domingo, 26 de janeiro de 2014

Cunha: falta “civilidade, humanidade e cortesia” a JB



Edição 247: Agência Câmara|Luiz Azedo/Folhapress:
Deputado João Paulo Cunha (PT-SP) classifica a atitude do presidente do STF, que expediu seu mandado de prisão, mas saiu de férias sem assinar, como "um gesto de pirotecnia para que ele tenha mais dois minutos de repercussão"; em entrevista, ironiza a foto de Joaquim Barbosa tirada em frente a lojas de grife em Paris, onde passou férias: "nos últimos dias, estive na Galeria Pagé, na Rua 25 de Março, para comprar roupas brancas, porque posso precisar delas logo"; declara ter a consciência tranquila de que não cometeu "nenhum dos crimes imputados" a ele na Ação Penal 470 e coloca a renúncia como "assunto fora de pauta"

26 de Janeiro de 2014 às 06:24

247 – Condenado na Ação Penal 470 a seis anos e quatro meses de prisão pelos crimes de peculato e corrupção passiva, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) diz não ter arrependimentos e afirma estar com a consciência tranquila de que não cometeu "nenhum dos crimes imputados" a ele durante o julgamento – o parlamentar ainda aguarda análise de recurso para o crime de lavagem de dinheiro.

Em entrevista concedida à jornalista Marina Dias, da Folha de S.Paulo, o petista classifica a atitude do presidente do STF, Joaquim Barbosa, que expediu seu mandado de prisão, mas saiu de férias sem assinar, como "um gesto de pirotecnia para que ele tenha mais dois minutos de repercussão". E resume bem a situação: "se minha prisão era urgente, ele deveria ter assinado, se não era urgente, não deveria ter anunciado e viajado".

Diz ainda que "respeito não é o forte" de Barbosa e que "essa medida foi cruel". Para ele, falta "civilidade, humanidade e cortesia" ao ministro. A foto de Barbosa tirada em uma das galerias mais nobres de Paris, que reúne grifes como Prada, Fendi e Bottega Veneta, foi ironizada pelo político de Osasco (SP), que pode ser preso a qualquer momento. "Nos últimos dias, estive na Galeria Pagé, na Rua 25 de Março, para comprar roupas brancas, porque posso precisar delas logo".

Para João Paulo Cunha, a renúncia, à qual recorreu o companheiro José Genoino, também deputado do PT, "é assunto fora de pauta". Quanto à multa de R$ 250 mil pela qual foi condenado, afirma não saber ainda se também criará um site, como fez Genoino e agora Delúbio Soares, para arrecadar recursos. Mas define a pena como "uma barbaridade". "É só ver o meu patrimônio e a minha renda para perceber que é absolutamente desproporcional ter uma multa dessa magnitude".

O parlamentar acredita que, por ser deputado, deverá ter uma "rotina" dentro do presídio, onde cumprirá sua pena, até que seja julgado o embargo infringente pelo crime de lavagem de dinheiro, em regime semiaberto. O processo do chamado 'mensalão' julgado pelo Supremo, em sua opinião, é uma sucessão de injustiças e de absurdos, além de "uma disputa política". Segundo ele, "como disputa política, poderíamos ter qualquer desfecho".

Leia aqui a íntegra da entrevista.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/128195/Cunha-falta-%E2%80%9Ccivilidade-humanidade-e-cortesia%E2%80%9D-a-JB.htm

Advogado diz que morte de modelo tem ligação com mensalão tucano



Miraglia deixou a defesa de Nilton Monteiro após ter a casa invadida por delegados da Polícia Civil de MG que buscavam um documento falso

Por Lúcia Rodrigues para o Viomundo. 

Um homem acuado e com medo de morrer. É assim que o advogado Dino Miraglia se define.

Até 21 de agosto ele advogava para Nilton Monteiro, o delator do mensalão tucano, que está preso no complexo penitenciário de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, acusado de ser falsário.
 
Nilton tinha intimidade com o ninho tucano em Minas Gerais. Participou de esquemas. Para figurões do PSDB, trata-se de um chantagista que decidiu ganhar dinheiro com informação, o que ele contesta.
 
 
O advogado Miraglia deixou a defesa de Nilton Monteiro após ter a residência invadida por um grupo de dez delegados da Polícia Civil de Minas Gerais que buscavam, segundo ele, um documento falso. O episódio lhe custou um casamento de décadas, 26 anos de união e seis, de namoro. Assustadas com a operação policial, que envolveu até helicóptero, mulher e filha resolveram se afastar dele.
 
A esposa já o havia advertido diversas vezes para recusar ações que atingissem políticos mineiros. Dino não ouviu os conselhos e continuou advogando para o delator do mensalão tucano.
 
A invasão da polícia para cumprimento de mandado de busca e apreensão foi a gota d’água para a família. Antes disso, ele já havia sido ameaçado de morte várias vezes devido à atuação nessas causas.
 
Apesar de não citar o nome de quem o ameaçou com uma pistola ponto 40, o advogado deixa transparecer que se trata de Márcio Nabak, delegado-chefe do Departamento Estadual de Operações Especiais, o Deoesp, de Minas Gerais.
 
O policial seria aliado de políticos denunciados no mensalão tucano, segundo o delator do esquema, Nilton Monteiro.
 
O advogado diz que a invasão policial teve forte impacto psicológico na família.
 
“Mula” da corrupção tucana
 
modelo Cristiana Aparecida
 
No currículo profissional, Dino acumula ainda a defesa da família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira assassinada, em agosto de 2000, nas dependências de um flat no centro de Belo Horizonte, por um ex-namorado, Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho.
 
É um caso bizarro. Inicialmente a morte da modelo foi considerada “suicídio”.
 
 
Isso apesar desta descrição do corpo de Cristiana:
 
 
Quando nova perícia foi feita, a polícia passou a dizer que Cristiana foi vítima de crime passional.
 
Mas o advogado Dino sustenta que tratou-se de queima de arquivo.
 
Segundo ele, Cristiana tinha papel central no esquema de corrupção do PSDB em Minas Gerais.
 
Era ela quem transportava o dinheiro das transações do mensalão tucano.
 
Na linguagem popular, Cristiana era “mula” do esquema de corrupção.
 
O advogado acusa o ex-ministro do Turismo e das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, um dos réus do mensalão tucano, de ser o mandante do crime.
 
De acordo com ele, Walfrido teria mandado matar Cristiana porque ela “sabia demais”.
 
“A morte da modelo foi encomendada”, frisa.
 
No julgamento do acusado de matar Cristiana, o ex-ministro e ex-vice-governador de Minas (no mandato de Eduardo Azeredo, 1995-1999) foi convocado a depor como testemunha, mas não compareceu. Alegou que estava em viagem aos Estados Unidos.
 
