sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A “arma secreta” de PSDB e PSB contra a reeleição de Dilma




Escrevo logo após retornar de palestra que proferi em um seminário sobre comunicação digital. Após o evento, tive oportunidade de conversar com um importante ativista digital cujo nome não vou declinar. Essa pessoa me forneceu informações sobre um golpe político que, sendo passadas por quem as passou, merecem muita, mas muita atenção.

Antes de prosseguir, porém, vale explicar que a expressão “golpe político” é deste que escreve, não de quem passou as tais informações. Até porque, apesar de ser pessoa séria está envolvida em um processo com o qual tenho informações de que o PSDB e o PSB contam, pois tentarão usá-lo como arma eleitoral contra a reeleição de Dilma Rousseff.

O processo em questão, como muitos já devem ter adivinhado, é o de preparação de pretensos grandes protestos contra a Copa do Mundo durante a campanha eleitoral do ano que vem.

A pessoa com quem conversei me informou de que a preparação desses protestos vem sendo discutida com movimentos internacionais como o espanhol 15M, o movimento dos “indignados” que, em 2011, ajudou o Partido Popular (centro-direita), do atual premier da Espanha, Mariano Rajoy Brey, a derrotar o então premier José Luis Rodríguez Zapatero, do Partido Socialista Operário Espanhol (centro-esquerda).

Há, pois, um movimento internacional de origens, propósitos e tendências duvidosas e obscuras se imiscuindo na política brasileira ao insuflar grupos de esquerda mais radicais a desencadearem protestos “contra a Fifa” e “contra a Copa” em plenas eleições, no ano que vem.

Não é pouco. Pode-se dizer que há interesses transnacionais querendo influir no processo eleitoral brasileiro.

Mais espantoso ainda é que há grupos envolvidos na preparação desses protestos que têm em seu seio simpatizantes e até militantes do PT. Pessoas que concordam com a premissa de que a volta do PSDB ao poder ou a chegada do PSB, através de Eduardo Campos ou de Marina Silva, seria uma tragédia para o país, mas que estão dispostas a arriscar a reeleição de Dilma por um movimento que nem sabe direito o que pretende.

Perguntei ao meu interlocutor qual é o objetivo desse movimento “contra a Fifa” ou “Contra a Copa”, já que a realização do torneio em solo pátrio, em tese, é inevitável. Ouvi que o objetivo é “denunciar”. “Denunciar o que?”, perguntei. “Denunciar a Fifa”, repetiu.

Mas a Fifa só estará no Brasil porque Lula e Dilma trouxeram a Copa para cá, de modo que será um movimento contra a reeleição dela, já que ocorrerá em plena campanha eleitoral. E se ocorrerá em plena campanha eleitoral de forma planejada, é óbvio que pretende influir nela. E se Dilma é que está trazendo a Fifa para cá, então a campanha é contra sua reeleição…

Certo?

Não para meu interlocutor, que diz preferir o PT no poder ao PSDB ou ao PSB. Contudo, afirma que será possível fazer essas manifestações se voltarem contra o PSDB – não falou em PSB – apesar de a Copa que quer combater ter sido trazida para o Brasil pelo PT (?!).

Perguntei à pessoa em questão se essa coisa de “denunciar” a Copa e a Fifa durante o processo eleitoral não será um mero ataque político, já que, com os estádios prontos, com as obras de infraestrutura todas concluídas, com as equipes estrangeiras de futebol e com turistas em solo pátrio, não será possível cancelar o evento. Não obtive uma resposta clara.

Não haverá outro objetivo dessas manifestações, portanto, que não seja o de provocar um efeito político que, pelo que foi explicado acima, volta-se, imediatamente, contra quem trouxe a Copa do Mundo para o Brasil. Ponto.

Essas manifestações, portanto, serão um golpe político que irá furtar do brasileiro o direito a escolher seus representantes de forma consciente e serena, sem pressões sobre seu cotidiano que o forcem a tomar uma decisão eleitoral com base na conjuntura imediata e não em uma reflexão profunda.

O fato é que não há mais que discutir se essas manifestações ocorrerão. Só o que se pode discutir é se ganharão força ou se a sociedade – após a aprovação aos protestos de junho ter caído vertiginosamente – irá desprezá-las ao lhes enxergar o evidente caráter politiqueiro e, em certa medida, golpista, pois tudo que impede eleições tranquilas tem tal caráter.

Nos Estados, diz aquela pessoa, os protestos serão contra os governos locais. Aqui em São Paulo, pretendem fustigar Alckmin para impedir-lhe a reeleição. Todavia, em nível federal acabarão produzindo não o mesmo efeito, mas um efeito mais potente porque, repito, o governo federal é o responsável por a Copa estar sendo realizada no Brasil.

Resta saber se o governo Dilma e os setores racionais do PT já têm um plano para lidar com essas manifestações. O mote da Copa do Mundo não será o único, haverá também protestos do Movimento Passe Livre por “mobilidade urbana” que virão, em pleno processo eleitoral, exigir de novo transporte gratuito para todo mundo no país todo.

Detalhe: daí até algum candidato espertalhão prometer tal quimera, será um pulo.

O movimento contra a Copa – e outros com ou sem causa que irão às ruas durante as eleições de 2014 – são inevitáveis, mas atingirem o objetivo que perseguirão – muitas vezes sem saber – de derrubar todos os governos estabelecidos não é inevitável. Só que Dilma e o PT precisam chegar a meados do ano que vem com uma estratégia. Ou serão derrotados.

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/12/a-arma-secreta-de-psdb-e-psb-contra-a-reeleicao-de-dilma/

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Caso STF-Med fará Rosa Weber aliviar para o PSDB?


Edição/247 Fotos: Felipe Sampaio/STF | Reprodução:  

A reportagem mais importante do fim de semana foi publicada pelo jornal O Globo, que apontou que o Supremo Tribunal Federal, ao inflar os beneficiários de seu plano de saúde, recebeu R$ 16,8 milhões a mais do que deveria da União; o STF-Med tem no comando de seu conselho a ministra Rosa Weber, a mesma que decidirá se três secretários do governo de Geraldo Alckmin serão réus no STF no inquérito que apura as propinas da Alstom e da Siemens; na mesma edição, o Globo publicou o editorial "A missão do STF no caso do cartel em São Paulo", onde diz que "a folha corrida do PT em dossiês não é abonadora"; será esse mais um exemplo de faca no pescoço do STF?

15 de Dezembro de 2013 às 19:36

SP 247 - No início do próximo ano, após a volta do recesso, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, decidirá se três secretários do governo de São Paulo – Edson Aparecido, da Casa Civil, José Aníbal, de Energia, e Rodrigo Garcia, do Desenvolvimento – serão réus na suprema corte. Os três foram acusados por um ex-diretor da Siemens, chamado Everton Rheinrheimer, de envolvimento com subornos pagos pela multinacional alemã.

Caso decida transformá-los em réus, Rosa Weber tornará praticamente inevitável a demissão do trio, uma vez que Geraldo Alckmin dificilmente conseguirá enfrentar uma reeleição, com a suspeita do chamado "trensalão" pairando sobre seu governo.

No entanto, neste domingo, Rosa Weber recebeu vários recados no jornal O Globo, da família Marinho. Na reportagem mais importante do fim de semana, o jornal revelou como o STF inflou o número de beneficiários do STF-Med, o plano de saúde dos funcionários, fazendo com que o tribunal recebesse da União R$ 16,8 milhões a mais do que deveria da União (leia mais aqui). O jornal também informou que Rosa Weber é a ministra que chefia o conselho do STF-Med, onde ocorreram as irregularidades.

