sexta-feira, 29 de abril de 2011

Etanol é “utilidade pública” e ANP o controlará




Fiz uma leitura rápida da MP do Etanol, baixada agora à noite pela Presidenta Dilma.


Ela passa a considerar de utilidade pública “garantir o fornecimento de biocombustível em todo o país”. E passa a colocar os biocombustíveis – e todos os combustíveis – dentro do Sistema Nacional de Estoques de Combustíveis e o Plano Anual de Estoques Estratégicos de Combustíveis previsto numa numa dei de 1991 – a 8.176 - que dá até pena de detenção para quem agir em desconformidade com a regulação do setor.


Assim, eles ficam sujeitos ao Art. 2º da Lei 9.847, que prevê: Art. 2o Os infratores das disposições desta Lei e demais normas pertinentes ao exercício de atividades relativas à indústria do petróleo, ao abastecimento nacional de combustíveis, ao Sistema Nacional de Estoques de Combustíveis e ao Plano Anual de Estoques Estratégicos de Combustíveis ficarão sujeitos às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil e penal cabíveis.


A MP também entra de sola na ANP. Seus dirigentes, agora, vão ter de cumprir quarentena de um ano, antes de se meterem a ocupar cargos em empresas do setor de combustíveis. As reuniões que tratem de pendências entre consumidores e produtores terão de ser, obrigatoriamente, públicas.


A ANP passa a ter o direito de controlar a “produção, exploração, transporte, transferência, armazenagem, estocagem, distribuição, revenda e comercialização dos biocombustíveis”.


E dá liberdade ao governo de fixar, entre 18 e 25%, a percentagem de adição de álcool anidro à gasolina, hoje em 25% e que era, antes, redutivel a, no máximo, 20%.


É uma análise apressada, feita numa primeira leitura. Algo de importante pode ter escapado.


Mas o essencial é que, finalmente, o Governo agiu. E, ao que percebo, agiu forte e decididamente.



PSDB inclui compra de ração animal na prestação de contas



Irregularidades em despesas com alimentação e compra de ração






O diretório estadual do PSDB na Paraíba utilizou recursos do Fundo Partidário para compra de ração animal durante o ano de 2009. A irregularidade foi constatada na prestação de contas do partido.


O relator do processo, desembargador Genésio Gomes, votou pela rejeição das contas durante a sessão de ontem do Tribunal Regional Eleitoral. A juíza Niliane Meira pediu vista dos autos e o julgamento será retomado na próxima sessão.


Ao analisar as contas, foram encontradas outras irregularidades com alimentação, combustível e para pagamento de multas eleitorais. O advogado do partido diz só admitir erro no uso do fundo partidário no pagamento das multas. Sobre as despesas com ração animal, alegou que o partido tinha um cachorro que fazia a segurança da sede.


(Do PBagora)



Gasolina não subiu nem sumiu. E o álcool?




O Tijolaco postou aqui, outro dia, a nota de esclarecimento da Petrobras mostrando que o preço da gasolina, nas refinarias, não sobe um centavo faz muito tempo.


A Petrobras informou hoje que não há um só caminhão tanque que chegue às suas refinarias que não consiga se abastecer de gasolina.


Os impostos, não é o caso de discutir seu mérito agora, também não tiveram aumentos, afora o dado pela governador Rosalba Ciarlini, do DEM, que subiu de 25 para 27% o ICMS dos combustíveis.


O preço do combustível subiu por causa do álcool anidro, misturado à razão de 25% à gasolina.


Um litro deste álcool já custa o mesmo que 2,6 litros de gasolina.


E acabou a entressafra.


Ontem, o Procon de Goiás – governo do PSDB, insuspeito de radicalismos, não é – autuou postos, distribuidoras e usinas por aumentarem em 46% o preço do álcool hidratado (diferente do anidro, é o vendido em bombas) alegando “entressafra e problemas climáticos” para explicar a falta do produto. Mas, curiosamente, seus estoques estavam 15% acima dos do ano passado.


A Presidente Dilma determinou, há quase um mês, que a ANP passasse a controlar mais severamente a indústria da cana, incluindo a moagem, sua destinação para a produção de açúcar e etanol (anidro e hidratado).


Até agora, nada.


O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, reconheceu a agência Reuters que pode faltar gasolina em alguns postos por causa da escassez de etanol. “O mais difícil (em termos de abastecimento) é o etanol anidro para ser misturado à gasolina. Se houver falta de gasolina, pode ser causada por isso”.


Perguntar não ofende: o Ministério das Minas e Energia e a ANP estão esperando o quê?
A Petrobras segurar a crise no preço do petroleo é um esforço que se pode e deve exigir dela, uma empresa pública. Mas não se pode pedir que ela aguente no lombo e na imagem a crise provocada pelas usinas, que são privadas.



Dilma e Lula dão nó tático na oposição midiática




Dilma e Lula gravam juntos a propaganda partidária do PT na TV e no rádio. As inserções vão ao ar na semana que vem.


Como disse Lula, a imprensa demo-tucana ficou de "namorico" com Dilma, na vã esperança de achar que elogiando ela, estariam rebaixando Lula, e semeando discórdia.


Deu tudo errado para a oposição. A imagem de Lula continua inabalável e prestigiadíssima no Brasil e no mundo todo. E Dilma já conquistou a admiração de boa parte do eleitorado que votou em Serra influenciado por preconceito e por medo.


Agora vão ter que engolir os dois juntos, como as grandes lideranças mais influentes nas eleições de 2012, para desespero da oposição.



Agências independentes fazem o governo dependente

Meu avô, ao falar das “agências reguladoras” criadas pelo Governo FHC para controlar os serviços públicos privatizados, usava uma metáfora bem interessante:


“Olha, isso é como um menino girando uma pedra amarrada num barbante. Só que o menino é tão fraquinho e a pedra é tão pesada que, em lugar de o menino girar a pedra em volta de si, é a pedra que gira o menino”.


Esta história se aplica à perfeição para a notícia publicada hoje na Folha – só para assinantes, por enquanto – de que a Aneel concedeu a algumas distribuidoras o direito de reajustar as tarifas de energia acima, até, do que havia sido solicitado pelas empresas.

A Folha vai reclamar de quê? Não é esse o modelo perverso que defende? As tais agências não são “técnicas”? Os seus dirigentes não têm um “mandato”, do qual não tem de prestar contas ao povo? Não são “executivos” de alta competência, que entram e saem dali para as cadeiras de diretores das empresas que fiscalizam e controlam?


E o pior: quando Lula – e será o mesmo com Dilma – tomava iniciativas para interferir na “autonomia” das agências – o mesmo trololó da autonomia do Banco Central – reagia, escandalizada com “a politização” da “pureza técnica” que elas teriam, não é?


É óbvio que ninguém discute que as decisões sobre a regulação de preços e atividades das concessionárias deva ser técnica. E, convenhamos, algumas delas, como a Aneel e a Anatel, estão longe de estarem dando espetáculos em matéria de técnica.


