quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Paulo Henrique Amorim vence mais uma no TSE.



Por unanimidade, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acompanhou voto do ministro Henrique Neves, e julgou improcedente a representação do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o jornalista Paulo Henrique Amorim.
A representação ajuizada pelo MPE partiu da denúncia de "uma eleitora" contra o jornalista Paulo Henrique Amorim e a empresa PHA Comunicação e Serviços. Sustentou a ação que ambos teriam promovido propaganda eleitoral em favor de Dilma Rousseff.
No dia 26 de outubro último, o relator da representação, ministro Henrique Neves, julgou improcedente a ação. Hoje o caso foi levado a plenário e a decisão do relator, mantida.
O ministro relator observou que a divulgação da publicidade questionada deve ser considerada como divulgação de informação. “Não cabe nem à lei nem ao Poder Judiciário definir qual matéria jornalística ou informação deve ser publicada e divulgada pela imprensa seja ela escrita ou eletrônica”, afirmou Henrique Neves.
No caso deve prevalecer a liberdade de imprensa, garantida no artigo 220 da Constituição Federal.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou entendimento de que a proibição de veiculação de propaganda eleitoral, ainda que gratuitamente, em sítios mantidos por pessoas jurídicas não alcança matérias jornalísticas. (Com informações da Agência TSE)

Nunca os pobres viajaram tanto como agora, no governo Lula.



Um ano de pois de lançado, o ViajaNet, um dos primeiros sites de viagens online a focar nos consumidores das classes C e D, amplia faturamento e atrai investidores.

A empresa acaba de receber aporte financeiro, de valor não informado, de dois grupos estrangeiros, o espanhol IG Expansion e o americano Redpoint Venture Capital. Os novos sócios passam a ter 40% da operação.

O faturamento previsto para 2010, de R$ 12 milhões, foi superado nos primeiros meses da operação. A previsão, agora, é de fechar 2010 com vendas de R$ 55 milhões.

"Nosso site despertou a atenção, não só pelo resultado, mas também por ser muito focado no novo consumidor de turismo", diz o sócio-fundador do ViajaNet, Bob Rossato. Conforme pesquisa feita pelo portal, de cada 100 passagens ou pacotes vendidos pelo site, 63 são comprados por consumidores das classes C e D.

No Viajanet, se o usuário digitar como destino "Maiami", o sistema entende que o o consumidor está se referindo a Miami, nos Estados Unidos. "Toda linguagem é direcionada ao cliente C e D", explica Alex Todres, também sócio-fundador da agência. No Serviço de Atendimento ao Cliente, os atendentes são treinados a falar bilhete de viagem em vez de "e-ticket" e balcão de atendimento da companhia aérea no aeroporto em vez de "check in". "Muitos consumidores não conhecem essas expressões", diz Todres. Outra ideia dos sócios que agradou o consumidor do site foi a ferramenta "Busca Preço", pela qual são selecionadas as passagens mais baratas de cada mês. "Assim o cliente pode escolher que dia poderá viajar pagando menos", diz Todres.

Toda essa experiência com o público de menor renda, os dois executivos conquistaram estudando o comportamento do consumidor de baixa renda e também durante a passagem que tiveram pelo PanAmericano Viagens (do banco do Grupo Silvio Santos, atualmente sob intervenção). Antes disso, haviam trabalhado no site Decolar.com - hoje um dos maiores sites do setor, à frente do Submarino Viagens.

O Viajanet, segundo os dois sócios, quer brigar de igual para igual com seus rivais. "Nossa previsão para o ano que vem é chegar a R$ 220 milhões - quatro vezes mais que o previsto para 2010." Com o aporte dos dois fundos de investimento, o ViajaNet pretende expandir sua atuação para outros países da América Latina. "Esse é um mercado que agora temos estrutura para explorar, mas ainda não temos nada planejado", diz Rossato.

O Viajanet foi fundado pelos dois sócios em novembro de 2009, com investimento de R$ 1 milhão e participação do fundo americano Travel Investment Technology. A atual composição acionária da empresa não foi revelada.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Silvio obriga a Dilma a fazer a Ley de Medios.


Chatô inaugura a Tupi. O Silvio não é o Chatô

O Vasco acaba de chegar de alto mar.
Trata-se, como se sabe, de Vasco Moscoso de Aragão, amigo navegante de longo curso.
Fomos tomar café da manhã na Padaria Aracaju.
Este ordinário blogueiro contém-se num sanduíche de peito de peru no pão integral.
O Vasco ataca um “Sem Juízo”: pão na manteiga na chapa, sem miolo, sem cérebro, uma especialidade da casa (portuguesa), do bairro de Higienópolis, em São Paulo, onde mora o Fernando Henrique.
- Vasco, e o Silvio ?, pergunto.
- Você quer dizer o Madoff.
- O que ? O Madoff americano ? Não, quero saber do Silvio Santos.
- É a mesma coisa.
- Como assim, pergunto estupefato.
- A mesma coisa, responde o Vasco, já com a mão toda lambuzada de manteiga.
- Pera aí. O Madoff era uma pirâmide. Um “esquema Ponze”.
- O Silvio era a mesma coisa. Ele vendia um ativo e não dava baixa. Precisava de dinheiro, vendia outro fundo e não dava baixa. E o PanAmericano lucrava indefinidamente.
- E na verdade não era lucro. É isso ?
- Não era lucro nenhum. Era espuma.
- Mas, o Silvio se gabava de ser o maior pagador de imposto de renda do Brasil.
- Por isso. Ele pagava imposto sobre lucro fictício.
- É mesmo ?
- E quando faltava dinheiro em algum lugar, ele ia lá e vendia outro fundo.
- E não dava baixa.
- E não dava baixa.
- Então, era assim que ele cobria os buracos no SBT.
- No SBT e em qualquer outro lugar. Faltava dinheiro, ele vendia um fundo. E uma mão lavava a outra.
- Quer dizer, então, que o banco e o SBT, no fundo, no fundo, eram a mesma coisa.
- Isso mesmo. O Silvio usou uma concessão de serviço público, uma rede de televisão, para operar um esquema de trânsito de fluxos financeiros totalmente irregular.
- Mas, Vasco, por que o Silvio, com 80 anos, não vendeu esse rolo antes ?
- Porque é um rolo. Como é que ele ia vender ? O futuro comprador abria as contas e descobria o rolo. Não dava. Ele não ia vender nunca.
- E se (*) e quando ele morrer ?, pergunto.
- Se e quando ele morrer, o SBT acabaria.
- E o Ministro das Comunicações, o Hélio Costa, preocupado com a política municipal de Barbacena.
- O Ministério das Comunicações não vê nada. E o Banco Central também não. Mas, os bancos que compravam fundos do banco do Silvio sabiam de tudo.
- Vocês acha que sabiam, Vasco ?
- Claro. Você acha que eles não olham para o balanço do outro. Você acha que eles não percebiam que o Silvio vendia e não dava baixa ? Fazia que não tinha vendido e lucrava em cima do que não tinha mais ? O Itaú e o Bradesco não percebiam ? O único bobo dessa história é o Banco Central.
- É …
- E o problema não é quem vai ficar com o PanAmericano, mas quem vai ficar com a televisão.
- Ué, fica quem der o que o Silvio quer …
- Só o Otavinho acha que alguém vai dar R$ 2,5 bilhões ao Silvio para comprar o SBT. Ele não sabe o que são R$ 2,5 bilhões.
- Quem vai ficar com o SBT ?
- Aí é que está. Quem tem banco e empresa de telefonia ao mesmo tempo ?
- Não sei, Vasco.
- Os portugueses da Portugal Telecom, que estão cheios de grana, com a venda da Vivo.
- O que eles têm ?
- Eles são donos da Oi, uma empresa de telefonia.
- Vasco, você sabe como o pessoal da Globo chama a Oi , Vasco ?
- Não.
- Um pangaré brasileiro com um ginete português.
- Vamos falar sério, meu filho. Eles são donos da Oi, também são donos do iG. Têm 40% do UOL. E têm um banquinho por trás, o Espírito Santo.
- Então, eles podem ficar com o PanAmericano e com o SBT.
- Você quer matar os filhos do Roberto Marinho do coração.
- Ué, mas isso é o óbvio: os portugueses estão nas duas pontas do negócio do Silvio.
- Meu filho, você chegou aonde eu queria chegar.
- Eu ?
- Você sabe quem vai pedir à Dilma uma Ley de Medios ?
- o Franklin.
- Não seja tolo, meu filho. Vai ser a Globo.
- A Globo ?
- Claro. Já imaginou se os portugueses ficam com o banco e a televisão do Silvio ?
- Vai ter que ter uma regra.
- Vai ter que ter uma Ley de Medios.
- Você acha que a Dilma vai correr o risco de entregar uma rede de televisão ao Adolpho Bloch e ao Silvio, como os militares fizeram com o espólio do Chateaubriand ? Ela vai ter muito cuidado com a distribuição do espólio do Sílvio. Por isso que a Ley de Medios é inevitável.
- Quer dizer que o Silvio salvou a Globo.
- A Globo e a Dilma, sentenciou o Vasco, lambendo os beiços.
Pano rápido(*) Quem dizia SE eu morrer era o Roberto Marinho – contava-se na Globo.


