sexta-feira, 23 de abril de 2010

Constituinte: Serra votou sempre contra os trabalhadores. É o lobo em pele de cordeiro.




Na foto, Serra chega para votar contra os trabalhadoresO Conversa Afiada reproduz e-mail do amigo navegante Fernando:
É BOM SABER……….

COMO SE COMPORTOU JOSÉ SERRA NA CONSTITUINTE

a) votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) votou contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
c) votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
d) votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;
e) negou seu voto pelo direito de greve;
f) negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
g) negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
h) negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
i) negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
j) negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
Fonte: DIAP — “Quem foi quem na Constituinte”;pag. 621.

Um brinde à saída de Gilmar Dantas.




No fim das contas, a função primordial do ministro Gilmar Mendes à frente do Supremo Tribunal Federal foi a de produzir noticiário e manchetes para a falange conservadora que tomou conta de grande parte dos veículos de comunicação do Brasil. De forma premeditada e com muita astúcia, Mendes conseguiu fazer com que a velha mídia nacional gravitasse em torno dele, apenas com a promessa de intervir, como de fato interveio, nas ações de governo que ameaçavam a rotina, o conforto e as atividades empresariais da nossa elite colonial. Nesse aspecto, os dois habeas corpus concedidos ao banqueiro Daniel Dantas, flagrado no mesmo crime que manteve o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda no cárcere por 60 dias, foram nada mais que um cartão de visitas. Mais relevante do que tudo foi a capacidade de Gilmar Mendes fixar na pauta e nos editoriais da velha mídia a tese quase infantil da existência de um Estado policialesco levado a cabo pela Polícia Federal e, com isso, justificar, dali para frente, a mais temerária das gestões da Suprema Corte do País desde sua criação, há mais cem anos.

Num prazo de pouco menos de dois anos, Mendes politizou as ações do Judiciário pelo viés da extrema direita, coisa que não se viu nem durante a ditadura militar (1964-1985), época em que a Justiça andava de joelhos, mas dela não se exigia protagonismo algum. Assim, alinhou-se o ministro tanto aos interesses dos latifundiários, aos quais defende sem pudor algum, como aos dos torturadores do regime dos generais, ao se posicionar publicamente contra a revisão da Lei da Anistia, de cuja à apreciação no STF ele se esquivou, herança deixada a céu aberto para o novo presidente do tribunal, ministro Cezar Peluso. Para Mendes, tal revisão poderá levar o País a uma convulsão social. É uma tese tão sólida como o conto da escuta telefônica, fábula jornalística que teve o presidente do STF como personagem principal a dialogar canduras com o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.

A farsa do grampo, publicada pela revista Veja e repercutida, em série, por veículos co-irmãos, serviu para derrubar o delegado Paulo Lacerda do comando da PF, com o auxílio luxuoso do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que se valeu de uma mentira para tal. E essa, não se enganem, foi a verdadeira missão a ser cumprida. Na aposentadoria, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá tempo para refletir e registrar essa história amarga em suas memórias: o dia em que, chamado “às falas” por Gilmar Mendes, não só se submeteu como aceitou mandar para o degredo, em Portugal, o melhor e mais importante diretor geral que a Polícia Federal brasileira já teve. O fez para fugir de um enfrentamento necessário e, por isso mesmo, aceitou ser derrotado. Aliás, creio, a única verdadeira derrota do governo Lula foi exatamente a de abrir mão da política de combate permanente à corrupção desencadeada por Lacerda na PF para satisfazer os interesses de grupos vinculados às vontades de Gilmar Mendes.

O presidente do STF deu centenas de entrevistas sobre os mais diversos assuntos, sobretudo aqueles sobre os quais não poderia, como juiz, jamais se pronunciar fora dos autos. Essa é, inclusive, a mais grave distorção do sistema de escolha dos nomes ao STF, a de colocar não-juízes, como Mendes, na Suprema Corte, para julgar as grandes questões constitucionais da nação. Alheio ao cargo que ocupava (ou ciente até demais), o ministro versou sobre tudo e sobre todos. Deu força e fé pública a teses as mais conservadoras. Foi um arauto dos fazendeiros, dos banqueiros, da guarda pretoriana da ditadura militar e da velha mídia. Em troca, colheu farto material favorável a ele no noticiário, um relicário de elogios e textos laudatórios sobre sua luta contra o Estado policial, os juízes de primeira instância, o Ministério Público e os movimentos sociais, entre outros moinhos de vento vendidos nos jornais como inimigos da democracia.

Na imprensa nacional, apenas CartaCapital, por meio de duas reportagens (“O empresário Gilmar” e “Nos rincões de Mendes”), teve coragem de se contrapor ao culto à personalidade de Mendes instalado nas redações brasileiras como regra de jornalismo. Por essa razão, somos, eu e a revista, processados pelo ministro. Acusa-nos, o magistrado, de má fé ao divulgar os dados contábeis do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), uma academia de cursinhos jurídicos da qual Mendes é sócio. Trata-se de instituição construída com dinheiro do Banco do Brasil, sobre terreno público praticamente doado pelo ex-governador do DF Joaquim Roriz e mantido às custas de contratos milionários fechados, sem licitação, com órgãos da União.

Assim, a figura de Gilmar Mendes, além de tudo, está inserida eternamente em um dos piores momentos do jornalismo brasileiro. E não apenas por ter sido o algoz do fim da obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão, mas, antes de tudo, por ter dado enorme visibilidade a maus jornalistas e, pior ainda, fazer deles, em algum momento, um exemplo servil de comportamento a ser seguido como condição primordial de crescimento na carreira. Foi dessa simbiose fatal que nasceu não apenas a farsa do grampo, mas toda a estrutura de comunicação e de relação com a imprensa do STF, no sombrio período da Idade Mendes.

Emblemática sobre essa relação foi uma nota do informe digital “Jornalistas & Companhia”, de abril de 2009, sobre o aniversário do publicitário Renato Parente, assessor de imprensa de Gilmar Mendes no STF (os grifos são originais):
“A festa de aniversário de 45 anos de Renato Parente, chefe do Serviço de Imprensa do STF (e que teve um papel importante na construção da TV Justiça, apontada como paradigma na área da tevê pública), realizada na tarde do último domingo (19/4), em Brasília, mostrou a importância que o Judiciário tem hoje no cenário nacional. Estiveram presentes, entre outros, a diretora da Globo, Sílvia Faria, a colunista Mônica Bergamo, e o próprio presidente do STF, Gilmar Mendes, entre outros.”