Mas a responsabilidade sobre os serviços públicos é, em última análise, política. Os governos é que são eleitos pela população e a ela têm de prestar contas sobre os serviços públicos. Contas, inclusive, sobre o valor das contas.


E, por isso, não podem as agências reguladoras independentes de quem tem de prestar contas ao povo. Porque senão é a pedra fazendo girar o menino fraquinho.


PS. O dia será complicado, pelas razões e sentimentos que todos já sabem. Na medida do possível, meus colaboradores seguirão postando notícias relevantes.


Agradeço todo o carinho que minha família tem recebido e conto com a compreensão dos leitores.



Após mobilização, superintendente da TV Sergipe é demitido

18/04/11


A mobilização dos radialistas e jornalistas da TV Sergipe – afiliada à Rede Globo no Estado – rendeu mais uma boa notícia aos funcionários da empresa. Na sexta-feira (15) foi anunciada a demissão do superintendente da TV, Paulo Roberto Siqueira. A saída do diretor era uma das principais reivindicações dos trabalhadores, que em 4 de abril realizaram uma manifestação que obrigou a direção do canal 4 a trocar sua programação.


O diretor foi indicado pela direção nacional da Rede Globo e estava trabalhando na empresa há 11 meses. Sua gestão foi marcada por corte de direitos aos trabalhadores, demissões e falta de respeito com os sindicatos. Para o presidente do Sindicato dos Radialistas de Sergipe, Fernando Cabral, foi uma grande conquista conseguir a demissão de um funcionário indicado pela Rede Globo. “Foi uma vitória total dos trabalhadores. Que não venha outro carrasco”, pede Cabral.


Além da demissão do diretor, os trabalhadores da TV já haviam conseguido outras conquistas, frutos de sua mobilização. Em duas reuniões entre representantes da empresa e dos sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas – a primeira, na segunda (11), com Albano Franco, um dos acionistas da TV Sergipe; a outra, na terça-feira (12), realizada na Superintendência Regional do Trabalho, com prepostos da emissora –, chegou-se a um termo de compromisso que estabelece o retorno do pagamento correto das diárias e das gratificações; retorno do turno de 6 horas para os motoristas das equipes de reportagem; fim do banco de horas e retorno do pagamento das horas-extras; volta da fixação da escala de trabalho com 30 dias de antecedência; volta do transporte do centro para a TV e do pagamento em quinzenas; e respeito à liberdade sindical.

Também ficou acertado que não haverá perseguição, represália ou demissão aos funcionários que participaram do movimento de paralisação.

* Por Jacson Segundo, assessor de Comunicação da Fitert

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Marcos Coimbra: a mágoa e a vaidade de FHC


Do artigo de Marcos Coimbra, diretor da Vox Populi, publicado ontem no Correio Brasiliense e na Carta Capital, sob o título “O PSDB e seus dilemas”

A metamorfose de Narciso, de Salvador Dali



É fácil enxergar no artigo a mágoa de FHC contra a ingratidão do “povão”. O tom depreciativo e pouco simpático que adota (“massas carentes e pouco informadas”, “benesses às massas”, a própria palavra “povão”, etc.), típico do pensamento elitista, sugere a decepção de quem, um dia, se achava adorado e, em outro, se viu desprezado.


Deve mesmo ser complicado para alguém com seus atributos de personalidade saber-se um ex-presidente com avaliação tão negativa, depois de ter estado nas graças de todo o país, como brilhante vencedor da luta contra a inflação. E o pior é que o “povão” foi traí-lo justo com seu maior inimigo, o PT. Não foi apenas que ele caiu, mas que outros subiram.


Nada mais compreensível, portanto, que usasse uma maneira ambígua ao falar sobre o que seu partido devia fazer em relação às “massas carentes”: parecia que recomendava que as ignorasse, corrigiu-se (quando até seus companheiros estranharam a declaração), mas não convenceu. Talvez por não fazer sentido que um autor com sua experiência literária se confundisse tanto com as palavras.


O fato é que FHC propôs a seu partido que olhasse para diante, em busca de um novo Brasil, desvencilhando-se dos ingratos ou não. E aí temos um paradoxo. A seção do artigo destinada à discussão programática é adequadamente intitulada “refazer caminhos”. É isso que FHC propõe às oposições: que voltem a seu governo para redescobrir o que de bom que aconteceu.


Para ele, foi a falta de defesa de suas realizações que permitiu que o PT surrupiasse os sucessos e deixasse para elas os fracassos: crise cambial, apagão, etc. Mas como pretender ser a voz do novo Brasil e suas “novas classes médias” se o discurso é antigo? Se consiste em uma revisão do passado com vistas a reabilitá-lo?


É fácil enxergar no artigo a mágoa de FHC contra a ingratidão do “povão”. O tom depreciativo e pouco simpático que adota (“massas carentes e pouco informadas”, “benesses às massas”, a própria palavra “povão”, etc.), típico do pensamento elitista, sugere a decepção de quem, um dia, se achava adorado e, em outro, se viu desprezado.


Deve mesmo ser complicado para alguém com seus atributos de personalidade saber-se um ex-presidente com avaliação tão negativa, depois de ter estado nas graças de todo o país, como brilhante vencedor da luta contra a inflação. E o pior é que o “povão” foi traí-lo justo com seu maior inimigo, o PT. Não foi apenas que ele caiu, mas que outros subiram.


Nada mais compreensível, portanto, que usasse uma maneira ambígua ao falar sobre o que seu partido devia fazer em relação às “massas carentes”: parecia que recomendava que as ignorasse, corrigiu-se (quando até seus companheiros estranharam a declaração), mas não convenceu. Talvez por não fazer sentido que um autor com sua experiência literária se confundisse tanto com as palavras.


O fato é que FHC propôs a seu partido que olhasse para diante, em busca de um novo Brasil, desvencilhando-se dos ingratos ou não. E aí temos um paradoxo. A seção do artigo destinada à discussão programática é adequadamente intitulada “refazer caminhos”. É isso que FHC propõe às oposições: que voltem a seu governo para redescobrir o que de bom que aconteceu.”

http://www.tijolaco.com/marcos-coimbra-a-magoa-e-a-vaidade-de-fhc/

bullying? que bullying, Requião?



Agora inimigo público do "bullying", ao qual teria sido submetido pela imprensa, o senador Roberto Requião (PMDB), quando governador do Paraná, vetou projeto do deputado estadual Douglas Fabrício (PPS) para combater agressão física ou psicológica nas escolas do Estado.


Notinha da Renata Lo Prete.





Presidenta aplica R$ 440 milhões em “Bem Receber” na Copa




Extraído do Blog do Planalto:


Copa do Mundo 2014: R$ 440 milhões para qualificação de 306 mil profissionais


O governo federal irá investir R$ 440 milhões na qualificação de 306 mil profissionais do ramo turístico para a Copa do Mundo de 2014, informou o ministro do Turismo, Pedro Novais, nesta quarta-feira (27/4), em audiência pública no Senado Federal. Os recursos fazem parte do programa Bem Receber Copa.


