

Alguns destaques do discurso:
nós temos de fazer, nesses quatro anos do meu mandato, um enorme esforço... para que a gente transforme o Sistema Único de Saúde em um sistema de alta qualidade
...um sistema que assuma responsabilidade perante cada brasileiro e cada brasileira de levar a saúde que nós queremos para nós e para as nossas famílias para cada um dos brasileiros. É um desafio, e nós estamos aqui para enfrentar desafios.
E para fazer isso, nós temos de olhar para essa geração de bebês que estão nascendo e garantir que eles tenham o melhor atendimento possível. Eles são o nosso passaporte para o futuro...
Nós não vamos compactuar com a miséria e a pobreza, e aí não tem um lugar onde a desigualdade é mais perversa do que na área da saúde, onde a gente sabe que faz diferença uma mulher chegar à maternidade e ter um tratamento humano...
faz diferença uma mulher chegar à maternidade e saber que lá ela não vai ser levada a fazer cesariana porque cesariana paga mais. Ela vai fazer parto normal porque parto normal é melhor para ela e para a criança. Faz diferença quando a mãe tem todo um suporte, tem todo um estímulo, tem todo um carinho para poder fazer seu aleitamento, para a criança ter toda a proteção que ela é capaz de transmitir.
A Rede Cegonha é isso... que elas [as mães] tenham condição de serem tratadas e protegidas, e suas crianças também, assegurando a elas acesso a exames e a um acompanhamento que não é mais, pura e simplesmente, as quatro consultas da Organização Mundial da Saúde...
Além disso, que as mulheres possam ter o transporte para fazer isso, para ir ao pré-natal. Muitas vezes as mulheres não vão para o pré-natal, principalmente as mulheres das populações de menor renda, porque não têm acesso ao transporte. É garantir o transporte à mulher que está fazendo o seu pré-natal. Garantir também que ela tenha acesso à maternidade através do vale-táxi e, se ela estiver em uma situação de risco, que ela possa chamar o Samu e ter no Samu-Cegonha um atendimento de qualidade.
É garantir o ultrassom, é garantir tratamento, é garantir atenção. Mas, sobretudo, e eu acho que isso é muito importante para as mulheres, é saber que gravidez não é doença e, como não é doença, maternidade é maternidade, hospital-geral, é hospital-geral. Uma coisa tem de ser separada da outra, pode-se usar até o mesmo prédio, mas com entrada distinta, sala separada e tratamento absolutamente separado, porque a gravidez é um momento de celebração da vida, é um momento muito especial.
Este Programa, que tem maternidade de baixo risco e maternidade de alto risco, que vai acompanhar o bebê até o segundo ano de vida, ele precisa que o SUS funcione. Ele é um programa de expansão do SUS, mas ele precisa que o SUS funcione com qualidade.
... a gente não pode ficar parado, de braços cruzados, olhando para o SUS e falando que ele é bom. Nós temos o compromisso de fazer com que ele seja bom. Por isso, nós temos de olhar com cuidado as 44 mil unidades básicas de Saúde deste país, e olhar se nas 44 mil unidades básicas de Saúde do país nós estamos tendo um atendimento adequado. Quando não tivermos, temos de mudar isso, em parceria com estados, municípios e agentes de Saúde em geral, do médico ao agente comunitário de Saúde.
Temos de olhar com muito cuidado também os nossos 6 mil hospitais, 6 mil hospitais que nós vamos fazer um grande esforço e colocar em um sistema informatizado, em que nós saibamos todos os leitos que estão sendo ocupados. Para quê? Se são leitos de UTI, se são leitos para cirurgias... Nós temos de transformar cada vez mais, a cada dia, o nosso SUS em um grande e em um ótimo sistema de saúde....
esta marca que o Romero Britto criou para nós [da Rede Cegonha], ela é uma marca muito forte porque ela tem um lado muito brasileiro, porque essa cegonha aí não é europeia. Uma cegonha com tantas cores é uma cegonha brasileira.
