quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Não calarão José Dirceu


9 de outubro de 2012 ficará registrado na história do país como o dia infame em que um seu cidadão foi condenado politicamente pela mais alta instância do Judiciário brasileiro, por um tribunal que deveria tê-lo julgado por critérios estritamente técnicos.
Até as condenações de certos membros do dito “núcleo político” da Ação Penal 470 ainda se podia buscar algum resguardo factual em “atos de ofício”, ainda que “tênues”, como diria o procurador-geral da República. No caso de José Dirceu, porém, não há condenação técnica possível.
Contra Dirceu não há contratos assinados, não há saque de dinheiro, não há nada além do testemunho de seu maior inimigo, uma operação imobiliária regular feita por sua ex-esposa e um emprego que ela conseguiu.
É possível uma dúvida razoável sobre o inimigo de Dirceu ter mentido e sobre sua mulher ter conseguido um empréstimo e um emprego sem interferência dele? Duvido que até os juízes que o condenaram neguem que essa dúvida existe.
Na dúvida, o Direito Universal exige que os tribunais decidam a favor dos réus. No caso de Dirceu, essa dúvida é muito maior do que para os outros condenados.
Jamais o STF usou para um político critério sequer parecido com os que foram inaugurados para Dirceu acima de qualquer outro réu daquela Ação Penal. A condenação dele, entenda-se, foi uma exceção à norma daquele Colegiado.
O Tribunal de Exceção que condenou Dirceu deixou clara a sua natureza ao dar tratamento diverso à ação penal correlata àquela em que o ex-ministro foi julgado, mas que envolve o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo.
Durante anos, Dirceu não desfrutou, nem por um segundo, do benefício constitucional de presunção da inocência. É tratado como condenado desde 2005, quando sua pena começou a ser cumprida oficiosamente.
Os juízes de Dirceu foram devidamente pressionados, intimidados com ataques da mídia, quando não se submeteram, e subornados com exposição positiva quando obedeceram aos ditames midiáticos.
E, se faltasse alguma prova da manipulação desse julgamento pela mídia em favor de partidos de oposição ao governo federal do PT, declarações da acusação a Dirceu e dos juízes que o condenaram confessaram o objetivo político do processo, tal como veio sendo conduzido.
Neste momento, boa parcela da classe política já se deu conta do que essa politização da Suprema Corte de Justiça do país representa para a democracia. Quando grupos de pressão se apropriam do Judiciário, ninguém mais está a salvo de julgamentos de exceção.
O Brasil verá a manipulação vergonhosa que foi esse julgamento quando o STF julgar – ou quando não julgar, por prescrição – o mensalão do PSDB. E, mais adiante, quando for julgar – ou não – a ação que será proposta contra o governador Marconi Perillo pela CPI do Cachoeira.
Pelos critérios que o STF usou para Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e João Paulo Cunha, o ex-presidente do PSDB e hoje senador Eduardo Azeredo e o governador de Goiás, Marconi Perillo, terão que ser condenados. Até porque, contra eles há muito mais do que “domínio de fato”.
Alguém acredita que isso ocorrerá? E, se ocorresse, alguém ficaria sabendo sem ler a blogosfera e as redes sociais? A mídia faria versão explicativa para crianças via história em quadrinhos? O Jornal Nacional gastaria até metade da duração de suas edições para acusar os tucanos?
Vão esperando sentados que de pé cansa.
É nesse contexto que a nota que recebi da assessoria do ex-ministro José Dirceu, e que reproduzo ao fim deste post, constitui um alento. Nela, ele promete que não conseguirão calá-lo com essa condenação infame.
É disso que o Brasil precisa, de forma que quero registrar meu apoio e solidariedade ao ex-ministro. Conto com a força desse homem que já desafiou uma ditadura bem pior do que a do STF, uma ditadura que não assassinava só a honra dos seus inimigos.
Conte comigo, Zé, enquanto você lutar para que o Brasil, um dia, tenha, entre tudo mais que lhe falta, um Judiciário que trate a todos de acordo com critérios rotineiros, não usando exceções nem para amigos, nem para inimigos políticos.
Fecho o texto com uma curiosidade: 9 de outubro é o dia em que Che Guevara foi assassinado.
***
Leia, abaixo, a nota de José Dirceu sobre a condenação infame de que foi alvo

AO POVO BRASILEIRO

No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.
Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.
Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.
Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.
Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.
Na madrugada de dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.
A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.
Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.
Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.
Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.
Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.

Vinhedo, 09 de outubro de 2012

José Dirceu

Pena leve para Jefferson. Ele merece !


Afinal, como disse o ministro Marco Aurélio (Collor de) Mello, Jefferson prestou relevantes serviços à Pátria.

Em nome da Moral e dos Costumes.

Em nome dos “valores” que sustentam as limpas fichas tucanas.

Em nome da liberdade de imprensa dos donos da imprensa.

O Conversa Afiada sugere à ANJ, ao Instituto Millenium e à SIG, Sociedad Interamericana del Golpe, tambem conhecida como SIP, mover imediatamente  uma campanha de âmbito nacional e internacional para o Jefferson pegar uma pena leve.

Afinal, como disse o ministro Marco Aurélio (Collor de) Mello, Jefferson prestou relevantes serviços à Pátria.

Ao se definir a dosimetria – de que o Ministro Zavascki não será autorizado a participar – que o Supremo, Guardião da Constituição, da Família, Deus e a Propriedade, tenha comiseração.

