quarta-feira, 23 de março de 2011

Presidenta prorroga Zona Franca. Cerra vai cortar os pulsos


A visita da presidenta Dilma Rousseff ao estado do Amazonas teve um viés econômico. Além da cerimônia de lançamento do Programa de Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, a presidenta Dilma anunciou que vai prorrogar por mais 50 anos a licença da Zona Franca de Manaus e que tal procedimento se estenderá aos demais estados da região Norte.
Com isso, a partir de 2013, quando termina o prazo de operação como zona franca, será instituído instrumento que dá mais meio século de prazo para o funcionamento especial do polo industrial.

Zona Franca de Manaus — A Zona Franca de Manaus (ZFM) foi idealizada pelo deputado federal Francisco Pereira da Silva e criada pela Lei Nº 3.173 de 06 de junho de 1957, como Porto Livre.
Dez anos depois, o governo federal, por meio do Decreto-Lei Nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, ampliou essa legislação e reformulou o modelo, estabelecendo incentivos fiscais por 30 anos para implantação de um polo industrial, comercial e agropecuário na Amazônia. Foi instituído, assim, o atual modelo de desenvolvimento, que engloba uma área física de 10 mil km², tendo como centro a cidade de Manaus e está assentado em Incentivos Fiscais e Extrafiscais, instituídos com objetivo de reduzir desvantagens locacionais e propiciar condições de alavancagem do processo de desenvolvimento da área incentivada.

No mesmo ano de 1967, por meio do Decreto-Lei nº 291, o governo federal define a Amazônia Ocidental tal como ela é conhecida, abrangendo os Estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. A medida visava promover a ocupação dessa região e elevar o nível de segurança para manutenção da sua integridade. Um ano depois, em 15 de agosto de 1968, por meio do Decreto-Lei Nº 356/68, o governo federal estendeu parte dos benefícios do modelo ZFM a toda a Amazônia Ocidental.

A partir de 1989, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que administra o modelo, passou a abrigar em sua área de jurisdição sete Áreas de Livre Comércio (ALCs), criadas com objetivo promover o desenvolvimento de municípios que são fronteiras internacionais na Amazônia e integrá-los ao restante do país, por meio da extensão de alguns benefícios fiscais do modelo ZFM, da melhoria na fiscalização de entrada e saída de mercadorias e do fortalecimento do setor comercial, agroindustrial e extrativo.

A primeira a ser criada foi a de Tabatinga, no Amazonas, por meio da pela Lei nº 7.965/89. Nos anos seguintes, foram criadas as de Macapá-Santana (Lei nº 8.387/91, artigo II), no Amapá; Guajará-Mirim (Lei nº8.210/91), em Rondônia; Cruzeiro do Sul e Brasileia-Epitaciolândia (Lei nº 8.857/94), no Acre; e Bonfim e Boa Vista (Medida Provisória 418/08), em Roraima.






A decisão da JK de saias não só prorroga a licença da ZFM por 50 anos, como amplia o mesmo regime de isenção fiscal para todos os Estados da Amazônia.

O Padim Pade Cerra vai cortar os pulsos.

Foi ele o maior adversário da criação de zonas francas em todo o país.
Ele trabalhou, como parlamentar e como ministro, só para São Paulo.
Fora aquele cano que saía de Sergipe e chegava ao Ceará no horário eleitoral, não há nenhuma ideia ou ato do Cerra que beneficie qualquer ponto do território brasileiro fora de São Paulo.

No Governo Sarney, surgiu a proposta de se criar zonas especiais de exportação – fora de São Paulo.

O Padim Pade Cerra lutou ferozmente contra elas e conseguiu sepultá-las.
Dilma dá segurança jurídica aos industriais que foram para Manaus e reforça a ideia de que novas zonas francas podem ajudar a Amazônia, como a de Manaus ajudou.

Paulo Henrique Amorim
http://www.conversaafiada.com.br/economia/2011/03/23/presidenta-prorroga-zona-franca-cerra-vai-cortar-os-pulsos/

Comunique-se: Folha registra jornalistas como assessores administrativos



A Folha de S.Paulo registrou dois jornalistas como assessores administrativos. A informação foi confirmada pelo vice-presidente do Comitê de Imprensa do Senado, o jornalista Fábio Marçal, que também é membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal.

O Comunique-se teve acesso aos documentos que comprovam a irregularidade na contratação dos jornalistas. Nos dados, o jornal alega que o registro como assessor administrativo é uma norma da empresa. “Eu não sei se eles fazem isso pra fugir do sindicato ou pra burlar a legislação, é um absurdo”, contestou Marçal.

O jornalista enfatiza que apenas os dois casos se tornaram conhecidos, mas acredita que outros profissionais já tenham passado pela mesma situação.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Lincoln Macário Maia, a situação é absurda. “É um absurdo. É uma demostração de que veículos como a Folha são muito apressados em denunciar irregularidades, mas não prestam atenção no que acontece debaixo do seu nariz”, afirmou.

Maia lembrou do caso de outra empresa, que segundo ele, também já cometeu a mesma irregularidade. “A Bloomberg também tenta disfarçar suas contratações de jornalistas. Essas ‘inovações’, formas toscas disfarçadas de sofisticação, precarizam a profissão”, declarou. A Bloomberg não se pronunciou contra a acusação.

Deputado critica contratações
Há uma semana, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor da PEC que pede a volta da exigência do diploma de jornalismo para atuar na profissão, foi informado da irregularidade na Folha, e protestou. Segundo ele, que também é jornalista, irregularidades já eram cometidas em muitos veículos, mas tendem a aumentar. “É uma sinalização clara de que o fim do diploma levará à precarização da profissão”, afirmou.
Procurada pela reportagem, a Folha ainda não se manifestou sobre o caso.


Leandro Fortes: Kátia Abreu, a vidente



por Leandro Fortes, em CartaCapital

Na noite de 15 de dezembro de 2010, o jornalista Luiz Armando Costa estava exultante. Assessor de imprensa da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), em Palmas, Costa usou o Twitter para fazer um anúncio em tom de aviso aos navegantes, às 21h30: “Caros, uma boa noite a todos. Amanhã o dia promete”. De fato, às 6h30 da manhã do dia seguinte, agentes da Polícia Federal desencadearam em Tocantins a Operação Maet, cujo alvo principal era o Tribunal de Justiça do estado.
Ao fim da ação foram indiciados a presidente do tribunal, Willamara de Almeida, o vice-presidente Carlos Luiz de Souza e o desembargador José Liberato Povoa. Durante todo o dia, um animado Costa tuitou detalhes da operação para seus 320 seguidores. Na primeira manifestação, às 9h59 do dia 16, bradou: “BOMBA! Polícia Federal faz operação na residência da desembargadora Willamara, presidente do Tribunal de Justiça”. No fim do dia, satisfeito, finalizou com a seguinte mensagem, às 20h54: “Caros, uma boa noite. Como disse ontem, hoje o dia prometia, não é mesmo?”