Acusado pelo crime, Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho, um ex-namorado da vítima, está solto até hoje, apesar de ter sido condenado por júri popular a 14 anos de prisão e de a segunda instância ter ratificado a decisão.
 
“Nunca vi corno de garota-de-programa” que mata dois anos depois do fim do relacionamento, diz o advogado.
 
Segundo Dino, o assassino está em liberdade graças a um habeas corpus concedido de ofício pela ministra do STJ, o Superior Tribunal de Justiça, Laurita Vaz.
 
De acordo com o advogado, Cristiana aparece numa lista de pagamentos supostamente compilada pelo publicitário Marcos Valério, como beneficiária de mais de R$ 1,8 milhão.
 
Valério foi recentemente condenado pelo STF por conta do papel que desempenhou no mensalão petista: segundo a acusação, as empresas dele forjaram contratos de publicidade para encobrir desvio de dinheiro público em benefício do PT e de aliados.
 
O mesmo tipo de ação é atribuída a Valério no mensalão tucano, que é de 1998, quando Eduardo Azeredo fracassou na tentativa de se reeleger governador de Minas e FHC se reelegeu presidente.
 
Dino pediu o apensamento dos papéis nas quais a modelo é mencionada ao processo do mensalão tucano, que corre no STF e já inclui a chamada lista de Furnas.
 
Esta lista é uma relação detalhada de constribuições de campanha feitas com dinheiro que funcionários da estatal teriam arrancado de fornecedores da empresa.
 
Vários nomes se repetem nas duas listas — a de Valério e a de Furnas.
 
O objetivo da ação do advogado é mostrar a relação entre a morte da modelo e o esquema de corrupção tucano.
 
Segundo laudo da Polícia Federal, a lista de Furnas não foi forjada.
 
Já a lista de Marcos Valério, que Dino Miraglia encaminhou ao ministro Joaquim Barbosa para anexar ao processo do mensalão tucano, não tem laudo de autenticidade da PF.
 
O documento entregue a Barbosa seria uma cópia, o que impede perícia.
 
Medo no ar
 
Dino Miraglia relutou em conceder entrevista. Visivelmente assustado, lançou mão de subterfúgios para protelar o encontro, que ocorreu no começo da tarde do último dia 5.
 
O primeiro contato da reportagem ocorreu em 2 de dezembro, por meio de celular, e parecia normal.
 
Do outro lado da linha, o advogado informava que estava em São Paulo e que retornaria à capital mineira naquela noite. Marcou o encontro para o dia seguinte, às 10 horas da manhã, em seu escritório.
Pela porta de vidro opaco da sala de espera do gabinete de advocacia, vimos o vulto de um homem alto sair.
 
Minutos depois, a secretária recebeu um torpedo de Dino dizendo que não poderia comparecer ao escritório, porque teria de atender flagrante envolvendo um cliente.
 
Depois de várias outras tratativas telefônicas, quando já não contávamos com a entrevista, o advogado surpreendentemente concordou, questionando com voz de preocupação:  “Você pode vir aqui, agora (para o escritório)?”
 
O medo de Dino não é infundado. A política mineira é sui generis. Em nossa passagem por Belo Horizonte, constatamos situações que parecem justificar o receio. Alguns dos entrevistados só concordaram em falar em off (sem se identificar publicamente). No caso de uma das fontes, chegou às suas mãos, enquanto conversava conosco, um calhamaço de papéis com transcrições de diálogos de conversas grampeadas pela polícia mineira.
 
O monitoramento de adversários políticos em Minas faz lembrar o regime de exceção vivido durante a ditadura militar.
 
Roger Libório
 
Há crimes que, pela repercussão, geram um esforço de investigação impressionante – a ponto de, em poucos dias, serem elucidados. E há outros que só são apurados após muita insistência. O caso da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, morta em agosto de 2000 num flat em Belo Horizonte, em Minas Gerais, pertence à segunda categoria.
 
Passados dois anos e meio do assassinato, foi apenas na semana passada que se conheceu oficialmente a causa da morte — Cristiana foi sufocada com um objeto de pano, que pode ter sido um travesseiro ou um lençol enrolado.
 
Ela foi agredida e as marcas da violência foram registradas em seu corpo. Para chegar a essa conclusão foi preciso reanalisar as fotos da vítima, exumar o cadáver e fazer uma necropsia. O primeiro laudo, que atestava ‘suicídio’, revelou-se uma grosseira peça de ficção. Os médicos-legistas responsáveis pelo documento, Remar dos Santos e Tyrone Abud Belmak, não se pronunciam.
 
O Ministério Público (MP) agora investiga por que foi montada a farsa, típica dos anos da ditadura.
 
Cristiana, morena de 1,78 metro, queria fazer carreira de modelo, mas, aos 24 anos, havia conseguido apenas se tornar uma figura popular entre os ricos e famosos da capital mineira.
 
Quando foi morta — aparentemente por um ex-namorado ciumento, que perdeu a carona na ascensão social e nas amizades importantes da moça –, o MP teve de enviar à polícia diversos ofícios pedindo a apuração do caso. ‘Requisitamos várias diligências, mas elas nunca foram feitas’, conta o promotor Luís Carlos Martins Costa.
 
Quando a polícia encaminha um cadáver para o IML, tem de preencher uma ficha pedindo vários tipos de exame — basta marcar um ‘x’ em cada um deles. Pode-se procurar, por exemplo, indícios de agressão física e violência sexual.
 
O corpo de Cristiana foi encontrado na cama apenas de sutiã, sem calcinha e com vários hematomas, mas os investigadores solicitaram apenas exame toxicológico, anotando ao lado: ‘Suspeita de suicídio’. Na cena do crime não havia nada que sugerisse isso, como vidro de raticida, seringa ou bilhete de despedida.
 
O boletim de ocorrência foi lavrado em 6 de agosto. Somente no dia 11 de dezembro, quatro meses depois, foi instaurado um inquérito policial. Ele passou por vários delegados e muitas trapalhadas — um ex-namorado, o empresário Luiz Fernando Novaes, chegou a ser preso e depois solto por falta de provas. A conclusão final, porém, foi novamente de ‘auto-extermínio’.
 
O Ministério Público teve de investigar sozinho, colher 41 depoimentos e pedir a exumação do cadáver.
 
O ex-namorado Reinaldo Pacífico, contra quem Cristiana já registrara um boletim de ocorrência por agressão, vinha perseguindo a modelo. Sujeito misterioso, ganhava a vida como detetive particular mas se apresentava como ‘juiz criminal’. Ele tornou-se o principal suspeito depois que uma testemunha — agora sob proteção federal — admitiu tê-lo ouvido confessar o crime.
 
