domingo, 25 de março de 2012

Parlamentares chamam Gurgel às falas por engavetamento de investigação sobre Demóstenes



Parlamentares da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção se reunirão na terça-feira (27), às 15 horas, com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para cobrar urgência no desengavetamento das investigações sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e políticos de Goiás, como o senador Demóstenes Torres (DEM/GO).


Também será cobrado os motivos do processo ficar engavetado desde 2009.Vão participar da conversa com o procurador os deputados Francisco Praciano (PT-AM), coordenador da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, Protógenes Queiróz (PCdoB-SP), Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), Chico Alencar (PSOL-RJ) e os senadores Pedro Taques (PDT-AM) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).


O deputado Protógenes (PCdoB-SP) já conseguiu 181 assinaturas de deputados em um requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.O PSOL já acionou as corregedorias da Câmara e do Senado para abrirem investigação sobre a conduta dos parlamentares envolvidos com Cachoeira, em processo que tem tudo para levar à cassação.


A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu nota tentando explicar o engavetamento: "Em 2009, a Procuradoria-Geral da República recebeu da Justiça Federal em Anápolis o processo 2008.35.02.000871-4, que ficou sobrestado [suspenso] pois havia relação com outras investigações em curso, sendo esta uma estratégia de atuação. Como titular da ação penal, cabe ao Ministério Publico Federal definir os rumos da investigação."


Como cidadãos, esperávamos uma explicação mais convincente. (Com informações da Ag. Brasil)
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/03/parlamentares-chamam-gurgel-as-falas.html

Enteada de Gilmar Mendes é assessora de senador Demóstenes do DEM

Os meus queridos leitores lembram do grampo montado por DemóstenesTorres e Gilmar Mendes no STF, para prejudicar a reeleição de Lula?.


“A coisa toda foi montada, inclusive com a participação do Demóstenes e Gilmar que,queriam mostrar o governo Lula como ditatorial” ...


Os leitores lembram que os grampos foram detectados pela empresa Fence Consultoria Empresarial Ltda, que prestou serviço para José Serra e hoje presta serviço para o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB)..



Mais um capitulo da novela Demóstenes e Gilmar .


Hoje na Folha de São Paulo, só para assinante ler .


Enteada de ministro do STF é assessora de senador do DEM .


Demóstenes Torres emprega em cargo de confiança em seu gabinete uma familiar de Gilmar Mendes.


Senador é citado em apuração sobre jogo ilegal, caso que pode ir ao STF; ele e Mendes negam conflito de interesse.


Sob risco de virar alvo do STF (Supremo Tribunal Federal), o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) emprega em seu gabinete uma enteada de Gilmar Mendes, um dos 11 ministros da corte.

Ketlin Feitosa Ramos, que é tratada na família como filha do ministro, ocupa desde setembro o cargo de assessora parlamentar de Demóstenes, posto de confiança e livre nomeação.


O senador passa hoje por uma crise política por ter seu nome envolvido na Operação Monte Carlo, que desmontou no mês passado um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na exploração de jogos caça-níquel.


Acusado de ser o chefe do esquema, o empresário Carlinhos Cachoeira é amigo de Demóstenes e teve 300 telefonemas com ele gravados pela polícia.


O senador confirmou que recebeu de Cachoeira um telefone antigrampo, um fogão e uma geladeira uma coziha planejada completa de presentes de casamento. Investigação mostrou que o senador também pediu ao empresário R$ 3.000 para pagar despesas de táxi-aéreo.

Como senadores possuem foro privilegiado (só podem ser investigados com autorização do STF), todo o material que envolve Demóstenes e outros políticos foi remetido para análise do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.


Ele poderá pedir ao STF autorização para abrir um inquérito específico para investigar o senador. Gurgel não tem prazo para isso.


Se o pedido de inquérito for feito, o caso será distribuído automaticamente a um dos 11 ministros do STF, incluindo Gilmar Mendes, caso ele não se declare impedido.


A enteada do ministro é servidora de carreira do Ministério Público Federal, nível médio, e foi cedida para ser funcionária comissionada do gabinete do senador.


Segundo especialistas, o caso até poderia ser discutido no âmbito da regra antinepotismo porque súmula do STF impede a nomeação para cargos de confiança de parentes de autoridades dentro da "mesma pessoa jurídica".

No caso, a União seria a pessoa jurídica que engloba Judiciário e Legislativo. Ketlin, como enteada, é parente por "afinidade", hipótese contemplada na súmula.


Mas o caso dela é controverso porque há decretos, inclusive do Senado, interpretando que a súmula proíbe o nepotismo só em cada Poder.


No Senado, só parentes de senadores não poderiam ser nomeados. Além disso, Ketlin é servidora de carreira do Ministério Público e o texto do STF não esclarece o que ocorre nesse tipo de situação.


sábado, 24 de março de 2012

Urna eletrônica perde a virgindade. Brizola tinha razão




Saiu no Globo, na pág. 10 do Globo:


Especialistas violam urna eletrônica em teste.


Grupo da Universidade de Brasília conseguiu decifrar códigos e identificar a ordem dos votos no equipamento.


Tribunal Superior Eleitoral vai reforçar (sic) segurança.


Os especialistas de Brasília seriam capazes de saber quem votou em quem !


Viva o Brasil !


É o voto de cabresto eletrônico !






Como se sabe, em nenhum país filiado à ONU se usa a urna eletrônica brasileira, porque ela não permite conferir o resutado.


Como se sabe, os pais fundadores dessa urna eletrônica – outra jaboticaba brasileira – são Nelson Johnbim e Eduardo Azeredo, o herói do mensalão de Minas, e autor do AI-5 Digital.

Sem comentários.


Quem tinha razão ?


O engenheiro Brizola, que sempre disse: tem que ter o papelzinho, se não, não se confere o resultado.


Felizmente, o Congresso brasileiro e o Nunca Dantes impuseram o papelzinho, embora os progressistas de sempre – com a adesão incondicional do PiG – lutem contra ele.

Paulo Henrique Amorim

PSDB e DEM, com apoio do PSOL, vão ao STF para impedir bolsas no ensino técnico aos mais pobres



O Senado aprovou na quinta-feira verba extra de R$ 460 milhões neste ano para conceder bolsas de estudo a estudantes e trabalhadores no Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).


Tem direito à bolsa trabalhadores beneficiários da Bolsa Família, para fazerem cursos profissionalizantes com carga horária mínima de 160 horas, visando conseguir empregos melhores.


Também tem direito alunos de escola pública do ensino médio, para frequentar ao mesmo tempo o curso profissionalizante, quando não é oferecido em sua escola.


Foram contra a Medida Provisória que garante as verbas, os senadores do PSDB, do DEM e, pasmem, Randolfe Rodrigues do PSOL/AP, repetindo a aliança neoliberal com os demotucanos para retirar R$ 160 bilhões do SUS e engordar o lucro dos empresários com o fim da CPMF.