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), de onde partiu a ordem da operação, a verborragia virtual de Luiz Armando Costa foi interpretada de duas formas: ou o assessor de Kátia Abreu é vidente ou teve informação privilegiada de uma operação baseada em inquérito de caráter sigiloso, em andamento desde 2007.
No fim de fevereiro, a coordenadoria da corte especial do STJ, responsável pelo processo, sob as ordens do ministro João Otávio de Noronha, abriu investigação interna para verificar se o vazamento ocorreu no tribunal. Mas se especula que a fonte possa ter sido a própria PF. O fato é que, graças à Operação Maet (deusa da Justiça na mitologia egípcia representada de olhos abertos), o principal desafeto da senadora no tribunal, o desembargador Povoa, foi preso e afastado do TRE de Tocantins, onde era corregedor, assim como Willamara e Souza.

Do ponto de vista técnico, a Operação Maet foi um sucesso. Montada para investigar um esquema de venda de sentenças, sobretudo de cobranças de precatórios (dívidas judiciais) contra o Tesouro estadual, a operação resultou em nove conduções coercitivas (quando pessoas são levadas a depor pela polícia) e oito mandados de busca e apreensão no tribunal. Os agentes federais, durante as buscas nas residências dos acusados, acharam 375 mil reais em dinheiro e duas armas de fogo sem o devido porte legal.

Povoa, ex-corregedor do TRE de Tocantins, estava na mira de Kátia Abreu porque, em setembro de 2010, às vésperas das eleições estaduais, concedera uma liminar que proibia veículos de comunicação de publicarem informações sobre um suposto esquema de fraudes em licitações capitaneado pelo então governador candidato à reeleição Carlos Gaguim (PMDB), opositor do eleito, Siqueira Campos (PSDB), apoiado pela senadora. A liminar acabou derrubada pelo TRE dias depois, mas a parlamentar montou um palanque em cima do discurso de defesa da liberdade de imprensa para alavancar Siqueira Campos, de quem era coordenadora de campanha.

A cruzada da presidente da CNA contra Povoa pode ter sido o primeiro sinal de que não apenas o assessor Luiz Armando Costa, mas ela própria sabia com antecedência da operação da PF. Isso porque, em 15 de setembro de 2010, a senadora fez circular, via e-mail, uma nota à imprensa sobre uma audiência agendada por ela com a ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça. A parlamentar foi solicitar à ministra pressa em um processo contra Povoa, em trâmite no CNJ, no qual ele é acusado de enriquecimento ilícito. Kátia Abreu pedia providências sob o argumento de que o desembargador, então relator das ações que envolviam o governador Gaguim, estava sujeito à arguição de suspeição.

Estranhamente, entre os 13 endereços eletrônicos registrados pelo gabinete da senadora, ao menos dois destinatários nada tinham a ver com órgãos de imprensa: o desembargador Marco Anthony Steveson Villas Boas (marcovillasboas@terra.com.br) e o juiz Jacobine Leonardo (jaccobine@ig.com.br), integrantes do Tribunal de Justiça de Tocantins. “Isso pressupõe comprometimento desses magistrados com a parlamentar”, afirma Nathanael Lacerda, advogado de Povoa e autor da petição que desencadeou a investigação interna do STJ.

Em seguida, a informação foi replicada no site da jornalista Roberta Tum, de Tocantins, espécie de porta-voz informal da senadora. Sob o título “Os três passos de Kátia em Brasília”, o texto repete os termos da nota à imprensa enviada pela parlamentar à dupla de magistrados e afirma que a verdadeira investigação do CNJ diz respeito à venda de sentenças judiciais. Aliás, informação que a jornalista só poderia ter em mãos se tivesse tido acesso ao inquérito mantido sob sigilo pela PF e pelo STJ. Ou se alguém tivesse lhe contado.
O mais interessante ainda estava por vir. Às 17h03 de 15 de dezembro de 2010, às vésperas da Operação Maet, o Ministério Público Federal, por meio da subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, protocolou no gabinete do ministro João Otávio de Noronha os pedidos de condução coercitiva e os mandados de busca e apreensão. A subprocuradora argumentou que a PF havia demonstrado, ao longo do inquérito, a existência de uma organização criminosa no tribunal de Tocantins, cuja principal atividade era a de facilitar e agilizar o pagamento de precatórios contra o Tesouro estadual.
- Os advogados envolvidos no crime se comprometiam a entregar parte do valor aos desembargadores corruptos.

Antes de terminar o despacho ao STJ, como que em uma premonição, a subprocuradora Lindôra Araújo escreveu: “Pugno, por fim, pelo sigilo absoluto na execução das medidas requeridas, com a observação de que eventual vazamento, por menor que seja, ocasionará o cancelamento dos interrogatórios”. Em vão.
Duas horas e vinte e sete minutos depois, o jornalista Luiz Armando Costa deu o alerta no Twitter.“Há fortes indícios de que a senadora Kátia Abreu, ou pessoa relacionada a ela, teve informação privilegiada”, afirma Lacerda. Segundo ele, não há impedimento ético nem legal para um parlamentar transitar pelo Poder Judiciário. “O que não é admissível é que a referida senadora tenha feedback (retorno) de agente público, seja da Polícia Federal ou de qualquer órgão da administração, quando se trata de processo sob sigilo.”

Na petição entregue ao ministro Noronha, o advogado Lacerda insinua haver uma ligação entre a senadora Kátia Abreu e o superintendente da Polícia Federal em Tocantins, Cesar Augusto Martinez. A parlamentar teria sido responsável pela nomeação do delegado. Tanto o assessor de imprensa da senadora quanto o policial não atenderam aos pedidos de informação de CartaCapital.

Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém o blog Brasília eu Vi .


101 milhões na classe C



Pelo menos 19 milhões de pessoas reforçaram a classe C em 2010, que hoje é a maior do país, com 101 milhões de cidadãos ou 53% da população. Ficou mais ampla que as classes A e B (42,19 milhões de pessoas e 21,9% do total) e as D e E (40 milhões) somadas. Os dados fazem parte da pesquisa O Observador 2011, encomendada pela financeira Cetelem GN ao Instituto Ipsos Affairs, e reforçam o processo de mobilidade social vivido pelo país. O temor é de que esse quadro se reverta com a atual disparada da inflação.


