domingo, 26 de agosto de 2012

Quem é o vice do Cerra ?



Quem é o vice de Cerra nessa mal sucedida campanha a Prefeito de São Paulo ?

 O vice do Cerra foi o Kassab.

E todo mundo sabe no que deu o Kassab: o pior prefeito da História de São Paulo !

O vice do Cerra no Senado foi Pedro Piva, que praticamente exerceu o mandato, já que senador ele pouco foi.

Quem é Pedro Piva, o que fez pelo povo de São Paulo e a República ?

Quem souber ganha um doce.

Quem foi o vice de Cerra na acachapante derrota para Presidente de 2002 ?

Rita Camata, que sumiu na irrelevância politica.

O vice-governador de São Paulo de Cerra foi Alberto Goldman, cuja obra política se enriqueceu com a militância ao lado de Orestes Quercia.

Goldman, como seu aliado – e de Cerra – Aloysio 300 mil, é do tipo de ex-comunista que hoje sustenta a elite paulista (a pior do Brasil, segundo o Mino Carta).

Na fracassada campanha presidencial de 2010, Cerra teve três vices: José Roberto Arruda (“vote num careca e leve dois”), Álvaro Dias, o Catão dos Pinhais, e o Índio que, aparentemente sumiu também na irrelevância politica.

Como se vê, tão importante quanto conhecer o Cerra é conhecer o vice.

Como Cerra tem o hábito de fugir das responsabilidades que o eleitor lhe confere – desde Presidente da UNE -, é fundamental saber qual é o gato que você compra pela lebre.

Quem é o vice de Cerra nessa mal sucedida campanha a Prefeito de São Paulo ?

Que apita toca, tocou, tocará ?

 Paulo Henrique Amorim

 http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/08/26/quem-e-o-vice-do-cerra/

Donos da mídia atacam “Voz do Brasil”


Por Altamiro Borges
Na quinta-feira passada (23), num evento em São Paulo, chefões de poderosas emissoras de rádio defenderam a extinção do programa “Voz do Brasil” – o que prova que a proposta de “flexibilização do horário” de transmissão, em debate no Congresso Nacional, é pura manobra. Segundo Nathália Carvalho, do sítio Comunique-se, os diretores das rádios Bandeirantes, Estadão e Jovem Pan – Rodrigo Neves, Acácio Costa e Paulo Machado de Carvalho Neto, respectivamente – afirmaram que o programa é um “entulho autoritário”.
Campanha agressiva da Jovem Pan
Para as rádios “privadas”, que exploram uma concessão pública, a exibição da “Voz do Brasil” deveria ser opcional. O diretor da Jovem Pan, que promove diariamente uma campanha agressiva contra o programa, avalia que o uso da frequência para divulgar as ações dos poderes Executivo e Legislativo não se justifica nos dias de hoje. “Estamos em uma cidade grande, com problemas sérios de trânsito e deixamos de prestar serviço às 19h em função de um programa feito de uma forma absolutamente discordante”, afirmou Carvalho.
Já o diretor da Band foi mais maroto no trato do problema. Mesmo rejeitando o programa, ele defendeu o projeto de lei que tramita no parlamento, que permite que as rádios privadas transmitam a “Voz do Brasil” até às 23 horas. “Vamos conseguir prestar serviço no horário de 'pico' e continuar divulgando as informações do governo”. Para ele, este é um caminho intermediário. “Hoje, as emissoras têm que passar o programa gratuitamente e se erram são apenadas com multas pesadas”, reclamou Neves.
Flexibilização é apenas um atalho
Por último, o diretor do Estadão/ESPN afirmou que o mais antigo programa de rádio do país serve apenas para o governo se promover “gratuitamente” e lamentou a resistência em efetuar mudanças na transmissão. “Macaco não costuma serrar o galho onde está pendurado”, ironizou Costa. Ele apenas esqueceu-se de dizer que a famiglia Mesquita explora uma concessão pública. Na prática, as poderosas emissoras desejam o fim da “Voz do Brasil”. O projeto de flexibilização do horário é apenas um atalho!
Em São Paulo, uma liminar já permite que as rádios Bandeirantes AM e FM, Estadão/ESPN AM e FM, Rádio Record, Rádio Tupi FM, Nativa FM, Rádio Capital, Gazeta FM, 105 FM, MIX FM, Metropolitana FM, Antena 1 e Transamérica não transmitam o programa. A decisão da Justiça não inclui Jovem Pan, CBN e Rádio Globo. A ofensiva dos donos da mídia visa garantir esse “direito” no país inteiro.
 
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/08/donos-da-midia-atacam-voz-do-brasil.html

Miriam Leitão incita Globo 'mensaleira' a devolver R$ 2,7 milhões recebidos via Valério

 

A colunista do jornal "O Globo", Miriam Leitão, na ânsia de agradar seus patrões demotucanos, acabou de disparar um tiro no pé da Globo, como "fogo amigo".

Na sua coluna de sábado, depois de torturar a lógica sobre os votos no julgamento do mensalão, com um blá-blá-blá repetido em série pelos demotucanos da Veja, e refutado pela prova dos autos, ela soltou a pérola:

(...) Não se pode imaginar que a SMPB e a DNA fossem corruptoras no Banco do Brasil e impolutas na Câmara dos Deputados, se em tudo os atos das empresas se assemelham. (...)

Ora, ora, então vamos deixar de "imaginar", como sugere Leitão, e vamos aos fatos: se o Contrato com a Câmara dos Deputados fosse ilícito, então a Globo tem que devolver aos cofres públicos os R$ 2,7 milhões que recebeu neste contrato, via agência de Marcos Valério.