Parece difícil, contudo, que Pacífico tenha sido capaz de agir sozinho na etapa seguinte do crime — a de embaralhar pistas e transformar sinais de um assassinato brutal em suicídio.
 
Essa tarefa exige a cumplicidade de policiais, além da boa vontade da cúpula da máquina de segurança de Minas Gerais — recursos pouco acessíveis na mala de truques de um detetive particular.
 
Por isso a promotoria agora quer apurar o que levou a polícia e os legistas a conduzirem a investigação de forma tão relapsa. ‘Há indícios de supressão e de alteração de documentos’, diz Martins Costa.
Entre outros papéis, sumiu o depoimento de um dos irmãos da vítima, Cláudio Ferreira, que havia dado a lista de todas as pessoas importantes com as quais Cristiana teria se relacionado. ‘O delegado chamou o rapaz alguns dias depois, disse que o depoimento não tinha validade e o questionou novamente, orientando para não citar nomes’, acusa o promotor.
 
Entre os famosos mencionados pela família de Cristiana estava Jairo Magalhães Costa, diretor do Banco Real, o único a admitir ter tido um caso com a moça.
 
Mas uma irmã da vítima, Simone Ferreira, testemunhou dizendo que ela ‘estava se encontrando’ com Djalma Moraes, presidente da Cemig.
 
Ele é casado, nega qualquer relacionamento com a modelo e declarou que a viu apenas duas vezes — foram apresentados pelo ex-secretário da Casa Civil Henrique Hargreaves.
 
Em outro depoimento, uma amiga de Cristiana disse que ela apregoava um breve caso com o ex-governador Newton Cardoso, que declarou jamais tê-la visto na vida. E vários parentes afirmaram que Cristiana era amiga próxima do ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, para quem trabalhava e viajava freqüentemente.
 
Num depoimento tomado às vésperas da posse na equipe de Lula, Mares Guia disse que a conhecia de vista. Para uma pessoa tão pouco relacionada, é surpreendente que tenha conseguido ser recebida no Palácio da Liberdade, quando chegou a ser fotografada ao lado do governador Itamar Franco — parentes dizem que ela fora pedir um emprego.
 
Entende-se que pessoas importantes queiram proteger sua intimidade, especialmente contra boatos que podem não ter fundamento.
 
Resta saber se foi por influência política que o primeiro laudo notava ‘ausência de lesões externas macroscopicamente visíveis’ num cadáver com três fraturas e vários hematomas. É um erro tão grosseiro que lembra os documentos produzidos nos anos de chumbo para mascarar a tortura de presos políticos. As informações são do Viomundo.
 
 
http://www.novojornal.com/politica/noticia/advogado-diz-que-morte-de-modelo-tem-ligacao-com-mensalao-tu-27-12-2013.html
 

Pasta 2474 e o julgamento do 'mensalão'



http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Ao liberar o conteúdo da pasta 2474 para oito advogados que haviam pedido o direito de consultar um imenso conjunto de documentos que tem relação penal 470, mas sempre foram mantidos em segredo, o ministro Ricardo Lewandovski tomou uma decisão que pode ter relevância histórica.

A pasta 2474 era mantida em segredo por Joaquim Barbosa. Envolve provas, fatos e indícios que não foram incorporados aos autos da ação penal.

Quando ele deixou a relatoria da ação penal, em agosto do ano passado, o inquérito sobre foi redistribuído e entregue ao ministro Luiz Roberto Barroso.

No mesmo dia, o advogado de Henrique Pizzolato, Martius Savio Cavalcanti, marcou uma audiência com o ministro. Reapresentou o pedido para ter acesso a pasta. Barroso prometeu uma resposta em três dias. Sua decisão foi abrir mão do caso, alegando razões de “foro íntimo,” que não obrigam o juiz a fundamentar seu pedido em razões objetivas.

O caso foi redistribuído mais uma vez. Acabou nas mãos de Ricardo Lewandovski que decidiu atender ao pedido dos advogados. Aqueles oito que, no passado, tiveram seu pedido negado agora poderão ter conhecimento de seu conteúdo.

É uma decisão importante.

Primeiro, porque permitirá que os réus e seus advogados tenham conhecimento de todos os dados apurados na investigação – e que foram excluídos dos autos sem que se possa saber exatamente por que.

Embora o julgamento já esteja em sua fase final – os réus estão presos, alguns já pagaram multa, falta julgar os pedidos de embargos infringentes – todos só terão a ganhar quando todos os dados forem colocados a mesa.

É absurdo pensar que isso vai acontecer DEPOIS das sentenças mas é disso que estamos falando.

O segundo ponto é que a pasta 2474 oficializa fatos e provas que até agora eram vistos de forma esparsa e informal. O interesse do advogado de Pizzolato sobre o assunto não é casual. O papel de gerentes executivos e diretores do Banco do Brasil que partilharam decisões relativas a Visanet – assinando notas técnicas e definindo pagamentos -- nunca foi explicado na ação penal 470. Pode estar bem esclarecido na pasta 2474, que reúne um inquérito sobre outros diretores.

Pizzolato foi condenado como “único responsável” pelo desvio de R$ 73,8 milhões para o esquema de Marcos Valério. Mas sequer era o responsável pelos pagamentos, que tinham como gestor um outro diretor do banco, nomeado, conhecido e identificado – e desaparecido dos autos da AP 470.

Uma das teses mais caras a defesa, a de que, se houve crime, ele não foi cometido isoladamente, pode ganhar maior sustentação a partir daí.

Outros pontos também podem ser esclarecidos. Apesar de seus imensos esforços para se aproximar do esquema Marcos Valério-Delúbio Soares, o banqueiro Daniel Dantas sequer foi citado na ap 470. É curioso, já que sua atuação foi descrita de modo detalhado pela investigação do delegado Luiz Fernando Zampronha, da Polícia Federal.

Os publicitários Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, da SMP&B, também podem ter acesso a informações que podem ser úteis.

O que pode ocorrer com isso? Difícil saber agora.

O lote de documentos reunidos na pasta 2474 é imenso. Compreende um total de 78 volumes, que terão de ser estudados e conferidos.

A experiência ensina que documentos mantidos em segredo não fazem bem a Justiça, que pede transparência e lealdade a todos. Não pode haver a menor suspeita de distorção nem de qualquer irregularidade num caso dessa relevância. Não se trata, é claro, de acusar nem denunciar por antecipação.

O Caso Dreyfus, o mais conhecido caso de fraude jurídica da história, levou cinco anos para ser esclarecido, embora o julgamento tenha durado 72 horas.

