quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Lula vira a estrela na festa da Pirelli com Sophia Loren



A Pirelli resolveu lançar seu calendário de fotos 2013 tendo como tema o Rio de Janeiro, e com foco mais social, escolhendo modelos envolvidas com ONG's e com as fotos delas com sensualidade mais discreta do que nos anos anteriores, vestidas, e fotografadas inseridas na cena urbana do cotidiano carioca.

A preocupação com a responsabilidade social incluiu a premiação ao presidente Lula pelo seu legado durante os 8 anos que governou o Brasil. A homenagem foi durante a festa de lançamento do calendário no Rio, com a presença da atriz Sophia Loren, dos atores Owen Wilson, Rodrigo Santoro, Sônia Braga, o piloto Felipe Massa, a top-model Isabeli Fontana, os cantores Carlinhos Brown e Marisa Monte, o piloto Felipe Massa, além do presidente da Pirelli e do magnata Eike Batista, entre outros.

Sophia Loren, a encarregada de entregar o prêmio ao presidente Lula, tinha manifestado vontade de conhecer e conversar com Lula. Conseguiu.

Owen Wilson também pediu para tirar uma foto com Lula, no meio do jantar.

Em seu discurso, Lula elogiou Sophia Loren, avaliou os avanços econômicos e sociais que o país passou nos últimos anos e que fizeram o Brasil mais respeitado no mundo. Disse que "o Brasil não desperdiçará o século 21, como fez com o 20", sendo calorosamente aplaudido pelos cerca de 600 convidados.

O vídeo com o "making off" do calendário é este:

Alckmin e a crise da segurança de SP

Por Renato Rovai, em seu blog:

Ontem em uma entrevista coletiva sobre o caos na segurança pública de São Paulo e as chacinas da periferia, o governador Geraldo Alckmin ao fazer seu balanço afirmou que está na hora de discutir a legislação federal que, segundo ele, seria frágil do ponto de vista da punição, principalmente para os jovens.

Na entrevista, o governador insistiu em falar a palavra federal, numa clara tentativa de buscar tirar do seu colo o massacre das últimas semanas. Alckmin não disse claramente, mas insinuou que vai iniciar uma cruzada pela mudança da legislação no que diz respeito à maioridade penal e a penalização de menores.

A entrevista do tucano deu a senha para que, principalmente, comunicadores de rádio, começassem a tocar bumbo no sentido de que “as coisas não podem mais continuar do jeito que estão”.

E aí surgem as soluções: diminuição da maioridade penal e penas mais duras. Entre eles, alguns já começam a pedir a aprovação da pena de morte no país.

Não se discute por que no momento em que São Paulo vive uma das suas piores crises de segurança o Rio de Janeiro esteja conseguindo melhorar em muito a sua gestão neste setor, obtendo bons resultado no processo de pacificação de parte do seu território.

Essas contraditórias realidades não são debatidas na mídia tradicional paulistana. O umbigo tucano paulista não permite que experiências bem sucedidas em outros estados sejam sequer discutidos. E nem que os resultados de diferentes políticas públicas sejam confrontados.

A São Paulo tucana é o centro do mundo e se há algo errado aqui o problema são os outros. A lei federal é que é responsável pelas centenas de assassinatos das últimas semanas e não os erros acumulados nos sucessivos governos tucanos.

Aliás, os erros desses sucessivos governos tornaram os aparelhos de segurança no estado tão ruins ou piores do que eram na época da ditadura militar. A polícia de São Paulo não é democrática e o cidadão comum, principalmente de periferia, não confia nela. No máximo, a teme. Até por saber que ela está contaminada por membros ativos na cadeia do crime. Tanto que muitos dos policiais assassinados no recente período são da corregedoria. E o cidadão esclarecido sabe que quem confronta o policial da corregedoria não é o bandido clássico, mas o bandido policial que é investigado por esse departamento.

Mas, Alckmin continua fazendo de conta. E no seu mundo de faz de conta, tem a mídia tradicional para lhe fazer coro. E o grito da vez será endurecer a lei para que mais jovens pretos e pobres sejam confinados e retirados da vida social. Permitindo que os bandidos de fato continuem o massacre.

A crise é tão pesada, que as pessoas estão com medo, inclusive, de tratar do problema de forma clara. Incluindo jornalistas e estudiosos de segurança.

André Camarante, da Folha de S. Paulo, está vivendo fora do Brasil porque ousou fazê-lo. E a Folha está calada em relação a isso porque não ousa desagradar os tucanos. E Alckmin? Ué, ele culpa o federal. E pede uma lei mais dura, bem dura. Para jovens, que em geral são pretos e pobres.
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/11/alckmin-e-crise-da-seguranca-de-sp.html