Na coluna de Elio Gaspari, outra informação importante: a de que a oposição já tem um discurso pronto para a hipótese de que ela acolha a denúncia contra os figurões do PSDB. Neste caso, dirão que ela agiu desta maneira por ter sido indicada para o cargo pela presidente Dilma Rousseff (leia mais aqui).

A mensagem mais importante, no entanto, está no editorial do Globo deste domingo, cujo título não poderia ser mais explícito: "A missão do STF no caso do cartel em São Paulo" (leia aqui). Embora defenda que a suprema corte decida com rigor e independência, O Globo manda um recado. "Para aumentar o teor político-partidário, o Cade é acusado pelos tucanos de agir como um aparelho petista no encaminhamento de denúncias. E há, ainda, o choque entre o PSDB e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em torno de uma suposta tradução de um alegado documento em que o tradutor acrescentou no texto nomes de figuras do PSDB, e Cardozo enviou a papelada, assim mesmo, para a PF. Sabe-se que a folha corrida do PT em dossiês não é abonadora", diz o editorial dos Marinho.

Resumo da ópera: na mesma edição, O Globo acusa uma fraude no STF, insinua o envolvimento da ministra Rosa Weber e sinaliza, no editorial, que o envolvimento de figurões do PSDB teria sido fraudado por um "aparelho do PT" na máquina pública – muito embora Rheinrheimer tenha confirmado as denúncias em novo depoimento.

Ao que tudo indica, é mais um caso de "faca no pescoço", colocado por um meio de comunicação, à suprema corte.

Será que Rosa Weber irá ceder à pressão?

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/124120/Caso-STF-Med-far%C3%A1-Rosa-Weber-aliviar-para-o-PSDB.htm

Ato pró-Barbosa reúne apenas 29 e pede armas



Edição247-Fellipe Sampaio-STF / Apu Gomes-Folhapress:
Manifestação pacífica contra a corrupção no Brasil usou a imagem do presidente do STF e do líder sul-africano Nelson Mandela; grupo de maçons, convocado também pela entidade Movimento Brasil Merece Mais, listou entre as reivindicações, no Parque do Povo, em São Paulo, a redução de impostos e o poder de portar armas para se defender 

16 de Dezembro de 2013 às 06:53

247 – Um pequeno grupo de 29 manifestantes, convocado por maçons e pela entidade Movimento Brasil Merece Mais, realizou no último domingo um ato em apoio a Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal. "A maçonaria não faz protesto, mas, os maçons sim", explica Fernando Colacioppo.

O ato pacífico contra a corrupção no Brasil, organizado no Parque do Povo, em São Paulo, contou com faixas com a imagem de Barbosa e de Nelson Mandela com a mensagem: “Vamos seguir o exemplo de quem mudou a história e sermos os protagonistas de um novo Brasil”.

Usaram também um Papai Noel que registrava pedidos dos passantes. Entre os eles: "um país justo de impostos" e a "plena defesa do cidadão: poder portar armas". Segundo um dos empresários, os papéis serão encaminhados ao gabinete de Dilma Rousseff.

O magistrado não oficializou sua entrada na campanha de 2014, mas é cotado por institutos de pesquisa como o maior opositor da presidente Dilma, que poderia levar a eleição para segundo turno.

 
  http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/124131/Ato-pr%C3%B3-Barbosa-re%C3%BAne-apenas-29-e-pede-armas.htm

A justiça e o homem mau



Por Hylda Cavalcanti, Paulo Donizetti e Vitor Nuzzi, na Revista do Brasil:

Ao longo de todo o julgamento da Ação Penal 470, não faltaram decisões ­espetaculares por parte de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo de seu presidente, Joaquim Barbosa. Na mais recente, ao determinar a prisão de 12 dos 25 réus do processo em pleno feriado da República, o presidente da Corte Suprema provocou vários tipos de reação: a dos deslumbrados com o espetáculo, estimulados pela cobertura recorrente em meios tradicionais de comunicação, a dos que acreditam na Justiça e a dos indignados com procedimentos adotados pelo magistrado. Nesse caso, chama a atenção o incômodo no próprio meio jurídico com algumas decisões.

Personalidades do Judiciário, preocupadas com possíveis abusos de poder por parte do presidente do STF, expressaram sua posição, em manifesto público distribuído no dia 19 de novembro. O texto foi assinado por dezenas de acadêmicos, intelectuais, advogados e juristas com o nome historicamente associado à defesa da democracia, entre eles Dalmo Dallari e Celso Bandeira de Mello – este último disse considerar Barbosa “uma pessoa má”.

“Ele é um homem mau, com pouco sentimento humano”, comentou Bandeira de Mello. “Falo isso sem nenhum preconceito com a pessoa dele, pois já o convidei para jantar na minha casa. Mas o que ele faz é simplesmente maldade”, reiterou. O ex-governador de São Paulo Claudio Lembo chegou a considerar num programa de TV que o “linchamento” praticado por Joaquim Barbosa e as ilegalidades das prisões poderiam levar ao seu impeachment. “Nunca houve impea­chment de um presidente do STF. Mas pode haver, está na Constituição. O poder Judiciário não pode ser instrumento de vendeta (termo originalmente italiano para ‘vingança’)”, afirmou.

No manifesto, os signatários afirmam que a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal de mandar prender os réus da AP 470 no dia da proclamação da República expõe “claro açodamento” e falam em ilegalidade. “Sem qualquer razão meramente defensável, organizou-se um desfile aéreo, custeado com dinheiro público e com forte apelo midiático, para levar todos os réus a Brasília. Não faz sentido transferir para o regime fechado, no presídio da Papuda, réus que deveriam iniciar o cumprimento das penas já no semiaberto em seus estados de origem”, diz o documento. “Só o desejo pelo espetáculo justifica. Não escrevemos em nome dos réus, mas de uma significativa parcela da sociedade que está perplexa com a exploração midiática das prisões e temem não só pelo destino dos réus, mas também pelo futuro do Estado Democrático de Direito no Brasil.”

O texto alerta que o procedimento relativo à execução da pena constituiu “erro inadmissível que compromete a imagem e a reputação do Supremo Tribunal Federal e já provoca reações da sociedade e meio jurídico”. Para Bandeira de Mello, o plenário do STF poderia inclusive fazer uma censura pública a Barbosa.

Entidades representativas da magistratura também expressaram críticas ao comportamento de Barbosa. Casos da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), da Associação Juízes para a Democracia (AJD) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O presidente da AMB, João Ricardo dos Santos Costa, considerou um “canetaço” a decisão do presidente do STF de fazer pressão para substituir o juiz da Vara de Execuções Penais responsável pelos presos em Brasília. Em outra nota, a presidenta da AJD, ­Kenarik Boujikian, afirma que “o povo não aceita mais o coronelismo no Judiciário”.

Precipitação
As confusões começaram quando Barbosa obrigou réus a tomar um avião e seguir para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, quando vários deles esperavam ficar em penitenciárias nos seus estados. O local não estava preparado para recebê-los e, num primeiro momento, mesmo os condenados ao regime semiaberto – caso dos ex-dirigentes do PT – tiveram de ficar numa ala específica para detentos do regime prisional fechado. Além da forma como a prisão foi feita, do desconforto observado entre ministros do STF com a decisão tomada de forma monocrática pelo presidente, a situação passou a piorar com o agravamento do estado de saúde do deputado José Genoino.