Como provam os autos do processo, o contrato da DNA Propaganda com a Câmara dos Deputados teve os serviços executados, e do total de R$ 10,9 milhões, mais de R$ 7 milhões foram para pagar anúncios nas empresas de TV, rádios, jornais, revistas, etc.

A TV Globo foi quem mais bebeu na fonte desse dinheiro, recebendo da agência de Marcos Valério R$ 2,7 milhões só deste contrato. Outra boa parte da bolada foram para a TV a cabo da Globo, o jornalão "O Globo", a Editora Globo (revista Época) e TVs afiliadas da Rede Globo.

Assim, se a própria Globo chamou de "mensalão" o dinheiro desse e de outros contratos, logo a Globo é "mensaleira", por ter recebido dinheiro desse "mensalão", via Marcos Valério.

E como o próprio salário de Miriam Leitão é pago a partir do bolo das receitas da Globo, caberia considerar se a própria Leitão também foi "mensaleira".

Até uma criança entende o que Leitão finge não entender

Uma pessoa pode ter 9 carnês atrasados e, por isso, ser chamada de caloteira, mas se ela tiver outro carnê em dia, ela não pode ser cobrada por este décimo carnê que está em dia. Só pode ser cobrada pelos outros 9 atrasados, por mais "caloteira" que a pessoa seja.

Da mesma forma, se as agências de Marcos Valério foram corruptoras na execução de um contrato no Banco do Brasil (BB), não significa que tenha sido em todos os outros contratos que teve, até porque, independentemente da honestidade ou não das pessoas, tem departamentos da administração pública com estrutura de fiscalização mais rigorosa que não deixam brechas para desvios, enquanto há outros que podem ter brechas, involuntárias ou não. 

 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/08/miriam-leitao-incita-globo-mensaleira.html

sábado, 25 de agosto de 2012

Divergência entre juízes favorece réus “políticos” do mensalão


A esta altura, os réus políticos do julgamento do mensalão devem estar soltando foguetes. Tudo por conta do estrondoso voto do ministro-revisor do processo, Ricardo Lewandowski, o qual deixou o ministro-relator, Joaquim Barbosa, em situação tão difícil que se viu obrigado a pedir espaço para tréplica.
Os réus políticos desse inquérito, como se sabe, são o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-ministro-chefe da Casa Civil de Lula, José Dirceu.
A condenação desses quatro réus é vital para que prevaleça a teoria de que o governo Lula institucionalizou um esquema de compra de votos de parlamentares para apoiá-lo em votações na Câmara – até hoje não há explicação sobre por que o esquema teria sido engendrado só para uma das Casas do Congresso, tendo o Senado ficado de fora.
A absolvição parcial de Cunha põe em xeque a teoria de esquema criminoso engendrado pelo governo Lula. A divergência em relação à aceitação de grande parte das teses da Procuradoria Geral da República pelo relator foi tão contundente que fez Barbosa pedir “réplica”, deixando ver que seu relatório não fala por si mesmo.
Como se diz, toda explicação que precisa de explicações adicionais não é boa.
Mais do que isso, a parcela do público que se acostumou a ler ou a ouvir análises da mídia sobre o mensalão que deixavam poucas dúvidas de que teria sido “o maior escândalo de corrupção da história” e de que haveria provas robustas de corrupção institucionalizada no governo Lula, já começa a refletir sobre a politização do julgamento.
Não há dúvida de que o que se viu na última quinta-feira no plenário do STF foi um embate político. A divergência de Lewandowski mostra que as acusações estão longe de ser inquestionáveis. As pessoas começam a entender que carregam boa dose de subjetividade.
A peça de acusação do procurador-geral da República buscou demonstrar um caso aparentemente simples de ser julgado por ser dotado de provas robustas. Quem mergulhou na argumentação de Lewandowski certamente se surpreendeu, pois revelou que não é tudo tão simples.
As pessoas dotadas de um mínimo poder de análise dos fatos já percebem a fragilidade, ao menos, do discurso que colocou no mesmo balaio todos os 38 indiciados no inquérito, pois vai ficando claro que deve haver inocentes e culpados sendo julgados.
Mais: os embates políticos entre juízes, as picuinhas, tudo isso contribui para a tese de que há interesses ocultos ou de condenar ou de absolver, e de que isso ocorre por razões que não se coadunam com o Direito.
Para os que transformaram um juízo que deveria ser sóbrio e técnico em um espetáculo, em um verdadeiro circo ou em uma novela, tudo o que não poderia ocorrer é o que está ocorrendo. Sem uma condenação rápida e indubitável de todos, sem a sobriedade dos juízes que se espera em um caso assim, fica difícil ignorar que há algo mais por trás disso tudo.
Para ajudar a extirpar o caráter técnico do julgamento, surgem ataques na mídia a Lewandowki por ter absolvido Cunha. Isso logo após ela ter demonstrado agrado pela parte do trabalho desse ministro que concordou com o relator do processo.
Então ficamos assim: juiz que concorda com as teses políticas da mídia sobre o mensalão, é bom; juiz que discorda, é ruim. Evidentemente que a antítese dessa premissa acaba se viabilizando, ou seja, juiz que concorda é ruim e juiz que discorda, é bom.
Ao dividir o STF entre juízes honestos e juízes tendenciosos, a mídia põe a Corte sob suspeita e cria ambiente para que qualquer resultado sobre os réus políticos, ao menos, torne-se questionável. Para quem sonhou com uma condenação inquestionável do governo Lula, esse é o pior cenário.

