sexta-feira, 27 de abril de 2012

A irritação do presidente do PSDB


Por Leandro Fortes, na CartaCapital:


O que antes era só uma acusação, agora está documentalmente provado: no dia 7 de fevereiro passado, os deputados tucanos Rogério Marinho (RN) e Sérgio Guerra (PE), acompanhados de um assessor ainda não identificado, participaram de um ato de destempero no sétimo andar do anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília. Estimulado por Guerra, que é presidente nacional do PSDB, Marinho simplesmente arrancou um cartaz de propaganda do livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., então afixado na porta do gabinete do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). CartaCapital teve acesso às imagens captadas pelas câmeras de segurança pelas quais se constata, quadro a quadro, como dois parlamentares do maior partido de oposição do País se comportam de forma pouco democrática nas dependências do Congresso Nacional.

Os dois primeiros quadros das imagens captadas pelas câmeras de segurança mostram a dupla de deputados deixando o gabinete de Sérgio Guerra, localizado a 50 metros do gabinete de Protógenes Queiroz. Depois, no terceiro quadro, Marinho é flagrado à distância por uma das câmeras no momento em que arranca o cartaz, com Guerra bem às suas costas, enquanto o assessor observa a cena, um pouco mais atrás. O último quadro mostra o trio se afastando, Marinho com o cartaz na mão, ao mesmo tempo em que fala ao celular. O cartaz de “A Privataria Tucana”, livro que conta as peripécias de parentes, sócios e amigos do tucano José Serra em movimentações bilionárias por contas secretas no Caribe, acabou numa lata de lixo, ao lado de um elevador.

A atitude dos deputados tucanos poderá acabar mal. Isso porque o deputado Rogério Marinho confessou o crime. Segundo ele, arrancar o cartaz da porta de um outro parlamentar foi “um ato político”. O Código de Ética da Câmara dos Deputados enquadra a ação de Marinho, contudo, como infração “às regras de boa conduta nas dependências da Casa”, passível de ação de quebra de decoro parlamentar. O deputado Queiroz prestou queixa do ocorrido no Departamento de Polícia Legislativa da Câmara e, na quarta-feira 26, requereu ao presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), abertura de procedimento disciplinar contra Marinho e Guerra.

Caso o assunto chegue a ser julgado pela Comissão de Ética, os parlamentares do PSDB poderão sofrer censura verbal em sessão do plenário da Câmara e uma suspensão de seis meses do mandato parlamentar. É uma briga que vai se estender à CPI do Cachoeira, da qual Queiroz e Marinho são titulares. Guerra, ao saber da queixa do colega do PCdoB à polícia legislativa, apressou-se em também acusar Queiroz, delegado licenciado da Polícia Federal, de quebra de decoro por ter sido citado em gravações da Operação Monte Carlo, nas quais conversa com o araponga Idalberto Araújo, o Dadá, com quem trabalhou na Operação Satiagraha, em 2008.

'O Globo' desmascarado: Como o jornal fabricou notícia

Cada mentira, linha por linha, é desmontada, expondo o ridículo do jornalão, neste blog aqui na Rede Brasil Atual.

Em tempo:

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República emitiu a seguinte nota à Imprensa:

Em momento algum, o tema “Comissão Parlamentar Mista de Inquérito” foi objeto das conversas ocorridas na última quarta-feira em encontro da Presidenta Dilma Rousseff com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A presidenta lamenta as versões em contrário divulgadas por veículos de imprensa.

STF extingue cotas de 100% para brancos nas universidades

Senhor Deus dos desgraçados!

Dizei-me Vós, Senhor Deus
Se é loucura, se é verdade

Tanto horror perante os céus

(…)

Quem são estes desgraçados

Que não encontram em Vós

Mais que o rir calmo da turba

Que excita a fúria do algoz

Quem são?

Se a estrela se cala,

Se a vaga à pressa resvala

Como um cúmplice fugaz,

Perante a noite confusa…

(…)

São os filhos do deserto,

Onde a terra esposa a luz

Onde vive em campo aberto

A tribo dos homens nus…

São os guerreiros ousados

Que com os tigres mosqueados

Combatem na solidão.

Ontem simples, fortes, bravos.

Hoje míseros escravos,

Sem luz, sem ar, sem razão. . .

Navio Negreiro, de Castro Alves

*

Assusta viver em um país em que é preciso apresentar números sobre a situação da maioria negra de seu povo apesar de que todos a encontram em cada rua, a cada esquina, a todo tempo.

É o vizinho que habita a calçada

Com mulher, filhos e humilhação

Oriunda de mera decisão

Da sociedade, do patrão e da madame

Do jovem rico e de sua indolência infame

Que rouba a vaga do que anseia pela razão

Que para o mancebo rico não faz noção

Eis que brindado com o direito de herança

Que pisoteia do negro a esperança

A pobreza que atinge brancos não é igual à que atinge negros. Desonestidade intelectual devia dar cadeia tanto quanto a material.

A mentira mais hedionda sobre cotas “raciais” que um partido que deveria servir ao povo esgrimiu na Suprema Corte de Justiça foi a de que a política afirmativa cotas não beneficia “pardos”, ainda que centenas de milhares deles já sejam beneficiados.

É mentira que a pobreza que a negros atinge seja a mesma que atinge ao branco. A do negro é muito maior e pior, como IBGE e IPEA comprovam.

97 milhões, entre 190 milhões de brasileiros, declaram ao IBGE que são afrodescendentes. Os negros, pois, somam 51% da população.

O IPEA diz que o salário médio do branco é de R$ 1,8 mil e o do negro, R$ 0,8 mil. Diz também que os que se declaram afrodescendentes são 70% dos pobres, 70% dos indigentes e quase 80% dos jovens que morrem por violência.

A Suprema Corte de Justiça de um país que tem 51% de afrodescendentes, tem 1 único magistrado negro e, no Congresso, só 8 % dos deputados são negros.