Operado em julho e vítima de um acidente vascular cerebral em agosto, Genoino já tinha sua situação clínica publicamente conhecida, antes mesmo do término do julgamento. Ainda assim, somente depois que o deputado foi levado às pressas para o Instituto Cardiológico do Distrito Federal com suspeita de infarto, foi concedida – ainda de maneira provisória – autorização para que ficasse num hospital ou na casa de algum parente. Genoino precisa tomar anticoagulantes, tem picos elevados de pressão e seu estado requer cuidados. No dia 24, ao sair do Incor, foi para a casa da filha Mariana, que vive em Brasília. “Quando recebeu o mandado de prisão ele tinha recebido alta hospitalar, não alta médica. Precisa tomar vários remédios por dia e fazer uma rotina de exercícios de respiração e fonoaudiológicos”, disse a outra filha, Miruna.

Celso Bandeira de Mello assinalou ainda dois fatos que considerou graves e que, por contrariar a legislação, poderiam motivar o afastamento de Barbosa: o encaminhamento para o regime fechado de pessoas que haviam sido condenadas ao semiaberto e a expedição de mandados de prisão em pleno feriado da Proclamação da República sem as respectivas cartas de sentença (emitidas 48 horas depois). No Congresso, alguns senadores chegaram a discutir em reservado a possibilidade de iniciar um movimento para, eles próprios, pedirem o impeachment de Barbosa. Foram, porém, desestimulados pelo governo. O Palácio do Planalto não se pronuncia oficialmente, mas teme uma crise institucional, o choque entre poderes, e não descarta que, em meio a tantas reações, Barbosa seja transformado em “vítima” pelos meios de comunicação que lhe dão guarida.

O ministro já foi, de fato, acusado pelos colegas de tentar se vitimizar quando seus atos não saem conforme o planejado. “Ele sempre gostou de usar recursos para se fazer de vítima. Fez isso com sua doença na coluna, tempos atrás, e agora segue no mesmo estilo”, comentou um ministro aposentado. Até mesmo dentro de casa o clima era de desconforto. “Foi uma atitude açodada. Não havia motivo (para a decretação das prisões em pleno feriado)”, afirmou o ministro Marco Aurélio de Mello.

Contatos e planos
Outra trapalhada de Barbosa diz respeito à substituição do juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal. Apesar do titular da Vara ser Ademar Silva de Vasconcelos, Barbosa pediu para que fosse designado, para o caso dos réus da AP 470, o juiz substituto Bruno André da Silva Ribeiro. Ribeiro é tido como um magistrado preparado e elogiado por muitos. Leciona Direito Penal e Direito Processual­ Penal no Instituto Brasileiro de Direito Público (IBDP), que tem como um dos sócios o ministro Gilmar Mendes.

Bruno é filho de um ex-deputado do Distrito Federal, Raimundo Ribeiro, que ocupou cargos no governo Fernando Henrique Cardoso e tem participação atuante no PSDB local. Além disso, é ligado ao ex governador José Roberto Arruda – preso e cassado em 2009. Sua mãe, a servidora pública Luci Rosane Ribeiro, constantemente posta nas redes sociais mensagens com críticas ao PT, e chegou a publicar uma foto de Joaquim Barbosa, elogiando a condução do ministro no julgamento. “A indicação do nome do meu filho não tem qualquer conotação de ordem político-partidária”, sustentou o ex-deputado.

Os contatos do presidente do STF com o juiz Bruno Ribeiro foram mantidos desde antes da decretação da prisão dos condenados. Foi para ele que Barbosa encaminhou documentos referentes ao processo quando decretou a prisão. Como ele estava entrando em férias, a incumbência ficou com o titular da Vara, Ademar Vasconcelos. O presidente do STF chegou a afirmar que as informações que vinha recebendo do juiz titular eram diferentes das que lhe foram repassadas depois sobre a situação clínica de Genoino­. A interpretação de alguns ministros e juízes que defendem a postura do titular da Vara é de que Barbosa poderia, assim, usar Vasconcelos como bode expiatório caso Genoino viesse a ter um fim trágico por causa da sua prisão intempestiva.

Em meio a essa trama, correm no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) especulações de que Barbosa pedirá aposentadoria do cargo até abril do próximo ano, um sinal de que seu “açodamento” seria calculado. Embora ele negue, comenta-se que poderá disputar uma vaga ao Senado Federal pelo Rio de Janeiro – a legenda provável seria o PSB de Eduardo Campos.

Outra possibilidade, noticiada recentemente pelo jornalista Wilson Lima, do portal IG em Brasília, é a aproximação com o senador mineiro Aécio Neves, postulante do PSDB à Presidência da República. Poderia ser seu vice, ou anunciado com provável ministro. “O tucanato, oficialmente, nega qualquer tentativa de aproximação. Mas nos últimos dois meses, conforme os próprios tucanos, os encontros entre Aécio e Barbosa têm sido cada vez mais frequentes em jantares e eventos sociais em Brasília”, anota o jornalista. Ele lembra que em abril o presidente do STF, mineiro de Paracatu, foi homenageado com a Medalha da Inconfidência pelo governo de Minas Gerais.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/12/a-justica-e-o-homem-mau.html

