sábado, 24 de setembro de 2011

Globo quer decretar o AI-5 em editorial e fechar a Câmara



Só pode ser isso para fazer um em escarcéu em 3 telejornais e no jornal em papel, contra uma coisa absolutamente insignificante.


A gente tem muitas críticas às mazelas do Congresso e a atuação de vários deputados, mais tem críticas imbecis como a que a Globo fez, que não tem nenhum motivo justificado, a não a ser produzir alguma intimidação ou a intenção de desmonizar todo e qualquer político, para dar um golpe ditatorial de elite contra a vontade popular soberana de escolher seus representantes nas urnas para eles cumprirem a vontade do povo.


Esse golpe, nos dias de hoje, não é mais com tanques de guerra nas ruas. É um recado aos deputados do tipo: "ou vocês votam do jeito que a gente quer no Congresso ou lhes daremos o inferno em nossos jornais".


A farsa da dramatização de algo insignificante




O tom sensacionalista começou de manhã no telejornal "Bom dia Brasil" que trouxe a "denúncia" com ar severo do tipo "quando achávamos que já havíamos visto tudo"....Tratava-se da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) que, na linguagem do telejornal, "em pouco mais de 3 minutos" aprovou "108 projetos", numa sessão "com apenas 1 deputado no plenário" (o outro único deputado presente, presidia a sessão). Uau! A notícia foi de 1 minuto, e as imagens obtidas do próprio site da Câmara, portanto foram transmitidas ao vivo pela internet.


No Jornal Nacional repetiu e aumentou a dose para quase 2 minutos, com direito a mais dramatização:


- as imagens que eram públicas do site da Câmara, já foram trocadas por imagens de pior qualidade "gravadas por um celular de um repórter do jornal O Globo", dando a entender que seria algo sorrateiro, escondendo do telespectador a informação verdadeira: a sessão foi transmitida com transparência pela internet.- os 118 projetos já ganharam ares de "maior importância", dizendo que entre eles tinham até "acordos internacionais". Uau! Abaixo explico que acordos são estes. Além disso havia também concessões de rádio (ÊPA), e regulamentação da profissão de cabelereiro.


- a matéria passa a informação de que 35 deputados "assinaram a lista de presença e foram embora". O repórter entrevistou o deputado que presidiu a sessão e que garantiu estar tudo dentro do regimento, e diz (genericamente) o óbvio: que o debate dos projetos com a presença dos demais deputados é sempre bom.


Uau! Com todo o respeito à profissão de cabelereiro, depois do projeto apresentado e relatado, não consigo imaginar intermináveis debates na CCJ sobre a constitucionalidade de um projeto destes (e seria a mesma coisa com a maioria das profissões).


- Para fechar, entrou no ar a opinião de um "especialista", um cientista político escolhido para respaldar a opinião que a Globo queria passar ao público, dizendo: "Soa como um deboche, um desprezo pela opinião pública. Uma afronta!... desqualifica toda instituição!".


Pronto! O Merval Pereira e o Alexandre Garcia já podem decretar seu AI-5 em editorial para fechar a Câmara!


No telejornal da meia-noite, mais 1 minuto e meio da mesma ladainha, com William Waack dramatizando em tom severo: "... deputados acharam engraçado aprovar mais de uma centena de projetos em 10 minutos..." e blá-blá-blá.


No jornal "O Globo", em papel e na internet, saiu o listão dos deputados "cassados pelo AI-5" decretado pelo jornalismo da Globo (repare acima do título a palavra "descaso"):

Entre os nomes (a maioria influentes de todos os partidos, tanto governistas como da oposição), deputados atuantes e que trabalham muito. A matéria publicada como se fosse uma negligência gravíssima, tem a clara função de perseguição, de intimidar, ameaçar quem cometeu algum "descaso" contra algum interesse contrariado das Organizações Globo, e não descaso com o eleitor.


A verdade sobre a insignificância do fato


A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara teve reunião na manhã de 5a. feira.


A pauta da reunião estava pré-determinada, com os "118 projetos" (confira aqui).


Não havia nenhum projeto polêmico. Praticamente todos consensuais. Alguns mera homologação de atos administrativos corriqueiros. Outros com parecer técnico e jurídico do relator para aprovação da constitucionalidade, para depois irem a voto no plenário da Câmara.


Os acordos internacionais são do tipo "Cooperação Cultural entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo de Belize". Nada a ver com entrada no Mercosul ou coisas complexas. Ou seja, a sessão iria apenas homologar a aprovação do que já estava decidido na pauta que seria aprovado, praticamente por consenso.


Os 35 deputados deram quórum e foram exercer outras atividades parlamentares fora da CCJ, como se deixassem uma procuração com o voto pela aprovação do que estava na pauta. Nada de errado.


Nenhum mal uso do dinheiro público, ninguém estava gazeteando, nada contrário aos interesses dos eleitores que eles representam. Cumpriram com seu dever e aumentaram sua produtividade parlamentar indo exercer outras atividades.


A Globo ficou nervosa por que?


Como jabuti não sobe em árvore, qual é o interesse contrariado da Globo, para ficar tão irada?A constitucionalidade da profissão de cabeleireiro, não deve ser.


Há, entre os 118 projetos, diversas renovações e algumas outorgas da concessão de rádios comerciais, a maioria do interior, outras de capital, mas rádios que já existem e estão apenas renovando o período da concessão. Nada que pareça ser ameaçador para a Globo. Há diversas outorgas de novas rádios comunitárias. Os barões da mídia sempre foram contra rádios comunitárias, mas será que pequenas rádios de comunidades são o suficiente para tamanha virulência contra os deputados?



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Execução só é crime para os “outros”?




Nas últimas 24 horas, foram excutadas três pessoas, por sentença judicial.


Uma no Irã: um jovem de 17 anos condenado por homicídio . Outra na China: um paquistanês condenado por tráfico de drogas.


Ambos os países merecem, por conta destas execuções, condenações internacionais por atentarem contra os direitos humanos.


A terceira pessoa foi executada nos Estados Unidos.


Troy Davis, um homem negro de 42 anos, foi condenado à morte em 1991 pelo homicídio do policial Mark Allen Macphail em Savannah, no estado da Geórgia. Sete das nove testemunhas-chave do julgamento de Davis retiraram ou alteraram o seu testemunho, algumas alegando coerção policial.


As dúvidas fizeram um milhão de americanos, entre eles o ex-presidente Jimmy Carter, e o próprio Papa Bento XVI pedirem a suspensão da excução. Inutilmente: Davis foi executado esta madrugada.


Direitos humanos e valores da civilização, para que se exija seu respeito universal, devem ser, também, universais.


Não podem valer só “contra” os países que destoam do coro ocidental e não valer contra o mais poderoso deles. E ainda mais quando este se arroga o direito de “polícia do mundo” a pretexto de defendê-los.


Herança maldita de FHC:Só faltou dar nome ao bois




STJ condena 15 por fraude no caso Banestado


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou condenação criminal, por gestão fraudulenta e evasão de divisas, de 15 envolvidos no caso Banestado - dirigentes e assessores do antigo Banco do Estado do Paraná. A decisão, do último dia 13, é da 5.ª Turma de ministros do STJ, que manteve penas que variam de cinco anos e dez meses a quatro anos e um mês de reclusão - originalmente mais elevadas, em sentença de 2004 do juiz Sérgio Fernando Moro, da 2.ª Vara Criminal Federal em Curitiba.


