sábado, 26 de outubro de 2013

Aécio vai à Justiça contra propaganda do PT e a presidente Dilma

Médico Cubano vaiado e xingado de escravo
O PSDB vai pedir na próxima semana ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o PT perca o direito à propaganda partidária na televisão e no rádio no primeiro semestre de 2014 por ter usado um médico cubano na peça que foi ao ar quinta-feira, em rede nacional. O argumento é de que a lei considera crime a participação de estrangeiros em atividades partidárias. O PT atribuiu a ofensiva à dianteira de Dilma nas pesquisas para 2014. 
Dilma pede desculpas
Sob gritos de "olê olê olá, Dilma" e na presença de vários ministros de Estado, a presidente Dilma  sancionou o programa Mais Médicos e fez questão de pedir desculpas ao médico cubano Juan Delgado, 49, que foi vaiado por profissionais brasileiros ao sair do primeiro dia do curso de acolhimento do programa. Pouco antes, o ministro Alexandre Padilha (Saúde) classificou o episódio de "corredor polonês da xenofobia".

"Não apenas pelo fato de ele ter sofrido um imenso constrangimento ao chegar ao nosso país, do ponto de vista pessoal e do governo, eu peço nossas desculpas a ele", discursou a presidente.
Médicas estrangeiras abraçam Dilma
Para o candidato Aécio Neves,  só o fato do público,  que assistia na plateia,  o lançamento do Mais Médicos e ter cantado, "olê olê olá, Dilma", já  caracteriza  campanha antecipada

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/10/aecio-vai-justica-contra-propaganda-do.html

A ECONOMIA DO MUNDO ESTÁ NA LAMA - E O FMI QUER DAR CONSELHOS AO BRASIL ?!


MINISTRO GILBERTO CARVALHO DÁ DURA RESPOSTA AOS PROMOTORES DO ARROCHO E GUARDIÕES DOS AGIOTAS.
 
Fez bem (MUITÍSSIMO BEM) o Ministro Gilberto Cavalho em responder ao FMI, dizendo que o Brasil não precisa e, portanto, dispensa, os "conselhos' e as recomendações do "FUNDO" para a economia brasileira.
 
Nos últimos 11 anos, desde quando Lula assumiu à presidência e depois foi sucedido por Dilma Rousseff, o Brasil passou de ENDIVIDADO junto ao FUNDO, para à condição de CREDOR. Hoje é o FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL quem deve DINHEIRO ao Brasil. Não consta que endividados possam dar conselhos e orientações no aspecto de finanças a quem lhe empresta dinheiro.
 
O Brasil tem hoje robustas RESERVAS em Dólar, GERA EMPREGOS e vê gradativamente seu PASSIVO social ser REDUZIDO. De certo que a nossa economia não é a OITAVA MARAVILHA, mas, diante do CAOS e da LAMA em que se encontram as outras economias, como a dos EUA e de boa parte da EUROPA, vamos indo muito bem, VENCENDO uma crise internacional após a outra.

O BRASIL sim é que dá um CONSELHO ao FMI - Assistam ao PROGRAMA ELEITORAL DO PT - Em vídeo.
 
 http://007bondeblog.blogspot.com.br/2013/10/a-economia-do-mundo-esta-na-lama-e-o.html

Alstom: MPF-SP tira Cerra da forca


Procurador já tinha tirado o Cerra da forca do mensalão.
 
Saiu na Folha (*), que a Cynara parou de ler:

Suíça arquiva investigação de três suspeitos no caso Alstom


FLÁVIO FERREIRA
MARIO CESAR CARVALHO
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DE SÃO PAULO

Cansados de esperar pela cooperação de seus colegas brasileiros, procuradores da Suíça que investigam negócios feitos pela multinacional francesa Alstom com o governo do Estado de São Paulo arquivaram as investigações sobre três acusados de distribuir propina a funcionários públicos e políticos do PSDB.

Em fevereiro de 2011, a Suíça pediu que o Ministério Público Federal brasileiro interrogasse quatro suspeitos do caso, analisasse sua movimentação financeira no país e fizesse buscas na casa de João Roberto Zaniboni, um ex-diretor da estatal CPTM.

(…)

Segundo o procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações sobre os negócios da Alstom no Brasil, houve uma “falha administrativa”: o pedido da Suíça foi arquivado numa pasta errada e isso só foi descoberto anteontem.

O Ministério Público da Suíça havia pedido que Grandis fizesse buscas na casa de Zaniboni porque ele é acusado de receber US$ 836 mil (equivalentes a R$ 1,84 milhão) da Alstom na Suíça.


No Ministério Público Federal, pau que dá em Francisco não dá em Chirico.

Não é isso, Gurgel ?

Bem que o corajoso Juiz De Sanctis, da Satiagraha e da Castelo de Areia – por falar nisso, quando é que o presidente Barbosa vai legitimá-las ? – desconfiava da lerdeza do de Grandis nos desdobramentos da Satiagraha …

Clique aqui para ver o vídeo que a Globo Overseas censura e liga o Gilmar Dantas (**) ao próprio Dantas.

O de Grandis pode ter guardado o pedido da Suíça na mesma pasta em que o Eros Grau guardou os documentos que o De Santis e o delegado Protógenes apreenderam na parede falsa do imaculado banqueiro…

Ter acesso a essa pasta vale ouro, amigo navegante !

O Conversa Afiada já tinha percebido certas inclinações do Procurador Federal de Grandis.
Esse de Grandis vai longe …


Em tempo: a Dilma foi Republicana. O Janot será ? Clique aqui para ler “O Ministério Público é o DOI-CODI da Democracia”.

Em tempo2: o Conselho Nacional do Ministério Público não poderia fazer umas perguntinhas sobre as distrações do ínclito Procurador de Grandis ? Estranho, não, amigo navegante ? Guardar na pasta errada … Tem cheiro de grampo sem áudio, não ?


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Clique aqui para ver como notável colonista da Globo Overseas Investment BV se referiu a Ele. E aqui para ver como outra notável colonista da GloboNews e da CBN se referia a Ele. O Ataulfo Merval de Paiva (***) preferiu inovar. Cansado do antigo apelido, o imortal colonista decidiu chamá-lo de Gilmar Mentes. Esse Ataulfo é um jenio. O Luiz Fucks que o diga
.

(***) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia. E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.

 
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/10/26/alstom-mpf-sp-tira-cerra-da-forca/

MÍRIAM LEITÃO NÃO GOSTOU DA REAÇÃO DO GOVERNO E SAI EM DEFESA DO FMI - ECONOMIA/POLÍTICA/BRASIL




 
A jornalista Míriam Leitão não gostou da resposta que o governo brasileiro deu ao FMI. Os ministros Guido Mantega e Gilberto Carvalho, contestaram o relatório do FUNDO, e a própria presidente Dilma Rousseff rebateu a versão de que o Brasil não tem uma política fiscal séria e comprometida com o controle das contas públicas. 
 
A presidente Dilma foi mais longe ainda, e durante cerimônia em São Paulo, onde ao lado do governador Geraldo Alckmin, liberou verbas federais e mais linhas de financiamento via BNDES para PROJETOS DE MOBILIDADE URBANA (com juros e prazos bastante favoráveis), afirmou que no passado, o FMI vetou tais empréstimos, e que hoje, se o Brasil não tivesse pago sua dívida e se liberto desse JUGO, vetaria novamente, continuando a impedir que o Brasil investisse em METRÔ e outros tipos de transporte de massa.
"FOI BOM PARA NÓS (PAGAR A DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA) NÃO FOI GOVERNADOR ? - Perguntou em tom irônico a presidente, enquanto olhava para o governador TUCANO.

