sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sem novidades

ANANINDEUADEBATES

Opinião,Pensamentos e Política



Essa semana dois petistas foram destaque nas redes socias e jornalões, o ex deputado Chico da Pesca, e a professora Edilza Fontes.


Chico da Pesca, teve seu mandato cassado pelo pleno do TRE, nos corredores petistas já era dado como certo o fim da carreira política do ‘’deputado pescador’’, ele era alvo de investigação do MPF por causa do seguro-defeso, que multiplicou na sua gestão a frente da Superintendência da pesca.


O Ex-deputado vai recorrer no STF. A única dúvida é se os votos dados a ele mantém-se, ou levam o deputado Milton Zimmer de volta para Paraupebas.



Já a professora Edilza Fontes, há muito não fazia parte da cota do PT, vinha ‘’cutucando o partido com vara curta’’, como ninguém do PT deu muita atenção, ela resolveu se desfiliar oficialmente;


A dúvida sobre o rumo da professora, é se ela vai para o partido da família Barbalho, do qual virou nova ‘’comadre’’, ou conseguirá um lugarzinho no PCdoB, para fazer campanha ao lado de Edmilson Rodrigues.




Atores da Globo criticam "Jornal Nacional"





De nada adianta a Globo lançar manual de conduta com regras para o casting com relação ao uso de mídias sociais como Twitter e Facebook.

Na terça (23) à noite, alguns artistas da emissora questionaram e criticaram no Twitter o "Jornal Nacional", por conta de uma reportagem sobre a construção da Usina de Belo Monte, na Bacia do Rio Xingu, em sua parte paraense.

A polêmica empreitada tem de um lado o argumento de ser uma das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

Do outro, há uma longa discussão sobre o impacto ambiental da usina na região, cercada por comunidades indígenas. A atriz Thaila Ayalla (foto), que fez "Ti Ti Ti", atacou diretamente o "JN" no Twitter: "É claro que a matéria sobre belo monte no @jntvglobobrasil deixou a desejar, maquiaram, omitiram e deram destaque nas coisas erradas".
Paulo Vilhena, de "Morde & Assopra" também questionou o motivo da demora do noticiário para falar sobre Belo Monte. "Finalmente o absurdo chamado #belomonte comeca a receber atencao da midia!! hj no #jornalnacional", postou o ator no Twitter. Outros atores, como Fernanda Souza, concordaram com Vilhena na web.

Fonte: Josias de Souza.



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Kátia Abreu defende pauta do MST, depois de encontro com Dilma Rousseff



Luciana Lima, Agência Brasil


“A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) disse ontem (23) que as reivindicações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina são justas, após se reunir com a presidenta Dilma Rousseff. Eles estão mobilizados nesta semana em 20 estados e no Distrito Federal pedindo solução para o endividamento de assentamentos e o assentamento de mais de 60 mil famílias hoje acampadas em todo país.
"Gente, as dívidas são reais", disse a senadora que deve ingressar no futuro partido PSD, que se declara "independente" no Congresso Nacional.
Ao comentar a necessidade de uma política agrícola capaz de não penalizar os produtores, assunto tratado na reunião com a presidenta, Kátia Abreu chegou a pregar a "união" em meio às dificuldades.
"É preciso se unir na dificuldade e encontrar um modelo para cada tipo de agricultor no Brasil", disse a senadora, recebida por Dilma Rousseff e pelo ministro da Agricultura Mendes Ribeiro, em sua primeira agenda de trabalho com Dilma.A senadora disse que a política agrícola precisa ser inclusiva. "Somente 10% dos agricultores brasileiros fazem parte do chamado agronegócio. É preciso aumentar esse número. Existe um número muito grande de agricultores no país com uma renda muito baixa".No encontro com Dilma, Kátia assumiu o compromisso de não se opor ao governo na votação do Código Florestal no Senado, pauta polêmica que divide ambientalistas e ruralistas.
"Nós estamos dispostos a conversar para construir um consenso, que fique bom para os ambientalistas e para o pessoal do agronegócio", comentou a senadora que também disse não saber sobre a ocupação de prédios públicos promovida hoje pelo MST em todo país, inclusive, no prédio do Ministério da Fazenda.
"Eu não sabia que tinham invadido o ministério, vocês estão me contando agora. Ela [presidente Dilma] não comentou nada", disse a senadora.”




Não subestime a imprensa golpista




Você pode estar com raiva de mim pelo que tenho escrito sobre o governo Dilma. Ou pode estar achando o máximo. Dirijo-me, pois, aos que não gostam de ver críticas a este governo, até por razões compreensíveis.
De qualquer forma, se você for leitor desta página há algum tempo sabe que lutei muito pelo governo Lula e para ajudar a eleger este governo. E não pense que desisti. Não desisti, não sou oposição, não quero sabotá-lo, mas estou vendo coisas e julgo que tenho o dever de dizer o que vejo.
Estou errado? Ok, posso estar. Sou só um ser humano, afinal. Mas se erro, é com boa intenção. E se estou errado, nada se perderá. Sou apenas uma voz no deserto. Ninguém atribuirá a mim problemas que surjam para este governo. Isto é só um blog.
Agora, e se eu estiver certo? Acompanhe a minha linha de raciocínio e me diga onde ela é falha. Em vez de se revoltar comigo, responda as minhas dúvidas e contraponha argumentos à minha linha de pensamento. E vamos pesar tudo de novo.
Então vejamos:
Começam a surgir na imprensa denúncias contra ministros do novo governo. Nada demais, apenas o que sempre ocorreu com Lula por oito anos e que era previsível que continuaria ocorrendo.
Sistematicamente essas notícias se sucedem. Dia após dia, mês após mês, até chegarmos à sexta parte dos 48 meses do governo Dilma Rousseff.
Após prestigiar a imprensa que tanto a insultou (poste, terrorista etc), Dilma começa a demitir ministros ou a deixar que sejam fritos. Expurga nomeados pelos partidos aliados. Corrobora o noticiário.
Ok. Em seguida, o sujeito pensa: mas, espere aí… Quem nomeou essa gente toda? Faxina? Mas quem mobiliou essa casa? Ah, diz a imprensa, mas é só o que Lula impôs a Dilma. É o lixo do Lula.
Do outro lado, dizem que a imprensa não tem credibilidade para acusar…
Não tem mesmo? Bem, quando os três Poderes da República – inclusive o Poder Executivo – vão prestigiar a festa de aniversário de um órgão de imprensa, penso que dão a ele boa dose de credibilidade. Ou não?
Prosseguindo: Dilma está combatendo a corrupção, dizem. Mas que corrupção ela está combatendo? Também a do governo de São Paulo, que mantêm engavetadas mais de uma centena de CPIs? Não. É a “corrupção do próprio PT”.
As pesquisas corroboram que parte crescente da população está entendendo assim. Estão todas aí. Já escrevi sobre elas neste blog, exaustivamente. Até a própria Dilma admitiu que caiu nas pesquisas e disse que iria “ver o que aconteceu”.
Ok, ok, você não quer se pautar por pesquisas. Compreendo… Vá lá, não creia. Mas não me diga que não há embasamento para a minha tese. Ela tem até amparo estatístico, enquanto que a teoria contrária à minha nem isso tem.
Detalhe: o instituto Sensus apurou que 62% julgam que a tal “faxina” é prejudicial à imagem de Dilma e de seu governo.
O fato é que Dilma poderia fazer a tal faxina, mas teria que ir deixando muito claro em que contexto isso está sendo feito – por que aquelas pessoas foram nomeadas e ela aceitou, e que critérios há para deixar aliados indicarem pessoas para lidar com dinheiro público, por exemplo.
Enfim, as pessoas não são trouxas. Querem explicações. A tal faxina que Dilma promoveria é naquilo que ela mesma construiu.
E tem explicação. Há que explicar como é a administração pública. Há que explicar que não é lixo nenhum herdado do Lula. Tem que explicar, sim, porque é grave. Esse governo foi montado por Dilma Rousseff e ela pode explicar. Pelo menos é o que ainda penso.
Não subestime a estratégia da imprensa golpista. É só isso o que peço. Pode não acreditar em mim, afinal sou apenas um comerciante que inventou de ser blogueiro. Não sou um politólogo, confesso. Mas já andei acertando, uma ou outra vez.
É disso que tenho medo. Quando me vejo convencido como estou, fico preocupado. Não pode me culpar por isso…



