
terça-feira, 26 de outubro de 2010
No Complexo do Alemão, presidente ressaltou importância da união das três esferas governamentais.

Você já viu Serra fazer isso?
Durante a inauguração de dois conjuntos habitacionais do programa "Minha Casa, Minha Vida", no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, o Presidente Lula disse que; “Todo dia temos que levantar nossas mãos para o céu e agradecer por mais um dia. Muitas vezes, a gente se levanta nervoso com coisas menores e esquecemos que o dom maior é a nossa vida e, por ela, temos que agradecer todo dia ao nosso Criador”, disse o presidente, para uma plateia de pessoas de baixa renda.
Durante a cerimônia de inauguração, Lula também elogiou o processo de pacificação de favelas cariocas. Para o Presidente, projetos como esse são importantes para que o Rio deixe de aparecer somente nas páginas policiais dos jornais.
"É preciso criar a ideia de que o Rio de Janeiro não é um Estado de bandidos e traficantes. É verdade que aqui tem, mas tem em qualquer lugar. Nós temos que provar, todo santo dia, que a maioria do povo daqui é povo que vive do seu salário, do seu suor e do seu sangue", declarou.
Lula completou o discurso elogiando o governador reeleito Sérgio Cabral (PMDB) - seu aliado político - e ressaltando a importância da união das três esferas de governo: "Fui Presidente da República quando este Estado não tinha o Sérgio Cabral como governador e eu sei o quanto era difícil a gente construir qualquer coisa para trabalhar aqui no Rio de Janeiro porque havia sempre a necessidade de contrariar e não aceitar a intromissão do presidente da República", relembrou.
"Posso dizer para vocês que esse milagre da multiplicação dos pães aqui no Rio de Janeiro se deve à capacidade de interlocução que tem o Sérgio Cabral, que tem o companheiro Pezão, e que tem o Eduardo Paes na prefeitura", finalizou, fazendo referência à passagem bíblica que cita o milagre realizado por Jesus Cristo.
Manguinhos
Após a cerimônia no Complexo do Alemão, Lula seguiu para o bairro de Manguinhos, também na zona norte do Rio, para a inauguração de um conjunto habitacional do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Faltando pouco mais de dois meses para deixar a Presidência da República, ele aproveitou para anunciar novas moradias que serão construídas a partir de 2011 para pessoas que ganham de zero a três salários mínimos. "A partir do ano que vem, já temos dois milhões de casas para construir do 'Minha Casa, Minha Vida'", disse.
Já Cabral, em seu discurso, parabenizou a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, e aproveitou para estender o elogio a todas as mulheres escolhidas por Lula para ocupar um cargo no governo. "Nunca vi um homem escolher tão bem as suas companheiras de trabalho como o Luiz Inácio Lula da Silva. Só tem mulher craque ao lado dele", disse o governador reeleito, sem citar o nome de Dilma Rousseff, ex-ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula e atual candidata do PT à presidência da República.
Quando a cerimônica acabou, cerca de dez operários que trabalham nas obras do PAC em Manguinhos - para a elevação da linha férrea - agitaram uma bandeira da candidata petista e gritaram o nome dela. A intervenção está sendo realizada em frente ao conjunto habitacional inaugurado nesta segunda-feira.
Vox Populi: Dilma tem 14 pontos de vantagem.

Pesquisa Vox Populi/iG publicada nesta segunda-feira mostra que, a menos de uma semana das eleições, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, mantém a dianteira sobre o tucano José Serra na corrida presidencial.
A ex-ministra da Casa Civil oscilou dois pontos para baixo em relação ao levantamento realizado pelo instituto entre os dias 15 e 17 de outubro e agora conta com 49% das intenções de voto.
Com isso, ela tem uma vantagem de 11 pontos sobre Serra, que perdeu um ponto e aparece com 38%.
O número de eleitores que pretendem votar nulo ou em branco ainda é de 6% - mesmo índice contabilizado na última pesquisa.
O Vox Populi apontou, no entanto, aumento do número de eleitores indecisos ou que não responderam ao questionário: de 4% para 7%.
Considerando-se apenas os votos válidos, Dilma seria eleita com 57% contra 43% de Serra.
De acordo com esse critério, a distância entre os dois candidatos é de 14 pontos, igual à apontada pelo último levantamento. Ainda assim, 88% dos eleitores ainda afirma, porém, que já tem certeza da decisão tomada.
O Vox Populi ouviu 3.000 pessoas em 214 municípios, entre os dias 23 e 24 deste mês e, portanto, já refletem a repercussão de episódios que marcaram o debate presidencial na semana passada, como o tumulto em um compromisso de Serra no Rio de Janeiro.
A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob número 37059/10 em 20 de outubro.
VantagemA região onde a candidata do PT tem a maior vantagem em relação ao adversário tucano é o Nordeste: 64%, contra 27%.
O Sul é a única região em que Serra tem vantagem sobre a petista: 47% a 39%. No Sudeste, onde está concentrada a maior fatia do eleitorado, ela venceria por 44% a 40%.
Entre os homens, 53% votam em Dilma e 36% em Serra. Estão indecisos ou votam branco e nulo 10% dos eleitores masculinos. A diferença diminui entre as mulheres. Dilma tem 46% e Serra 40% do voto feminino. Indecisas e votos brancos e nulos somam 14%.
Num momento em que temas religiosos ganharam destaques na campanha, a pesquisa aponta também que Dilma venceria o rival entre eleitores católicos (51% a 39%), católicos não praticantes (53% a 35%) e evangélicos (44% a 41%). Entre os eleitores que não têm religião, a vantagem da petista é de 46% a 38%.
Fonte: portal iG
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Carlos Rodriguez: Quem semeia vento, colhe tempestade.


