terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

"Lincoln" dá aula de política



Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:
No Brasil, país onde a atividade parlamentar tem sido sufocada por um debate de tom moralista, o filme "Lincoln", de Steven Spielberg, equivale a uma aula magna sobre o tema.

Debruçado na luta parlamentar do mais importante presidente dos Estados Unidos para aprovar a emenda constitucional que aboliu a escravidão, Spielberg não tem receio de mostrar a política como ela é – com seus ideais e suas ambições, compromissos sociais e visões diversas, mas também com seu jogo de bastidores, a troca de favores e benefícios que permitiram um avanço que mudou a história americana e abriu novas perspectivas de prosperidade mundialmente.

O filme não idealiza um momento épico com frases de efeito e lições pedantes. Pelo contrário. Ajuda a recordar que os homens travam seu combate político a partir de condições dadas.

As condições reais da luta política nos EUA daquele período não tinham nada de um convento de freiras carmelitas. Para quem acredita que a política americana tem outra “cultura”, com um maior apego “à ética” e aos “valores morais”, o filme serve como um banho de realidade.

O choque entre as verdades que o filme exibe e as crenças estabelecidas a respeito da história dos EUA é tão grande que ajuda a explicar porque Steven Spielberg perdeu o Oscar de Melhor Diretor. Sem exagerar na sociologia de botequim, meu palpite é que “Lincoln” exibe verdades inconvenientes demais para receber tamanha consagração.

“Lincoln” se passa num momento histórico preciso, quando a derrota militar do Sul escravocrata está definida e é preciso negociar como o país irá sair de uma Guerra Civil que já fez 60.000 mortos. Com um roteiro bem estruturado, o filme mostra qual é o debate daquele momento.

De um lado, com imenso apoio popular, mas isolado junto à elite americana e dentro de seu próprio governo, Lincoln está convencido de que é preciso aproveitar aquela conjuntura favorável como uma oportunidade única para abolir a escravidão. Em vez de reconstruir os velhos acordos de sempre, que permitiriam a manutenção do cativeiro, coloca a abolição como condição para a paz. Já seus adversários querem o contrário. Garantir a paz em primeiro lugar para, em posição mais confortável, negociar o destino dos escravos – com resultados previsíveis.

Entre os dois lados do conflito, há um Congresso onde Lincoln tem uma leve maioria, insuficiente para aprovar uma emenda constitucional. O enredo do filme consiste na luta de um presidente politicamente resoluto, socialmente progressista e quase um fanático religioso, que avança a passos largos pelos escombros de um pacto social inviável, mas protegido por homens de força, tradição e muito poder.

Spielberg faz justiça aos operadores políticos que se dedicam a buscar os votos que faltam. Não esconde seu papel decisivo em vários momentos, inclusive numa situação insólita, minutos antes da votação, quando uma pequena manobra conservadora pode colocar tudo a perder.

Os operadores se mostram incansáveis no trabalho de convencer deputados em fim de mandato, que não conseguiram reeleger-se no último pleito – e, às vésperas de tomar o rumo de casa, podem mudar de lado se ouvirem bons argumentos, em alguns casos, ou receberem uma boa oferta material, em outros, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Estas conversas e negociações ocupam o centro dramático do filme – e terão um peso decisivo no desfecho dos acontecimentos. Spielberg não foge da discussão, não embeleza nem esconde os fatos. Mostra como eles se passaram.

Baseado numa obra respeitada pela pesquisa histórica, o filme exibe o presidente em reunião com seus operadores, discutindo técnicas de abordagem dos indecisos. Quando um dos presentes comenta que alguns votos vão sair mais caros, sugerindo que seria recomendável que se fizesse oferta em dinheiro, o presidente reage em silêncio – o filme deixa a cada um o direito de imaginar o que ele queria dizer com isso.

Numa das cenas finais, um veterano das campanhas abolicionistas chega a definir a abolição, explicitamente, como uma das mais belas e mais corruptas decisões do Congresso americano.