Imprensa tenta derrubar ministro da Dilma. Quais são os interesses da mídia?




O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, negou nesta segunda-feira as denúncias da revista Época publicada no último fim de semana. De acordo com a reportagem, ele não teria respondido porque pegou carona, quando era ministro do Planejamento, em um jatinho de uma empreiteira.
O ministro disse que “jamais” solicitou ou aceitou caronas em troca de favorecimento. Paulo Bernardo afirmou que, durante a campanha eleitoral do ano passado, utilizou aviões fretados pela organização, o que incluiu aeronaves de várias empresas, que receberam pagamento pelo serviço. O ministro disse ainda que usou os aviões aos finais de semana e feriados, portanto fora do horário de trabalho. “Não tenho, porém, condições de lembrar e especificar prefixos e tipos, ou proprietários, dos aviões nos quais voei no período”, afirmou.
Paulo Bernardo disse que a liberação de verbas para a obra do Contorno Norte de Maringá foi feita mediante emenda parlamentar, que, segundo o ministro, obteve apoio de toda a bancada paranaense. “O Contorno de Maringá foi incluído no porque preenchia todos os critérios, como importância do projeto para a economia local e para a população. Defendi a inclusão do Contorno de Maringá no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), assim como de outras obras prioritárias em outras regiões do País, por uma razão simples: eram importantes para o desenvolvimento daqueles Estados, não porque iriam beneficiar esta ou aquela construtora”, disse, em nota.
O ministro afirmou que se coloca à disposição do Congresso Nacional para esclarecer as denúncias, que classificou de “totalmente inverídicas” e de “grande irresponsabilidade”. “Defendo, como sempre defendi, o máximo de transparência na utilização do dinheiro público porque considero este o meu dever e minha responsabilidade política”, afirmou.

Leia abaixo a íntegra da nota:


“NOTA DE ESCLARECIMENTO


Além de totalmente inverídicas, são de grande irresponsabilidade as ilações que tentam fazer sobre meu comportamento como Ministro de Estado e o uso de aeronaves particulares. Esclareço que jamais solicitei ou me foi oferecido qualquer meio de transporte privado em troca de vantagem na administração pública federal.
Em 2010, quando era Ministro do Planejamento, participei, nos fins de semana, feriados e férias, da campanha eleitoral do meu Estado, Paraná. Para isso, utilizávamos aviões fretados pela campanha, o que incluiu aeronaves de várias empresas, que receberam pagamento pelo serviço. Não tenho, porém, condições de lembrar e especificar prefixos e tipos, ou proprietários, dos aviões nas quais voei no período.
Não existe relação entre o exercício do cargo de Ministro do Planejamento e fatos decorrentes da execução de obras públicas no estado do Paraná. Como deputado federal paranaense, nos anos 2003 e 2004, e reconhecendo a importância da obra para o Estado, nos empenhamos para obter recursos, através de emenda de bancada.
O Contorno de Maringá foi incluído no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento porque preenchia todos os critérios, como importância do projeto para a economia local e para a população. Defendi a inclusão do Contorno de Maringá no PAC, assim como de outras obras prioritárias em outras regiões do país, por uma razão simples: eram importantes para o desenvolvimento daqueles Estados, não porque iriam beneficiar esta ou aquela construtora.


