sexta-feira, 30 de novembro de 2012

STF, a mídia e o veredicto do povo


 Por João Quartim de Moraes, no sítio Vermelho:

Estamos incontestavelmente diante de um progresso da civilização brasileira: habituada a chegar ao poder, uma vez derrotada nas urnas, pela rude técnica do golpe de Estado, a direita aposta agora no STF. Dos tanques na rua às nunca inocentes casuísticas e filigranas elaboradas pelas eminências togadas que compõem o pretório excelso, o avanço dos métodos é indiscutível; pode-se compará-lo ao que ocorreu com a extração de dentes graças à invenção da anestesia.
A extrema direita cavernosa, a tucanagem e outros neoliberais vibraram com o empolgante espetáculo que lhes proporcionou Joaquim Barbosa, conduzindo com zelo de Grande Inquisidor a ação penal 470, dita do “mensalão”. Intelectuais de programa e pensadores de aluguel, a serviço dos barões da imprensa, tratam de herói o novo presidente do STF, graças ao qual veteranos da resistência clandestina à ditadura, fundadores do PT, que tinham sido, durante os anos de chumbo, presos, torturados, deportados, foram condenados a penas muito pesadas, no caso de alguns, nomeadamente de José Dirceu, sem qualquer prova documental.

Dir-se-á que um passado de militância corajosa e de alto risco não confere imunidade para atos delituosos. Sem dúvida. Mesmo porque dizem que a lei é igual para todos. Mas será mesmo? Vinte anos atrás, alegando falta de provas e outras chicanas, o pretório excelso absolveu Fernando Collor de um delito pelo qual ele fora condenado pelo Congresso. Para avaliar o tamanho da gentileza dos sabichões togados, basta lembrar que PC Farias, parceiro e cúmplice do presidente decaído, teria desviado para a quadrilha da “Casa da Dinda” mais de um bilhão de dólares, conforme apurou a polícia federal, que indiciou cerca de quatrocentas firmas suspeitas e mais de cem grandes capitalistas. Não obstante, os aparelhos judiciário e mediático enterraram um inquérito de cerca de 100.000 páginas. Tudo prescreveu, ninguém pagou. Salvo PC Farias, eliminado num motel em circunstâncias convenientemente misteriosas.

A tucanagem também se beneficiou muito da benevolência judiciária. A compra de votos no Congresso em 1997 para alterar a Constituição de modo a tornar possível a reeleição de FHC, a escandalosa privatização da Telebrás e outros assaltos ao dinheiro público, documentadamente denunciados pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. em "A Privataria Tucana" (livro ocultado pela censura dos barões da imprensa) não mobilizaram a indignação seletiva do pretório excelso. Fábio Comparato lembrou a propósito dessa ética versátil, que “alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal, ao votarem no processo do ‘mensalão’, declararam que os crimes aí denunciados eram “gravíssimos”. 
Ora, os mesmos Ministros que assim se pronunciaram, chamados a votar no processo da lei de anistia, não consideraram como dotados da mesma gravidade os crimes de terrorismo praticados pelos agentes da repressão, durante o regime empresarial-militar: a saber, a sistemática tortura de presos políticos, muitas vezes até à morte, ou a execução sumária de opositores ao regime, com o esquartejamento e a ocultação dos cadáveres [...]. O severíssimo relator do “mensalão”, alegando doença, não compareceu às duas sessões de julgamento.”

O nervo da questão está na eufemisticamente chamada “mudança de entendimento” do STF. A mesma “falta de provas” que garantiu impunidade a colloridos e tucanos (embora as provas documentais fossem muitas) não foi obstáculo para a condenação de José Dirceu. No afã de encontrar algum fundamento jurídico para sua sanha contra o ex-chefe da Casa Civil de Lula, Barbosa buscou apoio na doutrina dita do “domínio dos fatos”, que considera autor de um crime não só quem o executa, mas também quem tinha poder para tomar decisões numa hierarquia funcional formal ou informal. 
Entretanto, o jurista alemão Claus Roxin, formulador dessa doutrina, desmentiu o uso que Barbosa e colegas fizeram de suas ideias. “Quem ocupa posição de comando tem de ter, de fato, emitido a ordem. E isso deve ser provado”, disse Roxin, reprovando a decisão do STF. Julgamento ainda mais severo foi o que povo exerceu por meio do sufrágio universal: a despeito da persistente campanha de intoxicação mental empreendida pelo punhado de “famiglie” que manda nos grandes meios de comunicação, a grande maioria do corpo eleitoral não se deixou impressionar. Votou como votaria se o STF não existisse.
 
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/11/stf-midia-e-o-veredicto-do-povo.html

Quem é o verdadeiro herói ?


Acontece que para o Supremo o Herói foi outro.

Impunidade de quem ?

 O jornal O Globo desta quinta-feira transformou o Ministro Joaquim Barbosa num Herói.

Em prosa e verso.

Se houvesse dúvidas sobre a inclinação da Globo ou do STF, essa página conta toda a história.

Trata-se de um editorial em forma de paginação.

(O Estadão e a Folha devem morrer de inveja.)

A Globo se apropriou do Supremo.

(O que o Ministro Celso de Mello pode desmentir, quando julgar quem é dono da TV Paulista.)

A Globo tenta, com essa capa, se apropriar do Presidente do Supremo.

Quem resiste a um minuto do jornal nacional ?

E a uma capa inteira de O Globo ?

Acontece que, ironicamente, o herói do Supremo é outro.

Diz o Ataulfo (clique aqui para ver que, agora, sim, ele é Imortal):

Até mesmo o grau de endeusamento a que foi levado o relator do processo, o presidente do STF ministro Joaquim Barbosa, faz parte desse aperfeiçoamento de nossa democracia, que chegará um dia a não precisar de heróis. No atual estágio em que nos encontramos, é sintomático, porém, que o povo tenha escolhido seu herói entre os ministros do Supremo, enquanto os militantes partidários tentam em vão transformar em heróis alguns dos réus condenados.

(Artigo publicado no caderno especial do Globo sobre o mensalão)


O Gilmar Dantas (*) tentou.

O Ayres Britto tentou.

Mas, não recolheram Glória que se compare.

O Herói do Supremo é um.

E o da Globo é o Presidente Barbosa.

É preciso superar essa contradição.

O que só o Presidente Barbosa pode conseguir, já que, breve, julgará a legitimidade da Satiagraha, da Castelo de Areia, o mensalão tucano …

Vamos ver, amigo navegante, se a idolatria mervaliana perdura.


Paulo Henrique Amorim


(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

 

Policarpo e a impunidade da mídia

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

O mais irônico nas pressões da mídia e oposição para derrubar o texto de Odair Cunha, relator da CPI do Cachoeira, é que o cheiro de pizza se desprende justamente daqueles que acusam a CPI de terminar em pizza. Todos aqueles que vociferam diuturnamente contra a “impunidade” dos poderosos chancelaram submissamente a impunidade de um jornalista mancomunado com uma quadrilha de criminosos.


Acho, porém, que houve injustiça contra o PT nas acusações de “covardia”. A legenda ficou isolada na CPI em sua disposição de convocar Policarpo Júnior, jornalista da Veja. O partido é minoritário na comissão. Não só isso. O PT tem carregado praticamente sozinho, entre os partidos, com exceção do PCdoB, a bandeira da regulação da mídia.

Entretanto, independente do relatório, a CPI reuniu vasto material a ser entregue ao Ministério Público e à Polícia Federal.

 (Nota publicada hoje na coluna de Ilimar Franco, no Globo).

Neste link, você encontrará uma lista de todos os documentos recebidos pela CPI.

O PT já foi covarde, isso sim, durante o governo Lula. Agora está bem mais desenvolto, e aprovou diversos documentos com críticas muito contundentes aos meios de comunicação. O recuo de Odair Cunha, ao tirar Policarpo da lista, só aconteceu porque o texto deve ser, necessariamente, negociado com os membros da CPI para ser aprovado. E a maioria era contra.

Não é questão de covardia, portanto, e sim de momento político. A mesma coisa vale para uma suposta Lei da Mídia, tão necessária ao aperfeiçoamento da nossa democracia, mas infelizmente tão distante de ser defendida e aprovada pelo Congresso Nacional.

Não se pode confundir maioria governista no Congresso com domínio imperial sobre o parlamento. O Executivo só tem maioria enquanto propor leis e reformas que não conflitarem com os interesses e as ideias dessa maioria. Isso é democracia, vale para o bem, vale para o mal.

