sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Colunista da Veja Augusto Nunes humilha ‘eleitora do PT’ em vídeo




Recebo da leitora Lara Frutos um material que deslinda, à perfeição, o que é que se tem ao lado daqueles políticos que a literatura pátria vai desnudando em obras seminais como o livro-denúncia A Privataria Tucana.


Eis seu comentário.
Sou leitora do blog, leitora do Privataria Tucana e estou bastante chocada com o nível de resposta que vem surgindo justamente da falta de argumentos. Uma delas está nesse vídeo, que creio ter sido gravado antes da eleição da presidenta [Dilma Rousseff]. É estarrecedora a falta de respeito de Augusto Nunes com quem, imagino, o tucanato elege como “inimigo”: o povo.

O vídeo foi, sim, gravado durante a campanha eleitoral do ano passado. A “entrevistada” supostamente é uma nordestina humilde, de baixa instrução, beneficiária do Bolsa Família que não gosta de estudar, que não se informa e que se vende por “vinte reais”.
Eis o material:




Recebo da leitora Lara Frutos um material que deslinda, à perfeição, o que é que se tem ao lado daqueles políticos que a literatura pátria vai desnudando em obras seminais como o livro-denúncia A Privataria Tucana.


Eis seu comentário.


Sou leitora do blog, leitora do Privataria Tucana e estou bastante chocada com o nível de resposta que vem surgindo justamente da falta de argumentos. Uma delas está nesse vídeo, que creio ter sido gravado antes da eleição da presidenta [Dilma Rousseff]. É estarrecedora a falta de respeito de Augusto Nunes com quem, imagino, o tucanato elege como “inimigo”: o povo.
O vídeo foi, sim, gravado durante a campanha eleitoral do ano passado. A “entrevistada” supostamente é uma nordestina humilde, de baixa instrução, beneficiária do Bolsa Família que não gosta de estudar, que não se informa e que se vende por “vinte reais”.


Eis o material:


Esse material odioso permite duas únicas hipóteses:


1 – a pessoa é realmente quem diz ser, pensa mesmo tudo o que disse e, assim, foi levada àquela peça covarde para ser humilhada e fazer incautos acreditarem que aquele era o perfil do eleitor de Dilma Rousseff, quando se sabe que ela venceu a eleição inclusive entre os mais escolarizados.


2 – o vídeo é uma farsa, a pessoa sabia que estava sendo exposta ao ridículo e aceitou porque foi paga para isso, o que configura crime eleitoral.


Em qualquer das situações, é inaceitável. Farsa ou sessão de humilhação de uma cidadã, seja o que for, é baixo, vil, covarde. O ódio que essa gente possa ter do povo não lhe dá o direito de humilhá-lo ou de enganá-lo com uma farsa desse jaez.


Fico me perguntando se a legislação eleitoral não deveria contemplar esse tipo de “estratégia eleitoral”, sobretudo quando empreendida por um suposto jornalista “isento” como esses que andam soltos por aí.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A Folha “errou”. E consertou: livro de Amaury volta ao topo




A blogosfera chiou e a Folha devolveu o primeiro lugar em vendas que havia “garfado” ontem do livro “A Privataria Tucana”, de Amauri Ribeiro Jr, como nos avisa o leitor Felipe Limongi.
Depois de estar em primeiro lugar entre os mais vendidos até, pelo menos, quinta-feira passada, ontem – domingo – o livro havia, misteriosamente desaparecido da lista dos líderes de venda.
E também voltou a constar das subpáginas dedicadas aos “livros-reportagem”.
Agora, reapareceu no lugar em que não é possível esconder que está: o primeiro.
A final, é um fenômeno de vendas e mostra que os brasileiros quem, mesmo, saber de tudo o que se passou nos porões obscuros do processo de privatização.
Daqui a dois dias, quando o deputado Protógenes Queiroz protocolar junto à presidência da Câmara a CPI da Privataria, com bem mais dos que as 171 assinaturas necessárias, finalmente comece a ser desvendado este momento de trevas de nossa história.
E não há de deixar de dar ao livro do Amaury o mérito de ter sido a centelha deste processo.
Hoje, o editor Luiz Fernando Emediato confirmou que até o final da semana a tiragem total terá 100 mil exemplares.
E a sua volta ao topo da lista tem um duplo benefício: restaura-se a verdade e, de quebra, sai dali o livro lançado pelo homem que presidiu este processo lesivo ao povo brasileiro, Fernando Henrique Cardoso.
Quanto mais não seja, para ninguém cometer a crueldade de dar um dos exemplares de FHC de presente de Natal a alguém.

Por que a mídia não diz quem são os blogueiros ‘chapas-brancas’?




Todos os dias, algum jornalista empregado em algum tentáculo das Organizações Globo, na Folha de São Paulo, no Estadão ou na revista Veja, entre outros, recita um bordão que já virou mantra, de que blogueiros que denunciam o partidarismo político da mídia são pagos pelo governo federal ou pelo PT para dizerem o que dizem.


Deixemos de lado o mérito da questão sobre esse partidarismo da grande mídia, que, com seu silêncio gutural e ensurdecedor sobre o livro-bomba A Privataria Tucana, extirpou as últimas dúvidas que havia sobre o que os tais blogueiros “chapas-brancas” denunciam sem parar, que os veículos citados não passam de um partido político dissimulado.


Blogueiros como este, porém, têm a coragem de dar nome aos bois. Pelo menos aos quatro grandes “bois” cujos nomes vão acima. Em contrapartida, os empregados desses jornais, revistas, televisões, rádios e portais de internet não dizem a quem se referem quando aludem a “blogueiros chapas-brancas”.


Agora que a mídia não pode mais ignorar o livro do jornalista Amaury Ribeiro porque já está sendo comentado até no exterior enquanto se aproxima da marca de cem mil cópias vendidas no Brasil, ela pôs seus colunistas para tentarem desacreditar não a obra, mas o seu autor, valendo-se do que se convencionou chamar de argumento ad hominem, ou seja, do tipo que procura desqualificar o autor de uma ideia por não ter o que dizer contra ela.


Hoje foi a vez do “imortal” Merval Pereira, empregado da família Marinho, dona da Globo, falar do livro que toda a grande imprensa, até três ou quatro dias atrás, insistia em ignorar apesar de então já figurar nas listas dos livros mais vendidos que esses mesmos meios de comunicação supracitados divulgam.