LEWANDOWSKI NÃO TEM MEDO DO PIG (*)

Quem tem medo do Ataulfo Merval de Paiva ?


Saiu na Folha (**):

LEWANDOWSKI DIZ QUE JÁ ESPERAVA CRÍTICAS AO SEU VOTO

Depois de abrir a divergência e votar pela absolvição do petista João Paulo Cunha (SP), o revisor do processo do mensalão, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou nesta sexta-feira que o juiz “não pode se pautar pela opinião pública”, nem ter “medo de pressões de qualquer espécie”.

“Já esperava as críticas, as incompreensões, isso faz parte do nosso trabalho. Mas eu tenho certeza de que o Brasil quer um Judiciário independente, um juiz que não tenha medo de pressões de qualquer espécie”, disse. “Eu acho que o juiz não deve ter medo das críticas porque o juiz vota ou julga com sua consciência e de acordo com as leis. Não pode se pautar pela opinião pública.” 
(…)
Para o ministro Lewandowski, não existe desgaste entre os ministros e o que está em jogo não são eles, mas o destino dos réus do mensalão. “Nós não levamos nada pessoalmente, nós defendemos teses. Não é a nossa pessoa que está em jogo, o que está em jogo é o destino dos réus no caso da ação penal 470″, finalizou.

Quem tem medo do Ataulfo Merval de Paiva ?

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Globo 'mensaleira' embolsou R$ 2,7 milhões da agência de Marcos Valério só na Câmara




Quem 'pariu' o termo "mensalão", agora aguenta.


A TV Globo e seus parceiros do PIG passaram 7 anos acusando falsamente o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) de ter desviado dinheiro público para o "mensalão" no contrato de publicidade da Câmara dos Deputados com a agência SMPB de Marcos Valério.



Agora ficou provado nos autos do processo que a maior parte do dinheiro desse tal "mensalão" nesse contrato foi embolsada pela TV Globo e seus parceiros do PIG, a título de veiculação de propaganda na execução do contrato. 



Eis os principais órgãos de imprensa televisa "mensaleiros", e os valores embolsados:



TV Globo: R$ 2,7 milhões
SBT: R$ 708 mil
TV Record: R$ 418 mil



Eis os principais órgãos de imprensa em papel "mensaleiros":



Grupo Abril (dono da revista Veja): R$ 326 mil
Grupo Estado: R$ 247 mil
Grupo Folha: R$ 247 mil
Fundação Vitor Civita (do Grupo Abril): mais R$ 66 mil.



Eis a relação completa de pagamentos, por data, aos "mensaleiros" Globo, Veja, Folha e Estadão:




http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/08/globo-mensaleira-embolsou-r-27-milhoes.html

RBS censura programa do PT




Em decisão proferida no final da tarde desta quinta-feira (23), a Justiça Eleitoral de Porto Alegre acolheu os argumentos da representação feita pela Frente Popular - Governo de Verdade contra o Grupo RBS, considerando como ilegal o ato de não ter distribuído o programa das duas coligações proporcionais que apoiam a frente, que deveria ser veiculado na manhã desta quinta-feira em todas as emissoras de rádio da capital.
Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa da Frente Popular, a sentença judicial determina à RBS e especialmente à Rádio Gaúcha a reparar o dano. “Agora o programa, que havia sido entregue cumprindo todos os requisitos e prazos do processo de entrega do material, terá que ser exibido no sábado (25) após a apresentação do horário eleitoral assegurado pela legislação e às expensas das emissoras”, diz a nota.
O deputado Raul Pont, presidente estadual do PT, divulgou nota repudiando o que considerou uma iniciativa arbitrária do Grupo RBS, que decidiu não veicular o programa eleitoral reservado às duas coligações que compõem a Frente Popular em Porto Alegre no primeiro espaço do horário eleitoral de rádio na manhã desta quinta-feira.
Segundo Pont, o programa partidário foi retirado do ar sem que nenhuma justificativa legal tenha sido apresentada: “É uma situação inaceitável e retrata o ponto a que chegamos e o grau de impunidade e de censura que os grandes meios de comunicação se arvoram”, criticou. Alguns meios de comunicação, protestou o parlamentar, começam a tomar decisões como se fossem juízes eleitorais, sem nem mesmo receber qualquer determinação do Tribunal Eleitoral. “O partido cumpriu as determinações e as regras do Tribunal Eleitoral e é inadmissível que a empresa se julgue no papel de censor, dizendo o que deve ou não ser veiculado.”

