de sua relação histórica com o PSDB mineiro ou, melhor dizendo, com Aécio Neves, então injuriado com o colega paulista por ter lhe tomado a candidatura a presidente pelo partido de ambos.
À época, matéria da Folha de São Paulo, abaixo reproduzida, questionava o Sensus por sua metodologia, que acabara de detectar empate entre Dilma Rousseff e José Serra. Abaixo, a acusação da Folha ao Sensus em 2010.


 

De fato, a petista acabou confirmando as pesquisas de Sensus e Vox Populi contra o Datafolha; Dilma, partindo de um patamar baixíssimo nas pesquisas, alcançara Serra.
O que é de estranhar é que, desta feita, quando o Sensus é acusado de beneficiar um tucano contra Dilma, a Folha, à diferença do Estadão, manteve-se silente enquanto corria ao TSE para protocolar uma nova pesquisa a ser divulgada ao longo da semana que entra, mais provavelmente no próximo sábado ou domingo.
A nova pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial terá campo nos dias 7 (quarta-feira) e 8 (quinta-feira) de maio, com estimativa de 2.880 entrevistas. A data da divulgação do resultado deve variar de acordo com o que a sondagem apurar.
Se Dilma tiver ganhado pontos ou se mantido na posição da pesquisa Datafolha de abril, o resultado pode ser divulgado na sexta-feira mesmo, dia de menor interesse por notícias ante a chegada do fim de semana. Essa divulgação se daria no meio da tarde, horário de menor interesse em um dia de pouco interesse sobretudo por política.
Se Dilma tiver perdido pouco e/ou seus adversários tiverem ganhado pouco, a divulgação ocorrerá no sábado, um dia de maior repercussão que a tarde de sexta, mas, ainda assim, dedicado a outras atenções.
Se Dilma tiver perdido um percentual considerável e/ou seus adversários tiverem ganhado, a divulgação ocorrerá no domingo, ou no fim da tarde de sábado, quando a Folha de São Paulo distribui seus exemplares de domingo nas bancas. Assim, a repercussão começaria na tarde de sábado e se avolumaria no domingo.
A nova pesquisa é menos ampla do que a anterior, que teve cerca de 40 perguntas – a atual tem 29.
Nesta nova edição do Datafolha, uma pergunta surpreende pelo alto grau de indução da resposta do entrevistado que deve provocar. Chega a ser espantoso. A pergunta número 20 pede ao entrevistado que responda como votará se “A situação econômica do país se agravar até o dia das eleições”, já partindo do pressuposto de que a situação atual é grave.
Leia, abaixo, o formulário da nova pesquisa Datafolha que será divulgada no fim da semana que entra.
 

 A pesquisa, por si só, constitui uma peça de propaganda eleitoral negativa contra Dilma Rousseff. Até porque, espalhará versões sobre má situação econômica do país para um universo de quase três mil pessoas, que atuarão como propagadoras do desânimo com o governo que advirá depois dessa saraivada de pessimismo.
Contudo, como o Datafolha, à diferença do instituto Sensus, afirma que não “esquenta” o entrevistado com perguntas sobre economia e outras antes de perguntar em quem esse entrevistado irá votar, sempre há a possibilidade de Dilma ter recuperado pontos ou pelo menos ter permanecido com o patamar anterior, de abril.
Se Dilma permanecer com o patamar de Abril, é muito provável que a boa e velha “margem de erro” (de 2 pontos percentuais) seja usada para forçar uma sua “queda” ou “subida” dos adversários, mais precisamente de Aécio Neves, confirmando os números do Sensus, os ideais, neste momento, para a mídia tucana e seu candidato a presidente.

 http://www.blogdacidadania.com.br/2014/05/datafolha-desta-semana-tentara-repetir-sensus/

sexta-feira, 18 de abril de 2014

PF até agora não encontrou nada contra a Petrobras de fato. E agora, PIG?




A Polícia Federal apresentou o relatório da primeira parte da Operação Lava Jato, e até agora não encontrou nada que envolva a Petrobras de fato. Claro que outras investigações ainda estão em curso e pode ser que apareçam falcatruas de um ou outro mau funcionário.