Olha, quando festa de aniversário de assessor de imprensa serve para mostrar a importância do Poder Judiciário, é sinal de que há algo muito errado com a instituição. Essa relação de Renato Parente com celebridades da mídia é, em todos os sentidos, o pior sintoma da doença incestuosa que obriga jornalistas de boa e má reputação a se misturarem, em Brasília, em cerimônias de beija-mão de caráter duvidoso. Foi, como se sabe, um convescote de sintonia editorial. Renato Parente é o chefe da assessoria que, em março de 2009, em nome de Gilmar Mendes, chamou o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), às falas, para que um debate da TV Câmara fosse retirado do ar e da internet. Motivo: eu critiquei o posicionamento do presidente do STF sobre a Operação Satiagraha e fiz justiça ao trabalho do delegado federal Protógenes Queiroz, além de citar a coragem do juiz Fausto De Sanctis ao mandar prender, por duas vezes, o banqueiro Daniel Dantas.

Certamente em consonância com o “paradigma na área de tevê pública” da TV Justiça tocada por Renato Parente, a censura na Câmara foi feita com a conivência de um jornalista, Beto Seabra, diretor da TV Câmara, que ainda foi mais além: anunciou que as pautas do programa “Comitê de Imprensa”, a partir dali, seriam monitoradas. Um vexame total. Denunciei em carta aberta aos jornalistas e em todas as instâncias corporativas (sindicatos, Fenaj e ABI) o ato de censura e, com a ajuda de diversos blogs, consegui expor aquela infâmia, até que, cobrada publicamente, a TV Câmara foi obrigada a capitular e recolocar o programa no ar, ao menos na internet.
Foi uma das grandes vitórias da blogosfera, até então, haja vista nem um único jornal, rádio ou emissora de tevê, mesmo diante de um gravíssimo caso de censura e restrição de liberdade de expressão e imprensa, ter tido coragem de tratar do assunto. No particular, no entanto, recebi centenas de e-mails e telefonemas de solidariedade de jornalistas de todo o país.

Não deixa de ser irônico que, às vésperas de deixar a presidência do STF, Gilmar Mendes tenha sido obrigado, na certa, inadvertidamente, a se submeter ao constrangimento de ver sua gestão resumida ao caso Daniel Dantas, durante entrevista no youtube. Como foi administrada pelo Google, e não pelo paradigma da TV Justiça, a sabatina acabou por destruir o resto de estratégia ainda imaginada por Mendes para tentar passar à história como o salvador da pátria ameaçada pelo Estado policial da PF.
Ninguém sequer tocou nesse assunto, diga-se de passagem. As pessoas só queriam saber dos HCs a Daniel Dantas, do descrédito do Judiciário e da atuação dele e da família na política de Diamantino, terra natal dos Mendes, em Mato Grosso. Como último recurso, a assessoria do ministro ainda tentou tirar o vídeo de circulação, ao menos no site do STF, dentro do sofisticado e democrático paradigma de tevê pública bolado por Renato Parente.

Como derradeiro esforço, nos últimos dias de reinado, Mendes dedicou-se a dar entrevistas para tentar, ainda como estratégia, vincular o próprio nome aos bons resultados obtidos por ações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), embora o mérito sequer tenha sido dele, mas de um juiz de carreira, Gilson Dipp. Ministro do Superior Tribunal de Justiça e corregedor do órgão, Dipp foi nomeado para o cargo pelo presidente Lula, longe da vontade de Gilmar Mendes. Graças ao ministro do STJ, foi feita a maior e mais importante devassa nos tribunais de Justiça do Brasil, até então antros estaduais intocáveis comandados, em muitos casos, por verdadeiras quadrilhas de toga.

É de Gilson Dipp, portanto, e não de Gilmar Mendes, o verdadeiro registro moralizador do Judiciário desse período, a Idade Mendes, de resto, de triste memória nacional.

Mas que, felizmente, se encerra hoje.

Leandro Fortes BrasíliaEuVi

Nós, paulistas, precisamos estudar mais MATEMÁTICA!

Língua de Trapo
O resultado da última edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP 2009) revelou um quadro preocupante para o Estado de São Paulo. No ranking elaborado pela OBMEP, SP ficou em 3º lugar na relação de medalhas de ouro:

71 medalhas de ouro para MG
53 medalhas de ouro para o RJ
52 medalhas de ouro para SP.

Num país com 27 unidades federais, ficar em terceiro lugar não é nada mal! Porém, cabe ressaltar que esse resultado está em valores absolutos, pois quando consideramos que SP teve uma participação maior por uma questão demográfica a coisa fica pior, até porque não dá para comparar “alho com bugalho”.
Vejamos:
SP teve um exército de 3.650.346 alunos inscritos na 1º fase, desses apenas 155.203 se classificaram para a 2º fase.
MG, detentor do maior número de medalhas de ouro, teve 1.975.781 alunos inscritos, desses apenas 94.207 se classificaram para a 2º fase.
RJ, por sua vez, contou com menos de um terço de SP: foram 1.094.446 alunos inscritos na 1º fase e 46.205 classificados para a 2º fase.
Levando-se em consideração os valores relativos, a OBMEP utilizou a seguinte metodologia para calcular o índice de desempenho:

Número de medalhas de ouro dividido pelo número de alunos classificados para a 2º fase.




Class. Estado Medalhas/ouro Nº alunos inscritos na 2º Fase Índice/desempenho em %
1º DF 15 11.215 0,1337
2º RJ 53 46.205 0,1147
3º MG 71 94.207 0,0754
4º MS 10 14.413 0,0694
5º CE 17 47.109 0,0361
6º SP 52 155.203 0,0335
7º RS 12 36.207 0,0331
8º SC 8 24.865 0,0322



Qual o espanto? Ficar em 6º lugar não é tão ruim assim! No entanto, esse resultado sinaliza grandes deficiências da rede pública de ensino paulista. Isso fica evidente, principalmente, quando levamos em consideração que SP foi e é considerado ainda o motor econômico deste país.
A Matemática é essencial para o desenvolvimento da ciência e tecnologia. Em período de crescimento econômico a demanda por engenheiros, por exemplo, só aumenta. Portanto, o Governo do Estado de São Paulo não pode deixar de lado o investimento maciço em capital humano.