http://contextolivre.blogspot.com.br/2012/08/rbs-censura-programa-do-pt.html

Onde reside a farsa do mensalão



Ler e assistir aos comentários dessa horda de “colunistas” da grande mídia brazuca sobre o mensalão é uma tortura que não deve estar passando despercebida à CIA em sua busca incessante por tais técnicas, já que, nos EUA, tortura é política de Estado largamente utilizada – quase sempre, contra prisioneiros não-americanos.
Há uma beleza árida na verdade e na honestidade mesmo quando se voltam contra as nossas crenças. Ninguém sofre com elas. Se você for culpado de alguma coisa e acabar sendo descoberto, não ficará indignado. Pode ficar com medo, envergonhado, mas nunca ficará indignado. Às vezes, pode ficar até aliviado.
A mentira e a desonestidade, não. Essas machucam, maltratam, fazem o espectador se remexer na cadeira como se tomasse choques elétricos. Mesmo se você não for o alvo da farsa sentirá uma sensação de impotência e de inconformismo que o provocará a agir como se fosse, porque a mentira e a desonestidade doem.
Agora, por exemplo, estamos sendo flagelados por esses mercenários que parecem se orgulhar do servilismo que dedicam aos patrões ao exercerem uma profissão que, ao abraçarem, comprometeram-se com a independência intelectual e com a reportagem dos fatos sejam eles quais forem, da forma mais fidedigna possível.
Oh, que surpresa, alguma coisa aconteceu no âmbito do escândalo do mensalão que foi produto de ilegalidades! Mas quem, alguma vez, negou isso? Ninguém. Absolutamente ninguém negou que houve práticas ilegais no esquema apelidado de mensalão.
Quando Lula disse que o mensalão é uma farsa, por certo não quis dizer que não houve ilegalidades. Ele mesmo disse isso, que foi traído por práticas dessa natureza. Foi traído por todos os acusados que tiverem sua culpa referendada pelo STF por distribuírem ou receberem recursos financeiros de origem ilegal.
A que farsa, então, Lula se referiu? Ora, ele já disse. E todos os que acompanham a sua opinião já disseram claramente: é farsa dizer que o governo Lula, através de José Dirceu, organizou um esquema de compra de apoio parlamentar. Essa é a farsa. Nada mais, nada menos.
E, como disse o comentarista de política Bob Fernandes, farsa é a mídia agir em relação ao mensalão como não age em relação a casos idênticos e até mais graves envolvendo partidos com os quais ela se acumpliciou.
Vemos, porém, esses mercenários contratados por essa meia dúzia de famílias que controla, em forma de cartel, a comunicação de massas, torturarem os que acompanham os fatos com atenção ao atingi-los com suas mentiras e desonestidade extremadas.
Os torturadores sabem exatamente a quem Lula se refere quando se diz traído, e sabem que ele chama de farsa a tese de compra de votos. E só. Todavia, fazem de conta que não sabem. É uma tática política, portanto, que se sustenta na prática do ex-presidente de não entrar em bate-bocas com quem julga ser perda de tempo.
Ora, alguém, em sã consciência, poderia, de alguma maneira, imaginar que o processo do mensalão chegaria ao Supremo Tribunal Federal e que o procurador-geral da República faria uma denúncia se todos os acusados fossem inocentes? É claro que não. Há leis no Brasil. Isto aqui não é uma republiqueta. Ninguém seria tão louco.
A grande tramóia, portanto, está em misturarem inocentes e culpados. E em tentarem distorcer o motivo da organização do esquema ilegal de arrecadação e distribuição de recursos financeiros com fins eleitorais.
Quem afirma que Marcos Valério é inocente além de ele mesmo e de sua defesa? Ninguém diria tal sandice. Ele, vai sendo provado, foi o grande agente corruptor que transitou por vários partidos e governos. Aproximou-se dos arrecadadores de recursos dos partidos, com toda certeza. Aproximou-se de petistas, tucanos, demos, peemedebistas, petebistas… E os corrompeu.
O que se Julga neste momento no Supremo não é o PT ou o governo Lula, portanto, mas um sistema de financiamento de campanhas eleitorais que admite recursos privados, facilitando a compra de políticos por setores do empresariado nacional, em última instância, pois só grupos dessa natureza têm recursos para comprar parlamentares.
São as bancadas dos planos de saúde, dos bancos, das operadoras de telefonia, da igreja católica, das igrejas evangélicas, de setores que fabricam desde absorventes higiênicos até máquinas de construção e, claro, da indústria de comunicação de massas…
Vá ver agora, leitor, o que pensam esses colunistas sobre o financiamento público de campanhas. Descobrirá que são todos contra. Até porque, não tocam no assunto. Muito pelo contrário: tentam renegar a relação entre financiamento de campanha e as investidas de Valério sobre governo e oposição (onde ela era governo), naqueles anos.
Neste blog sempre se defendeu que há culpados e inocentes entre os 38 acusados no inquérito do mensalão. A mídia, com os primeiros votos do relator e do revisor do processo pedindo condenação de alguns dos acusados, apresenta esses votos ao público como provas de que suas teorias sobre compra de votos pelo governo Lula estivessem certas.
Contudo, os “colunistas” que vibram com essas primeiras condenações parciais e enaltecem o trabalho dos juízes que condenam, podem escrever aí que desandarão a tentar desacreditá-los se ou quando absolverem.
O cidadão consciente, bem-intencionado, interessado unicamente no bem comum e no aprimoramento das instituições – valores que constituem só o que nos salvaguarda a todos indistintamente –, precisa entender que é imperioso existir um parâmetro único para definir se alguém deve ou não pagar por uma acusação: a decisão da Justiça.
O que se vê na mídia, porém, são tentativas de contrabandear para dentro do julgamento do mensalão aquilo que a Justiça não aceitou, não decidiu e nem decidirá. A Justiça recusou, reiteradas vezes, a inclusão do ex-presidente Lula no inquérito, mas a mídia quer transformá-lo, e ao seu período na Presidência, em réus.
A estridência midiática pode fazer alguém acreditar que é capaz de moldar a realidade e a história. Não é. Quem pode fazer isso, em uma democracia, é o povo. E só através das urnas. Pesquisas de opinião recentes provam isso ao darem conta de que a mídia continua fracassando ao tentar condenar Lula e seu governo.
Por fim, vale repisar possibilidade que pode se abater sobre quem só enxerga o momento, sendo incapaz de enxergar um pouco mais longe: certas absolvições, se ocorrerem, serão menos benéficas para os absolvidos do que serão nefastas para os que tentaram fazer prevalecer a tese de compra de votos. Quem viver, verá.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Lewandowski contesta Britto e Barbosa

 
Lewandowski não assistirá a réplica sem tréplica.
 
