segunda-feira, 25 de abril de 2011

Chefe de ação de emergência em Chernobyl defende energia nuclear



Milhares morrem nas estradas e mesmo assim todos usam carros, compara.Yuri Zelinski coordenou limpeza e construiu 'sarcófago' de usina em colapso.




Dennis Barbosa Do G1, em Kiev

No dia seguinte à explosão do reator 4 da usina de Chernobyl, há 25 anos, o engenheiro Yuri Zelinksi, que então trabalhava numa fábrica de equipamento de proteção para funcionários de instalações nucleares, foi chamado pelo governo soviético para ajudar a coordenar os trabalhos de contenção do desastre em território ucraniano.


Nos primeiros 20 dias, como conta, ele chefiou os "liquidadores", milhares de homens chamados para fazer a "limpeza pesada" - juntar o material radioativo, evitando que se espalhasse ainda mais. Depois, passou a organizar a construção do "sarcófago", uma imensa caixa de aço e concreto erguida às pressas para guardar o reator em colapso e seu combustível nuclear.



Yuri Zelinksi dá entrevista em seu escritório em Kiev: apesar de ter vivido o maior desastre nuclear da história, ele defende o uso de energia nuclear. (Foto: Dennis Barbosa/G1)


Apesar de ter vivido de perto o maior desastre nuclear da história, Zelinski defende com veemência o uso de energia atômica. "Todo dia, mil pessoas morrem nas estradas. Mas carros ainda são produzidos e todo mundo usa. Os aviões caem, mas as pessoas voam", compara. "Cada pessoa que diz que devemos desativar as usinas nucleares deveria parar de usar energia elétrica", defende.

Zelinski trabalha na construção do 'sarcófago', emmaio de 1986, menos de um mês após o acidente.

(Foto: Reprodução)



A visão polêmica que ele tem do episódio e do uso da energia nuclear não para por aí. Ele defende que a União Soviética agiu da forma mais rápida possível e fez o melhor na remoção da população que vivia nas imediações de Chernobyl. Lembra que o acidente aconteceu na madrugada de um sábado (26 de abril de 1986), e que já no domingo Pripyat, uma cidade próxima de 48 mil habitantes, foi esvaziada.


Zelinski rebate as críticas de falta de transparência contra a URSS. O fato de que o líder soviético Mikhail Gorbachov demorou mais de duas semanas para falar do acidente na TV, se deve a que as esferas superiores do regime não entendiam a gravidade do acidente, diz.


"A informação ia dos engenheiros aos diretores, daí para os ministérios e para o governo. No fim dessa escada, a informação não era vista de forma séria", explica. Isso não impediu, no entanto, segundo ele, que a população local fosse rapidamente retirada.


JapãoO construtor do "sarcófago" conta que acompanha diariamente as notícias sobre Fukushima, no Japão, e acredita que o nível de transparência em relação ao que é passado ao público é similar ao de Chernobyl. "Se Fukushima fosse uma questão de governo, não privada, a situação teria sido resolvida mais rapidamente. A companhia privada deixa de fazer o que precisa e o governo é que precisa agir", critica.


Para retirar os moradores da zona de exclusão de 30 quilômetros em volta de Chernobyl, em 1986, os militares soviéticos disseram que era algo apenas temporário, mas os habitantes nunca puderam retornar a suas casas. "A situação no Japão deverá ser igual", diz.
Sangue filtradoO engenheiro, que hoje chefia uma empresa que desenvolve ultracapacitores (dispositivos de acumulação de energia com capacidade muito superior à de baterias convencionais) não passou ileso pela época do desastre.


Nos primeiros meses, segundo Zelinski, ele trabalhou continuamente na zona de exclusão. Depois, trabalhava durante 3 a cada 10 dias. "Era perigoso ir tão frequentemente, mas não podia passar o trabalho a outro, porque não conseguiria passar as informações necessárias a alguém que me substituísse", explica. Toda vez que ia para a usina, jogava suas roupas fora. Depois era lavado e tinha a sua radioatividade medida.


Zelinski lembra que muita gente que trabalhou com ele morreu por causa da exposição à radiação e que ele próprio, a certa altura, teve diagnosticada uma imunidade muito baixa. Ele precisou, então, ter todo o seu sangue filtrado para tirar os metais pesados. "O sangue saía de um braço e entrava em outro", conta. O tratamento permitiu que se recuperasse.


O acidente nuclear de Chernobyl completa 25 anos nesta terça-feira (26). Até lá, o G1 publicará uma série de reportagens sobre o desastre.


Na foto de cima, Zelinski, à direita, recebe representante do Instituto Científico de Energia Atômica da URSS. Na foto de baixo, ele aparece perto das obras do sarcófago (3º da esquerda para a direita). (Foto: Reprodução)




Gaúchos aprovam lei que substitui palavras estrangeiras por palavras brasileiras

Manuel Dutra
Jornalismo, Ciência, Ambiente


Além do uso abusivo de palavras estrangeiras, estas ainda são,

com frequência, escritas de modo errado



Os deputados do Rio Grande do Sul aprovaram uma lei para eliminar palavras como "bullying", "spam", "pizzaiolo" e qualquer outro vocábulo estrangeiro sem estar acompanhado tradução nas propagandas e documentos oficiais do Estado.


Aprovada por 26 votos a 24, a lei foi proposta pelo deputado Raul Carrion (PC do B) e institui a obrigatoriedade da do uso de expressões em português no lugar das estrangeiras "em todo documento, material informativo, propaganda, publicidade ou meio de comunicação através da palavra escrita" no Estado.


Ainda caberá ao governador Tarso Genro (PT) sancionar ou vetar a lei.