Segundo Marcos Etchegoyen, presidente da Cetelem GN, o fortalecimento da classe média vem ocorrendo há cerca de seis anos, em consequência do crescimento da renda e do acesso ao crédito. Ele ressaltou que passou a sobrar mais dinheiro no caixa das famílias (rendimento total menos os gastos) em todas as camadas sociais e regiões do país. Em 2009, sobravam, para as classes A e B, R$ 680. Em 2010, restavam R$ 991. Na classe C, o saldo passou de R$ 205 para R$ 246. E na D, a mais beneficiada, pulou de R$ 61 para R$ 104, valor 48,44% superior ao de quando a pesquisa foi feita pela primeira vez, em 2005. "A pirâmide social virou um losango. Um número maior de pessoas está se alimentando bem e tendo experiências que antes pareciam um sonho", ressaltou. Gastos médios com supermercado aumentaram para R$ 375, em 2010. Com aluguel, o desembolso subiu para R$ 299. Com educação, foi para R$ 274.


"Pela primeira vez, o gasto médio com telefone fixo foi superior ao do celular", destacou Etchegoyen. A internet também deu um salto. Foi utilizada por 58 milhões de pessoas maiores de 16 anos, em geral, para informações sobre compras, sendo que 20% afirmaram já ter feito aquisições virtuais. Mas do total dos entrevistados, apenas 26% comparam taxas de juros, especialmente os da classe D, que continuam se preocupando apenas se o valor da prestação cabe no bolso.


A pesquisa indica que 60% dos brasileiros estão otimistas, que 53% querem consumir mais, 52% desejam mais crédito e 39% acreditam em alta do Produto Interno Bruto (PIB). Mas, segundo o levantamento, 79% dos entrevistados desejam economizar e 48% vão gastar mais em 2011.


Conforto


Entusiasmados com o conforto no orçamento, os brasileiros, em 2011, declararam que vão investir mais no bem-estar, com destaque para móveis, decoração, entretenimento, viagens e lazer. De acordo com a Cetelem BGN (um dos maiores conglomerados financeiros do mundo), que divulgou o estudo O Observador 2011, foram consideradas como renda média (família de quatro pessoas) R$ 2.983 para as classes A e B; R$ 1,338, para a C; e R$ 809, para as D e E.Correio


Partido Novo: Erike Bati$ta cria um novo partido

Blog do Celso Jardim
Muito Além do Jardim


Com apoio de empresários do Rio de Janeiro, Erike Batista começou campanha para criar o Partido Novo e deverá lançar um candidato à prefeitura do Rio nas próximas eleições

Primeiro ele tentou uma campanha para despoluir a Lagoa Rodrigo de Freitas, agora, Eike Batista entra definitivamente para o mundo da política.
O empresário, dono da EBX, holding que atua em setores como petróleo, logística e mineração, está fundando o seu próprio partido político, com a parceria de outros empresários cariocas.

Época NEGÓCIOS apurou que a campanha para a criação da legenda já começou. Mas, para que o Partido Novo (como será chamada a legenda) seja realmente criado, são necessárias 500 mil assinaturas e, pelo menos, 101 fundadores. O manifesto do Partido Novo está pronto e já conta com a assinatura de figurões do mundo empresarial.

A ideia é criar um partido que tenha somente bons gestores como candidatos. Até mesmo o meio publicitário começa a se mexer para divulgar o partido e angariar o maior número de assinaturas para oficializar a sigla. A primeira ação do Partido Novo será lançar um candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. Especula-se que Eike não seria o candidato, mas o articulador da campanha.

Na internet, no entanto, há uma legião de admiradores que gostaria de ver o empresário na política. No Facebook, por exemplo, há um grupo chamado Eike Batista para Prefeito da Cidade Maravilhosa.

Eleito o oitavo homem mais rico do mundo pela revista americana Forbes, Eike costuma dizer que quer recuperar o glamour da cidade maravilhosa. Para isso, está apostando na revitalização do centro do Rio, adquiriu o hotel Glória, um dos mais cultuados da cidade, e investiu R$ 147 milhões para a restauração do empreendimento. Em 2009, comprou o controle da Marina da Glória, um dos cartões-postais do Rio, e pretende investir R$ 105 milhões para transformá-la em um centro cultural e turístico.

O Grupo EBX foi um dos principais patrocionadores da campanha pela candidatura do Rio de Janeiro à Olimpíada de 2016. O empresário chegou a doar mais R$ 23 milhões. "O projeto é importante para a cidade", afirmou o empresário na ocasião.
Com Darcio Oliveira



Deputado do DEMO mostra preconceito e recismo ao falar do ministro Joaquim Barbosa


Em reunião ontem da bancada do DEM,o deputado Júlio Campos( MT)chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de "ilustre ministro moreno escuro".
O DEM está com ação direta de inconstitucionalidade (Adin) para anular o decreto que regulamenta as terras de quilombos e tem uma outra ação no Supremo questionando a política de cotas para negros.

Uma declaração do deputado Júlio Campos (DEM-MT), ao escolher o critério racial para distinguir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa de seus 10 colegas, provocou polêmica no Congresso. Durante reunião da bancada do DEM ontem na Câmara, o parlamentar e ex-governador de Mato Grosso referiu-se a Barbosa como o “moreno escuro lá no Supremo”.
Campos discutia o tema do foro privilegiado quando fez a declaração. “Esta história de foro privilegiado não dá em nada. O nosso Ronaldo Cunha Lima precisou ter a coragem de renunciar ao cargo para não sair daqui algemado, e, depois, meus amigos, você cai nas mãos daquele moreno escuro lá no Supremo, aí, já viu”, afirmou.

Parlamentares negros e defensores de ações afirmativas contra o racismo reagiram com indignação. O deputado Domingos Dutra (PT-MA) cita as ações que o DEM encaminhou ao Supremo para argumentar que a frase de Campos foi “coerente” com as posições do partido. “A declaração do deputado Júlio Campos está coerente com as ações do DEM.
O Democratas está com ação direta de inconstitucionalidade (Adin) para anular o decreto que regulamenta as terras de quilombos e tem uma outra ação no Supremo questionando a política de cotas para negros.
No Congresso, ainda tem uma maioria que pensa como o Júlio Campos, mas é uma maioria silenciosa que não fala tão sinceramente.” Dutra afirmou que consultará o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), sobre a possibilidade de a Casa divulgar nota de repúdio contra a afirmação de Campos.


SAI, CAPETA! BISPO CATÓLICO QUE TENTOU FAZER CAVEIRA DE DILMA NA ELEIÇÃO PROCESSA JORNAL DE SÃO BERNARDO (E PEDE SIGILO DE JUSTIÇA!!!)



Deu no ABCD Maior

Depois de sustentar, em 2010, campanha para identificar com a defesa do aborto a então candidata à presidência Dilma Rousseff, o bispo da Diocese de Santo André, Nelson Westrupp, resolveu pedir indenização, em dinheiro, ao jornal ABCD Maior. O bispo alega ter sofrido danos morais por conta de reportagens publicadas pelo jornal. Além de aceitar a denúncia, o Poder Judiciário atendeu ao pedido do bispo de segredo de justiça ao processo.