O ministro destacou a capacitação profissional com o um dos principais legados que serão deixados após o Mundial de futebol. Ele frisou, ainda, que o governo está atuando em todas as áreas sensíveis à realização da Copa para que o país esteja preparado tanto nas cidades-sede como em destinos turísticos que não receberão jogos, mas que atrairão visitantes.


“São atendentes de aeroportos, locadoras de veículos, condutores, guias de aventura e, de modo geral, recepcionistas, informantes, gerentes e camareiras”, explicou Novais.


Segundo o ministro, esses profissionais estão recebendo treinamento para aperfeiçoar os serviços que já prestam, além de ensinamentos na área da ética, cidadania, comunicação e expressão, postura profissional, convivência e segurança do trabalho em curso com duração de 80 horas. Também são oferecidos cursos de inglês e espanhol.


Além dos cursos de capacitação, completou Novais, o ministério tem feito, por meio de linhas de financiamento do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), investimentos em todas as cidades-sede e nos municípios vizinhos para melhorar a infraestrutura do setor.


O ministro acrescentou ainda que há várias linhas de crédito de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal para ampliar o número de vagas na rede hoteleira.





Saiu no A Tarde On Line:


Wagner afirma que outras Bases de Segurança serão inauguradas no Estado


Paula Pitta A Tarde On Line*


“É inadmissível que a marginalidade queira ser subprefeitura ou coordenação local”, disse o governador do Estado, Jaques Wagner, durante a inauguração da Base Comunitária de Segurança do Calabar, na manhã desta quarta-feira, 27. Segundo ele, outras Bases Comunitárias virão. “Existe uma lista de obstáculos a serem vencidos, mas já está bem melhor. Era preciso ir para a rua e colocar as coisas no lugar”.


O ato oficial significa a passagem de comando Batalhão de Choque para a polícia comunitária. Serão 120 PMs organizados em grupos para patrulhas a pé, de moto ou carro, diariamente e em áreas predefinidas. Onze câmeras formarão o sistema de videomonitoramento. Segundo informações da comandante da base, capitã Maria Oliveira, quatro estão em fase de teste.


Beltrame estava presente


Titular da pasta que fez a instalação da Base Comunitária, o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, foi o responsável pela escolha de uma mulher como capitã da Base. “A mulher é mais sensível e isso ajuda no trabalho de aproximação com a comunidade”, explicou.


A capitã Maria Oliveira, que assume o comando no Calabar, disse que acredita no projeto. “A polícia está mais próxima da comunidade, 40% dos policiais que ficarão aqui são mulheres”, disse. Sobre a escolha, Oliveira se disse surpresa. “Fiquei sabendo há dez dias. O secretário foi ao Rio de Janeiro e percebeu como era importante o papel da mulher”, afirmou.


A capitã fez um curso de policiamento comunitário e tem experiência na cidade de Camaçari, onde fazia reuniões semanais com a população.


O Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, estado onde foi instalada a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), modelo que inspirou a Base Comunitária do Calabar, também esteve presente.


“Não existe nada de novo nas UPPs. O que existe é a decisão de instalar a polícia comunitária. Depois que o poder público entra, é um processo sem volta, a população vai exigir a presença em outros locais”, disse. O secretário fluminense elogiou o projeto e disse que teve uma excelente imagem da instalação em Salvador. “Na área da segurança pública, nunca se vence 100%. Se planeja e se controla”, declarou.


O prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, disse que “o poder paralelo prejudicava a entrada de serviços públicos no Calabar”. E completou, durante a inauguração: “Era um absurdo como estava aqui. Gostaria que outras UPPs fossem instaladas para podermos levar o serviço público, como não conseguíamos fazer”.


Moradores do local, satisfeitos com a instalação da Base, contestaram a justificativa do prefeito para a falta de assistência na comunidade. “Ele não poderia ter colocado a culpa na falta de segurança para a não entrada do serviço público”, disse o vigia noturno Maurício de Jesus. Pai de três filhos, o vigia disse que sempre andou em qualquer lugar. “Mas agora, tenho essa segurança como o policiamento reforçado”, afirmou.


A doméstica Valquíria Silva de Jesus também elogiou a chegada do policiamento comunitário. “Agora está ótimo, está bem melhor. A gente fica mais à vontade para andar com criança na rua”, declarou.


Comissão da Verdade: atos, não só palavras




Reproduzo aí em cima dos requerimentos para os quais vou tentar colher assinaturas dos líderes partidários hoje ainda na Câmara dos Deputados.


O primeiro pede o estabelecimento do mecanismo constitucional de urgência urgentíssima para a votação do Projeto de lei que institui a Comissão da Verdade. Para ser aprovado, precisa da assinatura dos líderes das bancadas que representem mais da metade da Câmara.


O segundo é o que cria uma Comissão Especial para relatar o projeto, um mecanismo que dispensa a tramitação sucessiva pelas diversas comissões, o que retarda o andamento da apreciação da matéria. Foi esse o mecanismo utilizado nos projetos do p´re-sal, por exemplo. É menos eficaz, mas ainda assim é capaz de acelerar o andamento.


Agora, diante dos requerimentos concretos, vamos ver como cada partido se comporta. Espero que confirmem, com atos, as palavras que proferem em favor do esclarecimento da verdade.



Para Lula, mídia inventa crise, exagerando sobre inflação



Na abertura do 8º Congresso da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), na quarta-feira (27), o presidente Lula foi recebido com o grito "olê, olê, olá, Lula, Lula"... e mostrou-se afiado no discurso e nas declarações:


Imprensa de "namorico" com Dilma para semear divergências"


Um setor da imprensa está de 'namorico' com o governo Dilma para causar divergência entre eu e ela... Não existe divergências, porque o dia que eu e ela discordarmos, ela está certa".


Contra noticiário terrorista, firmeza em Dilma e Mantega no controle da inflação


"Estão inventando inflação. Eu ontem vi um pronunciamento da Dilma e do Guido Mantega (ministro da Fazenda), e sinto toda a firmeza. Nós não vamos permitir que a inflação volte. Nós, não só eles; como consumidores somos responsáveis para que não volte", insistiu.


Fusão demo-tucana é que nem carrapicho


Peguntado, Lula evitou aprofundar sobre a possível fusão do DEMos com o PSDB, preferindo responder em tom de brincadeira, que ser de oposição é mais fácil de crescer, sem ter que gerar resultados no governo: - "Já fui oposição... é que nem carrapicho, cresce sem ninguém precisar plantar."


Ex-presidente tem que deixar o sucessor trabalhar... viu FHC?


Bem humorado, Lula brincou: "Ainda não 'desencarnei' (da Presidência) totalmente, como vocês podem ver. Não é uma tarefa fácil a 'desencarnação... Assumi compromisso com a Dilma de que é preciso manter o processo de 'desencarnação' para não comprometê-la".