Moro, especialista em ações sobre crimes financeiros, autorizou toda a investigação que levou à descoberta do rombo no Banestado. A Polícia Federal calcula que US$ 24,059 bilhões foram enviados para fora do País por meio de contas de residentes no exterior (contas CC5), no período de abril de 1996 e janeiro de 2000.(DEZ VEZES A ROUBALHEIRA NO TURISMO E NO TRANSPORTES).


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Estadão manipula imagem contra Lula



Saiu no Tijolaço, de Brizola Neto:


A capa do Estadão online é uma incrível expressão de um desejo mal contido de nossa grande imprensa. Olhem aí ao lado, como Lula sofre o “ataque” de um manifestante que participava do “protesto” que “tumultou” a cerimônia de entrega do título de “Doutor Honoris Causa” ao ex-presidente na Universidade Federal da Bahia.


O jornal transforma reivindicação – 10% do PIB para a Educação, algo mais do que justo que se peça numa Universidade – em protesto e o sucesso do ato em tumulto. É só ler como são descritos o “protesto” e o “tumulto” pelo próprio jornal, lá na matéria:

Como não havia espaço no salão onde ocorria o evento, os estudantes tiveram de ficar do lado de fora. Depois, conseguiram entrar no salão, onde acompanharam o fim das homenagens a Lula e voltaram a gritar palavras de ordem – enquanto pegavam autógrafos do ex-presidente nos próprios cartazes nos quais estavam escritas as reivindicações.


Portanto, a foto registra o momento em que o ex-presidente era “agredido” por um manifestante com um aperto de mão, depois de “ter sido obrigado” pelos estudantes a autografar seus cartazes.


Compare os fatos, agora, à impressão que você mesmo teve da foto e veja o critério da edição.
Em tempo: é esse mesmo Estadão de um certo Gandour que, uma vez, manipulou uma foto para dizer que Lula tinha beijado uma fã na boca. Eles fazem qualquer coisa.



Salomé desmente Chico Anysio





- Alô Dilma? Aqui é a Salomééé...


- Vi no Jornal Nacional, da Globo... você com o Obama! Você está nos Estados Unidos? ... Não diga!


- Durante as eleições do ano passado, o Chico Anysio disse numa rádio de Belo Horizonte que, se você botasse o pé em Miami, ia ser presa!


Esse diálogo é fictício e claro que nunca foi ao ar. É uma paródia do quadro da personagem Salomé interpretada por Chico Anysio no programa humorístico Zorra Total da TV Globo.


Mas Chico Anysio disse essa barbaridade na rádio Guarani FM, em 12 de junho de 2010, e de forma séria, como se fosse verdade (relembre aqui).


Essa mentira começou a ser espalhada por email como parte da campanha de baixarias a favor da candidatura de José Serra (PSDB/SP) em 2010.


Não há registros de que o humorista tenha se retratado por espalhar uma mentira destas, de forma irresponsável até para a própria imagem dele.


Naquela época, já era público e notório que Dilma, quando ministra, já havia visitado os Estados Unidos várias vezes.


Aviso prévio passa a ser de 30 a 90 dias




Provocada pela recente polêmica criada pelo Supremo ao reconhecer que o aviso prévio não podia ter a mesma duração de 30 dias, sem respeitar a proporcionalidade estabelecida na Constituição, a Câmara votou hoje, finalmente, um projeto do Senado de 1989 (!!!) regulamentando o aviso prévio proporcional.


O texto é muito simples – 30 dias para todos, como hoje, e mais três dias por ano trabalhado, num limite de 60 dias, perfazendo um máximo de 90 dias.


Havia uma enorme quantidade de emendas e conseguiu-se um acordo para todas serem retiradas.


Assim, o projeto não volta ao Senado e pode ser sancionado pela presidenta Dilma sem mais demora.



Vale envolvida em corrupção tucana no governo Aécio: grilagem de terras públicas com jazidas de ferro




O governador Anastasia e o ex-presidente da Vale Roger Agnelli, em recente convênio.



A mineradora, através de suas subsidiárias e controladores financiaram a campanha tucana de Minas, em 2010, com pelo menos R$ 7,25 milhões


Na terça-feira (20), a Polícia Federal de Montes Claros (MG) desbaratou uma organização criminosa que atuava há anos na grilagem de terras públicas do governo de Minas Gerais com jazidas de ferro.


O esquema era uma espécie PPP (Parceria Público-Privada) da corrupção:


1) Servidores do órgão estadual do governo de Minas responsável pela reforma agrária, o ITER/MG (Instituto de Terras de Minas Gerais) transferiam a posse das terras do estado para “laranjas”, que jamais tinham sido proprietários ou possuidores de terras na região;


2) A seguir, numa outra operação fraudulenta, o "laranja" vendia a terra a um intermediário, tal como um corretor de imóvel rural;


3) O intermediário fechava o ciclo do esquema, revendendo a terra para grandes mineradoras;


Segundo a Polícia Federal, para fazer a fraude da grilagem, os criminosos cometeram os delitos de:


- falsificação de documentos públicos e particulares;


- falsidade ideológica;


- corrupção ativa e passiva;


- formação de quadrilha- e lavagem de dinheiro.


O principal alvo dos criminosos eram vastas extensões de terras públicas no extremo-norte do Estado de Minas Gerais (principalmente nos municípios de Rio Pardo de Minas e Indaiabira), onda há jazidas, recentemente descobertas, estimada em 10 bilhões de toneladas. A operação atingiu várias cidades, com diligências policiais em Belo Horizonte, Oliveira e Divinópolis, em Rio Pardo de Minas, Salinas, Serranópolis de Minas, Taiobeiras, Janaúba, Curvelo.


Sequestro de R$ 41 milhões pagos pela ValeSegundo documento do Ministério Público (MP), “em apenas um dos casos sob investigação, a Vale S/A comprou – efetuando pagamento único e em espécie – vasta extensão de terras subtraídas criminosamente do Estado de Minas Gerais pelo espantoso valor de R$ 41 milhões”.


A operação financeira foi detectada pelo COAF em 28 de agosto, segundo o MP.


A Justiça determinou o sequestro deste dinheiro.


Dois prefeitos do DEM suspeitos de integrarem o esquema criminosoO Ministério Público pediu o afastamento dos prefeitos de Indaiabira, Marcus Penalva Costa (DEM) e de Vargem Grande do Rio Pardo, Virgílio Penalva Costa (DEM). Ambos são suspeitos de integrarem o esquema.


Corrupção tucana no alto escalãoCom a operação atingindo em cheio o ITER/MG, o governo tucano de Antonio Anastasia afastou ontem o secretário de Regulação Fundiária, Manoel Costa.



Leia também:








segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Por que o jatinho do Aécio e do dono da Globo não pagam impostos?




O consumidor da CEMIG que abre sua conta de luz vê a garfada que os governos tucanos de Aécio Neves e Antonio Anastácia dão nos seus bolsos, não só na tarifa, como também no ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre eletricidade.


Já o AeroAécio, o jatinho da família do Senador Aécio Neves (PSDB/MG) não tem que pagar o imposto.