Os pecados de Jefferson são irrelevantes diante do que ele fez pela Pátria.

Que seja condenado a assistir, sozinho, em casa, a reprises do programa “O Povo na TV”, de onde despontou para o estrelato e a santidade.


Paulo Henrique Amorim

A direita que ri

O TERROR DO NORDESTE 

Tenho acompanhado nas redes sociais, desde cedo, e sem surpresa alguma, o êxtase subliterário de toda essa gente de direita que comemora a condenação de José Dirceu como um grande passo civilizatório da sociedade e do Judiciário brasileiro. Em muitos casos, essa exaltação beira a histeria ideológica, em outros, nada mais é do que uma possibilidade pessoal, física e moral, de se vingar desses tantos anos de ostracismo político imposto pelas sucessivas administrações do PT em nível federal. Não ganharam nada, não têm nada a comemorar, na verdade, mas se satisfazem com a desgraça do inimigo, tanto e de tal forma que nem percebem que todas essas graças vieram – só podiam vir – do mesmo sistema político que abominam, rejeitam e, por extensão, pretendem extinguir.


José Dirceu, como os demais condenados, foi tragado por uma circunstância criada exclusivamente pelo PT, a partir da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, data de reinauguração do Brasil como nação e república, propriamente dita. Uma das primeiras decisões de Lula foi a de dar caráter republicano à Polícia Federal, depois de anos nos quais a corporação, sobretudo durante o governo Fernando Henrique Cardoso, esteve reduzida ao papel de milícia de governo. Foi esta Polícia Federal, prestigiada e profissionalizada, que investigou o dito mensalão do PT.


Responsável pela denúncia na Procuradoria Geral da República, o ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza jamais teria chegado ao cargo no governo FHC. Foi Lula, do PT, que decidiu respeitar a vontade da maioria dos integrantes do Ministério Público Federal – cada vez mais uma tropa da elite branca e conservadora do País – e nomear o primeiro da lista montada pelos pares, em eleições internas. Na vez dos tucanos, por oito anos, FHC manteve na PGR o procurador Geraldo Brindeiro, de triste memória, eternizado pela alcunha de “engavetador-geral” por ter se submetido à missão humilhante e subalterna de arquivar toda e qualquer investigação que tocasse nas franjas do Executivo, a seu tempo. Aí incluída a compra de votos no Congresso Nacional, em 1998, para a reeleição de Fernando Henrique. Se hoje o procurador-geral Roberto Gurgel passeia em pesada desenvoltura pela mídia, a esbanjar trejeitos e opiniões temerárias, o faz por causa da mesma circunstância de Antonio Fernando. Gurgel, assim como seu antecessor, foi tutelado por uma política republicana do PT.


Dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, seis foram indicados por Lula, dois por Dilma Rousseff. A condenação de José Dirceu e demais acusados emanou da maioria destes ministros. Lula poderia, mas não quis, ter feito do STF um aparelho petista de alto nível, imensamente manipulável e pronto para absolver qualquer um ligado à máquina do partido. Podia, como FHC, ter deixado ao País uma triste herança como a da nomeação de Gilmar Mendes. Mas não fez. Indicou, por um misto de retidão e ingenuidade, os algozes de seus companheiros. Joaquim Barbosa, o irascível relator do mensalão, o “menino pobre que mudou o Brasil”, não teria chegado a lugar nenhum, muito menos, alegremente, à capa de um panfleto de subjornalismo de extrema-direita, se não fosse Lula, o único e verdadeiro menino pobre que mudou a realidade brasileira.


O fato é que José Dirceu foi condenado sem provas. Por isso, ao invés de ficar cacarejando ódio e ressentimento nas redes sociais, a direita nacional deveria projetar minimamente para o futuro as consequências dessas jurisprudências de ocasião. Jurisprudências nascidas neste Supremo visivelmente refém da opinião publicada por uma mídia tão velha quanto ultrapassada. Toda essa ladainha sobre a teoria do domínio do fato e de sentenças baseadas em impressões pessoais tende a se voltar, inexoravelmente, contra o Estado de Direito e as garantias individuais de todos os brasileiros.


É esperar para ver.


As comemorações pela desgraça de Dirceu podem elevar umas tantas alminhas caricatas ao paraíso provisório da mesquinharia política. Mas vem aí o mensalão mineiro, do PSDB, origem de todo o mal, embora, assim como o mensalão do PT, não tenha sido mensalão algum, mas um esquema bandido de financiamento de campanha e distribuição de sobras.


Eu quero só ver se esse clima de festim diabólico vai ser mantido quando for a vez do inefável Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente do PSDB, subir a esse patíbulo de novas jurisprudências montado apenas para agradar a audiência.

Leandro Forrtes-CartaCapital

 http://wwwterrordonordeste.blogspot.com.br/2012/10/a-direita-que-ri.html

Líder do PT na Câmara pede que STF use mesmos critérios para julgar mensalão tucano


Por: Gisele Brito, da Rede Brasil Atual 

“Só espero que essa referência do STF continue. Tenha o mesmo tratamento com os acusados do PSDB”, disse o deputado.'