REVISTA ÉPOCA


A Revista Época fez nos últimos dois meses, quatro matérias em que cita a mim ou à Ministra-Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, com insinuações indevidas, algumas de forma absolutamente gratuita, sem me ouvir, como foi o caso da publicada na edição de 20 de junho de 2011, sob o título “Do Pantanal para Campinas”.
Este fato contraria os Princípios Editoriais das Organizações Globo que diz, na seção 2: “correção é aquilo que dá credibilidade ao trabalho jornalístico: nada mais danoso para a reputação de um veículo do que uma reportagem errada ou uma análise feita a partir de dados equivocados”.
Eu fui citado ao lado de uma grande foto, numa matéria totalmente alheia a mim, apenas porque deveria ser uma testemunha a ser ouvida.
Como se não bastasse, seguiram mais três novas matérias: “Os ministros indesejados”, publicada na edição de 10 de julho de 2011; “Mudar para ficar tudo igual”, edição de 17 de julho de 2011 e a desta semana “Por que ele não responde?”.
Tanto na matéria “Os Ministros Indesejados” como em “Mudar para ficar tudo igual”, segue um jogo de palavras, sem uma única fonte, com insinuações, sem nenhuma comprovação, expondo um ato legítimo de lutar por recursos para uma obra importante para o Estado, com malfeitos e desvios.
Novamente a Revista contraria outro item importante dos Princípios Editoriais das Organizações Globo que diz no item w da Seção 1: “denúncia anônima não é notícia; é pauta, mesmo se a fonte for uma autoridade pública: a denúncia deve ser investigada à exaustão antes de ser publicada.”
E por fim, quando, por causa dos antecedentes e insinuações colocados pelas reportagens anteriores, julguei desnecessário atender à reportagem da Revista Época, sou surpreendido com a matéria “Por que ele não responde?”, com novas insinuações sobre o uso de aeronaves particulares durante o ano de 2010.
De novo, a Revista contraria aqui os Princípios das Organizações Globo, no item e, da Seção I de que “ninguém pode ser perseguido por se recusar a participar de uma reportagem”.
Quero destacar que estou e sempre estive à disposição do Congresso Nacional para a prestação de quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. Defendo, como sempre defendi, o máximo de transparência na utilização do dinheiro público. Considero este o meu dever e minha responsabilidade política.


Brasília, 22 de agosto de 2011


Paulo Bernardo SilvaMinistro das Comunicações”


Por




domingo, 21 de agosto de 2011

A falta que os princípios editoriais fizeram




Congratulo as Organizações Globo pela adoção de princípios editoriais. Espero, sinceramente, que a partir deste momento, decisões equivocadas e claramente tendenciosas, não se repitam, tais como:


• o editorial elogiando a tomada do poder pelos militares, após a derrubada do Presidente João Goulart;


• a decisão de ignorar o comício pelas Diretas, em 1984;


• a edição tendenciosa do debate entre os candidatos Fernando Collor de Mello e Luís Inácio Lula da Silva, em 1989;


• o infame discurso de testar hipóteses, defendido por Ali Kamel;


• a decisão de ignorar a queda do avião da Gol, em 2006, às vésperas do 1º turno;


• as notícias sensacionalistas e alarmistas sobre uma hipotética epidemia de febre amarela, em 2007;


• a falta de cobertura sobre a corrupção na CBF;


• a decisão de não noticiar o que possa ter impacto negativo para anunciantes dos veículos das organizações.


Essa lista poderia ser mais longa, mas creio que os senhores conhecem melhor os episódios do que eu.


Atenciosamente,


Cristhian Gärtner dos Santos Camilo - http://jenipaponews.blogspot.com/



Eliseu Padilha, acusado de formação de quadrilha assume vaga na Câmara




O ex-ministro dos Transportes do governo FHC Eliseu Padilha (PMDB) se prepara para retornar à Casa após ter sido indiciado neste ano pela Polícia Federal por formação de quadrilha.
Padilha, considerado uma das principais lideranças peemedebistas no Rio Grande do Sul, é acusado pela PF de ter envolvimento em crimes nas licitações para construir as barragens de Jaguari e Taquarembó, na metade sul do Estado, apuradas pela Operação Solidária. Desde 2009, o agora deputado federal já era investigado pela ação, deflagrada para investigar desvios de recursos e direcionamento de licitações protagonizados por agentes públicos e distribuída em 15 inquéritos.
Na ocasião, Padilha deixou a Superintendência da Polícia Federal, em Porto Alegre (RS), se dizendo inocente, ao afirmar que “esse era um episódio do passado”. A Delegacia de Combate a Crimes Fazendários da PF gaúcha acusa ele de ter favorecido empresas enquanto exercia o mandato na Câmara dos Deputados.
A indicação de Mendes Ribero Filho no Ministério da Agricultura também vai aliviar a situação processual de Padilha. Ele voltará a ter foro privilegiado, após ter perdido a prerrogativa ao não se eleger nas eleições de 2010. Com isso, processos contra o parlamentar, que foram remetidos para a Justiça Federal gaúcha, voltarão a ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


Por



Falsos Profetas...




Armando Falcão - este ministro da Justiça(?) do vídeo logo ali embaixo -, amigo fiel e dedicado a Roberto Marinho por mais de 30 (trinta) anos, sofreu a maior das traições de sua vida. Teve seu filho, Guilherme Falcão, dirigente da "Afundação" Roberto Marinho, demitido sumariamente por Roberto Marinho, e também pelo fato de seu irmão, José Armando Falcão estar defendendo a ex-esposa de Roberto Marinho, D. Ruth Albuquerque Marinho, na separação do casal.
Pai ferido, o ex-ministro Armando Falcão, em defesa do filho não poupou em nada o seu ex-melhor amigo Roberto Marinho e traçou um preciso, meticuloso e arrepiante retrato de Roberto Marinho, chamando-o de "desumano, mesquinho, exibicionista, um camelô de si mesmo, campeão da vaidade vã, faminto de fama e caçador insaciável de títulos honoríficos, senil, analfabeto cujos textos que assina são escritos por outra pessoa (Jorge Serpa), doutor entre aspas ("Doutor Roberto") que jamais cursou uma faculdade, não sendo formado em coisa alguma, nem mesmo em jornalismo" (embora obrigue as pessoas a chamá-lo de doutor).
Arrematando o quadro que traçava com fortes pinceladas, Armando Falcão reforça um outro lado do perfil de Roberto Marinho com outros "atributos" do falso Doutor Roberto, como por exemplo usar de todos os meios - lícitos e ilícitos - para conseguir o que queria, construindo a gosto e bel prazer falsas reputações ou destruindo algumas das mais nobres reputações do país, conseguindo, inclusive, abafar todo e qualquer escândalo, até mesmo quando poderia ser preso (como no escândalo da "Afundação"), caso fosse um cidadão comum. E citando as próprias palavras de Roberto Marinho: "Não te mete. Deixa comigo. Sempre ganho as minhas guerras. Hoje, sou tão poderoso que me sinto um homem colocado acima do bem e do mal."





Do Blog do Luis Cavalcante: Repercussão da Morte de Norma na Imprensa




Repercussão da morte de Norma na Imprensa:



Revista Veja: "Dilma mata Norma em crime passional"


Folha de São Paulo: "Lula é o principal suspeito."


Diário do Pará: Ana Júlia e o PT tramaram o assassinato


O Globo: PF revela que o assassino é filiado ao PT


Blog do Parsifal: Jáder é inocente


E do 'Diário de um Educador'*, seria: Foram os tucanos!!!!!!