A nova aliança neoliberal do PSOL-DEM-PSDB alegou que a Medida Provisória seria inconstitucional, pois não atenderia aos critérios de urgência, como se quem é beneficiário do bolsa família em busca de um emprego melhor pudesse se dar ao luxo de ficar esperando por esta discussão inócua das Vossas Excelências demotucanas e psolistas.


Derrotados no voto na quinta-feira, o senador Álvaro Dias (PSDB/PR) anunciou que recorrerá ao tapetão do STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir que os trabalhadores e alunos mais pobres tenham estas bolsas já neste ano. Nesta sexta-feira disse:


“Já está pronta a Adin [Ação Direta de Inconstitucionalidade]. Só falta a assinatura do partido, que será feita na semana que vem pelo Sérgio Guerra (PSDB) e pelo Agripino Maia (DEM)”.

Álvaro Dias demonstra que o discurso de campanha tucano de José Serra em 2010 era falso

Na campanha de 2010, o candidato tucano à presidente José Serra chegou a prometer fazer um programa semelhante ao PRONATEC. Álvaro Dias chegou a ser candidato a vice de Serra por 24 horas, quando foi substituído por um nome do DEM.


A postura atual de Álvaro Dias, como líder do partido no Senado, e de Sérgio Guerra, como presidente do partido, demonstra que tucanos com mandato estão fazendo o oposto do que prometeram na campanha eleitoral.


DEMos já entraram com ação semelhante contra o PROUNI e perderam.


O DEMos é reincidente em entrar na justiça contra bolsas de estudos para os mais pobres. Em ação semelhante também ingressou no STF contra o PROUNI, com alegação de inconstitucionalidade. Para felicidade geral da Nação, perderam.


A rádio de Aécio abastecida com dinheiro público

MP investiga 'sintonia' entre Aécio e Rádio Arco-Íris
Aécio se tornou sócio da Rádio Arco Íris, que já era dirigida pela atual presidente do Servas, em dezembro de 2010, dois meses após ser eleito para o Senado.


O Land Rover é um dos 12 veículos registrados em nome da emissora, que está registrada com capital social de R$ 200 mil e faturou R$ 5 milhões em 2010.





Leandro na Carta: Demóstenes ficava com 30% do Cachoeira




Saiu no site da Carta, de Leandro Fortes ( que mereceu ser procesado por Gilmar Dantas (*) ):



A Polícia Federal tem conhecimento, desde 2006, das ligações no bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.

Três relatórios assinados pelo delegado Deuselino Valadares dos Santos, então chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (DRCOR), da Superintendência da PF em Goiânia, revelam que Demóstenes tinha direito a 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino, calculada em, aproximadamente, 170 milhões de reais nos últimos seis anos.


Na época, o império do bicheiro incluía 8 mil máquinas ilegais de caça-níqueis e 1,5 mil pontos de bingos. Como somente no mês passado a jogatina foi desbaratada, na Operação Monte Carlo, as contas apresentadas pela PF demonstram que a parte do parlamentar deve ter ficado em torno de 50 milhões de reais. O dinheiro, segundo a PF, estava sendo direcionado para a futura candidatura de Demóstenes ao governo de Goiás, via caixa dois.


A informação, obtida por CartaCapital, consta de um Relatório Sigiloso de Análise da Operação Monte Carlo, sob os cuidados do Núcleo de Inteligência Policial da Superintendência da PF em Brasília. Dessa forma, sabe-se agora que Demóstenes Torres, ex-procurador, ex-delegado, ex-secretário de Segurança Pública de Goiás, mantinha uma relação direta com o bando de Cachoeira, ao mesmo tempo em que ocupava a tribuna do Senado Federal para vociferar contra a corrupção e o crime organizado no País.


O senador conseguiu manter a investigação tanto tempo em segredo por conta de um expediente tipicamente mafioso: ao invés de se defender, comprou o delegado da PF.


Deuselino Valadares foi um dos 35 presos pela Operação Monte Carlo, em 29 de fevereiro. Nas intercepções telefônicas feitas pela PF, com autorização da Justiça, ele é chamado de “Neguinho” pelo bicheiro. Por estar lotado na DRCOR, era responsável pelas operações policiais da Superintendência da PF em todo o estado de Goiás. Ao que tudo indica, foi cooptado para a quadrilha logo depois de descobrir os esquemas de Cachoeira, Demóstenes e mais três políticos goianos também citados por ele, na investigação: os deputados federais Carlos Alberto Leréia (PSDB), Jovair Arantes (PTB) e Rubens Otoni (PT).


Ao longo da investigação, a PF descobriu que, nos últimos cinco anos, o delegado passava informações sigilosas para o bando e enriquecia a olhos vistos. Tornou-se dono de uma empresa, a Ideal Segurança Ltda, registrada em nome da mulher, Luanna Bastos Pires Valadares. A firma foi montada em sociedade com Carlinhos Cachoeira para lavar dinheiro. Também comprou fazendas em Tocantins, o que acabou por levantar suspeitas e resultar no afastamento dele da PF, em 2011.


O primeiro relatório do delegado Deuselino Valadares data de 7 de abril de 2006, encaminhado à Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (Delepat) da PF em Goiânia. Valadares investigava o escândalo da Avestruz Master, uma empresa que fraudou milhares de investidores em Goiás, quando conheceu o advogado Ruy Cruvinel. Cruvinel chamou Valadares para formar uma parceria a fim de criar “uma organização paralela” à de Carlinhos Cachoeira. O suborno, segundo o delegado, seria uma quantia inicial de 200 mil reais. Ele, ao que parece, não aceitou e decidiu denunciar o crime.


Em 26 de abril de 2006, o relatório circunstanciado parcial 001/06, assinado por Deuselino Valadares, revelou uma ação da PF para estourar o cassino de Ruy Cruvinel, no Setor Oeste de Goiânia. Preso, Cruvinel confessou que, dos 200 mil reais semanais auferidos pelo esquema (Goiás e entorno de Brasília), 50%, ou seja, 100 mil reais, iam diretamente para os cofres de Carlinhos Cachoeira.


Outros 30% eram destinados ao senador Demóstenes Torres, cuja responsabilidade era a de remunerar também o então superintende de Loterias da Agência Goiânia de Administração (Aganp), Marcelo Siqueira. Ex-procurador, Siqueira foi indicação de Demóstenes e do deputado Leréia para o cargo. Curiosamente, ao assumir a função, um ano antes, ele havia anunciado que iria “jogar duro” contra o jogo ilegal em Goiás.


Em 31 de maio de 2006, de acordo com os documentos da Operação Monte Carlo, Deuselino Valadares fez o relatório derradeiro sobre o esquema, de forma bem detalhada, aí incluído um infográfico do “propinoduto” onde o bicheiro é colocado ao centro de uma série de ramificações criminosas, ao lado do senador do DEM e do ex-procurador Marcelo Siqueira. Em seguida, misteriosamente, o delegado parou de investigar o caso.