Apesar disso, Lula declarou que seu gradual afastamento da presidência deveria servir de exemplo: "Queria ensinar a alguns ex-presidentes para que se mantenham como eu e deixem a Dilma exercer o mandato dela", provocou. A referência velada teve como alvo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


Nunca antes na história desse país...


Ele foi além nas críticas à oposição e foi ovacionado por isso. "O 'nunca antes na história deste país' era para provocar a oposição, porque eu sei o tanto que já falaram de mim, com discursos cheios de preconceito. (Eu) me determinei a provar que eu seria mais competente que eles para governar o país", orgulhou-se.


Valorização dos trabalhadores


O ex-presidente ressaltou ainda, em diversos momentos de seu discurso, a proximidade do governo com o movimento sindical. "Duvido que, na história da humanidade, tenha (havido) um governo que executou a democracia como o Brasil. Nunca houve tantas conferências sindicais. Em outros países, sindicalista é visto como inimigo do governo."


Governo para todos


Ele também celebrou o que considera ser uma ação de inclusão social implantada em seus dois mandatos e mantida na gestão de Dilma. "No Palácio do Planalto, que antes só recebia príncipes e banqueiros, agora continua recebendo príncipes e banqueiros, mas também os moradores de rua e deficientes físicos. É pra mostrar que eles podem entrar em uma igreja, num metrô ou num shopping center", disse.


Postura firme dos trabalhadores nas negociações com empresários


Dirigindo-se aos sindicalistas que participavam do evento, o ex-presidente cobrou postura firme dos representantes dos trabalhadores em negociações com empresários. "A conquista do respeito é a condição básica para ter respeito", disse. "Se você entrar numa mesa de negociação de cabeça baixa, sem se respeitar, nenhum empresário vai ter dó de vocês", recomendou.


Dedicação à África


Em relação a futuros compromissos, o ex-presidente revelou que, apesar de sentir vontade de "sair em caravana e reuniões com a CUT (Central Única dos Trabalhadores)", precisa ter autocontrole para não ter comprometimento político. "Vou me dedicar à África. A experiência brasileira pode ajudar o continente africano e este será o meu trabalho daqui pra frente", disse.


(Com informações da Rede Brasil Atual)




Escândalo do bafômetro: CPI para apurar dinheiro público de Minas na rádio do Aécio



O governo de Minas, em resposta a ofício, confirmou que a Rádio Arco-Íris, do senador Aécio Neves (PSDB/MG) e de sua irmã, foi a oitava que recebeu mais dinheiro de propaganda do governo de Minas em 2010, dentre milhares de veículos de comunicação no estado. O bloco de oposição na Assembléia Legislativa "Minas sem censura", recolhe assinaturas para uma CPI estadual. A oposição só tem 23 deputados, e faltam 3 assinaturas para completar as 26 necessárias.


O objetivo da CPI é também investigar se houve ingerência da irmã de Aécio, Andrea Neves, já que ela comandava a área de comunicação quando o irmão era governador.


A oposição cobra informações sobre o dinheiro público gasto na rádio desde 2003, uma vez que o governo só informou os R$ 210.693,00 gastos na rádio em 2010, e está enrolando, dizendo que "está tentando fazer um levantamento" desde 2003.


O bloco Minas sem Censura também informou que, consultou rádios maiores, e elas não tem uma frota de carros de luxo, como tem a emissora do senador tucano. O bloco afirma que "podemos estar diante de um escandaloso caso de ocultação de patrimônio e que os aportes de dinheiro público na citada rádio já se configuram como grave irregularidade administrativa".




quarta-feira, 27 de abril de 2011

A CPI da ALEPA ainda não saiu porque Jatene não quer

ANANINDEUA DEBATES
Opinião,Pensamentos e Política



Esta semana a CPI proposta pelo deputado Edmilson, do PSOL, tem seu dia D, depois que o Ministério Público arrombou a porta da Assembleia Legislativa do Pará, levando quatro presos e vários documentos que comprovam que a administração do peemedebista Domingos Juvenil foi uma “bandalheira”. O dinheiro público, que é "nosso", foi jogado nos bolsos de corruptos da ALEPA (o ICMS no Pará na conta do telefone é 30% e na luz é 25%).


Deu na coluna Repórter 70, do jornal Liberal, que em reunião a portas fechadas o governador Jatene chamou Pioneiro e o senador Mario Couto (foi presidente da Assembleia), padrinho político de Sérgio Duboc (diretor do Detran), envolvido nos escândalos da ALEPA, para uma conversa no Palácio dos Despachos.


Jornalistas achavam que sairiam dali a CPI e a demissão de Duboc. A conversa ficou só nos gritos: nem Duboc foi exonerado do Detran, nem a CPI saiu da sala dos Despachos.


Perguntado se a CPI da ALEPA vai sair, o presidente da Assembleia, deputado Pioneiro, disse: “Isso só com o chefe”.


Então, por que o chefe não dá a ordem para a bancada governista assinar a CPI, que só precisa de mais quatro assinaturas?


Será porque Jatene não tem controle da base ou porque há muitos governistas envolvidos nos escândalos?



Presidenta pendura 100 mil bolsas no exterior em pescoço de empresários




Dividir os custos para formar cientistas





Na cerimônia do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) a Presidenta lançou um desafio aos empresários brasileiros (extraído do Blog do Planalto):


(…)


Hoje nós sabemos – voltando aos problemas, aos bons problemas – que há pressão de mão de obra porque vivemos próximos do pleno emprego. Há problemas de conflitos nas grandes obras, porque elas voltaram a existir, depois de muitos anos, em que o país não sabia o que era construir uma grande usina ou uma ferrovia importante. Mas, por isso nós não ficaremos passivos, olhando os problemas, vamos enfrentá-los. E isto significa enfrentá-los especificamente, em cada obra, cada acontecimento, mas significa também a preocupação do governo com a melhoria e a capacitação dos seus trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, nós iremos lançar, nos próximos dias, o Programa Nacional de Ensino Técnico e Capacitação Profissional, porque ele faz parte do processo de solução dos desafios que se colocam para a formação da mão de obra brasileira.


E aqui eu faço um parêntese, e queria informar ao Conselho que o governo, dentro de uma grande preocupação, não só com a capacitação profissional, e não só com o ensino médio profissionalizante, o governo tem também uma grande preocupação com a formação de estudantes capacitados para virarem os nossos futuros cientistas. E, aí, vamos recorrer a um mecanismo que vários países do mundo recorreram, que é enviar brasileiros e brasileiras para fazer, ou de forma parcial, ou de forma completa, cursos no exterior, nas áreas de Ciências, sobretudo de Ciências Exatas. E, aí, eu queria informar ao Conselho que o governo tem a disposição de, até 2014, chegar a lançar 75 mil bolsas de estudos para financiar a presença desses nossos estudantes no exterior.