Mas só esse fato já mostra o quanto o noticiário forçou a mão, atacando a Petrobras de forma leviana e politiqueira.

A própria revista Época acusou o golpe.

O departamento jurídico da Petrobras precisa passar um pente fino nas reportagens que atacaram a empresa com informações falsas ou injuriosas e exigir direito de resposta exemplar.

Nem é questão de política, é questão de boa gestão técnica que qualquer grande empresa, inclusive privada, que tem uma marca e reputação a zelar, faria. 

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/04/pf-ate-agora-nao-encontrou-nada-contra.html

Que vergonha, Aécio: ANEEL desmente na TV propaganda enganosa da CEMIG






 

Essa notícia o novelão tucano chamado Jornal Nacional da TV Globo escondeu.

Os tucanos mineiros quiseram dar uma de malandros e colocaram na TV uma propaganda enganosa da Cemig (empresa de eletricidade controlada pelo governo de Minas), culpando o governo federal pelo aumento na conta de luz que a empresa é que exigiu.

A propaganda mentia, dizendo que a Cemig apenas cumpria a tarifa determinada pela ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica) do "governo federal".

A verdade é outra. A Cemig pede aumento e a ANEEL apenas autoriza o valor máximo que a Cemig pode cobrar, com base em cálculos de custos, para não haver abuso. A Cemig pode cobrar qualquer tarifa abaixo do máximo, se quiser.

No reajuste deste ano a Cemig pediu absurdos 29,74% de aumento. A ANEEL autorizou no máximo 14,24%, sendo que a Cemig poderia aplicar um reajuste menor, até este limite autorizado.

O desmentido se espalhou rapidamente nas redes sociais.

Ontem a Aneel veiculou na TV mineira propaganda de esclarecimento público desmentindo as informações falsas da Cemig. Vexame total dos tucanos. Se tivessem ficados quietos, não teriam dado esse tiro no pé.

Serviu para os cidadãos desavisados conhecerem como a tucanada é de fato, antes de serem enganados nas urnas.

Até o canal esportivo ESPN comentou:

