quarta-feira, 29 de maio de 2013

A terra de cachoeira é uma terra sem lei



 O TERROR DO NORDESTE




Um juiz de Goiás, ao absolver Marconi Perillo da acusação que recebera caixa dois de um radialista de Goiás, saiu com essa pérola de fundamentação: O réu "publicou notícia inconclusiva, sem prova de suas alegações, utilizou do direito de imprensa para divulgar declaração não realizada pelo autor, autoridade política de inegável expressão regional e nacional”, afirmou o magistrado, para quem não ficou demonstrado nada que desabonasse Marconi ou Bruna.

Mais tucano que esse juizinho de merda, impossível. Se o radialista que acusou Perilo tivesse acusado alguém do PT esse filho da puta teria dado como verdadeira a acusação, mas como é "um tucano de autoridade política de inegável expressão nacional e regional" esse arremedo de juiz preferiu condenar o jornalista, poupando o tucano corrupto.

Vai ver que Cachoeira entrou no circuito e conseguiu dar um cala boca nesse escoque de toga.

http://wwwterrordonordeste.blogspot.com.br/2013/05/a-terra-de-cachoeira-e-uma-terra-sem-lei.html

TSE manda Aécio retirar da TV campanha antecipada à Presidência da República

 
Muito Prazer sou Aécio Neves
Presidente do Psdb, Vai uma ai?
 
Presidente do PSDB ataca a política econômica do governo na tevê, e TSE identifica campanha antecipada e manda mudar a edição.
Muito prazer, sou candidato
O candidato a Presidência Aécio Neves (PSDB), lançou programa de TV, com ataque à política econômica, que foi recebido como campanha antecipada ao Planalto. O TSE mandou o partido mudar o vídeo
 Aécio Neves foi a estrela, no fim de semana, do programa nacional de televisão do PSDB. Foram três filmes de 35 segundos cada, transmitidos em rede nacional de TV e rádio. O primeiro traz uma rápida biografia de Aécio. O segundo, mostra suas realizações como governador de Minas. E o terceiro foi dedicado à inflação, tema que deverá ser o carro-chefe das críticas contra o governo Dilma Rousseff.

Em linguagem coloquial, típica de candidato, Aécio diz que a inflação "volta a bater na porta dos brasileiros"; que o governo federal precisa equilibrar suas contas, pois "gasta mais do que arrecada" e "a conta não fecha"; e que, para o PSDB, "a hora é de tolerância zero com a inflação".
O Partido dos Trabalhadores (PT) não perdeu tempo. Entrou ontem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de punição pesada ao PSDB - multa e cassação de 25 minutos da propaganda eleitoral, por antecipar a campanha eleitoral à presidência. O TSE concordou  que Aécio estava fazendo campanha antecipada à Presidência da República, mas deu uma punição branda: a ministra Laurita Vaz exigiu apenas que o PSDB substitua o vídeo.
Apesar disso, Aécio não deixará de dar destaque  a campanha eleitoral no programa do partido que deverá ir ao ar no próximo dia 30. O Candidato tucano o usará boa parte dos 10 minutos de TV para atacar o governo   Dilma no campo econômico e deixar claras suas intenções eleitorais, ainda que indiretamente, para evitar punições do TSE.
Fora da TV, a inflação também é destaque no portal "Conversa com os brasileiros", lançado pelo PSDB semana passada.  A estocada no governo aparece no próprio slogan do site: "País rico é pais sem inflação", paródia ao slogan do governo Dilma: "País rico é país sem pobreza".
Apesar  da campanha antecipada de Aécio, para o cientista político Humberto Dantas, professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), de São Paulo, a questão inflacionária ainda não é um problema grave a ponto de sensibilizar a população para a escolha de um candidato opositor de Dilma. "O brasileiro precisa sentir no bolso.
 Por mais que seja uma preocupação, ainda não aparece como um problema real", afirma. "Inflação que varia entre 6% e 6,5% ainda é um discurso fácil de ser combatido pelo governo, que manteve a estabilidade do emprego."
Na propaganda de Aécio também fica clara a intenção de dialogar com os eleitores das classes C e D. Em entrevista ao programa de TV do apresentador Ratinho, Aécio foi categórico ao tentar resgatar a autoria pelo programa Bolsa Família - um ícone do governo petista - dizendo que Fernando Henrique Cardoso foi o "pai" da ideia. 
Para o cientista político Humberto Dantas, buscar um diálogo mais próximo das classes C e D é positivo, mas o PSDB deveria ter feito isso desde 2003. Com informações do jornal Brasil Econômico.
 