Tucanos enfrentarão 2014 com escândalo dos trens bombando


Acostumado a ser acobertado pela mídia e pela Justiça, o PSDB tratou de fazer um showzinho diante do agravamento do escândalo bilionário que eclodiu contra o partido nos últimos meses. Com a cumplicidade do Jornal Nacional, da Globo, os tucanos tentaram transformar uma tecnicalidade em indício de que o dito “trensalão” não passaria de invenção do PT.
No final de novembro, os tucanos começaram a alardear que o inquérito da Polícia Federal sobre licitações de metrô e trens de São Paulo incluiria um documento forjado, uma carta anônima datada de junho de 2008.
A carta, endereçada à Siemens na Alemanha, denunciava pagamento de propinas a “funcionários de governo”. Segundo os tucanos, o texto em inglês não citava partidos, mas a tradução para o português constante da denúncia do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, à PF, conteria trechos nos quais “funcionários” teriam virado “políticos do PSDB”.
Com base nessa distorção dos fatos, colunistas e até manchetes de primeira página dos grandes jornais tentaram transformar todo o caso em um novo “escândalo dos aloprados”, a suposta tentativa do PT paulista de incriminar políticos tucanos durante as eleições de 2006.
Cardoso não tardou a responder. Em entrevista coletiva à imprensa e depois em audiências no Congresso negou que os documentos em inglês e em português fossem tradução uns dos outros. E meteu um processo nos tucanos que o difamaram acusando-o de ter feito uma tradução infiel da carta-denúncia.
Durante dias e dias, alguns parecem ter acreditado que seria possível enterrar o caso todo apenas com base nesse factoide usado pelo PSDB com a finalidade de desviar o foco das investigações, mas o caso é muito mais sério do que pensavam os tucanos e a mídia.
A evidência das múltiplas tentativas do PSDB, de grupos de mídia simpáticos ao partido e do Ministério Público Federal de São Paulo de tentarem enterrar o escândalo dos trens foi o que levou o presidente desse inquérito, o delegado Milton Fornazari Junior, da Delegacia de Combate a Ilícitos Financeiros (Delefin), a recomendar o envio do processo ao STF.
Fornazari diz, nos autos, que haveria “provas” de que “políticos vinculados ao governo do Estado de São Paulo receberam propina de cinco multinacionais por meio de lobistas”.
O envio do inquérito para o Supremo Tribunal Federal ocorreu na quinta-feira (12) e surpreendeu a mídia e o PSDB. E mais, preocupou-os seriamente, pois, fora da República de São Paulo, as condições de “controlar” o andamento das investigações diminuem fortemente.
A ministra Rosa Weber será a relatora da denúncia e terá que decidir se há indícios para abertura da investigação no Supremo. Em um momento em que se amontoam as críticas no mundo jurídico à dureza do STF contra petistas, o não reconhecimento por Weber de que o caso tem que ser tratado naquela instância torna-se quase impossível.
A virtual impossibilidade de Weber enterrar o caso devolvendo-o a São Paulo se dá em razão da imensa quantidade de provas materiais – com recursos rastreados, números de contas bancárias em paraísos fiscais, autodenúncia da Siemens etc.
A investigação foi parar no Supremo porque o nome do deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) surgiu nas investigações. Como ele tem foro privilegiado, as acusações têm que ocorrer no STF.
Além de Jardim, pelo menos três secretários do governo de Geraldo Alckmin apareceram nas investigações: José Anibal (secretário de Energia de São Paulo); Edson Aparecido dos Santos (secretário da Casa Civil do governo de São Paulo) e Rodrigo Garcia (secretário de Desenvolvimento Social de São Paulo). Os três são deputados federais licenciados.
Mas o que há nesse inquérito que pode transformar as eleições de 2014 nas mais difíceis que o PSDB já enfrentou? O partido, em aliança explícita com a Globo e com a revista Veja – outros veículos foram bem mais comedidos ao tentarem ajudar os tucanos –, tentaram reduzir um caso que envolve bilhões de dólares a mera “armação do PT”.
Contudo, o tamanho da encrenca é tão grande que, sendo investigada fora de São Paulo, ficará praticamente impossível abafá-la. Um breve histórico do que está acontecendo sugere que o escândalo é muito grande para ser contido.
Em 2008, a Siemens teve que desembolsar US$ 1,6 bilhão em multas cobradas pelos governos americano e alemão de forma a se livrar da acusação de que promovera o mais vasto esquema de corrupção já descoberto no mundo.
Investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que a empresa fez pagamentos bilionários em contas de empresas fictícias em paraísos fiscais para subornar funcionários públicos e políticos em dezenas de países.
No período entre 2001 e 2007, a Siemens gastou US$ 1,4 bilhão em propinas através de 4.283 pagamentos de suborno espalhados pelo mundo. Venezuela, Argentina, Bangladesh, China, Israel, Nigéria e Brasil foram alguns dos países em que a empresa corrompeu governos e políticos.  Notas fiscais falsas foram usadas para sustentar falsos contratos de consultorias que nunca foram prestadas.
Paralelamente à Siemens, a empresa francesa Alstom também foi flagrada operando pagamentos de propina. Como ambas atuam em áreas congêneres, descobriu-se que as duas, entre outras, formavam cartéis para faturar contratos públicos.
Tanto a Siemens quanto a Alstom pagavam propinas em contas secretas em paraísos fiscais em nome de laranjas. Esses recursos eram liberados sob a rubrica de “despesas úteis” após os executivos dessas empresas descobrirem quem tinham que subornar para conseguir os contratos.
Tudo começava com a busca de lobistas que tinham acesso a burocratas e políticos. Os lobistas, em outros países, não negociavam apenas com funcionários públicos, mas, também, com políticos que governavam aquele Estado ou aquele país e que haviam nomeado aqueles funcionários.
Por que, no Brasil, Alstom e Siemens operariam diferente?
O esquema funcionou assim em todas as partes que essas empresas atuavam: para que o dinheiro chegasse a quem autorizava os contratos os lobistas o recebiam da Siemens ou da Alstom em contas em paraísos fiscais, ficavam com uma comissão e repassavam o resto aos políticos e funcionários públicos que corrompiam.
Para disfarçar, Alstom e Siemens firmavam com os lobistas contratos de “consultoria”. Uma tática altamente conhecida. A Siemens confessou ao governo norte-americano ter fechado 2.700 contratos de “consultoria” ao redor do mundo. Aqui no Brasil não foi diferente.
Ora, seria impossível fechar contratos dessa envergadura sem que o alto escalão dos governos estaduais notasse alguma coisa.
Devido à grosseria do esquema, no escândalo brasileiro a Polícia Federal afirma haver “fartura” de provas – provas testemunhais, provas bancárias e provas contratuais. Nas obras da linha 5 do metrô de São Paulo, por exemplo, um único contrato chega a R$ 735 milhões em valores atuais.
Durante o governo Covas (2000), a Siemens da Alemanha assinou contratos de “consultoria” com os lobistas Arthur e Sérgio Teixeira. Pelo contrato, receberiam comissão de 8%, ou US$ 216.800. Há prova de que o dinheiro foi depositado nas contas do diretor de operações do metrô de São Paulo, João Roberto Zaniboni, na Suíça. No total, ele chegou a receber US$ 500 mil.
Esse é um entre vários funcionários do governo paulista que estão com as contas bloqueadas por terem sido flagrados recebendo valores desse porte.
Chega a ser ridículo quando vemos a mesma mídia que condenou petistas em 2005 – logo que foram feitas as denúncias do mensalão – dizer agora que “não se pode afirmar” que os políticos tucanos que nomearam esses funcionários também receberam dinheiro.
Aliás, já há evidências consideradas “fortes” contra ao menos um tucano: Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE), fundador do PSDB, coordenador da campanha de Mário Covas ao governo de São Paulo em 1994 e chefe da Casa Civil no governo tucano.
Marinho chegou a ter US$ 1 milhão bloqueado na Suíça em 2009 enquanto negava ter dinheiro no exterior e, simultaneamente, entrava com recurso na Justiça suíça para impedir acesso das investigações às suas contas bancárias em Genebra.
Segundo o Ministério Público suíço, o tucano Robson Marinho foi subornado pela Alstom, quando era conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que tem por obrigação analisar como o governo do Estado de São Paulo gasta os impostos dos contribuintes.
Marinho considerou lícito um contrato de construção de estações de energia do metrô firmado entre o governo Covas e a Alstom com a Eletropaulo em 1998. A Justiça suíça enviou ao Brasil, entre outras provas, carta manuscrita com as iniciais “RM”, como sendo de autoria do intermediário entre a Alstom, um partido político não identificado, o TCE e a Secretaria de Energia do governo do Estado.
Marinho teria recebido comissão de 7,5%.
O potencial explosivo desse caso está na denúncia da Justiça suíça. Segundo reportagem recente da revista Época, “O mentor da propina nos contratos da Alstom é o lobista José Amaro Pinto Ramos”, ligado ao ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta. Amaro se apresentava como “assessor” do então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Em breve, o STF terá que decidir, através da ministra Rosa Weber, se irá investigar essas e muitas outras evidências contundentes contra o PSDB de São Paulo. E isso logo após a corte ter promovido condenações de expoentes do PT sob a teoria de que o que os subalternos deles fizeram era responsabilidade dos seus superiores hierárquicos.
Um tratamento diferenciado para casos que só não são iguais porque o caso que envolve o PSDB tem muito mais provas – inclusive materiais – e envolve muito mais dinheiro fundamentará denúncia contra a Corte nas instâncias de apelação internacionais, pois ficará evidente que o Judiciário brasileiro promove linchamentos e acobertamentos políticos.
Em tese, o STF não cometerá o erro de agir com parcialidade tão escancarada. Seria um suicídio, a prova final de que a Corte se tornou um órgão partidarizado, o que iria expor seus membros inclusive a ações penais, no futuro.
De tudo isso, portanto, pode-se concluir que, se a vida do PT – e, acima deste, da presidente Dilma Rousseff – não será fácil em 2014, a do PSDB deve se complicar muito mais. O PT já pagou o preço do mensalão e já se sabe, através de inúmeras pesquisas, que o eleitorado está separando uma coisa da outra.
Com o PSDB será diferente. Há quase dez anos esse partido acusa o PT furiosamente de ser corrupto enquanto se apresenta como uma espécie de vestal, acima de investigações ou meras suspeitas. Se não conseguirem deter a investigação no STF, durante o processo eleitoral será desencadeado um tsunami contra os tucanos. Um tsunami inédito.