São Paulo – O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto, afirmou hoje (10) esperar que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mantenham a linha de raciocínio adotada para o julgamento da ação penal 470, conhecida como mensalão, ao julgar o mensalão do PSDB em Minas Gerais e a compra de votos no Congresso para aprovar a emenda que possibilitou a reeleição de Fernando Henrique Cardoso.
“Só espero que essa referência do STF continue. Tenha o mesmo tratamento com os acusados do PSDB, tanto do ponto de vista da reeleição do Fernando Henrique Cardoso quanto do Azeredo”, disse Tatto. Uma das citações diz respeito à acusação de que senadores e deputados receberam suborno para aprovar a emenda que alterou a Constituição para permitir a reeleição para cargos do Executivo, o que abriu caminho para o segundo mandato de FHC. A segunda questão é o mensalão do PSDB em Minas Gerais, um esquema de caixa dois implementado na década de 1990 durante a administração de Eduardo Azeredo, hoje senador, que nega envolvimento no caso. Seria este o embrião do esquema depois utilizado em Brasília, agora em julgamento no STF. 
A afirmação do deputado foi feita durante reunião com integrantes dos diretórios estaduais do partido em São Paulo. O encontro foi convocado para traçar a estratégia partidária para o segundo turno, mas mudou de tom após a condenação do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e do ex-presidente do PT, José Genoino. Na véspera, a maioria dos ministros do STF decidiu condená-lo por julgar que participaram do esquema conhecido como mensalão. 
“Espero que o que está acontecendo com o Brasil agora no STF dê continuidade. E acho que vai dar porque há uma mudança de comportamento dos próprios ministros. Já que está mudando, tem de mudar para valer”, disse o parlamentar. “Vamos continuar governando e mudando a cara do Brasil cada vez mais. Vamos fazer a disputa política no segundo turno. Não há nada que modifique a nossa história. O PT tem uma história bonita e nós vamos dar continuidade.” 
O deputado afirmou não acreditar que a condenação tenha efeito sobre o segundo turno das eleições municipais. O partido disputa diretamente 22 cidades, sendo seis capitais, e até agora conquistou 624 administrações, 12% a mais em relação a 2008. “Estamos fazendo a disputa nas cidades e as pessoas estão preocupadas com problemas de saneamento, saúde, creche”, afirmou. “Vai ganhar a eleição quem conseguir apresentar a melhor proposta para os problemas da cidade. Vai quebrar a cara quem tentar usar a desgraça dos outros para ganhar eleição.” 

http://correiodobrasil.com.br/lider-do-pt-na-camara-pede-que-stf-use-mesmos-criterios-para-julgar-mensalao-tucano/528157/#.UHXtwVHN08k

Haddad pede julgamento do 'mensalão' tucano

O TERROR DO NORDESTE 

Após condenação do ex-ministro José Dirceu, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PT diz que "para que o STF mantenha sua condição de imparcialidade, na sequência desse julgamento ele deve imediatamente iniciar o julgamento do mensalão tucano", protagonizado pelo ex-governador Eduardo Azeredo

 
247 - Um dia após a definição da condenação do ex-presidente do PT José Genoino e do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) deveria julgar, na sequência, o caso do 'mensalão' tucano para "manter sua imparcialidade".
 
"Penso que, até para que o STF mantenha sua condição de imparcialidade, na sequência desse julgamento ele deve imediatamente iniciar o julgamento do mensalão tucano", disse Haddad. "Para que não paire dúvidas de que o Supremo é imparcial e vai julgar todos indistintamente", completou.
"Tudo começou com o PSDB de Minas Gerais", disse Haddad, lembrando o caso protagonizado pelo ex-governador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB). Haddad disse ainda que a decisão do STF deve ser respeitada e lembrou que oito ministros da corte foram indicados pelo ex-presidente Lula.
 
Evangélicos

 O petista também comentou o apoio de igrejas evangélicas, simbolizadas pelo pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, ao adversário José Serra (PSDB). Malafaia prometeu voltar a usar o chamado "kit gay" para "arrebentar" Haddad.
"O Serra instrumentaliza as religiões. A minha família está muito indignada, mas eu perdoo. Perdoo porque acho que meu papel nesta eleição é tentar trazer um pouco de luz para o debate", disse Haddad. "Ele já foi derrotado em 2010 em função desse comportamento e eu entendia que ele tinha aprendido a lição", completou.

E o Dantas, Presidente Barbosa ?


Dizem no PiG (**) que o Presidente Barbosa desmarcou o encontro que havia marcado com Dantas.

O amigo navegante deve imaginar, numa crônica de Nelson Rodrigues,  que o passador de bola apanhado no ato de passar bola – segundo o jornal nacional – se deslocasse, à tarde, da sede do Banco Opportunity, sobre a Academia Brasileira de Letras, no centro do Rio, em direção a seu discreto apartamento em Ipanema, em frente ao Oceano.

Trancava-se na biblioteca, com a parede falsa ao fundo, a mesma onde o delegado Protógenes encontrou pilhas e pilhas de CDs, fitas e apontamentos.

Como se sabe, o Ministro Eros Grau entrou para a História Suprema ao tomar duas decisões.

Relatou a anistia à Lei da Anistia, que envergonha o Brasil.

E confiscou do Juiz De Sanctis os achados da parede falsa, neles sentando-se em cima.

Onde estão os achados da parede falsa ?

Denso mistério.

No cofre Supremo ?

Lá onde repousam  as deduções que condenaram o Dirceu ?

Voltemos à doméstica cena litorânea.

Dantas senta-se na poltrona mole e liga sua TV HD.

E ri.

Ri.

Ri muito !

Quá, quá quá !

É de morrer de rir.

Tem cólicas de rir.

O Pizzolatto – ele ri.

O Marcos Valério – ri muito.