Nós nunca perdoamos a ditadura, senhores Marinho




Segundo o dicionário Houaiss, editorial é um “Artigo em que se discute uma questão, apresentando o ponto de vista (…) da empresa jornalística (…)”. Nesse contexto, o editorial “Desserviço ao país”, publicado no jornal O Globo em 14 de abril de 2014, contém, tão-somente, a palavra dos donos daquele veículo.
Os atuais donos de O Globo pertencem a uma dinastia de barões da mídia fundada em 1925 e sobre a qual vale fazer alguns comentários antes de prosseguir no tema central do texto.
Naquele ano da graça de 1925, um mês após a morte de Irineu Marinho, que acabara de fundar o jornal O Globo, seu filho Roberto Pisani Marinho herdou a empresa. Em 1957, o Presidente da República, Juscelino Kubitschek, deu uma concessão de TV à Rádio Globo, o segundo braço do império Marinho, fundada em 1944.
Contudo, era uma época conturbada política e economicamente. Roberto Marinho não tinha recursos suficientes para pôr a TV Globo para funcionar e, portanto, ela só seria inaugurada em 1965, graças ao apoio financeiro que a ditadura militar deu ao segundo membro da dinastia Marinho.
Como se vê, apoiar o golpe de 1964, para alguns, acabou sendo um grande negócio.
Eis que Roberto Marinho procriou e deu curso à dinastia midiática. Teve 4 filhos com Stella Goulart, sua primeira esposa. Dessa união nasceram Roberto Irineu Marinho (1947), Paulo Roberto Marinho (1950), João Roberto Marinho (1953) e José Roberto Marinho (955). Paulo Roberto, porém, faleceu em 1970 em um desastre de automóvel.
Dirijo-me, pois, a Roberto Irineu Marinho, a João Roberto Marinho e a José Roberto Marinho meramente porque esses três barões da mídia escreveram, em seu jornal, o editorial supracitado.
O editorial dos Marinho em questão qualifica a luta para anular a Lei da Anistia como “Expressão de um revisionismo em si (…) destituído de representatividade” e movido por “Sentimentos menos nobres, como interesses políticos, vendetas etc”.
Segue, abaixo, trecho do editorial que motiva este texto.
“(…) É nesse terreno que vicejam as tentativas de rever, e até mesmo anular, a Lei de Anistia. Instrumento jurídico que resultou de delicada costura política entre os generais e uma oposição fortalecida nas ruas e nas urnas, já nos estertores de um regime que, não obstante, ainda dispunha de considerável poder dissuasório, a anistia de 1979 tem um pressuposto inegociável — o perdão recíproco, tanto a agentes públicos envolvidos em atos reprováveis quanto a militantes de organizações da esquerda armada, num leque que também incluía opositores de todos os matizes ao regime militar. E válido somente para crimes cometidos até a data de promulgação da lei (…)”
Não tenho outra forma de dizer: é mentira.
Em 1979, quando foi promulgada a Lei da Anistia, de fato a oposição já começava a se fortalecer “nas ruas e nas urnas”, como diz o editorial, apesar de os generais-presidentes terem criado a figura do parlamentar biônico… O que seja, por exemplo um senador que o governo podia indicar para atuar no Congresso Nacional sem ter sido eleito.
Esse absurdo também valia para governadores e prefeitos.
Dessa forma, o regime assegurava a sua maioria ilegal, ditatorial e abusiva. Porém, o regime estava fortalecido pela força das armas e do amplo arcabouço “jurídico” que lhe permitia decidir e impor o que decidia.
Esse poder que a ditadura usou para impor a Lei da Anistia é chamado pelo editorial, eufemisticamente, de “poder dissuasório”, quando, em verdade, era um poder impositivo.
Contudo, a mentira que cito acima reside na tese de “Perdão recíproco tanto a agentes públicos envolvidos em atos reprováveis quanto a militantes de organizações da esquerda armada, num leque que também incluía opositores de todos os matizes ao regime militar”.
Perdão? Quem foi que perdoou?
Em primeiro lugar, note-se que a Lei da Anistia não perdoou os que cometeram crimes de lesa-humanidade, ou seja, os ditadores. Foi um “perdão” aos exilados que, havia 15 anos, viviam longe de suas famílias e amigos.
Os “beneficiados” pela Lei da Anistia, conforme a redação do texto legal, foram os que a ditadura prendeu, torturou e/ou exilou, mas não os que praticaram as atrocidades contra os “anistiados”.
Para comprovar, basta ver a redação da Lei da Anistia.
Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares (…)”
Preste atenção, leitor. Os “anistiados” foram os que “cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, os que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da administração direta e indireta, de fundações vinculadas ao poder, aos servidores dos poderes Legislativo e Judiciário, aos militares e aos dirigentes e representantes sindicais” que foram “punidos com fundamentos em Atos Institucionais e complementares”.
Ora, os agentes da ditadura que torturaram e/ou mataram pessoas detidas pelo regime já sem condições de reação, esses não foram “punidos com fundamentos em Atos Institucionais e complementares”, como diz o editorial. Por isso é que incontáveis juristas, bem como a Corte Interamericana de Direitos Humanos, dizem que não foram contemplados pela Lei da Anistia.
A absolvição de torturadores é uma leitura da Lei da Anistia absolutamente incompatível com os acordos e com a jurisprudência internacional. Dizer que os torturadores foram anistiados é a interpretação que tem sido feita no Brasil, mas é só uma interpretação.
Seja como for, a afirmação de O Globo de que teria havido “Perdão recíproco tanto a agentes públicos envolvidos em atos reprováveis quanto a militantes de organizações da esquerda armada, num leque que também incluía opositores de todos os matizes ao regime militar”, não é verdadeira.
Conheço dezenas de pessoas que foram vitimadas pela ditadura e que jamais deram seu aval à “anistia” proposta. E os que padeceram sob a mão de ferro dos militares, naquele período da história, chegam aos milhares.
Em 1978, no Rio de Janeiro, criaram um Comitê Brasileiro pela Anistia que reuniu algumas entidades da sociedade civil. Esse comitê tinha como sede a Associação Brasileira de Imprensa. Porém, a representatividade desses que aceitaram a imposição do regime militar era – e continua sendo – absolutamente insuficiente.
Não por outra razão, a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Brasil por não punir os culpados pelos crimes de desaparecimento forçado, mortes, tortura e prisões ilegais dos guerrilheiros do PC do B na Guerrilha do Araguaia.
Afinal, grande parte das ditaduras que já vicejaram pelo mundo terminou com “leis de anistia” como a que foi arrancada deste país sob a chantagem de que só com a aceitação dessa vergonha haveria permissão para volta dos exilados. Mas todas as cortes internacionais condenam e não reconhecem leis de anistia autoconced
idas por ditadores.
O que preocupa O Globo é que, na semana passada, houve aprovação, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, de um projeto que propõe tornar nulo o perdão a militares, policiais e civis envolvidos em atos como tortura, morte e desaparecimento de guerrilheiros, os quais o jornal, no editorial em tela, chama de “terroristas”.
Essa preocupação de O Globo se deve ao fato de que, com a condenação do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos à qual o país se submeteu em acordo firmado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o projeto de anulação do “perdão” a torturadores – um “perdão” que não consta em lugar nenhum da Lei da Anistia – acabe sendo aprovado, apesar de o jornal afirmar ser “pouco provável”.
Afinal, se houver, no Brasil, uma investigação de “militares, policiais e civis envolvidos em atos como tortura”, não se pode descartar a hipótese de que seja descoberta a participação ativa de vários órgãos de imprensa nos crimes cometidos. Órgãos entre os quais figuram as Organizações Globo, por óbvio.