por Carlos Rodriguez*
A cada dia que passa, o cinismo do candidato tucano à presidência da República, José Serra, se supera. Totalmente obscena a sua declaração (feita após a patética encenação da bolinha de papel) de que o presidente Lula é o responsável pela violência na campanha eleitoral.
Este senhor se vale de velhos artifícios da direita. Primeiro, radicaliza em boatos, intrigas e desqualificações dos adversários, criando um clima pesado na campanha. Depois, despolitiza-a. Assim, não se discute a situação econômica ou qualquer aspecto da vida do cidadão brasileiro.
Ao contrário, envereda para temas que dizem respeito à vida íntima de cada um, como o aborto e a orientação sexual. A pauta passa a ser a baixaria e não o futuro do Brasil, a diminuição da miséria ou a melhoria da educação, da saúde e do desenvolvimento da sociedade brasileira. A oposição à Lula age assim, porque não tem projeto para o país e somente se vale do ódio e do rancor.
Aliás, o cinismo impera entre os demotucanos. No jornal Estado de S. Paulo de 24 de outubro, D. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, diz que “o PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte”, por causa do aborto. Engraçado, sobre o aborto feito por Dona Mônica Serra, mulher de José Serra, segundo relato de suas ex-alunas publicada no jornal Folha de São Paulo em 16 de outubro,o bispo de Guarulhos não abre o bico.
Curiosamente, o bispo D. Luiz é de São João da Boa Vista, onde atuava com o Sidney Beraldo, ex-deputado e ex-secretario de Gestão do então governador Serra, e mias recentemente um dos coordenadores da campanha a governador de Geraldo Alckmin, que tem fortes ligações com a Opus Dei, que age nas sombras. A omissão do bispo sobre o aborto de Monica Serra revela que essa questão é apenas um mote usado por esse grupo religioso para ir contra o PT.
Para completar o quadro dantesco, assistimos ao fundamentalismo religioso matar a religião e transformá-la em mero instrumento eleitoral. Esta mistura acintosa de religião, num viés fundamentalista, e política é um perigo à sociedade brasileira, pois ameaça os pilares do Estado Laico.
O ódio contra o PT vem sendo trabalhado há pelo menos um ano. Todos devem se lembrar dos primeiros e-mails com a acusação ridícula de que Dilma seria terrorista. Por sinal, o termo terrorista, cunhado pelos militares durante a ditadura, é uma forma de adotar a ditadura militar. Aqui, vale lembrar que ao povo é dado o direito de resistir quando um governo se estabelece pela força das armas. Até na idade média, como é relatado na lenda Robin Hood , já se sabia disso.
Homens e mulheres que foram torturados barbaramente e deram a sua vida pela democracia devem ser tratados como heróis. O termo terrorista significa aceitar que a tortura e barbárie sejam admissíveis como recursos para organizar uma sociedade. Claramente, para um republicano e democrata este argumento precisa ser rejeitado. Então perguntamos, por que os tucanos se valem de argumentos antidemocráticos para difamar uma heroína brasileira? Por que uma campanha baseada no ódio?
Há outros exemplos, como a campanha conservadora com uso da internet para difamar e caluniar e atacar a vida pessoal de Dilma Rousseff.
Lentamente a campanha de Serra pregou o ódio, inclusive de classe, e se valeu dele eleitoralmente para chegar ao segundo turno. Agora hipocritamente diz que o presidente da República faz uma campanha que estimula a violência, querendo se passar como vítima. Ora, Serra, quem semeia vento, só pode colher tempestade.
Se o candidato José Serra, em vez de despolitizar a campanha, discutisse projetos para o Brasil (o que ele infelizmente não possui), talvez os acontecimentos fossem outros.
Por fim, deixo para vocês este poema de Brecht, que mostra que a violência não é o que os poderosos querem que seja visto como violento, mas as estruturas sociais ou situações plantadas com o apoio da mídia e da direita conservadora que resultam neste quadro conflituoso.
Pergunto, ainda, manipular informação e tentar reverter votos de forma abjeta não é uma violência?
PS: Curiosamente, a crítica contumaz da Globo sobre o episódio da violência da bolinha de papel , através do Jornal Nacional, ocorreu justamente no dia em que o Cade, órgão do governo federal, decidiu acabar com o monopólio da emissora na transmissão do Campeonato Brasileiro.
Sobre a Violência, Bertolt Brecht
A corrente impetuosa é chamada de violenta
Mas o leito do rio que a contém
Ninguém chama de violento.
A tempestade que faz dobrar as bétulas
É tida como violenta
E a tempestade que faz dobrar
Os dorsos dos operários na rua
* Carlos Rodriguez , participante da Igreja Católica.
Imprensa internacional denuncia campanha da imprensa brasileira contra Lula.