Enfim, o mais triste é que a maior universidade do país é paulista. Será que ela não está sofrendo um processo de sucateamento e ainda não percebemos? A USP que deveria ser o lugar das “luzes” está apenas replicando os quadros da elite branca (by Ciro Gomes) que tanto prejudicam o nosso país.

De qualquer forma, fica a dica: a FUVEST deve ser realizada em todas as capitais do país. Sei lá, pode ocorrer um APAGÃO de cérebros em SP, portanto, o melhor é se prevenir.
Carlos


Fonte: Língua Mail
http://embuscadoconhecimento.wordpress.com

ZÉ DENGOSO.

Língua de Trapo

"Vende até a mãe para se eleger"Não dá pra levar a sério um canditato desses.
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http://linguadetrapo.blogspot.com/

GOVERNO LULA:2010 começa com aceleração do crescimento.


2010 começa com aceleração do crescimento23/04/2010A atividade econômica cresceu 7,3% no primeiro bimestre, em comparação ao período janeiro/fevereiro de 2009, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica que aponta, mensalmente, a evolução do Produto Interno Bruto (PIB).
De acordo com o levantamento da empresa de consultoria Serasa Experian, entre os destaques do bom desempenho da economia estão os aumentos dos investimentos produtivos e do consumo das famílias.
A produção industrial cresceu aceleradamente e, ainda que em ritmo menor, a agropecuária e os serviços também cresceram.
O gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi, esclareceu que a expressiva evolução dos investimentos está associada à compra de máquinas e equipamentos para a modernização do parque fabril e também ao maior dinamismo da construção civil.
“Além dos projetos vinculados ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que se refletem em obras de infraestrutura, temos em andamento as construções de residências”, observou o economista.
Com base nos indicadores utilizados para os cálculos da pesquisa, Rabi prevê que o Produto Interno Bruto crescerá 6,2% em 2010. É crescimento superior aos previstos pelo Banco Central (5,8%) e pelo Fundo Monetário Internacional (5,5%).
Segundo a estimativa da Serasa Experian, neste segundo trimestre a atividade econômica tende a ser reduzida em conseqüência do fim da redução do IPI para automóveis e “pelos efeitos da política de aperto monetário (elevação da taxa de juros e dos depósitos compulsórios dos bancos)”.
http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?p=14329

Serra saiu do armário em Minas e prometeu desmontar o legado de Lula.




Disse o seguinte:

a) o PAC não existe – ‘é uma lista de obras’ - logo, não será continuado;

b) todos os contratos federais assinados durante o governo Lula serão revistos, logo, vai paralisar o Estado e o país;

c) o Mercosul só atrapalha; logo, vai desmontar apolítica externa que mudou a inserção subordinada e dependente do Brasil herdada de FHC

d) criticou a Funasa atual, logo, vai repetir o que fez quando foi ministro da Saúde de FHC, entre 1998 a 2002. O que fez condensa em ponto pequeno o que promete agora repetir em escala amplificada, se for eleito.

Recuerdos pedagógicos:

I) Serra assumiu o ministério em 31 de março de 1998, em meio a uma epidemia de dengue; prometeu uma guerra das forças da saúde contra a doença;

II) iniciou então o desmonte que ameaça agora repetir;

III) primeiro, ignorou as linhas de ação e planos iniciados por seu antecessor , o médico Adib Jatene; paralisou a ação do governo contra a doença;

IV) em nome de uma descentralização atabalhoada, transferiu responsabilidades da FUNASA, Fundação Nacional de Saúde, o órgão executivo do ministério, para prefeituras despreparadas e sem sincronia na ação;

V) em junho de 1999, Serra demitiu 5.792 agentes sanitários contratados pela FUNASA em regime temporário, acelerando o desmonte do órgão, em sintonia com a agenda do Estado mínimo;

VI) um mês depois, em 1º de julho de 1999, o procurador da República Rogério Nascimento pediu à Justiça o adiamento da dispensa dos 5.792 mata-mosquitos até que as prefeituras pudessem treinar pessoal; pedido ignorado por Serra.

VII) em 5 de agosto de 1999, num despacho do processo dos mata-mosquitos, a juíza federal Lana Maria Fontes Regueira escreveu: "Estamos diante de uma situação de consequências catastróficas, haja vista a iminente ocorrência de dengue hemorrágica".

VIII) o epidemiologista Roberto Medronho, diretor do Núcleo de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, completaria: ‘"A descentralização da saúde não foi feita de forma bem planejada. O afastamento dos mata-mosquitos no Rio foi uma atitude irresponsável”

IX) em abril de 2001, a Coordenação de Dengue do município do Rio previu uma epidemia no verão de 2002 com grande incidência de febre hemorrágica. A sugestão: contratar 1.500 agentes e compra de equipamentos de emergência; foi ignorada por Serra.

X) o ano de 2001 foi o primeiro em que os mata-mosquitos da Funasa, dispensados por Serra não atuaram em nenhum dos 12 meses anteriores. A dengue, então, voltou de forma fulminante no Rio: 68.438 pessoas infectadas, mais que o dobro das 32.382 de 1998, quando Serra assumiu o ministério.

XI) em 2002, quando se lançou candidato contra Lula, Serra era ovacionado no Rio como o 'Presidengue' por sua devastadora atuação na saúde pública.

(Carta Maior, com dados colhidos nos arquivos da Folha que preferiu esquece-los; 20-04)

Adeus José Serra:Governo pedirá quebra de sigilo no caso Alstom.



O Ministério da Justiça vai encaminhar nos próximos dias à Suíça e à França pedidos de quebra do sigilo bancário de 19 pessoas e empresas suspeitas de ter recebido propina da Alstom para que a multinacional francesa vencesse concorrências do governo de São Paulo.