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/05/tse-manda-aecio-retirar-da-tv-campanha.html

A nossa famigerada e corrupta imprensa.

APOSENTADO INVOCADO

A verdade? Dilma e Lula devem se preparar porque a guerra já começou e a 'elite' escravagista já está usando de todos os meios ilícitos para desalojar o povo brasileiro do poder. As consequências serão tenebrosas para nós, a volta ao congelamento dos salários, a continuação da privataria tucana, o fim dos programas sociais, o apoio incondicional da Justiça que esconderá todas as falcatruas como aconteceu com FHC e o grande golpe se dará com o apoio total da porta-voz da 'elite' escravagista, a nossa famigerada e corrupta imprensa.

P.S. Hoje, dia 29 de maio de 2013, o governo da presidenta Dilma Rousseff está sob ataque em toda a imprensa brasileira. Não existe uma única notícia que mostre algo de positivo em seu governo.   
 
http://aposentadoinvocado1.blogspot.com.br/2013/05/a-verdade-dilma-e-lula-devem-se.html

terça-feira, 28 de maio de 2013

Aécio Neves ameaça blogueiros




Por Tarso Cabral Violin, em seu blog:

Na última sexta-feira (24.05.2013) a pré-candidata à Presidência da República, Marina Silva (Rede), em sua coluna semanal no jornal Folha de S. Paulo, criticou o que seria uma “militância dirigida” de partidos ou organizações, que “convivem com os vícios dos preconceitos, mentiras e desinformação”, o que seria um ”mensalão da internet”, “uma indústria subterrânea da calúnia”.

Para ela é fácil falar em liberdade de expressão, já que tem uma coluna semanal no maior jornal do país e toda uma mídia que a apoiou em 2010 e a apoia como a candidata anti-Dilma Rousseff (PT) para 2014.

Hoje foi a vez do também pré-candidato Aécio Neves (PSDB), em sua também semanal coluna na mesma Folha de S. Paulo. Se animou com a coluna de Marina de sexta-feira.

Há políticos no Brasil que nunca serão nomes nacionais. Nunca serão presidentes da República. No máximo, presidentes do Senado ou Congresso Nacional. Antônio Carlos Magalhães, Renan Calheiros, Beto Richa, Aécio Neves, Jader Barbalho, Jarbas Vasconcelos. José Sarney estaria nessa lista se não fosse o acidente de percurso com Tancredo Neves em 1985. Fernando Collor de Mello também estaria na lista se não fosse a Rede Globo em 1989, que após edição criminosa do debate, o elegeu contra Luiz Inácio Lula da Silva. Políticos que dominam os meios de comunicação em seus estados. Alguns deles donos de meios de comunicação. Políticos que não se acostumam com o contraditório, pois em seus estados são tratados como reis. É o famoso “coronelismo moderno”, resquício do patrimonialismo existente no Brasil desde 1500.

Aécio é ex-governador de Minas Gerais, que privatizou o Estado e continua no poder por dominar os meios de comunicação do Estado, e atual senador, inexpressivo por viver e pensar mais no Rio de Janeiro do que em seu estado. Sem falar dos problemas pessoais os quais não cabem aqui serem analisados.

Na coluna de hoje, o neto de Tancredo critica o que seria um “verdadeiro exército especializado em disseminar mentiras e agressões” na internet. Se faz de vítima ao dizer que quando recorre à Justiça é acusado de tentativa de censura.