Para o advogado Rui Carneiro, que defende o Jornal ABCD Maior, “é uma perigosa aventura jurídica com caráter meramente vingativo em razão da vitória da presidente Dilma, além de tentar usar o Poder Judiciário para calar a imprensa e cercear o livre debate de assuntos de interesse público, o que é inadmissível no atual Estado Democrático de Direito.”

Santa Inquisição - De acordo com o jornalista Celso Horta, diretor do jornal, o que o bispo está querendo é “ressuscitar a Santa Inquisição. Até o sigilo de justiça está sendo invocado para pedir indenização pecuniária, um gesto muito contraditório com quem se diz ofendido em sua dignidade de religioso. O que, afinal, o bispo quer esconder atrás do sigilo? Será que os fiéis da Igreja Católica aceitam que um bispo lave sua honra com uma indenização em vil metal?”, perguntou o jornalista.

Westrupp, que também é presidente do Conselho Regional Sul da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), denuncia ainda o jornalista Júlio Gardesani, autor das reportagens. Pouco antes do final do primeiro turno, uma carta assinada por Westrupp e outros dois bispos foi distribuída nas igrejas de São Paulo e por simpatizantes da candidatura de José Serra (PSDB). No documento, Westrupp pediu aos fiéis que não votassem em candidatos que defendiam o aborto, citando por cinco vezes o PT como partido que defendia.

A carta tumultuou a campanha eleitoral. Trouxe debates religiosos como a condenação do aborto e tirou o foco da discussão dos problemas nacionais. Enquanto a candidata, hoje presidente Dilma Rousseff, do PT, se defendia, José Serra, do PSDB, explorava o posicionamento da igreja. Dilma teve de se reunir com lideranças religiosas e preparar uma nota afirmando que não era a favor do aborto. O PT também teve de desmentir as afirmações de Westrupp.

A seção nacional da CNBB publicou, em seu site, texto contrariando o documento de Westrupp. “Lamentamos profundamente que o nome da CNBB (...) tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação. A CNBB não indica nenhum candidato (...) a escolha é um ato livre”.

Evangélicos - As informações sobre o envolvimento de Westrupp com as cartas também foram publicadas por outros jornais do ABCD e pela mídia impressa e eletrônica do País e internacional. Westrupp também se sentiu “ofendido” pela reportagem que citava a preocupação confessada pelo bispo em correspondência ao papa Bento 16 com o crescimento dos evangélicos e dos ateus em São Paulo.

Todas as reportagens publicadas pelo Jornal ofereceram espaço ao bispo mas em nenhuma delas ele aceitou falar pessoalmente. A assessora, Irmã Marinéia, chegou a se manifestar em nome de Westrupp, conforme registra a edição, número 253, de 13 de outubro de 2010.

Em relação à carta sobre o aborto, através de e-mail, o assessor de imprensa de Westrupp, Humberto Pastore, não só confirmou a autenticidade, como a encaminhou em anexo para o jornalista Júlio Gardesani. Em seguida, o bispo enviou ao jornal carta respondendo às reportagens, mas eivada de ofensas. “O jornalista Júlio Gardesani demonstra muito mais interesse em criar factóides e contendas do que informar (...) Creio que não é desse jeito que se faz jornalismo, Sr. Júlio Gardesani”, diz Westrupp.

A correspondência do bispo foi publicada na íntegra pelo Jornal (edição número 260, de 05 de novembro de 2010). Para ler a carta do bispo publicada pelo jornal, clique aqui.

Jornalista critica Westrupp - O presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Guto Camargo, afirmou que a tentativa de Dom Nelson Westrupp de censurar o ABCD Maior é política e prejudica, principalmente, o leitor do jornal. Guto é o primeiro representante da sociedade ouvido pelo ABCD Maior sobre o processo movido pelo bispo contra o jornal e o jornalista Júlio Gardesani.
“Essa é uma situação que muito nos preocupa ultimamente. Essa tentativa de interferência no trabalho da imprensa não é judicial, mas política. Isso porque, desde que derrubaram e Lei de Imprensa, não a substituíram por nenhuma outra. Assim, as decisões são subjetivas”, afirmou o presidente do Sindicato dos Jornalistas.

Privação de informação - No entanto, o processo judicial movido por Dom Nelson Westrupp acerta diretamente o direito da população de se informar, explicou o presidente. “É um problema para o público leitor, que pode ser privado de uma informação por uma situação mal esclarecida”.

O presidente do Sindicato ainda garantiu que nunca viu a Igreja Católica processando diretamente um jornal em São Paulo. “É o primeiro problema de tentativa de censura à liberdade de imprensa partindo da própria Igreja Católica que eu tenho conhecimento”.


domingo, 20 de março de 2011

Filho do Noblat descola quase R$ 1 milhão na Lei Rouanet, igual a Maria Bethânia


A cantora Maria Bethânia teve um projeto cultural aprovado pela Lei Rouanet, no Ministério da Cultura, que a autoriza a captar R$ 1,3 milhão em deduções do imposto de renda das empresas para produzir 365 vídeos declamando poesias, e veicular na internet em um blog.


A Lei Rouanet precisa mudar, e sua aplicação também em alguns casos. A política cultural de fomento, como regra, deveria privilegiar muitos projetos culturais baratos, ou que empregue muita gente, em vez de concentrar altos valores em poucos artistas consagrados como Maria Bethânia. Não cabe esse tipo de mecenato com características de concentração de renda, para gente consagrada, outros com pistolão em empresas privadas, outros com projetos comerciais, disputando dinheiro dos impostos com o povo sofrido.


Mas o assunto não envolve só Maria Bethânia.Todos nós temos o direito de questionar esse valor para esse projeto da Bethânia, menos o blogueiro de "O Globo", Ricardo José Delgado (Noblat), que anda zoando do caso, tendo um enorme telhado de vidro na família.


O filho do blogueiro, André Scatrut Noblat, é vocalista da banda de rock Trampa, de Brasília, e também arrancou R$ 954 mil dos cofres públicos, através desta mesma Lei Rouanet, para "realizar concertos da banda de rock com uma orquestra sinfônica...".


O "talento do prodígio" comoveu a Vale S.A., que achou mais importante aplicar quase R$ 1 milhão no patrocínio à banda de rock, do que recolher este dinheiro aos cofres públicos na forma de impostos que iriam para saúde, educação, segurança pública, erradicação da pobreza, etc.


Foram R$ 154 mil, na primeira tacada, e R$ 800 mil na segunda tacada.


Clique nas imagens para ampliar


Educação de Cerra leva bomba ! A culpa é dos nordestinos


Na foto, o Padim Pade Cerra que ensina matemática aos russos

O PiG (*) tentou esconder, mas é inevitável ressaltar.
Saiu no Agora (o único jornal que presta em São Paulo), na pág. A3:

“Piora desempenho de estudantes em português”.