E queria fazer um convite e um desafio aos senhores: eu acredito que o setor privado pode comparecer com uma ajuda aos estudantes brasileiros e ao Brasil, de forma que nos permita chegar a 100 mil bolsas em 2014. É um desafio que eu queria chamar a cada um e a cada uma aqui presente, para que nós possamos assegurar que, junto com o desenvolvimento das nossas instituições brasileiras de ensino, tenhamos também a capacidade de levar esse intercâmbio com o resto dos países do mundo.


(…)



O ano de 2010 foi o melhor ano




Primeiro, Mendonça quer trazer os engenheiros de volta para Engenharia




80% dos dissídios coletivos conseguiram aumentos salariais acima da inflação.


Esses aumentos variaram entre 2 e 4 pontos percentuais além da inflação.


Em 95% dos dissídios, os trabalhadores pelo menos empataram com a inflação.


Esse Nunca Dantes


…O salário médio do trabalhador subiu entre 5% e 7% e o conjunto da massa salarial subiu entre 9% e 10% em relação a 2009.


O salário médio do trabalhador está em torno de R$ 1.500.


Nunca se viu isso desde 1996.


Esse Nunca Dantes


…Essas informações foram prestadas por Sérgio Mendonça, economista do Dieese, que trabalhou no Ministério do Planejamento na gestão de Guido Mantega.


Ele confirmou informação que consta de um boletim especial do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, sob a responsabilidade de Octavio de Barros:

“Cada ano adicional de educação proporciona um aumento médio de 13% da renda do trabalho”.

Mendonça acredita que exista, de fato, uma carência de engenheiros, porém, esse é o preço que se paga por 20 anos de estagnação econômica, baixa produção de imóveis e obras públicas e o progressivo deslocamento de engenheiros civis para outras atividades, inclusive o setor financeiro.


Agora é preciso, primeiro, trazer os engenheiros de volta.


Segundo, formar engenheiros e, talvez, segundo Mendonça, mais importante ainda é formar técnicos, aqueles que tocam a obra.


Quem sabe, fazer um esforço de formar quadros com 3, 4 anos de formação universitária.


Mendonça diz que não se vive um “apagão” de mão de obra, como anuncia o PiG (*) em tom de alarme.


Mas, desde já, é preciso fazer um esforço para criar mão de obra que vá tocar uma economia que cresça 5% ao ano.


Outra informação importante é que o mercado de trabalho hoje no Brasil “passou uma régua”, segundo expressão de Mendonça:


Sem ensino médio, não entra.


Sem ensino médio, só em atividades profissionais de baixíssima qualificação.


A íntegra dessa entrevista vai ao ar hoje às 21h15 no programa Entrevista Record, da Record News.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


Blog do Mello: por que Ali Kamel não publicou no “JN” a agenda do terror?



Do Blog do Mello




O Jornal Nacional de hoje não deu uma palavra sobre as reportagens de Chico Otavio e Alessandra Duarte publicadas em edições do jornalão das Organizações Globo.



Talvez porque sejam boas, bem feitas e com denúncias que não interessam ao doutrinador da Opus Dei (sei que ele só fez o curso, mas falo de ideologia e não de religiosidade).



Os repórteres de O Globo (os da TV Globo ficaram vendo Xuxa) tiveram acesso à agenda que estava no bolso do sargento Guilherme Pereira do Rosário, o agente que deixou que explodisse em seu colo a bomba que era para causar um pandemônio no show do Dia do Trabalhador de 1981, que vai completar 30 anos no próximo domingo, que ficou conhecido como a Bomba do Riocentro.


Na agenda, nomes e telefones de agentes da repressão, gente insatisfeita com a entrega do poder aos civis.



Na segunda metade dos anos 70, o governo Geisel determinou a desmobilização da máquina de torturar e matar nos porões do regime, que mudou de direção, indo da brutalidade para ações de inteligência, com a reestruturação dos DOIs. Descontentes com as mudanças, sargentos como Rosário, sobretudo os paraquedistas arregimentados anos antes pela repressão, transformaram-se em braços operacionais de grupos terroristas de extrema direita. Rosário e sua turma foram buscar na ação clandestina, fora da cadeia de comando, o poder gradativamente perdido.


Da comunidade de informações, a caderneta de telefones de Guilherme do Rosário trazia, por exemplo, o nome de Wilson Pinna, agente da Polícia Federal aposentado. Entre 1979 e 1985, Pinna trabalhava no Dops, na coleta e análise de informações. Era um dos que, por exemplo, iam a assembleias, protestos, comícios e outras reuniões para ver quem dizia o quê. Pinna chegou a, por exemplo, coordenar a análise de informações do movimento operário da época.


(…)



Aposentado da PF em 2003, Wilson Pinna foi exonerado, em 2009, de cargo comissionado que ocupava na assessoria de inteligência da Agência Nacional de Petróleo (ANP), após ter sido acusado pela Polícia Federal como o autor do falso dossiê contra o então diretor do órgão, Victor de Souza Martins, irmão do então ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. Pinna foi denunciado na 2ª Vara Federal Criminal do Rio pelos crimes de interceptação telefônica ilegal e quebra de sigilo fiscal.


[Leia a íntegra das reportagens aqui e aqui]




No trecho que destaquei em negrito está a explicação do motivo de Kamel não levar ao ar uma reportagem sobre o assunto. O JN comprou como verídica a armação contra o irmão de Franklin Martins (o alvo de Kamel e da Globo). Leia a matéria completa »


Tribunal Militar omitiu investigações do caso Riocentro

Blog do Celso Jardim
Muito Além do Jardim


Acidente de Trabalho: A história da bomba do Riocentro, que matou o sargento Guilherme Pereira do Rosário e vitimou o capitão Wilson Machado, numa ação de insatisfeitos da direita com a então abertura política no país.


A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, vai utilizar as informações publicadas pelo GLOBO sobre o conteúdo da agenda de Guilherme Pereira do Rosário, sargento que morreu na explosão da bomba no Riocentro há 30 anos, para pressionar o Congresso pela instalação da Comissão da Verdade. De acordo com a ministra, essas informações "demonstram a importância da comissão". Ao GLOBO, Maria do Rosário também criticou o fato de os inquéritos abertos sobre o caso Riocentro no Superior Tribunal Militar não terem analisado o conteúdo da agenda do sargento.


Como a senhora analisa as informações sobre o conteúdo da agenda do sargento Guilherme Pereira do Rosário?


Ministra Maria do Rosário: Em primeiro lugar, é muito importante que essas informações venham à tona, mesmo que 30 anos depois. É um direito que a sociedade tem de conhecer as conexões que esse caso tinha, e que se mantiveram operando depois.


Como vê o fato de que os inquéritos abertos sobre o caso Riocentro não analisaram o conteúdo da agenda?


Ministra: O fato de o Superior Tribunal Militar não ter considerado essas informações indica que os inquéritos, restritos ao universo militar, não possibilitaram que as informações desse caso tivessem tomado um curso adequado, não possibilitaram que tivessem efeito.


Os dados revelados pela agenda de Guilherme do Rosário entrarão na discussão da Comissão da Verdade?