Como é muito bem tratado pela própria Folha de S. Paulo, pela revista Veja e pela Rede Globo e demais velhas mídias (TVs, rádios, revistas e jornais), principalmente a velha mídia mineira, ataca quem defende a democratização das mídias. Claro, para esse tipo de gente a mídia concentrada em oligopólios como ocorre de forma inconstitucional do Brasil é garantia de manutenção do seu poder.

Esses políticos contrários à democratização das mídias são os mesmos que quando estão no poder despejam milhões em publicidade e assinaturas para a revista Veja, a Rede Globo, o jornal Folha de S. Paulo, a rádio CBN, entre outras velhas mídias. Mas criticam qualquer verba destinada para sites e blogs, a não ser que sejam verbas para o UOL, G1, etc.

No final de sua coluna Aécio faz uma ameaça: “calúnia, injúria e difamação são crimes. E assim devem ser tratados”. Com esse discurso ele vai partir para cima dos blogs progressistas de todo o país que mostram a faceta do político que não aparece na TV, rádios e jornais mineiros.

Aécio ameaça com ações judiciais contra os blogueiros. Mas os blogueiros do Paraná e do Brasil estão se organizando para que tenham defesa jurídica contra tentativas de censura e intimidação de políticos poderosos.

Políticos poderosos já ameaçaram e processaram de forma injusta e autoritária o Blog do Tarso, que nem pessoa jurídica é e pode ter que pagar valores próximos a R$ 200 mil em multas e indenizações. Mas por enquanto continuamos firmes na luta!

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/05/aecio-neves-ameaca-blogueiros.html

Segundo DCM, Reinaldo e Mainardi estragaram a Abril

 

"Cada um a seu jeito, Mainardi e Azevedo contaminaram a maneira de ver o mundo da Veja – e também a maneira como o mundo vê a Veja. Editores mais fortes teriam impedido a ação corrosiva de Mainardi e Azevedo", escreve Paulo Nogueira, diretor do Diário do Centro do Mundo; "A falta de contraponto acabaria levando a duas calamidades editoriais que destruiriam a aura de equilíbrio e pluralidade que foi a grande marca da Veja em seus anos de ouro", analisa


247- Os colunistas Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo teriam sido os responsáveis pelo desgaste do produto de maior destaque do  grupo Abril, escreve o diretor do Diário do Centro do Mundo, Paulo Nogueira, em texto de homenagem a Roberto Civita. "A falta de contraponto acabaria levando a duas calamidades editoriais que destruiriam a aura de equilíbrio e pluralidade que foi a grande marca da Veja em seus anos de ouro", escfeveo jornalista, que foi formado na Abril. Leia:

Paulo Nogueira 27 de maio de 2013 26

Um conversador simplesmente incomparável

Não é fácil escrever sobre a morte de Roberto Civita, para mim.

A Abril foi minha casa, a Abril foi minha escola, a Abril foi meu amor, com os altos e baixos de todas as paixões.

E Roberto Civita era a Abril.

"Você é como um filho para mim, Paulo", ouvi dele certa vez. Acho que ele estava sendo sincero. Ou pelo menos eu era o Paulíssimo, como ele me chamava nos e-mails intermitentes que jamais deixamos de trocar.

Quando deixei a Abril, em 2006, frustrado por não ter sido promovido a presidente executivo como tinham me prometido, RC disse para mim na conversa de despedida: "A Abril vai ser sempre sua casa".

Se a nossa casa definitiva é a casa da juventude, dos grandes anos e das grandes esperanças, ele não poderia estar mais certo.

RC carregou, desde logo, o inevitável fardo dos herdeiros. Você o tempo todo tem que provar – para você mesmo – que não é apenas filho de seu pai.

Você o tempo todo procura se diferenciar de seu pai, e isto nem sempre é bom.

No caso de Roberto Civita, ele acabou tendo um estilo de administração muito mais distante do que o de seu pai, o fundador Victor Civita.