Num país atingido por esforços sucessivos de criminalização da atividade política, Lincoln é um instrumento útil para se refletir como uma mudança desse vulto foi operada num dos regimes de democracia mais ampla daquele período. Antes e depois da abolição, a política norte-americana conviveu com esquemas variados de corrupção.

A pergunta honesta e difícil que o filme evoca consiste em saber qual a melhor opção: manter o regime do cativeiro ou jogar as regras do jogo para fazer o país avançar?

Fica claro que, sem o pacote de empregos, benefícios e favores distribuídos por seus operadores – e sem uma postura política irredutível de eliminar o cativeiro – Lincoln teria entrado para a História como um presidente de ótimas intenções e péssimos resultados.

A luta contra o cativeiro não se resumiu aos bastidores de Washington nem à guerra de parlamentares republicanos e democráticos. Incluiu revoltas, fugas em massa e outros atos de insubordinação conduzidos pelos próprios escravos, que terminaram por colocar o fim do cativeiro na ordem do dia, como se vê em Django, que se passa na mesma época. Mas a abolição precisava de uma emenda constitucional e esta mudança só poderia ser feita pelos métodos usuais da política.

Eu acho importante que Spielberg não tenha querido embelezar a história, fingindo que ela aconteceu de forma mais edificante.

Ao exibir os fatos em sua verdade e feiura, o filme em nada diminui a grandeza de uma mudança decisiva para o conjunto da humanidade. Spielberg mostra que Lincoln estava determinado a aproveitar cada brecha, cada oportunidade, para empurrar a roda da história. Esta é a lição do filme.
 
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/02/lincoln-da-aula-de-politica.html

Horário eleitoral: Dilma tem 1/2 do tempo


Será que o Nunca Dantes trabalha com um olho no controle remoto ?

Do editor Murilo, do Conversa Afiada:

Paulo, vale a pena dar uma olhada nas contas feitas pelo José Roberto de Toledo hoje no Estadão.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,segundos-dentro!-combate!-,1001114,0.htm


Segundo ele, hoje, sem Eduardo Campos, Dilma tem 12′51” de tempo de TV.

Isso em um universo de 25 minutos.

Aécio – que não é um nome nacional – tem 2′44”: 1′43” do PSDB + 46” do DEM + 15” PPS.

É 49% a menos do tempo que o Cerra teve em 2010.

Naquela eleição, Cerra tinha 69% do tempo de Dilma e teve 70% do número de votos que a petista teve no 1º turno.

12′51” contra 2′44”.

(Foi no que deu o PSDB se entregar ao Padim … – PHA)

O PSDB tem menos de 20% do tempo de TV do PT.

Na mesma conta, Marina Silva não passa de 1′11”, mesmo se conseguir atrair TODO o PV.

Eduardo Campos – que também não tem nome nacional – se tiver só o PSB a seu lado terá 1 minuto e 54 segundos no horário eleitoral.

Os nanicos podem render alguns segundos, de um lado ou de outro…

Por isso, é preciso detonar a base do Governo …

Abs!

  http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/02/25/horario-eleitoral-dilma-tem-12-do-tempo/

Dilma e a estratégia do avestruz




Sim, tenho críticas ao governo Dilma. Não as digo mais porque já tem muita gente acusando-o de tudo e, assim, uma crítica a mais, mesmo sendo justa, será vista como parte dos ataques de grupelho político que ignora os avanços épicos obtidos pelo Brasil nos últimos dez anos. Afinal, devido à mediocridade das críticas os governos petistas blindaram-se contra todas elas.