Dilma e o controle remoto



É sempre preferível o ruído da imprensa livre do que o silêncio da ditadura


A frase em epígrafe tem sido proferida pela presidente Dilma Rousseff desde a sua posse no cargo, em 1º de janeiro de 2011. A última vez em que a proferiu publicamente foi em 7 de novembro último, na abertura 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, logo após a mídia ter tentado destruir o PT eleitoralmente durante a campanha eleitoral deste ano.
Essa frase, que já se tornou um mantra da presidente, incomodou parcela da sociedade que apóia o governo e que está revoltada com o uso político que tem sido feito de concessões públicas de rádio e televisão, sobretudo no sentido de pressionar o Judiciário a condenar os réus da ação penal 470.
Há, ainda, outra frase de Dilma que vem desde a campanha eleitoral de 2010. Nas suas várias declarações sobre o tema comunicação, a presidente sempre disse que o único controle de mídia que ela leva em consideração é o controle remoto, de forma que quem queira possa mudar de canal de TV ou de emissora de rádio.
“Não conheço outro tipo de controle [da mídia]”, repete a mandatária sempre que alguém fala do assunto.
Sob esse espírito, Dilma, assim que assumiu, engavetou projeto de regulação da mídia deixado por seu antecessor e padrinho político, um projeto elaborado pelo ex-ministro Franklin Martins após exaustivas consultas a órgãos reguladores da mídia dos países desenvolvidos e infindáveis estudos sobre as legislações desses países.
Em novembro de 2010, no apagar das luzes do governo Lula, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) promoveu o seminário internacional “Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias”. O encontro trouxe a Brasília os titulares das agências de regulação da mídia de países como Reino Unido, França e Canadá, entre outros.
Quem, como este que escreve, acompanhou aquele Seminário, sabe muito bem que a regulação da mídia que se pretende para o Brasil não difere em nada das legislações das democracias mais avançadas do planeta.
Na França, por exemplo, existe a Autorité de Régulation des Communications Electroniques et des Postes (Arcep); na Inglaterra, há o Office of Comunications (Ofcom); nos Estados Unidos, há o Federal Communications Commission (FCC). E por aí vai.
No Brasil, a mídia e sua militância dizem que esses órgãos se limitam ao papel que a Anatel exerce aqui, o que não é verdade. A Anatel regula relações comerciais, mas não fiscaliza uso político de concessões públicas de rádio e televisão e tampouco atua para impedir a formação de oligopólios como fazem as agências dos países ricos.
Só para que se possa mensurar a dimensão da anomalia comunicacional brasileira, não existe, em nenhuma parte do mundo desenvolvido, um império de comunicação como o da Globo, que, nos Estados Unidos, por exemplo, teria que ser fatiada e vendida. Há grupos maiores pelo mundo, mas não se concentram em um país só.
O império de Rubert Murdoch ou o de Carlos Slim se espraiam por vários países. Em um país só, a Globo é o maior.
Outra balela sobre a regulação da mídia é a de que seus defensores pretendem “censurar conteúdo” como na Argentina, na Venezuela ou no Equador. É balela porque nenhum desses países censurou a mídia. Em todos eles, basta ligar a televisão ou comprar um jornal para constatar que os governos continuam sendo duramente criticados.
Não foi à toa que Frank la Rue, relator especial da ONU para a liberdade de expressão e opinião, deu a seguinte declaração sobre a “ley de medios” argentina:
Creio ser o mais avançado que existe em termos de liberdade de expressão na América Latina e certamente um exemplo para o mundo”.
Dilma Rousseff não é nenhuma tolinha. Ela sabe muito bem, portanto, que as propostas de regulação da mídia que vêm sendo feitas no Brasil não contêm nenhum tipo de intenção de censura de conteúdo. Ela sabe, também, que a legislação brasileira é profundamente anacrônica, oriunda da primeira metade do século XX, quando não existiam as plataformas de mídia que existem hoje e a televisão era, ainda, um artigo de luxo.
Por que, então, a presidente se vale do escapismo sobre o “controle remoto” toda vez que se manifesta sobre o assunto regulação da mídia? Por que o governo está condenando o Brasil a continuar com uma comunicação de massas de republiqueta bananeira?
O Blog fez algumas consultas a pessoas próximas à presidente que preferem se manter no anonimato. A postura de Dilma não deriva de medo da mídia, que já faz, hoje, tudo que pode para desmoralizar seu governo e pressionar a Justiça contra esse governo e contra o partido da presidente. Dilma teme é o Legislativo…
Não existe clima no Congresso para aprovação de uma legislação sobre comunicação inspirada nas legislações dos países em estágio civilizatório mais avançado, como Estados Unidos e os países da União Europeia.
Enorme parcela do Congresso é composta ou de donos de meios de comunicação ou de políticos ligados a tais meios, simplesmente porque, em um país deste tamanho, sem uma estratégia e alguma força em termos de comunicação é muito difícil um político se eleger.
Não confundamos a eleição majoritária de um presidente da República com as eleições de vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e prefeitos de milhares de pequenos municípios. Esses, dependem muito mais da boa vontade das mídias locais.
A rejeição à civilização do país via regulação moderna da mídia, portanto, é apenas mais um dos vários sintomas do atraso paroquial que ainda aprisiona o Brasil. Este, manifesta-se em um Judiciário submisso ao capital e na promiscuidade entre políticos e meios de comunicação.
Uma proposta de lei da mídia fatalmente fracassaria no Congresso e seria alvo de bloqueio pelo Judiciário, mesmo que seja uma lei inspirada nas dos países mais avançados do mundo. E ainda poderia provocar uma ruptura do governo com partidos como o PMDB, por exemplo, no qual grande parte dos membros tem meios de comunicação.
A luta pela democratização da comunicação, neste momento, está sendo perdida pelos setores democráticos da sociedade. Não existe, ainda, a menor esperança de fazê-la avançar. Além disso, o Judiciário brasileiro não passa de braço dos interesses da elite racial, econômica e regional que infecta o país.
Se quisermos fazer a luta pela democratização das comunicações avançar, então, teremos que tomar alguns cuidados.
Toda vez que algum meio de comunicação comete algum excesso, os que batalham pela democratização desse setor logo pedem “ley de medios”. Isso dá a impressão de que uma legislação mais avançada impediria a mídia de atacar o governo.
Não é isso. A regulação da mídia versaria sobre propriedade cruzada, ou seja, sobre concentração de propriedade de meios de comunicação e sobre uso partidarizado de concessões públicas, mas não impediria críticas a governo algum desde que quem diverge pudesse ter o mesmo espaço. E isso só em concessões públicas, porque um jornal, por exemplo, poderia fazer o que quisesse.
A luta para democratizar a comunicação será árdua e não avançará muito neste governo e nesta legislatura. Ainda poderá levar muitos anos para que avance em um país desigual como o nosso, em que as elites ainda conservam tanto poder.
É muito mais provável que a tecnologia, ao continuar avançando, reduza o poder discricionário que os barões da mídia ainda detêm. Mesmo assim, isso pode demorar, talvez, uma década para produzir os efeitos democratizantes desejados.
Esses são os fatos. Se quiser, leitor, pode chorar. Mas cuidado com o discurso, porque a estratégia da direita midiática é usar o que dizemos para distorcer o que pretendemos, os que defendemos uma comunicação de país desenvolvido para o Brasil.

 http://www.blogdacidadania.com.br/2012/11/dilma-e-o-controle-remoto-2/

Ataulfo apura a mira: agora é a Dilma


No julgamento ele antecipou a cronologia, o cast e a dosimetria. Agora, o Golpe.

Saiu na colona (*) do Ataulfo Merval de Paiva, no Globo:

Situação delicada


(…)

Já não está sendo possível aceitar que tudo de ruim que acontece no seu governo seja culpa do antecessor, mesmo que ela não explicite essa acusação, apenas a insinue. E negue oficialmente quando, a exemplo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tentam explicar os fracassos de seu governo com uma suposta “herança maldita” deixada por seu antecessor e padrinho.

Afinal, a presidente Dilma já está na segunda metade de seu governo, foi a responsável pela nomeação de todos os ministros que já demitiu por suspeita de corrupção – e por sinal nada aconteceu a nenhum deles em termos concretos – e até mesmo essa chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, foi nomeada pela Dilma quando era Chefe do Gabinete Civil, e mantida no cargo a pedido de Lula.


