sábado, 19 de novembro de 2011

Globo acha mancha da Chevron do Cerra. E afoga a PF




O Fernando Brito, do Tijolaço, realizou incansável papel de expor o crime ambiental (não é assim que falam da Petrobras ?) da Chevron, aquela que ia receber o pré-sal do Cerra – clique aqui para confirmar o entreguismo no WikiLeaks.Nesta quinta feira, Brito prova que a Globo censura a Polícia Federal, que vai investigar o crime:



Edição cortada na internet









E o trecho que foi eliminado do original









Cada vez mais acontecem coisas estranhas neste caso do vazamento de petróleo no poço da Chevron no Campo de Frade, ao largo do litoral do Rio de Janeiro.


Ontem à noite o Jornal Nacional da Rede Globo publicou uma extensa matéria sobre o assunto.
Ouviu o delegado Fabio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente da Polícia Federal, dizendo que investiga a possibilidade de que tenha havido erro na perfuração.


Ouviu o geógrafo John Amos, da SkyTruth, que revelou – como antecipou anteontem este Tijolaço – que o vazamento podia ser dez vezes maior que o anunciado, e cobria uma área maior que o município do Rio de Janeiro.


Contava que a empresa responsável pela perfuração da Chevron, a Transocean, era a mesma que perfurava o poço que causou o acidente no Golfo do México.


A matéria terminava com um sobrevôo da área, em um avião da Chevron, na companhia do diretor de meio-ambiente da empresa, que não quis gravar entrevista, mas disse ao reporter que a quantidade de óleo que vazava “era muito pequena”.


Corretamente, ao final, a apresentadora registrava que o vôo era uma cortesia da Chevron com a emissora.


Estranhamente, porém, a matéria que foi colocada no site do Jornal Nacional foi cortada.
Na verdade, decepada.


Dos quatro minutos originais, ficaram dois.


O delegado, o ambientalista, a foto de satélite com a mancha e a comparação com a área do Rio de Janeiro foram para o lixo.


Não dá para entender o que aconteceu. Não pode ser o tamanho do vídeo, porque a reportagem sobre o depoimento de Lupi teve quatro minutos e está lá, na íntegra.


Será que “alguém” se distraiu e só viu a matéria depois de ir ao ar? E aí, furioso, mandou cortar os hereges que ousaram colocar um delegado e um ambientalista dizendo que uma petroleira americana pode ter culpa no cartório por um grande desastre ambiental.


Por sorte, a gente estava gravando o JN com uma camêra manual, e coloca aí em cima os dois vídeos. O “decepado” e o trecho que foi retirado dele na página do Jornal Nacional.


Confesso que depois destes oitodias de loucura, tentando aprurar informações não saíam em lugar nenhum e que agora se confirmaram, já tinha pensado em descansar depois da edição do JN, achando que, agora, o jornalismo ia fazer o seu papel. Como o nosso vídeo tinha qualidade infereior, por ter sido gravado numa câmera domestica, sem tripé e de uma tv, resolvi esperar o “oficial”.


E aí o “oficial” era uma versãomutilada, onde ficava só a versão da petroleira.


Belo monte de inúteis




A contragosto – porque o assunto é chato e inútil – e a pedido de um amigo virtual assisti a uma peça publicitária que circula na internet. No vídeo, um bando de playboys e socialites militontos – autoproclamados “artistas”, mas que não passam de arroz-de-festa – destilam baboseiras sobre a futura usina hidrelétrica de Belo Monte.


Por falta do que fazer, abraçaram causa pseudo “ecológica” e doaram um tiquinho do tempo que passam torrando dinheiro em shoppings para gravar um vídeo em que o bando de branquinhos, loirinhos de classe média alta se atira à defesa de “índios” em uma peça que, se tirarem som e legendas, facilmente pensarão que foi produzida na Noruega.


Gente que provavelmente, em boa parte, nunca viu um índio de perto defendendo “índios”. Gente que só conhece por fotos a região da futura usina dando ao governo a receita “brilhante” de que, em vez de construir hidrelétricas, aumente o parque energético do país com energia “eólica” ou “solar”. Um país que tem, “apenas”, 8.514.876 km²…


O bando de “atores” e “atrizes” da Globo, porém, não teve nenhum surto de consciência social. Está apenas “trabalhando”, porque a mesma grande mídia golpista, racista e de ultradireita que vive tentando inventar um “apagão” como o que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou acontecer, é contra Belo Monte.


O vídeo é uma empulhação do começo ao fim porque deixa a sensação de que a usina hidrelétrica destruirá uma região que deve ser preservada, sim, mas que tem que dar ao país ao menos essa tão necessária fração das riquezas naturais que encerra. Fizeram o mesmo com as obras no Rio São Francisco, pois são obras que colocarão o Brasil no século XXI.


Apesar de Lula ter investido pesadamente em geração de energia elétrica de forma a reverter o desastre energético que herdou de FHC, este país está no limite de sua capacidade de geração de energia. Em uma década, se tanto, sem uma matriz energética ampliada este país para. Não haverá energia eólica, solar ou nuclear que baste, sem novas hidrelétricas.


Onde vamos construí-las? Na Barra da Tijuca ou nos Jardins, onde habitam as socialites e playboys da tal peça publicitária que me consumiu preciosos minutos da vida mortal?

Com a pujança econômica que este país vem exibindo em um mundo embasbacado com ela por estar atravessando a pior crise econômica desde o início do século passado, não construir hidrelétricas capazes de sustentar esse crescimento, sobretudo em um país tão carente de redução da pobreza, seria um crime de lesa-pátria igual ao que cometeu FHC.


Que fique claro: para um país deste tamanho, energia hidrelétrica é a única alternativa de curto prazo, sendo as energias nuclear, eólica ou solar um legítimo delírio, porque jamais haveria como suprir dessa forma uma demanda energética que cresce em escala geométrica e que deve crescer ainda mais rapidamente nos próximos anos.


Não precisam acreditar em mim. Busquem informação com qualquer especialista e perguntem se há como suprir com energia nuclear, vento ou luz do sol a demanda descomunal por energia que tem hoje o país. É uma farsa, pois, acenarem com moinhos de vento ou com caríssimos painéis solares equipando casas, fábricas, comércio, hospitais etc.


O que revolta mesmo, porém, é usarem “os índios”. Será que um país deste tamanho não tem condições de oferecer outro local para as populações daquela região? Claro que se fosse verdadeira essa empulhação dos empregados da Globo de que o governo pretende jogar “os índios” no meio da rua, eu estaria entre os primeiros a cobrar consciência social. Mas é mentira.

Toda essa farsa se explica porque, ao lado do fracasso da Copa de 2014 ou de uma recessão causada pela crise internacional, um “apagão” energético neste governo, de preferência igual ou pior do que o produzido pela inépcia de FHC, está entre os objetos de desejo dessa direita insana que tenta recuperar o poder ao custo da literal sabotagem do país.

Se alguém quiser perder algum tempo de sua vida, eis, abaixo, essa peça patética que me fizeram assistir. Mas não deixe de ler, também, Belo Monte e o pensamento binário










sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SANTARÉM É SEDE DO 1º ENCONTRO DE INTERNAUTAS DO TAPAJÓS

MINHAS INSPIRAÇÕES & ETC...

O movimento internauta de Santarém, promove hoje, as 19h30, no auditório das Faculdades Integradas do Tapajós (FIT), o '1º Encontro de Internautas do Tapajós'.