Míriam Leitão acha que o Brasil deveria ouvir os "conselhos" do FUNDO. Vale dizer que, os países que ouviram e seguiram tais "conselhos", estão hoje no FUNDO DO POÇO.

 
http://007bondeblog.blogspot.com.br/2013/10/miriam-leitao-nao-gostou-da-reacao-do.html

À espera de um milagre



Quadrilhas de pastores ladrões, dívidas milionárias com as tevês, administração amadora e investimentos equivocados na construção de grandiosos templos. O que está por trás da crise financeira da Mundial, uma das mais poderosas igrejas evangélicas do País

Chorar durante a pregação é um dos traços mais marcantes da performance de Valdemiro Santiago de Oliveira, o todo-poderoso da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), no púlpito. Criticado por abusar dessa prática, o autointitulado apóstolo tem motivos mais terrenos para derramar suas lágrimas atualmente. O império neopentecostal construído por esse mineiro de 49 anos, nascido em Cisneiros, distrito de Palma, a 400 quilômetros de Belo Horizonte, vive a maior crise da sua história. O mais recente indício de que a IMPD está fragilizada foi a decisão do Grupo Bandeirantes de encerrar, na semana passada, a parceria que mantinha com Valdemiro, que alugava quase a totalidade da grade da programação do Canal 21 e ocupava cerca de quatro horas diárias nas madrugadas da Band. Motivo do fim do acordo: atrasos no pagamento.
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PASTOR
Valdemiro Santiago criou um império religioso, viu seu rebanho se
expandir por cerca de cinco mil templos e, agora, tenta colocar a
casa em ordem ao ver sua igreja sangrar em milhões de reais
 Valdemiro até que tentou impedir o fato. De microfone em punho, o comedor de angu que cuidava de marrecos na roça antes de se converter evangélico usou toda a sua empatia com o povão. No início do mês, pôs o rosto no vídeo, caprichou na voz chorosa e iniciou uma campanha conclamando seus fiéis a ajudá-lo a arrecadar R$ 21 milhões para honrar compromissos com o aluguel de horários na mídia. A Mundial já devia R$ 8 milhões ao Grupo Bandeirantes referentes a setembro. No fim deste mês, outro boleto a vencer: R$ 13 milhões. A emissora paulista não confirma oficialmente, mas a Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo, concorrente direta da Mundial, teria entrado na disputa por esses horários e conseguido vencer a briga sobre a maior concorrente na disputa por almas. “Pegaram a gente em um momento de fraqueza”, diz uma liderança da IMPD. “Gastamos R$ 300 milhões com templos ultimamente e vivemos um tempo de estruturação e amadurecimento.”
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PODER
Diante da crise, Valdemiro nomeou Jorge Pinheiro (acima), marido da irmã
de sua esposa, para gerir o setor financeiro e administrativo da IMPD no
lugar do bispo Josivaldo (abaixo), transferido para Lisboa
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"Cerca de 30% dos recursos que arrecadamos são desviados
por bispos e pastores. Por mês, R$ 30 milhões saem pelo ralo"
,
afirma um alto dirigente da IMPD do Rio de Janeiro
Quisera Valdemiro Santiago, porém, que seus problemas fossem revezes restritos apenas ao campo administrativo da sua igreja. Em São Paulo, o líder evangélico é alvo de uma investigação do Ministério Público estadual e da Polícia Civil. Desde janeiro de 2013, diligências feitas pelo Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec) e pela Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Fazenda, da Polícia Civil, apuram um suposto crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, direitos ou valores. O dono da Mundial virou alvo das autoridades quando elas descobriram que a Fazenda Santo Antonio do Itiquira, localizada em Santo Antônio do Leverger (MT), um conglomerado de 10.174 hectares de terras ocupado por milhares de cabeças de gado, foi comprado por R$ 29 milhões à vista pela empresa W. S. Music, cujos representantes são o apóstolo e sua mulher, a bispa Franciléia. O caso, que pode configurar uso do dinheiro de fiéis para enriquecimento pessoal, corre em sigilo.
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A Mundial, fundada em 1998 – antes dela, Valdemiro fora pastor na Igreja Universal por 18 anos (leia quadro) –, viveu um avanço muito grande em um curto espaço de tempo. De 500 templos em 2009, hoje a denominação computa mais de cinco mil unidades, segundo seus membros. Acontece que a vida de uma igreja não se resume ao púlpito ou aos cultos. Administrativa e financeiramente falando, a IMPD não evoluiu. “Cerca de 30% dos recursos que arrecadamos são desviados. Por mês, R$ 30 milhões saem pelo ralo”, afirma um alto dirigente da denominação, lotado no Rio de Janeiro. De acordo com ele, a devoção em torno dos cultos, espécie de pronto-socorro espiritual, onde fiéis garantem ter alcançado a cura divina para alguma enfermidade graças à intercessão de Valdemiro, trouxe notoriedade à igreja e atraiu quadrilhas de pastores que se infiltraram em seus templos para se apropriar das doações. “Há dois anos e meio, por exemplo, o Valdemiro descobriu uma dessas quadrilhas no ABC paulista liderada pelo bispo e por seus auxiliares e os expulsou.”
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PREGAÇÃO
Com fama de milagreiro, Valdemiro fez fama ao se aproximar
dos mais humildes. Abaixo, sua esposa, a bispa Franciléia
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Esse mesmo dirigente lembra do dia em que, ao manobrar seu carro na saída de um culto, uma fiel bateu no vidro para alertar que pessoas traíam a confiança do líder evangélico: “Pastor, está vendo esse carnê da Mundial? A conta corrente aqui escrita não é a da igreja. Estão distribuindo carnês falsos para o povo pagar! Avisa o apóstolo, por favor!” Ou seja, o dinheiro estava sendo desviado num esquema paralelo ao de Valdemiro. Professor da pós-graduação de Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ricardo Bitun se deparou com essa prática ao ir a campo para a confecção de sua tese de doutorado. Intitulado “Igreja Mundial do Poder de Deus: Continuidades e Descontinuidades no Neopentecostalismo Brasileiro”, o estudo defende que Valdemiro foi o único dissidente da Universal que conseguiu alcançar sucesso. E assim o fez graças, principalmente, à remasterização da cura divina, uma prática bastante difundida no Brasil nos anos 1970. “Um bispo me contou que havia pastores infiltrados em igrejas e até mesmo bispos cobrando propinas de pastores”, diz Bitun.
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SUSPEITA
Uso do dinheiro de fiéis para enriquecimento pessoal, como a compra de uma
fazenda de R$ 29 milhões (à esq., o documento  de compra em seu nome),
é investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo
 Valdemiro é um líder religioso onipresente no altar e nos programas televisivos e demorou a perceber que estava sendo traído por pessoas muito próximas a ele – e do alto escalão da igreja. Havia um grupo próximo a Josivaldo Batista de Souza, que era considerado o número 2 da Mundial, agindo como lobos em pele de cordeiro. “Ele se deu conta de que o problema advinha da concentração de poder em torno dessa turma”, diz um membro da hierarquia paulista da Mundial. “Era gente pedindo avião para fazer não sei o quê, para ter programa na televisão não sei onde, para abrir igreja em um grotão aí...” Segundo esse integrante da IMPD, Valdemiro cometeu erros próprios de líderes que sobem muito e rapidamente. “Ele se cercou de um estafe pequeno que blindava o acesso a ele. E, assim, passou a ouvir pouco outras opiniões. Precisa amadurecer.”
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FLAGRA
Membros da Mundial chegaram a clonar carnês para desviar
o dinheiro que era arrecadado dos fiéis nos cultos
Diante das dívidas, dos calotes e das traições, o líder da IMPD está tentando conter a sangria da sua igreja do jeito que pode. Transferiu para Lisboa o pastor Josivaldo, um ex-membro da Universal que o acompanha desde o começo dos trabalhos da denominação em Pernambuco, segundo Estado onde ele fincou sua bandeira. Para substituir Josivaldo, que era responsável pela gestão administrativa e financeira e cuidava do dia a dia da Mundial, além dos bispos e pastores, Valdemiro achou por bem recorrer a um familiar. Empossou o bispo Jorge Pinheiro, marido da irmã da sua esposa Franciléia. Para tentar se reequilibrar financeiramente, conta um bispo paulista, ele decidiu se desfazer de duas Cidades Mundiais, como são chamados os megatemplos da IMPD, em São Paulo e no Paraná. Elas se encontram fechadas pelos órgãos públicos locais, após pouco tempo de funcionamento, por não preencherem requisitos para receber o público. Um claro erro de avaliação que onerou a igreja. “A Cidade Mundial paulista está fechada desde fevereiro de 2012. Mas Valdemiro, todo mês, tem de pagar R$ 5 milhões das parcelas da compra dela”, diz o bispo. Missionário da IMPD, o deputado estadual Rodrigo Moraes (PSC-SP), que foi designado pela igreja para fazer “a coisa caminhar” junto aos órgãos públicos, segue na sua empreitada. “Não recebi o comando de parar o trabalho ainda. Mas a vontade do apóstolo é que fala mais alto”, afirma. Templos pequenos e mal localizados, que não condiziam com a orientação de Valdemiro, também deixaram de ser usados. “Cerca de 15% deles tiveram de ser fechados ou reestruturados”, diz uma liderança da igreja. Pode ser uma saída para que a fama de caloteiro não suplante a de apóstolo milagreiro.
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NA JUSTIÇA
Faz três meses que a Mundial não paga o aluguel do imóvel (acima),
localizado em Pirituba (SP): ação de despejo e cobrança de R$ 34 mil.
À esq., Cidade Mundial em São Paulo, que será fechada
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Não são poucos os templos ocupados pela IMPD que têm problemas com aluguel atrasado ou ações de despejo em curso na Justiça. Em Pirituba, por exemplo, bairro da capital paulista, o proprietário impetrou na justiça uma ação de despejo contra a igreja por não receber o aluguel de seu imóvel desde julho. E cobra, ainda, o pagamento de R$ 34.538,64. De acordo com um de seus representantes legais, essa é terceira vez que a justiça é acionada desde 2010, quando o local passou a ser ocupado pela Mundial. “Não entendo a falta de organização da igreja. Não acredito que ela não tenha caixa para pagar o aluguel”, diz ele, que prefere não se identificar. “Esses problemas diminuíram 70% nos últimos tempos”, garante Dênis Munhoz, advogado da Mundial. À frente também do cargo de vice-presidente da Mundial, Munhoz refuta a ideia de a denominação viver uma crise, argumentando que a IMPD é a evangélica que mais cresce no Brasil. Sobre as quadrilhas de pastores, afirma: “Se existe esse problema, a igreja sempre tomou as providências rapidamente.” Prefere, no entanto, não comentar a perda dos espaços no Canal 21 e na Band. Quem falou sobre o assunto foi o presidente da IMPD, o deputado federal José Olímpio (PP-SP). “Estamos pagando muitas prestações, os valores de aluguéis aumentaram, temos muitas obras em andamento e acabou atrasando alguma coisa. Aí, deixa de pagar um mês e vira um problema para a mensalidade seguinte”, diz.
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Para se ver livre de mais problemas, Valdemiro, que, procurado por ISTOÉ, não se manifestou, entregou os horários que possuía na Rede TV! e na CNT. Deixou também de alugar espaço em dezenas de retransmissoras de diferentes estados e recuou no projeto de ocupar a programação de tevês da Argentina, Colômbia e do México. “Muitas vezes, é melhor dar um passo atrás para, depois, dar um maior à frente”, diz o alto dirigente da Mundial do Rio. “Valdemiro me disse que estava, inclusive, vendendo a sua fazenda no Mato Grosso.” Essa informação não foi confirmada pelo presidente nem pelo vice-presidente da IMPD. Mas, na atual situação, receber R$ 33 milhões, valor estimado da Fazenda Santo Antonio do Itiquira, seria como um milagre para o líder evangélico.