Este ansioso blog tinha previsto – em “Rose é mequetrefe” – que o Golpe contra a Presidenta começaria a ser aplicado na Semana Santa.
O Ataulfo Merval o antecipou.
Desde que se imortalizou e ajudou a definir o ritmo, escolher os juízes e acertar o relógio do julgamento do mensalão (o do PT), o supra citado colonista (*) exibe aguda capacidade de antecipar – e provocar – eventos políticos.
Chega de intermediários: nem Lula nem Dirceu.
O alvo é o Governo trabalhista atual.
Como foram Vargas, Jango, Brizola e Lula.
A Globo não ganha eleição.
A Globo dá Golpe.
A Dilma é o Golpe da vez, vaticina o Ataulfo.


Em tempo: quem entender o significado da seguinte frase ganha direito a um chá na Academia: “E negue oficialmente quando, a exemplo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tentam explicar os fracassos de seu governo com uma suposta “herança maldita” deixada por seu antecessor e padrinho.” Oh, Vieira, onde estás que não respondes ?


Paulo Henrique Amorim


(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

 http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/11/27/ataulfo-apura-a-mira-agora-e-a-dilma/

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Blindar Gurgel é 'fazer pizza' com coisa muito séria



O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reclama de seu indiciamento no relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG), na CPI do Cachoeira. Chamou de "revanchismo". Porém, sem nenhuma razão, pois o deputado apenas cumpriu o seu dever, de forma irretocável. Se não indiciasse o procurador-geral estaria dando um "jeitinho", aliviando, e produzindo "pizza".


Não adianta Gurgel chamar de "revanchismo". A única saída para ele seria rebater objetivamente ponto por ponto as provas irrefutáveis apresentadas contra si (o que parece ser impossível, pelas próprias tentativas anteriores).

As provas são tão inequívocas, que o Procurador-Geral entrou com mandato de segurança no STF pedindo em caráter liminar a proibição de outros procuradores investigá-lo, através do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). Ora, quem, inocente, se recusaria a ser investigado por seus próprios pares? Imaginem um general se recusar a responder um IPM (Inquérito Policial Militar), diante de algum episódio nebuloso. Com que moral ele poderia continuar comandando suas tropas?

Antes de ir ao texto do relatório, cabe alguns comentários:

1. Foi o próprio Gurgel quem despertou as suspeitas sobre si mesmo, ao paralisar as investigações da Operação Vegas, em 2009, quando esta caiu em suas mãos. Poderia ter admitido erro, pelo menos. Em vez disso apresentou explicações que caíram em contradição e, infelizmente, a emenda saiu pior do que o soneto, confirmando que algo de muito errado foi feito.

2. É imperioso ao crime organizado infiltrar-se nas entranhas do Estado, arregimentando agentes estatais encarregados do efetivo combate à criminalidade. O alto poder de corrupção do crime organizado, fazendo com que pessoas do Estado participem da atividade, causa inércia, ou melhor, paralisação estatal no combate ao crime.

Quando Gurgel paralisou a investigação da Operação Vegas, independentemente de qual tenha sido a sua intenção, ficou exposta uma vulnerabilidade da Procuradoria à influência da organização criminosa. Isso é algo muito grave para ser varrido para baixo do tapete, e a instituição Ministério Público é a maior interessada em não deixar margem para qualquer tipo de dúvidas que possa macular sua imagem. É o próprio Procurador-Geral quem deveria pedir uma investigação sobre seus atos que suscitaram dúvidas, para o próprio bem da instituição que comanda.

3. O relator provou com a análise da cronologia dos fatos, com os depoimentos dos delegados federais, com as respostas por escrito do próprio Roberto Gurgel, e com as leis e regras a que um Procurador-Geral deve obediência, que houve infração.

Está certo o relator, e estão errados os parlamentares que querem blindar Gurgel, retirando seu indiciamento do relatório. Isso é "fazer pizza" com coisa muito séria, diante de provas robustas e que o procurador-geral não conseguiu refutá-las.

http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/psdb-quer-pizza-de-gurgel

Del Nero: PF bate na trave da Globo.


O controle da Globo sobre o futebol brasileiro não se exerceria sem Varões de Miami como Ricardo did you accept the bribe ? Teixeira, Andres Sanches e Del Nero.



Saiu na Folha (*):


PF faz busca e apreensão na casa do presidente da FPF

O presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol) e vice-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Marco Polo Del Nero, foi detido na madrugada desta segunda-feira em sua residência em São Paulo pela Polícia Federal.

O dirigente está na presidência da FPF desde agosto de 2003. Neste ano, ele assumiu a vice-presidência da CBF após José Maria Marin assumir o cargo de presidente em virtude da renúncia de Ricardo Teixeira.


Saiu também na Folha (*)

Andres Sanchez vai pedir demissão da CBF

Andres Sanchez, 48, deve se demitir do cargo de diretor de seleções da CBF nesta segunda-feira. O anúncio provavelmente será no início da tarde, em entrevista coletiva durante a Soccerex, feira sobre futebol que ocorre no Rio.

Antes, o cartola pretende avisar José Maria Marin, presidente da CBF, de seu pedido de demissão. Andres ficou contratariado com a demissão do técnico Mano Menezes da seleção, na sexta-feira.

Coube ao diretor de seleções informar o treinador e ainda dar uma entrevista coletiva para explicar a decisão. “Eu não concordei, fui voto vencido”, disse um constrangido Andres Sanchez na sede da Federação Paulista de Futebol.

Marin e seu vice, Marco Polo Del Nero, não se manifestaram sobre a demissão de Mano.

Segundo interlocutores de Andres ouvidos pela Folha, o dirigente também estaria irritado com o fato de Marin e Del Nero terem iniciado, sem consultá-lo, contatos com Luiz Felipe Scolari para substituir Mano.






O futebol brasileiro, o Brasileirinho e a Selecinha, como se sabe, são subsidiárias da Globo, altamente rentáveis.

Clique aqui par ver que “se você aguenta assistir ao Galvão, não entende por que o Mano caiu”.

Assim, como a F-1, evento em que atletas brasileiros são induzidos a perder e é patrocinado pela Petrobrás …

O Brasil é o país do mundo que mais dá bola à F-1 – por causa da Globo, que, agora, faz campanha maciça do evento, porque desaba no Globope.

O Clube dos 13 e a Globo são como o Gurgel e o Demóstenes – e, agora, o Gurgel e o Sarney: a corda e a caçamba.

O controle da Globo sobre o futebol brasileiro não se exerceria sem Varões de Miami como Ricardo did you accept the bribe ? Teixeira, Andres Sanches e Del Nero.

Presidente do Corinthians, Andres chegou a dizer que a Globo é composta de gangsters, mas, mesmo assim, adora a Globo.

Vamos ver se a Polícia Federal chega à Globo, na hora em que meter a mão no câncer.

Os “telejornais” da manhã da Globo desta segunda-feira pouparam Del Nero do constrangimento.