O erro de sua condenação foi estabelecido um ano depois do julgamento, quando um oficial da área de informações resolveu fazer um novo exame das provas e descobriu que nada havia para incriminar aquele jovem capitão do Exército francês. Estava claro que o verdadeiro espião que todos procuravam era outra pessoa.

Mas isso não adiantou muito. Para evitar uma revisão, começaram a surgir novas provas – fraudadas – para incriminá-lo, o que atrasou o processo por mais tempo. Condenado em 1895, Dreyfus seria liberado, por graça presidencial, pois os tribunais jamais declararam sua inocência, em setembro de 1899. Um ano antes, o oficial que havia forjado documentos para proteger os superiores foi desmascarado e cometeu suicídio.

 http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/01/pasta-2474-e-o-julgamento-do-mensalao.html

Protesto contra Copa revolta população em São Paulo



25 de janeiro de 2014. Cheguei por volta das 17 horas à avenida Paulista para cobrir o protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil que partiria do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e se espraiaria pelo centro velho da capital, onde, para variar, terminaria mal.

Naquele momento, encontro a pista sentido Consolação interditada pela Polícia Militar, que, organizada em forte aparato, inclusive com cobertura de dois helicópteros, acompanhava a concentração em frente ao museu.

Quando cheguei, havia cerca de 300 manifestantes. Em algum tempo mais somavam uns 700, na melhor das hipóteses.

Para compensar o pequeno número, deixaram deserto o vão livre sob o Masp e ocuparam a pista dos veículos de forma a atrapalhar o trânsito e produzir sensação de maior número, até porque se misturavam com os transeuntes.

Na quase totalidade, eram estudantes universitários de classe média e alta. E alguns poucos homens e mulheres maduros e do mesmo estrato social. E muita polícia. Provavelmente, metade do número de manifestantes.

Conversei com vários integrantes do movimento, mas nenhum quis gravar entrevista. Contudo, consegui a informação de que, em grande parte, eram militantes do PSOL, do PSTU e da Rede (de Marina Silva).

Cartazes contra políticos, só vi contra Lula e Dilma.

Vários manifestantes estavam mascarados. Alguns começaram a vestir máscaras. Pouco antes das 18 horas, começaram a caminhar no sentido Paraíso, pela pista sentido Consolação.

Naquele momento, reparo que os transeuntes da avenida estavam todos do lado oposto dos manifestantes, na calçada da pista sentido Paraíso. Quase em frente ao Masp, um bar reunia dezenas de pessoas. Ouviam pagode, tomavam chope e comiam carne que o bar assava na churrasqueira que pôs na calçada.

Aproximei-me do bar e comecei a conversar com as pessoas. Quase nenhuma me permitiu gravar. Tive que pedir a mais de dez pessoas até encontrar quem aceitasse. Porém, recusaram-se a dar nomes.

Absolutamente todas as pessoas com quem conversei disseram que querem a Copa no país. E disseram que nem dão bola para essas manifestações que acontecem toda hora e que são “esquisitas” e “violentas”.

Entrevistei uma moça e um casal. A mulher do casal deu-me um depoimento interessante. Disse que quando Lula conseguiu que o Brasil sediasse a Copa, todo mundo aplaudiu. Ninguém falou nada. Agora já não haveria sentido em protestar.

Disse mais: que repudia os black blocs. E manifestou desconfiança de quem esconde o rosto.

Quando a manifestação chegou ao cruzamento da avenida Brigadeiro Luiz Antônio com a avenida Paulista, desceu a transversal rumo ao centro velho da cidade. No caminho, foi se dispersando.

Infelizmente, acabou a bateria do celular e não pude mais gravar imagens. Foi uma pena, porque os manifestantes passaram a promover arruaças.

Na avenida da Consolação, por exemplo, incendiaram lixeiras, quebraram vitrines e acuaram um homem em um fusca e lhe incendiaram o veículo. Desesperado, ainda tentou salvar o veículo. As pessoas gritavam para que saísse de perto, pois poderia explodir.

O sujeito sentou na calçada e pôs a cabeça entre as mãos. Estava chorando.

Os transeuntes, assustados e revoltados, pediam providências das autoridades. O clima de revolta no comércio e entre os que passavam podia ser sentido ao toque da mão.

Claro que não passa de uma percepção, mas acredito que essa tática do grupo “Não Vai Ter Copa” está sendo muito mal recebida pela sociedade. O efeito eleitoral que os grupos políticos por trás desse movimento pretendem pode se mostrar inverso ao que buscam.

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/01/protesto-contra-copa-revolta-a-populacao-em-sao-paulo/

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

DEPOIMENTOS DO TRENSALÃO SIEMENS / PSDB - SP ESTÃO NAS MÃOS DO PGR RODRIGO JANOT





AGORA VAI ? SERÁ QUE VAI ?

Ministro envia depoimentos do caso Siemens para o procurador-geral da República
SEVERINO MOTTA
DE BRASÍLIA - FOLHA.COM

O ministro Marco Aurélio Mello enviou nesta segunda-feira (13) ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, os depoimentos sigilosos do caso Siemens, que investiga a existência de um cartel que atuava no Metrô e na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e envolve membros do PSDB. Com o material ele irá produzir um parecer em que pode defender a continuidade das investigações ou propor o seu arquivamento.
Os depoimentos não foram enviados a Janot dezembro, junto do inquérito principal, pois a Justiça de São Paulo, quando encaminhou os autos ao STF (Supremo Tribunal Federal), o fez em duas remessas.
Tão cedo a primeira chegou, o relator do caso, Marco Aurélio Mello, determinou o envio dos autos a Janot. A segunda parte, no entanto, chegou dias depois ao gabinete e não foi enviada.
Na última sexta-feira Janot devolveu o inquérito principal ao STF e disse que ainda não poderia dar um parecer sobre a necessidade de continuar as investigações pois precisava ler os depoimentos sigilosos, entre eles o de ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer.