 http://www.blogdacidadania.com.br/2013/12/tucanos-enfrentarao-2014-com-escandalo-dos-trens-bombando/

Trensalão tucano: Globo pressiona Rosa Weber


Burburinho acha as pegadas da Globo Overseas na blindagem dos tucanos de SP 
 
 1 – No dia 12/12/2013, há 4 dias atrás, chegou ao STF o inquérito 3815 que denuncia gente e políticos do PSDB de SP sobre os desvios de milhões dos trens e metô de SP. Conforme a imagem abaixo que peguei no site do STF, a Ministra Rosa Weber será a relatora do inquérito 3815:
 
Link para o STF: http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=4511033

2 – No mesmo dia 12, minutos depois de anunciado que a Rosa Weber será a relatora do inquérito 3815, fiz 2 comentários no Twitter:

“Eu acho a min Rosa Weber muito insegura. Vamos ver se ela terá pulso firme com os citados no inq3815, o cartel de SP.”https://twitter.com/stanleyburburin/status/411220124969230336

“A partir de amanhã, a min Rosa Weber do STF, relatora do inq do cartel de SP, começará a sofre pressão da velha mídia.”

https://twitter.com/stanleyburburin/status/411216778824794112

3 – Hoje, do nada, O Globo traz a manchete:

“STF inflou números de seu plano de saúde para receber mais verba da União”

http://oglobo.globo.com/pais/stf-infla-numero-de-beneficiarios-de-plano-de-saude-para-receber-mais-recursos-da-uniao-11072953

4 – Sabe quem preside o Conselho Deliberativo do STF-Med, que gerencia os planos de saúde de todo o pessoal que trabalha no STF? A Ministra Rosa Weber que é a relatora do inquérito 3815 que denuncia tucanos de SP envolvidos no desvio de milhões dos trens e metrô de SP, nos escândalos da Siemens e Alstom. Veja abaixo:

“(…) Tanto o presidente do Supremo quanto a presidente do Conselho Deliberativo do STF-Med, ministra Rosa Weber, foram alertados sobre os dados inflados para o recebimento de recursos da União.(…)”

http://oglobo.globo.com/pais/stf-infla-numero-de-beneficiarios-de-plano-de-saude-para-receber-mais-recursos-da-uniao-11072953

Com medo de morrer, delator do mensalão tucano fica em presídio de segurança máxima e se diz perseguido por Aécio



Monteiro: um encontro nos bastidores do Fórum

Por Lúcia Rodrigues, de Belo Horizonte*, especial para o Viomundo

Quem vê aquele homem de cabelo grisalho, algemado, com uniforme de presidiário e chinelo de dedo nos pés, sendo escoltado por dois policiais militares pelos corredores do Fórum Lafayette, no centro de Belo Horizonte, não tem ideia de que se trata da mesma pessoa que entregou à Polícia Federal um esquema de corrupção do PSDB.

Nilton Monteiro é a principal testemunha contra a cúpula do partido em Minas Gerais. Em 2005, revelou a trama urdida pelos tucanos para desviar dinheiro público para o financiamento das campanhas de Eduardo Azeredo à reeleição ao governo do Estado e de parlamentares de vários partidos, em 1998.

Preso desde maio de 2013, agora no complexo penitenciário de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de BH, sob a acusação de coagir testemunhas em um processo em que aparece como falsário, Monteiro decide denunciar quem tem interesse em vê-lo atrás das grades. Ele se declara inocente e jura ser vítima de uma armação de políticos denunciados no esquema do mensalão tucano, que querem mantê-lo na cadeia afastado dos holofotes.

O nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) encabeça a relação. “Por detrás da minha prisão está o Aécio Neves… Eu fui operador do esquema junto com o Marcos Valério”, frisa.

 http://www.viomundo.com.br/denuncias/com-medo-de-morrer-delator-do-mensalao-tucano-fica-em-presidio-de-seguranca-maxima-e-se-diz-perseguido-por-aecio-neves.html

Guerra de dossiês na disputa tucana voltou? "Pó pará, governador", o retorno.



 
Fim de 2013, o início do ano eleitoral está aí chegando, a temporada de definição de candidaturas para fechar coligações se esgotando, e o eterno candidato a presidente da República José Serra (PSDB-SP) ficando amargurado e impaciente com o tucanato tratá-lo como cachorro perdido jogado de caminhão de mudança, enquanto a candidatura do rival Aécio Neves (PSDB-MG) se consolida dentro do partido, mesmo que seja para perder. Afinal a maioria do tucanato acredita que, se for para perder com um ou com outro, Aécio, pelo menos na imagem, tiraria um pouco do ranço e estigma impregnado no PSDB com a campanha de baixarias fascistóides na eleição passada.

Com esse quadro, José Serra (PSDB-SP) publicou no jornal Folha de São Paulo, neste domingo (15), um artigo sob o título "Drogas pesadas no Brasil: inépcia e ideologia". Apesar do texto de Serra atacar o governo federal e os países vizinhos, tem um teor político venenoso, com jeito de "fogo amigo", no momento em que o helicóptero da família de um senador mineiro aliado de Aécio foi apreendido com meia tonelada de cocaína. O artigo chega a ser lido nos meios políticos como se fosse um recado, a versão 2013 do artigo "Pó pará, governador", publicado em fevereiro de 2009. (Não me peçam explicações sobre estas e outras insinuações, porque só os tucanos que as espalham e desfrutam da intimidade do ninho tucano podem explicá-las).

Desde 2009, aecistas reclamavam de arapongas ligados a Serra espionarem a vida baladeira de Aécio para abatê-lo com um dossiê de denúncias sobre sua suposta vida desregrada. No jornal Estadão, o falecido colunista Mauro Chaves escreveu um artigo, criticando o então governador Aécio, que entrou para o folclore político nacional sob o título nada sutil de "Pó pará, governador?". Mineiros ligados a Aécio sentiram o golpe baixo. O troco viria com o jornal "O Estado de Minas" promovendo uma reportagem sobre pessoas íntimas de José Serra movimentando fortunas milionárias em paraísos fiscais, história narrada com detalhes e documentos no livro reportagem "A privataria tucana". Essa guerra teve um cessar-fogo desde 2010, quando Aécio desistiu da candidatura presidencial, cedendo a vez para Serra naquela eleição.

Agora, este artigo deste domingo desperta desconfianças suficientes para fazer disparar o alarme anti-bombas no tucanato mineiro. Seria a possível deflagração da costumeira guerra de dossiês dentro do ninho tucano que ronda as disputas internas desde 2002. 

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/12/guerra-dossies-na-disputa-tucana-estara.html

Globo, a serpente midiática


Blog do Jeso

Fatos e opiniões – Amazônia e Brasil

Do professor universitário Válber Almeida, a propósito da Frase do dia, de hoje:

“A chefe do executivo de um governo democrático só pode ir para uma reunião de correligionários em que o Poder Judiciário é atacado se for para defendê-lo. Seu silêncio a coloca do lado dos que acusaram o processo de ser de exceção. Ela sabe bem a diferença”

Miriam Leitão, jornalista de O Globo, em artigo no qual critica a presença da presidente Dilma Rousseff no recente Congresso do PT.