Na propaganda, nas novelas, nos bunkers dourados da elite branca, ditos “condomínios”, onde o egoísmo se resguarda da pobreza matizada, erigida pela mais pura vilania, a unanimidade racial de tons rosados e louros com um frio olhar azul ou verde deu o primeiro passo rumo à lata de lixo da história.

Não faltam números para provar que a pobreza, no Brasil, tem cor. Não faltam cenas que comprovam a cor da pobreza, a cor da humilhação, a cor da injustiça. O que falta é vergonha na cara a um setor minoritário e rico da sociedade. Vergonha de mentir impiedosamente e, ainda, afetando indignação.

A Suprema Corte do Brasil marca mais um tento no ranking da pacificação social, da igualdade, da verdade e da Justiça. Que cada voto, de cada magistrado, seja um libelo contra a hipocrisia desumana que pisoteia a imensa maioria deste povo brasileiro. Um libelo acusatório a uma minoria microscópica que tem a audácia de negar uma realidade que lhe lambe as faces a cada passo nas ruas.

Eliminado o produto da hipocrisia e da desonestidade intelectual, resta descobrir como instilar ética e sinceridade nessa parcela diminuta da nação que tanto mal vem produzindo à sua quase totalidade ano após ano, década após década, século após século.

Diálogos de Demóstenes com Cachoeira assombram Gilmar Mendes, diz a Folha


Demóstenes Torres (ex-DEM/GO) recebido por Gilmar Mendes, no STF, em 02/02/2010




Deu na Folha de São Paulo, coluna Painel:

Três Poderes

A ligação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o acusado de contravenção Carlinhos Cachoeira assombra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Eles sabem que o senador, com trânsito no Judiciário, foi gravado em conversas telefônicas prometendo usar esse prestígio para favorecer o grupo.

"A crise deu a volta completa na Praça dos Três Poderes", admite um membro da Corte, que diz que nunca imaginou que houvesse um "sujeito oculto" por trás de Demóstenes. Para se prevenir, ministros incumbiram assessores de levantar audiências pedidas pelo senador e processos que podem ter relação com Cachoeira.

Nomes

Entre os ministros que recebiam Demóstenes, que já foi presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, estão Gilmar Mendes, José Antonio Dias Toffoli e Luiz Fux.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ex-assessor de Cachoeira afirma que Marconi Perillo recebeu R$ 500 mil do bicheiro


Mino Pedrosa, ex-assessor de imprensa de Carlinhos Cachoeira, divulgou em seu blog:
Foi no Palácio das Esmeraldas que o governador de Goiás Marconi Perillo (PDSB) recebeu de Carlos Cachoeira um pacote de dinheiro com R$ 500 mil,numa caixa de computador,como parte do pagamento de “negócios” com o bicheiro.O dinheiro foi entregue por Wladimir Garcês, reconhecido por Perillo como amigo e presidente da Assembléia, só que Garcês se refere a Cachoeira como "chefe".Fechamos o elo entre governador e contraventor.

Os agentes da polícia federal monitoraram todos os passos da entrega do dinheiro. Com áudio e vídeos.

O Quidnovi revela, com exclusividade, parte dos áudios que flagram, a ligação entre o governador de Goiás e o contraventor Carlos Cachoeira. O contraventor monitorou por telefone a entrega dos R$ 500 mil para Marconi, pedindo em tom de brincadeira que os comparsas tomassem cuidado para não se envolverem em acidentes de transito " que possam incendiar e queimar as notas"

Enquanto isso, o governador de Goiás Marconi Perillo aguardava no Palácio das Esmeraldas ansioso.

O Jornal da Globo levou ao ar a notícia. Perillo emitiu nota negando o fato.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/04/ex-assessor-de-cachoeira-afirma-que.html

Decretada a prisão do diretor da Delta em SP, ligado a contratos com SABESP




O Operação Monte Carlo está dando "filhotes". O Ministério Público Federal encaminha para os Ministérios Públicos Estaduais, indícios de crime fora da alçada federal, e começa a se aproximar perigosamente dos governos tucanos paulistas de José Serra e Geraldo Alckmin.

Um desmembramento foi a Operação Saint-Michel, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal, para cumprir mandados de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão, nas cidades de Brasília, São Paulo, Anápolis e Goiânia, contando com o apoio do Ministério Público do Estado de Goiás e do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Heraldo Puccini Neto, diretor da Delta Construções em São Paulo, está com ordem de prisão temporária decretada, mas não foi localizado. O advogado da empresa, Marcelo Souza, compareceu à delegacia para negociar a apresentação do executivo.
Segundo reportagem acima, Puccini participou da montagem do consórcio Delta-Araguaia para disputar licitações em obras de tratamento de esgoto em São Paulo. Este consórcio foi contratado pela SABESP do governo paulista, durante a gestão José Serra (PSDB).

A Operação Saint-Michel também cumpriu mandados de prisão do ex-diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, do vereador Wesley Clayton Silva (PMDB), vice-presidente da Câmara Municipal de Anápolis (GO), de Dagmar Alves Duarte em Goiânia, de um ex-servidor no governo do DF durante os governos Arruda e Rosso, cujo nome é Valdir Reis.

A operação investiga suposto envolvimento do grupo de Cachoeira na tentativa de conquistar o contrato de bilhetagem eletrônica do sistema de transporte público do DF.

Veja tenta escapar da CPI

Por Sérgio Cruz, no jornal Hora do Povo:


Começa nesta semana a CPMI do “Cachoeiragate” que vai investigar as conexões do crime organizado chefiado por Carlinhos Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (ex-Dem), a revista Veja, o governador tucano Marconi Perillo, além de outras falcatruas.

As gravações autorizadas pela Justiça, feitas pela Operação Monte Carlo, da PF, não deixam dúvidas de que Demóstenes agia politicamente para a organização criminosa de Cachoeira. Já a revista Veja, que tenta desesperadamente desviar o foco das investigações, não conseguirá escapar de explicar na CPMI os 200 telefonemas gravados entre a direção da revista e Cachoeira.