Quem avaliou foi o ENEM de São Paulo (os tucanos romperam relações com o ENEM), o Saresp.Nem 1% dos jovens tem nota “ótima”.
Ou seja, as escolas do Cerra formam analfabetos.
Ontem, o mesmo Agora, na pág. A4, mostrou: “Cai nota de alunos no provão da rede estadual”.
São as notas dos alunos que terminam o ensino fundamental e médio nas escolas que, há 17 anos, são administradas pelos tucanos.
“Os piores desempenhos no Saresp foram os estudantes mais velhos (ou seja, os que há mais tempo estão submetidos à incompetência dos tucanos de São Paulo – PHA).”
“O Governo quer que o resultado seja usado como ponto nos vestibulares”. Coitados !
Agora, amigo navegante, veja como o Padim Pade Cerra explicou o baixo desempenho dos alunos das escolas estaduais de São Paulo: a culpa é dos “migrantes”, ou seja, dos nordestinos.
Foi o que ele disse na Globo, ao Chico Pinheiro, quando era candidato a governador.
O portal UOL reproduziu a declaração na capa, em manchete.
Imediatamente, o Cerra ligou para o UOL e pediu a cabeça do redator que escreveu a manchete.
O UOL não deu.
Ele é o nosso Putin (inepto, porém).
Clique aqui, amigo navegante, para ver a aula de regra de três que o Padim deu a estudantes de São Paulo.
Ele é um jenio.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Pesquisa diz que presidente Dilma conquistou a confiança dos eleitores do PSDB e de José Serra



Decorridos cinco meses desde o segundo turno presidencial, Dilma Rousseff conquistou a confiança de parcela expressiva dos eleitores do PSDB e de José Serra.
Na primeira pesquisa Datafolha de avaliação do novo governo petista, apenas 15% dos entrevistados que manifestam preferência pela sigla tucana e votaram no seu candidato consideram a administração ruim ou péssima, e 31% a classificam como boa ou ótima.
O desempenho da presidente é regular para 45% dos que se declaram tucanos e para 41% dos que optaram por Serra em 2010.

Eleitores do PDT, cuja bancada rachou na votação do salário de R$ 545, dão maior aprovação a Dilma (45% de ótimo e bom e 31% de regular) que os simpáticos ao fiel PMDB - 40% e 42%, respectivamente.

Entre os petistas, a presidente obtém 56% de conceitos ótimo e bom e 32% de regular. Só 2% consideram seu início de mandato ruim ou péssimo. Os que declaram ter votado em Dilma dão a ela aprovação similar: 57% de bom e ótimo, e 30% de regular.
Na coluna da Renata Lo Prete


sábado, 19 de março de 2011

CNJ vai apurar denúncias de nepotismo no Judiciário paraense.

Manuel Dutra
Jornalismo, Ciência, Ambiente

Juízes que investigarão o caso devem chegar a Belém na semana que vem.
A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, mandou instaurar sindicância para apurar as denúncias de nepotismo contra desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), cujos parentes teriam sido nomeados para cargos de Assessoria Especial pelo governador do Pará, Simão Jatene
(Foto: Palácio iluminado do Tribunal paraense).


A decisão atende a pedido protocolado pelo presidente da seccional paraense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jarbas Vasconcelos, no rastro de reportagens veiculadas pela imprensa nacional.
A corregedora nomeou dois juízes para investigar as denúncias in loco. Segundo a assessora de Comunicação da OAB, Sheila Faro, eles chegarão a Belém, possivelmente, na próxima semana.
A OAB também colocou um link em seu site (www.oabpa.org.br ) para receber denúncias de nepotismo a envolver magistrados que atuam no Pará.
Leia Mais no blog A Perereca da Vizinha

Por que Lula é "o cara" e FHC é personagem da revista "Caras"


O Itamaraty convidou todos os ex-presidentes brasileiros para o almoço que será oferecido ao presidente dos EUA, Barack Obama, no sábado, em Brasília.
O presidente Lula, segundo sua assessoria, declinou do convite, entendendo que o encontro é mais apropriado aos chefes de Estado.
Lula é ciente da responsabilidade de seu papel e de sua dimensão política. Haveria um gesto carregado de simbolismo político se ele fizesse uma distinção especial ao presidente dos EUA e não fizesse o mesmo às dezenas de presidentes africanos, latino-americanos e asiáticos que visitam o Brasil.
É como aquela história que ele conta, quando era presidente e no primeiro encontro de presidentes, todos se se levantaram da cadeira quando Bush chegou, e ele não, afinal ninguém havia se levantado quando ele (Lula) havia chegado, então por que fazer um distinção especial ao presidente dos EUA? E não houve nenhum atrito nas boas relações por isso.
Voltando ao almoço do Itamaraty, se Lula fosse, compareceria como líder político, e estaria ali prestigiando não a pessoa de Obama, com quem sempre se relacionou bem pessoalmente, e sim as políticas que Obama carrega na bagagem, onde há contenciosos bilaterais e multilaterais com o Brasil em disputa. E que sentido político haveria num encontro destes? Falar o quê, se Dilma dirá tudo o que o Brasil e ele teriam a dizer?
Só faria sentido fazer tal distinção especial, se Obama viesse ao Brasil anunciar alguma mudança de posição no protecionismo comercial, na flexibilização da posição dos EUA na rodada de Doha ou na conferência do clima; enfim, algum acordo importante para o Brasil ou para os países mais pobres, negociado ao longo do governo Lula, que estivesse sendo destravado. Fora isso, estaria apenas prestigiando indiretamente e sem querer, as posições estadunidenses nas mesas de negociação internacionais.
Já FHC fez a mala e desembarcou em Brasília ainda na sexta-feira, a tempo de ser o primeiro da fila na "boca livre".
FHC não tem esse problema, porque ele também é ciente de sua dimensão política. No caso, da pouca dimensão que tem, pelo legado sofrível que deixou do seu governo e pelo próprio correr do tempo. FHC não vai prestigiar, vai atrás de prestígio para si. Com isso, animará metade da platéia de leitores demo-tucanos do PIG com suas fotos para revista "Caras", e irritará a outra metade ao ir, mais uma vez, bajular a presidenta Dilma Rousseff.

Internet chega a 73,9 milhões de pessoas no Brasil

Blog do Celso Jardim
Muito Além do Jardim




O número de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (domicílios, trabalho, escolas, LAN houses ou outros locais) atingiu 73,9 milhões no quarto trimestre de 2010, segundo o Ibope Nielsen Online.


O número representou um crescimento de 9,6% em relação aos 67,5 milhões do quarto trimestre de 2009, segundo dados divulgados pelo instituto nesta sexta-feira.