Ministra: As informações publicadas demonstram a importância de uma Comissão da Verdade e indicam a necessidade de se instalar essa comissão. Elas indicam o quanto é preciso conhecer os fatos, e também seus efeitos já no período democrático. Com essas informações, planejo reforçar a caminhada pela aprovação da comissão no Congresso. Só com a discussão sobre a criação da Comissão da Verdade, quantas novas informações não estão surgindo? De meios de comunicação, de entidades, universidades... E um ponto importante é que esse debate está sendo trazido sem que se alimentem contradições com o meio militar de hoje. Agora, é preciso que se diga que a comissão não será um instrumento de justiça, não vai sair buscando essas pessoas (da agenda) para responsabilizá-las por algo. O que se quer é que se jogue luz nesse caso.


O governo pretende indagar, de alguma forma, o Superior Tribunal Militar sobre o caso?


Ministra:
Vamos buscar esses inquéritos no STM e vamos pedir que todo o material sobre esse caso, todos os documentos e anexos, que isso seja entregue à Comissão da Verdade para que sejam analisados também pela comissão.


Como a senhora analisa as informações sobre o conteúdo da agenda do sargento Guilherme Pereira do Rosário?


Ministra:
Em primeiro lugar, é muito importante que essas informações venham à tona, mesmo que 30 anos depois. É um direito que a sociedade tem de conhecer as conexões que esse caso tinha, e que se mantiveram operando depois.


Como vê o fato de que os inquéritos abertos sobre o caso Riocentro não analisaram o conteúdo da agenda?


Ministra:
O fato de o Superior Tribunal Militar não ter considerado essas informações indica que os inquéritos, restritos ao universo militar, não possibilitaram que as informações desse caso tivessem tomado um curso adequado, não possibilitaram que tivessem efeito.


Com informações de O Globo



Que os porta-vozes da ditadura sintam vergonha



Ao final do capítulo de ontem da novela Amor e Revolução, pela primeira vez o depoimento não foi de um ex-perseguido político ou de um dos algozes da ditadura; foi de um dos que empreenderam uma missão impossível, naqueles anos terríveis: lutar pela justiça em meio a um regime em que a injustiça era a principal característica.


A novela trouxe o depoimento de um advogado de presos políticos.Comedido, a princípio, o advogado Belisário Santos relatou como era praticamente impossível lutar com os meios da lei para defender pessoas contra as quais não havia o menor fundamento legal para prender e, muito menos, para torturar ou matar.


Sua explicação foi simples: “Eles faziam o que queriam e davam um arremedo de legalidade às suas arbitrariedades”. E arremata: “Ao advogado, cabia fazer o que era possível”, pois “a defesa era muito limitada”. Desse ponto em diante, emocionou-se e suas palavras perderam o tom formal. Então, chegou próximo das lágrimas.


Não só muitos dos perpetradores daquele horror quanto os que hoje têm amplo espaço na grande imprensa para mentir, distorcer os fatos, tentar passar à sociedade que teria havido alguma espécie de “guerra”, estão assistindo a novela. E, a cada capítulo, podem não sentir remorso, mas sentem medo e vergonha das revelações que são feitas.


Medo, não precisam sentir. Não há pena por interpretar mentirosamente a história. E os co-autores de tudo aquilo que ainda vivem, tampouco. Não há hipótese de serem punidos. Infelizmente. Mas o que se espera é que sintam, se não remorso, ao menos vergonha.


Espera-se que todos aqueles que, tendo participado ou não da ditadura, defendem-na, sintam vergonha das mentiras que contam há tanto tempo. Espera-se que se envergonhem de seus filhos, netos, bisnetos, que, agora, sabem que têm pais, avós, bisavós cúmplices de crimes de lesa-humanidade, verdadeiros monstros.



Petrobras: quem aumenta a gasolina são as usinas




A Petrobras está divulgando uma nota que não podia ser mais esclarecedora:
” R$ 1,05.


É esse o preço do litro da gasolina, sem adição de etanol, vendida pela Petrobras desde 2009. Em 9 de junho daquele ano, houve redução de 4,5%. Desde então, não ocorreu mais nenhuma alteração no preço da gasolina vendida às distribuidoras na porta das refinarias.”


Isso representa 28% do preço pelo qual vem sendo vendido o combustível. A empresa diz que o resto são 40% impostos (dos estados) e e 11%margens de lucro dos distribuidores e postos (privados) e 22% o preço do álcool misturado à gasolina à razão de 25%.


Portanto, em 10 litros de combustível vendido – a R$ 3 o litro, no posto - há 7,5 litros de gasolina, que custam R$ 7,88. E 2,5 litros de álcool, que custam R$ 6,06.


O litro da gasolina ( estatal) custa R$ 1,05 e o do álcool (privado) R$ 2,42.


Custava, há pouco mais de uma semana. Porque já está em R$ 2,72, segundo a cotação do mercado, hoje.


Reduzir a quantidade de álcool anidro (não é o mesmo que o hidratado, vendido nos postos) vai obrigar a Petrobras a importar, pois a nossa capacidade de refino de gasolina está esgotada e os investimentos da Petrobras em ampliar o número de refinarias – R$ 40 bilhões – são de maturação demorada.


Ou o Governo entra de sola sobre o setor alcooleiro ou leva a culpa que não tem pelo aumento dos combustíveis.


Enquanto isso as multis vão avançando sobre a indústria sucroalcooleira, dominando o processamento da cana.

Nova fusão: O principado de FHC e os demos

Blog do Celso Jardim
Muito Além do Jardim


FHC admite possibilidade de fusão entre PSDB e DEM. O anti-povo e os demos.


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu nesta terça-feira que existe a possibilidade de fusão entre o PSDB e o DEM, mas ressaltou que as conversas são "preliminares".


"Existem propostas nesse sentido. São aspectos delicados. Acho que o mais importante é manter a coesão dos partidos e, desde logo, dizer: aconteça o que acontecer, vamos nos manter unidos com certos objetivos maiores. Não sei qual a tendência, se vai haver fusão ou não", afirmou FHC.


FHC admitiu que existe a possibilidade de fusão entre o PSDB e o DEM, mas ressaltou que as conversas são 'preliminares'


Ele, no entanto, negou relatos de que se reuniria amanhã com lideranças do PSDB para discutir a eventual fusão com a outra grande sigla oposicionista.


Se tem reunião marcada eu não estou sabendo", brincou o ex-presidente.


As declarações forem feitas durante evento no Instituto FHC que debateu a situação política e econômica na Venezuela e recebeu várias lideranças de oposição ao presidente Hugo Chávez.
Mas o ex-presidente deixou claro que sua preocupação mais urgente é a debandada nas fileiras tucanas, em especial a saída do ex-deputado Walter Feldman do PSDB para o PSD, recém criado por Gilberto Kassab.


"Eu acho lamentável a saída de qualquer pessoa, sobretudo de uma pessoa importante. No momento nós devemos fazer um esforço pela coesão. Faço até mesmo um apelo. Não é o momento de ampliar divisões", disse o presidente de honra da PSDB.