É claro que todas as conexões do Cachoeira serão investigadas. Não adianta Veja se apressar em querer pautar a CPMI dizendo que “o foco da investigações será a Delta”. A CPMI vai investigar a Delta, mas antes dela tem muita coisa grave envolvendo a própria revista, que precisa ser esclarecido. Quem trocou 200 telefonemas e armou “vários furos” com os bandidos, não tem como escapar das investigações. Assim como o Demóstenes, que, segundo as gravações, teria, entre outras coisas, recebido até R$ 1,5 milhão, de uma só vez, do bando de Cachoeira. Aquele mesmo Demóstenes que já integrava a quadrilha e assim mesmo foi brindado com uma capa da Veja, inclusive apresentado como “mosqueteiro da moralidade”. Também não adianta o resto da mídia silenciar sobre o envolvimento da Veja com os criminosos, como faz Globo e a Folha. Tudo vai ter que ser esclarecido.

E, se depender do deputado Fernando Ferro (PT-PE), Roberto Civita, o dono da revista, será um dos primeiros a ser convocados para prestar esclarecimentos sobre as ligações da Veja com o crime organizado. Em discurso da tribuna da Câmara o deputado afirmou que a revista Veja é “o próprio crime organizado fazendo jornalismo”. O parlamentar garantiu que assim que a CPMI for instalada, vai entrar com uma petição para convocar Civita. Em entrevista à Rede Brasil Atual, ele afirmou que a revista “fomentou, incentivou, financiou esses delinquentes a terem esse tipo de comportamento”, referindo-se à rede ilegal de atuação do contraventor Carlinhos Cachoeira.

“Cabe ao órgão de imprensa trazer esclarecimentos sobre essa relação, o porquê de tantos telefonemas identificados na investigação da Polícia Federal. Independentemente de quem seja, o Civita ou não, os responsáveis pela Veja terão de responder sobre isso”, afirmou Fernando Ferro. “É uma relação estranha, que tem laços de cumplicidade com esse submundo. Na verdade, isso vem lá de trás, em vários momentos. Essas denúncias espetaculosas da Veja, todas elas estão sendo lastreadas por esse processo de espionagem e arapongagem”, denunciou. “Essas ações da Veja têm tudo a ver com crime organizado, não com jornalismo”, disse Ferro.

Ninguém na comissão vai cair nessa história da carochinha, inventada pela revista, de que os telefonemas e os acertos feitos por Policarpo Jr. diretamente com Cachoeira ou com outros integrantes do bando faziam parte de seu “trabalho investigativo”. Além das animadas e comprometedoras conversas entre Cachoeira e o diretor da revista, as ligações flagraram também Policarpo encomendando diretamente os serviços sujos ao capanga de Cachoeira, o ex-agente Jairo Martins. A intimidade entre Jairo e Policarpo era tão grande, que, numa certa hora nas gravações, Cachoeira fica com ciúmes e aparece lembrando ao cúmplice quem era o chefe da quadrilha. “A gente tem que trabalhar com ele em grupo. Porque os grandes furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz”, lembra Cachoeira.

Outro que está na mira da CPMI é o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo. A Polícia Federal identificou que o esquema criminoso comandado por Cachoeira tinha influência dentro do Palácio do Governo. Segundo a PF, Cachoeira nomeou vários integrantes do governo Perillo. Suspeita-se que a chefe de gabinete do governador, Eliane Gonçalves Pinheiro, tenha sido uma delas. Em uma das escutas, Cachoeira e Eliane falaram cifrado sobre um tal “maior”. “O ‘maior’ está aqui ao meu lado”, disse ela a Cachoeira, que respondeu: “diga a ele porque ele vai ficar contente com a notícia”. Na conversa, Cachoeira alerta Eliane que a PF vai desencadear uma operação contra algumas prefeituras suspeitas de fraude, entre elas uma cujo prefeito era aliado de Perillo.

Perillo negou de pés juntos que seja ele o “maior”, referido na conversa grampeada entre Eliane e Cachoeira. Ele disse que só esteve com Cachoeira uma vez “socialmente”. Mas depois teve que admitir que se encontrou com Cachoeira para discutir, segundo ele, “isenções fiscais” para a empresa farmacêutica do contraventor. Além do mais, em novas gravações feitas PF vindas a público, o braço direito do contraventor Carlinhos Cachoeira, o ex-vereador do PSDB, Wladimir Garcez, dá a entender que Marconi Perillo (PSDB) pediu para se encontrar com o bicheiro. Estranho é que a secretária de Perillo saiu imediantamente de circulação, demitida logo depois de conhecida a gravação.

Não há dúvida, portanto, que esses casos mais escandalosos terão prioridade nas investigações da CPMI. Nenhuma cortina de fumaça vai impedir os parlamentares de começarem a CPMI desvendando a associação para o crime entre o senador mosqueteiro, a revista Veja e o governador de Goiás. Sem prejuízo do esclarecimento de outras irregularidades.
 

Lantânio, Agnelli, capisci?

Lantânio não é quem nasce na Lantânia, que aliás não existe.

Lantânio é um metal usado, entre outras aplicações, como catalisador no refino de petróleo.

É uma das chamadas terras-raras, um grupo de substâncias parecidas, com nomes tão esquisitos quanto o dele: neodímio, cério, praseodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio, escândio e lutécio.

Sua exploração exige alto investimento em tecnologia e segurança – pois ele é relativamente tóxico.

Como a China tem terras-raras em abundância, não se cuidava de investir fortemente em sua produção.

A tonelada de lantânio era comprada a US$ 5 mil.

Só que os chineses se cuidam. E restringiram a exportação de terras raras, preferindo investir em produzir – e exportar – os produtos de alto preço em que elas são utilizadas.

Daí que o preço do lantânio anda beirando agora US$ 50 mil a tonelada. E olhe que caiu com a crise europeia, porque andou bem acima de US$ 100 mil.

