quinta-feira, 7 de abril de 2011

Câmara aprova acordo fechado por Lula com o Paraguai sobre Itaipu


A Câmara dos deputados aprovou por 285 votos a 54, na quarta-feira, o acordo entre o Brasil e o Paraguai para aumentar o repasse financeiro feito ao país vizinho pelo consumo do excedente de energia produzida na usina hidrelétrica de Itaipu.


A matéria deve ser analisada ainda pelo Senado.


O aumento nesse repasse foi definido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo presidente paraguaio Fernando Lugo em 2009. O Congresso do Paraguai já aprovou a mudança, mas ela somente pode entrar em vigor quando o legislativo brasileiro também referendá-la.


Em contrapartida, o Paraguai regularizará os agricultores brasileiros que lá vivem.


A presidenta Dilma visitará o país vizinho em maio e não quer ir sem uma solução.


Segundo o acordo, os repasses anuais subiriam de cerca de 120 milhões de dólares, para cerca de 360 milhões de dólares.


Não haverá impacto desse repasse na tarifa para o consumidor, pois em 2010, a Itaipu Binacional pagou cerca de R$ 3,36 bilhões ao Tesouro Nacional e será desse pagamento que sairá o aumento dos repasses.


Trem-bala é aprovado na Câmara


A Câmara dos Deputados votou e aprovou a Medida Provisória 511/10, que autoriza a União a oferecer garantia para um empréstimo de até R$ 20 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao consórcio construtor do Trem de Alta Velocidade (TAV).


Para ter direito à garantia do empréstimo de R$ 20 bilhões, a concessionária do trem-bala deverá apresentar contragarantia em valor igual ou superior.


Dos seis destaques apresentados pela oposição, cinco foram rejeitados.


A linha do TAV, conhecido popularmente como trem-bala, ligará as cidades de Campinas (SP) e Rio de Janeiro, passando pela capital paulista, em um percurso total de 511 quilômetros.


Também foi aprovada a criação da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. (Etav), vinculada ao Ministério dos Transportes, com objetivo de fazer a desapropriação das propriedades atingidas pelo trajeto, obter a licença ambiental do empreendimento, participar de todas as fases do projeto para garantir a transferência de tecnologia, realizar estudos para a ampliação das linhas desse tipo de trem e disseminar a tecnologia transferida desse transporte para outros setores da economia.


A oposição tentou derrubar a criação da Etav e ameaça recorrer ao Supremo Tribunal Federal.


Viva, não tiraram o pouco que os professores têm!



O Supremo Tribunal Federal acaba de derrubar o pedido de inconstitucionalidade movido pelos estados do do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará contra o piso nacional do Magistério, uma lei de autoria do senador Cristóvam Buarque sancionada pelo Presidente Lula.

Fica valendo, para todo o país, um piso que, em fevereiro, passou de R$ 1.024,67 para R$ 1.187,08.

Estado algum pode deixar de pagar, pelo menos, “esta fortuna” aos seus mestres.

Ficou ainda por ser julgada a obrigatoriedade de um terço da jornada de 40 horas do professor ser dedicada a atividades extra-classe e ao aperfeiçoamento.


terça-feira, 5 de abril de 2011

Banco de Daniel Dantas diz que seu "mensalão" foi para a Globo



Quando os tubarões brigam, o povo ganha.


O Opportunity, banco de Daniel Dantas, emitiu nota considerando idiota a reportagem da revista Época, ao considerá-lo fonte de pagamentos ao governo, no chamado "mensalão", pois desde que o governo Lula assumiu, o seu banco não teve mais a "generosidade" encontrada no governo FHC, e precisou enfrentar as barras da lei.


Dessa vez, e só desta, temos que concordar em parte com Dantas. A CPI dos Correios apurou que a Telemig Celular e a Amazônia Celular, pagou R$ 152 milhões às empresas de Marcos Valério. A Brasil Telecom, R$ 4,7 milhões. Se esse dinheiro foi para políticos, não foi para o governo Lula (hostil às investidas de Dantas), e sim para a bancada de Dantas, no Congresso ou nos estados.


Mas o curioso é o final da nota: "Na Telemig, segundo informações prestadas à CPI do Mensalão, a maioria dos recursos eram repassados as Organizações Globo. Por isso, a apuração desses fatos fica fácil de ser feita pela Época.


"Se o "mensalão" da Telemig foi para a Globo, alguém não contabilizou todo o valor.


A CPI apurou R$ 122, 3 milhões pagos pela Telemig para as empresas do Sr. Marcos Valério, entre 2000 e 2005.


Os pagamentos para o Grupo Globo, apurados pela CPI, entre 2000 e 2005 foram de R$ 7,4 milhões.


Tem R$ 114 milhões de diferença, não contabilizados.


Então ou a Globo apresenta voluntariamente sua planilha dos recebimentos da DNA e SMPB para dirimir dúvidas, ou o Ministério Público precisa pedir a quebra do sigilo bancário e contábil das empresas das Organizações Globo para ver encontrar essa diferença.


Deputados a favor de mudanças no Código Florestal receberam doação de desmatadoras


do R7, via sites do Terra Chamando e do MST

Dos 18 deputados federais que integraram a comissão especial do Código Florestal, em julho/2010, 13 receberam juntos aproximadamente R$ 6,5 milhões doados por empresas do setor de agronegócio, pecuária e até do ramo de papel e celulose durante campanha à reeleição, de acordo com as declarações disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Dentre os que arrecadaram verba em empresas do segmento ruralista, apenas um não conseguiu se reeleger. Em julho/2010, quando o projeto foi submetido à análise desta comissão, o novo código foi aprovado por 13 votos a 5. Ambientalistas criticam a reforma por tornar o Código Florestal menos rígido e abrir brechas para anistiar desmatadores.

Pelos dados no TSE, as doações feitas pelas empresas desmatadoras foram concentradas nas campanhas dos deputados que votaram a favor. Dos 13, apenas dois não receberam ajuda do agronegócio, sendo que um foi barrado pela Ficha Limpa e o outro acabou não conseguindo se reeleger. Os outros 11 deputados federais ganharam juntos pouco mais de R$ 6,4 milhões.

O montante doado por empresas desmatadoras financiou aproximadamente 32,5% dos gastos totais da campanha eleitoral destes 11 parlamentares. Somados, os valores declarados – contando todas as doações – chegam a R$ 20 milhões. Em média, a bancada ruralista custeou 30% da campanha com este dinheiro.

Entre os que votaram a favor da mudança está o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Ele não só apoiou à reforma como também é o relator do novo Código Florestal. Rebelo garantiu sua permanência no cargo após receber mais de 130 mil votos no Estado de São Paulo. O deputado declarou ter utilizado aproximadamente R$ 172 mil vindos de cooperativas que representam cafeicultores, citricultores e agropecuaristas.