Rodrigo Cardoso
No IstoÉ

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Tucano gasta 11 salários mínimos em uma refeição e com dinheiro público



O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) apresentou uma conta de restaurante recorde para ser paga pelo Senado com dinheiro público. O valor foi de R$ 7.567,60 gastos em uma refeição na churrascaria Porcão, uma das mais caras de Brasília. A conta ultrapassa o valor de onze salários mínimos.

O gasto torna-se mais gritante pelo contraste com o discurso de seu colega de Senado por Minas, Aécio Neves, falando em cortar gastos públicos. Os gurus econômicos tucanos falam até em gerar desemprego com os cortes, o que eles chamam de "choque de gestão". Também contrasta com as críticas tucanas ao programa Bolsa Família, com o agravante de a Paraíba ser um dos Estados onde este programa tem mais impacto na superação da pobreza dos cidadãos de baixa renda.

Ah! O valor também equivale a uma tonelada do feijão da propaganda partidária do PSDB na TV veiculada recentemente. Na propaganda, querendo inflar a inflação, mostrou uma simpática paraibana dizendo que o quilo do feijão custava R$ 7,00 em Campina Grande (na verdade, nas prateleiras do varejo na cidade o produto era encontrado por pouco mais de R$ 2,00 até pouco mais de R$ 4,00, dependendo do estabelecimento).

O almoço de R$ 7,5 mil aparece no portal da Transparência do Senado, como é exigido por lei, e foi noticiado pelo jornal "O Estado de São Paulo". Ao jornal, a assessoria de Cássio Cunha Lima procurou justificar como motivo o banquete ter sido no dia de uma homenagem no Senado ao seu pai, Ronaldo Cunha Lima, já falecido. Para a homenagem vieram à Brasília parentes e pessoas próximas. Resta saber se o distinto público, sobretudo os cidadãos paraibanos, concordam com tais festanças serem feitas com dinheiro público e neste montante.

Outro recorde de gastos com estas verbas indenizatórias é do senador Aécio Neves (PSDB-MG) com aluguéis de escritório político em Belo Horizonte. Em agosto de 2013, o Senado pagou R$ 8.831,11 pelo aluguel, mais R$ 3.564,41 pelo condomínio e R$ 719,69 pelo IPTU, totalizando R$ 13.115,21.

No mesmo escritório, o senador ainda gasta com o dinheiro público do Senado R$ 243,89 para acesso à internet, quando encontra-se no mercado planos que atendem perfeitamente as necessidades por menos de R$ 80,00 em Belo Horizonte, o que dá mau exemplo pela displicência com o dinheiro público.

Assim, o tal "choque de gestão" tucano vira uma versão do popular "faça o que eu digo, não o que eu faço".

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/10/tucano-gasta-11-salarios-minimos-em-uma.html

Ibope mostra Dilma com 41%, Aécio, com 14% e Campos com 10%


Em todos os cenários pesquisados, atual presidente venceria no 1º turno.
Nas simulações de segundo turno, ela também superaria todos os rivais.

Do G1, em Brasília
Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (24) indica que a presidente Dilma Rousseff tem 41% das intenções de voto e venceria no primeiro turno se a eleição de 2014 fosse hoje e os adversários fossem o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), no cenário que atualmente seria o mais provável.
Nessa hipótese, Aécio soma 14% das intenções de voto e Campos, 10%. As opções por voto nulo ou branco acumulam 22% e outros 13% disseram que não sabem em quem votar ou não responderam.


O Ibope ouviu 2.002 eleitores entre as últimas quinta (17) e quarta (23) em 143 municípios. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que a intenção de voto em Dilma (41%), por exemplo, pode variar na faixa entre 39% e 43%.