Entre os nomes que constam do pedido estão os de Robson Marinho, conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), e o do engenheiro Jorge Fagali Neto, irmão do presidente do Metrô. Marinho foi chefe da Casa Civil no início do governo de Mário Covas (PSDB), entre 1995 e 1997, quando o então governador, que morreu em 2001, o indicou para o TCE.

A Suíça bloqueou contas atribuídas a Marinho e a Fagali Neto, como a Folha revelou em junho e agosto do ano passado.

Ambos negam ter contas bancárias fora do país. Marinho disse ontem à Folha em entrevista por telefone: "Pode quebrar o sigilo que quiser. Não há contas na Suíça nem na França em meu nome" (leia texto nesta página).

O empresário Sabino Indelicato, que foi secretário de Obras quando Robson Marinho foi prefeito de São José dos Campos, também aparece na lista de pedido de quebra de sigilo. Os investigadores suíços suspeitam que uma empresa de Indelicato, a Acqua Lux, recebeu recursos da Alstom sem prestar os serviços citados no contrato. Também está na lista o executivo francês Jean-Pierre Courtadon, que ajudou a Alstom a ativar um contrato de R$ 98 milhões com a Eletropaulo em 1998.

Negócios sob suspeita

A Alstom, maior multinacional francesa, produz trens e metrôs e é líder mundial entre os fabricantes de equipamentos para usinas elétricas. É investigada por suspeita de ter pago propina para ganhar contratos com o Metrô e a Eletropaulo, privatizada em 1999. Inicialmente, os contratos investigados iam de 1998 a 2003, assinados durante os governos de Mário Covas e de Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

Com novos documentos suíços, os investigadores brasileiros decidiram estender o período até o ano passado, já na gestão do governador José Serra.

Uma investigação sobre lavagem de dinheiro num banco suíço apontou que a Alstom teria pago comissões ilícitas para ganhar negócios públicos em países como Brasil, Argentina e Indonésia. Segundo o Ministério Público da Suíça, a Alstom francesa enviava recursos para a sua filial suíça, que simulava contratos de consultoria para pagar comissões ilegais a políticos e funcionários públicos.
No último mês, a Alstom inglesa foi incluída na apuração.

Um dos investigados no Brasil, Romeu Pinto Jr., confirmou ao Ministério Público que recebeu cerca de US$ 1 milhão da Alstom de outubro de 1998 a fevereiro de 2002 sem ter prestado o serviço de consultoria.

O dinheiro da Alstom foi depositado numa empresa offshore de Pinto Jr., a MCA Uruguay. Segundo ele, a empresa foi criada por sugestão de um ex-diretor financeiro da Alstom francesa, Phillipe Jaffré.

O pedido de quebra de sigilo nos dois países foi feito pelo promotor Silvio Marques, que investiga o caso na esfera estadual, e o procurador Rodrigo de Grandis, que apura as suspeitas no plano federal.
Globo

quinta-feira, 22 de abril de 2010

José Serra e o sumiço do Paulinho.


Reproduzo uma piadinha que está circulando pela internet.
Ela é ótima:
Serra foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado de uma comitiva do Jornal Nacional, da Veja e da Folha de São Paulo.
Depois de apresentar todas as maravilhosas propostas para seu governo (se eleito), disse às criancinhas que iria responder perguntas.
Uma das crianças levantou a mão e Serra perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?
- Paulinho.
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho duas perguntas.
A primeira é "Quanto tempo o senhor vai esperar para sujar a barra da Dilma como fez com a Roseana Sarney??
"A segunda é "Onde sua filha Verônica conseguiu grana para ser dona de 10% do Ebay/Mercado Livre, estudar na Harvard Business School pagando R$ 60.000,00 por mês e ainda por cima "comprar" uma mansão em Trancoso onde o senhor passou o Reveillon???
Serra fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o recreio toca e ele aproveita e diz que continuará a responder depois do recreio.
Após o recreio, Serra diz:
-OK, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem perguntas?
Um outro garotinho levanta a mão e Serra aponta para ele, sorrindo para as câmeras da Globo.
-Pode perguntar, meu filho.
-Como é seu nome?
-Joãozinho, e tenho 4 perguntas:
A primeira é "Quanto tempo o senhor vai esperar para sujar a barra da Dilma como fez com a Roseana Sarney??
"A segunda é "Onde sua filha Verônica conseguiu grana para ser dona de 10% do Ebay/Mercado Livre, estudar na Harvard Business School pagando R$ 60.000,00 por mês e ainda por cima "comprar" uma mansão em Trancoso onde o senhor passou o Reveillon???
E a terceira é "Por que o sino do recreio tocou meia hora mais cedo?".
A quarta é... "Cadê o Paulinho??"

Bird vê 'avanços dramáticos' em redução da pobreza no Brasil.



Apesar de ainda ter uma das mais altas taxas de desigualdade do mundo, o Brasil conseguiu avanços "dramáticos" em redução da pobreza e distribuição de renda, diz um relatório com indicadores de desenvolvimento divulgado nesta terça-feira pelo Banco Mundial (Bird).

"Enquanto as desigualdades de renda se agravaram na maioria dos países de renda média, o Brasil assistiu a avanços dramáticos tanto em redução da pobreza quanto em distribuição de renda", diz um trecho do documento.

"A desigualdade permanece entre as mais altas do mundo, mas os avanços recentes mostram que nem sempre o desenvolvimento precisa vir acompanhado de desigualdade", diz o texto sobre o Brasil.

Segundo os indicadores do Bird, a taxa de pobreza do Brasil caiu de 41% no início da década de 90 para entre 33% e 34% em 1995. Depois de se manter nesse nível até 2003, a taxa de pobreza apresentou declínio constante, caindo para 25,6% em 2006.

O documento diz que as taxas de pobreza extrema seguiram padrão semelhante, caindo de 14,5% em 2003 para 9,1% em 2006.

"A redução do número de pessoas vivendo na pobreza foi acompanhada por um declínio na desigualdade de renda", diz o relatório.