Afinal, business is business.


Paulo Henrique Amorim



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Jornal Nacional 'engasga' e não veicula operação da PF sobre vice da CBF



O Jornal Nacional da TV Globo de segunda-feira encerrou de forma inusitada, com o apresentador Willian Bonner pedindo desculpas por "problemas técnicos que impediram de veicular" matéria sobre a Operação da Polícia Federal que investiga duas organizações criminosas, uma de doleiros que fizeram remessas ilegais para o exterior, e outra de policias e advogados que faziam espionagem criminosa sobre dados sigilosos.

Entre as vítimas já identificadas da arapongagem estão um senador, ex-ministros, prefeitos, desembargadores e, curiosamente... uma filial de "uma Rede de TV". A Polícia Federal não divulgou os nomes.

Um dos alvos de busca e apreensão foi o presidente da Federação Paulista de Futebol e vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. A operação não teve relação com futebol, mas ao contrário do que disse Bonner, teve a ver sim com o escritório de advocacia criminalista de Del Nero. O próprio cartola, na TV Record, desmentiu Bonner, dizendo que teria obtido informações da organização acreditando serem legais, como trabalho de despachantes.

Por coincidência, a TV Globo sempre manteve boas relações comerciais com a cartolagem do futebol brasileiro, onde conquista os direitos de transmissão dos campeonatos e da seleção, desde os tempos de Ricardo Teixeira.

Se eu fosse desconfiado, eu acharia que uma emissora que comete essa falha, estaria com algum rabo preso e quereria esperar ver o que todo mundo publica sobre a operação, para só depois noticiar.TV

Record noticiou:


http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/11/jornal-nacional-engasga-e-nao-veicula.html

Mesmo sabendo do estado falimentar, a CEF aportou R$ 600 milhões no Grupo Rede



A Rede Energia, quando já estava em estado falimentar em 2010, recebeu da Caixa Econômica Federal (CEF) um aporte de R$ 600 milhões com recursos do FGTS: uma transação temerária com o dinheiro do trabalhador.


O BNDES e a CEF têm 41% do capital do Grupo Rede (16% e 25%, respectivamente). Jorge Queiroz de Moraes Jr., tem 29%.

Os outros 30% pulverizam-se no mercado. Quem estiver nesse varejo constatará que o ativo em passivo se fez: a Rede Energia, como fez com a Celpa, negocia vender-se por R$ 1 à Equatorial Energia e a CPFL, que assumirão uma dívida bilionária.

> O que houve com o Grupo Rede?

A pergunta que eu desejaria ver respondida: como é que uma empresa com os números abaixo em seu portfólio chega à insolvência? Alcances contábeis indevidos? Gestão temerária?




> Sócio majoritário pede recuperação judicial do Grupo

Como fez com a Celpa, o Grupo Rede começou o ritual: na sexta-feira (23) Queiroz protocolou, em São Paulo, pedido de recuperação judicial para tentar reduzir a dívida. Ato contínuo, a CPFL e a Equatorial pedirão à Aneel as mesmas concessões deferidas à Celpa e a operação será concretizada.

> Negócios privados com dinheiro público

Os olhos dos Ministérios Públicos e da imprensa, voltados somente às traquinagens dos políticos, não se voltam aos prejuízos que negócios privados com dinheiro público protagonizam no Brasil: caso esses valores fossem levantados as peripécias dos políticos seriam troco.

Agora mesmo, a Aneel acaba de fazer outro favor à Celpa: dispensou-lhe as multas que já foram geradas e que ainda poderão surgir até 2015 (é o primeiro caso de dispensa futura que eu ouço falar). Esse valor pode chegar a R$ 300 milhões e poderia ser usado na melhoria do sistema no Estado.

> Ao consumidor, o aumento da conta

Para resumir a ópera, nessa história do Grupo Rede, todos os envolvidos ganham uma luz, mas o consumidor final só ganhou um considerável aumento na sua conta de energia.

http://pjpontes.blogspot.com.br/2012/11/mesmo-sabendo-do-estado-falimentar-cef.html

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Só 29% dos paulistanos apoiam o governador tucano Geraldo Alckmin




A pesquisa do Datafolha apontou que o índice de paulistanos que consideram o governo ótimo ou bom caiu de 40% em setembro de 2012 para 29% na última quinta-feira, 22 de novembro. No mesmo período, o percentual dos que avaliam a gestão como ruim ou péssima subiu de 17% para 25%. Há dois meses, o índice de quem acha o governo regular era de 40%. Agora, subiu para 42%. A derrubada da aprovação do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), de acordo com o estudo, é a onda de violência que atinge São Paulo. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A pesquisa aponta que a avaliação de Alckmin no quesito segurança é pior do que a do então governador Cláudio Lembo durante os ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) em maio de 2006, quando 154 pessoas morreram em oito dias. Alguns indicadores oficiais apontam que a violência está aumentando durante a atual crise. Em outubro, o número de vítimas de homicídios dolosos (praticado com a intenção de matar) saltou 113% quando comparado ao mesmo mês de 2011. Para 55% dos paulistanos, Alckmin é responsabilizado diretamente pelos ataques. Além disso, 71% (ou 3 em cada 4 pessoas) acredita que o governador está escondendo informações sobre as mortes das últimas semanas

Lula e Dilma na frente. Bye-bye Supremo !



O Globope reforça a tese deste ansioso blog: o candidato da elite (es-pecialmente a separatista, de SP) é e sempre será o Cerra. Ele é o rei do recall.


Saiu no Globope, segundo o Estadão:

Dilma supera Lula em pesquisa Ibope sobre a eleição presidencial de 2014

Na pesquisa espontânea, ou seja, sem que o Globope oferecesse nomes aos pesquisados, a dupla Lula Dilma – ou Dilma Lula, é absoluta: tem 47% (ou, 28% para Dilma e 19% para Lula). PHA

Do lado da oposição, apenas três nomes superaram o traço na espontânea: dois tucanos, José Serra (4%) e Aécio Neves (3%), e uma ex-presidenciável que está sem partido, Marina Silva (2%). Juntos, os demais nomes citados somam 2%.

A taxa dos que não souberam dizer, espontaneamente, em quem votariam para presidente se a eleição fosse hoje chegou a 39%. (…)

Faltando dois anos para a eleição, o total de 44% de eleitores sem candidato é baixo, em comparação a outros pleitos.

Em fevereiro de 2010, oito meses antes de irem às urnas para escolher o sucessor de Lula, 52% não tinham candidato na ponta da língua (Ibope) – e outros 23% citavam o nome do então presidente, que era inelegível. Na prática, só 1 a cada 4 eleitores sabia dizer, espontaneamente, o nome de um candidato viável.