A Gilza, coitadinha.

O Ministro (Collor de) Mello não poupou a coitadinha.

Mas, (Collor de) Mello é implacável: não sossegou enquanto não empurrou o Cacciola para Monte Carlo e aplicou-lhe algemas italianas, como as do Totò Rina.

E quando o Gilmar Dantas (*) votava ?

A reação do Dantas nessas horas ?

É de corar frade,  diria o cronista da “vida como ela é”.

Dantas pede chá de boldo ao mordomo.

As cólicas de riso incomodam.

Depois, Dantas liga no jornal nacional.

E aí, ele desaba da mole poltrona.

Não se aguenta de tanto rir.

Perfeito !, diz ele.

Irretocável !

E sente orgulho.

Quando o William Bonner diz “boa noite !”, Dantas se sente como Michelangelo, depois de concluir o Moisés: “Fala ! Por que não falas ?”

Dantas dorme o sono dos gênios incompreendidos, ao som das ondas que se quebram no Arpoador.

Viva o Brasil !

Os supremos “valores” estão preservados !




Como se sabe, no mensalão, o único Ministro que chamou Daniel Dantas pelo nome foi Ricardo Lewandowski.
Disse com todas as letras que o Grupo Opportunity e Dantas estavam nas pontas do valeriodantas – na entrada e na saída.
O Presidente Joaquim Barbosa teria um encontro marcado com Dantas, chegou a prever este ansioso blog.
Dizem no PiG (**), porém, que o Presidente Barbosa desmarcou o encontro.
Se, mesmo assim, por acaso, encontrar Dantas, o ansioso blog recomenda a leitura que se segue.
É uma antologia dos melhores momentos da carreira de Michelangelo.
Da Capela Sistina ao Valerioduto:
http://www.consciencia.net/corrupcao/marcosvalerio-aconta.html


nova suspeita
Grupo de Dantas deposita R$ 127 mi na DNA
Já é de cerca de R$ 127 milhões a soma dos depósitos das empresas de telefonia das quais é sócio o Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, nas contas da DNA Propaganda. A Telemig Celular, a Amazônia Celular e a Brasil Telecom respondem, juntas, pelo maior volume de depósitos na agência de Marcos Valério de Souza, segundo análise parcial das informações da quebra do sigilo bancário do publicitário. Da Folha de S. Paulo, 28/7..[+]Do Jornal do Brasil, 28/7..[+]

Visanet e teles de Dantas depositaram para DNA
Três empresas de telefonia ligadas ao Opportunity, de Daniel Dantas, e o consórcio controlador dos cartões Visanet foram identificados pela CPI dos Correios como origem de mais de dois terços dos depósitos de terceiros recebidos no Banco do Brasil pela DNA Propaganda Ltda. A DNA é uma das empresas com participação acionária de Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser operador do suposto pagamento de propinas a políticos conhecido como “mensalão”. Da Reuters, 27/7..[+]

Telemig e Amazônia Celular divulgam comunicado
A Telemig Celular S.A. e a Amazônia Celular S.A. divulgaram comunicado nesta quarta-feira para esclarecer os pagamentos das empresas à DNA Propaganda e à SMP&B, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Da Reuters, 27/7..[+]

Marcos Valério apresenta mais 79 nomes à CPI
A lista de candidatos que receberam dinheiro das empresas de Marcos Valério na campanha de 1998, entregue ontem pelo publicitário à Procuradoria-Geral da República e à CPI do Mensalão, ampliou o alcance da crise para o PSDB. Do Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, 10/8/2005

Valerioduto deu R$ 9 milhões ao PSDB em 1998 BRASÍLIA.
O empresário Marcos Valério de Souza revelou ontem, em novo depoimento na CPI do Mensalão, detalhes dos empréstimos de R$ 9 milhões feitos para favorecer a coligação do PSDB na campanha pela reeleição do então governador Eduardo Azeredo, em 1998. Valério também centrou fogo no publicitário Duda Mendonça, reafirmando que repassou a ele R$ 15,5 milhões, sendo R$ 4,5 milhões da campanha de Azeredo feita em 1998. O restante teria sido repassado dos empréstimos feitos para o PT. Do jornal O Globo, 10/8..[+]

Quem é quem na conexão mineiro-tucana do Valerioduto
A relação a seguir fornece dados básicos sobre alguns dos políticos envolvidos na “conexão dois” dos saques feitos em empresas do publicitário Marcos Valério de Souza. Enquanto a “conexão um” aponta membros do PT e outros partidos da base do governo Lula, esta envolve os aliados do atual presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, em sua campanha, derrotada, ao governo de Minas Gerais em 1998. A nova lista, com 79 nomes, foi apresentada por Marcos Valério à CPI da Compra de Votos nesta terça (9/8). Clique aqui para conhecê-la.