No que se refere ao acesso mensal em fevereiro deste ano, o Ibope informou que "o acesso à internet no trabalho e em domicílios vem crescendo ainda mais. O total de pessoas com acesso em pelo menos um desses dois ambientes chegou a 56 milhões em fevereiro de 2011, o que significou um crescimento de 19,2% sobre os 47 milhões do mesmo mês do ano anterior."


O total de usuários que moram em domicílios com acesso à internet cresceu 24% nesse período, já é de 52,8 milhões.


O Ibope informa ainda que das 56 milhões de pessoas que têm acesso à rede no trabalho ou em residências, 41,4 milhões foram usuárias ativas em fevereiro, o que significou uma diminuição de 3,3% em relação a janeiro e um crescimento de 12,7% na comparação com os 36,7 milhões de fevereiro de 2010.


CONTROVÉRSIA


Embora o crescimento do número de internautas seja favorável, a internet brasileira não está preparada para suportar as exigências atuais dos internautas, de acordo com um relatório divulgado pela Cisco no ano passado.


A pesquisa "A Qualidade da Internet", feita pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e pela Universidade de Oviedo (Espanha) com apoio da Cisco, empresa que fabrica equipamentos que conectam os computadores à rede, revelou que embora o Brasil tenha feito avanços para aumentar o número de domicílios conectados, a qualidade das conexões está abaixo da média.

Hoje, para que um internauta navegue e realize suas tarefas (trocar e-mails, baixar arquivos, assistir a vídeos, entre outras), as velocidades médias precisam ser de 3,75 Mbps (megabits por segundo) para o download (quando se baixa arquivos ou se acessa um site qualquer) e de 1 Mbps para o upload (quando se envia algo, e-mail ou mensagem instantânea).


O tempo de resposta (entre dar o comando e perceber que ele foi obedecido) não pode ser superior a 95 milésimos de segundo, segundo a pesquisa.


Em Fortaleza, apontada como a cidade brasileira com a melhor qualidade de internet, a velocidade de download auferida foi de 4,3 Mbps, ante 570 Kbps (kilobits por segundo) de upload. O tempo de resposta ficou em 114 milésimos de segundo.

A pesquisa indica que, nos próximos cinco anos, os internautas estarão consumindo mais capacidade de rede porque assistirão a vídeos sob demanda e farão videoconferências, entre outras aplicações sofisticadas.


Por isso, os especialistas estimam que, até 2015, um domicílio estará consumindo 500 GBytes mensalmente, ante os atuais 20 GB.


Para dar conta dessa quantidade de dados trocados via internet, será preciso investir mais para que as redes ofereçam velocidades de download de 11,25 Mbps e de 5 Mbps de upload com uma resposta de 60 milésimos de segundo.


Com Folha OnLine


sexta-feira, 18 de março de 2011

Senador tucano propagandeia Internet da Globo contra a Telebras no Senado


Seria o "Coronel Tutchenko", personagem da propaganda da NET?

Não! É o senador demo-tucano de SP.
O senador demo-tucano Aloysio Nunes (PSDB-SP) subiu no Plenário para atacar o Plano Nacional de Banda Larga, e defender o lobby das empresas privadas.
O demo-tucano soltou essa pérola de mistura de lobby com propaganda, e visão restrita da realidade da elite paulistana: Disse que há pacotes da empresa "A" por R$ 29,80 e inventou que é com o dobro da velocidade básica sugerida pelo governo no Plano Nacional de Banda Larga (quando na verdade é igual).
A empresa "A" que o demo-tucano disse que não faria propaganda (fazendo subliminarmente ao anunciar sua promoção), é a NET (operadora de TV a cabo e banda-larga das Organizações Globo em sociedade com o bilionário Carlos Slim da Telmex), já que a outra alternativa (a Telefônica) tem uma promoção de 1Mb neste valor que só dura 3 meses, depois da qual o preço sobe para R$ 54,90.
Seu plano de R$ 29,80 só vale para os estados de SP e Paraná, nas poucas cidades que a empresa atua. Chama-se "Internet Popular" e malandramente exige fidelidade de 12 meses.
Só passou a ser oferecido agora, depois que o governo federal anunciou o PNBL e a Telebras anunciou a intenção de oferecer os mesmos 512K deste plano por este preço de R$ 29,00 sem ICMS, se os estados concordassem.
Ou seja, a NET já aderiu informalmente à política do PNBL em sua área de atuação, graças a ação do governo federal indicando que entraria fazendo concorrência, se as empresas não oferecessem preços acessíveis à baixa renda.
Outro erro do demo-tucano é a visão de um paulistano da elite, que não conhece sequer a realidade do povo de seu estado.
A referida empresa oferece serviços a apenas 93 cidades do Brasil (em geral, as cidades com bolsões de riqueza).
Mesmo no Estado de São Paulo, onde o senador representa, atende apenas 48 do 645 municípios.
O demo-tucano ainda teve a cara-de-pau de "cobrar do governo" uma ajudazinha financeira para as empresas telefônicas privadas levar banda-larga onde elas "não teriam interesse econômico" em operar.
Ora, quem defendeu a privataria, alegando que o estado não tinha dinheiro, nem eficiência para investir, agora vem pedir as tetas do estado para tubarões da iniciativa privada mamarem?
A senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) fez um aparte restabelecendo a verdade dos fatos, dizendo que o governo garantirá banda larga onde não houver interesse privado, e oferecerá concorrência onde faltar preço acessível e qualidade.


Romário convoca Teixeira sobre acusação de corrupção na CBF


Saiu na Folha online:

Romário diz que denúncias são ’sérias’ e quer ouvir Teixeira

JOHANNA NUBLATFILIPE COUTINHODE BRASÍLIA

O deputado Romário (PSB-RJ) disse nesta quarta-feira que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, deve ir à Câmara dos Deputados responder às acusações do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), que quer uma CPI para investigar a organização da Copa-2014.

Romário disse que vai apresentar, na próxima semana, um requerimento para convidar Teixeira a explicar as “sérias acusações” apresentadas por Garotinho. “Um esclarecimento dele na comissão seria, hoje, bem mais positivo que uma CPI.”

O comparecimento, porém, não afasta de todo a possibilidade da CPI. “Dependendo do que ele responder, a CPI pode não ter nenhum motivo [de ser instalada]. Se a resposta não for convincente, a gente terá mais que nunca a certeza da necessidade dela”, disse o ex-craque da seleção.

Em discurso na Câmara, Garotinho disse que Ricardo Teixeira é o chefe de uma “quadrilha que assalta os cofres públicos”. No requerimento para instalar a CPI, o deputado afirma que devem ser investigadas supostas “denúncias de irregularidades da composição societária do Comitê Organizador Local; no critério de divisão dos lucros da Copa e nos acordos firmados entre a CBF e as redes de tevê e patrocinadores”.
(…)

Clique aqui para ler “Ricardo Teixeira tenta evitar CPI da Copa.”




