quinta-feira, 31 de março de 2011

E o Canalha Pediu Penico...



Ameaçado de cassação, o canalha medrou...



E publicou no Blog dele...


"A respeito de minha resposta à cantora Preta Gil, veiculada no Programa CQC, da TV Bandeirantes, na noite do dia 28/03/2011, são oportunos alguns esclarecimentos.


A resposta dada deve-se a errado entendimento da pergunta - percebida, equivocadamente, como questionamento a eventual namoro de meu filho com um gay.


Daí a resposta: "Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu."


Todos aqueles que assistam, integralmente, a minha participação no programa, poderão constatar que, em nenhum momento, manifestei qualquer expressão de racismo. Ao responder por que sou contra cotas raciais, afirmei ser contrário a qualquer cota e justifiquei explicando que não viajaria em um avião pilotado por cotista nem gostaria de ser operado por médico cotista, sem me referir a cor.


O próprio apresentador, Marcelo Tas, ao comentar a entrevista, manifestou-se no sentido de que eu não deveria ter entendido a pergunta, o que realmente aconteceu.


Reitero que não sou apologista do homossexualismo, por entender que tal prática não seja motivo de orgulho. Entretanto, não sou homofóbico e respeito as posições de cada um; com relação ao racismo, meus inúmeros amigos e funcionários afrodescendentes podem responder por mim."


Opinião dO Cachete: Alguém acredita na sinceridade deste canalha????


NYT descobre a pólvora: CIA apoiava na Líbia



Chego de Brasília e vejo a notícia do ano, um furo de reportagem inagreditável do The New York Times: grupos de agentes da CIA trabalham clandestinamente há semanas na Líbia com objetivo de reunir informações para a realização de ataques aéreos e manter contato com os rebeldes que lutam contra Muamar Kadafi.


Não! Que surpresa! Mais cedo a Agência Reuters havia noticiando que “há duas ou três semanas”, o presidente Barack Obama assinou uma ordem que autoriza o apoio secreto do governo americano às forças rebeldes que tentam derrubar o líder líbio.


Não tem ONU, nem OTAN, nem coisa nenhuma. O ataque internacional à Líbia, independente de qualquer julgamento sobre o Governo líbio, se deu por ordem dos Estados Unidos e, sob o ponto de vista da ordem internacional, sem que tenha havido qualquer ataque do governo líbio a território estrangeiro. Ou seja, não houve violação da ordem internacional e os conflitos se deram ante uma sublevação armada – justa ou não – que conta, além da simpatia dos governos ocidentais, com seu apoio ao menos político-militar, como confirmam as fontes de imprensa independentes.


É por isso que está coberto de razão alguém que não pode ser chamado de belicista, o Frei Betto, ao afirmar em artigo que ” a ONU é, hoje, lamentavelmente, uma instituição desacreditada. Os EUA a utilizam para aprovar resoluções que justifiquem seu papel de polícia global a serviço de um sistema injusto e excludente. Quando a ONU aprova resoluções que contrariam a Casa Branca – como a condenação do bloqueio a Cuba e da opressão dos palestinos – ela simplesmente faz ouvidos moucos.


Diz ele: “Kadafi está no poder desde 1969. São 42 anos de ditadura. Por que os EUA e a União Europeia jamais falaram em derrubá-lo? Porque, apesar de seus atentados terroristas, era conveniente manter ali um déspota que atraía investimentos estrangeiros e impedia que chegassem à Europa os imigrantes ilegais da África subsaariana, ou seja, todos os países ao sul do deserto de Saara.”


Os EUA apóiam regimes despóticos numa fieira de países árabes, a começar pela Arábia Saudita. O discurso da democracia “não vale” quando os interesses econômicos e geopolíticos estão garantidos. Como no caso do Iraque, a deposição do governo líbio trará tudo, menos paz e democracia para os cidadãos daquele país. E, povo após povo, irá fermentando o ressentimento em relação ao Ocidente, os conflitos tribais, a violência.


Bradesco desmente notícia falsa da Folha


Em nota enviada à imprensa na tarde desta quarta-feira (30), o Bradesco desmentiu o jornal Folha de São Paulo.


O jornalão publicou que o Bradesco teria indicado o economista Tito Botelho Martins para substituir Roger Agnelli na presidência da Vale.


O banco disse que "declara improcedentes as informações da reportagem envolvendo a instituição no jornal Folha de S. Paulo".


Blogay - Carta Aberta ao Senhor Deputado Federal Jair Bolsonaro



O Canalha!



Caro deputado,


É muito cômodo ficar do lado do vencedor, lamber as suas botas. Quando o senhor esbraveja que a ditadura militar foi maravilhosa, é porque é muito fácil estar protegido pelos que eram mais fortes naquele momento da história. Mas tenho que te avisar que é de uma covardia de alta patente fazer isso como se fosse um ato heroico dentro da bandeira paradoxal da democracia.


Fazendo esse exercício abstrato e filosófico, vamos imaginar (o senhor consegue, deputado! ) o mundo comandado por negros e homossexuais. Como branco e heterossexual, no caso uma minoria nesse mundo às avessas que nem afros nem gays desejamos pois a luta é por direitos iguais, o Jair que tem dentro do senhor teria capacidade de sair nas ruas para lutar pelos seus direitos ou ficaria recriminando os arianos militantes em uma espécie de "heterofobia" introjetada? Algo me diz que o senhor ficaria com a segunda opção. Explico: numa primeira resposta a essa polêmica, em um ato de bravura assumiu que não entendeu a pergunta e que não foi erro da edição do programa, mas agora com a reação democrática de boa parte da sociedade esclarecida do país, mudou de opinião em questão de 24 horas e, em uma entrevista para uma rádio, disse que foi manipulação dos editores do CQC os responsáveis pela sua fala um tanto surreal. Isto é, ao perceber que os fortes não estão lhe acobertando e as instituições se movem contra o senhor é mais fácil recuar como fazem os gays silenciosos da Bella Paulista.


Voltando a esse troca-troca, vamos colocar luz na afirmação que senhor diz ter confundido negro por gay. Se seu filho namorasse com um gay, ele formaria um casal, conceito que está do lado oposto à ideia de promiscuidade. Já, se ele casasse com uma negra, seus genes - dentro de teorias eugenistas estariam se misturando, se promiscuindo com os genes de outra etnia. Faz mais sentido o objeto do ataque do discurso ser uma negra do que um gay. Como também (para os crentes dessas teses contra a miscigenação) só numa família de negros (um gene fraco segundo os eugenistas), as pessoas não são bem educadas e tem ambientes desequilibrados.


Bolsonaro responde às questões de racismo exclamando que tem muitos afrodescendentes em seu gabinete e diz: "Minha mulher é afro e meu sogro, negão". Caro deputado, não poderia ter resposta mais infeliz e dúbia. Onde o senhor quis dizer que admite negros no seu trabalho, pode-se ler também que como o bom e velho patriarcalismo brasileiro descrito no clássico "Casa Grande & Senzala" continua vivo com negros no "seu lugar de sempre", como empregados. E se referindo à família, na mesma obra-prima de Gilberto Freyre, temos capítulos e capítulos sobre a descrição de brancos que tomam as negras como objeto sexual, podendo até as colocar em posições de prestígio, vide Xica da Silva. Não digo que é o seu caso, mas que pode suas declarações não isenta a atitude racista que está sendo questionado.


Mas para terminar a carta, eu não poderia deixar de te dar um toque. O pai de Preta Gil que o deputado diz que é "aquele que vive dando bitoquinha em macho por aí" é muito mais homem que o senhor porque ele não tem medo de beijar homem e ainda assim ter uma conduta heterossexual, Gilberto Gil não tem medo, não é covarde e sabe bem o que deseja, por isso a tranquilidade de oferecer seu beijo a quem quer que ele queira. Costuma-se dizer que todo homofóbico é um gay enrustido, eu francamente prefiria de coração que esse exemplo não coubesse na figura de Jair Bolsonaro, porque ter o senhor como gay é pior que dormir com o inimigo.