Uma dessas críticas, porém, precisa ser feita agora. Recebo nesta terça-feira (25.2), pelo Facebook, mensagem de Raquel de Lima, da seção de Brasília do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). Veja, abaixo.
—–
10:22
Fndc Democratização da Comunicação
Olá, Eduardo, tudo bem?
Estamos divulgando um manifesto do FNDC contra a postura do governo, expressada por meio do secretário-executivo do MiniCom no último dia 20, de não realizar o debate sobre a democratização da comunicação no Brasil.
Não sei se recorda, mas, na segunda-feira passada, divulgamos a intenção de apresentar um projeto de lei de iniciativa popular para um novo marco regulatório da comunicação. Estamos na luta em busca de apoio e divulgação para a causa. Assim, encaminho o link da nota pública, divulgada na sexta: http://bit.ly/WZQTxj .
Aproveitando a oportunidade, gostaríamos de saber se podemos contar com a sua assinatura no manifesto. Obrigada pelo apoio!
Teu apoio será muito valioso! Obrigada! Nos colocamos à disposição.
Raquel
Raquel de Lima
FNDC – FÓRUM NACIONAL PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO
61 XXXXXXXXX
NOTA PÚBLICA: GOVERNO FEDERAL ROMPE COMPROMISSO COM A SOCIEDADE NO TEMA DA COMUNICAÇÃO – Campanha FN
www.paraexpressaraliberdade.org.br
Este site trata sobre um novo projeto de comunicação para o Brasil
*
11:01
Eduardo Guimarães
Raquel, foi uma semana dura. Vou divulgar aqui no FB e depois aproveitarei o material no Blog. Desculpe o esquecimento
*
11:02
Fndc Democratização da Comunicação
Nada, só temos a agradecer o apoio! Podemos divulgar que você assina? Abs., Raquel
*
11:05
Eduardo Guimarães
Sim, claro, podem divulgar.
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Após receber a mensagem escrevi várias notas no próprio Facebook e no Twitter, mas tenho que escrever sobretudo aqui, onde se concentra a maioria das pessoas que leem o que escrevo.

A crítica que faço ao governo Dilma, portanto, é a de não enfrentar uma situação particular do Brasil que faz do nosso país uma republiqueta no que diz respeito à comunicação eletrônica de massas.

Segundo a nota do FNDC, o secretário-executivo do Ministério das Comunicações comunicou à entidade que estão suspensas as tratativas sobre o início dos debates sobre o novo marco regulatório das comunicações por conta de estarmos em “período pré-eleitoral”.

Como é que é?! Quer dizer que políticas públicas de interesse do país estão submetidas à agenda eleitoral do governo que está sendo considerada UM ANO E OITO MESES antes da próxima eleição?!

Não foram Reinaldo Azevedo, Ricardo Noblat ou Eliane Cantanhêde que disseram isso, foi o secretário-executivo do MIniCom. Ele, indiretamente, acusou o governo Dilma de conduzir as políticas públicas do país ao sabor de seus interesses político-eleitorais.

Vejam que não se trata de pedir envio do marco regulatório ao Congresso em período que um membro do governo diz que é “pré-eleitoral”. Trata-se da abertura de debates sobre o tema. O governo acha que simplesmente debater o assunto irá interferir no processo eleitoral de… 2014!

É uma brincadeira. Só pode ser.

Só quero lembrar ao governo Dilma uma coisa: vocês sabem muito bem que nunca os procurei para nada. Faço o que faço aqui neste Blog por absoluta convicção de que o país está sendo bem governado, na medida do possível, e de que grupos de interesse tentam interromper os avanços sociais, econômicos, tecnológicos, culturais e políticos que o país experimenta.

Nunca pedi nada nem ao governo Lula, nem ao governo Dilma porque eu não quero pedir, quero dar minha contribuição pessoalmente desinteressada para sustentar um projeto político exitoso por quase todos os ângulos que se olhe, menos pelo ângulo da civilização das comunicações eletrônicas no país.

Nessa questão das comunicações, no entanto, o que se vê é exatamente o que se veria se o governante fosse José Serra ou Marina Silva, respectivamente o segundo e o terceiro colocados na eleição presidencial de 2010.

Até posso entender a visão de que ainda não existem as condições ideais, sobretudo no Congresso Nacional, para apresentar um projeto de lei contendo um arcabouço legal igual ao de Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra, Dinamarca, Suécia, Suíça, Bélgica, Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia, entre outros. Mas não querer nem discutir?