Ao fim do voto de Lewandowski, que absolveu João Paulo Cunha e Marcos Valério e seus sócios, o ministro relator, Joaquim Barbosa, anunciou que, na próxima sessão, responderá a todas as perguntas contidas no voto de Lewandowski.

Seria uma réplica ao revisor.

Lewandowski imediatamente disse que queria responder à réplica de Barbosa- ou seja, que tinha direito à tréplica.

Ayres Britto não concordou.

Porque, se um tiver que se contrapor a outro, o julgamento não terminará nunca.

Lewandowski voltou a insistir: vai haver réplica sem tréplica ?

E não gostou de Ayres Britto ter conferido “centralidade” ao papel do relator – o que deu a impressão de que o revisor, Lewandowski, teria um papel secundário, não-central.

Lewandowski protestou e avisou que, se não tiver garantia de uma tréplica, não assistirá à sessão em que Barbosa proferir a réplica.

Mau sinal.

Como diz o Mestre Falcão, que pergunta se Peluso vai ou não: a incerteza no julgamento é uma agressão ao Direito dos réus, dos advogados e dos próprios ministros.

Paulo Henrique Amorim
 

G1 incita internautas contra Lewandowski, após ministro revelar que dinheiro do 'mensalão' foi para a Globo

 

O portal G1, da Globo, publicou uma manchete venenosa que incitou internautas no twitter contra o ministro Ricardo Lewandowski, do STF.

Internautas desavisados leram a manchete com uma meia verdade (e uma meia mentira) e entenderam que o ministro "inocentou" Marcos Valério de todos os crimes. Nada mais falso.

Ontem Lewandowski condenou Valério e seus sócios por corrupção ativa e peculato no contrato da empresa de publicidade DNA Propaganda com o Banco do Brasil, no caso que ficou conhecido como da Visanet.
 
Manchete venenosa incita internautas contra Lewandowski
http://goo.gl/M9ZTH
 
Tuiteiros manipulados por incitação no G1

Hoje o ministro absolveu Valério e seus sócios, na execução do contrato da SMPB Propaganda com a Câmara dos Deputados, porque o contrato foi executado e cumprido, sem cometimento de nenhum crime, conforme atestou com provas robustas nos autos do processo.

Se o G1 fizesse jornalismo honesto diria que Lewandowski inocentou João Paulo Cunha (PT-SP), uma vez que não há outras acusações sobre ele, ou diria que o ministro absolveu Valério apenas no contrato com a Câmara.

"Coincidentemente", a manchete venenosa veio após o ministro revelar que o dinheiro noticiado pela Globo como se alimentasse o "mensalão" foi parar no bolso da própria emissora, demonstrando, indiretamente, que a emissora, sabendo do caminho dinheiro neste contrato, passou 7 anos espalhando o boato falso como se fosse notícia, de que teria sido desviado para comprar votos no Congresso.

Leia também:
- Lewandowski provou que Globo, Veja, Folha, Estadão montaram farsa do 'mensalão'

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Altamiro Borges: Serra cai. Russomano que se cuide!

 
Como fica agora o pacto de não agressão entre Russomano e Serra?
 
por Altamiro Borges, no seu blog

A pesquisa Datafolha divulgada ontem deveria servir de alerta para o “azarão” Celso Russomanno. Nela, o candidato do PRB ultrapassa o tucano José Serra – 31% a 27%. O eterno candidato, que era tido por alguns “calunistas” da mídia como imbatível nas eleições para a prefeitura da capital paulista, deve estar uma fera, mais irritadiço do que de costume. E todos sabem que Serra é vingativo e costuma utilizar expedientes sujos, como falsos dossiês plantados na imprensa amiga, para abater os seus adversários.
O contínuo crescimento de Russomanno, que subiu cinco pontos nas intenções de voto em relação à pesquisa anterior do Datafolha, não estava nos cálculos do tucano – que caiu três pontos. O comando do PSDB apostava que o candidato do PRB iria despencar e que a disputa seria novamente polarizada contra o PT. Com o início do horário eleitoral na rádio e tevê, a tendência é que o petista Fernando Haddad, ainda pouco conhecido do paulistano, cresça. Com isso, a hipótese de Serra nem ir ao segundo turno ganha força.
“Coisa de gente aloprada”
Diante deste risco, impensável há alguns meses, o grão-tucano deverá partir imediatamente para as baixarias e Russomanno será um dos seus alvos preferidos. Nos últimos dias, a mídia demotucana já publicou várias denúncias contra o candidato do PRB, que ainda goza de baixa taxa de rejeição – só 12% dos entrevistados dizem que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto Serra atinge 38% de rejeição. Ela fez questão de identificá-lo com a Igreja Universal do Reino de Deus e de ligá-lo até ao mafioso Carlinhos Cachoeira.
Russomanno parece que já percebeu que a batalha será encarniçada e rasteira. “Tenho sido alvo de pesadas investidas da imprensa contra minha honra desde o último resultado da pesquisa Datafolha, publicado em meados de julho… Isso é coisa de gente aloprada”, disse ao jornal Estadão. Ele só não nomeou que são os “aloprados”. Mas, numa entrevista à Folha serrista, ele ameaçou: “Nós temos a informação de quem está por trás disso. E se for necessário, vamos divulgar. Nós não vamos ficar quietos se continuar desse jeito”.
O pacto de convivência com o traidor
Não precisa muito esforço para deduzir quem são os tais “aloprados”. Basta seguir o rastro da mídia demotucana. A questão é política. Em julho, Russomanno fechou um acordo de não agressão com os tucanos. Segundo o noticiário, o coordenador da sua campanha, Marcos Pereira, chegou a participar de um jantar com Serra para firmar o pacto de convivência. Na sequência, o governador Geraldo Alckmin liberou funcionários da Secretaria de Justiça para participarem de uma atividade campanha do candidato do PRB.
Na ocasião, o próprio Russomanno confirmou as negociações com Serra, mas “negou que houvesse um ‘acordo de cavalheiros’ com o seu adversário”, segundo relato do Estadão. “Houve esse encontro de fato, mas não existe um pacto entre nós… Nós vamos estar no segundo turno. Foi uma conversa amigável para que, num possível segundo turno, nós estejamos juntos”. Agora, com as baixarias da campanha, será que a “conversa amigável” vai ser mantida? Russomanno que se cuide! Serra é famoso pela traição!
 

