terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Não vai ter Carnaval


Peço calma ao leitor folião. Não se assuste. Haverá, sim, Carnaval no país. Assim como haverá Copa. O título do texto serve apenas para evidenciar a dimensão paquidérmica da farsa que foi urdida contra a realização do campeonato mundial de futebol no Brasil neste ano.

Esse movimento politiqueiro que tentará sabotar o país durante o evento internacional mais importante que terá sediado em sua história justifica essa enormidade com o “argumento” de que se deveria empregar em saúde, educação etc. recursos que serão empregados em futebol.

Porém, por esse prisma de que não se deve empregar em um evento internacional recursos que faltam a obrigações constitucionais do Estado como as supracitadas, há que perguntar por que tais recursos só não devem ser gastos em competição internacional.

Alguém imagina quanto dinheiro público é gasto com futebol todos os anos, nos campeonatos regionais e no campeonato brasileiro? Tudo bem que possa ser menos do que será gasto com a Copa, mas não é pouco e é gasto todos os anos, enquanto a Copa será uma só vez.

Por que não abolir, então, qualquer gasto público com futebol? Vamos gastar tudo em hospitais, escolas, enfim, em obrigações fundamentais do Estado.

Mas a comparação mais apropriada talvez seja com o que o Brasil gasta de dinheiro público com o Carnaval, pois não é pouco e é anual. A cada tantos anos, portanto, a festança consome recursos equivalentes aos que consumirá a Copa… Certo?

Errado. Nem a Copa, nem os campeonatos internos de futebol e muito menos o Carnaval – só para ficarmos nos exemplos mais gritantes – gastarão coisa alguma. São investimentos, pois, ao contrário de gastos obrigatórios do Estado com saúde, educação, segurança etc, o que se coloca de dinheiro público nesses eventos gera lucro para o Estado e para os agentes privados envolvidos.

Tenho visto militantes engraçadinhos desse movimento aloprado contra a Copa espalhando nas redes sociais frases de efeito que confundem os tolos ou os ingênuos, mas que não passam de trapaça do mais baixo nível. Há que ir rebatendo…

Esses militontos recomendam às pessoas que, quando ficarem doentes, vão se tratar nos estádios de futebol recém-construídos. É muita má fé. Esse dinheiro público que está sendo investido na Copa irá retornar aos cofres públicos e com lucro. Muito lucro.

E nunca iria para saúde ou educação, pois todas as verbas são carimbadas e essa da Copa ou a do Carnaval estão em outras rubricas.

Estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas em parceria com a renomada empresa de consultoria Ernst & Young para o Ministério do Esporte em 2010 diz coisas muito diferentes das que vêm sendo ditas por esses embrulhões do movimento “Não vai ter Copa”.

Segundo o estudo, a Copa irá gerar R$ 183 bilhões de faturamento em um período de dez anos (de 2010 e até 2019) devido a impactos diretos – investimentos em infraestrutura, turismo, empregos, impostos, consumo – e indiretos – via circulação de todo esse dinheiro no país.

Somente em obras de infraestrutura, os investimentos deverão alcançar R$ 33 bilhões, entre estádios, mobilidade urbana, portos, aeroportos, telecomunicações, energia, segurança, saúde e hotelaria.

No turismo, os números apurados pela consultoria mostram que circularão 600 mil turistas estrangeiros e 3 milhões de turistas nacionais, aumentando em cerca de 50% o faturamento do turismo no país – de cerca de 6 para cerca de 9 bilhões de reais.

Somando empregos para trabalhadores permanentes e temporários, eles devem incrementar o PIB em R$ 47,9 bilhões.

Segundo a consultoria citada, “Os R$ 5 bilhões a serem injetados no consumo pela renda gerada por esses trabalhadores equivalerá a 1,3 ano de venda de geladeiras no Brasil ou 7,2 milhões de aparelhos”.
A expectativa é a de que a Copa crie mais de 700 mil empregos entre permanentes e temporários.

FGV e Ernst & Young ainda afirmaram que devem ser arrecadados “R$ 17 bilhões em impostos, o que representará mais de 30 vezes os R$ 500 milhões em isenções fiscais que serão concedidas à Federação Internacional de Futebol (Fifa) e empresas por ela contratadas para a realização do Mundial”.

Os tributos federais a ser arrecadados com a Copa deverão chegar a R$ 11 bilhões, deixando um saldo positivo de R$ 3,5 bilhões em relação aos investimentos federais na realização do campeonato.
Veja, leitor, o cálculo do faturamento total da Copa, segundo o estudo em tela:

Os impactos indiretos da Copa na economia do país com a recirculação do dinheiro são calculados pelo estudo em R$ 136 bilhões, até 2019, cinco anos depois da Copa. Um impacto pós-Copa, impossível de dimensionar financeiramente transforma-se em turismo futuro. Além disso, as obras que modernizarão estádios nas 12 cidades-sedes também geram riqueza e impacto no PIB. Este valor, somado aos R$ 47 bilhões dos impactos diretos, leva aos R$ 183 bilhões que o estudo calcula que a Copa vai gerar para o país”.

Então, diante de gastos de cerca de 30 bilhões de reais para realizar a Copa de 2014 no Brasil, haverá um faturamento bruto de 183 bilhões de reais.

A mim parece um belo negócio, mas os militontos dizem que o estudo é de 2010 e que hoje tudo isso teria mudado. Ah, é? Então pergunte a eles em que se baseiam para fazer tal afirmação. Algum estudo? Sim, do “instituto Achismo S/A”.

Há muito mais. Para quem quiser conhecer melhor o trabalho da consultoria, basta clicar aqui. E, para quem quiser fiscalizar os gastos da Copa, bastará ficar de olho no Portal da Transparência que o governo federal criou justamente para esse fim, clicando aqui.

Mas o mote do post é a distorção de um gasto como tantos outros que são feitos para diversão do povo, sempre sob financiamento do lucro que esses gastos geram.

Por essa ótica delinquente, não deveríamos gastar dinheiro com a construção, conservação ou modernização de autódromos para a fórmula 1, por exemplo. Aliás, há pouco o país gastou 118 milhões de reais com a visita do Papa, uma conta paga por católicos e não católicos.

Alguém sequer cogitou um movimento “Não vai ter missa”? Claro que não, pois não dava para culpar o PT e o governo Dilma por o Brasil gastar essa enormidade para receber o líder da Igreja Católica.

Todavia, Copa do Mundo, Carnaval, Fórmula 1, visita do Papa, tudo isso dá lucro, inclusive gerando divisas para o país com turismo internacional. A Copa só é melhor do que os outros itens elencados porque nos deixará importantes e necessárias obras de infraestrutura em transporte rodoviário, ferroviário e aeroviário, hotelaria etc.