O governo Dilma Rousseff está cometendo um erro muito grave. Falta ambição em democratizar de fato o país, e este país só será democrático de fato e de direito quando um grupelho político que não enche um cinema não puder mais usar concessões públicas de rádio e televisão para tentar vender ao país a sua ideologia e os seus interesses políticos, pois o espectro eletromagnético, por onde trafega a comunicação eletrônica, pertence a todos, não a meia dúzia.

Devo concluir fazendo uma confissão. Estou cansado de lutar, de pôr dinheiro e tempo neste Blog para apoiar o projeto político que abracei e, apesar dos meus esforços em forma de ações concretas, ver o governo ficar lambendo seus algozes.

Ano que vem, muito poucos podem imaginar o uso criminoso que será feito de concessões públicas de rádio e televisão para os mesmos coronéis midiáticos tentarem, mais uma vez, colocar algum despachante tucano no Palácio do Planalto.

Enquanto isso, o governo pelo qual tenho trabalhado tanto diz, não a mim, mas a grupos que tentam apenas abrir o diálogo que ele, governo, não está disposto nem mesmo a conversar. Troca, pois, os amigos por inimigos que tudo farão para usar o que é de todos em benefício de um grupelho político-partidário. Isso só poderá dar porcaria. Quem viver, verá.

 http://www.blogdacidadania.com.br/2013/02/dilma-e-a-estrategia-do-avestruz/

Trabalho escravo nas Lojas Americanas




Do jornal Brasil de Fato:

Uma fiscalização do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagrou cinco bolivianos em condições análogas a de escravo em uma oficina de costura que fornecia roupas às Lojas Americanas. A relação entre a rede de lojas e a confecção era através da empresa HippyChick Moda Infantil (com a etiqueta “Basic+Kids”), ambas funcionam em Americana (SP). A informação foi divulgada pelo MPT na última terça-feira (19).

A fiscalização constatou que os bolivianos trabalhavam sem registro em carteira e cumpriam jornadas de até 12 horas diárias. Também foram encontrados indícios de aliciamento de mão de obra, fato que ainda está sob investigação. Cada peça produzida pelos trabalhadores era vendida por R$ 2,80 à HippyChick e depois repassadas às Lojas Americanas.

O dono da oficina também é boliviano e mantinha parentes trabalhando em um barracão improvisado, onde havia problemas de higiene e falta de segurança. O local foi interditado. A fiscalização chegou ao local após denúncia da Polícia Federal, que há um ano havia realizado diligência no local para verificar a situação dos vistos de permanência dos bolivianos.

Os trabalhadores bolivianos tiveram as carteiras de trabalho expedidas, além de receberem as verbas salariais devidas, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) com multa e uma indenização individual de R$ 5 mil. Os valores foram pagos pela HippyChick, conforme um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado pelo MPT.

A responsabilidade das Lojas Americanas no caso está sendo apurada por MTE e MPT. Os envolvidos podem ser multados, sofrer processo na Justiça do Trabalho e até responder por crime de redução de trabalhadores a condições análogas às de escravo, que prevê de 2 a 8 anos de reclusão.

"O Ministério Público do Trabalho busca sempre a responsabilização daqueles que estão à frente do empreendimento, os reais beneficiários do processo produtivo. Não é interessante identificar apenas os intermediários, mas todo o segmento da cadeia produtiva," destacou o procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo.

As empresas que se utilizam de mão de obra escrava têm o nome incluído na lista suja do trabalho escravo do MTE e podem ser penalizados com a suspensão de financiamento e acesso ao crédito por instituições federais, além de serem submetidas a restrições comerciais com empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (com informações do MPT).



 http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/02/trabalho-escravo-nas-lojas-americanas.html

ARRECADAÇÃO RECORDE SINALIZA ECONOMIA EM RITMO FORTE






Em janeiro, a arrecadação de impostos e contribuições federais teve alta real de 6,59% na comparação com o mesmo período de 2012, totalizando R$ 116,066 bilhões


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Daniel Lima

Repórter da Agência Brasil

Brasília - A arrecadação de impostos e contribuições federais bateu novo recorde com alta real de 6,59% [corrigido pela inflação] em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2012, totalizando, em termos nominais, R$ 116,066 bilhões.