“Verificado todo o arquivo físico do NIP/SR/DPF/GO não foi localizado nenhum relatório, informação ou documentos de lavra do DPF DEUSELINO dando conta de eventual continuidade de seus contatos com pessoas ligadas à exploração de jogos de azar no Estado de Goiás”, registrou o delegado Raul Alexandre Marques de Souza, em 13 de outubro de 2011, quando as investigações da Monte Carlo estavam em andamento.


A participação do senador Demóstenes Torres só foi novamente levantada pela PF em 2008, quando uma operação também voltada à repressão de jogo ilegal, batizada de “Las Vegas”, o flagrou em grampos telefônicos em tratativas com Carlinhos Cachoeira. Novamente, o parlamentar conseguiu se safar graças a uma estranha posição da Procuradoria Geral da República, que recebeu o inquérito da PF, em 2009, mas jamais deu andamento ao caso.

Em tempo: não deixe de ler interessante post sobre o papel do brindeiro Gurgel na faiscante carreira do Catão da Oposição, o do grampo sem áudio: “Por que (brindeiro) Gurgel não investigou Demóstenes Torres ?” Aí também se pergunta por que o brindeiro Gurgel não leu ainda o Privataria Tucana que o Edu mandou de presente.

(*) Clique
aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

Chico Anysio, do tempo em que a TV fazia rir

Manuel Dutra
Jornalismo, Ciência, Ambiente

O desaparecimento de Chico Anysio coincide com a mediocridade da televisão brasileira no tocante ao humor. Difícil rir dos programas "humorísticos" que estão aí. O suprassumo deles é a caricatura da Escolhinha do Professor Raymundo que tem o Gugu como "professor".

Imagens: Cedoc Globo

A Escolinha vem dos tempos do rádio. Foi um dos mais marcantes.

Mas Chico criou inúmeros personagens que se encaixavam na cultura nacional

Grande parte dos "alunos" também já se foi. Esta cena é do iníciodos anos 90



Uma vida - Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho nasceu em Maranguape, no Ceará, no dia 12 de abril de 1931. Mestre em interpretação e humor, o comediante criou cerca de 209 personagens e foi responsável por muitos risos.


De família rica, seu pai era dono de uma empresa de ônibus e tinha cinco filhos: Elano, Lupe, Lilia e Zelito, além do próprio Chico. Um incêndio na garagem dos ônibus mudou o destino da família, que perdeu todo o patrimônio para o fogo. Aos oito anos, Chico pegou um navio em Fortaleza e se mudou com os parentes para o Rio de Janeiro.


Tímido, apaixonado por futebol e torcedor do Vasco, sonhava em ser jogador de futebol como todo menino. Mas o destino lhe reservava mais uma surpresa. Começou sua carreira artística no rádio, aos 17 anos.


Sua facilidade em imitar vozes o levou para os programas de calouros. Em setembro de 1947, ganhou o primeiro lugar no programa “Papel Carbono” na Rádio Nacional. Depois de colecionar inúmeros primeiros lugares em programas do Rio de Janeiro e de São Paulo, Chico Anysio não era mais aceito nas competições. Em 1949, a Rádio Guanabara descobriu seu talento e ele atuou ao lado de grandes humoristas como Grande Othelo e Haroldo Batista, um dos primeiros a acreditar na vocação de Chico. Foi Haroldo quem o levou para a Rádio Mayrink. E foi nessa rádio que surgiu o Professor Raymundo, um dos mais famosos personagens de sua carreira.


Na década de 50 se aventurou como autor de diversas chanchadas e chegou a atuar também. Estreou na TV em 1957, no programa "Noite de Gala", da TV Rio. Em 1968 estreou na TV Globo, onde alcançou sucesso com diversas atrações.


Chico se casou seis vezes. Sua atual esposa era Malga di Paula. Ele deixou oito filhos: Lug de Paula (do casamento com a atriz Nanci Wanderley); Nizo Neto e Ricardo (ambos da relação com Rose Rondelli); André Lucas (adotado); Cícero (da união com Regina Chaves); Bruno Mazzeo (do casamento com a atriz Alcione Mazzeo); Rodrigo e Vitória (da relação com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello).



sexta-feira, 23 de março de 2012

Por que (brindeiro) Gurgel não investigou Demóstenes ?



Saiu no Globo outra estrepolia do Varão de Plutarco, Demóstenes Torres, na pág 9:






Além desse favorzinho, o Senador Demóstenes, aquele do grampo sem áudio com Gilmar Dantas (*), passava informações confidenciais – do Executivo e Legislativo – ao contraventor.


Até aí, nada de novo.


O importante, na opinião deste ansioso blogueiro, é outra informação do Globo:


“Relatório com as gravações e outros indícios foi enviado à Procuradoria Geral da República, mas o chefe da instituição, (brindeiro – PHA) Roberto Gurgel, não tomou qualquer providência para esclarecer o caso”.


Que feio, hein, amigo navegante ?


E o brindeiro Gurgel, o que terá feito dos exemplares da Privataria Tucana que o Edu Guimarães mandou pra ele ?


Vai se coçar ?


O Procurador procura, amigo navegante ?


Paulo Henrique Amorim


(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele.

E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.



IBGE: renda do trabalhador bate record. Essa Dilma …



Saiu no IBGE:
Em fevereiro, desocupação foi de 5,7%

A taxa de desocupação foi estimada em 5,7%, a menor para o mês de fevereiro desde o início da série (março de 2002), e não variando em relação ao resultado apurado em janeiro (5,5%). Em comparação a fevereiro de 2011 (6,4%), recuou 0,7 ponto percentual. A população desocupada (1,4 milhão de pessoas) foi considerada estável no confronto com janeiro.


Quando comparada com fevereiro do ano passado, recuou 8,6% (menos 130 mil pessoas). A população ocupada (22,6 milhões) não variou frente ao mês de janeiro. No confronto com fevereiro de 2011, verificou-se aumento de 1,9%, o que representou elevação de 428 mil ocupados no intervalo de 12 meses. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,2 milhões) não registrou variação na comparação com janeiro. Na comparação anual, houve uma elevação de 5,4%, o que representou um adicional de 578 mil postos de trabalho com carteira assinada em um ano.


O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.699,70, o valor mais alto desde o início da série, em março de 2002) subiu 1,2% em comparação com janeiro. Frente a fevereiro do ano passado, o poder de compra dos ocupados cresceu 4,4%. A massa de rendimento real habitual dos ocupados (R$ 38,7 bilhões) aumentou 1,6% em relação a janeiro. Em comparação com fevereiro de 2011, a massa cresceu 5,8%. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 47,1 bilhões), estimada em janeiro de 2012, caiu 0,7% no mês e subiu 29,6% no período de um ano.