E o Brasil – leia-se, a Petrobras – importa cerca de mil toneladas desta substância, sem a qual não há refino de petróleo.

O mercado mundial de lantânio – e seus “primos”, os lantanídios, nome químico das terras-raras, anda na casa de US$ 5 bilhões anuais.

Estimativas da agência US Geological Survey , dos Estados Unidos, apontam que as reservas brasileiras podem chegar a 3,5 bilhões de toneladas, mas não temos o menor controle sobre elas.

A Anglo American controla a mais promissoras das poucas áreas já conhecidas, em Catalão (GO), onde o minério aparece em condições excepcionais, porque associado a baixos teores de urânio e tório, que complicam sua extração.

Agora, a Vale e a Petrobras, segundo a agência Reuters, estão se associando vão entrar firmes na exploração de lantânio – e de outras terras raras que ocorrem associadas a ele .

É fruto de uma parceria que vem sendo trabalhada há um ano pelo Governo Dilma.

Porque desde o Governo Collor, com a extinção da Petromisa, a Petrobras não tem um braço minerador e a Vale, até então, deixava o lantânio “pra lá”. Não valia a pena explorar, se podia ser comprado a preço de banana. Era o tempo do Roger “Fluxo de Caixa” Agnelli, que pensava a empresa com a estratégia de um vendedor de bananas na feira.

Aliás, depois do mico dos “maiores navios do mundo” comprados na China e na Coreia, nem é preciso falar muito deste personagem

BLOG DENUNCIA QUE CACHOEIRA PAGOU R$ 500 MIL DE PROPINA PARA MARCONI PERILLO - ÁUDIO


A matéria é do Blog 'QUID NOVI'

Foi no Palácio das Esmeraldas que o governador de Goiás Marconi Perillo (PDSB) recebeu de Carlos Cachoeira um pacote de dinheiro com R$ 500 mil, numa caixa de computador, como parte do pagamento de “negócios” com o bicheiro.O dinheiro foi entregue por Wladimir Garcês, reconhecido por Perillo como amigo e presidente da Assembléia, só que Garcês se refere a Cachoeira como "chefe". Fechamos o elo entre governador e contraventor.

Os agentes da polícia federal monitoraram todos os passos da entrega do dinheiro. Com áudio e vídeos.

O Quidnovi revela, com exclusividade.... CLIQUE NO LINK

Segredo de Justiça ou vazamentos seletivos


Além de tentar anular a validade jurídica das gravações obtidas pela Polícia Federal nas operações Vega e Monte Carlo, o “empresário de jogos” (isso é lindo, não é?) Carlinhos Cachoeira está agora tentendo impedir que o inquérito seja enviado à CPI do Congresso pelo STM.

“A CPI não pode se debruçar em provas que poderão ser consideradas ilícitas”, disse a advogada de Cachoeira, Dora Cavalcanti.

Ora, o argumento é de “cabo de esquadra”, como se dizia no tempo de minha avó.

O argumento de que, pelo seu foto privilegiado, seriam ilegais as escutas realizadas, por envolverem um senador da República, mesmo se considerado – e não é possível que se considere os contatos telefônicos de qualquer pessoa, detentor de mandato ou não, com o bicheiro sejam uma “investigação” sobre esta pessoa – não invalidaria as gravações como provas para todos os outros envolvidos, que não tem foro privilegiado e cujo monitoramento foi judicialmente autorizada.

Ou seriam objeto de foro privilegiado os cerca de 200 telefinemas trocados entre Cachoeira e o editor da veja, Policarpo Júnior?

A iniciativa da defesa de Cachoeira, que imita a defesa de Demóstenes Torres, traz, porém, uma questão interessante.

Porque, depois desta peneira – que deixou passar, seletivamente, dezenas de gravações contidas no processo – o inquérito segue em segredo de Justiça?

O que determina o segredo de Justiça?

Em primeiro lugar, o artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal:

IX -todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Portanto, não parece que, neste caso, não é possível, em hipótese alguma, que não se esteja prejudicando o interesse pública na informação, não é?

Onde mais se prevê o segredo de Justiça? No Código de Processo Penal:

Art. 155. Os atos processuais são públicos. Correm, todavia, em segredo de justiça os processos:

I – em que o exigir o interesse público;

Como se vê nos grifos, é o interesse público o critério supremo de avaliação da necessidade do sigilo judicial, exceto nos casos de Direito de Família, objetos dete mesmo artigo, em seu inciso II.

Não há razão para que o conteúdo do processo que está no Spremo seja mantido em sigilo. Ainda mais quando isso está sistemática e escandalosamente violado de forma seletiva, a critério de interesses inconfessáveis.

Só toda a verdade pode permitir que a população forme seu julgamento.

E a lei nunca pode ser interpretada como ocultadora de verdades que dizem respeito á coletividade.

MPF processa Globo por índole criminosa no BBB


O MPF, Ministério Público Federal em São Paulo, ajuizou ação civil pública contra a TV Globo para que a esmissora seja impedida de exibir cenas de crime ou que lembrem crimes no programa “Big Brother Brasil”.

A ação decorre da transmissão pelo programa de cenas entendidas por milhares ou milhões de telespectadores como suposto estupro de vulnerável, em razão de excesso de consumo de álcool.

O MPF esclarece que não está acusando o participante do programa envolvido na polêmica, Daniel, de abuso sexual (ele já foi inocentado em inquérito penal arquivado, quando Monique declarou que não foi vítima e que os atos foram consensuais).

O objetivo do MPF é enquadrar a Rede Globo, para impedir cenas que sejam entendidas como se fossem crimes ao vivo.

O MPF fez questão de ajuizar a ação após o fim do BBB-12 para evitar publicidade gratuita, caso fosse discutida a questão com o programa no ar.