FHC sabia?
SMPB fez doação de R$ 50 mil para reeleição de FHC
A SMPB, agência de Marcos Valério, suposto operador do “mensalão”, fez doação de R$ 50 mil não declarados à campanha para a reeleição de Fernando Henrique Cardoso em 1998. A revelação foi feita em 12 de novembro de 2000 pela Folha, em reportagem que mostrou que o comitê eleitoral de FHC declarou R$ 43 milhões ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas recebeu R$ 53,120 milhões. Os números foram obtidos de planilha eletrônica do comitê eleitoral tucano. Da Folha de S. Paulo, 10/8/2005..[+]

Valério aponta para empreiteiras e bancos
Em entrevista exclusiva ao jornal O Tempo, de Minas Gerais, o dono de empresas de publicidade Marcos Valério de Souza Fernandes, apontado como um dos operadores do mensalão, garantiu, em sua casa, que, com as investigações, outros esquemas de financiamento de campanhas semelhantes ao do PT devem vir à tona. Do Jornal do Brasil, 15/8..[+]

campanha de 98
Veja a lista entregue por Valério com saques realizados
A lista abaixo foi entregue pelo empresário Marcos Valério durante seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga denúncias de compra de votos no Congresso Nacional. São 75 nomes, que teriam recebido dinheiro das empresas de Valério para a campanha eleitoral de 1998. Da Agência Brasil, 9/8..[+] depoimento

Valério: atuações com PT e PSDB foram similares
O empresário Marcos Valério afirmou em depoimento na CPI da Compra de Votos que considera similares as operações de financiamento de campanhas eleitorais nas quais esteve envolvido em 1998 e em 2004. Da Agência Brasil, 9/8..[+]

PSDB na conta / mg
Valério foi avalista de tesoureiro tucano
O empresário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza e seu sócio na agência de publicidade SMPB Comunicação Cristiano Paz avalizaram um empréstimo de mais de R$ 200 mil do tesoureiro da campanha do tucano Eduardo Azeredo para o governo de Minas Gerais em 1998, Cláudio Roberto Mourão da Silveira. Da Folha de S. Paulo, 29/7/2005..[+]

PSDB na conta
Ex-ministro de FHC teve aval de publicitário
O publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza também foi avalista do advogado Pimenta da Veiga, ex-presidente nacional do PSDB e ex-ministro das Comunicações no governo FHC, num contrato de empréstimo de R$ 152 mil com o banco BMG de Belo Horizonte. Uma cópia do contrato foi entregue pelo próprio Valério à Procuradoria Geral da República, após o depoimento que prestou em 14 de julho ao procurador-geral Antônio Fernando de Souza. Da Folha de S. Paulo, 29/7..[+]



(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

José Dirceu foi condenado. E agora?

 
Por Francisco Bicudo, no Blog do Chico:
Sei que vou ser xingado, detonado, desqualificado. Não me importo. Como diria Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra. De vez em quando, é preciso nadar contra a maré. Antes de comemorações, seria bom a gente gastar um tantinho de tempo para uma análise um pouco mais profunda, serena, cuidadosa.


Não conheço pessoalmente José Dirceu. Cruzei com ele algumas vezes em sedes e comitês do partido, em campanhas, em priscas eras, quando lá militava. Não tenho procuração para defendê-lo - aliás, nem tenho formação em Direito, estaria exercendo ilegalmente a profissão. Também não guardo por ele nenhuma - disse nenhuma - simpatia política. É figura complicada, politicamente falando. E acho até que José Dirceu deve ou pode mesmo ter feito parte, de alguma maneira, do esquema que ficou conhecido como "mensalão".

Mas às favas com o que eu acho, dane-se o que eu acho, não é com base em achismos que um julgamento no Supremo Tribunal Federal, a corte máxima do País, instituição guardiã da nossa Constituição, deve julgar e condenar quem quer que seja. Acompanhei o voto do relator Joaquim Barbosa, do revisor Lewandowski e dos demais ministros. E todas as "provas" que foram apresentadas para incriminar Dirceu foram a entrevista de Roberto Jefferson, as reuniões na Casa Civil, viagens para Portugal...

Quando não foram essas as "provas" citadas, escorregava-se num perigoso e taxativo "é impossível que ele não soubesse"... ou seja, estamos falando de suposições, de ilações, de expectativas e de conexões transformadas em máximas absolutas.

Já escrevi por aqui e retomo: até onde sei, e se estiver errado que me corrijam meus colegas advogados, um magistrado só pode julgar de acordo com os autos - e, se não há provas nos autos, deve prevalecer o princípio da presunção da inocência, que diz que "todos são inocentes até que se consiga PROVAR o contrário". Não é possível, em democracias, condenar a partir daquilo que eu acho, de suposições, de ilações, de desejos ou de vontades pessoais. Não pode. Ainda mais quando se trata de ação penal, o sujeito vai ser preso. É sério demais.

O fato é que quem condenou de antemão foi uma difusa opinião pública (ou publicada...), que não aceitaria outro resultado e está agora a levantar brindes e a comemorar. Era preciso "pegar os petistas". Com todo o devido respeito, sempre, o STF aproveitou os holofotes de uma narrativa midiática oportunista e espetacularizada e jogou para uma parte das arquibancadas, antes histérica, agora em êxtase, a soltar urros de alegria. No Coliseu romano, a sensação deveria ser semelhante quando o Imperador colocava o dedão para baixo e determinava a morte do gladiador - ou do cristão. Ou de qualquer outro desafeto.

Cuidado. O Brasil do século XXI não é a Roma dos gladiadores. Pode custar caro. Porque foi quebrado um princípio fundamental do Estado Democrático de Direito. Criou-se jurisprudência,virou referência e parâmetro para futuras ações - ou, usando um clichê, a porteira foi aberta. Porque hoje o "domínio do fato" foi usado para condenar José Dirceu. Amanhã... Quem será a próxima vítima?

Como já escreveu um poeta, "na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada".