Outros cenários

Em todos os demais cenários, Dilma também venceria no primeiro turno.
No cenário no qual o candidato do PSB seria a ex-senadora Marina Silva, em vez do governador Eduardo Campos, o resultado seria o seguinte:
- Dilma Rousseff: 39%
- Marina Silva: 21%
- Aécio Neves: 13%
- Brancos/nulos: 16%
- Não sabe/não respondeu: 11%

No cenário em que o candidato do PSDB é o ex-governador de São Paulo José Serra e o do PSB, Eduardo Campos:
- Dilma Rousseff: 40%
- José Serra: 18%
- Eduardo Campos: 10%
- Brancos/nulos: 19%
- Não sabe/não respondeu: 12%

Com Marina como candidata do PSB e Serra como candidato do PSDB, o Ibope apurou o seguinte resultado:
 - Dilma Rousseff: 39%
- Marina Silva: 21%
- José Serra: 16%
- Brancos/nulos: 15%
- Não sabe/não respondeu: 10%

Segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Dilma venceria todos os demais adversários. Veja abaixo:
- Dilma Rousseff: 47%
- Aécio Neves: 19%
- Branco/nulo: 22%
- Não sabe/não respondeu: 11%

- Dilma Rousseff: 42%
- Marina Silva: 29%
- Branco/nulo: 18%
- Não sabe/não respondeu: 11%

- Dilma Rousseff: 45%
- Eduardo Campos: 18%
- Branco/nulo: 24%
- Não sabe/não respondeu: 14%

- Dilma Rousseff: 44%
- José Serra: 23%
- Branco/nulo: 20%
- Não sabe/não respondeu: 13%

Espontânea

Confira abaixo o resultado na parte da pesquisa em que o Ibope apurou a intenção de voto espontânea, na qual o pesquisador simplesmente pergunta em quem o eleitor votaria se a eleição fosse hoje, sem apresentar uma lista de candidatos:
- Dilma Rousseff: 21%
- Lula: 7%
- Marina Silva: 6%
- Aécio Neves: 5%
- José Serra: 4%
- Eduardo Campos: 2%
- Outros com menos de 1%: 1%
- Branco/nulo: 13%
- Não sabe/não respondeu: 40%

Rejeição

A taxa de rejeição (percentual de eleitores que disse que não votaria no candidato de jeito nenhum) está distribuída da seguinte maneira, segundo o Ibope:
- José Serra: 47%
- Aécio Neves: 40%
- Eduardo Campos: 39%
- Dilma Rousseff: 38%
- Marina Silva: 31%

Pesquisa anterior

Em pesquisa Ibope anterior, divulgada em 26 de setembro pelo jornal "O Estado de S. Paulo", Dilma aparecia com 38%. Mas, naquela ocasião, a ex-senadora Marina Silva ainda não havia se filiado ao PSB de Campos – ela cogitava concorrer pela Rede Sustentabilidade, partido cujo registro foi negado no início deste mês pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Naquela pesquisa, Marina tinha 16%, Aécio, 11%, e Campos, 4%.

http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2013/10/ibope-mostra-dilma-com-41-aecio-com-14-e-campos-com-10.html

terça-feira, 22 de outubro de 2013

“Trensalão” tucano atropela a Veja

Por Altamiro Borges

A revista Veja resistiu ao máximo a tratar do propinoduto tucano em São Paulo. Mas na edição desta semana, finalmente, ela citou o escândalo, que envolve chefões do PSDB e poderosas multinacionais, como a Siemens e Alstom. É certo que ele não deu capa e nem destilou o seu costumeiro veneno. Ela até tentou justificar o seu atraso na denúncia. Na prática, porém, a Veja confessou que foi atropelada pelo “trensalão” tucano.

No artigo assinado por Alana Rizzo, intitulado “Corrupção em São Paulo: PF mostra a trilha do dinheiro”, a revista reconhece que os “documentos da Polícia Federal revelam enriquecimento inexplicável de servidores suspeitos de envolvimento no esquema que envolvia a Siemens”. A seletiva revista argumenta, de forma cínica e risível, que demorou a se manifestar sobre o escândalo porque não existiam provas concretas.

“Nunca saiu da fase genérica a acusação de formação de cartel de companhias estrangeiras fornecedoras de equipamentos para governos de São Paulo comandados desde 1995 pelo PSDB”. Agora, porém, afirma a “responsável” Veja, surgiram provas concretas de “que houve combinação de preços entre as empresas de modo a encarecer a conta para os cofres do estado”. 

“Investigação da PF sobre a atuação da multinacional francesa Alstom, uma das parceiras da Siemens no arranjo, descobriu evidências, mesmo que indiretas, do pagamento de propina a servidores. Isso coloca o caso num estágio superior ao que estava antes... Os relatórios de inteligência e laudos da evolução patrimonial de funcionários do governo paulista aos quais Veja teve acesso revelaram que ao menos quinze investigados, que ocuparam cargos nas áreas de transporte e energia, tiveram movimentações financeiras incompatíveis com seus rendimentos”.

A revista tenta jogar a culpa pelo desvio do dinheiro público em servidores do governo paulista. Mas é obrigada a citar os chefões tucanos. “Na semana passada, foi revelado que João Roberto Zaniboni, ex-diretor de operações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), recebeu 836.000 dólares em uma conta em um banco suíço. Zaniboni esteve em todos os governos tucanos de São Paulo, de Mário Covas a José Serra, passando por Alckmin”.

Com a tímida reportagem, o “trensalão” acaba de atropelar um dos últimos bastiões do tucanato paulista. Só falta agora a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de desvio de recursos públicos e de propina para figurões do PSDB – e, tudo indica, para a montagem de caixa-2 de campanha da legenda. Será que agora vai? A conferir!

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/10/trensalao-tucano-atropela-veja.html

Suíça envia ao Brasil provas do propinão tucano



Cópia de ordem bancária que a Suíça enviou ao Brasil há um mês comprova a transferência de US$ 103,5 mil para a conta Milmar, alojada no Credit Suisse de Zurique e de titularidade do ex-diretor de operações e manutenção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), engenheiro João Roberto Zaniboni. O depósito em favor do executivo foi realizado em 27 de abril de 2000 - quando ele exercia o cargo na estatal paulista -, por orientação da Gantown Consulting S.A.
Offshore sediada em Montevidéu, Uruguai, a Gantown é controlada pelo lobista Arthur Gomes Teixeira, apontado pelo Ministério Público como pagador de propinas da multinacional francesa Alstom, dentro do esquema de propina dos trens suspeito de atuar nos governos do PSDB  no Estado de São Paulo.
A investigação revela que a Gantown era titular da conta Rockhouse, na mesma instituição financeira em Zurique que abrigava a conta 180636-Milmar. O documento bancário agora encartado nas investigações do Ministério Público no Brasil é um manuscrito por meio do qual a offshore solicita transferência daquele valor.
A prova põe em xeque a versão de Zaniboni que, em depoimento à força-tarefa do Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, afirmou ter realizado serviços de consultoria para Teixeira antes de assumir o cargo de diretor de manutenção da CPTM. Ele ocupou o posto durante parte dos governos do PSDB de Mário Covas e Geraldo Alckmin. Zaniboni disse que "não tem cópia" do contrato com Teixeira. Questionado sobre outras consultorias que teria feito, ele disse que trabalhou apenas para o lobista da Alstom.
A Milmar recebeu depósitos que somaram US$ 836 mil, entre 1999 e 2002. Outra parte desse valor foi remetida para Zaniboni por ordem de outra offshore, a GHT Consulting S/A, também controlada por Teixeira. Todos os ativos migraram em 2007 para a conta de uma filha de Zaniboni, em Nova York.
A Suíça abriu investigação de polícia criminal e analisou as movimentações financeiras das offshores e de Zaniboni. "As análises de fluxos revelaram que fundos foram transferidos a João Roberto Zaniboni", descreve relatório do Ministério Público da Confederação (MPC) suíça. "Este cidadão era, naquela altura, manifestamente diretor no âmbito da CPTM."
Ao examinar o ingresso de valores na conta de Zaniboni, a Suíça ressaltou: "Há uma forte suspeita de que esses pagamentos foram efetuados em relação com a atribuição de contratos relativos a projetos de transporte pela CPTM à Alstom." Com informações são do Estadão.
 