Eu vejo as pessoas falando: ah, o governo tem maioria no Congresso, então porque não aprova isso ou aquilo? Ora, o governo só pode aprovar matérias previamente negociadas com os parlamentares. Não sei como é na Argentina, onde aprovaram a Ley dos Medios, mas aqui no Brasil temos um parlamento voluntarioso e autônomo, e a ideia de propor regulamentação da mídia não me parece popular, ainda, entre a maioria. Ao contrário, há uma fila de congressistas, governistas ou não, querendo emprego como lobista da mídia. Trabalham até de graça, apenas em troca de elogios em cadeia nacional.

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Na Inglaterra, após dois meses de trabalho, a comissão que investigava o caso de Rupert Murdoch concluiu ser necessário ampliar a regulação da mídia inglesa. A sugestão de criar uma entidade independente para regular a imprensa britância conta com apoio de 79% da população, segundo pesquisa. Aliás, essa é a grande diferença entre lá e cá, esse apoio da população à uma lei mais rígida. Ao contrário do que acontece no Brasil, as classes médias e altas da Inglaterra estão, nesse momento, propensas a aceitar maior controle sobre os meios de comunicação, em virtude das circunstâncias. Mesmo assim, não é ponto morto. 
O Primeiro Ministro, que havia feito um discurso em favor da criação de órgão independente, recuou e acaba de se declarar contrário qualquer aumento de regulação externa ou estatal sobre a mídia britânica. Segundo o The Guardian, Cameron dará um ano para que as próprias empresas de mídia aprimorem o sistema de auto-regulação vigente hoje no país. Existe, na Inglaterra, um órgão formado pelos próprios meios, para monitorar e coibir os abusos da mídia; é o Conselho de Reclamações da Imprensa, PCC na sigla em inglês. Um comentarista do The Guardian disse que Cameron terá de provar ao público que não é um puddle dos barões da mídia inglesa.

*****

O que acontece na Inglaterra, embora tenha relação com o que ocorre no Brasil, não tem a explosiva conotação política que vemos por aqui. Os ingleses querem regular o sensacionalismo chulo, que expõe intimidades de qualquer pessoa com base numa suposta liberdade de expressão. A nossa situação é bem mais grave. Temos uma mídia infinitamente mais concentrada, mais poderosa, mais traiçoeira do que talvez jamais se viu no Reino Unido, e que se consolidou justamente num período de exceção. O cartel midiático que hoje se especializa em produzir crises é um rebento malcriado e sem caráter do regime militar.

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O novo escândalo de corrupção nos altos escalões da república, envolvendo nomes como o de José Weber Holanda, o segundo na hierarquia da Advocacia Geral da União (AGU), Rosemary Noronha, chefe do gabinete da República em São Paulo, e diretores de agências reguladoras, chegou numa hora bastante apropriada para a oposição, porque coincide com o fim do julgamento do mensalão. Ou seja, um escândalo pode ser engatado no outro. Além disso, o vazamento dos emails de Rosemary permite à imprensa criar tantas histórias forem necessárias. 
Saberemos detalhes de cada viagem internacional de Rose. Páginas e mais páginas sobre suas cirurgias plásticas, conversas pessoais, vida social e planos de futuro. Qualquer telefonema, para qualquer pessoa, empresa ou instituição, será relatado como coisa muito suspeita. Enfim, ela é o alvo porque se pode chegar, através dela, no ex-presidente Lula, o qual jamais será perdoado pela mídia por tê-la feito engolir uma fragorosa derrota em São Paulo.

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Lembremos, porém, que a correlação de forças está mudando. A partir de 2013, teremos um Brasil mais avermelhado, com a entrada de milhares de prefeitos e vereadores de esquerda em pequenas e grandes cidades, a começar por São Paulo. Se eu fosse Haddad, me preparava desde já e começava a montar um gabinete digital de qualidade, que lhe permita receber e transmitir informações, fazer a defesa política de seus projetos e, sobretudo, reagir aos ataques violentos que seguramente receberá da oposição midiática.
 

Vice-presidente da CPI: “Questão de Policarpo não está resolvida”



O vice-presidente da CPI do Cachoeira, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), concedeu hoje (29.11) entrevista ao Blog sobre o relatório final da investigação. Segundo Teixeira, ao menos a questão do jornalista Policarpo Jr., da revista Veja, “Não está resolvida”. Ele fala, ainda, sobre a posição do partido em relação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e explica as razões para o recuo do relator. Leia, abaixo, a entrevista.
*
Blog da Cidadania – Deputado Paulo Teixeira, sobre a posição do relator da CPI, deputado Odair Cunha, de retroceder no indiciamento do procurador-geral da República e do jornalista da Veja Policarpo Jr., o que o senhor diz sobre isso? É uma posição do PT? Dizem que o PT ficou com medo da mídia, outros dizem que foi o Palácio do Planalto que pediu… Qual é a posição que levou a esse acontecimento?
Paulo Teixeira – Do relatório do deputado Odair Cunha constavam pedido de investigação do procurador-geral, tendo em vista que não há explicação sobre os procedimentos que ele adotou – ou a falta de procedimentos adotados –, e pedido de indiciamento do jornalista Policarpo Jr. Mas poucos partidos homologavam o relatório nesses termos. Havia uma ampla maioria contrária ao relatório.
Nessa ampla maioria há vários interesses. Tem o interesse que não quer o indiciamento do Marconi Perillo, tem o interesse daqueles que defendem o dono da Delta, o Fernando Cavendish, e tem o interesse dos que não querem que esteja no relatório qualquer menção ao procurador e qualquer menção ao Policarpo. Com isso, o relator entendeu que, para pelo menos ele ler o relatório a fim de construir maioria, devesse retirar o jornalista Policarpo.
Havia, entre nós, um consenso de que devesse retirar ao menos o procurador-geral, pois o objetivo principal da CPI, o foco da investigação, era o governador de Goiás e o seu aparente envolvimento com o esquema de Cachoeira.
Blog da Cidadania – Entre nós, quem, deputado?
Paulo Teixeira – No PT, o nosso consenso era de que ele devesse retirar o procurador-geral. Mas a bancada do PT quis dar ao relator Odair Cunha condições de ele tocar o relatório de tal sorte que ele pudesse, ao menos, lê-lo para votação. Então ele achou por bem retirar o jornalista Policarpo Jr.
Blog da Cidadania – Mas deputado, o PT entende que não há uma certa gravidade no fato de o procurador-geral da República ter engavetado a Operação Vegas? Ele sabia do Demóstenes Torres, sabia de tudo aquilo… O PT não entende que a conduta dele foi estranha?
Paulo Teixeira – Nós consideramos que a postura do procurador-geral foi uma postura estranha, tanto que a proposição inicial do relatório foi de um pedido de investigação. O problema, como eu te disse, ali, foi que se criou uma frente de diversos interesses que impedia sequer a leitura do relatório. Aí, o PT decidiu que, mesmo pedindo a investigação no relatório inicial, nós tiraríamos esse pedido de investigação com o objetivo de facilitar sua aprovação.
Blog da Cidadania – O PT, por si, pediria os indiciamentos do Policarpo e do Roberto Gurgel?
Paulo Teixeira – O PT proporia o indiciamento do jornalista Policarpo Jr. e isso fez parte do relatório de Odair Cunha. Mas havia debates internos, no PT, sobre o procurador-geral, sobre essa questão do indiciamento ou não, se deveria ser tocada adiante. Mas, em relação ao jornalista Policarpo, o PT é unânime. Em relação à retirada de seu nome, isso foi uma circunstância que se criou para o relator e ele percebeu que, sem isso, o relatório não seria sequer lido.
Blog da Cidadania – Agora, deputado, não seria o caso, ao menos, de a Polícia Federal abrir uma investigação sobre o Policarpo?
Paulo Teixeira – Olha, na verdade, essa questão não termina com o relatório. Qualquer deputado pode pedir, ao final, que questões que não entraram no relatório possam ser investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público…
Blog da Cidadania – Qualquer deputado da CPI?
Paulo Teixeira – Da CPI… Essa questão do Policarpo, na minha opinião, não está resolvida.
Blog da Cidadania – Não está resolvida… O senhor acha que pode ter algum desdobramento. E quanto ao procurador, alguma possibilidade de investigação?
Paulo Teixeira – Então… Todas as questões postas vão ficar ou dentro do relatório ou para posteriores procedimentos e providências. Isso eu não vou te adiantar. Em relação ao procurador, não saberia dizer.
Blog da Cidadania – Deputado, uma última pergunta: cogita-se que tenha havido uma interferência do Palácio do Planalto nessa decisão. O senhor confirma ou nega esse fato?
Paulo Teixeira – Não, não creio que tenha havido interferência do Planalto.

 http://www.blogdacidadania.com.br/2012/11/vice-presidente-da-cpi-questao-de-policarpo-nao-esta-resolvida/