Não se trata de fulanizar o debate e/ou de defender José Dirceu. Estou é preocupado com algo muito mais complexo e profundo, importante - os valores e fundamentos da democracia. Muitos podem não gostar, torcer o nariz, resmungar. Mas vivemos num Estado Democrático de Direito. Ainda.
 
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/10/jose-dirceu-foi-condenado-e-agora.html

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Joaquim Barbosa diz que votou em Lula e Dilma desde 2002 e não se arrependeu.





Globo e Veja se deram mal.

E aí? Os jornalões vão continuar escondendo a entrevista?


Deu no Brasil247:


No auge de sua fama, capa das revistas Época e Veja, e nesta como “o menino pobre que mudou o Brasil”, Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470, concedeu entrevista à jornalista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo. Confira alguns trechos:
Como virou ministro
“Eu passava temporada na Universidade da Califórnia, Los Angeles. Encontrei Frei Betto casualmente nas férias, no Brasil. Trocamos cartões. Um belo dia, recebo e-mail me convidando para uma conversa com [o então ministro da Justiça] Márcio Thomaz Bastos em Brasília.”
Encontro com Lula
“Vi o Lula pela primeira vez no dia do anúncio da minha posse. Não falei antes, nem por telefone. Nunca, nunca.”
Sobre seus votos em Lula em 1989, 2002 e 2006 (depois do mensalão)
“Vou te confidenciar uma coisa, que o Lula talvez não saiba: devo ter sido um dos primeiros brasileiros a falar no exterior, em Los Angeles, do que viria a ser o governo dele. Havia pânico. Num seminário, desmistifiquei: 'Lula é um democrata, de um partido estabelecido. As credenciais democráticas dele são perfeitas'. Eu não me arrependo dos votos, não. As mudanças e avanços no Brasil nos últimos dez anos são inegáveis. Em 2010, votei na Dilma.”
Sobre possível atuação política
“Nunca fiz política. Estudei direito na Universidade de Brasília de 75 a 82, na época do regime militar. Havia movimentos significativos. Mas estive à parte. Sempre entendi que filiação partidária ou a grupos, movimentos, só serve para tirar a sua liberdade de dizer o que pensa.”
Racismo
“A imprensa brasileira é toda ela branca, conservadora. O empresariado, idem. Todas as engrenagens de comando no Brasil estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras. O Brasil ainda não é politicamente correto. Uma pessoa com o mínimo de sensibilidade liga a TV e vê o racismo estampado aí nas novelas.”
Herança do Ministério Público
“O que eu tenho do MP é esse espírito de preocupação com a coisa pública. Mesmo porque não morro de amores por direito penal. Sou especialista em direito público.”
Prazer em condenar?
“É uma decisão muito dura. Mas é também um dever. O problema é que no Brasil não se condena. Estou no tribunal há sete anos, e esta é a segunda vez que temos que condenar. Então esse ato, para mim e para boa parte dos ministros do STF, ainda é muito recente.”
Consequências da Ação Penal 470
“Haverá uma vigilância e uma cobrança maior do Supremo. Este julgamento tem potencial para proporcionar mudanças de cultura, política, jurídica. alguma mudança certamente virá.”
Caso Collor e PC como mequetrefe
“Tinha um ex-presidente fora do jogo completamente. E, além dele, o quê? O PC, que era um mequetrefe.”
Herói?
“Isso aí é consequência da falta de referências positivas no país. Daí a necessidade de se encontrar um herói. Mesmo que seja um anti-herói, como eu.”
 
 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/10/joaquim-barbosa-diz-que-votou-em-lula-e.html

Lula e o PT vencem nas urnas os demotucanos, o 'mensalão' e a Globo


De 83 municípios com mais de 200 mil eleitores:

- Em 33 liquidou a fatura no primeiro turno. O PT venceu em 8 como cabeça de chapa (fora outros casos em que coligou-se).

- Nas outras 50 cidades, o PT disputa em 22 como cabeça de chapa.

- Em São Paulo, na capital onde a eleição foi mais nacionalizada, o 'mensalão' explorado exaustivamente por José Serra não conseguiu abater Haddad, que chegou praticamente empatado com Serra no primeiro turno e entra fortíssimo no segundo turno. Só não digo que Haddad é favorito, porque não se ganha eleição subindo em salto alto, então não há favoritismo sem uma campanha dura, ganha voto a voto, com a militância dando o máximo de si. No ABC o PT continua fortíssimo. Ganhou São José dos Campos, a cidade do Pinheirinho. Levou a eleição de Campinhas para o segundo turno, coisa que os adversários consideravam impossível.

- Em Minas, faltou o segundo turno em Belo Horizonte, mas Patrus fez bonito, numa eleição complicada. Conseguiu uma votação expressiva, com mais de 40% dos votos úteis, e resgatou o voto idológico do eleitorado que estava órfão desde 2008. A não vitória de hoje, prenuncia a vitória amanhã, pois o PT voltou a principal força de oposição. Agora se olharmos para o interior, o PT saiu vitorioso em diversas cidades importantes e está no segundo turno em outras. O estrago sobre as bases de Aécio foi grande.

- A maior derrota do PT foi em Recife. Divisões internas e com os ex-aliados regionais, acabaram por inviabilizar uma candidatura que tinha tudo para ser forte. A própria mensagem ficou confusa ao eleitorado. De qualquer forma quem venceu na cidade foi um partido de centro, o PSB, aliado nacionalmente. Não foi a oposição demotucana.