Qualquer cidadão que compra um carro popular financiado em 60 meses, paga o ICMS.


Já o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, importa um jatinho, ou melhor, jatão de 19 lugares, cujo preço atual passa dos 60 milhões de dólares, sem ter que pagar ICMS.


É essa mesma gente que é contra aumento de impostos para os ricos, de forma a financiar o SUS, melhorar a educação e os empregos, aumentar o salário mínimo e as aposentadorias, erradicar a pobreza.


O pulo do gato da turma dos jatinhos e helicópteros está em fazer leasing internacional.


As leis e normas brasileiras determinam que tem que pagar o imposto, mas os ricaços contestam a constitucionalidade, e conseguem não pagar, graças a uma liminar do STF assinada por Gilmar Mendes em favor da empresa Alphavile Urbanismo no leasing de um avião importado (confira aqui). Isso foi em outubro de 2007. Em 2008, a decisão foi referendada por outros Ministros do STF. Enquanto os ricaços não pagam, a confusão sobre a cobrança ou não do ICMS sobre jatinhos continua até hoje no STF.



O “cansei” dos EUA é forte também




Semana passada, o presidente Barack Obama lançou seu plano contra o desemprego que assola os EUA. Previa uma série de desonerações fiscais para qeu as empresas pudessem contratar mais, mas também definia aumento de impostos sobre as faixas de renda mais altas, acima de US$ 250 mil anuais.

Obama diz que dará amanhã os detalhes destes aumentos, mas o assunto já provoca reações negativas mesmo dentro do Partido Democrata.

Claro que, dos republicanos, já se esperava a grita: seus líderes estão chamando de estímulo à “luta de classes” a política, que leva o nome de “Regra Buffett”, uma referência ao bilionário Warren Buffet, que sugeriu, num artigo, que os super-ricos estão sendo “mimados” com baixos impostos.


Mas lá, como aqui, para cada Warren Buffet há centenas de porta-vozes de uma camada empresarial e de classe média que preferem o caos e mais alguns dólares de imposto sobre as altíssimas rendas. É bom lembrar – o pessoal do nosso “Movimento Cansei” cansa de esquecer – que o imposto de renda nos EUA é mais alto do que no Brasil, para quem ganha acima de R$ 12 mil por mês. E que o plano de Obama atinge também empresas de setores altamente lucrativos, como o petróleo.


Parece haver, por isso, dissenções dentro da base de apoio a Obama. As eleições congressuais são, também, em 2012 e há quem não queria se indispor com ninguém.


De outro lado, Obama não é mais um trator eleitoral entre as classes populares, como mostra a série de pesquisas da Gallup. Entre os norte americanos negros e, sobretudo, entre os de origem hispânica – latina seria mais bem dito – sua aprovação tem caído de forma expressiva, e hoje ele tem o seu mais baixo índice (39%), contra 52% que o reprovam.

Vai ser uma longa batalha e, talvez, a chance derradeira de Obama recuperar o apoio que teve em sua primeira eleição.


E difícil que isso ocorra, porém. Obama mostrou, ao longo de três anos, que tem mais apetite pela concessão do que pelo enfrentamento. E isso talvez lhe seja eleitoralmente fatal.


É proibido ser Político Ficha Limpa em Pirabas (Pará): Entrevista com o vereador que denunciou corrupção na prefeitura e foi cassado pela Câmara

ANANINDEUADEBATES
Opinião,Pensamentos e Política

Vereador Edinal Oliveira Reis (Naldo)





Ananindeuadebates - Vereador por que o senhor foi cassado?
Vereador Naldo – Por está cobrando e fiscalizando o poder executivo e Legislativo, pois ambos já estão denunciados ao TCM e Ministério Público, foi uma forma de me fazer calar.


AD - O Senhor apresentou provas na imprensa sobre corrupção que estaria sendo realizada pelo prefeito?
VN - Sim, foi entregue a imprensa um dossiê contendo provas dos indícios de irregularidades, após entregar ao TCM e ao MP e também a CGU e MPF.


AD - O Ministério Público já se posicionou?
VN – Em alguns casos sim, mas não energicamente nos outros, casos que requer o afastamento do Prefeito para uma investigação mais profunda, é comprovado in loco o desvio de verbas públicas e o descaso com obras e serviços a população, e por que é inviável o pedido a Câmara.

AD -Quantos vereadores têm na Câmara de Pirabas, e quantos votaram a favor da sua cassação, ?
VN- 9 Vereadores, somente 08 participaram da sessão e 07 votaram a favor. Foram eles:

1- VEREADOR AMARILDO DE JESUS FERREIRA PEREIRA (PR) - PRESIDENTE - Tem Três Carros na Garagem, Paga aluguel de Casa R$1, 500,00, Não Presta Conta de Valor de Repasse da Prefeitura e nem os Gastos da Câmara e Recentemente foi Condenado a 8 anos e 6 meses de Prisão por Receptação de Furto de Veiculo, agora em Abril/2011, verificar Site do TJE/PA.


2- VEREADOR RAIMUNDO TADEU FREITAS DA ROZA (PMDB) - 1º Secretário - Tem seu Pai (MARIANO), Contador da Prefeitura, Carretinha de Som alugada para a Prefeitura e outras Barganhas.


3- VEREADORA ARANILDES OU IRANILDE BARROS DA COSTA (PT) - 2ª Secretária, não tinha nada, hoje tem até Ônibus alugado para a Prefeitura e outras Barganhas.


4- VEREADOR FRANCISCO RIBEIRO JUNIOR, JUNIOR CONTADOR (PR), Foi Contador da Administração Passada e não se tem boas informações a seu Respeito e de sua Esposa que era Secretaria de Finanças no mesmo período e dizem que Eles moram na Cidade de Vigia e tem outras Barganhas.


5- VEREADOR ANTONIO MENEZES DO NASCIMENTO DAS MERCES, TONHÃO (DEM) - Esta sendo Processado pela BV Financeira, já com Busca e Apreensão, também tem suas Barganhas.(TJE/PA)


6- VEREADOR JANILSON MATOS DOS SANTOS (PSDB) - Assinou as Denuncias e Fez severas Acusações ao Poder Executivo e hoje faz parte da Base Aliada, por que será?


7- VEREADOR RAIMUNDO NONATO MACIEL (PMDB) - Desde Março de 2009 exigia a Moralidade na Câmara, mas tem sua Esposa, JOANA DARC MACIEL e sua Cunhada, M. RUTH F. OLIVEIRA - ME no Bojo do Processo, DOSSIÊ contra a Prefeitura e Câmara entregues aos Órgãos e a Própria Imprensa, pois é por essas e outras Situações Comprovadas in Loco e a Comprovar, estes mesmos querem me Cassar por DIFAMAÇÃO E CALUNIA, se falar a Verdade com Documentos, Informações Concretas de Pessoas Idôneas, Darem Informações e Orientações ao Povo, Cobrar e Fiscalizar os Poderes Executivo e Legislativo e Denunciar as Irregularidades cometidas, a Punição for a Cassação, Eu sinceramente não sei o que é mais Política, pois se as Barganhas e a Conivência for a Premiação, Eles estão muito Bem.