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/04/nos-nunca-perdoamos-a-ditadura-senhores-marinho/

O mau negócio da CPI da Petrobras


Por Marcelo Zero, no blog de Paulo Moreira Leite:

Todos os dias, empresas fazem maus negócios, que dão prejuízos. Todos os dias, firmas vão à falência. Nos períodos de bonança e crescimento, muitas empresas lucram bastante fazendo apostas altas nos mercados. Nos períodos de crise, muitas simplesmente desaparecem para nunca mais serem vistas.

Isto se chama capitalismo. O capitalismo implica riscos. Muitos e graves riscos. Há nele uma “destruição criativa”, como dizia Schumpeter, que torna o ambiente dos negócios algo muito mais próximo ao rio de Heráclito que ao ser imutável e imóvel de Parmênides.

Nos períodos de crescimento, tem-se a impressão que os bons negócios são sólidos e vão durar para sempre, ainda que sejam, muitas vezes, meras bolhas alimentadas por ambição desmedida, conveniente cegueira de longo prazo e ausência de regulação estatal. Já nos períodos de crise, como dizia outro filósofo, tudo que é sólido se desmancha no ar.

Pasadena se desmanchou no ar, não há dúvida. De acordo com Graça Fortes, o negócio teria dado um prejuízo a Petrobras de aproximadamente US$ 500 milhões. É bastante, ainda que seja uma cifra bem inferior aos quase US$ 2 bilhões alegados pelos críticos da Petrobras.

Entretanto, se subirmos corrente acima o rio de Heráclito, chegaremos à conclusão que, em 2006, ano em que foi decidida a compra da refinaria, o negócio era, sim, muito bom. Com efeito, havia na época um “boom” do refino nos EUA. As margens de lucro estavam altíssimas, turbinadas por um consumo doméstico de refinados que chegava a 9,5 milhões de barrias/dia. Muitas empresas, não apenas a Petrobras, estavam de olho nesse gigantesco e lucrativo mercado.

Mas não era apenas a perspectiva de grande lucro que motivava a Petrobras. Em 1999, no governo FHC, a empresa havia traçado uma estratégia de negócios que colocava o refino de nosso óleo pesado no exterior como uma das suas prioridades. Na época, ainda não tínhamos o óleo leve do pré-sal, que é bem mais fácil de processar.