Atenciosamente,


um viado que teve pai presente, boa educação e pago meus impostos para que o senhor receba um salário polpudo no fim do mês.


Escrito por Vitor Angelo




Bessinha presta homenagem a José Alencar.


"Todo mundo era bom depois de morrer. Alencar era bom em vida", chorou Lula



Foi em prantos que a presidenta Dilma e Lula falaram da morte de José Alencar, pouco depois de serem informados pelo médico do ex-vice-presidente."Todo mundo era bom depois de morrer. Alencar era bom em vida", chorou Lula.



A visita de ambos a Portugal foi encurtada. Lula dedicará a Alencar o título de doutor honoris causa na Universidade de Coimbra, na manhã de quarta-feira, e ambos voltam ao Brasil em seguida. A presidenta cancelou a agenda oficial em Portugal que deveria ocorrer na quarta-feira à tarde.



A presidenta informou que a família de Alencar aceitou que ele seja velado no Palácio do Planalto. O governo decretará luto oficial de sete dias. (com informações do Valor)






"Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu possa me orgulhar dele". (José Alencar, 1931 - 2011)


terça-feira, 29 de março de 2011

A Educassão do Cerra é um dezastri



E ele ainda queria ser presidente !




Saiu no Valor, pág. A2:




Levantamento com 311 secretarias municipais de Educação feito pela Fundação Lemann revela que 80% (80% !!!) das cidades recorrem à contratação de professores temporários; 40% das localidades contatadas AINDA NÃO ESTABELECERAM PADRÕES CURRICULARES NA REDE DE ENSINO (ênfase minha PHA), e cerca de 50% delas não tem políticas educacionais de longo prazo.


É no vapt-vupt, diria o Chico Anysio.


A professora Maria Izabel Noronha, presidenta do Sindicato de Professores do Estado de São Paulo (que o governo Cerra tratou com especial carinho e gentileza) explica por que a contratação maciça de temporários é um dezastri:


“É um numero assustador, inadmissível, significa uma rotatividade brutal. Isso interrompe a continuidade, porque o professor tem que estar sempre recomeçando um trabalho do zero.”


Além disso – e aí entra o jenio da contabilidade ! – o professor temporário não tem as vantagens da carreira.


Quer dizer, o Padim Pade Cerra economizou dinheiro ao achatar o salário do professor, economizou com a limpeza da calha dos rios, e onde foi parar esse dinheiro ?


Terá sido em publicidade, amigo navegante ?


Não esquecer que, com a ajuda de amigos navegantes do Acre, este ansioso blog demonstrou que a Sabesp do professor Gesner vendia esgoto até no Acre !


(Sem falar naquele cano que ia de Sergipe ao Ceará…)


Ele é um jenio.


E queria ser presidente !


Não fosse o PiG (*), esses tucanos de São Paulo não passavam de Resende.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


O Google derrota o jornalismo. De goleada


por Luiz Carlos Azenha


No início de 2012 eu completo 40 anos de jornalismo. Prefiro dizer que serão 40 anos de vida de repórter. Entenda, caro leitor que não tem intimidade com uma redação, que os repórteres formam uma tribo à parte.


Ninguém gosta de repórter. O chefe não gosta de repórter porque, na rua, frequentemente o repórter derrota a “tese” do chefe. Explico melhor. O chefe leu em algum lugar, ouviu falar ou acredita piamente numa teoria. Encomenda uma reportagem. Mas o repórter vai lá e descobre que não é bem assim. O conflito resultante produz uma reportagem-frankenstein, quando não uma demissão.


O mesmo podemos dizer do pauteiro, que não tem tanto poder quanto o chefe, mas tem muito mais teorias que ele.


E assim é com o chefe de redação, o chefe de reportagem, os editores em geral e os editores-chefe em particular. Também acontece com os apresentadores que nunca foram repórteres, às vezes nem mesmo jornalistas.


E olhem que estou falando apenas dos colegas de trabalho. Mas o apego à verdade factual também nos custa caro com as fontes, com as autoridades em geral, com os relações públicas e os aspones encarregados de plantar notícias.


Ou seja, caro leitor, a lista de inimigos em potencial de um repórter é ampla.


Razão pela qual os repórteres se dão muito bem com… outros repórteres.


Outro dia um ótimo repórter, o Tony Chastinet, dizia que o Google estava derrotando, aos poucos, o jornalismo.


“Azenha”, disse o Tony, “o pessoal agora acha que faz reportagem pelo Google”.


Ele não falou exatamente assim (um repórter só usa aspas para declarações textuais), mas foi esse o sentido.


O Tony hoje é produtor de TV, ou seja, costuma entregar tudo mastigadinho para aquele que aparece na TV.


Quando ele disse aquilo eu me lembrei do Tim Lopes, que foi meu colega de redação na TV Globo do Rio. Fizemos várias reportagens juntos. O Tim era repórter investigativo e, portanto, dispensava o Google. O Tim descolava pautas conversando com as pessoas. Conversando com as pessoas! Na padaria, no ônibus, no trem de subúrbio, na praia. O Tim era um repórter que conversava com as pessoas! Era muito engraçado vê-lo dividindo redação com jovens que chegavam à Globo trazidos por motoristas particulares…


O Tim costumava brincar: “Se falar em Madureira por aqui tem gente que acha que é uma árvore”. Não, ele nunca disse isso textualmente. Mas brincava com a ideia de jovens jornalistas cariocas que nunca tinha saído da zona Sul.


Não estou entre os saudosistas, que acreditam que tudo era melhor no meu tempo. Os meninos e meninas de hoje chegam às redações muito bem informados, falam dois ou três idiomas, às vezes se especializam desde cedo numa área específica.


A diferença é que antes os remediados eram a imensa maioria nas redações. Ainda que inconscientemente, havia uma boa dose de inconformismo, de rebeldia, de identidade de classe. Hoje nossa profissão é de classe média.


“O Google é o pai do conformismo jornalístico”, diz o Tony Chastinet. “Eles caminham juntos”. Eu continuo inventando aspas, mas foi mais ou menos o que ele quis dizer.


Acho que entendi o sentido: o repórter do passado apoiava sua apuração quase que exclusivamente nas pessoas que encontrava nas ruas, nos ônibus, nas padarias. Hoje ele reproduz de forma bovina as notas oficiais e os press releases e, a título de dar espaço ao “outro lado”, reproduz informações que sabe ser mentirosas.


Ah, sim, e consulta “especialistas” nas ocasiões mais absurdas.


Quando eu era correspondente em Nova York, fiz uma reportagem sobre uma tremenda demonstração de solidariedade humana. Quando estava quase tudo pronto, veio a sugestão: ouça um psicólogo para explicar a solidariedade humana.


Percebi, então, que havia algo de errado com o jornalismo.


Só Gadaffi é o monstro?



Em meio à guerra contra o grupo islâmico Taleban, um comando de infantaria das Forças Armadas americanas cometeu atrocidades contra civis, assassinando crianças, mutilando corpos e exibindo suas ações em fotografias. A denúncia foi feita pela revista “Rolling Stone”, em reportagem divulgada neste domingo em seu site.


Os crimes teriam sido cometidos pelos homens do 3º Pelotão da Companhia Bravo, alocada na província afegã de Kandahar, uma das mais violentas do país.