Seu Victor dirigia o próprio carro, e andava sempre pela empresa, com seu sorriso quilométrico e a simplicidade de quem você não vai estranhar se encontrar na feira.

Roberto adotou um modelo mais distante de comandar a empresa. Isso se refletiu, sobretudo, em seus principais subordinados.

Um presidente executivo recém-contratado me contou certa vez que, logo ao chegar, quis visitar a redação da Exame. Perguntou a um veterano vice-presidente em que andar ficava. "Não sei", foi a resposta.

Outro traço em que Roberto se afastou do pai foi na atitude perante o negócio. Seu Victor foi essencialmente um empreendedor: fez revistas, e fez hotéis, frigoríficos, clubes de livros etc.

Não se tinha propriamente na conta de editor, e isso acabou deixando mais espaço por vários anos para profissionais brilhantes.

Você só entende Mino Carta como diretor da Veja à luz da distância de Seu Victor. Mino conseguiu assinar um contrato pelo qual a família Civita só comentava a revista depois que ela estava pronta.

Na cabeça pragmática de Victor Civita pareciam estar claros os papeis: todos os jornalistas eram seus empregados, como o organograma demonstrava. Tinham que fazer bons textos, boas legendas, boas capas, bons títulos, boas fotos.

A clareza da subordinação dos jornalistas evitou que se estabelecessem rivalidades entre dono e jornalistas. O editor poderia dar uma entrevista na televisão, ser chamado de gênio e bajulado, mas não deixaria de ser empregado de Victor Civita.

A cena mudou quando, no início dos anos 80, Victor Civita – num gesto que se tornaria inspirador para muitos empreendedores brasileiros – se afastou dos negócios no gozo de saúde e lucidez e dividiu-os entre os dois filhos, Roberto, o primogênito, e Richard.

O patriarca Victor Civita tinha uma relação menos apaixonada com as revistas

Roberto ficou com o pedaço principal, as revistas. E seu envolvimento com elas foi muito mais intenso, muito mais apaixonado e muito mais complexo do que o de seu pai.

Isso trouxe coisas boas e coisas ruins. Um dono que ama visceralmente o negócio dá à comunidade um sentimento de orgulho considerável: estamos fazendo uma coisa incrível. Somos parte de um tremendo projeto.

Mas há, por outro lado, uma inevitável ocupação de um espaço que estava livre. Roberto Civita acabou pegando as revistas para si, sobretudo a Veja – com a qual ele teve uma relação de amor total, incondicional, à prova de tudo, como se fossem ambos Romeu e Julieta.

Com isso, o papel dos editores profissionais foi se tornando menor. Entendo que reside aí a explicação do que aconteceu nos últimos anos na Veja.

Depois de duas grandes gestões, a de Mino Carta, primeiro, e a de JR Guzzo e Elio Gaspari depois, a Veja acabaria sendo entregue a editores que, limitados, não fizeram os contrapontos indispensáveis a Roberto Civita. E No caso de RC o contraponto era crucial: ele não era um editor natural como, por exemplo, Henry Luce, o criador da Time. Ele era, acima de tudo, um animador.

Curiosamente, o que houve acabou sendo a negação a uma máxima que RC gostava de repetir: "Uma revista é seu editor".
A falta de contraponto acabaria levando a duas calamidades editoriais que destruiriam a aura de equilíbrio e pluralidade que foi a grande marca da Veja em seus anos de ouro.

Primeiro foi Diogo Mainardi, com sua selvagem caça a Lula, a quem chamava de sua "anta". No começo dos anos 2000, Mainardi mainardizou a Veja. O espírito intolerante e brutal de sua coluna como que se espalhou pela revista.

O serviço seria completado por Reinaldo Azevedo, com seu blog raivoso, extremista, no qual a "anta" foi substituída pelo "apedeuta".

Um bom editor teria percebido logo os estragos provocados por ambos, e teria alertado RC sobre as infrações ao jornalismo decente dos dois. Num certo momento, a Veja, por Azevedo, estava chamando Nassif de 'nassífiles', o que era inimaginável antes.