Campanha de Haddad arrasa no horário eleitoral na TV



 


No primeiro dia dos blocos de meia-hora no horário eleitoral na TV para os candidatos a prefeito, o programa de Fernando Haddad (PT-SP) acertou em cheio na forma e no conteúdo. De longe foi a melhor, deixando os outros comendo poeira.

A linguagem foi dinâmica e vibrante. Fugiu da mesmice. Foi direto ao ponto. Foi a cara de São Paulo, mas do lado positivo da metrópole. Criticou as mazelas no transporte, moradia, saúde e educação sem ser chato, nem pessimista, pelo contrário, foi otimista ao mostrar que a vida na cidade dá melhorar muito, assim como a vida dentro de casa melhorou durante o governo Lula para a grande maioria dos brasileiros.

Como não poderia deixar de ser, o presidente Lula apareceu com Haddad em frente ao museu do Ipiranga, garantindo o seu apoio. Quem estava procurando o candidato mais preparado, encontrou Haddad.

A comunicação também foi muito feliz no formato e na linguagem, bem feita e inclusiva, porque foi agradável para todas as classes sociais, da classe média à periferia. Foi jovial, para todas as idades.

A segunda melhor propaganda foi de Chalita (PMDB), mas o formato foi o de qualquer programa político convencional, e faltou mais conteúdo que o diferencie. O programa errou ao colocar Michel Temer como principal apoio num primeiro programa. Temer não é Lula para transmitir votos, e deveria aparecer só mais à frente.

A propaganda de Russomanno (PTB) errou feio e foi a que pior aproveitou o horário. Embromou sem dizer a que veio, e colocou o vice Luiz Flávio D'urso (do CANSEI) a maior parte do tempo contando uma surrada parábola do sábio e do passarinho. Pareceu que o candidato a prefeito é D'Urso, e Russomanno precisa ser "poupado" no horário eleitoral para não se desgastar.

Soninha (PPS) pedalou (literalmente, numa bicicleta), mas não saiu do lugar, nem chegou a lugar nenhum.

Quanto à José Serra... coitado do marqueteiro! Começou pela "vigésima" eleição seguida dizendo que Serra nasceu na Mooca e que é o mais preparado. Ninguém merece.

Bem que tentou fazer o que pode: escondeu Kassab, escondeu bastante o próprio Serra para evitar aumento da rejeição, gastando o tempo com musiquinhas e cenas aéreas, escondeu que as obras do Metrô são insuficientes a ponto da rede ser curta e dos passageiros andarem como sardinhas em lata, além de serem fonte de acidentes e escândalos de corrupção. Escondeu que Serra promete resolver a saúde, mas há 14 anos ocupa cargos na área sem ter resolvido nada. Colocou Serra se justificando, jurando (de novo) que não vai abandonar a prefeitura. Se fosse outro candidato a propaganda teria sido razoável. Mas com Serra, não tem marqueteiro que salve.
 
 

Prepara a avenida pra gente passar

 
Por Ismael Cardoso, no sítio da UJS:

Fiquei muito entusiasmado com a pesquisa do Instituto Datafolha sobre a corrida eleitoral na cidade de São Paulo. Por mais que possa parecer estranho, acredito que Haddad chegará ao final do primeiro turno liderando as pesquisas!

Serra, “pendurado na brocha”

O pior dos mundos para um candidato é começar a eleição liderando as pesquisas e ir perdendo pontos à medida que a campanha vai esquentando, isto revela que a tal liderança não passava apenas de um desconhecimento do eleitorado em relação às alternativas para seu valioso voto.

No caso de José Serra (“o coiso”) a situação é realmente desesperadora, conhecido por 98% do eleitorado da cidade, tem uma rejeição de 38% (em ascensão), 26% de intenção de votos – em descenso (já teve 30%) –, ou seja, ta devendo 12% para o Data Folha (sic)! Literalmente “pendurado na brocha”.

Russomanno

Com a alta rejeição de José Serra, por motivos que todos já conhecem e não vou trata-los aqui, alguém teria de surgir como alternativa imediata, Celso Russomanno se apresentou, é uma pessoa muito popular na cidade, tinha programa de televisão diário, não à toa, segundo o próprio instituto Datafolha, Russomano é conhecido por 94% dos entrevistados, outro dado apresentado pela pesquisa é que o candidato surfa na falta de informação do eleitorado petista.

Ser popular não basta para vencer em São Paulo, Lula mesmo nunca venceu. É preciso ter densidade eleitoral e um forte arco de alianças, e isso Celso Russomanno não tem, aliás, o que pode lhe dar votos também pode lhe tirar, chama-se Igreja Universal do Reino de Deus e Rede Record de Televisão. Seu partido, o PRB, tem relações íntimas com ambas. Não tenho absolutamente nada contra, quem tem é a classe média paulistana e a Rede Globo, a Folha de São Paulo, o Estadão, a Revista Veja e a elite financeira da Avenida Paulista.