A revista relata que, em 15 de janeiro de 2010, eles deixaram a base de Ramrod em um comboio em busca de militantes do Taleban –mas dispostos a matar qualquer um. Eles chegaram então à vila de La Mohammad Kalay, localizada perto de plantações de ópio. Lá, encontraram apenas fazendeiros desarmados e nenhum inimigo evidente. “Enquanto os oficiais do 3º Pelotão conversavam com um ancião dentro de um armazém, dois soldados [Jeremy Morlock e Andrew Holmes] se distanciaram da unidade até chegar ao extremo da vila.


Lá, em uma plantação de ópio, eles começaram a procurar alguém para matar”, conta a revista, que cita dados de uma investigação das Forças Armadas. O escolhido, ainda segundo a revista, foi um jovem de cerca de 15 anos, desarmado. O próprio soldado Morlock confessaria mais tarde que o jovem, identificado como Gul Mudin, não era uma ameaça.


De qualquer forma, os americanos o chamaram em pashtu e ordenaram que parasse. O garoto ficou imóvel. Os soldados então atiraram uma granada e, em seguida, abriram fogo com uma metralhadora. Quando os demais soldados chegaram para ver o que ocorrera, Morlock disse que o garoto iria atacá-los com uma granada e eles tiveram que atirar nele.


Depois de cumprir o protocolo de identificação dos militares americanos, os dois soldados começaram a tirar fotos com o corpo. Holmes posou segurando a cabeça do jovem. As fotos, graficamente muito fortes, estão disponíveis no site da “Rolling Stone”. Holmes chegou, ainda segundo a revista, a levar um dedo do garoto afegão.


Um colega disse que ele queria um troféu e esperava que o dedo secasse, para guardá-lo para sempre. Os soldados nunca foram punidos pelo assassinato e o mesmo pelotão matou ao menos três outros civis inocentes nos últimos quatro meses. Quando as mortes se tornaram públicas, o Exército tentou enquadrá-las como resultado de uma unidade indisciplinada e que operava sob suas próprias regras.


Dilma cumpre promessa de lançar Rede Cegonha e faz planos ambiciosos para o SUS






Alguns destaques do discurso:


nós temos de fazer, nesses quatro anos do meu mandato, um enorme esforço... para que a gente transforme o Sistema Único de Saúde em um sistema de alta qualidade


...um sistema que assuma responsabilidade perante cada brasileiro e cada brasileira de levar a saúde que nós queremos para nós e para as nossas famílias para cada um dos brasileiros. É um desafio, e nós estamos aqui para enfrentar desafios.


E para fazer isso, nós temos de olhar para essa geração de bebês que estão nascendo e garantir que eles tenham o melhor atendimento possível. Eles são o nosso passaporte para o futuro...


Nós não vamos compactuar com a miséria e a pobreza, e aí não tem um lugar onde a desigualdade é mais perversa do que na área da saúde, onde a gente sabe que faz diferença uma mulher chegar à maternidade e ter um tratamento humano...


faz diferença uma mulher chegar à maternidade e saber que lá ela não vai ser levada a fazer cesariana porque cesariana paga mais. Ela vai fazer parto normal porque parto normal é melhor para ela e para a criança. Faz diferença quando a mãe tem todo um suporte, tem todo um estímulo, tem todo um carinho para poder fazer seu aleitamento, para a criança ter toda a proteção que ela é capaz de transmitir.


A Rede Cegonha é isso... que elas [as mães] tenham condição de serem tratadas e protegidas, e suas crianças também, assegurando a elas acesso a exames e a um acompanhamento que não é mais, pura e simplesmente, as quatro consultas da Organização Mundial da Saúde...


Além disso, que as mulheres possam ter o transporte para fazer isso, para ir ao pré-natal. Muitas vezes as mulheres não vão para o pré-natal, principalmente as mulheres das populações de menor renda, porque não têm acesso ao transporte. É garantir o transporte à mulher que está fazendo o seu pré-natal. Garantir também que ela tenha acesso à maternidade através do vale-táxi e, se ela estiver em uma situação de risco, que ela possa chamar o Samu e ter no Samu-Cegonha um atendimento de qualidade.


É garantir o ultrassom, é garantir tratamento, é garantir atenção. Mas, sobretudo, e eu acho que isso é muito importante para as mulheres, é saber que gravidez não é doença e, como não é doença, maternidade é maternidade, hospital-geral, é hospital-geral. Uma coisa tem de ser separada da outra, pode-se usar até o mesmo prédio, mas com entrada distinta, sala separada e tratamento absolutamente separado, porque a gravidez é um momento de celebração da vida, é um momento muito especial.


Este Programa, que tem maternidade de baixo risco e maternidade de alto risco, que vai acompanhar o bebê até o segundo ano de vida, ele precisa que o SUS funcione. Ele é um programa de expansão do SUS, mas ele precisa que o SUS funcione com qualidade.


... a gente não pode ficar parado, de braços cruzados, olhando para o SUS e falando que ele é bom. Nós temos o compromisso de fazer com que ele seja bom. Por isso, nós temos de olhar com cuidado as 44 mil unidades básicas de Saúde deste país, e olhar se nas 44 mil unidades básicas de Saúde do país nós estamos tendo um atendimento adequado. Quando não tivermos, temos de mudar isso, em parceria com estados, municípios e agentes de Saúde em geral, do médico ao agente comunitário de Saúde.


Temos de olhar com muito cuidado também os nossos 6 mil hospitais, 6 mil hospitais que nós vamos fazer um grande esforço e colocar em um sistema informatizado, em que nós saibamos todos os leitos que estão sendo ocupados. Para quê? Se são leitos de UTI, se são leitos para cirurgias... Nós temos de transformar cada vez mais, a cada dia, o nosso SUS em um grande e em um ótimo sistema de saúde....


esta marca que o Romero Britto criou para nós [da Rede Cegonha], ela é uma marca muito forte porque ela tem um lado muito brasileiro, porque essa cegonha aí não é europeia. Uma cegonha com tantas cores é uma cegonha brasileira.


Herença bendita


Eu queria encerrar dizendo a vocês o seguinte: eu tenho certeza de que o nosso país está em um momento muito especial. Eu recebi, e hoje falava até para o governador Anastasia, eu recebi um país diferente, eu recebi um país que tinha conseguido através da política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que eu tive a honra de suceder, eu recebi um país em condições de dar um salto maior ainda do que o Presidente conseguiu dar em seu primeiro governo. Ele me legou essa herança e vocês podem ter certeza, eu vou honrar essa herança que eu recebi. Agora, eu conto com os prefeitos e as prefeitas, com o governador e com cada um de vocês para que nós transformemos este país em um país rico e sem pobreza.



http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/03/dilma-cumpre-promessa-de-lancar-rede.html

Tijolaço: Vale gastou mais em publicidade que o Omo






“Millenium”: a Vale é uma mina para a mídia?


do Tijolaço


O superblog “Os amigos do Presidente Lula” – tocado com vigor pelo Zé Augusto e pela Helena e detestado pela Dra. Sandra Cureau – pegou no pulo o ato falho do porta-voz da grande mídia,


o Instituto Millenium (o IBAD do século 21) revelando uma parte das razões pelas quais colunistas e jornalões fizeram toda esta onda para transformar Roger Agnelli, o destronado da Vale, em vítima de um estatismo feroz.


Em artigo publicado no blog do Instituto (hospedado pela editora abril), diz-se que a substituição de Agnelli “busca aumentar a influência do governo dentro da empresa, para, possivelmente, ocupar cargos de interesse do governo, contratar empresas próximas ao governo e, até mesmo, aumentar a influência do governo nos meios de comunicação.”


Opa! Como assim? O que tem a ver o sr. Agnelli com os meios de comunicação? A Vale é um órgão de imprensa?


Ou será que a Vale é uma mina para a imprensa?


O jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, publicou em outubro de 2009: “A Vale gastou R$ 178,8 milhões em publicidade nos últimos 12 meses terminados em setembro. A conta de propaganda da mineradora foi entregue a Nizan Guanaes, o marqueteiro predileto do PSDB ao longo de quase duas décadas. FHC e José Serra, entre outros, foram clientes de Nizan.


“No mercado publicitário, R$ 178,8 milhões é considerado um valor alto. Como comparação, a marca de sabão em pó OMO consumiu R$ 141,7 milhões no mesmo período. Os dados são do Ibope Monitor. Há também um outro dado curioso: mineradoras no mundo todo não costumam fazer publicidade, pois o seu produto (minério) não é vendido ao consumidor final.”


Esse gasto com propaganda e a escolha de Nizan foram dois fatores relevantes para que azedasse a relação entre a Vale e o Palácio do Planalto, sobretudo entre o PT e a Vale.


” No mesmo post, Rodrigues ironiza a divulgação pelo jornal O Globo de dados da Vale (parciais), dizendo que teriam sido “só” R$ 50 milhões, de janeiro a setembro daquele ano.


Agora, pior do que o “atentado à liberdade de imprensa” que pudesse ser a substituição de Agnelli na distribuição de verba publicitária é o conceito que a Vale faz dos jornalistas, que se revela em outro ato falho recolhido pelo blog “Os amigos do Presidente Lula”, que se expressa no vídeo de “homenagem” feito pela empresa aos profissionais de imprensa, que posto abaixo. Deprimente.


PS do Viomundo: Em vez de reproduzir o vídeo deprimente, preferimos convidar você a assistir outro, bem melhor.



http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/03/28/como-agnelli-seduziu-o-pig-com-publicidade/

O Roger do Brad na especulação da Vale


Todo mundo sabe que quando um cachorro morde, não adianta reclamar para o cachorro, tem que reclamar para o dono dele.


É por isso que essa história de vilanizar Roger Agnelli na pendenga da Vale S/A, poupando quem manda nele, não fecha.


A lorota a respeito é de que ele teria "se rebelado" contra o Bradesco, ao externar em público as divergências com o governo Dilma (e também com o de Lula), fora dos padrões discretos do Bradesco.


A lorota fica assumida quando saiu a notícia de que "Roger" (como o chama Miriam Leitão) voltará para a diretoria do Bradesco.


Fica claro que "Roger" agiu fielmente aos interesses dos acionistas banqueiros quando saiu atirando no governo, acusando de "ingerência", como se sócios majoritários de uma empresa não pudessem influir no destino delas e, pior, acusando o governo de aparelhamento da empresa, de partidarização, anunciando um falso quadro de caos, a ponto de assustar pequenos investidores desavisados.


Tudo isso vai de encontro aos interesses dos acionistas banqueiros (e minoritários) em querer controlar a escolha do sucessor de "Roger".


A parábola do pitbull Roy Roger e do Sr. Brad


O Sr. Brad comprou um lote de um condomínio chamado Valério Doce.


Colocou um pitbull, apelidado pelo nome caubói de Roy Roger, para tomar conta do seu terreno.


O problema é que o Brad se recusava a cercar seu lote, e o pitbull invadia os terrenos alheios, tomando conta do pedaço - do condomínio inteiro. Quando os vizinhos reclamavam com o Brad, ele dizia que o pitbull "garantia a segurança" de todo o condomínio.


Um dia os vizinhos resolveram cercar seus próprios lotes. Assim o terreno do Brad ficaria cercado por todos os lados, confinando o pitbull em seu espaço.


E o pitbull Roy Roger passou a morder os vizinhos na hora em que iam construir a cerca.


O Brad disse aos vizinhos que se eles parassem de construir a cerca, prometia sacrificar o pitbull.


Os vizinhos já estavam cogitando parar a cerca, quando viram o Brad num canil consultando o preço de um rotweiler.


Moral da história: o Brad cumpriria a promessa de sacrificar o pitbull, mas colocaria um rotweiler para substituí-lo.


Expeculação X investimento de longo prazo.


Voltando ao caso da Vale, a questão que está em jogo não é "partidarização" contra "mercado".


É a guerra entre especuladores e investidores de longo prazo.


É entre os que querem só dividendos rápidos contra os que querem maior reinvestimento de parte dos lucros em industrialização do minério e inovação.


A um banco, como o Bradesco, o maior interesse é quanto a Vale distribui de dividendos sobre seu capital aplicado, além da valorização rápida das ações. Quanto mais e mais rápido, melhor.


Para acionistas com interesses de longo prazo, como um fundo de pensão, no caso da PREVI, se parte do lucro for reinvestido de forma a aumentar o patrimônio a longo prazo, mais do que aquilo que receberia como dividendos, melhor.


Para o governo e o povo brasileiro, interessa que a empresa seja lucrativa, mas que também cumpra suas finalidades sociais.


Mineração é uma concessão pública. A empresa deve satisfação aos acionistas, mas deve satisfação também ao dono do subsolo e dos recursos minerais: o povo brasileiro. E precisa estar alinhada aos interesses nacionais das políticas industriais para o setor.


Outra divergência relacionada, é que, ao que parece, o governo quer a Vale atuando como um conglomerado de empresas, que agregue valor à mineração. Isso é bom para a PREVI, porque agregará valor à produção, e portanto seus investimentos valerão muito mais, aumentando o patrimônio do fundo de pensão no futuro.


Isso interessa menos ao banco, porque o conglomerado dele já é o Grupo Bradesco. O banco se interessa em receber o máximo de dividendos o mais rápido possível, porque pode fazer o que bem entender com o dinheiro ganho na Vale, em seu próprio grupo de empresas.


Há pouco tempo "Roger" havia dito que era contra investir em siderurgia porque iria concorrer com seus clientes que compram minério de ferro. É uma desculpa esfarrapada. O conglomerado Samsung fabrica memórias de computador e chips para todo mundo, e também fabrica notebooks, monitores, celulares, etc, competindo com seus clientes.


O grupo controlador da Brastemp fabrica compressores usados pelos fabricantes de geladeiras e condicionadores-de-ar concorrentes. O próprio grupo Bradesco controla fábricas e mineradoras que competem com clientes do banco. Todo grande grupo de empresas faz isso. No mundo inteiro.


http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/03/o-roger-do-brad-na-especulacao-da-vale.html

domingo, 27 de março de 2011

Serra faz ameaças e detém escândalo do Tietê



Na manhã da última sexta-feira, segundo informações apuradas por este blog, as redações da imprensa paulista teriam voltado a ser bombardeadas por telefonemas de emissários ligados ao ex-governador José Serra. Esses telefonemas teriam exigido que o escândalo do Tietê sumisse das pautas.

Pouco após o alvorecer de 26 de março último, o portal UOL publicou reportagem dando conta de que foram jogados no lixo 2 bilhões de reais gastos durante 2005 e 2006 para pôr fim aos constantes transbordamentos do rio Tietê, pois a limpeza do rio foi interrompida por Serra, sucessor de Geraldo Alckmin, que fez a bilionária obra de rebaixamento da calha do rio.

A reportagem do UOL teria sido produto de uma revolta que, segundo as fontes, cresce nas redações da imprensa paulista. Em cursos de jornalismo de todo país, o acobertamento do escândalo do Tietê já teria se tornado referência de promiscuidade entre o poder público e a imprensa.

A dimensão do escândalo é tão ampla que se esperava que, com o UOL repercutindo, houvesse maior veiculação nacional das denúncias contra Serra, sobretudo no Jornal Nacional. Apesar de algumas veiculações no rádio e amplamente disseminadas na internet, nas tevês e nos jornais deste sábado a repercussão foi pífia ou inexistente.