Herença bendita
Eu queria encerrar dizendo a vocês o seguinte: eu tenho certeza de que o nosso país está em um momento muito especial. Eu recebi, e hoje falava até para o governador Anastasia, eu recebi um país diferente, eu recebi um país que tinha conseguido através da política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que eu tive a honra de suceder, eu recebi um país em condições de dar um salto maior ainda do que o Presidente conseguiu dar em seu primeiro governo. Ele me legou essa herança e vocês podem ter certeza, eu vou honrar essa herança que eu recebi. Agora, eu conto com os prefeitos e as prefeitas, com o governador e com cada um de vocês para que nós transformemos este país em um país rico e sem pobreza.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/03/dilma-cumpre-promessa-de-lancar-rede.html
“Millenium”: a Vale é uma mina para a mídia?
O superblog “Os amigos do Presidente Lula” – tocado com vigor pelo Zé Augusto e pela Helena e detestado pela Dra. Sandra Cureau – pegou no pulo o ato falho do porta-voz da grande mídia,
o Instituto Millenium (o IBAD do século 21) revelando uma parte das razões pelas quais colunistas e jornalões fizeram toda esta onda para transformar Roger Agnelli, o destronado da Vale, em vítima de um estatismo feroz.
Em artigo publicado no blog do Instituto (hospedado pela editora abril), diz-se que a substituição de Agnelli “busca aumentar a influência do governo dentro da empresa, para, possivelmente, ocupar cargos de interesse do governo, contratar empresas próximas ao governo e, até mesmo, aumentar a influência do governo nos meios de comunicação.”
Opa! Como assim? O que tem a ver o sr. Agnelli com os meios de comunicação? A Vale é um órgão de imprensa?
Ou será que a Vale é uma mina para a imprensa?
O jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, publicou em outubro de 2009: “A Vale gastou R$ 178,8 milhões em publicidade nos últimos 12 meses terminados em setembro. A conta de propaganda da mineradora foi entregue a Nizan Guanaes, o marqueteiro predileto do PSDB ao longo de quase duas décadas. FHC e José Serra, entre outros, foram clientes de Nizan.
“No mercado publicitário, R$ 178,8 milhões é considerado um valor alto. Como comparação, a marca de sabão em pó OMO consumiu R$ 141,7 milhões no mesmo período. Os dados são do Ibope Monitor. Há também um outro dado curioso: mineradoras no mundo todo não costumam fazer publicidade, pois o seu produto (minério) não é vendido ao consumidor final.”
Esse gasto com propaganda e a escolha de Nizan foram dois fatores relevantes para que azedasse a relação entre a Vale e o Palácio do Planalto, sobretudo entre o PT e a Vale.
” No mesmo post, Rodrigues ironiza a divulgação pelo jornal O Globo de dados da Vale (parciais), dizendo que teriam sido “só” R$ 50 milhões, de janeiro a setembro daquele ano.
Agora, pior do que o “atentado à liberdade de imprensa” que pudesse ser a substituição de Agnelli na distribuição de verba publicitária é o conceito que a Vale faz dos jornalistas, que se revela em outro ato falho recolhido pelo blog “Os amigos do Presidente Lula”, que se expressa no vídeo de “homenagem” feito pela empresa aos profissionais de imprensa, que posto abaixo. Deprimente.
PS do Viomundo: Em vez de reproduzir o vídeo deprimente, preferimos convidar você a assistir outro, bem melhor.
http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/03/28/como-agnelli-seduziu-o-pig-com-publicidade/
A lorota a respeito é de que ele teria "se rebelado" contra o Bradesco, ao externar em público as divergências com o governo Dilma (e também com o de Lula), fora dos padrões discretos do Bradesco.
A lorota fica assumida quando saiu a notícia de que "Roger" (como o chama Miriam Leitão) voltará para a diretoria do Bradesco.