AD- Esses vereadores argumentaram porque votaram a favor da sua cassação?
VN – O argumento utilizado foi que eu estava difamando e caluniado-os, mas como se tudo que falei é comprovado com documentos, inclusive alguns estão em Anexo.


AD - Quais as medidas judiciais e políticas que o senhor está tomando para anular a sua cassação?
VN – Entrei com pedido de reintegração através de um mandato de segurança, junto ao fórum de Santarém Novo, responsável pela nossa comarca, e politicamente usarei a celebre frase do Zagalo “Vocês terão que me engolir”.

Prefeito de Pirabas Luiz "Labioso"



AD - O prefeito de Pirabas é corrupto?
VN – O Prefeito Luiz Claudio Teixeira Barroso do PMDB tem responsabilidade fiscal, improbidade administrativa, pois desde o inicio tem cometido irregularidades que vai do nepotismo ao enriquecimento ilícito, comprovado in loco e a comprovar pelos órgãos competentes do Estado e da União.


Também já é comprovado in loco pelo seu passado pregresso a frente da Associação dos Moradores de São João de Pirabas, e aguardamos a comprovação pelos órgãos com todas as provas elencadas e entregues para inspeção e investigação e inclusive há processos que estão sob segredo de justiça, agora compete ao poder judiciário julgá-lo, e ao povo avaliá-lo em 2012.

AD - E a vice-prefeita Lucia Mercês da Costa do PT está envolvida?
VN - Não, ela rompeu com o prefeito logo no início da gestão, inclusive já fez denúncias ao Ministério Público.


AD - O Senhor está sendo ameaçado de morte por ter feito essas denúncias?
VN - Sim, sem sombra de duvidas, pois o Autor (João Serafim (VULGO JIBOIÃO)) do Atentado contra minha Esposa e Agressão a minha Filha Adolescente, é Cunhado do Prefeito Claudio "Labioso" Barroso do PMDB, nada contra o Partido, mas tem umas Peças que não fazem JUZ aos Votos recebidos.


Obs. O Vereador foi reintegrado a Câmara de Vereadores de São João de Pirabas via ação judcial.


Documentos anexos enviados pelo Vereador Naldo ao Blog.


domingo, 18 de setembro de 2011

A mão que lava a outra; a mídia e o governo de SP


Por Rodrigo Viana



A mão que lava a outraPor Mino Carta, da Carta Capital


Estava o acima assinado no luminescente palácio do Ministério das Relações Exteriores em Brasília na noite de gala de 1º de janeiro de 2011, festa da posse da presidenta Dilma Rousseff, e eis que sai da salinha vip, reservada aos cumprimentos dos graúdos, o governador Geraldo Alckmin. E me cai nos braços, como sonha Cavaradossi ao recordar Tosca, fundo musical de Puccini.


No caso, em lugar da ficção operística, invoco a verdade factual. O governador reeleito e reempossado naquele mesmo dia, surpreende-me por estar já na capital da República e ainda mais por me abraçar com tamanha simpatia. O que, sublinho, não me desagrada. Vem atrás dele o senador Aloysio Nunes Ferreira, o qual, de rosto lívido, incumbe-se de restabelecer as distâncias ao produzir um aceno soturno a transparente contragosto. O que também não me desagrada.


O senador Aloysio esqueceu momentos passados à beira da mesa de debates do programa Jogo de Carta da TV Record, que conduzi de setembro de 1984 a abril de 1987. Estávamos ainda a caminho da eleição indireta que levaria Tancredo Neves à Presidência e eu reunia frente a frente tancredistas e malufistas. Aloysio estava do lado oposto a Gastone Righi e este, aos berros, partiu para os impropérios, entre outros, audíveis em Pindamonhangaba, “cachorro” e “macaco”. Presa de palidez freudiana (de Lucien Freud), encolhido na cadeira, Aloisio não conseguia articular um revide. Ergui-me do assento central e berrei mais alto na direção de Righi: “Cale-se! No meu programa ninguém grita e ofende os adversários!” Tive pleno sucesso.

Na noite de Brasília, o governador talvez tenha me confundido com outrem, só posso dizer que sempre o tratei com o devido respeito. O senador, no entanto, não se confundiu. De todo modo, se a simpatia de Alckmin foi autêntica, sei que não é compartilhada por outros inúmeros tucanos. Por exemplo, CartaCapital foi praticamente ignorada pela publicidade governista durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso e em São Paulo só teve vez enquanto Mário Covas viveu. A isonomia que passou a ser praticada pelo governo Lula na distribuição de anúncios, e agora pelo governo Dilma, nunca deixou de contar com as críticas, às vezes ásperas, de alguns guardiões da moral, perdão, da Moral, tidos como jornalistas.


Neste exato instante, recebemos a informação de que, na esteira do ex-governador José Serra e do seu ex-secretário da Educação Paulo Renato, o atual presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), José Bernardo Ortiz Monteiro, acaba de renovar contratos para o fornecimento de assinaturas com as revistas Época, IstoÉ e Veja, e os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo pelo valor total de 9 milhões de reais e alguns quebrados. Não houve licitação, está claro, assim como está que CartaCapital foi excluída mais uma vez.


Há toda uma longa tradição de mamatas, como outrora se dizia, a caracterizar a relação entre poder e mídia, esta que incessantemente clama por sua liberdade de fazer o que bem entende, inclusive assaltar a verdade factual de todas as formas possíveis. Só para citar as mais recentes, repito, mamatas, evoco o aval da ditadura ao acordo entre a Globo e Time-Life, para que logo em seguida fosse proibido qualquer acerto do mesmo gênero. Tivemos, sempre à sombra do regime de exceção, as generosas operações da Caixa Econômica Federal em benefício do Estadão e da Editora Abril, esta retribuída por minha saída da direção de Veja, voluntária aliás, por recusar um único escasso tostão dos patrões, ao contrário do que se lê até em livros.


E lá vem a história da Gazeta Mercantil, que lançou debêntures prontamente adquiridas pela Previ para que em suas mãos virassem letras mortas, enquanto o jornal ocupava por aluguel irrisório espaço confortável no prédio da Funcef. Ah, sim, debaixo do governo FHC registramos várias situações impagáveis, a começar pela privatização das teles em 1998, a favorecer Globo, Estadão e Abril. Não deixa por menos, em matéria de mamata, a linha de financiamento criada pelo BNDES- para salvar a Globo. Enfim, no ocaso da Presidência do príncipe dos sociólogos, a aprovação de lei que permite o investimento- de até 30% de capital estrangeiro nas nossas- empresas midiáticas, àquela altura- com a água pela garganta.


CartaCapital tem boa memória, mas não se queixa. Fizemos nossas escolhas cientes dos riscos a correr no país dos herdeiros da casa-grande e da senzala. E não perco a oportunidade para confirmar o que já sustentei neste mesmo espaço: o mundo, até este dos dias de hoje, não é todo igual. Não há notícia, para ficar no assunto, de que ministros da Educação de países democráticos e altamente civilizados comprem lotes substanciosos de assinaturas de jornais e revistas em proveito do progresso cultural de professores e alunos. Mas é óbvio que os objetivos das autoridades paulistas são outros e que a opinião de CartaCapital nunca esteve e nunca estará à venda.


Leia outros textos de Outras Palavras


Dias e o mensalão, na Carta: onde estão as provas ?