O jornal Francês Courrier, em sua publicação de hoje, com o título "Une presse très remontée contre Lula" denuncia a má fé da imprensa brasileira.A reportagem diz: "Na reta final da campanha, as más relações entre os principais jornais e o governo..... Esse fenômeno já ocorreu durante a reeleição de Lula em 2006... 

Quatro famílias controle acionário da grande mídia: Marinho, proprietário do jornal O Globo do Rio e da toda-poderosa TV Globo, a Mesquita O Estado de São Paulo, os Frias, Folha de São Paulo e Civita, Editora Abril, editora das principais Veja semanal.
Estas grandes famílias nunca concordaram com a eleição de Lula, que para eles o presidente é mal educado, veio de um estado pobre e dos sindicatos. Acessando este link aqui você que fala Frances poderá ler a matéria completa.
Uma eleição movida a pesquisas.


Qualquer que seja o resultado que apresentem, acho que, após as eleições, o pensamento democrático deste país terá de refletir seriamente sobre o que está acontecendo com as pesquisas eleitorais.
Chegamos ao paradoxo de termos, praticamente, uma pesquisa diária.
Amanhã deve sair a pesquisa Vox Populi/IG, encerrada hoje (protocolo 37059/2010 no TSE); terça-feira, o Datafolha/Folha/Globo (37404/2010); quarta, a CNT/Sensus (37609/2010) ; quinta, o Ibope/Globo/Estadão(37517/2010 e e daí para sexta, de novo, o Datafolha (37721/2010 ) e o Ibope, na sexta (37596/2010). Isso sem contar a GPP/Indio, a que me referi anteriormente.
Cada pesquisa destas custa em torno de R$ 200 mil, exceto a Sensus, que sai por R$ 100 mil. Por aí você vê o volume de recursos que se movimenta nestes levantamentos de opinião. É jogo pesado, totalmente nas mãos da grande imprensa.
Não se trata de proibir ou censurar pesquisas, mas é estranho que, ao menos do que eu acompanho de noticiário, não me lembro de ver tantas pesquisas, com tanta frequência, em qualquer país democrático, nem mesmo os Estados Unidos.
A democracia brasilieira terá de encontrar meios de disciplinar e tornar mais transparentes as pesquisas eleitorais, sob pena de além de fazer com que o debate eleitoral se empobreça ao “subiu um, desceu dois pontos” das pesquisas de opinião.
Controladas, é claro, por um pequeno número de empresas e um número menor ainda de veículos de comunicação.
A festa de Dilma e a passeata “importada” de Serra.
Enquanto Dilma e Lula faziam a festa em Bangu e Realengo, no que o pessoal acabou chamando de “correata” de tão depressa que teve de ir para percorrer dois bairros enormes da Zona Oeste do Rio- e que você pode ver no vídeo aí em cima - a passeata do Serra – na Zona Sul, onde ele ainda tem voto – teve de apelar para os “efeitos especiais”.Segundo o IG, “a caminhada do candidato do PSDB, José Serra, pela praia de Copacabana, contou com a colaboração de cerca de mil cabos eleitorais trazidos de Minas Gerais, de avião, e de Duque de Caxias, de ônibus”.
Diz o portal que “250 jovens mineiros – a maioria mulheres – que se intitulavam da “Juventude Universitária” distribuíam adesivos de Serra e gritavam os nomes de Aécio Neves e do governador eleito Antonio Anastasia.
"E faltou combinar direitinho o “script”:““Sou da Juventude do PSDB”, disse a publicitária Isadora Sabino. Outra jovem disse ser do PSDB, mas em seguida foi “corrigida” por um rapaz, que afirmou serem da “Juventude do PPS”, responsável pelo pagamento das passagens do grupo.
”O resto da “massa” serrista foi trazido de ônibus pelo prefeito de Caxias, José Camilo Zito, que fretou mais de 40 ônibus para “importar” apoio para Serra.
À CNBB: Bispos católicos podem mentir à população brasileira?