O evento tem como objetivo fazer palestras de capacitação, postura e comportamento do internauta nas mídias sociais, e tendo como publico alvo o mais simples usuário da web, blogueiros, moderadores de redes sociais e de sites de empresas.


PALESTRANTES:


Paulo Lima - Coordenador de cultura digital do projeto Saúde &Alegria e professor do curso de jornalismo do IESPES, falará sobre o uso estratégico das redes sociais.


Ary Rabelo - Idealizador do site www.soprojetos.com.br, um dos sites mais acessado do Brasil no segmento de projetos arquitetônicos, que tem mais de 2 milhões de acesso/mês, e sócio do site de compras coletivas www.eguadaoferta.com.br. O empresario é um dos maiores especialistas em SEO da região.


Jeso Carneiro - Jornalista e professor, é dono do blog que leva seu nome e que está entre os mais acessados do estado do Pará. O blogueiro, em sua palestra, vai dar dicas de como ter um blog de sucesso e formador de opinião.


Paulo Sena - Publicitário com pós graduação feita na Europa, é dono da agência de publicidade Gota D'Água e apresentador do Programa 'Você é um Sucesso', que ficou bastante conhecido por ações publicitarias dentro das mídias sociais, e vai contar os segredos do Marketing 3.0.


A entrada para o evento será 1kg de alimento não perecível

Informações: Daniel Noel

ROUBADO DO BLOG DA SOCORRO CARVALHO.
http://minhasinspiracoes.blogspot.com/2011/11/santarem-e-sede-do-1-encontro-de.html

Partidos se unem pelo plebiscito e lançam manifesto pró-Tapajós



"A luta pela emancipação da região oeste do Pará não se encerra no plebiscito de 11/12, vai além. Independente do resultado das urnas, precisamos manter acesa a chama de nossa autonomia, SEMPRE, e tirar lições desta campanha para fazer uma mobilização popular ainda mais intensa". A frase é a inspiração principal de um manifesto político elaborado por dois partidos de Santarém, no momento em que a campanha pelo plebiscito vai pra Rádio e TV.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN), se uniram para organizar um evento no próximo sábado (19/11), Dia da Bandeira, convocando os demais partidos organizados em Santarém a participarem da mesma ação. "Nossa intenção é aproveitar essa data – que já não é tão comemorada – e levantar uma nova bandeira", diz José Luis Martins, presidente do PCdoB. "O lema do encontro é: TAPAJÓS: NOSSA BANDEIRA, SEMPRE! e dá a ideia de um movimento que deve continuar após o plebiscito, independente do resultado", completa Anderson Augusto, presidente do PTN.


Sempre - O evento será uma plenária dos filiados dos dois partidos, mas aberta ao público e terá como palestrante o professor da Ufopa, Anselmo Colares, convidado pelos dois partidos, e que vem defendendo a tese de que é preciso pensar no dia seguinte ao plebiscito e as consequências da campanha. "Muita gente já tem dito que após o plebiscito o Pará não será o mesmo, independente do resultado", diz Anselmo. "A questão é saber como canalizar o movimento iniciado este ano e dar os próximos passos", diz ele.


Durante o encontro será discutido e aprovado um manifesto, que sintetiza parte das discussões que os dois partidos realizaram recentemente, quando decidiram se juntar e encabeçar o movimento que estão chamando de "TAPAJÓS, SEMPRE!". A palestra de Anselmo Colares seguirá a mesma tônica do documento, mostrando que além de estarmos preparados para votar no SIM, precisamos saber o que fazer após o resultado, favorável ou não.


"Afinal que estado queremos criar? Essa preocupação já tem sido debatida em encontros promovidos por universidades e movimentos populares", constata Anselmo, ao dizer que é preciso retirar a carga elitista que o movimento sempre teve e, em caso de um resultado adverso, convocar a população a tomar as rédeas do movimento para uma nova arrancada. Além do mais, caso o SIM vença, o estado ainda não estará criado e a mobilização terá que continuar para pressionar o Congresso Nacional e a Presidência da República a acatarem a vontade popular", conclui.


A Plenária Conjunta do PCdoB e PTN acontecerá na sede do Veterano Esporte Clube, na Aldeia, sábado, 19/11, à partir das 08h30. Além dos filiados dos dois partidos, presidentes de todas as agremiações partidárias foram convidadas. O evento é aberto ao público, independente de participar de partidos ou não.

Contatos para falar do evento: professor-doutor Anselmo de Alencar Colares, fones: 9115-9501 ou 8126-9147

ATENÇÃO!! ATENÇÃO!! JN NO AR - EM SANTARÉM

MINHAS INSPIRAÇÕES & ETC...


Dia 29 de novembro a equipe da Globo chega a Santarém. No dia 30 fará uma transmissão ao vivo para todo o país e nesse dia vamos realizar O DIA DO TAPAJÓS.


Pedimos a todos em Santarém e região que se manifestem vestindo-se com as cores verde e amarelo; vamos colocar faixas, bandeiras e cartazes na frente de nossas casas, portas e janelas. Além disso, vamos adotar fita nas cores verde e amarela.


Precisamos colorir a cidade e a região para que o Brasil perceba que todos queremos o Estado do Tapajós.


Em Santarém as pessoas podem ir a sede do Instituto, pegar cartazes e colar em frente às suas casas. Vamos colorir a cidade de verde e amarelo, todos são convidados a participar.


Passem essa mensagem adiante! Campanha do SIM - 77 !


Vamos aproveitar essa oportunidade para mostrar que somos capazes de ter nosso Estado!!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sete perguntinhas sobre a Rocinha que a Globo não responde




A Globo agora resolveu transformar a Rocinha num theme park.


Uma Disneylandia.


Daqui a pouco fará um reality show com a moderação do Bial.


Antes, a Globo defendia a remoção das favelas do Rio, como nos bons tempos do Carlos Lacerda.


O prefeito Eduardo Paes chegou a acenar com umas remoções, para acalmar os filhos do Roberto Marinho – levar os pobres para bem longe.


Ia ser difícil.


Melhor foi fazer a UPP e tornar a favela irreversível.


Na derrota, a Globo vai em busca dos vitoriosos – os moradores da Rocinha.


Mas, este ansioso blogueiro não resiste a fazer umas perguntinhas.


Que a Globo provavelmente não quer responder.


1) Nem disse que 50% da grana ia para policiais – quem ? ;


2) Edu, caixa do Nem, tem um notebook com o nome dos clientes – cadê o note book do Edu ? Que nomes estão lá dentro ?


3) Por que a delegacia de Maricá queria levar o nem para Maricá, que fica 60 km fora do Rio ?


4) Por que o Beltrame quer tanto que o Nem se beneficie da “delação premiada” ?


5) Quem são e onde estão os PMs que iam dar fuga a um dos traficantes ?


6) Qual a garantia de que não vão queimar o arquivo e matar o Nem na cadeia ?


7) Por que a Polícia só distribui as imagens à Globo e, não, numa entrevista coletiva a todos os cidadãos ?


Paulo Henrique Amorim



Barões da mídia estarão mortos e Lula ainda estará fazendo política




Este blogueiro e sua família foram surpreendidos pela imagem enternecedora, porém algo melancólica, da senhora Marisa Letícia tirando a barba de um Lula já privado dos cabelos. Minha mulher, minha primogênita, meu filho e eu mesmo admiramos o gesto do ex-presidente, mas o consideramos um tanto quanto abatido. Mas, enfim, é subjetivo.