*Diário de Um Educador é o Blog do educador Luis Cavalcante, de onde copiamos esta interessante "brincadeira" de como seria a repercussão na imprensa deste fato 'novelesco'.











CBF ameaça divulgar áudio comprometedor de diretor da TV Globo




A emissora de televisão mais corrupta do Brasil tá aflita.


A Globo informou por meio do CGCom que não irá se manifestar a respeito.


A decisão de noticiar os escândalos envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Ricardo Teixeira poderá causar problemas à Rede Globo. É o que afirma a coluna de Ricardo Feltrin, editor do site de entretenimento F5, hospedado na Folha. Segundo ele, surgiram indícios de que a CBF tem em mãos gravações de diálogos que comprometeriam Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esportes. As gravações foram captadas de maneira não-autorizada, a partir de ligações telefônicas que revelariam quando e como a emissora carioca manipulou o horário de partidas e da seleção, para atender a seus interesses particulares.


Vingança


Em sua coluna, Feltrin comenta que o presidente da CBF Ricardo Teixeira teria gravações que revelam como Campos Pinto e seus comandados agiram nos últimos anos. “Fonte desta coluna, que pede anonimato, informa que as gravações teriam diálogos permeados de arrogância, prepotência e desprezo completo de Campos Pinto e seus subordinados pela concorrência. Inclusive uma das gravações mostraria emissários da Globo usando termos chulos contra Record e até contra a Band, que hoje é parceira da Globo no futebol”, escreveu o jornalista.




O poder da blogosfera cresce e preocupa




Na sessão desta sexta-feira (19) do Tribunal Superior Eleitoral, a ministra Carmem Lúcia mostrou-se preocupada com o crescimento das redes sociais no país. Ela chegou a afirmar que a internet é “uma praça virtual que pode depor governos”. Vice-presidente do TSE, ela garantiu que o acompanhamento das redes sociais será um dos principais desafios do órgão nas eleições municipais de 2012.
O pronunciamento da ministra, que presidirá o TSE no próximo ano, confirma que a internet passou a incomodar as estruturas de poder. Alguns setores inclusive já pregam maiores restrições à liberdade na rede. O deputado tucano Eduardo Azeredo é autor de um projeto que aumenta o controle e a vigilância na internet – já batizado de AI-5 Digital. Na sua fala, a ministra do TSE enfatizou que nenhuma medida nesta área pode “comprometer a liberdade de expressão”. Mesmo assim, é bom ficar esperto!
21 milhões recorrem aos blogs
Os sinais do aumento da influência da internet no Brasil são patentes. Nesta semana, foram divulgados os números da sondagem CNT/Sensus sobre a popularidade do governo. Pela primeira vez, a pesquisa apurou também o peso da blogosfera como fonte de informação. Dos entrevistados, 16% disseram recorrer “sempre” aos blogs de notícias – cerca de 21 milhões de brasileiros; e 12% disseram recorrer “às vezes” – cerca de 16 milhões. Outros 19% disseram que pretendem ter acesso à internet em até 12 meses.
“Os números são muito expressivos... A blogosfera tem sido crescentemente uma fonte de informação. Vinte milhões de eleitores usando a internet para se informar sempre é muita coisa”, garantiu ao sítio Carta Maior o diretor da Sensus, Ricardo Guedes. “Eu, por exemplo, aposentei o jornal escrito”.
A pesquisa também apurou a penetração das três redes sociais mais populares no país. Entre os consultados, 27% declararam que têm Orkut; 15%, que têm Facebook; e 8%, Twitter. Ainda de acordo com a pesquisa, 25% dos brasileiros (33 milhões de eleitores) dizem usar a internet “diariamente”, enquanto 10% utilizam “alguns dias por semana”.


Altamiro Borges




A VERDADE sobre o Empréstimo BNDES 366!



Nota de Esclarecimento


O Partido dos Trabalhadores, em face de várias notícias veiculadas na imprensa nos últimos dias, sobre a utilização dos recursos do empréstimo 366, transformado em peça de propaganda pelo governador do Estado, esclarece, após análise dos documentos concedidos pela própria AGE e BNDES:


1. O empréstimo em questão foi concedido pelo Governo Federal ao Governo do Pará para compensar perdas decorrentes da crise econômica 2008-2009. Foi contraído para ser utilizado em obras, instalações e equipamentos. O contrato entre BNDES e governo do Pará foi assinado em 01/07/2010, no valor de R$ 366.720.000,00.


2. Em 2010, o governo do Pará recebeu duas parcelas, totalizando R$ 275.040.000,00 (75%). Ao contrário do que diz a máquina de propaganda de Jatene, o governo passado ainda deixou um saldo no BNDES à disposição do governo atual no valor de R$ 91.680.000,00.


3. Pressionado pela opinião pública que está cansando de esperar esse governo começar, Simão Jatene fez publicar no noticiário local uma versão fantasiosa, segundo a qual o governo anterior havia pagado notas fiscais em duplicidade. Isso não é verdade. Os relatórios produzidos pela AGE – Auditoria Geral do Estado, responsável por auditar as contas – não registram tal
duplicidade, o que torna inválida essa denúncia.


4. O que foi identificado como supostamente “pago em duplicidade” foi, na verdade, destinado a 81 municípios do Pará, através de convênios. Sem desvio de um único centavo de real e muito menos de milhões, como apregoou o governo.


5. Por termos convicção de que tudo foi aplicado corretamente, lançamos aqui um desafio a Jatene: comprove, via ordens bancárias, o suposto desvio de que tanto fala. Mostre os empenhos e as ordens bancárias de que houve pagamento em duplicidade de um mesmo serviço.


6. A comprovação da aplicação dos recursos e a análise da documentação da AGE e BNDES atestam que o alarde feito na imprensa local tem, na verdade, o papel de cortina de fumaça para encobrir a inação, a paralisia do atual governo.
Sem apetite para o trabalho e viciado em propaganda, o governo midiático de Simão Jatene ainda não disse ao que veio. Se não começar a trabalhar, comprometerá as sobras em andamento e, mais grave, poderá ter que devolver todo o empréstimo conquistado pelo governo anterior com base em projetos que comprovadamente foram feitos em benefício da população.


7. Já está passando da hora de Jatene descer do palanque e arregaçar as mangas. Dinheiro tem. O que falta a esse governo é disposição para trabalhar!






domingo, 14 de agosto de 2011

Gafe: Globoesporte.com passa vídeo pornô em transmissão




Ou foi erro de algum estagiário ou alguém apertou o botão errado no site de esportes da TV Globo.