O principal alvo da regulamentação são estrangeirismos que poderiam ser facilmente substituídos por palavras em português, como os anúncios que trazem o termo "sale" no lugar de "liquidação", mas a lei vai além.


Quando não houver uma expressão equivalente em português, diz o texto aprovado, uma tradução deverá acompanhar com o mesmo tamanho e destaque o intruso linguístico.



domingo, 24 de abril de 2011

Carta Maior: Entre o bombom de cupuaçu e o bafômetro




O excelente Quanto Tempo Dura? brincou: e se fosse o Lula? E se o Lula tivesse se recusado a passar pelo teste do bafômetro? E se o Lula tivesse levado sete pontos na carteira e tomado a multa — que equivale a de alguém que dirige alcoolizado?


por Luiz Carlos Azenha


A Carta Maior levou o desafio ao pé da letra e foi buscar um exemplo de como a Folha de S. Paulo se comportou em uma situação muito menos grave que envolveu Lula: o caso do bombom de cupuaçu.

Escreveu a Carta, em texto que se tornou viral na rede:
Sem dúvida o aspecto mais chocante no episódio da blitz da Lei Seca, no Rio, que flagrou Aécio Neves dirigindo com habilitação vencida e metabolicamente impossibilitado de soprar o bafômetro, não foi o fato em si , mas o comportamento da mídia demotucana. Os blindados da ‘isenção’ entraram em cena para filtrar o simbolismo do incidente, ‘um episódio menor’, na genuflexão de um desses animadores da Pág 2 da Folha. Menor? Não, nos próprios termos dele e de outros comentaristas do diário em questão. Recordemos. Em 24 de novembro de 2004, Lula participou da cerimônia de inauguração de turbinas da Usina de Tucuruí, no Pará. No palanque, sentado, espremido entre convidados, o presidente comeu um bombom de cupuaçu, jogou o papel no chão. Fotos da cena captada por Luiz Carlos Murauskas, da Folha, saturaram o jornalismo isento ao longo de dias e dias. Ou melhor , anos e anos. Sim, em 2007, por exemplo, dois colunistas do jornal recorreriam às fotos de Tucuruí para refrescar o anti-petismo flácido do eleitor que acabara de dar um novo mandato a Lula. O papel do bombom foi arrolado por um deles como evidencia de que o país caminhava a passos resolutos para a barbárie: “Só falta o osso no nariz’, arrematava Fernando Canzian (23-07-2007) do alto de sofisticada antropologia social. Sem deixar por menos, Fernando Rodrigues pontificaria em 09-04-2007: “…Respira-se em Brasília o ar da impunidade. Valores republicanos estão em falta. Há exemplos em profusão (…) em 2004, Lula recebeu um bombom. … O doce foi desembrulhado e saboreado. O papel, amassado. Da mão do petista, caiu ao chão. Lula seguramente não viu nada de muito errado nesse ato. Deve considerá-lo assunto quase irrelevante. …Não é. No Brasil é rara a punição -se é que existe- para pequenas infrações como jogar papel no chão. Delitos milionários também ficam nos escaninhos do Judiciário anos a fio (…) Aí está parte da gênese do inconformismo de alguns, até ingênuos, defensores de uma solução extrema como a pena de morte. Gente que talvez também jogue na calçada a embalagem do bombom de maneira irrefletida. São “milhões de Lulas”, martelava o jingle do petista. São todos a cara do Brasil…” (Carta Maior; Domingo, 24/04/2011)

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Colaborando com a curiosidade de vocês, reproduzo na íntegra os dois textos em que os colunistas pontificam sobre Lula, o tosco:


Pena de morte e poucos valores


Por Fernando Rodrigues, na Folha de S. Paulo, em 09.04.2007


BRASÍLIA – Subiu para 55% o apoio à pena de morte. Desde 1993 o Datafolha não registrava tal marca. Essa adesão ao medieval “prenda e arrebenta” é de origem difusa. Mas a inação dos políticos tem razoável culpa no cartório. Um dos fatores mais inibidores do crime não é o tamanho da pena, mas a inevitabilidade da punição.


Nesse quesito, os políticos produzem contra-exemplos em série. Deputados e senadores cometem crimes. Renunciam para escapar da punição. Voltam reeleitos. Seus colegas se comportam como se nada tivesse ocorrido.


Respira-se em Brasília o ar da impunidade. Valores republicanos estão em falta. Há exemplos em profusão. Um caso já antigo é emblemático pela singeleza do ato e pelo protagonista envolvido. Em uma de suas andanças já como presidente, em 2004, Lula recebeu um bombom. A mídia captou a cena. O doce foi desembrulhado e saboreado. O papel, amassado. Da mão do petista, caiu ao chão.


Lula seguramente não viu nada de muito errado nesse ato. Deve considerá-lo assunto quase irrelevante. Se alguém o menciona, o petista possivelmente classificará a crítica como firula, preconceito. Não é.


No Brasil é rara a punição -se é que existe- para pequenas infrações como jogar papel no chão. Delitos milionários também ficam nos escaninhos do Judiciário anos a fio.


Malufs podem até amargar uns dias de cadeia, mas logo estão por aí, leves e soltos, desfrutando de foro privilegiado. Já pobres diabos vão para a cadeia por furtarem um frasco de xampu no mercado. Aí está parte da gênese do inconformismo de alguns, até ingênuos, defensores de uma solução extrema como a pena de morte. Gente que talvez também jogue na calçada a embalagem do bombom de maneira irrefletida. São “milhões de Lulas”, martelava o jingle do petista. São todos a cara do Brasil.


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23/07/2007



por Fernando Canzian, na Folha de S. Paulo


Em 1994, o escritor e crítico cultural norte-americano William Henry 3º (morto aos 50 um ano depois) lançou nos EUA “In Defense of Elitism” (Em Defesa do Elitismo), um livro deliberadamente provocativo que fez um bom barulho na “nação mais igualitária do mundo”, como a América gostaria de ser.


Em resumo, Henry argumentava que na luta perpétua entre o igualitarismo e o elitismo, o primeiro vinha ganhando de lavada nas últimas décadas nos EUA.


De maneira provocativa, dizia que não estava defendendo nenhuma elite específica, mas a “idéia de excelência”, que ele julgava ter sido abandonada ao longo do caminho em busca de uma “sociedade mais igual”.


“Algumas idéias são melhores do que outras. Alguns valores, mais duradouros. Alguns legados, mais universais”, escreveu Henry. Se autodefinindo como um “antiquado meritocratra”, afirmava que a sociedade americana de seu tempo vinha “gastando mais tempo e energia para consolar perdedores do que para incentivar vencedores”.


Uma máxima do livro, comparando uns e outros: “Não é a mesma coisa conseguir colocar um homem na Lua ou apenas ser capaz de andar com um osso enfiado no nariz…”.


Não sei o que Henry diria de nossas elites, principalmente a política, nos últimos tempos. A “elite” petista no comando desse governo é um glorioso desastre como exemplo, idéia de excelência e valores, sem falar em falta de educação e sensibilidade.


Encastelado em seu “sucesso” econômico atual, o governo parece ter perdido a noção da realidade, o bom senso. É patético assistir assessores especiais da Presidência e ministros fazendo gestos obscenos ou usando expressões ridículas enquanto milhares sofrem (e centenas morrem) na tal crise aérea que não tem mais fim.


O PT sempre se arvorou de ser um partido correto, o mais ético da cena nacional, até a crise do mensalão acabar com essa lorota.


Depois da limpa inicial, dos Delúbios endinheirados e Silvinhos corrompidos por carrões usados, sobrou agora, no comando, talvez “a melhor elite” do PT.


É o que temos. Só falta o osso no nariz.


PS do Viomundo: Quanto à pena de morte, citada pelo Fernando Rodrigues, ela existe no Brasil. Foi praticada, por exemplo, no massacre de Eldorado dos Carajás. A isso, sim, podemos chamar de impunidade.

Google não é trouxa: acredita no Brasil





Ontem eu vinha no carro, ouvindo rádio, e ouvi um comentário na CBN – não recordo de quem – dizendo que o investimento de US$ 12 bilhões da Foxconn – que vai fabricar “tablets” eletrônicos no Brasil – não ia dar certo, porque temos impostos demais e engenheiros de menos para tornar isso viável.


É a velha turma do “o Brasil não vai dar certo” em ação.


Hoje, curiosamente, fui alertado por uma nota na excelente editoria Digital & Mídia, de O Globo, fui ler a matéria do Financial Times, escrita por Samantha Pearson, onde se dá conta que o faturamento da Google no Brasil cresceu 80% em 2010 e espera-se avanço igual este ano, o que está levando a gigante da internet a aumentar em 50% seu quadro atual de 350 empregados no Brasil.


O motivo?


” Dar acesso aos pobre do Brasil mais acesso à internet e melhorar a velocidade de conexão é uma prioridade da nova presidente do país, Dilma Rousseff, que vê a web como a melhor maneira de acelerar o desenvolvimento social e econômico”, diz o jornal inglês e acrescenta que “mais brasileiros chegam à as classe média e compram seu primeiro computador e o uso da Internet aumentou”.


E e, O Globo de hoje, outra matéria mostra que crescimento da economia brasileira está “atraindo empresas estrangeiras, que, de olho na expansão da classe média, têm planos que vão além de novas fábricas: incluem a criação de polos para desenvolver produtos e serviços.”


Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, foram destinados para a criação de centros e laboratórios R$ 14 bilhões em 2010, número que deverá subir para R$ 17 bilhões este ano – alta de 21%. Do valor, parte é de multinacionais e parte de empresas estatais, como a gente mostrou quinta-feira aqui.


E a nossa mídia, com suas caras e bocas afetadas, só consegue pedir mais juros e menos intervenção do Estado. Eles acham que a abreviatura de Brasil não é BR, mas ADR, que é o nome das ações daqui que se vendem na Bolsa de Nova York.




Kassab e Serra servem de Judas em sábado de Aleluia




Na Folha Online, a notícia de que José Serra e Gilberto Kassab foram parar de Judas no sábado de Aleluia:


“Neste Sábado de Aleluia, ocorreu a tradicional malhação de Judas, na rua Lavapés, no bairro do Cambuci, centro de São Paulo. Em vez de Judas, os bonecos malhados pela população representavam pessoas responsáveis por acontecimentos recentes que causaram comoção, como o atirador do Realengo, Wellington Menezes.


Foram malhados também bonecos representando Mizael Bispo, acusado de matar a advogada Mércia Nakashima, o médico Roger Abdelmassih e Luciene Reis Santana, assassina confessa da menina Lavínia Azeredo de Oliveira, 6.


Personalidades políticas também são alvo constante da brincadeira. No Cambuci, foram malhados bonecos do prefeito da capital, Gilberto Kassab (que anunciou a saída do DEM para fundar o PSD) e do ex-governador do Estado, José Serra (PSDB).


A tradicional malhação de Judas, feita no Sábado de Aleluia, é comum em diversas partes do mundo e, no Brasil, assume um tom de brincadeira misturada à crítica social.”



Movimentos sociais aguardam propostas do governo

Blog do Celso Jardim
Muito Além do Jardim


O Movimento pela Democratização da Comunicação apresentou em audiência com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, no final da tarde desta quarta-feira (20) as preocupações sobre o novo marco regulatório do setor (Plano Nacional de Comunicação) e o Plano Nacional de Banda Larga. Eles querem também a instituição de uma mesa permanente de reunião com os movimentos sociais.


“Queremos ouvir o ministro sobre o calendário para debate dos temas na sociedade”, diz Miro Borges, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”. A maior preocupação dos movimentos sociais, reunidos em Brasília esta semana na Plenária Nacional do Movimento pela Democratização da Comunicação, são as declarações contraditórias do governo sobre os dois temas.


Par as entidades sociais, é preciso que o governo apresente as propostas para que fique claro quais as regras propostas, o que vai balizar os debate na sociedade. Miro Borges destaca, como exemplo, as declarações contraditórias sobre a proibição de agentes políticos com mandato terem direito a concessão de rádio e TV.


Com relação ao Plano Nacional de Banda Larga, uma das preocupações dos movimentos sociais é com a sinalização do governo de domínio do setor privado. “Nós consideramos importante o governo tomar a inciativa do debate sobre o assunto, mas queremos externar nossa preocupação de que a banda larga tenha como eixo o serviço público”, adianta Miro Borges.


A audiência encerra os dois dias da Plenária Nacional do Movimento pela Democratização da Comunicação, esta semana, em Brasília. Na terça-feira houve a instalação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular, na Câmara dos Deputados. O encontro prosseguiu com debate sobre conjuntura do movimento em níveis nacional e estadual, os pontos prioritários de um plano de ação (do movimento) e a sua reorganização em nível nacional.


Com informações de Márcia Xavier

Telebras é o PAC da internet




Uma matéria hoje na Folha mostra o que todo mundo já sabe: a internet está prisioneira das teles, que servem mal e caro a todos. Mas revela que, ao contrário do que se poderia pensar, os pequenos provedores estão crescendofrente às gigantes, mesmo dependendo delas – e de seus preços absurdos – para sua interconexão com a web.


Eles já representam 9% dos serviços de conexão à rede – sem contar os “piratas”, que distribuem sinal sem licença – mesmo tendo de pagar preços extorsivos. Segundo a matéria, o dobro de há cinco anos.


Isso, sendo obrigados a pagar de R$ 800 a R$ 3500 por acesso no atacado, contra os R$ 230 previstos como preço pela Telebras.


Ou seja, na hora em que se eliminar o gargalo da conexão, a internet no Brasil desempaca.

A matéria é clara: as operadoras de telefonia não querem que a Telebras entre no mercado e promova a baixa dos preços. E conta com a falta de recursos do Estado para investir como garantia de seu oligopólio.


O que este oligopólio faz – talvez seja mais adequado dizer “não faz” – com a internet no Brasil fica claro no gráfico que classifica as conexões domiciliares à rede por velocidade. Só oito por cento das conexões se enquadram no que mundialmente é classificado como “banda-larga”, as de velocidade igual ou superior a 2 Megabits por segundo. Se formos generosos, reduzindo o conceito até a taxa de 1Mbps, menos de um quarto das conexões.


A Presidenta Dilma Roussef já deixou claro que aceitar propostas de redução de preço pelas teles não anula a intenção de investir na Telebras. Ótimo. Precisa também mandar os sinais para alguns burocratas da Petrobras que ainda dificultam o acerto para que a rede de fibras opticas da empresa saja utilizada, como já está acertado com a Eletrobras.


Porque certos projetos – e como Dilma sabe disso, pessoalmente – só andam se a vontade política e a consciência dos dirigentes públicos os empurrarem para a frente.
Do contrário ficam igual à conexão das teses: se arrastando.




Fusão a vista: entreguistas da pátria e demos

Blog do Celso Jardim
Muito Além do Jardim




O demônio bom de bico e ruim de povão


Eterno aliado do PSDB, o DEM que iniciou a parceria ainda como PFL com Marco Maciel sendo vice-presidente de FHC em 1994, dirigentes dos dois partidos discutem a possiblidade da fusão.



O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), e o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), começaram a discutir a relação dos dois partidos nos Estados em uma tentativa de viabilizar sua fusão antes mesmo das eleições municipais, em 2012, segundo a Folha de S.Paulo. A crise na oposição exigiu a convocação de uma reunião ontem na sede do PSDB.


Embora os principais líderes da oposição, entre eles, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), defendam que qualquer decisão aconteça após a corrida municipal, o temor é que o DEM não sobreviva até lá. O partido corre o risco de ser desidratado pelo PSD, criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.


Nesta semana, em telefonemas com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e em reunião com Aécio, Guerra foi taxativo ao duvidar das chances de o DEM resistir a novos ataques. Ele aposta que um processo de fusão aconteça em dois meses. Dispostos a atrair os partidos governistas, Aécio e o governador de SP, Geraldo Alckmin, fazem ressalvas à fusão. A ideia também desagrada a líderes do DEM, como o presidente José Agripino Maia (RN) e o deputado Ronaldo Caiado (GO).




http://blogdocelsojardim.blogspot.com/2011/04/fusao-vista-entreguistas-da-patria-e.html

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dilma está nos “100 mais” da Times




Como aconteceu ano passado com Lula, este ano a presidenta Dilma Rousseff foi para a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista “Times“.


Também como no ano passado, a mídia vai apequenar a presença de uma líder brasileira, porque gosta de apequenar o noso próprio país, quando ele se decide tornar altivo.


Reproduzo, abaixo, o texto de apresentação da revista, escrito pela ex-presidenta chilena Michelle Bachelet. Como Dilma, ela veio da luta contra uma ditadura para tornar-se, pelo voto, dirigente e esperança de um país.


“Não é fácil ser a primeira mulher a governar o seu país.


Além da honra que ela significa, ainda existem preconceitos e estereótipos de enfrentar. Também não é fácil governar uma nação emergente: quando as sociedades começam a ver a luz do desenvolvimento no final do túnel, há uma onda de otimismo e entusiasmo, mas os desafios se tornam mais complexos, e os cidadãos mais exigentes. É ainda mais difícil governar um país tão grande e globalmente relevante como o Brasil.


Dilma Rousseff, 63 anos, tem tudo isso à sua frente. O Brasil está vivendo um momento único em sua história, um de grandes oportunidades, que exige um líder com uma sólida experiência e ideias firmes. Dilma oferece precisamente essa combinação virtuosa de sabedoria e convicção de que seu país precisa. A nova presidente do Brasil é uma lutadora corajosa, que se levantou a sua ditadura militar e dedicou sua vida a construir uma alternativa democrática para o desenvolvimento, a igualdade social e os direitos das mulheres.”




Acordo antidrogas Bolívia-Brasil-EUA. Viu, Serra?





Pouco menos de um ano atrás, no furor de criar polêmicas que o projetassem eleitoralmente, o Sr. José Serra criou um sério incidente diplomático, ao acusar o governo boliviano de ser cúmplice do tráfico de drogas.


Agora, matéria da Folha diz que o governo brasileiro negociava “há anos” um acordo entre a Bolívia e os Estados Unidos para monitoramento e represssão ao plantio ilegal de coca – cuja produção, para a mascação, é um hábito de séculos das populações andinas, nada tendo a ver com cocaína.


O acordo, que deve ser assinado em um mês, exclui a prática anterior dos EUA – absurda – de enviar agentes americanos para realizarem o combate ao plantio. Mas a cooperação americana é bem-vinda, na forma de equipamentos de de georreferenciamento por satáelite (GPS) e interpretação de imagens de satélite, que serão geradas pelo Brasil. Os dados serão propriedade do Governo da Bolívia, mas abertos à agência antidrogas da ONU.


Qualquer pessoa de bom-senso imagina o estrago que a irresponsabilidade e o eleitoralismo barato de Serra causaram nessa negociação, difícil, por envolver a soberania boliviana.


Se não o inviabilizou, felizmente, certamente o atrasou e dificultou.


O comportamento de Serra foi daninho e, na prática, retardou o combate ao cultivo ilegal. O mínimo que ele devia, agora, era pedir desculpas pela ofensa ao governo boliviano.


PT supera PSDB em briga pela nova classe média



O PT largou na frente do PSDB na disputa pelos votos da chamada nova classe média, faixa que reúne as famílias com renda mensal entre três e dez salários mínimos.


Dados da última pesquisa Datafolha mostram que os eleitores deste segmento social, também conhecido como classe C, são os que mais dizem preferir o PT entre todos os partidos políticos.

O PSDB tem o melhor desempenho entre os brasileiros mais ricos, com renda familiar acima de dez salários.A nova classe média virou sonho de consumo das duas legendas, que se revezam no poder desde 1995.


Nas últimas semanas, os ex-presidentes Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a descreveram como o principal alvo a ser perseguido por seus partidos.Proporcionalmente, os eleitores que formam a base da classe C são os que mais dizem preferir o PT.


A sigla é citada como a mais admirada por 32% dos entrevistados com renda de três a cinco salários mínimos (entre R$ 1.636 e R$ 2.725).


GRATIDÃO


Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, o resultado reflete a "gratidão" de brasileiros recém-saídos da pobreza, que ascenderam socialmente nos anos Lula.


"São eleitores que acabaram de ganhar acesso aos bens de consumo e creditam sua ascensão social nos últimos anos a Lula e ao PT."


Os petistas alcançam seu segundo melhor resultado (29%) entre os eleitores com renda familiar de cinco a dez salários (R$ 2.726 a R$ 5.450).


Na fatia mais pobre, com orçamento até dois salários (R$ 1.090), a sigla tem 23%. Esta é a faixa mais alheia ao jogo partidário: 58% não têm uma legenda favorita.


O menor índice do PT é justamente entre os mais ricos, com rendimento acima de dez salários (R$ 5.450).


Nesta faixa, que compõe as chamadas classes A e B, o partido é citado como o mais admirado por apenas 16%. Isso inclui a elite econômica e a classe média tradicional.


O PSDB alcança seu melhor índice (10%) entre os eleitores da classe B, com renda entre dez e vinte salários (R$ 5.451 a R$ 10.900).


O pior resultado dos tucanos aparece entre os mais pobres. O partido é citado como o favorito por apenas 4% dos brasileiros das classes D e E.


Na classe C, as citações oscilam entre 6% e 8%, conforme a faixa salarial.


Em artigo recente, o ex-presidente FHC disse que o PSDB "falará sozinho" se tentar disputar o "povão" com o PT e deve se concentrar na nova classe média.


"É um desafio grande", diz Paulino. "O PSDB terá que encontrar um discurso para esses eleitores, que querem garantias de que continuarão a melhorar de vida."


Pouco mais da maioria dos entrevistados (54%) diz não preferir nenhuma legenda. Estes eleitores tendem a escolher os candidatos sem considerar seus partidos.


O PT aparece à frente das outras siglas em todas as faixas de renda. No total, registra 26% de preferência, contra 6% do PMDB (sem candidato à Presidência desde 1994) e 5% do PSDB.


No debate da reforma política, o PT defende a adoção da lista fechada, em que o eleitor só pode votar na sigla em eleições parlamentares. Nas condições atuais, isso daria mais vagas a petistas.


Na Folha para assinantes...Para os leitores que enviaram emails pedindo a publicação


Lula, indo ao ponto pelas beiradas




O ex-presidente Lula está unindo a sua confessada necessidade de sair, por algum tempo, do centro das atenções com uma experiência que, mesmo que não possa ser levada ao extremo, é muito interessante e realizadora: falar à população por veículos alternativos e não pela via dos grandes jornais.


Ele já deu entrevistas pela internet e, ontem, se publicou sua primeira entrevista a um jornal impresso: o ABCD Maior, do seu berço político como sindicalista. Ela pode ser lida na íntegra aqui, e eu reproduzo os trechos onde ele fala da questão nacional.


Fora dos grandes jornais, Lula se livra da pauta imposta por eles, das pressões por intrigas e diz as coisas como quer dizer: fustiga o PSDB e dá apoio a Dilma.


E sabe que a grande mídia, querendo ou não, mesmo que sem destaque, vai ter e republicar o que diz.


ABCD MAIOR – A crise do PSDB em São Paulo poderá ajudar o PT a retomar a Prefeitura de São Paulo e outros municípios?


Lula – O PSDB está em crise de fragilidade ideológica. O PSDB não sabe se é PSDB, se é PMDB ou se é DEM. É um partido com muitas dúvidas e que não tem um perfil ideológico definido. Não acho que devemos julgar a crise do PSDB apenas com a saída dos vereadores da Câmara de São Paulo. A crise do PSDB é mais profunda. Quando Fernando Henrique Cardoso venceu a eleição de 1994, eles projetaram 20 anos de governança contínua do PSDB, o que não aconteceu. Na verdade, quem deverá ter os 20 anos de governança direta é o PT, pois fizemos muitas coisas nos oito anos do meu governo e a Dilma vai fazer muito mais nos próximos oito anos. Eles (tucanos) não se conformam de que é o PT que terá tempo necessário para mudar, para melhor e definitivamente, a cara do Brasil. Estou certo de que a crise do PSDB é uma crise de identidade. Ou seja, primeiro tem uma disputa interna entre Serra (José Serra), Alckmin (governador de São Paulo, Geraldo Alckmin) e Aécio Neves (senador). Eles têm o PT como adversário principal, e o PT tem que juntar todos os diferentes para que possamos vencer os antagônicos.


ABCD MAIOR – A Dilma será a candidata à reeleição em 2014?


Lula – Não tem como esconder, embora ela não pode, e nem deve falar, mas Dilma será a candidata do PT em 2014. Dilma vai mudar a cara do Brasil para muito melhor. Ela vai lançar o programa de combate à miséria absoluta, onde fará um pente-fino para descobrir quais são os pobres que ainda não foram atendidos e apresentará novas propostas para formação e geração de emprego. É importante o pessoal saber que Dilma trabalhou cinco anos na formação e coordenação de todos os programas do nosso governo. Ela sabe tanto, ou até mais que eu, do caminho que deverá trilhar para acabar com a pobreza e miséria absoluta do Brasil.


ABCD MAIOR – O senhor pretende voltar às portas de fábricas do ABCD para fazer campanha sindical?


Lula – Falei com o Sérgio Nobre (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) que terei um enorme prazer de participar de algumas assembleias. As pessoas têm clareza que os trabalhadores do ABCD, principalmente os metalúrgicos, tiveram muitas conquistas nos últimos oito anos, com aumento salarial acima da inflação e participação nos lucros. Além disso, imprimimos um ritmo de crescimento em que o ganho de produtividade não resultou em aumento da inflação. E neste momento precisamos estar juntos com a nossa presidenta para evitar que volte a inflação. Todos nós, pois combater a inflação não é uma responsabilidade apenas da Dilma ou do Guido Mantega (ministro da Fazenda).



Após Joycinha denunciar TV Globo, técnico reclama de "lei da mordaça" no Vôlei Futuro



O técnico da equipe feminina do Vôlei Futuro, William Carvalho, se mostrou revoltado com a ordem da diretoria para que o elenco não dê entrevistas. O treinador disse que se sente "chateado" e "irritado", mas que não pode falar. A "lei da mordaça" veio imediatamente após a jogadora Joycinha, oposto do Vôlei Futuro e da Seleção Brasileira, organizar uma Twitcam para afirmar que a Rede Globo e a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) estão pressionando para que as semifinais da Superliga feminina sejam reagendadas o mais rapidamente possível.


Segundo Joycinha, depois do acidente na semana retrasada, ainda não seria o momento "de pensar na televisão. A televisão está pressionando, mas tem de lembrar que somos seres humanos”. A jogadora pediu mais tempo para a recuperação.


Nesta quarta-feira, no primeiro jogo contra o Sollys Osasco pela semifinal da Superliga, o Vôlei Futuro perdeu por 3 sets a 0 (com parciais de 25/23, 25/18 e 25/18). Algumas jogadoras ainda tinham no corpo as marcas do acidente [de ônibus].


O técnico William Carvalho da Silva, conhecido como capitão William foi levantador e capitão da seleção brasileira de vôlei por muitos anos, fazendo parte da denominada Geração de Prata.


(Do Jornal do Brasil).




Qual número deve ter o partido de Kassab?

Blog do Celso Jardim
Muito Além do Jardim





Fundador do PSD (Partido Social Democrático), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse nesta quinta-feira que não vai adotar o número 51 para a legenda por estar "muito associado" a conhecida marca de aguardente.


O número é um dos poucos ainda disponíveis para novos partidos e chegou a ser cogitado por entusiastas da legenda por ser de fácil memorização.


"51 é uma marca muito famosa", disse.


O prefeito disse ainda que não tem um número de sua preferência. Um dos discutidos é o 30.


"Existem alguns disponíveis. O 30 é um desses números, mas o momento da escolha do número é o momento quando concluir esse processo. O número 41 também não está disponível", disse.


Kassab evitou comentar a debandada de seis vereadores tucanos de São Paulo. A maioria deles deve seguir para a nova sigla.


"Eu não participo desse movimento. É questão interna do PSDB", disse.


"Estamos representados em quase todos os Estados. Aqui na Bahia, por exemplo, temos sete deputados federais, vice-governador, dez estaduais e dezenas de prefeitos", disse.


Com Folha OnLine





Forbes: Petrobras é a oitava maior empresa mundial




Com a dica do comentarista do comentarista José Huertas, fui ver a matéria em que a Petrobras aparece, na lista da revista Forbes, como a oitava maior companhia do mundo.


Além do orgulho de os brasileiros terem uma empresa, antes mesmo da entrado em operação comercial da extração do pré-sal, neste patamar, tive uma curiosidade.
Fui ver em que posição estava a empresa em 2003, quando Lula assumiu.


Era a 108ª empresa da lista da Forbes.


Agora está entre as dez maiores.


Que incompetência!


Todos os que lêem a Folha, o Estadão, O Globo e assistem à Rede Globo sabem que estatal é incompetente, obsoleta e atrasada.


Não vão ficar sabendo que, quando Lula assumiu, ela era apenas a 172ª em velor de mercado, e hoje é a quinta, como você vê na imagem.


E que, em lucratividade, subiu da 72ª posição também para a quinta.


Ah, os fatos, que maravilha os fatos para desmoralizar as mistificações.



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Os adoradores do caos





As três manchetes da montagem aí ao lado bem poderiam ser tema de uma discussão sobre jornalismo comparado, para os jornalistas que, condescendentemente, lêem este blog escrito por um leigo.


A Agência Reuters está muito longe de ser dilmista ou esquerdista. Ao contrário, fala para o mundo dos negócios, que precisa ficar bem informado.


Já os patrióticos O Globo e Folha, embora defendam também os interesses do “mercado” – eu um dia ainda vou ter uma epifania e ver este ser incorpóreo -, cumprem a penosa missão de serem máquinas de propaganda para classe média.


Para eles, portanto, é preciso anunciar que o caos nos espreita ali na esquina, que o dragão da inflação prepara suas labaredas e o fantasma do desemprego ronda os lares, inquieto.


E aí, de burros, não conseguem dar o recado que a turma do “mercado” quer. Isto é, dizer aos diretores do Banco Central: a economia está aquecida, podem subir os juros sem risco de recessão.


Vejam só:
“(…) como o mercado de trabalho segue forte, a demanda por crédito pode continuar forte e ofuscar parte do efeito das medidas do governo, disse o Barclays Capital, em relatório.”


“Acreditamos que os últimos dados sobre o mercado de trabalho reforçam a necessidade de o Banco Central de elevar a taxa Selic por 50 pontos na quarta-feira, disse o HSBC, em relatório.”
Ora, um estudante de economia de segundo ano saberia que, diante de uma retração deste nível (ou do nível que as manchetes querem fazer crer), de 65%, a medida correta seria afrouxar os juros, não subi-los.


Quem escreveu isso faltou à aula sobre o New Deal de Roosevelt e jamais ouviu falar sobre Keynes e suas políticas econômicas anticíclicas.


E também não leu o Estadão de domingo, que trouxe uma matéria sobre a pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral – não, não é um órgão comunista, mas da conservadoríssima Universidade Católica de Minas - que diz, literalmente:


“Se no passado era o trabalhador que corria atrás das empresas para conseguir um bom emprego, hoje são as empresas que fazem qualquer negócio para contratar ou manter um funcionário. De acordo com pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral com 130 companhias, responsáveis por 22% do Produto Interno Bruto (PIB), 92% das empresas estão com dificuldade para contratar profissionais.”


Mas, certamente, este pessoal levou a sério o artigo de Fernando Henrique Cardoso e sua aula de marketing: “é preciso persistir, repetir a crítica, ao estilo do “beba Coca Cola” dos publicitários.”


Como era mesmo aquela frase do Goebbels? Ah, sim: “Uma mentira muitas vezes repetida, torna-se verdade”.


http://www.tijolaco.com/os-adoradores-do-caos/

Aécio Neves não pode dirigir rádio! Nem com teste de bafômetro.

A Lei Nº 4.117 (Código Brasileiro de Telecomunicações) é clara:


Art. 38. Nas concessões, permissões ou autorizações para explorar serviços de radiodifusão, serão observados, além de outros requisitos, os seguintes preceitos e cláusulas: (Redação dada pela Lei nº 10.610, de 20.12.2002)...


Parágrafo único. Não poderá exercer a função de diretor ou gerente de concessionária, permissionária ou autorizada de serviço de radiodifusão quem esteja no gozo de imunidade parlamentar ou de foro especial. (Redação dada pela Lei nº 10.610, de 20.12.2002)


No entanto, o senador Aécio Neves (PSDB/MG) faz parte da diretoria da Rádio Arco-Íris (Jovem Pan de Belo Horizonte), detendo 44% das ações:


Um advogado chicaneiro poderia alegar que sócio não é necessariamente diretor (tese difícil de aceitar em se tratando de uma sociedade limitada de apenas 3 sócios, e com quase metade das ações pertencendo ao senador tucano). Mas, ainda que aceitasse tal tese, então como explicar o uso do possante Land Rover dele, em nome da rádio, para uso da empresa?