A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página http://www.conversaafiada.com.br/economia/2012/03/22/ibge-renda-do-trabalhador-bate-record-essa-dilma/www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/.
Análise da newsletter do Bradesco:


(…)


Os dados de rendimento do trabalhador continuaram mostrando aceleração na comparação interanual, acompanhada também de aceleração na margem. O rendimento médio real alcançou R$ 1.699 em fevereiro, com alta de 4,4% em relação a fevereiro de 2011 (em linha com o que esperávamos). Com ajuste sazonal, houve alta de 0,7%, depois do avanço de 0,3 % visto em janeiro – trata-se da quinta alta consecutiva. Entre os setores, os principais destaques ficam por conta das altas interanuais de 13,4% do rendimento real na construção, de 8,2% dos trabalhadores em serviços domésticos e de 7,6% em outros serviços.


O rendimento nominal, por sua vez, registrou alta interanual de 10,3%, o que equivale, segundo nossas estimativas, a uma expansão de 1,3% na margem (ante a taxa de 0,9% vista em janeiro). A massa salarial real seguiu essa melhora e avançou 1,5% na margem, descontados os efeitos sazonais – após elevação de 0,6% no mês anterior – e 5,8% em relação a mesmo mês de 2011, após elevação de 3,6% em janeiro.


- Esperamos que, à medida que a recuperação da atividade ficar mais evidente, principalmente a partir do segundo trimestre, deveremos observar sinais de expansão mais forte na geração de vagas, o que também deve se materializar nos dados de Caged. Assim, os resultados mais recentes do mercado de trabalho não alteram nosso cenário de taxa média de desemprego de 5,5% em 2012.


O rendimento, por sua vez, continua com tendência de elevação, tendo sido favorecido neste começo de ano pela forte elevação do salário mínimo e seus impactos. Esse cenário, se confirmado, constituirá um importante vetor de aceleração do consumo das famílias ao longo dos próximos meses, sob um contexto no qual o consumidor está confiante e se sentindo menos endividado, conforme apontado pela Sondagem do Consumidor da FGV.

Chevron tentou indevidamente alcançar a camada pré-sal, diz MPF



As petroleiras Chevron e Transocean tentaram indevidamente alcançar a camada pré-sal no campo de Frade, afirma o Ministério Público Federal (MPF). Na denúncia apresentada quarta-feira (21) à Justiça contra as empresas, o procurador da República Eduardo Santos sustenta que elas “buscavam explorar a camada do pré-sal brasileiro, tendo se lançado a perfurar sem condições técnicas e de segurança”. As petroleiras negam a acusação.


Para Santos, há “indícios de que não havia a intenção de parar a perfuração enquanto não se atingisse o pré-sal”. Na tentativa, teria ocorrido a ruptura de alguma estrutura do poço perfurado, dando origem ao primeiro vazamento, de 7 de novembro.


O procurador conclui que os denunciados devem responder criminalmente por terem tentado produzir petróleo em desacordo com as licenças e autorizações recebidas dos órgãos competentes. “É certo, tal como exposto pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que o contrato de concessão dos blocos petrolíferos pertencentes à União cobre as profundidades conhecidas como pré-sal. Entretanto, não é menos certo que a exploração e produção efetiva dos hidrocarbonetos, se demandam atividade maior e mais complexa do que a inicialmente prevista nos instrumentos legais, devem ser comunicadas, avaliadas e especificadas pela ANP previamente”, escreveu Santos na denúncia encaminhada à Justiça.


O secretário de Ambiente do Rio, Carlos Minc, defendeu ontem que uma parte dos royalties do petróleo seja usada para equipar órgãos de fiscalização. “Além de uma coordenação forte, deve haver uma estrutura poderosa, em parte bancada pelo governo e em parte pelas empresas. Não é admissível que, em uma atividade tão rentável como o petróleo, quem fiscaliza, como o Ibama e a ANP, tenha uma estrutura tão precária de helicópteros e satélites para monitorar. Há um desequilíbrio. Quem dá a licença deve ter equipamentos para fiscalizar”, disse o ex-ministro do Meio Ambiente. Minc deverá reunir-se hoje com a direção da ANP.


Por


Demóstenes pediu dinheiro a Carlinhos Cachoeira, diz PF




Relatório da Polícia Federal de outra investigação, produzido três anos antes da deflagração da Operação Monte Carlo, escancara os vínculos entre o senador Demóstenes Torres (DEM/GO) e o bicheiro Carlinhos Cachoeira.


Numa das gravações (com a devida autorização judicial), Demóstenes pede para Cachoeira “pagar uma despesa dele com táxi-aéreo no valor de R$ 3 mil”. Em outro trecho do relatório, elaborado com base nas gravações, os investigadores informam que o senador fez “confidências” a Cachoeira sobre reuniões reservadas que teve no Executivo, no Legislativo e no Judiciário.


O relatório já revelava que desde 2009 Demóstenes usava um rádio Nextel (tipo de telefone) “habilitado nos Estados Unidos” para manter conversas secretas com Cachoeira.


O documento aponta ainda ligações comprometedoras entre os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO) e João Sandes Júnior (PP-GO) com Cachoeira.


Na gaveta de Gurgel desde 15 de setembro de 2009O relatório é de um inquérito aberto em Anápolis para investigar bingos e caça-níqueis.


Como não pode investigar parlamentares sem autorização prévia do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF enviou o material à Procuradoria Geral em 15 de setembro de 2009.


O relatório foi recebido pela subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques. Caberia ao procurador-geral, Roberto Gurgel, decidir se pediria ou não ao STF abertura de inquérito contra os parlamentares. Mas, desde então, nenhuma providência foi tomada.


No segundo semestre de 2010, a PF abriu inquérito para apurar exploração ilegal de jogos em Luziânia e se deparou com as mesmas irregularidades da investigação anterior. Daí surgiu a operação Monte Carlo. (com informações do jornal "O Globo" que, parece, já desistiu de tentar salvar o senador do DEM. O jornal "O Popular", de Goiânia, também noticiou).


TV Globo perde 35% das tevês ligadas




Por Altamiro Borges


Ricardo Feltrin, editor do F5, o sítio de entretenimento da Folha, divulgou ontem dados impressionantes.


Nos últimos 20 anos, a TV Globo teria perdido quase 35% de participação nas tevês ligadas na região metropolitana de São Paulo. “O F5 obteve dados inéditos de audiência da TV aberta no país, o mais extenso período já publicado sobre número de aparelhos ligados (o chamado ‘share’)”.


“Em números exatos, a Globo perdeu 34,97% da participação no universo das tevês ligadas (de 59,2%, em 1993, para 38,5%, em 2011). O primeiro trimestre mostra que 2012 também não deve ser redentor: o ‘share’ até agora está em 37,4%”. O jornalista também analisa a pontuação do Ibope, que mede a audiência das emissoras brasileiras.