De acordo com informações divulgadas pela Receita Federal, influenciaram o resultado de janeiro, entre outros fatores, o pagamento da primeira cota ou cota única do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) relativo à apuração do último trimestre do ano anterior e a antecipação de pagamentos, em janeiro de 2013, do ajuste anual também desses tributos referente ao lucro obtido no ano anterior.

Outro fator foi o desempenho dos principais indicadores macroeconômicos, entre eles, o crescimento das vendas de bens e serviços (5%), o crescimento da massa salarial (11,88%) e o valor em dólar das exportações (9,46%). Por outro lado, houve queda na produção industrial de 3,55%.



Sintonia Fina


 http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/02/arrecadacao-recorde-sinaliza-economia.html

Cuba e os desinformadores de opinião




Por Valter Xéu, no sítio Pátria Latina:

Um colunista escreveu um artigo sobre Cuba e a visita da blogueira Yoani cujo titulo era: “Os idiotas perdidos no tempo” e baseado nisso pergunto: Seria então um idiota esse mesmo colunista que escreveu a alguns anos passados depois de um retorno de uma viagem a Cuba, que o País tinha lhe ensinado a não prejulgar aquilo que não conhecia e encheu o país caribenho de elogios?

Samuel que já esteve em Cuba quatro vezes não conhece Cuba, e além de desconhecer todo o passado e presente da Yoani deixa transparecer que desconhece os 50 anos do bloqueio norte-americano e que, entretanto Cuba se mantem, apesar da maior potência do planeta está a pouco mais de 140 quilômetros e mesmo assim, os americanos que mandam no planeta, não conseguem mandar em Cuba.

Desconhece que todos os anos a quase totalidade dos países membros da ONU vem condenando o bloqueio e os Estados Unidos não dão à mínima e isso parece não ferir os sentimentos democráticos dos colunistas havidos em criticar Cuba e que com a presença da Yoani, virou a mania nacional dos desinformadores de opinião.

E por que isso?

Porque Cuba tem tomado precauções, precauções essas que o leva a tomar medidas consideradas antipáticas pelo mundo pró-americano ou por aqueles que apesar de viver na mídia e da mídia, desconhece por completo todo o imbróglio que envolve Cuba e os Estados Unidos e que não é dos últimos 50 anos e sim, desde as lutas pela independência contra a Espanha que foi derrotada, mas quem se sentou à mesa em Paris para discutir a capitulação foram os americanos que fizeram explodir o barco Maine no porto de Havana onde morreram mais de 300 marines, acusaram a Espanha e declararam guerra aos espanhóis, isso quando a Espanha já estava derrotada pelos cubanos.

Nas negociações em Paris com os espanhóis, nenhum cubano e sim norte americanos.

Quem conhece um “pouquito” da história da América sabe que todas as desavenças entre cubanos e norte americano vêm dai.

Desinformadores de opinião

O resto é jogar para a plateia informações pobre de conteúdo e que na verdade só faz desenformar o leitor, levando-o a ter uma ideia errônea dos fatos e fazendo coro com aqueles, que mesmo sabendo a história, a esconde, e vai na onda dos desenformadores de opinião.

Será que os que encheram os jornais com ataques a Cuba e dando eco as informações de Yoani têm acompanhando as informações divulgadas pela ONU de que o índice de mortalidade em Cuba chega a 4,4 por mil nascidos vivos? E que esses índices superam em muito vários países do primeiro mundo e que nos envergonha, apesar de sermos a 5 ou 6 economia do planeta nosso números beiram a casa dos 30?

Será que eles desconhecem as informações de que a expectativa de vida do cubano é maior que a do brasileiro?