Meu amigo Russomanno, você se esqueceu do que “o coiso” fez com a Roseana? E com o Aécio? O Alckmin?

O pacto de não agressão valia até o momento que ele liderava as pesquisas, agora é cada um por si e Deus por ele, pois, ele é de todas as religiões e contra o aborto e bolinhas de papel!

Haddad

Recentemente o Estadão publicou extensa matéria sobre o voto na cidade, asseverou o que todos já sabiam, independente do candidato, o PT tem um terço dos votos na cidade.

Fernando Haddad é candidato jovem, no geral isso ajuda, o Prouni é um programa de grande sucesso no Brasil inteiro, construiu 14 universidades federais, 224 escolas técnicas, entre outras coisas, por tanto, vai se apresentando como jovem com experiência.

De acordo com a pesquisa Haddad tem 8% (subiu 1%) de intenções de voto, 15% de rejeição, mas, somente 64% dos entrevistados o conhecem, significa que as pessoas ainda não sabem quem é Fernando Haddad, muito menos que ele é o candidato do PT e de Lula.

A linha política da campanha é boa e pode pegar: o governo Lula/Dilma mudou a vida das pessoas, aumentou o salário, mudou a educação, tirou milhões da miséria, seria como se dentro de casa tudo estivesse indo bem, mas, da porta para fora (na cidade), um caos completo. Como Kassab é considerado o pior prefeito do Brasil, Serra abandonou a cidade e o PSDB governa o Estado, fica difícil não concordar.

A conclusão é a seguinte: encaixemos São Paulo no Brasil, pois, se todo o país ta mudando, como a cidade mais rica ta piorando?

Haddad tem 7m39s de tempo de TV, ao seu lado está o maior fenômeno político eleitoral da história de nosso país, que depois do câncer parece ter ficado ainda mais forte. Mesmo Dilma não estando no programa de TV o ex-presidente Lula tem citado seu nome constantemente, por tanto, se Lula é Haddad, Dilma também é.

O processo do mensalão até o presente momento nem triscou na figura de Fernando Haddad, talvez não prejudique mesmo, mas, é um caso em aberto, aguardemos o seu desfecho.

Por fim, não subestimo as forças reacionárias da cidade de São Paulo, mas, os mesmos é que subestimaram a inteligência e paciência de nosso povo, se não cairmos na tentação de responder as baixezas que aí virão com o desespero de José serra e apresentarmos nosso projeto ao povo, não tenho dúvidas, dia 7 de outubro vamos para o 2º turno e será em 1º lugar.
 

Marco Aurélio solta assassino de Stang !!!


O STF está se especializando em libertar facínoras com base em chicanas jurídicas.
Marco Aurélio: depois de Cacciola, o Taradão


Saiu na Carta Capital, de Leandro Fortes, que localizou Gilmar Dantas (*) no mensalão do Eduardo Azeredo:

Graças a um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, o assassino da missionária americana Dorothy Mae Stang deverá estar, ainda hoje, solto nas ruas.

Regivaldo Pereira Galvão, conhecido pela meiga alcunha de “Taradão”, estava preso desde 6 de setembro de 2011 no Centro de Recuperação de Altamira (PA), condenado a 30 anos de prisão.

Segundo o ministro Marco Aurélio, o Tribunal do Júri do Pará concluiu pela culpa de “Taradão” antes de se esgotarem as possibilidades de recursos da defesa contra a condenação.

Isso é uma terrível piada de mau gosto. É uma afronta direta à Justiça e à dignidade do cidadão.

O STF está se especializando em libertar facínoras com base em chicanas jurídicas. É o efeito Gilmar Mendes, ministro que ganhou fama pelos dois HCs ultrassônicos para o banqueiro Daniel Dantas e um extra para outro taradão, o médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de cadeia por ter estuprado 37 mulheres. Dantas está solto. Abdelmassih, foragido.

Marco Aurélio já havia sido reconhecido por feito semelhante, ao libertar o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que ficou sete anos foragido, até ser preso em Mônaco, em 2007.

Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros, um na cabeça e cinco ao redor do corpo, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005.

A libertação do mandante do assassino, sob qualquer desculpa, envergonha a nação e nos deixa ainda mais descrente sobre a lisura dos ministros do STF, estes mesmos que por ora se exibem, em cadeia nacional, na pantomima que se transformou esse tal julgamento do “mensalão”.



(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…
 

Propaganda de Serra começa com mentira e bordão neoliberal

 
 
Um vídeo de campanha da propaganda eleitoral do candidato a prefeito de São Paulo José Serra (PSDB) é dedicado a combater a proposta de acabar com a taxa de inspeção veicular, feita pelo adversário do PT, Fernando Haddad.
 
Serra defende continuar cobrando a taxa e, para isso, o filmete fala que "não existe inspeção veicular de graça" e que "se o dono do carro não pagar, todos pagam, inclusive quem anda de ônibus", referindo-se à poluição do ar da cidade, que aumentaria caso o "serviço", fosse suspenso.
 
É uma mentira deslavada. Haddad nunca disse que acabaria com a inspeção. O que faz parte de seu programa de governo é apenas não os proprietários de veículos não mais teriam que pagar duas vezes, pois já pagam IPVA sobre o veículo, que gera arrecadação suficiente ao município para cobrir os custos da inspeção. Ouça aqui: em entrevista à Rádio Bandeirantes, o pré-candidato à prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que acabará com a cobrança da taxa de inspeção veicular, caso seja eleito.
 
