
De acordo com o RH da empresa, os trabalhadores possuíam contrato temporário. No entanto, os
contratos teriam sido interrompidos antes do término, que seria no dia 31 de dezembro.
O Sindicato repudia a atitude da empresa, ao eliminar sumariamente 200 postos de trabalho e exige esclarecimento sobre os contratos fixados com os trabalhadores.
A readequação da programação é responsabilidade da empresa e os funcionários não podem
ser penalizados por isso.
Enquanto isso, a empresa cresce.
De acordo com a Folha de S. Paulo, a emissora vai fechar o ano de 2008 com crescimento de 32%, ultrapassando os 6% da Globo, os 8% do SBT, e os 30% da Record.
Ainda assim, a Band fala em corte orçamentário de 15%. Quem vai pagar a conta?
Os trabalhadores já sofrem com as irregularidades praticadas. Não recebem hora extra e feriados trabalhados devidamente; são forçados a ter um banco de horas ilegal; não recebem por acúmulo de funções; são obrigados a tirar uma hora de almoço, o que camufla uma jornada de trabalho maior. No setor de maquiagem, os funcionários chegam a trabalhar nove
horas em um dia.
Além disso, a empresa ainda pratica formas ilegais de contratação. Existem vários jornalistas exercendo funções de radialistas, sem o devido registro profissional; a contratação via Pessoa Jurídica (PJ) também é generalizada e possibilita que a empresa faça um fundo de caixa, ao deixar de pagar os encargos trabalhistas; e os estagiários não possuem acompanhamento, e muitas.