De acordo com o Bird, fatores como inflação baixa e programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, tiveram papel importante nesse desempenho.
Outros indicadores

O relatório também destaca os avanços registrados pelo Brasil em outros indicadores sociais, como a redução da taxa de mortalidade infantil, que passou de 56 para 22 em cada mil no período entre 1990 e 2008, em parte devido a melhores índices de vacinação.

Segundo o documento, o Brasil registrou ainda uma rápida redução nos índices de trabalho infantil e aumentou os níveis de frequência escolar.

O relatório traz dados sobre o cumprimento das Metas do Milênio, estabelecidas pelas Nações Unidas em 2000. Elas preveem melhoras em vários indicadores até 2015.

De acordo com o Bird, dez anos depois do lançamento da iniciativa, o progresso tem sido desigual e somente pouco mais da metade dos países com dados disponíveis está no caminho para atingir as metas.

"Cerca de 41% das pessoas em nações de baixa e média renda vivem em países que não devem atingir as metas. E 12% vivem nos 60 países sobre os quais não há dados suficientes para medir o progresso", diz o relatório.

No entanto, segundo o Bird, houve progressos consideráveis nesses 10 anos e, apesar da crise econômica e financeira, "a meta de reduzir pela metade a proporção de pessoas vivendo na extrema pobreza ainda pode ser alcançada em diversas regiões em desenvolvimento".

Serra tira os sapatinhos para os EUA.


O presidenciável demotucano José Serra vai aos poucos soltando suas asinhas. Quando sua pré-candidatura foi oficializada, no início de abril, ele se fingiu de bonzinho. Evitando se confrontar com a alta popularidade do presidente Lula, afirmou que manteria o que há de positivo no atual governo e lançou o bordão adocicado “O Brasil pode mais” – que logo foi encampado pela TV Globo numa desastrada propaganda subliminar. Mas o “Serrinha paz e amor” não se sustenta. É pura estratégia eleitoral, coisa de marqueteiro esperto para embalar um produto falsificado.


Na semana passada, num evento com empresários de Minas Gerais, José Serra começou a fazer a demarcação dos projetos em disputa da eleição de outubro. Ele criticou o Plano de Aceleração do Crescimento, o que reforça a confissão à revista Veja do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, de que o PAC será extinto. Também afirmou que irá “rever o papel” do BNDES. O que chamou a atenção no seu discurso, porém, foi o ataque ao Mercosul. Para ele, o bloco regional “atrapalha as relações comerciais do Brasil”. O discurso deve ter agradado aos seus amos dos EUA.


“Alinhamento automático” com o império


De há muito que a política externa do presidente Lula, mais altiva e ativa na defesa da soberania nacional, é motivo de duras críticas da oposição neoliberal-conservadora. Os demotucanos nunca engoliram a prioridade dada ao Mercosul e à integração regional; tentaram sabotar o ingresso da Venezuela no bloco regional e são inimigos declarados dos governos progressistas da região; não se pronunciaram contra o golpe militar em Honduras, mas condenaram o governo por dar abrigo ao presidente deposto. Para eles, como revela José Serra, a integração latino-americana atrapalha.


Presença nauseante nos telejornais da Globo e nas páginas dos jornalões e revistonas direitistas, os embaixadores tucanos Celso Lafer, Rubens Barbosa e Luiz Felipe Lampreia sempre pregaram o retorno à política de FHC do “alinhamento automático” com os EUA. No episódio recente da ameaça do governo Lula de retaliar produtos ianques em oposição ao seu protecionismo, alguns deles saíram em defesa dos EUA. Eles temem qualquer postura mais soberana diante do império. São contra a política de diversificação comercial do Brasil, contra a ênfase nas relações Sul-Sul.


Complexo de vira-lata dos demotucanos


Este é o time do candidato José Serra. Essa é a sua orientação para a política externa. Na prática, a oposição neoliberal-conservadora sonha com o retorno ao “alinhamento automático”. Mercosul e outras iniciativas visando quebrar o unilateralismo imperial seriam enterradas com a eleição do demotucano. O Brasil regrediria para o triste período de FHC, de total subserviência às potências capitalistas – do complexo de “vira-lata”. Serra tenta se afastar da imagem desgastada de FHC, mas sua política externa seria idêntica – não como farsa, mas como tragédia no mundo atual.


Para entender o que representaria este retrocesso vale a pena ler o livro “As relações perigosas: Brasil-Estados Unidos (de Collor a Lula, 1990-2004)”, do renomado historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira. Ele comprova, como farta documentação, como a política externa regrediu nos oito anos de reinado de FHC. Neste período nefasto, o país só não aderiu ao tratado neocolonial dos EUA, a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), devido à reação da sociedade. Esta resistência também evitou que Alcântara, no Maranhão, virasse uma base militar ianque.


Tratamento humilhante para o Brasil


Entre outros casos vexatórios da política de FHC, Moniz Bandeira relata a sumária exoneração do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI) do Itamaraty, por este ter alertado o governo para os graves riscos da Alca. Cita a atitude acovardada do ex-ministro Celso Lafer diante das pressões dos EUA para afastar o embaixador brasileiro José Maurício Bustani da direção da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), ligada à ONU, por este ter tentado evitar a guerra genocida no Iraque. Lembra ainda os discursos do ex-ministro de FHC propondo a participação do Brasil no genocídio no Iraque com base no draconiano Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).


O ápice dessa postura subserviente se deu quando o diplomata aceitou tirar seus sapatinhos nos aeroportos dos EUA. “Em 31 de janeiro de 2002, Celso Lafer, ministro das Relações Exteriores do Brasil, sujeitou-se a tirar os sapatos e ficar descalço, a fim de ser revistado por seguranças do aeroporto, ao desembarcar em Miami. Esse desaire, ele novamente aceitou antes de tomar o avião para Washington, e mais uma vez desrespeitou a si próprio e desonrou não apenas o cargo de ministro, como também o governo ao qual servia. E, ao desembarcar em Nova York, voltou a tirar os sapatos, submetendo-se, pela terceira vez, ao mesmo tratamento humilhante”.


Subserviência ou soberania nacional?