O Conversa Afiada reproduz texto de Mauricio Dias, na coluna Rosa-dos-Ventos, na CartaCapital:



por Mauricio Dias


Foi encerrada, dia 8 de setembro, a penúltima etapa desse tortuoso episódio do esquema de compra de votos de parlamentares, batizado de “mensalão”, que, em 2005, deu munição à oposição para tentar o impeachment do então presidente Lula.

Após as alegações finais dos réus, apresentadas até a data-limite de 8 de setembro, resta agora o voto de Joaquim Barbosa, relator do processo, e a decisão do Supremo Tribunal Federal. Há previsão de que isso ocorra no primeiro semestre de 2012.


O ministro Joaquim Barbosa tem uma batata quente nas mãos. Advogados de defesa dos dois principais atores desse processo, os ex-deputados Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, e José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil na ocasião, perguntam pelas provas capazes de sustentar o discurso da acusação de que o “mensalão” existiu. Eles garantem que não encontraram.


A defesa de Jefferson tem mais de 1,6 mil páginas. Nelas, ele reitera a denúncia do pagamento, em troca de voto, a parlamentares de partidos da base aliada. Exceto para o PTB, porque o partido não precisaria ser cooptado, “pois fazia parte da base aliada”. Se o argumento valer para Francisco, deve valer para Chico.


Foram denunciados nove parlamentares da base aliada e, estranhamente, um integrante da oposição, além de seis do PT. Por que esse grupo de petistas e aliados teria de ser cooptado?
Jefferson responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. No segundo caso, a defesa puxa o tapete da Procuradoria-Geral da República: “Se não sabe o acusador a origem daquele recurso, como afirmar que é ilícito e, por isso, atribuir ao defendente que se empenhou no seu branqueamento ou lavagem?”


Os advogados sustentam que “o acordo político para as eleições municipais de 2004 envolveu doação financeira” do PT para o PTB “da ordem de 20 milhões de reais”. Eles alegam que “é recurso lícito, fonte de arrecadação prevista em lei”.

Alegam, mas também não provam: “A origem desses recursos, em sua integralidade, ainda não foi identificada” e as acusações de Roberto Gurgel, procurador-geral da República (PGR), segundo eles, “são claramente improcedentes e destituídas de fundamento fático”.
A ausência de fatos é o problema. Muito pouco da acusação vai além do palavrório, derramado em mais de 45 mil páginas.


Seria a falta de fatos que teria levado a PGR, conforme a página 6 das alegações finais reveladas pelos advogados de José Dirceu, a um apelo patético ao STF: puna-se o ex-ministro para servir de exemplo?


O argumento é desqualificante. Mas não é o único apontado nas 162 páginas construídas para a defesa de Dirceu.


A denúncia garante que o núcleo central da quadrilha supostamente chefiada por Dirceu “firmou acordo com Roberto Jefferson, em 2004, para que este, mediante recebimento de dinheiro, votasse a favor do governo, em 2003, nas reformas da Previdência e tributária”.
A PGR comete mais um erro gritante na folha 2, item número 2, quando afirma que o STF também recebeu denúncias contra Dirceu por “crime de peculato”. Essa acusação foi rejeitada pelo Supremo em 2010.


Talvez o trabalho da acusação pudesse ser simplificado se o procurador-geral tivesse desistido da tese de “formação de quadrilha”, de grande efeito histriônico e nenhuma consistência, e procurasse provar um crime mais óbvio: formação de caixa 2 com dinheiro de origem ilícita para atender aos objetivos eleitorais do PT e aliados.

Dilma fixa regras mais duras para organizações não-governamentais



A presidenta Dilma Rousseff decidiu endurecer as regras para assinatura de convênios entre os ministérios e organizações não-governamentais (ongs) do País. O objetivo é diminuir fraudes e desvios de recursos para entidades de fachada. Um novo decreto sobre o assunto deve ser publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.


Segundo o iG apurou, a decisão foi motivada sobretudo após a Operação Voucher, da Polícia Federal, realizada em 9 de agosto deste ano. De acordo com as investigações, cerca de R$ 4,5 milhões do Ministério do Turismo foram desviados por meio de um convênio com a ong Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).


Na oportunidade, a PF prendeu 36 pessoas, entre elas o então secretário-executivo do Turismo Frederico Silva da Costa. O caso ajudou a desgastar a imagem do então ministro Pedro Novais. Na quarta-feira passada, ele acabou demitindo-se após a revelação de que pagou uma governanta para sua casa com recursos da Câmara dos Deputados.O deputado Gastão Vieira (PMDB-Ma) assumiu o lugar de Novais na sexta-feira.


Mesmo antes da Operação Voucher, Dilma já pensava em endurecer as regras para assinaturas de convênios com ongs. A Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) já haviam revelado uma série de irregularidades, fraudes e desvios. O governo também decidiu dificultar a liberação de recursos para ongs, o que gerou reclamações da base aliada no Congresso.


Principais pontos do decreto


A reportagem do iG teve acesso aos pontos mais importantes do decreto na sexta-feira. Além da CGU, participaram da elaboração do texto final a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Secretaria-Geral da Presidência República. A coordenação coube à Casa Civil.


Por ordem expressa de Dilma, o decreto prevê que todos os convênios terão de ser assinados por ministros ou dirigentes de autarquias. Desde Operação Voucher, a presidenta já vinha dando essa recomendação informalmente. A partir desta segunda-feira, será obrigatório a assinatura do ministro. O objetivo é aumentar a responsabilidade dos comandantes das pastas.


O decreto também prevê que somente ongs com mais de três anos de experiências na área específica do objeto poderão firmar convênios com o governo. Isso ajudar a evitar a contratação de ongs de fachada. Mais. Todos os convênios também terão de ser precedidos por chamamento público _neste caso, deverá ser publicada ainda uma portaria definindo os detalhes.


Segundo o decreto, a Secretaria Geral da Presidência da República, hoje sob o comando o ministro Gilberto Carvalho, terá papel de destaque. A pasta será responsável por formar uma comissão com representantes de sete ministérios e de sete entidades da sociedade civil. O grupo fará a revisão de convênios, os contratos de repasses e os termos de parceria. Com informaçoes do IG.

Por




Índio da Costa, o político 10 real




Índio da Costa reapareceu no noticiário com mais uma de suas ideias geniais. Depois de conversar com o cacique Jilberto Caçab, ele resolveu promover um curso relâmpago para potenciais vereadores do PSD no Rio de Janeiro.


Entre os interessados, compareceram desde juízes de futebol (cansados de serem chamados de “fdp” e “ladrão”) a passistas de escola de samba (que só têm emprego garantido no mês de fevereiro). O sucesso foi tanto que Índio da Costa já planeja lançar o curso à distância, especialmente para blogueiros “independentes”, tuiteiros profissionais, marqueteiros políticos e especialistas em “social media”.