Estaria correndo intramuros, na imprensa paulista, que a pouca repercussão de uma notícia antiga, a despeito das perdas imensas – patrimoniais e de vidas humanas – que causou, dever-se-ia a ameaça que Serra estaria fazendo de que, se o escândalo provocar investigação séria por pressão da imprensa, fará “revelações”.

O grande temor de Serra seria a comparação entre o aumento exponencial dos gastos com publicidade oficial durante o período de redução dos gastos com a limpeza do rio Tietê. Acredita-se que, para não estourar o orçamento, Serra retirou de vários investimentos do Estado os recursos usados para se promover visando a eleição de 2010.

Segundo o UOL, “(…) a bancada oposicionista da Assembleia Legislativa anunciou (…) que irá fazer um requerimento para que o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, o deputado estadual Edson Giriboni, compareça ao Legislativo para explicar os motivos que levaram as autoridades a suspender o trabalho de desassoreamento em 2006, 2007 e 2008”.

Todavia, a oposição paulista tem dúvidas de que o convite ao secretário será atendido, pois, na forma como será feito o tal requerimento, o convidado poderá comparecer ou não. Ainda segundo a oposição, se houvesse convocação a bancada governista a derrubaria, como já vez várias vezes valendo-se da maioria que tem.

Vereador da Câmara Municipal de São Paulo ouvido por este blog afirma que a única possibilidade de se apurar responsabilidades pelas tragédias geradas pela drástica redução da limpeza do rio Tietê será através de pressão da imprensa.

Se as denúncias do UOL ficarem restritas à internet, portanto, várias fontes afirmam que nem o Ministério Público de São Paulo, nem o Poder Legislativo tomarão qualquer medida no sentido de esclarecer o caso, restando à população paulistana a impunidade do crime de redução de obras que redundou em tragédias que todos conhecem.

A única possibilidade de o Ministério Público Estadual pelo menos se pronunciar sobre o assunto será através da provocação. Qualquer parlamentar paulista ou paulistano – ou qualquer outro cidadão – pode provocar o MPE. Resta saber se alguém se habilitará a fazê-lo, pois Serra estaria disposto a retaliar quem tente.


Lula acompanha Dilma na visita a Portugal em momento delicado



Dilma e Lula viajam juntos a Portugal, na semana que vem



A presidenta Dilma Rousseff desembarcará, na próxima terça-feira, em Portugal para uma viagem de apenas dois dias ao país.


Ela chega a Lisboa no momento em que os portugueses tentam contornar a crise interna política e econômica. Dilma tem reuniões com o presidente português, Aníbal Cavaco Silva, e o primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, que renunciou ao cargo no último dia 23.


Porém, a visita de Dilma a Portugal registra uma situação especial, que é o fato de ela estar acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será homenageado por três entidades portuguesas.


No entanto, a presidenta também tratará de questões políticas na visita a Portugal, que vive um momento delicado. Em meio a severas dificuldades econômicas, o Parlamento português rejeitou de forma unânime um pacote de medidas de austeridade.


A decisão contrariou o primeiro-ministro, que apresentou sua renúncia ao cargo, na última semana. Porém, o presidente português decidiu que até a escolha do sucessor, ele será mantido com plenos poderes.


Independentemente do impasse político em Portugal, Lula deve ser homenageado em solo português. Em Coimbra, o ex-presidente receberá o título de doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra – uma das mais antigas do mundo, criada no século 13.


Lula também será homenageado pela Confraria do Vinho do Porto, uma organização criada em 1982, que premia aqueles que atuam em favor da difusão, promoção e consolidação da bebida. Também deverá receber um prêmio do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, uma instituição acadêmica que premia os defensores dos direitos humanos e que trabalham pela cooperação entre os povos.


Dilma acompanhará Lula apenas em Coimbra, no dia 30, quando o ex-presidente receberá o título de honoris causa, concedido pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.


A universidade, nos oito cursos que dispõe, reúne mais de 22 mil alunos. A faculdade mais tradicional é a de direito. A viagem de Dilma a Portugal será a segunda ao exterior da presidenta.


No final de janeiro, ela esteve na Argentina. Nos próximos dias 12 a 15 de abril, Dilma irá à China para uma série de atividades cujas discussões serão dominadas pelas questões econômicas e comerciais.


Ficha suja liberada não significa vaga no Congresso para metade dos candidatos



Paulo Rocha poderá ter mais uma chance de chegar ao Senado


A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que liberou a candidatura de políticos barrados pela Lei da Ficha Limpa em 2010 deverá beneficiar, de imediato, vários dos 32 candidatos que estão com recurso tramitando na Corte.


Entretanto, para quase metade deles, a decisão não significa a obtenção do cargo pleiteado, já que não obtiveram bom desempenho nas urnas e não seriam eleitos de qualquer forma. Nesses casos, o resultado não seria favorável mesmo com a recontagem de votos da coligação ou do partido e o novo cálculo do quociente eleitoral.


Entre os 15 políticos nesta situação, chama a atenção o caso de Francisco Vagner de Santana Amorim, o Deda, do PP do Acre. O ex-prefeito de Rodrigues Alves, município na fronteira com o Peru com cerca de 13 mil habitantes, foi enquadrado na lei por ter sido condenado pelo Tribunal de Contas do Estado.


Menos famoso que o seu xará Marcelo Déda, que se reelegeu para o governo de Sergipe, o Deda do Acre obteve apenas 17 votos para uma vaga na Assembleia Legislativa. O candidato Francisco das Chagas Rodrigues Alves, do PTB do Ceará, ficou famoso por ser o primeiro barrado pela Lei da Ficha Limpa pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Ele teve o registro negado porque foi condenado por compra de votos em 2006. Foi a partir de seu caso que a corte eleitoral decidiu que a Ficha Limpa valeria para 2010. A propaganda negativa pode ter sido decisiva para o fraco desempenho do Dr. Chico Rodrigues nas urnas, pois ele obteve apenas 322 votos para deputado estadual.


Segundo o advogado Rodrigo Lago, especialista em direito eleitoral, são vários os motivos que levam esses candidatos a continuarem com recurso no STF, mesmo que o processo seja caro e demorado.


– No caso dos candidatos a deputado, somente a reversão da decisão permitirá que os votos sejam contabilizados para o partido ou para a coligação, fazendo com que a legenda possa até conquistar uma nova vaga.

Além disso, eles não foram eleitos, mas podem se tornar suplentes – disse.


De acordo ainda com o advogado, a decisão de liberar a candidatura também pode beneficiar os candidatos ao Senado não eleitos, como Maria de Lourdes Abadia (PSDB-DF) e Paulo Rocha (PT-PA).


– Os majoritários podem ter interesse porque se houver uma ação impugnando resultado das eleições e algum dos senadores sair no futuro, eles podem tomar posse – concluiu.


Tucano Geraldo Alckmin, autoriza cinco CPIs em São Paulo


A bancada de apoio e governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) deixou.


E Assembleia Legislativa de São Paulo criou cinco CPIs (sem possibilidades de danos políticos ao governador)


A criação das comissões, propostas por deputados governistas, foi publicada ontem no "Diário Oficial".


Veja que interessante as CPIs.


1-As CPIs vão investigar problemas na contratação de serviços odontológicos.


2- O "consumo abusivo de álcool pelo cidadão paulista",


3 A "remuneração irrisória" paga aos médicos pelos planos de saúde


4 A "má qualidade na prestação de serviços de TV por assinatura",


5-A situação do ensino superior privado.


As comissões serão compostas por nove membros cada uma, sempre com maioria governista.


Elas terão 120 dias para as investigações.


Algumas das CPIs são ridicularizadas nos bastidores inclusive por deputados da base.