Queda de audiência


“Todas as emissoras, com exceção da Record, perderam pontos... Em 93 o SBT tinha 8 pontos de média e no ano passado teve 5,7 ponto; a Band marcava 2,8 pontos em 93 e no ano passado teve 2,5; a extinta TV Manchete tinha 1,5 ponto em 93, e no ano passado sua sucessora, a RedeTV!, teve 1,4. No início dos anos 90 a TV Cultura tinha 1,9 ponto – o dobro de sua média atual”.


“A Record foi a única que teve muito ganho de ibope e ‘share’ nas últimas décadas. Em 93, ela tinha 3,7% de participação nas TVs ligadas. No ano passado foi 17%. Em pontos de ibope, porém, a emissora ainda dá menos que a metade da Globo. Em 93 a Record tinha apenas 1,5 ponto de audiência e a Globo tinha 23,5 pontos. No ano passado, ela teve 7,2 pontos (contra 16,3 da Globo)”.


Estranho mercado publicitário


O jornalista Ricardo Feltrin, um especialista no assunto, dá algumas explicações para a decadência da TV Globo. Ele lembra que em 1993 ainda não havia TV por assinatura. “Hoje, porém, 25% dos aparelhos ligados estão nela e nos chamados ‘outros aparelhos’”. Ele observa também que, em 1993, havia muito menos canais abertos disponíveis, a concorrência era menor.


Estes dados são um petardo para a famiglia Marinho. Afinal, o “share” define a fatia no mercado da publicidade, que movimentou R$ 39 bilhões no ano passado. Desde montante, R$ 18 bilhões foram a TV aberta e R$ 11,5 bilhões ficaram para a TV Globo. Ou seja: “A Globo tem 38,5% de participação nas TVs ligadas em 2011 e recebeu 64% da receita publicitária de toda a TV aberta”.


Globo tenta se explicar


O estudo de Ricardo Feltrin comprova que há algo de muito estranho no mercado publicitário brasileiro. Não é para a menos que a Rede Globo tratou de rebatê-lo de imediato. Em comunicado, ela garantiu que a sua audiência cresceu nas duas últimas décadas porque o número de aparelhos ligados aumentou. Na prática, a emissora tentou justificar a sua enorme fatia no mercado publicitário. Veja alguns trechos:


“O Brasil registra os maiores índices de TV aberta do mundo ocidental, com consumo crescente de horas assistidas por dia. Nos últimos 10 anos, o telespectador brasileiro aumentou sua permanência em frente à TV – uma média de cinco horas por dia, por pessoa, por domicílio. Devemos lembrar ainda que a população cresceu, o número de lares com TV e de aparelhos por lar também. A média de aparelhos de TV em cada lar brasileiro quase dobrou em relação a 20 anos”.


“O resultado disso é que a televisão aberta está cada vez mais forte na preferência do telespectador brasileiro – e também do mercado publicitário. O que se vê no Brasil e no resto do mundo é que a televisão se mantém como o principal assunto de todas as novas plataformas/mídias/tecnologias... Essa conjuntura explica porque o meio TV segue como o mais importante e preferido, tanto pelo o público quanto pelos anunciantes, pelos resultados efetivos que ela oferece de vendas e de imagem e prestígio para as marcas”.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Popularidade da Dilma aumenta. É grave a “crise” !




Saiu no Globo:



BRASÍLIA – Dados de recentes pesquisas de opinião que chegaram ao Palácio do Planalto indicam que a presidente Dilma Rousseff não só tem conseguido manter sua popularidade, como teria aumentado a aprovação popular. Analistas do governo veem esse resultado como aprovação ao enfrentamento que Dilma vem travando com aliados contra o chamado toma lá dá cá.


Em dezembro, a avaliação do governo Dilma de 56% de ótimo/bom já era recorde na série histórica da pesquisa do Ibope feita para a Confederação Nacional da Indústria para o primeiro ano de mandato presidencial. A próxima pesquisa da entidade será divulgada em abril. Outras pesquisas regionais encomendadas por partidos reforçam a percepção de que Dilma tem conseguido mais apoio da opinião pública.


Esse crescimento teria ocorrido entre eleitores da classe média. Os dados reservados reforçam a decisão de não aceitar pressão da base governista, mas não significa que ela romperá com tradicionais aliados. Por enquanto, a estratégia é só mudar a relação com o Congresso.


O ex-presidente Lula, embora tenha manifestado preocupação com o enfrentamento, estaria, na avaliação do Planalto, emitindo sinais de concordância com a nova linha adotada por Dilma.
(…)



Interessante que a edição do jornal nacional desta quarta-feira foi a descrição do caos na República trabalhista da Dilma:


“Crise” no Congresso – clique aqui para ler sobre “crise” no PMDB e no PiG (*).


Corrupção nos hospitais chegará inevitavelmente à Dilma (e, jamais, ao Ministério da Saúde do Padim Pade Cerra !)


Greve no canteiro da Usina de Antonio, malfadada obra do PAC da Dilma, que, como diz a Globo, “empacou”.


Crise por causa do piso salarial do professor no governo petista do Rio Grande do Sul – e nem bola para o PSDB, os Piores Salários Do Brasil, dos tucanos de São Paulo.


Portanto, o jn não tem nenhum poder de persuasão sobre a Classe C que pretende conquistar.


Também, com um Diretor de Jornalismo que é capaz de escrever uma Antologia da Treva para assustar a Classe C … – clique aqui para ler “FHC fez o Apagão Elétrico para salvar as criancinhas”.

Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Quando Thor encontrou Wanderson





Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo


Os dois têm, em comum, o nome estranho e improvável e a nacionalidade brasileira.
Thor e Wanderson.



O resto são diferenças que jamais os levariam a se encontrar. Thor, 1%, para usar a expressão consagrada no protesto Ocupe Wall St, anda num carro de quase 3 milhões de reais, uma McLaren. As multas por excesso de velocidade que Thor recebeu no período “probatório”, em que o motorista é testado logo depois de receber carteira de motorista, deveriam tê-lo impedido de dirigir. Mas regras no Brasil não costumam ser aplicadas para o 1%. A família de Thor tem dinheiro e as conexões que isso traz: não há muito tempo, o governador do Estado tomou carona no helicóptero do pai de Thor, um homem cuja maior ambição não é ser o homem mais sábio do mundo, ou o mais feliz, ou o mais generoso — e sim o mais rico, um recordista de moedas.


Wanderson é o 99%. Bicicleta em vez de McLaren, e não por modismo ou por consciência ecológica. Simplesmente por necessidade. Feio por não ter a boniteza outorgada pelo dinheiro: não poderia comprar o corpo de jogador de rugby adquirido por Thor com duas horas de exercícios diárias, e nem as roupas, e nem os produtos de beleza. Pobre não pode aspirar a grandes feitos estéticos, e nem pequenos, para ser franco.