Dengue bate recorde em São Paulo. Onde anda José Serra, o melhor ministro da saúde?



A Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde) registrou 5.665 casos de dengue na capital até a 40ª semana do ano, número mais do que o dobro do registrado em 2007, antigo recorde de incidência da doença na capital --desde que o levantamento é feito-- e quase 18 vezes superior ao mesmo período de 2009.

Os maiores índices da dengue neste ano foram encontrados nos distritos Butantã, Vila Sônia e Pari. Os dados revelam que a doença avançou nos últimos quatro meses, mesmo com poucas chuvas. A reportagem teve acesso aos números por intermédio de um e-mail da coordenadora da Covisa, Inês Suarez Romano, a membros da equipe dela, em 29 de outubro de 2010, às 17h02.

Segundo o Sistema de Execução Orçamentária da Prefeitura de São Paulo, até anteontem, a prefeitura ainda não investiu R$ 15,1 milhões na Covisa dos R$ 35,9 milhões previstos para serem gastos neste ano. Ou seja, em pouco mais de um mês, ainda resta para gastar mais de 40% do orçamento do órgão que combate a dengue na cidade.

Ibama multa Natura em R$ 21 milhões por uso ilegal da flora. Marina faz de conta que não sabe de nada.


O Ibama multou em R$ 21 milhões a Natura, uma das maiores fabricantes nacionais de cosméticos, por usar recursos da biodiversidade brasileira sem autorização.
Segundo o site Ig, as multas fazem parte de um pacote de autuações de R$ 100 milhões, aplicado a várias empresas nacionais e estrangeiras e resultado de investigação do Ministério Público Federal do DF.

A Natura pertence a Guilherme Leal, candidato a vice-presidente na chapa da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva.
Segundo Rodolfo Guttilla, diretor de Assuntos Corporativos da Natura, a empresa recebeu 64 autos de infração no último dia 3 e vai recorrer.
O tema é regulado por uma Medida Provisória de 2001, que foi alvo de críticas dos cientistas, mas que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) nunca conseguiu alterar.
Pela regra atual, qualquer acesso a espécies da fauna e da flora brasileiras para pesquisa depende de uma autorização prévia do CGen (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético).

Para um produto ser colocado no mercado, é preciso além disso a anuência do provedor (seja o governo ou uma comunidade tradicional ou indígena) e um contrato de repartição de benefícios.

A situação, diz, ficou mais grave em 2007, quando o conselho, ligado ao MMA, suspendeu a análise dos pedidos de pesquisa da Natura.
Uma das 64 multas se refere à pesquisa de aromas de uma planta coletada dentro da fazenda da Natura em Cajamar (interior paulista).


Após 8 anos, irmãos de Lula mantêm vida modesta.



A Folha, jornal dos tucanos, foi xeretar a vida dos irmãos do Presidente Lula,diferente do tucano José Serra, ninguém ficou rico na política. Veja a matéria para os assinantes...
Vavá tinha 108 canários do reino, hoje não resta nenhum. O motivo: os ratos de telhado que invadiam o viveiro do seu sobrado na periferia de São Bernardo do Campo, Grande São Paulo.
A casa simples onde mora Vavá, ou Genival Inácio da Silva, irmão do presidente Lula, é a mesma há 36 anos.

Às vésperas do segundo turno da eleição, ele conversou por uma hora com a Folha. De início, gritou para a mulher, que atendeu o portão, que não queria papo. Mas logo cedeu e convidou a reportagem a entrar.
Primeiro falou na apertada sala (5 m2), decorada com móveis tipo Casas Bahia, azulejo barato, uma TV grande e três quadros: uma foto oficial do presidente (com o autógrafo "Para o meu querido irmão Vavá, um abraço do Lula"); um retrato em preto e branco da mãe, dona Lindu, e um quadro bordado de uma mulher-anjo.

Depois, no terraço do primeiro andar nos fundos da casa, onde havia a criação, contou que os ratos arruinaram os canários e ele foi forçado a dar os que restaram.
Personagem do noticiário em 2007, quando foi indiciado pela Polícia Federal por tráfico de influência e exploração de prestígio na Operação Xeque-Mate (que investigou máfia de caça-níqueis), Vavá foi excluído da denúncia do Ministério Público.
"Os caras pensam que a gente é milionário. Quebraram a cara. Desmoralizam você, te jogam no lixo. Se não tiver cabeça, acabou."
Aposentado como supervisor de transporte da Prefeitura de São Bernardo, pouco sai de casa. Ainda se ressente de seis cirurgias nos últimos anos (no fêmur e na coluna).

DUREZA

A poucos dias de Lula deixar a Presidência, após oito anos no cargo, os seus seis irmãos vivos moram em situação semelhante à de Vavá, alguns com maior dureza.

O primogênito, Jaime, 73, vive numa periferia pobre de São Bernardo, acorda diariamente às 4h30 e vai de ônibus para o trabalho, numa metalúrgica na Vila das Mercês, zona sul de São Paulo.

Marinete, 72, a mais velha das mulheres, que foi doméstica na juventude e hoje não trabalha, é vizinha de Vavá.