Com base nas suas pesquisas, Moniz Bandeira garante que a eleição de Lula deu início a uma guinada na política externa, retomando a trajetória seguida por Vargas e outros nacionalistas. Ele lembra os discursos do então candidato contra a Alca, a indicação de Celso Amorim e de Samuel Pinheiro para o seu Ministério de Relações Exteriores, a prioridade às negociações do Mercosul, os esforços para a construção de um bloco regional sul-americano e a frenética investida na diversificação das relações com outros países em desenvolvimento – como China, Índia e Rússia. Cita ainda os duros discursos contra a ocupação do Iraque e o veto à base ianque em Alcântara.


Para o autor, após a longa fase de subserviência ao império, as relações do Brasil com os EUA voltaram a ficar tensas. Ele registra os vários discursos hidrófobos da direita estadunidense e não descarta manobras ardilosas e violentas para sabotar o atual projeto de autonomia nacional. Mas se mostra confiante na habilidade e ousadia da atual equipe do Itamaraty.


Reproduzindo artigo do jornal O Globo, ele afirma que “há tempos (Celso Amorim) avisou a embaixadora dos EUA que não há força no mundo capaz de fazê-lo tirar os sapatos durante a revista de segurança dos aeroportos americanos. ‘Vou preso, mas não tiro o sapato’”. Conforme indica Moniz Bandeira, este é o dilema do Brasil na atualidade: subserviência ou soberania nacional?


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Belo Monte significa bye-bye apagão (e Serra 2010)



Tolmasquim: não há hipótese de o Governo botar dinheiro

O Conversa Afiada reproduz conversa por telefone que Paulo Henrique Amorim teve agora no início da noite com Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, subordinada ao Ministrio das Minas e Energia.
(As respostas não são literais. A entrevista foi por telefone celular, sem gravador.)

PHA – O site do Valor diz que a Queiroz Galvão avalia se fica no consórcio de que faz parte, porque a tarifa talvez seja muito baixa.

Mauricio Tomalsquim – Há sempre uma luta entre empreiteiros e investidores. Independente da Queiroz Galvão, há outras construturas no consórcio vencedor que podem realizar a obra. Mas, será ótimo se a Queiroz Galvão continuar.
PHA – Os especialistas dizem que vai faltar dinheiro e que o Governo vai ter que botar dinheiro ou a CHESF aumentar sua fatia no consórcio.
MT – Não existe a possibilidade do Governo botar dinheiro ali. A regra é a seguinte: há uma disputa, um leilão. Quem vence faz um contrato de 30 anos, com a tarifa reajustada pelo IPCA. Se o custo for maior, o ônus é do investidor. Se for menor, bom para ele.
PHA – Quando a obra fica pronta ?
MT – As primeiras máquinas, em 2015. Tudo pronto, em 2019.
PHA – As liminares vão impedir a obra?
MT – Democracia é assim. Toda obra de hidrelétrica tem esse tipo de problema. No rio Madeira também foi assim.
PHA – Qual o impacto de Belo Monte na matriz energética brasileira ?
MT – Belo Monte garante que o Brasil poderá crescer, sem faltar energia. Não haverá gargalo energético. O Brasil reforça sua matriz de energia renovável. E a energia terá um preço competitivo – para os compradores de energia e os consumidores residenciais.
PHA – Belo Monte não vai destruir aquela região do Xingu ?
MT – Os investidores privados vão aplicar, do bolso deles, R$ 3,5 bilhões na região. O Governo, provavelmente, R$ 2 bilhões. Quatro mil e 300 famílias que hoje moram em áreas que alagam vão se mudar para casas de alvenaria, com dinheiro dos empreendedores. Vai ser colocado esgoto na cidade. Vai haver treinamento de mão de obra, para que os empregos sejam, preferencialmente, dos moradores da região. No Madeira já foi assim. O volume de recursos aplicado ali é 19 vezes – 19 vezes ! – o orçamento do Estado do Pará para 2010.


Brizola Neto mostra que a massa cheirosa não gosta de pobre.


Um post no blog do deputado Brizola Neto confirma que, não foi um deslize da porta voz do PSDB, Eliane Cantanhêde da Folha, quando disse: " O PSDB é uma cheirosa"...O deputado está preocupado com a falta de ação diante dos absurdos que estão acontecendo...
"Leio na Folha de S. Paulo que os tucanos estão entrando na justiça contra o Instituto Sensus. A alegação? Que tem pobre demais na amostra, pois o instituto Sensus teria usado um índice de entrevistas muito maior que o real e do que o declarado ao TSE".Leia a matéria completa aqui

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/04/brizola-neto-mostra-que-massa-cheirosa.html

Um teste para a Justiça.


Por Eduardo Guimarães

No último sábado, anunciei que o Movimento dos Sem Mídia representaria à Justiça Eleitoral pedindo investigação de TODOS os institutos de pesquisa (Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi) devido às matérias veiculadas na grande imprensa contra o instituto Sensus e na internet contra este e também contra o Datafolha.
Acabo de tomar conhecimento de que os grandes portais de internet estão divulgando que o PSDB também fará uma representação ao mesmo Ministério Público Eleitoral. Contudo, como o partido do pré-candidato José Serra parece não confiar nas pesquisas que o favorecem, pediu investigação APENAS do instituto Sensus.
Configura-se, pois, um teste que revelará do que é feita a Justiça Eleitoral que se tem hoje no Brasil. Se a sua decisão sobre a representação tucana e a cidadã priorizar a dos sem mídia por ela evidentemente ser mais séria ao pedir que TODOS sejam investigados, haverá seriedade. Se contemplar só a do PSDB, será um escândalo.
A grande imprensa, portanto, pode ter escondido agora a representação que o MSM fará, mas se a Justiça Eleitoral passar no teste que lhe será apresentado, talvez esses que fingiram não ver um ato de cidadania e apartidário venham a ter que dar na marra a notícia que sonegaram ao público.
O que importa é que a representação está pronta e será protocolada na sexta-feira, porque será remetida a Brasília na quinta. É uma peça isenta e que dá aos dois lados o mesmo peso, doa a quem doer. Se a Justiça agir com seriedade, irá desprezar a representação tucana e se concentrar na dos sem mídia.
Na sexta-feira, a representação do MSM será reproduzida na íntegra neste blog.

Eduardo Guimarães

Veja faz propaganda de Serra nas bancas.


Foto e promoção de uma banca de Higienópolis, em SP.