A Procuradoria aponta erros em sequência da Rede Globo:

- não interviu na cena entre Daniel e Monique, quando havia dúvidas se estaria ocorrendo um crime;

- errou novamente ao manter a cena no ar por tanto tempo (mesmo sendo no "pay-per-view");

- errou uma terceira vez por não chamar a polícia para periciar, após haver suspeita da ocorrência de crime;

- a direção do programa nada fez para remediar os danos da veiculação das imagens;

- pior, de forma imprudente, exibiu trecho destas imagens na noite do dia seguinte, em TV aberta, e o apresentador Pedro Bial ainda comentou: “O amor é lindo”;

- a direção do BBB e a Rede Globo só adotaram providências após a instauração do inquérito policial;

- a expulsão de Daniel demonstrou que os diretores do programa e a Rede Globo também reconheceram, mesmo que tardiamente, a potencialidade abusiva da cena;

- mesmo assim, a Rede Globo deixou de adotar medidas para reparar os danos causados pela exibição das cenas, atentando contra os direitos humanos da mulher;

Para o MPF, a atitude da Globo violou:

- A Constituição Federal (art. 221);

- Convenção Internacional para erradicar a violência contra Mulher;

- O Regulamento dos Serviços de Radiofusão (art. 28);

- a Lei Maria da Penha, no inciso III do artigo 8º

O MPF ainda requer à União, que a Justiça Federal determine a obrigação de fiscalizar o reality show por meio da Secretaria de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações.

Por fim, o Ministério Público ainda manifesta preocupação com futuros crimes reais, dada as artimanhas da direção do programa para gerar conflitos entre os participantes, e situações que contribui para abusos contra as mulheres, como o número de camas menor que o número de participantes. (Do MPF)

Leia aqui a íntegra da ação nº 0007265-47.2012.4.03.6100, distribuída à XXª Vara Federal Cível

Globo aposta em desinformação e inventa briga entre Lula e Dilma


É muito grave o que fez o Jornal Nacional na noite da última quarta-feira. O telejornal exibiu matéria do repórter Ari Peixoto que relata uma suposta conversa entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff que não resiste a 30 segundos de reflexão. Abaixo, a locução do repórter.

O ex-presidente [Lula], que está em Brasília, passou boa parte do dia reunido com a presidente Dilma. Eles conversaram reservadamente sobre a CPI. Fontes do Planalto disseram que Lula acredita que a CPI poderia tirar a atenção sobre o julgamento do mensalão, previsto para os próximos meses. Já a presidente Dilma teria sido bem clara: funcionário do governo que aparecer em gravações será demitido.

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Supondo, por um minuto, que fosse verdade, o que se depreende é que a conversa que o repórter diz “reservada” não foi tão reservada assim, pois as tais “fontes”, para quem acredita nesse conto, logo após presenciarem a conversa foram imediatamente até ele e lhe contaram tudo.

E não fica só nisso: essas “fontes” teriam contado ao diligente repórter global que Lula fez à sucessora uma proposta, no mínimo, indecorosa: usar uma investigação tão séria para acobertar corruptos do partido de ambos.

A suposta resposta da presidente é ainda mais inverossímil. Diante de uma proposta tão absurda, ela teria se negado a se envolver na maracutaia e ainda teria dito que bastaria que nome de algum seu auxiliar aparecesse nas gravações da Operação Monte Carlo para o flagrado ser sumariamente demitido.

É outro absurdo. Um auxiliar da presidente já teve seu nome citado nas gravações e não foi demitido. Trata-se do subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Olavo Noleto (PT). Ele não foi demitido porque a menção ao seu nome não o compromete.

É óbvio que, dependendo de como o nome de algum auxiliar de Dilma aparecesse naquelas gravações, teria que ser demitido mesmo. Mas não se a menção fosse inconclusiva. É óbvio que a presidente não demitiria alguém só por seu nome ter sido citado.

Qualquer pessoa com a mínima capacidade de raciocínio logo se dá conta de que funcionários do governo, ainda mais do Palácio do Planalto, jamais difamariam o padrinho político de Dilma para a imprensa. Se ocorresse, é evidente que ela buscaria descobrir quem foi e, aí sim, demitiria.

A conduta da Globo de inventar uma história como essa e colocá-la em seu principal noticiário permite inferir que a emissora está enviando um recado ao governo e ao PT de que está disposta a tudo caso a relação da imprensa com Cachoeira seja levantada pela CPI.

Quem perde mais com essa farsa certamente é Dilma, que a mesma reportagem sugerira, pouco antes, que quereria restringir a investigação. E que estaria claramente se indispondo com aquele que a elegeu, o que uma sociedade que nutre tanta admiração por Lula certamente entenderá como traição, caso acredite na história.

A Globo já cometeu muitas barbaridades, mas poucas iguais a essa da edição de quarta-feira do seu Jornal Nacional. E o pior é que parece pouco provável que a presidente da República providencie algum desmentido. Deve ficar por isso mesmo, o que incentivará novas e piores manobras.

Ministro da Saúde refuta acusações da Folha de São Paulo

A assessoria de imprensa do ministério da Saúde está divulgando nota e vídeo que rebatem matéria do jornal Folha de São Paulo que tenta ligar o titular da Pasta, Alexandre Padilha, ao esquema de Carlinhos Cachoeira.

A primeira matéria do jornal afirma que “O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, teve o nome citado em uma conversa telefônica como tendo autorizado o grupo do empresário Carlos Cachoeira a dar sequência a um negócio na área da saúde, após reunião em Brasília”.

Aqui, a íntegra da matéria.

Abaixo, nota do Ministério da Saúde.

Nota à imprensa

A respeito da matéria “Grupo diz ter discutido projeto com Padilha”, publicada na Folha de São Paulo desta sexta-feira (20), a assessoria de comunicação social do Ministério da Saúde esclarece que:

1) O ministro Alexandre Padilha não conhece e em nenhum momento se reuniu com os senhores Wladimir Garcez e Carlinhos Cachoeira e nem recebeu qualquer pessoa a pedido deles.
2) Segundo a reportagem da Folha de São Paulo, a gravação teria ocorrido em 29 de março de 2011. Nesta data, bem como no mês de março daquele ano, o ministro não teve nenhuma reunião ou audiência cujo assunto possa guardar relação com o teor da conversa gravada.