Policarpo não fez “mau jornalismo”; cometeu um crime



“Este é o retrato sem retoques de como se faz um jornalismo sem ética, um jornalismo que, para destruir determinado alvo ou determinado projeto político, não hesita em violar as leis, a Constituição e a própria dignidade dos cidadãos.”
É dessa forma que o incisivo texto do relatório final da CPI do Cachoeira define a relação de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar uma quadrilha com tentáculos no poder público e na mídia.
O jornalista da CBN, Kennedy Alencar, em comentário sobre a CPI, disse que o relatório final não apresenta provas contra Policarpo. Para Alencar, Policarpo não cometeu nada além de “mau jornalismo”. “E mau jornalismo não é crime”, afirma.
De fato, não é, embora isso também seja bastante questionável. Mas o que emerge do relatório final é muito mais do que “mau jornalismo”. Só um corporativismo ancestral pode explicar a declaração de Kennedy Alencar. No relatório, Policarpo Jr. aparece encomendando grampos clandestinos e pedindo ajuda para devassar, sem autorização legal, a intimidade de um cidadão brasileiro (no caso, Zé Dirceu, quando hospedado em um hotel de Brasília). Em troca desses “pequenos favores”, Policarpo fazia o papel de assessor de imprensa da organização chefiada por Cachoeira: publicava o que lhes era conveniente e omitia o resto. Assassinava reputações e promovia jagunços de colarinho branco, como o ex-senador Demóstenes Torres, também integrante da organização, a exemplos éticos a serem seguidos pelas próximas gerações.
Quando a Delta não foi beneficiada por uma licitação para a pavimentação de uma rodovia federal, Cachoeira acionou Policarpo para, através de uma reportagem da Veja, “melar” a licitação. Posteriormente, como os interesses da Delta continuaram a ser negligenciados, Cachoeira e Policarpo montaram uma ofensiva para derrubar o ministro dos Transportes – o que acabaram por conseguir.
Em troca, quando lhe interessava, Policarpo solicitava à organização criminosa que, por exemplo, “levantasse” as ligações de um deputado. Tudo isso está no relatório final, provado através das ligações interceptadas pela PF com autorização judicial. Não é “mau jornalismo” apenas. É crime.
“Não se pode confundir a exigência do exercício da responsabilidade ética com cerceamento à liberdade de informar. Os diálogos revelam uma profícua, antiga e bem azeitada parceria entre Carlos Cachoeira e Policarpo Júnior”, diz o relatório.
Policarpo não é o único jornalista envolvido com a organização de Cachoeira, mas é sem dúvida o que mais fundo foi neste lodaçal. Durante a CPI, não foi possível convocá-lo para depor, porque não havia condições políticas para tanto. Agora, porém, as provas falavam alto.
Porém as questões políticas (necessidade de aprovar o relatório) mais uma vez se interpuseram. Assim como feito em relação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi necessário retirar as menções a Policarpo do documento. O relator entendeu, e eu o compreendo e defendo, que Policarpo, perto do governador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, é secundário. Mas, ser secundário não afasta a necessidade de a Polícia Federal continuar a investigá-lo, e espero que o faça, mesmo com seu nome não constando no relatório. Afinal, todo suspeito deve ser investigado.
Dr. Rosinha, Deputado federal do PT-PR
No Viomundo

 http://contextolivre.blogspot.com.br/2012/11/policarpo-nao-fez-mau-jornalismo.html

Merval, agora sim, um Imortal !


O Conversa Afiada se alia ao esforço do Mino para conferir, enfim, o reconhecimento público que o notável colonista merece, e informa que o Ataulfo passa a integrar a “Galeria de Honra Daniel Dantas”.
Ataulfo é o da direita, na turma de baixo

 Assim como Nelson Johnbim, Ataulfo Merval de Paiva (*) deu-se agora para re-escrever a Constituição.

Diz o artigo 55 da Constituição (até que o Supremo e o Ataulfo, a quatro mãos, a re-escrevam):

Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
§ 2º – Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.


Clique aqui para ler “Quem cassa o mandato do Genoíno é a Câmara”.

Disse no Globo o Ataulfo:

Outro caso delicado é o da perda de mandato dos deputados condenados. Para tanto, o Supremo deve cassar os direitos políticos dos deputados, o que levará à cassação automática, bastando apenas que a Mesa da Câmara comunique a decisão do Supremo.





O ansioso blogueiro não se surpreenderá se o Supremo se der o Direito de soterrar o Legislativo e cassar o Genoíno.
Depois de absolver o Thomas Jefferson e transformar a “teoria do domínio do fato” no turbante da Carmen Miranda, o ansioso blogueiro espera de tudo.
Admite, até, que o turbante da Carmen Miranda seja extirpado do acórdão.
O Ataulfo deve dispor de assento privilegiado – ainda que imaterial – na bancada do Supremo.
Ele erra pouco.
Na verdade, ele não só prevê como prescreve.
Ajuda a acertar o relógio do ex (ufa !) Presidente Ayres Britto, ajuda a escalar quem pode e não pode votar, aplica a dosimetria com precisão matemática e, agora, se dá o Direito de cassar o Genoíno.
Antes mesmo que o Supremo corrobore suas explícitas intenções.
O Ataulfo Merval é a biruta do Golpe.
Suas colonas (**) se tornaram o trilho por onde o Golpe passará.
Porque, como se sabe, a Globo não ganha eleição.
A Globo dá Golpe.
Este ano, por exemplo, a única vitória eleitoral da Globo foi a que o deputado Miro Teixeira lhe outorgou: impediu o Caneta de ser indiciado pelo amarelo Odair – clique aqui para ler “Lewandowski sabe que o Jefferson não é esse Herói todo”.
Amigo navegante, leia o Ataulfo com essa luneta: para aonde ele soprar, é por ali que vem.
Às vezes, é difícil compreender o roteiro exato, porque o estilo dele lembra muito o de seu ídolo, o Farol de Alexandria: é um estilo que, na Columbia University e no New York Times (de onde o FHC foi sumariamente dispensado) se chama de “bloated”, “gorduroso”, carregado de colesterol.
Mas, é assim se constrói a imortalidade nO Brasil (revisor, por favor, deixe a caixa alta em paz. Obrigado.).
Mino Carta acaba de confirmar que, em fevereiro de 2013 em São Paulo e, em março, no Rio, a Editora Record vai lançar seu romance “O Brasil”.
Trata-se de um “roman à clef”, mas o leitor facilmente identificará o Ataulfo Merval e outros da mesma nobre estirpe nas páginas imortais do Mino.
Será um passo irreversível em direção à verdadeira consagração.
O Conversa Afiada se alia ao esforço do Mino para conferir, enfim, o reconhecimento público que o notável colonista merece, e informa que o Ataulfo passa a integrar a “Galeria de Honra Daniel Dantas”.
Aquela que reúne os que processam o ansioso blogueiro, a começar por Daniel Dantas, personagem, entre outras “brilhantes” atividades, de uma trama de perseguição a uma Juíza honesta, no Rio.
No Rio, aliás, onde há juízes que o absolvem.
Como se sabe, processam o ansioso blogueiro representantes de dois núcleos: a Globo, nas figuras do Ataulfo e do Ali Kamel (e outros de imperceptível notoriedade); e do núcleo “Daniel Dantas e assemelhados”, como o Gilmar Dantas (***) e o Naji Nahas, e Heráclito Fortes, de saudosa memória.
Com a entrada do Ataulfo na honrosa Galeria, num processo por Crime, o ansioso blogueiro reafirma: diz-me quem te processa e dir-te-ei quem és.
Recentemente numa colona (**), o Ataulfo fez acusação gravíssima ao Nassif (segundo o testemunho do Gilmar Dantas (***) e a blogueiros em geral:
DEUSES E DEMÔNIOS
A condenação do ex-ministro José Dirceu a uma pena que implica regime de prisão fechada desencadeou uma onda de protestos por parte dos seus seguidores que está revelando os instintos mais perversos de um grupo político radicalizado, que se vê de repente atingido por uma mancha moral de que dificilmente se livrará na História.
Além do território da internet, onde tudo é permitido e muitos espaços pagos para uma propaganda política ignóbil,
Primeiro, amigo navegante, sabe-se que, no Globo (contra o PT), “tudo é permitido”.
E, além disso, diz o Ataulfo, blogueiro pode ser pago para fazer propaganda ignóbil.
Aliás, o Boris (não mexer, revisor, por favor. Obrigado.) Mainardi já fez isso, e por isso pagou muito caro.
Seria interessante que ele desse nome aos bois, não é isso, amigo navegante ?: quem se vende e quem compra.

Clique aqui para ler a aba ‘Não me Calarão’.

Paulo Henrique Amorim


(*) Aos novos leitores do Conversa Afiada convém esclarecer que Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia. Ao Mino.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

(***) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Lula dobra pretos e pardos na universidade. É preciso abatê-lo !