Pasadena, bem situada no corredor de Houston e com uma capacidade instalada de 100 mil barris/dia, era uma boa aposta para processar o óleo pesado do pós-sal, principalmente do poço de Marlim, e vender, com lucro muito alto, os refinados no mercado norte-americano. Com isso, a nossa conta de petróleo tenderia a ficar superavitária, pois venderíamos refinados, de valor agregado bem mais alto, no exterior.

E não era apenas Pasadena. Naquele período, impulsionada pela estratégia traçada no governo tucano, a Petrobras comprou as refinarias de Baia Blanca, e San Lorenzo, na Argentina, e a refinaria de Okinawa, no Japão. Observe-se que, de acordo com o sindicato dos petroleiros, em suas transações com a Repsol, na Argentina, o Brasil entregou 3 bilhões de dólares e recebeu 750 milhões de dólares. Um prejuízo de mais de US$ 2 bilhões, quatro vezes maior que o de Pasadena. Porém, essa transação desastrosa não merece, misteriosamente, nenhum comentário da mídia.

No entanto, coerentemente com aquela estratégia traçada no governo tucano e com as condições do mercado da época, tomou-se a decisão de comprar Pasadena. Mesmo com as cláusulas Put Option e Marlim, inexplicavelmente ocultadas do conselho da empresa e explicavelmente inseridas no contrato com a Astra, já que se destinavam a compensar o fato de que a Petrobras teria efetivo poder de mando na refinaria, o negócio tinha boas perspectivas de dar certo.

As perspectivas eram muito boas não fosse um detalhe: a crise internacional, que tomou todo o mundo de surpresa e derrubou, entre muitas outras coisas, o mercado de refino dos EUA. Assim, o problema essencial de Pasadena não foram as cláusulas Put Option e Marlim ou eventual ato de corrupção de diretor da Petrobras, mas a ausência de uma “cláusula Parmênides”, que assegurasse a imutabilidade das condições da economia mundial.

Caso as condições do mercado de refino tivessem permanecido semelhantes às de 2006, ninguém estaria hoje falando de Pasadena, a não ser para elogiar uma decisão estrategicamente acertada. Pasadena já estaria “no lucro”, a Astra não teria abandonado o negócio e a presença de uma refinaria da Petrobras nos EUA, mesmo após a descoberta do pré-sal e da mudança da estratégia da empresa, não seria questionada.

Ante isso, pode-se questionar para que serviria uma CPI que tem como ponto central o mau negócio de Pasadena? Será que tem alguém beócio o suficiente para acreditar que a compra de Pasadena e o mau negócio que ela se tornou resultaram de meros atos de corrupção? É possível que sim, pois reina no Brasil do denuncismo certo reducionismo moral, que pretende explicar todos os problemas do país com base na corrupção e no malfeito.

Entre os Azande, povo africano estudado pelo famoso antropólogo Evans – Pritchard, todos os infortúnios se explicavam pela bruxaria. No Brasil de hoje, todos os problemas se “explicam” pela corrupção. Até mesmo um negócio mal sucedido.

Não que atos de corrupção e de má-gestão não possam ter ocorrido, no caso ou na empresa. Mas atribuir-lhes, de antemão, centralidade é, no mínimo, um exagero “azandeano”. Além disso, a Petrobras já é objeto de inquéritos internos e da própria Polícia Federal. Quem tiver de ser punido, que seja.

Não obstante, essa metafísica da corrupção, quando aplicada à Petrobras em pleno período eleitoral, talvez esconda interesses mais terrenos e menos moralizantes.

Em primeiro lugar, há o óbvio interesse em desgastar o governo Dilma e a candidatura da presidenta, que permanece à frente das pesquisas. Com seu preciso “timing” eleitoral e sua vaga metafísica, a CPI se tornaria palco de inúmeras ilações e denúncias, devidamente potencializadas pelo maior partido de oposição do país.