3) Os projetos apresentados em audiência ao ministro da Saúde ou ao seu gabinete são submetidos às respectivas áreas técnicas para análise e parecer. Nenhum andamento é dado sem o parecer técnico.

4) A gestão do ministro Alexandre Padilha tem como prioridade combater desperdícios, melhorar o controle de gastos, aprimorar a gestão e aumentar a fiscalização de recursos públicos. Isso tem sido evidenciado em várias ações envidadas desde a sua posse, que geraram economia de R$ 1,7 bilhão nos gastos com a compra de medicamentos e insumos em 2011 em comparação a 2010. Recursos que se reverteram na ampliação do acesso aos usuários do Sistema Público de Saúde – SUS.

5) É importante ressaltar que a orientação desta gestão sempre foi, e continuará sendo, a de rechaçar qualquer iniciativa ou pleito que representem interesses que não os da administração pública e dos usuários do SUS.
O ministro Padilha também cita coluna da ombudsman da Folha, Suzana Singer, publicada no jornal no último domingo. No texto, ela condena a ilação do jornal sobre ele. Abaixo, o trecho que cita o ministro:

“Na sexta-feira passada, a Folha apontava um possível envolvimento do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do bicheiro com base em apenas uma conversa na qual um assessor de Cachoeira diz que o ministro autorizou o desenvolvimento de um projeto, depois de uma reunião em Brasília. Novas evidências podem surgir, mas, por enquanto, projeta-se uma sombra de dúvida sobre o ministro sem que haja nada de concreto”

Finalmente, reproduzo, abaixo, vídeo gravado por Padilha para rebater as acusações da Folha


http://www.blogcidadania.com.br/2012/04/globo-aposta-em-desinformacao-e-inventa-briga-entre-lula-e-dilma/

terça-feira, 24 de abril de 2012

Dilma manda mais 16 mil estudantes ao exterior. Que horror !

Saiu no Blog do Planalto:
Ciência sem Fronteiras vai selecionar mais 16 mil estudantes até o fim do ano, diz presidenta Dilma

Café com a presidenta O programa Ciência sem Fronteiras vai selecionar, até o fim deste ano, 16.300 alunos que irão aprimorar os estudos em universidades fora do país, anunciou hoje (23) a presidenta Dilma Rousseff, no programa de rádio Café com a Presidenta. Segundo ela, o programa é um dos programas mais importante do seu governo e a meta é levar 101 mil estudantes para estudar no exterior até 2014.

“Esse é um dos programas mais importante do meu governo. O Brasil, com o Ciência sem Fronteiras, vai levar os melhores estudantes para estudar nas melhores universidades do mundo. Eles vão ter contato com o que há de mais avançado em ciência e tecnologia. Quando esses estudantes voltarem, eles vão trazer conhecimento para aplicar aqui no Brasil e vão ajudar a nossa indústria, o governo a fazer tecnologias novas e a provocar processos de inovação dentro das empresas”, disse.

Como explicou a presidenta, atualmente, há quase 3.700 estudantes estudando no exterior. No final de abril, serão selecionados 10.300 bolsistas e em junho, mais 6 mil. As inscrições para o programa vão até a próxima segunda-feira, dia 30 de abril. Neste edital, os estudantes poderão se inscrever para cursos no Canadá, na Bélgica, na Holanda, em Portugal, na Espanha e outros países.

A presidenta acrescentou que o critério de escolha do Ciência sem Fronteiras é o mérito, o que gerará oportunidade para todos, inclusive para os estudantes de baixa renda.

“É preciso muito estudo, muita dedicação, tem que estudar todos os dias e tem que estudar muitas horas. Primeiro, os estudantes passam pela seleção que fazemos aqui no Brasil. Para isso é preciso ter feito mais de 600 pontos no Enem, a premiação em olimpíadas do conhecimento também conta. Além disso, precisam ter notas muito boas para serem aceitos nessas universidades, que fazem outro rigoroso processo de seleção.”

Segundo a presidenta, as empresas brasileiras também estão investindo no Ciência sem Fronteias.

“Os empresários estão percebendo a importância do Ciência sem Fronteiras e se transformaram em grandes parceiros do governo neste programa. Das 101 mil bolsas para os jovens estudarem no exterior até 2014, 26 mil serão oferecidas pelas empresas brasileiras. Isso porque elas sabem como uma experiência internacional como um curso no exterior pode ser importante para os seus futuros profissionais e para o futuro do Brasil. Essa parceria do governo com as empresas e as universidades vai ajudar o país a dar um salto no rumo de maior produtividade, maior modernização e, portanto, aplicando conhecimento à nossa atividade industrial, à nossa prestação de serviço, à nossa agricultura”, destacou.
 

O roubo de R$ 7 bi nas contas de luz


Por Altamiro Borges

Nesta terça-feira (24), com a hashtag #erronacontadeluz, os internautas brasileiros protestarão contra um descarado roubo cometido pelas empresas de energia elétrica. O movimento é organizado pela Frente de Defesa dos Consumidores de Energia Elétrica, composto pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Fundação Procon SP, a ONG Proteste e pela Federação Nacional dos Engenheiros.
Conforme denuncia o Idec, durante sete anos os consumidores brasileiros foram lesados por um “erro” de cálculo das empresas distribuidoras de energia elétrica, o que gerou lucro indevido de R$ 1 bilhão por ano! Somente em 2007, o Tribunal de Contas da União (TCU) descobriu que esse “equívoco” na fórmula de reajuste tarifário das contas de luz ocorria desde 2002.