Outras já têm até nome, como a CPI do Alcoolismo.


A CPI para investigar a corrupção do presidente da Alesp, Barros Munhoz (PSDB), não foi nem cogitada.


Lula rouba a cena no 40º aniversário da Frente Ampla no Uruguai



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi nesta sexta-feira, no Uruguai, a estrela absoluta dos festejos pelo 40º aniversário do primeiro ato político da coalizão governista Frente Ampla, participando da cerimônia como orador principal.



A presença do ex-líder deixou em segundo plano até a participação do presidente do Uruguai, José Mujica, e a de seu antecessor no cargo, Tabaré Vázquez, as duas figuras mais queridas da política do país e referências consagradas da coalizão.



Diante de um auditório lotado no Palácio Peñarol, composto por militantes e ativistas da Frente Ampla (FA), do governo uruguaio em peso e de representantes eleitos da coalizão, Lula foi só carisma e elogios para com seus anfitriões, que devolveram a gentileza louvando sua figura e seu papel como presidente do Brasil.



Em português, já que o público recusou o uso de um tradutor, Lula elogiou o papel e a influência que a coalizão --uma heterogênea mistura de partidos que abrange desde o Partido Comunista à democracia cristã-- teve em seus 40 anos de história em todos os partidos de esquerda da região e sua qualidade como "uma organização plural profundamente democrática".



Além disso, o ex-líder ressaltou a "coerência" e a "determinação" que a FA sempre defendeu em seus 40 anos de vida política, uma "qualidade" pela qual tiveram que pagar um "preço" durante a ditadura militar (1973-1985).



"A Frente foi também o fator decisivo para o estabelecimento da democracia política no Uruguai, muito tempo antes de conquistar a Presidência", afirmou o ex-metalúrgico sob os aplausos entusiasmados dos uruguaios.



Nesse sentido, Lula destacou que em muitos aspectos a FA foi uma "inspiração" para o Partido dos Trabalhadores (PT) e um dos maiores defensores na região da integração latino-americana.



Além disso, o ex-presidente considerou essencial o papel da FA para evitar que o Estado uruguaio fosse "desmontado por insensatos adoradores do mercado", e ao mesmo tempo elogiou seus esforços para transmitir "que o socialismo não avançará nunca se não for radicalmente democrático".



"A democracia política, econômica e social são valores centrais da Frente", afirmou. Um dos que mais aplaudiram o discurso foi o presidente Mujica, um ex-guerrilheiro tupamaro que passou mais de 13 anos preso durante a ditadura e que considerou Lula um exemplo a ser seguido. Antes da cerimônia, Lula aproveitou para se reunir com Mujica na embaixada do Brasil para debater a integração política e comercial entre os dois países. Após esse encontro, Lula afirmou que "Mujica é para os latino-americanos o que Mandela foi para os africanos.



Foi perseguido por tanto tempo, esteve preso, e quando voltou à política estava melhor, mais generoso, agindo com o coração", uma afirmação que voltou a repetir no comício para o aplauso dos presentes.



Por sua vez, Mujica se disse "mais do que honrado e comovido" pela visita de Lula, uma pessoa que, segundo ele, sempre esteve "preocupado com as pessoas" e que "alcançou uma justiça social muito grande". "Nós que somos de esquerda sempre andamos apressados, mas também é preciso caminhar firme (...). Lula nos deixou um exemplo", afirmou o presidente uruguaio.



Antes do discurso, que foi concluído com palavras do presidente da Frente Ampla, Jorge Brovetto, Lula também se reuniu com os líderes da formação em sua sede em Montevidéu e se encontrou com o ex-presidente Tabaré Vázquez em sua residência.


A MESQUINHEZ DA IMPRENSA BRASILEIRA CHEGA A SER OFENSIVA

APOSENTADO INVOCADO


DESDE QUANDO SOUBERAM QUE A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF GOSTA DE SER CHAMADA DE "PRESIDENTA" , OS MEMBROS DESSA INSTITUIÇÃO CORRUPTA , GOLPISTA E ULTRA RACISTA SÓ A CHAMAM DE "A PRESIDENTE". FIQUEM CERTOS , ISSO ACONTECE NÃO PELA GRAMÁTICA PORTUGUESA , MAS PARA MOSTRAR PARA DILMA QUE ELA , A IMPRENSA , TUDO PODE.



A DEMOCRACIA PASSOU MUITO LONGE DA IMPRENSA BRASILEIRA. VEJAM O CASO DA TV GLOBO QUE NA EMPÁFIA DE QUERER SER A DONA DO BRASIL , FAZ TODO O TIPO DE TRAMÓIA PARA CONSEGUIR TELEVISIONAR O CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL , MESMO QUE SUAS AÇÕES TRAGAM PREJUÍZOS AOS CLUBES E AO PRÓPRIO ESPORTE.



A IMPRENSA BRASILEIRA , NAQUELA PASSAGEM DA BÍBLIA SOBRE O FILHO DAS MULHERES E O REI SALOMÃO , PREFERIRIA PARTIR A CRIANÇA AO MEIO DO QUE ENTREGAR PARA A VERDADEIRA MÃE , MAS NÓS , O POVO , SOMOS A MÃE QUE PREFERE DAR SEU FILHO AO QUE VÊ-LO MORTO.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Mau Começo. Kassab cria partido roubando nome

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, se apossou das iniciais JK, do presidente Juscelino Kubitschek, e registrou na internet o domínio jk.org.br.Kassab "sueeupiou" o nome para lançar seu novo partido, o PSD (Partido Social Democrático), mesmo nome da legenda em que Juscelino Kubitschek foi candidato na década de 50. Na semana passada, os demos denunciaram que Kassab também surrupiou o CNPJ do DEM para criar o novo partido.

O site está em nome de uma comissão provisória de seu ex-partido, o DEM, mas Kassab aparece como "responsável" pelo domínio.Segundo informou ontem Cláudio Humberto em seu site, a família de JK não gostou da iniciativa de Kassab, e considera recorrer à Justiça contra ele.Ao anunciar a criação de seu novo partido no fim de semana, Kassab disse que a sigla PSD é uma homenagem ao desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, registrou no último dia 14 de março o domínio de internet www.jk.org.br. A ideia é que o nome do ex-presidente Juscelino Kubitschek seja usado para batizar a fundação ligada ao Partido Social Democrático (PSD), legenda que está sendo criada pelo prefeito paulistano e outros ex-militantes do DEM. Mas a iniciativa de Kassab não agradou à família do ex-presidente. Anna Christina Kubitschek Pereira, neta de Juscelino e presidente do Memorial JK, divulgou nota em que fala em contestar judicialmente a atitude do prefeito.

"JK é patrimônio do Brasil e dos brasileiros. Seu nome pertence à história da democracia nacional e não pode ser usado sem o prévio consentimento da família Kubitschek e muito menos sem aprovação do Conselho do Memorial JK", diz trecho da nota.

Anna Cristina é casada com o ex-governador do Distrito Federal pelo DEM Paulo Octavio que renunciou ao cargo no rastro das denúncias de corrupção levantadas pela Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal. Em fevereiro do ano passado, ele pediu a desfiliação do DEM no meio de um processo de expulsão da legenda.

O cinismo e a guerra



Até pouco tempo atrás, Muammar Gaddafi era cortejado pelos governantes dos países que, agora, despejam bombas e misseis sobre a Líbia.

Obama, Berlusconi, o conservadoríssimo Jose Maria Aznar, Nicolas Sarkozy e Tony Blair estavam longe de tratá-lo como um tirano abominável, um “cachorro louco” como a ele se referiu Ronald Reagan, depois de bombardear o palácio presidencial de Trípoli, numa ação que deixou morta a filha de Gaddafi.