"Se quisermos ter um objetivo maior, como têm os venezuelanos hoje, que é de voltar a ter uma situação em que o PSDB possa exercer um papel construtivo na república, temos que estar unidos", afirmou, numa referência à próxima disputa presidencial de 2014. Segundo ele, "esse esforço implica em que as várias tendências do partido entendem que tendências são normais, que opções por pessoas são normais. O que não é normal é ruptura", acrescentou.


FHC disse que, ao contrário dos jovens venezuelanos, prefere ser cada vez mais prudente com declarações públicas e brincou com a polêmica gerada pelo recente artigo publicado na revista "Interesse Nacional", no qual defendeu que o PSDB desistisse dos votos do "povão" para investir na nova classe média. "Passei a ser cautelosíssimo. Pensei que ninguém fosse ler", disse, arrancando gargalhadas do auditório.




Com Folha Online




Aécio e Requião põem Senado em xeque




Os que propõem a extinção do Senado Federal acabam de ganhar dois bons argumentos para a proposta. O principal argumento para a existência da Casa legislativa deixou de fazer sentido por ações de dois de seus membros, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Roberto Requião (PMDB-PR).


O Senado, também conhecido por “câmara alta”, seria a instância ratificadora das decisões da Câmara dos Deputados devido a uma suposta maior envergadura, se não moral, ao menos intelectual dos senadores. O cargo de senador, pois, é considerado de maior importância do que o de deputado federal.


Os recentes comportamentos pouco abonadores de Aécio Neves e Roberto Requião escandalizaram a sociedade.


O primeiro, enche a cara e sai dirigindo pelas ruas do Rio de Janeiro. Estando ou não a sua carteira de habilitação vencida, a gravidade é a mesma. Aliás, se estava mesmo dirigindo ilegalmente, o senador mineiro e tucano feriu as leis que tem obrigação de formular e, acima de tudo, defender.


O segundo, talvez tenha tido um comportamento ainda pior. Ao tomar à força o gravador de um repórter da TV Bandeirantes que lhe fez pergunta da qual não gostou, agiu como os velhos coronéis truculentos, de triste memória. Sendo um servidor do povo, agiu como se fosse mais do que um cidadão comum.


Ora, quando senadores – políticos que, supostamente, seriam mais sábios, experientes e honoráveis do que seus pares da Câmara dos Deputados – agem como moleques, que justificativa resta para a existência dessa dispendiosa Casa Legislativa que é o Senado Federal da República?




Cuidado, Serra: vem aí o PSDEMB…




O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo noticia o jornal O Globo. confessou hoje entendimentos sobre a fusão do PSDB com o DEM. Porém, ele afirmou que as conversas ainda são preliminares.


Quanto ao que seriam “entendimentos preliminares” para a união estável entre tucanos e demos , deixo que meu malicioso leitor imagine.


Estamos na iminência de um quatro partidário inacreditável na oposiçao. Uma luta entre o PSD(EM)B e o PS(de Serra)D. Ou, como dizia o meu avô, o diabo e o coisa-ruim.


Fernando Henrique, louco para detonar Serra, o manco, contemporiza com a revoada tucana em direção ao partido de Kassab, naquele jeitão “cult” que diz nada de maneira complexa, vejam só:


- Esse esforço (de coesão) implica que as várias tendências do partido entendam que tendências são normais, que opções por pessoas são normais. O que não é normal é ruptura, em função seja de personalismo, seja da falta de aceitação da diversidade. Ninguém pode pregar a democracia, que implica pluralidade, se não a pratica. Temos de ter pluralidade interna, expressão da nossa divergência, mas também uma coesão. Deixo um apelo pela unidade.


Sei… Unidade? Não tem unidade, coisa nenhuma, para Fernando Henrique que não passe pelo reconhecimento de sua magna liderança. Ele não perdoa Serra pelo “lulismo” hipócrita que este praticou – inclusive “exilando-o” - no início da campanha, mas não desdenha a força que este acumulou.


Está evidente que ele vai se apresentar como fiador da composiçao entre os dois grupos nas eleições municipais. Como ter um candidato do PSDemB e outro do PS(erra)D?
Fernando Henrique é o ACM com doutorado.



segunda-feira, 25 de abril de 2011

Todos juntos pela Banda Larga para todos!





Não basta a Presidenta Dilma Rousseff estar decidida a democratizar o acesso à banda larga no Brasil , que é cara, lenta e para poucos.


Sem o apoio militante de todos os que acreditam que a comunicação via internet é um direito democrático, para todos, não teremos força política para enfrentar os monopólios das telecomunicações.


Por isso é mais do que bem vinda a campanha “Banda Larga é um direito seu”, encabeçada por importantes instituições, orgãos e organismos das mais diversas causas no Brasil.


Nesta segunda, cinco cidades serão sedes do lançamento simultâneo da campanha. A ideia é “colocar o bloco na rua” e juntar blogueiros, ativistas da cultura digital, entidades de defesa do consumidor, sindicatos e centrais sindicais, ONGs, e todos aqueles que acham que o acesso à internet deveria ser entendido como um direito fundamental.


Por isso, confira abaixo o endereço dos lançamentos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Campo Grande:


RIO DE JANEIRO (RJ) – 19h – início da plenária / 20h30 – Sindicato dos Jornalistas, Rua Evaristo da Veiga, 16, 17º andar;


SÃO PAULO (SP) – 19h Sindicato dos Engenheiros de São PauloRua Genebra, 25 – Centro (travessa da Rua Maria Paula)


SALVADOR (BA) – 19h Auditório 2 da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, Avenida Reitor Miguel Calmon s/n – Campus Canela


BRASÍLIA (DF) – 19h30 – Balaio CaféCLN 201 Norte, Bloco B, lojas 19/31


CAMPO GRANDE (MS) – 19h30, na Sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Rua 26 de agosto, 2269 – Bairro Amambai

Eles devem, nós pagamos com inflação





Em 2007, antes da crise econômica global, a dívida dos países ricos era de US$ 26 trilhões, e correspondia a 47% do PIB global. Apenas três anos depois, EUA, Europa e Japão passaram a dever US$ 42 trilhões, 61% do PIB mundial.


Os dados estão numa matéria publicada hoje no Estadão e reafirmam a evidência de que é a economia do chamado mundo desenvolvido a responsável pela ameaça inflacionária que não é brasileira, mas mundial.


Aliás, vamos colocar o nome certo no boi: é a economia norteamericana, que responde por quase 40% do total desta dívida. A relação entre a dívida dos EUA e seu PIB era de 62% do PIB em 2007, vai a 99,5% em 2011 e chegará a 112% em 2016.


E porque acontece isso? Porque a política seguida pelos bancos centrais dos principais países desenvolvidos, vem sendo a de adotar uma maneira ultra-agressiva para tentar reativar a economia e diminuir o desemprego: expandem a circulação de suas moedas – que têm liquidez em todo o mund. Essa liquidez está gerando grandes fluxos de capital e aumentando o preço das commodities mundo afora.