É bom não esquecer que o deputado Eduardo Cunha faz parte do grupo de parlamentares que examinarão as despesas da Copa do Mundo.Como se sabe, o deputado Eduardo Cunha foi recentemente dispensado pela presidenta Dilma Roussef de colaborar com a empresa Furnas.
Como se sabe, a efígie do deputado Cunha se faria acompanhar da efígie de Henrique Alves e de Wellington Moreira Franco para se inscrever no panteão da moralidade do PMDB e instalá-lo no gabinete do vice presidente Michel Temer.
Em tempo: e o PiG (*) achava que o Romário não ia trabalhar.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Manifestações contra Obama


Por princípio, acho que os direitos de reunião e de manifestação têm que ser respeitados. São garantias constitucionais que sintetizam e simbolizam a democracia. No entanto, sempre que, como presidente do Movimento dos Sem Mídia, organizei manifestações, tive o cuidado de comunicar às autoridades os atos que promoveria.

No mais conhecido desses atos, o da Ditabranda, pouco antes de começá-lo um grupo de policiais veio até mim e exigiu que apresentasse meu RG, tornando-me responsável pelo que fariam as quinhentas pessoas que atenderam ao chamamento que desencadeei no blog durante o Carnaval de 2009. E eu apresentei.

Assumi a responsabilidade pelo que aquelas pessoas fariam porque confiava nelas. Interagimos às centenas no blog durante muito tempo – algumas mais, outras menos e tantas outras nada, pois tinham acabado de chegar. Mas confiava em nossa seriedade de propósitos, do grupo.

Não concebo a hipótese de o cidadão não poder se manifestar na via pública, desde que não atrapalhe. No ato da Ditabranda, briguei com militantes que insistiam em invadir a pista que deixamos para os carros. A polícia veio me cobrar a responsabilidade que assumi. Então fui lá e pedi, educadamente, que saíssem. Mas queriam tumultuar. Nesse momento, parei o ato até que colaborassem.

Conto a breve história porque acho que as manifestações que estão sendo preparadas contra Obama devem acontecer. É bom que aconteçam. Mas desde que da forma correta, respeitando quem não participa e o próprio visitante, ainda que discordando dele. Sempre de forma civilizada, repito.

Para que tais manifestações ocorram de maneira ordeira e profícua, porém, há que levar em conta alguns fatos inquestionáveis sobre aquele contra o qual serão feitas. Por exemplo: Barack Obama, como todo presidente dos Estados Unidos, é um alvo vivo. Há muitos, mas muitos que, se tivessem chance de matá-lo, não pensariam duas vezes.

Nem que tivessem que explodir alguns protestantes brasileiros junto.

Também fico me perguntando o que impede a Al Qaeda ou as mitológicas agências secretas americanas que dizem por aí que forjaram o 11 de setembro de seqüestrarem um avião aqui no Brasil e atirarem-no sobre a Cinelândia enquanto Obama estiver discursando….
Enfim, por ser um alvo vivo, objeto do mesmo ódio, da mesma intolerância e da mesma beligerância que os Estados Unidos praticam, o líder dessa nação não deve se expor – ou ser exposto – a riscos de ambientes tensionados por atos de protesto, pois criam confusão, aglomeração, enfim, os fatores necessários aos atentados.

Imaginemos a trágica situação em que Obama sofra um atentado no Brasil por conta de nossas autoridades terem impedido medidas para a sua segurança sob argumentos como soberania etc., etc. Quem será o responsável? Haverá algum manifestante-líder que entregue o próprio RG à polícia, responsabilizando-se pela manifestação como fiz há cerca de dois anos?

Que se manifestem contra Obama. Provavelmente eu estaria entre os manifestantes se a manifestação não contivesse ataques ao homem, mas petições e propostas, ainda que contendo as necessárias críticas ao comportamento dos Estados Unidos ao longo da história. Mas façam-no longe dele. O homem é um alvo ambulante.


Record complica acertos "secretos" da Globo com cartolas pelo Brasileirão


A TV Record ofereceu publicamente R$ 100 milhões por ano para o Flamengo, e o mesmo valor para o Coríntians pelo direito de transmitir na TV aberta 19 jogos de cada, no Campeonato Brasileiro.
A proposta é apenas pelos direitos de transmissão na TV aberta, o que dá aos clubes a margem de negociar à parte pacotes na TV a cabo pay-per-view, internet e celular.
Os dois clubes tem as maiores torcidas e dão as maiores audiências nos jogos.A emissora emitiu um comunicado que tem um endereço certo: os acordos "secretos" da TV Globo com os Cartolas dos Clubes, na calada da noite:

"A Rede Record, como sempre agiu desde o início do processo de negociação do Campeonato Brasileiro de Futebol, reafirma sua intenção de negociar, com total e absoluta transparência, diretamente com todos os clubes envolvidos
....
Iniciamos essa etapa da negociação apresentando ao Clube de Regatas Flamengo e ao Sport Club Corinthians Paulista as nossas propostas e, ao mesmo tempo, registramos os documentos em cartório para provarmos que agimos de acordo com as determinações do CADE e da livre concorrência. A proposta é de R$ 100 milhões por ano, para cada um dos clubes, pela transmissão de, no mínimo, 19 jogos a cada temporada dos Campeonatos Brasileiros de 2012 a 2016
....
Clareza de propósitos, negociações à luz do dia, em horário comercial e com respaldo jurídico são os nossos objetivos em todo o processo
....
Se as partes envolvidas agirem assim, temos a absoluta certeza de que, nos próximos cinco anos, o futebol brasileiro vai ser protagonizado pelas maiores estrelas do nosso futebol e coroado com a recuperação econômica dos clubes, aumento do interesse dos torcedores e dos telespectadores pelo espetáculo, exibição das partidas em horários mais adequados e ampliação do número de patrocinadores.
"A proposta da Record coloca a Globo e os cartolas em saia justa.
A Globo será obrigada a cobrir as propostas. E os cartolas terão dificuldades para explicar que não estão sendo corrompidos, caso assinarem qualquer acordo com a Globo por valores mais baixos do que o oferecido pela Record, oficialmente, registrado em cartório. Essa atitude também dá à Record as bases jurídicas para um processo no CADE.
O presidente do Grêmio, Paulo Odone, já é um cartola que terá dificuldades em explicar porque fechou a toque de caixa um contrato com a Globo, anunciado ontem, sem esperar pela proposta de outras emissoras, como a Record, mesmo tendo até o final do ano para negociar estes direitos para 2012.
Os valores do contrato da Globo com Odone é tratado confidencialmente, mas circula a informação de que foi de R$ 47 milhões por temporada, vendendo todos os direitos de imagem para TV aberta, TV a cabo, pay-per-view, internet e celular. A venda casada destes pacotes foi condenada pelo CADE.
O Grêmio faz parte do 3º bloco de clubes por critério de audiência, ao lado do rival Inter, do Fluminense, Cruzeiro, Atlético mineiro e Botafogo. Se estes clubes, sobretudo o Inter, conseguir um contrato melhor com a Record (ou mesmo com Globo cobrindo proposta da Record), ficará muito mal para o presidente do Grêmio.
Paulo Odone, além de presidente do clube, é deputado estadual pelo PPS gaúcho (foi da base governista de Yeda Crusius), e muito ligado ao ex-governador Antonio Britto, que já foi funcionário da Globo e da RBS (Rede afiliada à Globo).
A RedeTV! ganhou a licitação do Clube dos 13, mas pelo rumo dos acontecimentos não deve levar, porque não tem o aval de todos os clubes. Resta a alternativa de tentar salvar, negociando o sublicenciamento com a Record ou a Globo, buscando o aval dos cartolas dos Clubes, contemplando os acertos financeiros individuais.
Pela lei em vigor (Lei Pelé), não adianta ter contrato com apenas um time, pois o outro pode vetar a transmissão do jogo, a não ser que receba seu quinhão. Por isso é possível que tudo o que foi fechado até agora tenha que ser repactuado ou acabe em disputa judicial.