Escrevo por outra razão: a ferocidade dos cães da imprensa golpista que não concedem ao homem nem o direito de adoecer sem lhe fazer acusações pela doença mortal que o acomete. Ferocidade que não dá trégua. Acusam-no de explorar politicamente essa coisinha de nada que foi cabelos e barba começarem a cair devido à torturante quimioterapia que enfrenta.


Claro, Lula só pensa em política. Está sentindo os efeitos de um tratamento que pode – ou não – salvar sua vida e nem assim interrompe esse crime de que seus adversários o acusam há mais de trinta anos, o crime de fazer política.


Bem, este blogueiro sujo (segundo José Serra) e primário (segundo o colunismo da Folha de São Paulo) tem uma má notícia não só para os pistoleiros que os barões do café… digo, da mídia contrataram para atacar sem qualquer resquício de humanidade os seus adversários políticos: daqui a cem anos, estarão todos mortos e Lula ainda estará fazendo política.


Lula não pode evitar fazer política. Sua presença em qualquer lugar público faz política. Sua mera imagem faz política. Simplesmente porque Lula, falando ou de boca fechada, com ou sem cabelo ou barba e, sobretudo, vivo ou morto estará sempre fazendo política simplesmente por sua história, devido a de onde veio, o que fez e como fez.


Lula fará sempre política, em tempo integral, simplesmente por existir.


Por tudo isso, ninguém duvida de qual será o papel dele na história e de qual papel está reservado a barões da mídia como Otavinho ou como esse ítalo-argentino que a cada semana conspurca um tantinho mais o jornalismo pátrio com seus mastins loucos: um será estudado, exaltado e influenciará a política para sempre, enquanto os outros…

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ratinho chama Bispo da Mundial de estelionatário #blogmundofoz







GNotícias: Em uma crítica à Igreja Mundial do Poder de Deus, o apresentador de TV Ratinho mostrou o vídeo do fiel que teria passado a “toalhinha dos milagres” e teria ficado livre das dívidas. Em seu programa, Ratinho comentou: “A gente ri, mas deixa eu falar uma coisa séria pra vocês: que absurdo alguns pastores de igrejas fazem! Isso é chamar a população de idiota. Eu sei lá, acho que fazer milagre, curar uma doença, tudo bem questão de fé. Agora Pastor, isso é apelação! Achar que Deus vai se preocupar com dinheiro? Passar a toalhinha benta ali e vai pagar as dívidas? Quem é o idiota que vai acreditar numa mentira dessas?”, questionou Ratinho.


Falando diretamente ao Pastor que aparece no vídeo, Ratinho afirmou que se tratava de um crime: “Pastor, você é um mentiroso! Eu duvido que o senhor conheça a bíblia. O que você está fazendo é estelionato. O Senhor deveria estar na cadeia. Isso é roubar, enganar os menos avisados, coitadinhos. Não ache ruim comigo. Espero que o Senhor não me processe, porque se me processar, eu vou onde o senhor está pra Gente conversar de perto”, ameaçou. “Se o povo quer acreditar em milagre, tudo bem. Milagre existe, mas nego monta igrejinha e sai fazendo milagres… Jesus teve um só. Nesse vídeo, o Pastor e o cara estão combinados”, afirmou Ratinho.


O Apóstolo Valdemiro Santiago, incomodado com as críticas feitas pelo apresentador, respondeu em seu programa de TV: “O ser humano é ignorante, é rebelde, independentemente do poder aquisitivo, do grau de instrução, do nível cultural, da posição que ocupa na sociedade, da fama, e isso decorre da falta de fé do homem, que não busca a Deus e não entende os milagres de Deus. Ouvi uma notícia que me deixou triste, sobre o grande apresentador de TV Ratinho. Eu o admiro muito, mas se ele fez uma ofensa a essa obra para ter audiência, é sensacionalismo. Sempre admirei muito, pela sua simplicidade”.


Na sequência, Valdemiro afirma que o apresentador não deveria falar o que não sabe: “Você Ratinho, cometeu uma falha muito grande, e vai sofrer as conseqüências na sua vida, no seu programa, porque mexeu com Deus, não comigo, nem com meu Bispo”.


Visivelmente irritado, Valdemiro se dirige ao apresentador dizendo que se ele não crê nos milagres, é problema dele: “Se você é incrédulo, recolha-se á sua incredulidade, sua insignificância de homem. Você chamou meu Bispo de estelionatário, mas isso acontece aqui na igreja toda hora. Temos aqui um repórter que era do seu programa, o Herberth de Sousa, que vê as coisas acontecendo aqui e sabe que são verdades. Eu aprendi a gostar de você por causa dele. Eu ia pedir a ira de Deus sobre você, mas vou pedir a benção. Não entra nessa de se meter com a obra de Deus, fica com seu trabalho”, sugere o Apóstolo.


Reforçando sua postura, Valdemiro chama Ratinho para a briga e faz ameaças: “Você disse que se meu Bispo te processasse você ia caçar ele. Eu assumo o lugar dele. Se você é homem pra isso, vem me caçar. Se você é homem pra caçar mesmo, é muito macho, igual você fala, vem me caçar. Eu sou o pai dele na fé, vem me caçar, Ratinho. Tá pra nascer um homem na face da Terra que vai me caçar. Se eu pedir fogo do céu, vai cair fogo do céu. Veja o que você fala do homem de Deus. Eu quero ver, vem caçar a mim”.


Ironizando a posição do apresentador, Santiago chega a afirmar que não teme represálias: “Ninguém tem medo de você, só porque você está no SBT. O SBT tá louco pra que eu entre aí pra ajudar a pagar o seu salário. Aquela toalhinha já ressuscitou até morto”, afirmou.


Pedindo a opinião do ex-funcionário da produção de Ratinho, o repórter Herberth de Sousa, Valdemiro pergunta se alguma vez ele falou mal do apresentador. “Eu acho um absurdo. Nós sempre falamos bem do Ratinho. Eu sei como é aí dentro, sei como é a briga pelo Ibope”, afirma Herberth.


Assista ao vídeo da crítica do apresentador Ratinho:


Aos oito anos, Luz Para Todos tem desafio de chegar a extremamente pobres

Programa alcança 14 milhões de pessoas, mas precisa ainda atender assentamentos de reforma agrária, quilombolas, indígenas e comunidades atingidas por barragens
Por: Redação da Rede Brasil Atual



São Paulo – Uma das bandeiras dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e da atual presidenta, Dilma Rousseff, o programa Luz Para Todos completou oito anos na sexta-feira (11). Lançado em novembro de 2003, o balanço é de 2,8 milhões de domicílios em áreas rurais atendidas, o que equivale a 14,3 milhões de pessoas até setembro deste ano. O desafio colocado é de alcançar a população que vive em condição de extrema pobreza.


O programa foi prorrogado em julho deste ano, por meio de decreto presidencial, por mais quatro anos. A integração ao Brasil sem Miséria – conjunto de ações voltadas a famílias com renda per capita de até R$ 70 mensais – decorre do papel que a energia elétrica pode ter para atividades econômicas.

Além dos extremamente pobres, famílias em assentamentos da reforma agrária, quilombolas e indígenas e pessoas atingidas por barragens de hidrelétricas ganharam prioridade. O governo evita, no entanto, trabalhar com novas metas, já que os locais tendem a ser mais distantes e de mais difícil acesso.


A meta inicial do programa era de chegar a 2 milhões de famílias, número calculado a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número foi alcançado em maio de 2009, mas já estava claro para o Ministério de Minas e Energia que era necessário ir além, porque havia milhares de pessoas sem acesso à energia elétrica não mapeados pelas informações oficiais.