E a blogueira afirma e eles acreditam ou acreditam por conveniência ideológica de que o povo passa fome e segundo alguns colunistas, o país está na miséria e a pergunta aqui é: como pode esta o povo passando fome e o país na miséria se ostenta índices sociais que muitos países desenvolvidos não têm?

Parecem desconhecer a solidariedade de Cuba para com os países africanos e da América Latina. Nenhum médico americano está no Haiti enquanto de Cuba são milhares sem nenhum ônus para o governo haitiano, todos mantidos pelo governo cubano assim como em toda América Latina, Ásia e África.

Somente na ELAM – Escola Latino Americana de Ciências Médicas, milhares de latinos lá estudam medicina gratuitamente, assim como centenas de brasileiros que aqui nunca teriam condições de fazer o curso.

Mil e tantos americanos – apesar da situação politica de Cuba com os Estados Unidos – estudam medicina gratuitamente nas escolas cubanas.

Alardeiam que se Hugo Chávez morrer, o regime cubano desmorona.

A União Soviética e todo o Leste Europeu desmoronou e Cuba, apesar das dificuldades e do bloqueio dos Estados Unidos que tanto dano vem impondo ao povo cubano e Cuba sobreviveu e sobrevive a isso tudo o que demostra que com Chávez ou sem Chávez, Cuba resistirá.

Apartheid

O líder sul-africano Nelson Mandela não cansa de afirmar que Cuba foi um dos principais fatores do desmantelamento. Os nossos bravos colunistas sabem por que Mandela afirma isso? É só procurar se informar sobre a participação dos cubanos na África e principalmente na Batalha de Cuito Cuanavale onde as tropas sul-africanas que invadiram Angola pelo território da Namíbia, foram derrotadas pelos angolanos com o apoio dos cubanos que chegaram a ter no continente africano mais de 300 mil homens.

Ah! Mas isso com certeza é desconhecido pela maioria dos escrevinhadores que se pautam pelas informações das agências noticiosas norte-americanas, e que pautam nossas publicações e assim fica valendo a opinião deles que é o poço onde nossos “bravíssimos” desinformadores de opinião, buscam as “informações”.

 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/02/cuba-e-os-desinformadores-de-opiniao.html

A Petrobrás tem a mania de comprar aqui





O FHC é dava emprego a metalúrgico de Cingapura, lembra ?

O Conversa Afiada reproduz press-release da Petrobrás para desmentir o PiG (*) pela enésima vez.

De novo, o PiG (*) defende o emprego de metalúrgicos não residentes no Brasil.

(E empresas não brasileiras …)

É uma obsessão !


Nota à imprensa
25 de fevereiro de 2013

Petrobras reafirma compromisso com conteúdo local

A respeito da matéria veiculada hoje, 25/2, pelo jornal “O Estado de S.Paulo” sob o título “Petrobras vai à China para evitar atraso na produção. Fornecedor local reclama”, a Petrobras esclarece que:

- A realização de obras das plataformas P75, P76, P77 (Cessão Onerosa) e P67 (FPSO Replicante) na China não implicará descumprimento das regras ou dos percentuais de conteúdo local estabelecidas nos contratos. A maior parte dos serviços será executada nos estaleiros nacionais. Os serviços a serem realizados na China representam menos de 3% do valor total dos contratos para construção dos 4 FPSOs da Cessão Onerosa e dos 8 FPSOs Replicantes. No caso dos 8 FPSOs Replicantes, apenas metade (50%) de um dos cascos contratados será construída na China.

- Além da P-74, todos os demais cascos para a Cessão Onerosa (P-75, P-76 e P-77) virão para o Brasil, para continuação das obras de conversão e posterior integração no país com os módulos, que estão sendo contratados.

- Em relação ao edital de licitação para conversão dos cascos para a Cessão Onerosa, este não impedia que, respeitados os requisitos de conteúdo local, parte do escopo fosse executada no exterior, a critério da contratada. A proposta vencedora, respeitando o conteúdo local exigido, foi 30% menor que a do segundo colocado.