 Não há diferença nenhuma. Só quem não conhece a hipercorrupta história da Globo e de seu envolvimento com os diversos golpes de Estado na América Latina e no mundo, em favor da elite retrógrada e canibalesca de Pindorama e D’Além Mar, pode acreditar em um pingo de boa vontade tanto desta serpente midiática quanto desta jornalista de mercado.

O julgamento foi de exceção, os maiores e melhores juristas do Brasil e do mundo, inclusive os mais conservadores, concordam e condenaram este teatro medieval, esta farsa histórica.

O certo é que, tal como em outros cantos desta incompetente América Católica, esta terrível elite que detém
o poder real no Brasil se empoleirou em duas esferas do Poder: o judiciário e o midiático.

Por isso, a necessidade de fortalecer um e outro; por isso, o Aires Brito acabou com a Lei de Imprensa, para deixar a grande imprensa sem qualquer tipo de controle; por isso, o STF se autooutorgou o atributo de Tribunal Constitucional, de Tribunal de Revisão, de Tribunal Penal e de Tribunal de Exceção.

Por isso, não há nada mais perigoso para a democracia brasileira hoje do que ouvir os conselhos da Grande Imprensa e do STF: as duas caixas pretas, os dois poderes mais podres, mais “obscuros” da “República”.



http://www.jesocarneiro.com.br/comentarios/gloobo-a-serpente-midiatica.html

domingo, 15 de dezembro de 2013

Tukanu Sem Dindim de Empreiteira, Vira PÓ!! E Tome HeliPÓptero!


                            Amoral Nato

                                                Aqui o pau come


SEM DOAÇÕES, CANALHA TUCANO PREVÊ FESTIVAL DE CAIXA DOIS, CONHECE O CAMINHO DAS PEDRAS

 

 http://amoralnato.blogspot.com/2013/12/tukanu-sem-dindim-de-empreiteira-vira.html

Gilmar Mendes quer calar a blogosfera


Por Miguel do Rosário, no blog Tijolaço:

A condenação, em primeira instância, do blogueiro Paulo Henrique Amorim, em favor de Gilmar Mendes, exigindo-lhe R$ 50 mil, é a verdadeira ameaça à democracia. Gilmar Mendes faz discursos políticos diariamente. É estimulado pela mídia a fazer isso. Produzir um contraponto às posições de Mendes, portanto, é um dever moral de qualquer jornalista que se preze.

A democracia brasileira, se fosse autêntica, deveria dar um prêmio a Paulo Henrique Amorim, e não condená-lo a pagar R$ 50 mil a um ministro do Supremo Tribunal Federal.

O STF é uma instância que tem se politizado cada dia mais e mais. Se isso já é uma anomalia democrática, visto que juízes deveriam ser discretos e a Constituição Brasileira veda expressamente que juízes exerçam qualquer atividade político-partidária, a censura judicial a blogueiros que façam uma cobertura crítica do que falam e fazem estes juízes é uma inacreditável agressão à liberdade de expressão, ao jornalismo, à blogosfera e à democracia.

Há uma guerra em curso no Brasil. E setores poderosos do Judiciário, infelizmente, estão se alinhando às forças da ditadura e do golpe. O STF condena sem provas e o judiciário condena blogueiros de esquerda em favor de poderosos de direita. Onde isso vai parar?

Se o STF é a corte suprema mais poderosa do mundo, conforme a definição de Canotilho, constitucionalista português considerado o “guru” do próprio STF, então é necessário que ele seja criticado. E crítica política não se faz com linguagem de senhoras inglesas tomando o chá das cinco. Crítica política tem uma linguagem própria, sarcástica, ácida, agressiva. Querer manietar a linguagem da crítica política é desvirilizá-la.

A crítica política não pode ser emasculada. O judiciário brasileiro tem de entender que a peça mais valiosa, e logo mais cara, da democracia é a liberdade de expressão. Ela tem um preço que devemos estar dispostos a pagar. A lei da mídia que defendemos é para dar o direito de resposta imediato, não para achacar financeiramente blogueiros e jornalistas. Não gostou do que eu escrevi, me processe e ganhe um direito imediato de resposta. Pedir indenização financeira é covardia! Partindo de um ministro do Supremo, é abuso de poder! É uma jogada política para calar uma voz importante nesta maluca e maravilhosa sinfonia de vozes que caracteriza a nossa blogosfera! É uma jogada para calar a blogosfera e ampliar a voz da grande mídia.

A nossa mídia, hipócrita como sempre, ao mesmo tempo em que vive brandindo uma eterna conspiração comunista contra a “imprensa livre”, sorri malignamente quando a blogosfera é atacada. Porque a “imprensa livre” tem dinheiro, tem advogados, tem poder para intimidar juízes, além de partilhar ideologicamente desse conservadorismo obscuro e antidemocrático que é característica histórica de setores orgânicos do funcionalismo público. Juízes, procuradores, militares, sempre formaram o núcleo conservador e antidemocrático no país. O golpe de 64 não foi apenas um golpe de militares. Foi também um golpe de juízes.

*****

Abaixo, a notícia da condenação, publicada hoje na coluna da Monica Bergamo, na Folha:

14/12/2013 – 03h00
Paulo Henrique Amorim é condenado a pagar R$ 50 mil a Gilmar Mendes por danos morais

O blogueiro Paulo Henrique Amorim, apresentador da TV Record, foi condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais ao ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Em 2008, ao criticar decisões do magistrado, Amorim afirmou que ele “transformou o Supremo Tribunal Federal num balcão de negócios”.

SEM QUERER
 

Em sua defesa, Amorim sustentou que as afirmações “não representam ofensa à honra e reputação do autor, caracterizando-se como livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação”. A juíza Tatiana Dias da Silva, de Brasília, considerou, no entanto, que “a matéria produzida pelo réu não relatou fato verídico, não teve o intuito apenas de informar a coletividade”, mas, sim, “teve o escopo de depreciar a imagem do autor, sem qualquer amparo”. O advogado de Amorim informa que vai recorrer da decisão.

DESTINO CERTO
 

A juíza determinou que os R$ 50 mil a serem pagos por Amorim devem ser destinados à Apae de Diamantino (MT), onde Mendes nasceu.
 
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/12/gilmar-mendes-quer-calar-blogosfera.html

Sonegação da Globo já está na PF

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

A denúncia sobre a sonegação bilionária da Rede Globo, e posterior sumiço do documento da Receita Federal, que o núcleo fluminense do Barão de Itararé, junto com o blog Megacidadania, protocolou no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, seguiu os trâmites internos da instituição e virou o Ofício 13344/2013. O documento foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde se encontra agora.

A PF apurará dois crimes: 1) contra a Ordem Tributária, que é o crime da sonegação propriamente dita, e que pode envolver evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro; e 2) ocultação de bens, diretos ou valores, que corresponde ao misterioso desaparecimento dos documentos originais, nos quais os auditores da Receita decidem pela condenação da Rede Globo pelo crime de sonegação.

Confira o documento:
 

Segundo apurado pelo blog, este ofício está sendo analisado pela Corregedoria da PF, procedimento preliminar à abertura de um inquérito policial. Fontes da própria PF nos informaram que a praxe é que o procedimento seja concluído de 60 a 90 dias. Ou seja, já está atrasado.