O Tijolaçao está de Volta




quinta-feira, 17 de março de 2011

JORNALISMO CHAPADO DA FOLHA, PODE CRER, MALUCO!



Olha só, que louco, meu! Os caras da Folha publicaram uma parada esquisitona, tá ligado? Está aqui, no caderno Cotidiano, da edição online, edição de ontem, 16/3.
Saca o título: “Cookies de maconha viram febre em balada de Buenos Aires”.
Até aí, beleza. Estava rolando um clima maneiro nas primeiras linhas: “Brownies e cookies de maconha viraram febre em uma das baladas mais agitadas de Buenos Aires.
As "galletitas mágicas" (biscoitinhos mágicos) são atração nas noites de segunda num centro cultural em Balvanera (região central).
O local é bastante frequentado por turistas, principalmente brasileiros”.

Mas, aí, brô, pintou um lance estranho, ó:
“Na Argentina, é crime o porte e consumo de drogas, não importando a quantidade e a forma de uso”.
Pô, mano, qualé???
Tá me tirando pra comédia?
Quer me zoar?
Tirar uma da minha cara?
A mesma Folha de S.Paulo publicou o seguinte título no dia 25/8/2009:
“Justiça argentina descriminaliza porte de maconha para consumo pessoal”.
Dizia o texto dos carinhas:
"A Corte Suprema de Justiça da Argentina declarou nesta terça-feira inconstitucional punir adultos em posse de pequenas quantidades de maconha, cujo consumo "não coloque em risco outras pessoas".
Que bagulho de jornal é esse?


Golpe do relógio evitou CPI do Pedágio, diz PT



da assessoria de imprensa do PT na Assembleia de São Paulo


Apenas um dia após a posse dos novos deputados, a Bancada do PT foi surpreendida por mais uma manobra da base política do governador Geraldo Alckmin para impedir investigações na Assembleia Legislativa.


Os parlamentares petistas reuniram 32 assinaturas para protocolar pedido para uma CPI dos Pedágios, mas foram barrados.

Para o novo líder da Bancada do PT, deputado Enio Tatto, longe de ser uma questão burocrática, o protocolo de um requerimento de CPI “é tão importante que houve disputa para ver quem chegava à frente no relógio”.


“Desde que estou na Assembleia, sei que quem chega primeiro ao relógio de ponto protocola o pedido de CPI e quem chegou primeiro foi o assessor da Bancada do PT”, disse Tatto.


O ex-deputado e assessor da Bancada do PT, Salvador Khuriyeh, ficou 12 horas em pé em frente ao relógio de ponto para garantir o protocolo do pedido de CPI elaborado pela Bancada do Partido dos Trabalhadores, com o objetivo de fiscalizar os contratos entre o governo e as empresas concessionárias das rodovias estaduais.


Mas, repetindo a estratégia de obstrução do trabalho legislativo, a base de apoio ao Palácio dos Bandeirantes apressou-se em apresentar pedidos de CPI que não investiguem diretamente o governo estadual.


Relógio


Para garantir o primeiro pedido de CPI da nova legislatura, a Bancada do PT fez plantão desde as primeiras horas desta quarta-feira (16/03) no protocolo da Casa e cumpriu todas as exigências do regimento interno da Casa, que prevê que o pedido de CPI seja apresentado um dia após o início da nova legislatura, em horário adequado e com 32 assinaturas necessárias para o protocolo.


Sobre a polêmica em torno do relógio, o deputado Antonio Mentor lamentou a estratégia governista. “De forma sorrateira, o Governo elaborou uma série de requerimentos para impedir um único pedido de CPI da oposição, com o objetivo de investigar um fato notório, que é o excesso de praças de pedágios instaladas nas rodovias e o valor extorsivo das tarifas. Não podemos aceitar golpes para impedir que a Casa exerça sua tarefa. Os governistas apresentaram até pedido de CPI do Sebo, o que é uma vergonha para a Assembleia”, indignou-se o Mentor, durante a sessão legislativa.


O relógio do protocolo está dentro do plenário, onde os funcionários não estão autorizados a ficar à noite. Só que deputados aliados de Alckmin dizem que o processo de protocolo começou fora do plenário, quando supostamente algum assessor do partido teria garantido ‘lugar na fila’, na noite anterior.


“O mais lógico e racional é que o protocolo se inicia quando alguém fisicamente se apresenta com o documento em mãos à frente do equipamento que registra a documentação na Casa. Mas, sabemos que toda esta disputa tem um cunho político”, explicou o deputado Antonio Mentor.


Transparência


O 1º secretário, deputado Rui Falcão destacou a importância de retomar a transparência e a democratização do Legislativo. Recém-empossado, o deputado Edinho Silva também ressaltou que a “Assembleia precisa debater propostas que contemplem o interesse da população”.


“Por uma decisão judicial, a Assembleia foi obrigada a acatar os pedidos de CPI pela ordem cronológica”, admitiu o presidente da Assembleia, Barros Munhoz, ao anunciar que decidiu aceitar os pedidos de CPI apresentados pelos deputados do PSDB e dos outros partidos da base de apoio governista e recusar os que foram apresentados pela oposição.


Apesar do pedido de um deputado do bloco de oposição, o presidente da Alesp não enumerou em plenário os pedidos de Comissão apresentados pelos governistas; entre eles, a CPI do Sebo, citada pelo deputado Mentor, que anunciou que a Bancada do PT está avaliando as medidas que serão adotadas contra a ‘Operação Abafa’ dos governistas.