Ao garantir acesso gratuito a energia a populações do meio rural, o Luz para Todos tem um papel importante na capacidade de produção, já que proporciona atividades econômicas no campo e ajuda a combater a pobreza. Isso inclui do preparo e conservação de alimentos a equipamentos mais adequados para inúmeras atividades.


Outro impacto é menos localizado, mas envolve até alguns segmentos da indústria, já que a maior parte dos domicílios passaram a contar com televisores (79,3%), geladeira (73,3%) e aparelhos de som (45,4%), segundo dados de 2009.


Por causa do alcance, o Luz para Todos é a maior iniciativa de "inclusão energética" do mundo, segundo o governo. Ainda de acordo com dados oficiais, 687,1 mil emigrantes que haviam deixado áreas rurais para tentar a vida em centros urbanos voltaram ao local de origem nos últimos oito anos. Parte desses retornos é atribuído à chegada da energia elétrica.


A maior parte do custeio do programa é feito pelo governo federal. Dos R$ 19 bilhões investidos, R$ 10,8 bilhões saíram dos cofres da União para concessionárias de energia elétrica e cooperativas de eletrificação rural. Foram 7 milhões de postes, 1 milhão de transformadores e 1,37 milhão de quilômetros de cabos.

"Aloysio Nunes Ferreira lamenta a ausênsia de um “samba-enredo” ao PSDB."




Tucanos sem ziriguidum


O tucano Aloysio Nunes Ferreira é da oposição, mas é um político tão cordial que os petistas nem o “trollam” (provocam) no Twitter, a rede social onde volta e meia o senador é quem trolla… o seu próprio partido.


Nos últimos meses, Ferreira tem utilizado a internet para se queixar da falta de empenho do PSDB em se reorganizar. “Cada um vive isolado no seu mundo”, critica o senador paulista, que recebeu CartaCapital em seu gabinete em Brasília.


CartaCapital: Outro dia o senhor causou gargalhadas ao falar que o PSDB estava unido numa votação. Tem muita desunião dentro de seu partido?


Aloysio Nunes Ferreira: Não, existe falta de união (risos). Falta um samba-enredo, uma narrativa da nossa história e da história dos nossos adversários que seja compartilhada por todos e pelo eleitorado. Que a nossa visão dos problemas seja reconhecida, que empolgue as pessoas e que possamos repetir, cantar exaustivamente. Um pouco como o PT fez quando estava na oposição. Isso nos falta.


CC: Acaba de acontecer um encontro do PSDB no Rio de Janeiro e o senhor não compareceu. Por quê?
Mais:
http://www.cartacapital.com.br/politica/tucanos-sem-ziriguidum


A Chevron-Texaco é uma empresa sem rosto?




Passou-se uma semana do início do vazamento de petróleo no poço da Chevron-Texaco no Campo do Frade, ao largo da Bacia de Campos.


A ANP estima que estejam vazando entre 200 e 330 barris por dia. Não é mais um pequeno vazamento: isto representa entre 32 mil e 52 mil litros diários.

Até agora, e no primeiro dia, só a assessora de imprensa da Chevron-Texaco falou – e besteira – no primeiro dia, dizendo que era um acidente natural.


Pode procurar nos jornais e nos sites: nenhum diretor da empresa deu entrevista. A empresa só fala por comunicados, fiel e inquestionadamente reproduzido pelos jornais.


Quem é o presidente ou diretor responsável pela Chevron? O que ele tem a dizer? Só a muito custo se descobre que é o senhor Charles Buck, subordinado ao sr. Ali Moshiri, presidente da empresa para a África e América Latina.


A Chevron é uma empresa fantasma, sem rosto, sem voz, sem seres humanos. Tinha capacidade técnica para perfurar o pré-sal, como provavelmente estava fazendo?


Suas informações são repetidas sem qualquer aprofundamento ou dúvida.
É o oráculo de Houston falando aos pobres tupiniquins, incapazes de formular uma única pergunta.


Embora, é claro, tenham ido perguntar sobre o vazamento à Petrobras, sócia minoritária e sem poder operacional sobre o campo.


Não há uma ONG, um ambientalista, ninguém protestando, ninguém – além da Presidenta Dilma – exigindo apruação completa do acidente.


O vazamento vai ser tampado com press-releases?

Será que José Dirceu é o único petista com sangue nas veias?




Finalmente. Após quase uma década em que o PT passou apanhando e sempre calado quanto à natureza da guerra da mídia contra si, pela primeira vez um petista de alto coturno cobra dessa mídia, com todas as letras e dando nome aos bois, que trate toda a classe política da mesma forma em vez de só atacar governos petistas – seja o governo federal, sejam governos estaduais ou municipais – enquanto acoberta governos tucanos.


Em evento neste último domingo – o Congresso Nacional da Juventude do PT, em Brasília -, José Dirceu cobrou da mídia que também dê destaque a escândalos de corrupção de seus adversários. Cobrou de forma clara, insofismável e, até agora, irrespondível pelos cobrados aquilo que, se os petistas cobrassem mais, teria que ser respondido: por que a mídia só acusa um lado?


Eis as palavras textuais do ex-ministro :


“Tem que responsabilizar também o PSDB, o Geraldo Alckmin e o José Serra pelo escândalo das emendas em São Paulo”


Este blog, porém, vai mais longe. Não tem que responsabilizar, ainda. A mídia tem que noticiar, primeiro.


Tem que noticiar incessantemente como faria se o caso envolvesse um governo petista.


Tem que cobrar do Ministério Público e da Justiça que investiguem e dos próprios políticos citados que se expliquem.


Tem que cobrar, antes de mais nada, uma CPI na Assembléia Legislativa de São Paulo, onde o PSDB barra qualquer investigação há quase vinte anos.


E se José Serra, Geraldo Alckmin e o governo de São Paulo tentarem engavetar a investigação, a mídia tem que denunciar, exigir que não “termine em pizza” como faz com petistas.


Feito isso, a Justiça – aí, sim – é que terá que “responsabilizar” e investigar e, se for o caso, punir alguém. Mas, como se sabe, nada acontece, no Brasil, se a mídia faz corpo mole. Se solta uma notinha e depois não insiste como faz quando o caso é com o PT, o caso morre.


De tudo isso, portanto, só o que fica é um ato de coragem.


Dirceu, investigado pelo escândalo do mensalão – o que faz com que corra o risco de que sua declaração acabe por contaminar o próprio processo –, é um homem de coragem. Seria muito mais fácil calar e até sumir da política. Hoje é um consultor bem sucedido. Se fosse culpado, estaria tratando de sumir do mapa para desfrutar do dinheiro roubado.


Mas homens como Dirceu não fazem isso. Não sabem fazer isso. A vida, para alguns, é luta, é superação, é tentar deixar algo de si para a humanidade depois que se for. Para outros, a vida é assustadora. Tenta-se passar por ela correndo sempre os mínimos riscos, jamais ousando, jamais pensando em nada mais do que nos próprios interesses, sejam políticos, sejam econômicos, sejam até sentimentais.


Só conversei com Dirceu uma vez, em uma entrevista que concedeu a blogueiros no evento comemorativo aos 10 anos da revista Fórum. Não tenho como afirmar sua inocência porque não sou polícia, juiz ou advogado e, assim, posso estar enganado. Contudo, se Dirceu for inocentado pelo STF farei campanha para que seus direitos políticos lhe sejam devolvidos. Este país precisa de políticos com sangue nas veias.