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/10/suica-envia-ao-brasil-provas-do.html

Obrigado José Chirico, PSDB, PPS, DEMos!



http://contextolivre.blogspot.com.br/2013/10/obrigado-jose-chirico-psdb-pps-demos.html

O besteirol de esquerda e direita contra o leilão de Libra




A grande maioria dos brasileiros que se informaram – ou que tentaram se informar – sobre o recente leilão do campo petrolífero de Libra terminou mais desinformada do que estava antes de empreender  tentativa de obter subsídio para formar a própria opinião. Essa maioria ficou perdida entre tantas alegações peremptórias e complexas de parte a parte.

Que tal, então, simplificar?

Antes, lembremo-nos de um fator positivo que protege esse debate contra má-fé: a maioria tenta, de fato, entender se foi bom ou ruim para o país leiloar – e a forma como leiloou – um dos maiores e mais promissores campos de petróleo que a humanidade já detectou no subsolo deste planeta.

A disposição das pessoas em buscar a verdade independentemente de ideologias, interesses pessoais e de meras idiossincrasias, pois, garantirá que as considerações e informações adiante sejam bem compreendidas.

Em primeiro lugar, quero explicar por que tenho dispensado as opiniões de “especialistas” fartamente titulados e que vêm, às pencas, referendando posições que condenam o leilão de Libra em uníssono, porém sob visões absolutamente excludentes entre si, ou mesmo as opiniões de “especialistas” que vêm defendendo o processo.

Esse tipo de debate sobre o leilão de Libra costuma ser improdutivo porque, apesar de tratar de um assunto que interessa a todos, é comumente tratado como privilégio de “iluminados” que deteriam o grande saber que pairaria acima do suposto “não-saber” dos “leigos”.

Desse modo, há “especialistas” para todos os gostos, de todos os tamanhos, formas, sotaques, idiomas, ideologias, preferências políticas, classes sociais e profissionais etc., etc., etc.

Essas opiniões “´técnicas”, porém, acabam sendo usadas em detrimento das opiniões pouco ou nada abalizadas (oficialmente) daqueles que, ao fim e ao cabo, são os que acabam suportando consequências como a de o Brasil explorar ou não – ou de como irá explorar – toda essa riqueza descoberta pela Petrobrás em 2007.

Proponho, portanto, que nós, mortais comuns, desafiemos nossa dita “falta de qualificação para debater” e discorramos sobre o caso, pois o que arde, ao fim disso tudo, é o nosso…

Vejamos, pois, um exemplo sobre opiniões de especialistas. Os jornalistas Paulo Henrique Amorim e Luiz Carlos Azenha publicaram em seus blogs ótimas entrevistas que cada um fez com nomes de peso em termos de credenciais para opinar sobre o leilão de Libra. Entrevistaram, respectivamente, Haroldo Lima, diretor da Agência Nacional de Petróleo durante o governo Lula, e Ildo Sauer, Diretor Executivo da Petrobrás entre 2003 e 2007.

Resumo da ópera: um especialista é favorável ao leilão de Libra da forma como ocorreu, e o outro, é visceralmente contra. Para o cidadão comum, é um dilema. Esses especialistas têm currículos fartos e um diz o oposto do que disse o outro. Em qual deles acreditar?

A fórmula que este blog sempre propõe para o mortal comum entender questões técnicas como essa do leilão de Libra, portanto, costuma ser ouvir menos sabichões e usar mais a lógica, ao menos quando ela se faz visível e, mais do que isso, quando não permite ser ignorada. Como agora.

No caso do leilão de Libra, é assim. Há uma lógica a apoiá-lo tal como transcorreu.

Ao contrário do que dizem os críticos do leilão pela esquerda – um grupo ligado ao PSOL, ao PSTU, ao PCO, a sindicatos ligados a esses partidos e ao senador peemedebista do Paraná, Roberto Requião –, a mídia não ficou a favor do formato do governo Dilma para o pré-sal coisa nenhuma

Os principais jornais do “day after” do leilão comprovam isso já nas suas nada simpáticas primeiras páginas – qualquer dúvida, confira a imagem que encima este post.

Para poupar o leitor de muitos detalhes, a mídia, claro, apoia que os leilões do pré-sal sejam feitos – seguidora que é do American Way, que não joga petróleo pela janela nem o deixa debaixo do chão dos outros –, mas queria que fossem feitos sob o regime da era Fernando Henrique Cardoso, sob o regime de concessão. E atribui a falta de ágio ao “estatismo” do governo Dilma…

Matéria do Jornal Nacional de segunda-feira sobre o leilão explica a diferença dos regimes de participação privada ou de governos estrangeiros usados pelos governos do PSDB e do PT. Com isso, essa matéria desmonta a tentativa do PSDB de qualificar como “privatização” o consórcio formado com empresas privadas anglo-holandesa e francesa e com empresas estatais chinesas.
Abaixo, trecho da matéria.
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Edição de 21 de outubro de 2013
“(…) Até hoje, o petróleo brasileiro era explorado por meio de concessões. Agora, passa a existir também o regime de partilha, que vale para o campo de Libra e para as outras áreas do pré-sal que ainda serão licitadas.
Nos contratos de concessão, o governo recebe por meio de impostos. Na partilha, o vencedor do leilão paga ao governo diretamente com petróleo. Na concessão, todas as empresas podem operar as plataformas. No novo regime, a operação tem de ser feita exclusivamente pela Petrobrás. Em contratos de concessão, as empresas têm liberdade para tomar todas as decisões. Na partilha, uma nova estatal, a PPSA, tem poder de veto sobre todas as decisões.
As mudanças receberam críticas. “Isso pode ter inibido talvez a participação de algumas empresas em função dessas incertezas e também da capacidade de você ser só o investidor e não tem garantia do que se pode influenciar até os seus investimentos, para onde eles podem ser direcionados”, diz João Carlos de Luca, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (…)”.
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Ora, bolas, mas isso é exatamente o oposto do que diz a oposição demo-tucana, do que dizem o PSOL, o PSTU, o PCO e o senador Requião. Eles dizem que Dilma “privatizou” Libra e que favoreceu os interesses privados. A mídia, porém, diz que o modelo é “estatizante”.
A mesma mídia também criticou a falta de ágio e registrou o “baixo interesse” das grandes do setor de petróleo pelo campo de Libra devido ao “intervencionismo”, ao passo que os críticos pela esquerda reclamam justamente do contrário, de falta de intervencionismo e de grande favorecimento dos interesses estrangeiros, que, repito, a mídia diz que se desinteressaram pelo investimento (!?).
Na Folha, por exemplo, cheguei a ler a colunista Eliane Cantanhêde dizendo que a Petrobrás “decaiu” na era Lula em termos comerciais, financeiros e de imagem. Sim, a mesma Petrobrás que, fugindo da era FHC – quando a plataforma P36 afundou juntamente com a imagem da empresa –, descobriu a que talvez seja a maior reserva de petróleo do mundo e que, em alguns anos, fará o Brasil pular de 13º para 4º maior produtor de petróleo do mundo, ingressando, assim, no seleto grupo de países exportadores de petróleo…
Quanto “decresceu” a Petrobrás durante a era Lula, não?
A mesma mídia e a oposição ao leilão de Libra pela direita (PSDB à frente) contradizem a oposição pela esquerda (PSOL, PSTU, PCO e Requião) quando tratam do endividamento da Petrobrás, que tornaria, inclusive, pesado – e, talvez, insuportável – para a empresa investir cerca de 40% de tudo o que será investido em Libra. Isso porque estaria “muito endividada”.
A gritaria esquerdista, quando não pede para simplesmente deixarmos o petróleo embaixo da camada de sal do Atlântico, afirma que a Petrobrás tem, sim, condições de deter 100% da exploração de Libra.
Nem uma coisa, nem outra. Sim, a Petrobrás está endividada e, por isso, não tem condições de explorar sozinha o campo de Libra, até porque, se o fizesse, faltariam recursos para explorar outras áreas do pré-sal. Isso porque a empresa investiu pesadamente para localizar o tesouro que paga toda a sua dívida e ainda deixa um lucro dez vezes maior do que o investimento.
A verdade sobre Libra, portanto, é uma só: o que afastou boa parte dos grandes tubarões internacionais foi justamente o forte peso do Estado – ou seja, do interesse público – no negócio, reduzindo assim a concorrência àqueles tubarões menores para os quais vale a pena aceitar lucros menos abusivos.
Note-se que, se o governo do Brasil estivesse hoje nas mãos do PSDB, Libra teria sido leiloado sob o regime de concessão, como declarou o pré-candidato a presidente tucano Aécio Neves em nota oficial divulgada na segunda-feira. Abaixo, o texto.
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O resultado do leilão do pré-sal realizado nesta tarde traz boas e más notícias. A boa é o reconhecimento, ainda que tardio e envergonhado por parte do governo, da importância do investimento privado para o desenvolvimento do país. A má é que o atraso na realização do leilão e as contradições do governo vêm minando a confiança de muitos investidores e, no caso da Petrobras, geraram uma perda imperdoável e irrecuperável para um patrimônio construído por gerações de brasileiros. Nos últimos seis anos, assistimos o valor da empresa despencar, a produção estagnar e o país gastar somas crescentes importando combustíveis, tudo por conta da resistência petista ao vitorioso modelo de concessões. Perdemos tempo, deixamos de gerar riqueza e bem-estar para os brasileiros e desperdiçamos oportunidades.