Ao invés de publicarem o gol do Botafogo, o “Globo Esporte” exibiu um vídeo pornô para os milhares de leitores que acompanhavam o lance a lance.


Em pouco tempo a gafe do site se tornou notícia. Nas redes sociais o assunto começou com um ou outro internauta que viu a cena ao vivo e logo após surgiram centenas confirmando.

Informações do Portal PS



Redação Conversa Afiada




Folha (*): 12 dias entre o "mentido" e o desmentido



O Conversa Afiada reproduz post do Tijolaço, de Brizola Neto:



Ou o jornalismo da Folha é o mais lento do planeta, ou agiu deliberadamente ao ocultar de seus leitores, por quase duas semanas, que não era verdadeira a informação publicada na primeira página de que o comandante do Exército, general Enzo Peri, estava sendo investigado pelo Ministério Público Militar.


A matéria publicada domingo, 31 de julho, afirmava isso de forma peremptória, como você vê na ilustração ao lado.


O Ministério Público Militar negou a informação em nota datada do dia 1º de agosto.


Só hoje a Folha publicou essa negativa, como você lê no destaque, matéria que não está disponível na internet.


E tem toda a pinta de que o fez por notificação judicial, embora diga o que a nota não diz: que o general Peri não está sendo investigado porque não é competência do MPM investigar o comandante da Força, mas do Procurador Geral da República, que é quem nomeia o Procurador- Geral de Jutiça Militar. A nota não diz isso: diz que ele “não é alvo de investigação” do Ministério Público Militar, “até porque o Procurador-Geral de Justiça Militar não dispõe de atribuição para tal.


Seria bom que a Folha, que publicou tantas matérias dizendo que a nomeação do Embaixador Celso Amorim estaria insatisfazendo os militares, explicasse a seus leitores porque levou 12 dias para publicar um desmentido de uma informação muito grave que ela divulgou, atribuindo aos procuradores e que foi por eles desmentida de pronto.

Ou, para usar a linguagem do meio militar, explicar a sua inexplicável procastinação.


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.



Boa surpresa no #foraricardoteixeira paulista








por Luiz Carlos Azenha



Eu estava dentro do Pacaembu, treinando, quando o #foraricardoteixeira passou.


Parei para ver.


Menos gente que o esperado, mas ainda assim não é fácil juntar quatrocentas pessoas num sábado ensolarado em São Paulo para protestar.


Muito bem organizada a passeata.


Mas, acima de tudo, a boa surpresa foi o grande número de jovens.


O curioso é que, do lado de fora do estádio, as pessoas formavam fila para retirar os kits para a Corrida Esperança, promovida pela Globo como parte do Criança Esperança.


Ainda que à distância, dois mundos entraram em choque.


Os que estavam na fila ficaram curiosos com o carro de som em que se protestava contra o sequestro do futebol brasileiro…


As fotos acima foram tiradas da página do Juntos! no Facebook ( a Juventude em Luta, ligada ao PSOL).



PS do Viomundo: O Jornal Nacional aproveitou o sábado, dia de menor audiência, para entrar no assunto do jogo entre Brasil e Portugal, disputado em 19 de novembro de 2008, bancado com 9 milhões de reais em dinheiro público. O JN informou que houve cumprimento de mandados de busca e apreensão no Rio. O assunto havia sido tratado no Jornal da Record há algumas semanas.

















http://www.viomundo.com.br/politica/boa-surpresa-no-foraricardoteixeira-paulista.html


Faxina, mesmo, é passar o Brasil a limpo




As avós de antigamente – a minha, inclusive – diziam: meu filho, ser honesto não é mais que obrigação. Pois é isso mesmo. Quando honestidade se converte em “bandeira” política, pode crer que “tem batata nessa chaleira”. Que se a combata, sim e sempre, com todo o rigor e também com equilíbrio, porque a honra e algo irreparável – mas que se deixe o palco da política para as grandes causas e desafios nacionais.
Até porque quem tem causa não rouba, luta.
Outro dia se disse aqui, comentando o erro primário de comunicação de pretender transformar a Presidenta em “faxineira” dos hábitos políticos que isso estava -perdoem o verbo – roubando o espaço do discurso político que precisamos ter para fazer o Brasil seguir mudando.
Ontem à noite, o jornalista Kennedy Alencar, uma rara exceção de equilíbrio na Folha, postou um texto digno de reflexão em seu blog.
Transcrevo um trecho:
“Dilma faz bem ao tratar com maior firmeza suspeitas e suspeitos de corrupção. Mas pretende evitar o clima de execução sumária que a faxina no Ministério dos Transportes andou estimulando. É uma operação de ajuste fino combinar rigor ético com a realidade de manter maioria no Congresso para governar.
Segundo um auxiliar, Dilma demonstra disposição de se aproximar dos políticos, mas não deixará de ser mais inflexível do que gostariam seus aliados quando o tema for corrupção.
A queda na pesquisa CNI-Ibope ajudou a ficha a cair. Para um ministro com trânsito no Palácio do Planalto, houve certa ilusão de que a imagem de paladina da justiça renderia somente bons frutos. O noticiário recheado de tantas acusações de corrupção tem reflexo negativo sobre a avaliação do governo.
Na opinião de Dilma, ela enfrenta um problema mais grave: uma nova maré mundial de dificuldades econômicas. Há gente no governo dizendo que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano será uma vitória se ficar entre 3% e 3,5% –distante do discurso oficial de 4% a 4,5%.
Aumentou a possibilidade de o Banco Central começar a reduzir os juros ainda em 2011. O dragão da inflação assusta menos. O fantasma do câmbio arranca os poucos cabelos da equipe econômica, mas é um problema que Dilma e ministros julgam ser difícil combater apenas com canetadas para proteger setores da economia doméstica.
O maior temor passou a ser uma queda significativa do crescimento do PIB, o que resultaria em menos empregos e menos renda.
Ter evocado a receita da crise de 2008-2009 parece uma boa saída. O herói daqueles dias foi o consumo das famílias, turbinado pelo fortalecimento do mercado interno de 2003 para cá.”
Mas se a comunicação do Governo esperar que a mídia mostre este caminho escolhido pelo Governo, é bom arranjar umas cadeiras. Este papel é – e tem de ser – da própria Presidente, usando todos os meios que puder para dirigir-se ao povo.
Não será o Jornal Nacional quem fará isso. Ele pode, sim, mostrar um “faxineira” e, logo em seguida, como “patroa rabugenta”, emendar: “mas não limpou aqui, ali e acolá”. E o clima de denuncismo e abusos de poder começa a grassar.