O Barão de Itararé, na próxima semana, enviará uma comitiva às dependências da Superintendência da PF-RJ para pressionar pela abertura desse inquérito, no mais curto prazo possível. Iremos lembrar às autoridades da magnitude do valor em questão, e da importância que ele adquire como exemplo contra a sonegação de impostos.

O sonegômetro atualizado esta semana pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) deve chegar a R$ 415 bilhões em 2013. Trata-se de uma das maiores chagas nacionais, ainda mais grave que a corrupção. A corrução sangra os cofres públicos em R$ 50 a 80 bilhões por ano, a sonegação em mais de R$ 400 bilhões.

*

Abaixo, um fác-símile do protocolo que deu origem ao ofício que está na PF:
 
Para saber mais sobre a sonegação da Globo, clique aqui.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/12/sonegacao-da-globo-ja-esta-na-pf.html

A gaveta vazia de Joaquim Barbosa

BLOG DO SARAIVA


 
 http://saraiva13.blogspot.com.br/2013/12/a-gaveta-vazia-de-joaquim-barbosa.html

Engavetador geral tucano reassume caso Alstom e encomenda armário novo

BLOG DO SARAIVA


Procurador que engavetou pedido volta ao caso Alstom

FLÁVIO FERREIRA
MARIO CESAR CARVALHO
FOLHA

Mesmo investigado por duas corregedorias por ter engavetado um pedido de cooperação da Justiça suíça no caso Alstom, o procurador da República Rodrigo de Grandis reassumiu o inquérito.

Ele está sob investigação das corregedorias do Ministério Público Federal e do Conselho Nacional do Ministério Público, órgão de controle externo sobre os atos de promotores e procuradores.

No fim de outubro, a Folha revelou que o Ministério Público da Suíça cansou de esperar por quase três anos pela ajuda de Grandis e arquivou investigações sobre suspeitos de intermediar o pagamento de propinas da Alstom para políticos do PSDB e servidores do Metrô e da CPTM.

À época, Grandis estava de licença para conclusão de mestrado e a investigação havia sido transferida para outro procurador. A licença acabou e Grandis reassumiu o inquérito, em um momento em que há risco de prescrições no caso.

Em outubro, o procurador disse que a demora em atender ao pedido suíço ocorreu porque o requerimento havia sido arquivado incorretamente em uma pasta, e por isso ficou sem qualquer andamento por dois anos e oito meses.

No começo de novembro, a Folha também informou que o Ministério da Justiça, cobrou Grandis oficialmente várias vezes a respeito. Ele também foi alertado verbalmente e via e-mail por colegas que sabiam do requerimento suíço.

Após as reportagens, o Ministério Público Federal procurou as autoridades suíças e o pedido de cooperação internacional foi renovado.

O requerimento original enviado à Procuradoria em 2011 solicitava interrogatórios de quatro suspeitos e a realização de buscas na casa de um deles, o ex-diretor da estatal CPTM João Roberto Zaniboni, acusado de receber propina da Alstom entre 1999 e 2002, durante os governos de Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

Grandis também deixou de cumprir um outro pedido da Suíça de 2010, que solicitava o interrogatório de quatro executivos que haviam ocupado a diretoria da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), segundo a revista "IstoÉ".

Procurado, Grandis não quis se pronunciar.

O subprocurador-geral Hindemburgo Chateaubriand Filho, corregedor do Ministério Público Federal, disse que a volta de Grandis à condução do inquérito "é um problema administrativo, não da corregedoria".

O afastamento só ocorre quando a permanência no cargo pode prejudicar a apuração de eventual infração.

O corregedor diz ter nomeado uma comissão com três procuradores para apurar as razões do atraso no cumprimento do pedido por causa da complexidade do caso. A comissão tem 60 dias para concluir a apuração.

O inquérito da Alstom começou em 2008 para apurar suspeita de suborno a políticos do PSDB e servidores paulistas ligados ao setor de energia. Entre os indiciados pela PF estão o vereador e ex-secretário estadual de Energia Andrea Matarazzo (PSDB), entre outros. Eles nega qualquer participação nos crimes.

Na apuração surgiram indícios de pagamento de propina também em contratos do Metrô e da CPTM; a PF decidiu desmembrar os casos.

No novo inquérito, sobre trens, foram encontrados indícios de pagamento de propina a secretários do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e descobertas evidências de conluio entre as empresas. Essa é a investigação remetida ao Supremo nesta semana por causa de políticos com foro privilegiado. 

http://saraiva13.blogspot.com.br/2013/12/engavetador-geral-tucano-reassume-caso.html

PPS quer que Comissão da Verdade investigue Lula


AmoralNato

Aqui o pau come



O pedido tem como base a declaração de Tuma Jr. de que Lula era informante da ditadura R7



Mas quem ganhou sinecura no INCRA
de presente dos Generais
foi a puta velha acima!
líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno, encaminhou nesta quinta-feira (12) uma solicitação para que a CNV (Comissão Nacional da Verdade) investigue a denúncia de que o ex-presidente Lula colaborou como informante do regime militar nos anos 1980.   

O ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior disse, em entrevista, que o Lula teria sido informante de seu pai, o delegado Romeu Tuma, junto ao Dops (Departamento de Ordem Política e Social).
Segundo Tuma Jr., o relato e as provas da participação de Lula, sob o codinome Barba, estão no livro Assassinato de Reputações – Um crime de Estado.   
Rubens Bueno diz que é necessário esclarecer e definir qual “a verdade histórica”.  
— Ora, se a verdade histórica envolve uma participação do ex-presidente em posição bem diferente daquela que se imaginava até o presente momento, irrefutavelmente isso deve ser esclarecido. O Brasil precisa saber se é verdade que o ex-presidente era um informante da polícia política da ditadura militar e, ainda, com qual finalidade. Teria sido o ex-presidente um delator de seus companheiros? Quem ele teria delatado? Quando isso teria ocorrido?  
No pedido, endereçado ao coordenador da CNV, José Carlos Dias, Bueno pede que “sejam tomadas as providências cabíveis para que sejam os fatos devidamente averiguados".  
A Comissão Nacional da Verdade foi criada por lei em 2011 e desde o ano passado investiga episódios sobre violações dos Direitos Humanos no Brasil no século 20, em períodos de Ditadura Militar.  
Na última quarta-feira (11), deputados da base do governo fizeram uma manobra para adiar o debate sobre apresentação de convite ao ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Jr., que prepara o lançamento de um livro com inúmeras denúncias contra o governo Lula. Coordenada pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a base conseguiu adiar a discussão por 13 votos a sete.  
Parlamentares da oposição tentam convidar Tuma Jr. e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para falar sobre o conteúdo de Assassinato de Reputações, que denuncia, entre outras coisas, a existência de uma conta do mensalão no exterior e de uma “fábrica de dossiês”.
 http://amoralnato.blogspot.com.br/2013/12/piada-pronta-do-seculo.html

Revista Veja ataca engavetador tucano


https://www.facebook.com/ImprensaGolpista

Ratos acuados avançam como cães: Sem alarde da mídia, Alckmin renova 5,2 mil assinaturas daVeja



Faz tempo que deixei  de comentar as sandices  do rola bosta da Veja, Reinaldo Azevedo. Ele  é um ser insignificante, um sem noção, não vale a pena. Mas me chamou a atenção  ele ficar esbravejando contra o STF, contra a OAB, que querem o fim das doações  privadas, de empresas, nas campanhas eleitorais. 
 