E o TSE, nada ?
Foto: Paulo Henrique Amorim

Em tempo: Por que não você na capa da Veja, como o Serra ?

O amigo navegante Flávio enviou o seguinte e-mail:
Paulo, A Márcia me deu uma ideia ótima. Ela está percorrendo o escritório e tirando fotos das pessoas posando como o Serra na capa da Veja, sorrindo e com a mão no rosto. Se você quiser sugerir aos seus internautas que mandem as próprias fotos em estilo Serra…

A GLOBO MENTIU.



A rede Globo mentiu. Aqui está a prova da mentira da Globo que disse que seu comercial dos 45 anos foi gravado em novembro. Ela gravou o programa 4 dias após Serra lançar a candidatura dia 10 em Brasília.
14 de Abril de 2010 - 19h07 - direto do projacDIRETO DO PROJAC: Reynaldo Gianecchini grava vídeo dos 45 anosGalã se concentra e grava vídeo sobre os 45 anos da Rede Globo
18h48 - direto do projacDIRETO DO PROJAC: Fernanda Montenegro grava mensagemAtriz diz que, quando estreou na Globo, estava grávida de Fernanda Torres
18h23 - direto do projacDIRETO DO PROJAC: Regina Casé se diverte gravando mensagemAtriz participa de registro pelos 45 anos da Rede Globo
14h45 - direto do projacDIRETO DO PROJAC: Nélson Araújo chega para gravar campanhaApresentador do Globo Rural lembra seus 30 anos de emissora
Nesta quarta, a atriz participa das gravações na Central Globo de ProduçãoCom informações dos blogs: Blog do Nassif, blog Dialógico

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Eu quero ser o pior.


Garamblog
futebol & cultura & vice e Versa


por Garambone
Desde janeiro, as folhas caídas das amendoeiras cariocas têm uma certeza: O Botafogo é o pior dos quatro grandes do Rio. Nas tertúlias animadas com as pedras portuguesas, as folhas acompanhavam passo a passo o Estadual e garantiam para os fradinhos das calçadas.
O Botafogo é o pior.
A goleada de 6 x 0 para o Vasco, no próprio lar, cristalizou ainda mais esta verdade. Mas como os times pequenos da cidade são mais que pequenos, lá foi o pior dos grandes para a semifinal da Taça Guanabara contra o campeão brasileiro. Ganhou.
Os paralelepípedos do Alto Leblon levaram um susto. Mas o pior dos grandes não resistiria ao Vasco na final. O mesmo Vasco dos seis gols que ficaram para a história do Engenhão.
Ficaram nada.
O pior foi campeão.
Veio o segundo turno e o pior insistindo em ganhar dos melhores. Mais uma semifinal, desta vez com o Fluminense, o tal time de guerreiros que, no papel, rivaliza com o elenco do Flamengo. Mas papel é coisa do passado. O Botafogo passou um e-mail curto e grosso. E foi para mais uma final de turno. Enfrentando o campeão brasileiro e o trauma de derrotas seguidas para o adversário. E o pior venceu.

Os tais piores foram os melhores na tática, melhores no comprometimento, melhores na raça, melhores na entrega, melhores na pontaria, melhores na comunhão com a torcida.
Podem até ter sido piores na Copa do Brasil. Porém, foram imensamente melhores no quintal de casa.

Eu quero mais é ser pior.


Dizem que, em Londres, os cabs e os ônibus de dois andares acham Jenson Button pior que Hamilton. Na Alemanha, chucrutes garantem que Schumacher é melhor que Rosberg. E o Coritiba, que caiu para a Segunda Divisão? E o Osasco, que nunca vence o Rio no vôlei? E o Ipatinga?

Eu quero é ser pior.




O domingo foi do Botafogo. Dos Botafogos. Buttonfogo! Osascofogo! Ipatinfogo!
E o Santos?


Muita gente já esqueceu… mas por não estar na Libertadores como São Paulo e Corinthians, por ter terminado o Brasileirão longe do Palmeiras e quase fora da Sul-Americana, foi chamado de pior por muita gente no início do ano…
E, além do mais, o Santos é alvinegro também. E comunga com o primo carioca uma afeição atávica pela magia. Seja dentro de campo, ou fora, no banco.

domingo, 18 de abril de 2010

Comprovada fraude no Datafolha: plano amostral apresentado ao TSE foi fraudado.



Ao registrar sua pesquisa de março no TSE (protocolo 6617/2010) o Datafolha apresentou informações falsas, que não corresponderam à verdade.
Informou à Justiça Eleitoral:
Plano Amostral:
"... Os dados utilizados para definição e seleção da amostra são baseados no IBGE (censo 2000 e estimativas 2009)..."
Não foi isso que foi feito.
A seleção das amostras não foram baseadas em dados do IBGE.
Houve muito maior peso da região sudeste, e especificamente de São Paulo, na seleção das amostras.
Não resta mais qualquer dúvida quanto à falta de legitimidade da pesquisa de março do Datafolha, pois houve fraude entre o plano amostral apresentado e o realizado.
E quanto ao TSE? O que vai fazer com o Datafolha que apresentou uma declaração falsa, ao registrar a pesquisa?

Situação do Datafolha piora mais ainda: reduziu entrevistas no Nordeste e aumentou em São Paulo, turbinando José Serra.




O amigo leitor Lucido, nos traz novas informações de como o Datafolha manipulou a proporção de pesquisados, reduzindo entrevistas no Nordeste e aumentando em São Paulo, após as pesquisas de Fevereiro, quando o sinal vermelho acendeu no ninho demo-tucano com o empate técnico de Dilma.

O levantamento em azul abaixo é do blog Guerrilheiro do entardecer:

O Datafolha alterou, de forma dramática, a proporcionalidade dos eleitores que entrevistou nas suas pesquisas de Fevereiro e de Março...

1) Em Fevereiro, na divisão por regiões do país, o Datafolha entrevistou o percentual de eleitores relacionado abaixo:

Sudeste - 40,9% (o correto seria em torno de 42%);
Nordeste - 28,7% (o correto seria em torno de 29%);
Sul - 14,6% (o correto seria em torno de 14%);
Norte/Centro-Oeste - 15,8% (o correto seria em torno de 15%).