O texto de Merval foi reproduzido por outro funcionário da Globo, o jornalista Ricardo Noblat, em seu blog. E é lá que se pode constatar como funciona essa pretensa máquina de desinformação e de censura do contraditório que é o grupo empresarial da família Marinho.


O texto de Merval publicado neste domingo é uma arenga construída para desacreditar o livro-bomba que denuncia supostos esquemas do “darling” das famílias midiáticas, o tucano José Serra. Em seu primeiro parágrafo, diz a enormidade que reproduzo abaixo:


“O livro “Privataria tucana”, da Geração Editorial, de autoria de Amaury Ribeiro Jr, é um sucesso de propaganda política do chamado marketing viral, utilizando-se dos novos meios de comunicação e dos blogueiros chapa-branca [sic] para criar um clima de mistério em torno de suas denúncias supostamente bombásticas, baseadas em “documentos, muitos documentos”, como definiu um desses blogueiros em uma entrevista com o autor do livro (…)”


O que salta aos olhos do parágrafo inicial de um texto que, pela lógica do autor, é chapa-branca até a alma por ter sido escrito a favor do grupo político que governa os Estados mais ricos do país – entre eles, o Estado de São Paulo – é que, à diferença de mim, ele não dá nomes.


Essa prática é recorrente entre seus pares. Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, por exemplo, são alguns dos muitos jornalistas que se dedicam toda hora a acusar blogueiros de serem pagos pelo governo federal ou pelo Partido dos Trabalhadores para dizerem o que dizem.


Quero, então, fazer um desafio público a esses jornalistas e aos patrões deles. Abro todos os meus sigilos para que possam buscar o menor indício de que o que dizem é verdade. Não negarei uma só informação que requisitem.


Podem vir à minha casa ver como vivo, tiro extratos de minhas contas bancárias, mostro a eles minhas declarações de imposto de renda, enfim, dou a essa gente acesso irrestrito à minha vida com o compromisso de que, se não surgir um mísero centavo de dinheiro público, digam publicamente que ao menos este blogueiro não recebe nada para dizer o que diz.


As acusações que essa gente faz são injustas e, a meu ver, criminosas. Se você é blogueiro, simpatiza com o governo Dilma ou com o PT e diz isso em seu blog, automaticamente está tachado de “chapa-branca”, acusado de vender a sua consciência e a sua pena por dinheiro.


Em minha opinião, portanto, os blogueiros que têm opiniões como as minhas deveriam se unir e questionar esses jornalistas, pois todos são atingidos pelas acusações genéricas que fazem.


São acusações a centenas, talvez milhares de pessoas como eu que, além de não ganharem dinheiro com o que escrevem, ainda gastam para fazê-lo, pois, como não têm receita em seus blogs, tiram do bolso os custos de manter uma página de política na internet, o que os obriga a gastar com hospedagem virtual, com contatos telefônicos, com deslocamentos físicos etc.

Penso que a mídia está obrigada a dar nome aos bois ou a parar de fazer acusações genéricas. Não que essas acusações colem. Basta ver o que vem acontecendo nas últimas eleições ou até em pesquisas de opinião para entender que a sociedade não dá mais crédito a essa mídia, mas ela não têm direito de fazer o que faz.


Exorto a jornalistas como Merval Pereira, pois, a criarem coragem de dizer a quem se referem e em que se baseiam para fazer a acusação que fazem. Repito: da forma como acusam, qualquer um que tenha um blog que critique o engajamento político da grande mídia fica sob suspeita de ter se vendido intelectualmente.


Por enquanto, peço que façam isso voluntariamente. Mas posso garantir que cada vez mais blogueiros estão perdendo a paciência com essas acusações. Cedo ou tarde serei ouvido e uma atitude conjunta será tomada no sentido de resguardar a honra de tantos atingidos por essas acusações covardes e mentirosas.

Vale vende quatro dos 19 navios do Almirante Agnelli




Deu agora à noite no Valor Econômico:
“A Vale já começou a tocar a nova estratégia da empresa desenhada por Murilo Ferreira, presidente executivo da companhia, para a área de navegação de longo curso. A mineradora acaba de vender a armadores asiáticos quatro dos 19 navios encomendados a estaleiros coreanos e chineses na gestão anterior de Roger Agnelli, confirmou fonte da companhia ao Valor.
A meta da Vale para 2012, adiantou o interlocutor, é colocar os restantes 15 supermineraleiros a venda, mas sempre com contrato de longo prazo vinculado a transação. A nova estratégia foi aprovada na semana passada pelo conselho de administração.
O recente episódio do supernavio Beijing, contratado pela Vale da coreana STX Pan Ocean, que quase afundou quando carregava minério de ferro da empresa no píer I do porto de Ponta Madeira, em São Luís, no Maranhão, e mais a surpreendente resistência dos portos chineses em receber as embarcações da Vale foram a gota d’água para Ferreira colocar em prática a nova logística de transporte marítimo no mercado transoceânico de minério.”
A operação, na verdade, não será totalmente de venda de navios, mas de repasse ou cancelamento de seus contratos de construção, sobretudo no caso dos contratados junto ao sul-coreano STX. Embora a materia não informe, os quatro navios vendidos devem ser o Vale Brasil, Vale Rio de Janeiro, Vale Itália, além do Vale Beijing, que está avariado em São Luis. Há pelo menos outros dois já lançados, em acabamento.
Uma operação totalmente desastrosa, feita de velocidade e em escala totalmente imprudentes – os 19 navios são todos da classe Chinamax, os maiores do mundo, com 400 mil toneladas de porte bruto – movida pela voracidade de exportar rapidamente tanto minério quanto possível, da mesma forma como Roger Agnelli se livrou, em apenas dois anos – entre 2001 e 2003 – da frota própria da Vale, a Docenave.
Esse era o “ídolo” empresarial dos neoliberais, o homem da “eficiência”, com a experiência de uma almirante de banheira e sua frota de patinhos de borracha.

Popularidade de Dilma sobe e audiência da Globo cai




Por que será, hein?


A TV Globo bate no governo o tempo todo e a popularidade da Presidenta sobe (conforme pesquisa do CNI/Ibope divulgada na semana). Enquanto isso a audiência da TV Globo cai.


O fenômeno vem desde a época do governo do presidente Lula.


O resultado é efeito das trambicagens explícitas que o Jornal Nacional leva ao ar, como a bolinha de papel, e agora, a ocultação no Jornal Nacional da roubalheira tucana denunciada no livro "A Privataria Tucana".