Em segundo lugar, e menos óbvio, há também o interesse altruísta de livrar a Petrobras do fardo de ter de explorar o pré-sal. Por isso, crescem na mídia as matérias e reportagens patrioticamente dedicadas a mostrar uma Petrobras à beira da falência, ferida de morte por suposta má-gestão típica de uma estatal assediada pela política. Estratégia antiga e marota, que deu certo na época das privatizações.

Não comove os altruístas e patriotas o fato da Petrobras, como bem demonstrou Graça Foster no Senado, ser empresa sólida, com crédito no mercado, desempenho extraordinário em prospecção, expertise única em águas ultraprofundas e excepcionais perspectivas de médio e longo prazo, já que dispõe do pré-sal, enormes megajazidas de óleo leve, num mundo em que há carência de descobertas de novas jazidas, a não ser as de sujo óleo de xisto.

Talvez aconselhados pelos mesmos gênios que apregoam a volta das medidas impopulares, de saudosa memória, esses abnegados senhores desejem o retorno do modelo de concessão, instituído nos tempos de FHC e substituído pelo modelo de partilha, nos tempos de Lula. Nesse modelo de concessão, as jazidas passariam a pertencer às empresas que vencem os leilões e a Petrobras ficaria alijada da exploração conjunta. Exxon, Chevron, Shell, et caterva, agradeceriam esse gesto de grandeza. A União faria um caixa rápido para ampliar o superávit primário e a Petrobras acabaria transmutando-se na tão sonhada Petrobax.

É claro que, neste cenário, a Petrobras seria, agora sim, ferida de morte. A cadeia do petróleo sustentada pela empresa, inclusive a indústria naval, ressuscitada nos governos Lula e Dilma, também. E a alavancagem do desenvolvimento nacional e da educação brasileira pelo pré-sal seria convenientemente esquecida na névoa do denuncismo metafísico.

Assim, a CPI do mau negócio tende a se transformar num mau negócio para o país.

E não se enganem com as juras de amores à Petrobras por parte daqueles que pretendem imolá-la no altar das disputas eleitorais e achincalhá-la no vórtice das ilações e das denúncias vazias. O depoimento de Graça Fortes no Senado, no qual alguns inquisidores se referiram à empresa como “abismo moral”, “quitanda” e outras elevadas expressões, é somente uma prévia do que vem por aí.

Afinal, no caudaloso rio de Heráclito, há coisas que aqui permanecem tão imutáveis quanto o ser de Parmênides. Duas se destacam: o entreguismo e a cara de pau.

* Marcelo Zero é formado em Ciências Sociais pela UnB e assessor legislativo do PT.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/04/o-mau-negocio-da-cpi-da-petrobras.html

O Globo é barão ou coronel da mídia?



O jornal O Globo fez dois tipos de entrevista com os blogueiros que entrevistaram Lula: do tipo espontâneo e do tipo compulsório. Este que escreve aceitou fazer do jeito mais fácil, do tipo relaxa e goza, mas a maioria dos outros entrevistados teve que fazer na marra, do tipo estupra mas não mata.

Imagine a seguinte situação, você que acha que poder dizer o que pensa politicamente é um direito seu. Ledo e Ivo engano. Um dia, você desagrada um coronel do século XXI, daqueles que não se limitam a não concordar passivamente com uma ideia, se é que me entende, e esse coronel manda seus capangas atrás de você.

Só que estamos no século XXI, caro leitor. Hoje em dia não pega bem um coronel da mídia mandar brutamontes invadirem o seu local de trabalho ou a sua casa e quebrarem você em dois. Até porque, é muito mais eficiente usar uma mocinha esperta, daquelas que, como quem não quer nada, dizendo-se imbuída das melhores intenções, conduza a conversa a um rumo que leve você a produzir uma frase da qual ela possa extrair as necessárias aspas.

O capanga de luxo do século XXI não chuta ou soca costelas, ele publica uma entrevista em que o entrevistador acusa o entrevistado, fala oitenta por cento do tempo e ainda edita o pouco espaço daquele que acusou.