Foi devido ao depoimento de Rheinheimer que o caso subiu para o STF, uma vez que ele citou autoridades com foro privilegiado.
Entre os citados, têm foro Edson Aparecido (PSDB), chefe da Casa Civil de Alckmin, Rodrigo Garcia (DEM), secretário de Desenvolvimento Econômico, José Aníbal (PSDB), secretário de Energia, todos deputados licenciados, além do deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP). Eles negam as acusações.
 
 http://007bondeblog.blogspot.com.br/2014/01/depoimentos-do-trensalao-siemens-psdb.html

Brasileiro acredita que mulheres melhoram a política do país





A pesquisa do Ibope que mostrou que 41% dos entrevistados acreditam que o mundo seria um lugar melhor se as mulheres fossem maioria no mundo político. Essa proporção é quatro vezes maior do que os que acham o contrário - ou seja, que seria pior caso houvesse maior participação do sexo feminino (9%). A média brasileira é maior que a de todos os 65 países participantes da pesquisa do WIN (34%).
Apesar da eleição da presidente Dilma Rousseff em 2010, a primeira mulher a governar o país desde a Proclamação da República, o gênero feminino ainda é sub-representado na maioria dos cargos elegíveis brasileiros. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, em 2010 foram eleitas apenas 45 mulheres para as 513 cadeiras disputadas - ou seja, 8,7% do total.
Essa é uma das taxas mais baixas do mundo - o Brasil está em 119º entre os 146 países analisados pela União Interparlamentar (IPU). Nas prefeituras, a proporção é um pouco maior: 12% são comandadas por mulheres, um recorde histórico, mas longe de representar a composição feminina na população adulta brasileira, de 53%.
A esperança de um mundo melhor em que as mulheres dominassem a política varia de acordo com o perfil do brasileiro. Apenas 33% dos homens concordam com essa frase, contra 48% entre as mulheres. Pessoas de maior renda e escolaridade também tendem a ser mais céticas e a achar que tudo seria igual nesse cenário (54% entre os que têm curso superior ou os que ganham mais de 10 salários mínimos por mês).
 
 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/01/brasileiro-acredita-que-mulheres.html

Campinas (12 mortes) e Maranhão (3) . E o PiG ?



Qual a diferença entre a matança de Campinas e a de Pedrinhas ? O PSDB governa São Paulo e o PSB, Campinas !
 

Saiu na Agência Brasil:

Dez ônibus são atacados após série de mortes em Campinas


Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Três ônibus foram incendiados e sete depredados hoje (13) no Terminal Vida Nova, em Campinas, interior paulista. Segundo a Associação das Empresas de Transporte Urbano de Campinas, um grupo de 300 pessoas, muitos com rosto coberto, carregando paus e pedras, destruiu ainda duas cabines do terminal, que é administrado por uma empresa da prefeitura.

Após a ação, o terminal foi fechado e sete linhas deixaram de circular. As operações foram retomadas após as 15h30, quando a Polícia Militar garantiu a segurança para manutenção dos serviços, em reunião com a gerência da VB Transportes, empresa dona dos ônibus destruídos e responsável pelas linhas interrompidas.

O terminal depredado fica na região do Ouro Verde, periferia de Campinas, onde pelo menos 12 pessoas foram assassinadas na última madrugada. Segundo a Polícia Civil, os crimes ocorreram entre as 23h de ontem (12) e as 2h de hoje (13). A polícia investiga o caso, mas até agora não há informações sobre suspeitos.

Em tempo:
No Maranhão, no dia 2 de janeiro, dois presos foram encontrados mortos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. No dia seguinte, a PM fez ação para diminuir as mortes nos presídios, o que desencadeou a onda de violência em que ônibus foram incendiados após ordem vinda da prisão. Os ataques fizeram mais uma vítima, a garota Ana Clara, de 6 anos.



 

Como se sabe, foi a Folha (*), que quer que o Brasil se exploda, que divulgou, com notável exclusividade, os vídeos com a degola no Presídio de Pedrinhas.


Clique aqui para ler sobre o Maranhão e o Amarildo .


 

Paulo Henrique Amorim
    (*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Justiça à brasileira: Demóstenes Torres curte Ano Novo na Itália



Dois homens, duas acusações, dois pesos e duas medidas.

O ex-senador Demóstenes Torres foi flagrado mantendo relações com um chefe do crime organizado de Goiás. Há fartas provas materiais contra ele, inclusive gravações em que aparece se corrompendo.

Demóstenes foi flagrado por uma fonte deste blog desfrutando das delícias que o dinheiro pode comprar. A foto que o leitor vê acima foi tirada na cidade italiana de Firenze no primeiro dia deste ano.

José Genoino foi acusado de corrupção ativa e formação de guadrilha e condenado a 6 anos e 11 meses de prisão sem uma única prova material ou mesmo testemunhal. Para condená-lo, usaram a teoria de que seria “verossímil” que fosse culpado.

No mesma foto acima, Genoino aparece em prisão domiciliar, em Brasília, no dia 6 último, após a Justiça ter decidido lhe cobrar uma multa que vale mais do que a casa humilde em que reside, num bairro de periferia da grande São Paulo.

Os fatos acima resumem a Justiça brasileira. Abaixo, as fotos de como a elite judiciária trata a elite política deste país, que paira acima das leis enquanto debocha delas.


http://www.blogdacidadania.com.br/2014/01/justica-a-brasileira-demostenes-torres-curte-ano-novo-na-italia/

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Pitaco do dia


O PT trouxe a Copa e a Olimpíada. O PSDB trazia o FMI
 
— Ricardo

Não vai ter Carnaval


Peço calma ao leitor folião. Não se assuste. Haverá, sim, Carnaval no país. Assim como haverá Copa. O título do texto serve apenas para evidenciar a dimensão paquidérmica da farsa que foi urdida contra a realização do campeonato mundial de futebol no Brasil neste ano.

Esse movimento politiqueiro que tentará sabotar o país durante o evento internacional mais importante que terá sediado em sua história justifica essa enormidade com o “argumento” de que se deveria empregar em saúde, educação etc. recursos que serão empregados em futebol.

Porém, por esse prisma de que não se deve empregar em um evento internacional recursos que faltam a obrigações constitucionais do Estado como as supracitadas, há que perguntar por que tais recursos só não devem ser gastos em competição internacional.

Alguém imagina quanto dinheiro público é gasto com futebol todos os anos, nos campeonatos regionais e no campeonato brasileiro? Tudo bem que possa ser menos do que será gasto com a Copa, mas não é pouco e é gasto todos os anos, enquanto a Copa será uma só vez.

Por que não abolir, então, qualquer gasto público com futebol? Vamos gastar tudo em hospitais, escolas, enfim, em obrigações fundamentais do Estado.

Mas a comparação mais apropriada talvez seja com o que o Brasil gasta de dinheiro público com o Carnaval, pois não é pouco e é anual. A cada tantos anos, portanto, a festança consome recursos equivalentes aos que consumirá a Copa… Certo?

Errado. Nem a Copa, nem os campeonatos internos de futebol e muito menos o Carnaval – só para ficarmos nos exemplos mais gritantes – gastarão coisa alguma. São investimentos, pois, ao contrário de gastos obrigatórios do Estado com saúde, educação, segurança etc, o que se coloca de dinheiro público nesses eventos gera lucro para o Estado e para os agentes privados envolvidos.