Aneel defende as poderosas empresas

Apesar do furto, a correção das tarifas só foi feita a partir de 2010. “Com a descoberta, muitos consumidores ficaram na expectativa de receber de volta o dinheiro pago a mais em suas contas. Contudo, para a frustração de todos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu pela não devolução dos valores devidos”. Na prática, ela defendeu os interesses das poderosas empresas.

O protesto virtual desta terça-feira visa pressionar os poderes públicos a reverterem esta decisão absurda. O TCU deverá julgar o caso até final de abril. “Até por coerência, espera-se uma decisão em favor dos consumidores, com a devolução ou compensação nas contas de luz dos valores erroneamente pagos ao longo de sete anos”, conclui o Idec.

Petição aos ministros do TCU

Uma petição online está sendo encaminhada aos ministros do Tribunal de Contas da União. Reproduzo-a na íntegra:

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Em 2007, esse Tribunal constatou um lucro indevido pelas distribuidoras de energia elétrica de cerca de R$ 1 bilhão de reais por ano, decorrente de distorção existente na fórmula de reajuste tarifário dos contratos de concessão, que vigorou por mais de sete anos. É importante lembrar que, sobre os atuais reajustes aplicados pela ANEEL, por mais que tenham sido revistos com a correção do erro, não foram retroativos ao início do dano e, portanto, os prejuízos persistem para todos os consumidores.

Essa constatação gerou uma legítima expectativa de restituição ou compensação dos consumidores na conta de luz, esperança frustrada pela ANEEL em decisão da Diretoria Colegiada em dezembro/2010, que decidiu por não ressarcir os consumidores.

Essa negativa causou indignação de toda a sociedade e a busca ao Poder Judiciário pela devolução ou compensação desses valores. Porém, nem todos os consumidores têm a oportunidade de representação judicial. Tal dano não pode significar chance de ressarcimento para alguns e mero conformismo para tantos outros, o que, ainda assim, poderá ocorrer após muitos anos de longa espera. Isso não será justiça, nem preservação da isonomia entre os consumidores de energia elétrica. Apenas a ratificação de uma cobrança indevida que durou 7 anos em favor da maioria das distribuidoras.

Esse Tribunal tem a atribuição legal de zelar pela legalidade de questões públicas que digam respeito a União. É chegada a hora de decidir em favor dos consumidores pela readequação tarifária e compensação nas contas de luz dos valores indevidamente pagos ao longo dos mais sete anos em que perpetuou o reajuste errado.

Nós, consumidores de energia elétrica, depositamos todas as esperanças em uma decisão coerente, amparada pelo princípio da legalidade e pela Justiça!
 

Cadeia para quem entra pobre e sai rico da política (sem justificativa), na pauta do Senado

Quantos políticos, juízes, fiscais, autoridades, funcionários, entram na vida pública pobres e saem ricos, com fortunas incompatível com seus ganhos, sem ter outra fonte de renda para justificar?

Pois uma Comissão Especial de Juristas instituída pela Presidência do Senado para apresentar um anteprojeto de novo Código Penal decidiu tipificar como crime este enriquecimento ilícito. A pena sugerida é um a cinco anos de cadeia, além do confisco dos bens e valores.

- É um momento histórico na luta contra a corrupção no Brasil: criminalizamos a conduta do funcionário público que enrique sem que se saiba como, aquele que entra pobre e sai rico. Agora temos um tipo penal esperando por ele ... A corrupção é um crime que acontece às escondidas, nos corredores mal iluminados. Quem compra um funcionário público e quem se deixa comprar não quer contar para ninguém. O que nos fizemos foi alcançar a conseqüência desta compra ilícita – comentou o relator da comissão, procurador Luiz Carlos Gonçalves.

Laranja

Na proposta, pegará pena maior quem usar o popular ‘laranja’ para ocultar patrimônio obtido de forma ilícita.

Tratados internacionais

Assim que o debate foi iniciado, a inovação foi defendida pelo presidente da comissão, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp. Ele salientou que o crime de enriquecimento ilícito é previsto em convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a Corrupção.

- Temos que dar efetividade aos tratados e convenções internacionais – apelou o ministro, salientando que os protocolos foram ratificados pelo Congresso, contando com força de lei.

Corrupção ativa e passiva

Outra medida aprovada foi o fim da distinção entre os crimes contra a administração pública praticados por funcionários públicos (corrupção passiva) e aqueles cometidos por particulares (corrupção ativa). (Com informações da Agência Senado)

Vale, enquadrada, triplicará produção de potássio para fertilizantes


A presidenta Dilma esteve em Sergipe, na cidade de Rosário do Catete, para assinatura do contrato que permitirá a Vale triplicar sua produção de potássio, usado para fabricar fertilizantes.


A empresa já possui uma mina em operação por meio de contrato de arrendamento que foi renovado nesta segunda-feira com a Petrobras, em uma parceria considerada estratégica pelo governo brasileiro.

O empreendimento vai gerar 5,7 mil empregos em Sergipe.

Hoje, o Brasil importa 90% do potássio e 70% dos fertilizantes que consome.

A produção de fertilizantes foi privatizada no início dos anos 90 e ficou concentrada na mão de oligopólios, inclusive internacionais, e a "mão invisível do mercado" não acompanhou as necessidade de crescimento da produção agrícola brasileira.

Em 2008, antes de agravar a crise do subprime no EUA, o mundo foi sacudido por um aumento internacional de preços nos alimentos e nos fertilizantes, que colocou em risco a segurança alimentar em outros países, e impactou os preços dos produtores nacionais e a inflação.
No governo Lula houve mudança de orientação para desenvolver a produção nacional de fertilizantes. Esse é mais um passo dado nesta direção.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/04/vale-enquadrada-triplicara-producao-de.html

Blogueiro assassinado no Maranhão

Foi assassinado há pouco - (por volta de 00 h) - em São Luís, no Maranhão, um dos mais aguerridos e críticos blogueiros políticos do estado, Décio Sá.