Apesar de relator da comissão especial, Rebelo foi um dos que menos recebeu ajuda no grupo dos 13 ruralistas que votaram a favor. No topo da lista está o deputado federal, também reeleito, Marcos Montes (DEM-MG). Ele ganha dos colegas tanto por ter recebido o maior montante de investimento quanto pela parcela que esse dinheiro representou nas suas receitas durante a campanha.

Montes arrecadou cerca de R$ 1 milhão só de pecuaristas, usineiros e exportadores de papel. Esta quantia corresponde à metade das doações totais recebidas pelo, então, candidato, que foi de R$ 2 milhões.

O parlamentar do DEM não é um caso isolado. O segundo da lista também conseguiu um valor próximo. Duarte Nogueira (PSDB-SP), que concorreu à reeleição para deputado federal em São Paulo, angariou R$ 955 mil de empresas interessadas na aprovação do novo Código. O tucano, que em sua página no site da Câmara dos Deputados declara ser engenheiro agrônomo, agricultor e pecuarista, é o preferido pelas indústrias de papel. Pelo menos quatro nomes de empresas diferentes deste segmento constam em seus dados no TSE.

Bancada “verde”Pelo lado da bancada ambientalista, dois dos cinco que votaram contra o novo código também custearam a campanha com verba doada pelas mesmas empresas, mas, para estes, o valor foi inferior aos dos outros colegas. A dupla recebeu no total R$ 150 mil.

O verde Sarney Filho (PV-MA), por exemplo, declarou ter utilizado R$ 30 mil transferidos por uma empresa que já foi notificada pelo MPF (Ministério Público Federal) por revender carne e outros derivados do boi cuja origem é a criação ilegal de gado em áreas desmatadas.

O segundo deputado que, apesar de ser da bancada ambientalista, conta com doações do agronegócio é Ricardo Tripoli (PSDB/SP). Ele registra R$ 120 mil.

AgronegócioA Bunge Fertilizantes, uma das principais empresas do agronegócio, é um exemplo de que a doação para campanhas de deputados não foi feita de forma aleatória. A empresa é a que mais vezes aparece nas declarações dos deputados da bancada ruralista.

Ela contribuiu com as despesas de oito dos 13 que votaram a favor do novo código e que concorreram à reeleição. Destes, sete receberam o valor igual de R$ 70 mil e um ganhou R$ 80 mil, o que resulta em R$ 500 mil distribuídos somente entre políticos da comissão especial.

No total, a Bunge doou pouco mais de R$ 2,5 milhões para candidatos que participaram do processo eleitoral. Portanto, 20% do total destinado por essa empresa às campanhas políticas ficaram no grupo de ruralistas da comissão especial, já que a soma de doações feitas para estes oito candidatos alcançou R$ 500 mil.

TrâmiteQuase um mês após o fim das eleições, os deputados ruralistas que participaram da comissão já ensaiam uma investida para incluir o polêmico projeto na pauta do plenário ainda este ano. Na última quarta-feira (3), estas lideranças se reuniram em um restaurante de Brasília para traçar uma estratégia para conseguir uma brecha na pauta da Câmara dos Deputados. Se aprovada novamente, a reforma é encaminhada para o Senado e depois para o presidente, que decide se a reforma deve ser sancionada ou não.

Outro ladoTodos os deputados citados foram procurados pelo R7. Mas, a maioria não quis comentar o assunto.

Rebelo disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não vai se pronunciar sobre o caso. Já Montes e Tripoli (PSDB-SP) não foram localizados pela reportagem.

O tucano Duarte Nogueira foi o único que aceitou conversar com o R7. O deputado federal explicou que “não é de hoje” que recebe doações do setor agrícola. Ele afirma que tem “profunda identidade” com este segmento produtivo e que defendeu a aprovação do Código Florestal independentemente de ter recebi doações do agronegócio.

- Não há como criar expectativa de qualquer ilação de que eu fiz isso [votar a favor da reforma], porque recebi [doação do agronegócio]. Tanto que esta é minha história de vida. Tenho uma profunda identidade com o setor agrícola não é de agora. Se você for pegar minha primeira prestação de contas em 2006, a grande maioria das minhas doações já vinha do setor agrícola.

A Bunge Fertilizantes também se manifestou sobre as doações citadas nesta matéria. Em nota, a empresa defendeu que não há nenhuma ilegalidade no fato, pois “o sistema político brasileiro prevê o financiamento privado das campanhas”. Porém, a doadora também admite que escolhe políticos com mesma linha de pensamento da empresa, mas desmente que, nestas eleições, tenha financiado campanhas “em função de questões ou de projetos específicos”.

Leia aqui para saber por que a Via Campesina rechaça a proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para o Código Florestal.

Ouça aqui a opinião de João Pedro Stedile, líder do MST, sobre a revisão do Código Florestal.

Oposição quer requentar o mensalão. Pois o PT deveria jogar gasolina na fogueira.


A revista Época, das Organizações Globo, publicou matéria requentando o chamado "mensalão". A oposição disse querer que o STF e Ministério público apurem mais.


Ótimo que se apure. Do lado petista já viraram a vida do avesso de praticamente todo mundo, e dificilmente encontrarão algo novo. A hora é de comprar a briga e exigir também que apurem os tucanos com seus podres escondidos no armário, muito além do Eduardo Azeredo (PSDB/MG).


No governo FHC, antes do Azeredo em 1998, as agências de propaganda da qual Marcos Valério era sócio já atuavam com desenvoltura.


A agência DNA era contratada pelo Banco do Brasil desde março de 1994, ainda no governo Itamar Franco, e continuou atuando no banco durante os 8 anos do governo FHC.


A mesma agência também teve contratos com:


- o Ministério da Educação, a partir de novembro de 1995 até julho de 1996, na gestão do tucano Paulo Renato de Souza;


- o Ministério do Trabalho, desde setembro de 1996, quando Paulo Paiva era ministro e o atual governador tucano Antonio Anastasia era secretário-executivo do ministério;


- Telemig, desde agosto de 1996, quando ainda era estatal, sob o comando do então ministro Sérgio Motta;


- o Ministério dos Esportes de FHC desde novembro de 1995;


- a Eletronorte desde maio de 2001, sob hierarquia do então senador do PFL, José Jorge; A outra agência de publicidade envolvida, a SMPB, teve contratos no governo demo-tucano com:


- FUNDACENTRO, desde maio de 1997, sob hierarquia do Ministério do Trabalho, quando Antonio Anastasia era secretário-executivo.