por Conceição Lemes
Quem estudou em colégio de padre ou freira, aprende já aos 8, 9 anos de idade, os chamados Dez Mandamentos da Lei de Deus. O oitavo, especificamente, diz: Não levantarás falso testemunho. Ou seja, proíbe mentir, caluniar, falar maledicências, destruir propositalmente reputações. Não cumpri-lo é pecado para os católicos, assim como o descumprimento dos outros nove mandamentos.
Pois nessa quinta-feira, 21 de outubro, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos em Brasília (CNBB), Dom Gealdo Lyrio Rocha, em entrevista publicada no G1, diz:
“Ele (Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, na Grande São Paulo) tem o direito e até o dever de, de acordo com sua consciência, orientar seus fiéis do modo que julga mais eficaz mais conveniente. Ele está no exercício de seus direitos como bispo diocesano de Guarulhos e cada instância fala só para o âmbito de sua competência, tanto que ele não se dirigiu à nação brasileira. Este procedimento está absolutamente dentro da normalidade [distribuir panfletos contra Dilma Rousseff, a candidata do PT à presidência] no modo como as coisas da Igreja se encaminham”, afirmou Dom Geraldo.
O presidente da CNBB afirmou que não cabe à entidade “censurar” qualquer ação de bispos que se manifestem sobre política. Ele destacou que a posição nacional sempre é dada pela CNBB, mas que na diocese o bispo tem autonomia, sendo sujeito apenas à autoridade do papa. “Acima do bispo só existe uma autoridade, o papa. A CNBB não é um organismo para interferir nas dioceses, dar normas para os bispos, repreender”.
…
Ele considerou positivo que o tema aborto esteja sendo discutido na eleição. Ele reconheceu que há posições “reduzidas” sobre o tema, mas afirmou que as discussões sobre “valores” não podia ficar fora da eleição. “Acho que a moeda sempre tem dois lados, se há inconvenientes de um lado, há uma vantagem enorme do outro. O tema (aborto) foi colocado em pauta e não se podia entrar em um processo eleitoral sem trazer à tona temas dessa natureza de máxima relevância”.
Neste domingo, 24 de outubro, em entrevista publicada em O Estado de S. Paulo, com direito à chamada de capa, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, afirma:
“O PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte. O PT descrimina o aborto, aceita o aborto até o nono mês de gravidez. Isso é assassinato de ser humano que não tem nem o direito de se defender”.
É do bispo Bergonzini a iniciativa de fazer 2 milhões de folhetos contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, apreendidos pela Polícia Federal na Gráfica Pana, em São Paulo.
Dom Bergonzini tem memória seletiva. Esqueceu-se de que Dilma assumiu o compromisso de, se eleita presidente da República, não tomar a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto no Brasil. Toda a imprensa divulgou.
Diante das inverdades de Dom Bergonzini e das ações antidemocráticas da ala mais conservadora da Igreja Católica, inclusive de elementos ligados à Opus Dei, esta repórter enviou neste início de noite à CNBB um e-mail com três perguntas óbvias:
1) Bispos católicos podem mentir à população brasileira nestas eleições presidenciais?;
2) Ao agir assim, eles não estariam infringindo o oitavo mandamento;
3) Mentir não seria pecado no caso deles?
Ao bispo Bergonzini, por que dois pesos e duas medidas em relação à questão do aborto? E já que vive atirando pedras em Dilma, sugiro-lhe a leitura da reportagem Hipocrisia na campanha eleitoral: “Ela é favor de matar criancinhas” — Entrevista com Sheila Ribeiro. AQUI, pode ouvir o áudio de Sheila Ribeiro, ex-aluna de Monica Serra.
domingo, 24 de outubro de 2010
Líder não se omite. Escolhe um lado e luta.


Lamentável a declaração da senadora Marina Silva de que não assume posição no segundo turno porque , nas suas palavras, “não acredita em voto de manada.”
Senadora, os eleitores, muito menos os seus, não são manada. Têm opinião própria. Mas quando se referenciam numa liderança, estabelecem com ela uma relação de confiança e troca.
Não me ocorreu que Marina pudesse considerar um “voto de manada” o crescimento de sua candidatura na reta final do primeiro turno. Se ela diz que a “onda verde” que fez crescer sua candidatura, como ela diz, “o voto democrático do cidadão que acreditou na sua plataforma, discurso, postura e trajetória”, deve achar que as pessoas a seguiram por serem livres para escolher, não porque sejam uma “manada”. Aliás, a propaganda de Marina foi recheada de declarações de voto de celebridades e pastores e nem por isso eles trataram os eleitores como “manada”. Ou trataram?
Portanto, embora tenha o direito de não declarar o voto, Marina não tem o direito de dizer que aqueles que recomendam o voto tratam o eleitor como manada.
Aliás, pessoas que, no mundo inteiro, se preocupam com a questão ecológica está muito mais associada a uma candidatura do campo popular que à velha direita que construiu um modelo mundial de devastação. Tanto que os líderes históriocos do movimento verde na Europa, manifestaram, em carta, seu que, em carta, declararam apoio a Dilma, como informa o Opera Mundi.
“A manutenção da esquerda no poder é a única possibilidade real de fazer avançar a causa ecológica no país”, diz a carta. “A vitória da direita representaria o triunfo do complexo agro-industrial e dos céticos em matéria de aquecimento global”, enfatiza o documento, ressaltando conquistas como o estatuto da floresta, “que começou a limitar a devastação na Amazônia e no Mato Grosso”, e a demarcação de terras indígenas, como Raposa Serra do Sol.
Os verdes europeus não se limitam apenas às questões ambientais, destacando também que no plano internacional, “os aspectos mais inovadores da política Sul-Sul de Lula (certamente pelo fato de seu apoio a Ahamdinejad), seriam condenados ao ostracismo com um realinhamento com os Estados Unidos”.
A carta dos verdes europeus faz um alerta sobre José Serra, a quem não consideram sequer um social democrata de centro. “Por trás dele, a direita brasileira vem mobilizando tudo o que há de pior em nossas sociedades: preconceitos sexistas, machistas e homofóbicos, junto com interesses econômicos os mais escusos e míopes. A direita sai do porão”, afirma a carta.
Os verdes elogiam Gilberto Gil, por conclamar o voto em Dilma “sem ambiguidade”, e manifestam compreensão pelo não posicionamento de Marina sob o argumento de que seria difícil um alinhamento imediato com quem ela entrou em conflito quando estava no governo. “Mas nossa experiência como força política e de oposição e governo na Europa nos permite afirmar a nossos companheiros brasileiros que, nas atuais circunstâncias do Brasil, a ancoragem na esquerda é a única possibilidade real de fazer avançar a causa ecológica.”
A carta é assinada por Dany Cohn Bendit (Alemanha), co-presidente do grupo de deputados do Partido Verde no Parlamento europeu; Monica Frassoni (Itália), co-presidente do Partido Verde europeu; Philippe Lamberts (Bélgica), co-presidente do Partido Verde europeu , e os franceses Dominique Voynet, senadora, prefeita da Cidade de Montreuil e ex-Ministra do Meio Ambiente; Yves Cochet, deputado nacional e também ex-MInistro do Meio Ambiente; Noël Mamère, deputado Nacional e prefeito de Bègles; José Bové, deputado europeu; Alain Lipietz, dirigente dos Verdes e ex-deputado europeu; Jérôme Gleizes, dirigente da comissão internacional dos Verdes, e Yann Moulier Boutang, co-diretor da Revista Multitudes (Paris).
Uma pena que Marina, a quem a história deu a oportunidade de ser a grande líder da causa ambiental no Brasil, preferindo a omissão pessoal. O líder, quando é mesmo líder de uma causa e não de um projeto pessoal, não se omite. Escolhe um campo e enfrenta as batalhas decisivas.
serrojas e Preto entregaram o ouro às empreiteiras do Robanel