Hoje, segundo o mesmo Ibope, nada menos do que 55% dos eleitores têm o nome de um presidenciável viável na ponta da língua – e 4 de cada 5 desses eleitores citam Dilma ou Lula.

(…)

O que não muda é o fato de o Ibope mostrar que, em dois anos de governo, Dilma deixou de ser um “poste” plantado por Lula, e passou a ter luz própria. O fato de ela liderar sozinha na pesquisa espontânea mostra que seu desempenho no cargo a transformou em candidata natural à própria sucessão, independentemente de Lula.

A presidente é mais citada espontaneamente no Nordeste (31%), na classe C (27%), nas cidades com menos de 100 mil habitantes, por jovens de 16 a 24 anos (31%), por quem tem escolaridade intermediária (29% entre quem cursou até da 5.ª à 8.ª série). Lula vai melhor entre os mais velhos e entre os mais pobres.

(…)

Em tempo: o Conversa Afiada não leva essas pesquisas a sério. Trata delas para extrair o significado político que elas querem impôr. O Estadão, por exemplo. Pegou essa pesquisa aí e destacou o fato de o nome da Dilma ser mais citado que o do Lula. É uma tentativa de sepultar o Lula antes de morto. Inútil, como se sabe.


O Globope foi às ruas entre 8 e 12 de novembro, quando o Dirceu e o Genoino eram trucidados, sem provas.


Quando prevalecia a versão do jornal nacional, que dedicou ao enforcamento 18′.

O Supremo bem que se esforçou: descreveu a Política como um “jogo desenfreado” e pregou a República dos sábios e puros de Platão: a dos ministros do Supremo.

Porém, o Supremo não elegeu o Cerra em São Paulo.

Nem atingiu o Lula (que já disse que não é candidato) ou a Dilma (que é a candidata, inclusive do PSB).

Clique aqui para ler o que disse o Ciro.

O Globope reforça a tese muitas vezes confirmada deste ansioso blog: o candidato da elite (especialmente a separatista, de São Paulo) é e sempre será o Padim Pade Cerra.

Ele é o rei do recall.

E de recall em recall, com mais grana e mais PiG (*), ele pouco a pouco afoga o Aécio Never na praia do Lido, de Copacabana.

Se, até lá, o Cerra continuar inimputável e o brindeiro Gurgel não investigar a denúncia de aceleração do patrimônio do Aécio em Minas.

Em tempo2: a Globo não ganha eleição. A Globo dá Golpe.

Clique aqui para ler “Rose é o ‘fato’ que faltava”.

Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/11/25/lula-e-dilma-na-frente-bye-bye-supremo/

sábado, 24 de novembro de 2012

Firjan também acorda para a energia barata



Foi preciso um puxão de orelhas do Palácio do Planalto para que a entidade industrial do Rio de Janeiro, comandada por Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, seguisse o exemplo da Fiesp, de Paulo Skaf, e aderisse à defesa da Medida Provisória 579; Gouveia Vieira agora promete até manifestação de rua em defesa da redução das tarifas


247 - Personagem mais assíduo nas confrarias de charutos do que nas mobilizações empresariais, o presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Eduardo Eugenio Gouveia Vieira, também foi "ligado na tomada" por pressão da presidente Dilma Rousseff. Assim como seu colega Paulo Skaf, da Fiesp, ele promete agora organizar até mobilizações de rua em defesa da Medida Provisória 579, que trata da renovação das concessões de energia elétrica.

A informação foi publicada na coluna Panorama Político, do jornal O Globo:

Consumidores na rua

O presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, está organizando uma manifestação pela redução da tarifa de energia elétrica. O ato pretende dar um empurrão na aprovação da Medida Provisória das Concessões de Energia.

Afora a questão energética, a eterna preocupação de Gouveia Vieira é sua próxima reeleição, em 2013. Ele, que comanda a entidade desde 1995 e foi eleito prometendo renovação, deverá tentar um novo mandato em 2013 (leia mais em "O imperador do Firjan").

Folha noticia indiciamento de Andressa, mas protege Veja e PJ



Mulher do bicheiro foi indiciada ontem pela PF por corrupção ativa, porque tentou ameaçar o juiz Alderico Rocha dos Santos com a publicação de um dossiê em Veja; Policarpo Júnior, segundo Andressa, seria "empregado" de Carlos Cachoeira; Folha revela o caso, mas blinda a Editora Abril



247 - Mais uma prova de corporativismo nos meios de comunicação. Em sua edição deste sábado, a Folha de S. Paulo revela que a Polícia Federal decidiu indiciar Andressa Mendonça, mulher de Carlos Cachoeira, por corrupção ativa. Ela teria tentado coagir o juiz Alderico Rocha dos Santos, ameaçando publicar um dossiê contra ele na revista Veja, pelas mãos de Policarpo Júnior que, segundo Andressa, seria "empregado" do seu marido.

Mais uma evidência, portanto, para que o diretor de Veja em Brasília seja indiciado por formação de quadrilha, como defende o relator da CPI, Odair Cunha (PT-MG).

Ao noticiar o caso, no entanto, a Folha omite que a coação tentada por Andressa só era possível porque ela contava com a possibilidade de divulgar seu dossiê na revista Veja.

Leia aqui texto em que Andressa classifica Policarpo como "empregado" do seu marido e, abaixo, a reportagem da Folha, onde Veja não é citada:

Juiz da Monte Carlo acusa desembargador de favorecer Cachoeira




O juiz da Operação Monte Carlo, Alderico Rocha Santos, enviou um ofício de três folhas com críticas ao desembargador Tourinho Neto, responsável pelo caso no Tribunal Regional Federal, em Brasília. Santos diz no documento que Tourinho "tem imposto constrangimentos e elevada carga de estresse" a ele e a outros dois magistrados que atuam no processo onde figuram Carlinhos Cachoeira e outros réus. O juiz também acusou o desembargador de beneficiar o bicheiro com fases processuais que não estão previstas na lei.

O texto é uma resposta da 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás a uma reclamação protocolada no TRF pelo laboratório farmacêutico Vitapan, que tem como sócios Andréa Aprígio de Souza e Adriano Aprígio de Souza, respectivamente ex-mulher e ex-cunhado de Cachoeira. A empresa alegou que o juiz teria desrespeitado uma decisão do TRF sobre o bloqueio de suas contas bancárias. Diante da reclamação, Tourinho teria enviado a Alderico um pedido de explicações.