O que foi realmente espantoso foi o preço do curso. Eu já tinha ouvido falar de artista “déiz real”. Já tinha ouvido falar até em jornalista “déiz real”. Mas vereador “déiz real” é novidade. Aliás, uma novidade preocupante para os cofres públicos, já que o vereador “déiz real” é treinado para roubar “déiz milhão de real”…


Do blog Revista Piaui



A Veja mente, simplesmente




A Veja, que se aposentou do jornalismo para dedicar-se a arte da intriga e da difamação, publica uma matéria em que afirma que eu e o deputado Paulo Pereira da Silva estivemos com o chefe de Gabinete da Presidenta Dilma Roussef, Gilles Azevedo, elencando “suspeitas de irregularidades no ministério” do Trabalho. Estive com Gilles, como várias vezes faço, pois se trata de um velho amigo, discutindo política. Não fui a ele com o deputado Paulinho, não discuti assuntos de ministério algum e não tenho nenhuma posição administrativa lá dentro do Ministério do Trabalho que me permitisse, se houvesse, saber de qualquer assunto que não seja público. Fui procurado por um repórter da Veja e, mesmo com toda a consideração pessoal ao profissional que me procurou, não conversei com ele.


Os leitores deste blog sabem que não trato de questões partidárias aqui, nos jornais e muito menos através da Veja ou de qualquer dirigente de Governo. Se a revista tem fatos e provas contra alguém, é seu direito e dever publicar. Mas não me coloque no meio de suas intrigas. Aliás, lamento que diante da Veja não se possa conversar sobre coisa alguma, nem sobre resultado de jogo de futebol


'Don't mess with Dilma': 'Dilma Dinamite' é capa da Newsweek




A presidente Dilma Rousseff é capa da próxima edição da revista 'Newsweek' internacional e da edição nacional americana. É a primeira vez que há destaque em mais edições da publicação para uma capa sobre o Brasil. A revista deve chegar às bancas nesta semana.

Com o título 'Don't mess with Dilma' (em tradução literal 'Não mexa com a Dilma'), a reportagem principal aborda o governo, a história política e também a vida pessoal da presidente.A revista cita detalhadamente o crescimento econômico do Brasil e a participação de Dilma nesse processo de mudanças, iniciado com a gestão Lula. O assunto é endossado pela frase do presidente dos EUA, Barack Obama, quando esteve no Rio de Janeiro em março deste ano, dizendo que o Brasil era o país do futuro. Dilma será a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU, fato descrito como positivo e influente.


Na matéria, a presidente afirma saber do potencial brasileiro e pergunta ao repórter da 'Newsweek' se ele sabe qual é a diferença entre o Brasil e o resto do mundo. A própria Dilma responde dizendo que, em nosso País, os instrumentos de controle políticos existentes são fortes o bastante para combater um crescimento mais lento ou até a estagnação da economia mundial - diferente de outros países. Segundo Dilma, o Brasil pode cortar as taxas de juros porque fez um empréstimo cauteloso e tem um Banco Central rígido.


Na entrevista, Dilma confessa que, quando criança, queria ser bailarina ou bombeira. Para ela, uma menina querer ser presidente é um sinal de progresso. Dima também fala sobre sua passagem pela prisão, época em que fazia parte de um grupo revolucionário político, e que, por conta disso, aprendeu a ter esperança e paciência.


A presidente Dilma Rousseff vai receber o prêmio Woodrow Wilson Public Service Award, na próxima terça-feira, 20, em jantar no Hotel Pierre, em Nova York. A premiação também já foi concedida a Lula, em 2009.


Informações Estadão


Jefferson, pai do “Mensalão”, nega tudo – quem vai pedir o teste de paternidade?




Foi pelo twitter que recebi a notícia: o @emeluis anunciava (entre irônico e estupefato) que a defesa de Bob Jefferson apresentada ao STF já estava disponível na internet, num site especializado em assuntos jurídicos. Fui olhar, e chamou-me atenção o último parágrafo: “Sobre a acusação do MP, a defesa de Jefferson seguiu o mesmo tom dos demais acusados: é incompleta e faltam provas. Trata-se, segundo a petição, de uma acusação “puramente retórica” e “sem argumentos fáticos”. Não há na acusação, segundo a defesa de Jefferson, nada que prove a existência do mensalão, ou de algum esquema de lavagem de dinheiro para a compra de votos parlamentares.” (grifo meu, RV).


Dividi com os leitores no twiter minha surpresa: ora, se Bob Jefferson (que era o principal denunciante do chamado “Mensalão”) nega que haja provas do referido esquema, então sobra o que? Claro, sobram evidências de caixa 2 na contabilidade petista, e nas estranhas relações com Marcos Valério. Caixa 2 é ilegal. E deve ser punido. Mas é muito diferente de “Mensalão” - esquema sistemático de compra de votos no Congresso, como dava a entender Bob Jefferson na tal entrevista à Folha que foi serviu como estopim do escândalo.


Em 2005, a velha imprensa tentou provar que o tal “Mensalão” era “o maior escândalo da história do Brasil”. Franklin Martins era comentarista da Globo. E eu era repórter da Globo em São Paulo. Na redação, era nítido que os comentários de Franklin destoavam da cobertura da emissora – claramente dirigida. A Globo, em suas “reportagens” diárias – jogando de tabelinha com ACM Neto e outros gigantes da moralidade - martelava o “Mensalão” como fato consumado. Aí Franklin entrava no ar e dizia que o “Mensalão” precisava ser “provado”. Foi um dos motivos que levaram Ali Kamel a rifar Franklin no início de 2006 – aquele tormentoso ano em que Lula conseguiria a reeleição.


Foi aquela campanha desenfreada para derrubar Lula em 2005 (e que só não foi adiante porque FHC teve a brilhante idéia de “sangrar” o presidente até a eleição, para evitar o “trauma” de um impeachment) que levou o deputado Fernando Ferro (PT-PE) a ir à tribuna e cunhar a expressão “Partido da Imprensa” para se referir à máquina que tentou derrubar Lula. Paulo Henrique Amorim aproveitou o discurso de Ferro, e acrescentou “Golpista” à expressão (uma referência histórica ao papel que a mesma imprensa cumprira em 1954, no suicídio de Vargas; em 1961, no veto à posse de Jango, só garantida após a resistência de Brizola com a Legalidade no sul; e em 1964, com o golpe largamente apoiado pela velha mídia). Assim, nasceu o PIG.


O PIG foi a mãe do “Mensalão”. E Bob Jefferson, o pai. Bob Jefferson agora nega o “Mensalão”. Quem vai pedir o teste de paternidade? A “Folha”, Kamel, ou Diogo Mainardi (o colunista fujão)?


Quando escrevi sobre essas coisas no twitter, recebi da doutora Janice Ascari um puxão de orelha; ela lembrou que todo réu, sempre, nega o crime de que é acusado. Bob, denunciante, é também réu. Por isso, não haveria nada de surpreendente na negativa de Bob. Ele poderia ter negado participação sem negar o esquema. Seria uma forma de evitar a desmoralização. Não o fez.


Juridicamente, a doutora Ascari pode ter razão. Mas politicamente, a negativa de Bob é devastadora. Qual a prova de que o “Mensalão” existiu? A entrevista de Bob a Renata Lo Prete na (sempre ela) “Folha”, em 2005. Bob agora negou o “Mensalão”. Politicamente, fica mais evidente a operação golpista que acompanhei de perto em 2005, e à qual tenho o orgulho de ter resistido nos difíceis dias finais na campanha de 2006 (manobra patrocinada pelo PIG, com ajuda do delegado Bruno - desmascarado num histórico post de Azenha, e numa histórica reportagem de Raimundo Pereira na “CartaCapital”). Tudo isso ocorreu em 2005/2006.