Senador Aécio Neves (MG)
Presidente nacional do PSDB
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O “vitorioso modelo de concessões” a que se refere Aécio Neves é o fracassado modelo de Fernando Henrique Cardoso e que o Jornal Nacional explicou muito bem. No modelo de partilha, além dos R$ 15 bilhões que o país lucrou logo de cara, ainda receberá mais de 40% do lucro líquido, 15% de royalties e toda a carga de impostos, beirando os 80% de participação no lucro do negócio. Pelo modelo “vitorioso” tucano, o Brasil lucraria só com impostos que as empresas privadas pagariam para explorar nossa riqueza.
É mole?
Enfim, esse besteirol politiqueiro – tanto pela esquerda quanto pela direita – esconde que o Brasil, com toda essa dinheirama que começará a jorrar ao fim do mandato do próximo presidente da República – ressaltando que, até lá, os que receberam a “doação” de Libra terão que investir sem parar e sem ganhar nada –, dará um salto impensável há alguns poucos anos.
A quantidade de dinheiro que teremos para investir no social, na Educação e na Saúde deve tornar o país muito menos desigual e muito mais próspero. Querer comparar o leilão de Libra, onde vamos lucrar tanto, com as privatizações financiadas pelo BNDES e pagas com moedas podres da era FHC, acima de tudo é doloroso. O Brasil não merece isso.

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/10/o-besteirol-de-esquerda-e-direita-contra-o-leilao-de-libra/

Pitaco do dia


A venda da Vale também foi para a educação. Mas só deu para comprar uma caixa de giz
Paulo

domingo, 20 de outubro de 2013

A pregação de violência no Facebook


Postado na página da OCC, Organização de Combate à Corrupção, no Facebook.

Denunciado, entre muitos outros, pelo Victor Javier Ventura, Gerson Carneiro e Vagner Santos, que lembraram a rapidez do Facebook para remover outros conteúdos considerados ofensivos.

Post removido posteriormente, segundo o Gerson Carneiro, que registrou:

 

http://www.viomundo.com.br/denuncias/o-debate-sobre-a-pregacao-de-violencia-no-facebook.html

Folha tenta explicar fraude e se desmoraliza ainda mais


No post anterior, relatei fraude grosseira do jornal Folha de São Paulo em matéria que pretendeu vender ao seu leitorado – composto pela fina flor de um antipetismo de classe alta que hoje se vê atucanado por falta de opções mais à direita – que o governo Dilma estaria entregando unidades residenciais do Programa Minha Casa, Minha Vida, sem água e luz.

A reportagem em questão pertence àquela categoria do jornalismo corporativo terceiro-mundista que, na eleição de 2010, tentou transformar uma bolinha de papel do tamanho de uma bolinha de pingue-pongue – atirada contra o então candidato José Serra em um comício – em um artefato de “um quilo” (segundo invenção do Jornal Nacional, formulada para ajudar o candidato do PSDB, que já caminhava para a derrota).

Exacerbar ou inventar fatos negativos contra o grupo político que comanda o país tornou-se uma verdadeira obsessão para a grande mídia. Com redações cheias de jornalistas recém-formados que praticamente trucidam uns aos outros na ânsia de acariciarem o antipetismo dos patrões, produzem-se micos como a reportagem da Folha supracitada.

A “denúncia”, publicada em destaque no alto da primeira página do jornal no último dia 16, é confusa. A matéria que a veiculou fez malabarismos para impedir o leitor de entender por que haveria gente vivendo sem água e luz em imóveis recém-entregues pelo governo federal. Assim, em uma matéria de 427 palavras, apenas 30 foram dedicadas ao que diz o título.

Eis o trecho da matéria que tenta “explicar” o título que acusa Dilma de “entregar casas sem água e luz”.
“(…) Beneficiários passam as noites a luz de velas, usam baldes com água trazida de outros locais e contam com ajuda de vizinhos que já têm água ou energia em casa (…)”.

O resto do texto contém depoimentos de meia dúzia de pessoas que viviam em barracos e que foram contempladas com casas novinhas, bem construídas e que os novos moradores poderão mobiliar e equipar com eletrodomésticos no âmbito do Minha Casa, Minha vida.

Contudo, alguns dos entrevistados criticaram a matéria da Folha, que teria distorcido suas palavras e transformado seus elogios ao programa em críticas.

Um blog baiano, de um morador da cidade de Vitória da Conquista (BA), onde o governo federal estaria entregando “casas sem água e luz”, noticiou que uma das pessoas entrevistadas pela Folha pretende processar o jornal por distorcer suas palavras sobre o Minha Casa, Minha Vida – que essa pessoa diz que elogiou – e por usar sua imagem sem autorização.

A matéria foi tão escandalosa, a fraude que a Folha praticou foi tão grosseira que, apesar de se negar a reconhecer a natureza desonesta do que publicou, sua ombudsman, Suzana Singer, teve que voltar à questão do antipetismo do jornal em que trabalha.