Apesar de tudo isso, a imprensa oposicionista se esbaldou com recente declaração do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que o Brasil seria o país mais atrasado na entrega de obras da Copa. Depois, essa afirmação caiu por terra. Descobriu-se que a África do Sul sofreu “atraso” igual.

Mas que atraso é esse? Algumas obras que deveriam ser entregues em dezembro último serão entregues, na maior parte, em janeiro ou, no máximo, em março. Trata-se de um detalhe técnico. Nada mais importante.
Até por isso, Blatter recuou e endossou resposta pública e indireta que recebeu de Dilma Rousseff, de que a Copa do Brasil será a “Copa das Copas” e de que tudo dará certo.

Enfim, causa tristeza que, nessa guerra que a mídia e certos partidos travam contra a Copa com fins políticos, esteja sendo praticada a mesquinharia de praticamente esconder o que deverá ser um momento de orgulho para o país durante a competição.

A abertura da Copa do Mundo de 2014 inovará em relação às aberturas de competições em outros países. O primeiro chute na bola será dado por alguém portador de paralisia da cintura para baixo e que usará, para esse fim, um exoesqueleto controlado pela mente.

Esse equipamento futurista foi desenvolvido no Brasil pelo Walk Again Project (projeto andar de novo), liderado pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis. O aparelho é capaz de interpretar as atividades cerebrais para mover os membros inferiores.

Será um orgulho nacional. O país deverá se afirmar diante do mundo ao mostrar capacidade de execução desse projeto intrincado que é a realização de uma Copa do Mundo, pois os brasileiros não deixarão um grupelho de aloprados colocar tudo isso a perder.

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/01/nao-vai-ter-carnaval/

Por que Barbosa mantém Dirceu em regime fechado


Antes do bem-bom do semi-aberto, sintam o gostinho do fechado !
 
Um Juiz deve, na teoria, arbitrar as disputas, porque mantém equidistância das partes.

Entre a Acusação e a Defesa, o Magistrado é imparcial.

A legitimidade do Judiciário não advém do voto, mas da prevenção de que o Juiz aplicará o Direito com isenção.

Sem discutir os fundamentos jurídicos da Ação Penal 470, a aplicação das penas por Joaquim Barbosa revela que ele não é um Magistrado imparcial.

E, portanto, na teoria, não poderia exercer a alta função que exerce: a de ser exemplarmente imparcial.

Já que de um Juiz se espera que aplique a Lei – e as penas ! -  com isenção.

Alguém é declarado condenado quando viola uma obrigação jurídica.

Há nesse caso uma diferença qualitativa entre o Juiz e o condenado.

Enquanto o condenado descumpre a Lei, o Juiz é o seu guardião.

Joaquim Barbosa, porém, descumpre preceitos que o Magistrado deveria velar.

Joaquim Barbosa encarna um atraso sociológico, pois confunde fazer Justiça com justiciamento.

Não por acaso, o arbítrio é a marca de sua atuação no STF.

Ele supõe que o “regime fechado” dos réus filiados ao PT cairá com o julgamento dos embargos infringentes, o que se deve à inexistência de qualquer indicio de “crime de quadrilha”.

Sendo assim, ele aplica arbitrariamente, por conta própria, a pena compatível com o “regime fechado”.

Se os filiados ao PT foram condenados a “semi-aberto” e ainda há os infringentes a julgar, o que fazem Dirceu e Delúbio na Papuda ou, como Genoino, na casa de parentes de parentes ?

É como se Joaquim Barbosa dissesse a eles e à opinião pública: antes do bem-bom do semi-aberto, sintam o gostinho do fechado.

A parcialidade não explica inteiramente um comportamento que agride o Direito e o bom-senso.

Há a possibilidade de o Magistrado tomar “partido” ostensivamente: e entrar para a Política, num partido de oposição ao PT.

Clique aqui para ler
“STF trata Genoino como Beira-Mar”.

Em tempo:
quando o Presidente Barbosa vai legitimar a Operação Satiagraha ?

Em tempo2: Saiu no G1:

Barbosa rejeita último recurso e manda prender João Paulo Cunha

Ex-presidente da Câmara foi condenado a 9 anos na ação do mensalão.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, rejeitou nesta segunda-feira (6) o último recurso do deputado federal João Paulo Cunha no processo do mensalão, e determinou que seja iniciado o cumprimento da pena de prisão pelos crimes de corrupção passiva e peculato.

Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Cunha foi condenado no julgamento do processo do mensalão, em 2012, a 9 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. No ano passado, o STF rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa, mantendo a pena estipulada antes.


(…)

Paulo Henrique Amorim, com a colaboração de futuro Ministro do Supremo

 http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/01/06/por-que-barbosa-mantem-dirceu-em-regime-fechado/

Amiga de Aécio:Ex-secretária de Cultura do governo de Minas tem bens bloqueados em R$ 6,4 milhões



Eleonora, vai trocar de nome igual ao chefe,
vai se chamar HONESTAUDA.

Na época em que ocupou a cadeira, sua empresa teve crescimento patrimonial de 776%, segundo investigação da promotoria. Em 2001, o total de rendimentos da ex-secretária na empresa era de R$ 36.800. Em 2006, saltou para R$ 1 milhão.
Depois que Eleonora assumiu a pasta, a Fundação Vale e a então Companhia Vale do Rio Doce (hoje Vale) passaram a ser clientes da empresa dela. “Em inegável situação de obtenção de vantagem, em 17 de março de 2005 a Companhia Vale do Rio Doce havia celebrado Protocolo de Intenções com o Governo do Estado e Secretaria de Estado da Cultura para ser parceira do projeto cultural relativo à Praça da Liberdade, denominado Corredor Cultural da Praça da Liberdade”, diz a denúncia.
Sua sócia, Alessandra Pinho, e a empresa Oliva Produções também figuram como rés no processo. Na terça-feira, o Tribunal de Justiça acatou parte do pedido liminar feito pelo MP referente à indisponibilidade de bens por improbidade administrativa.
Irregularidade
De acordo com a denúncia do MP, Eleonora não teria se desligado da Santa Rosa Bureau para assumir a secretaria de Cultura, o que é proibido por lei.
Segundo a denúncia, ela mantinha no site da empresa a sua biografia com a informação de que, além de proprietária, também exercia a função de secretária de Estado. Para a promotoria, essa pode ser uma forma de usar o cargo para obter vantagens no mercado.
Questionada em depoimento sobre o isso, ela informou que “o escritório se chama Santa Rosa Bureau Cultural, o que torna notória a presença da declarante, que, além disso, não é uma pessoa anônima ou desconhecida no meio cultural”, diz o texto do MP.