As empreiteiras deitaram e deixaram deitar
Do Blog do Nassif:(Cadê esse vídeo, Nassif ?)
A mudança nos contratos do Rodoanel
Enviado por luisnassif, dom, 24/10/2010
Há um vídeo que circulou meses atrás, em que Serra fala em uma fala, para um grupo fechado se empresários, dizendo que jamais as obras do Rodoanel sofreram qualquer restrição do TCE. Justo no período em que foi acertado um Termo de Ajustamento de Conduta.
Um dia após assumir Rodoanel, ex-diretor da Dersa alterou contrato e liberou mudanças em projeto original
Nova regra previa “preço fechado” para acelerar a obra, mas acabou permitindo até materiais mais baratos
ALENCAR IZIDORO
DE SÃO PAULO
Um dia após assumir a diretoria da Dersa responsável pelo Rodoanel, Paulo Vieira de Souza assinou uma alteração contratual na obra que deu liberdade para empreiteiras fazerem mudanças no projeto e, na prática, até usarem materiais mais baratos.
A medida, em acordo da estatal com as construtoras, foi definida em 2007 em troca da garantia de “acelerar” a construção do trecho sul para entregá-lo até abril deste ano, quando José Serra (PSDB) saiu do governo para se candidatar à Presidência.
Com a mudança no contrato do Rodoanel, ficou “inviável” calcular se os pagamentos da obra correspondiam ao que havia sido planejado e executado, conforme a avaliação do Ministério Público Federal dois anos depois.
O nome de Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ganhou projeção na campanha eleitoral após ser citado por Dilma Rousseff (PT) em um debate na Band.
Baseada em reportagem da revista “IstoÉ”, a petista disse que ele teria desviado R$ 4 milhões destinados à campanha tucana. Ele nega.
A negociação com as empreiteiras -exigindo que elas não atrasassem a vitrine política de Serra- foi a principal tarefa de Paulo Preto.
O acordo assinado em 2007 mudou de forma radical as regras de pagamento das construtoras fixadas na gestão Geraldo Alckmin (PSDB).
Ficou acertado que, em vez de receberem conforme quantidade e tipo de cada serviço ou material usado na obra, as empreiteiras receberiam um “preço fechado” -no valor de R$ 2,5 bilhões.
Com isso, poderiam fazer alterações no projeto original, permitindo que economizassem. Mas havia, segundo a Dersa, a condição de manter a qualidade final.
Durante a obra, auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) viu “alterações significativas”, “inclusive com adoção de alternativas de menor custo em relação ao originalmente licitado”.
Citou a troca de concreto moldado no local da obra por pré-moldado, “muito mais barato”. Para a Dersa, a diferença era apenas estética.
A estatal argumenta que, com a mudança contratual de 2007, conseguiu um desconto de 4% (R$ 100 milhões) sobre o valor original.
No entanto, as empreiteiras conseguiram um extra de R$ 264 milhões em setembro de 2009, apesar do acordo que previa “preço fechado”. A diferença negociada entre a Dersa e as construtoras superava R$ 500 milhões.
O Ministério Público Federal, então, entrou no caso para impor um limite. Decidiu intermediar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para resolver os problemas do aditivo de 2007 e “impedir pagamentos indevidos”.
DEMISSÃO
A alteração nos contratos do Rodoanel foi assinada por Paulo Preto e pelo ex-presidente da Dersa Thomaz de Aquino Nogueira Neto no dia 25 de maio de 2007.
Ligado ao tucano Aloysio Nunes -secretário da Casa Civil na época-, Paulo Preto havia sido nomeado para essa missão um dia antes.
Ele assumiu a diretoria de engenharia da Dersa em 24 de maio, no lugar de José Carlos Karabolad, que estava no cargo havia só cinco meses e pediu demissão dois dias antes da assinatura do aditivo.
A mudança contratual enfrentava resistência na estatal, tanto pelo aspecto jurídico como pela avaliação de que não evitaria mais gastos.
Paulo Preto, até então, era diretor de relações institucionais da Dersa, sem vínculo direto com a construção do trecho sul do Rodoanel.
Em 2009, a Folha revelou que uma filha dele era advogada das empreiteiras contratadas para fazer a obra.
Sete dias de fúria midiática – buscando um cadáver.