O telejornal passou o ano criando um padrão de cobrança que beira o clima macartista nos EUA nos anos 50, apontando o dedo e pré-condenando qualquer um que se atreva a apoiar o governo Dilma, deturpando as denúncias. Agora a TV Globo esquece tudo o que disse e escreveu neste ano e não exige nem sequer explicações para os amigos e parentes de José Serra sobre movimentações em empresas off-shore em paraísos fiscais, movimentações milionárias em contas usadas para lavagem de dinheiro, sociedade da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas, presa na operação Satiagraha, contratação de empresa de arapongagem pelo então governador José Serra, etc, etc, etc.


Um colunista do jornalão da emissora (Merval Pereira) desmente FHC reconhecendo que os documentos do livro são oficiais (já abandonando a tese de dossiê Cayman, que não colou), mas acha "normal" a dinheirama de origem suspeita de funcionários do governo tucano, políticos e parentes de José Serra, que comandaram a privataria, transitarem por contas usadas para lavagem de dinheiro. O colunista só faltou dizer que não há no livro um recibo assinado pelos amigos e parentes de José Serra declarando terem recebido propinas. É a mesma estratégia de defesa dos advogados de Paulo Maluf que, quando pego com a boca na botija com contas milionárias em paraísos fiscais, nega tudo na maior cara-de-pau.


Não dá mais para tampar o sol com a peneira. A TV Record noticiou, a TV Bandeirantes noticiou, o assunto foi tema de discursos do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT/PE), e de protestos do senador serrista Aloysio Nunes (PSDB/SP). Na internet é o assunto político do momento, a editora do livro não consegue atender os pedidos, tamanha a procura. Um pedido de CPI já reuniu mais do que as 171 assinaturas necessárias. FHC, sem saída, já fez um apelo dramático para o PSDB o defender na roubalheira em seu governo, e o presidente do PSDB emitiu nota oficial, quebrando a estratégia de abafar com o silêncio. Tudo isso é notícia obrigatória e quentíssima, que a TV Globo sonega do telespectador.


O preço da perda da credibilidade jornalística, num primeiro momento, foi o telespectador receber com desconfiança denúncias vindas do Jornal Nacional contra gente do governo, pois já percebeu que a Globo tem um "caso de amor" com os demo-tucanos. Em um segundo momento é a perda da audiência. Pior para a Globo, que afunda junto com o tucanato.

domingo, 18 de dezembro de 2011

DEU NO BLOG DE VICENTE CIDADE: " Que diabo a bancada do PT foi fazer com o governador Lorota "

ANANINDEUADEBATES
Opinião,Pensamentos e Política


Muita lorota e pouco governo. Muito legado e pouca oposição !!


Que diabo a bancada do PT foi fazer com o governador Lorota, justamente quando ele está enfrentando seu pior momento e coincidentemente o PT está veiculando sua propaganda partidária? prestar-lhe solidariedade por acaso?


Mergulhado numa crise de aceitação popular, primeiro o Lorota tentou a covardia do silêncio, depois arrotou bravata e teve que fazer da campanha do NÃO um espaço de defesa e propaganda de governo, agora tenta aparecer como a liderança conciliadora de plantão.


O Lorota vem tentando repassar a sua rejeição criando desgaste para o governo federal. Para isso passou a repetir o velho "mantra besteirol" contra a lei Kandir, a mesma lei que ele não combateu quando era principal secretário do governador Almir, fica vendendo a ideia de que a presidenta Dilma está cortando investimentos no Pará, defendendo a Vale, e por fim inventou a cobrança de uma taxa, dando poderes para que ele mesmo possa "negociar" isenção mais adiante.


Nesse cenário, a bancado do PT não tem o que fazer, vai atender o "chamado" do Lorota, para que ele possa aparecer na foto como o Conciliador. Ou nossa bancada é muito idiota ou desaprendeu a fazer política. Abestados !!


Primeiro, sobre a Lei Kandir, desde quando a companheira Ana Júlia foi eleita senadora, em 2004, durante o primeiro governo do Lorota, ela já propunha a revisão dessa famigerada lei, excluindo do seu alcance a exportação de bens primários, como os minerais. Não houve por parte do Lorota, à época, grande mobilização supra partidária, ou para usar o termo da moda, de Estado, para fortalecer a luta da senadora.


Do mesmo modo, desde quando assumiu o mandato, no início do ano, o deputado federal Cláudio Puty já protocolou um projeto de emenda constitucional excluindo da lei Kandir os bens não renováveis. De novo, por que o Lorota não encampou esse projeto do Puty? Ou seja, ele que parecer o grande articulador de uma luta que o PT do Pará já trava há muito tempo. Não é questão de Estado, é questão política mesmo.


Quanto á derrocagem do Pedral do Lourenço, que o Lorota está "cantando" aos quatro ventos que a presidente Dilma retirou a obra do PAC e cortou os investimentos, quando na verdade todos na bancada do PT sabem que a estratégia do governo federal é chamar a Vale à responsabilidade de investir em infraestrutura no país e portanto, que a Vale faça a obra, já que será a principal beneficiada. No entanto, o Lorota esculhamba a presidente Dilma e defende a Vale. E ainda chama o PT para participar disso alegando interesse maior do Estado. Pura empulhação.


Por fim, essa balela da taxa de exploração mineral, que além de inconstitucional, só servirá para futuras transações e negociatas. Se o Lorota quisesse realmente fazer dessa taxa uma forma responder às desigualdades intra regionais do estado, por que então não estabelece que parte da sua arrecadação seja dividida com os municípios? Aliais, cadê os "arautos munícipes" Helder e Parsifal que fizeram toda aquela palhaçada no 366 e agora estão caladinhos? Isso tudo é só pra inventar uma satisfação pra sociedade.


Enfim, porque o PT participa dessa palhaçada?

http://ananindeuadebates.blogspot.com/2011/12/deu-no-blog-de-vicente-cidade-que-diabo.html

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mino: ai de quem mexe na “reserva moral” do País




O imperdível artigo de Mino Carta, na edição desta semana de Carta Capital:


Pergunto aos meus intrigados botões por que a mídia nativa praticamente ignorou as denúncias do livro de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, divulgadas na reportagem de capa da edição passada de CartaCapital em primeira mão. Pergunto também se o mesmo se daria em países democráticos e civilizados em circunstâncias análogas. Como se fosse possível, digamos, que episódios da recente história dos Estados Unidos, como os casos Watergate ou Pentagon Papers, uma vez trazidos à tona por um órgão de imprensa, não fossem repercutidos pelos demais. Lacônicos os botões respondem: aqui, no Brazil-zil-zil, a aposta se dá na ignorância, na parvoíce, na credulidade da plateia.