Nenhum partido teve hegemonia nestas eleições. O voto foi pulverizado entre vários partidos. Mas os partidos da base governista no campo federal conquistaram ampla maioria dos votos e das cidades.

A Globo e seus comparsas de PIG (Partido da Imprensa Golpista) queriam acabar com a raça de Lula e do PT. Levaram uma sova. Quem sai menor do que entrou nestas eleições são os demotucanos.

A cambada do golpe hundurenho sofreu baixas. Mas ainda há 50 batalhas em 50 cidades no segundo turno. Cada uma é também uma cidadela a conquistar. 

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

Urnas mostram que povo não culpa PT pelo mensalão





Há dois meses que a direita midiática brasileira divulga uma realidade paralela na qual todos os seus sonhos se materializariam. O primeiro desses sonhos se refere a Lula, que teria perdido influência junto ao povo. O segundo sonho envolve o PT, que estaria em vias de extinção política. E tudo isso estaria ocorrendo devido ao julgamento do mensalão.
As pesquisas de intenção de voto também vinham sendo cruéis com os petistas por terem mostrado uma realidade paralela que, ao fim do processo eleitoral em primeiro turno, deixou de ser “realidade” e voltou a ser a fantasia que sempre foi.
Temos, porém, que nos deter nesse capítulo: umas duas dezenas de horas antes de fecharem-se as urnas o instituto Datafolha divulgou quadro sobre a disputa eleitoral em São Paulo que não corroborava a teoria sobre a “morte” do PT que os donos desse instituto, entre outros, vinham alardeando, e idealizava o segundo turno dos sonhos da mídia e do PSDB.
No sábado, horas antes da eleição, o Datafolha afirmava que José Serra e Celso Russomano eram os mais cotados para ir ao segundo turno. Todavia, fechadas as urnas, todos descobriram o que este blog vinha dizendo ser a verdade: o instituto de pesquisas do jornal Folha de São Paulo havia produzido uma realidade em vez de se limitar ao dever de relatá-la.
No Datafolha, durante toda a campanha do primeiro turno, Fernando Haddad nunca ficou em segundo lugar, numericamente. Mas ficou nas urnas, que é o que importa.
Todavia, não foi por outra razão que este blogueiro e o doutor Antonio Donizeti da Costa, diretor-jurídico do Movimento dos Sem Mídia, varamos dias a fio elaborando uma denúncia contra fraudes em pesquisas que envolvia o Datafolha e o instituto que é considerado sua antítese, o Vox Populi. Sabíamos que havia algo errado com as pesquisas de um deles. Agora, todos sabem qual é.
Sobre a realidade paralela que a mídia tucana criou, sobre a pseudo débâcle do PT e de Lula, os fatos falam por si. Sobre “efeitos políticos” que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o ministro do Supremo Marco Aurélio de Mello e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso torciam para que resultasse do julgamento do mensalão, não se materializaram.
Talvez a melhor tradução do recado do povo à direita midiático-judiciária seja a eleição em primeiro turno do candidato do PT a prefeito de Osasco, Jorge Lapas. Para quem não sabe, ele substituiu o deputado João Paulo Cunha, recentemente condenado (sem provas) pelo Supremo Tribunal Federal.
Pois bem, o STF impediu a candidatura de um petista e o povo, então, elegeu outro petista. O recado do povo de Osasco foi claríssimo: não acreditamos no julgamento que condenou João Paulo e, então, vamos votar no candidato que ficou em seu lugar. Ponto.
Por todo o país, o PT teve um desempenho tão além do que a mídia previa que até (pasmem) Merval Pereira reconheceu, na Globo News, que “o julgamento do mensalão não teve o efeito esperado”. Ora, Merval, se você lesse a blogosfera – ou ao menos este blog – teria descoberto isso antes.
Claro que o PT ainda pode não vencer em cidades-chave como São Paulo, mas isso, se ocorresse, não mudaria a vitória imensa que o partido obteve no primeiro turno. Nas maiores cidades, o PT certamente é, ao lado do PSB, o partido que mais elegeu vereadores e prefeitos em primeiro turno. Em breve os números estarão aí para quem quiser comprovar.
Mas, para não dizerem que não falei de flores, vamos ao que julgo que ocorrerá em São Paulo no segundo turno.
Gabriel Chalita já avisou que deve se compor com Haddad – até porque, é inimigo figadal de José Serra. Quanto a Celso Russomano, independentemente do que possa querer os eleitores que estavam consigo devem migrar, em expressiva maioria, para o candidato do PT.
Explico: o eleitorado que votou em Russomano é da periferia, do chamado “cinturão vermelho” de São Paulo, um eleitorado entre o qual o PT sempre vence em qualquer eleição para cargos majoritários, seja para prefeito, governador ou presidente. Esse eleitorado estava com Russomano porque julgava que era ele quem tinha mais chance de derrotar Serra.
Sobre o tucano, sua enorme rejeição reside, em grande parte, sabe entre que eleitorado, leitor? Entre o de Haddad e o de Russomano. Não que não exista quem rejeite Serra entre o eleitorado de Gabriel Chalita, mas a periferia paulistana é que dava base a Russomano porque apostava nele para impedir que o atual modelo de gestão de São Paulo prosseguisse.
Claro que, para Haddad, será muito mais duro enfrentar Serra do que o frágil Russomano, que tinha votos emprestados do petista. Afinal, a mídia cairá matando em cima de Haddad para tentar salvar a carreira política do seu aliado tucano. Todavia, Serra não terá mais a ajudinha do Datafolha, que sai desmoralizado do primeiro turno.
O Datafolha pode até praticar suas bruxarias, mas, desta vez, o eleitorado já saberá que não deve lhe dar muita bola.
Claro que mídia e Serra vão tentar, mais uma vez, oferecer mensalão aos paulistanos em vez de propostas para melhorar a cidade. Contudo, mais uma vez o prognóstico deste blog é o de que colherão o mesmo resultado que colheram em todas as eleições nas quais apostaram nessa “bala de prata”.
Quem enxerga o que a direita midiática tenta fazer no Brasil e percebe quão antidemocrático  é, portanto, tem motivos de sobra para comemorar. Como foi dito incontáveis vezes nesta página, a maioria esmagadora do povo não está nem aí para o mensalão. A direita pode ter a mídia e o STF, mas não tem povo – que, ao fim, é quem manda.