Os últimos lances de uma corrida presidencial pautada pela fúria midiática continuaram surpreendendo. Ao contrário do que se pensava, a ofensiva teatral da bolinha de papel saíra pela culatra, apesar daquela que talvez tenha sido a maior farsa já encenada neste país em termos de apoio publicitário a supressão e/ou inversão dos fatos em prol de José Serra.
No oitavo dia da furiosa campanha da mídia para eleger o candidato tucano, vazaram dados das pesquisas diárias que o PT encomendara aos institutos Vox Populi e Ibope. Os trackings, cuja função não consiste em apurar números precisos, mas, sim, tendências e reações do eleitorado, revelaram que aumentara a distância entre Dilma Rousseff e o adversário.
Chegou-se ao sétimo dia de irracionalidade cívica, ao domingo anterior ao domingo da eleição presidencial mais disputada em mais de duas décadas, em situação de quase esgotamento das opções de factóides para reverter os rumos da disputa. Serra não reage.
O país é tensionado pela mídia. Colunistas de grandes jornais, revistas, tevês, rádios, portais de internet saíram a insultar e a provocar petistas com suas zombarias triunfalistas, mas só até surgirem os sinais de que o tiro da bolinha de papel de dois quilos que os tucanos disseram que petistas atiraram contra Serra em um comício, saiu pela culatra.
A fúria midiática, como previsto, ia aumentando.
Na noite de 23 de outubro, dois dos blogs políticos mais lidos no país, o de Luiz Carlos Azenha e o de Rodrigo Vianna, repórteres da Rede Record, saem do ar no navegador Firefox. Ao acessar os blogs de qualquer outro navegador, não havia problema. Mas ao acessar naquele navegador específico surgia uma falsa mensagem de que aquelas páginas estavam “infectadas”.
Ao fim da tarde do oitavo dia de fúria, portais de internet informavam que houvera novo risco de confronto entre militantes do PSDB e do PT na cidade paulista de Diadema. Novamente, uma tropa tucana fora a um reduto petista fazer provocações enquanto a mídia serrista buscava vender que quem estava na frente é que tentava melar o jogo eleitoral.
Entendendo a estratégia do PSDB e da mídia, os militantes petistas em Diadema abriram caminho para que os tucanos marchassem através da manifestação adversária, e formaram um “cordão de isolamento” do avanço dos esbirros de Serra e dos seus figurantes contratados. Enquanto avançavam pelo meio dos petistas impassíveis, os tucanos proferiam insultos.
Ainda no sábado 23 de outubro, os mesmos portais de internet anunciavam que marchas petista e tucana poderiam se encontrar no Rio, em Copacabana, mas que os petistas, novamente, recuariam para não fazer o jogo dos adversários, cada vez mais dispostos a melar o jogo eleitoral por contarem com a mídia para inverter os fatos.
A marcha petista na cidade do Rio no sétimo dia de fúria midiática foi sabiamente adiada pelos organizadores para ocorrer depois da marcha tucana, convocada para o dia e a hora em que já se sabia que haveria a marcha dos adversários.
A análise mais detida do rumo das coisas sugere que só não foi tentado um tipo de factóide para chocar o eleitorado e induzi-lo a votar no candidato da direita midiática. Tentou-se de tudo contra Dilma. Escândalos sexual (ou homossexual), religioso, de corrupção, de prática de violência física, mas nada deu certo. Serra continua não reagindo eleitoralmente.
Enquanto o clima de beligerância entre petistas e tucanos cresce retórica e fisicamente, tevês, rádios, revistas, jornais e portais de internet simpáticos a Serra – assumidamente ou aparentemente – põem lenha na fogueira com uma chuva de acusações, insultos e zombarias contra um dos lados e com vitimização do outro.
A história ensina que campanhas para comover sociedades contra alguém ou alguma coisa muitas vezes apelaram a cadáveres, a crimes de sangue em que “não restassem dúvidas” sobre a autoria, ainda que processos legais requeiram tempo para condenar ou absolver sob convicção absoluta, impossível de ser formada em míseros sete dias de fúria midiática.
Serra fujão. Dilma não foge á luta!

Desde jovem, José Serra optou por cuidar dos interesses pessoais em detrimento dos interesses coletivos. Assim, abandonou todos aqueles homens e mulheres que aqui no Brasil ficaram para enfrentar a ditadura e garantir a vitória da democracia e da justiça, expressões estas que não encontram lugar na biografia desse candidato.Na foto, o sorridente candidato José Serra se diverte com amigos no Chile, enquanto aqui no Brasil, Dilma estava presa, por lutar pela democracia e justiça.
Dilma lutou pelo Brasil e pela democracia. Serra fugiu.