Curioso também que o argumento tucano foi uma variação da famosa frase "não existe almoço grátis" do economista e um dos mentores do neoliberalismo Milton Friedmann. Mas Friedmann nunca chegou ao ponto de defender cobrar a conta do almoço duas vezes, como faz o candidato demotucano.

Recordando

Uma nota publicada pela Folha de S. Paulo, na Coluna Painel, para assinantes em novembro de 2011, informava que. "Alvo de ação do Ministério Público paulista por suspeita de irregularidades na inspeção veicular, Gilberto Kassab (que apoia José Serra) é citado também nos autos da operação Sinal Fechado, do Rio Grande do Norte, que resultou ... em 12 prisões relacionadas a um esquema bilionário de desvio de recursos no Detran. Lá também a inspeção aparece entre os serviços fraudados.

Controlar

A taxa de inspeção veicular cobrada pela prefeitura paulistana, que movimenta bilhões anualmente, é embolsada pela empresa privada Controlar e, por causa deste contrato com a cidade, o atual prefeito Gilberto Kassab (PSD) responde a processo movido pelo Ministério Público por suposta fraude financeira. Kassab chegou a ter os bens bloqueados.
 
Enquanto isso, Haddad já enfatizou a negligência das gestões demotucanas com os transportes públicos. “Sem investimento, a frota de ônibus vai sucateando. E com isso os espaços vão sendo ocupados pelo transporte individual... Depois de oito anos de administração municipal e 20 de governo Estadual, com o mesmo grupo, não há um projeto pronto para fazer licitação”.
 

Blindagem de Serra pela mídia não funciona mais

 
 
Alguns podem ter ficado surpresos com a desidratação eleitoral de que vem padecendo o candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra. Sua longa trajetória política, seu conhecimento pela quase totalidade do eleitorado de todo país e a condição de líder da oposição que lhe deveria ter sido legada por seus 44 milhões de votos na última eleição presidencial, tudo isso torna espantosa sua situação na recente pesquisa Datafolha.
 
O espanto do espectador pouco atento à realidade real e que se fia na “realidade” midiática aumenta ainda mais porque não há quem negue a blindagem que o cacique tucano recebeu da irascível grande imprensa brasileira ao longo de toda a sua carreira política no período pós-redemocratização, tendo sido até objeto de juramento do falecido dono de um grande jornal de que não morreria sem vê-lo eleito presidente da República.
 
Alvo de processos na Justiça e de denúncias graves por força da vastidão de indícios materiais de envolvimento em corrupção que pesa contra si, Serra mereceu de uma imprensa que vive de denúncias contra políticos (em ampla maioria, petistas) o mais ensurdecedor silêncio diante de denúncias, quando não mereceu defesas abertas e até sua vitimização pela mesma mídia diante dos adversários políticos, sobretudo em anos eleitorais.
 
A situação de Serra na corrida eleitoral paulistana, porém, revela uma rejeição impressionante do eleitorado a si (37%) e ultrapassagem na primeira posição por um adversário com trajetória política que não chega aos pés da sua e que, como se não bastasse, é candidato por um partido de mentirinha.
 
Certamente há quem esteja ficando espantado com a situação eleitoral de Serra. Denúncias que ao menos cheguem perto de si jamais saem na mídia. Até hoje, nenhum grande veículo citou os fatos que envolvem São Paulo no escândalo do Cachoeira. Paulo Preto deve depor proximamente na CPI e ninguém que se informe só pela grande mídia sabe por quê.
 
Pode haver gente espantada com a débâcle eleitoral desse político, mas certamente esse espanto não ocorre com os leitores deste blog. Aqui se previu várias vezes o aprofundamento da sangria eleitoral de Serra. Há cerca de um mês, no post Desaprovação a Kassab é o grande fato da eleição em SP , foi dito o seguinte:
 
Após Kassab declarar publicamente seu apoio a Serra e de este anunciar que faria campanha pela “continuidade” em São Paulo, ambos perderam apoio. (…) Tudo isso se conecta com o noticiário cada vez mais inevitável sobre a explosão da violência e da criminalidade em São Paulo e com o estado de espírito do paulistano diante de um cotidiano que já se tornou insuportável. São Paulo está imunda, uma legião de moradores de rua vaga desorientada pela cidade, a sensação de insegurança já atingiu níveis alarmantes, enfim, não se consegue achar praticamente nenhum paulistano que se diga satisfeito com a sua cidade”.
 
Esses fatos obrigam a uma reflexão: não há blindagem da mídia que, na era da internet e da informação instantânea, consiga proteger políticos ao menos do adversário que não conseguem derrotar: eles mesmos, quando exercem mal o poder que lhes foi delegado pelo povo.
 
Quando Serra se elegeu governador de São Paulo em primeiro turno em 2006 após ter deixado a capital do Estado nas mãos de Gilberto Kassab, o eleitorado paulista até aceitou a desculpa de que faria mais sendo governador. Bem, o fato é que ao menos o eleitorado paulistano ficou esperando o resultado do que o tucano lhe prometeu em termos de melhora de sua qualidade de vida e tal melhora jamais deu as caras.
 
A desidratação eleitoral de Serra e sua crescente rejeição nesta campanha eleitoral é a conta do prejuízo que São Paulo amarga hoje por ele ter abandonado o cargo de prefeito. A capital paulista descobriu quanto custa dar carta branca a um político que ninguém consegue cobrar, inclusive por ser protegido da mídia. Por conta disso, a desidratação eleitoral de Serra revela desidratação da credibilidade midiática também em São Paulo.