Fica claro que "Roger" agiu fielmente aos interesses dos acionistas banqueiros quando saiu atirando no governo, acusando de "ingerência", como se sócios majoritários de uma empresa não pudessem influir no destino delas e, pior, acusando o governo de aparelhamento da empresa, de partidarização, anunciando um falso quadro de caos, a ponto de assustar pequenos investidores desavisados.
Tudo isso vai de encontro aos interesses dos acionistas banqueiros (e minoritários) em querer controlar a escolha do sucessor de "Roger".
A parábola do pitbull Roy Roger e do Sr. Brad
O Sr. Brad comprou um lote de um condomínio chamado Valério Doce.
Colocou um pitbull, apelidado pelo nome caubói de Roy Roger, para tomar conta do seu terreno.
O problema é que o Brad se recusava a cercar seu lote, e o pitbull invadia os terrenos alheios, tomando conta do pedaço - do condomínio inteiro. Quando os vizinhos reclamavam com o Brad, ele dizia que o pitbull "garantia a segurança" de todo o condomínio.
Um dia os vizinhos resolveram cercar seus próprios lotes. Assim o terreno do Brad ficaria cercado por todos os lados, confinando o pitbull em seu espaço.
E o pitbull Roy Roger passou a morder os vizinhos na hora em que iam construir a cerca.
O Brad disse aos vizinhos que se eles parassem de construir a cerca, prometia sacrificar o pitbull.
Os vizinhos já estavam cogitando parar a cerca, quando viram o Brad num canil consultando o preço de um rotweiler.
Moral da história: o Brad cumpriria a promessa de sacrificar o pitbull, mas colocaria um rotweiler para substituí-lo.
Expeculação X investimento de longo prazo.
Voltando ao caso da Vale, a questão que está em jogo não é "partidarização" contra "mercado".
É a guerra entre especuladores e investidores de longo prazo.
É entre os que querem só dividendos rápidos contra os que querem maior reinvestimento de parte dos lucros em industrialização do minério e inovação.
A um banco, como o Bradesco, o maior interesse é quanto a Vale distribui de dividendos sobre seu capital aplicado, além da valorização rápida das ações. Quanto mais e mais rápido, melhor.
Para acionistas com interesses de longo prazo, como um fundo de pensão, no caso da PREVI, se parte do lucro for reinvestido de forma a aumentar o patrimônio a longo prazo, mais do que aquilo que receberia como dividendos, melhor.
Para o governo e o povo brasileiro, interessa que a empresa seja lucrativa, mas que também cumpra suas finalidades sociais.
Mineração é uma concessão pública. A empresa deve satisfação aos acionistas, mas deve satisfação também ao dono do subsolo e dos recursos minerais: o povo brasileiro. E precisa estar alinhada aos interesses nacionais das políticas industriais para o setor.
Outra divergência relacionada, é que, ao que parece, o governo quer a Vale atuando como um conglomerado de empresas, que agregue valor à mineração. Isso é bom para a PREVI, porque agregará valor à produção, e portanto seus investimentos valerão muito mais, aumentando o patrimônio do fundo de pensão no futuro.
Isso interessa menos ao banco, porque o conglomerado dele já é o Grupo Bradesco. O banco se interessa em receber o máximo de dividendos o mais rápido possível, porque pode fazer o que bem entender com o dinheiro ganho na Vale, em seu próprio grupo de empresas.
Há pouco tempo "Roger" havia dito que era contra investir em siderurgia porque iria concorrer com seus clientes que compram minério de ferro. É uma desculpa esfarrapada. O conglomerado Samsung fabrica memórias de computador e chips para todo mundo, e também fabrica notebooks, monitores, celulares, etc, competindo com seus clientes.
O grupo controlador da Brastemp fabrica compressores usados pelos fabricantes de geladeiras e condicionadores-de-ar concorrentes. O próprio grupo Bradesco controla fábricas e mineradoras que competem com clientes do banco. Todo grande grupo de empresas faz isso. No mundo inteiro.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/03/o-roger-do-brad-na-especulacao-da-vale.html