Ou, por outra: a mídia nativa empenha-se até o ridículo pela felicidade da minoria, e com isso não hesita em lançar uma sombra de primarismo troglodita, de primeva indigência mental, sobre a nação em peso. Não sei até que ponto os barões midiáticos e seus sabujos percebem as mudanças pelas quais o País passa, ou se fingem não perceber, na esperança até ontem certeza de que nada acontece se não for noticiado por seus jornalões, revistonas, canais de tevê, ondas radiofônicas.


Mudanças, contudo, se dão, e estão longe de serem superficiais. Para ficar neste específico episódio gerado pelo Escândalo Serra, o novo rumo, e nem tão novo, se exprime nas reações dos blogueiros mais respeitáveis e de milhões de navegantes da internet, na venda extraordinária de um livro que já é best seller e na demanda de milhares de leitores a pressionarem as livrarias onde a obra esgotou. A editora cuida febrilmente da reimpressão. Este é um fato, e se houver um Vale de Josaphat para o jornalismo (?) brasileiro barões e sabujos terão de explicar também por que não o registraram, até para contestá-lo.


Quero ir um pouco além da resposta dos botões, e de pronto tropeço em -duas razões para o costumeiro silêncio ensurdecedor da mídia nativa. A primeira é tradição desse pseudojornalismo arcaico: não se repercutem informações publicadas pela concorrência mesmo que se trate do assassínio do arquiduque, príncipe herdeiro. Tanto mais quando saem nas páginas impressas por quem não fala a língua dos vetustos donos do poder e até ousa remar contracorrente. A segunda razão é o próprio José Serra e o tucanato em peso. Ali, ai de quem mexe, é a reserva moral do País.


Estranho percurso o do ex-governador e candidato derrotado duas vezes em eleições presidenciais, assim como é o de outra ave misteriosa, Fernando Henrique Cardoso, representativos um e outro de um típico esquerdismo à moda. Impávidos, descambaram para a pior direita, esta também à moda, ou seja, talhada sob medida -para um país- que não passou pela Revolução Francesa. Donde, de alguns pontos de -vista, atado à Idade Média. O movimento de leste para oeste é oportunista, cevado na falta de crença.


Não cabe mais o pasmo, Serra e FHC tornaram-se heróis do reacionarismo verde-amarelo, São Paulo na vanguarda. Estive recentemente em Salvador para participar de um evento ao qual compareceram Jaques Wagner, Eduardo Campos e Cid Gomes, governadores em um Nordeste hoje em nítido progresso. Enxergo-o como o ex-fundão redimido por uma leva crescente de cidadãos cada vez mais conscientes das -suas possibilidades e do acerto de suas escolhas eleitorais. Disse eu por lá que São Paulo é o estado mais reacionário da Federação, choveram sobre mim os insultos de inúmeros navegantes paulistas.


Haverá motivos para definir mais claramente o conservadorismo retrógado de marca paulista? E de onde saem Folha e Estadão, e Veja e IstoÉ, fontes do besteirol burguesote, sempre inclinados à omissão da verdade factual, embora tão dedicados à defesa do que chamam de liberdade de imprensa? Quanto às Organizações Globo e seus órgãos de comunicação, apresso-me a lhes conferir a cidadania honorária de São Paulo, totalmente merecida.

Devedora e sem Ibope, RedeTV! naufraga




Do sítio Brasil 247:


A RedeTV! vive seu pior momento em 12 anos de história na concorrida e quase monopolizada TV aberta brasileira. Apresentadora do SuperPop, Luciana Gimenez anda conversando com a Band. Casada com o sócio minoritário da emissora, Marcelo de Carvalho, a ex-modelo viu completarem quatro meses sem salário, enquanto Daniela Albuquerque, mulher de Amilcare Dallevo (o sócio majoritário), que aparece num programa matinal, está com o salário em dia – e assim permanecerá, em seu período de gravidez.


E a retirada de pro-labore para ele [Marcelo] também ficou complicada. Agora, é Marcelo quem espalha a possível venda para um grupo americano chamado Global Eagle, supostamente ligado à MGM. Contudo, nenhuma transação será efetuada se não for resolvida a pendência com o Banco Rural, hoje aproximadamente de R$ 100 milhões. Para quem não sabe, Rural e TV Ômega (razão social da emissora) se digladiam na justiça há anos, onde correm quatro processos diferentes.


Num deles, sigiloso, o banco revela procedimentos contábeis e financeiros da TV Ômega com os quais, literalmente, não concorda. Os problemas da emissora não param por aí. A audiência, na média, nos últimos dias, conseguiu ser inferior a da TV Cultura. O programa jornalístico comandado por Kennedy Alencar, no final da tarde, Tema Quente (patrocinado pela Petrobras), tem audiência média de 0,2.


A RedeTV! planeja, como já aconteceu com o SBT, executar uma estratégia de redução de salários. Ficam de fora o pessoal do Pânico na TV (dá audiência e faturamento) e a superintendente artística Mônica Pimentel (mais de R$ 100 mil mensais). Para piorar, a emissora não conseguiu até agora certidão negativa (Receita e INSS), que está completando quatro meses de vencimento de sua concessão de funcionamento no Ministério das Comunicações.


Fica a pergunta: a RedeTV! terá o mesmo destino da sua antecessora, a TV Manchete do polêmico empresário ucraniano Adolpho Bloch?

Brasil passa Inglaterra e é 6ª economia mundial



Nunca antes na história desse país o Brasil foi a 6ª economia do mundo.


Projeções indicam que ultrapassará França em 2014 e a Alemanha em 2020.


Foi só Lula entrar em 2003 e acabar com a PRIVATARIA TUCANA, Dilma continuar em 2010, que vejam só no que deu.




Brasil é a 6ª potência mundialBrasil ultrapassou o Reino Unido, avança a "Economist Intelligence Unit", empresa de consultadoria pertencente ao grupo da revista "The Economist".


O Reino Unido já não é a 6ª maior potência económica do mundo, tendo sido ultrapassado pelo Brasil, que passou a ter este ano o sexto maior produto interno bruto (PIB) medido em dólares à taxa de câmbio corrente.


A informação é da empresa de consultadoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), confirmando assim, e antecipando, as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2011.