Em 2010, Lula estava muito mais forte. Mas a Globo e seus parceiros ainda tentaram operar no limite da irresponsabilidade: a “bolinha de papel” de Ali Kamel e Molina foi a tentativa de repetir a história e dar a eleição aos tucanos. Mas dessa segunda vez a operação soou como farsa.


http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/jefferson-pai-do-mensalao-nega-tudo-quem-vai-pedir-teste-de-paternidade.html

sábado, 17 de setembro de 2011

Como derrotar gigantes



Golias, o lendário gigante filisteu das escrituras bíblicas vivia desafiando o exército israelita a lhe enviar um contendor à altura. Reza a lenda que o descomunal guerreiro ostentava três metros de altura e vestia uma armadura de 50 quilos. Diante da supremacia desproporcional do desafiante, portanto, não havia quem ousasse enfrentá-lo.
Certo dia, porém, o desafio foi aceito por um jovem e franzino israelita, Davi, que derrotaria o monstruoso adversário em combate usando uma mera, porém certeira, funda. O jovem que se tornaria rei após vitória de tal monta se valeu não só da coragem, mas da crença em que nada ou ninguém é invencível.
Há quem acredite, até com certa razão, que a mídia corrupta e golpista que se abate sobre esta nação há décadas e mais décadas, é invencível. Não poderia ser derrotada também na internet porque aqui também continua gigantesca diante de blogs e sites que imaginam que podem derrotá-la neste novo campo de luta.
Penso diferente. O elefante, por exemplo, é descomunal. Seria o Golias das selvas. Todavia, se tentar atravessar um rio infestado de diminutas piranhas, sucumbirá. Pode demorar mais tempo para ser devorado, mas será. Juntos e em seu habitat natural, os peixes são invencíveis (?) por qualquer ser vivo.
Sim, a grande mídia construiu gigantescos portais de internet que atraem milhões de internautas enquanto que blogs como este não passam de milhares ou até dezenas de milhares. Com tal poder de divulgação – televisão, rádio, revistas, jornais, portais de internet –, a direita midiática conseguiu colocar algumas multidões nas ruas.
No Senado, ontem, o senador tucano Álvaro Dias deitou entusiasmada falação sobre os genéricos “movimentos contra corrupção” formados por alguns inocentes úteis e por outros nada inocentes, mas igualmente úteis à oposição demo-tucana e à mídia corrupta e golpista.
A prova da serventia que tais movimentos têm para grupos políticos apeados do poder central no início do século e mantidos fora dele até este limiar da segunda década do novo milênio reside – e se esconde – na euforia demo-tucano-midiática com eles.
Como, então, derrotar esses gigantescos impérios de comunicação? Ora, com o que pode ser usado como uma analogia para a funda de Davi ou para as piranhas que devoram o elefante. A blogosfera tanto pode ser a funda como os peixes carnívoros – a união, segundo dizem, faz a força.
Além disso, há que ver a qualidade dos manifestantes de lá e de cá. Para quem não sabe, há gente prometendo vir de Belo Horizonte, de Porto Alegre, de Curitiba, do Rio de Janeiro e até de Fortaleza e de Salvador para o Ato Contra a Corrupção da Mídia que ocorrerá em São Paulo no próximo sábado.
Gastarão dinheiro, viajarão horas, até, para se unirem em resposta à nova estratégia da direita midiática de pôr pessoas bem e mal-intencionadas nas ruas em atos que serão usados como “prova” de repúdio popular à “corrupção” do governo Dilma e do governo do ex-presidente Lula.
O movimento contra a corrupção da mídia foi desencadeado por um blog que logo se transformou em vários blogs e em exércitos de leitores que espalham a notícia de que haverá reação à ofensiva destro-midiática. É gente que dedica horas incontáveis para, sem ganhar nada, lutar contra essa elite que infelicita este país há 500 anos.
Eis a fórmula para matar o Golias midiático que pode até falar mais alto também na internet, mas que não fala mais sozinho. Antes da rede, jamais um representante comercial sem formação jornalística poderia se fazer ouvir por milhares de pessoas. O gigante ainda é descomunal, mas a funda de Davi está bem mais potente.
Para concluir, deixo o leitor com uma reflexão: não terá “Davi” logrado impor derrotas a “Golias” em 2002, em 2006 e no ano passado?
—–
Amigos leitores sugerem a redação de um documento-base sobre as razões dos atos públicos contra a corrupção da mídia que ocorrerão até o fim desta inesquecível semana. Será feito. A última contribuição que este blogueiro dará ao movimento em curso será compilar as idéias dos que aqui comentaram e propuseram.

Copa: não vai faltar bola. Só vai faltar a seleção do Galvão




Entre as medidas de Saúde Pública que este ansioso blogueiro recomenda – além de fazer como o Robert(o) Civita e jogar a Veja no lixo – inclui-se não ler a Urubóloga, que defende o interesse nacional do outro, e não acreditar que vá faltar apito para a Copa.


O PiG (*), como se sabe, difunde a informação de que não vai haver estádio, aeroporto, bola de futebol, bandeirinha de corner – nem apito.


Em duvida, amigo navegante, vá ao site oficial da Copa, que acabou de entrar no ar, e acompanhe o andamento das obras.Está tudo lá.


(Só não trata da seleção do Galvão, porque esse é um assunto privativo do Ricardo Teixeira e do Galvão.)




- O Brasil começou a gastar (a Copa é em 2014 e, não, no Natal) R$ 5,7 bilhões em estádios;


- R$ 5,6 bilhões em aeroportos;


- R$ 11,6 bilhões em “mobilidade urbana” – trem, metrô etc;


- R$ 2 bilhões em hotéis;


- R$ 4 bilhões em Telecom;


- R$ 5 bilhões em segurança.


Serão quase R$ 35 bilhões.


Como nas Olimpíadas de Londres, a maior parte dos gastos vai para infra-estrutura urbana.


O Fielzão exigirá, por exemplo, R$ 6 bilhões em infra.


Uma linha 17 do metrô, um monotrilho de 17,6 km de extensão, com 18 estações que ligarão o aeroporto de Congonhas à malha de metrô e trens da cidade.


O Maracanã vai ficar pronto em dezembro de 2012.


E o encerramento da Copa, no Rio, levará R$ em investimentos em hotéis.


Que horror !Só falta o Galvão dar um jeito nessa seleção.