Lula reduziu a desigualdade e aumentou a renda do pobre. Isso é insuportável ! A Globo não deixará isso barato !


Saiu no site do IBGE:


SIS 2012: acesso de jovens pretos e pardos à universidade triplicou em dez anos

A Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2012 mostra melhoria na educação, na década 2001-2011, especialmente na educação infantil (0 a 5 anos), onde o percentual de crianças cresceu de 25,8% para 40,7%. Dentre as mulheres com filhos de 0 a 3 anos de idade na creche, 71,7% estavam ocupadas. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, 83,7% frequentavam a rede de ensino, em 2011, mas apenas 51,6% estavam na série adequada para a idade. Já a proporção de jovens estudantes (18 a 24 anos) que cursavam o nível superior cresceu de 27,0% para 51,3%, entre 2001-2011, sendo que, entre os estudantes pretos ou pardos nessa faixa etária, a proporção cresceu de 10,2% para 35,8%.

A SIS revela que as desigualdades reduziram-se, na década 2001-2011, em razão da valorização do salário mínimo, do crescimento econômico e dos programas de transferência de renda (como Bolsa Família). O índice de Gini (mede a distribuição de renda) passou de 0,559, em 2004, para 0,508, em 2011.

Em relação ao trabalho, entre 2001 e 2011, a Síntese constatou um crescimento da proporção de pessoas de 16 anos ou mais de idade ocupadas em trabalhos formais (de 45,3% para 56,0%), embora se mantivessem na informalidade 44,2 milhões de pessoas, em 2011. O rendimento médio no trabalho principal teve um aumento real de 16,5%, nesse período, sendo que mulheres (22,3%) e trabalhadores informais (21,2%) tiveram os maiores ganhos reais. No entanto, o rendimento das pessoas ocupadas pretas ou pardas equivalia, em 2011, a 60% do rendimento dos brancos. A SIS aponta, também, que em 2011 o tempo médio semanal dedicado pelas mulheres em afazeres domésticos era 2,5 vezes maior do que o dos homens.

Quanto aos indicadores demográficos, em 2011, a taxa de fecundidade era de 1,95 filhos por mulher, variando de acordo com a escolaridade (de 3,07 para mulheres com até 7 anos de estudo, para 1,69, para aquelas com 8 anos ou mais de estudo). Na década, a população idosa de 60 anos ou mais de idade cresceu a uma taxa anual de 3,7%, enquanto a população total cresceu a 1,2% ao ano.

A SIS 2012 inovou, ainda, ao tratar da proteção social e direitos humanos, abordando questões como a violência contra a mulher, entre outras. Verificou-se que, em mais da metade dos 75 mil registros de violência contra a mulher, elas acreditavam que havia risco de morte.

Esses são alguns dos destaques do estudo Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2012, que tem como fonte principal de informações a PNAD 2011, outras pesquisas do IBGE, e que traz avanços na utilização e análise de registros administrativos de órgãos federais. Todas as informações do estudo podem ser obtidas:

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2012/default.shtm

Em 2011, 51,6% dos adolescentes de 15 a 17 anos frequentavam o ensino médio

A análise dos dados da PNAD 2011 indica um crescimento do sistema educacional brasileiro na última década, especialmente em relação à educação infantil. A taxa de escolarização das crianças de 0 a 5 anos passou de 25,8%, em 2001, para 40,7%, em 2011. A escolarização de crianças de 6 a 14 anos está praticamente universalizada, alcançando 98,2% em 2011.

Os adolescentes de 15 a 17 anos apresentaram uma taxa de escolarização de 83,7%, percentual um pouco maior se comparado a 2001 (81%). Porém, em 2011, apenas 51,6% desses jovens estavam na série adequada, resultado mais favorável ao alcançado em 2001, onde somente 36,9% nesta faixa etária estavam no ensino médio, o que revela ainda uma alta defasagem idade-série. O avanço na taxa de frequência desses jovens ao ensino médio foi ainda mais significativo para aqueles que pertencem às famílias com menores rendimentos (de 13,0%, em 2001, para 36,8%, em 2011) e entre os pretos e pardos (de 24,4% para 45,3%).

Frequência de jovens estudantes pretos e pardos nas universidades triplicou em dez anos

A proporção de jovens estudantes de 18 a 24 anos que cursavam o nível superior cresceu de 27,0%, em 2001, para 51,3%, em 2011. Observou-se uma queda expressiva na proporção dos que ainda estavam no ensino fundamental, passando de 21% em 2001 para 8,1% em 2011. Jovens estudantes pretos e pardos aumentaram a frequência no ensino superior (de 10,2%, em 2001, para 35,8%, em 2011), porém, com um percentual muito aquém da proporção apresentada pelos jovens brancos (de 39,6%, em 2001, para 65,7% em 2011).

Síntese de Indicadores Sociais aponta redução da desigualdade na década 2001-2011


A SIS 2012 detectou uma diminuição da desigualdade na década de 2000, medida por diversos indicadores e aspectos. Verificou-se que o coeficiente de Gini (índice que mede a distribuição da renda, de forma que quanto mais próximo de 1 maior a desigualdade) passou de 0,559, em 2004, para 0,508, em 2011. Entre 2001 e 2011, os 20% mais ricos da população diminuíram sua participação de 63,7% para 57,7%, enquanto os 20% mais pobres aumentaram, passando de 2,6% para 3,5% do total de rendimentos. Nesse período, a razão entre a renda familiar per capita dos 20% mais ricos em relação aos 20% mais pobres caiu de cerca de 24 para 16,5 vezes. Apesar da evolução, a desigualdade persiste, pois os 20% mais ricos ainda detêm quase 60% da renda total, em contrapartida ao pouco mais de 11% detidos pelos 40% mais pobres.

A expansão de programas de transferência de renda, como Bolsa Família, resultou em um aumento no item “outras fontes de rendimento” para famílias com baixos rendimentos. Para famílias com renda familiar per capita de até ¼ de salário mínimo (6,7% das famílias) e entre ¼ e ½ salário mínimo (14,1% das famílias), as outras fontes de renda passam de 5,3% a 31,5% e de 3,1% a 11,5%, respectivamente, entre 2001 e 2011. Isso ocorreu em um cenário de crescimento do rendimento médio do trabalho para esses grupos. Para o grupo de até ¼ de salário mínimo, o rendimento médio de todos os trabalhos cresceu, em valores reais, de R$ 273 para R$ 285, no período, enquanto para os que estão na faixa entre ¼ e ½ salário mínimo, cresceu de R$ 461 para R$ 524. Em relação à cor ou raça, no 1% mais rico, em 2001, pretos ou pardos representavam apenas 9,3%, percentual que passa a 16,3%, em 2011. É, ainda, uma participação distante do total de pretos ou pardos na população, um pouco acima de 50%.

Os domicílios nas faixas de até ½ salário mínimo de rendimento possuem algumas características que podem servir de indicativo de vulnerabilidade: têm média superior a quatro moradores, presença mais significativa de crianças pequenas e muitos deles são chefiados por mulher sem cônjuge, com filhos menores de 14 anos (arranjo familiar predominante em 27,0% dos domicílios com rendimento per capita de até ¼ do salário mínimo.

Formalização no mercado de trabalho cresce entre mulheres e jovens na década

Entre 2001 e 2011, a proporção de pessoas de 16 anos ou mais de idade, ocupadas em trabalhos formais, aumentou de 45,3% para 56,0%. Entre as mulheres, a formalidade cresceu de 43,2% para 54,8%. Entretanto, o país registra, ainda, um contingente significativo de mão de obra em trabalhos informais: 44,2 milhões de pessoas. A informalidade é uma característica da população idosa com 60 anos ou mais (71,7%) e da população jovem de 16 a 24 anos (46,5%). Ressalta-se, porém, que os jovens de 16 a 24 anos foram os que mais aumentaram o grau de formalização no mercado de trabalho, principalmente entre 2006 e 2011 (de 40,8% para 53,5%). A população mais escolarizada tendia a estar inserida em trabalhos mais formalizados. Em 2011, a média de anos de estudo da população em trabalhos formais era de 9,2 anos para os homens e de 10,7 anos para as mulheres. Nos trabalhos informais, essa média era 6,1 e 7,3 anos, respectivamente.

Rendimento médio do trabalho teve aumento real de 16,5% na década

O rendimento médio no trabalho principal das pessoas de 16 anos ou mais de idade ocupadas teve um aumento real de 16,5%, entre 2001 e 2011. As mulheres e os trabalhadores informais tiveram os maiores ganhos reais (22,3% e 21,2%, respectivamente).