Tanto o FMI como a EIU e o Business Monitor International (BMI) haviam previsto que o Brasil ultrapassaria até ao final do ano o Reino Unido, passando a ocupar o lugar de sexta maior economia mundial.


De acordo com as projeções da EIU, o Brasil perderá a 6ª posição para a Índia em 2013 mas voltará a recuperar o lugar no ranking em 2014, ano do Mundial de Futebol, ao ultrapassar a França.


PIB cresce acima dos países ricosA diferença do PIB estimado para o Brasil até ao final do ano - 2,44 mil milhões de dólares (mesmo considerada a redução da projeção de crescimento de 3,5% para 3%) e o PIB do Reino Unido (2,41 mil milhões, com crescimento de 0,7%) é de 1,2%, diferença que poderá facilmente triplicar.


Segundo o jornal "Folha de São Paulo", a subida do Brasil no ranking das maiores economias do mundo deve-se à crise dos países desenvovlidos. De acordo com a agência Terra, a tendência de ascensão dos países emergentes era esperada por especialistas há anos, mas acentuou-se devido à crise global.


A EIU refere que o Brasil continuará a subir no ranking das grandes potências, de modo a que até ao fim da década - de acordo com as projeções - o PIB brasileiro será maior do que o de todos os países europeus.


Segundo o "The Word Economy", de Angus Maddison, em 1820 o PIB britânico, sem as colónias, era 12,4 vezes maior do que o do Brasil; em 1870 era 14,3 vezes superior; e em 1913, 11,7 vezes mais elevado.


Em 2009, o PIB do Brasil ultrapassou os do Canadá e Espanha, passando a ser o oitavo do mundo, e em 2010 ultrapassou o de Itália.


De acordo com a "Folha", o crescimento do PIB que coloca o Brasil em posição favorável en relação às maiores economias mundiais é influenciado também pelo aquecimento da economia em 2010, pautada por uma política monetária de estímulo ao consumo - com uma série de subsídios e isenções de impostos iniciada no pós-crise.


"Enquanto a maioria das economias desenvolvidas ainda gatinhava na recuperação, o Brasil registou no ano passado o maior crescimento desde 1986, chegando a 7,5%. Em 2009, no entanto, a variação da economia brasileira foi negativa."


O jornal ressalta, ainda, que houve uma desaceleração na relação trimestral este ano, influenciada pela contenção do crédito, da valorização do câmbio, de juros mais elevados e do consequente arrefecimento da indústria provocado por estes fatores.


A mídia range os dentes: Dilma segue inabalável





Saíram os números da pesquisa Ibope/CNI, que ouviu 2002 pessoas, a partir de 16 anos, entre os dias 2 e 5 deste mês.


E os resultados são mais que animadores para a presidenta Dilma Rousseff. A avaliação de que seu governo “ótimo” ou“bom” aumenta de 51% para 56%. E o “ruim/péssimo” caiu para apenas 9%, o menor desde julho.


E a população, que não acredita dos ”urubus do mercado” está otimista: a expectativas com relação ao restante do governo Dilma também melhoram: 59% acreditam que o restante do governo será “ótimo” ou “bom”.


Mais dados: 72% da população aprovam a maneira de governar da presidente Dilma, praticamente a mesma proporção apurada em setembro. E 68% dos eleitores entrevistados confiam na presidente Dilma e 26% não confiam.


Mais de dois terços (69%) acham que o governo Dilma é igual ao Governo Lula (57%), ou mellhor (12%).


Os resultados completos da pesquisa podem ser baixados aqui, em pdf.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A casa caiu: Protógenes cria CPI !



Protógenes foi à forra




O deputado federal Protógenes Queiroz, em associação com o deputado Brizola Neto, completou 172 assinaturas e, assim, criou a CPI da Privataria.Ele precisava de 171.O 171º foi o deputado Juliano Rabelo, do PSB do Mato Grosso.Como se diz na bandidagem, a casa caiu !Antes o Conversa Afiada tinha publicado:

Falta uma assinatura para a CPI da Privataria


O deputado federal Protógenes Queiroz disse a esse ansioso blogueiro que tem 170 assinaturas para instalar a CPI da Privataria.


A casa começa a cair !


Por sugestão do deputado Protógenes Queiroz, a Comissão de Constituição de Justiça da Câmara, a mais importante, vai votar na terça-feira da semana que vem a convocação do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, para traçar um perfil biográfico não-autorizado do clã Cerra.


Paulo Henrique Amorim

Matéria da Folha sobre Privataria absolve Agnelo e ministros




Com toda certeza, os grandes meios de comunicação que ainda não noticiaram ou meramente comentaram a Privataria Tucana devem estar julgando que teria sido melhor a Folha de São Paulo não ter publicado nada sobre o caso a ter publicado o que publicou em sua edição de quinta-feira 15 de dezembro de 2011.


Apesar do constrangimento que causa a “distração” desses órgãos de imprensa que se recusam a divulgar um caso que teriam publicado desde o primeiro instante se fosse sobre outro partido que não o PSDB, já que até as imprensas paraguaia e americana já publicaram matéria sobre o tema enquanto que a maioria da imprensa pátria finge que não sabe e que não viu, essa emenda saiu bem pior do que o soneto.


O que a Folha publicou não foi exatamente uma matéria jornalística, pois seu caráter, indubitavelmente, é de defesa do principal acusado pelo livro do jornalista Amaury Ribeiro, José Serra, ainda que, ironicamente, o livro não contenha acusações diretas a ele e sim, tão-somente, a seus parentes, os quais, do dia para a noite, apareceram como donos de empresas com capital social de milhões de reais.


Antes de prosseguir, a reprodução da matéria do jornal paulista:



Texto e infográfico da matéria da Folha, como se vê, dedicam-se à defesa do acusado pelo livro-bomba, além da defesa que ele mesmo faz de si. Ao se defender, porém, Serra veste a carapuça das denúncias apesar de só envolverem os seus parentes. E faz isso porque se tais denúncias se comprovarem não haverá quem o leve a sério caso diga que “não sabia”.


Mas tratemos do que diz a Folha, já que o conteúdo “requentado” e “sem novidades” ao qual a matéria do jornal alude já está gerando desdobramentos no poder Legislativo e no Judiciário, além de matérias arrasadoras na blogosfera.


O infográfico da matéria é ainda mais parcial do que o texto – ou, pelo menos, mais explícito na parcialidade – porque providenciou uma desculpa para cada acusação a Serra que a mesma matéria diz não existir, como se fosse possível parentes próximos de um político dessa envergadura aparecerem com milhões de reais nas próprias contas, do dia para a noite, sem que ele soubesse.