E, claro, estes aumentos de preço se refletem na expansão do crédito e nos preços das mercadorias que guardam relação com aquelas matérias primas ou insumos: ferro, aço, petróleo, açúcar, etc…


Como você pode ver no gráfico ao lado, só ao final da 2ª Guerra o endividamento americano expandiu-se da forma que ocorre hoje. Mas as rezões e circunstâncias eram outras, totalmente diferentes. O plano Marshall reconstruía a Europa em bases modernas – com elevação dos níveis tecnológicos e de bem-estar social – e economicamente vinculadas à hegemonia america, o fluxo mundial de capitais era muito mais industrial que financeiro, o dólar era entesourado fisicamente como reserva de valor, enfim, os efeitos inflacionários eram muitíssimo menores.

Os EUA continuam tendo o privilégio de emitir moeda mundial, mas com muito menos liberdade. Certo que não se vislumbra nenhum efeito de fuga de capitais, até porque – paradoxalmente – uma ruptura na capacidade americana de financiar sua dívida criaria reflexo tão negativos no mundo que o próprio dólar se elevaria, pelo poder que representa.


A hegemonia econômica americana é um sistema, como eu disse aqui, autofágico. Como acontece com os impérios em seu declínio, é seu o veneno produzido por seu próprio gigantismo que acaba por derrubá-los, não os seus adversários.



UMA CANÇÃO SINGELA PARA AÉCIO NEVES



Descoberta do DJ Ênio Barroso, o impagável maquinista do Ptrem das 13.
MELÔ DO AÉCIM







"Sr. Dinheiro", do Fantástico, não paga prestação há 18 anos do apartamento onde mora



Sr. Dinheiro, no Fantástico, ensina famílias a pagar dívidas.Consultor de economia doméstica do “Fantástico”, da Rede Globo, Luís Carlos Ewald é réu na Justiça do Rio de Janeiro.


Há 18 anos, ele não paga a prestação do apartamento onde mora, na Gávea.


A Delfin Crédito Imobiliário conseguiu o leilão da unidade. Mas, “por má-fé e torpeza”, segundo consta na ação, Ewald permanece no imóvel. (Da IstoÉ)


Chefe de ação de emergência em Chernobyl defende energia nuclear



Milhares morrem nas estradas e mesmo assim todos usam carros, compara.Yuri Zelinski coordenou limpeza e construiu 'sarcófago' de usina em colapso.




Dennis Barbosa Do G1, em Kiev

No dia seguinte à explosão do reator 4 da usina de Chernobyl, há 25 anos, o engenheiro Yuri Zelinksi, que então trabalhava numa fábrica de equipamento de proteção para funcionários de instalações nucleares, foi chamado pelo governo soviético para ajudar a coordenar os trabalhos de contenção do desastre em território ucraniano.


Nos primeiros 20 dias, como conta, ele chefiou os "liquidadores", milhares de homens chamados para fazer a "limpeza pesada" - juntar o material radioativo, evitando que se espalhasse ainda mais. Depois, passou a organizar a construção do "sarcófago", uma imensa caixa de aço e concreto erguida às pressas para guardar o reator em colapso e seu combustível nuclear.



Yuri Zelinksi dá entrevista em seu escritório em Kiev: apesar de ter vivido o maior desastre nuclear da história, ele defende o uso de energia nuclear. (Foto: Dennis Barbosa/G1)


Apesar de ter vivido de perto o maior desastre nuclear da história, Zelinski defende com veemência o uso de energia atômica. "Todo dia, mil pessoas morrem nas estradas. Mas carros ainda são produzidos e todo mundo usa. Os aviões caem, mas as pessoas voam", compara. "Cada pessoa que diz que devemos desativar as usinas nucleares deveria parar de usar energia elétrica", defende.

Zelinski trabalha na construção do 'sarcófago', emmaio de 1986, menos de um mês após o acidente.

(Foto: Reprodução)



A visão polêmica que ele tem do episódio e do uso da energia nuclear não para por aí. Ele defende que a União Soviética agiu da forma mais rápida possível e fez o melhor na remoção da população que vivia nas imediações de Chernobyl. Lembra que o acidente aconteceu na madrugada de um sábado (26 de abril de 1986), e que já no domingo Pripyat, uma cidade próxima de 48 mil habitantes, foi esvaziada.


Zelinski rebate as críticas de falta de transparência contra a URSS. O fato de que o líder soviético Mikhail Gorbachov demorou mais de duas semanas para falar do acidente na TV, se deve a que as esferas superiores do regime não entendiam a gravidade do acidente, diz.


"A informação ia dos engenheiros aos diretores, daí para os ministérios e para o governo. No fim dessa escada, a informação não era vista de forma séria", explica. Isso não impediu, no entanto, segundo ele, que a população local fosse rapidamente retirada.


JapãoO construtor do "sarcófago" conta que acompanha diariamente as notícias sobre Fukushima, no Japão, e acredita que o nível de transparência em relação ao que é passado ao público é similar ao de Chernobyl. "Se Fukushima fosse uma questão de governo, não privada, a situação teria sido resolvida mais rapidamente. A companhia privada deixa de fazer o que precisa e o governo é que precisa agir", critica.


Para retirar os moradores da zona de exclusão de 30 quilômetros em volta de Chernobyl, em 1986, os militares soviéticos disseram que era algo apenas temporário, mas os habitantes nunca puderam retornar a suas casas. "A situação no Japão deverá ser igual", diz.
Sangue filtradoO engenheiro, que hoje chefia uma empresa que desenvolve ultracapacitores (dispositivos de acumulação de energia com capacidade muito superior à de baterias convencionais) não passou ileso pela época do desastre.


Nos primeiros meses, segundo Zelinski, ele trabalhou continuamente na zona de exclusão. Depois, trabalhava durante 3 a cada 10 dias. "Era perigoso ir tão frequentemente, mas não podia passar o trabalho a outro, porque não conseguiria passar as informações necessárias a alguém que me substituísse", explica. Toda vez que ia para a usina, jogava suas roupas fora. Depois era lavado e tinha a sua radioatividade medida.


Zelinski lembra que muita gente que trabalhou com ele morreu por causa da exposição à radiação e que ele próprio, a certa altura, teve diagnosticada uma imunidade muito baixa. Ele precisou, então, ter todo o seu sangue filtrado para tirar os metais pesados. "O sangue saía de um braço e entrava em outro", conta. O tratamento permitiu que se recuperasse.


O acidente nuclear de Chernobyl completa 25 anos nesta terça-feira (26). Até lá, o G1 publicará uma série de reportagens sobre o desastre.


Na foto de cima, Zelinski, à direita, recebe representante do Instituto Científico de Energia Atômica da URSS. Na foto de baixo, ele aparece perto das obras do sarcófago (3º da esquerda para a direita). (Foto: Reprodução)