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Qual candidato merece seu voto; Aquele que luta por você e pelo seu país, ou aquele candidato que foge da luta e vai passear no exterior? Você vota em covarde?
Debate na Globo. Vamos ficar de olho para que a manipulação de 2006 não se repita.

O debate da Rede Globo, na próxima sexta, será todo de perguntas de eleitores indecisos, com resposta do candidato e comentário do oponente. Chegou-se a discutir a possibilidade de abrir espaço para algumas perguntas do mediador, William Bonner, mas a campanha de Dilma vetou a ideia.
Vamos ficar atentos a armaçao da Globo
Vamos relembrar o debate de 2006 entre Lula e Alckmin
“Indeciso” do debate da Globo faz parte de uma comunidade contra Lula e mentiu que precisa pegar 3 ônibus para estudar.
O blog “Os amigos do presidente Lula” denunciou que a rede Globo montou uma farsa no debate entre os candidatos à Presidência com o objetivo de ajudar Geraldo Alckmin. O site mostrou que a Globo levou ao debate pessoas escolhidas pelo Ibope que não eram “indecisas” e ainda manipulou as perguntas para favorecer o tucano.
“Alan Brito de Fortaleza, Ceará, era um dos indecisos. Ele perguntou o que o futuro presidente faria para a melhoria dos transportes, e deu como exemplo o caso dele, que pegava todo dia três ônibus para chegar à faculdade. Só que a Globo não esperava que a farsa fosse desmascarada tão rapidamente. Alan Brito mora na frente da faculdade que estuda. Não tem como ele pegar três ônibus, contam seus amigos da comunidade do Orkut (site de relacionamento)”, afirma o blog.
Depois de afirmar que a pergunta de Alan foi feita pela produção da rede Globo, o site mostra que ele faz parte de uma comunidade no Orkut contrária ao Presidente Lula e que a maior parte de sua turma é tucana. Indignados com as manipulações da Globo, os colegas de faculdade de Alan montaram uma comunidade chamada “Alan e os seus três ônibus” e ainda despejaram mais de 18 mil recados condenando sua encenação, com frases bem ríspidas e outras impublicáveis.
O blog registrou ainda que “provavelmente isso explica o fato dos ‘eleitores indecisos’ gaguejarem tanto na hora de ler suas próprias perguntas, como se não tivesse saído de suas próprias cabeças”. A notícia está aqui no arquivo do nosso blog
O BRASIL TEM QUE MUDAR , MAS NÃO SERÁ COM SERRA E A IMPRENSA CORRUPTA BRASILEIRA , QUE SEMPRE ESCONDEU AS FALCATRUAS DA "ELITE"

O BRASIL PRECISA MELHORAR A EDUCAÇÃO FORMAL , DIZ O JORNAL "O GLOBO" , MAS O QUE ELE NÃO DIZ É QUE EM 8 ANOS SE FEZ MAIS DO QUE EM QUINHENTOS DE "ELITE".
APÓS QUINHENTOS ANOS DAS FORÇAS POPULARES NO GOVERNO , O BRASIL SERÁ OUTRO PAÍS , MELHOR DISTRIBUIÇÃO DE RENDA E ESCOLARIDADE PARA TODOS.
É SÓ ESPERAR , COMO NÓS TIVEMOS QUE AGUENTAR ESSES QUINHENTOS ANOS DE APARTHEID BRASILEIRO.
sábado, 23 de outubro de 2010
Fita Crepe tenta roubar direitos autorais de Bolinha de Papel.

Fita Crepe foi presa por falsidade ideológica
Apadrinhada por José Serra, Wiliam Bonner e Fatima Bernardes, Fita Crepe surgiu do nada, criada nos laboratórios armação digital da Rede Bobo e passou a usar a mesma tática que José Serra usou para se apropriar dos créditos de Jamil Haddad (criação dos genéricos – leia aqui), de Adib Jatene e Lair Guerra (programa de cobate à AIDS – leia aqui) e Rubens Ricupero (Plano Real – veja o vídeo onde Itamar esculaxa Serra e FHC aqui) que FHC se apropriou.
Leia a matéria completa e veja as fotos deste incrível caso de vaidades em choque entre Fita Crepe e Bolinha de Papel que o Brasil inteiro acompanha com muita emoção, aqui e aqui.
Serra dá queixa.Justiça não pode perder oportunidade.