Contra todas as probabilidades, Thor e Wanderson, com suas vidas paralelas e opostas, acabaram se encontrando na noite de sábado, numa estrada. Foi um encontro rápido. Thor em sua McLaren e Wanderson em sua bicicleta. Thor mal viu Wanderson. Salvo em circunstâncias excepcionais, os 99% são invisíveis.


No final da reunião relâmpago, Wanderson estava em pedaços, destruído pela McLaren. A imprudência, segundo o pai de Thor, foi de Wanderson. Não há surpresa nisso porque no Brasil a culpa sempre foi dos 99%.


E agora Thor retoma sua vida de herdeiro enquanto Wanderson lentamente vai desaparecendo de nossas mentes e de nossas conversas até ser devolvido à miserável invisibilidade em que esteve imerso até o breve encontro de sábado à noite.

Leia outros textos de Outras Palavras

Vereador do Rio acusa Globo de não dar notícias ruins da TOESA, quando a empresa paga anúncios




quem é que está patrocinando esse programa no mesmo RJ TV?
A Toesa patrocinando no mesmo lugar em que ela foi criticada,
só que agora ela não aparece mais criticada.



Da Penha para cima toda a saúde é estadual. Do [Hospital] Getúlio Vargas, na Penha, até Santa Cruz todo o atendimento à saúde hospitalar é estadual, cabendo ao Município os postos de saúde.


Então, quero registrar um desses últimos momentos em que estamos trabalhando aqui no primeiro semestre deste ano, já que o recesso vai ser iniciado daqui a alguns dias, lembrar esta situação para que não esqueçamos nunca: não vamos ser enrolados, não vamos deixar que a mentira em relação ao atendimento da saúde neste Estado seja divulgada pela opinião pública.


É evidente que um anúncio daqueles no jornal O Globo custa muito dinheiro, estamos vendo como é caro fazer um anúncio no jornal, Vereador. E essa mentira aparece numa página inteira de jornal hoje gentilmente comprada pelo governo do Estado. Vai ver que é por isso que muitas vezes algumas notícias importantes acabam não saindo no dia a dia.


E lembro aqui um fato muito interessante. Fizemos aqui uma grave denúncia a respeito da situação das ambulâncias do Município. Uma das empresas que trabalham para o Município, apontamos várias irregularidades da empresa chamada Toesa.


A TV Globo fez um trabalho muito importante já no governo do Estado, mostrando um gravíssimo problema da Toesa no governo estadual e depois isso morreu, não vi mais nada.


Tenho tentado passar algumas informações, mas não tenho conseguido a oportunidade de passá-las. E esta semana me surpreendi e só não caí sentado no chão porque já sentado no chão de minha casa aguardando o inicio de um desses jogos da seleção brasileira.


No RJ TV há uma programação que a TV Globo fez chamada Vote no Boteco, para eleger o melhor boteco da cidade. Quando eu vejo, quem é que está patrocinando esse programa no mesmo RJ TV? A Toesa patrocinando no mesmo lugar em que ela foi criticada, só que agora ela não aparece mais criticada. Então, vejam como é difícil vencer o poder econômico; é muito complicado. Espero que estejamos atentos, mesmo que festejando a vitória do Brasil e de Portugal, às coisas do dia a dia porque a Copa do Mundo passa e nossa vida fica. (A íntegra do discurso está aqui)
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/03/vereador-do-rio-acusa-globo-de-nao-dar.html

Inês: Dilma enfrenta chantagem do Congresso.







Há uma aposta clara em que, ao escolher seus próprios interlocutores na base aliada, a presidenta conterá os movimentos de chantagem que têm sucedido de forma permanente a troca dos ministros vitimados por denúncias. E que existe espaço na agenda para correr esse risco.


Maria Inês Nassif


Não parece aleatória a estratégia política assumida pela presidenta Dilma Rousseff (PT), desde que iniciou uma reforma ministerial em capítulos. A leitura que deve ser feita da ação de Dilma junto à base aliada (aí incluídas as escolhas ministeriais e de lideranças no Congresso politicamente mais afinadas com o perfil que quer dar às relações entre Executivo e Legislativo) é a de que ela bancou o risco de desarranjar uma coalizão montada pelo governo anterior, que também deu sustentação à sua candidatura, para fugir ao permanente impasse de demitir auxiliares indicados pelos partidos a cada denúncia de corrupção, e em seguida ser obrigada a se submeter à chantagem dos mesmos partidos para manter as pastas nas mãos dos grupos hegemônicos nas legendas. E, se correu o risco, é porque o governo avaliou que há espaço para tentar arranjos na base partidária, já que não existem questões urgentes a serem decididas pelo Congresso – a única, o Código Florestal, prescinde de uma enorme base de apoio, já que as posições individuais dos parlamentares estão muito consolidadas e a bancada ruralista é muito forte. Mantendo ou não os instrumentos tradicionais de negociação com a base aliada, o Executivo não teria nenhuma garantia de lealdade nessa questão.


Daqui para o final do ano, a gestão do Orçamento, com toda a flexibilidade que a lei dá ao governo, e as medidas para neutralizar os efeitos da crise financeira internacional sobre a economia têm mais relevância do que as matérias que tramitam no Congresso. O que é importante de fato esbarra em questões que transcendem acordos partidários – caso não apenas do Código Florestal, mas também da Reforma Política, onde uma decisão partidária não consegue se sobrepor aos interesses individuais dos parlamentares. Apenas o PT consegue fechar questão sobre o assunto.
Foram 11 os ministros substituídos até agora, mais dois líderes do governo – parte deles por baixa produtividade, outra parte vitimada por denúncias. Nesse último caso, a presidenta está tentando inverter a mão. Como a hegemonia dos grupos internos, nos partidos tradicionais, é definida pelo poder de troca desses grupos com o governo federal, está apostando que, ao subtrair influência desses líderes sobre a máquina administrativa e transferi-los a outros que estão hoje à margem das decisões partidárias, desequilibrará o poder interno a favor de pessoas mais comprometidas com o seu governo.


Ao substituir o senador Romero Jucá (PMDB-RR) por Eduardo Braga (PMDB-AM) na liderança do governo no Senado, ela não preteriu o maior partido da base de sustentação do governo, mas grupos internos que detinham há nove anos o monopólio das relações com o governo, especialmente os ligados a José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL). É uma aposta de que, se a interlocução com o Executivo define a hegemonia interna do PMDB, a presidenta pode ter o poder de renovar internamente o partido, ao optar por outros interlocutores.