Até a TV Globo critica Ricardo Teixeira



Por Altamiro Borges


Numa cena inusitada, o Jornal Nacional da TV Globo exibiu neste sábado (13) uma reportagem de três minutos com duras críticas a Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Algo muito sinistro deve estar ocorrendo nos bastidores do esporte que é a paixão nacional. Afinal, as relações entre o cartola e a emissora global são antigas e pareciam das mais sólidas.


Durante meses, a TV Globo evitou qualquer crítica ao presidente da CBF, enquanto sua principal rival, a TV Record, expunha as sujeiras de Ricardo Teixeira – o seu acelerado enriquecimento, os contratos irregulares de transmissão de jogos, as manobras dos cartolas. No sorteio dos jogos da Copa, a TV Globo até foi premiada com um contrato de R$ 30 milhões para organizar a festança.


O assalto de R$ 9 milhões


A reportagem do Jornal Nacional destacou que a polícia investiga supostas irregularidades no contrato de realização do amistoso entre Brasil e Portugal, ocorrido em 2008. A empresa escolhida pelo chefão da CBF para promover o amistoso, Ailanto Marketing, foi criada um mês antes da partida e sequer tinha telefone. O jogo custou R$ 9 milhões aos cofres do governo do Distrito Federal.


Segundo a matéria, neste sábado a polícia civil cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Ailanto no Rio de Janeiro. O contrato firmado entre ela, a CBF e o governo do DF – que na época era governado por José Roberto Arruda, que depois seria preso devido ao escândalo do mensalão do DEM – era ilegal. O custo do jogo deveria ser arcado pela Ailanto e não pelo governo.


Quais os motivos da Rede Globo?


A longa reportagem, para os padrões da televisão, do Jornal Nacional indica que a situação do prepotente Ricardo Teixeira é cada dia mais complicada. A presidenta Dilma Rousseff tem feito vários gestos de isolamento do cartola da CBF. A indignação contra ele já chegou às ruas. Também neste sábado, cerca de 500 pessoas realizaram um protesto em São Paulo exigindo o “Fora Teixeira”.


A TV Globo não dá ponto sem nó. Ela pode ter resolvido fritar o cartola por razões políticas, devido ao seu enfraquecimento, ou por motivos comerciais – temendo o aumento de audiência da rival TV Record. Só os ingênuos acreditam que a reportagem seria o indício de uma mudança da linha editorial da emissora após o lançamento do seu documento de “princípios”.


“Só quando sair no Jornal Nacional”


Não é fácil para a famiglia Marinho qualquer rompimento com Ricardo Teixeira. Afinal, as maracutaias no futebol garantiram à emissora os contratos de exclusividade na transmissão dos principais campeonatos brasileiros, que rendem fortunas em anúncios publicitários. O próprio chefão da CBF sempre se jactou das “ótimas” relações com a TV Globo.


Também não será nada fácil a vida de Ricardo Teixeira a partir de agora. Numa entrevista recente à revista Piauí, ele mesmo disse que não ficava abalado com as denúncias de corrupção envolvendo seu nome. “Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional... Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito com a Globo”. Agora a coisa fedeu para o cartola!

http://altamiroborges.blogspot.com/2011/08/ate-tv-globo-critica-ricardo-teixeira.html