- Ministério dos Esportes, desde setembro de 2001, quando o ministro era Carlos Melles (PFL/DEMos/MG);


- TELESP, desde março de 1996, quando ainda era estatal, sob o comando do então ministro Sérgio Motta;


- TELEMIG, desde agosto de 1996 (assim como a DNA), também ainda sob o comando do então ministro Sérgio Motta;


Governos estaduais


Estas agências de Marcos Valério ainda atenderam os governos:


- do tucano Aécio Neves, em Minas;


- do tucano Marconi Perillo em Goiás;


- de Joaquim Roriz em Brasília;Outros pontos obscuros:


A Telemig Celular e a Amazônia Celular, controladas por Daniel Dantas na época, injetou R$ 152 milhões nas agências de Marcos Valério. Para onde e para quem foi este dinheiro?


A SMP&B fez uma única doação oficial de campanha em 2002: R$ 4.000,00 para Aécio Neves (PSDB/MG).


A Visanet, tratada como sendo uma das fontes do mensalão, não era apenas do Banco do Brasil. O Bradesco era sócio majoritário.


O prédio onde funcionava as agências de publicidade eram da empresa de Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de José Serra e FHC.


Vários destes casos estão narrados na CPI dos Correios, mas cadê o Ministério Público Federal de São Paulo, para investigar para onde foi o dinheiro dado pela TELESP à SMPB? Bastaria quebrar o sigilo bancário da empresa no período anterior à privatização, que muito provavelmente voaria penas para todos os lados.


Cadê o Ministério Público Federal de Minas para investigar para onde foi o dinheiro dado à SMP&B pelo ex-ministro dos esportes Carlos Melles, ligado à candidatura de Aécio Neves em 2002?


Matéria da revista se esforça para atacar Lula, Dilma e o PT, mas dá a entender que o relatório da PF está vazio de provas


É esquisita a matéria da revista Época, porque disse ter acesso ao relatório final da polícia federal, mas só publicou 4 parágrafos que não acrescentam nada de relevante ao que já sabia, e o resto da matéria é interpretação do relatório por conta do autor da matéria, um jornalista da linhagam da revista Veja, Diego Escosteguy.


O texto de Escosteguy, no estilo dramalhão rebuscado de adjetivos e frases de efeito, assusta desavisados e serviu para pautar o resto do PIG (Partido da Imprensa Golpista). Mas se riscar da matéria todos os adjetivos, todas as frases de efeitos, o que sobra é a conclusão de que o relatório da PF está vazio de provas, porque o repórter não conseguiu encontrar um parágrafo sequer para destacar, que prove o que ele dramatiza no texto.


BC taxa capital estrangeiro especulativo



A Folha de S. Paulo cometeu um ato falho, nesta segunda-feira, agora à noite. Colocou no caderno “Poder” e não no “Mercado” a notícia de que o Banco Central estendeu o IOF de 6% para os recursos captados no exterior com vencimento em até um ano.


A partir de agora, além das novas contratações, as operações de renovação, repactuação ou transferência das dívidas para terceiros também serão obrigadas a pagar o imposto.


Ou seja, quem vem “visitar” com capital o Brasil, vai ter de pagar imposto. Quem vem para ficar um bom tempo, não.


O BC de Alexandre Tombini sabe que o dólar está entrando no Brasil, em boa parte, para especular com as diferenças de taxa de juros lá fora e aqui.


Só uma coisa se pode dizer contra a medida do Banco Central: é de que é pouco para deter a maré de dólares.


Pouco, mas importante. Porque afeta diretamente a oferta de crédito ancorado em empréstimos constraídos no exterior, a juros baixíssimos e protegidos pela pressão baixista que os bancos fazem ao dólar.


O investimento estrangeiro continuará a entrar no mesmo ritmo, porque o prazo de 12 meses é insignificante para os investimentos.


Mas a espedulação tomou um golpe – mais suave do que deveria, é verdade.


O lugar da matéria da Folha, afinal, está certo. É poder, mesmo, e poder se exerce em nome do ineresse do país.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Os seguidores do deputado 88


Blog do Celso Jardim

Muito Além do Jardim


25 gangues apavoram gays e negros nas ruas da cidade Polícia Civil de São Paulo identifica 200 integrantes de grupos extremistas Skinheads entre 16 e 28 anos são investigados por "crimes de ódio" que deram origem a 130 inquéritos policiais.

Perfil


Eles são jovens, com idades entre 16 e 28 anos.


Têm ensino fundamental e médio. Pertencem, em sua maioria, às classes C e D.


Usam coturnos com biqueiras de aço ou tênis de cano alto, jeans e camisetas.


São brancos e pardos -negros, não. Cultuam Hitler, suásticas e o número 88.


A oitava letra do alfabeto é o H; HH dá "Heil, Hitler", a saudação dos nazistas.


Consomem baldes de álcool. As outras drogas têm apenas uso marginal.


Ostentam tatuagens enormes em que se leem "Ódio", "Hate", ou "Ame odiar".


A propósito, odeiam gays e negros. São de direita.


Gostam de bater, bater e bater. E de brigar.


O perfil dessa turma, auto-denominada skinheads por influência do movimento surgido na Inglaterra durante os anos 1960, quem traçou foi a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), da Polícia Civil do Estado de São Paulo.


No total, a Decradi já identificou 200 membros de 25 gangues com nomes como Combate RAC (Rock Against Communism- rock contra o comunismo, em português) e Front 88 (sempre o 88).


São integrantes desses grupos que aparecem com mais frequência como agressores de negros, gays e em pancadarias entre torcidas organizadas, quando encarnam a faceta "hooligan". Também a exemplo do que ocorre na Europa, skinheads são especialistas em quebra-quebra entre torcedores.


"FAIXA DE GAZA"


A delegada Margarette Correia Barreto, titular da Decradi, é quem lidera o esforço de identificação dessas gangues. Atualmente, na delegacia, há 130 inquéritos envolvendo os "crimes de ódio"- motivados por preconceito contra um grupo social.


"O alcance e a repercussão desses ataques, entretanto, é muito maior do que em um crime comum. Se um homossexual é atingido, todo o grupo sente-se atingido", exemplifica a delegada do Decradi. "É uma comoção."


Pelo levantamento da polícia, o foco dos "crimes de ódio" é a região da avenida Paulista e da rua Augusta, na região central da cidade. Segundo a delegada, ali é "a nossa faixa de Gaza".


O motivo é que a área tem a maior concentração de bares frequentados por gays e por skinheads - cada turma no seu reduto, mas todos muito perto uns dos outros. "Eles acabam se encontrando pela rua", diz a delegada.


Com Folha de S.Paulo




domingo, 3 de abril de 2011

Transmissão do futebol é última trincheira da Globo



Desmoralizada politicamente, a Rede Globo não tem mais condições – apesar do altíssimo nível de muitos dos seus profissionais – sustentar seu monopólio de fato sobre a TV aberta. Sem julgamento de mérito – ou da falta dele – sobre suas programações, as outras emissoras deixaram de ser “traço” em audiência e a própria emissora já reviu para baixo, ontem, suas metas de audiência, baixando-as para 18/19%.