Democrático, não?

Bem, caso você não tenha entendido, leitor, não se trata de uma democracia, mas de uma ditadura, a ditadura da mídia, com seus recursos de divulgação, com suas mocinhas que dão nó em pingo d’água.

Mas em que será que os leitores de O Globo prestaram mais atenção na entrevista dos blogueiros entrevistadores de Lula? Será que foi no que eles tinham a dizer ou na acusação velada (pero no mucho) que lhes foi feita por aquele veículo de comunicação?

Os entrevistadores de Lula foram todos acusados, tanto os que concordaram em participar da entrevista com o Globo quanto os relutantes, os quais o coronel midiático do século XXI entrevistou na marra ao selecionar frases deles e reproduzir.

Fico me perguntando se aqueles que O Globo acusou não têm o direito de responder nas páginas desse jornal. Até para esclarecer, porque, da forma como as palavras deste blogueiro foram selecionadas, ficou a impressão de que todos os outros entrevistados pensam igual sobre Lula, o que não se pode afirmar.

Não sei se mais alguém tem interesse em direito de resposta a ser concedido por O Globo aos blogueiros que “retratou” como mercenários que trocam opiniões políticas por banners em seus blogs, mas eu tenho. E, além de interesse, eu e todos os blogueiros “retratados” por esse jornal temos o DIREITO.

A menos que O Globo tenha medo do que esses blogueiros que entrevistou possam dizer, se tiverem espaço equitativo…

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/04/o-globo-e-barao-ou-coronel-da-midia/

Atrasado, Estadão noticia bomba no colo de Alckmin: Propinão tucano aparece na Op. Lava Jato.



Nós publicamos aqui no dia 12, antes de todo mundo, a nota "Bomba no colo de Alckmin: Doleiro preso com Youssef recebeu dinheiro no esquema do propinão tucano da Siemens."

Ontem, no dia 16, com quatro dias de atraso, o jornal Estadão publicou discretamente esta mesma notícia.

Só que conseguiu a proeza de nem citar as palavras metrô, trens, tucanos, PSDB, governo Alckmin. Quando o acusado é tucano vira "agentes públicos brasileiros" no Estadão.


Nem mesmo a suave palavra "cartel" aparece, para o desavisado leitor não ligar o nome à pessoa.

O jornalão teve um súbita amnésia na hora de escrever a matéria, citando apenas "caso Siemens" como se o "caso Siemens" não fosse o escândalo das propinas pagas para obter contratos no metrô e trens nos governos tucanos, inclusive do atual governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP).


 

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/04/atrasado-estadao-noticia-bomba-no-colo.html

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Disciplina de Dirceu impressiona carcereiros na Papuda


:
Condenado na AP 470 a regime semiaberto, ex-ministro José Dirceu chega a ficar 22 horas na cela, com direito a 2 horas de banho de sol; mesmo assim, mostra disposição como voluntário para serviços de varrição e limpeza do pátio da prisão

247 – Em aguarda batalha jurídica pela garantia de seus direitos como condenado ao regime semiaberto na AP 470, José Dirceu mantém rotina exemplar na Papuda. Leia a nota de Claudio Humberto, do Diário do Poder:

DISCIPLINA DE DIRCEU IMPRESSIONA OS CARCEREIROS
Conhecido pela disciplina, José Dirceu impressiona até os mais céticos carcereiros da Papuda. Segundo relato de um deles, logo após sua prisão, em dezembro, José Dirceu se apresentou como voluntário para serviços de varrição e limpeza do pátio da prisão. “Como assim, o senhor, varrendo?”, custou a acreditar o agente penitenciário. Dirceu respondeu: “Para mim, trabalho é tudo igual”. Ganhou a vassoura.

BICO CALADO
Dirceu não reclama das condições do cárcere nem mesmo quando é submetido a 22 horas na cela, com direito a 2 horas de banho de sol.

MALHAÇÃO
Para tentar manter o tônus muscular, o ex-ministro faz exercícios usando, como peso, uma garrafa de coca-cola que encheu de areia.