Tenho visto militantes engraçadinhos desse movimento aloprado contra a Copa espalhando nas redes sociais frases de efeito que confundem os tolos ou os ingênuos, mas que não passam de trapaça do mais baixo nível. Há que ir rebatendo…

Esses militontos recomendam às pessoas que, quando ficarem doentes, vão se tratar nos estádios de futebol recém-construídos. É muita má fé. Esse dinheiro público que está sendo investido na Copa irá retornar aos cofres públicos e com lucro. Muito lucro.

E nunca iria para saúde ou educação, pois todas as verbas são carimbadas e essa da Copa ou a do Carnaval estão em outras rubricas.

Estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas em parceria com a renomada empresa de consultoria Ernst & Young para o Ministério do Esporte em 2010 diz coisas muito diferentes das que vêm sendo ditas por esses embrulhões do movimento “Não vai ter Copa”.

Segundo o estudo, a Copa irá gerar R$ 183 bilhões de faturamento em um período de dez anos (de 2010 e até 2019) devido a impactos diretos – investimentos em infraestrutura, turismo, empregos, impostos, consumo – e indiretos – via circulação de todo esse dinheiro no país.

Somente em obras de infraestrutura, os investimentos deverão alcançar R$ 33 bilhões, entre estádios, mobilidade urbana, portos, aeroportos, telecomunicações, energia, segurança, saúde e hotelaria.

No turismo, os números apurados pela consultoria mostram que circularão 600 mil turistas estrangeiros e 3 milhões de turistas nacionais, aumentando em cerca de 50% o faturamento do turismo no país – de cerca de 6 para cerca de 9 bilhões de reais.

Somando empregos para trabalhadores permanentes e temporários, eles devem incrementar o PIB em R$ 47,9 bilhões.

Segundo a consultoria citada, “Os R$ 5 bilhões a serem injetados no consumo pela renda gerada por esses trabalhadores equivalerá a 1,3 ano de venda de geladeiras no Brasil ou 7,2 milhões de aparelhos”.
A expectativa é a de que a Copa crie mais de 700 mil empregos entre permanentes e temporários.

FGV e Ernst & Young ainda afirmaram que devem ser arrecadados “R$ 17 bilhões em impostos, o que representará mais de 30 vezes os R$ 500 milhões em isenções fiscais que serão concedidas à Federação Internacional de Futebol (Fifa) e empresas por ela contratadas para a realização do Mundial”.

Os tributos federais a ser arrecadados com a Copa deverão chegar a R$ 11 bilhões, deixando um saldo positivo de R$ 3,5 bilhões em relação aos investimentos federais na realização do campeonato.
Veja, leitor, o cálculo do faturamento total da Copa, segundo o estudo em tela:

Os impactos indiretos da Copa na economia do país com a recirculação do dinheiro são calculados pelo estudo em R$ 136 bilhões, até 2019, cinco anos depois da Copa. Um impacto pós-Copa, impossível de dimensionar financeiramente transforma-se em turismo futuro. Além disso, as obras que modernizarão estádios nas 12 cidades-sedes também geram riqueza e impacto no PIB. Este valor, somado aos R$ 47 bilhões dos impactos diretos, leva aos R$ 183 bilhões que o estudo calcula que a Copa vai gerar para o país”.

Então, diante de gastos de cerca de 30 bilhões de reais para realizar a Copa de 2014 no Brasil, haverá um faturamento bruto de 183 bilhões de reais.

A mim parece um belo negócio, mas os militontos dizem que o estudo é de 2010 e que hoje tudo isso teria mudado. Ah, é? Então pergunte a eles em que se baseiam para fazer tal afirmação. Algum estudo? Sim, do “instituto Achismo S/A”.

Há muito mais. Para quem quiser conhecer melhor o trabalho da consultoria, basta clicar aqui. E, para quem quiser fiscalizar os gastos da Copa, bastará ficar de olho no Portal da Transparência que o governo federal criou justamente para esse fim, clicando aqui.

Mas o mote do post é a distorção de um gasto como tantos outros que são feitos para diversão do povo, sempre sob financiamento do lucro que esses gastos geram.

Por essa ótica delinquente, não deveríamos gastar dinheiro com a construção, conservação ou modernização de autódromos para a fórmula 1, por exemplo. Aliás, há pouco o país gastou 118 milhões de reais com a visita do Papa, uma conta paga por católicos e não católicos.

Alguém sequer cogitou um movimento “Não vai ter missa”? Claro que não, pois não dava para culpar o PT e o governo Dilma por o Brasil gastar essa enormidade para receber o líder da Igreja Católica.

Todavia, Copa do Mundo, Carnaval, Fórmula 1, visita do Papa, tudo isso dá lucro, inclusive gerando divisas para o país com turismo internacional. A Copa só é melhor do que os outros itens elencados porque nos deixará importantes e necessárias obras de infraestrutura em transporte rodoviário, ferroviário e aeroviário, hotelaria etc.

Apesar de tudo isso, a imprensa oposicionista se esbaldou com recente declaração do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que o Brasil seria o país mais atrasado na entrega de obras da Copa. Depois, essa afirmação caiu por terra. Descobriu-se que a África do Sul sofreu “atraso” igual.

Mas que atraso é esse? Algumas obras que deveriam ser entregues em dezembro último serão entregues, na maior parte, em janeiro ou, no máximo, em março. Trata-se de um detalhe técnico. Nada mais importante.
Até por isso, Blatter recuou e endossou resposta pública e indireta que recebeu de Dilma Rousseff, de que a Copa do Brasil será a “Copa das Copas” e de que tudo dará certo.

Enfim, causa tristeza que, nessa guerra que a mídia e certos partidos travam contra a Copa com fins políticos, esteja sendo praticada a mesquinharia de praticamente esconder o que deverá ser um momento de orgulho para o país durante a competição.

A abertura da Copa do Mundo de 2014 inovará em relação às aberturas de competições em outros países. O primeiro chute na bola será dado por alguém portador de paralisia da cintura para baixo e que usará, para esse fim, um exoesqueleto controlado pela mente.

Esse equipamento futurista foi desenvolvido no Brasil pelo Walk Again Project (projeto andar de novo), liderado pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis. O aparelho é capaz de interpretar as atividades cerebrais para mover os membros inferiores.

Será um orgulho nacional. O país deverá se afirmar diante do mundo ao mostrar capacidade de execução desse projeto intrincado que é a realização de uma Copa do Mundo, pois os brasileiros não deixarão um grupelho de aloprados colocar tudo isso a perder.

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/01/nao-vai-ter-carnaval/

Por que Barbosa mantém Dirceu em regime fechado


Antes do bem-bom do semi-aberto, sintam o gostinho do fechado !
 
Um Juiz deve, na teoria, arbitrar as disputas, porque mantém equidistância das partes.

Entre a Acusação e a Defesa, o Magistrado é imparcial.