O desembargador, por diversas vezes, mandou soltar Cachoeira, sem sucesso. O contraventor deixou a Penitenciária da Papuda na última terça, graças a um alvará de soltura. "Este juiz não cassou ou sequer afrontou a decisão da 2ª Seção desse tribunal. (...) A decisão deste juiz, ora recorrida, fundou-se em novos elementos de provas colhidos no bojo de inquéritos policiais instaurados para apurar crimes de lavagem de dinheiro por parte dos sócios e 'laranjas' da empresa Vitapan", afirmou Santos no ofício. "A propósito, causam estranheza os termos censórios utilizados por esse doutor relator, tanto em relação a este juiz quanto aos demais colegas que atuaram no processo, Paulo Augusto Moreira Lima e Daniel Guerra Alves, do tipo "o juiz está na iminência de pular o corguinho" (...), tendo em vista que se tratam de valorosos juízes, honestos, éticos e que não possuem qualquer interessa na causa ou de descumprir ordem de Instância Superior."

Santos colocou ainda que nem os advogados, que geralmente agem por pressão de seus constituintes ou imbuídos de paixão pela causa, usam termos "grosseiros" como os utilizados pelo desembargador. Segundo o juiz, as palavras usadas passam a ideia falsa aos demais membros da Corte de Justiça de que os juízes de primeira instância estariam "apaixonados pela causa". "Não é verdade, pois são magistrados, profissionais e corajosos, talvez não tão quanto Vossa Excelência, por ter a coragem de ser o mesmo magistrado a suspender um processo e depois reconhecer o excesso de prazo", criticou, se referindo a liminar concedida por Tourinho que suspendeu o processo contra Cachoeira.

Por fim, o juiz disse que enviou cópia do ofício para o Ministério Público Federal a fim de ser investigada a prática de improbidade administrativa. "Quer seja por parte deste magistrado ou do doutor relator (Tourinho)."

Carlinhos Cachoeira

Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.

Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram diversos contatos entre Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (GO), então líder do DEM no Senado. Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais, confirmou amizade com o bicheiro, mas negou conhecimento e envolvimento nos negócios ilegais de Cachoeira. As denúncias levaram o Psol a representar contra Demóstenes no Conselho de Ética e o DEM a abrir processo para expulsar o senador. O goiano se antecipou e pediu desfiliação da legenda.

Com o vazamento de informações do inquérito, as denúncias começaram a atingir outros políticos, agentes públicos e empresas, o que culminou na abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira. O colegiado ouviu os governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, que negaram envolvimento com o grupo do bicheiro.

O governador Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, escapou de ser convocado. Ele é amigo do empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta, apontada como parte do esquema de Cachoeira e maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos.

Demóstenes passou por processo de cassação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa. Em 11 de julho, o plenário do Senado aprovou, por 56 votos a favor, 19 contra e cinco abstenções, a perda de mandato do goiano. Ele foi o segundo senador cassado pelo voto dos colegas na história do Senado.

Salário mínimo será de R$ 674,95 em 2013



O salário mínimo que entrará em vigor a partir de janeiro do próximo ano será ligeiramente superior aos R$ 670,95 previstos pelo governo no projeto de Orçamento de 2013, que está em tramitação no Congresso. Com a expectativa de inflação maior para este ano, de 4,5% para 5,2%, o piso pago aos trabalhadores será de R$ 674,95, ou seja, R$ 4 a mais, conforme técnicos da Câmara e do Senado que estão debruçados sobre a proposta elaborada pelo Ministério do Planejamento.

Com essa revisão, em vez de alta de 7,9%, o salário mínimo terá, no ano que vem, correção de 8,51%. Apesar de o reajuste ser pequeno, o impacto nos cofres da Previdência Social será pesado: pelo menos R$ 1,2 bilhão a mais que o projetado. O piso é pago a mais de 20 milhões de segurados. Também o caixa das prefeituras e dos estados será afetado. A correção do mínimo acompanha a variação da inflação do ano anterior e a do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Essa metodologia foi acertada entre o governo e as centrais sindicais e valerá até 2023.

Apesar de um pouco maior que o previsto, o reajuste revisado do salário mínimo será bem inferior ao mais de 14% concedidos em 2012, fato que ajudou a manter o poder de compra das famílias de menor renda e o consumo em regiões mais pobres do país. Com a economia crescendo menos neste ano, algo como 1,5%, e a inflação variando entre 5% e 6%. o aumento do mínimo em 2014 ficará próximo de 7%.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/11/salario-minimo-sera-de-r-67495-em-2013.html

Relatório da PF subsidiou indiciamento do jornalista da Veja


A revista Veja emitiu nota considerando "revanchismo" o indiciamento do seu diretor da sucursal de Brasília, Policarpo Júnior, na CPI do Cachoeira. Para tentar desqualificar trabalho do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), a nota da revista diz que o Ministério Público e a Polícia Federal teriam passado uma espécie de atestado de idoneidade ao jornalista. Nada mais falso. Pelo contrário, a intensidade da relação do jornalista com o contraventor chamou atenção da Polícia Federal. O que não havia era um aprofundamento nesta linha de investigação, dado o volume de coisas e pessoas que haviam para serem investigadas.

Está transcrito com todas as letras na página 4509 do relatório de Odair Cunha, um trecho de um relatório da Polícia Federal de 2011 (antes do início da CPI, portanto) que levanta suspeitas sobre condutas que podem ir além das relações jornalista-fonte. Eis o trecho:

Nesse sentido, a própria Polícia Federal, asseverou em relatório parcial de conclusão das investigações (Ofício n. 68/2011-0PMC/SR/DPF/DF Ref.: Processo

cautelar de Interceptação telefônica n° 13279-78.2011.4.01.3500, em apartado aos autos do Processo 12023-03.2011.4.01.3500 - IPL 08912011-SR/DPF/DF):

“(...)

Exmo. Sr(a) Juiz(a) Federal da te Vara Federal de Goiânia-GO (em mãos)

O DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL, por intermédio de seu Delegado de Polícia Federal que subscreve esta peça, vem, no exercício de suas atribuições legais, perante V. Exa., em obediência ao r. despacho de I1s.6435/3436, datado de 02 de agosto de 2011, apresentar RELATÓRIO DE

INTELIGÊNCIA acerca dos ENCONTROS-FORTUITOS envolvendo pessoas que possuem prerrogativa de foro, que foram interlocutores (ou referidos) de investigandos dos autos principais.

....

CARLINHOS CACHOEIRA, além de utilizar parte da imprensa de ANÁPOLIS de forma direta, demonstra, pelos áudios interceptados; conseguir "emplacar" reportagens de seu interesse em outros órgãos da mídia. Destaca-se sua ligação com dois importantes jornalistas, RENATO ALVES, repórter do Jornal

CORREIO BRAZILIENSE, e POLICARPO JÚNIOR, Editor Chefe da Revista VEJA em BRASÍLIA.