A desigualdade de rendimentos entre homens e mulheres apresentou redução, mas ainda persiste. Em 2001, elas recebiam o equivalente a 69% do rendimento dos homens, passando para 73,3% em 2011. Destaca-se que, entre as pessoas com 12 anos ou mais de estudo, essa desigualdade era maior: em 2011, o rendimento feminino equivalia a 59,2% do rendimento masculino (em 2001, esse percentual era de 52,6%).

A desigualdade por cor ou raça também diminuiu no período. O rendimento médio das pessoas ocupadas pretas ou pardas com 16 anos ou mais de idade equivalia a 60% do rendimento médio da população branca, em 2011. Em 2001, essa proporção era de 50,5%. Assim como observado para as mulheres, essa desigualdade era maior entre as pessoas com 12 anos ou mais de estudo, sendo que, entre 2006 e 2011, essa proporção caiu de 68,6% para 67,2% (em 2001 era 66,7%).

Mulheres gastam 2,5 vezes mais tempo com afazeres domésticos do que homens

A jornada de trabalho semanal dos homens era, em média, 6,3 horas maior que a jornada feminina. Nos trabalhos formais, a jornada dos homens foi 44,0 horas semanais, versus 40,3 horas para as mulheres. Nos trabalhos informais, essa diferença era ainda maior: 9,4 horas, sendo 40,5 horas para os homens e 31,2 horas para as mulheres. Porém, quando se considera o tempo dedicado aos afazeres domésticos, a jornada média semanal das mulheres (de 16 anos ou mais de idade) é 2,5 vezes maior que a dos homens na mesma faixa. Em 2011, as mulheres dedicavam 27,7 horas a afazeres domésticos, enquanto os homens destinavam 11,2 horas. Com isso, a jornada total de trabalho para as mulheres em 2011 era de 58,5 horas por semana e, para os homens, era de 52,7 horas por semana.

71,7% das mães com todos os filhos entre 0 e 3 anos na creche estão ocupadas

Um aspecto que interfere na inserção das mulheres no mercado de trabalho é a presença de filhos. Dentre as mulheres com filhos de 0 a 3 anos de idade que frequentam creche, 71,7% estavam ocupadas. A participação das mulheres no mercado de trabalho é bastante reduzida quando nenhum filho frequentava creche ou algum não frequentava (43,9% e 43,4%, respectivamente). Vale ressaltar que essa relação praticamente não se alterou desde o início da década: em 2001, o percentual era de 70,1% quando todos os filhos estavam na creche, 41,2% quando nenhum filho frequentava creche, e 44,3% quando algum filho frequentava.

Cresceu percentual de pessoas que levam mais de 30 min. para chegar ao trabalho

Embora 65,8% da população ocupada levasse até 30 minutos para chegar ao trabalho, houve um aumento no percentual de pessoas que enfrentam um deslocamento superior a 30 minutos, passando de 32,7% em 2001 para 35,2% em 2011 entre os homens, e de 27,9% para 32,6% entre as mulheres. Além dos homens, pretos e pardos demoravam mais no trajeto residência-local de trabalho: 36,6% levavam mais de 30 minutos nesse trajeto, versus 31,8% dos brancos.

42,3% das pessoas que moram sozinhas têm 60 anos ou mais

O número de famílias, em 2011, era de 64,3 milhões, com uma média de 3 pessoas por família. A queda da fecundidade e o envelhecimento da população contribuíram para elevar de 9,2%, em 2001, para 12,4%, em 2011, o percentual de pessoas que viviam sozinhas (arranjos unipessoais), com variação de 8,0% das famílias, no Amazonas, a 17,1%, no Rio de Janeiro. Mais da metade (51,2%) das pessoas que viviam sozinhas eram mulheres e 42,3% eram pessoas de 60 anos ou mais.

Na década 2001-2011, houve redução de 53,3% para 46,3% no percentual de casais com filhos, e aumento dos casais sem filhos (13,8% para 18,5%). A PNAD 2011 mostrou, também, uma ligeira redução (17,8% para 16,4%) nas famílias formadas por mulher sem cônjuge com filhos (monoparentais femininas).

Entre 2001 e 2011, houve um aumento de 18,8% para 21,7% na proporção de casais sem filhos, em que a mulher nunca teve filhos nascidos vivos e ambos os cônjuges tinham rendimento – conhecidos como DINC (Double Income and No Children) -, com o seguinte perfil: 42% das pessoas responsáveis por essas famílias tinham entre 24 e 34 anos de idade e o rendimento médio domiciliar per capita era em torno de 3,2 salários mínimos. No Sudeste, representavam 25% dos casais sem filhos.

Quase metade das famílias que dividem o domicílio alegam motivo financeiro

Em 2011, 95,6% dos domicílios eram ocupados por apenas um núcleo familiar, enquanto 4,4% por dois ou mais núcleos, sendo esse percentual maior nas regiões Norte (7,4%) e Nordeste (5,5%) e menor no Sudeste (3,2%). Em quase metade dos domicílios, o motivo para a convivência no mesmo domicílio foi “financeiro” (49,2%), seguido por “vontade própria” (41,2%). Em alguns estados, como Acre (56,6%), Tocantins (51,9%), Santa Catarina (45,9%) e Mato Grosso (60,2%), o motivo “vontade própria” era maior que o “financeiro”.

Entre 2001 e 2011, houve aumento da proporção de mulheres responsáveis pelas famílias de casal sem filhos (de 4,5% para 18,3%) e nas de casais com filhos (de 3,4% para 18,4%). No caso da responsabilidade masculina, a proporção de casais nos quais a mulher cônjuge tinha rendimento igual ou superior ao do chefe homem era de apenas 25,5%, enquanto no caso do homem ser o cônjuge na chefia feminina, o percentual era 77,5%.

No Piauí, apenas 7,7% dos domicílios tinham esgotamento sanitário adequado

Em 2011, 69,4% dos domicílios urbanos brasileiros declararam ter acesso simultâneo aos serviços de saneamento (abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário por rede geral e coleta direta do lixo), frente a 67,1% em 2001. Para os domicílios urbanos com rendimento médio de até ½ salário mínimo per capita, 50,1% tinham saneamento adequado, em 2011, frente a 42,3%, em 2001.

No conjunto do país, dos 30,6% domicílios urbanos que não tinham acesso aos quatro componentes simultaneamente, 93,0% revelaram ausência de esgotamento sanitário. No Amapá, que apresentava o maior percentual de domicílios sem acesso simultâneo aos serviços (95,9%), 44,7% deles não tinham abastecimento de água, em 96,8% destes não havia esgotamento sanitário adequado e 2,6% não tinham acesso ao serviço de coleta de lixo. No Piauí, entre 92,3% dos domicílios sem saneamento adequado, o esgotamento sanitário estava ausente em 99,4% destes domicílios.

Em 2011, para os 52,8 milhões de domicílios urbanos, verificou-se que 31% contavam com acesso simultâneo a energia elétrica, TV em cores, DVD, maquina de lavar, computador e acesso à internet. Entre os domicílios sem acesso simultâneo aos itens acima, os que não tinham computador e acesso à Internet eram 84,9%. Para os 9 milhões de domicílios urbanos com renda domiciliar per capita de até ½ salário mínimo, o acesso a esses bens e serviços era mais restrito: apenas 7,3% tinham acesso simultaneamente à energia elétrica, TV em cores, DVD, maquina de lavar, computador e à Internet. Para esses domicílios, a ausência de computador e acesso Internet chegava a 92,2%.

4,8 milhões de crianças moram em domicílios sem saneamento básico

Nos indicadores de saúde, vê-se que, em 2011, 48,5% das crianças com até 14 anos de idade (21,9 milhões) residiam em domicílios sem saneamento adequado (ou não havia abastecimento de água por meio de rede geral, ou o esgotamento sanitário não se dava via rede geral ou fossa séptica ligada à rede coletora, ou o lixo não era coletado). Cerca de 4,8 milhões de crianças (10,7%) estavam seriamente expostas a riscos de doenças, pois moravam em domicílios onde os três serviços eram inadequados: 17,2% no Nordeste e 3,7% no Sudeste.

Segundo dados do Ministério da Saúde, as causas externas eram a principal causa de morte da população com menos de 30 anos de idade: nos grupos entre 10 e 19 anos e entre 20 e 29 anos, foram responsáveis por cerca de 70,0% dos óbitos registrados em 2009.

Índice de envelhecimento no Brasil cresce de 31,7, em 2001, para 51,8 em 2011

A razão de sexo – número de pessoas do sexo masculino para cada 100 pessoas do sexo feminino – no Brasil foi de 94,3 (103,8 no grupo de 0 a 19 anos e 79,5 na faixa dos 60 anos ou mais). Quanto à razão de dependência total – número de pessoas economicamente dependentes (menores de 15 anos ou com 60 anos ou mais) para cada 100 pessoas potencialmente ativas (entre 15 e 59 anos) –, diminuiu de 60,3 (2001) para 54,6 (2011). O índice de envelhecimento (relação entre idosos de 60 anos ou mais e crianças de até 15 anos) no Brasil cresceu de 31,7, em 2001, para 51,8, em 2011, aproximando-se bastante do indicador mundial (48,2). No Brasil, merece destaque a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em que este indicador foi de 80,2.