Se o objetivo fosse impedir o uso da aviação líbia contra os grupos rebeldes em Benghazi, e a força aérea líbia está totalmente destruída – como afirma o comando militar inglês – por que os ataques prosseguem?

A posição brasileira de não endossar os ataques e pedir a cessação das hostilidades está corretíssima.

Mas o cinismo da guerra pouco quer saber de razões e lógica. Petróleo é mais importante que isso.


Censura no Pará ao Blog da Perereca; Juíza manda retirar matéria sobre aluguel de Casa de desembargador ao Governo Jatene.

ANANINDEUA DEBATES
Opinião,Pensamentos e Política

Deu no Blog da Perereca da Vizinha
Juíza manda retirar do ar matéria sobre aluguel da casa de Milton Nobre ao Governo do Estado.
Comunico aos leitores da Perereca que estou retirando ar a matéria sobre a casa que o desembargador e conselheiro do CNJ, Milton Nobre, aluga ao Governo do Estado.
Tal se deve à decisão judicial abaixo, que publico na íntegra.
Depois de retirar a matéria em tela, vou procurar a OAB, a Defensoria Pública e, inclusive, o CNJ, vez que penso que essa decisão agride a Constituição Federal, que todos devemos amar e defender.

No entanto, faço este comunicado para que não restem dúvidas acerca do cumprimento dela.


Mantega anuncia mudnças na diretoria da Caixa Ecônomica Federal


O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que Jorge Fontes Hereda será o novo presidente da Caixa Ecônomica Federal.
Ele é o atual Vice-Presidente de Governo da Caixa, e substitui Maria Fernanda Ramos Coelho, que pediu para deixar o cargo, segundo a nota do ministério.
Maria Fernanda Ramos Coelho vai representar o Brasil no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Jorge Hereda nasceu em Salvador, é graduado em arquitetura pela Universidade Federal da Bahia e fez mestrado em arquitetura e urbanismo na Universidade de São Paulo (USP).
No Estado de São Paulo, Hereda exerceu cargo de secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano do município de Diadema e foi secretário executivo do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Ele também assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Sustentado de Ribeirão Pires e a de Serviços e Obras, do município de São Paulo. No governo federal, Hereda foi secretário de Habitação do Ministério das Cidades, de 2003 a 2005.
As seguintes vice-presidências foram trocadas- de Atendimento e Distribuição;
- de Controle e Risco;
- de Gestão de Ativos de Terceiros;
- de Tecnologia de Informação;
- de Pessoa Jurídica
- de Governo;
A maioria são funcionários de carreira. O ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB/BA), assume a Vice-Presidência de Pessoa Jurídica.
O PMDB já ocupava cargos na Caixa no governo Lula.
O atual ministro Moreira Franco (PMDB/RJ) assumiu a Vice-Presidência de Fundos e Loterias em 2008.
(Com informações da Agência Brasil)


O Imperador da Vale esperneia



Sua Majestade, D. Roger Agnelli I, o Eterno, perdeu a compostura.Ontem, além do DEM, também o PSDB foi a luta para manter o “menino de ouro” do minério de ferro.
Sua Alteza, pessoalmente, disparou e-mails e mandou distrubuir entre os politicos material que tece loas à sua administração, cujo mandato já se encerrou e foi prorrogada, por acordo, no período eleitoral.
Mobilizou inclusive a alma penada de plantão, José “Bolinha” Serra. para dar declarações a seu favor e chamar de “aparelhamento” a ação do governo federal em tentar influir na escolha do novo presidente da empresa, da qual é acionista controlador, através do BNDES e dos fundos estatais de pensão.
Curiosa é a declaração de outro peso-pesado, o senador Francisco Dornelles dizendo que espera que o Governo não vá “utilizar os mecanismos que tem para intervir no seu processo decisório e na formação de sua diretoria”.
Ora, o que deveria o Governo, se tem mecanismos (legais e legítimos, estabelecidos na Lei Complementar 109) para influir no processo decisório?
Omitir-se? Deixar que D. Agnelli diga que “a Vale sou eu”?
O fato concreto, que já foi lido pelo mercado, é que D. Agnelli perdeu a cobertura do Bradesco, do qual era, como ex-funcionário, o homem de confiança na mineradora.
Tornou-se um problema para o banco, que só não o defenestrou, ainda, porque quer negociar sua saída.
D. Agnelli, porém, está possuido pela soberba e não consegue ver que foi para este cargo como um empregado do Bradesco, onde fez sua carreira.
Sua Alteza esqueceu que foi ao trono por conveniência e por conveniência será destronado por quem o coroou.
Quem está aparelhando politicamente a Vale não é o Governo, mas ele. Para se manter no “sacrificante” cargo, não hesita em partidarizar explicitamente sua permanência.
Ou seja, se tinha alguma boa chance de ficar, neste momento só conta com a possibilidade de que a “cara feia” dos políticos de oposição – ou apenas aderidos ao Governo – e as matracas dos colunistas de economia da grande imprensa fazerem medo ao Governo e impedirem o inevitável.
Improvável, mesmo com o apoio da “Globby”.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Aécio não votou a MP contra violação de sigilo fiscal, como da filha de Serra e de EJ


A "indignação" da oposição, incluindo o PIG (Partido da Imprensa Golpista), contra a violação do sigilo fiscal de demo-tucanos paulistas durou pouco.

Foi só até passar o prazo de validade eleitoral, com a derrota de José Serra (PSDB/SP).

A Receita Federal foi obrigada a revogar a portaria 2.166, que tornava mais rigorosas as regras para seus funcionários e de despachantes, terem acesso aos dados fiscais de contribuintes, porque o Congresso não votou a Medida Provisória 507 de 5 de outubro de 2010. Com prazo de vigência vencido, perdeu a validade.

Nem o senador paulista Aloysio Nunes (PSDB/SP), nem o mineiro Aécio Neves (PSDB/SP), se interessou em agilizar a votação.

As investigações da violação do sigilo da filha de Serra, de grãos-tucanos paulistas, como Eduardo Jorge Caldas Pereira, dos compadres de José Serra, Gregório Preciado e Ricardo Sérgio de Oliveira, apontaram para uma reportagem invetigativa do jornal Estado de Minas, ligado a Aécio, para neutralizar supostos dossiês feitos contra Aécio por serristas ligados a Marcelo Itagiba, segundo depoimentos dos envolvidos. Os bastidores desta história será narrado no livro "Os porões da privataria" do jornalista Amaury Ribeiro Junior.


Globo, Estadão, Veja e Folha pouco interesse demonstram com a queda da MP no Congresso, contrastando com o barulho que fizeram no ano passado. Preferem abafar o caso, para não reavivar na memória a guerra de dossiês entre as facções tucanas.
Estão mandando os leitores/espectadores esquecerem aqueles editoriais "indignados" e "reporcagens" pedindo a cabeça do secretário da Receita Federal, da então candidata Dilma, e até de blogs como o nosso (que noticiou outros documentos públicos a respeito da sociedade da filha de José Serra com a irmã de Daniel Dantas na Flórida, nada tendo a ver com dados de origem sigilosa).
Fica claro que o noticiário foi completamente corrompido, superdimensionado, conspiratório para mudar o resultado das eleições, e pararam de noticiar porque as eleições passaram e fugiram de aprofundar na notícia verdadeira: na guerra de dossiês entre serristas e aecistas.




De volta para um lugar de onde nunca saí


Não posso começar esta nova fase do Tijolaco.com sem, em primeiro lugar, agradecer de coração a compreensão, a paciência e a solidariedade amiga que os amigos deste blog me deram.
Que bom quando até mesmo o silêncio da gente é compreendido e a confiança sobrevive ao silêncio e à ausência necessários.