Estrangeiros seguem o dinheiro em direção ao Brasil



Refletindo sobre as tempestades financeiras que fustigam a Europa e os Estados Unidos, Seth Zalkin, banqueiro americano vestido casualmente, tomava um cafezinho e parecia satisfeito com sua decisão de mudar-se para cá, em março, com sua mulher e o filho deles.
“Se o resto do mundo está afundando, este é um bom lugar para estar”, disse Zalkin, 39 anos.
Para quem guarda uma recordação, mesmo que fraca, da crise da dívida vivida pelo próprio Brasil nos anos 1980, a ordem global foi colocada de ponta-cabeça. A economia dos EUA pode estar se arrastando de joelhos, mas no ano passado a do Brasil cresceu no ritmo mais acelerado de mais de duas décadas anteriores, e o desemprego está em baixa histórica, parte da transformação do Brasil de caso inflacionário perdido em um dos maiores credores de Washington.
Com salários que rivalizam com os de Wall Street, tantos banqueiros, gerentes de fundos hedge, executivos petrolíferos, advogados e engenheiros estrangeiros vêm se mudando para cá que os preços de imóveis comerciais de alto padrão este ano superaram os de Nova York, fazendo do Rio a cidade mais cara das Américas em termos de aluguel desses espaços, segundo a empresa imobiliária Cushman & Wakefield.
Uma mentalidade de corrida ao ouro domina o ambiente, com o número de autorizações de trabalho para estrangeiros subindo 144% nos últimos cinco anos, sendo que o contingente de profissionais altamente instruídos que vêm se radicando no Brasil é liderado por americanos.
Não é de hoje que empresários sentem-se atraídos pelo Brasil, e o mesmo acontece com vigaristas interessados em enriquecer rápido, sonhadores com grandeza amazônica e até mesmo foras-da-lei como Ronald Biggs, o britânico que fugiu para o Rio depois de seu grande assalto a um trem postal inglês em 1963.
Hoje, porém, as escolas que recebem alunos americanos e de outras famílias de língua inglesa têm longas listas de espera, apartamentos podem custar US$ 10 mil por mês nas áreas mais cobiçadas do Rio, e muitos dos recém-chegados são diplomados pelas melhores universidades dos EUA ou possuem experiência de trabalho nos pilares da economia global.
Chegando aqui, eles se deparam com um país que enfrenta um desafio muito diferente daquele que é encarado pelos EUA e a Europa: o receio de que a economia esteja ficando superaquecida.
Uma coisa que constitui um choque especial para os recém-chegados é a força do real. Isso pode beneficiar brasileiros que vêm comprando apartamentos em lugares como South Beach, em Miami, onde os imóveis custam cerca de um terço dos preços de imóveis equivalentes nos bairros de alto padrão do Rio. Mas prejudica os manufatureiros e exportadores brasileiros.
Assim, em uma tentativa de impedir uma valorização ainda maior do real, o Brasil hoje é um dos maiores compradores de títulos do Tesouro americano, elevando seus interesses em jogo na economia americana enfraquecida. É uma quebra nítida com o passado, quando Washington ajudou a montar pacotes de resgate para o Brasil durante suas crises financeiras.
“O Brasil está se saindo muito bem, mas, francamente, semana sim, semana não eu me pergunto ‘quando isto vai acabar?’”, disse Mark Bures, 42, executivo americano que se mudou para o Rio em 1999, em tempo de assistir a uma desvalorização abrupta do real e outras oscilações acentuadas na prosperidade brasileira.
Alguns poucos americanos que vivem no Brasil há mais tempo chegam a se recordar do último “milagre” econômico do país, no início dos anos 1970, quando o “Wall Street Journal” citou um banqueiro otimista no início de um artigo de primeira página, prevendo que “em dez anos o Brasil será uma das cinco maiores potências do mundo”. Em lugar disso, o país acabou onerado com uma dívida externa assustadora.
O boom recente das commodities e o crescimento do consumo interno, resultado da expansão da classe média, ajudaram a converter o Brasil em potência em ascensão que se recuperou facilmente da crise financeira global de 2008. No ano passado a economia cresceu 7,5%, e a expectativa é que este ano registre crescimento de 4% –menor, mas ainda invejável nos Estados Unidos.
Apesar disso, o Brasil apresenta muitos desafios que podem desencorajar estrangeiros que chegam ao país. A legislação trabalhista dá preferência à contratação de profissionais brasileiros em lugar de estrangeiros, e o demorado processo de obtenção de um visto de trabalho pode surpreender quem não está acostumado à colossal burocracia brasileira.
Alguns economistas consideram o real a moeda mais sobrevalorizada do mundo, com relação ao dólar, e a inflação vem subindo (conforme evidenciam Big Macs por US$6,16 e martínis por US$35). As taxas de juros teimam em continuar altas, e analistas discutem a possibilidade de estar se formando uma bolha de crédito, na medida em que os consumidores continuam mergulhados em uma orgia de compras de tudo, desde casas até carros, que já vem acontecendo há anos.
O Brasil não está imune à turbulência nos mercados globais, e o real se enfraqueceu um pouco este mês. O mercado imobiliário carioca tem estado agitado com a aproximação da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, mas sua infraestrutura é insuficiente. Embora tenha diminuído em algumas regiões, a criminalidade violenta ainda assola grandes partes do país e também o Rio, que este mês enfrentou um incidente traumático de sequestro de um ônibus.
Mesmo assim, os estrangeiros vêm chegando, e as autorizações de trabalho para eles aumentaram mais de 30% em número apenas em 2010, segundo o Ministério do Trabalho.
“Eu só falava um português muito básico, mas pude perceber que este lugar estava vivendo um boom”, contou Michelle Noyes, 29, nova-iorquina que organizou uma conferência de fundos hedge em São Paulo. Pouco depois disso, ela deu o salto: mudou-se para o Brasil para trabalhar em uma firma de gerenciamento de ativos.
“Me mudei da periferia do setor para o centro”, disse Noyes, citando cinco outros americanos, dois de Nova York e três de Chicago, que estão se mudando para o Brasil este mês para tentar sua sorte.
Os americanos formam o maior grupo de estrangeiros que está se mudando para o Brasil, seguidos por contingentes de britânicos e outros europeus. Alguns vêm para contratos de trabalho temporários. Outros estão fundando empreendimentos pequenos ou grandes.
O americano David Neeleman, fundador da JetBlue Airways, recentemente criou a companhia aérea brasileira de baixo custo Azul. Corrado Varoli, italiano que comandava desde Nova York as operações latino-americanas do Goldman Sachs, agora comanda seu próprio banco de investimentos em São Paulo. Novas ponto.coms brasileiras como a Baby.com.br, empresa on-line de venda de fraldas no varejo fundada este ano por dois primos americanos recém-saídos de escolas de administração de empresas como a Wharton e a de Harvard, às vezes conferem ao Brasil um clima de bolha não muito diferente daquele que reinava nos EUA em 1999.
Outros estrangeiros vêm assumindo empregos em empresas brasileiras que estão crescendo com um boom resultante em parte do comércio do Brasil com a China.
“Nossos salários aqui no Brasil são pelo menos 50% mais altos que os salários pagos nos EUA por cargos estratégicos”, disse Jacques Sarfatti, gerente para o Brasil da Russell Reynolds, firma que recruta executivos de empresas.
Estrangeiros competem com brasileiros que retornam ao país, vindos do exterior. “É muito evidente que o mercado de trabalho está tão ruim em outros lugares”, disse Dara Chapman, 45, californiana que é sócia de um fundo hedge carioca, o Polo Capital. Ela disse que vem recebendo inúmeros currículos de interessados em mudar-se dos EUA para o Brasil.
As enormes descobertas brasileiras de petróleo na camada do pré-sal também vêm atraindo investidores e estrangeiros, entre os quais milhares de filipinos que trabalham em navios e plataformas petrolíferas marítimas. Para suas outras indústrias, o Brasil precisa de estimados 60 mil novos engenheiros, alguns dos quais precisam vir do exterior, em vista das insuficiências do sistema de ensino brasileiro.
“Eu me mudei para cá de Pequim um ano atrás e acho o potencial para o desenvolvimento profissional incrível”, disse a chinesa Cynthia Yuanxiu Zhang, 27, gerente de uma empresa de tecnologia. “Já estou planejando estender minha estadia aqui para bem mais adiante nesta década.”– Publicado no jornal ”THE NEW YORK TIMES”,


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Salário baixo força delegado de SP a fazer artesanato



Para conseguir viver com o pior piso salarial da categoria no País, os delegados do Estado de São Paulo têm se dividido entre diferentes atividades fora dos distritos policiais. Alguns vivem em repúblicas (apartamentos divididos) com colegas, outros procuram outras atividades, os famosos "bicos", para conseguir complementar a renda. É o caso do delegado Francisco Rodrigues Alves Filho, que faz artesato. Ela usa a renda extra obtida com a venda de casinhas em miniatura para bancar a faculdade de Direito do filho.


"Eu faço casinha de madeiras de crianças, com telhado, luzes. O meu bico é esse para tentar complementar a renda. Graças a Deus tem me ajudado a pagar algumas contas, já que está tudo atrasado", diz o delegado que vem de uma família de policiais e afirma ter a polícia no "sangue".