Em dez anos, o número de idosos com 60 anos ou mais passou de 15,5 milhões (2001) para 23,5 milhões de pessoas (2011). A participação relativa deste grupo na estrutura etária populacional aumentou de 9,0% para 12,1%, no período, enquanto a de idosos com 80 anos ou mais chegava a 1,7% da população, em 2011.

A maior parte da população idosa é composta por mulheres (55,7%). Outras características marcantes: forte presença em áreas urbanas (84,1%); maioria branca (55,0%); inserção no domicílio como a pessoa de referência (63,7%); 4,4 anos de estudo em média (32% com menos de um ano de estudo); a grande maioria (76,8%) recebe algum benefício da Previdência Social; 48,1% têm rendimento de todas as fontes igual ou superior a um salário mínimo, enquanto cerca de um em cada quatro idosos residia em domicílios com rendimento mensal per capita inferior a um salário mínimo.

Perto de 3,4 milhões de idosos de 60 anos ou mais (14,4%) viviam sozinhos; 30,7% viviam com os filhos (todos com mais de 25 anos de idade, com ou sem presença de outro parente ou agregado). Assim, 85,6% dos idosos viviam em arranjos em que havia presença de outra pessoa com alguma relação de parentesco.

Na distribuição do rendimento mensal familiar per capita, os idosos tinham uma situação relativamente melhor do que o grupo de crianças, adolescentes e jovens: enquanto 53,6% das pessoas de menos de 25 anos estavam nos dois primeiros quintos da distribuição de renda, apenas 17,9% idosos de 60 anos ou mais de idade encontravam-se nesta situação.

Fecundidade é maior quanto menor é a escolaridade da mulher

A taxa de fecundidade total (número médio de filhos nascidos vivos que uma mulher teria ao fim de seu período reprodutivo) encontra-se em processo de redução bastante acentuado, ficando, em 2011, em 1,95 filho por mulher, sendo inferior, inclusive, ao nível de reposição da população (2,1 filhos por mulher). A taxa entre as mulheres brancas era de 1,63 filhos por mulher, enquanto, entre as pretas ou pardas, era de 2,15.

As mulheres com menor nível de escolaridade – até 7 anos de estudo – apresentaram taxa de fecundidade total de 3,07 filhos, enquanto, para aquelas com 8 anos ou mais de estudo a taxa foi substancialmente mais baixa, de 1,69 filho por mulher. Na região Norte, a fecundidade de mulheres com até 7 anos de estudo (3,97 filhos) era praticamente o dobro daquela verificada para mulheres com 8 anos ou mais de estudo (2,01 filhos por mulher), em 2011.

Em 2/3 dos casos de violência contra a mulher, os filhos presenciaram as agressões

A SIS 2012 tratou, pela primeira vez, da proteção social e direitos humanos, abordando questões como a violência contra a mulher, a representatividade feminina nas instâncias políticas, condições precárias de trabalho, entre outras, com dados de diversos órgãos do Governo Federal, além das pesquisas do IBGE.

Em 2011, a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), da Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM, registrou 75 mil relatos de violência contra a mulher. Destes, cerca de 60% foram de violência física, 24% violência psicológica e 11% de violência moral. Na maioria dos casos, o agressor era o companheiro(a), cônjuge ou namorado(a) (74,6%); a mulher relacionava-se com o agressor há 10 anos ou mais (40,6%); a violência ocorria desde o início da relação (38,9%) e sua frequência era diária (58,6%). Em 52,9% dos casos, as mulheres percebiam risco de morte (e, em 2/3 das situações, os filhos presenciavam a violência (66,1%).

Mulheres ainda são sub-representadas nas instâncias políticas brasileiras

O Brasil ocupa, em 2012, a 116ª posição na classificação mundial sobre a participação política das mulheres nos Parlamentos, em um ranking de 143 países, de acordo com a União Interparlamentar. Ruanda, Andorra, Cuba, Suécia, Seychelles, Finlândia, África do Sul, Países Baixos e Nicarágua possuem as maiores proporções, em participações, que variam entre 56,3% e 40,2%. No Brasil, é inferior a 9%.



O Brasil elegeu, em 2010, sua primeira Presidenta da República e passou a integrar o grupo de 15 países nos quais uma mulher era chefe de Estado ou de Governo. Mas isso pouco contribuiu para o aumento da participação feminina no legislativo. Em 2006, foram 45 deputadas federais (8,8%) eleitas entre 628 candidatas. Em 2010, o total de mulheres eleitas para Câmara permaneceu 45, mesmo com o aumento de mais de 300 candidatas para o cargo. O Senado Federal é a instância na qual a participação feminina é mais efetiva: as mulheres detêm 14,8% das cadeiras, igual à proporção de 2006.

MTE encontrou 2,6 mil trabalhadores em condição análoga à de escravo em 2010

Não há informações estatísticas sobre trabalho forçado no Brasil, mas uma aproximação pode ser obtida a partir de dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em 2010, foram 143 operações em todo Brasil, em 309 estabelecimentos, nas quais 2.628 trabalhadores foram encontrados em situação análoga à de escravos (trabalho forçado, servidão por dívida, jornada exaustiva e/ou trabalho degradante). São os chamados trabalhadores resgatados. Além disso, 2.745 trabalhadores tiveram seus contratos de trabalho formalizados no curso da ação fiscal e passaram a ter carteira de trabalho assinada após as operações de fiscalização. O maior número de operações se deu no Pará, onde mais de 500 trabalhadores foram resgatados. Em Minas Gerais, embora o número de operações tenha sido quase a metade das ocorridas no Pará, o número de resgatados foi bem próximo (511), seguido de Goiás e Santa Catarina, respectivamente, com 343 e 253 trabalhadores resgatados.


Em tempo: como previsto, o Globo desmerece os feitos espetaculares do Governo Lula: “Cerca de um quarto da população brasileira tem carências sociais e de renda, diz IBGE”. Está tudo muito bem, MAS … Como se sabe, o Globo e a Globo são feitos na editoria do Brasil é uma m… Eles não aguentam o sucesso do Nunca Dantes…

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/11/28/lula-dobra-pretos-e-pardos-na-universidade-e-preciso-abate-lo/

Cadê a indignação com a quebra de sigilo de alidos de Dilma?




Cadê a indignação com a quebra de sigilo do senador Eduardo Braga e do prefeito Kassab


Há dois anos, os tucanos Álvaro Dias, Aloysio Nunes, e a grande mídia como a Veja, Globo, Folha e Estadão deram um verdadeiro xilique por causa da suposta quebra do sigilo fiscal da filha de José Serra.

Agora a Polícia Federal acaba de desbaratar uma quadrilha que violou dados sigilosos de milhares de pessoas, inclusive a quebra do sigilo fiscal do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), e ninguém mostra aquela mesma indignação.

Foram bisbilhotados também o ex-ministro da Previdência Carlos Eduardo Gabas, um desembargados de São Paulo e outro de Mato Grosso.

Mesmo com os criminosos violando extratos bancários e o sigilo do celular de uma emissora afiliada de uma rede de TV (o nome não foi citado), não provocou aquela mesma fúria de 2010 na TV Globo.

Outro alvo dos criminosos foi o prefeito Gilberto Kassab (PSD), que teve seus extratos telefônicos levantados com chamadas de maio e junho. Quem poderia estar interessado em bisbilhotar para quem Kassab ligava nos meses de maio e junho, período de pré-campanha eleitoral quando Kassab negociava com José Serra a indicação do vice? Que político tem fama de contratar empresas de arapongagem política? Vocês conseguem imaginar?


Aliás, porque José Serra não protesta contra a quebra de sigilo de Kassab?

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/11/cade-indignacao-com-quebra-de-sigilo-de.html

Jefferson se consagra no Supremo. É um Herói da Pátria !


O próximo passo será o Ministro (Collor de) Mello recomendar ao Papa a beatificação de Jefferson



Saiu no Globo:


STF reduz pena de Jefferson por reu ter denunciado esquema do mensalão

RIO E BRASÍLIA – Ao retomarem nesta quarta-feira o cálculo das penas dos réus condenados no mensalão, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) caminham para encerrar o julgamento do processo, quarenta e nove sessões após o início dos debates, no dia 2 de agosto. O primeiro réu a ter a pena analisada foi o ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema de compra de votos, que pegou, no total, seis anos, onze meses e 24 dias de prisão – em regime semiaberto – além do pagamento de R$ 746,2 mil, referentes a 287 dias/multa.