A legitimidade do Judiciário não advém do voto, mas da prevenção de que o Juiz aplicará o Direito com isenção.

Sem discutir os fundamentos jurídicos da Ação Penal 470, a aplicação das penas por Joaquim Barbosa revela que ele não é um Magistrado imparcial.

E, portanto, na teoria, não poderia exercer a alta função que exerce: a de ser exemplarmente imparcial.

Já que de um Juiz se espera que aplique a Lei – e as penas ! -  com isenção.

Alguém é declarado condenado quando viola uma obrigação jurídica.

Há nesse caso uma diferença qualitativa entre o Juiz e o condenado.

Enquanto o condenado descumpre a Lei, o Juiz é o seu guardião.

Joaquim Barbosa, porém, descumpre preceitos que o Magistrado deveria velar.

Joaquim Barbosa encarna um atraso sociológico, pois confunde fazer Justiça com justiciamento.

Não por acaso, o arbítrio é a marca de sua atuação no STF.

Ele supõe que o “regime fechado” dos réus filiados ao PT cairá com o julgamento dos embargos infringentes, o que se deve à inexistência de qualquer indicio de “crime de quadrilha”.

Sendo assim, ele aplica arbitrariamente, por conta própria, a pena compatível com o “regime fechado”.

Se os filiados ao PT foram condenados a “semi-aberto” e ainda há os infringentes a julgar, o que fazem Dirceu e Delúbio na Papuda ou, como Genoino, na casa de parentes de parentes ?

É como se Joaquim Barbosa dissesse a eles e à opinião pública: antes do bem-bom do semi-aberto, sintam o gostinho do fechado.

A parcialidade não explica inteiramente um comportamento que agride o Direito e o bom-senso.

Há a possibilidade de o Magistrado tomar “partido” ostensivamente: e entrar para a Política, num partido de oposição ao PT.

Clique aqui para ler
“STF trata Genoino como Beira-Mar”.

Em tempo:
quando o Presidente Barbosa vai legitimar a Operação Satiagraha ?

Em tempo2: Saiu no G1:

Barbosa rejeita último recurso e manda prender João Paulo Cunha

Ex-presidente da Câmara foi condenado a 9 anos na ação do mensalão.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, rejeitou nesta segunda-feira (6) o último recurso do deputado federal João Paulo Cunha no processo do mensalão, e determinou que seja iniciado o cumprimento da pena de prisão pelos crimes de corrupção passiva e peculato.

Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Cunha foi condenado no julgamento do processo do mensalão, em 2012, a 9 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. No ano passado, o STF rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa, mantendo a pena estipulada antes.


(…)

Paulo Henrique Amorim, com a colaboração de futuro Ministro do Supremo

 http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/01/06/por-que-barbosa-mantem-dirceu-em-regime-fechado/

Amiga de Aécio:Ex-secretária de Cultura do governo de Minas tem bens bloqueados em R$ 6,4 milhões



Eleonora, vai trocar de nome igual ao chefe,
vai se chamar HONESTAUDA.

Na época em que ocupou a cadeira, sua empresa teve crescimento patrimonial de 776%, segundo investigação da promotoria. Em 2001, o total de rendimentos da ex-secretária na empresa era de R$ 36.800. Em 2006, saltou para R$ 1 milhão.
Depois que Eleonora assumiu a pasta, a Fundação Vale e a então Companhia Vale do Rio Doce (hoje Vale) passaram a ser clientes da empresa dela. “Em inegável situação de obtenção de vantagem, em 17 de março de 2005 a Companhia Vale do Rio Doce havia celebrado Protocolo de Intenções com o Governo do Estado e Secretaria de Estado da Cultura para ser parceira do projeto cultural relativo à Praça da Liberdade, denominado Corredor Cultural da Praça da Liberdade”, diz a denúncia.
Sua sócia, Alessandra Pinho, e a empresa Oliva Produções também figuram como rés no processo. Na terça-feira, o Tribunal de Justiça acatou parte do pedido liminar feito pelo MP referente à indisponibilidade de bens por improbidade administrativa.
Irregularidade
De acordo com a denúncia do MP, Eleonora não teria se desligado da Santa Rosa Bureau para assumir a secretaria de Cultura, o que é proibido por lei.
Segundo a denúncia, ela mantinha no site da empresa a sua biografia com a informação de que, além de proprietária, também exercia a função de secretária de Estado. Para a promotoria, essa pode ser uma forma de usar o cargo para obter vantagens no mercado.
Questionada em depoimento sobre o isso, ela informou que “o escritório se chama Santa Rosa Bureau Cultural, o que torna notória a presença da declarante, que, além disso, não é uma pessoa anônima ou desconhecida no meio cultural”, diz o texto do MP.

Bloqueio dos bens
A Justiça determinou liminarmente o bloqueio dos bens da ex-secretária de Cultura do governo de Minas, Eleonora Santa Rosa, por enriquecimento ilícito e tráfico de influência. De 2005 a 2008, enquanto esteve na secretaria, a empresa de Eleonora, a Santa Rosa Bureau, teria aumentado seu patrimônio em R$ 6,4 milhões, segundo denúncia do Ministério Público (MP). As informações são do Hoje em dia
 
 http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/01/amiga-de-aecioex-secretaria-de-cultura.html

Quem pagava “bolsa esmola” era o PSDB



Para entender por que o PSDB virou freguês do PT no século XXI, basta olhar o discurso dos tucanos sobre o Bolsa Família. Apesar de hoje estarem correndo atrás do prejuízo que o que disseram sobre o programa lhes causou, um olhar sobre as políticas de transferência de renda do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso mostra quem criou “bolsa esmola”.

O termo “bolsa esmola” é de autoria do PSDB, ainda que a mídia ligada a esse partido – bem como ele mesmo – já tenha tentado até atribuir esse mesmo termo ao ex-presidente Lula por ter criticado a distribuição de cestas básicas que o governo de seu antecessor direto usou como programa social até o penúltimo ano de seus oito anos.

Até 2001, o programa social mais vistoso do governo federal era a distribuição de cestas básicas. A crítica de Lula a esse programa foi feita durante a campanha eleitoral de 1998 porque, após quatro anos de governo, FHC não tinha nenhuma outra iniciativa em termos de transferência de renda.