O leitor poderá se surpreender com a proposta que este blog quer lhe fazer no sentido de que, só de brincadeirinha, dê algum crédito à matéria do jornal da família Frias, aceitando a sua tese sob razão que não é totalmente desprovida de sentido.


Apesar do tom exageradamente favorável ao acusado – devido ao contexto das acusações contidas no livro sobre a Privataria Tucana –, a matéria da Folha lhe concede benefício da dúvida que o jornal, ao lado de veículos como O Globo, Veja ou Estadão – só para ficarmos na imprensa escrita –, não dão a quem sofre acusações análogas à de Serra e não é tucano.

Matéria do Estadão publicada na última quarta-feira, por exemplo, “denuncia” ligação do governador de Brasília, Agnelo Queiroz, com “laranjas”. E quem seriam tais “laranjas”? Eis a cereja do bolo: são tão parentes do governador petista quanto os acusados pelo livro sobre a Privataria são parentes do ex-governador tucano.


Veja, abaixo, a matéria do outro grande jornal paulista. Este comentário é retomado em seguida.



Reflitamos. Se se admitir esse nível de exigência da Folha para levar em conta uma acusação contra políticos, os ministros do governo Dilma que caíram sob esse tipo de acusação feita de ilações e suposições que o jornal não admite contra Serra, também deveriam ser beneficiados.

Se não se aceita suposição de que Serra sabia que a filha, do dia para a noite, ficou milionária e de que ele, que então estava na linha de frente do processo de privatização do patrimônio público brasileiro, deu uma mãozinha a ela com os poderes que sua posição lhe concedia, por que se deve aceitar suposições de que Antonio Palocci, por exemplo, enriqueceu por algum motivo escuso que ninguém, até hoje, disse qual foi?


Devido ao “princípio civilizatório” de presunção da inocência e do cuidado que se deve ter com a honra alheia, até se pode dar ao ex-governador tucano o benefício da dúvida sobre se ele “sabia” ou “não sabia”. O que não dá para aceitar é que qualquer suposição contra um lado seja considerada prova e contra o outro seja considerada como o que é, suposição.


Mas isso é a imprensa. O problema, o grande problema, o descomunal problema, enfim, o problema inaceitável é se a Justiça agir como a imprensa. Aí será preciso parar este país até que se chegue a um acordo sobre que tipo de democracia é essa em que estamos vivendo, na qual alguns, em tal situação, serão “mais iguais” do que outros perante a lei.


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Ombudsman da Folha critica matéria sobre Privataria


Eu e outros blogueiros recebemos por e-mail vazamento de crítica interna que a ombudsman da Folha, Suzana Singer, escreveu hoje sobre a matéria que este post comenta. Veja, abaixo
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ANTES TARDE DO QUE NUNCA


por Suzana Singer


Ainda bem que a Folha deu a notícia sobre o livro “A Privataria Tucana” (A11). A matéria está correta, com o destaque devido, mas o jornal deveria continuar no assunto, porque há mais pautas no livro.
Exemplo: por que Verônica Serra e o marido têm offshores? Não deveríamos investigar e questioná-los? É já publicamos que Alexandre Bourgeois, marido de Verônica, foi condenado por dever ao INSS? É verdade que as declarações que ela deu na época das eleições, sobre a sociedade com a irmã de Daniel Dantas, eram mentirosas? Fomos muito rigorosos com o caso Lulinha, por exemplo.
Outra frente é a o tal QG de dossiês anti-Serra na época da eleição presidencial, que a Folha deu com bastante destaque. O livro conta coisas de arrepiar a respeito de Rui Falcão. Ao mesmo tempo, sua versão de roubo dos seus arquivos parece inverossímel. Seria bom investigar, já que ele faz acusações graves contra a imprensa, especialmente “Veja” e “Folha”.
Teria sido bom editar um “acervo Folha conta a história da privatização” para lembrar ao leitor que o jornal foi muito duro com o governo FHC. É um erro subestimar a capacidade da internet -e da Record- de disseminar a tese do “PIG”. E também seria bom esclarecer, com mais detalhes, o que é novidade no livro sobre esse período.
O Painel do Leitor só deu hoje uma carta cobrando a cobertura do livro. Eu recebi 141 mensagens. Quem escreveu hoje criticou a matéria publicada por:
1) ter um viés de defesa dos tucanos;
2) não ter apresentado Amaury Ribeiro Jr. devidamente e não tê-lo ouvido;
3) exigir provas que são impossíveis (ligação das transações financeiras entre Dantas e Ricardo Sérgio e as privatizações);
4) não ter esse grau de exigência em outras denúncias, entre as mais recentes, as que derrubaram o ministro do Esporte (cadê o vídeo que mostra dinheiro sendo entregue na garagem?);
5) não ter citado que o livro está sendo bem vendido

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Privataria tucana chega ao Senado... e a lei do silêncio continua imposta nas redações



O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), discursou no Senado cobrando reabertura de investigações sobre a roubalheira na privataria e lavagem de dinheiro internacional denunciada no livro "A privataria tucana".Eis o discurso:



O líder tucano, Aloysio Nunes (PSDB/SP) reagiu com outro discurso, com os mesmos argumentos que Maluf costuma usar. Disse que o governo do PT teve 9 anos para investigar e "não encontrou nada".


Ora, as centenas de operações da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro como Farol da Colina, Satiagraha, etc. trouxeram subsídios ao livro de Amaury.


Sabemos o quanto é lenta a justiça no Brasil para endinheirados. Quantos anos demorou para Maluf virar réu? O dia do Serra e sua turma também vai chegar, inclusive é importante lutarmos para repatriar aos cofres públicos o dinheiro público desviado para os paraísos fiscais, da mesma forma que foi feito com Maluf.


Mesmo com dois senadores discursando sobre o assunto, a imprensa corrupta continua impondo a lei do silêncio nas redações igual aos traficantes faziam no Complexo do Alemão.

Assista “Entrando pelo tucano” antes que o UOL apague




UOL veiculou a charge neste link http://charges.uol.com.br/2011/12/15/cotidiano-entrando-pelo-tucano/ . É sobre o escândalo da privataria, pelo chargista Maurício Ricardo. Minutos depois de publicado, o vídeo foi retirado. Mais tarde, voltou. De qualquer forma, o Daniel Ikenaga, amigo do Facebook, recuperou a charge, que reproduzo abaixo.