Opa, agora a situação promete ficar boa. O Globo publicou que Serra vai pedir à Justiça investigação sobre o suposto ataque que sofreu na manifestação no Rio. Quer porque quer saber quem lhe atirou a bolinha de papel.
A Justiça não pode perder essa oportunidade. Embora a representação tucana seja dirigida a dois mata-mosquitos, categoria dizimada por Serra, é preciso investigar toda a história. Não faltam testemunhas e imagens.
Com a abertura do processo, a Justiça pode convocar vários dos presentes para depor, solicitar às emissoras de TV a íntegra das imagens, sem edição, examinar toda o registro gravado no celular do repórter da Folha e interrogar o perito global sobre a precisão de suas análises.
Pode requisitar também ao médico-amigo de Serra, Jacob Kligerman, os exames da tomografia computadorizada a que Serra foi submetido, convocar enfermeiros e atendentes para saber do real estado do paciente, ouvir jornalistas e manifestantes.
Se é para investigar, que se faça a sério. Afinal, o episódio envolveu um candidato à presidência da República, que tem um nome a zelar. Se ao final da investigação for provado que tudo não passou de uma armação, que seja punido nos rigores da lei até pelo tempo que tomou das autoridades constituídas.
PS. Mas, olhem, é muita sorte existirem tantas evidências de que tudo foi uma farsa. A inércia do PT, que deveria ter sido o primeiro a exigir a apuração oficial do ocorrido, deixou a iniciativa para Serra. É porque a coisa é muito armada, mesmo, porque senão valeria aquela máxima do futebol: quem não faz, leva.
Armação tucana.

Os indícios de que o PSDB tentou uma armação para ganhar popularidade multiplicam-se. Não bastasse Serra marcar uma passeata em frente ao sindicato dos agentes de saúde do Rio de Janeiro, um grupo furiosamente inimigo do tucano, por ele ter demitido sumaria e cruelmente 5.600 mata-mosquitos da cidade, a sua comitiva partiu para cima dos sindicalistas, rasgando seus cartazes e agredindo pessoas.

O próprio Serra, segundo reportagens, teria tentado "partir pra cima" dos manifestantes, sendo contido pelo Indio". E depois veio a bolinha de papel propriamente dita.
O vídeo, indicado pelo blog do Eduardo Guimarães, mostra um braço com camisa azul lançando-a, a roupa que todos os membros da comitiva tucana vestiam.
E depois de receber um telefonema, ele começa a fingir passar mal e todos os caciques do partido iniciam uma cantilena para vitimizar o candidato.

No dia seguinte, o seu vice, Indio da Costa, declarou num restaurante que Serra havia sido atingido com um objeto com "uns dois quilos", e que fez até barulho.
Pelo andar da carroça, o tuiteiros que inventaram a tag #serrarojas e depois #globomente (esta última está até agora no top do TT Brasil e Mundial, tinham razão...
Amaury disse que filha e genro de Serra lavaram dinheiro com Ricardo Sérgio.

Amaury diz que Verônica Serra lavava dinheiro com Ricardo Sérgio
Segundo o depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, reproduzido pelo Estadão e aqui também publicado, Amaury Ribeiro Júnior:
1- Diz que era empregado do jornal O Estado de Minas.
2- Começou a trabalhar no livro em dezembro de 2007, quando um grupo de inteligência, liderado pelo deputado Marcelo Itagiba tentava levantar dados pessoais de Aécio Neves;
3- Amaury decidiu apurar a motivação deste movimento, que era feito em beneficio de José Serra;
4- Amaury levantou todos os dados referentes ao processo de lavagem de dinheiro, realizados durante a privatização do Governo Serra / FHC;
5- Amaury envolve Ricardo Sérgio de Oliveira, Gregório Marin Preciado e Carlos Jereissatti;
6- Amaury localizou operações de lavagem de dinheiro da filha de José Serra e de seu genro, processadas num escritório off shore de Ricardo Sérgio de Oliveira;
Bye-bye Serra forever !
Clique aqui para conferir o depoimento do jornalista.
Escândalo: a fraude do vídeo que a #globomente exibiu.

Basta uma fusão para fazer o #serrojas aparecer com a mão na cabeça
O Conversa Afiada reproduz vídeo enviado por amigo navegante Leandro.
É impressionante a manipulação, tosca, vulgar, do video que a #globomente apresenta como prova de que havia um outro objeto, além da bolinha de papel.
Isso não significa que a #globomente fraudou.
Mas, que exibiu uma fraude.
Mesmo que involuntariamente.
Inacreditável.
Prepare seu coração, amigo navegante.
Você jamais viu nada parecido !!!
Em tempo 1: Trata-se da edição do debate Collor x Lula, de 1989, e o Golpe do Ali Kamel do primeiro turno de 2006. A #globomente não muda.
Em tempo 2: será que o “perito Molina” não percebeu a fusão ? Ou ele estava ainda aturdido pelo ET ?
Paulo Henrique Amorim
#Globomente no topo dos Trends Brasil


Dia histórico no Twitter. O hashtag #globomente, surgida após o Globo comprar as versões de Serra para o grave atentado com bolinha de papel sofrido pelo candidato, chegou ao primeiríssimo lugar dos Top Trends Brasil, ou seja, o ranking dos principais assuntos discutidos no Twitter.
Ela chegou a figurar por várias horas no TT mundial, em segundo lugar! Ou seja, o mundo inteiro ficou sabendo que o Globo é jornal de direita que defende o candidato conservador José Serra a todo custo, manipulando notícias e falseando a realidade.
Eu mesmo usei meus parcos conhecimentos para escrever em inglês e francês, e outras pessoas publicaram mensagens em espanhol e alemão, para denunciar ao mundo inteiro que a mídia brasileira quer apear e botar no trono quem eles quiserem, mesmo que para isso tenham que usar as táticas mais sujas, como estão fazendo.
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