Governo investiga sociedade de filho de FHC na rádio Disney



Ministro diz ter recebido informação de que grupo dos EUA comanda emissora.Paulo Henrique Cardoso não quis comentar o assunto....


Agora, você meus queridos leitores vão entender por que Fernando Henrique Cardoso quer que o PSDB adote como bandeira de campanha eleitoral o "Yes, we care" ("Sim, nós nos preocupamos")Matéria publicado hoje na Folha


O Ministério das Comunicações investiga se o grupo americano Disney ABC -um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo- controla ilegalmente a rádio Itapema FM, de São Paulo, que usa o nome fantasia de "Rádio Disney".


A emissora pertence a Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, em sociedade com a Disney. Oficialmente, Paulo tem 71% da emissora, e a Disney estaria dentro do limite de 30% de participação estrangeira permitido pela Constituição.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que o envolvimento do filho do ex-presidente não influenciou na investigação.


Procurado pela Folha, Paulo Henrique não quis dar entrevista, e delegou à Disney esclarecer sobre a gestão. O grupo disse que o comando da emissora é nacional.


Fundada em 1923, a Disney é dona da rede de TV aberta dos EUA ABC, de 72 estações de rádio, além de estúdios, gravadoras, produtoras, parques e canais pagos.


Pela legislação brasileira, o controle do capital das rádios tem de ser nacional, e a programação tem de ser comandada por brasileiros.


O ministério quer apurar se americanos têm ingerência sobre programação e operação da emissora, que funciona no prédio da Disney, e não no local informado à pasta.

A programação inclui música pop jovem, como Luan Santana e Justin Bieber.

Dois executivos da Disney no Brasil -o diretor financeiro Richard Javier Leon, americano, e o diretor-geral Miguel Angel Vives Vives, mexicano- têm procuração para autorizar empréstimos, emitir cheques e vender bens da emissora, o que denotaria poder de gestão.


Segundo Bernardo, procurações semelhantes têm sido usadas como artifício para transferir a gestão de emissoras a empresas ou pessoas que não podem ou não querem aparecer como controladoras. Ele disse que levará o caso ao Ministério Público.


Até 2007, a Rádio Itapema foi de Orestes Quércia (governador de SP morto em 2010), que ganhou a concessão no governo Sarney (1985-1990).Dois executivos da Disney no Brasil - o diretor financeiro Richard Javier Leon, americano, e o diretor-geral Miguel Angel Vives Vives, mexicano - têm procuração para autorizar empréstimos, emitir cheques e vender bens da emissora, o que denotaria poder de gestão


Ele negociou a emissora com o grupo RBS, que revendeu 71% à Rádio Holding e 29% à Walt Disney Company (Brasil). Paulo Henrique tem 99% da Rádio Holding. O 1% restante é do grupo Disney. Na Folha"[O uso de procuração] é indício de que pode ter havido a transferência do controle de fato para o grupo Disney. Não vamos permitir que uma transferência irregular se consume"


PAULO BERNARDO



OAB irá à “marcha contra corrupção”?





Por Altamiro Borges


Nesta terça-feira, 15 de novembro, Dia da Proclamação da República, estão previstas manifestações em 36 cidades brasileiras na terceira edição da chamada “marcha contra a corrupção” – o primeiro protestou ocorreu em 7 de setembro e o segundo em 12 de outubro. A exemplo dos anteriores, os objetivos da marcha são genéricos e seus promotores são difusos, diversificados.


Em alguns estados, como em São Paulo, a “marcha” conta desde o início com o apoio da Juventude do PSDB. No twitter, caciques demotucanos, mais sujos do que pau de galinheiro, procuram direcionar os protestos contra o governo Dilma na atual operação “derruba-ministro”. Na maioria dos locais, porém, a marcha é agitada nas redes sociais por pessoas que se dizem apartidárias.


R$ 1,5 milhão dos cofres públicos


Entre as entidades que assumem abertamente a convocação da marcha encontra-se a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Na semana passada, porém, apareceu uma denúncia que pode complicar o engajamento desta entidade, que já teve no passado um papel de destaque nas lutas por democracia e justiça social. De quebra, o escândalo pode abalar alguns planos golpistas.


Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB, foi acusado de receber R$ 20 mil reais mensais sem trabalhar do Estado do Pará. A denúncia foi feita por dois advogados paraenses em meio a uma crise que envolve a entidade e a sua seccional. Eles afirmam que, em 13 anos de licença remunerada, Ophir abocanhou R$ 1,5 milhão dos cofres públicos e exigem a devolução dos recursos.


Entidade vira alvo dos protestos


O presidente da OAB retrucou as acusações. Alegou que os vencimentos recebidos por ele estão dentro da lei. Mas parece que alguns dos organizadores da “marcha contra corrupção” não concordam com a sua desculpa. Receber sem trabalhar pode até ser legal, mas é imoral – afirmam. Segundo o sítio Brasil 247, eles pretendem utilizar o protesto para criticar Ophir Cavalcante:


“Os manifestantes vão estender o coro das cobranças e críticas à instituição que mais se posiciona em debates sobre a ética e que tem apoiado, inclusive, as marchas contra a corrupção. A Ordem dos Advogados do Brasil vai ser o novo alvo dos protestos, depois de revelado que o atual presidente da entidade recebe gordo salário há 13 anos como procurador federal sem trabalhar”.


O Brasil está de olho na OAB


“Se tiver corrupção dentro do movimento contra a corrupção, a gente vai buscar e acabar com isso”, garante Carla Zambelli, uma das fundadoras do movimento Nas Ruas, que organiza o ato de São Paulo. “Todas as denúncias têm que vir à tona. Temos que cortar o mal pela raiz”, afirma Cristina Maza, da entidade Todos Juntos Contra a Corrupção, que organiza a marcha no Rio de Janeiro.


No sítio Observatório da Corrupção, criado pela OAB, Ophir Cavalcante afirma que o observatório “será um instrumento para que a sociedade exerça seu insistente interesse no rápido julgamento de casos de corrupção, acompanhando os andamentos e pleiteando os julgamentos em todas as instâncias. A Ordem dos Advogados está de olho no Brasil”. Mas, como acertadamente ironiza o sítio Brasil 247, “o Brasil é que está de olho na Ordem dos Advogados, Ophir”.


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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Se fosse a Petrobras…Mas é a Chevron




Ainda não se pode dizer quais são as causas do acidente que provocou o vazamento de, ao que parece, uma pequena quantidade de petróleo no campo de Frade, operado pela petroleira norteamericana Chevron, a 350 km do litoral fluminense.


Mas algumas coisa já se pode dizer, sim.
A primeira é que a empresa demorou pelo menos 24 horas a admitir o problema e, quando o fez, foi por uma nota marota, dizendo que se tinha detectado o vazamento “entre o campo de Frade e o de Roncador – que é operado pela Petrobras - quando, na verdade, ele se deu bem próximo de uma de suas plataformas de perfuração, a Sedco706, da Transocean, a mesma proprietária da Deepwater Horizon, que provocou o acidente no Golfo do México, segundo informações do Valor Econômico.


A segunda é que esta história de falha geológica é algo que precisa ser muito bem apurado, pois não é provável que falhas geológicas capazes de provocar um derramamento no mar – e que, portanto, não podem ser em grande profundidade na rocha do subsolo, porque haveria, neste caso, um provável tamponamento natural – possam deixar de ser percebidas nos detalhados estudos sísmicos que precedem a perfuração.