Em tempo: saiu no Blog do Planalto:


Copa do Mundo 2014 é um momento de afirmação do Brasil
Ao anunciar R$ 3,16 bilhões do PAC Mobilidade Grandes Cidades para a região metropolitana de Belo Horizonte (MG) nesta sexta-feira (16/9), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que investir em infraestrutura é uma maneira de dizer ‘não’ à crise internacional e um ‘sonoro sim’ ao crescimento e à melhoria de vida da população. Os recursos do PAC 2 serão utilizados na revitalização do metrô da cidade, na implantação de terminais metropolitanos em sete municípios da região e na complementação do Complexo da Lagoinha, obras que, segundo a Presidenta, representarão um dos legados que a Copa do Mundo 2014 deixará à população de Minas Gerais e de todo o país.
“Quero concentrar essa cerimônia para que Belo Horizonte e Minas Gerais tenham de fato não só um legado da Copa, mas tenham de fato uma infraestrutura de transporte à altura da importância do estado de Minas Gerais.”
A Presidenta fez menção ao início da contagem regressiva para a Copa do Mundo 2014 – já que a partir desta sexta-feira faltam mil dias para o início do Mundial –, e disse que as obras na capital mineira nascem sob bons auspícios do rei Pelé, embaixador honorário da Copa, “um especialista em mil” – ao longo de sua carreira profissional, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, fez 1.283 gols.
(…)
Paulo Henrique Amorim


Dilma no Mineirão: o Brasil é lindo e competente


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


Repórter da Veja pode ser condenado à prisão por crime de tentativa de invasão de domicílio



A investigação policial sobre a tentativa de invasão de uma suíte ocupada pelo ex-ministro José Dirceu por um repórter da revista Veja acaba de ser concluída. O chefe da 5ª Delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal, Laércio Rosseto, chegou à conclusão que o jornalista Gustavo Ribeiro realmente tentou violar a suíte ocupada pelo petista no Hotel Naoum Plaza, em Brasília, no dia 24 de agosto de 2011. “O jornalista alega que a intenção era a de verificar se o alvo de sua reportagem estava mesmo hospedado no hotel, mas também admitiu que tentou entrar em um ambiente privado”, disse o delegado ao 247.
Rosseto colheu depoimentos de Dirceu e do repórter, além da camareira para quem Gustavo pediu que abrisse o quarto, e, também, do responsável pela segurança do hotel. O resultado da investigação, apoiada em imagens do circuito interno do hotel, cópia dos depoimentos e outros documentos, será encaminhado para o Juizado Especial Criminal de Brasília, que vai decidir se abre processo contra Gustavo. A remessa ocorre já na próxima semana.
Em depoimento feito na delegacia no dia 29 de agosto, a camareira cujo nome não foi revelado contou que Gustavo Ribeiro pediu a ela para que abrisse os dois quartos conjugados ocupado por Dirceu no 16º andar. Ribeiro alegou que as ocupações eram ocupadas por ele próprio, segundo a versão da camareira, mas que esquecera as chaves do lado de dentro. A funcionária do Naoum Plaza afirmou ao delegado que negou o pedido porque tinha “segurança” de que as suítes eram ocupadas pelo ex-ministro petista – e não pelo jornalista.
Segundo a camareira, o repórter “reiterou o pedido, insistindo para que abrisse o apartamento”. A funcionária, então, consultou uma lista de hóspedes do andar privativo e, em seguida, pediu ao repórter para se identificar pelo nome. Ele disse chamar-se Gustavo, mas continuou insistindo em entrar. Enquanto fazia “sucessivas negativas”, na expressão da própria camareira ao delegado, de abrir a porta, ela não encontrou o nome dele na lista. O jornalista da Veja, então, disse que havia se enganado e foi embora.
Mais tarde, porém, Ribeiro hospedou-se no mesmo andar em que fica a suíte que Dirceu ocupava. Em depoimento dado ao delegado no dia 6 de setembro, o repórter afirmou que não chegou a passar a noite no hotel, mas assumiu que pedira para que a camareira abrisse o quarto do ex-ministro. Em sua defesa, o profissional de Veja se defendeu dizendo que o objetivo era somente verificar se Dirceu estava mesmo hospedado no hotel, conforme lhe havia sido informado, e não para entrar no quarto.
Imagens do circuito interno de segurança do Naoum, entregues à polícia pelo hotel, mostram o momento em que Gustavo e a camareira se encontram no corredor do 16º andar. Não houve registro, porém, de áudio do diálogo.
A conclusão do delegado Rosseto é fria: “Quando alguém aluga um quarto de hotel, aquele lugar passar a ser como sua propriedade. Ele pode usar como bem entender, como residência ou escritório. A tentativa de entrar num quarto de hotel de outra pessoa é uma tentativa de crime. Tudo o que me foi informado oficialmente coaduna realmente para que o direito de Dirceu de usar seu quarto foi violado”, disse Rosseto ao Brasil 247.
O depoimento do jornalista foi acompanhado por três advogados da Editora Abril, enviados à Brasília pela sede em São Paulo. Eles, porém, não puderam falar durante o interrogatório. A defesa do repórter, segundo apuração de 247, só aceitou que Ribeiro prestasse depoimento depois de consultar o que já havia sido apurado pela Polícia Civil de Brasília.
Também acompanhado por um advogado, José Dirceu foi interrogado no início do mês, no mesmo final de semana em que aconteceu o 4º Congresso Nacional do PT, em Brasília. O ex-ministro confirmou que se hospeda no hotel sempre que está em Brasília e que ocupava aqueles quartos no dia da tentativa de invasão.
Respondendo ao questionamento feito pela revista Veja, de que as diárias das suítes são pagas pelo escritório de advocacia Tessele e Madalena, Dirceu afirmou ao delegado que seu escritório, Oliveira e Silva Ribeiro Advogados, tem um “contrato de sociedade” com o Tessele e Madalena. Ele entregou um atestado da OAB-DF (Ordem dos Advogados de Brasília), confirmando a existência dasociedade desde 27 de dezembro de 2007.
Entre os documentos recolhidos pela polícia está também um contrato entre o Naoum e o escritório Tessele e Madalena para a locação dos quartos, especificando os números, para uso exclusivo de Dirceu. “Está tudo dentro da legalidade”, atestou Laércio.
Grampo – A investigação da Polícia Civil, que durou duas semanas, se limitou a apurar a tentativa de invasão. Apesar de não confirmar, o delegado declarou que “existe uma grande possibilidade” de as imagens dos corredores do hotel divulgadas em matéria da Veja no fim de agosto serem mesmo do circuito de segurança do próprio estabelecimento. “Existe uma semelhança grande [entre as imagens divulgadas e as entregues pelo hotel]”, disse Laércio.
Na reportagem, Dirceu aparece, em momentos diferentes, ao lado de deputados, senadores, do ministro de Desenvolvimento Econômico, Fernando Pimentel, e do presidente da Petrobrás, José Gabrielli. A revista acusa o petista de manter um “gabinete” no hotel, de montar um poder paralelo ao Planalto e tramar pela queda do ex-ministro Antônio Palocci da Casa Civil e contra o governo de Dilma Rousseff.
Segundo o delegado Rosseto, há indícios de que as imagens divulgadas foram mesmo captadas entre maio e junho, período que antecedeu a saída de Palocci do governo. O gerente-geral do Hotel Naoum, Rogério Tonatto, ainda acredita que Veja tenha feito um grampo de imagens no andar da suíte de Dirceu. O delegado chegou a perguntar ao repórter como ele havia obtido as imagens, mas Ribeiro não quis responder, se assegurando no direito ao sigilo da fonte.
Se condenado pelo crime de tentativa de invasão de domicílio, Gustavo Ribeiro pode pegar de um a três meses de prisão. O fato de a tentativa não ter se concretizado em ato pode aliviar a eventual punição. Só o repórter responderá em juízo pois, segundo Rossetoo, não há evidências de que ele tenha recebido ordens para praticar a invasão. (Do portal Brasil 247)
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