Além das concorrentes diretas, a TV a Cabo e a internet estão erodindo o monopólio da ex-Vênus Platinada.O futebol, do qual ela tem exclusividade, passou a ser a trincheira de vida ou morte para ela.

Hoje, a Record tomou a ofensiva. E colocou a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, numa situação delicada.

A emissora tornou público que está oferecendo R$ 100 milhões pela transmissão de 16 dos 40 jogos do Flamengo no campeonato brasileiro.

A Globo diz que paga R$ 44 milhões pelas 40 partidas.

Grêmio, Cruzeiro, Coritiba, Vitória, Goiás, Coritiba, Vasco, Sport, Santos, Bahia e Corinthians assinaram com a Globo. A Rede TV, que venceu a concorrencia do Clube dos 13, diz que tem 15 clubes acertados, mas parte deles roeu a corda do acordo anterior e mesmo tendo dado procuração ao Clube dos 13, assinaram com a Globo,A esta altura, só Deus sabe o que está se passando dos obscuros subterrêneos do futebol, mas ninguém duvida que estejam se passando as maiores barbaridades.

Tudo indica que a transmissão do Brasileirão vai terminar no “tapetão”.


Brasil: muito Agnelli para pouco Mauá


Os chineses fizeram 8 mil km de ferrovias velozes em três anos. Nós não podemos fazer 500 km em cinco anos?



Estou acompanhando, entristecido, este chororô de pedido dos empresários de mais e mais prazo para que seja realizada a licitação do trem-bala ligando o Rio e São Paulo.

Não apenas é uma obra viável técnica e economicamente como é uma necessidade para o desenvolvimento das duas metrópoles.

Hoje e, sobretudo, nos próximos anos.

Esta história de dizer que a demanda não cobrirá o investimento é a famosa “meia-verdade”. Pode até, nos primeiros meses, ou anos, não remunerar o investimento.

É verdade que se perdeu a cultura do transporte por trens e as tarifas aéreas baratearam. Mas os limites do tráfego aéreo são mais estreitos do que se pensa. Congonhas está abarrotado.


O Santos Dumont está chegando lá: em janeiro de 2009 trafegaram ali 270 mil passageiros, em janeiro deste ano, 650 mil. Pode ainda ter uma pequena folga operacional, mas exige obras complementares complicadas, como a de um edifício garagem, e o acesso ao aeroporto interfere e faz um nó no deslocamento urbano, na ligação Aterro-Perimetral. E ambos os aeroportos têm horário de operação – por estarem no meio de centros urbanos – restringido, sem possibilidade de uso a partir de 22 horas.

E não se pode fazer a conta da tarifa do trem como se faz a de uma linha de ônibus, que custa o mesmo com qualquer antecedência e em qualquer horário, porque é do avião que o trem se aproxima em termos de duração da viagem. Dependendo do dia, horário e da antecedência, uma passagem Rio-SP pode custar R$ 50 ou R$ 800.

Os cálculos de tarifa, hoje, consideram outros parâmetros que não o custo da operação e do equipamento, mas uso da capacidade e geração de fluxo de caixa.

Ontem, depois de uma semana de choradeira por mais prazo, apareceu uma carta da China Comunications Construction Company, um gigante de 112 mil empregados e patrimônio de US$ 268 bilhões, dizendo que é capaz de financiar 85% dos recursos necessários à obra.

A matéria da Folha registra que há um rombo – o que será rombo, será dinheiro a ser recuperado no longo prazo? – no programa chinês de construção de linhas férreas de alta velocidade, mas também diz que lá fizeram, em três anos, 8 mil quilômetros de ferrovias deste padrão.

Então os 400 e poucos quilômetros de nossa ligação Rio-São Paulo são inviáveis até 2016, que ainda está cinco anos distante?

A queda de braço do adiamento é outra. É preço, não é prazo. Os grupos de empreiteiros e investidores querem, além de forçar a elevação dos custos de obras e equipamentos, arrancar do Governo a garantia de que cobrirá os gastos excedentes.

Em matéria de transportes, no Brasil, a tradição é de que só o governo banque os investimentos, que são de longo prazo. Se dependesse só da iniciativa privada, a ligação Rio-SP continuaria sendo feita como a que Pedro Américo imortalizou no quadro O Grito da Indepedência: a cavalo.

A maioria dos empresários – há muitas e honrosíssimas exceções – acha que investir em transporte é cobrar pedágio e explorar estacionamento.


Os retrocessos na comunicação do Pará


Reproduzo artigo de Marcos Urupá, publicado no Observatório do Direito à Comunicação:


Em dezembro de 2009, o Brasil viveu um momento histórico: acontecia a primeira Conferência Nacional de Comunicação, capitaneada pelo governo federal.


Demanda histórica da sociedade civil que defende a democratização da comunicação, e mesmo com suas atipicidades, a I Confecom foi um momento marcante, onde a comunicação ganhava relevância e ocupava de maneira institucionalizada as pautas políticas dos estados e do país.


Quando foi anunciada pelo presidente Lula, durante o Fórum Social Mundial que aconteceu em janeiro de 2009 em Belém, todos da sociedade civil brasileira já aguardavam os comportamentos dos estados para a convocação das etapas estaduais.


Em abril de 2009, saiu o decreto que convocava oficialmente a I Conferência Nacional de Comunicação, e colocava aos poderes executivos dos estados a convocação das etapas estaduais.


É importante ressaltar que mesmo antes de Lula anunciar a Confecom durante o Fórum Social Mundial, o governo do Pará, através da Secom – Secretaria de Comunicação, já fazia o debate sobre a Conferência de Comunicação. A Diretoria de Comunicação Popular da recém criada Secretaria já tinha a preocupação de debater com a sociedade uma política de comunicação tanto para o estado quanto para país.


Até o final do prazo para a convocação da realização das etapas estaduais, apenas o governo do Pará havia convocado oficialmente a sociedade civil para debater os rumos da comunicação no Brasil. No estado de São Paulo, por exemplo, governado pelo PSDB, a etapa estadual foi convocada pela Assembleia Legislativa.


Durante todo o ano de 2009, todos estavam voltados para o debate sobre a comunicação. E a criação da Secom veio fortalecer a proposta, já encabeçada a tempos pelo governo federal, de criação de uma política de comunicação para o estado do pará e fortalecer o debate que já acontecia no Brasil, com ampla participação da sociedade.


Pois bem....Depois de todo esse acúmulo, o que temos hoje? Já se passam cerca de 90 dias de governo no Pará e não se tem nenhuma manifestação sobre o assunto.


Até o momento, o atual secretário e sua diretoria não se manifestaram sobre as resoluções tiradas na Conferência Estadual de Comunicação, muito menos sobre a possibilidade de criação de um grupo para discutir o Conselho Estadual de Comunicação.