Corrupção da imprensa: Globo leva R$ 1,95 milhões de Vereadores do Rio por seminário de 2 dias




A Infoglobo (empresa das Organizações Globo que edita os jornais "O Globo" e "Extra") recebeu R$ 1,95 milhões dos cofres públicos cariocas através da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.


Para dar legalidade à saída do dinheiro dos cofres públicos, o jornalão inventou de organizar o congresso "Cidade em debate", de apenas 2 dias em um hotel de luxo do Rio de Janeiro, mas em vez de buscar patrocínio na iniciativa privada, foi atrás dos vereadores, às vésperas da campanha eleitoral que será no ano que vem, e cuja liberação do dinheiro pode ter significado uma lua-de-mel, dos postulantes à reeleição, com o noticiário.


O evento terminou ontem, e contou, entre outros, com a participação de ... vereadores!


A Dra. Sandra Cureau e Dr. Gurgel que, nas eleições de 2010 viram fantasmas até neste blog, não achará nada estranho nessa relação dinheiro público de vereadores com espaço de divulgação em jornalões comerciais, em período pré-eleitoral?


O gerente comercial da Infoglobo, André Marini disse, na maior cara-de-pau, que a organização do evento em si custou aproximadamente R$ 100 mil, o resto, a maior parte do valor, se refere a publicação de seis anúncios nos jornais "O Globo" e "Extra", também do Infoglobo... Ahh, tá!


A Infoglobo inventa o evento caça-níqueis e direciona os anúncios para suas próprias publicações, sem licitação, e pendura a conta no contribuinte carioca que receberá a cobrança para pagar em janeiro, no carnê do IPTU. Genial (para quem não escrúpulos).


Patrícia Poeta tem dentro dos jornalões da casa em que trabalha, o mais perfeito exemplo do que é um toma-lá-dá-cá entre políticos e empresas corruptas e corruptoras.


A Folha, que ficou de fora da partilha desse butim, noticiou aqui.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Os bons negócios do JP Morgan com Verônica Serra e com o homem da Citco, a empresa do Caribe



Vamos contar duas histórias, que estão à espera do nosso famoso “jornalismo investigativo”.



Apenas fatos e documentos, sem qualquer ilação.


História N°1:


No dia 1° de fevereiro deste ano, a edição digital do jornal Monitor Mercantil publicou:


“A One Equity Partners (OEP), braço de investimentos do banco J.P.Morgan, acertou a aquisição de 50% do Portal de Documentos, empresa brasileira que fornece soluções de gestão integrada nos serviços de cobrança de crédito”“


Cinco dias antes, a Portal de Documentos, até então uma empresa limitada, com capital social de R$ 200 mil, transformara-se em Sociedade.


Naquele 1° de fevereiro, a Portal de Documentos realiza uma assembléia, mas não há transferência de cotas para a OEP ou para o JP Morgan. Há, porém a eleição de dois cidadãos americanos como conselheiros administrativos: Bradley J.Coppens e Christian (que está grafado como Christina na Junta Comercial) Patrick Raymond Ahrens, ambos diretores da empresa de investimentos ligada ao JP . Amos fornecem CPF errado e indicam como residência Strawinskylaan 1135, NL-1077, a sede do JP Morgan na Holanda, embora o banco possua uma aqui, e muitos negócios no Brasil, como a compra, em outubro de 2010, da Gávea Investimentos, de Armírio Fraga, ex-presidente do BC no Governo FHC.


Na mesma assembléia, Bradley e Arhens nomeiam sua procuradora com plenos poderes.
A Sra. Verônica Allende Serra.


História N°2:


Era uma vez três empresas modestas.


A Dernamo Participações Limitada, a mais rica de todas, com capital social de R$ 1.000,00 e duas outras, bem modestas, a Gurham Participações Ltda. e a Hemath Participações Ltda, cada das duas com R$ 100 (cem reais, não cem mil) de capital registrado.


Todas foram criadas por um escritório de despachantes, o Serpac – Serviços Paralegais e Contábeis – atualmente chamada TMF – que, criado em 2007 com capital de R$ 100 mil, pulou para mais de R$ 820 mil em em 2009.Mas voltemos às três empresinhas.


Em junho de 2009, o J.P. Morgan Trustee and Depositary Company , de Londres, compra 99% da Dermano, por R$999. Em março de 2010, faz o mesmo com a Gurham e com a Hemath, pagando 99 reais por cada uma.


E aí, quem é nomeado administrador da empresa, que passa a chamar-se Select Brazil Investimentos Imobiliários?


Sim, ele, o multihomem, José Tavares de Lucena, que é o representante brasileiro da Citco do Caribe e gestor das empresas de Paulo Henrique Cardoso, o PHC: a Radio Holdings e a Rádio Itapema, a famosa Rádio Disney, em sociedade com a Walt Disney Corporation, sob o nome de ABC Venture Corp.


Com ele, o outro administrador da rádio PHC, Jobiniano Vitoriano Locateli.


E aí a empresa é capitalizada em mais de R$ 18,9 milhões!


A mesma coisa aconteceu com a Ghuram e a Hemat, mas em escala ainda maior. Dos R$ 100 de capital social que cada uma tinha, passou-se, de uma só tacada, para R$ 57.134.999,00 na Ghuram e para R$ 54.977.782,00 na Hemath.


Que destino será que tomaram estes mais de R$ 130 milhões vindos de fora,justo em 2010?


As três empresas são renomeadas, neste processo, como Select Brazil Investimentos Investimentos Imobiliários – I, II e III – e cada uma tem um real (isto mesmo, R$ 1) de participação da Select Brazil Nominee Limited, com sede em Londres, mais precisamente no escritório de advocacia Addleshaw Goddard & Co ., se estiver correto o endereço fornecido.


Dois contadores, diga-se, que vivem em casas modestas, considerando que o primeiro é administrador, diretor ou conselheiro de 66 empresas e o segundo de 204 empresas, a grande maioria com participação de capital estrangeiro.


PS:os documentos, que é só clicar e ampliar e todas as informações societárias foram obtidas dos arquivos online da Junta Comercial de São Paulo. São públicos. Basta fazer o cadastro e pesquisar. Ou isso será pedir muito ao “jornalismo investigativo”?