A terceira, e mais importante, é que não houve um tratamento escandaloso do assunto pela mídia, como certamente haveria se o campo em questão fosse operado pela Petrobras. A estaaltura, até os peixes do oceano estariam dando declarações contra e empresa. Aliás, mesmo com o vazamento da Chevron, o destaque nos jornais é para a queda de 26% no lucro da Petrobras, mesmo sabendo que essa queda é essencialmente contábil , pela desvalorização cambial ocorrida desde agosto e que não se repetirá no último trimestre, dando à empresa um lucro recorde em sua história.


Por isso, foi extremamente acertada a posição da presidenta Dilma Rousseff de determinar a investigação rigorosa do caso. O petróleo de nosso litoral pode ser explorado sem danos ao meio ambiente e deve se-lo, qualquer que seja a empresa a fazê-lo.


E a imprensa, tão zelosa e meticulosa quando se trata da nossa Petrobras, certamente não está dando pouca importância ao caso por se tratar da Chevron, uma multi com boas reações de diálogo com o senhor José Serra, como revelou o Wikileaks.


É importante que se apure, porque um acidente no leito oceânico é imensamente mais grave que um provocado por um desengate de mangueira ou rompimento de duto. Estes, assim que se fecham as válvulas, cessa, mesmo que tenha sido grande. Um vazamento no leito oceânico, no poço ou na estrutura geológica que o rodeia é mais sério, pois exige, como se viu no Golfo, complicadíssimos e demorados procedimentos de vedação para ser detido.


Por sorte, parece ter sido de pouca monta. Mas a sorte é um elemento com que não se pode contar neste tipo de atividade.


Urânio empobrecido: Um crime de guerra dentro de uma guerra criminosa

Blogg do Amoral Nato
toda a força para O Cara



Os povos iraquiano, palestino, afegão são vítimas fatais da utilização das armas produzidas com o lixo nuclear, armas largamente produzidas e utilizadas pelos exércitos de ocupação dos Estados Unidos da América e sua base militar no Oriente Médio, Israel.


O resultado de sua utilização a médio prazo, você pode verificar com seus olhos:


por William Bowles


Como se destruir um país e a sua cultura não fosse suficientemente mau, o que dizer acerca da destruição do seu futuro, dos seus filhos? Quero bradar isto de cima dos telhados! Somos cúmplices em crimes de tamanha enormidade que acho difícil encontrar as palavras para descrever o que sinto acerca deste crime cometido em meu nome! Em nome do mundo "civilizado"?


"Esqueça-se do petróleo, da ocupação, do terrorismo ou mesmo da Al-Qaeda.


O perigo real para os iraquianos destes dias é câncer. O câncer está a propagar-se rapidamente no Iraque. Milhares de bebés estão a nascer com deformidades. Os médicos dizem que estão a lutar para enfrentar o aumento do câncer e dos defeitos natos, especialmente em cidades sujeitas a pesado bombardeamento americano e britânico". — Jalal Ghazi, para New America Media Segundo Dahr Jamail, "Os militares estado-unidenses e britânicos utilizaram mais de 1700 toneladas de urânio empobrecido (depleted uranium, DU) no Iraque durante a invasão de 2003 (Jane's Defence News, 4/2/04) acima da 320 toneladas utilizadas na Guerra do Golfo de 1991 (Inter Press Service, 3/25/03). Literalmente, todas as pessoas com quem falei no Iraque durante os meus nove meses de reportagem ali sabem de alguém que sofre ou morreu de câncer. (...) Ghazi cobriu Faluja, a qual absorveu a carga de duas maciças operações militares dos EUA em 2004, até 25 por cento dos nascituros têm sérias anormalidades físicas. As taxas de câncer em Babil, uma área a Sul de Bagdad, elevaram-se de 500 casos em 2004 para mais de 9000 em 2009. O Dr. Jawad al-Ali, director do Centro de Oncologia em Bassorá, disse à Al Jazeera English (10/12/09) que houve 1885 casos de câncer no ano de 2005, agora de 1250 a 1500 pacientes visitam o seu centro a cada mês. — 'The New 'Forgotten' War' By Dahr Jamail, 15 March, 2010Mesmo a BBC foi forçada a reconhecer a realidade (Ouçam: 'Child deformities 'increasing' in Falluja' 4 March, 2010). Mas é verdade que pesquisei o sítio web da BBC em busca do vídeo clip que havia visto na semana passada, de modo que fui poupado às cenas horrorosas que testemunhara, registadas no hospital principal de Faluja. Se isto tivesse sido uma herança de Saddam, teríamos visto imagens como aquelas acima repetidas infindavelmente nos mass media, completadas com resoluções da ONU e tudo o mais. Esta peça curta colocada no sítio web da BBC finalizava assim:


"Numa declaração, o Pentágono disse que "Nenhum estudo até à data indicou questões ambientais que resultassem em questões específicas da saúde. Munições não explodidas, incluindo dispositivos explosivos improvisados, são um perigo reconhecido" ".


Fim da história, tanto quanto o que preocupa a BBC. Assim, como é que isto não é uma manchete? Mesmo a Coligação Travem a Guerra (Stop the War Coalition) mal menciona o assunto, mais preocupada aparentemente com os apuros dos guerreiros do imperialismo, dos guerreiros britânicos que dispararam esta coisa imunda não só contra inocentes iraquianos como também contra inocentes da antiga Jugoslávia e do Afeganistão. Mas então somos os cidadãos do Império, o que explica porque Stop the War tem pouco ou nada a dizer sobre o assunto.


"Quando disseram que o urânio empobrecido era a arma preferida do império estado-unidense, eles mentiam. A palavra 'empobrecido' é um truque de relações públicas. Ela faz parece que o material nuclear está esgotado. Não está. É urânio. Vamos chamá-lo urânio. Por outras palavras, DU é o resíduo nuclear de baixo nível. O DU também pode conter traços significativos de "neptúnio, plutónio, amerício, tecnícium-99 e urânio-236". – http://tuberose.com/As declarações do governo britânico e estado-unidense de que o Depleted Uranium é uma arma "convencional" são contraditadas pelos factos:


O armamento com urânio empobrecido (DU) cumpre a definição de armas de destruição em massa em duas de três categorias sob o U.S. Federal Code Title 50 Chapter 40 Section 2302.


Desde 1991, os EUA libertaram atomicidade equivalente a pelo menos 400 mil bombas de Nagasaki na atmosfera global. Isto é 10 vezes a quantidade libertada durante testes atmosféricos, a qual era o equivalente a 40 mil bombas de Hiroshima. Os EUA contaminaram permanentemente a atmosfera global com poluição radioactiva que tem uma semi-vida de 2,5 mil milhões de anos.


Os EUA conduziram ilegalmente quatro guerras nucleares na Jugoslávia, Afeganistão e duas vezes no Iraque desde 1991, chamando o DU de armamento "convencional" quando de facto é armamento nuclear.


O DU no campo de batalha tem três efeitos sobre sistemas vivos: é um veneno químico como metal pesado, um veneno "radioactivo" e tem um efeito de "partícula" devido à dimensão das partículas que é de 0,1 mícrons ou mais pequeno.


Os planos para o DU como armamento são de um memorando de 1943 do Gen. L. Groves, do Projecto Manhattan, que recomendou o desenvolvimento de materiais radioactivos como armas de gás venenoso – bombas sujas, mísseis sujos e balas sujas.


As armas com DU são penetradoras com energia cinética muito efectiva, ainda mais efectiva do que as bio-armas uma vez que o urânio tem uma forte afinidade química para estruturas de fosfato concentradas no DNA.