- Não existem negociações em andamento para realização de outros serviços na China relativos aos cascos dos FPSOs Replicantes ou da Cessão Onerosa.

- A Petrobras não decidiu afretar FPSOs para utilização na Cessão Onerosa. A Petrobras não está negociando afretamento de FPSOs com conteúdo local zero. Desde 2010 a Petrobras vem exigindo que os FPSOs afretados atendam requisitos de conteúdo local similares aos praticados para as unidades próprias.

A Petrobras reafirma seu compromisso com o conteúdo local e com o desenvolvimento da indústria naval brasileira. A Companhia vem investindo fortemente nas obras de construção do Estaleiro Rio Grande e na revitalização do Estaleiro Inhaúma, que se encontrava desativado há mais de 10 anos.

O índice de conteúdo local contratado é imutável e a Petrobras não cogita alterá-lo.


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

  http://www.conversaafiada.com.br/economia/2013/02/25/a-petrobras-tem-a-mania-de-comprar-aqui/

O "choque de indigestão" de Aécio Neves


Por Altamiro Borges
O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG) publicou hoje um informe publicitário em vários jornais - inclusive na Folha de S.Paulo - desmascarando o badalado "choque de gestão" de Aécio Neves. Segundo a entidade, as finanças do estado estão quebradas e os governos do PSDB maquiam as contas para enganar os mais ingênuos. O tal "choque de gestão" mais parece um "choque de indigestão" e serve apenas como propaganda eleitoreira do cambaleante candidato do PSDB. 
"Em Minas Gerais, o alardeado ajuste de contas e déficit zero, como resultado do 'choque de gestão', política implementada por Aécio Neves e continuada pelo atual governador, Antonio Anastasia, não passa de falácia. O que é divulgado na mídia e nos discursos oficiais não corresponde à realidade da população mineira, que sofre com o descaso do governo e a carência de serviços públicos de qualidade", denúncia o informe. 
Segundo a entidade, o propagandeado superávit de R$ 2,7 bilhões em 2012 foi resultado do maior endividamento do estado. Ele só foi alcançado por que o governo tomou novos empréstimos no valor de R$ 3,8 bilhões. "Na verdade, esse superávit é superficial, porque não foi conseguido pelo aumento da receita própria e, sim, pelo aumento do endividamento do Estado, por meio de operações de crédito". Minas continua sendo o segundo Estado mais endividado do país em relação à Receita Corrente Líquida.
"O governo de Minas escolheu um dos piores caminhos para atingir o equilíbrio financeiro. Fechar as contas a custo de empréstimo não é a melhor saída, porque gera um passivo que terá que ser quitado no futuro, comprometendo o orçamento e as políticas sociais do Estado. Se o objetivo é equilibrar as contas, a alternativa mais sensata é investir na fiscalização e aumentar a receita própria, e não aumentar a dívida do Estado com a aquisição de novos empréstimos", conclui o informe do Sindifisco-MG.
 
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/02/o-choque-de-indigestao-de-aecio-neves.html

A ESQUERDA OTÁRIA E A ESPERTALHONA DA DIREITA






Raul Longo

Nada atrapalha mais ao processo de conscientização da ideologia igualitária e libertária de esquerda, do que a própria esquerda. Foi o que se pode testemunhar na visita da Yoani Sánchez ao Brasil.

Quem é Yoani Sánchez? Às vésperas de sua chegada em terras brasileiras, se distribuiu pela internet 40 perguntas a serem feitas à enviada dos interesses do hemisfério norte por Cuba e todo continente latino-americano. Claro que a espertalhona jamais responderá nenhuma, mas nem precisa. Os fatos protagonizados pela Dona Yoani que geraram aquelas perguntas, por si já demonstram de quem se trata e de quanto é execrável sua função e as razões de sua visita.