A FALTA QUE ELA FAZ
O ex-ministro José Dirceu somente se queixa da falta que lhe faz a filha mais nova, de apenas 3 anos, seu xodó.

LEITURA EM DIA
Agora trabalhando na biblioteca da Papuda, José Dirceu se dedica à leitura. Já leu 21 livros, quase todos presenteados pelos advogados.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/136690/Disciplina-de-Dirceu-impressiona-carcereiros-na-Papuda.htm

Collor derrota Veja e leva indenização histórica



Pedro França: Em discurso na tribuna do Senado, senador Fernando Collor (PTB-AL).
Transitou em julgado a ação em que o ex-presidente Fernando Collor reclamava indenização da Editora Abril por ofensas morais publicadas nas páginas de Veja; o Superior Tribunal de Justiça fixou a indenização em R$ 500 mil que, corrigida, ultrapassa R$ 1 milhão; desse total, R$ 945 mil já foram depositados pela Abril e deverão ser pagos nesta semana; outros R$ 195 mil referentes ao tempo de protelação na execução da sentença ainda estão sendo questionados; decisão terá efeito pedagógico?

247 - Nesta semana, a Editora Abril, da família Civita, depositará cerca de R$ 1 milhão numa conta bancária indicada pelo senador e ex-presidente da República, Fernando Collor (PTB-AL). O motivo: a Abril foi condenada em última instância a indenizá-lo por ofensas morais publicadas na revista Veja.

Desse total, R$ 945 mil já foram depositados pela Abril em juízo. Outros R$ 195 mil ainda são objeto de questionamento e referem-se ao tempo em que a editora comandada por Fabio Barbosa protelou a execução da sentença.

A decisão final do Superior Tribunal de Justiça foi tomada por uma razão simples. Collor foi absolvido das acusações de corrupção relacionadas ao processo que redundou em seu impeachment, em 1992. No acórdão, o ministro Sidnei Beneti rejeitou os embargos da Abril que questionavam o valor da indenização – valor considerado "módico" pelo ex-presidente.

Leia, aqui, a íntegra do acórdão.

Leia também reportagem do portal Conjur sobre as circunstâncias do processo.

O que não se sabe, ainda, é se uma condenação tão expressiva terá efeito pedagógico na casa editorial dos Civita, acostumada a assassinatos impunes de reputação.


http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/136674/Collor-derrota-Veja-e-leva-indeniza%C3%A7%C3%A3o-hist%C3%B3rica.htm

Estamos esperando a manifestação da Globo e da Folha sobre isso (sentados é claro, porque em pé cansa).



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Ontem foi encerrado o balanço semanal do “Jornal Nacional”.



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De segunda a sexta, foram 56 minutos e 57 segundos de reportagens contra o PT. Contra o PSDB, foi 1 minuto e 48 segundos. Para saber mais sobre os números citados acima, acesse a reportagem completa no link que será disponibilizado no fim do texto.
 
Esse número é ainda mais espantoso se levarmos em conta três fatos:

1) Na quinta-feira o pré-candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, foi indiciado pelo crime de lavagem de dinheiro pela Polícia Federal. A notícia teve só 38 segundos no “Jornal Nacional”.

2) A maior cidade do país (São Paulo) está muito próxima de um racionamento de água. Obras de abastecimento são de responsabilidade do governo estadual, ocupado pelo PSDB há 20 anos. Isso deveria ter bastantes espaço no “JN”, mas não teve.

3) Uma parte considerável no noticiário anti-PT foi dedicada ao Deputado Federal André Vargas, que é acusado de ter envolvimento com um doleiro preso, pois andou no ”jatinho” do mesmo. A questão é que o senador Álvaro Dias, do PSDB, já andou nesse mesmo jatinho, segundo uma reportagem da Folha de 04 de março de 2001. Nada foi falado na Globo sobre isso. O link para a reportagem da Folha é: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0403200125.htm

O link da reportagem completa sobre a cobertura semanal do “Jornal Nacional” é http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/136591/A-resposta-da-Globo-a-Dilma.htm