Durante o mês de dezembro e parte de janeiro, um tratamento mais intenso e uma cirurgia produziram significativa melhora em minha visão e, por isso me mantive afastado. Depois, o posto de secretário de Trabalho do Rio de Janeiro não apenas me absorveu o tempo como, de alguma forma, obrigou-me a manter numa posição mais discreta.

Afinal, quando se ocupa uma função de governo, tudo o que você diz ou faz tem muito mais implicações do que quando se ocupa apenas um mandato político parlamentar.
E, por reassumir hoje este mandato, reassumo, também, de imediato, este nosso espaço de diálogo.
Volto à Câmara para ajudar no combate, que não será fácil, em defesa dos rumos que o Brasil tomou com Lula e que prosseguem com Dilma Rousseff: o do crescimento econômico com justiça social, dois pilares da afirmação do Brasil como país soberano e que luta para interromper o processo histórico de drenagem de nossas riquezas.

Que ninguém pense que as intenções e ações das forças que só enxergam o Brasil das elites e dos negócios vão mudar. Podem, durante algum tempo, ser menos explícitas e mais traiçoeiras.

A Presidenta Dilma tem a seu favor duas características que asseguram que a mudança, em nosso país, não apenas vai continuar como irá se aprofundar.

A coragem e a determinação que marcam toda a sua trajetória e seu comportamento austero - que já ficou claro nestes menos de três meses de Governo – dão a todos a certeza de que seu Governo, partindo do patamar que deixou Lula, vai alcançar um sucesso e solidez que os nossos grandes “analistas” da imprensa – entre eles os que foram fazer papel de informantes políticos do Governo dos EUA – não são capazes de compreender, como jamais acreditaram que Lula – para eles, quase um bronco - pudesse governar o país anos-luz à frente de FHC.

Aliás, é curioso como a mídia brasileira – salvo exceções - se curvou submissa ao espetáculo de marquetagem e de abusos que foi a visita de Barack Obama terminada ontem. A ideia – abortada, felizmente – de um comício na Cinelândia, à revelia do Governo brasileiro, e a desfaçatez de tratar sem reserva – a ordem de ataque militar à Líbia em pleno território de um país estrangeiro (para ele) foram de uma grosseria que não me lembro de ter presenciado outras vezes.

Muito bem fez o Lula – que não tem mais o dever de governante a limitar-lhe as ações – em recusar o convite para amenidades e sorrisos com Obama. Guerra, independente dos motivos que tenha, não combina com este comportamento.

A ausência de Lula foi uma resposta digna e silenciosa a este “oba-obama” midiático.

Não há nisso qualquer tipo de xenofobia ou antiamericanismo primário. Ninguém nega a importância econômica e cultural dos EUA para o Brasil e, se houve Lincolns Gordons a ajudar a implantar a ditadura de 64, também houve Thomas Jefferson a inspirar os inconfidentes de Minas, dois séculos antes.

Mas, para além da sombra da guerra a obscurecer e amargar a visita de Obama, ficou flagrante a falta de gestos concretos para superar as barreiras comerciais, as restrições tecnológicas e a unilateralidade da ordem mundial, apontadas no discurso e propostas da Presidenta Dilma.

Mesmo que, depois de oito anos de Bush, seja inegável a simpatia de Barack Obama, os brasileiros esperávamos muito mais do presidente norteamericano do que enaltecer nossas belezas, nossa pluralidade e oferecer serviços das empresas norte-americanas.

Mas isso é assunto para os próximos (e muitos) posts, que me andaram fazendo falta escrever.
E que, daqui a pouco, começam a entrar no ar, para – eu espero – que esse Tijolaco.com volte a ter a força e o apoio de seus leitores, de onde vem a energia para continuar a luta.

Para um combate de onde nunca saí.

Grande abraço a todos.


Presidenta prorroga Zona Franca. Cerra vai cortar os pulsos


A visita da presidenta Dilma Rousseff ao estado do Amazonas teve um viés econômico. Além da cerimônia de lançamento do Programa de Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, a presidenta Dilma anunciou que vai prorrogar por mais 50 anos a licença da Zona Franca de Manaus e que tal procedimento se estenderá aos demais estados da região Norte.
Com isso, a partir de 2013, quando termina o prazo de operação como zona franca, será instituído instrumento que dá mais meio século de prazo para o funcionamento especial do polo industrial.

Zona Franca de Manaus — A Zona Franca de Manaus (ZFM) foi idealizada pelo deputado federal Francisco Pereira da Silva e criada pela Lei Nº 3.173 de 06 de junho de 1957, como Porto Livre.
Dez anos depois, o governo federal, por meio do Decreto-Lei Nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, ampliou essa legislação e reformulou o modelo, estabelecendo incentivos fiscais por 30 anos para implantação de um polo industrial, comercial e agropecuário na Amazônia. Foi instituído, assim, o atual modelo de desenvolvimento, que engloba uma área física de 10 mil km², tendo como centro a cidade de Manaus e está assentado em Incentivos Fiscais e Extrafiscais, instituídos com objetivo de reduzir desvantagens locacionais e propiciar condições de alavancagem do processo de desenvolvimento da área incentivada.

No mesmo ano de 1967, por meio do Decreto-Lei nº 291, o governo federal define a Amazônia Ocidental tal como ela é conhecida, abrangendo os Estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. A medida visava promover a ocupação dessa região e elevar o nível de segurança para manutenção da sua integridade. Um ano depois, em 15 de agosto de 1968, por meio do Decreto-Lei Nº 356/68, o governo federal estendeu parte dos benefícios do modelo ZFM a toda a Amazônia Ocidental.

A partir de 1989, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que administra o modelo, passou a abrigar em sua área de jurisdição sete Áreas de Livre Comércio (ALCs), criadas com objetivo promover o desenvolvimento de municípios que são fronteiras internacionais na Amazônia e integrá-los ao restante do país, por meio da extensão de alguns benefícios fiscais do modelo ZFM, da melhoria na fiscalização de entrada e saída de mercadorias e do fortalecimento do setor comercial, agroindustrial e extrativo.

A primeira a ser criada foi a de Tabatinga, no Amazonas, por meio da pela Lei nº 7.965/89. Nos anos seguintes, foram criadas as de Macapá-Santana (Lei nº 8.387/91, artigo II), no Amapá; Guajará-Mirim (Lei nº8.210/91), em Rondônia; Cruzeiro do Sul e Brasileia-Epitaciolândia (Lei nº 8.857/94), no Acre; e Bonfim e Boa Vista (Medida Provisória 418/08), em Roraima.






A decisão da JK de saias não só prorroga a licença da ZFM por 50 anos, como amplia o mesmo regime de isenção fiscal para todos os Estados da Amazônia.

O Padim Pade Cerra vai cortar os pulsos.

Foi ele o maior adversário da criação de zonas francas em todo o país.
Ele trabalhou, como parlamentar e como ministro, só para São Paulo.
Fora aquele cano que saía de Sergipe e chegava ao Ceará no horário eleitoral, não há nenhuma ideia ou ato do Cerra que beneficie qualquer ponto do território brasileiro fora de São Paulo.

No Governo Sarney, surgiu a proposta de se criar zonas especiais de exportação – fora de São Paulo.

O Padim Pade Cerra lutou ferozmente contra elas e conseguiu sepultá-las.
Dilma dá segurança jurídica aos industriais que foram para Manaus e reforça a ideia de que novas zonas francas podem ajudar a Amazônia, como a de Manaus ajudou.

Paulo Henrique Amorim
http://www.conversaafiada.com.br/economia/2011/03/23/presidenta-prorroga-zona-franca-cerra-vai-cortar-os-pulsos/