Os três primeiros parágrafos da crítica de Suzana são mais do que suficientes para explicar a fraude que o dito “maior jornal do país” levou para o alto de sua primeira página:
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A Folha acusou a presidente Dilma de entregar casas sem água nem luz no interior da Bahia. O jornal mostrou, na quarta-feira, que parte das moradias inauguradas em Vitória da Conquista, no programa Minha Casa Minha Vida, estavam no escuro e a seco. Os moradores usavam velas à noite e enchiam baldes nas casas dos vizinhos.
Bastava ler o “outro lado” para concluir que a acusação não fazia sentido. O Ministério das Cidades explicou que as casas foram entregues com instalações elétricas e hidráulicas e que cabia ao beneficiário do programa pedir a ligação dos serviços às empresas de distribuição do Estado.
Acontece o mesmo com quem compra um imóvel sem ajuda federal: é a pessoa que, depois de receber as chaves, aciona o fornecimento de água, luz, gás, telefone (…)”.
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Parece brincadeira, mas não é. Se você for um milionário e comprar uma cobertura recém-construída nos Jardins paulistanos, por exemplo, terá que esperar tanto quanto os pobretões do conjunto habitacional de Vitória da Conquista, na Bahia, para ter água, luz e telefone ligados.
A matéria é tão grosseiramente falsa que desmonta a si mesma. A ombudsman da Folha diz exatamente isso, mas com outras palavras:
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“(…) Os casos relatados indicavam que nem havia um problema exagerado de demora na entrega desses serviços. Apenas uma dona de casa esperava a instalação de luz havia oito dias, três a mais que o prazo dado pela companhia elétrica (…)”
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Apesar do que diz a ombudsman, colunistas e blogueiros ligados à grande mídia e ao PSDB, tais como Reinaldo Azevedo, da Veja, e Josias de Souza, da Folha/UOL, entre dezenas de outros, tentaram reforçar a insinuação de que Dilma estaria entregando casas sem ligações de água e luz que pudessem ser acionadas como em qualquer outro imóvel novo.
Não seria necessário o governo rebater a matéria se a Redação da Folha tivesse jornalistas em lugar de bajuladores que se matam entre si para agradar o patrão. O filtro jornalístico, se existisse nesse jornal, deveria ter “derrubado” a matéria, como diz a ombudsman:
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“(…) Diante das explicações dadas pelo governo e pelas concessionárias de serviços estaduais, o jornal deveria ter derrubado a reportagem. Não adianta registrar burocraticamente o ‘outro lado’, como prega o ‘Manual da Redação’, mas insistir numa acusação vazia (…)”.
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Você que vive acusando blogueiros como este que escreve de serem “pagos pelo governo”, note que Suzana Singer, ex-secretária de Redação da Folha, responsável por muitas matérias contra o PT na década passada, reproduz o diagnóstico desta e de outras páginas sobre matéria que a mesma Folha insiste em manter: tratou-se de uma “acusação vazia”.
Sim, você leu bem: a Folha insiste em manter a acusação a Dilma. Cobrada pela ombudsman, a Redação do jornal oferece uma explicação estarrecedora e que, além de má fé, exala burrice. Veja a explicação da Folha, que Suzana relata:
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“(…) A Redação não concorda: ‘a informação de que as casas foram entregues sem água nem luz é relevante por mostrar a pressa com que o governo tem organizado essas inaugurações, por motivos obviamente eleitorais. O objetivo da reportagem era mostrar isso e não culpar a presidente pela falta de água e luz’, diz a editoria Poder (…)”.
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Dissequemos, pois, essa “explicação”.
1 – Onde está a “pressa” do governo em inaugurar um dos muitos conjuntos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida que terá para entregar até o ano que vem se a água e a luz de QUALQUER imóvel têm que ser ligadas em nome do morador desse imóvel?

2 – Por que o governo entregaria imóveis novos a pessoas paupérrimas ligando antes a água e a luz, gerando contas para os novos moradores pagarem assim que entrassem? Eles teriam que pagar pelo que não consumiram, ora.

3 – Por que Dilma teria “pressa” de inaugurar qualquer coisa se estamos a um ano da eleição de 2014 e há uma imensidão de obras – inclusive do Minha Casa, Minha Vida – para inaugurar?

Ao fim, para aqueles que têm cérebro – e honestidade nesse cérebro – a fraude jornalística da Folha mostrou que o programa Minha Casa, Minha Vida é muito bom, pois tudo o que encontraram para criticar nele foi o que jamais poderia ser criticado porque existe em qualquer imóvel que alguém compre ou alugue.

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/10/folha-tenta-explicar-fraude-e-se-desmoraliza-ainda-mais/

Ministro Jorge Hage: ‘Bolsa Família é pancada na velha política do coronelismo’



Auditoria da Controladoria Geral da União realizada em 401 municípios, num universo de 11.686 residências que recebem a Bolsa Família, aponta que é necessário apertar a fiscalização contra fraudes e melhorar a gestão do programa.

“O calcanhar de Aquiles são os municípios. Faltam gestores capacitados para fiscalizar e executar a compatibilidade dos benefícios com as condicionalidades”, disse ao iG , o ministro Jorge Hage, da CGU.

“A reação da elite é compreensível: o povo pobre não depende mais do coronel local. O Bolsa Família é uma pancada na velha política do coronelismo”, cutuca Hage. “O que precisamos é aperfeiçoar os controles”, admite.

Ele afirma que os casos de recebimentos indevidos, detectados entre vereadores eleitos em 2012, representam 3% dos beneficiários e são pequenos diante da dimensão do programa.

Viva o leilão. Lula retomou a Petrobras do FHC!


E, por que bancar Libra sozinha, se a Petrobras não tem essa grana e será a única operadora e responsável por pelo menos 30% do serviço ?
 
omo se sabe, o Príncipe da Privataria abriu uma brecha no monopólio estatal da Petrobras.

Como se sabe, o Príncipe da Privataria criou a Petrobrax com a ideia de fatiá-la para vender mais fácil, como o PRI vai fazer agora com a PEMEX mexicana.

O Príncipe foi pioneiro no entreguismo latino-americano…

A brecha foi contornada pela competência da Petrobras.

E pelo Nunca Dantes.

(Com a ajuda providencial do Sergio Gabrielli, então presidente da empresa.)

Quando a Petrobras descobriu o pré-sal, Lula criou os mecanismos legais para retomar a Petrobras dos privateiros.

A começar pela troca do regime de concessão pelo regime de partilha na exploração do pré-sal: o Tesouro e o consórcio produtor dividem a produção e o risco e o Tesouro cobra impostos e royalties (agora, para financiar a Educação e a Saúde).

FHC concedeu, entregou a rapadura e só não entregou mais porque não teve tempo – e porque a Petrobras, mesmo com o buraco no monopólio, foi lá e, com competência, manteve a hegemonia na exploração.

(O Aécio lançou sua candidatura a Presidente com a revogação do sistema de partilha; o Cerra prometeu o pré-sal à Chevron; aguarda-se para breve o Dudu Campriles e a Tucarina também prometerem o pré-sal à Chevron. É inevitável, já que a retomada da Petrobras talvez seja a mais profunda das obras do Nunca Dantes.)

Os protestos contra o leilão são feitos fora de hora e fora de senso.

Fora de hora, bem entendido.

Porque numa democracia a bronca é livre e se pode protestar quando bem se entender.

Porém, os protestos teriam sido mais úteis se tivessem sido feitos quando o Congresso Nacional discutiu exaustivamente a retomada da Petrobras dos privateiros.

Lembram quando o Álvaro Dias quase monta uma CPI só para desmoralizar a Petrobras com os argumentos fornecidos do Globo Overseas ?

O Catão dos Pinhais é um incansável leitor do PiG (*).

(Clique aqui para ler “Leilão de Libra afoga a SECOM”)

É de elementar aritmética que a Petrobras sozinha não pode bancar Libra.

É muita grana.

E, por que bancar Libra sozinha, se ela será a única operadora e responsável por pelo  menos 30% do serviço ?

E se o dinheiro do pré-sal fará com que o Orçamento do Ministério da Educação seja 10% do PIB !!!

(Hoje, é de R$ 90 bi e cresce significativamente no Governo Lulilma.)

Como essa modestas reflexões, o Conversa Afiada recomenda a leitura de trecho da seção de Celso Ming, no Estadão, um dos poucos, talvez único comentarista de inclinação neoliberal que mereça ser lido nesta selva predadora que é o colonismo (**) neolibelês (***) do PiG (*); trecho de entrevista do  Ministro Mantega ao Estadão; e o Tijolaço em que o Fernando Brito saúda uma reportagem do Globo, por incrível que pareça.

Talvez porque a sangrenta oposição do Globo à Petrobras se tenha revelado um tiro no pé – a Globo Overseas tem sede em paraíso fiscal e num paraíso na Terra, o Rio, que será o centro do sistema cardio-respiratório do pré -sal.