Como vocês podem ver abaixo, o governo do PSDB, de Serra e Alckmin, fazem um gasto milionário, engordam a caixa da editora Abril. Lógico que isso é feito com o dinheiro público, dos impostos, do contribuinte, do povo do estado de São Paulo. Dinheiro público que poderia ser usado para ações importantes. 
 
Como a construções de mais escolas e hospitais, combate às enchentes,melhoria no transporte público, melhores salários para os professores, médicos, profissionais da saúde, policiais. 
 
Então funciona assim: O governo do PSDB de Serra, Alckmin enche as burras da editora Abril, na campanha eleitoral uma parte dessa grana milionária volta em forma de doação de campanha para o candidato da vez, Serra, Alckmin ou qualquer outro do PSDB, que se compromete  a manter contratos com a editora Abril cada vez mais milionários. Entenderam porque o rola bosta da Veja, Reinaldo Azevedo, está tão raivoso como um Rottweiler com o STF e a OAB?  O salário dele e dos outros rola bostas devem estar em jogo, e ele tem que fazer a defesa dos seus patrões. 
 
Entenderam? Acho que não preciso desenhar.  

Jussara Seixas [Editora do Terra Brasilis - São Paulo]

Leia matéria aqui.

Enquanto empresas financiarem candidatos, não dá para falar em ética política. Certo, Aécio?


A declaração do tucano a favor do financiamento empresarial o coloca ao lado do malfadado patrimonialismo que coloca o dinheiro e o patrimônio público a serviço do enriquecimento privado.
Cambaleante Never
 
 O Supremo Tribunal Federal (STF) vai dando passos largos para definir que o financiamento empresarial de campanhas eleitorais está em desacordo com a Constituição Federal. O julgamento iniciado esta semana de ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já tem quatro votos a favor do argumento de que empresas não são povo e, por isso, não podem dar dinheiro a políticos. Simples assim.
 
Porém, antes mesmo da decisão da Corte, que, aliás, tende a fortalecer a necessidade de financiamento público de campanhas, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) já critica o STF pelo simples fato de ter colocado em pauta este julgamento.

"Não gosto muito desse ativismo político do Supremo. (....) Em relação ao financiamento de campanhas, o que temos de estabelecer é a transparência absoluta. É saber quem doou e para quem doou, para que não possamos, até a pretexto de estarmos criando limites, estar estimulando o caixa dois, que é o que me parece que pode acontecer", disse o potencial candidato do PSDB à Presidência da República.

Ora, o argumento de estimular o caixa dois para justificar o atual modelo de financiamento de campanhas é tão tosco como dizer que o teto salarial no funcionalismo estimulou o juiz Nicolau dos Santos Neto a procurar aumentar sua renda desviando dinheiro da obra do Tribunal Regional do Trabalho.

A declaração de Aécio mostra ser ele adepto da continuidade do malfadado patrimonialismo que coloca o dinheiro e o patrimônio público a serviço do enriquecimento privado e corrompe as instituições políticas brasileiras há séculos.

Se os partidos tiverem de fazer campanha com um limite de verba, a lei será igual para todos, e cada legenda que se adapte para fazer campanha de acordo com a realidade de seu orçamento. Quem tem base popular construída e representatividade de fato se elegerá, fazendo campanhas cívicas. Terão mais dificuldade em se eleger quem vê mandatos apenas como um empreendimento dependente de marketing maciço e de "investidores".

O maior problema da corrupção na política nos mais de 500 anos da história do Brasil é o patrimonialismo. Daí surgiram fenômenos nefastos como o coronelismo, o nepotismo, as oligarquias políticas e, mais recentemente, o lobismo empresarial. E não há maior lobismo do que o financiamento empresarial privado de campanhas eleitorais.

É aí que reside o patrimonialismo "moderno". Bancos, empreiteiras, planos de saúde, indústria do petróleo estrangeira e outros segmentos econômicos financiam eleições e depois cobram "favores" de "seus" eleitos, seja para direcionar o orçamento da União para seus negócios, seja para conseguir leis regulatórias que as beneficiem, seja para obter tarifas e pedágios às vezes abusivos, seja para se apropriarem de patrimônio público a preço de banana como ocorreu na era das privatizações tucanas.

Não há como falar a sério em ética e moralização política, enquanto bancos financiarem bancadas de parlamentares que deveriam defender os clientes e correntistas dos juros e tarifas altas. Não há ética política possível com empresas de planos de saúde financiando parlamentares que farão corpo mole pelo SUS, mantendo-o precário, para não atrapalhar as vendas dos planos de saúde privados.

E não há moralização política possível com empreiteiras financiando candidatos que irão direcionar o orçamento público para obras do interesse lucrativo da empresa, em detrimento de outras mais importantes para o interesse público. Isso quando não acontece o pior, com as empresas financiadoras de campanha controlando as nomeações em postos chaves para superfaturar contratos, como ocorreu nos trens metropolitanos paulistas.

Recentemente vimos também com um didatismo impressionante o escândalo do bicheiro Cachoeira atuando para financiar campanhas e depois operando na nomeação de pessoas dóceis a seus interesses no governo de Goiás.

Foi por tudo isso que OAB moveu a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4650, contra a doações por empresas privadas a candidatos e a partidos políticos, já que PSDB, PMDB e outros partidos conservadores, acostumados a se elegerem com as regras atuais, obstruem a reforma política no Congresso.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/12/enquanto-empresas-financiarem.html

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O que a mídia esconde sobre Mandela


Por Beto Almeida, no sítio do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC):

Mesmo na morte de um gigante da humanidade como o revolucionário Nelson Mandela, o imperialismo não deixa de exibir sua baixeza ao buscar manipular a imagem deste líder para mostrá-lo como um conciliador abstrato. A revista Veja, que tem como acionistas empresários sul-africanos apoiadores do apartheid, o apresenta como "o guerreiro da paz", a quem prenderam e torturaram. Seria o segundo sequestro de Mandela, depois de 27 anos de prisão: o da sua imagem, para que não se saiba tratar-se de um dirigente comunista, revolucionário, que apoiou a luta armada contra o regime racista da África do Sul e a revolução no mundo.

É obrigatório lembrar a posição de Mandela sobre Cuba, sempre sonegada pela mídia do capital, para mostrar seu pensamento por inteiro. Logo após Angola ter conquistado sua independência, em 1975, foi alvo de agressão militar da África do Sul, que ocupou grande parte de seu território, com o apoio dos EUA e Inglaterra, que hoje fazem declarações hipócritas sobre Mandela. O presidente de Angola, Agostinho Neto, solicitou diretamente a Fidel Castro o apoio militar de Cuba.

Imediatamente se organizou uma das maiores operações de ajuda militar internacionalista, com 400 mil cubanos, homens e mulheres, tendo lutado em solo angolano, ao longo de um década, derrotando a agressão imperialista e libertando Angola e Namíbia. A Batalha decisiva foi a de Cuito Cuanavale quando, derrotadas, as tropas do regime racista bateram em retirada. Mandela a declara: “A Batalha de Cuito Cuanavale foi o começo do fim do apartheid. Nós devemos a destruição do apartheid a Cuba!”

Hoje, Cuba, que foi o único país a se levantar em armas em defesa de Angola e Namíbia e contra o apartheid, continua a compartilhar internacionalmente médicos, professores, vacinas e exemplos. Com o reconhecimento e solidariedade do revolucionário Nelson Mandela, que, neste episódio, mostrou sua integridade e grandeza!

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/12/o-que-midia-esconde-sobre-mandela.html