Serra diz que livro é “lixo”. Só se for pelos personagens









Com a dica do leitor Victor, coloco aí em cima a matéria do Jornal da Record sobre o livro “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Jr. Nela, a maior novidade é que, finalmente, José Serra fala do livro:
- É lixo, limita-se a dizer.
Com a arrogância típica dos que acham que não devem explicações, o tucano apenas ignora o conteúdo do livro. Sequer se preocupa em negar que seu caixa de campanha, sua filha, seu primo e seu genro estejam metidos naqueles negócios sujos que ali aparecem.
Mas, talvez, Serra tenha mesmo razão: o livro retrata muito lixo, o que foi varrido para debaixo do tapete durante mais de uma década.
Mostra os desvãos imundos por onde caminhou parte do dinheiro obtido com a venda do patrimônio do povo brasileiro.
E, se o livro é mesmo, como diz Serra, lixo, que personagem melhor do que ele para estar ali em suas páginas?

http://www.tijolaco.com/serra-diz-que-livro-e-lixo-so-se-for-pelos-personagens/

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

E agora?




O governo usou todo o seu poder, a elite empresarial e política usou de todas as suas falácias pra manter o estado territorialmente integrado. Tá bom, o não venceu e agora? Qual a proposta desses grupos de imediato para tirar o povo da pobreza e da miséria? Quais as medidas em curto prazo que vão dar uma melhor qualidade de vida a população carente do interior do estado e das regiões emancipacionistas?


O “SIM” tinha expectativas imediatas de mudança, de desenvolvimento, de aumento da qualidade de vida do povo pobre do interior do Pará. E a partir de agora, com o estado integral, quais os benefícios que essas populações vão ter? Se o governo não tem 60 reais para aumentar o salário de um professor? Mas apenas um conjunto de ações arbitrárias é que poderiam sufocar ou ser superior aos votos das regiões que clamam por desenvolvimento.


Afinal foram mais de 90% das populações do Tapajós e Carajás, mostrando o que pensam e o que querem, foram 1 milhão e 200 mil pessoas que não tiveram seu desejo respeitado.


As regras do plebiscito foram proporcionalmente injustas desde o começo, sabíamos que seria uma luta entre Davi e Golias, se desse certo, esse plebiscito daria um gás para outros 19 projetos de divisão no Brasil, do contrário diminuiria ou acabaria com a esperança de todos.

1 milhão e 200 mil pessoas disseram não ao comodismo e falta de respeito do governo do Pará, mas a população agora mais do nunca quer saber, afinal o que o governo do Estado vai fazer?

Professor Edivaldo Bernardo(foto).

PSDB silencia sobre denúncias à “privataria” e ataca o PT


Denúncias de fraude em privatizações contidas no livro despertam ira nos tucanos


São Paulo – O PSDB sinaliza que irá adotar a prática de que a melhor defesa é o ataque, e é com esse espírito que a cúpula do partido promete enfrentar as denúncias de corrupção presentes no livro A privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Júnior, que revelam um bilionário esquema fraudulento presente no processo de privatização comandadas em 1998 pelo então ministro do Planejamento, José Serra, e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


O diretório nacional do PSDB divulgou nesta segunda-feira (12) nota disparando contra o que os tucanos chamam de “vergonhosa a indefensável e criminosa associação ocorrida entre deputados do PT e o falsário Nilton Monteiro com o objetivo de produzir e divulgar documentos falsos”. A denúncia referente à investida tucana foi publicada pela revista Veja, no sábado (10).

Se a artilharia peessedebista está preparada para o ataque, o mesmo parece não acontecer quando as acusações se voltam contra o partido. Até agora quase nenhuma figura tucana se pronunciou em defesa da legenda, à exceção do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que qualificou o conteúdo do livro como “café requentado”, em entrevista à Terra Magazine.


Desde sexta-feira (9), quando o livro foi lançado, a reportagem procura em vão a assessoria de imprensa do PSDB para receber alguma explicação. Nesta segunda, o partido não soube informar se irá ou não se pronunciar sobre o caso.



Tucanos na mira


O livro que trouxe à tona as denúncias é produto de dez anos de investigação do autor, Amaury Ribeiro Jr. Ele reúne documentos sobre a venda de estatais principalmente durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, com destaque para o das telecomunicações.


Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil de 1995 a 1998 e ex-tesoureiro de campanha do PSDB, o ex-governador paulista e então ministro do Planejamento, José Serra, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, são três dos principais alvos. Pelo menos são os que saem mais maculados.


Ricardo Sérgio é apontado como "artesão" dos consórcios para a privatização – com suposto direito a bilionárias propinas por meio de escritórios nos Estados Unidos e em paraísos fiscais para lavar o dinheiro ao trazê-lo ao país. Já Serra tem sua filha, Verônica, e outros parentes elencados também como destino de dinheiro desviado, ainda segundo as conclusões do autor.

As informações também explicam a lavagem de dinheiro por meio do Banestado, banco público do Paraná, de 1996 a 2000. A obra também traz acusações contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e a versão do jornalista sobre as acusações contra ele no caso dos supostos dossiês contra lideranças tucanas na eleição de 2010.

Divisão do Pará: Jatene persona non grata no Oeste?

Manuel Dutra
Jornalismo, Ciência, Ambiente


Governador Jatene beija a bandeira do Pará,confundida com a bandeira do Não



A Câmara Municipal de Santarém decidiu substituir o requerimento concedendo a Simão Jatene o "título" de persona non grata no maior município do Oeste paraense, por uma moção de repúdio ao governo do Estado em virtude da participação do governador na campanha do Não.


Na verdade, foram duas moções: uma ao próprio Jatene, e outra ao vice, o santareno Helenilson Pontes, por haver mudado de posição, calando-se durante a campanha.


A moção faz parte da decisão (ao menos nestes momentos imediatos pós-plebiscito, com os ânimos exaltados) de criar fatos políticos que demonstrem à opinião pública que os defensores do Tapajós se consideram parcialmente vitoriosos, haja vista o percentual médio de 95% de votos favoráveis em todos os municípios do Oeste, à exceção dos municípios da região do Xingu, que sequer deveriam ter entrado no projeto do novo Estado.


HistóriaO repúdio a Jatene tem um precedente mais ou menos parecido. Quem primeiro se insurgiu contra o governo do Pará, na região Oeste, foi a Câmara de Óbidos, nos idos de 1832, quando lá se refugiou o cônego Batista Campos, vice-presidente da Província.


Batista Campos estava com ordem de prisão determinada pelo presidente do Grão-Pará e, ao chegar a Óbidos, não só foi bem recebido pelas lideranças locais, como a Câmara se reuniu extraordinariamente para declará-lo o vedadeiro presidente, rompendo de vez com o governo provincial.