Cada um a seu jeito, Mainardi e Azevedo contaminaram a maneira de ver o mundo da Veja – e também a maneira como o mundo vê a Veja.

Editores mais fortes teriam impedido a ação corrosiva de Mainardi e Azevedo.
Fiquei impressionado com as manifestações de ódio de que foi objeto, em sua doença e morte, Roberto Civita nas redes sociais na internet.

A Abril foi, durante muitos anos, amada pelos brasileiros, paulistanos sobretudo. Uma das campanhas marcantes da empresa tocava nisso: "A Abril faz parte de sua vida".

Fazia mesmo, com suas revistas de alto nível, com suas coleções como Os Pensadores e tantas outras. A Abril popularizou até a música clássica numa coleção primorosa.

É naquela Abril, em seu espírito único entre as empresas jornalísticas brasileiras, que a nova geração poderá encontrar respostas para o futuro da casa nesta era digital.

A receita estava lá. Está lá.

Vou lamentar, evidentemente, o silêncio do conversador extremamente charmoso, divertido, provocador, inteligente – com seu sotaque americano jamais superado.

Vou lamentar a ausência dos e-mails destinados ao Paulíssimo, e terei que matar a saudade nos que guardei, assim que a leitura não doer tanto.

Pensarei nele sempre com um exemplar de sua tão amada Veja nas mãos. Acho que se ele pudesse negociar sua próxima vida, esta seria uma das principais exigências – a possibilidade de ler a Veja.

Roberto Civita, o RC, com toda a sua complexidade, vai estar para sempre vivo em minha memória, em meu coração e em minha gratidão.


http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/103356/Segundo-DCM-Reinaldo-e-Mainardi-estragaram-a-Abril-Segundo-DCM-Reinaldo-Mainardi-estragaram-Abril.htm

A situação está piorando para o bebaço de Minas Gerais... TJ-MG nega recurso de Aécio Neves em ação por desvio de R$ 4,3 bilhões da saúde

 BLOG DO SARAIVA

TJ-MG nega recurso de Aécio Neves em ação por desvio de R$ 4,3 bilhões da saúde

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) decidiu, por três votos a zero, que o senador Aécio Neves continua réu em uma ação civil por improbidade administrativa. 
 
O Ministério Público de Minas Gerais moveu uma ação contra Aécio Neves pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da saúde de Minas e pelo não cumprimento do piso constitucional para financiamento do sistema público de saúde entre 2003 e 2008, quando foi governador de Minas Gerais. 
 
O julgamento do mérito da ação deve acontecer ainda este ano, e se for condenado, o senador ficará inelegível. Os desembargadores Bitencourt Marcondes, Alyrio Ramos e Edgard Penna Amorim negaram o provimento ao recurso interposto por Aécio Neves para que a ação fosse extinta. 
 
Os desembargadores entenderam que a ação é legítima, já que não foi cumprida a aplicação mínima de 12% da receita do Estado na Saúde. Para os magistrados da Corte mineira, a atitude do ex-governador fere os princípios da administração pública. 
 
Aécio sustentou no recurso que não houve qualquer transferência de recurso para a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para investimentos em saneamento básico, e que as obras de saneamento foram realizadas com recursos do próprio órgão. 
 
De acordo com o MP-MG, a utilização de valores das tarifas da Copasa como investimento em saúde pública é uma manobra para cumprir o piso constitucional para a Saúde.


Franklin Martins: “Governo tem que liderar debate sobre telecomunicações”




Franklin Martins evitou críticas frontais ao governo Dilma
 Foto: Cristiano Sant´Anna/Conexões Globais
Samir Oliveira

Ex-ministro da Comunicação Social durante os governos do ex-presidente Lula, o jornalista Franklin Martins esteve em Porto Alegre neste sábado (25) para participar de um painel do evento Conexões Globais, na Casa de Cultura Mário Quintana. Antes do debate, ele concedeu uma entrevista coletiva à imprensa na qual afirmou que o governo federal precisa liderar o debate sobre o novo marco regulatório para telecomunicações no país.