Quando a Folha o entrevistava, ela surgiu no terraço dos fundos do seu sobrado, colado ao dele, para checar um contratempo. "Não tem água. Acabou a água da rua e estou sem água", queixou-se. "Marinete do céu, nenhuma das duas [da rua ou da caixa]?", questionou Vavá.

O fotógrafo da Folha subiu no muro para checar o registro da caixa d'água. "Ó o sujeito... Ah, você não vai subir, não. Filhinho de papai, não sabe subir em muro", gracejou Marinete.
Vavá, 71, é o terceiro. É seguido por Frei Chico (José Ferreira da Silva), 68, o responsável por introduzir Lula no sindicalismo. Metalúrgico aposentado, Frei Chico recebe ainda uma indenização mensal de R$ 4.000 por ter sido preso e torturado na ditadura. Presta assessoria sindical e mora em São Caetano.

Maria, a Baixinha, 67, e Tiana (cujo nome de batismo é Ruth), 60, a caçula -Lula, 65, está entre as duas-, completam a família. A primeira vive no mesmo bairro que Vavá e Marinete e não trabalha; Tiana, merendeira numa escola pública, mora na zona leste de São Paulo.

Esses são os sobreviventes dos 11 filhos de dona Lindu com o pai de Lula, Aristides -que teve vários outros filhos com outras mulheres.

SAÚDE

Todos os irmãos do presidente Lula têm problemas de saúde. Jaime e Maria enfrentaram cânceres. Frei Chico é cardíaco. Vavá tem complicações ósseas. Marinete está com uma doença grave que os irmãos não revelam."Só tem o Lula bom ainda", afirma Frei Chico.

Os parentes dizem não receber auxílio financeiro do presidente e não se queixam disso. "Ele não foi eleito presidente para ajudar a família. Seria ridículo se desse dinheiro", declara Vavá.
"Não tem o que dizer. O Lula tem a vida dele, temos a nossa. Ainda posso trabalhar, trabalho", diz Jaime.

Frei Chico conta estar aliviado com o fim do mandato de Lula na Presidência. Ele acredita que vai cessar o assédio aos irmãos em busca de atalhos até o Planalto."Para nós, só tem a melhorar. Vamos ficar mais tranquilos em relação à paparicagem. É muita gente enchendo o saco, gente que achava que a gente podia fazer alguma coisa", afirma.
Os irmãos não têm ilusão de que, ao deixar Brasília, Lula seja assíduo nas reuniões familiares. "Estamos envelhecendo, a família vai chegando ao fim e assumem os filhos e sobrinhos, a família lateral", diz Vavá.
O consolo é pensar que o irmão famoso estará mais perto. "Ele disse que não vê a hora de voltar [para São Bernardo] para descansar um pouco. Ele está muito cansado. O Lula tem trabalhado muito", afirma Marinete.

Portal da transição.


No dia 22, segunda-feira, entra no ar na internet, no Portal Brasil do governo federal, uma página dedicada à transição.
O projeto está sendo desenvolvido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a equipe de Dilma Rousseff.
O portal cobrirá os atos e notícias da transição, e trará as biografias da equipe de Dilma.
É uma boa medida para evitar especulações, intrigas e invenções da imprensa.


O vexame do egocêntrico Jô Soares.


Reproduzo artigo de Mauricio Stycer, publicado em seu blog no UOL com o título "Jô Soares constrange escritores e organizadores de prêmio literário":
A cerimônia de entrega da oitava edição do Prêmio Portugal Telecom de Literatura, na noite de segunda-feira (8), é a fofoca do momento no mundo das letras. O assunto principal nem é a vitória de Chico Buarque, com o romance “Leite Derramado”, mas a performance do humorista Jô Soares como mestre de cerimônias da noitada, na Casa Fasano, em São Paulo.
Dez escritores concorriam ao cobiçado prêmio de R$ 100 mil, que também dá R$ 35 mil para o segundo lugar e R$ 15 mil para o terceiro.
A cerimônia foi imaginada nos moldes do programa que o humorista apresenta na televisão, incluindo o seu sexteto musical. Jô ignorou diversas passagens do roteiro preparado para a sua leitura e, improvisando, causou diferentes constrangimentos.
O roteiro previa que Jô apresentasse cada um dos dez autores finalistas do prêmio, fazendo um breve resumo biográfico e da obra que disputava a láurea. Não disse uma linha sequer. Vários dos autores indicados estavam presentes e sequer foram mencionados. O segundo colocado, Rodrigo Lacerda, autor do romance “Outra Vida”, foi praticamente enxotado do palco para a entrada de Chico.
Além de ignorar o roteiro, Jô demonstrou falta de conhecimento literário, como se viu na pouca familiaridade do apresentador com o nome de Armando Freitas Filho, um dos principais poetas brasileiros, terceiro colocado, com “Lar”.
O constrangimento estendeu-se a Pilar del Rio, viúva de José Saramago, o escritor homenageado da noite. Jô recebeu Pilar no palco e, como de hábito, falou mais que a entrevistada, além de transmitir a impressão que era íntimo do autor. Sobre o seu último livro, “As Palavras de Saramago”, distribuído aos convidados, o apresentador disse pouco.
Ao entrevistar Chico Buarque, o grande vencedor, Jô aproveitou para tecer um paralelo entre o trabalho literário do compositor e o seu próprio, além de conversar sobre futebol.
Ao final da cerimônia, Selma Caetano, curadora do prêmio, pediu desculpas aos escritores finalistas. Disse a eles lamentar que o que deveria ser uma festa da literatura tenha se transformado num evento social.
O apresentador “só não destratou o copeiro, porque não havia copeiro”, escreveu o jornalista Roberto Kaz, na “Folha”. “Foi uma coisa realmente grotesca”, resumiu um dos presentes a este blogueiro.
A Portugal Telecom não quer comentar o episódio. Apenas considera que o prêmio está acima deste constrangimento.


Governo Lula quer acabar ano atingindo meta de 1 mihão de casas.