O mesmo comportamento teve antes, em relação aos ministros escolhidos. Dilma tem alterado a lógica tradicional de que é preciso simplesmente se submeter às indicações dos aliados, mesmo que elas custem alimentar, ao longo de toda a gestão do indicado, a cota de poder de quem indicou – e, em consequência, os instrumentos de pressão sobre o próprio governo. Até agora, Dilma tem nomeado alguém do partido do ministro demitido, mas com compromissos de lealdade com o governo, não com os grupos dominantes de sua agremiação. Esta foi a origem da revolta do PR, que anunciou a saída do governo: o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que é do PR, porém não faz parte do grupo dominante do partido, não é aceito pelos líderes da legenda como cota partidária, e sim como cota pessoal de Dilma.


No PDT, o movimento é semelhante. Após a demissão de Carlos Lupi (RJ) do Ministério do Trabalho, o político retomou o lugar de presidente da legenda, acirrando uma divisão interna que se prolonga quase desde a morte do fundador do partido, Leonel Brizola. O deputado Brizola Neto (RJ) está na contramão do grupo de Lupi: tem formação política que permite uma aderência mais orgânica ao governo, isto é, suas posições são muito mais próximas de um governo de esquerda do que as de Lupi. O ex-ministro manteve o PDT nos moldes deixados por Brizola avô (poder concentrado na Presidência e pouca seletividade na escolha de quadros) sem ter o carisma do velho caudilho. O poder de Lupi no PDT também depende do seu poder de interlocução com o governo. A escolha de Brizola Neto para o Trabalho, se for confirmada, dará mais consistência ideológica a uma pasta que, num governo petista, com tradicionais ligações com o sindicalismo, tem que servir como contraponto a outros ministérios destinados à direita governista. A lealdade do deputado, sem que se exija dele abrir mão de suas convicções políticas, será naturalmente maior a Dilma do que ao PDT representado por Lupi.


A reação dos partidos aliados ao ajuste pretendido por Dilma na representação dessas legendas em seu governo já seria grande, pois esses movimentos ameaçam o status quo das lideranças que detém o comando dos partidos de formação tradicional. Torna-se maior no período pré-eleitoral porque aí entram novos elementos de possível barganha. O pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, está pagando a fatura pelo jogo duro de Dilma. Como a vitória na capital paulista é fundamental na definição do jogo político depois das eleições, os partidos aliados ao governo nacionalmente passaram a usar a eleição local para reverter o quadro. Com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda afastado das lides eleitorais, a aposta dos aliados do governo federal é a de que o poder de barganha eleitoral reate as relações de poder dos grupos alijados da convivência com Dilma, por conta das mudanças na correlação de forças no Congresso.


É uma aposta que não pode ser traduzida por falta de orientação política do atual governo, mas por uma estratégia política diferente da gestão anterior. Se a área gerencial da atual administração já trouxe do governo Lula o perfil de Dilma, que foi sua principal colaboradora, no campo político o novo governo ainda não tinha uma cara própria. A presidenta, mesmo obrigada a apelar para a intermediacão do ex-presidente Lula de vez em quando, assumiu correr um risco. Mas ela não tinha alternativa a não ser a de imprimir o seu próprio estilo também nas relações políticas mantidas com o Congresso. Sem traquejo de negociação, conhecimento dos atores envolvidos na permanente barganha do poder e carisma de Lula, obrigatoriamente teria que impor padrões de relacionamento com seus alidos, sob pena de ficar refém da política tradicional.


quarta-feira, 21 de março de 2012

TJ inocenta ex-BBB Daniel por estupro. Investigações civis sobre a Globo continuam.




Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro arquivou nesta terça, 20, o inquérito policial que investigava suposto estupro ao vivo dentro do programa Big Brother Brasil 12 (TV Globo).


Após o depoimento da ex-BBB Monique, o tribunal decidiu pelo arquivamento do inquérito, o que o inocenta Daniel e libera seu passaporte.


O encerramento do processo contra Daniel alivia a TV Globo, mas não elimina outras investigações abertas pelo Ministério Público Federal e outros órgãos sobre a conduta da emissora e sua equipe. Esses processos não são de natureza criminal e visam apurar se houve violação de direitos humanos, direitos coletivos, ofensa aos direitos da mulher, violação da Constituição no capítulo Comunicação Social. O resultado destes processos pode ser mudança de horário, exigir da emissora a divulgação de esclarecimentos dos direitos das mulheres, indenizações por violar direitos coletivos.


Também será curioso acompanhar o caso nos próximos meses. Tanto Daniel como Monique poderão vir a processar a emissora pedindo indenização por danos. Na transmissão em pay-per-view, a própria produção do programa narrou em legendas (figura acima), conscientemente, a imobilidade de Monique, situação que levou os telespectadores a suspeitarem de estupro de vulnerável. Apesar de estarem acompanhando a cena, a produção do programa não interferiu para interromper o ato, caso estivesse de fato se consumando um crime.

A CORRUPÇÃO E FRAUDES NA ÁREA DE SAÚDE PÚBLICA - NÃO É FANTÁSTICO !




Acompanho com bastante interesse os desdobramentos da reportagem apresentada no último Domingo pelo programa Fantástico da TV Globo. Eu estou assim meio "surpreso" com a "surpresa" das autoridades da área, visto que, tirando a clareza das imagens e as declarações dos pretensos corruptores, tudo isso já é de longa data de conhecimento do Ministério, das Secretárias e Governos de Estados e Municípios. Ou será que todo mundo não sabe que essa forma de agir, das empresas privadas e dos "compradores/gestores", armando e viciando as licitações ocorre de longa data. Aliás, não é a primeira vez que até mesmo gravações são feitas e outros casos dessa natureza são objeto de inquérito.


"SURPREENDE" ainda que resista por um só minuto a possibilidade de esquemas desse porte, que envolvem valores altíssimos, são claramente e afrontosamente superfaturados, possam se dar no nível de administradores de Unidades e gerentes das firmas. Só mesmo quem é muito "ingênuo" para acreditar que não existam "graúdos", bem graúdos" viabilizando e "legitimando" esses acertos que sangram os cofres públicos e tiram da saúde recursos importantes.


Outra coisa, não adianta absolutamente nada, embora seja imperioso se fazer, cancelar contratos e impedir que essas empresas flagradas na reportagem, tenham negócios com os governos nas três esferas. É preciso ir muito além, se é que desejam de fato dificultar ao máximo esse tipo de bandidagem. As empresas que participaram da truta, apresentando propostas mais altas também precisam ser enquadradas.


Para quem não sabe, é bem provável que nesse momento, outras empresas já estejam sendo "preparadas" para preencher a "lacuna" das que forem impedidas de fornecer ao governo federal, estadual e municipal.