Abaixo, um vídeo que os tucanos e sua mídia difundiram à larga durante a eleição presidencial de 2010 para tentarem distorcer os fatos. Vale conferir que, em nenhum momento, Lula se referiu a programas de transferência de renda como “esmola”, apesar de que criticava os baixíssimos valores que passaram a ser pagos à população carente na undécima hora do governo FHC, aparentemente visando a eleição de 2002


De fato, os programas de transferência de renda criados por FHC de afogadilho no penúltimo ano de seu governo de oito anos – até então ele só distribuía cestas básicas, vale repetir – eram mesmo esmola.
O gráfico abaixo foi retirado do trabalho monográfico A assistência social nos governos FHC e Lula apresentado por Patrícia Taconi de Moraes Scotton Alves ao curso de pós graduação em Gestão de Políticas Sociais do INBRAPE-FECEA no ano de 2009. O material mostra que programa de transferência de renda tinha o governo FHC após 7 anos.
Como se vê, era esmola mesmo e paga com finalidade político-eleitoral de forma meio desesperada, haja vista a baixíssima aprovação do ex-presidente tucano naquele 2001 – FHC encerrou seu segundo mandato com apenas 35% de aprovação, enquanto que Lula encerrou o seu segundo mandato com 83% de aprovação.

Apesar dos valores absurdamente baixos e pagos a cerca de um quinto das famílias que hoje são beneficiadas pelo Bolsa Família, o PSDB, em editorial publicado em seu site em 2004, chamou o programa social petista de “bolsa esmola”. Abaixo, o texto – com o devido link para a página original.

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Bolsa Esmola – Editorial
13 de setembro de 2004  

Para um governo comandado por um partido que historicamente se fortaleceu sob a bandeira da redenção dos pobres de todo o país, o balanço das políticas federais de inclusão social tem sido profundamente desapontador.

O programa Fome Zero, eixo central do discurso de campanha do então candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva, sofre de inanição desde a sua festejada criação e atabalhoada execução. Para superar as deficiências congênitas, o governo, sensatamente, uniu-o ao Bolsa Escola, formando o Bolsa Família – em resumo, a unificação de vários programas assistenciais, a maioria já existente na gestão de Fernando Henrique Cardoso, como o Bolsa Alimentação, o Cartão Alimentação e o Auxílio Gás. O que parecia uma saudável correção de rota tem sido enxovalhado pela evidência de que o governo deixou de fiscalizar, por exemplo, a freqüência em sala de aula dos alunos beneficiados pelo Bolsa Família.

O principal programa social petista reduziu-se, enfim, a um projeto assistencialista. Resignou-se a um populismo rasteiro. Limitou-se a uma simples distribuição de dinheiro, sem a contrapartida do comparecimento à escola, condição fundamental para que populações excluídas tenham maiores possibilidades de emprego no futuro, com elevação da renda de maneira produtiva. A ausência de controle também deixa o programa vulnerável a desvios e pouco propício à avaliação de resultados e correção de rumos. Uma expressão do senador Cristovam Buarque (PT-DF) resume o problema: “O Bolsa Escola virou Bolsa Esmola“.

Exposta a crise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, no fim da semana passada, que o chefe da Casa Civil, José Dirceu, assumirá o comando das discussões internas para resolver as falhas na execução do programa. Presidente da Câmara de Política Social, da Câmara de Desenvolvimento Econômico e de outros 19 grupos coletivos dedicados a reuniões na Esplanada dos Ministérios, Dirceu convocará os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Humberto Costa (Saúde) e Tarso Genro (Educação) com o objetivo de encontrar uma solução conjunta para a falta de controle. Deseja-se que novos rumos não sejam turvados pelo hábito palaciano de perder-se em extensos e contraproducentes debates internos.

Três exigências seriam originalmente necessárias para as famílias que recebem o benefício do Bolsa Escola: freqüência escolar, vacinação e acompanhamento de gestantes. A última checagem, admitiu o governo, é de 10 meses atrás. (Tais falhas, convém lembrar, vêm desde a gestão de FHC). Enquanto isso, os três ministérios envolvidos com o programa seguem batendo cabeça sobre as atribuições de cada um no controle das contrapartidas.

Trata-se de um símbolo tristonho da negligência governamental para aquela que seria prioridade absoluta da atual gestão. Os entraves dos programas sociais do governo federal são a evidência clara de uma política embotada pelo apego a números que podem render dividendos políticos musculosos, porém com eficácia social bastante questionável. São 4,5 milhões de famílias beneficiadas, orgulha-se o Palácio do Planalto. O risco é que, ao fim do mandato petista, boa parte delas continue à espera da esmola presidencial.
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O texto está cheio de mentiras. Antes de rebatê-las, porém, vale dar uma olhada no gráfico do Ministério do Desenvolvimento Social que mostra quanto o Bolsa família paga – e a quem.


Como se vê, o Bolsa família chega a pagar mais de 300 reais às famílias beneficiadas pela maior amplitude do programa, enquanto que as “bolsas” de FHC pagavam uma fração desse montante em condições análogas.

Não foi por outra razão que ao longo dos governos Lula e Dilma a pobreza caiu de forma tão mais acentuada do que durante os oito anos de FHC. O gráfico abaixo, extraído da Folha de São Paulo, mostra como a maior preocupação com o social de Lula e Dilma e a abolição das esmolas tucanas melhoraram a vida dos brasileiros.
FHC encontrou o país com 38,2 milhões de pobres e o entregou a Lula com 39,6 milhões; só no governo Lula, os pobres caíram de 39,6 milhões para 21,2 milhões. E só até 2011. Dali em diante, o tamanho da pobreza no Brasil continuou diminuindo e segue em queda até hoje.

O que fez a pobreza praticamente permanecer estática durante o governo FHC e ter caído tanto durante o governo Lula encontra explicação em uma das últimas manifestações do PSDB sobre o Bolsa Família, nas palavras de seu pré-candidato a presidente Aécio Neves.

Veja o que ele disse em novembro ao jornal O Estado de São Paulo:
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Um dos problemas que constatamos é que pais de família, mesmo com uma oferta de trabalho, têm receio de amanhã eventualmente serem demitidos e terem que voltar ao programa e não conseguirem rapidamente sua reinserção”, disse. Aécio deve apresentar ainda outras propostas “para que haja um esforço maior do que existe hoje para a qualificação daqueles beneficiários do Bolsa Família e um acompanhamento maior“.
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Esse enfoque da pobreza é o que torna o PSDB um partido danoso aos brasileiros também no que diz respeito ao combate a essa que é a maior chaga deste país. Em vez de se preocuparem em aumentar o tamanho do Bolsa Família para que a pobreza continue caindo, os tucanos se preocupam com “portas de saída” e outras artimanhas para desidratar o programa.

Eis por que Aécio não deslancha. Os brasileiros sabem quanto sofreram enquanto o PSDB mandava no país. Sabem como nascer pobre, no Brasil, era para sempre e sabem como após Lula, e agora com Dilma, a mobilidade social virou realidade. Por isso, dificilmente Dilma deixará de se reeleger. Quem bate, esquece. Mas quem apanha não esquece.

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/01/quem-pagava-bolsa-esmola-era-o-psdb/