A meta de construir 1 milhão de casas, no programa Minha Casa, Minha Vida, pode ser atingida até o final do ano, em contratos de financiamento assinados.
O programa, quando foi lançado não estipulou prazos, porque a indústria da construção civil afirmou que não poderia se comprometer, sem antes se estruturar para atender a demanda.
O ministro das Cidades, Marcio Fortes, acredita que até o fim do governo Lula chegará a 1 milhão:
“Essa é a meta que nós temos. Já estamos próximos, na faixa de 800 mil unidades, e perseguimos o objetivo de fechar 1 milhão de residências contratadas. Temos unidades pela Caixa e pelo Banco do Brasil e ações do próprio Ministério das Cidades, que contemplam municípios com menos de 50 mil habitantes. Tudo isso faz parte do Minha Casa, Minha Vida.”
Quanto à segunda etapa, no governo Dilma, com meta de construir mais 2 milhões, o ministro estima que haverá menos dificuldade, porque o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) entra num ritmo mais acelerado:
“O PAC 2 prevê 2 milhões de unidades ao longo de quatro anos e tem um cronograma tranquilo de execução. É uma garantia de que o programa irá em frente não só pela reserva de recursos, mas também por todo aprendizado e especialização que já foram obtidos no PAC 1, entre todas entidades envolvidas.”
Segundo o ministro, dois dos principais entraves que dificultaram as obras do PAC 1 já foram resolvidos, o que deverá acelerar as futuras obras: as questões fundiárias, de legalização da posse dos terrenos, e as licenças ambientais. “Com isso, temos a certeza de encaminhar a contratação, construção e entrega desses 2 milhões de unidades até 2014.”
Aproveitamento de terrenos em áreas centrais com esvaziamento urbuno
Entre os locais que abrigarão residências financiadas com recursos federais, Marcio Fortes citou a região portuária do Rio, que terá prédios de escritórios modernos e também será o local onde ficarão as vilas dos árbitros e da mídia nas Olimpíadas de 2016. Ele disse que é importante que essa área, de fácil acesso ao centro da cidade, seja ocupada por um grande número de residências e que não sirva para a especulação imobiliária.
“O que nós queremos é humanizar a área. Não basta colocar prédios inteligentes, de grandes empresas industriais ou comerciais. Nós temos é que colocar a população, com a construção de habitações.”
Para Marcio Fortes, é importante revitalizar terrenos hoje abandonados, próximos ao centro das grandes cidades, em vez de empurrar a população para a periferia, o que provoca um gasto maior de tempo e dinheiro com transporte. Ele apontou o caso das áreas ao longo da Avenida Brasil, na entrada do Rio, que já foram endereços de grandes fábricas, fechadas nas últimas décadas e que hoje estão abandonadas.
“Temos que discutir nas regiões metropolitanas a disponibilidade de terras. Quando há uma área já urbanizada, existe uma diminuição de custos com a infraestrutura. Fica mais fácil construir onde tem água, esgoto, rede elétrica e transporte. Facilita não só o investimento, como a vida do próprio cidadão.”


Alckmin contempla a herança maldita do Serra.


Na foto, o Fusca 1966 (Bessinha)
“Altos e baixos de uma transição de aliados – Depois de uma campanha amistosa (? – PHA), a passagem de governo de Serra para Alckmin traz de volta divergências entre tucano”.
O buzilis da reportagem é, de fato, a herança maldita.
Serra aumentou o gasto de custeio na Saúde para fazer vitrine eleitoral.
O déficit será de R$ 900 milhões.
(O Alckmin precisa desesperadamente de uma CPMF.)
O processo de concessão do Robanel dos Tunganos do Serra tem mais crateras que a Linha 4 do metrô.
Alckmin vai fechar a Secretaria de Comunicação, que só existia para alavancar a candidatura nati-morta do Serra à Presidência – o Vesgo sempre teve mais chance do que ele.
Alckmin vai acabar com a Secretaria do Ensino Superior que, aparentemente, o Serra criou para vender a USP ao DiGenio.
Serra deixou para o Alckmin esqueletos do tamanho da gengiva dele: a renegociação da divida do Estado.
E concessões na área de Transportes.
Durante a campanha, a Dilma avisou que o Serra ia acabar com o Bolsa Família, mesmo que dissesse que ia dar o 14º. Salário ao Bolsa.
Dilma dava exemplo de projetos do Alckmin que o Serra sepultou.
Pois, segundo o insuspeito Estadão, o Alckmin vai des-sepultar a “Escola da Família” e o “Bom Prato”, que o Serra fechou para não valorizar o “amigo” Alckmin.
A equipe de Alckmin é formada de assessores que lhe foram fiéis “no auge do seu isolamento”, diz o Estadão.
Ou seja, quando Serra apoiou o Kassab para prefeito de São Paulo e mandou Alckmin às favas.
Na solenidade de posse como governador, diante de Alckmin, Serra anunciou que ia fazer uma devassa nas contas do Alckmin.
Agora, lembra o Estadão, Alckmin poderia dizer do Serra o que Claudio Lembo disse ao receber o governo do Alckmin: “Me ofereceram uma Maserati e eu levei um Fusca 1966”.
Paulo Henrique Amorim


A despedida do "cara"


Lula recebe afagos de Obama em sua última reunião do grupo
Em sua despedida do G-20 - no próximo encontro dos líderes das 20 maiores economias do mundo, o Brasil já estará sob o governo de Dilma Rousseff - o Presidente Lula mereceu atenção especial.

Além de ser citado no discurso do anfitrião, o sul-coreano Lee Myung-bak, Lula recebeu afagos de Barack Obama e Nicolas Sarkozy. Com o presidente americano, Lula viveu um flashback ao ser flagrado pelas câmeras num papo tão animado quanto o famoso diálogo de abril de 2009, em que virou "o cara".

Eles até trocaram piadas, apesar de Lula ter criticado duramente a política cambial dos EUA. Quando o grupo aguardava a foto oficial, Obama foi visto gargalhando. Segundo um assessor da Presidência, o riso se deveu à observação de Lula de que o novo ocupante da Casa Branca era vítima dos desmandos de seu antecessor, George W. Bush.
Em seu discurso de despedida, Lula reafirmou que a importância do G-20 ultrapassa a economia: - Cada vez mais o G-20 vai assumir a responsabilidade pela paz mundial, pelo desenvolvimento mundial e pelo cumprimento das Metas do Milênio da ONU.

Marcos Coimbra: Como ficam as oposições depois da eleição.


por Marcos Coimbra*, no Correio Braziliense, via Vermelho

Os resultados das eleições foram ruins para as oposições. E a catástrofe só não foi maior porque uma de suas principais lideranças ficou preservada. Se não fosse a vitória de Aécio em Minas, o panorama seria pior.

As eleições para os governos estaduais não são um consolo. O fato de o PSDB ter mantido o controle do Executivo em São Paulo, Minas, Alagoas e Roraima, tê-lo conseguido no Paraná e o recuperado em Goiás, no Pará e em Tocantins, é relevante, mas não muda o quadro. Assim como não o alteram as vitórias do DEM em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte.

Nenhum desses resultados tem projeção significativa fora das fronteiras de cada estado, a não ser, talvez, a mudança de status de Beto Richa, que passou de ator municipal a estadual. Em São Paulo e Minas, a troca de guarda nas administrações tucanas se deu com a substituição de personagens nacionais (Serra e Aécio) por figuras de expressão menos abrangente ou em início de carreira (Alckmin e Anastasia). Nos demais estados, o fato de um partido estar ou não no governo quer dizer pouco para a vida política brasileira (por mais relevante que seja no plano local).

As oposições se estadualizaram e perderam importância nacional. No Senado, diminuíram de tamanho e de capacidade de expressão, com a derrota de alguns de seus representantes mais emblemáticos. Na Câmara, seu recuo foi ainda mais dolorido, pois não era esperado.

Na nova Legislatura, as oposições não conseguirão impedir mudanças constitucionais, e nem instaurar ou bloquear CPIs, duas das prerrogativas que possuem. A menos que consigam se aproveitar das fissuras que existem no condomínio governista, pouco lhes resta, a não ser um papel simbólico.

Não é sempre ruim, para uma oposição, ser pequena. No autoritarismo, pode até ser motivo de orgulho, sinal de como é difícil resistir e da coragem de seus integrantes, como nos mostrou, em passado recente, Ulysses Guimarães. Na democracia, contudo, o caso é outro. Oposição pequena é apenas consequência da indiferença da maioria para com suas propostas e candidatos, e da preferência dos eleitores pelo governo.

O resultado da eleição presidencial é o pior. Perder pela terceira vez consecutiva é preocupante, pois mostra que faz muito tempo que ela não consegue responder ao sentimento majoritário das pessoas. Ficar 12 anos longe do poder quer dizer, entre outras coisas, ir sumindo da referência do cidadão comum, deixar de ser uma alternativa concreta e real. Começa a ser um jogo em que você só tem chance se o adversário errar.

Ter perdido como perderam é ainda mais negativo. Sozinhas, as oposições fizeram menos de 30% do voto total no primeiro turno e só foram ao segundo por obra de Marina Silva. Voltando às metáforas futebolísticas, foi como um gol em que a bola é mal chutada, mas entra, depois de esbarrar no juiz, desviar no defensor e tocar na trave. O gol vale, ainda que o atacante comemore cheio de vergonha.

Do final do primeiro turno ao segundo, a campanha Serra fez um desserviço ao país e prejudicou as oposições no longo prazo. Procurando navegar nos sentimentos mais retrógrados de nossa sociedade, apostou no atraso e se esqueceu de sua biografia. Acabou protagonista de cenas lamentáveis.

Foi uma candidatura errada do começo ao fim. E que quer, agora, uma sobrevida errada. Com ela, as oposições perderam a possibilidade de se renovar e se apresentar ao eleitorado com conteúdo e imagem nova.

Antes de partir em viagem de descanso, Serra disse que não considerava cumprida sua missão e que se despedia com apenas um “até breve”. Para ele, ao que parece, seria natural assumir a liderança das oposições ao governo Dilma e voltar a ser candidato a presidente em 2014.

Talvez para ele. Mas não para toda a oposição e, muito menos, para a importante parcela da opinião pública que se identifica com ela.

Só os mal informados achavam que Serra era a solução para as oposições nas eleições deste ano. Agora, qualquer um vê que ele é o problema. Não é o único, mas um dos maiores.
* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Túnel de SP de R$ 219 milhões "some" do orçamento.



A obra de um túnel no valor de R$ 219 milhões, licitada neste ano, não aparece na proposta orçamentária da cidade de São Paulo para 2011. No projeto de lei, elaborado pela prefeitura e que deve ser aprovado pela Câmara Municipal, não consta a construção da via subterrânea que passaria sob a rua Domingos de Morais e interligaria as avenidas Ricardo Jafet e Sena Madureira, na zona sul da capital paulista.
A prefeitura anunciou em setembro deste ano que o consórcio Queiroz Galvão construiria o túnel por R$ 219 milhões. A homologação da licitação (confirmação da vencedora da disputa) foi publicada no Diário Oficial de 16 de setembro passado. O projeto prevê duas vias subterrâneas, que, somadas, têm cerca de 1 km de extensão. É previsto que até 6.000 veículos por hora passem pelo túnel, segundo a prefeitura.
Especialistas criticam a obra, que vai privilegiar o transporte individual. Mauricio Broinizi Pereira, coordenador da Secretaria Executiva da ONG Rede Nossa São Paulo, disse durante seminário realizado na Câmara dos Vereadores, na segunda-feira (8), que a obra é um "desperdício de dinheiro público".

– Os maiores problemas de congestionamento ficam na via de cima, a Domingos de Morais, uma via de bastante transporte coletivo. Esse túnel vai cortar apenas um semáforo, um trecho pequeno para um recurso tão significativo.
O consultor de trânsito Horácio Figueira afirma que a obra será como as novas pistas da marginal Tietê, inauguradas neste ano, que já congestionam nos horários de pico. O especialista defende mais investimentos em corredores de ônibus.

A proposta orçamentária não traz nenhuma rubrica para a implementação de novos corredores. O mais próximo é o investimento de R$ 20,2 milhões no Expresso Cidade Tiradentes, o antigo Fura-Fila.

Os questionamentos sobre o túnel foram feitos diante do vereador Milton Leite (PMDB), relator da proposta de lei do Orçamento de 2011 do município. O parlamentar não comentou o túnel.
R7

sábado, 13 de novembro de 2010

Quem gostava do Silvio era a Globo.


A situação já esteve melhor para Globo, não é, Galvão ?

Como se sabe, o Silvio fazia questão de dizer que estava muito feliz com o segundo lugar.
Silvio transformou uma concessão pública de televisão num instrumento de venda de seus produtos fora da televisão.
Clique aqui para ler “Política social do Lula quebrou o Silvio”.
Silvio não estava preocupado em tirar o lugar da Globo.
Ele não queria ser o primeiro.
Não era o modelo de negócio dele.
Por isso, Silvio nunca investiu muito dinheiro na televisão.
Silvio não se notabilizou por novelas, minisséries, esporte, e muito menos por jornalismo.
Dizem que Silvio tem pavor de jornalismo.
Ou seja, Silvio gostava de programas baratos, de auditório, como os dele, da Hebe e do Gugu.
Programas de custo reduzido, controlável e com muita mão-de-obra avulsa.
Isso não dava uma rede de televisão que pudesse enfrentar a hegemonia da Globo.
No Governo Figueiredo, quando a Tupi quebrou, Roberto Marinho foi tão esperto que conseguiu escolher até os concorrentes.
E o Governo Figueiredo dividiu a Tupi em duas: Uma, a Manchete, quebrou.A outra, o SBT, vai ter que trocar de mãos.
Roberto Marinho pretendia interromper o movimento da Terra em torno do Sol.
Manter o Regime Militar e o Silvio no segundo lugar.
Aí, apareceu a Record, que quer ser a primeira.
Aí, apareceu o Lula, que reduziu de 90% no Governo FHC para 50% a participação da Globo na publicidade oficial.
Aí, veio a Dilma, que, se não fizer a Ley de Medios, a Globo derruba ela.
Agora, o Silvio sofreu esse baque irremediável.
Como diria o Cala Boca Galvão, quando a Holanda empatou:A situação já esteve melhor para a Globo.
Paulo Henrique Amorim


Política social do Lula quebrou o Silvio.


Bye-bye Silvio

Como se sabe, o SBT não é uma rede de televisão.
O Boni costumava dizer que o SBT não tinha nem grade de programação.
Mas, sim, um conjunto de programas que não formavam um conjunto coerente e, portanto, comercializável.
O SBT não é uma rede, porque seu objetivo não é ganhar dinheiro como rede de televisão.
Mas, sim, ser um instrumento de venda dos produtos do grupo empresarial do Silvio.
O Silvio na TV vendia o Silvio fora da TV.
E o Silvio fora da TV era o maior anunciante da TV do Silvio.
Os produtos do Silvio fora da TV eram uma forma rudimentar de financiar a compra de bens duráveis.
O que funcionou enquanto havia inflação e faltava renda.
Quando a inflação acabou e o Governo Lula botou dinheiro no bolso da Classe “D” e a Classe “D” passou à Classe “C”. E quando botou dinheiro no bolso da Classe “E” e uma parte da Classe “E” foi para a Classe “D”, o modelo de negócios do Silvio foi para o beleléu.
Além disso, houve o impressionante fenômeno da banqueirização. Ou seja, com carteira assinada, as Classes “D” e “C” abriram conta em banco, passaram a ter cartão de crédito, começaram a se endividar e comprar bens duráveis com juros e condições mais razoáveis do que ofereciam os produtos do Silvio.
Para simplificar, o Lula quebrou o Silvio.
Sem querer, é claro.

Quem quebrou o Silvio foi o Silvio, que enchia o auditório de Classe “C” e Classe “D” e não percebeu que elas tinham mudado.


Paulo Henrique Amorim


Nicolelis: Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo.


por Conceição Lemes

Desde o último final de semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Ministério da Educação (MEC) estão sob bombardeio midiático.

Estavam inscritos 4,6 milhões estudantes, e 3,4 milhões submeteram-se às provas. O exame foi aplicado em 1.698 cidades, 11.646 locais e 128.200 salas. Foram impressos 5 milhões de provas para o sábado e outros 5 milhões para o domingo. Ou seja, o total de inscritos mais de 10% de reserva técnica.

No teste do sábado, ocorreram dois erros distintos. Um foi assumido pela gráfica encarregada da impressão. Na montagem, algumas provas do caderno de cor amarela tiveram questões repetidas, ou numeradas incorretamente ou que faltaram. Cálculos preliminares do MEC indicavam que essa falha tivesse afetado cerca de 2 mil alunos. Mas o balanço diário tem demonstrado, até agora, que são bem menos: aproximadamente 200.

O outro erro, de responsabilidade do Inep, foi no cabeçalho do cartão-resposta. Por falta de revisão adequada, inverteram-se os títulos. O de Ciências da Natureza apareceu no lugar de Ciências Humanas e vice-versa. Os fiscais de sala foram orientados a pedir aos alunos que preenchessem o cartão, de acordo com a numeração de cada questão, independentemente do cabeçalho. Inep é o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais, órgão do MEC encarregado de realizar o Enem.

“Nenhum aluno será prejudicado. Aqueles que tiveram problemas poderão fazer a prova em outra data”, tem garantido desde o início o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Isso é possível porque o Enem aplica a teoria da resposta ao item (TRI), que permite que exames feitos em ocasiões diferentes tenham o mesmo grau de dificuldade.”

Interesses poderosos, porém, amplificaram ENORMEMENTE os erros para destruir a credibilidade do Enem. Afinal, a nota no exame é um dos componentes utilizados em várias universidades públicas do país para aprovação de candidatos, além de servir de avaliação parabolsa do PRO-UNI.

“Só os donos de cursinhos e aqueles que não querem a democratização do acesso à universidade podem ter algo contra o Enem”, afirma, indignado, ao Viomundo o neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke, nos EUA, e fundador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte. “Eu vi a entrevista do ministro Fernando Haddad ao Bom Dia Brasil, TV Globo. Que loucura! Como jornalistas que num dia falam de incêndio, no outro, de escola de samba, no outro, ainda, de esporte, podem se arvorar em discutir um assunto tão delicado como sistema educacional? Pior é que ainda se acham entendedores. Só no Brasil educação é discutida por comentarista esportivo!”

Nicolelis é um dos maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe o SAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem americano.

Viomundo — De um total de 3,4 milhões de provas aplicadas no sábado, houve problema incontornável em menos de 2 mil. Tem sentido detonar o Enem, como a mídia brasileira tem feito? E dizer que o Enem fracassou, como um ex-ministro da Educação anda alardeando?
Miguel Nicolelis — Sinceramente, de jeito algum — nem um nem outro. O Enem é equivalente ao SAT, dos Estados Unidos. A metodologia usada nas provas é a mesma: a teoria de resposta ao item, ou TRI, que é uma tecnologia de fazer exames.
O SAT foi criado em 1901. Curiosamente, em outubro de 2005, entre as milhões de provas impressas, algumas tinham problema na barra de códigos onde o teste vai ser lido. A entidade que faz o exame não conseguiu controlar, porque esses erros podem acontecer.

Viomundo — A Universidade de Duke utiliza o SAT?
Miguel Nicolelis — Não só a Duke, mas todas as grandes universidades americanas reconhecem o SAT. É quase um consenso nos Estados Unidos. Apenas uma minoria é contra. E o Enem, insisto, é uma adaptação do SAT, que é uma das melhores maneiras de avaliação de conhecimento do mundo. O teste é a melhor forma de avaliar uniformemente alunos submetidos a diferentes metodologias de ensino. É a saída para homogeneizar a avaliação de estudantes provenientes de um sistema federativo de educação, como o americano e o brasileiro, onde os graus de informação, os métodos, as formas como se dão, são diferentes.

Viomundo — Qual a periodicidade do SAT?
Miguel Nicolelis – Aqui, o exame é aplicado sete vezes por ano. O aluno, se quiser, pode fazer três, quatro, cinco, até sete, desde que, claro, pague as provas. No final, apenas a melhor é computada. Vários estudos feitos aqui já demonstraram que o SAT é altamente correlacionado à capacidade mental geral da pessoa.

Todo ano as provas têm uma parte experimental. São questões que não contam nota para a prova. Servem apenas para testar o grau de dificuldade. Outro peculiaridade do sistema americano é a forma de corrigir a prova. É desencorajado o chute.

Viomundo — Explique melhor.
Miguel Nicolelis — Resposta errada perde ponto, resposta em branco, não. Por isso, o aluno pensa muito antes de chutar, pois a probabilidade de ele errar é grande. Então se ele não sabe é preferível não responder do que correr o risco de responder errado.

Viomundo – Interessante …
Miguel Nicolelis – Na verdade, o SAT é maneira mais honesta, mais democrática de avaliar pessoas de lugares diferentes, com sistemas educacionais diferentes, para tentar padronizar o ingresso. Aqui, nos EUA, a molecada faz o exame e manda para as faculdades que querem frequentar. E as escolas decidem quem entra, quem não entra. O SAT é um dos componentes para essa avaliação.

Viomundo — Aí tem cursinho para entrar na faculdade?
Miguel Nicolelis — Tem para as pessoas aprenderem a fazer o exame, mas não é aquela loucura da minha época. Era cheio de cursinho para todo lugar no Brasil. Cursinho é uma máquina de fazer dinheiro. Não serve para nada a não ser para fazer o exame. Por isso ouso dizer: só os donos de cursinho e aqueles que não querem democratizar o acesso à universidade podem ter algo contra o Enem.

Viomundo –Mas o fato de a prova ter erros é ruim.
Miguel Nicolelis — Concordo. Mas os erros vão acontecer. Em 1978, quando fiz a Fuvest (vestibular unificado no Estado de São Paulo), teve pergunta eliminada, pois não tinha resposta. Isso acontece desde o tempo em que havia exame para admissão [ao primeiro ginasial, atualmente 5ª série do ensino fundamental) na época das cavernas (risos). Você não tem exame 100% correto o tempo inteiro.

Então, algumas pessoas estão confundindo uma metodologia bem estudada, bastante conhecida e aceita há décadas, com problemas operacionais que acontecem em qualquer processo de impressão de milhões de documentos. Na dimensão em que aconteceram no Brasil está dentro das probabilidade de fatalidades.

Viomundo -- Em 2009, também houve problema, lembra-se?
Miguel Nicolelis -- No ano passado foi um furto, foi um crime. O MEC não pode ser condenado por causa de um assalto, que é uma contigência e nada tem a ver com a metodologia do teste.
Só que, infelizmente, gerou problemas operacionais para algumas universidades, que não consideraram a nota do Enem nos seus vestibulares. Isso não quer dizer que elas não entendam ou nãoaceitam o teste. As provas do Enem são muito mais democráticas, mais racionais e mais bem-feitas do que os vestibulares de qualquer universidade brasileira.

Eu fiz a Fuvest. Naquela época, era muito ruim. Não media nada. E, ainda assim, a gente teve de se sujeitar àquilo, para entrar na faculdade a qualquer custo.
Viomundo -- Fez cursinho?
Miguel Nicolelis -- Não. Eu tive o privilégio de estudar numa escola privada boa. Mas muitas pessoas que não tinham educação de alto nível eram obrigadas a recorrer ao cursinho para competir em condições de igualdade.
Mas o cursinho não melhora o aprendizado de ninguém. Cursinho é uma técnica de aprender a maximizar a feitura do exame. É quase um efeito colateral do sistema educacional absurdo que até recentemente tínhamos no Brasil. É um arremedo. É um aborto do sistema educacional que não funciona.
Viomundo -- Qual a sua avaliação do Enem?
Miguel Nicolelis -- É um avanço tremendo, porque a longo prazo a repetição do Enem várias vezes por ano vai acabar com o estresse do vestibular. Você retira o estresse do vestibular. Na minha época, e isso acontece muito ainda hoje, o jovem passava os três anos esperando aquele "monstro". De tal sorte, o vestibular transformava o colegial numa câmara de tortura. Uma pressão insuportável. Um inferno tanto para os meninos e meninas quanto para as famílias. Além disso, um sistema humilhante, porque as pessoas que não podiam frequentar um colégio privado de alto nível sofriam com o complexo de não poder competir em pé de igualdade. Por isso os cursinhos floresceram e fizeram a riqueza de tanta gente, que agora está metendo o pau no Enem. Evidentemente vários interesses estão sendo contrariados devido ao êxito do Enem.

Viomundo -- Tem muita gente pixando, mesmo.
Miguel Nicolelis -- Todo esse pessoal que pixa acha que sabe do que está falando. Só que não sabe de nada. Exame educacional não é jogo de futebol. Tem metodologia, dados, história. E olha que eu adoro futebol. Sempre que estou no Brasil, vou ao estádio para assistir ao jogos do Palmeiras [Ninguém é perfeito (rs)!] O Brasil fez muito bem em entrar no Enem. É o único jeito de acabar com esse escárnio, com essa ferida que é o vestibular .

Viomundo — Nos EUA, não há vestibular para a universidade. O senhor acha que o Brasil seguirá essa tendência?
Miguel Nicolelis -- Acho que sim. O importante é o seguinte. O Brasil está tentando iniciar esse processo. Quando você inicia um processo dessa magnitude, com milhões fazendo exame, é normal ter problemas operacionais de percurso, problemas operacionais. Isso faz parte do processo.

Nós estamos caminhando para o Enem ser a moeda de troca da inclusão educacional. As crianças vão aprender que não é porque elas fazem cursinho famoso da Avenida Paulista que elas vão ter mais chance de entrar na universidade. Elas vão entrar na universidade pelo que elas acumularam de conhecimento ao longo da vida acadêmica delas. Elas vão poder demonstrar esse conhecimento sem estresse, sem medo, sem complexo de inferioridade. De uma maneira democrática.
E, num futuro próximo, tanto as crianças de escolas privadas quanto as de escolas públicas vão começar a entrar nesse jogo em pé de igualdade. Aí, sim vai virar jogo de futebol.

Futebol é uma das poucas coisas no Brasil em que o mérito é implacável. Joga quem sabe jogar. Perna de pau não joga. Não tem espaço. O talento se impõe instantantaneamente.

Educação tem de ser a mesma coisa. O talento e a capacidade têm de aflorar naturalmente e todas as pessoas têm de ter a chance de sentar na prova com as mesmas possibilidades.


Dilma: Ley de Medios vem aí. Não adianta o PiG (*) chorar.


Franklin mostrou que regular não é censurar

Este ordinário blogueiro (agora conhecido também como “crápula”, segundo o ex-deputado Marcelo Lunus Itagiba) recomenda a leitura desses dois textos exemplares de Bia Barbosa, na Carta Maior sobre a I Conferência Nacional de Comunicação:




Este ordinário blogueiro (e também “crápula”, segundo o porta-voz do Serra – clique aqui para ler também “Mino sabe que o Serra é quem fala pelo Itagiba”) conversou com amigo navegante que assistiu a importantíssima I Conferência de Comunicação, ou a “Conferência do Franklin”.
O amigo navegante acredita que o Franklin conseguiu construir um volume de informação suficiente para desmontar a tese esdrúxula e extra-terrena do PiG (*), da ABERT e da ANJ da Judith.
É a tese de que regular a comunicação é censurar a imprensa.
É mais ou menos o que se dizia quando o presidente Andrew Jackson, no século XIX, criou o Banco Central americano: era uma ameaça à liberdade de empreender dos banqueiros.
Estados Unidos, Canadá, França, Inglaterra, Portugal e Argentina, onde a imprensa é livre, há regulação.
A imprensa é livre e o regime capitalista está em vigor.(Sim, porque, aqui, a Globo não quer que mais ninguém ganhe dinheiro na televisão: só ela.)
Não se trata só de preservar o direito de resposta; o noticiário político isento e distribuído igualmente entre oposição e Governo; o respeito à programação regional e às minorias; proibir que político seja dono de uma ou duas emissoras de tevê (como acontece no Ceará, no Maranhão e em Sergipe, por exemplo).
Não é só isso.
É o direito capitalista de abrir o mercado e permitir, também, que o produtor independente de Caruaru possa ganhar dinheiro com seus programas em homenagem ao Luis Gonzaga – e não só os filhos do Roberto Marinho fiquem ricos.
Além disso, lembra o meu amigo navegante, parece claro que o Governo Dilma será diferente do Governo Lula.
O Presidente Lula empurrou o PiG e a Globo para debaixo do tapete.
E, por isso, quase foi impeachado e quase não faz a sucessora.
Lula é carismático.
Ele levou o PiG e a Globo no bico.
Mas, não pode ser assim numa democracia.O Lula vai embora e como fica a democracia ?
Na mão do Serra, do Fernando Henrique e do Papa ?
O PiG e a Globo são incompatíveis com um regime democrático.
A Dilma, provavelmente, pensa o amigo navegante, vai tratar a questão de forma prioritária.E estratégica.
Não duvida o meu amigo navegante que o Ministério da Comunicação entrará na cota pessoal dela.
Não vai entrar na negociação com os partidos da coalizão vencedora.É dela.
E ela, então, poderá tratar a Comunicação como tratou a Energia, quando assumiu o Ministério.
Do jeito dela.
Se for assim, pela primeira vez na história da Nova República o Ministro da Comunicação não será da confiança (visível ou invisível) da Globo.
Diz o meu amigo navegante: caiu a ficha.
Ou, como diz o Conversa Afiada: ou a Dilma faz a Ley de Medios ou cai.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Lula e Dilma colhem vitória política no encontro do G20, mesmo sem resolver 'guerra cambial'



A reunião de cúpula do G20 (grupo das 20 principais economias do planeta), terminou nesta sexta-feira em Seul, na Coreia do Sul, com uma carta consensual de boas intenções, mas sem compromissos efetivos que resolvam a 'guerra cambial'.
Mesmo assim, o Brasil saiu vitorioso em quatro pontos:
1) obteve o reconhecimento ao direito dos países emergentes, como o Brasil, de adotar políticas emergenciais para mitigar os efeitos de desvalorizações nas moedas dos demais países (o que pode incluir aumento de taxações de importados até os limites da OMC, e/ou algum tipo de controle de capitais);
2) a posição brasileira na última negociação da rodada de Doha voltou a despertar interesse dos países ricos diante na conjuntura da crise internacional.
3) novamente o Basil demarcou posição de liderança em defesa dos países emergentes, que sofrem consequências, sobretudo diante da desvalorização do dólar.
4) continuou conquistando corações e mentes na opinião pública dos países ricos, ao defender que eles adotem políticas voltadas ao mercado interno e preservação de empregos, como fez o Brasil e outros países sul-americanos, diante da crise.
O acordo apresentado pelos líderes ao final do encontro de dois dias reconhece as disputas cambiais e pede que os países se abstenham de promover as chamadas "desvalorizações competitivas" (perda do valor da moeda para favorecer os produtos de exportação do país).
Acordo ignorado
O acordo final da cúpula de Seul não difere substancialmente da resolução adotada após a reunião entre ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20, no mês passado, também na Coreia do Sul.
Porém, o anúncio pelo FED (o banco central estadunidense) da injeção de US$ 600 bilhões para aquecer a economia dos EUA, vai na contra-mão da resolução tomada em Seul no mês passado, pois força a desvalorização do dólar em relação às demais moedas.
Com isso, os Estados Unidos ficaram na linha de tiro das críticas na guerra cambial, papel antes reservado à China, criticada por adotar uma política de câmbio controlado vinculado ao dólar.
Países como o Brasil criticam a decisão americana por entender que, sem uma política de investimentos e incentivo ao consumo interno, os US$ 600 bilhões levará ao aumento do fluxo de recursos para os países emergentes, que oferecem juros mais altos e rentabilidade maior nas bolsas, provocando pressões para a elevação do valor da moeda e da inflação.
Os emergentes, muitos dos quais possuem hoje grandes quantidades de reservas internacionais em dólar, reclamam também que uma desvalorização da moeda americana reduz por consequência o valor de suas reservas.
Fórmula brasileira contra crise
O Ministro da Fazenda Guido Mantega destacou como ponto positivo do documento assinado pelos líderes do G-20, o "Plano de Ação de Seul", uma série de sugestões de caminho para a retomada do crescimento da economia mundial.
Entre os pontos de ação sugeridos está o estímulo à demanda doméstica para o aumento do consumo interno.A sugestão atende o desejo dos países emergentes, que argumentam terem conseguido resistir à crise global com essa receita e que mercados consumidores deprimidos nos países desenvolvidos podem levar a uma nova crise.
Rodada de Doha
Apesar do fracasso na questão cambial, houve mostras de consenso na cúpula sobre Os líderes concordaram com a existência de uma "janela de oportunidade" para uma possível conclusão da rodada Doha para a liberalização do comércio internacional, paralisada desde 2008. O assunto passou a ser tratado como fator de superação da crise global por meio do aumento do comércio internacional.
O presidente Lula apontou que um acordo esteve muito próximo de ser fechado em 2008, mas acabou não acontecendo por causa das resistências da Índia e dos Estados Unidos.
Barack Obama afirmou que está pronto para fazer as concessões necessárias, que faltaram em 2008.
O premiê britânico, David Cameron, por sua vez, citou estudos que mostrariam um incremento anual de US$ 170 bilhões nas trocas internacionais com um possível acordo para afirmar que a rodada Doha deve ser concluída o quanto antes, se possível até mesmo antes do prazo colocado no comunicado do G20.
(Com informações da BBC Brasil)

Tiririca provou que sabe ler e escrever. Já José Serra, não provou que tem diploma.



Muita gente duvidava, mas Tiririca, o deputado mais votado do país, mostrou que sabe ler e escrever. Pelo menos o suficiente para passar no teste simples a que foi submetido.Muita gente pediu para ver o diploma de economista de José Serra. Mas ficaram sem ver. Aliás, José Serra dizia que também tinha diploma de engenheiro. Com o passar do tempo, não tocou mais no assunto e nada ficou provado.

Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP) --é esse o verdadeiro nome do artista-- havia sido acusado pelo Ministério Público de entregar à Justiça Eleitoral declarações falsas sobre sua alfabetização e seus bens.

A perícia levantou a suspeita de que a declaração de alfabetização não teria sido redigida de próprio punho pelo humorista.Para pôr fim às dúvidas, o futuro representante de São Paulo na Câmara dos Deputados foi convidado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo a ler os títulos de duas reportagens de jornal e a escrever um pequeno trecho ditado de um livro.

O presidente do TRE-SP declarou-se satisfeito com o desempenho de Tiririca e garantiu que ele poderá tomar posse de seu cargo.A candidatura do humorista chocou muita gente. Na campanha, ele debochou dos políticos, do Poder Legislativo e de si mesmo.

Seja como for, 1,3 milhão de pessoas decidiram conceder-lhe o voto. E estariam frustradas se ele fosse reprovado no teste.Tiririca pode ter provado que não é analfabeto, mas está longe de se mostrar preparado para ter um bom desempenho na Câmara. E nisso não está sozinho.
O Brasil precisa melhorar a qualidade de seus representantes no Congresso, não há dúvida. Não é apenas uma questão educacional, mas de compromisso com os interesses da população e do país.Essa melhoria não virá de uma hora para outra. Depende de tempo e do exercício da democracia.
Agora

O ENEM vale. O Golpe caiu.


A Dilma venceu o "terceiro turno" criado pelo PiG

O presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, acolheu recurso do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação, e sustou, na manhã desta sexta-feira, 12, liminar que impedia o instituto de dar prosseguimento ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. A interrupção do exame fora determinada pela juíza federal Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara do Ceará.

Gurgel de Faria atendeu o pedido formulado pelo Inep, responsável pelo Enem, na suspensão de antecipação de tutela nº 4208-CE. O magistrado ressaltou que a suspensão de um exame que envolve mais de três milhões de estudantes traria grandes transtornos aos organizadores e candidatos de todo o Brasil e que a alteração do cronograma do Enem repercutiria na realização dos vestibulares promovidos pelas instituições de educação superior que pretendem usar as notas do exame em seus processo seletivos. Portanto, havia risco de grave lesão à ordem administrativa.

O desembargador destacou, ainda, a possibilidade de um elevadíssimo prejuízo ao erário — aproximadamente R$ 180 milhões —, decorrente da contratação da logística necessária à realização de novo exame. Segundo ele, a decisão da juíza Karla Maia, baseada “em eventual irregularidade nas provas de menos de 0,05% dos candidatos, equivalente a dois mil estudantes”, prejudicaria todos os demais, o que afrontaria o princípio da proporcionalidade.
Assessoria de Comunicação Social, com informações da Assessoria de Imprensa do TRF da 5ª Região.