O DU é o Cavalo de Tróia da guerra nuclear – ele mantém-se presente e continua a matar. Não há maneira de limpá-lo e nenhuma maneira de anulá-lo porque ele continua a desintegrar-se em outros isótopos radioactivos em mais de 20 passos.


Terry Jemison do U.S. Department of Veterans Affairs declarou em Agosto de 2004 que mais de 518 mil veteranos do Golfo (período de 14 anos) estão agora com incapacidade médica e que 7.039 foram feridos no campo de batalha naqueles mesmo período. Mais de 500 mil veteranos dos EUA estão sem casa.


Em alguns estudos de solados que tiveram bebés normais antes da guerra, 67 por cento dos bebés pós-guerra nasceram com defeitos graves – com falta de cérebro, olhos, órgãos, pernas e braços e doenças do sangue.


No Sul do Iraque, cientistas estão a relatar níveis de radiação gama no ar cinco vezes mais elevados, o que aumenta a carga corporal diária dos habitantes. De facto, o Iraque, a Jugosláveis e o Afeganistão são inabitáveis.


O câncer começa com uma partícula alfa sob as condições certas. Um grama de DU é da dimensão de um ponto nesta sentença e liberta 12 mil partículas alfa por segundo. – http://tuberose.com/ De modo que todas vocês, pessoas alegadamente civilizadas, o que estão a fazer acerca disto?


PS: Oh, esqueci-me das armas com DU fornecidas a Israel pelos EUA, também lançadas sobre o povo de Gaza.






sábado, 12 de novembro de 2011

Dez fatos que a mídia esconde



Por Marco Aurélio Weissheimer, no blog RS Urgente:


O debate sobre regulação do setor de comunicação social no Brasil, ou regulação da mídia, como preferem alguns, está povoado por fantasmas, gosta de dizer o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Franklin Martins. O fantasma da censura é o frequentador mais habitual, assombrando os setores da sociedade que defendem a regulamentação do setor, conforme foi estabelecido pela Constituição de 1988.


Regulamentar para quê? – indagam os que enxergam na proposta uma tentativa disfarçada de censura. A mera pergunta já é reveladora da natureza do problema. Como assim, para quê? Por que a comunicação deveria ser um território livre de regras e normas, como acontece com as demais atividades humanas? Por que a palavra “regulação” causa tanta reação entre os empresários brasileiros do setor? O que pouca gente sabe, em boa parte por responsabilidade dos próprios meios de comunicação que não costumam divulgar esse tema, é que a existência de regras e normas no setor da comunicação é uma prática comum naqueles países apontados por esses empresários como modelos de democracia a serem seguidos.


O seminário internacional Comunicações Eletrônicas e Convergências de Mídias, realizado em Brasília, em novembro de 2010, reuniu representantes das agências reguladoras desses países que relataram diversos casos que, no Brasil, seriam certamente objeto de uma veemente nota da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) denunciando a tentativa de implantar a censura e o totalitarismo no Brasil. Ao esconder a existências dessas regras e o modo funcionamento da mídia em outros países, essas entidades empresariais é que estão praticando censura e manifestando a visão autoritária que tem sobre o tema. O acesso à informação de qualidade é um direito.


Aqui estão dez regras adotadas em outros países que as grandes empresas da mídia brasileira escondem da população:


1. A lei inglesa prevê um padrão ético nas transmissões de rádio e TV, que é controlado a partir de uma mescla da atuação da autorregulação dos meios de comunicação ao lado da ação do órgão regulador, o Officee of communications (Ofcom). A Ofcom não monitora o trabalho dos profissionais de mídia, porém, atua se houver queixas contra determinada cobertura ou programa de entretenimento. A agência colhe a íntegra da transmissão e verifica se houve algum problema com relação ao enfoque ou se um dos lados da notícia não recebeu tratamento igual. Após a análise do material, a Ofcom pode punir a emissora com a obrigação de transmitir um direito de resposta, fazer um pedido formal de desculpas no ar ou multa.


2. O representante da Ofcom contou o seguinte exemplo de atuação da agência: o caso de um programa de auditório com sorteios de prêmios para quem telefonasse à emissora. Uma investigação descobriu que o premiado já estava escolhido e muitos ligavam sem chance alguma de vencer. Além disso, as ligações eram cobradas de forma abusiva. A emissora foi investigada, multada e esse tipo de programação foi reduzida de forma geral em todas as outras TVs.


3. Na Espanha, de 1978 até 2010, foram aprovadas várias leis para regular o setor audiovisual, de acordo com as necessidades que surgiam. Entre elas, a titularidade (pública ou privada); área de cobertura (se em todo o Estado espanhol ou nas comunidades autônomas, no âmbito local ou municipa); em função dos meios, das infraestruturas (cabo, o satélite, e as ondas hertzianas); ou pela tecnologia (analógica ou digital).


4. Zelar para o pluralismo das expressões. Esta é uma das mais importantes funções do Conselho Superior para o Audiovisual (CSA) na França. O órgão é especializado no acompanhamento do conteúdo das emissões televisivas e radiofônicas, mesmo as que se utilizam de plataformas digitais. Uma das missões suplementares e mais importantes do CSA é zelar para que haja sempre uma pluralidade de discursos presentes no audiovisual francês. Para isso, o conselho conta com uma equipe de cerca de 300 pessoas, com diversos perfis, para acompanhar, analisar e propor ações, quando constatada alguma irregularidade.


5. A equipe do CSA acompanha cada um dos canais de televisão e rádio para ver se existe um equilíbrio de posições entre diferentes partidos políticos. Um dos princípios dessa ação é observar se há igualdade de oportunidades de exposição de posições tanto por parte do grupo político majoritário quanto por parte da oposição.


6. A CSA é responsável também pelo cumprimento das leis que tornam obrigatórias a difusão de, pelo menos, 40% de filmes de origem francesa e 50% de origem européia; zelar pela proteção da infância e quantidade máxima de inserção de publicidade e distribuição de concessões para emissoras de rádio e TV.


7. A regulação das comunicações em Portugal conta com duas agências: a Entidade reguladora para Comunicação Social (ERC) – cuida da qualidade do conteúdo – e a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), que distribui o espectro de rádio entre as emissoras de radiodifussão e as empresas de telecomunicações. “A Anacom defende os interesses das pessoas como consumidoras e como cidadãos.


8. Uma das funções da ERC é fazer regulamentos e diretivas, por meio de consultas públicas com a sociedade e o setor. Medidas impositivas, como obrigar que 25% das canções nas rádios sejam portuguesas, só podem ser tomadas por lei. Outra função é servir de ouvidoria da imprensa, a partir da queixa gratuita apresentada por meio de um formulário no site da entidade. As reclamações podem ser feitas por pessoas ou por meio de representações coletivas.


9. A União Européia tem, desde março passado, novas regras para regulamentar o conteúdo audiovisual transmitido também pelos chamados sistemas não lineares, como a Internet e os aparelhos de telecomunicação móvel (aqueles em que o usuário demanda e escolhe o que quer assistir). Segundo as novas regras, esses produtos também estão sujeitos a limites quantitativos e qualitativos para os conteúdos veiculados. Antes, apenas meios lineares, como a televisão tradicional e o rádio, tinham sua utilização definida por lei.