O Supremo levou em consideração o valioso papel de Thomas Jefferson na tarefa Suprema de algemar o Dirceu.

Por isso, sua pena foi reduzida.

Lewandowski lembrou que, até hoje, Jefferson não disse onde estavam os R$ 4 milhões que recebeu do PT para pagar despesas de campanha ( e não para votar com Lula …).

(Como se sabe, até hoje, não se provou a existência de um mensalão.)

Lewandowski deu a entender que seria preciso, primeiro, saber qual o Jefferson que era Heróico: se o que disse que o culpado era o Dirceu, ou se quando disse que o culpado era o Lula, ou que não houve um mensalão.

Sim, porque o Jefferson disse qualquer coisa.

Desde cedo, porém, segundo (Collor de) Mello, se soube que o Supremo entendia que Jefferson era um Herói da Pátria.

(Panteão que, agora, conta com a inestimável contribuição do Cyonil –, outro Herói do jn.)

Breve, Jefferson continuará a carreira de astro da tevê.

Não dormirá uma única noite atrás das grades.

Vai poder trabalhar à noite.

Pode fazer parte da bancada de “analistas” políticos da GloboNews – única seção eleitoral em que o Lula perdeu a ultima eleição -, ou ancorar o programa “Entre Caspas”, de palpitantes entrevistas sobre o que aconteceu – ante-ontem.

Resumo da ópera: o Valdemar da Costa Neto e o Thomas Jefferson levaram penas inferiores à do Dirceu…

Paulo Henrique Amorim

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/11/28/jefferson-se-consagra-no-supremo-e-um-heroi-da-patria/

O custo da popularidade de Dilma



O recuo anunciado do relator da CPI do Cachoeira, o petista Odair Cunha, no sentido de desistir dos indiciamentos do editor da revista Veja Policarpo Jr. e do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tem significado forte. Resta, contudo, descobrir qual é.


O PT “amarelou”? Se sim, a pergunta que decorre é uma só: por quê? Medo, dirão. Mas medo de quê? O que a mídia poderia fazer a mais do que já está fazendo?

E a questão é a mídia, pois o PSDB, sem ela, não tem força alguma. Não tem militância para além de meia dúzia de bate-paus que escrevem cartinhas contra o PT a jornais e que passam o dia comentando em blogs simpatizantes do governo a fim de insultar blogueiros.

Bem, se a causa do anunciado recuo petista na CPI é a mídia, só pode ser dela que o PT supostamente tem medo. Só não se entende como ela poderia aumentar ainda mais os ataques ao partido, pois o dia só tem 24 horas…

Surge, então, a reflexão sobre por que o PT se empenha tão pouco em reagir aos ataques que sofre. E, aliás, sobre por que o partido do governo não usa as armas que tem como essa que a CPI lhe pôs no colo.

Qualquer investigação sobre o envolvimento de Policarpo Jr. com Cachoeira revelará muito mais do que a “mera relação entre repórter e fonte”. Fontes não escolhem onde o veículo do repórter deve publicar notícias e tampouco escolhem que notícias esse veículo irá publicar, e as escutas das conversas entre “Poli” e “Cachô” mostram exatamente isso.

Sem falar na declaração de ré do esquema, da mulher de Cachoeira, que disse a um juiz, em audiência oficial, que Policarpo era “empregado” do marido. E que ameaçou usar a revista em que o jornalista trabalha para difamar a autoridade que a interrogava.

Quanto ao procurador-geral da República, o caso é ainda mais grave. Não surgiu ainda uma explicação para o arquivamento das investigações contra Cachoeira e o acobertamento de Demóstenes Torres. No mínimo, deveria ser aberta uma investigação da Polícia Federal

Sobre Policarpo, Veja e Gurgel, portanto, espanta que o PT não se empenhe em usar armas como essas. Talvez esteja apenas atendendo ao Palácio do Planalto, mesmo que a contragosto. Afinal, Dilma nada em popularidade e não lhe interessa fazer marola.

Pela popularidade que a presidente tema perder, há, portanto, que quantificar seu preço. Enquanto o governo opta por apanhar sem reagir porque a surra não lhe reduz a popularidade, membros do partido desse governo – inclusive o mais importante, que o elegeu – vão sendo pisoteados pela mídia, alguns pagando altas penas de privação de liberdade…

Mas o governo segue forte. Dificilmente Dilma terá sua popularidade afetada por campanhas denuncistas. O povo vota com o bolso. Pelo menos até que a economia sofra algum revés. Então veremos o custo de o PT se deixar carimbar como inventor da corrupção no Brasil.

http://www.blogdacidadania.com.br/2012/11/o-custo-da-popularidade-de-dilma/

Eu sou um grande cagão medroso!

APOSENTADO INVOCADO


O objetivo do APOSENTADO INVOCADO é lutar contra a imprensa corrupta, golpista , ultra racista e ladra brasileira. Essa instituição que escolheu ser um partido político e de oposição ao povo brasileiro.

Mais vale o 'ruído' da imprensa do que o Relatório do Odair Cunha. Fora medroso!

 
 A verdade? O fato de a imprensa corrupta brasileira ter se mobilizado para tirar Gurgel e jornalistas da revista Veja do relatório do deputado covarde do PT, Odair Cunha, garante por si só a culpa dos agora não indiciados na CPI do Cachoeira. Toda essa luta da mídia já a incriminou como uma organização corrupta, que coloca toda sua força para liberar os seus asseclas das garras da Justiça. Apesar desse deputado ridículo do PT, desculpem o pleonasmo, a imprensa se auto incriminou. Essa gente maldita há muito perdeu a credibilidade e agora se tornou um lixo. Tenho vergonha, tantas pessoas morreram para conseguir tornar o Brasil um país democrático, mas suas vidas foram derramadas em vão, porque a imprensa brasileira não os honrou. O Globo Corrupções Ltda. e gangue ganham, mas perdem porque todos nós vemos que se trata de uma quadrilha que tenta manter escravo o povo brasileiro. Não conseguirão!



http://aposentadoinvocado1.blogspot.com.br/2012/11/veja-odair-cunha-e-peca-para-sair-do-pt.html

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

PF tira Lula dessa. E por que o Dirceu ficou de fora ?


Quanto valeria na carreira de um delegado da PF botar o Dirceu na cadeia (de novo) ? Já imaginaram: prender o Dirceu antes do Supremo ?

Saiu na edição impressa de O Globo, mas foi omitido da versão online (porque o Globo não brinca com Golpe …):

Em email, Rosemary diz que falava com Lula todos os dias


“Ao Globo, o superintendente da PF em São Paulo, Roberto Troncon Filho, diz que o ex-presidente Lula não foi flagrado durante a “Operação Porto Seguro” em nenhuma conversa comprometedora com sua ex-secretária Rosemary de Noronha.

O ex-presidente não tem foro privilegiado. Se ele tivesse sido pego em algum crime, certamente estaria sendo investigado ou já indiciado. Não existe essa história de que foram interceptadas 122 ligações entre ele e a Rosemary. Agora, como ex-presidente , ele ligou algumas vezes para o escritório da Presidência em São Paulo, o que é normal.”



Perceba, amigo navegante, como estamos a um fiapo do Golpe.
Bastava o delegado Troncon ter sido ambíguo, amanteigado, e o Globo, prontamente, teria manchetado.
O Golpe ainda está na fase de desconstruir o Lula.
Embora, o Ataulfo Merval de Paiva já tenha chegado à Dilma.
Talvez tenha sido uma precipitação.
O delegado Troncon não quebrou os sigilos da Rose, a mequetrefe dessa história.
Ele estava atrás dos irmãos Vieira.
E se está há tanto tempo nessa Operação Porto Seguro, por que não indiciou o Lula ?
E por que não indiciou o José Dirceu ?
Quanto valeria na carreira de um delegado da PF botar o Dirceu na cadeia (de novo) ?
Já imaginaram: prender o Dirceu antes do Supremo ?
O delegado Troncon seria glorificado.
Subiria ao Panteão dos Heróis da Pátria, ao lado do Thomas Jefferson e do Policarpo, esse herói da Liberdade de Expressão !
E por que o Dirceu ficou também de fora ?
Será que só o jornal nacional leva o Cyonil a sério, o arrependido que não foi denunciado ?

Paulo Henrique Amorim

 http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/11/28/pf-tira-lula-dessa-e-por-que-o-dirceu-ficou-de-fora/

Pra onde foi o dinheiro da segurança pública, Alckmin?

 

Faltando pouco mais de 30 dias para fechar um dos anos mais violentos em São Paulo desde o final da década de 1990, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) aplicou apenas 44,6% do previsto no Orçamento para investimentos na área de segurança pública.