Portanto, o que se conclui destes dados acima é que o Datafolha respeitou, na sua pesquisa de Fevereiro deste ano, a proporcionalidade da população brasileira. Assim, o instituto entrevistou um número de eleitores, em cada região do país, que respeitou a divisão da mesma entre o Sul, Sudeste, Nordeste e o Norte/Centro-Oeste. As diferenças não chegam a 1%, o que é irrelevante do ponto de vista estatístico.

2) Mas, na sua pesquisa de Março, o Datafolha modificou, radicalmente, o percentual de eleitores entrevistados em cada região do país, desrespeitando totalmente a divisão da população brasileira entre cada uma delas. Duvidam? Então, vejam como o Datafolha dividiu (proporcionalmente) os eleitores entrevistados, em cada região do país, na sua pesquisa de Março:

Sudeste - 61,2% (o correto seria 42%);
Nordeste - 18,4% (o correto seria 29%);
Sul - 11,6% (o correto seria 14%);
Norte/Centro-Oeste - 9,2% (o correto seria 15%).

Portanto, na sua pesquisa de Março, o Datafolha aumentou fortemente o percentual de eleitores pesquisas na região Sudeste, que foi de 61,2%. E a imensa maioria destes, 48,1% dos eleitores pesquisados a nível nacional (2001 eleitores), eram paulistas. E 26% dos eleitores entrevistados no país inteiro eram da CIDADE de São Paulo (1081 eleitores).

Ao mesmo tempo, a participação dos eleitores das demais regiões foi bem menor do que seria o correto, principalmente no caso do Nordeste, que teve apenas 18,4% de entrevistados, quando o correto seria 29%. O Norte/Centro-Oeste foi outra região com uma sensível diminuição do percentual de eleitores pesquisados.
Comparando-se as duas pesquisas, temos o seguinte:
Fevereiro/Março:
Sudeste - 40,9%/61,2% (aumento de 49,6%);
Nordeste - 28,7%; 18,4% (redução de 35,9%);
Sul - 14,6%/11,6% (redução de 20,5%);
Norte/Centro-Oeste - 15,8%; 9,2% (redução de 41,8%).
Leia mais aqui no "guerrilheiro".A imagem acima é dos próprios relatórios divulgados pelo Datafolha, que podem ser acessados nestes links:


Mais um blog desmascara o Datafarsa.




Veja como o Datafolha alterou a proporcionalidade dos eleitores entre as pesquisas de Fevereiro e de Março, beneficiando Serra!
O Datafolha alterou, de forma dramática, a proporcionalidade dos eleitores que entrevistou nas suas pesquisas de Fevereiro e de Março. Como o instituto fez isso, é o que irei explicar agora.
1) Em Fevereiro, na divisão por regiões do país, o Datafolha entrevistou o percentual de eleitores relacionado abaixo:
Sudeste - 40,9% (o correto seria em torno de 42%);
Nordeste - 28,7% (o correto seria em torno de 29%);
Sul - 14,6% (o correto seria em torno de 14%);
Norte/Centro-Oeste - 15,8% (o correto seria em torno de 15%).
Portanto, o que se conclui destes dados acima é que o Datafolha respeitou, na sua pesquisa de Fevereiro deste ano, a proporcionalidade da população brasileira. Assim, o instituto entrevistou um número de eleitores, em cada região do país, que respeitou a divisão da mesma entre o Sul, Sudeste, Nordeste e o Norte/Centro-Oeste. As diferenças não chegam a 1%, o que é irrelevante do ponto de vista estatístico.
2) Mas, na sua pesquisa de Março, o Datafolha modificou, radicalmente, o percentual de eleitores entrevistados em cada região do país, desrespeitando totalmente a divisão da população brasileira entre cada uma delas. Duvidam? Então, vejam como o Datafolha dividiu (proporcionalmente) os eleitores entrevistados, em cada região do país, na sua pesquisa de Março:
Sudeste - 61,2% (o correto seria 42%);
Nordeste - 18,4% (o correto seria 29%);
Sul - 11,6% (o correto seria 14%);
Norte/Centro-Oeste - 9,2% (o correto seria 15%).
Portanto, na sua pesquisa de Março, o Datafolha aumentou fortemente o percentual de eleitores pesquisas na região Sudeste, que foi de 61,2%. E a imensa maioria destes, 48,1% dos eleitores pesquisados a nível nacional (2001 eleitores), eram paulistas. E 26% dos eleitores entrevistados no país inteiro eram da CIDADE de São Paulo (1081 eleitores).
Ao mesmo tempo, a participação dos eleitores das demais regiões foi bem menor do que seria o correto, principalmente no caso do Nordeste, que teve apenas 18,4% de entrevistados, quando o correto seria 29%. O Norte/Centro-Oeste foi outra região com uma sensível diminuição do percentual de eleitores pesquisados.
Comparando-se as duas pesquisas, temos o seguinte:
Fevereiro/Março:Sudeste - 40,9%/61,2% (aumento de 49,6%);
Nordeste - 28,7%; 18,4% (redução de 35,9%);
Sul - 14,6%/11,6% (redução de 20,5%);
Norte/Centro-Oeste - 15,8%; 9,2% (redução de 41,8%).
Esta mudança brutal na divisão do eleitorado entrevistado pelo Datafolha, em cada região do país, ajuda muito a explicar porque nestas pesquisas os resultados foram os seguintes:
Fevereiro: 1o. turno:
Serra - 32%;
Dilma - 28%.
2o. turno:
Serra - 45%;
Dilma - 41%.
Março: 1o. turno:
Serra - 36%;
Dilma - 27%.
2o. turno:
Serra - 48%;
Dilma - 39%.
Portanto, a subida de Serra e a estagnação de Dilma na pesquisa de Março foi fruto, basicamente, desta manipulação grosseira feita pelo Datafolha. E segundo informações já divulgadas, o mesmo procedimento foi adotado pelo instituto na sua pesquisa divulgada ontem, promovendo-se uma nova manipulação do percentual de eleitores que deveriam ter sido pesquisados em cada região do país.
É o Datafolha à serviço da candidatura de José Serra.

Links: