segunda-feira, 20 de junho de 2011

Esse é o PSDB que a imprensa esconde:Denúncias de fraudes em hospitais derrubam coordenador da Saúde



Fraudes na Saúde em SP


Na machete da demissão do coordenador não aparece nem o partido que é o PSBD e muito menos o nome do Governador Alckmin. Ah, se fosse o PT… Falta investigar os contratos do metrô. Falta investigar as licitações do rodoanel. Falta investigar o Detran. Falta investigar os comissionados ou os funcionários de confiança do PSDB que estão espalhados aos montes no Estado.


O coordenador de Serviços da Saúde de São Paulo, Ricardo Tardelli, pediu demissão no início da manhã desta segunda-feira, 20, após ter seu nome vinculado à investigação do Ministério Público sobre fraudes nos hospitais da cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo.


Em nota, o coordenador afirmou que pediu demissão para garantir uma maior transparência nas investigações do caso. O pedido do ex-coordenador foi aceito.


No domingo, 19, o secretário de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, Jorge Pagura, também deixou o cargo após ter seu nome envolvido no esquema.


Pagura é acusado de receber dinheiro público da saúde sem trabalhar, documentos consta que, entre 2009 e 2010, ele deveria dar expediente no hospital de Sorocaba de segunda a sexta, das 8h ao meio-dia.Não deu nenhum plantão, mas recebeu


As gravações foram divulgadas ontem no programa Fantástico, da TV Globo.


Na semana passada, 13 pessoas foram presas por envolvimento em um esquema de fraude em plantões. Os profissionais foram acusados de não trabalharem nos plantões mas, mesmo assim, receberem pagamentos pelo serviço. Só no Hospital de Sorocaba, segundo o Fantástico, as fraudes teriam causado um rombo de mais de R$ 2 milhões.


Por Helena



Desigualdade cai no Nordeste. Renda cresce menos em São Paulo



O Brasil ficou menos desigual na década passada. A divulgação dos dados do Censo Demográfico do IBGE esmiúça como o movimento afetou as cidades.


A comparação da renda média domiciliar per capita em 2000 e 2010 mostra, por exemplo, que municípios do Nordeste tiveram os maiores ganhos na renda por pessoa, enquanto cidades paulistas lideram a lista das que menos avançaram na década.


Considerando apenas os municípios com mais de 100 mil habitantes -os muito pequenos são mais sujeitos a variações-, entre os 50 que mais avançaram, metade são nordestinos e um paulista (Franco da Rocha).


Já na lista dos 50 que menos avançaram, 36 são de São Paulo. Corrigindo os valores de 2000 pela inflação acumulada em dez anos pelo INPC (indicador do IBGE), 12 tiveram até mesmo pequena queda no rendimento médio. Nove entre eles são paulistas.


É natural que municípios mais pobres tenham margem maior para avançar mais. No entanto, isso nem sempre ocorreu num país que se acostumou com a desigualdade. Nos anos 80, por exemplo, São Paulo viu a renda média de seus domicílios subir 17%, enquanto o Maranhão avançou 7%.


Na década passada, os domicílios paulistas registraram o menor crescimento entre todas as unidades da federação (apenas 3%), enquanto nos maranhenses a variação foi de 46%.


Para João Saboia, professor do Instituto de Economia da UFRJ, a "melhora substancial na distribuição regional dos rendimentos" ocorreu graças especialmente ao desenvolvimento de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e ao aumento do salário mínimo, que variou 70% na década, descontada a inflação.


Pedro Herculano de Souza, do Ipea, explica que o Bolsa Família, apesar do baixo valor da transferência (varia de R$ 32 a R$ 242), tem impacto muito grande em cidades menores e nas quais a renda familiar é muito baixa.


Ele lembra que a Previdência Rural, cujo benefício é vinculado ao mínimo, incide mais nessas áreas.


Segundo Claudio Dedecca, da Unicamp, o aumento do mínimo repercute mais no mercado de trabalho das cidades mais pobres, pois um contingente maior tem rendimentos vinculados a ele.

"A década foi marcada por ampliação da política social e crescimento de qualidade, graças à maior dispersão dos investimentos sobre o território nacional, beneficiando áreas mais pobres", resume Lena Lavinas, da UFRJ.


Renda cresce menos na Grande São Paulo


O fato de partirem de uma base menor explica em parte por que cidades nordestinas tiveram variação maior na renda domiciliar. No caso dos municípios paulistas de menor renda, porém, o crescimento foi menor.


Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo, já registrava em 2000 uma renda média per capita (de R$ 617) inferior à média nacional (R$ 737). Dez anos depois, o Brasil cresceu 13% quando se considera a inflação do período, e a cidade registrou ligeira queda (-2%).


Outras cidades da Grande São Paulo com renda domiciliar baixa tiveram variações nulas -caso de Guarulhos- ou abaixo da média nacional, como Embu (6%), Suzano (3%) e Diadema (4%).

Pedro Herculano Ferreira de Souza, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), diz que as cidades no entorno da capital sofrem com um processo de desconcentração da economia para o interior.Houve forte migração da indústria, especialmente de ramos que geram muitos empregos -como alimentos, têxtil e outros. "O emprego formal cresceu muito fora das metrópoles", diz Souza.


As cidades que circundam a capital paulista também não se favoreceram da alta dos preços de produtos negociados no mercado internacional. O benefício ocorreu, por exemplo, em Sinop (MT), produtora de soja, e Itabira (MG), polo de mineração.O economista Claudio Dedecca, da Unicamp, explica ainda que, em São Paulo, o alcance de programas como o Bolsa Família é menor. Além disso, o reajuste do salário mínimo também tem menor impacto.


De um lado, porque a maior parte dos trabalhadores paulistas recebe mais do que o mínimo - assim, a correção deixa de ser uma referência para outros reajustes. De outro, porque a Previdência Rural, vinculada ao mínimo, conta com poucos beneficiários no Estado.


Outro fator de dinamismo citado por especialistas fora do eixo dos grandes centros são as grandes obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), como a ferrovia Norte-Sul e as hidrelétricas da região Norte.


Na Folha


sábado, 18 de junho de 2011

A fala de Lula no encontro de blogueiros








Ontem, na abertura do 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, o ex-presidente Lula falor sobre a importância dos blogueiros como fonte de informações alternativas “Eu queria dizer que valeu a pena vocês, blogueiros, existirem, pois hoje o pobre tem mais acesso ao computador e logo terão acesso à internet.


Daqui a pouco, seremos todos cidadãos livres e vamos deixar de ser um País de um pensamento único, que é aquilo que alguns poucos querem divulgado.


Hoje os blogueiros são uma alternativa, uma possibilidade de que a sociedade participe das informações neste País. Que ela não fique refém deste ou daquele formador de opinião pública, mas que a sociedade possa formular sua própria opinião”


Lula lembrou que graças às mídias sociais a campanha de Dilma Rousseff foi um sucesso na internet.


Internet a R$ 35 causará ‘congestionamento’, diz Paulo Bernardo



O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta sexta-feira que o Plano Nacional de Banda Larga, que será lançado no segundo semestre deste ano e pretende ofertar amplamente o serviço ao preço de R$ 35, vai causar “congestionamento” nas redes de internet brasileiras. Paulo Bernardo, que participou da abertura do 2º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas, em Brasília, disse que o governo precisará fazer investimentos além dos previstos pelas empresas privadas.


“Percebemos que quando começar a vender a internet mais barata, teremos um problema sério de infraestrutura. Vamos ter que ter investimentos, associações para construir redes de fibra ótica. Disseram que precisávamos de US$ 144 bilhões para fazer investimentos, eu não acredito nisso. A Austrália está fazendo um plano de US$ 33 bilhões”, disse.


Paulo Bernardo afastou a possibilidade de deixar a responsabilidade de prover internet banda larga em ampla escala em regime público, ou seja, a cargo do governo. “Não temos como opção colocar a internet em regime público. É muito menos conflitivo, e complicado outorgar isso às empresas e não temos todo esse orçamento para dizer: vamos fazer tudo. Para administrar a briga, vai o governo Dilma inteiro. Vamos fechar um acordo onde todas as empresas vão oferecer internet a um megabyte por R$ 35, capaz que cause congestionamento, mas vamos fazer”, afirmou.

O ministro das Comunicações defendeu a aprovação do novo marco regulatório das comunicações e disse que a proposta nada tem a ver com censura da imprensa. “Nossa Constituição prevê que uma parte dos meios de comunicação tenha um marco regulatório. Não pode ter concentração, monopólio, tem que observar que não pode ter racismo, preconceito, discriminação, xenofobia e tem previsão que se obedeça a um conteúdo nacional e local mínimo. Parte da mídia faz críticas extremamente hostis e ácidas, criticados também reagem e é dificil administrar isso. Acho que a mídia não gosta de ouvir crítica, mas a mídia que conquistou o direito de criticar, tem que aceitar”, disse.


Por Helena


Lula diz que blogueiros evitam manipulação da imprensa



O ex-presidente Lula esteve nesta nesta noite desta sexta-feira, em Brasília, na abertura do 2º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas. Lula exaltou o trabalho feito por blogs independentes durante a campanha eleitoral do ano passado e lembrou do episódio em que o ex-candidato à presidência José Serra (PSDB) foi atingido por uma bolinha de papel.


“Vocês evitaram que a sociedade brasileira fosse manipulada como durante muito tempo foi. Vocês evitaram que os chamados falsos formadores de opinião pública que, às vezes, não convencem nem quem está em casa assistindo, ditassem regras. Nunca me preocupei com crítica se ela for verdadeira, me preocupo com inverdades, má-fé, más informações, como aquela pedra, aquele meteorito de papel que bateu na cabeça de um candidato no ano passado”, disse Lula.


Durante todo o discurso de abertura, Lula foi ovacionado pelos presentes. “O sucesso dos blogueiros independentes e livres é a seriedade, quanto mais atacarem vocês, mais vocês têm que agir com seriedade. Temos que ganhar deles na imagem que a sociedade vai ter da gente, não digo isso como cidadão, mas como ex-presidente: sei o bem que vocês fizeram para a democracia não deixando a sociedade acreditar em todas as mentiras. Vocês são uma alternativa, uma possibilidade que a sociedade participe que não fique refém desse ou daquele formador de opinião pública, ela pode ouvir, escutar ou ler, mas também pode falar”, afirmou.


Lula disse também que é preciso avançar na regulamentação do Plano Nacional de Banda Larga, que procura ampliar o serviço em todo o País, e também no marco regulatório da comunicação. “Nós ainda temos menos computador do que deveríamos, menos internet, menos blogueiros e blogueiras, mas estamos num processo de avançar rapidamente. O que vai acontecer é que precisamos fazer da banda larga um direito de todos. Estou convencido que a companheira presidenta (sic) Dilma Rousseff vai trabalhar agora com mais força e vigor para que consiga fazer da banda larga um direito de todos e não só um privilégio de quem tem dinheiro para pagar”, disse.



Dilma não quer cartel. O PiG quer melar a Copa






O sigilo dos preços para as obras da Copa do Mundo Fifa 2014 tem por objetivo evitar a combinação de preços e assegurar que os empreendimentos tenham o menor custo possível.


A informação foi dada pela presidenta Dilma Roussef, nesta sexta-feira (17/6), em Ribeirão Preto (SP), após cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012.


A presidenta Dilma afirmou que os critérios foram estabelecidos em acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU).


Na entrevista, Dilma Roussef sugeriu que os jornalistas “investiguem direitinho”.


A presidenta informou que as diretrizes adotadas pelo governo brasileiro seguem “as melhores práticas” de outros países.


Segundo ela, se determinada empreiteira for para o leilão sabendo, por exemplo, o preço mínimo fixado para determinada obra poderá colocar um lance mais próximo do previsto e não um valor menor.


Além disso, a medida tem por objetivo evitar prática de cartel.“Foi um recurso que usamos para reduzir os preços.


Não se oculta de ninguém.


Sinto muito a má interpretação daquele artigo.


Acredito que pode ser corrigido.


Não se pode achar que governo está negociando roubalheira.”






É muito simples.O Tribunal de Contas da União saberá SEMPRE o valor de uma obra em licitação.


Depois de apurada a licitação, TODO MUNDO vai conhecer os valores.


O TCU vai acompanhar TUDO, desde o início.


Só faz confusão quem quer – o PiG (*), por exemplo, que desde a queda do Tony Palocci está em busca de um Golpe.


O que o PiG quer – se a Dilma não cair antes num Golpe – é melar a Copa.


Se a Dilma cair e o Michel Temer assumir, o PiG deixa a Copa acontecer.


Tão simples quanto isso.


(Clique aqui para ler “Temer imita Sarney e Collor e quer eterno sigilo”)Quem está enfurecido (além do Roberto Gurgel Brindeiro) é o pessoal das empreiteiras.


Antes, elas sabiam quanto o Governo tinha para gastar, se acertavam entre si e davam o preço que queriam – um cartel que passeia sob os bigodes do CADE e o CADE não descobriu até hoje.


Clique aqui para ler “RDC: PiG é porta-voz das empreiteiras”.


Ali, o amigo navegante entenderá a semelhança entre o RDC (Regime Diferenciado de Concorrências) e o Zé Mané que pede uma cachaça no Boteco do Gilmar.


Porém, muito ajudaria o Governo romper com o Ricardo Teixeira. Qualquer assunto que se relacione com a Copa enquanto o Governo mantiver relações cordiais com o Mubarak da CBF será suspeito.


O RDC se tornará indiscutivelmente limpo no dia em que a Presidenta mandar a base aliada assinar a CPI do Ricardo Teixeira.


Mas, enquanto o Dr. Luiz Fernando Corrêa – aquele que até hoje não achou o áudio do grampo – mantiver a função de guardião da segurança da Copa, os negócios da Copa ficarão entre parênteses.


E o Dr Corrêa está para o Teixeira assim como o Teixeira está para a Globo. Um perigo !


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


FH vê “problema psicológico” em Lula por não adulá-lo




Vaidoso como sempre, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz hoje que o ex-presidente Lula “deve ter algum problema psicológico” por não ter telefonado ou escrito mensagens de homenagens aos seus 80 anos .


“Ele tem dificuldades em fazer gestos comigo”, disse ele, em entrevista ao Correio Braziliense.
Talvez Fernando Henrique é que tenha dificuldades de entender que o gesto gentil de Dilma foi a “noblesse oblige” do cargo de Presidenta.


Ou ele acha que é obrigação de todo mundo elogiá-lo?


Ele devia olhar os índices pífios de simpatia que goza junto á população.


Em matéria de problema psicológico, ia ser uma boa terapia contra sua megalomania.


Correios no Plano Nacional da Banda Larga



Durante o Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, o ministro das Comunicações Paulo Bernardo disse que há estudos nos Correios para a empresa atuar no Plano Nacional de Banda Larga. Ele disse que na Coreia, os correios de lá tiveram papel importante na disseminação da banda larga.


O Ministro comentou em resposta a uma pergunta de nosso blog, sobre agências dos Correios atuarem como provedores de acesso do PNBL para levar a chamada última milha até a casa do cidadão.


A ECT (Empresa de Correios e Telegrafos), no passado, quando a internet era novidade, já teve quiosques de acesso em agências, para promover inclusão digital, principalmente em cidades e bairros onde eram raros os pontos de acesso públicos, e quase não havia lan-houses.


Hoje a ECT poderia fazer o mesmo com a banda larga. Há cidades e bairros onde não há provedores de banda larga acessíveis, mas os Correios tem agências lá, e na falta de provedores interessados os Correios poderiam fazer este papel.


Além disso, a ECT é uma empresa, e pode ser interessante e lucrativo explorar este serviço. Recentemente a empresa teve sua área de atuação ampliada, podendo operar até como operadora virtual de telefonia celular. Nada impede que opere também como provedor do PNBL.


Dilma explica licitações da Copa e Olimpíadas







A presidente Dilma Rousseff defendeu hoje, em entrevista, a proposta de licitação diferenciada para as obras da Copa do Mundo e da Olimpíada de 2016, aprovada anteontem na Câmara. A presidenta disse que estão acontecendo má interpretação dessa proposta e que o objetivo dela é reduzir preços.


“Para evitar que a pessoa que está fazendo a oferta, utilize a prática de elevação dos preços e formação de cartel, qual é a técnica que se usa? Você não mostra para ele qual é o seu orçamento, mas quem fiscaliza sabe direitinho qual é o valor”, afirmou Dilma .


Segundo ela, as empresas licitantes não têm acesso ao valor do orçamento para que apresentem seus preços sem saber quanto o governo prevê gastar. “Se der fora do orçamento, o órgão de controle sabe que está fora do orçamento, e além disso você explicita o orçamento na sequencia”, disse. “Eu lamento a má interpretação que deram a esse ponto”.


Dilma deu esclarecimentos, também, mais que suficientes sobre a questão do sigilo de documentos públicos, restabelecendo a verdade que está sendo distordida pela midia. E garantiu que não haverá sigilo algum, nem mesmo no limite legal de 25 anos, para qualquer documento relativo aos direitos humanos.


É uma longa entrevista, e Dilma se mostrou muito segura em todas as repostas. Não deu nenhuma impressão de que o jogo de disse-me-disse a esteja abalando.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Já estamos em deflação. E vamos seguir com “jurão”?



Há tempos a gente vem alertando sobre o perigo recessivo que aparece no horizonte da economia brasileira, como resultado da constinuidade de um política de elevação de juros que, em nome de evitar que uma inflação pontual se generalizasse, está fazendo perder o ímpeto do crescimento em grau maior que o indispensável à prudência.


O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) da Fundação Getúlio Vargas ficou negativo em 0,22%, em junho, contra uma taxa positiva, em maio, de 0,55%.Isso não acontecia desde 2009, quando o Brasil sofria os efeitos da grande crise mundial.


O IGP-10 é calculado com base nos preços verificados entre os dias 11 de maio e 10 de junho. É iniciado e encerrado dez dias antes do IGP-M, um dos indicadores mais importantes de inflação e o indexador dos reajustes de aluguéis.


A queda de preços ocorreu tanto no segmento empresarial (bens industriais e materias primas) quanto no consumo. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou -0,69%, em junho, contra 0,26% em maio. Já o Índice de Preços ao Consumidor registrou variação de 0,10%, em junho, ante 0,98%, em maio. Alimentos e transportes registraram as maiores quedas.


Claro que seria apressado mudar toda a política monetária em função de um único indicador, mas este é um sinal que não pode ser ignorado. Se o Governo, apesar da ANP, evitar um repique dos preços do etanol, tudo indica que também não teremos inflação longe do zero em julho.


Na crise mundial, o BC resistiu ao Governo Lula e só com três meses de atraso aceitou baixar a taxa de juros e reaquecer a economia. Agora, insiste em ficar afirmando sua “austeridade” para agradar os lobos financeiros afirmando que o “ajuste” (leia-se, manutenção de juros altíssimos) será prolongado.


Daqui a pouco, quando estiver numa máquina melhor, a gente coloca um gráfico da evolução da inflação, mostrando isso que está explicado aí.


Campanha do Zé Baixaria continua operante, pegando carona na revista Época



A amiga leitora Ana Cristina, inconformada com falta de escrúpulos, avisa que está recebendo aquelas mensagens de mala direta por email (spam), no padrão da campanha do Zé Baixaria em 2010.


A mais recente mensagem inescrupulosa vem com assunto "PT já se articula prevendo morte da Dilma".


Obviamente os dementes que estão espalhando esse lixo pegaram carona na "reporcagem" da revista Época, que quis matar a presidente Dilma, fazendo uma matéria anti-ética e mentirosa sobre o estado de saúde dela.


Seria bom se, passadas as eleições, o nível de fazer política dos demotucanos elevasse um pouco.


Mas infelizmente, ao que parece, não há meio de "desencarnar" o Zé Baixaria de 2010 da figura de José Serra (PSDB/SP).



A farra continua:Após criticar Lei Rouanet, Suzana Vieira vai captar R$ 1,4 milhão




De acordo com a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, a atriz Susana Vieira recebeu autorização para captar R$ 1,4 milhão através da Lei Rouanet para produzir a peça A Falsária.


Em abril, a atriz disse ao jornal O Globo que amaria ter este valor para não ter que apelar à Rouanet, pois não precisaria puxar o saco de ninguém. Disse também ter chegado à conclusão de que é uma “melação”, uma sucessão de favores.


Por Helena


Decretada a prisão do homem das finanças na gestão de Mario Couto



Foi decretada a prisão, por solicitação do Ministério Público Estadual, de Sérgio Duboc, ex-diretor de Finanças da Assembléia Legislativa do Pará (ALEPA), na administração do senador tucano Mário Couto, como presidente da ALEPA, e também do sucessor, o ex-deputado peemedebista Domingos Juvenil.

Duboc está foragido. Já se encontram presos José Carlos Rodrigues e Sandro Rogério Nogueira de Souza Matos.


José Carlos Rodrigues é o ex-marido de Daura Hage, presidente da comissão de licitações da Alepa, na gestão de Mário Couto. Ele é o dono da Croc Tapioca, que de 2003 a 2007, quando Mário Couto presidiu a Alepa, embolsou R$ 2,3 milhões da Assembleia Legislativa, supostamente vendendo material elétrico e prestando serviços diversos, a despeito da empresa produzir, em realidade, farinha de mandioca e de tapioca, o que fez o escândalo ser etiquetado de Tapiocouto e Mário Couto ser hoje conhecido como o Senador Tapioca.


Sandro Rogério Nogueira de Souza Matos fazia parte da comissão de licitação da Alepa e, ao que consta, mantinha uma empresa de engenharia, que prestava serviços à Assembléia Legislativa. Ele é filho de Edilson Matos, que foi deputado nos anos 90. (Do Augusto Barata)



Sony mira o povão. Imobiliárias, não…




Hoje, no Valor Econômico, duas matérias chamam a atenção, por revelarem uma grande contradição.


Uma, a que conta que a Sony, gigante mundial de eletrônicos, trouxe ao Brasil 50 engenheiros e pesquisadores de hábitos de consumo para identificar as demandas da população das classes C e D, as quais acredita que são o grande campo de expansão da comercialização de seus produtos, considerados “top” de linha.


Nas contas da Sony, a participação destas classes, que já representa 63% de seu mercado passará a 72% do total, enquanto a parcela representada pelos consumidores de maior poder aquisitivo cairão de 37% para 28%. E Ryuji Tsutui, presidente da empresa no Brasil diz que não será por que a empresa pretenda dedicar-se a linhas mais baratas de produtos.

De outro lado, um balanço dos lançamentos imobiliários na região de Santos mostra que, fora dos financiamentos do Governo, as empresas imobiliárias só querem saber de lançar imóveis destinados ao público de poder aquisitivo mais alto. Aproveitando-se do “boom” de crescimento da cidade, no ano passado, dos 2316 imóveis lançados na cidade, 1268 (55%) eram de valor superior a R$ 500 mil. Os de valor abaixo de R$ 250 mil foram apenas 260 (11%). E os abaixo de R$ 130 mil, simplesmente, zero.


Com a especulação imobiliária campeando solta, os desafios de um programa habitacional público e a juros subsidiados tem de cuidar para não dar mais gás ainda a esta gente de goela grande.


Aneel, sobre a Eletropaulo: é ruim, mas todas são…





O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável por fiscalizar as distribuidoras de eletricidade, o sr. Nélson Hubner, deu hoje declarações ao Estadão que são de estarrecer. Para explicar porque não atenderá ao pedido do Procon para uma intervenção na empresa, veja só o que ele diz:


-Se fôssemos pegar os indicadores (de frequência e duração de interrupções de fornecimento de energia), teríamos de fazer intervenção em metade das empresas (que têm índices piores que da Eletropaulo)”, afirmou o diretor da Aneel.


E aí, a matéria desfila os dados da própria Aneel sobre o quadro de caos na quealidade que as distribuidoras, quase todas privatizadas, impõem aos cidadãos: os paulistanos atendidos pela Eletropaulo ficaram cerca de dez horas sem energia elétrica em abril. Os cariocas, com a Light, 14 horas. Os mineiros, 18 horas, com a Cemig. Não, não é este ano. É só no mês passado.

Com uma agência de fiscalização que já, de cara, diz que não vai fazer nada, dá pra entender porque as empresas não melhoram.


Quando à chiação do governo paulista, que é procedente, é bom lembrar que o sr. Geraldo Alckmin era o vice-governador de São Paulo quando a empresa foi entregue ao grupo AES, numa transação nebulosa, que obrigou o BNDES a assumir 49,9% do capital da empresa (os americanos têm 50,1%) para nã levar um “calote”.



Vale comprar barcos lá fora? Outra vez, não!




O Valor Econômico publica hoje uma matéria de deixar a gente de cabelo em pé. Não há nada confirmado e a empresa nega, mas é bom a gente ficar de olho no assunto, porque o uso do cachimbo Agnelli pode ter deixado muita gente de boca torta.


A história é a seguinte: a Vale lançou ano passado umaalicitação internacional para contratar 128 barcaças e 8 empurradores, comboios que vão operar na hidrovia Paraná-Paraguai, para escoar a produção da empresa na região de Corumbá (MT). No meio empresarial e no governo circulam informações segundo as quais a contrução das embarcações pode ser feita com chineses e argentinos, uma vez que os preços dos estaleiros nacionais são estariam mais altos, em razão da cotação do dólar e do preço do aço.


Segundo o jornal, o governo teria feito gestões junto à siderurgia nacional para tentar redução de preços das chapas de aço vendidas aos estaleiros para construção das barcaças.


“A redução final no preço das barcaças nacionais, porém, teria sido muito pequena. Em nota, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, disse que a entidade defende a contratação, em estaleiros brasileiros, de todas as encomendas de embarcações necessárias às empresas nacionais, como a Vale, quem considerou um importante cliente do setor.


Rocha disse que a mineradora está recebendo embarcações para transporte fluvial construídas em estaleiro no Pará e que, portanto, existem no país as condições técnicas para que esses navios sejam construídos no Brasil. Ele reconheceu que o preço do aço e a valorização do real são fatores que reduzem a competitividade da construção naval brasileira e exigem atenção da política industrial do governo. O Valor apurou que na próxima semana a diretoria do Sinaval tem reunião prevista com o ministro do Desenvolvimento (Mdic), Fernando Pimentel.


Fabio Vasconcellos, diretor comercial do estaleiro Rio Maguari, do Pará, disse que o preço do aço naval no Brasil e o real valorizado, além do custo da mão de obra chinesa, deixam os estaleiros nacionais em desvantagem competitiva frente aos estaleiros chineses. Nessa concorrência, os argentinos também levam vantagem no quesito localização, uma vez que não vão ter o custo de transporte dos comboios para operar na hidrovia Paraná-Paraguai.”


É bom que a gente chame a atenção sobre o assunto, porque se não houver uma mobilização geral, a industria – e o emprego – brasileiros acabam dançando.



quinta-feira, 16 de junho de 2011

Minha Casa, Minha Vida – II já analisa 140 mil propostas




60% para famílias com renda até R$ 1.600





O presidente da Caixa, Jorge Hereda, revelou que já analisa 140 mil propostas de financiamento.


A Caixa Econômica dividirá com o Banco do Brasil a tarefa de financiar até 2014 2,6 milhões unidades residenciais.


A ideia inicial era financiar 2 milhões de residências, ou seja, dobrar o que foi feito no MCMV – I.


Em cerimônia no Salão Nobre do Palácio do Planalto, a Presidenta informou que 60% dos recursos do MCMV – II serão destinados a família com renda de até R 1.600 mensais.


A Presidenta ampliou o teto superior e vai financiar agora famílias com renda até R$ 3.100,00.


Isso aumentou o número de famílias capazes de se candidatar ao financiamento.


O programa vai lançar na Economia investimentos na ordem de R$ 7,5 bilhões em 2011.


Que horror !


Paulo Henrique Amorim


Preso envolvido na corrupção da ALEPA, cita o Senador Mario Couto em gravação

ANANINDEUA DEBATES
Opinião,Pensamentos e Política


Trecho da Conversa que José Carlos dono da Croc Tapioca, preso hoje, cita o Senador Mario Couto. Leia a íntegra no Blog da Rita Soares


JC – (...) Eu vou...eu estou usando você como último recurso pra não mexer com o nome do Senador que era na época...


S – Não, mas isso não vai mexer.

JC – É...cê sabe que mexe, Sérgio...


S - Não, não mexe porque isso aí, a confusão que acontecer, que aconteça, estoura na mão de todo mundo. Olha, eu sou uma pessoa que se tiver que estourar, estoure. Tá entendendo? Eu não sou, eu não sou de me impressionar com essas coisas. Se tiver que estourar vai ser aquela cagada, e aí vai envolver todo mundo, você inclusive.


JC – Inclusive,...mas eu to ciente disso.


S – Entendeu?


JC – Eu to ciente disso, eu to ciente disso.


S – Isso não é caminho pra, pra...


JC Eu estou ciente disso. É por isso que eu estou com advogado já com a petição pronta pra dar entrada no Ministerio Público, mas ciente de que eu tenho que responder também. Agora pra mim é muito fácil...


S – (incompreensível – parece dizer “e essa droga, pra quê)


JC - E eu vou fazer uma denúncia contra a Daura. Agora infelizmente essa denuncia contra a Daura, vai ter que ser feito uma ...uma...vamos dizer assim, uma averiguação pra onde foram esses cheques.


S – Ela vai ter que dar conta.

JC – É, ela vai ter que dar conta. Eu, eu to falando pra você isso porque eu acho que você não sabe de nada dessa historia.


S – Não, não sei mesmo


Essa gravação foi encontrada em um aparelho de mp3, entre os objetos apeendidos pelo Ministério Público na Casa de José Carlos Rodrigues dono da Croc Tapioca.

José Carlos procura Sérgio para informá-lo de que a fábrica de tapioca da qual é proprietário está passando por situações difíceis em decorrência das denúncias envolvendo a ALEPA. José Carlos comunica a Sérgio que quer a casa e o terreno que passou para o nome da Daura de volta para que ele possa, com o dinheiro da venda desses imóveis, construir uma nova fábrica.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Investimento. Se o privado não faz, o Estado faz





Conseguimos aprovar agora à noite a concessão de crédito, pela União, de 55 bilhões de reais ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Mas é dinheiro público a juros mais baixos que os de mercado? É. E não são juros baixos, não, são maiores do que o dinheiro que se toma lá fora.


Mas, sem esse crédito, a infraestrutura do país não avança e, sem isso, também não avançam os investimentos puramente privados.


Quer um exemplo? Se o BNDES não estivesse financiando a Petrobras, como ela estaria fazendo frente ao seu programa de investimentos?


E se a Petrobras não estivesse investindo pesado, estaria atraindo os investimentos privados que, ainda hoje, nos fazem ler a notícia de que se esgotaram os espaços disponíveis para a implantação de centros de pesquisa para o pré-sal nos terrenos da UFRJ, na Ilha do Fundão?


Leia só:


“Siemens, EMC Computer Systems e BG venceram licitação para construir unidades nas últimas três áreas disponíveis do Parque Tecnológico da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que fica ao lado do Cenpes, o centro de pesquisa da Petrobras.


As duas primeiras são, respectivamente, fornecedoras da Petrobras nas áreas equipamentos de exploração de petróleo offshore e submarina e de armazenamento de dados em grande quantidades. Já a britânica BG é a principal parceira da Petrobras nos campos do pré-sal.


A companhia decidiu montar seu primeiro centro de pesquisas mundial no Brasil e investirá US$ 1,5 bilhão por conta da exigência da legislação brasileira de destinar 1% da receita bruta obtida com a exploração de petróleo a atividades de pesquisa.


A BG vai desenvolver estudos nas áreas de rochas carbonáticas (tipo no qual estão as reservas do pré-sal), gerenciamento de CO2 e segurança em plataformas.


As três empresas firmarão parcerias com setores da UFRJ para realizar estudos. A expectativa é que, juntas, as companhias empreguem 1.000 pesquisadores.


Outras fornecedoras da Petrobras –Baker Hughes, FMC Technologies, Usiminas, Tenaris Confab e Halliburton– também vão instalar centros de pesquisa na ilha do Fundão com foco no pré-sal. A Schlumberger já concluiu a sua unidade.”


Agora, estes investimentos precisam ser seletivos e fiscalizados, e isso ficou garantido no acordo que fizemos para a votação.


Mas é preciso reconhecer que estamos chegando no limite dos financiamentos possíveis, com essa forma. Creio que, dentro em breve, teremos de discutir, com prudência, a utilização de parcela de nossas reservas cambiais num fundo de investimentos estratégicos. Afinal, faz tempo que deixa-las investidas em títulos do Tesouro americano deixaram de ser uma garantia de segurança. Aliás, a China já discute usar as suas – imensas – reservas cambiais em um fundo para investimento em produção de alimentos, uma demanda estratégica para eles.


Alô, engenheiros, o Brasil sem roda-presa chama vocês




Durante décadas, a partir do final dos anos 70, muitos dos melhores estudantes de Engenharia trocavam de caminho e iam graduar-se, ou pós-graduar-se, em Economia. Outros, simplesmente, largavam a profissão e aventuravam-se por pequenos negócios, como o célebre caso do já falecido Odil Garcez Filho, um engenheiro que largou a carreira e abriu uma lanchonete chamada “O Engenheiro que virou suco”, uma situação que motivou reportagens “curiosas” ou dramáticas sobre a falta de perspectivas de um profissional e, nela, a falta de desenvolvimento de um país.


De algum tempo para cá, a engenharia não virou suco, mas néctar para as empresas sedentas de profissionais, com a retomada do crescimento e o fim da era da “roda-presa” que o pessoal do martelinho privatizador vinha mantendo pelos 12 anos de Collor-Itamar-FHC.

Hoje, O Globo publica no seu caderno de empregos, o Boa Chance, uma matéria que dá a medida desta mudança. Leia só este trecho:


“O grande número de projetos nos setores de petróleo, construção civil e infraestrutura tem provocado uma busca frenética por engenheiros no Brasil. Eventos como a Copa e as Olimpíadas vão exigir um grande número de obras de infraestrutura, enquanto projetos como a construção da usina de Belo Monte e o programa Minha Casa, Minha Vida vão incrementar o segmento de gerenciamento de projetos. Outra área em constante crescimento é a de mineração, para a qual somente a Vale está selecionando 380 engenheiros neste momento. O Boa Chance reuniu as oportunidades de seis empresas: juntas, elas vão contratar cerca de 690 profissionais de engenharia, dentre estagiários, trainees e profissionais juniores e seniores.


A Chemtech, que contratou 200 funcionários de janeiro a maio, a maioria engenheiros – como revelou nota publicada no início do mês na coluna de Flávia Oliveira, no GLOBO – ainda tem 170 posições a serem preenchidas.


Gerente-geral de RH da Chemtech, Daniella Gallo diz que as oportunidades ofertadas são para todas as áreas nas quais a Chemtech atua, como engenharia mecânica, civil, automação de projetos, tubulação, processos, software, elétrica e instrumentação, entre outras, sendo que a grande maioria é para atender a projetos de engenharia no setor de óleo e gás.


- Estamos buscando pessoal principalmente neste momento, em que estamos com novos e importantes contratos para plataformas do pré-sal e as refinarias Premium I e II, da Petrobras – acrescenta Daniella.”


Que bom quando um país troca aquela história de “reengenharia”, que significava, quase sempre, descobrir o melhor jeito de mandar gente embora pela engenharia de verdade, que é construir um país onde se possa produzir e progredir.