Caso queiram, "de verdade", agir para moralizar a questão das licitações e processo de compras, podem começar por dar garantias de vida aos bons funcionários públicos, para que eles tenham condição de impedir e denunciar as maracutaias, criar câmaras de compras, reduzir ao máximo as compras "emergenciais", mudar esse sistema de pregão por convite, que é uma escancarada forma de facilitar corrupção e desvios. Por último, podem frear o processo de privatização e de terceirização por que passa a saúde pública, ela é a verdadeira fonte da aguda crise que se vive nesse setor.


É FANTÁSTICO ver que virou "escândalo" nacional um fato que sendo deplorável e criminoso, acontece faz tempo, não só na área da saúde, e que ninguém faz nada de fato para impedir enquanto não vira matéria de televisão. Eu acho até "graça" quando vejo um certo secretário se dizendo "escandalizado" com a reportagem e prometendo tomar providências.


A mansão e a crise na RedeTV!




Por Altamiro Borges


Em reportagem de três páginas inteiras, a revista Exame desta semana confirmou que a crise da RedeTV! é muito grave e decorre, principalmente, da prática predatória dos seus proprietários.


A publicação da Editora Abril, talvez por interesses mesquinhos, questiona a própria continuidade da emissora, que passa pelo momento mais difícil desde a sua criação, ocorrida 13 anos atrás.


Assinada pela jornalista Naiana Oscar, a matéria intitulada “A mansão sobe, a casa cai”, mostra que, enquanto emissora demite centenas de profissionais, seu sócio majoritário, Amilcare Dallevo, constrói “a maior mansão do Brasil” no condomínio de luxo de Alphaville (SP). Ela terá dois helipontos, 50 vagas na garagem e uma suíte de 1.200 metros quadrados.


Dívidas e queda de audiênciaA Exame compara a mansão ao Palácio de Versalhes, que abrigava a decrépita família real francesa. Já o dono da RedeTV! é comparado ao rei Luís XVI, deposto pela Revolução Francesa.


Ainda segundo a reportagem, a construção do castelo não é a maior preocupação dos donos da emissora, que está pendurada em dívidas de curto prazo de R$ 100 milhões e perdeu a confiança dos bancos.


Nos últimos dias, a RedeTV! perdeu o seu quadro de maior audiência, o “Pânico da TV”, que se mudou para a Band. Segundo a Exame, esta saída representa um rombo de R$ 50 milhões ao ano para a emissora.


Ela também já havia perdido o direito de transmissão do Campeonato Brasileiro da Série-B (R$ 30 milhões a menos no caixa) e das lutas da UFC (menos R$ 15 milhões).



Onde há muitos vices viceja o vício. E vice-versa




A CBF tem quatro vices. E onde há tantos vices, viceja o vício. Com isso a CBF está mais fraca, mais desunida, menos homogênea. É o melhor momento para que os clubes formem uma liga que se preocupe com eles em tempo integral, pois há muito tempo a CBF dedica-se mais à lucrativa seleção do que aos seus filiados.


Ah, os vices...


Os vices são os reservas, são aqueles que não são.


O vice-campeão é aquele que perdeu, o vice-chefe é um empregado, o vice-rei antes obedecia que reinava.


Os vices estão sempre separados do que desejam ser por um implacável hífen.


Os vices vivem à sombra. Por isso não têm viço.


Vice, etimologicamente, não tem parentesco com a palavra vício. Mas os vices têm como vício torcer pela queda dos titulares. E, quando isso acontece, dizem com prazer: “São as vicissitudes da vida.”


José Maria Marín é um vice profissional. Foi vice de Paulo Maluf e de Ricardo Teixeira.


Diga-me de quem és vice e te direi quem és.


No começo dos anos 80, quando Maluf se licenciou para concorrer ao cargo de deputado federal, o vice Marín tornou-se governador por dez meses. Neste período foi chamado de “irmão siamês” do ex-governador, suas contas não foram aprovadas e seu nome esteve envolvido em empréstimos suspeitos da Caixa Econômica Estadual.


Agora assumiu a presidência da CBF, que foi governada pelo mesmo homem por mais de um vicênio. E, logo que deixou de ser vice, Marín disse: “Não se trata de uma nova gestão, é uma continuidade do estupendo (sic) trabalho que Teixeira vinha fazendo".


A carreira de José Maria começou na ponta-direita. No futebol e na política. Ele jogava nos campos de Santo Amaro e ficou alguns anos no São Paulo, mas sempre no time dos aspirantes, o vice-time. Consta que marcou apenas um gol pelos profissionais.


Aproveitando-se de sua fama no bairro como ponta-direita, elegeu-se vereador pelo partido da extrema direita, o Partido de Representação Popular, fundado pelo integralista Plínio Salgado. Depois mudou para a Arena, obviamente, e foi deputado estadual duas vezes.


Com o fim da ditadura, as coisas ficaram mais duras para Marín. Candidatou-se ao senado em 1986 e ficou apenas em quarto lugar. Em 2000 tentou a prefeitura de São Paulo pelo PSC e recebeu apenas 0,2% dos votos. Repetiu a porcentagem dois anos depois, quando concorreu mais uma vez ao senado.


O Brasil já teve alguns vices que se tornaram presidentes. Temos, por exemplo (no caso, um mau exemplo), José Sarney. Mas já tivemos Floriano Peixoto, Café Filho, Afonso Pena, João Goulart e Itamar Franco. Esperto foi Getúlio Vargas, que acabou com o cargo de vice.


No caso da CBF, Marín era a melhor alternativa para deixar tudo como está. Aliás, segundo o Houaiss (que é o vice do Aurélio), a palavra vice vem do latim vix e significa justamente isso: alternativa.


Os vices são uma alternativa para não alterar.


Mas em geral os vices são mais fracos. São opções de segunda classe, pessoas com menos carisma e liderança, figuras com menos poder, com alianças mais frágeis. No mais das vezes chegaram ao cargo por uma questão de composição, não de opção. E assim representam apenas parte do poder total.


O vice não é o vencedor e vice-versa.


Com isso a CBF está mais fraca, mais desunida, menos homogênea.


É o melhor momento para que os clubes formem uma liga que se preocupe com eles em tempo integral, pois há muito tempo a CBF dedica-se mais à lucrativa seleção do que aos seus filiados.

Os presidentes de federação, como urubus famintos, vão lutar pelo espólio. E será uma bela luta, cheia de conchavos e traições.


A CBF tem quatro vices. E onde há tantos vices, viceja o vício.


José Roberto Torero é formado em Letras e Jornalismo pela USP, publicou 24 livros, entre eles O Chalaça (Prêmio Jabuti e Livro do ano em 1995), Pequenos Amores (Prêmio Jabuti 2004) e, mais recentemente, O Evangelho de Barrabás. É colunista de futebol na Folha de S.Paulo desde 1998. Escreveu também para o Jornal da Tarde e para a revista Placar. Dirigiu alguns curtas-metragens e o longa Como fazer um filme de amor. É roteirista de cinema e tevê, onde por oito anos escreveu o Retrato Falado.