“Isso precisa da liderança do governo, porque trata-se de concessões públicas. O governo tem que liderar esse debate. Acredito que em algum momento isso acontecerá”, disse. Quando terminou o segundo mandato de Lula, Franklin Martins deixou em seu ministério um projeto de marco regulatório praticamente finalizado, que acabou não sendo encaminhado pelo governo da presidente Dilma Rousseff.

Ativistas do movimento pela democratização da comunicação não poupam críticas ao Palácio do Planalto e afirmam que há um retrocesso nas políticas públicas para a área em relação ao governo Lula – que realizou a primeira Conferência Nacional de Comunicação. Confrontado com estas questões, Franklin optou por não criticar frontalmente o atual governo.

“Ninguém vai arrancar de mim uma palavra contra o atual governo. O governo Lula deixou uma contribuição. Não era um projeto pronto, mas tinha 95% das questões equacionadas. Lula e eu achávamos que é um tema relevantíssimo para a democracia e para a economia brasileira. Espero que o governo vá encaminhar essa questão”, comentou.

“Marco regulatório é absolutamente indispensável” 
Ao ser perguntado se estava feliz com a política de comunicação do atual governo, o ex-ministro limitou-se a dizer que está feliz “com o governo”. E acrescentou que possui uma relação de amizade com a presidente Dilma Rousseff, com quem, segundo ele, conversa todos os meses. “Os adversários do governo querem estabelecer o tempo todo algum tipo de divisão entre o que foi o outro governo e o que é este. Converso todo mês com a presidente. Todo mês ela me chama e a gente conversa. Quando eu tenho críticas, faço a ela, não farei de público porque tenho um lado”, explicou.

“Todas as concessões possuem marco regulatório, menos comunicação”, observa Franklin

Na conversa com jornalistas em Porto Alegre, o ex-ministro da Comunicação Social Franklin Martins observou que todas as áreas do serviço público delegadas à iniciativa privada são regidas por um arcabouço legal e regulatório, menos as telecomunicações. “Todos os serviços explorados em regime de concessão pública no Brasil têm um marco regulatório, menos a radiodifusão, porque ela se recusa a discutir e acusa qualquer tentativa séria de estabelecer algum tipo de regulação como atentado à liberdade de imprensa. É um discurso que não cola mais”, criticou.

Ele entende que é “absolutamente indispensável” que o país aprove um marco regulatório para o setor. “É preciso haver mais pluralidade nas telecomunicações. Não temos leis, vivemos em um cipoal de gambiarras, nosso código geral de telecomunicações tem 51 anos”, apontou.

Ex-ministro disse que conversa todos os meses
com a presidente Dilma Rousseff
Foto: Cristiano Sant´Anna/Conexões Globais
Franklin Martins disse que o espectro eletromagnético é público e precisa ser repartido de acordo com regras bastante claras. “O Brasil é um dos poucos países importantes do mundo que não tem um marco regulatório para telecomunicações, que são concessões públicas. O espectro eletromagnético pertence ao Estado, é público, escasso, finito e tem que ter regras para ele ser repartido”, defendeu.

Questionado sobre o avanço que outros países da América do Sul têm obtido nesta área – como Argentina, Uruguai, Venezuela, Equador e Bolívia, que possuem uma ley de médios –, o ex-ministro disse que o Brasil sempre foi “mais lento”.

“Nós custamos muito a formar maiorias. Isso sempre valeu na nossa história. Não somos um potro fogoso que galopa, dá meia volta, relincha e dá coices como os argentinos. Somos um elefante. Temos sempre três pés no chão e levantamos apenas um de cada vez”, comparou.

Após a entrevista – antes de se dirigir à palestra –, Franklin conversou brevemente com o governador Tarso Genro (PT), que estava na Casa de Cultura Mário Quintana. O petista havia participado de um painel sobre o futuro dos estados democráticos na era da informação.

- com Sul 21

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