Se ele não é diretor, a emenda sai pior do que o soneto, pois estaria usando um veículo comercial da empresa para uso pessoal. Quem faz isso, via de regra, está praticando sonegação fiscal, ao abater despesas pessoais na contabilidade da empresa, para não pagar imposto de renda. Além disso, pode estar ocultando bens pessoais, incompatíveis com a renda e patrimônio declarados, através da empresa.

ttp://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/04/aecio-neves-nao-pode-dirigir-radio-nem.html

Globo coloca Aécio no paredão

A Globo, depois de perder a eleição com José Serra (PSDB/SP), parece insatisfeita com o desempenho do Aécio Neves (PSDB/MG) como candidato do PIG (imprensa golpista) em 2014.

Já pensou quantas "bolinhas de papel" a Globo terá que inventar, com um Aécio candidato? Após dar um enorme espaço no Jornal Nacional para seu discurso insosso no Senado, parece que a Globo resolveu enquadrar o demo-tucano mineiro, pelo seu desempenho mais para "Paris Hilton" do que para um presidenciável das elites conservadoras.


No domingo, durante o dia, o assunto "bombou" em blogs como este, e nas redes sociais da internet.


Só restou ao programa Fantástico aplicar ao tucano o castigo de levar ao ar, em matéria de mais de 2 minutos tratando do assunto bafômetro (video aqui). Deu amplo espaço às notas explicativas da assessoria do senador demo-tucano, mas noticiou o fato dele ter se recusado a fazer o teste do bafômetro, e de ter a carteira apreendida.


Para o telespectador, quanto mais explica, mais complica a situação, principalmente quando a explicação vem de notas de assessores, demonstrando falta de coragem do homem público para encarar o telespectador olho no olho.


Na terça-feira, o jornal das Organizações Globo para o "povão" do Rio (que FHC quer distância), foi implacável:


Parece que a cotação de Geraldo Alckmin (PSDB/SP) para presidenciável do PIG subiu nas Organizações Globo. Com seu jeitão de membro da Opus Dei, dá menos trabalho para vender o peixe aos conservadores que a Globo sonha ser 44 milhões de eleitores que votarem em Serra.



http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/04/globo-coloca-aecio-no-paredao.html

D. Regina continua complicando os aeroportos




Domingo postei aqui a história de D. Regina Rocha, empregada doméstica, que está de passagem de avião comprada para visitar as tias em Belém do Pará na Semana Santa.


Hoje, os números oficiais da ANAC mostraram que as “Dona Regina” estão viajando cada vez mais, como resultado da elevação da renda dos brasileiros, muito mais do que do preço das passagens aéreas, que subiu até 65%, em alguns casos.


O número de passageiros nos vôos domésticos aumentou 25,48% em março de 2011 sobre o verificado em março de 2010. Em fevereiro, o crescimento já havia sido – mesmo sem carnaval – de 9,34%.


No primeiro trimestre do ano, o índice de número de passageiros multiplicado por quilômetros voados, fórmula usada para calcular o movimento das companhias aéreas, passou de 17,2 bi para 20,1 bi.


Fiz uma comparação com as estatísticas da Infraero – que só tem números até fevereiro – e dá para dizer que foram cerca de 3 milhões de passageiros a mais no trimestre, nos vôos domésticos.




terça-feira, 19 de abril de 2011

O alto preço para abafar CPI's em São Paulo: orçamento da Assembléia salta de R$ 271 para R$ 680 milhões



Geraldo Alckmin e José Serra trataram com cassetetes, bombas e tiros de borracha, os professores e policiais que reivindicaram melhorias salariais; mantendo o arrocho em seu "choque de gestão".


Já os deputados estaduais da Assembléia Legislativa receberam um tratamento dócil destes governadores, ganhando todos os aumentos que quiseram, muito acima da inflação. Tiveram um aumento no orçamento de 250% nos últimos 10 anos (quase 3 vezes acima da inflação no período, de 89,81%, pelo IPCA).


Em 2001, o orçamento da assembléia era R$ 271 milhões. Este ano foi aprovado R$ 680 milhões.


O número de assessores sem concurso (cargos comissionados) dobrou este ano, de 16 para 32, para cada um dos gabinetes dos 94 deputados.


Essa farra da gastança do dinheiro público ocorreu nos governos de Alckmin e de Serra, que sempre mantiveram o apoio da ampla maioria dos deputados estaduais para impedir mais de 70 CPI's, varrendo para debaixo do tapete as dezenas de mega-escândalos de corrupção.


Pela própria lei de responsabilidade fiscal, quando Alckmin e Serra dão aumentos maiores para a Assembléia, tem que arrochar os demais setores: educação, segurança pública, saúde, etc.


Os números do "assembleiaduto" do AlckminCada um dos 94 deputados estaduais paulistas recebem:


- Salário de R$ 20.042,34 (o teto máximo permitido);


- além do 13º salário, recebem um bônus anual de 50% do salário proporcional à presença em plenário;


- têm direito ainda a R$ 21.812,50 mensais de verba indenizatória, destinada a ressarcir despesas como consultorias, passagens aéreas, hospedagem, combustível, telefone, correios, entre outros gastos;


- todos os parlamentares também recebem automaticamente um auxílio-moradia no valor de R$ 2.250,00 por mês, tenham ou não imóvel próprio na capital paulista.


O benefício foi incorporado ao salário em 2002 e, nesta legislatura, as despesas com moradia totalizam cerca de R$ 9 milhões;


Neste ano, enquanto o governador demo-tucano falava em cortes e arrocho, a Assembleia renovou toda sua frota de carros oficiais com 150 automóveis zero quilômetro do modelo Vectra Elite 2.0, da GM.


Segundo a montadora, o modelo é a "versão topo de linha, com air bags frontais e laterais, computador de bordo, sensor de chuva, freios ABS com EBD, acabamento em couro, premium sound, antena Shark, teto solar e ajuste elétrico do banco do motorista".


(Com informações do Ig).