10. Uma das regras mais importantes adotadas recentemente pela União Europeia é a que coloca um limite de 12 minutos ou 20% de publicidade para cada hora de transmissão. Além disso, as publicidades da indústria do tabaco e farmacêutica foram totalmente banidas. A da indústria do álcool são extremamente restritas e existe, ainda, a previsão de direitos de resposta e regras de acessibilidade.


Todas essas informações, e muitas outras, estão disponíveis ao público na página do Seminário Internacional Comunicações Eletrônicas e Convergências de Mídias. Dificilmente, você ouvirá falar dessas regras em algum dos veículos da chamada grande imprensa brasileira. É ela, na verdade, quem pratica censura em larga escala hoje no Brasil.



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Reportagem do Correio Braziliense prova farsa montada contra governador




Reportagem publicada hoje pelo Correio Braziliense sob o título "Irmão de Eliana Pedrosa estaria por trás de vídeo incriminando Agnelo" " desmonta as acusações de que o governador de Brasília, Agnelo Queiroz (PT) teria recebido propina quando era diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
A matéria reproduz parte da entrevista de Daniel Tavares - que, inicialmente, acusou Agnelo de ter recebido dinheiro - à TV Record, na qual ele diz: "Falei tudo aqulo para prejudicar o governador".
Segundo o material publicado pelo Correio, o articulador da gravação do vídeo no qual Tavares envolveu o governador em denúncia de pagamentos de propina é o empresário Eduardo Pedrosa, que há anos atua nos bastidores da política do DF e é imão da deputada distrital Eliana Pedrosa (PSD).
Deputadas movem campanha de acusações contra governador
(...)
Leiam, também, o post que publico hoje no blog Oposição esquece seu passado em Brasília e tenta incriminar Agnelo.
Matéria completa:http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13738&Itemid=2

Grandes operações da PM de SP não são contra bandidos




Nas primeiras horas da última terça-feira, um efetivo de 400 policiais militares de São Paulo usou 50 veículos, dois helicópteros e um pequeno exército de jornalistas apoiadores para prender cerca de 70 garotos e garotas magrelos que ocupavam a reitoria da USP armados com livros e cadernos de alto calibre. Foram quase seis policiais militares para cada estudante.
Armados com fuzis, escopetas, bombas e o que mais se puder imaginar em termos de armamento pesado, a operação em tela foi uma das maiores que a Polícia Militar de São Paulo empreendeu neste ano. Cada um dos parrudos policiais militares armados até os dentes que se envolveram naquela operação teria condições de render, agora sim, pelo menos seis manifestantes.
As raras grandes operações que a polícia militarizada de São Paulo faz no Estado são sempre contra cidadãos rebelados, sim, mas que não são bandidos. Quem buscar na internet alguma operação desse porte contra o crime organizado ou desorganizado só encontrará operações de reintegração de posse ou de repressão a manifestações de rua.
Enquanto polícia como a do Rio de Janeiro empreende ocupações de favelas trocando tiros com criminosos fortemente armados e de altíssima periculosidade, a polícia paulista só investe contra famílias para retirá-las de habitações precárias que se equilibram em terrenos de grandes empresas ou de multimilionários, ou então contra manifestações legítimas da sociedade civil.
Quando se fala em operações policiais de porte em São Paulo, vêm a mente as reintegrações de posse que colocam mulheres, crianças e velhos pobres com seus móveis, roupas e utensílios domésticos no meio da rua ou a repressão à Marcha da Maconha ou as manifestações de professores da rede estadual em reivindicação por salários decentes.
Diante da situação de escandalosa insegurança pública que vige em São Paulo, não se entende onde ficam esses imensos contingentes de policiais quando não estão espancando jovens magricelos e professores ou enxotando famílias de seus barracos insalubres.
Há regiões no Estado de São Paulo, sobretudo na capital, em que nenhum desses jornalistas que vivem garantindo que o Estado está cada vez mais seguro ousaria dar as caras. Tanto quanto a polícia. A Cracolândia, por exemplo, incrustada como uma chaga no centro velho da capital, escandaliza muito mais devido à dimensão do caos que vige ali.
Apesar de outras cidades brasileiras terem pontos de tráfico e de consumo de drogas, nenhum tem a dimensão e a ousadia da Cracolândia paulistana. São centenas e centenas de mortos-vivos convivendo com traficantes de drogas procurados. É um local em que morre gente em ações violentas o tempo todo e onde qualquer um que passe pelo local pode ser vitimado.
Nos bairros pobres, as portas das escolas públicas atraem o tráfico e gangues violentas. Mesmo nas regiões mais abastadas da cidade, a elite se vê acossada em cada semáforo, ainda que trancada em seus carrões. A avenida Paulista se tornou uma selva até mesmo durante o dia. Mas é de noite que o bicho pega.
Gangues atacam cidadãos por qualquer razão. Este blogueiro ficou meses dormindo em um hospital naquela avenida para acompanhar a filha doente. Pelo menos uma vez foi ameaçado por uma dessas gangues na porta daquele hospital, ao sair de madrugada para comprar cigarros – eram quatro rapazes que frearam bruscamente o carro e que ameaçaram agredir sem razão inteligível.
Esses exércitos de policiais, porém, só dão as caras, em São Paulo, para combater cidadãos reivindicando direitos ou que sofrem os efeitos da pobreza e da desigualdade. É nesse contexto que a operação de desocupação da reitoria da USP se torna surreal. É como se a polícia paulista não tivesse nada de mais importante para fazer.
Como cada brucutu daqueles que invadiram a USP daria conta de render pelo menos uma meia dúzia daqueles garotos que não ofereceram resistência alguma e que se encolheram ordenadamente no chão ou contra a parede, estima-se que dez por cento do efetivo policial deslocado para aquela operação teria sido mais do que suficiente.
Além disso, é grave a suspeita de que aquela meia dúzia de Coquetéis Molotov exibida para a imprensa pela polícia sob alegação de que foram encontrados com os estudantes pode ter sido plantada pela própria polícia de forma a justificar o tamanho desproporcional da operação. Até agora, a polícia não apontou de quem seriam os artefatos.
Houve um linchamento dos estudantes pela imprensa, sobretudo pela tevê aberta e pela imprensa escrita, que praticamente não deram voz aos amotinados. Nos telejornais, alguns segundos para os advogados deles e longos minutos para seus acusadores e detratores, que se somavam às opiniões dos apresentadores.
A sociedade paulista está anestesiada. O povo de São Paulo tem que investir sem parar em segurança e, assim mesmo, todos sabem que podem sofrer ações criminosas e violentas a qualquer momento. Contudo, essa população não se espanta com a exibição de força de uma polícia que nunca está por perto quando se faz necessária.
Assassinatos, latrocínios, estupros, ataques de gangues, roubos, furtos… Tudo que é crime só faz aumentar em São Paulo. As estatísticas anunciadas pela polícia, apesar de refletirem tal situação, sofrem acusações incessantes de manipulação.
Isso sem falar que o povo paulista, como o senso comum reconhece, costuma nem se dar ao trabalho de prestar queixa de ações criminosas. Parece pouco polêmico afirmar que, em São Paulo, os alvejados pelo crime sempre argumentam que dar queixa na polícia “não adianta nada”. Ou seja, então: as estatísticas mal refletem a realidade de insegurança no Estado.
Essas dondocas que andam promovendo reuniões para criticar os estudantes da USP, para elogiar a desproporcional ação da PM e para articular a tal “marcha contra a corrupção” que promete sair às ruas no próximo dia 15, mal sabem que, por sua estupidez, no próximo semáforo poderão ser alvo de algum garoto de dez anos enlouquecido pelo crack.