Bloqueio dos bens
A Justiça determinou liminarmente o bloqueio dos bens da ex-secretária de Cultura do governo de Minas, Eleonora Santa Rosa, por enriquecimento ilícito e tráfico de influência. De 2005 a 2008, enquanto esteve na secretaria, a empresa de Eleonora, a Santa Rosa Bureau, teria aumentado seu patrimônio em R$ 6,4 milhões, segundo denúncia do Ministério Público (MP). As informações são do Hoje em dia
 
 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/01/amiga-de-aecioex-secretaria-de-cultura.html

Quem pagava “bolsa esmola” era o PSDB



Para entender por que o PSDB virou freguês do PT no século XXI, basta olhar o discurso dos tucanos sobre o Bolsa Família. Apesar de hoje estarem correndo atrás do prejuízo que o que disseram sobre o programa lhes causou, um olhar sobre as políticas de transferência de renda do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso mostra quem criou “bolsa esmola”.

O termo “bolsa esmola” é de autoria do PSDB, ainda que a mídia ligada a esse partido – bem como ele mesmo – já tenha tentado até atribuir esse mesmo termo ao ex-presidente Lula por ter criticado a distribuição de cestas básicas que o governo de seu antecessor direto usou como programa social até o penúltimo ano de seus oito anos.

Até 2001, o programa social mais vistoso do governo federal era a distribuição de cestas básicas. A crítica de Lula a esse programa foi feita durante a campanha eleitoral de 1998 porque, após quatro anos de governo, FHC não tinha nenhuma outra iniciativa em termos de transferência de renda.

Abaixo, um vídeo que os tucanos e sua mídia difundiram à larga durante a eleição presidencial de 2010 para tentarem distorcer os fatos. Vale conferir que, em nenhum momento, Lula se referiu a programas de transferência de renda como “esmola”, apesar de que criticava os baixíssimos valores que passaram a ser pagos à população carente na undécima hora do governo FHC, aparentemente visando a eleição de 2002


De fato, os programas de transferência de renda criados por FHC de afogadilho no penúltimo ano de seu governo de oito anos – até então ele só distribuía cestas básicas, vale repetir – eram mesmo esmola.
O gráfico abaixo foi retirado do trabalho monográfico A assistência social nos governos FHC e Lula apresentado por Patrícia Taconi de Moraes Scotton Alves ao curso de pós graduação em Gestão de Políticas Sociais do INBRAPE-FECEA no ano de 2009. O material mostra que programa de transferência de renda tinha o governo FHC após 7 anos.
Como se vê, era esmola mesmo e paga com finalidade político-eleitoral de forma meio desesperada, haja vista a baixíssima aprovação do ex-presidente tucano naquele 2001 – FHC encerrou seu segundo mandato com apenas 35% de aprovação, enquanto que Lula encerrou o seu segundo mandato com 83% de aprovação.

Apesar dos valores absurdamente baixos e pagos a cerca de um quinto das famílias que hoje são beneficiadas pelo Bolsa Família, o PSDB, em editorial publicado em seu site em 2004, chamou o programa social petista de “bolsa esmola”. Abaixo, o texto – com o devido link para a página original.

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Bolsa Esmola – Editorial
13 de setembro de 2004  

Para um governo comandado por um partido que historicamente se fortaleceu sob a bandeira da redenção dos pobres de todo o país, o balanço das políticas federais de inclusão social tem sido profundamente desapontador.

O programa Fome Zero, eixo central do discurso de campanha do então candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva, sofre de inanição desde a sua festejada criação e atabalhoada execução. Para superar as deficiências congênitas, o governo, sensatamente, uniu-o ao Bolsa Escola, formando o Bolsa Família – em resumo, a unificação de vários programas assistenciais, a maioria já existente na gestão de Fernando Henrique Cardoso, como o Bolsa Alimentação, o Cartão Alimentação e o Auxílio Gás. O que parecia uma saudável correção de rota tem sido enxovalhado pela evidência de que o governo deixou de fiscalizar, por exemplo, a freqüência em sala de aula dos alunos beneficiados pelo Bolsa Família.

O principal programa social petista reduziu-se, enfim, a um projeto assistencialista. Resignou-se a um populismo rasteiro. Limitou-se a uma simples distribuição de dinheiro, sem a contrapartida do comparecimento à escola, condição fundamental para que populações excluídas tenham maiores possibilidades de emprego no futuro, com elevação da renda de maneira produtiva. A ausência de controle também deixa o programa vulnerável a desvios e pouco propício à avaliação de resultados e correção de rumos. Uma expressão do senador Cristovam Buarque (PT-DF) resume o problema: “O Bolsa Escola virou Bolsa Esmola“.

Exposta a crise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, no fim da semana passada, que o chefe da Casa Civil, José Dirceu, assumirá o comando das discussões internas para resolver as falhas na execução do programa. Presidente da Câmara de Política Social, da Câmara de Desenvolvimento Econômico e de outros 19 grupos coletivos dedicados a reuniões na Esplanada dos Ministérios, Dirceu convocará os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Humberto Costa (Saúde) e Tarso Genro (Educação) com o objetivo de encontrar uma solução conjunta para a falta de controle. Deseja-se que novos rumos não sejam turvados pelo hábito palaciano de perder-se em extensos e contraproducentes debates internos.

Três exigências seriam originalmente necessárias para as famílias que recebem o benefício do Bolsa Escola: freqüência escolar, vacinação e acompanhamento de gestantes. A última checagem, admitiu o governo, é de 10 meses atrás. (Tais falhas, convém lembrar, vêm desde a gestão de FHC). Enquanto isso, os três ministérios envolvidos com o programa seguem batendo cabeça sobre as atribuições de cada um no controle das contrapartidas.

Trata-se de um símbolo tristonho da negligência governamental para aquela que seria prioridade absoluta da atual gestão. Os entraves dos programas sociais do governo federal são a evidência clara de uma política embotada pelo apego a números que podem render dividendos políticos musculosos, porém com eficácia social bastante questionável. São 4,5 milhões de famílias beneficiadas, orgulha-se o Palácio do Planalto. O risco é que, ao fim do mandato petista, boa parte delas continue à espera da esmola presidencial.
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O texto está cheio de mentiras. Antes de rebatê-las, porém, vale dar uma olhada no gráfico do Ministério do Desenvolvimento Social que mostra quanto o Bolsa família paga – e a quem.


Como se vê, o Bolsa família chega a pagar mais de 300 reais às famílias beneficiadas pela maior amplitude do programa, enquanto que as “bolsas” de FHC pagavam uma fração desse montante em condições análogas.