Observa-se a Secom-Pa completamente desconectada dos debates sobre a política de comunicação brasileira. Isso reflete um retrocesso na política de comunicação no Pará.


Creio que a atual gestão ainda não compreendeu o real papel da Secretaria de Comunicação. Ou então, tenta desviá-la da sua principal finalidade. Ações como a expansão do sinal da da TV Cultura (que diga-se de passagem, foi a única proposta de uma TV Pública estadual aprovada em GT na Conferência Nacional), a retomada da Rádio Cultura OT, o NavegaPará, o fortalecimento do diálogo com a sociedade, a criação do Conselho Curador da Funtelpa, etc...Não podem ser simplesmente abandonadas.


Ao mesmo tempo, observa-se uma ausência do Pará nos principais debates sobre a comunicação que afloram no Brasil tais como a nova Lei do FUST – Fundo de Universalização do Sistema de Telecomunicações, o PNBL – Plano Nacional de Banda Larga, o novo marco regulatório para a comunicação no Brasil, e as concepções e premissas do sistema público de comunicação.


É inadmissível o retrocesso dos avanços alcançados nesta área até aqui. Cabe à sociedade ficar atenta e não deixar cair no esquecimento todo o avanço que o estado do Pará teve na área da política de comunicação.


* Marcos Urupá é jornalista, advogado e associado do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.


Um relatório policial com cara de romance policial



Li, muito intrigado, esta matéria da Época sobre possíveis provas que ligariam a campanha de Lula, em 2006, aos pagamentos irregulares e ficticios feitos por e ao publicitário Marcos Valério.

Primeiro, porque a entrega de uma cópia de um relatório feito a pedido do Judiciário – e do STF, sua mais alta corte – a um veículo de imprensa é algo tão estranho que, de tão estranho, não parece ser estranho.

Depois, porque tudo repousa no que diz – e no que nega – o senhor Daniel Dantas, um homem que perdeu qualquer tipo de credibilidade. Não me parece que o sr. Dantas seja alguém que fosse recusar, como diz, uma troca de favores políticos por ajuda financeira. E menos ainda isso é coerente com a suposta ajuda que deu.

Dantas, porém, é apresentado como um coitado, vítima de extorsão e achaques, um empresário honesto que tinha de pagar propinas para poder tocar seus negócios.

Pela segunda vez hoje, francamente…

Claro que não se vai negar o óbvio, que teve gente ligada ao PT se lambuzando nas porcarias de um esquema – e o relatório não nega – criado no período tucano. Mas a história tem um furo insanável: o de que Dantas pagou mas não levou. Ora, Dantas é um homem que leva sem pagar, não o contrário.

Parece romance de Aghata Christie, onde a autora começa a trama sabendo aquele que elegeu para culpado do crime e tece, em voltas e voltas contraditórias, a teia que vai convencer a todos de sua culpa.

Com a diferença que os Hercule Poirot destes romances não têm escrúpulos de consciência nem fazem concessões à dúvida.

O alvo a ser atingido, a qualquer custo, custe o que custar, é Lula.

Por último, o “vazamento” do relatório para uma revista da Globo, pelas mãos de um repórter recém saído da Veja, já nos deixa imaginar o que possa ter se passado.

Destruir a sólida imagem que Lula construiu nos oito anos de mandato, porém, é algo que não se fará com pequenas manobras. E se alguns, por oportunismo e medo da mídia se encolhem, vão acabar por levar ele prório à polêmica.

E aí, saiam de baixo.


TSE nega arquivar ação por caixa 2 em campanha do tucano Beto Richa no Paraná


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, na última quinta-feira, agravo regimental movido pelo diretório municipal do PSDB de Curitiba, que alegava a decadência do processo eleitoral que pede a cassação das candidaturas de Beto Richa (PSDB), hoje governador do Paraná, e Luciano Ducci (PSB), atual prefeito da cidade, nas eleições para a prefeitura da capital em 2008, por conta do escândalo conhecido como Comitê Lealdade.

A campanha do PSDB de 2008 é investigada por caixa 2 no financiamento do comitê, fundado por candidatos a vereador do PRTB que decidiram da disputa para apoiar Beto após seu partido optar pela coligação com o PTB, do então candidato a prefeito Fábio Camargo. Vídeos exibidos pelo programa Fantástico, da TV Globo, mostraram os ex-candidatos recebendo dinheiro, cerca de R$ 1,6 mil para cada, para a campanha tucana, mas esses recursos não constam em nenhuma prestação de contas daquela eleição.

Com a decisão, o processo retorna à juíza Fabiana Silveira Karam, da 1ª Zona Eleitoral de Curitiba, para a fase inicial, suspensa liminarmente pela ex-presidente do TRE, Regina Fortes, de produção de provas, oitiva dos réus e das testemunhas e toda a instrução processual. O caso estourou em junho de 2009. Naquele mesmo mês, os partidos de oposição à prefeitura de Curitiba ingressaram com a ação. Em novembro daquele mesmo ano, houve uma alteração na legislação que estabeleceu prazo de 15 dias após a diplomação para processos de caixa 2 em campanha.

O PSDB, então, alegou pressa do processo. O caso chegou ao TSE e, por decisão da presidente do TRE na época, todo o processo ficou suspenso até a decisão do TSE sobre a intempestividade do processo. Em decisão monocrática de outubro de 2010, o ministro Aldir Passarinho negou o recurso dos tucanos, considerando que o processo é anterior à mudança na lei, decisão confirmada ontem, no julgamento do agravo regimental pelo pleno do Tribunal. Assim, o caso volta à 1ª Zona Eleitoral de Curitiba.

Uma possível condenação de Richa e Ducci, pouco alterará a situação dos cargos que os dois ocupam hoje, segundo uma das advogadas dos partidos que movem a ação, Carla Karpstein. Beto Richa (PSDB) não poderá ser cassado do cargo de governador, já que sua diplomação não foi contestada no novo prazo de 15 dias, e, dificilmente, o caso será concluso, com todas as possibilidades de recurso, até o fim do mandato de Ducci na prefeitura. "Mas uma eventual condenação pode complicar a tentativa de reeleição deles", disse.


Terra


A direita trata os “laranjas” usados como bagaço



Ontem, no debate em São Paulo, usei o caso da escandalosa remuneração do Sr. Roger Agnelli na Vale como exemplo de como o nosso pequeno poder, aqui na blogosfera, pode furar a conspiração de silêncio seletiva da mídia. Pode, sim, mas não muito. Não nos empolguemos, há outros fatores, mais importantes.

É o que aconteceu neste caso.

Paulo Henrique Amorim levantou a lebre na terça-feira, dia 29 e, horas depois, este modesto Tijolaço já tinha obtido o documento oficial da Vale informando que os sete membros da diretoria da empresa faturaram, em 2010, R$ 79,4 milhões, o que dá uma média de quase R$ 1 milhão por mês. E afirmava que, como o diretor-presidente recebia mais que os demais diretores, o salário e bonificações recebidos por Agnelli deveria andar por volta de R$ 1,3 milhão mensais. Ou R$ 15,6 milhões por ano.

Ontem, a Folha e, hoje, O Globo publicam a informação. É provável que o fato de ela circular na blogosfera tenha ajudado, embora os valores constem de documentos públicos – por determinação da CVM – e possam ser obtidos por qualquer um que os saiba buscar no Google. Não se tratou, portanto, de qualquer “competência” dos blogueiros.

O que fez isso acontecer foi o fato de que Roger Agnelli não tem qualquer valor pessoal para o conservadorismo, apeado do posto de presidente da Vale e da condição de “menino de ouro” do Bradesco. Serviu, com sua indecorosa pretensão de ser o presidente eterno da empresa e as vergonhosas articulações que tramou com o PSDB e o DEM para fragilizar o Ministro Guido Mantega, para a mídia tentar desgastar o governo com preconceitos de ordem puramente ideológica.

Digo isso porque é papel legal da União aprovar – e por conseguinte opinar – na formação de acordo de acionistas que implique no controle de empresas onde participem fundos de pensão de empresas estatais. A lei, aliás, é do período FHC. E a Previ, a Funcef e do BNDESPAR, que detém mais de 60% são todos órgãos ligados ao Ministério da Fazenda. Logo, nada mais natural que o Ministro conversasse com os demais acionistas para atingirem-se os 75% de maioria exigidos pelo estatuto da Vale.

Agnelli serviu-lhes, como desserviu ao país com sua política de exploração predatória, exploração de minério bruto e encomendas no exterior. Agora não lhes serve mais e o “segredo” que todos sabiam – e só a blogosfera contou – possa ser revelado, porque os amigos da direita são como laranjas. Quando estão no bagaço, lixo com eles.

Agnelli pode ainda contar com a mão amiga do tucanato, que quer dar-lhe um posto na Cemig – que ironia, uma estatal – para deixa-lo à mãos para usos futuros. Nós, cariocas, que já andamos assustados com as explosões de bueiros da Light, devemos por as barbas de molho, porque a elétrica daqui foi comprada pela Cemig.

Como na Cemig o rendimento é mais modesto – R$ 34 mil mensais, em média, para a diretoria – vamos ver se ele aceita.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Chora PIG: 73% dos brasileiros aprovam o governo de Dilma Rousseff



Priscilla Mazenotti,

Agência Brasil


O início do governo da presidenta Dilma Rousseff tem a melhor avaliação dos últimos 12 anos, quando a pesquisa CNI/Ibope começou a ser feita. Nos dados divulgados na sexta-feira, dia 1º, 56% das pessoas avaliam o governo Dilma em ótimo ou bom. O índice é superior à aprovação do início do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que em 2003 era de 51% –, e do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1999. Na época, o índice do tucano era de 41%.


Entretanto, na avaliação quanto à aprovação do governo, Dilma aparece praticamente empatada com Lula, no primeiro mandato, em 2003.


Dilma aparece com 73% de aprovação.


Lula tinha 75% há oito anos.


Mas no índice de confiança do governo, Dilma aparece atrás de Lula, com 74%.


Lula tinha 80% no início de seu primeiro mandato.


Essa é a primeira pesquisa CNI/Ibope desde a posse de Dilma. Segundo o gerente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, o índice de aprovação de Dilma se deve a seu bom relacionamento com Lula.


“Ela foi a candidata do Lula e continua tendo um bom relacionamento com ele. Não tem aquela avaliação tão alta como estava o Lula no fim de governo, mas não se pode comparar uma avaliação de fim de governo com uma de início”, explicou.


A pesquisa ainda traz a percepção dos entrevistados em relação ao noticiário. Para 33% dos entrevistados, as notícias recentemente divulgadas sobre o governo foram favoráveis a Dilma. Para 41%, as notícias não são nem favoráveis, nem desfavoráveis. E para 7%, as notícias são mais desfavoráveis.


73% aprovam governo Dilma


A presidente Dilma Rousseff tem 73% de aprovação, segundo a pesquisa divulgada na sexta-feira, dia 1º. O percentual de cidadãos que desaprovam a presidenta alcançou 12%. Além disso, 74% dos entrevistados disseram ter confiança em Dilma, contra 16% que não confiam.


Nesses três primeiros meses de governo, 56% dos entrevistados apresentaram avaliação ótima ou boa, 27% consideraram regular e apenas 5% avaliaram como ruim ou péssimo.


Em outro ponto, 64% consideraram o governo de Dilma Rousseff igual ao anterior, de Luiz Inácio Lula da Silva; 12% o classificam como melhor e 13% dos entrevistados consideraram o atual governo pior que a gestão passada. Para 14% dos entrevistados, Dilma tem um estilo de governar muito diferente de Lula, 40% acham o estilo um pouco diferente e 39% consideram que não existe diferença entre os dois.


Comparação


A maioria dos entrevistados (64%) acha que o governo Dilma está sendo igual ao do ex-presidente Lula, e 40% consideram que o estilo de governar dela é “um pouco diferente” do estilo do antecessor, contra 39% que não veem diferença entre um e outro. Outros 14% veem um estilo “muito diferente” entre Dilma e Lula.


A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23 de março, com 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.




O doutor Lula e o engenheiro Aleluia


De olhos opacos no turbilhão do mundo


Mauro Santayana


O engenheiro baiano José Carlos


Aleluia enviou carta ao Reitor da Universidade de Coimbra, protestando contra a concessão do título de Doutor Honoris-Causa ao operário Luis Inácio da Silva, que, com o apelido afetivo de Lula, presidiu ao Brasil durante oito anos. Sem mandato, Aleluia mantém contatos com seus eleitores, mediante um site na Internet. Ele foi um oposicionista inquieto, ocupando, sempre que podia, a tribuna, no ataque ao governo passado, dentro da linha sem rumo e sem prumo do DEM.


Aleluia considera uma ofensa às instituições acadêmicas o titulo concedido a Lula, e faz referência elogiosa à mesma homenagem prestada ao professor Miguel Reale. Esqueceu-se, é certo, de outros brasileiros honrados pela vetusta universidade, como Tancredo Neves.


Não é preciso conhecer a teoria de Freud para compreender a escolha da memória de Aleluia. O título universitário é, hoje, licença profissional corporativa. O senhor Aleluia está diplomado para exercer o ofício de engenheiro. A Universidade o preparou para entender das ciências físicas, e é provável que ele seja profissional competente, tanto é assim que ministra aulas.


O título universitário certifica que o graduado estudou tal ou qual matéria, mas não faz dele um sábio. O conhecimento adquirido na universidade é importante, mas não é tudo. Volto a citar, porque a idéia deve ser repetida, os versos de um escritor mais identificado com a direita do que com a esquerda, T.S. Elliot, nos quais ele mostra a diferença entre ser informado, conhecer e saber: Where is the wisdom we have lost in knowledge? Where is the knowledge we have lost in information?


O título de Doutor Honoris-Causa, sabe bem disso o engenheiro Aleluia, não é licença profissional, mas o reconhecimento de um saber, construído ao longo do tempo, tenha o agraciado ou não freqüentado a universidade. O papel da Universidade não deveria ser o que vem desempenhando – o de conferir certificados de preparação técnica -, mas o de abrir caminho à busca do saber.


O Senador Christovam Buarque, com a autoridade de quem foi reitor da UNB, disse certa vez que a Universidade ideal será aquela que não expeça diplomas.


Lula, com os seus defeitos, e não são poucos, é um doutor em política. Um chefe de Estado não administra cifras, não faz cálculos estruturais, não prolata sentenças, nem deve escrever seus próprios discursos. Cabe-lhe liderar os povos e conduzir os estados, e isso dele exige muito mais do que qualquer formação escolar: exige a sabedoria que desconfia do conhecimento, e o conhecimento que se esquiva das informações não confiáveis.


A universidade é uma instituição relativamente nova na História. Ela não foi necessária para que os homens, com Demócrito, intuíssem a física atômica; com Pitágoras e Euclides, riscassem no solo figuras geométricas e delas abstraíssem os teoremas matemáticos; e muito menos para que Fídias fosse o genial arquiteto e engenheiro das obras da Acrópole e o escultor que foi.


Mais ainda: as maiores revoluções intelectuais e sociais do mundo não dependeram das universidades, embora nelas se tenham formado grandes pensadores – e sua importância, como centro de reflexões e pesquisas, seja insubstituível.


O preconceito de classe contra Lula sela os olhos de Aleluia e os torna opacos. Solidário o meu autodidatismo com o de Lula, quero lembrar o grande escritor norte-americano Ralph Waldo Emerson: um talento pode formar-se na obscuridade, mas um caráter só se forma no turbilhão do mundo.


É no turbilhão do mundo que se forma o caráter dos grandes homens.


A “Lei de Meios” virá para a comunicação ser livre



Transcrevo, para dar conhecimento a todos, a matéria da repórter Juliana Sada, publicada pelo blog de Rodrigo Vianna, o Escrevinhador, sobre o debate do qual participarei, nesta sexta-feira, em São Paulo. A Rede Brasil Atual deve transmitir ao vivo e, se conseguirmos, a gente pega carona aqui no Tijolaco.


Desde o início de março um grupo de parlamentares se articula para debater mudanças na legislação das comunicações do Brasil e a construção de um novo marco regulatório para a área. A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação está finalizando a fase de coleta de assinaturas no Congresso para sua instauração e será lançada no dia 19 de abril, em um ato público que pretende reunir militantes e movimentos da área, assim como apoiadores da causa.



Para dar impulso aos trabalhos da Frente, alguns deputados do grupo participarão de um debate em São Paulo, nesta sexta-feira (01). O tema em discussão será o papel da mídia na atualidade e também o novo marco regulatório das comunicações. Para os parlamentares é fundamental envolver a sociedade civil no debate e na luta por mudanças positivas no marco regulatório, já que a Frente enfrentará muitos obstáculos e opositores em seus trabalhos. Estão confirmados os deputados Emiliano José (PT/BA), Luiza Erundina (PSB/SP), Brizola Neto (PDT/RJ), Jandira Feghali (PCdoB/RJ) e Ivan Valente (PSOL).



Após o debate, ocorrerá o lançamento do livro “Jornalismo de campanha e a Constituição de 88”, de autoria do deputado Emiliano José, professor licenciado da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. A obra é baseada em sua tese de doutorado, onde o pesquisador analisou o papel da imprensa em desconstruir a Constituição de 88 e apoiar a implementação de um projeto neoliberal.



O debate ocorrerá amanhã, dia primeiro, às 19h, no Auditório do Sindicato dos Bancários, que fica na rua São Bento, 413.


Presidenta acaba com o gato na construção pesada


Na foto, os empreiteiros brasileiros constróem a pirâmide do Egito



Saiu no Blog do Planalto: O fim dos “gatos” na intermediação de mão de obra na construção civil brasileira



Os agenciadores de mão de obra — conhecidos como “gatos” — que atuam em maior escala no segmento da construção civil estão com os dias contados. Para isso, o governo deverá estruturar as agências do Sistema Nacional de Emprego (SINE), braço do Ministério do Trabalho e Emprego, a quem caberá a oferta de vagas para os trabalhadores que buscam oportunidades neste segmento da economia nacional. Este foi um dos itens acertados, nesta quinta-feira (30/3), durante reunião com lideranças das seis centrais sindicais dos trabalhadores e representantes da indústria da construção intermediada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, no Palácio do Planalto.



“A reunião que aconteceu hoje pela manhã teve dois pontos importantes: o fim dos gatos e a questão da qualificação profissional. Além disso, deixamos para os empregadores uma pauta composta de 15 ítens”, informou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique.



De acordo com o líder sindical, esta questão deve valer para todas as obras em curso no país, sejam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou empreendimentos privados. Artur Henrique explicou que muitas cidades estão recebendo milhares de trabalhadores e não se encontram devidamente preparadas. Ele disse que apenas o município de Jaci Paraná, no estado de Rondônia, que fica a 30 quilômetros do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, viveu a expansão da oferta de emprego e não estava preparado para receber cerca de 25 mil operários.



As mobilizações dos trabalhadores em Jirau e na Usina Hidrelétrica Santo Antônio, obras em curso no rio Madeira, também foram tratadas na reunião que aconteceu no Palácio do Planalto. Segundo o presidente da CUT, o impasse no canteiro da usina Santo Antônio está próximo de ser resolvido. No encontro com representantes da Odebrecht foi oferecido aumento salarial de 5% a título de antecipação do dissídio previsto para maio; aumento da cesta básica de R$ 110,00 para R$ 132,00; volta para casa a cada três meses de trabalho com ônus para o consórcio Santo Antônio em passagens de avião e ônibus (quando necessário); opções de outros planos de saúde e mudança do cartão BIG Card, já que o comércio cobra ágio de 20% na utilização deste cartão.“Teremos assembleia amanhã (1/4) ou na segunda-feira (4/4) com indicativo para o fim da greve”, explicou o presidente da CUT.



Já a solução para a paralisação no canteiro da Usina de Jirau, segundo o sindicalista, vai demorar a acontecer. Artur Henrique disse que na tarde desta quinta-feira (31/3) acontece uma reunião em Porto Velho (RO) para estabelecer um canal de negociação entre os operários e a empresa que toca as obras. Lá houve conflito com destruição de alojamentos e restaurantes.



Mais cedo, o vice-presidente da Força Sindical, Miguel Torres, ao deixar o Palácio do Planalto, acusou práticas de torturas no canteiro de obras da Usina São Domingos, em Águas Claras, Mato Grosso do Sul. Torres mostrou fotos de supostos trabalhadores agredidos. Além disso, o sindicalista informou que existe atrito entre trabalhadores e seguranças de Jirau; o mesmo foi apontado pelo presidente da CUT. Ambos querem que o consórcio “pare com o empurra empurra”.



Uma outra reunião, no Palácio do Planalto, ficou agendada para o dia 14 de abril. Para os sindicalistas a expectativa é de novos avanços nas próximas semanas.








O PiG (*) saudou com entusiasmo o protesto dos trabalhadores nessas obras pesadas.


Saudaram o “empacamento” do PAC, como gosta de dizer o Globo.


(Por falar em Globo, leia aqui o editorial que o Globo escreveu no dia seguinte ao Golpe militar de 1964) Vamos ver agora se o PiG se entusiasma com o fim do problema.


O que a Presidenta fez nesta reunião foi levar a CLT do Dr Getúlio ao canteiro de obras das empreiteiras brasileiras.


Elas são muito competentes.


Mas, no caso das relações trabalhistas, vivem na República Velha.


Ou melhor, reproduzem as condições que os faraós ofereciam aos trabalhadores das pirâmides do Egito.


Terão que se submeter agora a um “aggiornamento”.


Paulo Henrique Amoirm


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


O destino de Agnelli



Um leitor me pergunta o que vai acontecer a Roger Agnelli agora que vai perder a boca rica de um salário de 1.3 milhão por mês. Não sei, mas que ninguém se preocupe, ele não vai ter dificuldades.


Imagino que o Bradesco, – desde sempre a casa de Agnelli, que sempre foi ali uma espécie de menino de ouro do presidente Lazaro Brandão, que vai mexer os pauzinhos para que ele seja absorvido por alguma empresa amiga. Porque, duvido que depois das manobras temerárias do futuro ex presidente da Vale para se segurar no cargo é claro que o bancão não vai coloca -lo na sua própria diretoria.



É provavel que Agnelli possa também contar com uma aposentadoria da Valia – Fundo de Pensão da Empresa que permite que seus diretores, depois de cinco anos de contribuição (com o dobro do valor complementado pelos cofres da vale) se aposentem a partir dos 45 anos ( que maravilha não é? Coitado daqueles a quem o padrinho de Agnelli, Fernando Henrique Cardoso, chamava de vagabundos!)



Ele agora está dizendo que quer ter um trabalho “social” ligado ao terceiro setor. Pelo menos é o que disse ao site “Máquina News“:



“O senhor pensa em voltar ao setor financeiro algum dia? _Não penso. não. Penso no que estou fazendo hoje. Minha cabeça está em 2020. quando eu gostaria de estar em Angra dos Reis. olhando meus filhos. dando gás para os dois. Eles estão indo bem. Mas eu os cobro. É meritocracia em casa. Outro dia falei para meu filho [João. 21 anos]: ” lsso não está bom. tem de melhorar’: Ele está montando uma empresa. e estou dizendo que está devagar. Já devia estar produzindo. É assim que eu me vejo Sem trabalhar? _Sem trabalhar. a minha mulher não agüenta. né? Quero fazer algo ligado a planejamento. estratégia Se puder Integrar ISSO com o terceiro setor. alguma fundação. será maravilhoso. Me dedico muito á fundação da Vale. Estamos fazendo uma revolução social. E não é apenas dinheiro. Dinheiro não falta no mundo. o que falta é Inteligência em projetos sociais.”



A menção a Angra dos Reis é porque lá, numa das paradisíacas ilhas do litoral, fica a casa de férias de Agnelli. Aliás, uma das casas porque a outra, no município é a Casa de Abrigo Roger Agnelli, construida com o dinheiro da Ferrovia Centro Atlântico, uma das empresas do grupo Vale, e Prefeitura de Angra dos Reis. Note -se o rasgo de modéstia ao batizar a instituição com seu próprio nome. Culto à personalidade é isso aí.



Pode ser também que Agnelli enverede pela política, como diz hoje a colunista Hildegard Angel.



Ele pode ser candidato a prefeito de Angra dos Reis, onde participa de um conselho de “desenvolvimento sustentável” ao lado outros empresários peso-pesado – João Roberto Marinho, Armando Klabin, o empreiteiro Antonio Carlos Lobato e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni – proprietários de ilhas no município. Seu principal aliado político, o prefeito Tuca Jordão, ainda no cargo, é ficha-suja e está inelegível por três anos, por decisão do TRE-RJ, por abuso de poder econômico.


Bolsonaro não tem a mínima importância. Pior fez o CQC que colocou entrevista no ar


O deputado conseguiu o que queria. Aliás, bem mais do que queria. É produto de um nicho, que o elege e aos filhos: a milicada de pijamas ou os milicos retardatários como ele (que só se formou depois da Lei de Anistia).


Esses choram porque não tiveram oportunidade de "exercer sua autoridade", torturar etc., e também porque hoje já não podem mais gritar "sabe com quem está falando?". Sem contar as perdas salariais e de benefícios. Para si e suas esposas, filhas, viúvas. Grande parte deles mora no Rio de Janeiro e vota no Roque Santeiro da ditadura, aquele que foi sem nunca ter sido.


Agora, graças ao CQC, que é um Pânico metido a inteligente, ele virou notícia no Brasil todo. Está se deliciando. E quanto mais falarem nele, mais ele vai gostar. Ainda mais porque se está desviando o foco do verdadeiro responsável pelo show de preconceito, ignorância e cafajestada do deputado: o programa e a emissora que o abriga.


Não foi uma entrevista ao vivo. Estava gravada. Foi ao ar porque quiseram criar a polêmica que criaram. Fizeram um BBB com o B e ainda tentam fingir que não tiveram nada a ver com isso.


Assiste quem quer? Não. A TV aberta é uma concessão pública.


Mas a lei de Meios vem aí. É questão de tempo.


O Roque Santeiro da ditadura vai continuar a ser votado, enquanto os generais de pijama estiverem vivos. Mas o tempo cuida deles. E o tempo está contra eles. Hoje, nem o Exército (o da ativa) saudou a ditadura que se instalou no país em 1964. Amanhã, quem sabe, nenhuma emissora vai dar voz a quem se vangloria da própria infâmia.


E ainda há quem critique o deputado Tiririca, um palhaço que quer defender o circo, que traz há séculos alegria e diversão para todos; diferentemente do outro, que defende a tortura, a tristeza, a violência, a covardia, o preconceito, como modo de vida.