Dados do sistema de acompanhamento da execução orçamentária (Siafem) mostram que a Secretaria da Segurança Pública empenhou (comprometeu) até a semana passada R$ 195,2 milhões dos R$ 437,9 milhões do Orçamento.As informações são do jornal Folha de São Paulo

Se for considerar o valor liquidado (que efetivamente deixou os cofres), foram despendidos apenas R$ 36 milhões, ou 8,2% do planejado.

Essa verba não inclui despesas com custeio da pasta (como folha de pagamento), mas apenas investimentos como compra de veículos, construção de prédios ou aquisição de equipamentos de informação e inteligência.

A Polícia Civil foi a que menos gastou, empenhando apenas 15% do que havia orçado. Nesse período, a Polícia Militar empenhou 67,5% (veja quadro nesta página).

Os números foram obtidos pela Folha com a liderança do PT na Assembleia. 

INVESTIGAÇÃO

Para a presidente da Associação dos Delegados de SP, Marilda Pinheiro, a falta de investimentos acabou sucateando a Polícia Civil.

A Polícia Civil é considerada a "polícia de inteligência", que deve esclarecer crimes.A inteligência policial e a investigação são consideradas pela maioria dos especialistas como fundamentais para frear a violência, que neste ano já vitimou ao menos 4.107 pessoas, incluindo 96 PMs.

A gestão de Antonio Ferreira Pinto, que foi demitido na semana passada, recebeu críticas por ter supostamente priorizado a PM e o enfrentamento com o crime organizado em detrimento da Polícia Civil e do trabalho de investigação. O ex-secretário nega.

A prioridade para inteligência e investigação foi apontada pelo novo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Veira, como uma das principais mudanças previstas para sua gestão.

 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/11/pra-onde-foi-o-dinheiro-da-seguranca.html

Arrependido não foi denunciado. Muito estranho …


Que apito toca o Cyonil, Dr Troncón ?


 
Cyonil: crédito consignado ou propina ?

Amigo navegante especialista em detecção de fraudes chama a atenção para o que o Globo publicou, num pé de página:

Delator de fraudes em órgãos públicos cita José Dirceu

Delator do esquema de venda de pareceres descoberto na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal (PF), o ex-auditor de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU) em São Paulo Cyonil da Cunha de Borges de Faria Júnior citou em depoimento à polícia que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu tinha interesse no processo do TCU que investigava a conduta da empresa Tecondi. A firma usava instalações portuárias que não estavam previstas na concorrência inicial feita em 1998 pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), e, por isso, era alvo da ação do TCU. Cyonil disse ter recebido oferta de R$ 300 mil para emitir um parecer favorável à empresa, dos quais R$ 100 mil chegaram a ser pagos.
(…)


Nesta segunda-feira, por meio de sua assessoria, o ex-ministro informou que não tem interesse na Tecondi, empresa citada na investigação da Operação Porto Seguro, e que “jamais prestou qualquer espécie de serviço” para ela. (…)
Ainda por meio da assessoria, o ex-ministro negou conhecer Paulo Vieira e também manter relacionamento pessoal ou profissional com o irmão dele, Rubens, ou com Carlos Cesar Floriano, dono da Tecondi. “Dirceu não conhece o mencionado Paulo Rodrigues Vieira — que, se usou o nome do ex-ministro, o fez de forma indevida”, afirmou a assessoria em nota.

(…)

Quando procurou a PF pela primeira vez, o auditor informou o número de uma conta onde estariam os R$ 100 mil recebidos de propina. No entanto, a PF constatou que o dinheiro depositado era parte de um empréstimo consignado obtido pelo servidor. Cyonil admitiu, então, ter usado parte do dinheiro. Ainda assim, não foi denunciado e consta no processo como denunciante. (Ênfase minha – PHA)



Estranho, muito estranho.

Clique aqui para ver que a “crise” da Dilma chegou ao TCU.

A Rose é mequetrefe e a cabeça é a do Lula.

E aqui para ver que o Protógenes sabe quem é o delegado Troncón, que preside a Operação Porto Seguro.

Paulo Henrique Amorim

 http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/11/27/arrependido-nao-foi-denunciado-muito-estranho/

Lula vira a estrela na festa da Pirelli com Sophia Loren



A Pirelli resolveu lançar seu calendário de fotos 2013 tendo como tema o Rio de Janeiro, e com foco mais social, escolhendo modelos envolvidas com ONG's e com as fotos delas com sensualidade mais discreta do que nos anos anteriores, vestidas, e fotografadas inseridas na cena urbana do cotidiano carioca.

A preocupação com a responsabilidade social incluiu a premiação ao presidente Lula pelo seu legado durante os 8 anos que governou o Brasil. A homenagem foi durante a festa de lançamento do calendário no Rio, com a presença da atriz Sophia Loren, dos atores Owen Wilson, Rodrigo Santoro, Sônia Braga, o piloto Felipe Massa, a top-model Isabeli Fontana, os cantores Carlinhos Brown e Marisa Monte, o piloto Felipe Massa, além do presidente da Pirelli e do magnata Eike Batista, entre outros.

Sophia Loren, a encarregada de entregar o prêmio ao presidente Lula, tinha manifestado vontade de conhecer e conversar com Lula. Conseguiu.

Owen Wilson também pediu para tirar uma foto com Lula, no meio do jantar.

Em seu discurso, Lula elogiou Sophia Loren, avaliou os avanços econômicos e sociais que o país passou nos últimos anos e que fizeram o Brasil mais respeitado no mundo. Disse que "o Brasil não desperdiçará o século 21, como fez com o 20", sendo calorosamente aplaudido pelos cerca de 600 convidados.

O vídeo com o "making off" do calendário é este:

Alckmin e a crise da segurança de SP

Por Renato Rovai, em seu blog:

Ontem em uma entrevista coletiva sobre o caos na segurança pública de São Paulo e as chacinas da periferia, o governador Geraldo Alckmin ao fazer seu balanço afirmou que está na hora de discutir a legislação federal que, segundo ele, seria frágil do ponto de vista da punição, principalmente para os jovens.

Na entrevista, o governador insistiu em falar a palavra federal, numa clara tentativa de buscar tirar do seu colo o massacre das últimas semanas. Alckmin não disse claramente, mas insinuou que vai iniciar uma cruzada pela mudança da legislação no que diz respeito à maioridade penal e a penalização de menores.

A entrevista do tucano deu a senha para que, principalmente, comunicadores de rádio, começassem a tocar bumbo no sentido de que “as coisas não podem mais continuar do jeito que estão”.

E aí surgem as soluções: diminuição da maioridade penal e penas mais duras. Entre eles, alguns já começam a pedir a aprovação da pena de morte no país.

Não se discute por que no momento em que São Paulo vive uma das suas piores crises de segurança o Rio de Janeiro esteja conseguindo melhorar em muito a sua gestão neste setor, obtendo bons resultado no processo de pacificação de parte do seu território.

Essas contraditórias realidades não são debatidas na mídia tradicional paulistana. O umbigo tucano paulista não permite que experiências bem sucedidas em outros estados sejam sequer discutidos. E nem que os resultados de diferentes políticas públicas sejam confrontados.

A São Paulo tucana é o centro do mundo e se há algo errado aqui o problema são os outros. A lei federal é que é responsável pelas centenas de assassinatos das últimas semanas e não os erros acumulados nos sucessivos governos tucanos.

Aliás, os erros desses sucessivos governos tornaram os aparelhos de segurança no estado tão ruins ou piores do que eram na época da ditadura militar. A polícia de São Paulo não é democrática e o cidadão comum, principalmente de periferia, não confia nela. No máximo, a teme. Até por saber que ela está contaminada por membros ativos na cadeia do crime. Tanto que muitos dos policiais assassinados no recente período são da corregedoria. E o cidadão esclarecido sabe que quem confronta o policial da corregedoria não é o bandido clássico, mas o bandido policial que é investigado por esse departamento.

Mas, Alckmin continua fazendo de conta. E no seu mundo de faz de conta, tem a mídia tradicional para lhe fazer coro. E o grito da vez será endurecer a lei para que mais jovens pretos e pobres sejam confinados e retirados da vida social. Permitindo que os bandidos de fato continuem o massacre.

A crise é tão pesada, que as pessoas estão com medo, inclusive, de tratar do problema de forma clara. Incluindo jornalistas e estudiosos de segurança.

André Camarante, da Folha de S. Paulo, está vivendo fora do Brasil porque ousou fazê-lo. E a Folha está calada em relação a isso porque não ousa desagradar os tucanos. E Alckmin? Ué, ele culpa o federal. E pede uma lei mais dura, bem dura. Para jovens, que em geral são pretos e pobres.
 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/11/alckmin-e-crise-da-seguranca-de-sp.html