Não foi por outra razão que ao longo dos governos Lula e Dilma a pobreza caiu de forma tão mais acentuada do que durante os oito anos de FHC. O gráfico abaixo, extraído da Folha de São Paulo, mostra como a maior preocupação com o social de Lula e Dilma e a abolição das esmolas tucanas melhoraram a vida dos brasileiros.
FHC encontrou o país com 38,2 milhões de pobres e o entregou a Lula com 39,6 milhões; só no governo Lula, os pobres caíram de 39,6 milhões para 21,2 milhões. E só até 2011. Dali em diante, o tamanho da pobreza no Brasil continuou diminuindo e segue em queda até hoje.

O que fez a pobreza praticamente permanecer estática durante o governo FHC e ter caído tanto durante o governo Lula encontra explicação em uma das últimas manifestações do PSDB sobre o Bolsa Família, nas palavras de seu pré-candidato a presidente Aécio Neves.

Veja o que ele disse em novembro ao jornal O Estado de São Paulo:
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Um dos problemas que constatamos é que pais de família, mesmo com uma oferta de trabalho, têm receio de amanhã eventualmente serem demitidos e terem que voltar ao programa e não conseguirem rapidamente sua reinserção”, disse. Aécio deve apresentar ainda outras propostas “para que haja um esforço maior do que existe hoje para a qualificação daqueles beneficiários do Bolsa Família e um acompanhamento maior“.
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Esse enfoque da pobreza é o que torna o PSDB um partido danoso aos brasileiros também no que diz respeito ao combate a essa que é a maior chaga deste país. Em vez de se preocuparem em aumentar o tamanho do Bolsa Família para que a pobreza continue caindo, os tucanos se preocupam com “portas de saída” e outras artimanhas para desidratar o programa.

Eis por que Aécio não deslancha. Os brasileiros sabem quanto sofreram enquanto o PSDB mandava no país. Sabem como nascer pobre, no Brasil, era para sempre e sabem como após Lula, e agora com Dilma, a mobilidade social virou realidade. Por isso, dificilmente Dilma deixará de se reeleger. Quem bate, esquece. Mas quem apanha não esquece.

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/01/quem-pagava-bolsa-esmola-era-o-psdb/

Lista de Furnas e o Caixa-2 do PSDB



Por Lúcia Rodrigues, no blog Viomundo:

Quem pensa que o mensalão do PSDB é o único esquema de corrupção do partido que está impune, se engana. A sigla está envolvida em pelo menos outro escândalo de desvio de recursos que não foi julgado até agora, apesar de a Polícia Federal ter atestado a autenticidade do documento-chave para a denúncia.

O mensalão tucano, recorde-se, ajudou a financiar a campanha de 1998, quando Fernando Henrique Cardoso se reelegeu ao Planalto e Eduardo Azeredo, do PSDB, foi derrotado na disputa pelo governo de Minas Gerais por Itamar Franco.

Nas eleições de 2002, os tucanos promoveram outra forma de arrecadação de recursos para financiar suas campanhas e as de seus aliados. O esquema previa o repasse de dinheiro por meio de licitações superfaturadas da empresa Furnas Centrais Elétricas S.A.

Na ocasião, Aécio Neves era candidato a governador de Minas, Geraldo Alckmin concorria em São Paulo - ambos foram eleitos - e José Serra disputou com Lula o Planalto.

A chamada Lista de Furnas, como ficou conhecida a estratégia de financiamento montada pelos tucanos, rendeu milhões de reais para financiar campanhas. Denúncia da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro classifica o esquema como criminoso.

O delator do mensalão tucano, Nilton Monteiro, que também é o responsável pelo vazamento de informações sobre a lista, informou à procuradora Andréa Bayão Pereira, autora da ação do MPF, que os recursos eram controlados em um fundo (caixinha).

A Lista de Furnas, documento de cinco páginas assinado por Dimas Fabiano Toledo, à época diretor de Planejamento, Engenharia e Construção de Furnas e operador do esquema, traz os nomes de mais de 150 políticos beneficiários, assim como uma centena de empresas financiadoras. No alto de cada folha se lê a advertência: confidencial.

“Esses recursos eram controlados em um fundo formado com valores obtidos junto às diversas empresas que mantinham contratos com Furnas” afirma Nilton Monteiro em seu depoimento à procuradora. Ele explica que os empresários que queriam atuar em Furnas tinham de contribuir com esse fundo. “Caso contrário não conseguiriam realizar nenhum contrato na empresa estatal.”

O deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), primeiro a entregar uma cópia da Lista de Furnas à Polícia Federal, conta como o esquema funcionava.

Ele obteve o xerox do documento com o delator do mensalão tucano. “Quando ele me passou a Lista de Furnas, eu tomei um susto”, relata.

O laudo da Polícia Federal atesta que o documento é autêntico. O pedido de perícia foi feito pelo parlamentar.

“Na época o Nilton Monteiro, e até hoje provavelmente, não ficou satisfeito comigo. A intenção dele não era entregar (a lista) à Polícia Federal. Ele tinha aquilo para fazer suas negociações com o lado de lá”, afirma ao se referir às tentativas do delator de arrancar vantagens dos ex-aliados tucanos.

Nilton Monteiro, que trabalhou com o empresário Sergio Naya, ex-deputado federal por Minas Gerais, operava nos bastidores da política do estado e tinha intimidade com figuras importantes do ninho tucano nas Alterosas.

Desvio de milhões de reais

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, então candidato ao cargo, o ex-governador José Serra, que disputava a Presidência da República, e o senador Aécio Neves, à época candidato ao governo de Minas Gerais, foram os principais beneficiários do esquema de corrupção milionário do PSDB.

Pela lista, Alckmin foi quem mais recebeu recursos: R$ 9,3 milhões, R$ 3,8 milhões distribuídos no primeiro turno e R$ 5,5 repassados no segundo. Serra foi beneficiado com R$ 7 milhões, R$ 3,5 vieram no primeiro turno e o restante no segundo. Aécio aparece como beneficiário de R$ 5,5 milhões, quantia repassada em uma única parcela.

Alckmin e Aécio foram eleitos, Serra perdeu a eleição para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) e o deputado federal José Aníbal (PSDB), que disputavam uma cadeira no Senado pelo Rio e por São Paulo, respectivamente, receberam R$ 500 mil cada um.

Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas e então candidato ao Senado, recebeu R$ 550 mil. Já o candidato a outra vaga no Senado por Minas, Zezé Perrella (PSDB-MG), pai do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG), dono da empresa proprietária do helicóptero apreendido pela Polícia Federal, no Espírito Santo, com quase meia tonelada de cocaína, foi beneficiado com R$ 350 mil.

Ao lado do nome de Zezé Perrella e do montante repassado aparece a informação entre parênteses: autorização de Aécio Neves. Esse é o único caso em toda a lista em que se encontra esse tipo de justificativa.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSDB), candidato a deputado federal à época, foi beneficiário de R$ 250 mil. O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que também disputava uma cadeira na Câmara dos Deputados, recebeu R$ 100 mil.

Luiz Antonio Fleury Filho, ex-governador de São Paulo, eleito na época deputado federal pelo PTB, também se beneficiou do mesmo valor. Quantia equivalente foi entregue ao filho do ex-delegado da Polícia Federal Romeu Tuma, o ex-deputado federal Robson Tuma (PTB-SP), assim como ao ex-presidente da Força Sindical e ex-deputado federal Luiz Antonio de Medeiros (PL-SP). Ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) foram destinados R$ 50 mil.

Antonio Carlos Pannunzio, eleito em 2012 prefeito de Sorocaba, aparece na lista como recebedor de R$ 100 mil para sua campanha a deputado federal.

O delator do mensalão petista, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), também foi beneficiado pelo esquema de corrupção tucano. Recebeu R$ 75 mil.

Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão petista, recebeu R$ 250 mil do PSDB por meio do desvio fraudulento de recursos.

O capitão do Exército e deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PP), crítico dos direitos humanos e árduo defensor da ditadura militar, foi beneficiado com R$ 50 mil do esquema corrupto desencadeado pelos tucanos.

Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, também recebeu R$ 695 mil, para repassar a comitês e prefeitos do interior do Estado de Minas Gerais.

O deputado Rogério Correia explica que além do laudo da Polícia Federal atestando a veracidade da Lista de Furnas, há também o relatório da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro, de janeiro de 2012, que chegou à mesma conclusão por outras vias.

Empreiteiras e bancos

As construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS e Odebrecht são algumas das empreiteiras que financiaram o esquema de corrupção do PSDB. O Banco do Brasil, Bank Boston, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Opportunity e Rural são algumas das instituições financeiras que, segundo a lista assinada por Dimas Toledo, injetaram dinheiro no esquema.

A Alstom e a Siemens, envolvidas mais recentemente no esquema de superfaturamento de trens do Metrô e da CPTM comprados pelo governo tucano paulista, são citadas na lista. As agências de publicidade de Marcos Valério, DNA e SMP&B, também contribuíram.

Petrobras, Vale do Rio Doce, CSN, Mitsubishi, Pirelli, Eletropaulo, Gerdau, Mendes Júnior Siderúrgica, General Eletric e Cemig figuram entre a centena de empresas públicas e privadas que aparecem como financiadoras.

Os fundos de previdência privada dos funcionários da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, respectivamente, Petros, Previ e Funcef também são mencionados. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Firjan, foi outra que destinou recursos para o esquema tucano, de acordo com o documento.

O Tribunal de Contas da União analisou contratos de Furnas e detectou direcionamento em favor de determinadas empresas, além de superfaturamento nas licitações.

Uma auditoria da Controladoria Geral da União, realizada em 2006, constatou falhas no processo licitatório de Furnas: fraudes, desperdícios e abusos, além de projetos anti-econômicos e inadequados às necessidades da empresa.

Mesmo com todas as evidências, o processo sobre a Lista de Furnas está parado, segundo o deputado Rogério Correia.

O esquema operado por Dimas Toledo o fazia tão poderoso que Aécio Neves, eleito governador de Minas em 2002, negociou com o então presidente Lula a permanência de Toledo na direção de Furnas.

“O que deixou a bancada do PT bastante insatisfeita, porque Dimas Toledo arquitetava tudo contra o PT, especialmente no sul de Minas”, frisa o deputado Correia.

Curiosamente, o filho de Dimas Toledo, Dimas Fabiano Toledo Jr., deputado estadual em Minas, aparece na lista como tendo recebido R$ 250 mil.

Gênese do mensalão petista

A lista de Furnas revela financiamento “democrático”. Embora organizada por gente ligada ao PSDB, irrigou as campanhas de uma ampla base de políticos, de vários partidos. Em tese, seriam aqueles que ajudariam a dar sustentação parlamentar a um eventual governo de José Serra, não tivesse o paulista sido derrotado por Lula em 2002.

Apesar da derrota de Serra, Alckmin e Aécio se elegeram governadores, garantindo a influência política dos tucanos em dois estados-chave da federação.

A “democracia” na hora de destinar verbas de campanha, expressa na lista de Furnas, não era exatamente uma novidade nos esquemas de Minas Gerais.

Em 1998, mais de 30 candidatos do Partido dos Trabalhadores no estado foram beneficiados com recursos do outro esquema do PSDB, o “mensalão tucano” — que a mídia corporativa já chamou de “mensalão mineiro”.

Relatório da Polícia Federal, de 172 páginas, sobre o mensalão do PSDB aponta que os candidatos do PT receberam R$ 880 mil pelo esquema.

Rogério Correia é contundente na crítica aos colegas de partido.

“Pra acertar contas de campanha, receberam recursos de Eduardo Azeredo, já no esquema do mensalão. Isso teria sido negociado via Walfrido dos Mares Guia… Achei isso lamentável. O PT já começava naquela época a ter uma relação com a instituição onde se confundia com as artimanhas que a institucionalidade coloca, com o cretinismo da institucionalidade”, alfineta.

Para Correia, o PT acreditou que a impunidade que existia para o PSDB iria existir também para o partido.

“Isso é uma ilusão. A palavra melhor é ilusão de classes… O PT ‘quebrou a cara’ por uma visão errada do ponto de vista ideológico de setores do partido que acham que a luta de classes acabou… Isso é uma ilusão terrível que tem dentro do PT”, fustiga.

Pela semelhança entre o esquema do assim chamado “mensalão tucano” e o que seria revelado mais tarde, envolvendo o PT, Rogério Correia critica a atuação tanto do Supremo Tribunal Federal, quanto do Ministério Público Federal.

As duas instituições, diz o deputado, deram tratamento diferenciado aos partidos envolvidos.

O parlamentar exemplifica com o caso do publicitário Marcos Valério.

No mensalão petista, foi julgado em Brasília, apesar de não ter mandato e, portanto, foro privilegiado.

O julgamento conjunto teria facilitado a apresentação da tese de uma grande conspiração para comprar apoio político no Congresso, possibilitando assim condenar um número maior de réus, inclusive os acusados de liderarem o esquema: o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoíno e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares.

Já no mensalão tucano o tratamento dispensado a Valério foi muito diferente.

O absurdo maior é que, segundo Rogério Correia, Valério trabalhou ao mesmo tempo para os dois partidos.

“Operava para o PSDB em Minas e para o PT nacionalmente. O mesmo esquema de caixa dois era usado pelos dois partidos. Olha o absurdo”, afirma.

A opção ideológica do Supremo Tribunal Federal e do Ministério Público Federal é, na opinião de Rogério Correia, o fator que impediu a apreciação do relatório assinado pelo delegado da Polícia Federal Luís Flávio Zampronha de Oliveira, que investigou o mensalão tucano.

O relatório oferece, segundo Correia, provas muito mais contundentes de que, no caso do PSDB, houve uso de dinheiro público para financiar campanhas eleitorais.

No mensalão petista até hoje se discute se o dinheiro da Visanet, que teria abastecido o esquema, era público ou privado.

Pior que isso foi o tratamento desigual para iguais.

No caso dos tucanos, o processo foi desmembrado. Os políticos que receberam dinheiro do esquema escaparam. Considerou-se que eram beneficiários de caixa dois.

Ficaram para julgamento em Brasília apenas os operadores que tinham foro privilegiado, dentre eles o ex-presidente do PSDB e hoje senador Eduardo Azeredo, que aguarda julgamento.

Também foram denunciados na capital federal o ex-vice governador de Minas e hoje senador, Clésio Andrade, e o ex-ministro do governo Lula Walfrido Mares Guia, que deve ser beneficiado por prescrição por causa da idade.

O parlamentar refuta a expressão “mensalão”, cunhada por Roberto Jefferson, delator do esquema petista.

Para Rogério Correia, os dois esquemas envolveram caixa dois para sustentação de campanhas eleitorais - e não para a compra de votos.

“Também eles [base aliada do PSDB] votavam com o governo, sempre votaram com o Azeredo, na Assembleia Legislativa, e com o Fernando Henrique, na Câmara Federal, como é o caso do Aécio Neves. Se é pra dizer que era compra de votos, todos seriam…”, ressalta.

Ele não nutre expectativa em relação à punição de políticos do PSDB.

Lembra que o ex-deputado federal João Paulo Cunha foi condenado pelo STF tendo como principal prova o fato de que a mulher do parlamentar fez um saque em dinheiro na boca do caixa; já deputados do PSDB que receberam dinheiro do mensalão tucano diretamente em suas contas, com comprovantes de depósito e tudo, ficaram livres do processo.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/01/lista-de-furnas-e-o-caixa-2-do-psdb.html

Haddad abre hospitais e Padilha lançam pacote de investimentos em Saúde para SP




Na cerimônia de inauguração de unidade de saúde do Hora Certa na zona oeste da capital paulista, o prefeito Fernando Haddad (PT) e o ministro da saúde Alexandre Padilha (PT), anunciaram diversos investimentos para equipar o SUS.

Unidade Hora Certa para consultas, exames especializados e cirurgias

A sexta unidade da Rede Hora Certa inaugurada ocupa um andar do Hospital Sorocabana, que estava desativado e o prédio pertence ao governo estadual. Acrescenta à rede de atendimento do SUS capacidade para fazer 8,4 mil consultas por mês, 2,1 mil exames e 400 cirurgias. São duas salas cirúrgicas e três salas de recuperação pós-anestesia. Entre as especialidades atendidas estão cardiologia, cirurgia vascular, neurologia e urologia. O local oferecerá à população seis tipos de cirurgia e exames como colonoscopia, eletrocardiograma, endoscopia, ecocardiograma, radiologia, ultrassonografia e monitoramento ambulatorial da pressão arterial.

“O grande diferencial é que tem novas especialidades, tem exames por imagem e tem centro cirúrgico. Então aumenta a resolutividade do sistema. O grande problema da saúde de São Paulo é concluir o atendimento. As pessoas não conseguem concluir o seu tratamento, por falta de vagas nos hospitais. Hoje a nossa capacidade de atendimento é o dobro do que nós tínhamos um ano atrás para cirurgias eletivas de baixa complexidade, que é o maior gargalo que nós temos na cidade”, afirmou Haddad.

Com as ações da Rede Hora Certa, a fila por procedimentos na cidade caiu de 810 mil em janeiro de 2013 para 690 mil em dezembro. Sem a iniciativa da Hora Certa, estima-se que ao fim do ano passado a fila chegaria a um milhão de exames e cirurgias.

O secretário municipal de Saúde, José de Filippi Júnior, também anunciou que estuda reformar completamente o Hospital Sorocabana em parceria com o estado, ativando os outros cinco andares ainda fechados.

Padilha liberou investimentos no valor de R$ 112,7 milhões.

- R$ 71,9 milhões para a Rede de Urgência e Emergência;

- R$ 9,7 milhões para a capacitação e pesquisa sobre a saúde mental e implantação do programa Telessaúde Brasil Redes, beneficiando 250 Unidades Básicas de Saúde na capital, além de outros 110 serviços médicos;

- repasse de R$ 21,1 milhões para a Fundação Faculdade de Medicina e para o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP para a realização de estudos e pesquisas para ações de vigilância, prevenção e controle da malária e tuberculose;

- R$ 10 milhões para manutenção e desenvolvimento de ações de saúde por instituições e organizações não governamentais (ONGs);

Municipalização de hospitais privados desativados

O Hospital Santa Marina (foto à esquerda), no bairro da Vila Santa Catarina, Zona Sul da capital, estava fechado há 4 anos. Foi comprado pela Prefeitura no início do mês de dezembro e deve começar a funcionar entre julho e agosto.

A nova unidade que passa a ser pública e vai oferecer mais de 300 leitos deve ser administrada pelo grupo de gestão do Hospital Albert Einstein.

O próximo hospital a ser municipalizado é o Vasco da Gama (à direita), localizado no Belém, na Zona Leste da cidade. Era um hospital privado que está fechado desde 2010 por dificuldades financeiras. Filippi informou que a prefeitura está fazendo avaliação sobre o valor para compra. O dono é uma instituição financeira. “Se [a compra] não sair amigavelmente, nós vamos forçar uma decisão judicial”, destacou. O ministro da Saúde manifestou apoio na municipalização deste hospital, situado em área estratégica para expandir leitos necessários.

Construção de dois novos hospitais


Haddad ainda garantiu que, além de entregar o Santa Marina, a Prefeitura vai dar início à construção dos hospitais de Parelheiros, no extremo Sul da capital, e da Vila Brasilândia, na Zona Norte da cidade.  

 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/01/haddad-abre-hospitais-e-padilha-lancam.html

Como Genoino vai pagar a multa do Barbosa


Para quem é dono de uma casa comprada pelo BNH, é mole …

Saiu no G1:

Juiz determina que Genoino seja intimado a pagar multa do mensalão

Ao julgar o caso, Supremo aplicou pena de prisão e multa de R$ 468 mil.
Valor terá de ser pago por ex-deputado em até dez dias após a intimação.


O juiz Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, determinou nesta segunda-feira (6) que o ex-deputado federal José Genoino seja intimado a pagar a multa de R$ 468 mil imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão.

(…) 



O Presidente Barbosa, que mantém o Dirceu trancado na Papuda e preside o tribunal que equiparou o Genoino ao Beira-Mar, considera que o super milionário José Genoino deva aos cofres públicos a bagatela de R$ 468 mil.

Não tem problema.

Genoino já sabe como pagar.

Vai vender as cotas que comprou nos fundos do Banco Opportunity no Brasil.

Vai vender as cotas que comprou dos fundos do Banco Opportunity em Cayman (embora seja residente no Brasil, como o Luiz Estevão).

Vai vender as ações que tem na Sanepar.

Na Cemig.

Num terminal no porto de Santos.

Nas minas do Pará.

E nas fazendas de gado que comprou em sociedade com um grande empresário Robertinho Katzemburgo.

Moleza …

Viva (a Justiça d)o Brasil !


Paulo Henrique Amorim

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/01/06/como-genoino-vai-pagar-a-multa-do-barbosa/ 

Torcida organizada pelo fracasso da Copa


Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:
Acabo de ler um desses panfletos eletrônicos da campanha contra a Copa de 2014.

Procuram atemorizar o turista dizendo que somos um dos países com maiores índices de assassinato do mundo. Também temos uma polícia extremamente violenta. Também temos uma educação ruim, uma saúde pública péssima, um transporte urbano idem.

São problemas reais, é óbvio. Mas a atitude é de torcida organizada pelo fracasso. Não se procura fazer um debate racional para encontrar soluções e alternativas. O esforço é produzir um fiasco inesquecível, atitude que só prejudica o Brasil.

O nome disso é guerra psicológica. Não é um movimento pela razão mas que procura a política pela emoção.

Janio de Freitas escreveu um artigo de mestre a respeito, na Folha de ontem. Quero abordar alguns aspectos do mesmo tema.
 
Teremos muita guerra psicológica, em 2014, para que, justamente no país do futebol, a Copa do Mundo venha a se tornar um problema político.

Josep Blatter, o presidente da FIFA, será endeusado quando começar a falar mal do governo federal. Vai passar de demônio a santo em 24 horas. Será por isso que ele já começou a fazer críticas ao governo brasileiro? Justo quem.

Olhando a situação com frieza, o ambiente não deveria ser este.

Começando pelo futebol pois, salvo segundo aviso, é disso que se trata.

A verdade é que, ao contrário do que se anunciou durante todos estes anos, os estádios – novos e reformados – vão ficar prontos no prazo necessário para os jogos.

São estádios modernos, seguros, confortáveis. Depois que entrarem em uso regular, a ocorrência de tragédias como a de Joinville e outras cenas de violência que marcam os campeonatos tradicionais.

Só para dar um pouco de realidade ao debate. Compare as obras da Copa com o Metrô paulista, por exemplo.

Tudo aquilo que se diz contra os estádios se demonstra - até com ajuda da Justiça Suíça - no metrô paulista. Os atrasos duram anos. O superfaturamento bate recordes. E então? Cadê a indignação?

Quando o Brasil ganhou o direito de organizar a Copa, o país fez uma festa. Quem não gostou da ideia ficou em silêncio.

Alguém disputou a eleição de 2010 falando mal da Copa? Não me lembro. Nem candidato a síndico de prédio se atrevia a tanto.

Salvo casos patológicos de desprezo pelas necessidades da maioria da população, quem não queria a Copa como proposta esportiva, dizendo que o país teria outras prioridades - esta era minha opinião na
época - admitia a vantagem keynesiana. Era uma forma de apontar uma perspectiva de investimentos em larga escala, no país inteiro, nos anos seguintes.
 
Depois da crise mundial de 2008, quando o capitalismo entrou em depressão em escala mundial, a Copa de 2014 se tornou uma benção em vários lugares. Ajudou a manter o crescimento e o emprego de quem não teria outra chance de arrumar trabalho.

Na dúvida, dê uma volta no país e converse com pessoas da vida real.

O problema é a psicologia.

A maioria dos brasileiros concorda - racionalmente, com base em dados objetivos e também por experiência própria - que poucas vezes se trabalhou com tanto empenho para distribuir a renda e melhorar a vida dos mais pobres como aconteceu depois da chegada de Lula no Planalto.
Neste ponto, é um governo de valor histórico.

A terapia emocional de massas quer nos convencer do contrário. Embora tenha chegado ao Planalto em 2003, procura-se criminalizar o condomínio Lula-Dilma pela omissão de seus adversários ao longo da história.

É por isso que se fala muito do futebol.
E procura-se esconder o drama do metrô. Aliás: deu para notar que os atrasos do metrô geram menos protesto do que as críticas a demora relativa nas obras da Copa?

Qual é mesmo prioridade?

O esforço da terapia é esse: mudar prioridades sociais e transformar a Copa num drama político.

Adversário de tantas ditaduras do século XX, David Rousset deixou uma frase muito útil para se enfrentar grandes operações contra as democracias:

- As pessoas normais não sabem que tudo é possível.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/01/torcida-organizada-pelo-fracasso-da-copa.html

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Os verdadeiros “aloprados” do PT



Entre a oposição a Dilma, só FHC ainda não tinha pedido ao “povo” que volte às ruas durante o processo eleitoral deste ano; não falta mais. Recentemente, em entrevista ao programa Manhattan Connection, juntou-se aos pré-candidatos à sucessão presidencial e a colunistas e editorialistas da grande mídia que estimulam protestos contra a Copa do mundo.

Na semana passada, em sua coluna na Folha de São Paulo, Marina Silva escreveu: “Desejo [a essa multidão que foi às ruas] mais força e criatividade para renovar a democracia no Brasil em 2014“. Seu provável companheiro de chapa nas eleições deste ano, Eduardo Campos, assim como ela, Aécio e FHC também tem feito reiterados pedidos pelos protestos.

Sem discurso e propostas concretas, a oposição vê os protestos contra a Copa – que vêm sendo preparados por partidos de esquerda brasileiros e por organizações estrangeiras como o grupo espanhol 15M – como panaceia eleitoral contra a reeleição de Dilma. Porém, se esses protestos não vingarem a presidente deve liquidar a fatura no primeiro turno.

Parece mais do que claro, portanto, o caráter desse movimento: será – ou seria – uma arma eleitoral da oposição. Aliás, a adesão em massa do PSDB e da grande mídia deixa claro que não acreditam que governadores e prefeitos de oposição seriam atingidos, o que faz todo sentido porque quem trouxe a Copa para o Brasil foram Lula e Dilma.

Como é possível, então, que até no PT exista gente literalmente entusiasmada com os protestos contra a Copa? Entre a Juventude do PT, por exemplo, há defensores ardorosos; entre movimentos sociais e até entre ativistas ligados ao partido e autoproclamados apoiadores do governo Dilma, idem.

São os mesmos “petistas” e simpatizantes do PT que, ao longo de junho, enquanto Dilma despencava nas pesquisas e as cidades eram tomadas por ataques violentos ao patrimônio público e privado tratavam meninos e meninas que mal sabiam contra o que protestavam como se fossem verdadeiros luminares da República.

Há poucos dias, em conversa informal com um ativista que sempre trabalhou pelo PT durante eleições, ouvi, perplexo, seu entusiasmo irracional com os protestos contra a Copa – irracional porque, não tenho dúvida, ele não quer que Dilma seja derrotada.

Apesar de ser pessoa ilustrada e titulada, parece estar com a mente absolutamente bloqueada para a realidade. Esse perfil de “petistas” está fazendo o trabalho de convencimento – inclusive dentro do PT – a favor dos protestos. E, quando essas pessoas ouvem que só servirão para ajudar Aécio ou Eduardo/Marina, fazem cara de espanto…

Acredite quem quiser.

Particularmente, penso que a maioria da sociedade brasileira acabou enxergando que esses protestos – e, sobretudo, os protestos contra a Copa – são movimentos mal-intencionados, descabeçados e que em nada ajudam o país. O quebra-quebra dos “black blockers” acabou enojando o país. Assim, suponho que esse movimento deva fracassar.

Contudo, chega a causar perplexidade que pessoas que estão sempre na aba do PT – quando não são filiadas ao partido – não apenas não consigam entender do que se trata esse movimento contra a Copa como ainda estejam insuflando outras pessoas a que entrem nessa onda. Esses, portanto, é que são os verdadeiros “aloprados” do PT.

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/01/os-verdadeiros-aloprados-do-pt/

Rodrigo Janot quer quebrar de sigilo do senador Zezé Perrella



A Procuradoria-Geral da República defende a quebra de sigilo bancário para aprofundar investigação contra o senador Zezé Perrella (PDT-MG) e o irmão de Perrella, Alvimar de Oliveira Costa, em inquérito que tramita no STF.

Ex-presidentes do time mineiro Cruzeiro, os dois são investigados por suposta lavagem de dinheiro na venda do zagueiro Luisão ao Benfica, de Portugal. A negociação envolveu um clube uruguaio e é considerada suspeita pela Polícia Federal, que indiciou Perrella em 2010 pelo caso.

A investigação se arrasta no Supremo Tribunal Federal desde 2011.

Dez dias depois de a polícia encontrar cocaína no helicóptero da empresa do filho de Perrella, embora tenha sido descartado qualquer envolvimento da família no caso, o inquérito voltou a andar.

O STF mandou o caso a Janot, que pediu que o ministro Ricardo Lewandowski reconsiderasse a decisão de não autorizar a quebra de sigilo bancário. A devassa foi suspensa após pedido do Cruzeiro.

Advogados do time, que também defendem o senador, alegam haver erros na petição do Ministério Público, e Lewandowski desautorizou parte da quebra do sigilo bancário e fiscal. Parte da movimentação das contas dos dois já havia sido analisada pela PF.

Em 2003, Luisão foi vendido por US$ 2,5 milhões ao clube uruguaio Central Español e logo em seguida repassado por cerca de US$ 1 milhão a menos ao Benfica. Investigadores suspeitam que parte do valor declarado na negociação com o time uruguaio voltou irregularmente ao Brasil e teria sido pulverizado em contas de empresas ligadas à Perrella e ao irmão dele. Na Folha

 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/01/rodrigo-janot-quer-quebrar-de-sigilo-do.html

Estranho caso do helicóptero engavetado




Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
 

Se você me pergunta qual foi o maior papelão da mídia brasileira em 2013 respondo com meia tonelada de motivos que foi o caso do helicóptero dos Perrelas.

Só no Brasil 500 quilos de cocaína não são notícia.

Na Indonésia, uma senhora britânica de 56 anos foi condenada à morte, por fuzilamento, por ser presa com cinco quilos de cocaína. Cem vezes menos, portanto.

Na mídia de Londres, ela é chamada de “Vovó Inglesa’, por ter netos. Sua defesa ainda luta para transformar a pena de morte em prisão perpétua.

Na Indonésia, como na China, a lei é extraordinariamente severa com o tráfico de drogas em consequência dos traumas sofridos no século 19, quando os britânicos impuseram, na base dos canhões, aos asiáticos o consumo de ópio. Essa página obscena do império britânico passaria à história como as Guerras do Ópio, sobre as quais escrevi algumas vezes no DCM.

Longe de mim sugerir rigor asiático no combate ao tráfico.

Mas, jornalisticamente, 500 quilos de cocaína não são nada? Pelo comportamento da mídia brasileira, não são nada.

Ninguém se esforçou, então, para trazer luz para o escândalo. Ao contrário, todo mundo tentou esconder a notícia, provavelmente para preservar Aécio Neves, amigos dos Perrelas e conhecido festeiro.

Todos sabem o que teria ocorrido caso os donos do helicóptero fossem amigos não de Aécio, mas de Lula, ou Dirceu.

Na ausência de qualquer esforço investigativo, o assunto foi minguando e hoje é quase nada.

O helicóptero foi, simplesmente, engavetado.

No futuro próximo, a internet terá recursos suficientes para bancar investigações que a mídia corporativa não quer fazer. Ou o crowdfunding – o financiamento da comunidade de leitores – ou a publicidade trará dinheiro que hoje é escasso.

Até lá, as pessoas interessadas em jornalismo independente e informação isenta terão que conviver com coisas estapafúrdias como este caso.

Notícia, para a mídia ‘livre’, é aquilo que é favorável a ela ou a seu grupo de amigos e parceiros, e desfavorável para seus desafetos.

Compare a cobertura dada ao helicóptero com a cobertura dada a uma oferta de emprego para Dirceu, e você vai entender o que move a mídia.

Por isso ela é tão desacreditada.

E por ser tão revelador do espírito bipolar das grandes companhias jornalísticas, o caso do helicóptero é o Fracasso do Ano da mídia brasileira.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/01/estranho-caso-do-helicoptero-engavetado.html

Joaquim Barbosa descobre cura para dores na coluna



  http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/01/joaquim-barbosa-descobre-cura-para.html