Seus lances, senhores


É o primeiro do pré-sal, no regime de partilha. Será realizado nesta segunda-feira, no Rio, e envolverá jazida … , equivalente à metade das reservas comprovadas do País, de 15,3 bilhões de barris. Dos 11 interessados, 9 fizeram os depósitos previstos no edital, incluída aí a Petrobras que, obrigatoriamente, participará com pelo menos 30% e será a única operadora. O bônus de assinatura está fixado em R$ 15 bilhões, o equivalente a 60% da arrecadação do Imposto de Renda em 2012. Leva o leilão o consórcio que oferecer ao Tesouro o maior volume de petróleo a ser produzido, estabelecido aí o mínimo de 41,65%. Com exceção da Shell, nenhuma das megaempresas do setor se inscreveram.
O investimento pode elevar-se a R$ 500 bilhões, como avalia a consultoria IHS citada sexta-feira pelo jornal Valor Econômico. No seu nível máximo, Libra sozinha poderá trazer do subsolo 1,4 milhão de barris por dia, mais da metade da atual produção.

“Libra não terá dinheiro do tesouro”


Mas, com as dificuldades de caixa, a Petrobras terá condições de pagar pelo menos R$ 4,5 bilhões pelo bônus de assinatura do contrato?  Isso se ela não superar os 30% de participação mínima, o que vai exigir ainda mais recursos…


Claro que terá condições. A Petrobras tem caixa para isso, eu sei porque sou o presidente do conselho de administração da empresa. O caixa da Petrobras tem várias dezenas de bilhões de reais. Não vou dizer quanto porque isso é confidencial. Mas posso dizer que o caixa da Petrobras é semelhante ao de empresas do seu porte e magnitude. Ela tem caixa, e quando falta ela faz captações externas, para complementar as necessidades. Neste ano ela deve investir ao todo R$ 97 bilhões, e no primeiro semestre captou US$ 11 bilhões.


O leilão de Libra é muito criticado pela esquerda, porque ele representa a entrega do petróleo para multinacionais, e pela direita, que o considera estatizante, diante da participação obrigatória da Petrobras. Como o sr. Vê?


O leilão de Libra não é estatizante. Ele será fruto de uma parceria entre o setor publico e o privado, porque a Petrobras não tem o monopólio como tinha no passado. Ela tem 30%, pode ter até um pouco mais, e deverá se juntar a grupos privados para a exploração desse poço maravilhoso que é um dos mais rentáveis do mundo. Para nós é importante não só pelo bônus, mas porque ele vai provocar um volume de investimentos inéditos, US$ 180 bilhões em 35 anos. Nos primeiros 10 anos, R$ 80 bilhões. Vai causar um grande estímulo para a economia. Vai ter que construir navios, barcos… O Brasil vai ser um grande produtor. Tem um grande potencial que vai ser aproveitado pelos brasileiros.

Pré -sal vai geral 87 milhões de empregos


Paulo Henrique Amorim



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

(***) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.

Bolsa Família faz 10 anos e já vai de Nova York à Suíça



Edição/247 Fotos: Divulgação/MDS:
Neste domingo 20, completa exatos dez anos o maior programa social do Brasil; odiado por muitos, que o consideram assistencialista, pernicioso e, sobretudo, eleitoreiro, mas pedra de toque dos governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, o certo é que o Bolsa Família está se tornando cada vez mais imitado em todo mundo; depois de ser implantado em Nova York, com a colaboração de técnicos brasileiros, chega à Suíça nas próximas semanas, com votação marcada no congresso do país europeu famoso pela riqueza; aqui, benefícios pagos a 13,8 milhões de famílias variam de R$ 32 a R$ 306 por pessoa; lá, em versão 2.0, transferências serão de até R$ 6 mil; repita-se: R$ 6 mil!; neste 2013, investimento total do governo brasileiro é de R$ 24 bilhões; ou você acha que é gasto?

247 – O principal programa social do governo, iniciado durante a gestão do ex-presidente Lula e pedra de toque da administração Dilma Rousseff, completa 10 anos neste domingo 20 - e se globaliza. Atacado por muitos no Brasil, ele é considerado, pela ONU e ONGs internacionais um dos principais programas de combate à pobreza do mundo, tendo sido nomeado como "um esquema anti-pobreza originado na América Latina que está ganhando adeptos mundo afora" pela revista The Economist. Governos de todo mundo estão de olho", registra o Wikipédia. Para o jornal francês Le Monde, "o bolsa família amplia, sobretudo, o acesso à educação, a qual representa a melhor arma, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, contra a pobreza".

Nas próximas semanas, informa o governo da Suíça, o modelo Bolsa Família será implantado em uma pequena região do pais. Mas numa versão 2.0, com benefícios equivalentes a R$ 6 mil (abaixo). Nos Estados Unidos, Nova York foi a primeira cidade a adotar o programa, hoje atingindo cerca de 3 mil famílias, com ajuda de técnicos brasileiros.

Para a pesquisadora italiana Francesca Bastagli, da London School of Economics, o programa foi "desenhado" de forma a permitir a emancipação dos beneficiados. "O bolsa família tem uma estrutura que vai em direção contrária ao assistencialismo", acrescenta Francesca, que estuda ações de diversos países direcionadas à transferência de renda para os pobres.

No Brasil, pode-se amá-lo ou odiá-lo. Nos 10 anos de implantação do programa, sobrou pouco espaço para o meio termo da oposição. Denúncias sobre irregularidades pontuais aparecem com frequência na mídia, mas uma coisa se reconhece: ele mudou a face do Brasil, ao atingir milhões de famílias.

"O Bolsa Família acomoda a população pobre", analisou certa vez a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Para a entidade, o programa seria "só uma ajuda pessoal e familiar. É verdade que 11 milhões de famílias recebem no Nordeste e no Norte, mas isso levou a uma acomodação, a um empanzinamento".

ESTUDO INÉDITO - Mas para o governo, é mesmo a sua menina dos olhos. Em estudo inédito divulgado na terça-feira 15 em comemoração ao aniversário de uma década do programa, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômico Aplicada) revelou que a iniciativa implantada no governo Lula reduziu a extrema pobreza em 28% nos últimos dez anos, superando em 70% o patamar estabelecido pela meta do milênio da ONU.

Atualmente, o Bolsa Família atende a cerca de 13,8 milhões de famílias – quase 80 milhões de pessoas. Para a ministra Tereza Campello, o programa traz melhorias, principalmente, na redução da pobreza e na redução da desigualdade. "Nós temos dados, estatísticas robustas que comprovam os benefícios que o Bolsa Família trouxe para as famílias ao aliviar a pobreza, ao levar crianças para salas de aula, ao melhorar o desempenho escolar e a reduzir a mortalidade infantil", afirmou a ministra.

Segundo Marcelo Neri, presidente do Ipea, a cada 2% gasto com o Bolsa Família, 12,5% são transformados em benefício para a população, ou seja, o programa ajuda não só a reduzir a pobreza, mas também a estimular a economia a partir do consumo da população mais pobre. "O Bolsa Família tem um efeito multiplicador na economia, cada real que você gasta no Bolsa Família, ele faz a economia girar R$ 2,40. Ele tem um impacto sobre a pobreza, com impacto direto de 36%, ou seja, a pobreza cai de 4,9% para 3,6% com o Bolsa Família sem levar em conta os efeitos multiplicadores", afirmou.

Os dados do impacto do programa também apontam que a renda dos mais pobres cresceu em torno de quatro vezes mais rápido do que a renda dos mais ricos. O investimento pelo governo federal no Bolsa Família em 2013 é de R$ 24 bilhões, o que representa 0,46% do Produto Interno Bruto (PIB). "Ele (o Bolsa Família) gasta apenas 0,5% do PIB, então ele consegue fazer muito na pobreza e na desigualdade. Ele consegue fazer muito, gastando relativamente pouco", disse Neri.

Com informações do Ipea e do Blog do Planalto

Abaixo, notícia do portal Infomoney, parceiro_247:

Suíça votará projeto de Bolsa Família no valor de quase R$ 6.000 por pessoa
InfoMoney
http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/3011949/suica-votara-projeto-bolsa-familia-valor-quase-000-por-pessoa