Alves diz que já alertou o filho sobre as dificuldades de ser um policial em São Paulo. "Eu já falei para ele, inclusive ele já sabe: 'não, pai, quero seguir a carreira de juiz ou promotor, mas não delegado em São Paulo. Em qualquer lugar, menos em São Paulo'".......

O salário médio de um delegado paulista gira em torno de R$ 5,2 mil. A Remuneração é a pior do Brasil, segundo dados da Associação de Delegados de Polícia do Estado de São Paulo. A situação provoca a saída de um delegado da força policial paulista a cada 15 dias.

Para se ter uma idéia da defasagem, o salário médio de um delegado no Distrito Federal é de R$ 17,2 mil, no Paraná é R$ 12 mil e no Mato Grosso, R$ 11 mil. De acordo com o Sistema Nacional de Índices de Preço ao Consumidor do IBGE, nos últimos 12 meses, São Paulo ficou em terceiro lugar entre as capitais cujo custo de vida mais cresceu.


Delegado há 20 anos, Alves se divide entre três delegacias e viaja 80 km para chegar ao trabalho. Ele vive em Bragança Paulista e, apesar de ter prestado concurso para o interior, foi deslocado para trabalhar temporariamente na capital e até hoje ainda não conseguiu transferência. Ele afirma que os gastos com transporte são de quase R$ 1 mil mensais. "Não temos isenção como os policiais militares. Parece que a Polícia Civil não é polícia, não sei nem o que é", desabafa.


As casinhas que o delegado constrói para complementar a renda chegam a render, em um bom mês, R$ 9 mil, o dobro do seu salário líquido, que é de aproximadamente R$ 4,5 mil. "A gente gosta do que faz, mas tem um momento que não dá mais, porque temos filhos e queremos dar uma vida melhor para eles, mas infelizmente com o nosso salário não tem como".


Ele diz que tem parentes policiais em outros Estados que não acreditam no salário dele como delegado em São Paulo. "Tenho parente no Maranhão. Lá o delegado ganha R$ 9,5 mil inicial, ela achava que eu ganhava o dobro, quando eu falei eles não acreditaram".


Para Alves o número de delgados que deixa a polícia tem aumentado consideravelmente. "Eu tinha um (revólver) 38 que estava enferrujando, fui trocar a arma e o funcionário me disse que naquele dia três delegados haviam entregado a arma para deixar a polícia. Isso o governo não divulga, mas o que eu vejo é que todos os dias saem dois ou três".


Aumento


Segundo a presidente da Associação de Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Marilda Pansonato Pinheiro, o governo paulista prometeu enviar à Assembleia uma proposta de aumento de 15%, e outros 11% no próximo ano. No entanto, ela diz que o reajuste, apesar de bem vindo, "não repõem uma perda salarial tão grande". O aumento anterior, de 13%, ocorreu em 2008, ano em que a polícia entrou em greve.


Marilda cita exemplos da distorção salarial ao falar sobre Estados com arreacadação menor que a de São Paulo, mas que pagam mais, e aponta a remuneração de um promotor de Justiça em São Paulo, cujo salário inicial é de R$ 19 mil.


A presidente da associação afirma ainda que a remuneração deficiente não justifica, mas explica casos de corrupção. "Nós repudiamos a corrupção, mas com um salário baixo como esse, e pelo fato do policial, de uma forma geral, estar muito próximo da ilicitude, do dinheiro fácil (...) é uma linha muito tênue que separa uma coisa da outra, por isso acaba explicando. Justificando, jamais".


Com a debandada de policiais, a carga de trabalho tem aumentado consideravelmente o que prejudica a investigação policial. Segundo Marilda, isso se reflete em impunidade de aumento dos índices de criminalidade.

"Tem delegado que está acumulando função em várias delegacias, cidades que não possuem delegados, e isso prejudica a investigação que é a matéria-prima do nosso trabalho, da polícia judiciária, que é investigativa, porque você permanentemente mudando de lugar, atendendo em outro, no estamos sendo fazedores de Boletim de Ocorrência", diz.

Do Terra


DEM usa jovem negro para atacar esquerda e atrair população pobre



Em uma nova inserção partidária que vai ao ar hoje, o DEM usa o depoimento de um militante negro para criticar a esquerda e tentar aproximar o partido da população pobre. No vídeo, o jovem baiano Bruno Alves diz morar na periferia e afirma: "Alguns políticos pensam que eu tenho que ser de esquerda". "A esquerda não é dona dos jovens nem da periferia", afirma Bruno na propaganda de 30 segundos.
Ele defende, em seu depoimento, bandeiras tradicionalmente associadas ao governo Lula e partidos de esquerda. Diz ser a favor das cotas "para pobres, independente (sic) da cor" e do Bolsa Família. "Mas as pessoas não podem depender dela (da bolsa) para sempre", diz. E arremata: "Eu quero mais. Quero saúde, segurança e paz".
A ideia das propagandas é, segundo o senador José Agripino Maia (RN), presidente nacional do DEM, "fixar uma posição de centro e eliminar da esquerda qualquer ideia de progressismo". Ele nega, contudo, que o partido esteja usando a raça de Bruno Alves para atacar a esquerda. "São simbologias. A esquerda se coloca como protetora de certos conceitos", afirma. "Mas (o vídeo) não está atacando a esquerda. Está fazendo uma constatação. Aquele rapaz teve uma ação. Ele é um ativista do partido que por acaso é da cor negra."
Agripino admite, entretanto, que o objetivo das inserções é retirar do DEM a pecha de direitista e elitista. "O DEM não é um partido de elite e esta é a linha que foi adotada nos programas, (Os vídeos) conceituam o partido e mostram sua atuação na oposição."
Em outra inserção que também começa a ser exibida amanhã, o DEM mostra uma maçã podre e a compara ao governo do PT. "O Democratas é assim: fiscaliza o governo, aponta os erros, cobra responsabilidades e luta por mais transparência", diz o narrador, enquanto são exibidas manchetes de jornais com denúncias contra o PT - uma delas intitulada "Petista é preso com R$ 437 mil em notas", de 2005.
Os dois vídeos, dirigidos por José Fernandes - marqueteiro da bem-sucedida campanha à reeleição de Agripino Maia ao Senado -, terminam com o slogan: "Democratas, o partido da sociedade livre e da democracia brasileira".


No Estadão