http://www.blogdacidadania.com.br/2012/10/urnas-mostram-que-povo-nao-culpa-pt-pelo-mensalao/

domingo, 7 de outubro de 2012

JUSTIÇA TUKANA CENSURA A FOLHA BANCÁRIA


Grupo Beatrice


Folha Bancária censurada por Serra



Ação contra jornal dos trabalhadores que trazia reportagem sobre eleição do dia 7 foi recolhido e retirado do site do Sindicato
São Paulo - A Folha Bancária foi censurada. Um policial militar e uma oficial de Justiça estiveram na sede do Sindicato na noite desta quinta-feira 4, além das regionais da entidade, com ordem de busca e apreensão da última edição da FB. A representação protocolada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo (Bela Vista – Capital) na mesma quinta-feira, foi assinada pela juíza Carla Themis Lagrotta Germano, e previa inclusive ordem de arrombamento, “se necessário”.

A censura teve origem em pedido da coligação do candidato José Serra (Avança São Paulo – PSDB, PSD, DEM, PV e PR) que solicitou o recolhimento dos exemplares daFolha Bancária, além da retirada da versão online do site. O mandado afirma que a “matéria denigre a imagem” de Serra.
O jornal trazia na última página reportagem que analisava as propostas e trazia o histórico dos candidatos que lideram a pesquisa à prefeitura de São Paulo: Russomano, Serra e Haddad. Também declarava o apoio da maioria da direção executiva da entidade a Fernando Haddad (PT), o único a receber e se comprometer com a Agenda da Classe Trabalhadora.
“O Sindicato tem quase 90 anos de existência e sempre lutou pela democracia e pela liberdade de expressão. Desde o ano passado estamos fazendo o debate, com os bancários, do que afeta a qualidade de vida dos trabalhadores. Além da campanha salarial e por melhores condições de trabalho, somos um sindicato cidadão se preocupa com a cidade, o estado e o país em que os trabalhadores vivem. Sabemos da importância desse debate”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. "Os trabalhadores têm direito a analisar as propostas dos candidatos. Pode haver divergência, mas repudiamos a censura”, ressalta a dirigente, lembrando que a FB coloca em prática o bom jornalismo. “Não denegrimos a imagem de ninguém. Só não pudemos noticiar o plano de governo de um dos candidatos que não tem seu material divulgado nos sites oficiais da campanha.”
Dados – O jornal Folha Bancária circula desde 1939, o site do Sindicato está no ar desde 2005. É a primeira vez que sofrem censura.
O advogado do Sindicato, Luiz Eduardo Greenhalgh, estranha o desrespeito com que a liminar foi cumprida no Sindicato. “Entraram. Foram recepcionados por funcionários do Sindicato e invadiram as dependências. Comportamento estranho, que não é a conduta costumeira da Justiça eleitoral de São Paulo”, afirma. “Com relação ao mérito vamos contestar e tentar suspender a busca e apreensão.”
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, está sendo usurpado o direito de informação dos trabalhadores. “Todos os veículos se expressam e respeitamos. Defendemos a liberdade de imprensa, o direito à livre manifestação e foi isso que colocamos em prática. É o nosso ponto de vista, podem concordar ou discordar, mas não censurar”, ressalta o dirigente.
Revista do Brasil – Esta é a terceira vez que Serra investe contra a liberdade de expressão dos trabalhadores, quando o assunto não lhe agrada. Em 2006 e 2010, duas edições da Revista do Brasil, uma que trazia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outra com a então candidata à presidência Dilma Rousseff, foram censuradas por solicitação da coligação tucana à época daquelas eleições. A Revista do Brasil é mantida por cerca de 60 sindicatos de diversas categorias profissionais.

Cláudia Motta

No Sindicato dos Bancários

http://contextolivre.blogspot.com.br/2012/10/folha-bancaria-censurada-por-serra.html

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O material censurado da Folha Bancária
Enviado por luisnassif, sex, 05/10/2012 - 10:26

Por Osvaldo Ferreira

Este é o material contido na Folha bancária que foi censurada ontém à noite mediante liminar concedida por Juiz de São Paulo e prontamente cumprida pela Polícia do PSDB. Ora, o candidato Serra não apresentou programa de governo e apresentou ao TRE propostas genéricas como manda a lei. O mesmo ocorreu com o candidato Russomano, que não apresentou sequer ao eleitor um programa de governo. Apenas Haddad detalhou suas propostas no TRE e na campanha eleitoral. Logo, o que há de ilegal na Folha Bancária?

Mas a mídia tukana pode tudo...


É a justiça da CASA GRANDE...