Ele estava sozinho no Bar da Marcela - Estrela do Mar, na Av. Litorânea, da capital, onde Fábio Câmara, pré-candidato a vereador iria encontrá-lo. Décio pediu um prato com caranguejo quando foi alvejado por vários disparos – um deles na cabeça – por um motoqueiro que fugiu, sem deixar pistas.
Acredita-se que o crime tenha sido motivado por vingança, pois o jornalista Décio Sá, diariamente vinha denunciando ações fraudulentas de políticos em todo o estado do Maranhão. Em outras palavras, "acerto de contas"...

Décio Sá era repórter do jornal O Estado do Maranhão. No seu blog pessoal, colecionava milhares de acessos e algumas polêmicas pelo estilo crítico dos seus textos e dos assuntos que explorava. Ele dedicava o trabalho a cobrir a política do Maranhão e seu blog era o mais acessado no estado.

Seu site é http://www.blogdodecio.com.br/



 
http://contextolivre.blogspot.com.br/2012/04/blogueiros-assassinado-no-maranhao.html

Dilma 'nocauteia' Globo no 1º round da CPI do Cachoeira

A Globo, Veja, Folha, Estadão, Álvaro Dias, José Serra, Aécio Neves, José Agripino, queriam emparedar a presidenta Dilma na CPI do Cachoeira, através da empreiteira Delta Construções. Era essa a pauta que o noticiário desta imprensa demotucana martelava.

Pois a CPI do Cachoeira nem começou, e a presidenta Dilma já "nocauteou" a Globo, e o resto da oposição partidária e midiática.

Mandou o DNIT colocar na internet todos os contratos da Delta com o governo federal, com total transparência. Além disso a CGU abriu processo para declaração de inidoneidade da Construtora Delta.

A batata quente agora está passando de mão em mão dos governadores e prefeitos que tem contratos com a empreiteira.

E agora, Marconi Perillo, Geraldo Alckmin, Kassab, Anastasia, Siqueira Campos, Simão Jatene, quando vão fazer o mesmo?

Quanto ao senador José Agripino Maia (DEMos/RN) é a segunda vez que vai a "nocaute". O primeiro embate foi quando Dilma era Ministra da Casa Civil:


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Datafolha: não é Lula ou Dilma; é Lula e Dilma



A matéria da Folha sobre a pesquisa que aponta recorde de popularidade da presidenta Dilma Rousseff aposta no delírio que anda tomando conta da nossa mídia.

A presidente Dilma Rousseff bateu mais um recorde de popularidade, mas seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, é o preferido dos brasileiros para ser o candidato do PT ao Planalto em 2014.Esse é o resultado principal da pesquisa Datafolha realizada nos dias 18 e 19 deste mês com 2.588 pessoas em todos os Estados e no Distrito Federal

Como assim, “mas”?

Há alguma característica de disputa – aberta ou velada – entre ambos pela sucessão?

Como a curva de popularidade positiva de Dilma tem sido ascendente desde o início, o Datafolha incluiu desta vez uma nova pergunta no levantamento sobre a eleição de 2014 -quem deveria ser o candidato do PT a presidente: Dilma ou Lula?

As respostas foram bem mais favoráveis a Lula. Ele é o predileto de 57% dos brasileiros para disputar novamente o Planalto daqui a dois anos e meio. Outros 32% citam Dilma. Para 6%, nenhum dos dois deve concorrer. E 5% não souberam responder.

“A presidente Dilma vem tem tendo curva crescente de popularidade e pode reduzir essa desvantagem em relação a Lula se mantiver essa trajetória”, diz Mauro Paulino, diretor do Datafolha.

Ficou claro?

O Divide et impera é tão velho quanto a história. Só os tolos se deixam levar por ele, porque só os tolos crêem nos elogios do inimigo e se conduzem pela ambição e pela inveja.

Quando Lula escolheu Dilma como candidata a sua sucessão, não se pense que ele tenha feito isso como tolo.

Ao lado da capacidade administrativa, o que o conduziu à escolha foi a fidelidade de Dilma, mais que a ele, ao projeto de mudança que seu governo representou.

Sabia que Dilma iria ao poder para exercê-lo numa direção e esta direção comum é a garantia de que a identidade de propósitos supera – e quase sempre supera - pequenas vaidades ou ambições a que um ser humano está sujeito.

Por isso, o resultado mais importante da pesquisa, ao contrário de ser o de se tantos ou quantos por cento preferem Dilma ou preferem Lula como candidato, é outro.

É que Dilma e Lula seguem sendo – e com muito mais folga – imbatíveis na preferência popular.

Que só 5% dos brasileiros acham ruim o governo de Dilma, continuidade do Governo Lula.

O resultado mais importante está escondidinho, tanto que agora refaço o post para incluí-lo, pois escapou da primeira leitura da edição digital.

O segundo turno da eleição presidencial não foi assim um passeio para Dilma Rousseff. A candidata do PT teve 56,05% nas urnas contra 43,95% do adversário do PSDB, José Serra.

O Datafolha investigou o que ocorreria se a mesma disputa se desse agora. Aí sim Dilma venceria por larga margem, com 69% contra 21% de Serra.

Se esse hipotético embate se repetisse, 6% dos eleitores não votariam nem em Serra nem em Dilma. Outros 4% se declararam indecisos.

Ou seja, mais de dois terços dos brasileiros, agora que se reduziram as manipulações da imprensa pró-Serra que acenavam com um terror “abortista” e “corrupcionista” com Dilma, apo
iam a linha de governo que o ex-presidente e a atual presidenta representam.

Porque, no essencial, agora como há um ano e meio, nas eleições, Lula é Dilma e Dilma é Lula.

E enquanto for assim – e nada autoriza a pensar que não é e será – a direita está num mato sem cachorro.

Tucanos, estupefatos, vendo o gráfico da aprovação da presidenta Dilma Rousseff


Tucanos, estupefatos, vendo o gráfico da aprovação
da presidenta Dilma Rousseff