Execrável, sim. Mas, se não anódina, sem maiores significados.
Sem dúvida a mídia brasileira iria tirar sua casquinha e tentaria transformá-la em heroína do continente, a Miss América do momento. Mas e daí? Se há uma década os brasileiros têm demonstrado não acreditar nos bicho papões da mídia defensora dos que especulam e usurpam os direitos do nosso povo e público, que importância se daria a essa desengonçada garota propaganda?

Nenhuma! E é evidente que não me refiro ao desengonço físico da Yoani, mas preciso explicar aos sensibilizados pelos maus tratos de nossa esquerda otária que a transformou em vítima, que desengonçada é a história da mulher que vivia na Suíça e voltou para Cuba para dizer ao mundo que fora de lá tudo é muito melhor e mais livre.

Ela é acusada de forjar a quantia de acessos e seguidores de seus profusos mecanismos de propaganda anti-castrista, mas sem dúvida a esquerda festiva brasileira conquistou-lhe um considerável acréscimo de navegadores aqui em nosso país e, quiçá, pelo mundo afora, onde quer que se tenha espalhado a notícia do fuzuê armado pelos arroubos dos arrivistas da esquerda que sempre prejudicam a própria esquerda.

Quem iria assistir seu filminho? Meia dúzia de gatos pingados, se tanto. E por mais que a Globo ou a Abril tentasse inflar a empadinha da Yoani, de sua massa podre só se experimentaria o sabor de vento.

E quem foi enfiar azeitona na moça sem recheio? A esquerda oba-oba. Ou, para ser mais claro: a esquerda boba.

Se mais consequentes, no máximo a teriam recepcionado em aeroportos e palanques armados para o cumprimento de sua missão, com faixas e cartazes onde se inscrevesse resumos de algumas daquelas 40 perguntas, todas muito contundentes. De resto, que o GAFE (Globo, Abril, Folha e O Estado de São Paulo) se virasse para repercutir o profundo silêncio da abismal desimportância de Yoani María Sánchez.

Mas a esquerda boba quer festa! Nunca sabem bem porque são esquerdas, mas adoram fazer barulho, gritar rompantes e palavras de ordem lançadas ao léu. E foram lá brigar com o Suplicy que aceitou a provocação e todos deram os minutos tão preciosos ao Jornal Nacional e a pauta tão desejadas às Vejas da vida.

Melhor estratégia de marketing não há. E de graça! Desembarcou como assistente de auxiliar de comissária de bordo e partiu como comandante da PANAM ou American Airlines, loucas para que se reativem os cassinos de Cuba faturando com vendas de passagem de turismo sexual na ilha caribenha.

Claro que estou sendo reducionista e há interesses muito maiores a serem defendidos antes que se tenha de suspender o insustentável e ridículo bloqueio à Ilha. Interesses internacionais que muito agradecem à alegre esquerda brasileira pela promoção mundial à blogueira, pois evidente que os GAFEs lá de fora também pegarão carona nesse voo que já garantiu à Yoani algum público entre moçoilas do interior paulista que acorreram à capital do estado para ouvir a guru inventada pela CIA ou quaisquer daquelas outras organizações que por décadas não conseguem assassinar o Fidel Castro.

E não foram poucas as tentativas. Apontado pelo Guinnes World Records como recordista mundial entre as vítimas de tentativas de assassinato com 638 mal sucedidos atentados, Fidel jamais poderia ter imaginado que justamente a esquerda brasileira seria mais eficiente do que seus algozes.
Restou ao também blogueiro Eduardo Guimarães o esforço de tentar consertar os estragos da festa, como se vê aí em sua mensagem à Yoani. 

Claro que ela não irá respondê-lo, mas seria excelente se ao menos servisse para ensinar alguma coisa à essa esquerda que de forma tão eficiente contribui com a direita. Aliás, no Brasil elas sempre se compensam: as inconsequências de uma à burrice da outra, e vice-versa, competindo pelo primeiro lugar no quesito obtusidade.

E toca aos Eduardo Guimarães de plantão, recolher os cacos! 

Ô vida!

 http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/02/a-esquerda-otaria-e-espertalhona-da.html