Por sua vez, CACHOEIRA utiliza de seu contato com POLICARPO para passar informações que obtém que levam a reportagens na Revista VEJA, que venham a favor de seus interesses políticos. Exemplo disso é a reportagem veiculada na página da Veja que teria sido o "estopim" da queda da cúpula do MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES.

Os dados iniciais que deram subsídios à investigação da VEJA que resultou na série de reportagens, teriam sido repassados a POLICARPO pessoalmente por CLÁUDIO ABREU, após intermediação feita por CARLINHOS. O interesse de CLÁUDIO ABREU deveu-se ao fato de que a DELTA estaria sendo prejudicada nos possíveis negócios escusos envolvendo o DNIT em obras de engenharia.

Este episódio demonstra que CARLINHOS possui informações e contatos que lhe permitem, mesmo que indiretamente, causar abalos políticos de tamanhas proporções, como o que ocorreu no MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES...

Há mais de 80 páginas no relatório de Odair Cunha descrevendo diálogos e o relacionamento entre o jornalista da Veja e o bicheiro, desde 2004. Se há alguma falha é, nesta parte, não ter incluído como mais um dos motivos para indiciamento, a ameaça da mulher de Cachoeira ao juiz Alderico Rocha Santos, com um dossiê que seria divulgado na revista Veja, através de Policarpo Júnior.

Diante de fartas evidências, não indiciar o jornalista praticamente equivaleria a prevaricar. E o indiciamento não é condenação. É uma recomendação para abertura de inquérito, onde o jornalista, a revista e Cachoeira poderão apresentar suas versões dos fatos, já que a própria revista fez forte lobby para não prestar depoimento na CPI, de forma a apresentar os esclarecimentos necessários.

PT responde a tucano Perillo


O governador tucano havia firmado, já durante a campanha, uma verdadeira parceria política e econômica com a sociedade Delta/Carlos Cachoeira



O Conversa Afiada reproduz respota do PT a Marconi Perillo:

PARTIDO DOS TRABALHADORES

GABINETE DA LIDERANÇA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

NOTA DA BANCADA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES NA CÂMARA DOS DEPUTADOS SOBRE AS RELAÇÕES PERIGOSAS DO GOVERNADOR MARCONI PERILLO COM O “EMPRESÁRIO” CARLOS CACHOEIRA

A nota oficial do governador Marconi Perillo em que tenta desqualificar o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou o senhor Carlos Cachoeira apenas revela uma tentativa desesperada de salvar seu mandato e seu governo, em razão dos vínculos estreitos e perigosos mantidos com a organização criminosa chefiada por Cachoeira.

Diferentemente do que afirma o chefe do Executivo goiano, trata-se de um relatório sereno, coerente e contundente na demonstração de que o governador e a alta cúpula de seu governo estavam à mercê dos desígnios de uma organização criminosa incrustrada no estado de Goiás.

O relatório demonstra com riqueza de detalhes, substanciado em provas amealhadas pela Polícia Federal durante vários meses de investigação e em documentos em poder da CPMI, que o governador Marconi Perillo havia firmado, já durante a campanha que o levou ao governo de Goiás, uma verdadeira parceria política e econômica com a sociedade Delta/Carlos Cachoeira naquele estado.

A participação do governador Perillo na CPMI, longe de significar um gesto de lisura ou compromisso ético, foi, ao contrário, uma manobra preparada para tentar afastar suas vinculações com Carlos Cachoeira, como se viu em toda a farsa criada em torno da venda de sua casa para o criminoso.

A investigação realizada pela CPMI apontou com clareza que o governador efetivamente beneficiava o grupo Delta/Cachoeira, nomeava para cargos estratégicos em seu governo pessoas indicadas pelo chefe da organização criminosa e, em troca, recebia recursos financeiros e outros favores da quadrilha.

O trabalho sério da relatoria mostrou para todo o Brasil, e principalmente para a sociedade goiana, que, além do próprio governador, vários secretários, procuradores de Estado e auxiliares diretos do governo de Goiás também haviam aderido à organização criminosa, em troca de vantagens financeiras diversas.

Diferentemente do que afirma o senhor Perillo, o relatório faz uma investigação ampla da empresa Delta para além da região Centro-Oeste e aponta todos os indícios, inclusive com a identificação de mais de 116 empresas, de irregularidades que poderão ser aprofundadas pelo Ministério Público e pela própria Polícia Federal.

Não há revanchismo, perseguição ou espírito de vingança por parte do relator. O relatório final da CPMI retrata uma situação que já se mostrava pública. Caberá agora ao governador explicar à sociedade brasileira o motivo que levou seu governo ser partilhado e, em grande parte, conduzido efetivamente pelo chefe de uma das maiores organizações criminosas já estruturadas no país.

Com a palavra, o governador Marconi Perillo.

Deputado Jilmar Tatto-PT/SP

Líder da Bancada na Câmara

Indiciamento de Gurgel tem provas irrefutáveis. PSDB quer pizza.




O Procurador-Geral da República Roberto Gurgel reclama de seu indiciamento no relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG), na CPI do Cachoeira. Chamou de "revanchismo". Porém, sem nenhuma razão, pois o deputado apenas cumpriu o seu dever, de forma irretocável.

Se não indiciasse o Procurador-Geral estaria dando um "jeitinho", aliviando, e produzindo "pizza".

No fim do texto publico a íntegra do trecho do relatório que trata do indiciamento. Não adianta Gurgel chamar de "revanchismo". A única saída para ele seria rebater objetivamente ponto por ponto as provas irrefutáveis (o que parece ser impossível, pelas próprias tentativas anteriores).

As provas são tão irrefutáveis, que o Procurador-Geral entrou com mandato de segurança no STF pedindo em caráter liminar a proibição de outros procuradores investigá-lo, através do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). Ora, quem, inocente, se recusaria a ser investigado por seus próprios pares? Imaginem um General se recusar a responder um IPM (Inquérito Policial Militar), diante de algum episódio nebuloso. Com que moral ele poderia continuar comandando suas tropas?

Antes de irmos ao texto do relatório, cabe alguns comentários:

1. Foi o próprio Gurgel quem despertou as suspeitas sobre si mesmo, ao paralisar as investigações da Operação Vegas, em 2009, quando esta caiu em suas mãos. Poderia ter admitido erro, pelo menos. Em vez disso apresentou explicações que caíram em contradição e, infelizmente, a emenda saiu pior do que o soneto, confirmando que algo de muito errado foi feito.

2. É imperioso ao crime organizado infiltrar-se nas entranhas do Estado, arregimentando agentes estatais encarregados do efetivo combate à criminalidade. O alto poder de corrupção do crime organizado, fazendo com que pessoas do Estado participem da atividade, causa inércia, ou melhor, paralisação estatal no combate ao crime.

Quando Gurgel paralisou a investigação da Operação Vegas, independentemente de qual tenha sido a sua intenção, ficou exposta uma vulnerabilidade da Procuradoria à influência da organização criminosa. Isso é algo muito grave para ser varrido para baixo do tapete, e a instituição Ministério Público é a maior interessada em não deixar margem para qualquer tipo de dúvidas que possa macular sua imagem, independente de pessoas que estejam no cargo de chefia. É o próprio Procurador-Geral quem deveria pedir uma investigação sobre este seus atos que suscitaram dúvidas, para o próprio bem da instituição que comanda.

3. O relator provou com a análise da cronologia dos fatos, com os depoimentos dos delegados federais, com as respostas por escrito do próprio Roberto Gurgel, e com as leis e regras a que um Procurador-Geral deve obediência, que houve infração.

Está certo o relator, e está errado os parlamentares que querem blindar Gurgel, retirando seu indiciamento do relatório. Isso é fazer pizza com coisa muito séria, diantes de provas robustas e que o Procurador-Geral não conseguiu refutá-las.


A íntegra do trecho que indicia o Procurador-Geral está no link:

https://docs.google.com/open?id=0B13_ezCNW4WzV1FMdHRPV3Vtd2c

Renda cresce nas áreas pobres rurais. Que horror!


Entre 2003 e 2009, a renda per capita media do brasileiro que vive na área rural cresceu 6,1% ao ano em termos reais

Saiu na Carta Maior

 
Renda cresce mais nas áreas pobres rurais

O setor rural brasileiro, no período entre 2003 e 2009, cresceu mais economicamente se comparado ao restante do pais. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a chamada “nova classe média”, que atingia 20,6% da população rural em 2003, chegou a 35,4% dessa população em 2009 e deverá atingir a casa dos 50% em 2014, mantida a tendência atual. A renda cresceu mais nas áreas pobres rurais do que nas cidades. Os dados são do livro ˜Superação da pobreza e a nova classe média no campo˜, lançado na VIII Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária.

Marco Aurélio Weissheimer

Rio de Janeiro – O setor rural brasileiro, no período entre 2003 e 2009, cresceu mais economicamente se comparado ao restante do pais. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE), a chamada “nova classe média”, que atingia 20,6% da população rural em 2003, chegou a 35,4% dessa população em 2009 e deverá atingir a casa dos 50% em 2014, mantida a tendência atual. A renda cresceu mais nas áreas pobres rurais do que nas cidades, assim como a renda na região Nordeste cresceu mais do que no Sudeste. Um novo estudo, realizado pela Fundação Getúlio Vargas, revela que a pobreza no campo, em comparação com as grandes cidades, caiu 16,2% entre 2009 e 2010.

Os dados são do livro ˜Superação da pobreza e a nova classe média no campo˜, de Marcelo Neri, Luisa Carvalhaes Coutinho de Melo e Samanta dos Reis Sacramento Monte (FGV Editora), lançado quinta-feira (22), na VIII Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, no Rio de Janeiro. Produzido pelo Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (NEAD/MDA), o livro é resultado de pesquisa realizada por Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e professor da Fundação Getulio Vargas.

Segundo esse estudo, esse crescimento de renda no campo esteve menos associado ao agronegócio e mais à expansão de transferências públicas no meio rural (aposentadoria rural, Benefícios de Prestação Continuada (BPC), Bolsa Família, entre outros programas. O crescimento acumulado de 71,8%, de 2003 a 2009, aponta ainda o estudo, equivale a 3,7 milhões de brasileiros do campo que passaram a integrar a classe C (um universo de 9,1 milhões de pessoas em 2009).

Entre 2003 e 2009, a renda per capita media do brasileiro que vive na área rural cresceu 6,1% ao ano em termos reais, ou seja, já descontada a inflação e o crescimento populacional, afirma também a pesquisa. Ela passou de R$ 212,58 para R$ 303,30. O crescimento médio nacional no mesmo período foi de 4,72%.

Além dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, dos benefícios da Previdência e do aumento do salário mínimo, as políticas públicas de desenvolvimento rural e de fortalecimento da agricultura familiar vêm desempenhando um papel fundamental na redução da pobreza no campo, destaca o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. Quem circula pelos pavilhões da Feira Nacional da Agricultura Familiar tem uma amostra bem significativa desse universo em expansão representado pela agricultura familiar brasileira.

Programas sociais aumentam renda no campo

Os programas sociais representam um fator importante desse processo de ascensão social no meio rural. Segundo o livro “Superação da pobreza e a nova classe media no campo”, a fonte de renda que mais cresceu na área rural foi a de programas sociais (21,4% contra 12,9% da media nacional). Esse crescimento foi influenciado principalmente pela criação do Programa Bolsa Família, em 2003, e suas expansões posteriores. O reajuste do salário mínimo, que cresceu 45% nesse período e o crescimento de 5,58% da renda da previdência no piso também contribuíram para o aumento de renda no meio rural. Já a renda do trabalho tornou-se menos importante na área rural do que no resto do pais, correspondendo a 66,5% da renda média da população rural (contra 76% da media nacional).

Entre 1993 e 2009, a taxa de pobreza entre crianças de zero a quatro anos caiu 35,2%, aponta a mesma publicação. Essa queda tende a subir com a idade até chegar a 85,2% na população acima de 60 anos. A maior parte dessa queda da pobreza das crianças no campo, 29,4%, ocorreu entre 2003 e 2009, contra 8,7% entre 1992 e 2003.

O livro organizado por Marcelo Neri traz no final um capítulo sobre o futuro, que defende a construção de uma nova agenda de políticas sociais rurais. O Brasil, sustenta, precisa ir alem do “dar mercado aos pobres”, completando o movimento dos últimos anos. “Devemos tratar o pobre co o protagonista de sua história e não como um passivo receptor de transferências de dinheiro oficiais e de créditos consignados a benefícios. O programa Territórios da Cidadania propõe fazer isso a partir de uma perspectiva pública˜. Os desafios a superar nesta área não são poucos.

Um dos principais “gargalos logísticos” para os pequenos agricultores está ligado ao problema do acesso aos mercados consumidores. Políticas de acesso a esses mercados, tais como a formação de cooperativas de pequenos produtores, podem facilitar o processo de compras governamentais. O mesmo se aplica a uma política de transporte rural, com a garantia de estradas capaz de ligar esses produtores aos mercados consumidores, ao fortalecimento das políticas de microcrédito e à qualificação das escolas rurais.